Jornalista denuncia “a jogada da Copa”

 

247 – Setores conservadores da sociedade brasileira, descrentes de sua capacidade de chegar ao poder pelas vias convencionais, teriam um plano: promover a “aventura catastrofista” da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. A tese é levantada pelo jornalista Gabriel Priolli, um dos mais consagrados profissionais da televisão brasileira.

“Dias atrás, na primeira vez em que externei essa preocupação, recebi o previsível fogo de barragem. Disseram que é paranóia minha, exagero. Que as convicções democráticas da oposição e de sua mídia são inquestionáveis. E que a eleição transcorrerá dentro das regras, sem tentativas de tapetão”, disse ele. “Será mesmo? O pré-golpe de 1964, em que muitos não acreditavam que a legalidade fosse demolida, talvez nos ensine melhor sobre os métodos do conservadorismo para tomar o poder”.

Coincidência ou não, a edição da Folha deste domingo destaca uma coluna com o mote “Não vai ter Copa”, dos que pretendem tumultuar o País durante o Mundial de 2014 (leia mais aqui). Um repeteco de junho de 2013 em 2014, durante os jogos, parece ser a esperança de setores da sociedade para promover uma mudança na agenda política do País.

Abaixo, o texto de Gabriel Priolli:

A Jogada da Copa

Por Gabriel Priolli, do blog A Priolli

Seis meses depois dos protestos que tomaram inúmeras cidades brasileiras, decantadas as insatisfações apresentadas pelos manifestantes e as múltiplas soluções aventadas por todos os atores políticos para a estranha crise que se formou, temos um quadro bem claro. A maioria da população quer mudanças no país, mas prefere que elas sejam conduzidas por Dilma e não pela oposição. A presidenta lidera em todas as sondagens de intenção de voto.

Falta muito tempo até as eleições, certamente, e já assistimos a oscilações espetaculares de intenção de voto nos pleitos anteriores, inclusive candidaturas que “atropelaram” na reta final e venceram. Tudo pode acontecer, portanto, até que se proclamem os resultados. Mas, até segunda ordem, quem lidera é Dilma. A soma dos votos de seus adversários não supera os votos da candidata governista e tudo indica que a eleição será definida já no primeiro turno.

Sim, mas há um outro roteiro possível para este ano. Nele, as massas sairiam novamente às ruas em junho, em plena Copa do Mundo, e causariam tal transtorno à competição que seria impossível ignorá-las. A mídia mundial distribuiria a todo o globo imagens de multidões pedindo reformas, de black blocs destruindo seus alvos habituais e das polícias reprimindo com a cortesia conhecida.

As cenas passariam a impressão de um país sem governo e de um governo sem legitimidade – impressões absolutamente falsas. Mas o que é mesmo a verdade, nessas coisas da mídia e da enunciação de seus conteúdos?

Um governo “ilegítimo”, pressionado externamente, ficaria acuado também pelos adversários internos. Estes amplificariam ao máximo possível os protestos e tentariam conduzir a sua pauta, exatamente como fizeram em 2013. Para criar um clima de megacrise, que nenhum ponto de contato tem com o real. Mas o que é exatamente o real, quando se tem o controle do que a mídia diz sobre ele?

Quem sabe se, em meio ao eventual fiasco da Copa – corre-corre e pancadaria nas imediações dos estádios, os inevitáveis problemas organizativos amplificados ao extremo, as queixas e angústias dos turistas constrangidos pelo clima de guerra política no Brasil e, prêmio final, uma boa derrota da seleção nacional -, os eleitores não embarquem na ideia de jogar toda a culpa em Dilma? Quem sabe não escolham na urna uma alternativa de oposição?

Acumulam-se as evidências de que setores conservadores, descrentes de sua capacidade de sedução do eleitorado pelas vias convencionais, cogitam se lançar na aventura catastrofista da Copa. Pretendem que o maior evento já realizado no país fracasse espetacularmente, para o máximo constrangimento e desgaste do governo atual. Acham que colherão os louros dessa ação de lesa-pátria.

É simplesmente doentia a ideia de que, para conquistar o poder de “consertar” o país, alguém considere aceitável que a nossa imagem internacional seja destruída. Que o Brasil seja penalizado por décadas, pela “incapacidade” de realizar grandes eventos internacionais. E que isso aconteça fundamentado em mentira e manipulação da opinião pública.

Mas, infelizmente, a possibilidade é bastante concreta. Daqui até junho, provavelmente veremos novas convocatórias para que as massas voltem às ruas e façam manifestações “espontâneas”. Assistiremos à incitação explícita de atos destinados à desestabilização do governo. “Não vai ter Copa!”, bradarão outra vez os carbonários – com todas as câmeras e microfones à sua disposição.

Dias atrás, na primeira vez em que externei essa preocupação, recebi o previsível fogo de barragem. Disseram que é paranóia minha, exagero. Que as convicções democráticas da oposição e de sua mídia são inquestionáveis. E que a eleição transcorrerá dentro das regras, sem tentativas de tapetão.

Será mesmo? O pré-golpe de 1964, em que muitos não acreditavam que a legalidade fosse demolida, talvez nos ensine melhor sobre os métodos do conservadorismo para tomar o poder. E sobre como ele é campeão em destruir a democracia, para “salvá-la” da ameaça dos governos populares.

Por que deveríamos confiar agora em quem não foi confiável no passado e segue não sendo?

Por que a campanha “não vai ter Copa” é irresponsável?

Autor: Miguel do Rosário

 

turismo

 

O gráfico acima foi tirado de estudo da Fundação Getúlio Vargas em parceria com a consultoria Ernst & Young, cuja íntegra pode ser lida aqui.

Para me poupar o trabalho de resumir os números apresentados pelo estudo, transcrevo trecho de post de hoje de Eduardo Guimarães, do blog Cidadania, que já fez o serviço:

Estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas em parceria com a renomada empresa de consultoria Ernst & Young para o Ministério do Esporte em 2010 diz coisas muito diferentes das que vêm sendo ditas por esses embrulhões do movimento “Não vai ter Copa”.

Segundo o estudo, a Copa irá gerar R$ 183 bilhões de faturamento em um período de dez anos (de 2010 e até 2019) devido a impactos diretos – investimentos em infraestrutura, turismo, empregos, impostos, consumo – e indiretos – via circulação de todo esse dinheiro no país.

Somente em obras de infraestrutura, os investimentos deverão alcançar R$ 33 bilhões, entre estádios, mobilidade urbana, portos, aeroportos, telecomunicações, energia, segurança, saúde e hotelaria.

No turismo, os números apurados pela consultoria mostram que circularão 600 mil turistas estrangeiros e 3 milhões de turistas nacionais, aumentando em cerca de 50% o faturamento do turismo no país – de cerca de 6 para cerca de 9 bilhões de reais.

Somando empregos para trabalhadores permanentes e temporários, eles devem incrementar o PIB em R$ 47,9 bilhões.

Segundo a consultoria citada, “Os R$ 5 bilhões a serem injetados no consumo pela renda gerada por esses trabalhadores equivalerá a 1,3 ano de venda de geladeiras no Brasil ou 7,2 milhões de aparelhos”.

A expectativa é a de que a Copa crie mais de 700 mil empregos entre permanentes e temporários.

FGV e Ernst & Young ainda afirmaram que devem ser arrecadados “R$ 17 bilhões em impostos, o que representará mais de 30 vezes os R$ 500 milhões em isenções fiscais que serão concedidas à Federação Internacional de Futebol (Fifa) e empresas por ela contratadas para a realização do Mundial”.

Os tributos federais a ser arrecadados com a Copa deverão chegar a R$ 11 bilhões, deixando um saldo positivo de R$ 3,5 bilhões em relação aos investimentos federais na realização do campeonato.

Veja, leitor, o cálculo do faturamento total da Copa, segundo o estudo em tela:

“Os impactos indiretos da Copa na economia do país com a recirculação do dinheiro são calculados pelo estudo em R$ 136 bilhões, até 2019, cinco anos depois da Copa. Um impacto pós-Copa, impossível de dimensionar financeiramente transforma-se em turismo futuro. Além disso, as obras que modernizarão estádios nas 12 cidades-sedes também geram riqueza e impacto no PIB. Este valor, somado aos R$ 47 bilhões dos impactos diretos, leva aos R$ 183 bilhões que o estudo calcula que a Copa vai gerar para o país”.

Então, diante de gastos de cerca de 30 bilhões de reais para realizar a Copa de 2014 no Brasil, haverá um faturamento bruto de 183 bilhões de reais

Publicado originalmente em Tijolaço

Nota à imprensa: esclarecimentos sobre investimentos do governo federal para a Copa do Mundo

A matéria veiculada pelo Portal UOL na manhã deste domingo (23), assinada por Rodrigo Mattos e Vinicius Konchinski, distorce informações, faz relações incorretas e induz o leitor a uma interpretação errada dos fatos. Cabe esclarecer o seguinte:

– Não há um centavo do Orçamento da União direcionado à construção ou reforma das arenas para a Copa.

– Há uma linha de empréstimo, via BNDES, com juros e exigência de todas as garantias bancárias, como qualquer outra modalidade de crédito do banco. O teto do valor do empréstimo, para cada arena, é de R$ 400 milhões, estabelecido em 2009, valor que permanece o mesmo até hoje. O BNDES tem taxas de juros específicas para diversas modalidades de obras e projetos. O financiamento das arenas faz parte de uma dessas modalidades.

– Não houve qualquer aporte de recursos do Orçamento da União nos últimos anos para a Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília). Portanto, a matéria do UOL está errada. Não há recurso algum do Orçamento da União para a obra de nenhuma das arena, o que inclui o Estádio Nacional Mané Garrincha.

– Isenções fiscais não podem ser consideradas gastos, porque alavancam geração de empregos e desenvolvimento econômico e social, e são destinadas a diversos setores e projetos. Só as obras com as seis arenas concluídas até agora geraram 24.500 empregos diretos, além de milhares de outros indiretos, principalmente na área da construção civil.

– É importante reforçar que todos os investimentos públicos do Governo Federal para a preparação da Copa 2014 são em obras estruturantes que vão melhorar em muito a vida dos moradores das cidades. São obras de mobilidade urbana, portos, aeroportos, segurança pública, energia, telecomunicações e infraestrutura turística.

– A realização de megaeventos representa para o país uma oportunidade para acelerar investimentos em infraestrutura e serviços, melhorando as cidades e a qualidade de vida da população brasileira. Os investimentos fortalecem a imagem do Brasil, de seus produtos no exterior e incrementa o turismo no país, gerando mais empregos e negócios para o povo brasileiro.

Ministério do Esporte
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

A Copa no Brasil será um sucesso

Apesar do autor expressar uma analise equivocada (propaganda subliminar do neoliberalismo) da crise econômica europeia, imputando suas causas ao exesso de gastos para a garantia do ” Estado de Bem Estar Social “, o que é comprovadamente uma tremenda asneira… apesar dos pesares o texto é bom e merece muito ser lido…

Por Alberto Carlos Almeida | De São Paulo

É interessante ver como pessoas inteligentes afirmam hoje que a Copa do Mundo de 2014 no Brasil será um fracasso. O Brasil é o país do futebol. Como uma Copa do Mundo poderá ser um fracasso no país do futebol? O raciocínio é tão simples quanto óbvio: será que essas pessoas não se deram conta que é impossível que uma Copa do Mundo fracasse justamente no país do futebol?

Há pouco tempo, o secretário- geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jerome Valcke, deu um show de preconceito ao afirmar que o Brasil tinha que levar um chute no traseiro porque não estaria cuidando adequadamente dos preparativos para a Copa. Duvido que Valcke compreenda o Brasil. Exatamente por isso a afirmação foi inteiramente preconceituosa. Bem fez o Senado ao não querer recebê-lo, bem fez o senador Roberto Requião ao afirmar que os senadores não queriam conversar com o “porteiro” da Fifa. É preciso deixar claro para esses europeus preconceituosos que eles precisam compreender a diferença, que precisam entender que nem todos no mundo são europeus, muito menos nós, brasileiros.

Poderíamos também ser preconceituosos contra a Europa. Poderíamos afirmar: vamos dar um chute no traseiro da Europa, para eles aprenderem a não mergulhar em crises econômicas tal qual vivem hoje com, por exemplo, 50% de desemprego entre os jovens espanhóis. Vamos dar um chute no traseiro da Europa para que ela aprenda a não ter governos tão gastadores, com déficits públicos insustentáveis. Poderíamos ainda dar um chute no traseiro da Europa retroativamente, por conta das duas guerras mundiais e pelo extermínio de mais de seis milhões de judeus. Nada disso, não iremos fazer isso porque compreendemos os europeus, sabemos que eles gostam de um Estado de bem-estar-social bastante gastador e ineficiente, entendemos isso perfeitamente. Sabemos que franceses odeiam alemães, que odeiam ingleses, e assim por diante, e sabemos também que esse nacionalismo resultou, no passado, nas piores guerras que o mundo já viu. Entendemos isso perfeitamente, sem preconceitos. Sabemos também que os europeus só se pacificaram depois de muitas limpezas étnicas e que a última de grande magnitude ocorreu outro dia, na década de 1990, liderada por Slobodan Milosevic. Somos compreensivos e nem mesmo isso justifica uma declaração preconceituosa.

É fundamental que a Fifa compreenda o que é o Brasil. Mais do que isso, é preciso que muitos brasileiros que hoje afirmam que nossa Copa será um fracasso também passem a compreender o Brasil pelos parâmetros genuinamente brasileiros. Só assim eles vão perceber que a nossa Copa do Mundo será um grande sucesso.

Vamos fazer um exercício simples, vamos nos transportar para o ano da Copa: 2014. É possível que os enredos de todas as nossas escolas de samba, já em fevereiro, tratem da Copa do Mundo. Um pouco antes do Carnaval, o tema de nossos inúmeros réveillons a beira-mar, nos quais todos se vestem de branco (europeus passam o réveillon vestidos de preto) talvez seja o ano da Copa do Mundo. Carnaval e réveillon temáticos, sobre a Copa, só são possíveis no país do futebol. Também somente no país do futebol todas as empresas que fazem campanhas publicitárias para o consumidor final utilizam a Copa do Mundo como principal gancho de suas propagandas. Isso já está ocorrendo. O Itaú, um de nossos maiores bancos privados, já está com uma enorme campanha publicitária, cujos principais astros são a bola, o futebol e a paixão do brasileiro por ambos. Somente no país do futebol haverá concursos que premiarão, em centenas de cidades, as ruas e casas mais bem decoradas com bandeiras, pinturas e desenhos relacionados ao Brasil.

Toda a nossa mídia vau se concentrar em temas de fato relevantes para milhões de pessoas que vivem e habitam o país do futebol. Por exemplo, haverá no Brasil 32 seleções nacionais com suas inúmeras estrelas. Será preciso mostrar onde elas vão se hospedar. No Rio de Janeiro, feliz será a seleção que ficar em Búzios. Em São Paulo, o município de Itu já se candidatou para ser uma das concentrações. Em Pernambuco, é bem possível que Porto de Galinhas abrigue uma seleção. Em todos os lugares do Brasil, nós, brasileiros, temos lugares encantadores para acolher nossos convidados. Isso é parte do sucesso que será a Copa. Será preciso mostrar as instalações físicas onde ficarão as estrelas, o que os jogadores irão ter como cardápio (vamos adorar se nossos adversários comerem uma feijoada completa antes de nos enfrentarem), em que campo irão treinar etc. Cada deslocamento de cada seleção será televisionado ao vivo.

A Copa ocorrerá em junho. Isso significa que milhares de turistas que estiverem acompanhando os jogos no Nordeste terão a oportunidade de passar a noite de São João em Campina Grande, Caruaru, ou em qualquer outro município anônimo que sedia uma das festas mais populares do Brasil. Isso é parte do sucesso de nossa Copa. Seria muito apropriado apresentar a Valcke tanto o nosso Carnaval quanto nossas festas juninas. Não haverá um turista sequer, que, passando uma noite de São João no Nordeste, em plena Copa do Mundo, deixará de afirmar que se tratou de uma Copa do Mundo de sucesso. Isso os nossos críticos esquecem. Aliás, a grande maioria deles não conhece o São João nordestino.

Vagas em hotéis, também, não serão problema. Nas cidades litorâneas haverá a possibilidade de atracar navios que proverão os quartos adicionais necessários. Tanto no litoral quanto no interior os brasileiros farão um enorme esforço para acolher os visitantes e mostrar que somos um grande povo. Por isso as famílias vão alugar quartos em suas residências, tal como já vai acontecer agora na Rio + 20. Os turistas vão adorar ficar nas casas das famílias brasileiras. Muitos deles irão se apaixonar por nossas lindas mulheres (muito mais bonitas do que as europeias) e se tornarão tema das principais matérias de televisão que insistirem em não transmitir os melhores gols, o dia a dia das estrelas, as jogadas impossíveis etc. A propósito, nada mais agradável e útil será para um espanhol, em 2014, do que casar com uma brasileira: além de uma mulher bonita, ele provavelmente conseguirá seu primeiro emprego.

Todas as lojas, shoppings, restaurantes, botecos, casas comerciais estarão enfeitadas com as bandeiras dos países participantes. O estabelecimento comercial que não tem TV, até agora, passará a ter já em 2013 na Copa das Confederações. Os turistas aproveitarão os intervalos entre um jogo e outro para visitar a Rocinha, Foz do Iguaçu, Chapada Diamantina, Pomerode, Florianópolis, o Pelourinho, Recife Antigo, o Pantanal e um sem-número de atrações não europeias que temos por aqui. Os aeroportos funcionarão 24 horas por dia e os horários de voos serão alterados. Será ponto facultativo nos municípios que sediarem os jogos. Mesmo assim, o nosso PIB continuará maior do que o britânico e provavelmente ultrapassará o francês. Nós, brasileiros, somos flexíveis, muito mais do que os europeus: se não der para resolver com o plano A, ficamos satisfeitos com o plano B e até mesmo com o C.

Os europeus não são flexíveis, são extremamente rígidos. Por isso fizeram revoluções sangrentas e entraram em guerras bárbaras e por isso Valcke quis dar um chute no nosso traseiro (ele não faz ideia sobre o quão importante o traseiro é para todos aqui nos trópicos). Por isso acreditaram (e acreditam) em doutrinas. Nada disso acontece por aqui. Lula fez um superávit primário maior do que Fernando Henrique. Jamais a esquerda europeia foi tão pragmática. Isso não ocorre somente junto a nossa elite política, isso é generalizado, é algo de toda a sociedade.

Brasil é Brasil, Alemanha é Alemanha. Jamais teremos um evento com organização germânica. Jamais a Alemanha fez um evento com o acolhimento, a simpatia e a vibração brasileiras. Não se pode exigir as mesmas coisas de países diferentes e nem por isso um fará eventos de sucesso e outro fracassará. Em qualquer Copa do Mundo, todos os brasileiros param de trabalhar no momento em que o Brasil joga. Não é assim na Alemanha e é justamente isso, essa paixão de nossa sociedade pelo futebol, que assegurará o sucesso de nossa Copa do Mundo.

Estive na África do Sul com minha mulher e os dois filhos mais velhos. Não tenho más recordações. Foi bom ver até mesmo a seleção de Dunga. Fizemos um safári, visitamos o Museu do Apartheid, fomos ao Cabo da Boa Esperança e a Table Mountain, visitamos Soweto e conhecemos a casa onde Nelson Mandela morou. Voltaríamos lá hoje, mesmo sem a justificativa de um grande evento. Tudo isso é parte do sucesso da Copa na África do Sul.

Quem acha que a nossa Copa será um fracasso está olhando para uma suposta falha do Estado, do governo. Quem sabe que será um sucesso está olhando para a sociedade. No Brasil, é a sociedade que ama o futebol: por isso vai assegurar que jamais um evento relacionado ao esporte bretão fracasse. Acordem, críticos. Acorde, Fifa. A nossa Copa será um enorme sucesso. Respeitem-nos: isso aqui é Brasil. Somos o país do futebol tal como confirmam nossos cinco títulos mundiais e um sem-número de conquistas. Quanto ao nosso traseiro, Valcke deveria ter conhecido há tempo as nossas dançarinas do “É o Tchan” e tantas outras mulheres que devem parte de seu sucesso e ascensão social ao bumbum. Isso só ocorre em uma sociedade que, de fato, leva o traseiro a sério.

Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de “A Cabeça do Brasileiro” e “O Dedo na Ferida: Menos Imposto. Mais Consumo”. E-mail: alberto.almeida@institutoanalise.com www.twitter.com/albertocalmeida

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Primeira colocada do Paulista, Macaca treina às 16 horas desta quarta e Ferron destaca: temos que aprimorar o que está bom e não esperar uma crise

PontePress/GuilhermeDorigatti        

De olho no confronto com o vice-líder Santos, com quem dividiu a primeira posição nas últimas rodadas, o elenco da Ponte Preta treina às 16 horas desta quarta no Estádio Moisés Lucarelli. O foco dos atletas alvinegros é na vitória e, já na reapresentação de ontem, o técnico Guto Ferreira fez resenha aos jogadores enfatizando a importância de não se perder a concentração, fazendo uma referência ao último jogo da Macaca, quando o time vencia por 3 a 1 e acabou vendo o Ituano empatar nos minutos finais da partida. Para o zagueiro Ferron, a conversa veio no momento exato.

“Muitas vezes um treinador acaba fazendo esse tipo de conversa com o grupo em um momento de crise, mas o que o Guto fez ontem foi excelente: tem que chamar a atenção também quando a gente está bem, somos líderes, justamente para não se acomodar. Temos muito campeonato pela frente, mas estamos no caminho certo, então a conversa foi para focar ainda mais, acertar alguns pontos que precisamos de ajustes”, pontua o defensor.

Ele relembra que o treinador elogiou o grupo nos 45 minutos de preleção, especificando que a equipe conseguiu cumprir suas metas com louvor nos jogos que antecederam o Carnaval e se manter entre os oito, mas enfatizou a necessidade de se manter atento e focado nas partidas que virão. “Não foi um sermão e sim uma conversa necessária para nos mantermos mesmo caminho, com a mesma pegada que vínhamos tendo”, diz.

Ferron acrescenta que o jogo deste domingo será extremamente complicado e que todo o elenco conta com o apoio da massa alvinegra nas arquibancadas do Majestoso. “Será um jogo difícil, contra um time técnico e altamente qualificado. E eles vêm de derrota, então vão querer os três pontos, assim como nós queremos. E é aí que nossa torcida, que vem fazendo a diferença nesse início de competição, pode nos ajudar mais uma vez: espero que tenhamos casa cheia, para os torcedores nos incentivarem a fazer grande jogo e sairmos com a vitória.”

O jogador fala ainda sobre o fato de a defesa alvinegra, a menos vazada do Paulistão até o momento, ter tomado três gols no último jogo. “Pensamos em termos de time, quem está atuando bem e não tomando gols não é só defesa, é o ataque, é o meio, todo mundo está marcando, assim como todos vencem quando a Ponte vence. Mas não criar uma pressão em torno de termos que ser os menos vazados, pois uma hora tomamos gols. O que precisamos é manter atenção o tempo todo e já no domingo atuarmos com precisão para neutralizarmos o ataque do Santos e vencermos em casa novamente”, finaliza.

Melhores Momentos – Ponte Preta 3×3 Ituano

Ponte Preta empata com São Paulo e permanece invicta e dividindo a liderança do Paulistão

Com o resultado de 0 a 0, a Macaca segue na vice-liderança da competição, empatada em número de pontos com o líder Santos

A equipe da Ponte Preta foi até o Morumbi enfrentar o São Paulo e conseguiu somar mais um ponto na classificação, ao empatar com o time da casa por 0 a 0. Com o resultado, o time campineiro permanece invicto e na vice-liderança do Campeonato Paulista 2013, com 14 pontos, mesma pontuação do líder Santos, que está à frente da Ponte pelo saldo de gols.

A próxima partida da Macaca será no sábado (09), às 19h30, em Itu, contra o Ituano, pela 7ª rodada da competição. Para esse jogo, o técnico Guto Ferreira já pode contar com os meio-campistas Bruno Silva e Ramirez, que não estavam à disposição desse jogo por causa de suspensão e convocação para seleção peruana respectivamente.

O Jogo

Debaixo de muita chuva, a partida começou bem disputada entre as equipes, mas sem lances de perigo. Com o início marcado por muitas faltas o jogo ficou truncado. E foi atráves de uma falta que a Ponte teve seu primeiro lance de perigo no jogo.

Aos 20 minutos, Artur desviou de cabeça e quase abriu o marcador para a Ponte Preta, após cobrança de Chiquinho. O jogo permaneceu com muita marcação e sem lances de perigo entre as equipes.

Os donos da casa só chegaram de forma mais forte aos 40 minutos, após bola de Jadson para Osvaldo, que finalizou para fora, sem levar perigo ao gol de Edson Bastos. Quatro minutos depois, a Ponte teve um bom contra-ataque com o atacante William, que recebeu lançamento em profundidade. O atacante chutou cruzado para defesa de Denis. Sem mais chances o primeiro tempo terminou em 0 a 0.

O segundo tempo começa e logo aos 4 minutos a Ponte teve uma grande chance de gol, em chute forte de Chiquinho. O goleiro Denis espalmou para escanteio. O técnico Guto Ferreira decidiu alguns minutos depois modificar a equipe com duas alterações: Alemão no lugar de William e Diego Rosa na vaga de Wellington Bruno.

Aos 18 minutos foi a vez do São Paulo criar uma boa jogada. Osvaldo apareceu livre pelo lado esquerdo e chutou. A zaga da Ponte afastou a bola para escanteio. Aos 25 minutos foi a vez de Aloísio dominar dentro da área e concluir para fora do gol de Edson Bastos.

Três minutos depois a Ponte teve mais um contra-ataque. Chiquinho recebeu passe, mas concluiu para fora. Aos 38 minutos o volante Denilson chtuou de longa distância, sem perigos ao gol de Edson Bastos. Seis minutos depois o atacante Osvaldo pegou de primeira e o arqueiro da Ponte Preta jogou para escanteio novamente. O último lance de perigo do jogo foi da Ponte Preta. Diego Rosa ajeitou de peito e Chiquinhochutou de fora da área. A bola bateu no travessão e saiu. Sem mais lances de perigo entre os times, o placar final foi 0 a 0.

Ficha Técnica:

São Paulo: Denis; Douglas, Lúcio, Rodolfo (Rafael Toloi) e Cortez; Denilson, Wellington (Paulo Henrique Ganso), Jadson (Paulo Miranda) e Cañete; Osvaldo e Aloísio. Técnico: Ney Franco.

Ponte Preta: Edson Bastos; Artur, Cleber, Ferron e Uendel; Baraka, Memo (Xaves), Wellington Bruno (Diego Rosa) e Cicinho; Chiquinho e William (Alemão). Técnico: Guto Ferreira.

Data: 06/02/2013, quarta-feira – 22h00

Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), São Paulo-SP.

Árbitro: José Cláudio Rocha Filho (SP).

Auxiliar: Gustavo Rodrigues de Oliveira (SP) e Edson Rodrigues dos Santos (SP).

Cartões Amarelos: Osvaldo e Rafael Toloi (São Paulo); Chiquinho (Ponte Preta).

Público: 5.685;

Renda: R$152.795,00.

Ponte vence o dérbi por 3 a 1 na casa do adversário e dorme na liderança do Paulistão: veja os gols alvinegros

William, Ramirez e Bruno Silva marcaram para a Macaca

Na tarde desse sábado (26) a Ponte Preta disputou o dérbi campineiro na casa do adversário e venceu o clássico pelo placar de 3 a 1. Os gols da Ponte foram marcados por William, Ramirez e Bruno Silva, o meia Fumagalli fez para o Guarani. Com o resultado, a Macaca chega a  sete pontos e dorme na liderança do Paulistão.

O próximo compromisso da equipe alvinegra será na quarta-feira (30) às 19h30 diante do Oeste no estádio Moisés Lucarelli, na primeira partida da Ponte no Majestoso na temporada 2013. A partida será válida pela 4º rodada do Campeonato Paulista.

O Jogo:

O primeiro lance de perigo da partida aconteceu aos 16 minutos quando Chiquinho, de dentro da área, chutou para a defesa de Emerson. No lance seguinte, Siloé invadiu a área e Edson Bastos saiu bem do gol para fazer a defesa nos pés do atacante. Três minutos depois, Chiquinho invadiu a área pela direita, deixou o marcador no chão e cruzou rasteiro para William, mas o zagueiro Leandro Sousa chegou para afastar antes do domínio do camisa 9 pontepretano.

Aos 25 minutos, Dener recebeu na área e Cleber chegou em cima do lance para travar o chute. Três minutos depois, Wellington Bruno fez jogada pela esquerda e cruzou na área, o atacante William subiu mais alto do que a defesa e cabeceou para o fundo do gol. 1 a 0 para a Ponte, o segundo gol de William no Paulistão.

Aos 31 minutos a Ponte chegou em contra ataque pela direita, Chiquinho tocou para Wellington Bruno cruzar na área e Cicinho cabeceou a bola no travessão. Um minuto depois, Fumagalli chutou da entrada da área e mandou por cima do gol. Aos 36, Chiquinho fez a finta pela esquerda e chutou forte, o goleiro Emerson espalmou e, no rebote, William não alcançou a bola por pouco.

A Macaca dominava a partida. Aos 38, William fez jogada pela direita e tocou para Baraka chutar de fora da área e mandar à direita do gol adversário. Aos 41 minutos Eusébio recebeu na área pela esquerda e chutou forte, mas Edson Bastos fez uma grande defesa para impedir o empate. Um minuto depois, Oziel cruzou da direita, Siloé desviou de peito e Fumagalli chutou para o gol. 1 a 1 no placar. Sem tempo para mais nada, o primeiro tempo foi encerrado após 1 minuto de acréscimo.

O primeiro lance da segunda etapa foi da Ponte. Aos 6 minutos William recebeu na área e chutou rasteiro para a defesa de Emerson. Aos 14 minutos, as duas primeiras alterações da Ponte, Wellington Bruno saiu para a entrada do estreante Ramirez e Chiquinho saiu para a entrada de Ferrugem. Aos 19, Fumagalli cobrou escanteio da direita, Leandro Sousa cabeceou e Edson Bastos espalmou. Três minutos depois, Ramirez cobrou falta da intermediária direto para o gol, surpreendeu Emerson que estava adiantado e marcou o segundo da Ponte. 2 a 1, o primeiro do peruano com a camisa alvinegra.

Aos 24 minutos Cicinho fez bela jogada pela direita e tocou para Ramirez pelo meio, o peruano carregou e tocou para Bruno Silva chutar forte da entrada da área e mandar a bola para dentro da rede. 3 a 1 para a Macaca, o primeiro do volante pela Ponte.

Aos 30 minutos Ramirez cobrou falta da entrada da área pela direita e mandou um pouco a cima do travessão. Seis minutos depois, a Ponte saiu em contra ataque rápido pelo meio com Ferrugem, mas o goleiro Emerson saiu do gol e cortou a bola de carrinho na intermediária. A terceira e última substituição promovida pelo treinador Guto Ferreira aconteceu aos 38, Memo entrou no lugar de Bruno Silva.

Aos 45, Dudu entrou na área pela direita e chutou cruzado pela linha de fundo. Sem mais lances de perigo, o jogo foi encerrado após 3 minutos de acréscimos. Vitória da Ponte Preta por 3 a 1 no 190º dérbi da história.

Ficha Técnica:

Ponte Preta: Edson Bastos; Artur, Cleber, Ferron e Uendel; Baraka, Bruno Silva (Memo), Cicinho e Wellington Bruno (Ramirez); Chiquinho (Ferrugem) e William. Treinador: Guto Ferreira.

Guarani: Emerson; Oziel, Montoya, Leandro Sousa e Bruno Recife; Ademir Sopa (Michel Elói), Eusébio, Lusmar (Dudu), Dener (Weslley) e Fumagalli; Siloé. Treinador: Zé Teodoro.

Data: 26/01/2013, sábado – 17 horas

Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, Campinas-SP.

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP).

Auxiliar: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Paulo de Souza Amaral (SP).

Cartões Amarelos: Bruno Silva (Ponte Preta); Lusmar (Guarani).

Gols: William, Ramirez e Bruno Silva (Ponte Preta); Fumagalli (Guarani).

O PT e uma sensação que as pesquisas não medem

por Luiz Carlos Azenha

Numa recente palestra na França, aquela em que, ao cobrir, a Folha tirou do contexto palavras do ex-presidente, Lula fez uma declaração de deixar a esquerda brasileira arrepiada, sobre o que ele vê como objetivos do trabalhador (a) brasileiro (a), quiçá mundial: um homem/mulher bonito (a) para casar, uma casinha, um carrinho e um computador/ipad/ipod.

Dado o tom descontraído em que foi feita a declaração, não devemos levá-la ao pé da letra. Porém, fica clara a dimensão material da “ideologia” do lulismo. Lula não se referiu no discurso à necessidade de conquistar o poder para atender àqueles objetivos que havia elencado, talvez um cacoete dos que não querem deixar o jogo muito explícito diante do adversário de classe. Mas ficou subentendido, já que quem discursava era um ex-presidente de dois mandatos.

Lula fez o nome no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo.

Por obrigação de ofício, conheci a cidade operária nos anos 80. Não propriamente nas grandes greves do ABC, nem na história subsequente do Partido dos Trabalhadores. Eu era um repórter de TV iniciante, na TV Globo de Bauru, e vinha a São Paulo cobrir férias de outros repórteres.

Depois que os metalúrgicos inventaram “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”, a emissora deixou de enviar repórteres mais graduados para cobrir os eventos no ABC. Sofreram os de escalão médio, que nos contavam histórias passadas. Eu era peão. Fui lá em outras circunstâncias, gravar o Globo Cidade, boletim sobre problemas comunitários.

Estive lá outras vezes, mas neste sábado passei algumas horas em São Bernardo por conta do jogo entre o time local e o Santos, na abertura do Campeonato Paulista.

Lula estava em seu camarote com dona Marisa e cartolas, o que diz muito sobre como o Brasil mudou nos últimos 30 anos. Havemos de concordar que boa parte das mudanças se deveu ao Partido dos Trabalhadores, com seus erros e acertos, virtudes e defeitos.

A mídia corporativa, fiel aos ditames neoliberais do PSDB, mesmo sem querer contribuiu muito com o PT: o partido que ocupa o Planalto há dez anos, que administra estados e centenas de prefeituras, nunca sentiu-se confortavelmente no poder, por conta das críticas diárias e muitas vezes injustas.

E isso, de certa forma, faz bem, já que suscita os debates internos que podem levar o partido a avançar. Ou não.

O fato é que o estádio da Vila Euclides, hoje Estádio Primeiro de Maio, está um brinco. São Bernardo passou por uma transformação completa. A cidade operária é hoje uma cidade de classe média.

Cerca de 15 mil pessoas no estádio e eu, com um amigo, no meio da torcida do Bernô.

Gente de todo tipo, como a gente sempre encontra nas arquibancadas de um estádio.

Muitos superlativos: “O presidente tá aí hoje” (em São Bernardo, Lula não é ex); “tá na SporTv, tem gente do mundo inteiro olhando”; “o Samuel vai acabar com o Neymar”.

Todas as jogadas em que o craque do Santos se aproximava da lateral, as pessoas corriam com os celulares para fotografar (a caminho do Ipad, diria Lula).

Na arquibancada, dezenas de meninos com o corte de cabelo e os brincos do Neymar, não por serem santistas, mas porque Neymar é um produto de seu tempo (e, lembrem-se, ascendeu na vida).

As crianças ao meu lado eram de uma família muito, muito simples.

Estavam todas claramente encantadas com o espetáculo, desde os fogos de artifício da abertura até as malandragens do Neymar. Os pais complementaram a festa com salgadinhos e refrigerantes. Nem a chuva os espantou: a família comprou capas para todos, a 5 reais a unidade.

Apesar da derrota, sairam todos alegríssimos do estádio pelo simples fato de terem participado.

Quem conhece o Brasil, sabe que isso nem sempre foi possível.

Nas minhas viagens pelo país, sempre me encanta ver a alegria espontânea de quem antes não podia e hoje pode. Comprar carne, andar de avião, comprar celular com três chips (para escapar das tarifas altíssimas entre operadoras), comprar a Honda Biz ou Pop.

Fico fascinado especialmente pela liberdade geográfica: quem antes não podia sair de sua região, hoje pode. De moto ou de avião. O cara que economizava na passagem de ônibus hoje vai ao Ibirapuera com a família, aos domingos. Quando o bilhete único do Haddad estrear, preparem-se: o que o cara antes gastava no transporte vai bombar o comércio e o lazer.

O Merval provavelmente se arrepia com tudo isso, mas o fato é  que desconhecer estes acontecimentos, em si, turva as análises políticas que ele produz. Estamos falando de algo que escapa ao Ibope ou ao Datafolha.

Por mais que a gente despreze esta ascensão material, ela se traduz também numa sensação de pertencimento que nenhuma pesquisa de opinião é capaz de medir.

Pertencimento equivale, sem ser, a uma libertação de classe.

Faz alguns anos fui ao Quênia fazer uma reportagem sobre a família de Barack Obama.

Ficamos em um hotel de Kisumu, na margem do lago Vitória.

Num momento de folga, fui ao bar do hotel, o mais chique da cidade. Fiquei de papo com o barman. A certa altura ele me contou que até hoje recebia visita de gente vinda dos confins do interior queniano. Aquele hotel tinha sido famoso durante o colonialismo britânico e era segregado, ou seja, exclusivo dos brancos. Tinha a primeira piscina de Kisumu, onde negros não se banhavam.

Alguns visitantes, segundo ele, não consumiam absolutamente nada: vinham para ter certeza de que, agora, podiam entrar. Vinham, olhavam e iam embora, provavelmente concluindo que, sim, os tempos tinham mudado.

Era a certeza de que agora pertenciam. Tinha a sensação, ainda que falsa, de que estavam plenamente integrados à sociedade.

Dividiam os ídolos (o zagueiro Samuel), os líderes (o Lula vem ao estádio comigo), os bens físicos (eu também posso ser explorado por preços caríssimos de refrigerantes) e imateriais (vou botar a foto do Neymar no Face e tirar uma onda desse moleque folgado que eu só via na Globo).

O grande problema da oposição brasileira é que, gostem ou não do PT, o partido está associado a esta sensação compartilhada hoje por milhões de brasileiros.

Colocado de forma simples, o PT pode até ser aquele homem (mulher) feio (a), mas foi o único (a) que, no baile, me tirou para dançar.

Governo de SP pede que Ministério do Esporte retire obra do monotrilho de plano oficial da Copa

Aiuri Rebello
Do UOL, em São Paulo

  • Renato S. Cerqueira/Futura Press

    21.mai.2012 - Obras do monotrilho na Avenida Jornalista Roberto Marinho, em São Paulo21.mai.2012 – Obras do monotrilho na Avenida Jornalista Roberto Marinho, em São Paulo

O governo do Estado de São Paulo pediu em ofício enviado ao ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, e à ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que as obras da Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo fossem retiradas da Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo, documento firmado por União, Estados e cidades-sede que traz as obras que devem ser executadas para o torneio de 2014. A Linha 17-Ouro é um monotrilho que fará a ligação entre o aeroporto de Congonhas e a rede de trens metropolitanos da capital paulista.

O ofício foi enviado no início de novembro e partiu do gabinete do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). O pedido será analisado pelo Gecopa  (Grupo Executivo da Copa), que coordena as ações governamentais para o Mundial, e deve ser aprovado. Com a retirada das obras do monotrilho da Matriz, o governo paulista perderá R$ 1,082 bilhão em recursos federais de uma linha especial de financiamento da Caixa Econômica Federal criada exclusivamente para financiar obras de mobilidade urbana para a Copa. A obra tem custo total estimado em R$ 3,1bilhões.

O pedido de retirada da Matriz é uma manobra para que a obra não fique sem financiamento da União. A Matriz de Responsabilidades prevê que apenas recebam os recursos da Caixa obras prontas até o início do mundial. Com a retirada da Matriz, o governo paulista pode pedir outra linha de financiamento ao Ministério do Planejamento. De acordo com a pasta, a obra, assim que retirada da Matriz oficialmente, pode ser financiada com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade.

 

Moradores vivem entre escombros em favela de SP

Foto 15 de 19 – Crianças de 200 famílias das favelas Buraco Quente e Comando, na zona sul de São Paulo, convivem com escombros de casas desapropriadas Mais Leandro Moraes/UOL

No dia 22, o UOL Esporte noticiou que o governo havia admitido que a obra, a única sob responsabilidade do governo paulista para a Copa 2014, não ficaria pronta a tempo do mundial. A linha Linha 17-Ouro terá 17,7 quilômetros de extensão e 18 estações. Haverá conexões com as linhas 1-Azul (Estação Jabaquara), 4-Amarela (Estação São Paulo-Morumbi) e 5-Lilás (Estação Água Espraiada), bem como com a Linha 9-Esmeralda da CPTM (Estação Morumbi).

Sucessão de atrasos

O governo do Estado assumiu a responsabilidade de entregar a obra até a Copa em janeiro de 2010, quando a Matriz foi assinada. Em julho de 2011, a previsão passou a ser entregar dois terços da obra até meados de 2014. Já em novembro do ano passado, conforme também revelou o UOL Esporteo Estado passou a dizer que, a tempo para a Copa do Mundo, apenas pouco mais de um terço da linha, ou 7,7 quilômetros dos 17,7 quilômetros previstos, estariam prontos.

No dia 7 deste mês, em visita ao canteiro de obras, o governador Geraldo Alckmin admitiu que a obra não ficaria pronta a tempo.  “A obra será entregue no segundo semestre. Não é uma obra para a Copa do Mundo, mas para a cidade”, justificou o governador.

Datas e Versões I

Com a mudança do estádio da zona sul para a zona leste, o trecho estratégico da Linha 17 para a Copa do Mundo passou a ser a ligação do Aeroporto de Congonhas com a rede metroferroviária, passando por uma importante zona hoteleira. Este trecho estará pronto até a Copa

Nota do governo de SP, em 16.nov.2011

Idas e vindas

Em nota, a Secretaria de Transportes Metropolitanos afirma que a obra foi retirada da Matriz “porque os jogos deste torneio de futebol na capital paulista acontecerão no estádio que está em construção no bairro de Itaquera, zona leste da cidade — e não mais no Morumbi, como cogitado inicialmente”.

 

Datas e Versões II

Ainda que todos os esforços estejam sendo realizados para que a Linha 17-Ouro possa iniciar sua operação antes da Copa do Mundo, não é uma obra necessária para que o evento ocorra

Nota do governo de SP, em 27.nov.2012

“Ainda que todos os esforços estejam sendo realizados para que a Linha 17-Ouro possa iniciar sua operação antes da Copa do Mundo, não é uma obra necessária para que o evento ocorra”, afirma a pasta dos transportes. O governo de São Paulo afirma ainda que, em conjunto com a Prefeitura, investirá R$ 500 milhões em obras viárias no entorno do estádio do Corinthians para facilitar também o acesso de carro e ônibus.

No dia 16 de novembro de 2011 o governo do Estado, em nota ao UOL Esporte, afirmou que com a mudança do estádio da zona sul para a zona leste, o trecho estratégico da Linha 17 para a Copa do Mundo passou a ser a ligação do Aeroporto de Congonhas com a rede metroferroviária, passando por uma importante zona hoteleira.  Este trecho estará pronto até a Copa“.

E completou: “o cronograma atualizado prevê que apenas o primeiro trecho será entregue antes da Copa: serão oito estações entre Congonhas e a Estação Morumbi da CPTM, totalizando 7 km. Este trecho terá custo de R$ 1,881 bilhão. O financiamento da Caixa será utilizado neste primeiro trecho, com contrapartida do governo estadual de R$ 799 milhões. Os demais 10,7 km serão executados sem o financiamento federal. O contrato foi assinado em 30 de julho. O metrô aguarda apenas a licença de instalação para dar início às obras”.

Atrasos se espalham por cidades-sede

  • Governo Alckmin retira monotrilho da capital de Matriz da Copa. A previsão de entrega do primeiro trecho agora é para o 2º semestre de 2014

Planejamento falho

No dia 18, o UOL Esporte revelou que as duas obras de mobilidade urbana em Manaus, uma das 12 cidades-sede do mundial, também seriam retiradas da Matriz, pois não ficariam prontas a tempo da Copa. As obras têm custo estimado em R$ 1,3 bilhão e ainda não saíram do papel. De acordo com o Ministério dos Esportes, o pedido ainda não foi oficializado ao Gecopa.

No dia 28 de setembro, o governo federal confirmou que o a construção do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Brasília, outra das cidades-sede, havia sido retirado da Matriz a pedido do governo do Distrito Federal, já que também não ficaria pronto para o mundial. O VLT ligaria o aeroporto da capital ao Terminal da Asa Sul.

A obra, que tinha previsão de entrega para janeiro de 2014, não tem nova data para terminar. Do custo estimado de R$ 276,9 milhões, a obra teria um financiamento de R$ 263 milhões da Caixa. Agora, os recursos irão sair do PAC Mobilidade, de acordo com o Ministério do Planejamento.

Também foi retirado do documento o Corredor Expresso Norte-Sul em Fortaleza, um dos sete projetos da área de transporte urbano da cidade previstos inicialmente para o Mundial. A construção de corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Transport) em Salvador também foi excluída do planejamento para a Copa. Até agora, cinco projetos de mobilidade urbana previstos em 2010 não ficarão prontos até o início do mundial. Ao todo, 46 projetos nessa área ainda estão previstos para serem entregues até a Copa de 2014.

Obras para a Copa de 2014

Foto 1 de 200 – Gramado do Castelão (CE) é plantado no dia 19 de novembro de 2012 Divulgação

Após ‘rodada perfeita’, Ponte Preta se reapresenta nesta segunda já pensando no Grêmio

Vitória sobre o Cruzeiro e 'ajuda' dos rivais praticamente garantiu a Ponte na eliteVitória sobre o Cruzeiro e ‘ajuda’ dos rivais praticamente garantiu a Ponte na elite

Do UOL, em São Paulo

A rodada foi praticamente perfeita para a Ponte Preta. Depois de superar o Cruzeiro por 1 a 0 na quinta-feira, no Moisés Lucarelli, restou ao time alvinegro secar seus rivais diretos na luta contra o rebaixamento nos jogos de sábado. E deu certo. Nenhum deles venceu e com isso a vaga na Série A de 2013 foi praticamente garantida.

O Palmeiras, por exemplo, foi derrotado por 1 a 0 pelo Internacional e seguiu na 18ª colocação, enquanto o Sport acabou goleado pelo São Paulo e manteve o 17º lugar. Já Figueirense e Portuguesa somaram apenas um ponto cada após empate sem gols no Orlando Scarpelli, enquanto o Bahia ficou no 1 a 1 com o Grêmio em pleno Pituaçu e chegou só aos 37 pontos.

Com os resultados deste sábado, a Ponte Preta terminou a 33ª rodada a dez pontos do Sport, que soma 33 e é a equipe que abre a zona de rebaixamento da Série A do Campeonato Brasileiro.

Mais tranquilo, o elenco alvinegro se reapresenta nesta segunda-feira, às 16h30, no Moisés Lucarelli, para iniciar os preparativos para o próximo compromisso, que acontece neste sábado, diante do Grêmio, no estádio Olímpico.

“É importante conquistar mais pontos. Sabemos que é difícil jogar contra o Grêmio lá, mas se entrarmos como estamos entrando nos jogos dentro de casa, até o empate é um bom resultado. Vamos para lá para tentar sair de lá pontuando”, disse o zagueiro Cléber.

Hino da Ponte Preta,

Ponte vence por 3 a 2, cala o Pacaembu e está na Semifinal do Paulistão

William Magrão, Roger e Rodrigo Pimpão fizeram os gols da vitória em cima do Corinthians

Na tarde desse domingo (22) a Ponte Preta venceu o Corinthians jogando no Pacaembu e se classificou para a Semifinal do Paulistão. Os gols da Ponte foram marcados por William Magrão, Roger e Rodrigo Pimpão; os donos da casa fizeram com Willian e Alex. Com o resultado, a Macaca espera o vencedor de Guarani e Palmeiras para saber seu próximo adversário.

O próximo compromisso da equipe alvinegra será na quinta-feira (26) diante do São Paulo, às 21h50, no estádio Moisés Lucarelli. A partida será a primeira das Oitavas de Final da Copa do Brasil. Pelo Campeonato Paulista, a Ponte volta a jogar no próximo final de semana contra o vencedor de Guarani e Palmeiras pela Semifinal.

O Jogo:
Com o gramado do Pacaembu molhado, os donos da casa atacaram primeiro. Aos 7 minutos Emerson recebeu lançamento pela esquerda, foi à linha de fundo e cruzou para trás, mas João Paulo chegou em cima para cortar. Aos 11, Jorge Henrique recebeu na ponta esquerda da área e arriscou o chute, o goleiro Bruno estava ligado e segurou firme. Um minuto depois, João Paulo cobrou falta tocando para Uendel, o lateral pisou na bola, William Magrão veio de trás e chutou forte, no cantinho, Júlio Cesar foi na bola, mas não conseguiu segurar. 1 a 0 para a Macaca, o segundo de William Magrão no campeonato.
Aos 23 minutos Emerson tocou para Fábio Santos pela esquerda chutar forte e mandar por cima do gol. Três minutos depois, a primeira mudança na Ponte, Gerson estava sentido dores e teve que sair para a entrada de Xaves. Aos 27, Cicinho chegou em velocidade pela direita e cruzou na área, João Paulo veio de trás e chutou por cima. Aos 34 minutos Uendel fez um cruzamento preciso da esquerda e Roger apareceu na área para desviar para o gol. 2 a 0 para a Ponte, o quarto do camisa 9 no Paulistão.
Ralf arriscou de fora da área aos 35 minutos, mas a zaga da Ponte travou o chute e a bola saiu para escanteio. Aos 40, Danilo lançou para Liédson na área, o atacante bateu, mas mandou pela linha de fundo. Dois minutos depois, Roger invadiu a área e chutou para a defesa de Júlio Cesar, no rebote, William Magrão acertou a rede pelo lado de fora. Sem mais lances de perigo, o primeiro tempo foi encerrado. 2 a 0 para a Ponte no Pacaembu.
Na volta do intervalo, os donos da casa atacaram primeiro. Aos 4 minutos Edenílson tocou para Emerson na área, o atacante girou e chutou para a defesa de Bruno. Aos 8, João Paulo arriscou de longe e Júlio Cesar fez a defesa em dois tempos. Três minutos depois, Alex tentou de fora da área e mandou por cima do travessão. Aos 17, Renato Cajá cobrou falta rasteira e o goleiro corinthiano defendeu.
Aos 20 minutos Emerson fez jogada pela esquerda e cruzou rasteiro na área, Liédson tentou de carrinho, mas a bola passou pelo atacante e saiu. Cinco minutos depois, a segunda alteração na Ponte, Rodrigo Pimpão entrou no lugar de Caio. Aos 27 minutos Willian tentou da entrada da área e mandou para fora. Aos 29, Willian recebeu na linha da área e chutou na saída de Bruno para diminuir o placar, 2 a 1. Durante o lance, Renato Cajá estava caído no gramado e os jogadores do Corinthians não pararam o lance. Na sequência, o técnico Gilson Kleina protestou com o árbitro sobre a falta em cima de Renato Cajá e a falta de fair-play dos corintianos e foi expulso de campo.
Com a expulsão de Kleina, a Ponte passou a ser comandada pelo auxiliar Fábio Moreno. A última substituição da Macaca foi aos 37, Roger saiu para a entrada de Leandrão. Aos 41 minutos Paulinho recebeu em profundidade e tocou por cima de Bruno, Willian cabeceou em baixo da trave por cima do gol. Aos 44, Júlio Cesar cobrou tiro de meta errado, Renato Cajá lançou para Rodrigo Pimpão pela esquerda, e atacante invadiu a área e tocou na saída do goleiro, a zaga ainda afastou a bola, mas ela já havia entrado. 3 a 1 para a Macaca, o quinto gol de Pimpão na competição.
Logo na sequência o Corinthians foi ao ataque com tudo. Alex recebeu na meia lua da grande área e chutou forte, a bola desviou na zaga e tirou as chances de Bruno. 3 a 2 no Pacaembu.
Aos 48 minutos Paulinho recebeu na marca do pênalti e chutou para mais uma defesa de Bruno. Logo depois Cicinho recebeu pela direita, carregou e chutou, a bola desviou na zaga e saiu para escanteio. Aos 49, Emerson ainda arriscou da esquerda, mas mandou para fora. Sem tempo para mais nada, o jogo foi encerrado com o placar de 3 a 2, Ponte Preta classificada para a Semifinal do Campeonato Paulista.
Ficha Técnica:
Ponte Preta: Bruno; Guilherme, William Magrão, Ferron e Uendel; João Paulo Silva, Gerson (Xaves), Caio (Rodrigo Pimpão) e Renato Cajá; Enrico e Roger (Leandrão). Técnico: Gilson Kleina.
 
Corinthians: Júlio César; Edenílson, Marquinhos (Willian), Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo (Douglas); Jorge Henrique (Alex), Emerson e Liédson. Técnico: Tite.
Data: 22/04/2012, domingo – 16h00.
Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo–SP.
Árbitro: Rodrigo Braghetto.
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Carlos Augusto Nogueira Júnior.
Cartões Amarelos: Roger, Renato Cajá, Guilherme, Cicinho, William Magrão e Bruno (Ponte Preta); Ralf e Liédson (Corinthians).
Gols: William Magrão, Roger e Rodrigo Pimpão (Ponte Preta); Willian e Alex (Corinthians).

Em artigo mentiroso, Luiz Ceará calunia Ponte Preta e presidentes Carnielli e Della Volpe

Em artigo publicado no “Blog do Ceará” em 11 de abril, o senhor Luiz Ceará distorce informações, mente, calunia a Ponte Preta e o presidente afastado Sérgio Carnielli, bem como o presidente em exercício Márcio Della Volpe. Ceará também omite uma série de informações e, ao fazê-lo, ilude o leitor que desconhece o contexto político da Ponte Preta. Em respeito ao torcedor pontepretano e à opinião pública, a Ponte Preta vem a público para dirimir as inverdades do citado artigo.

Antes de mais nada é preciso destacar o que Ceará não fala, para jogar luz sobre fatos citados pela metade por ele. O articulista se esquece de dizer, por exemplo, que a tal reunião da qual “uma fonte” dele participou foi realizada na última segunda e era um encontro da oposição ao presidente Sérgio Carnielli, realizado justamente porque na noite desta sexta-feira (13) o Conselho Deliberativo da Ponte Preta votará as contas do ano de 2011 do clube.

Ceará também menciona Lauro de Moraes como ex-presidente sem citar que ele concorreu contra Carnielli nas últimas eleições e perdeu. Não cita ainda que Carnielli está afastado da presidência porque um integrante da chapa de Moraes, André Carelli, está acusando Carnielli e a Ponte Preta de não terem seguido a Lei Pelé e que o mandatário alvinegro ficará fora do cargo até que a Justiça – que por sinal já recebeu pareceres de três especialistas comprovando tecnicamente que não ocorreu nenhuma irregularidade – julgue o mérito da questão.

Agora vamos às inúmeras mentiras e calúnias:

– Já no título, Ceará afirma que a Ponte deve 120 milhões a Carnielli, quando na verdade a dívida com Carnielli é de cerca de R$ 83 milhões, praticamente um terço a menos. Por sinal, a dívida é constituída porque Carnielli constantemente colocou aportes de verbas no clube não só para assumir dívidas já existentes e assim impedir que a Ponte perdesse seu patrimônio em ações, como também para manter a AAPP, que disputava competições deficitárias e não tinha verbas para se sustentar graças a inúmeras dívidas anteriores (nunca é demais lembrar que quando Carnielli assumiu, o clube estava prestes a ser desfiliado pela Fifa e tinha até sofá penhorado). Graças ao planejamento da diretoria alvinegra, que garantiu o acesso à série no ano passado, cortou custos e vem conseguindo conquistar verbas para o clube, a Ponte não realizou empréstimos nem junto a Carnielli nem a nenhum terceiro neste ano de 2012;

– Ceará dá a entender no título que Carnielli quer vender o estádio da Ponte por desejo próprio, para sanar a dívida consigo mesmo, o que é totalmente mentiroso. A venda do estádio foi aprovada em assembleia geral por todos os sócios –não sendo portanto “desejo” de dirigente e sim proposta aprovada legalmente pelos associados – para gerar verbas para a construção de uma Arena Multiuso. Se a venda for confirmada, os valores irão direto para a construção da Arena, de maneira absolutamente transparente;

– A venda do estádio também não significa que a Ponte vai jogar em Jaguariúna daqui para frente, informação exclusiva da cabeça do senhor Ceará e que seria impossível de ser verdade, até porque o estádio em Jaguariúna não está autorizado a receber jogos de determinados campeonatos;

– Ceará afirma que Carnielli “quer pegar o boné e sair do negócio da bola”, mais uma mentira. O presidente só não está exercendo suas funções porque foi afastado temporariamente graças a uma ação da oposição, mas tanto ele quanto a Ponte estão trabalhando na Justiça para comprovar que as acusações são falsas e para que ele reassuma o posto. Carnielli também continua informado sobre tudo que se passa na Ponte e participa de todas as reuniões de diretoria como convidado, o que não é impedido pela ação da oposição. O que é fato é que o presidente não fez nenhum aporte de dinheiro na Ponte neste ano – justamente porque o time está tentando começar a caminhar com as próprias pernas – e que ele vendeu sua fábrica, o que inclusive possibilitará mais tempo dedicado à Ponte Preta assim que ele voltar ao cargo;

– Ceará afirma que os membros da oposição que se reuniram tem provas, segundo a tal”fonte” dele, que a dívida com Carnielli é imaginária. As tais provas não são mostradas, o que não impede o articulista de afirmar que Carnielli quer dar “uma espécie de golpe” na Macaca. Ou seja, Ceará está acusando a Ponte Preta – que teve suas contas aprovadas e auditadas em todos estes anos –, seu conselho e sua diretoria de serem coniventes com um golpe e, mais ainda, acusa Carnielli de ser golpista. Com isso, difama o clube em todo o Brasil e ainda acusa a todos de crime, sem mostrar uma única prova. A dívida, porém, está provada e comprovada inclusive perante à Justiça (que recentemente analisou as contas e auditorias e declarou que estão em ordem). O clube sempre foi transparente a este respeito e as contas estão à disposição inclusive do senhor Luiz Ceará, que nunca se importou em vê-las, mas agora alardeia supostas provas de uma oposição política sem mostrá-las, e às vésperas de reunião de análise do balanço do clube;

– O senhor Ceará diz ainda que as tais provas “podem cair” nas mãos do MP. Se existisse qualquer prova, as pessoas que as têm teriam obrigação de apresentá-las, há tempos. Como não existem, Ceará propaga uma ameaça ouvida em reunião política. Os jornalistas que cobriram a eleição da Ponte, inclusive, hão de se lembrar que na ocasião integrantes da chapa de oposição soltaram boatos de que o MP e o Gaeco iriam interromper o pleito porque “tinham documentos” contra Carnielli. “Coincidentemente”a mesma difamação reaparece às vésperas de uma reunião importante, agora por outro meio;

– Ceará vai além e encampa a denúncia de sua “fonte” sem provas: diz que tem “lama grossa” na Ponte e conclama MP e Gaeco a investigar. Não diz qual é a “lama” nem apresenta qualquer embasamento para sua afirmação. Se o MP e o Gaeco quiserem investigar qualquer coisa na Ponte, as portas estão abertas como sempre estiveram: a AAPP tem todas as contas aprovadas e auditadas em um processo transparente, tudo publicado e à disposição de quem quer ver. Já o senhor Ceará deve se lembrar que falar sem provar é fácil e é também crime de calúnia, quando se acusa outros de desrespeitarem a lei;

– Não feliz com a mentira inicial sobre Carnielli querer deixar a Ponte Preta, Ceará vai além e a incrementa: diz que o dirigente quer entregar a chave da Ponte a Lauro Moraes em um acordo! Como assim? Quem disse? Carnielli é presidente eleito legitimamente e só não está exercendo seu posto por uma contingência que tenta reverter na Justiça. Lauro de Moraes foi seu opositor derrotado nas urnas. Se o presidente quisesse que Moraes ficasse com a Ponte, bastaria abandonar a eleição. E mais; que estatuto permite que um presidente eleito “entregue” o clube a quem quer que seja? A afirmação é um absurdo tão grande que nem a lógica compreende. Que fique claro: Carnielli é presidente eleito legitimamente e quer exercer seu mandato. Mais ainda: Carnielli não apóia Lauro de Moraes nem suas idéias para a Ponte Preta e nunca daria a “chave” a ninguém que não tenha sido legitimamente eleito pela vontade dos pontepretanos;

– Ceará diz ainda que o presidente em exercício Márcio Della Volpe não quer entregar o chamado “ouro”. A frase é dúbia e pode ser interpretada de diversas formas, então cabe perguntar: o que é o “chamado ouro”? E entregar a quem? Se for entregar a Ponte Preta a Lauro de Moraes, o articulista tem razão: Della Volpe não quer nem pode fazer isso, pois pelo estatuto tem que assumir a presidência em caso de ausência de Carnielli e é isso que fez. Se o “chamado ouro” for devolver a presidência a Carnielli, é o que Della Volpe quer, tanto que tanto ele como toda a diretoria lutam na Justiça pela volta do presidente afastado, na opinião de todos, injustamente. Se o “ouro” é insinuação de que Della Volpe ganha dinheiro com a Ponte, vale lembrar que nenhum diretor ou presidente da Ponte recebe salário ou outro benefício qualquer. Agora, se o “ouro” tem a ver com as insinuações de “lama” que o senhor Ceará fez, então cabe a ele se explicar e ser interpelado. Inclusive, na Justiça;

É lamentável que um jornalista formado se dê ao trabalho de escrever um artigo cheio de mentiras, calúnias e acusações falsas, sem apresentar nenhuma prova. Pena que não tenha sequer se dado ao trabalho de ouvir o outro lado, de informar seu leitor sobre de onde e com quais possíveis intenções vieram os fatos distorcidos que expõe. De tudo o que diz o senhor Ceará, apenas uma afirmação é de uma verdade incontestável: Carnielli realmente foi correto com ele. Pena que o contrário não seja verdade.

Assinam este manifesto:

Sérgio Carnielli, presidente afastado e conselheiro da Ponte Preta

Márcio Eduardo Della Volpe, presidente em exercício, diretor de Marketiing e primeiro vice-presidente

Hélio Kazuo Ono Mariuyama, segundo vice-presidente

João Marcos Fantinatti, primeiro secretário e diretor administrativo

Carlos Antonio Vilar Matheus, diretor administrativo

Vanderlei Aparecido Pereira, primeiro diretor financeiro

Hamilton Cesar Carias , segundo diretor financeiro

João Augusto Cavedini , diretor de patrimônio:

Giovanni Dimarzio, diretor social

Eurico Vergueiro Leite, diretor de futebol profissional

Francisco Carlos Marques, diretor de futebol amador

Tagino Alves Dos Santos, diretor jurídico

Jose Archimedes Pedroso Meloni, diretor médico

(o manifesto acima foi enviado pela manhã ao UOL, que reencaminhou ao blog de Luiz Ceará, e está sendo enviado às principais mídias do Brasil).

Sem ceder a pressões, Dilma tem ônus e bônus

Sem ceder a pressões, Dilma tem ônus e bônus Foto: Pedro Ladeira/Folhapress_José Cruz/Agência Brasil

Presidente sofreu duas derrotas na Câmara, teve ministros chamados a se explicar no Congresso e conquistou mais ameaças da base aliada em menos de 24 horas; por outro lado, amplia cada vez mais sua aprovação popular; até quando ela conseguirá peitar a “política tradicional”?

22 de Março de 2012 às 10:52

247 – O Palácio do Planalto recebeu hoje com satisfação a divulgação de uma pesquisa de opinão que indica que a presidente Dilma Rousseff não só conseguiu manter sua popularidade, como teria aumentado a aprovação popular. Para analistas do governo, esse resultado é visto como uma aprovação ao enfrentamento que Dilma vem travando com aliados nas últimas semanas.

Mas na prática, a coragem da presidente em desmontar oligarquias no Senado, resistir às pressões da base aliada e quebrar a linha de influência de Lula não é tão positiva assim.

A prova disso foi resultado de ontem para o governo. Em menos de 24 horas, Dilma sofreu duas derrotas na Câmara, teve ministros chamados a se explicar no Congresso e conquistou mais inimigos na base aliada.

O maior revés foi o adiamento da votação da Lei Geral da Copa, comandado por seu principal aliado, o PMDB. A medida, que já contava com a resistência das bancadas da saúde e dos evangélicos – que não querem álcool nos estádios, ganhou um novo adversário. A bancada ruralista, que reúne 230 (de 513) deputados, se negou a votar o projeto antes que o Código Florestal entrasse em pauta.

Além disso, a presidente perdeu o poder de determinar a demarcação de terras indígenas, o reconhecimento de terras quilombolas e a definição de áreas de preservação ambiental para o Congresso Nacional. O PT até tentou suspender a votação, mas foi derrotado por 38 votos a 2.

Se não bastasse as derrotas, Dilma viu três de seus ministros serem chamados para a berlinda. A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, os deputados aprovaram a convocação da ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Oficialmente, ela foi chamada para explicar as consequências da suspensão de concursos públicos federais, mas deputados da oposição querem aproveitar a audiência para questionar sobre obras do Programa de Aceleração do Crescimento.

No mesmo dia, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados aprovou a audiência pública com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A oposição pretende questioná-lo sobre as denúncias que resultaram na demissão de Luiz Felipe Denucci da presidência da Casa da Moeda – a Casa Civil e o PTB teriam avisado Mantega de que Denucci havia aberto offshores em paraísos fiscais cinco meses antes de sua demissão.

Ana Hollanda também está na mira das investigações da Câmara. Ela foi alvo de um manifesto de artistas, encabeçados pela atriz Fernanda Montenegro, questionando o relacionamento da Cultura com o Ecad. O ex-ministro da pasta Juca Ferreira, aproveitou o momento para criticar sua substituta. “Para a minha surpresa, em um Governo de continuidade com essas características, o Ministério da Cultura teve uma postura de ruptura”, disse. “Não foi nem de colocar algo no lugar. Na verdade, foi de desconstruir o que foi feito nos oito anos do governo Lula. Em muitas partes do mundo, tomam como referência o que fizemos. Então essa desconstrução não se justifica, não aponta um avanço. Pelo contrário.”

Resta a saber até quando Dilma conseguirá levar adiante esse novo jeito de governar. Depois do PMDB e do PR, agora PTB e PSC se declararam insatisfeitos com o espaço que tem no governo e ameaçam ir para a oposição. A movimentação do PTB e do PSC é interpretada por interlocutores do governo como uma resposta à decisão de Dilma de manter o PDT no Ministério do Trabalho, a presidente deve indicar nesta semana o deputado Brizola Neto (PDT – RJ) para o cargo.

Os dois partidos, que juntos somam 38 deputados (21 do PTB e 17 do PSC), participaram da obstrução da votação Lei Geral da Copa e prometeram tentar obstruir qualquer votação no plenário da Câmara até que seja pautado ou acordada nova data de votação do Código Florestal

Em péssima fase, com 3 expulsos, Ponte toma vareio do Santos por 6 X 1

Fora de casa, Ponte é superada pelo Santos, mas se mantém no G8

Ponte Preta jogou maior parte do segundo tempo com 9 jogadores e terminou o jogo com 8

Na noite desse sábado (25) a Ponte Preta foi superada pelo Santos na Arena Barueri pelo placar de 6 a 1. O gol da Ponte foi marcado por Uendel. Os donos da casa foram as redes com Neymar [2], Ganso, Guilherme (contra) e Edu Dracena [2]. Na segunda etapa do jogo a Ponte ficou com 8 jogadores em campo após as expulsões de Cicinho, Guilherme e Renato Cajá. Com o resultado, a Macaca ficou com 15 pontos, e manteve a 7º colocação, dentro do G8. A rodada termina no domingo.

O próximo compromisso da equipe alvinegra será na quinta-feira (01) contra Botafogo, às 21h, na cidade de Ribeirão Preto. A partida será válida pela 11º rodada do Campeonato Paulista 2012. A equipe adversária está atualmente na 18º colocação, com 6 pontos ganhos.

O Jogo:
Mesmo jogando fora de casa foi a Ponte quem atacou primeiro. Aos 2 minutos Cicinho carregou a bola pela direita, entrou na área e chutou da linha de fundo, acertando a rede pelo lado de fora. O Santos chegou aos 11, Neymar lançou para Ibson cara a cara com Lauro, mas o goleiro da Ponte saiu muito bem para fechar o ângulo e fazer a defesa. No lance seguinte, a Macaca saiu em contra ataque rápido, Cicinho cruzou da direita e Leandrão desviou por cima do gol.
Aos 17 minutos Borges recebeu na entrada da área e chutou desequilibrado para a defesa de Lauro. Aos 27, o Santos tocava bola no meio campo, Neymar recebeu o chutou forte, com curva, para abrir o placar para os donos da casa. 1 a 0 para o Santos.
Aos 34 minutos Neymar fez jogada pela esquerda e tocou para Borges, o atacante brigou com a zaga e conseguiu dar o toque para Ganso, dentro da pequena área empurrar para o gol. 2 a 0 para o Santos.
Aos 36, Neymar carregou em velocidade pelo meio e lançou para Borges pela direita, o atacante entrou na área e chutou para fora. Três minutos depois Neymar carregou pelo meio e arriscou de fora da área, mas a bola subiu de mais e passou por cima do travessão. Aos 41 minutos Rodrigo Pimpão recebeu pela esquerda, fez um belo drible em Fucile e chutou para fora. Sem mais lances de perigo, o primeiro tempo foi encerrado após 2 minutos de acréscimos.
Na volta do intervalo a Ponte voltou com uma alteração, William Magrão entrou no lugar de Xaves. Aos 6 minutos Renato Cajá fez um lançamento na medida para Uendel entrar na área e chutar na saída de Rafael e diminuir o placar. 2 a 1.
No lance seguinte, Ganso cruzou para Neymar chutar de dentro da área para a defesa de Lauro. Aos 9 minutos o técnico Gilson Kleina promoveu a segunda mudança na Ponte, Enrico entrou no lugar de Rodrigo Pimpão. Aos 11, Neymar cobrou escanteio da direita, Borges subiu e cabeceou forte, mas Lauro fez uma grande defesa no reflexo, na sobra, Guilherme tentou afastar, mas a bola explodiu em Ferron e entrou. 3 a 1 para o Santos.
Aos 13 minutos Neymar cobrou falta da esquerda levantando a bola para a área, o zagueiro Edu Dracena subiu mais alto do que a zaga pontepretana e desviou para o fundo do gol. 4 a 1 para o Santos.
Aos 16, Cicinho recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo, deixando a Ponte com 10 jogadores. Dois minutos depois Juan cruzou da esquerda e Neymar tentou de bicicleta para fora. Aos 21 minutos João Paulo cobrou falta com perigo e Rafael fez uma boa defesa. Um minuto depois Neymar ergueu a bola na área e Edu Dracena desviou de cabeça para o fundo do gol. 5 a 1 para o Santos.
Aos 24 minutos o lateral Guilherme também recebeu o segundo cartão amarelo e também foi expulso, Ponte com 9 em campo. Logo após o lance, a Ponte Preta mudou pela última vez, Gerson entrou no lugar de Leandrão. Aos 30, Ganso recebeu na área e tentou por cobertura, mas mandou por cima do gol. Dois minutos depois, Ganso arriscou de fora da área e Lauro fez uma grande defesa. No lance seguinte Ganso lançou para Neymar tocar na saída de Lauro para ampliar o placar. 6 a 1 para o Santos.
Aos 36 minutos Renato Cajá fez falta em Juan e também foi expulso de campo, deixando a equipe pontepretana com 8 jogadores. Aos 40, Ganso cobrou falta da entrada da área e Lauro fez a defesa. Na jogada seguinte Elano chutou de fora da área e Lauro fez mais uma grande defesa. Sem mais lances de perigo, o jogo foi encerrado sem acréscimos. 6 a 1 para o Santos.
Ficha Técnica:
Ponte Preta: Lauro; Guilherme, Ferron, Gian e Uendel; Xaves (William Magrão), João Paulo, Cicinho e Renato Cajá; Rodrigo Pimpão (Enrico) e Leandrão (Gerson). Técnico: Gilson Kleina.
Santos: Rafael; Fucile (Crystian), Durval, Edu Dracena e Juan; Henrique (Alan Kardec), Arouca, Ibson (Elano) e Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho.
Data: 25/02/2012, sábado – 18h30.
Local: estádio Arena Barueri, em Barueri–SP.
Árbitro: Marcelo Rogério.
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo.
Cartões Amarelos: Xaves, Cicinho [2] e Guilherme [2] (Ponte Preta); Durval e Neymar (Santos).
Cartões Vermelhos: Cicinho, Guilherme e Renato Cajá (Ponte Preta).

Gols: Uendel (Ponte Preta); Neymar [2], Ganso, Guilherme (contra) e Edu Dracena [2] (Santos

Ponte se reapresenta na manhã deste sábado: treinador e jogadores prometem trabalho duro para voltar a vencer

O texto abaixo foi publicado no sitio oficial da Ponte Preta, mais abaixo, publicado praticamente no mesmo horário está um texto publicado no sitio da gazeta desportiva.

Fica evidente que o noticiário está eivado de parcialidades. Que à maior torcida do interior do Estado de São Paulo precisa estar atenta quanto à qualidade da cobertura da mídia aos bastidores da macaca.

Veja por voce mesmo e conclua por si… tem algo de errado.

Após o empate em 2 a 2 com o Oeste ontem, a Ponte Preta se reapresentou na manhã deste sábado (18). Ainda na noite de sexta, o técnico Gilson Kleina e o lateral Guilherme falaram sobre a situação da equipe. O pensamento de todos no grupo é o mesmo: o time está devendo atuações com resultados melhores, mas o trabalho antes do próximo jogo será forte para reverter esse quadro.

Kleina analisou a apresentação da equipe. “Nós começamos bem e marcamos. Depois o Oeste marcou muito e tivemos dificuldades para penetrar no ferrolho da defesa deles. Infelizmente a equipe não está encaixando como deveria e o tempo para trabalhar é muito curto. Além disso, estamos perdendo muitos jogadores de um jogo para o outro por lesões ou cartões”, lamentou.

O comandante da Macaca acredita que o desempenho do time está abaixo do esperado, mas crê. “Quando os resultados não vêm a pressão da torcida faz parte. Até porque são três empates seguidos com gosto de derrota. Precisamos entrar com mais calma e confiança para segurar o jogo e garantir o resultado. O perfil da nossa equipe não é de cadenciar o jogo, mas vamos trabalhar e fazer o máximo para voltar a vencer”.

O lateral Guilherme reconheceu que a parte defensiva da equipe precisa melhorar, mas lembrou que a Ponte tem um dos melhores ataques da competição e que vai trabalhar firme para voltar a vencer.

“Nós estamos fazendo os gols, mas também estamos tomando muitos. Existem falhas na marcação e, quando há um erro, ele é de todos os 11 jogadores. A única forma de reverter esse quadro é ganhar os jogos, e vamos trabalhar firme para mudar”.

O elenco alvinegro terá o domingo de folga e volta a treinar na segunda-feira (20), visando ao embate com o Ituano.

Kleina critica torcida da Ponte após revés: “A Série A está fazendo mal”

Campinas (SP)

Antes apontado como unanimidade na Ponte Preta, o técnico Gilson Kleina acabou discutindo com um torcedor após o término da partida que decretou o empate por 2 a 2 entre a Macaca e o Oeste, na última sexta-feira, no Moisés Lucarelli. Revoltado com a postura que a torcida adotou após o acesso para a Série A, o comandante alvinegro disparou contra os adeptos e pediu uma mudança de comportamento nas próximas rodadas do Campeonato Paulista.

Segundo o treinador, o retorno da equipe para a elite do futebol nacional comprometeu o ambiente motivacional que era vivido pelo grupo na competição. Gilson Kleina acredita que os torcedores adotaram uma postura esnobe após o acesso e pregou pelo retorno do ambiente de paz e tranquilidade que caracterizou o time durante a campanha na Segunda Divisão do Brasileiro.

“Parece que a Série A está fazendo mal para algumas pessoas. O ambiente mudou. Antes as coisas eram mais objetivas. Tem gente que acha que vai ganhar tudo por estar na Série A. O que está acontecendo pode ser um sinal. Nós temos que pensar para frente e rápido”, afirmou o receoso técnico da Macaca.

“Essa é a hora de eu ter o apoio. Nós temos que fazer um clima melhor possível. Todo mundo tem que jogar junto. Eu sempre dei a cara para bater e não vou deixar as coisas escaparem. Se eu sentir que as cosias escaparam, serei o primeiro a procurar a diretoria. Claro que a gente fica preocupado. Estamos indo para o nono jogo e a equipe ainda não encaixou”, emendou logo em seguida.

Com 12 pontos ganhos no Paulistão, a Ponte Preta não vem repetindo as boas atuações da Série B e os seguidos tropeços diante de equipes do interior paulista vêm causando atrito entre o time e a própria torcida. Na próxima rodada, a equipe atuará novamente no Moisés Lucarelli e tentará espantar a crise diante do Ituano.

No entanto, Gilson Kleina terá um grande problema para escalar a equipe que defenderá a conquista de mais três pontos na competição. O meia Renato Cajá recebeu o terceiro cartão amarelo durante o duelo contra o Oeste e está fora do confronto diante da equipe de Itu, o que forçará a mudança do esquema tático da Macaca na próxima quarta-feira.

Mas se a grana é do BNDES… prá que privatizar, mesmo ?

Vencedores de leilão de aeroportos usarão recursos do BNDES

MARIANA SALLOWICZ
DE SÃO PAULO

Os consórcios que venceram nesta segunda-feira o leilão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília confirmaram que irão utilizar recursos do BNDES para financiar o negócio. Os três grupos vencedores vão pagar R$ 24,5 bilhões pela concessão.

Governo concede aeroportos por R$ 24,5 bilhões
Tarifas em aeroportos leiloados serão controladas, diz Anac
Especialista aponta riscos no leilão de aeroportos; ouça

“Seguramente iremos buscar, na primeira etapa [que vai até 2014], dinheiro do BNDES. O BNDES já disponibilizou os recursos e não tem porque não utilizá-los”, afirmou o presidente da Triunfo Participações, Carlo Botarelli, do consórcio Aeroportos Brasil, que levou Viracopos por R$ 3,8 bilhões.

O apoio do BNDES está limitado a 80% do investimento total e 90% dos itens financiáveis, de acordo com suas políticas operacionais. O banco aprovou as condições em janeiro.

Os aeroportos de Cumbica (Guarulhos) e Brasília terão prazo de 15 anos. O aeroporto de Campinas terá financiamento de 20 anos.

“Qualquer grupo que ganhasse essas concessões seria financiado pelo BNDES, talvez a única fonte de recursos de longo prazo que opera infraestrutura, indústria e comércio”, afirmou o ministro Wagner Bittencourt (Secretaria de Aviação Civil).

Gustavo Rocha, presidente da Invepar, do consórcio que ficou com Guarulhos por R$ 16,2 bilhões, também confirmou o uso do crédito. “Temos um desafio muito grande porque Guarulhos será a principal porta de entrada no Brasil. Temos que ter muito foco para entregar o terminal a tempo da Copa do Mundo”, disse.

DEBÊNTURES

Rocha acrescentou que poderá utilizar também debêntures (títulos privados) de infraestrutura. Esse instrumento, recentemente anunciado, oferece benefícios fiscais para financiar investimentos.

O novo mecanismo de captação de dinheiro garante redução de impostos e estimula os investimentos privados.

“Acho que será uma opção importante para financiar a infraestrutura no longo prazo. Se for interessante para a gente, com certeza vamos usar. Talvez nessa primeira fase (até 2014), dado que a gente tem um prazo até 2014, a gente vá para os recursos do BNDES. Mas com certeza, no médio prazo, vamos olhar a oportunidade das debêntures”, disse Gustavo Rocha.

Os outros consórcios vencedores disseram que irão avaliar a opção de debêntures.

 

Ponte perde invencibilidade no Majestoso, com placar de 1 X 3 para o São Paulo e cai para a 6ª posição no campeonato.

A Ponte Preta perdeu a invencibilidade no Majestoso enfrentando o São Paulo. O placar do jogo, realizado na noite deste domingo, foi 3 a 1. Guilherme marcou para a Ponte e os visitantes fizeram com Willian José [2] e Lucas. Com o resultado, a Macaca se mantém com 9 pontos e ocupa a 6º posição no Campeonato Paulista.

Confira a coletiva do técnico Gilson Kleina falando do jogo entre Ponte Preta x São Paulo

O próximo compromisso da equipe pontepretana será nesta quarta-feira (08) contra o Catanduvense, às 19h30, no estádio Silvio Salles – em Catanduva. A partida será válida pela sexta rodada do Paulistão 2012. Os adversários estão com dois pontos, na 20º colocação.

O Jogo:

Diante de mais de 8 mil e 400 torcedores, foi a Ponte que atacou primeiro. Com menos de um minuto Renato Cajá tocou para Leandrão dentro da área, o atacante cortou a marcação e chutou para a defesa de Denis. Aos 3 minutos João Paulo bateu falta da esquerda e acertou a rede pelo lado de fora. Aos 4, Willian José recebeu na área e tocou para o fundo do gol. 1 a 0 para o São Paulo.
Aos 8 minutos Maicon arriscou de fora da área e chutou por cima do gol. Aos 14, Leandrão enfiou para Willian Magrão chutar, mas o goleiro adversário espalmou para fora. Na cobrança do escanteio e de João Paulo, o zagueiro Ferron cabeceou pela linha de fundo. Aos 17 minutos Renato Cajá cobrou falta do meio e Denis segurou firme.
Aos 29, Cortez cruzou da esquerda e Willian José cabeceou por cima do gol. Aos 34 minutos Lucas carregou a bola na entrada da área e chutou para fora. Um minuto depois, Cortez fez jogada pela esquerda e chutou forte, Lauro fez uma grande defesa. Três minutos depois Rodrigo Pimpão recebeu lançamento na área, fez o desvio, mas Denis segurou.
Aos 43 minutos Cícero cobrou falta da entrada da área e mandou pela linha de fundo. Sem mais jogadas de perigo, o árbitro encerrou o primeiro tempo após 1 minuto de acréscimo.
A Ponte Preta voltou para a segunda etapa com uma alteração. Xaves saiu para a entrada de Enrico. Na volta do intervalo, foram os visitantes que chegaram primeiro. Com menos de um minuto Maicon chutou de dentro da área e Lauro fez a defesa. Aos 4 minutos Renato Cajá cobrou falta da direita direto para o gol e Denis afastou de soco. Aos 6, Jadson tocou para Lucas na área, e Wescley chegou em cima para travar o chute.
No lance seguinte, Willian José recebeu o cruzamento e cabeceou para o gol, mas o arbitrou anulou a jogada marcando impedimento do ataque visitantes. Aos 8 minutos Renato Cajá cobrou escanteio da esquerda e Guilherme subiu mais alto do que a zaga para empatar no Majestoso. 1 a 1 no placar.
Aos 10 minutos Maicon chutou da entrada da área e Lauro espalmou bem. Um minuto depois Renato Cajá tentou de fora da área e mandou por cima do gol. Aos 12, a segunda mudança na Ponte, Rossi entrou no lugar de Rodrigo Pimpão. Dois minutos depois Renato Cajá lançou Enrico na área e ele chutou para a defesa de Denis.
Aos 17 minutos Cícero arriscou de longe e chutou para fora. Um minuto depois foi a vez de João Paulo arriscar de longe e mandar por cima. Aos 19, Leandrão se esticou para desviar o cruzamento da direita, mas mandou para fora. Um minuto depois Cortez cruzou da esquerda e Lucas desviou para dentro. 2 a 1 para o São Paulo. Aos 22 minutos Willian José chutou forte de fora da área a Lauro agarrou bem. Aos 27, Casemiro chutou da intermediária e Lauro segurou firme.
Um minuto depois, Renato Cajá lançou Guilherme na área, o lateral bateu na saída do goleiro e fez gol, mas o árbitro marcou um impedimento inexistente e anulou o gol. Aos 29 minutos Leandrão sofreu falta no ataque, o árbitro não marcou e, na sequência, Lucas recebeu o lançamento pela direita e cruzou para Willian José desviar para dentro do gol. 3 a 1 para os visitantes.
Aos 34 minutos João Paulo cobrou falta da esquerda Wescley pulou, mas não desviou por pouco. Aos 39, a última substituição na Ponte, Cicinho entrou no lugar de Guilherme. Aos 44 minutos Cicinho entrou na área e chutou, mas Denis fez a defesa. Sem mais lances de perigo, o jogo foi encerrado após 3 minutos de acréscimos. 3 a 1 para o São Paulo.
Ficha Técnica:
Ponte Preta: Lauro; Guilherme (Cicinho), Wescley, Ferron e Uendel; Xaves (Enrico), João Paulo, Willian Magrão e Renato Cajá; Rodrigo Pimpão (Rossi) e Leandrão. Técnico: Gilson Kleina.
São Paulo: Denis; Piris (João Filipe), Rhodolfo, Paulo Miranda e Cortez; Wellington, Cícero, Jadson (Casemiro), Maicon (Denílson) e Lucas; Willian José. Técnico: Leão.
Data: 05/02/2012, domingo – 19h30.
Local: estádio Moisés Lucarelli, em Campinas–SP.
Árbitro: Vinicius Furlan
Assistentes: David Botelho Barbosa e Bruno Salgado Rizo
Cartões Amarelos:  Xaves e Rossi (Ponte Preta); Rhodolfo e João Filipe (São Paulo).
Gols: Guilherme (Ponte Preta); Willian José [2] e Lucas (São Paulo).

Ponte Preta 2 X 1 Linense, com 9 pontos, macaca se mantém em 4º e enfrenta o São Paulo neste domingo em casa

Com mais um triunfo no Campeonato Paulista a Ponte Preta chegou aos nove pontos na competição. A equipe só está atrás de Corinthians (12 pontos), São Paulo e Paulista (ambos com dez).

Kleina afirma que Ponte soube usar a velocidade e criar chances para sair vitoriosa contra o Linense

Equipe se reapresenta às 16 horas desta sexta e treinador alerta para a força do próximo oponente

Crédito obrigatório para reprodução da foto:
PontePress/Guilherme Dorigatti                         
Logo após o término da partida entre Ponte Preta e Linense, o técnico Gilson Kleina fez uma análise sobre esta terceira vitória consecutiva da Ponte no Campeonato Paulista. “A equipe vem crescendo como um todo e isso possibilita o crescimento individual como, no caso de hoje, do Renato Cajá e do Rodrigo Pimpão. Depois que marcamos o gol tivemos cinco minutos de apagão, tocando a bola para trás. Foi ai que o Linense cresceu e diminuiu o placar. No segundo tempo aumentamos a velocidade e exploramos o contra ataque, criamos várias chances e saímos vitoriosos”.
O comandante da Macaca também falou sobre a polêmica arbitragem durante a noite de quarta-feira. “Tivemos muitos problemas com arbitragem no jogo. E, sinceramente, não sei pra que servem os árbitros auxiliares atrás dos gols. Eles não sinalizam nada, não falam nada, e o juiz empurra a responsabilidade para eles e eles para o juiz. Mas nós jogamos forte e com consistência para construir o resultado”.
O treinador terminou falando sobre o que a equipe pode esperar no jogo do próximo domingo diante do São Paulo. “A equipe deles é muito forte. Têm jogadores excepcionais como o Lucas e o Casemiro. Também acho que foi um dos times que mais e melhor se reforçaram, com Cortês, Fabrício, Jadson e outros. Vamos entrar focados e com calma para não cometermos erros. Domingo a nossa torcida vai ter que fazer a diferença. Esperamos um Majestoso lotado para empurrar o time como eles sempre fazem”.

A Ponte Preta se reapresenta às 16h desta sexta-feira (03) no estádio Moisés Lucarelli para iniciar os treinamentos visando ao jogo contra o São Paulo que será no domingo (05) às 19h30 no Majestoso. A partida será válida pela quinta rodada do Campeonato PaulistaQ

Ponte desbanca Mogi fora de casa, vence por 3 X 1 e sobe para 4ª posição no Paulistão 2012

Mogi Mirim (SP)

A Ponte Preta foi até Mogi Mirim na noite deste domingo para enfrentar a sensação do Campeonato Paulista, mas não deu chances para o rápido time da casa. Jogando nos contra-ataques, a equipe do técnico Gilson Kleina fez 3 a 1 no Sapão e conseguiu a sua segunda vitória na competição.

 

O triunfo começou a ser construído aos 24 minutos do primeiro tempo. Rodrigo Pimpão foi lançado e apareceu livre na frente, totalmente sem marcação. Com calma, ele esperou a saída do goleiro e só rolou para Willian Magrão, que veio de trás e empurrou para o fundo das redes.

Os visitantes seguiram com a sua proposta, sem dar chances para o rápido meia Felipe e o centroavante Hernane, que já havia marcado três gols no torneio. Assim, aos 42, outro contragolpe ampliou a vantagem.

O volante João Paulo Silva invadiu a área pela direita e bateu cruzado, vencendo o goleiro. Antes do intervalo, porém, uma falta cobrada na entrada da área diminuiu a desvantagem. João Paulo acertou o ângulo de Lauro e diminuiu.

Na etapa final, a Macaca manteve o adversário sob controle, sofrendo pouco nas bolas alçadas na área. E, para variar, ampliou após pênalti cometido sobre Enrico, que aproveitou falha do zagueiro em novo contra-ataque e surgiu cara a cara com Anderson, que derrubou o atacante. Na cobrança, Renato Cajá guardou o dele.

Com o resultado, os ponte-pretanos chegam a seis pontos, mesmo número do adversário, mas ultrapassam o Mogi no saldo de gols (5 a 3), ficando na quarta posição. Na próxima rodada, a Ponte recebe o Linense, enquanto o Sapão visita o Palmeiras.

P J V E D GP GC SG
São Paulo 9 3 3 0 0 9 3 6
Corinthians 9 3 3 0 0 5 1 4
Paulista 7 3 2 1 0 6 1 5
Ponte Preta 6 3 2 0 1 8 3 5
Mogi Mirim 6 3 2 0 1 6 3 3
Guarani 6 3 2 0 1 4 4 0
Palmeiras 5 3 1 2 0 4 3 1
Santos 5 3 1 2 0 4 3 1
Linense 4 3 1 1 1 7 7 0
10° São Caetano 4 3 1 1 1 5 5 0
11° Portuguesa 4 3 1 1 1 3 4 -1
12° Ituano 3 3 1 0 2 4 4 0
13° Comercial 3 3 1 0 2 5 8 -3
14° Bragantino 3 3 1 0 2 5 9 -4
15° Botafogo-SP 3 3 1 0 2 3 7 -4
16° Mirassol 2 3 0 2 1 2 3 -1
17° Catanduvense 2 3 0 2 1 2 4 -2
18° XV de Piracicaba 1 3 0 1 2 4 6 -2
19° Oeste 1 3 0 1 2 3 5 -2
20° Guaratinguetá 0 3 0 0 3 1 7 -6

Melhores momentos Ponte Preta 5 x 1 Bragantino

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