A reação do público norte-americano ao discurso de Dilma

 

NYT-ipad-219x219Muitas vezes saem determinadas notícias sobre repercussões de fatos ocorridos no Brasil no exterior, a imprensa tradicional cita um ou outro texto em um jornal on-line de alguns países, nada de relevante.

Agora o discurso da Presidente Dilma teve uma forte repercussão principalmente no público norte-americano. Se olharmos os comentários dos sites de grandes órgãos de imprensa norte-americano vemos neles muito mais apoio a posição da Presidente Dilma do que repúdio (a não ser de brasileiros que tentam puxar o assunto para problemas internos e desqualificar o protesto).

O que mais se vê nas respostas dos leitores é a concordância de que a violação da internet é uma violação das liberdades individuais.

Grandes comentaristas dão ênfase que é a primeira vez que um governo norte-americano é atacado com força por um governo amigo e bom parceiro comercial.

Não vi nenhuma recriminação em mais de 100 entradas que verifiquei na imprensa norte-americana a atitude da nossa presidente, ou seja a repercussão está sendo mais forte no interior do próprio Estados Unidos, que já estão cheios das bisbilhotices do NSA, do que no exterior.

A linguagem dura de Dilma, tocou forte e favoravelmente no povo norte-americano, que identifica o Brasil como uma nação amiga e não como alguém a ser espionado.

Logo falar que não houve repercussão do discurso da Dilma é não saber ler a internet.

 

Comentário de , reproduzido por Luiz Nassif no GGN
publicado originalmente em Luiz Muller Blog

 

Rússia entra no conflito diplomático entre os Estados Unidos e o Brasil

Se o Brasil quer interrogar Snowden para saber mais sobre a espionagem americana, a Rússia pode facilitar o encontro.

Dilma exigiu saber todos os pormenores da espionagem americana Henry Romero/Reuters

O embaixador da Rússia em Brasília, Serguei Okopov, disse que o seu país pode mediar um encontro do ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, em inglês) Edward Snowden com deputados brasileiros que queiram investigar as ações de espionagem americana no Brasil.

Okopov garantiu à comissão do Congresso, com a qual se reuniu na terça-feira, que consultará as autoridades de seu país sobre a possibilidade de os deputados interrogarem Snowden, que está asilado na Rússia. Snowden começou a divulgar um conjunto de documentos que denuncia os métodos de espionagem da NSA e revela os países e pessoas alvo dessa espionagem. A empresa Petrobras e Dilma Rousseff foram espiadas e a Presidente do Brasil cancelou a visita oficial aos EUA, marcada para 23 de Outubro.

A Câmara dos Deputados brasileira aprovou na semana passada a viagem a Moscou de uma comissão integrada por, pelo menos, seis parlamentares com a missão de falarem com Snowden sobre as atividades de espionagem ao Brasil.

Qualquer reunião está condicionada à aprovação do governo da Rússia e do próprio Snowden, e o encontro não pode violar as normas que garantem o asilo do americano em Moscou, explicou o deputado federal Ivan Valente em declarações a jornalistas e citado pela agência Efe.

De acordo com Valente, Okopov disse que uma resposta das autoridades de Moscou deve demorar, pelo menos, uma semana. O diplomata russo, segundo a versão do deputado brasileiro, considera que Snowden estaria interessado em colaborar com o Brasil porque “quanto mais o mundo souber, mais seguro se sentirá”.

As denúncias de Snowden são apoiadas em documentos entregues por este ao americano Glenn Greenwald, que vive no Rio de Janeiro e é colaborador do jornal britânico The Guardian.

Na segunda-feira, Barack Obama telefonou a Dilma, mas fontes da presidência disseram que a Presidente considerou as explicações, que duraram 20 minutos, insuficientes. Em causa está um contrato que Dilma ia assinar, no valor de quatro mil milhões de dólares (o Brasil iria comprar aviões militares aos EUA), e acordos de cooperação na área do biodiesel.

O porta-voz da Casa Branca disse que a visita de Dilma foi adiada para data a anunciar. Jay Carney explicou que Obama concordou com o adiamento e com o motivo de Dilma. Mas, disse Carney, a investigação que Obama prometeu a Dilma sobre a espionagem ao Brasil vai demorar tempo. “Como o Presidente disse anteriormente, ele ordenou um relatório, mas o documento só estará pronto dentro de meses.”

As relações diplomáticas e comerciais entre os EUA e o Brasil melhoraram desde a posse de Dilma, em 2011. Mas a revelação da espionagem da NSA, que interceptou e-mails, chamadas telefônicas de Dilma e dos seus colaboradores durante a campanha eleitoral, e espiou também empresas onde o governo americano tem interesses (a petrolífera Petrobras é uma delas), inquinou as relações e fez reemergir a crítica de que os EUA pretendem encontrar uma forma de explorar a seu favor a riqueza mineral brasileira.

A Reuters avança que Dilma Rousseff irá referir-se às práticas de espionagem americana no discurso que fará na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, na próxima semana.

Publicado originalmente em Mundo P

Paulo Moreira Leite: EUA, o Império sem máscaras

 

EUA_Morte01Atuação dos EUA é baseada na diplomacia, quando ela funciona, e na coerção, quando não há outro jeito.

 

 

Paulo Moreira Leite em seu blog

 

A descoberta de que o governo norte-americano construiu um gigantesco sistema de espionagem do governo Dilma Rousseff é mais relevante do que se poderia imaginar. Não se trata, obviamente, de só mais uma intervenção indevida do serviço secreto dos EUA no País.

 

Nas relações reais entre os povos e governos, tolera-se a presença de espiões e agentes secretos – desde que seu comportamento possa ser conhecido e até certo ponto monitorado por seus alvos. Todas as embaixadas possuem seus adidos, que realizam funções de espionagem e contatos militares.

 

Nada impede que um governo estrangeiro monte uma empresa de fachada num país onde tem interesses específicos, que irá permitir que faça um trabalho mais discreto de investigação e apuração de informações. Isso não tem nada a ver com a descoberta revelada pelo Fantástico.

 

Trata-se de um ato agressivo, invasor, como política externa. Desrespeitoso, quando se considera as relações soberanas entre os povos. Inaceitável, quando se pensa no convívio equilibrado entre países. E absurdo, quando se recorda o conjunto de gentilezas que Washington tem oferecido ao governo brasileiro, culminando com a visita de Estado marcada para o próximo mês. Será possível a Dilma participar de um evento desses? Duvido.

 

Mas é, acima de tudo, um ato que confirma que, essencialmente, os Estados Unidos preferem manter relações com outros países a partir de situações de força, apoiadas em seu imenso poderio militar.

 

Sem os freios que encontrava no período da Guerra Fria, sem o respeito devido pela única instituição com legitimidade para dirimir diferenças entre os países, a ONU, o governo norte-americano age como um império, se rearticula no que se pode chamar sem nostalgia esquerdista de uma nova política de colonização. Sua atuação é baseada no uso do convencimento diplomático, quando ele funciona, e da coerção, quando não há outro jeito. Mas é sempre uma política que começa e termina nos EUA, porque é fundada, em última análise, em seu aparato militar – sempre a postos para defender os interesses da maior economia do mundo.

 

Se a guerra de outros tempos travava-se em trincheiras, com garruchas e canhões de ferro, a guerra dos tempos modernos trava-se na informática e na informação. Permite convencer, operar e manipular – pois é para isso, a manipulação, que servem informações reservadas e confidenciais.

 

Não há anjos nem querubins nas conversas diplomáticas, vamos combinar. Também não há idealismo. Mas a força permite aos EUA impor uma política, o que é diferente. Seja no plano do meio ambiente ou no controle das armas bélicas e mesmo em políticas comerciais, o poder dissuasório norte-americano permite aplicar a política do faça o que eu digo mas não o que eu faço.

 

Como tendência geral dos últimos anos, o poderio militar norte-americano se acentuou, em vez de recolher-se. Em uma década, os Estados Unidos elevaram seus gastos militares em US$10,3 trilhões. Na Rússia, segundo país a elevar investimentos militares no período, o crescimento foi grande, mas muito mais modesto, de US$1 trilhão.

 

Sem adversários no plano militar, o gigante norte-americano dá cada vez menos importância aos atos políticos, o que leva a um esvaziamento progressivo da Organização das Nações Unidas e a uma elevação da tensão internacional. Num levantamento do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, aprende-se que, entre 1945 e 1991, o governo dos EUA foi contrariado em 118 vetos no Conselho de Segurança. Nas duas décadas seguintes esse número foi reduzido várias vezes, para 29 vetos.

 

Capazes de enfrentar diferenças políticas razoáveis no plano interno, democratas e republicanos são irmãos gêmeos na defesa de uma política externa de natureza imperial. Isso explica a comunhão de ações entre Eisenhower e Kennedy, nos anos 1950-1960, numa intervenção que incluiu o ataque a Cuba; entre Johnson e Nixon, uma década depois, na entrada e saída do Vietnã; entre o Bush pai e Clinton; Bush filho e Barack Obama, mais tarde. Em países como o Egito, os EUA mantém um exército que tem vínculos maiores com Washington, que sustenta seus oficiais, do que com a própria sociedade local.

 

Se os países têm um interesse nacional, que se confunde com sua soberania, a elite que governa os EUA desde sua consolidação como potência número 1 do planeta combina interesse nacional com interesse imperial.

 

Não é simples coincidência que a alta espionagem sobre o governo Dilma seja contemporânea dos preparativos da nova operação de guerra da Casa Branca no Oriente Médio, desta vez na Síria. As guerras de conquista e domínio são atividade cotidiana de um império e tornaram-se uma prática cotidiana desde a invasão do Afeganistão, com o pretexto emocional-eleitoral de que era preciso responder ao ataque de 11 de Setembro; a guerra do Iraque, iniciada com a mentira fabricada de que o país possuía armas de destruição em massa; e a intervenção na Líbia para destituir Kadafi.

 

Se os homens de leitura tiveram a oportunidade de conhecer um pensamento capaz de antecipar em alguma medida o espírito que dominam as ideias reinantes em Washington neste período, cabe reconhecer que seus fundamentos intelectuais se encontram no artigo “Choque de civilizações,” de Samuel P. Huntington. Assumindo a visão de que “o eixo central da política mundial no futuro tende a ser o conflito entre o Ocidente e o resto”, o trabalho de Huntington irá servir de sustentação à política norte-americana nas décadas seguintes, procurando dar legitimidade ideológica ao esforço da Casa Branca para defender a supremacia norte-americana no planeta. Radicalizando o conflito entre nações a um duelo insuperável entre valores fundamentais e insuperáveis – daí o termo civilização – Huntington denuncia o “relativismo cultural” como prova de fraqueza num horizonte de ameaça e risco.

 

Em sua visão, a emergência dos povos distantes e emancipados torna-se um perigo permanente ao que ele chama de Ocidente, universo que não inclui sequer todos os povos de religião cristã, pois Huntington registra, também, a existência de uma certa civilização “latino-americana”. Huntington afirma que os conflitos “entre as civilizações vão suplantar os conflitos de natureza ideológica” e define que “o Ocidente terá de manter o poderio econômico e militar necessário para proteger seus interesses diante dessas civilizações.”

 

Precisa de mais alguma coisa?

 

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Leia também:

 

Espionagem norte-americana abala relações entre Brasil e EUA

 

Dilma endurece com EUA; Snowden agradece oferta de asilo na AL

Como, desta vez, a Presidenta Dilma Rousseff não foi copidescada pela dupla Cardozo-Bernardo, o “núcleo mole” do Governo brasileiro, ela falou com todas as letras sobre a espionagem americana nas telecomunicações mundiais (e brasileiras!) na reunião do Mercosul, em Montevidéu:

“Defendemos que a soberania, a segurança de nossos países, a privacidade de nossas comunicações, a privacidade de nossos cidadãos, a privacidade de nossas empresas, devem ser preservadas, e esse é o momento de demonstrar um limite para o Mercosul. O governo e o povo brasileiro não transigem com sua soberania, como eu tenho certeza, os governos e os povos que integram o Mercosul não transigem com a deles.”

A Presidenta atacou duramente os governos que negaram pouso ao avião do Presidente Evo Morales, da Bolívia, por ordem dos Estados Unidos, que cismaram que ele estaria “contrabandeando” o ex-agente da CIA e da NSA (Agência de Segurança Nacional , na sigla em inglês), Edward Snowden, retido em Moscou.

“Queria dirigir um cumprimento muito especial e solidário ao presidente Evo Morales. Esse cumprimento faz parte da convicção de que esta região não pode deixar de manifestar o mais integral repúdio ao tratamento dispensado aonde nossos presidente por países europeus. Cada um de nós tem de defender essa posição de repúdio só por causa do presidente Evo Morales, mas porque uma parte de cada um de nós, presidentes de países latino-americanos, foi ofendida e foi de fato atingida por esse ato.

Dilma apoiou expressamente, ainda,  as ofertas de asilo feitas pela Venezuela, Equador e Bolívia ao ex-agente.

– Queria também saudar a decisão de afirmação no âmbito do Mercosul do direito ao asilo.

Hoje, através do Wikileaks, Snowden – que está sendo caçado pelos americanos por ter revelado a operação de espionagem mundial –  distribuiu uma declaração em que agradece à Rússia por abrigá-lo temporariamente e manifestou sua intenção de aceitar o asilo oferecido pelos países latinoamericanos.

“Mesmo diante desta agressão desproporcional historicamente, os países ao redor do mundo têm oferecido apoio e asilo. Essas nações, incluindo a Rússia, Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Equador têm a minha gratidão e respeito por serem as primeiras a se levantar contra as violações dos direitos humanos(…)Recusando-se a comprometer os seus princípios em face da intimidação, eles ganharam o respeito do mundo. É minha intenção de viajar para cada um desses países para estender os meus agradecimentos pessoais a seus povos e líderes.”

Por: Fernando Brito em Tijolaço

Revelada gravíssima sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC e morte de um Brasileiro

http://brasilumpaisdetodos.blogspot.com.br/

Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países

Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira. Segue o artigo do jornalista Beto Almeida.

O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.

Veto imperial

O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.

“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama.

Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.

Guinada na política externa

O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.

Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites.

Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.

Bomba! Bomba!

O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Giráo publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.

A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.

Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.

Desarmamento unilateral

A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irà, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.

Intervencionismo crescente

O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.

São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks.

Wikileaks revela gravíssima sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC

Postado por GilsonSampaio

Vem aí o lupitucanato

 

 

É provável que a atual direção antibrizolista do PDT (Lupi e Manoel Dias) dará apoio ao PSDB nas próximas eleições presidenciais. Aí com certeza será a derrocada total do trabalhismo, porque FHC sempre se mostrou satisfeito com o golpe de 64 que derrubou João Goulart.

Bem feito para o Jango.

Aécio Neves não pensa diferente do sociólogo-fundador do PSDB. Ambos condenam a ditadura de 64 do ponto de vista formal, mas não o conteúdo econômico multinacional da ditadura. Não nos esqueçamos que o golpe de 64 foi articulado pela CIA de Lincoln Gordon e Warnes.

O tucanato é o principal agente e porta-voz do capital estrangeiro. Imaginemos quão vexatório e desastroso será um PDT defendendo (em nome de Leonel Brizola e Darcy Ribeiro) o capital estrangeiro como fator de progresso do Brasil?

É provável que o senador Cristovam Buarque, conhecido como Bu-Bu nos tapetes elegantes do Banco Mundial, venha a aderir entusiasticamente ao lupitucanato. Afinal, o senador Buarque deve a Lupi e Dias sua candidatura a presidente da República pelo PDT em 2006.

De Buarque a Aécio é só uma questão de abrir a porta e não de doutrina política. Ademais, Lupi e Dias estão esturricados no campo da esquerda, estão politicamente desmoralizados, portanto só lhes resta furar de vez o alambrado e trilhar o caminho escancarado da direita.

Rodeada de bancos estrangeiros por todos os lados, na Avenida Paulista a caravana do lupitucanato será certamente saudada por Trajano Ribeiro. Enquanto isso no cemitério de São Borja Dona Neuza Goulart tremerá no tumulo.

OS PARAQUEDISTAS DO 1º DE ABRIL

“O QUE FAZ UM PAPA?”

Comentário da redecastorphoto: 
MILICANALHAS (Golpistas de 1964 e seus seguidores/ apoiadores atuais) NADA tem a ver com o Brasil e muito menos com o povo brasileiro. São meros jagunços corrompidos moral e materialmente além de comandados por potência estrangeira até os dias de hoje. São cânceres adestrados nos colégios e escolas militares em todo o Brasil baseados em falsa luta ideológica e em suposta TUTELA do Poder Civil. A MILICANALHICE e a MENTIRA histórica são as marcas registradas da formação dos militares latino-americanos em geral e mais evidente no nosso Brasil. Aprendem na “Escuela de las Americas”.


Laerte Braga – A Semana
Dois papas foram suficientes para iniciar o processo de desconstrução de dois mil anos da Igreja Católica Apostólica Romana. João Paulo II e agora o ridículo Bento XVI. Nem os Bórgias e outros tantos complicados conseguiram tal feito. João Paulo II um mero instrumento de marketing e Bento XVI uma espécie ator fracassado que vive de algo assim como “aí que loucura”, padrão Narcisa Tamborindeguy.
A diferença é o estilo solene, o que o torna mais ridículo ainda.
Fidel Castro matou a pau, ou seja, puxou aquele pininho de plástico que mantém o boneco cheio de ar. Murchou.
“O que faz um papa?”. Se confrontada a pergunta de Fidel com a feita por Stalin a propósito de ameaças de excomunhão – “quantas legiões tem o papa?” – o líder cubano mostrou seu tamanho histórico diante de uma futura nota de canto de página. Bento XVI.
O tamanho de Castro é incomensurável diante do papa. Não escreverei o chavão, um gigante diante de um anão para não ofender anões.
O golpe militar de 1964, o maior primeiro de abril de toda a história do Brasil tenta mostrar-se vivo na reunião de vampiros dos porões das torturas, assassinatos, estupros, escorados na canalhice de um patriotismo canhestro – quem comandava era um general norte-americano – num patético cenário no Clube Militar.
As cortinas que escondem o sangue que ainda escorre da barbárie escondem também a covardia atrás da lei da anistia.
Chega a ser inacreditável que as forças armadas aceitem tamanha desonra a partir de “militares” sem qualquer compromisso com o País e que deveriam estar presos. Os crimes que cometeram não prescrevem, são crimes contra a humanidade.
O documentário de Camilo Tavares – link no final deste artigo – e roteiro de Camilo e Flávio Tavares mostra a valentia dessa gente, de quatro para o general Vernon Walthers comandante do golpe. Revela a participação dos EUA no processo e o patriotismo canalha dos torturadores.
Morreu Millôr Fernandes. Dentre várias frases – e um monte de outras coisas – lapidares, uma sobre militares da ditadura – “da pretensão intelectual de Castello Branco passamos à grossura paternal de Costa e Silva, que foi substituída pela algidez abúlica de Garrastazu, que deixou o lugar para a altanaria romano-prussiana de Geisel, que o entregou a seu delfim (não o neto) o ego-sum-qui-sum João Figueiredo, todos bem diferentes mas com uma identidade em comum – o absoluto desprezo pelo civilis vulgaris”.
O jornalista Flávio Tavares em seu livro “1961 O GOLPE DERROTADO”, mostra o tamanho político de Leonel Brizola, o único político brasileiro a enfrentar a GLOBO e seu poder de peito aberto. A coragem e a determinação de outros tantos que seguiram Brizola no Movimento da Legalidade e ficou claro que era possível resistir a 1964.
O diabo é que os norte-americanos, em sua forma normal, demoníaca, estavam às costas no comando dos golpistas e prontos para rachar o País em dois.
Essa história tem que ser contada tim por tim tim antes que as gerações futuras acreditem que fomos salvos do comunismo ateu por um bando de torturadores, estupradores, assassinos, etc e tal.
Inferno mesmo vive o senador Demóstenes Torres, do DEM, parceiro dos tucanos, neste momento às voltas com trapaças as mais porcas, mas nem por isso deixou de ser líder do partido.
Demóstenes é aquele cara que correu ao gabinete do ministro Gilmar Mendes, então presidente do STF – Supremo Tribunal Federal – onde montaram uma gravação fajuta, imputaram o fato a ABIN – Agência Brasileira de Informações – e ao delegado hoje deputado Protógenes Queiroz, para tirar o foco dos habeas corpus ao patrão Daniel Dantas, tudo posto na primeira página da revista VEJA, publicação semanal do crime organizado.
Aí pula para a Síria. A mídia continua a noticiar as versões divulgadas pelo Departamento de Estado e pela secretaria geral do complexo ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A. São dois alvos prioritários. O Líbano, ali pertinho e o Irã, na vontade de Obama, para depois das eleições.
Um dos fatos mais importantes da semana foi a conferência do embaixador do Irã no Brasil, Mohammad Ali Ghanezadeg Ezabadi na sede da ABI – Associação Brasileira de Imprensa -. Falou a um auditório lotado, respondeu a todas as perguntas feitas e foi aplaudido quando disse que no Irã a última palavra diante do que “a mulher está dizendo é sempre a dos homens: sim senhora”.
A palestra foi promovida pela ASSOCIAÇÃO DE ENGENHEIROS DA PETROBRAS – AEPET – e Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro.
A verdadeira razão do conflito com os EUA foi posta às claras – “o Irã é o segundo país do mundo em gás natural e petróleo. E o primeiro em recursos de hidrocarbonetos. Certamente, haverá uma grande repercussão no mundo no momento em que o Irã passar a somar esse fato a um grande desenvolvimento tecnológico que é o nosso objetivo. No futuro a energia será o ponto final das conversas”.
O embaixador negou intenções militares no programa nuclear de seu país e afirmou que isso é mais outro pretexto dos norte-americanos para justificarem suas ações contra o seu país. Segundo ele a antigo União Soviética tinha um formidável arsenal nuclear e nem por isso deixou de existir. Muito menos a África do Sul, com outro arsenal nuclear conseguiu evitar o fim do apartheid. Para o embaixador é preciso energia nuclear para todos povos e armas não, mas mais justiça social.
O objetivo dos norte-americanos é simples segundo o embaixador – “dominar o mundo”. O diplomata fez menção ainda a existência de uma importante comunidade judaica em seu país, com representação no Parlamento.
O resto, deixou claro, é distorção da mídia.
É um fato que ninguém tem dúvida. Seja a intenção do complexo ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A, sejam as distorções da mídia. A mídia de mercado, no Brasil, sem exceção, é parte decisiva no esquema do crime organizado, marca registrada do capitalismo.
Que o diga o líder do DEM, ou o ministro Gilmar Mendes, ou o banqueiro Daniel Dantas, ou esse esquema que ficou sintetizado numa palavra “Privataria Tucana”. Hoje é “Privataria Petista” também. Disfarçada aqui e ali, mas privataria.
O grande dilema é se vai ser permitida ou não a venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa do Mundo. E o Código Florestal, obra conjunta do latifúndio com o PC do B, uma das mais importantes empresas no contexto do “capitalismo a brasileira”.
Nesse vai e vem de quem governa, se a FIFA, ou Dilma, Mano Menezes, que dizem ser técnico de futebol e ainda por cima da seleção brasileira, foi pego no contrapé da lei seca. Estava chumbado. Certas convocações estão explicadas.
Guilherme Rosário Pereira era sargento do Exército e morreu na frustrada tentativa de um ato terrorista num show de primeiro de maio no Rio Centro. Era uma jogada da linha dura para culpar a esquerda e acabar com a distensão, palavra inventada no governo Geisel para por fim consentido à ditadura militar. Na agenda de Rosário os nomes dos militares – hoje se escondem atrás da saia da anistia na clássica covardia de torturadores – envolvidos em atentados que tinham exatamente o objetivo de “justificar” a volta da ditadura com todos os seus ingredientes de perversidade, dentre eles o AI-5.
Os caras não conseguiram, mas montaram firmas de vigilância, de segurança, se encheram e se enchem de dinheiro, muitos construíram poleiros em estatais e entre eles coronéis, majores, etc.
É essa turma que fala em patriotismo e defesa da democracia. Um deles, torturador, assassino, estuprador, o coronel Brilhante Ulstra, é colunista do jornal FOLHA DE SÃO PAULO. O que emprestava os caminhões para a desova de corpos e chamou a ditadura de “ditabranda”.
Mas, afinal, o que faz o papa? O mesmo que fazem paraquedistas estúpidos que pularam em desafio à democracia, esquecidos dos porões sombrios da ditadura? Como se fossem super homens ou guardiões da pátria? São canalhas que estão escondidos debaixo da cama por conta de todo o horror que geraram em seu patriotismo idem.
“O dia que durou 21 anos”é um documentário co-produzido pela TV Brasil e Pequi Filmes, direção de Camilo Tavares, roteiro e entrevistas de Flávio Tavares e Camilo Tavares que mostra os reais comandantes de 1964 e a covardia dos golpistas.
Pode ser visto em:

Mostra quem manda nos bravos paraquedistas que enlameiam a história do Brasil com tortura, assassinatos, estupros, etc. e se proclamam patriotas.

Enviado por Sílvio de Barros Pinheiro
Charge do Latuff

Postado por Castor Filho

Dilma no Financial Times: China e EUA não perdem por esperar

 

 

Chega de manipulação cambial

Da amiga navegante Fávia:

PHA,


Financial Times traz excelente página escrita pela Dilma.


http://www.ft.com/intl/cms/s/0/8871a370-e2aa-11e0-897a-00144feabdc0.html#axzz1YgU3A0qw


E aparece ela na capa do jornal…


Deu uma aula de economia…

Navalha

A Presidenta reafirma no artigo o que disse na ONU.

O Brasil não vai ficar parado à espera da manipulação cambial da China e dos Estados Unidos.

O Brasil vai reagir.

Se é que já não começou a reagir.

O Financial Times é o principal jornal de Economia da Europa, ilimitadamente conservador.

Veja aqui a entrevista em portugues>>Artigo-DILMA FT-Português

Amigo navegante, faça como a navegante Flávia: jogue o PiG (*) no lixo.

 

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Denúncia – Wikileaks tira máscara da mídia brasileira e comprova: estão à serviço dos EUA

by charlesfildes
Aconteceu o que já era de conhecimento dos menos desavisados. A grande imprensa brasileira foi finalmente desnudada, com tudo comprovado em documentos oficiais e sigilosos. Quem ainda tinha motivos para outorgar credibilidade à estes veículos e seus jornalistas, não tem mais. William Waack, da Globo, aparece nos documentos secretos
Novos documentos vazados pela organização WikiLeaks trazem à tona detalhes e provas da estreita relação do USA com o monopólio dos meios de comunicação no Brasil semicolonial. Um despacho diplomático de 2005, por exemplo, assinado pelo então cônsul de São Paulo, Patrick Dennis Duddy, narra o encontro em Porto Alegre do então embaixador John Danilovich com representantes do grupo RBS, descrito como “o maior grupo regional de comunicação da América Latina”, ligado às Organizações Globo. O encontro é descrito como “um almoço ‘off the record’ [cujo teor da conversa não pode ser divulgado], e uma nota complementar do despacho diz: “Nós temos tradicionalmente tido acesso e relações excelentes com o grupo”. Outro despacho diplomático datado de 2005 descreve um encontro entre Danilovich e Abraham Goldstein, líder judeu de São Paulo, no qual a conversa girou em torno de uma campanha de imprensa pró-sionista no monopólio da imprensa no Brasil que antecedesse a Cúpula América do Sul-Países Árabes daquele ano, no que o jornalão O Estado de S.Paulo se prontificou a ajudar, prometendo uma cobertura “positiva” para Israel.
Os documentos revelados pelo WikiLeaks mostram ainda que nomes proeminentes do monopólio da imprensa são sistematicamente convocados por diplomatas ianques para lhes passar informações sobre a política partidária e o cenário econômico da semicolônia ou para ouvir recomendações. Um deles é o jornalista William Waack, apresentador de telejornais e de programas de entrevistas das Organizações Globo. Os despachos diplomáticos enviados a Washington pelas representações consulares ianques no Brasil citam três encontros de Waack com emissários da administração do USA. O primeiro deles foi em abril de 2008 (junto com outros jornalistas) com o almirante Philip Cullom, que estava no Brasil para acompanhar exercícios conjuntos entre as marinhas do USA, do Brasil e da Argentina. O segundo encontro aconteceu em 2009, quando Waack foi chamado para dar informações sobre as conformações das facções partidárias visando o processo eleitoral de 2010. O terceiro foi em 2010, com o atual embaixador ianque, Thomas Shannon, quando o jornalista novamente abasteceu os ianques com informações detalhadas sobre os então candidatos a gerente da semicolônia Brasil.
Outro nome proeminente muito requisitado pelos ianques é do jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, d’A Folha de S.Paulo. Os documentos revelados pelo WikiLeaks dão conta de quatro participações do jornalista (ou “ex-jornalista e consultor político”, como é descrito) em reuniões de brasileiros com representantes da administração ianque: um membro do Departamento de Estado, um senador, o cônsul-geral no Brasil e um secretário para assuntos do hemisfério ocidental. Na pauta, o repasse de informações sobre os partidos eleitoreiros no Brasil e sobre a exploração de petróleo na camada pré-sal.
Cai também a máscara de Fernando Rodrigues, da Folha
Fernando Rodrigues, repórter especial de política da Folha de S.Paulo, chegou a dar explicações aos ianques sobre o funcionamento do Tribunal de Contas da União. Outro assunto que veio à tona com documentos revelados pelo WikiLeaks são os interesses do imperialismo ianque no estado brasileiro do Piauí. Um documento datado de 2 de fevereiro de 2010 mostra que representantes do USA participaram de uma conferência organizada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), na capital Teresina, a fim de requisitar a implementação de obras de infra-estrutura que poderiam favorecer a exploração pelos monopólios ianques das imensas riquezas em matérias-primas do segundo estado mais pobre do Nordeste.
A representante do WikiLeaks no Brasil, a jornalista Natália Viana, adiantou que a organização divulgará em breve milhares de documentos inéditos da diplomacia ianque sobre o Brasil produzidos durante o gerenciamento Lula, incluindo alguns que desnudam a estreita relação do USA com o treinamento do aparato repressivo do velho Estado brasileiro.

A ver. Hugo R C Souza No BLOG DO SARAIVA

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Publicado originalmente em ALO PRESIDENTA DO BRASIL

O petróleo já foi nosso?

Escrito por Wladmir Coelho

Sábado, 30 de Julho de 2011

A importância do petróleo para o desenvolvimento econômico nacional é reconhecida desde o início do século XX, através de campanhas de estatização da exploração e comercialização deste importante mineral promovidas por setores nacionalistas.

No Brasil destacaram-se nesta linha de pensamento Pandiá Calógeras, Arthur Bernardes, Simões Lopes, pioneiros, ainda nos anos de 1920, na autoria de leis que possibilitavam a implementação de uma política econômica do petróleo voltada para a auto-suficiência.

Naturalmente, o poder econômico exercido através dos oligopólios internacionais tratou de impedir a implementação dos objetivos nacionalistas, mergulhando o Brasil na dependência da importação de derivados do petróleo, incluindo a gasolina. Este fato contribuiu para a crise de abastecimento durante a II Guerra Mundial, ficando o gigante da América do Sul praticamente sem gasolina, tendo em vista a destinação desta através dos oligopólios, em obediência às políticas de segurança energética de seus países sedes, para as frentes de combate.

Este fato, a crise de abastecimento, contribuiu para o renascimento ou fortalecimento de uma campanha visando a criação de uma empresa nacional que seria responsável por garantir a auto-suficiência brasileira em petróleo.

 

Nacionalismo e Petrobrás

As dificuldades para a concretização de tal empresa foram muitas. Internamente, disputavam duas correntes, ambas denominando-se nacionalistas. Havia aqueles seguidores do General Juarez Távora, totalmente contrários à criação de uma empresa estatal para exploração do petróleo, alegando a incapacidade técnica nacional como fator de risco, inclusive para a segurança continental. Segundo o argumento do General Távora, a exploração petrolífera no Brasil deveria realizar-se a partir das empresas estrangeiras, garantindo deste modo o abastecimento das tropas dos Estados Unidos em virtude de iminente invasão do continente por tropas da União Soviética.

O General Távora chegou a propor a entrega da exploração petrolífera brasileira ao modelo de leilão das áreas produtivas, através de blocos, fato concretizado posteriormente durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. A ideologia, conforme percebemos, moveu os interesses destes dois políticos de épocas distintas.

Em oposição ao modelo de Segurança Continental, encontraremos os defensores da criação de uma empresa brasileira de controle estatal para a exploração do petróleo e garantia da auto-suficiência. A campanha “O Petróleo é Nosso!” assumiu este princípio e através da mobilização popular denunciou os problemas decorrentes da prática imperialista que conservava a tradição colonial e preparou o Brasil para utilizar os recursos energéticos em beneficio do desenvolvimento nacional.

Contra os líderes da campanha do “O Petróleo é Nosso” voltaram-se aqueles beneficiados pelos oligopólios. A grande imprensa ignorava a campanha e quando tratava do tema era para acusar os defensores da criação de uma empresa petrolífera nacional de subversivos, inimigos da pátria e por aí vai…

Sobrevivendo aos ataques, o advogado e professor Washington Albino, ocupando em 1953 o cargo de diretor do departamento de assuntos econômicos da Associação Comercial de Minas Gerais, apresenta uma proposta que aprofundava o controle do Estado na elaboração da política econômica do petróleo, através de um documento intitulado “Tese Mineira do Petróleo”.

O professor Washington Albino defendia, ao contrário da proposta enviada pelo presidente Getúlio Vargas, a nacionalização total de todo o processo de exploração petrolífera, incluindo a distribuição, e passava para o empresariado (neste caso com o apoio do presidente da Associação Comercial de Minas Gerais, Renato Falci), a responsabilidade de financiar parte da implantação da empresa estatal, através da instituição de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE).

O professor Washington Albino, falecido no dia 17 de junho de 2011, confessou-me certa vez: “A ‘Tese Mineira do Petróleo’ foi algo fantástico que somente avançou em razão do caráter patriótico de seus defensores”. Observe: existiram no Brasil empresários preocupados com o desenvolvimento nacional e contrários à política imperialista.

 

A volta ao passado

No mês seguinte à morte do professor Washington Albino, observou-se na imprensa brasileira uma determinada euforia quanto ao aparecimento de empresas brasileiras de exploração petrolífera, agora denominadas “independentes”. Este termo, independente, refere-se ao afastamento destas da Petrobrás, transformada em monstro desde a implementação das políticas coloniais – ou neoliberais – do governo Fernando Henrique Cardoso e mantidas ainda hoje.

Sabemos muito bem que a maior parte dessas independentes vive das benesses estatais e cumpre com perfeição a política de exportação de petróleo e manutenção da prática colonial por meio da associação com os grupos de sempre.

Recentemente, duas empresas independentes, a Barra Energia e Queiroz Galvão, compraram da Shell a participação de 20% em um bloco de exploração petrolífera na Bacia de Santos. O governo nacionalista do Brasil saudou o fato como ampliação da presença nacional no pré-sal, tratando a sua “inimiga”, a grande imprensa, de noticiar o fato como fator de credibilidade e sustentabilidade da política econômica brasileira.

Poucos, todavia, prestaram atenção aos detalhes. Vejamos: A Barra Energia, desde 2010, encontra-se associada ao First Reserve Corporation. Esta corporação de investimentos é presidida por Willian E. Maculay, membro atuante no conselho das 50 maiores empresas petrolíferas do mundo. O vice presidente, John A. Hill, foi diretor adjunto da US Energy Information Administration, órgão responsável por informar o presidente dos Estados Unidos a respeito das reservas de petróleo.

Outro investidor da independente e brasileira Barra Energia, a River Stone, é presidida por Pierre F. Lapeyre Jr. Este empresário e banqueiro foi diretor do Goldman Sachs, o mesmo banco que vai intermediar o empréstimo para o pré-sal acertado durante a última inspeção do presidente Obama no Brasil. A River Stone atua através de uma joint venture com o grupo Carlyle.

O grupo Carlyle, controlado entre outros por figuras como Geoge Bush pai e John Major, atua no ramo dos armamentos e energia. No Brasil controla a CVC turismo e segundo entrevista de seu diretor, Fernando Borges, à revista Isto é Dinheiro em 12 de outubro de 2010, “a exploração de petróleo (no Brasil) não é nosso foco, mas as indústrias relacionadas a ela sim”. Neste ponto, observamos como se efetiva o conteúdo soberano na exploração do pré-sal previsto na legislação nacionalista para sua exploração.

Somemos aos fatos apresentados o controle de 5% da Queiroz Galvão pelo Capital Group International. Trata-se o referido grupo de uma empresa de gestão de fundos internacionais com participação e interesses em diferentes empresas, incluindo do setor energético. Naturalmente, seus gestores levam em consideração os interesses gerais dos oligopólios, aos quais associam-se no momento de aprovação ou rejeição das políticas econômicas das empresas nas quais controlam ou participam do Conselho Gestor.

Neste momento pergunto: a legislação brasileira para o petróleo – existem duas, ambas de fundamentação neoliberal – não estaria necessitando de uma revisão? Afinal, a lei 2004 de 1953 cumpriu os seus objetivos de garantir a auto-suficiência e por isso foi superada? Neste último caso a resposta é não.

Ao retirar da Petrobrás a condição de pilar para o desenvolvimento nacional, os governos FHC, Lula e Dilma Rousseff abriram espaço para a perpetuação do modelo imperialista. O Brasil está, neste momento, sem uma política de segurança energética. Isso é muito grave.

Wladmir Coelho é mestre em Direito, historiador e membro do Conselho Curador da Fundação Brasileira de Direito Econômico.

Web-Site: http://politicaeconomicadopetroleo.blogspot.com/

 

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O complexo de vira-lata

 

Por Celso Amorim* (24/07/11)

Até os jornais brasileiros tiveram de noticiar. Uma força-tarefa criada pelo Conselho de Relações Exteriores, organização estreitamente ligada ao establishment político/intelectual/empresarial dos Estados Unidos, acaba de publicar um relatório exclusivamente dedicado ao Brasil, -pontuado de elogios e manifestações de respeito e consideração. Fizeram parte da força-tarefa um ex-ministro da Energia, um ex-subsecretário de Estado e personalidades destacadas do mundo acadêmico e empresarial, além de integrantes de think tanks, homens e mulheres de alto conceito, muitos dos quais estiveram em governos norte-americanos, tanto democratas quanto republicanos. O texto do relatório abarca cerca de 80 páginas, se descontarmos as notas biográficas dos integrantes da comissão, o índice, agradecimentos etc. Nelas são analisados vários aspectos da economia, da evolução sociopolítica e do relacionamento externo do Brasil, com natural ênfase nas relações com os EUA. Vou ater-me aqui apenas àqueles aspectos que dizem respeito fundamentalmente ao nosso relacionamento internacional.

Logo na introdução, ao justificar a escolha do Brasil como foco do considerável esforço de pesquisa e reflexão colocado no empreendimento, os autores assinalam: “O Brasil é e será uma força integral na evolução de um mundo multipolar”. E segue, no resumo das conclusões, que vêm detalhadas nos capítulos subsequentes: “A Força Tarefa (em maiúscula no original) recomenda que os responsáveis pelas políticas (policy makers) dos Estados Unidos reconheçam a posição do Brasil como um ator global”. Em virtude da ascensão do Brasil, os autores consideram que é preciso que os EUA alterem sua visão da região como um todo e busquem uma relação conosco que seja “mais ampla e mais madura”. Em recomendação dirigida aos dois países, pregam que a cooperação e “as inevitáveis discordâncias sejam tratadas com respeito e tolerância”. Chegam mesmo a dizer, para provável espanto dos nossos “especialistas” – aqueles que são geralmente convocados pela grande mídia para “explicar” os fracassos da política externa brasileira dos últimos anos – que os EUA deverão ajustar-se (sic) a um Brasil mais afirmativo e independente.

Todos esses raciocínios e constatações desembocam em duas recomendações práticas. Por um lado, o relatório sugere que tanto no Departamento de Estado quanto no poderoso Conselho de Segurança Nacional se proceda a reformas institucionais que deem mais foco ao Brasil, distinguindo-o do contexto regional. Por outro (que surpresa para os céticos de plantão!), a força-tarefa “recomenda que a administração Obama endosse plenamente o Brasil como um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. É curioso notar que mesmo aqueles que expressaram uma opinião discordante e defenderam o apoio morno que Obama estendeu ao Brasil durante sua recente visita sentiram necessidade de justificar essa posição de uma forma peculiar. Talvez de modo não totalmente sincero, mas de qualquer forma significativo (a hipocrisia, segundo a lição de La Rochefoucault, é a homenagem que o vício paga à virtude), alegam que seria necessária uma preparação prévia ao anúncio de apoio tanto junto a países da região quanto junto ao Congresso. Esse argumento foi, aliás, demolido por David Rothkopf na versão eletrônica da revista Foreign Policy um dia depois da divulgação do relatório. E o empenho em não parecerem meros espíritos de porco leva essas vozes discordantes a afirmar que “a ausência de uma preparação prévia adequada pode prejudicar o êxito do apoio norte-americano ao pleito do Brasil de um posto permanente (no Conselho de Segurança)”.

Seguem-se, ao longo do texto, comentários detalhados sobre a atuação do Brasil em foros multilaterais, da OMC à Conferência do Clima, passando pela criação da Unasul, com referências bem embasadas sobre o Ibas, o BRICS, iniciativas em relação à África e aos países árabes. Mesmo em relação ao Oriente Médio, questão em que a força dos lobbies se faz sentir mesmo no mais independente dos think tanks, as reservas quanto à atuação do Brasil são apresentadas do ponto de vista de um suposto interesse em evitar diluir nossas credenciais para negociar outros itens da agenda internacional. Também nesse caso houve uma “opinião discordante”, que defendeu maior proatividade do Brasil na conturbada região.

Em resumo, mesmo assinalando algumas diferenças que o relatório recomenda sejam tratadas com respeito e tolerância, que abismo entre a visão dos insuspeitos membros da comissão do conselho norte-americanos- e aquela defendida por parte da nossa elite, que insiste em ver o Brasil como um país pequeno (ou, no máximo, para usar o conceito empregado por alguns especialistas, “médio”), que não deve se atrever a contrariar a superpotência remanescente ou se meter em assuntos que não são de sua alçada ou estão além da sua capacidade. Como se a Paz mundial não fosse do nosso interesse ou nada pudéssemos fazer para ajudar a mantê-la ou obtê-la.

*Celso Amorim é ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula. Formado em 1965 pelo Instituto Rio Branco, fez pós-graduação em Relações Internacionais na Academia Diplomática de Viena, em 1967. Entre inúmeros outros cargos públicos, Amorim foi ministro das Relações Exteriores no governo Itamar Franco entre 1993 e 1995. Depois, no governo Fernando Henrique, assumiu a Chefia da Missão Permanente do Brasil nas Nações Unidas e em seguida foi o chefe da missão brasileira na Organização Mundial do Comércio. Em 2001, foi embaixador em Londres.

Fonte: Carta Capital

Investimento externo no Brasil foi recorde em 2010

O Istimento estrangeiro direto (IED) no Brasil subiu 87% no ano passado e bateu o recorde de 2009, de acordo com comunicado da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe(Cepal),divulgado nesta quarta-feira (4).

“O Brasil foi o maior receptor da América Latina e do Caribe. As entradas de IED tiveram aumento recorde de 87%, passando de R$ 41,3 bilhões em 2009 para R$ 76,9 bilhões em 2010″, informa a Cepal.

O México, com R$ 28,1 bilhões, foi o segundo país que mais recebeu IED, seguido por Chile (R$ 24 bi), Peru (R$11,6 bi), Colômbia (R$ 10,8 bi) e Argentina (R$ 9,8 bi).

A economia brasileira também foi a que realizou o segundo maior volume de investimentos em outros países, com cerca de R$ 18,2 bilhões, ficando atrás somente do México (R$ 20,1 bi).

Os Estados Unidos ainda são o principal investidor na América Latina e Caribe, respondendo por 17% do IED. Países Baixos (13%), China (9%), Canadá (4%) e Espanha (4%) formam a lista dos cinco principais investidores.

A Cepal destaca que a América Latina e o Caribe são a região do mundo na qual o IED mais cresceu, tanto em recepção, quanto em emissão de investimentos. A entidade ressalta que, enquanto os IEDs estão cada vez menores nos países desenvolvidos, registrando menos 7% no ano passado, as nações latino-americanas e caribenhas estão em franca expansão nos últimos três anos, com crescimento de 10%. Para 2011, a Cepal estima que o aumento de IED seja entre 15% e 25% na região.

Fonte: Brasília Confidencial

Banco do Brasil compra EuroBank e vai expandir operações nos EUA

SÃO PAULO (Reuters) – O Banco do Brasil acertou a compra do banco americano EuroBank, sediado na Flórida, por US$ 6 milhões.

LEIA MAIS: Banco do Brasil fará OPA para adquirir 38,42% do banco Patagônia

“A aquisição do EuroBank contribuirá para a expansão dos negócios do BB nos EUA e lhe permitirá atuar no mercado de varejo norte-americano, com foco no atendimento das comunidades brasileira e hispânica residentes naquele país”, afirma a instituição em comunicado ao mercado.

O EuroBank é um pequeno banco com sede em Coral Gables, na Flórida, e tem operado mais na área de empréstimos para imóveis comerciais, de acordo com seu perfil disponível no site da agência reguladora financeira Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC). A instituição possui três agências.

O BB afirma que o banco norte-americano tinha ativos de US$ 102,1 milhões e carteira de crédito de US$ 74,8 milhões no final de 2010. O patrimônio líquido na época era de US$ 5,5 milhões.

Investimentos de US$ 25 milhões para expandir rede de atendimento

O BB vai investir US$ 25 milhões em três anos para expandir a rede de atendimento do EuroBank, banco americano cuja aquisição foi anunciada nesta segunda. O EuroBank tem três agências, mas a meta do BB é elevar a rede para 20 pontos nos próximos cinco anos.

O banco federal considera tanto o crescimento orgânico quanto novas aquisições para cumprir a meta. “O mercado americano é um pouco diferente do mercado brasileiro. Lá você pode adquirir agências e não precisa necessariamente adquirir o banco como um todo”, comentou Allan Toledo, vice-presidente de negócios internacionais do Banco do Brasil.

O foco da instituição financeira são regiões americanas onde há forte concentração de brasileiros, caso de Nova York, Nova Jersey e Massachusetts, além da Flórida, onde as agências do EuroBank estão instaladas.

Os investimentos previstos incluem ainda aportes na adequação de agências existentes, uma vez que a marca do EuroBank será extinta, dando lugar à identidade visual do banco brasileiro.

Segundo Toledo, o banco vê a possibilidade de chegar a 25% da comunidade brasileira residente nos Estados Unidos a partir da nova operação. Isso significa algo em torno de 375 mil clientes.

A ideia é repetir a experiência do Banco do Brasil no Japão, onde a instituição financeira já tem sete agências e 125 mil clientes – um terço da população brasileira no país asiático.

O BB espera ter o aval à compra do EuroBank pelos órgãos reguladores nos EUA e no Brasil em um prazo de quatro a seis meses.

Antes de fechar com o EuroBank, o Banco do Brasil listou mais de 700 bancos como alvos de aquisição nos Estados Unidos, desde junho de 2009. No fim, o foco se direcionou a três bancos, mas apenas as negociações com o EuroBank evoluíram.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/04/25/bb-compra-americano-eurobank-por-us-6-milhoes-924308172.asp#ixzz1KZyd4QCU
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EMBAIXADORES JALESENSES EM CUBA JÁ ESTÃO DE VOLTA (via Blog do Cardosinho)

Postado por cardosinho

A delegação de jalesenses – Luiz Carlos Cervantes, Gatão, Norton, Chico Melfi e Martini – que viajou para Cuba na semana passada, onde o grupo participou do VI Congresso do Partido Comunista Cubano – PCC, já está de volta a Jales. Hoje, por volta do meio-dia, acionei o celular do Martini, que, por sinal, não funcionou em Cuba, e ele me disse que o quinteto de jalesenses já estava em Araraquara.

Martini, que já foi a Cuba várias vezes, me disse que o Chico Melfi ficou maravilhado com a viagem, apesar de a internet não funcionar nada bem na terra de Fidel Castro. Segundo o Martini, eles só conseguiram acessar este blog uma única vez, em solo cubano. Quem sabe o seo Chico não resolve instalar uma filial da Melfinet lá na ilha. Com a volta do grupo, o Senadinho – que permaneceu em recesso durante dois sábados – volta a efervescer na próxima semana

O Dia que durou 21 anos, dia 4, 22h, na TV Brasil (via @AEsquerdaMS)

O Dia que durou 21 anos

“O Dia que durou 21 anos” é IMPERDÍVEL! Em 3 episódios, a partir de seg, dia 04,
22h, na TV Brasil

‘O Dia que durou 21 anos’ estreia na TV Brasil
Série de 3 episódios revela imagens e depoimentos históricos sobre o Golpe de 64

Robert Bentley, assistente de embaixador Lincoln Gordon, dá depoimento exclusivo
Os que viveram a ditadura militar brasileira, os que passaram por ela em brancas nuvens e os que nasceram depois que ela acabou. Todos podem conhecer melhor e refletir sobre esse período, a partir da nova série “O Dia que durou 21 anos”, que a TV Brasil exibe nos dias 4, 5 e 6 de abril, às 22 h.

Em clima de suspense e ação, o documentário apresenta, em três episódios de 26 minutos cada, os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil. Pela primeira vez na televisão, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como Top Secret, serão expostos ao público. Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte dessa série iconográfica, narrada pelo jornalista Flávio Tavares.

O mundo vivia a Guerra Fria quando os Estados Unidos começaram a arquitetar o golpe para derrubar o governo de João Goulart. As primeiras ações surgem em 1962, pelo então presidente John Kennedy. Os fatos vão se descortinando, através de relatos de políticos, militares, historiadores, diplomatas e estudiosos dos dois países. Depois do assassinato de Kennedy, em novembro de 1963, o texano Lyndon Johnson assume o governo e mantém a estratégia de remover Jango, apelido de Goulart. O temor de que o país se alinharia ao comunismo e influenciaria outros países da América Latina, contrariando assim os interesses dos Estados Unidos, reforçaram os movimentos pró-golpe.

Peter Korneluh
A série mostra como os Estados Unidos agiram para planejar e criar as condições para o golpe da madrugada de 31 de março. E, depois, para sustentar e reconhecer o regime militar do governo do marechal Humberto Castelo Branco. Envergando uma roupa civil, ele assume o poder em 15 de abril. Castelo era chefe do Estado Maior do Exército de Jango.

O governo norte-americano estava preparado para intervir militarmente, mas não foi necessário, como ressaltam historiadores e militares. O general Ivan Cavalcanti Proença, oficial da guarda presidencial, resume: “Lamento que foi um golpe fácil demais. Ninguém assumiu o comando revolucionário”.

Do Brasil, duas autoridades americanas foram peças-chaves para bloquear as ações de Goulart e apoiar Castelo Branco: o embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon; e o general Vernon Walters, adido militar e que já conhecia Castelo Branco. As cartas e o áudio dos diálogos de Gordon com o primeiro escalão do governo americano são expostas. Entre os interlocutores, o presidente Lyndon Johnson, Dean Rusk (secretário de Estado), Robert McNamara (Defesa). Além de conversas telefônicas de Johnson com George Reedy Dean Rusk; Thomas Mann (Subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos) e George Bundy, assessor de segurança nacional da Casa Branca, entre outros.

Foi uma das mais longas ditaduras da América Latina. O general Newton Cruz, que foi chefe da Agência Central do Serviço Nacional de Informações (SNI) e ex-comandante militar do Planalto, conclui: “A revolução era para arrumar a casa. Ninguém passa 20 anos para arrumar uma Casa”.

Em 1967, quem assume o Planalto é o general Costa e Silva, então ministro da Guerra de Castelo. Da linha dura, seu governo consolida a repressão. As conseqüências deste período da ditadura, seus meandros políticos e ideológicos estarão na tela. Mortes, torturas, assassinatos, violação de direitos democráticos e prisões arbitrárias fazem parte desse período dramático da história.

O jornalista Flávio Tavares, participou da luta armada, foi preso, torturado e exilado político. Através da série, dirigida por seu filho Camilo Tavares, ele explora suas vivências e lembranças. E mais: abre uma nova oportunidade de reflexão sobre o passado.

O Dia que durou 21 anos é uma coprodução da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares. Roteiro e entrevistas de Flávio e Camilo.

Primeiro Episódio:

As ações do embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, ainda no governo Kennedy, são expostas neste primeiro capítulo. O discurso do presidente João Goulart pregando reformas sociais torna-se uma ameaça e é interpretado pelos militares como uma provocação. Nos quartéis temia-se uma movimentação de esquerda e a adoção do comunismo, que poderia se espalhar por outros países latinos. Entrevistas e reportagens da CBS são reproduzidas, bem como diálogos entre Gordon e Kennedy.

O documentário expõe a efervescência da sociedade brasileira naquele período. Para evitar que Goulart chegasse forte às eleições de 1965, foi criado o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que teria dado cobertura às ações dos Estudos Unidos para derrubar João Goulart.

Segundo Episódio:

Cenas da morte de John Kennedy e a posse de Lyndon Johnson abrem este capítulo, dando sequência à estratégia dos Estados Unidos de impedir ao que o ex-presidente americano chamou de “um outro regime comunista no hemisfério ocidental”. “Vamos ficar em cima de Goulart e nos expor se for preciso”, diria Jonhson.

Imagens focam no discurso de Jango na Central do Brasil, em 13 de março de 1964, que foi considerado uma provocação pelos arquitetos do golpe. Os americanos já preparavam o esquema, enviando suas forças militares para o “controle das massas”, como se refere um dos entrevistados. Paralelamente, articulações para levar Castelo Branco ao poder estavam sendo engendradas.

As forças americanas não precisaram entrar em campo. João Goulart pegou o avião, foi para Brasília e depois para o sul do país. Por que Jango não reagiu”? É uma questão posta na tela. O general Cavalcanti, oficial da guarda presidencial, resume: “Lamento que foi um golpe fácil demais. Ninguém assumiu o comando revolucionário”.

Os Estados Unidos estavam mobilizados para, em caso de resistência, fazer a intervenção militar pela costa e assim ajudar os militares. As correspondências de Lincoln Gordon com o primeiro escalão da Casa Branca são mostradas ao público, explorando as ações secretas junto às Forças Armadas, a reação da imprensa e dos grupos católicos no Brasil. Os Estados Unidos reconhecem o novo governo e imagens da vitória e manifestações de rua entram em cenas.

Terceiro Episódio:

O cargo de presidente é declarado vago pelo presidente do Senado, Auro Moura de Andrade. O presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, é empossado.

No dia 15 de abril, o chefe das Forças Armadas, marechal Castelo Branco, toma posse.

Castelo tinha relações amistosas com Vernon Walters, adido da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Depois de suas conversas com Castelo, ele se ocupava em enviar telegramas para os Estados Unidos, relatando o teor da conversa. Os textos dos telegramas são revelados no episódio.

O governo Castelo Branco recrudesce e dá início aos atos institucionais. O de número 2 extingue os partidos políticos e torna as eleições indiretas. E mais: prorroga o seu mandato. Em 1967, ele é substituído pelo general Costa e Silva, da chamada linha dura do Exército. O AI 5 é decretado no ano seguinte, e o Brasil entra no caos, “O AI5 foi uma revolução dentro da revolução”, declara o general Newton Cruz.

A repressão e a tortura dominavam o país. Militares e estudiosos falam desse período. O brigadeiro Rui Moreira Lima, da Força Aérea Brasileira, declara: “Eu conheci um coronel, filho de um general, que veio de um curso de tortura no Panamá. Ele chegou e disse: agora estou tinindo na tortura, pega aí um cara pra eu torturar”.

Os Estados Unidos continuam em campo e Lincoln Gordon pede para o governo fortalecer ao máximo o regime militar brasileiro. O orçamento da embaixada cresce, como registra o historiador Carlos Fico, da UFRJ, um dos entrevistados de Flávio Tavares

Fonte: http://45graus.com.br


Íntegra dos discursos de Barack Obama no Brasil

Íntegra do discurso de Barack Obama no Theatro Municipal /RJ

Na tarde deste domingo (20/03), o presidente norte-americano, Barack Obama, discursou para cerca de 2 mil convidados no Theatro Municipal, Rio de Janeiro.

Alô, Rio de Janeiro. Alô, Cidade Maravilhosa.

Boa tarde todo o povo brasileiro.

Desde o momento em que chegamos, o povo desta cidade tem mostrado a minha família o calor e receptividade de seu espírito. Obrigado. Quero agradecer a todos por estarem aqui, pois sei que há um jogo do Vasco ou do Botafogo. Eu sei que os brasileiros não abrem mão do futebol.

Uma das primeiras impressões que tive do Brasil veio de um filme que vi com minha mãe, “Orfeu Negro”. Minha mãe jamais imaginaria que minha primeira viagem ao Brasil seria como presidente dos EUA. Vocês são mesmo um “país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza”.

Ontem tive um encontro com sua presidente Dilma Rousseff e hoje quero falar com vocês sobre as jornadas dos EUA e do Brasil, que são duas terras com abundantes riquezas naturais. Ambos os países já foram colônias e receberam imigrantes de todo mundo. Os EUA foram a 1ª nação a reconhecer a independência do Brasil. O primeiro líder brasileiro a visitar os EUA foi Dom Pedro II.

No Brasil, vocês lutaram contra a ditadura, lutando para serem ouvidos. Mas esses dias passaram. Hoje, o Brasil é um país onde os cidadãos podem escolher seus líderes e onde um garoto pobre de Pernambuco pode chegar ao posto mais elevado do país. Foi essa mudança que vimos na Cidade de Deus. Quero dar os parabéns ao prefeito e ao governador pelo seu excelente trabalho. Mas não se deve olhar para a favela com pena, mas como uma fonte de artista, presidentes, pessoas com soluções.

Vocês sabem que esta cidade não foi minha primeira escolha para os Jogos Olímpicos. Porém, se os jogos não pudessem ser realizados em Chicago, o Rio seria minha escolha. O Brasil sempre foi o “país do futuro”, mas agora esse futuro está aqui.

Estou aqui para dizer que nós, nos EUA, não apenas observamos seus sucessos, mas torcemos por ele. Juntos, duas das maiores economias do mundo podem trazer crescimentos. Precisamos de um compromisso com a inovação e com a tecnologia.

Por isso, também, queremos ajudá-los a preparar o país para os jogos. Por isso somos países comprometidos com o meio ambiente. Por isso a metade dos carros daqui podem circular com biocombustível. E por isso estamos buscando o mesmo nos EUA, para tornar o mundo mais limpo para nossos filhos.

Sendo o Brasil e os EUA dois países que foram tão enriquecidos pela herança africana, temos que nos comprometer com a ajuda à África. Também estamos ajudando os japoneses hoje. Vocês, aqui no Brasil, receberam a maior imigração japonesa no mundo.

Os EUA e o Brasil são parceiros não apenas por laços de comércio e cultura, mas porque ambos acreditam no poder da democracia, porque nada pode ser tão poderoso para levar milhões de pessoas, que subiram da pobreza, para a classe média, o fizeram pela liberdade.

Vocês são a prova de que a democracia é a maior parceira do progresso humano. A democracia dá a maior esperança de que todos serão tratados com respeito. Nós sabemos, nos EUA, como é importante trabalhar juntos, mesmo quando não nos entendemos. Acreditamos que a democracia pode ser lenta e que ela vai sendo aperfeiçoada com o tempo. Mas também sabemos que todo ser humano quer ser livre, quer ser ouvido, quer viver sem medo ou discriminação. Todos querem moldar seu próprio destino. São direitos universais e devemos apoiá-los em toda parte.

Onde quer que a luz da liberdade seja acesa, o mundo se torna um lugar melhor. Esse é o exemplo do Brasil. Brasil, um país que prova que uma ditadura pode se tornar uma próspera democracia e que mostra que um grito por mudanças vindo das ruas pode mudar o mundo.

No passado, foi aqui fora, na Cinelândia, que políticos e artistas protestaram contra a ditadura. Uma das pessoas que protestaram foi presa e sabe o que é viver sem seus direitos mais básicos. Porém, ela também sabe o que é perseverar. Hoje ela é a sua presidente, Dilma Rousseff.

Sabemos que as pessoas antes de nós também enfrentaram desafios e isso une as nossas nações. Portanto, acreditamos que, com a força de vontade, podemos mudar nossos destinos. Obrigado. E que Deus abençoe nossas nações.

Íntegra do discurso de Obama para empresários em Brasília dia 19

O presidente norte-americano Barack Obama participou da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos neste sábado (19), em Brasília.

“Muito obrigado. Boa tarde. Podem sentar, por favor.

É um prazer estar aqui no Brasil e, em nome da Michelle e em meu nome, eu gostaria de agradecer as pessoas aqui de Brasília pela recepção calorosa que tivemos.

Gostaria de agradecer ao Conselho de Negócios Brasil-Estados Unidos pelo maravilhoso trabalho, à Confederação Nacional das Indústrias e à Câmara de
Comércio do Brasil. Muito obrigado pelo ótimo trabalho em sediar esta conferência.

Eu gostaria também de agradecer os membros do meu gabinete, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, Gary Locke, secretário de Comércio, Ron Kirk, representante comercial dos Estados Unidos, Lisa Jackson, gerente do setor ambiental, Fred Hochberg, presidente do banco de importações e exportações, Michael Froman, vice-secretário de segurança para questões econômicas e comerciais internacionais, e todas as autoridades do governo brasileiro, muito obrigado pela hospitalidade.

Só lamento ter perdido a festa, chegamos algumas semanas depois do Carnaval. Mas talvez seja melhor assim, pois talvez a produtividade da minha equipe fosse prejudicada se ainda estivéssemos no Carnaval.

Gostaria de agradecer aos representantes comerciais, empresariais e governamentais que vieram de todos os cantos do Brasil. Passamos aqui a manhã conversando sobre diversas questões econômicas, falando com a presidente Rousseff e presidentes de empresas brasileiras e americanas e quero falar como vamos trabalhar juntos para criar novas oportunidades e novos empregos nos nossos dois países.

Nos últimos dois séculos, nunca houve um momento tão promissor para o Brasil. Agora, vocês são a sétima maior economia do mundo, registrando um dos crescimentos mais rápidos do mundo. No intervalo de uma década, centenas de milhares de brasileiros saíram da pobreza, metade da população brasileira é considerada agora classe média.

Em vez de esperar ajuda de outros países, vocês estão agora ajudando outros países, ajudando outras nações em desenvolvimento. Vocês produzem grande parte dos alimentos consumidos no mundo, fornecem grande parte dos biocombustíveis do mundo e vão sediar dois dos maiores eventos esportivos do mundo. E, como mencionei na coletiva de imprensa há pouco com a presidente, eu ainda fico magoado quando lembro que os Jogos Olímpicos vêm para cá e não para Chicago, mas tenho certeza de que farão um ótimo trabalho nos jogos.

Portanto, o que o Brasil conquistou é absolutamente surpreendente. Quantas vezes se escuta que o Brasil é o país do futuro? Bom, o futuro chegou e, apesar das incertezas dos últimos dois anos, o Brasil se colocou na dianteira como uma potência econômica e financeira. Vocês não chegaram aqui simplesmente por uma questão de sorte ou acaso. O sucesso ocorreu por conta de um trabalho árduo e da perseverança do povo brasileiro. O espírito empreendedor de muitas das pessoas aqui nesta sala, a visão de líderes como o presidente Cardoso e presidente Lula.

Esses líderes perceberam, e a presidente Rousseff segue a mesma linha, que o caminho mais certo para a prosperidade no Brasil engloba pessoas livres e mercados livres. Em uma região do mundo onde o legado do colonialismo é recente, havia uma preocupação legítima no século passado de que abrir a economia levaria países mais ricos a extrair recursos sem se importar com o desenvolvimento da nação. Acho isso compreensível.

Ao mesmo tempo, várias nações da América Latina como esta viveram décadas de ditaduras em que economias fechadas não foram capazes de oferecer padrões de vida decentes para a maioria da população. Mas, na última década, o Brasil mostrou ao mundo que há um outro caminho e que a participação na economia global pode levar a grandes oportunidades mostrando que o espírito do capitalismo pode fluir bem ao lado da justiça social. O Brasil mostrou que a democracia ainda é o melhor caminho para o progresso econômico.

Quando os governos se responsabilizam por seu povo, o povo tem mais chances de prosperar. Nos Estados Unidos, sempre compartilhamos essas crenças. Assim como vocês, saímos de uma era colonial estabelecendo nossa independência no novo mundo.

Nós também somos uma nação de imigrantes, com diferentes histórias, passados e culturas e que encontram força na adversidade, força na unidade e no nosso orgulho nacional. E, como as duas maiores economias e democracias do ocidente, nós acreditamos que todos os seres humanos merecem a oportunidade de criar seu próprio futuro.

Por todas essas razões, os Estados Unidos apoiam a ascensão do Brasil como uma potência global. É por isso que trabalhamos para que o Brasil tenha papel de mais destaque no G20, por ser o fórum de economia mais importante. É por isso que apoiamos a participação mais expressiva do Brasil em outras instituições como o FMI e o Banco Mundial. Por isso, o Brasil é minha primeira parada na minha primeira viagem à América Latina, pois almejamos uma parceria maior com seu governo e uma amizade mais profunda com o seu povo.

Acreditamos que o fortalecimento dos nossos laços econômicos criará oportunidades para as duas nações. Ao observar o Brasil, os Estados Unidos enxergam maiores oportunidades de vender mais bens e serviços para um mercado de quase 200 milhões de consumidores em rápida expansão. Para nós, isso representa uma estratégia de empregos, pois ao vender mais produtos em outros países, apoiamos os trabalhadores que vão fabricar e vender esses produtos.

Todos os líderes de negócios norte-americanos aqui presentes devem saber que para cada US$ 1 bilhão em exportações americanas, nós temos 5 mil empregos nos Estados Unidos.

Nossas exportações para o Brasil mais do que duplicaram nos últimos anos, crescendo duas vezes mais rápido do que as exportações gerais e mais do que nossas exportações para a China.

Vendemos hoje US$ 50 bilhões em bens e serviços para o Brasil, e essas vendas geram 250 mil empregos nos Estados Unidos. Por exemplo, depois que uma pequena empresa da Carolina do Norte participou de um fórum comercial em São Paulo no ano passado, a empresa saiu de lá com um acordo de fabricação e distribuição de peças automotivas para o Brasil e a contratação de novos funcionários nos Estados Unidos.

A Capstone Turbine, na Califórnia, vendeu US$ 2 milhões em equipamentos de alta tecnologia atendendo a milhões de brasileiros e criando empregos nos EUA. O governo do Brasil comprou helicópteros que irão, sem dúvida, ajudar a criar mais empregos desde a Pensilvânia até o Alabama, nos Estados Unidos.

Essas exportações não significam apenas mais empregos para os Estados Unidos, mas também mais serviços e mais opções para o Brasil. Desde a área de telecomunicações e informática, até equipamentos e tecnologia de energia limpa, as empresas americanas estão contribuindo para o crescimento econômico que está elevando o padrão de vida dos brasileiros em toda parte. Nossas empresas não promovem essa contribuição apenas por exportar para o Brasil, mas também através de bilhões de dólares investidos diretamente em empregos e negócios nos dois países.

Claro que nossa relação econômica não é uma via de mão única. Os EUA são também o segundo maior mercado de exportações brasileiras e apoiam dezenas de milhares de empregos aqui no Brasil. Na última década, as empresas brasileiras investiram bilhões de dólares em diversos setores americanos desde aço até tecnologia da informação, investimentos esses que criaram muitos empregos nos EUA. No final de 2008, as subsidiárias de empresas brasileiras nos EUA empregavam mais de 42 mil funcionários americanos. Portanto, é inquestionável que os EUA e o Brasil se beneficiam dos laços econômicos criados nos últimos anos.

Também não há a menor dúvida de que o fortalecimento desses laços será um sinal de fortalecimento para as duas nações, um sinal positivo para as duas nações, e tenho o prazer de anunciar que a presidente Rousseff e eu concluímos um acordo para um novo diálogo econômico e financeiro. É chegado o momento de os EUA tratarem suas relações econômicas com o Brasil da mesma forma como lidamos com a China e com a Índia e esse diálogo assinado pela presidente Roussef tem esse intuito. Esse diálogo vai nos ajudar a promover uma cooperação econômica, vamos reduzir o número de regulamentações e aumentar a cooperação internacional, não apenas no G20, mas também em outros fóruns.

Nós também concluímos um acordo de cooperação econômica que vai nos ajudar a expandir as relações comerciais e de investimento entre os países. Esse acordo também vai promover diálogos sobre como reduzir barreiras que existem entre as nossas duas nações. Como o Banco Mundial já disse, ainda existem muitos obstáculos na forma de o Brasil fazer negócios e eu sei que o Brasil tem problemas com certas políticas implementadas nos EUA, e sei que nenhum país ganharia mais do que o Brasil através de uma ampliação comercial.

Queremos ajudar vocês a superar qualquer desafio que esteja no caminho dessas resoluções. Em segundo lugar, queremos criar parcerias no Brasil no setor de energia, e é por isso que a presidente Roussef e eu decidimos lançar um diálogo estratégico sobre energia. Segundo algumas estimativas, o petróleo que foi descoberto recentemente no Brasil pode representar duas vezes as reservas americanas. Queremos trabalhar junto com vocês. Queremos ajudar com tecnologias e apoio para desenvolver essas reservas de petróleo de forma segura. Quando vocês estiverem prontos para vender, nós queremos ser um dos seus maiores clientes.

Às vezes lembramos com que facilidade as instabilidades em outros países do mundo podem impactar o preço do petróleo como vimos recentemente. Os EUA não poderiam estar mais satisfeitos com o potencial de uma nova fonte estável de energia.

Embora analisemos a questão do petróleo no curto prazo, não podemos perder de vista o fato de que a única solução a longo prazo para a dependência do mundo em relação aos combustíveis fósseis é a tecnologia de energia limpa e é por isso que os EUA e o Brasil estão aumentando sua cooperação na área de biocombustíveis.

Estamos lançando uma parceria de economia “verde” entre o Brasil e os EUA porque sabemos que a energia limpa é uma das melhores formas de criarmos novos empregos e novos setores nas duas nações. Mais da metade dos veículos do Brasil usam biocombustível, cerca de 80% da energia do Brasil se origina de fontes hidrelétricas, e nos EUA nós demos início a um setor de energia limpa que em breve terá capacidade de produzir 40% das baterias mais avançadas do mundo. Se pudermos compartilhar essas novas tecnologias, alavancando investimentos privados, podemos desenvolver nossas economias e limpar o meio ambiente ao usar e vender produtos de energia limpa em todo o mundo e isso só trará benefícios.

Podemos cooperar também na área educacional. Eu estava falando no almoço com a presidente Rousseff que concordamos que uma economia baseada em conhecimento será absolutamente essencial para o crescimento e a prosperidade. Isso significa uma força de trabalho com formação e capacitada. Quanto mais nossos jovens, nossos alunos, nossos trabalhadores estiverem expostos a novas culturas, novas ideias, mais rapidamente serão capazes de concorrer em escala global. Por isso, tenho prazer em saber que os líderes de negócios brasileiros e americanos têm aumentado o número de intercâmbios porque quando investimos no nosso povo, investimos no nosso futuro.

A última área que podemos trabalhar conjuntamente é a área de infra-estrutura. Em 2014, o Brasil sediará a Copa do Mundo, a única nação que já foi cinco vezes campeã mundial. Apesar de que os EUA estão melhorando, vocês têm que admitir que o nosso futebol está melhorando. Como já mencionei, o Rio irá sediar os Jogos Olímpicos em 2016, mas apesar de terem perdido, os EUA não ficam simplesmente sentados na arquibancada assistindo.

O Brasil vai investir mais de US$ 200 bilhões para se preparar para esses dois grandes eventos e, à medida que vocês buscam negócios para construir novas estradas, estádios, as empresas americanas estão prontas a ajudá-los na parte de engenharia, fabricação e construção. Queremos ver esses jogos vencerem e terem êxito e esta nação ter êxito também. Portanto podemos dar alguns passos também para aumentar os laços entre nossos países, laços que trarão a promessa de mais prosperidade e oportunidades para brasileiros e americanos.

Pensando em todos os acordos e negócios que venhamos a assinar, o potencial verdadeiro da nossa parceira só será realizado ao criarmos uma relação forte entre nossos povos, líderes de negócios, empreendedores, cientistas, engenheiros, professores, estudantes e mais de um milhão de pessoas que viajam entre ambos os países normalmente. Como todos amigos, nem sempre concordamos em tudo e às vezes queremos tomar caminhos diferentes mas, à medida que as duas maiores democracias do novo mundo iniciam a segunda década de um século jovem, não vamos esquecer tudo que compartilhamos.

Nos EUA acreditamos no sonho americano, a ideia de que não importa quem você é, de onde você vem ou de como você começou, você pode superar todos os obstáculos e, assim, realizar seus maiores sonhos. Eu sou testemunha desse sonho. Acredito que esse sonho exista também nesta América. Posso ver isso no espírito empreendedor dos homens e mulheres presentes nesta sala. Posso ver isso nas comemorações do povo ao saber que os Jogos Olímpicos viriam para cá, no Rio. Posso ver isso na história do Brasil.

Brasília é uma cidade jovem, vai fazer 51 anos, mas começou como um sonho há mais de um século. Em 1883, o santo padroeiro do Brasil, Dom Bosco, teve uma visão de que um dia a capital de uma grande nação seria construída entre os paralelos 15 e 20 e que seria o modelo do futuro e asseguraria que a oportunidade seria direito de todo cidadão brasileiro. Hoje, essa cidade e esse país são um modelo para o futuro, mostrando que a democracia é o melhor parceiro para o futuro. Como amigos, vizinhos, nós vivemos as mesmas histórias, mas queremos fazer parte desse futuro, queremos realizar o sonho americano com vocês.

Muito obrigado.”

Íntegra do discurso de Obama no Palácio do Planalto

“Obrigado, senhora Presidente, pelas gentis palavras. Muito obrigado a vocês e ao povo brasileiro pela calorosa recepção e pela famosa hospitalidade brasileira com que vocês receberam Michelle, a mim e nossas filhas. ‘Muito obrigado’.

Em nossa reunião hoje, mencionei que esta é minha primeira visita à América do Sul e o Brasil é minha primeira parada, e não por acaso. A amizade entre os povos americano e brasileiro já soma mais de dois séculos. Nossos empreendedores e empresários inovam juntos, nossos cientistas e pesquisadores estão criando novas vacinas, juntos nossos alunos e professores exploram novos horizontes. Todos os dias trabalhamos para tornar nossas sociedades mais inclusivas e mais justas.

O crescimento extraordinário do Brasil, senhora Presidente, atrai a atenção do mundo todo. Graças ao sacrifício de pessoas como a presidente Dilma Roussef, o Brasil saiu da ditadura para a democracia, é uma das economias que mais crescem no mundo, tirando milhões da pobreza e levando-os à classe média. Hoje os EUA e o Brasil são as duas maiores democracias do hemisfério e as duas maiores economias. O Brasil, líder regional que promove uma cooperação maior entre todas as Américas e o Brasil é, cada vez mais, um líder mundial, passando de receptor de ajuda externa para doador, reivindicando um mundo sem armas nucleares e estando sempre adiante dos esforços globais para lutar contra a mudança climática. Como presidente, eu sempre promovo o compromisso baseado em respeito mútuo e interesses mútuos e uma parte fundamental desse compromisso é promover uma cooperação maior com centros de influência do século XXI, incluindo o Brasil. Em suma, os EUA não apenas reconhecem o crescimento do Brasil, mas apóiam esse crescimento com entusiasmo. Por isso criamos o G20, o principal fórum de cooperação econômica mundial, para ter certeza de que países como o Brasil terão mais voz ativa. Por isso aumentamos a cota de votação do Brasil e o seu papel nas instituições financeiras internacionais. Por isso que eu vim ao Brasil hoje.

A presidente Roussef e eu acreditamos que esta visita seja uma oportunidade histórica para colocar os EUA e o Brasil na rota de uma cooperação ainda maior nas décadas vindouras. Hoje estamos começando a aproveitar esta oportunidade. Senhora Presidente, gostaria de agradecê-la pelo seu compromisso pessoal em fortalecer as alianças entre as nossas duas nações. Estamos ampliando o comércio e os investimentos, criando empregos nos nossos dois países. O Brasil é um dos nossos principais parceiros comercias, mas ainda há muito que podemos fazer.

Mais tarde hoje, a presidente e eu vamos nos reunir com líderes de negócios dos nossos dois países, vamos ouvir e decidir quais serão as etapas concretas que vão expandir nossas relações econômicas. Vamos anunciar uma série de novos acordos, inclusive um diálogo financeiro e econômico que venha promover relações comerciais, expandir a colaboração na área de ciência e tecnologia e à medida que o Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas e, ainda me magoa tocar neste assunto, estamos assegurando que as empresas americanas terão um papel entre os projetos de infraestrutura necessários para essas competições. Estamos criando um novo diálogo estratégico sobre energia para garantir que as cúpulas dos nossos governos estão trabalhando conjuntamente para aproveitar novas oportunidades, em particular, como as novas descobertas de petróleo no Brasil, como disse a presidente Roussef, o Brasil quer ser um grande fornecedor de novas fontes estáveis de energia e eu falei para ela que os EUA também querem ser um grande cliente dessas fontes, o que traria benefícios para ambos os países.

Ao mesmo tempo, estamos expandindo nossa parceria em energia limpa, fundamental para nossa segurança em energia em longo prazo. Como líder na área de energia renovável, como biodiesel, e como parte da parceria de energia e clima entre as Américas que proponho, o Brasil está compartilhando seu conhecimento na região e no mundo. Esse novo diálogo de economia verde que estamos criando hoje aumenta ainda mais nossa cooperação construindo prédios “verdes” e desenvolvimento sustentável. Na área de segurança, nossos exércitos trabalham com proximidade ainda maior para lidar com crises humanitárias, como fizemos no Haiti. Nossas polícias trabalham em conjunto contra os narcotraficantes que ameaçam a todos nós, o Brasil se aliou ao esforço internacional para evitar o contrabando de armas nucleares por seus portos. Agradeço à presidente Roussef pela liderança do Brasil em criar um centro regional de promoção de excelência na área de segurança nuclear. Como membro do conselho de direitos humanos, o Brasil se juntou a nós na condenação aos abusos aos direitos humanos realizados pela Líbia. Gostaria de rapidamente mencionar a situação na Líbia porque conversei sobre isso com a presidente. Ontem a comunidade internacional exigiu um cessar fogo imediato na Líbia, inclusive um fim a todos os ataques contra civis, e hoje a secretária Clinton se reuniu com uma coalizão internacional com nossos parceiros árabes e europeus em Paris para discutir como aplicar a resolução do conselho de segurança criada pela ONU em 1973. Houve um consenso coeso e a conclusão foi clara: o povo da Líbia deve ser protegido e se não for colocado um fim imediato à violência contra civis, nossa coalizão está preparada para entrar em ação, e agirá com urgência. Conversei com a presidente Roussef sobre os passos que estão sendo tomados nesse sentido.

Finalmente, estou especialmente satisfeito pelo Brasil e os EUA estarem juntos em criar uma governança democrática para além de nossos hemisférios. O Brasil está ajudando a liderar a iniciativa global que anunciei nas Nações Unidas de promover governos abertos e novas tecnologias que capacitem os cidadãos no mundo todo. Hoje estamos lançando novos esforços para ajudar outros países a combater a corrupção e o trabalho infantil. Estamos expandindo nossos esforços para aumentar a segurança alimentar nesse movimento de desenvolvimento da agricultura na África. Acredito que este seja apenas o começo do que os dois países podem fazer juntos em todo o mundo. Por isso, os EUA continuarão se esforçando para ter certeza de que as novas realidades do século XXI serão refletidas nas instituições internacionais, como disse a senhora Presidente, incluindo as Nações Unidas onde o Brasil aspira a um assento permanente no conselho de segurança. Como falei à presidente Roussef, os EUA continuarão a trabalhar tanto com o Brasil quanto com outras nações nas reformas que vão tornar o conselho de segurança mais eficaz, eficiente e representativo para poder levar adiante nossas visões compartilhadas de um mundo mais seguro e pacífico.

Mais uma vez, com os resultados de hoje, criamos uma base para uma cooperação maior entre EUA e Brasil nas décadas vindouras. Gostaria de agradecer a presidente Roussef por sua liderança, por tornar este progresso possível. Não conheço a senhora Presidente há muito tempo, mas noto a paixão extraordinária no sentido de oferecer a oportunidade a todo povo brasileiro para que todos possam progredir e essa é uma paixão que compartilho com a senhora Presidente e aqui representando os cidadãos americanos também. Portanto, tenho certeza de que, dado esse espírito que compartilhamos, essa amizade que existe não apenas no âmbito governamental mas entre os nossos povos, que vamos continuar a progredir no futuro e aguardo ansiosamente minha passagem pelo Rio amanhã, onde terei a oportunidade de me dirigir diretamente ao povo brasileiro sobre o que nossos países podem fazer conjuntamente como parceiros globais no século XXI.

Muito obrigado.”

Fonte: http://blogdamarcellamota.blogspot.com

Perigeu. por Rudá Ricci


Ontem, a Lua ficou mais próxima da Terra. Algo que aproxima a física da poesia. Este fenômeno – denominado de perigeu – também parece que rondou Brasília e Rio de Janeiro. A sedução Obama foi evidente: procurou aproximar o Brasil da “América”. Não é por menos que a velha diplomacia brasileira está em festa. Vê as tentativas lulistas (com Marco Aurélio Garcia e Celso Amorim logo atrás) de política externa mais ofuscada.
Vejamos se a física se aproxima, também na política, da poesia.

Brasil e Estados Unidos formalizam dez acordos, mas deixam de fora alguns polêmicos

Danilo Macedo e Renata Giraldi
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – Os governos dos Estados Unidos e do Brasil assinaram hoje (19), no Palácio Itamaraty, dez acordos de cooperação. Os textos envolvem áreas estratégicas que vão desde economia e comércio até ciência e tecnologia. No total, são dez textos em setores como comércio e cooperação econômica; transporte aéreo; uso pacífico do espaço exterior; apoio à organização de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas; pesquisas em biodiversidade; desenvolvimento de biocombustíveis de aviação e cooperação técnica em outros países.

Entre os temas de destaque estão o Tratado Econômico e Comercial (Teca), que estabelece contatos entre os governos nas negociações para acelerar eventuais articulações, e o apoio para a realização de eventos como a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016.

Porém, temas polêmicos, como o fim de vistos para brasileiros que viajam aos Estados Unidos e um acordo previdenciário ficaram para uma próxima etapa de negociações. Nesta fase de articulações, os assessores dos presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e Dilma Rousseff não conseguiram consenso nesses temas.

Na área de comércio, foi criada Comissão Brasil-Estados Unidos para Relações Econômicas e Comerciais. O objetivo desse grupo é promover a cooperação econômica e comercial bilateral. A comissão vai desenvolver um programa para facilitar a liberação do comércio e de investimentos bilaterais e examinará temas que estão sempre em pauta entre as duas nações, como direitos de propriedade intelectual.

Na área agropecuária, serão analisadas medidas sanitárias e fitossanitárias, barreiras técnicas ao comércio e a cooperação no Comitê Consultivo Agrícola Brasil Estados Unidos. Os empresários brasileiros se queixam das restrições impostas pelos EUA aos produtos brasileiros. Nos últimos dias, 14 dos 50 estados norte-americanos abriram concessões ao Brasil.

Edição: Juliana Andrade

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