Nota à imprensa: esclarecimentos sobre investimentos do governo federal para a Copa do Mundo

A matéria veiculada pelo Portal UOL na manhã deste domingo (23), assinada por Rodrigo Mattos e Vinicius Konchinski, distorce informações, faz relações incorretas e induz o leitor a uma interpretação errada dos fatos. Cabe esclarecer o seguinte:

– Não há um centavo do Orçamento da União direcionado à construção ou reforma das arenas para a Copa.

– Há uma linha de empréstimo, via BNDES, com juros e exigência de todas as garantias bancárias, como qualquer outra modalidade de crédito do banco. O teto do valor do empréstimo, para cada arena, é de R$ 400 milhões, estabelecido em 2009, valor que permanece o mesmo até hoje. O BNDES tem taxas de juros específicas para diversas modalidades de obras e projetos. O financiamento das arenas faz parte de uma dessas modalidades.

– Não houve qualquer aporte de recursos do Orçamento da União nos últimos anos para a Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília). Portanto, a matéria do UOL está errada. Não há recurso algum do Orçamento da União para a obra de nenhuma das arena, o que inclui o Estádio Nacional Mané Garrincha.

– Isenções fiscais não podem ser consideradas gastos, porque alavancam geração de empregos e desenvolvimento econômico e social, e são destinadas a diversos setores e projetos. Só as obras com as seis arenas concluídas até agora geraram 24.500 empregos diretos, além de milhares de outros indiretos, principalmente na área da construção civil.

– É importante reforçar que todos os investimentos públicos do Governo Federal para a preparação da Copa 2014 são em obras estruturantes que vão melhorar em muito a vida dos moradores das cidades. São obras de mobilidade urbana, portos, aeroportos, segurança pública, energia, telecomunicações e infraestrutura turística.

– A realização de megaeventos representa para o país uma oportunidade para acelerar investimentos em infraestrutura e serviços, melhorando as cidades e a qualidade de vida da população brasileira. Os investimentos fortalecem a imagem do Brasil, de seus produtos no exterior e incrementa o turismo no país, gerando mais empregos e negócios para o povo brasileiro.

Ministério do Esporte
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

A Copa no Brasil será um sucesso

Apesar do autor expressar uma analise equivocada (propaganda subliminar do neoliberalismo) da crise econômica europeia, imputando suas causas ao exesso de gastos para a garantia do ” Estado de Bem Estar Social “, o que é comprovadamente uma tremenda asneira… apesar dos pesares o texto é bom e merece muito ser lido…

Por Alberto Carlos Almeida | De São Paulo

É interessante ver como pessoas inteligentes afirmam hoje que a Copa do Mundo de 2014 no Brasil será um fracasso. O Brasil é o país do futebol. Como uma Copa do Mundo poderá ser um fracasso no país do futebol? O raciocínio é tão simples quanto óbvio: será que essas pessoas não se deram conta que é impossível que uma Copa do Mundo fracasse justamente no país do futebol?

Há pouco tempo, o secretário- geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jerome Valcke, deu um show de preconceito ao afirmar que o Brasil tinha que levar um chute no traseiro porque não estaria cuidando adequadamente dos preparativos para a Copa. Duvido que Valcke compreenda o Brasil. Exatamente por isso a afirmação foi inteiramente preconceituosa. Bem fez o Senado ao não querer recebê-lo, bem fez o senador Roberto Requião ao afirmar que os senadores não queriam conversar com o “porteiro” da Fifa. É preciso deixar claro para esses europeus preconceituosos que eles precisam compreender a diferença, que precisam entender que nem todos no mundo são europeus, muito menos nós, brasileiros.

Poderíamos também ser preconceituosos contra a Europa. Poderíamos afirmar: vamos dar um chute no traseiro da Europa, para eles aprenderem a não mergulhar em crises econômicas tal qual vivem hoje com, por exemplo, 50% de desemprego entre os jovens espanhóis. Vamos dar um chute no traseiro da Europa para que ela aprenda a não ter governos tão gastadores, com déficits públicos insustentáveis. Poderíamos ainda dar um chute no traseiro da Europa retroativamente, por conta das duas guerras mundiais e pelo extermínio de mais de seis milhões de judeus. Nada disso, não iremos fazer isso porque compreendemos os europeus, sabemos que eles gostam de um Estado de bem-estar-social bastante gastador e ineficiente, entendemos isso perfeitamente. Sabemos que franceses odeiam alemães, que odeiam ingleses, e assim por diante, e sabemos também que esse nacionalismo resultou, no passado, nas piores guerras que o mundo já viu. Entendemos isso perfeitamente, sem preconceitos. Sabemos também que os europeus só se pacificaram depois de muitas limpezas étnicas e que a última de grande magnitude ocorreu outro dia, na década de 1990, liderada por Slobodan Milosevic. Somos compreensivos e nem mesmo isso justifica uma declaração preconceituosa.

É fundamental que a Fifa compreenda o que é o Brasil. Mais do que isso, é preciso que muitos brasileiros que hoje afirmam que nossa Copa será um fracasso também passem a compreender o Brasil pelos parâmetros genuinamente brasileiros. Só assim eles vão perceber que a nossa Copa do Mundo será um grande sucesso.

Vamos fazer um exercício simples, vamos nos transportar para o ano da Copa: 2014. É possível que os enredos de todas as nossas escolas de samba, já em fevereiro, tratem da Copa do Mundo. Um pouco antes do Carnaval, o tema de nossos inúmeros réveillons a beira-mar, nos quais todos se vestem de branco (europeus passam o réveillon vestidos de preto) talvez seja o ano da Copa do Mundo. Carnaval e réveillon temáticos, sobre a Copa, só são possíveis no país do futebol. Também somente no país do futebol todas as empresas que fazem campanhas publicitárias para o consumidor final utilizam a Copa do Mundo como principal gancho de suas propagandas. Isso já está ocorrendo. O Itaú, um de nossos maiores bancos privados, já está com uma enorme campanha publicitária, cujos principais astros são a bola, o futebol e a paixão do brasileiro por ambos. Somente no país do futebol haverá concursos que premiarão, em centenas de cidades, as ruas e casas mais bem decoradas com bandeiras, pinturas e desenhos relacionados ao Brasil.

Toda a nossa mídia vau se concentrar em temas de fato relevantes para milhões de pessoas que vivem e habitam o país do futebol. Por exemplo, haverá no Brasil 32 seleções nacionais com suas inúmeras estrelas. Será preciso mostrar onde elas vão se hospedar. No Rio de Janeiro, feliz será a seleção que ficar em Búzios. Em São Paulo, o município de Itu já se candidatou para ser uma das concentrações. Em Pernambuco, é bem possível que Porto de Galinhas abrigue uma seleção. Em todos os lugares do Brasil, nós, brasileiros, temos lugares encantadores para acolher nossos convidados. Isso é parte do sucesso que será a Copa. Será preciso mostrar as instalações físicas onde ficarão as estrelas, o que os jogadores irão ter como cardápio (vamos adorar se nossos adversários comerem uma feijoada completa antes de nos enfrentarem), em que campo irão treinar etc. Cada deslocamento de cada seleção será televisionado ao vivo.

A Copa ocorrerá em junho. Isso significa que milhares de turistas que estiverem acompanhando os jogos no Nordeste terão a oportunidade de passar a noite de São João em Campina Grande, Caruaru, ou em qualquer outro município anônimo que sedia uma das festas mais populares do Brasil. Isso é parte do sucesso de nossa Copa. Seria muito apropriado apresentar a Valcke tanto o nosso Carnaval quanto nossas festas juninas. Não haverá um turista sequer, que, passando uma noite de São João no Nordeste, em plena Copa do Mundo, deixará de afirmar que se tratou de uma Copa do Mundo de sucesso. Isso os nossos críticos esquecem. Aliás, a grande maioria deles não conhece o São João nordestino.

Vagas em hotéis, também, não serão problema. Nas cidades litorâneas haverá a possibilidade de atracar navios que proverão os quartos adicionais necessários. Tanto no litoral quanto no interior os brasileiros farão um enorme esforço para acolher os visitantes e mostrar que somos um grande povo. Por isso as famílias vão alugar quartos em suas residências, tal como já vai acontecer agora na Rio + 20. Os turistas vão adorar ficar nas casas das famílias brasileiras. Muitos deles irão se apaixonar por nossas lindas mulheres (muito mais bonitas do que as europeias) e se tornarão tema das principais matérias de televisão que insistirem em não transmitir os melhores gols, o dia a dia das estrelas, as jogadas impossíveis etc. A propósito, nada mais agradável e útil será para um espanhol, em 2014, do que casar com uma brasileira: além de uma mulher bonita, ele provavelmente conseguirá seu primeiro emprego.

Todas as lojas, shoppings, restaurantes, botecos, casas comerciais estarão enfeitadas com as bandeiras dos países participantes. O estabelecimento comercial que não tem TV, até agora, passará a ter já em 2013 na Copa das Confederações. Os turistas aproveitarão os intervalos entre um jogo e outro para visitar a Rocinha, Foz do Iguaçu, Chapada Diamantina, Pomerode, Florianópolis, o Pelourinho, Recife Antigo, o Pantanal e um sem-número de atrações não europeias que temos por aqui. Os aeroportos funcionarão 24 horas por dia e os horários de voos serão alterados. Será ponto facultativo nos municípios que sediarem os jogos. Mesmo assim, o nosso PIB continuará maior do que o britânico e provavelmente ultrapassará o francês. Nós, brasileiros, somos flexíveis, muito mais do que os europeus: se não der para resolver com o plano A, ficamos satisfeitos com o plano B e até mesmo com o C.

Os europeus não são flexíveis, são extremamente rígidos. Por isso fizeram revoluções sangrentas e entraram em guerras bárbaras e por isso Valcke quis dar um chute no nosso traseiro (ele não faz ideia sobre o quão importante o traseiro é para todos aqui nos trópicos). Por isso acreditaram (e acreditam) em doutrinas. Nada disso acontece por aqui. Lula fez um superávit primário maior do que Fernando Henrique. Jamais a esquerda europeia foi tão pragmática. Isso não ocorre somente junto a nossa elite política, isso é generalizado, é algo de toda a sociedade.

Brasil é Brasil, Alemanha é Alemanha. Jamais teremos um evento com organização germânica. Jamais a Alemanha fez um evento com o acolhimento, a simpatia e a vibração brasileiras. Não se pode exigir as mesmas coisas de países diferentes e nem por isso um fará eventos de sucesso e outro fracassará. Em qualquer Copa do Mundo, todos os brasileiros param de trabalhar no momento em que o Brasil joga. Não é assim na Alemanha e é justamente isso, essa paixão de nossa sociedade pelo futebol, que assegurará o sucesso de nossa Copa do Mundo.

Estive na África do Sul com minha mulher e os dois filhos mais velhos. Não tenho más recordações. Foi bom ver até mesmo a seleção de Dunga. Fizemos um safári, visitamos o Museu do Apartheid, fomos ao Cabo da Boa Esperança e a Table Mountain, visitamos Soweto e conhecemos a casa onde Nelson Mandela morou. Voltaríamos lá hoje, mesmo sem a justificativa de um grande evento. Tudo isso é parte do sucesso da Copa na África do Sul.

Quem acha que a nossa Copa será um fracasso está olhando para uma suposta falha do Estado, do governo. Quem sabe que será um sucesso está olhando para a sociedade. No Brasil, é a sociedade que ama o futebol: por isso vai assegurar que jamais um evento relacionado ao esporte bretão fracasse. Acordem, críticos. Acorde, Fifa. A nossa Copa será um enorme sucesso. Respeitem-nos: isso aqui é Brasil. Somos o país do futebol tal como confirmam nossos cinco títulos mundiais e um sem-número de conquistas. Quanto ao nosso traseiro, Valcke deveria ter conhecido há tempo as nossas dançarinas do “É o Tchan” e tantas outras mulheres que devem parte de seu sucesso e ascensão social ao bumbum. Isso só ocorre em uma sociedade que, de fato, leva o traseiro a sério.

Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de “A Cabeça do Brasileiro” e “O Dedo na Ferida: Menos Imposto. Mais Consumo”. E-mail: alberto.almeida@institutoanalise.com www.twitter.com/albertocalmeida

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Primeira colocada do Paulista, Macaca treina às 16 horas desta quarta e Ferron destaca: temos que aprimorar o que está bom e não esperar uma crise

PontePress/GuilhermeDorigatti        

De olho no confronto com o vice-líder Santos, com quem dividiu a primeira posição nas últimas rodadas, o elenco da Ponte Preta treina às 16 horas desta quarta no Estádio Moisés Lucarelli. O foco dos atletas alvinegros é na vitória e, já na reapresentação de ontem, o técnico Guto Ferreira fez resenha aos jogadores enfatizando a importância de não se perder a concentração, fazendo uma referência ao último jogo da Macaca, quando o time vencia por 3 a 1 e acabou vendo o Ituano empatar nos minutos finais da partida. Para o zagueiro Ferron, a conversa veio no momento exato.

“Muitas vezes um treinador acaba fazendo esse tipo de conversa com o grupo em um momento de crise, mas o que o Guto fez ontem foi excelente: tem que chamar a atenção também quando a gente está bem, somos líderes, justamente para não se acomodar. Temos muito campeonato pela frente, mas estamos no caminho certo, então a conversa foi para focar ainda mais, acertar alguns pontos que precisamos de ajustes”, pontua o defensor.

Ele relembra que o treinador elogiou o grupo nos 45 minutos de preleção, especificando que a equipe conseguiu cumprir suas metas com louvor nos jogos que antecederam o Carnaval e se manter entre os oito, mas enfatizou a necessidade de se manter atento e focado nas partidas que virão. “Não foi um sermão e sim uma conversa necessária para nos mantermos mesmo caminho, com a mesma pegada que vínhamos tendo”, diz.

Ferron acrescenta que o jogo deste domingo será extremamente complicado e que todo o elenco conta com o apoio da massa alvinegra nas arquibancadas do Majestoso. “Será um jogo difícil, contra um time técnico e altamente qualificado. E eles vêm de derrota, então vão querer os três pontos, assim como nós queremos. E é aí que nossa torcida, que vem fazendo a diferença nesse início de competição, pode nos ajudar mais uma vez: espero que tenhamos casa cheia, para os torcedores nos incentivarem a fazer grande jogo e sairmos com a vitória.”

O jogador fala ainda sobre o fato de a defesa alvinegra, a menos vazada do Paulistão até o momento, ter tomado três gols no último jogo. “Pensamos em termos de time, quem está atuando bem e não tomando gols não é só defesa, é o ataque, é o meio, todo mundo está marcando, assim como todos vencem quando a Ponte vence. Mas não criar uma pressão em torno de termos que ser os menos vazados, pois uma hora tomamos gols. O que precisamos é manter atenção o tempo todo e já no domingo atuarmos com precisão para neutralizarmos o ataque do Santos e vencermos em casa novamente”, finaliza.

Melhores Momentos – Ponte Preta 3×3 Ituano

Ponte Preta empata com São Paulo e permanece invicta e dividindo a liderança do Paulistão

Com o resultado de 0 a 0, a Macaca segue na vice-liderança da competição, empatada em número de pontos com o líder Santos

A equipe da Ponte Preta foi até o Morumbi enfrentar o São Paulo e conseguiu somar mais um ponto na classificação, ao empatar com o time da casa por 0 a 0. Com o resultado, o time campineiro permanece invicto e na vice-liderança do Campeonato Paulista 2013, com 14 pontos, mesma pontuação do líder Santos, que está à frente da Ponte pelo saldo de gols.

A próxima partida da Macaca será no sábado (09), às 19h30, em Itu, contra o Ituano, pela 7ª rodada da competição. Para esse jogo, o técnico Guto Ferreira já pode contar com os meio-campistas Bruno Silva e Ramirez, que não estavam à disposição desse jogo por causa de suspensão e convocação para seleção peruana respectivamente.

O Jogo

Debaixo de muita chuva, a partida começou bem disputada entre as equipes, mas sem lances de perigo. Com o início marcado por muitas faltas o jogo ficou truncado. E foi atráves de uma falta que a Ponte teve seu primeiro lance de perigo no jogo.

Aos 20 minutos, Artur desviou de cabeça e quase abriu o marcador para a Ponte Preta, após cobrança de Chiquinho. O jogo permaneceu com muita marcação e sem lances de perigo entre as equipes.

Os donos da casa só chegaram de forma mais forte aos 40 minutos, após bola de Jadson para Osvaldo, que finalizou para fora, sem levar perigo ao gol de Edson Bastos. Quatro minutos depois, a Ponte teve um bom contra-ataque com o atacante William, que recebeu lançamento em profundidade. O atacante chutou cruzado para defesa de Denis. Sem mais chances o primeiro tempo terminou em 0 a 0.

O segundo tempo começa e logo aos 4 minutos a Ponte teve uma grande chance de gol, em chute forte de Chiquinho. O goleiro Denis espalmou para escanteio. O técnico Guto Ferreira decidiu alguns minutos depois modificar a equipe com duas alterações: Alemão no lugar de William e Diego Rosa na vaga de Wellington Bruno.

Aos 18 minutos foi a vez do São Paulo criar uma boa jogada. Osvaldo apareceu livre pelo lado esquerdo e chutou. A zaga da Ponte afastou a bola para escanteio. Aos 25 minutos foi a vez de Aloísio dominar dentro da área e concluir para fora do gol de Edson Bastos.

Três minutos depois a Ponte teve mais um contra-ataque. Chiquinho recebeu passe, mas concluiu para fora. Aos 38 minutos o volante Denilson chtuou de longa distância, sem perigos ao gol de Edson Bastos. Seis minutos depois o atacante Osvaldo pegou de primeira e o arqueiro da Ponte Preta jogou para escanteio novamente. O último lance de perigo do jogo foi da Ponte Preta. Diego Rosa ajeitou de peito e Chiquinhochutou de fora da área. A bola bateu no travessão e saiu. Sem mais lances de perigo entre os times, o placar final foi 0 a 0.

Ficha Técnica:

São Paulo: Denis; Douglas, Lúcio, Rodolfo (Rafael Toloi) e Cortez; Denilson, Wellington (Paulo Henrique Ganso), Jadson (Paulo Miranda) e Cañete; Osvaldo e Aloísio. Técnico: Ney Franco.

Ponte Preta: Edson Bastos; Artur, Cleber, Ferron e Uendel; Baraka, Memo (Xaves), Wellington Bruno (Diego Rosa) e Cicinho; Chiquinho e William (Alemão). Técnico: Guto Ferreira.

Data: 06/02/2013, quarta-feira – 22h00

Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), São Paulo-SP.

Árbitro: José Cláudio Rocha Filho (SP).

Auxiliar: Gustavo Rodrigues de Oliveira (SP) e Edson Rodrigues dos Santos (SP).

Cartões Amarelos: Osvaldo e Rafael Toloi (São Paulo); Chiquinho (Ponte Preta).

Público: 5.685;

Renda: R$152.795,00.

Ponte vence o dérbi por 3 a 1 na casa do adversário e dorme na liderança do Paulistão: veja os gols alvinegros

William, Ramirez e Bruno Silva marcaram para a Macaca

Na tarde desse sábado (26) a Ponte Preta disputou o dérbi campineiro na casa do adversário e venceu o clássico pelo placar de 3 a 1. Os gols da Ponte foram marcados por William, Ramirez e Bruno Silva, o meia Fumagalli fez para o Guarani. Com o resultado, a Macaca chega a  sete pontos e dorme na liderança do Paulistão.

O próximo compromisso da equipe alvinegra será na quarta-feira (30) às 19h30 diante do Oeste no estádio Moisés Lucarelli, na primeira partida da Ponte no Majestoso na temporada 2013. A partida será válida pela 4º rodada do Campeonato Paulista.

O Jogo:

O primeiro lance de perigo da partida aconteceu aos 16 minutos quando Chiquinho, de dentro da área, chutou para a defesa de Emerson. No lance seguinte, Siloé invadiu a área e Edson Bastos saiu bem do gol para fazer a defesa nos pés do atacante. Três minutos depois, Chiquinho invadiu a área pela direita, deixou o marcador no chão e cruzou rasteiro para William, mas o zagueiro Leandro Sousa chegou para afastar antes do domínio do camisa 9 pontepretano.

Aos 25 minutos, Dener recebeu na área e Cleber chegou em cima do lance para travar o chute. Três minutos depois, Wellington Bruno fez jogada pela esquerda e cruzou na área, o atacante William subiu mais alto do que a defesa e cabeceou para o fundo do gol. 1 a 0 para a Ponte, o segundo gol de William no Paulistão.

Aos 31 minutos a Ponte chegou em contra ataque pela direita, Chiquinho tocou para Wellington Bruno cruzar na área e Cicinho cabeceou a bola no travessão. Um minuto depois, Fumagalli chutou da entrada da área e mandou por cima do gol. Aos 36, Chiquinho fez a finta pela esquerda e chutou forte, o goleiro Emerson espalmou e, no rebote, William não alcançou a bola por pouco.

A Macaca dominava a partida. Aos 38, William fez jogada pela direita e tocou para Baraka chutar de fora da área e mandar à direita do gol adversário. Aos 41 minutos Eusébio recebeu na área pela esquerda e chutou forte, mas Edson Bastos fez uma grande defesa para impedir o empate. Um minuto depois, Oziel cruzou da direita, Siloé desviou de peito e Fumagalli chutou para o gol. 1 a 1 no placar. Sem tempo para mais nada, o primeiro tempo foi encerrado após 1 minuto de acréscimo.

O primeiro lance da segunda etapa foi da Ponte. Aos 6 minutos William recebeu na área e chutou rasteiro para a defesa de Emerson. Aos 14 minutos, as duas primeiras alterações da Ponte, Wellington Bruno saiu para a entrada do estreante Ramirez e Chiquinho saiu para a entrada de Ferrugem. Aos 19, Fumagalli cobrou escanteio da direita, Leandro Sousa cabeceou e Edson Bastos espalmou. Três minutos depois, Ramirez cobrou falta da intermediária direto para o gol, surpreendeu Emerson que estava adiantado e marcou o segundo da Ponte. 2 a 1, o primeiro do peruano com a camisa alvinegra.

Aos 24 minutos Cicinho fez bela jogada pela direita e tocou para Ramirez pelo meio, o peruano carregou e tocou para Bruno Silva chutar forte da entrada da área e mandar a bola para dentro da rede. 3 a 1 para a Macaca, o primeiro do volante pela Ponte.

Aos 30 minutos Ramirez cobrou falta da entrada da área pela direita e mandou um pouco a cima do travessão. Seis minutos depois, a Ponte saiu em contra ataque rápido pelo meio com Ferrugem, mas o goleiro Emerson saiu do gol e cortou a bola de carrinho na intermediária. A terceira e última substituição promovida pelo treinador Guto Ferreira aconteceu aos 38, Memo entrou no lugar de Bruno Silva.

Aos 45, Dudu entrou na área pela direita e chutou cruzado pela linha de fundo. Sem mais lances de perigo, o jogo foi encerrado após 3 minutos de acréscimos. Vitória da Ponte Preta por 3 a 1 no 190º dérbi da história.

Ficha Técnica:

Ponte Preta: Edson Bastos; Artur, Cleber, Ferron e Uendel; Baraka, Bruno Silva (Memo), Cicinho e Wellington Bruno (Ramirez); Chiquinho (Ferrugem) e William. Treinador: Guto Ferreira.

Guarani: Emerson; Oziel, Montoya, Leandro Sousa e Bruno Recife; Ademir Sopa (Michel Elói), Eusébio, Lusmar (Dudu), Dener (Weslley) e Fumagalli; Siloé. Treinador: Zé Teodoro.

Data: 26/01/2013, sábado – 17 horas

Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, Campinas-SP.

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP).

Auxiliar: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Paulo de Souza Amaral (SP).

Cartões Amarelos: Bruno Silva (Ponte Preta); Lusmar (Guarani).

Gols: William, Ramirez e Bruno Silva (Ponte Preta); Fumagalli (Guarani).

O PT e uma sensação que as pesquisas não medem

por Luiz Carlos Azenha

Numa recente palestra na França, aquela em que, ao cobrir, a Folha tirou do contexto palavras do ex-presidente, Lula fez uma declaração de deixar a esquerda brasileira arrepiada, sobre o que ele vê como objetivos do trabalhador (a) brasileiro (a), quiçá mundial: um homem/mulher bonito (a) para casar, uma casinha, um carrinho e um computador/ipad/ipod.

Dado o tom descontraído em que foi feita a declaração, não devemos levá-la ao pé da letra. Porém, fica clara a dimensão material da “ideologia” do lulismo. Lula não se referiu no discurso à necessidade de conquistar o poder para atender àqueles objetivos que havia elencado, talvez um cacoete dos que não querem deixar o jogo muito explícito diante do adversário de classe. Mas ficou subentendido, já que quem discursava era um ex-presidente de dois mandatos.

Lula fez o nome no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo.

Por obrigação de ofício, conheci a cidade operária nos anos 80. Não propriamente nas grandes greves do ABC, nem na história subsequente do Partido dos Trabalhadores. Eu era um repórter de TV iniciante, na TV Globo de Bauru, e vinha a São Paulo cobrir férias de outros repórteres.

Depois que os metalúrgicos inventaram “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”, a emissora deixou de enviar repórteres mais graduados para cobrir os eventos no ABC. Sofreram os de escalão médio, que nos contavam histórias passadas. Eu era peão. Fui lá em outras circunstâncias, gravar o Globo Cidade, boletim sobre problemas comunitários.

Estive lá outras vezes, mas neste sábado passei algumas horas em São Bernardo por conta do jogo entre o time local e o Santos, na abertura do Campeonato Paulista.

Lula estava em seu camarote com dona Marisa e cartolas, o que diz muito sobre como o Brasil mudou nos últimos 30 anos. Havemos de concordar que boa parte das mudanças se deveu ao Partido dos Trabalhadores, com seus erros e acertos, virtudes e defeitos.

A mídia corporativa, fiel aos ditames neoliberais do PSDB, mesmo sem querer contribuiu muito com o PT: o partido que ocupa o Planalto há dez anos, que administra estados e centenas de prefeituras, nunca sentiu-se confortavelmente no poder, por conta das críticas diárias e muitas vezes injustas.

E isso, de certa forma, faz bem, já que suscita os debates internos que podem levar o partido a avançar. Ou não.

O fato é que o estádio da Vila Euclides, hoje Estádio Primeiro de Maio, está um brinco. São Bernardo passou por uma transformação completa. A cidade operária é hoje uma cidade de classe média.

Cerca de 15 mil pessoas no estádio e eu, com um amigo, no meio da torcida do Bernô.

Gente de todo tipo, como a gente sempre encontra nas arquibancadas de um estádio.

Muitos superlativos: “O presidente tá aí hoje” (em São Bernardo, Lula não é ex); “tá na SporTv, tem gente do mundo inteiro olhando”; “o Samuel vai acabar com o Neymar”.

Todas as jogadas em que o craque do Santos se aproximava da lateral, as pessoas corriam com os celulares para fotografar (a caminho do Ipad, diria Lula).

Na arquibancada, dezenas de meninos com o corte de cabelo e os brincos do Neymar, não por serem santistas, mas porque Neymar é um produto de seu tempo (e, lembrem-se, ascendeu na vida).

As crianças ao meu lado eram de uma família muito, muito simples.

Estavam todas claramente encantadas com o espetáculo, desde os fogos de artifício da abertura até as malandragens do Neymar. Os pais complementaram a festa com salgadinhos e refrigerantes. Nem a chuva os espantou: a família comprou capas para todos, a 5 reais a unidade.

Apesar da derrota, sairam todos alegríssimos do estádio pelo simples fato de terem participado.

Quem conhece o Brasil, sabe que isso nem sempre foi possível.

Nas minhas viagens pelo país, sempre me encanta ver a alegria espontânea de quem antes não podia e hoje pode. Comprar carne, andar de avião, comprar celular com três chips (para escapar das tarifas altíssimas entre operadoras), comprar a Honda Biz ou Pop.

Fico fascinado especialmente pela liberdade geográfica: quem antes não podia sair de sua região, hoje pode. De moto ou de avião. O cara que economizava na passagem de ônibus hoje vai ao Ibirapuera com a família, aos domingos. Quando o bilhete único do Haddad estrear, preparem-se: o que o cara antes gastava no transporte vai bombar o comércio e o lazer.

O Merval provavelmente se arrepia com tudo isso, mas o fato é  que desconhecer estes acontecimentos, em si, turva as análises políticas que ele produz. Estamos falando de algo que escapa ao Ibope ou ao Datafolha.

Por mais que a gente despreze esta ascensão material, ela se traduz também numa sensação de pertencimento que nenhuma pesquisa de opinião é capaz de medir.

Pertencimento equivale, sem ser, a uma libertação de classe.

Faz alguns anos fui ao Quênia fazer uma reportagem sobre a família de Barack Obama.

Ficamos em um hotel de Kisumu, na margem do lago Vitória.

Num momento de folga, fui ao bar do hotel, o mais chique da cidade. Fiquei de papo com o barman. A certa altura ele me contou que até hoje recebia visita de gente vinda dos confins do interior queniano. Aquele hotel tinha sido famoso durante o colonialismo britânico e era segregado, ou seja, exclusivo dos brancos. Tinha a primeira piscina de Kisumu, onde negros não se banhavam.

Alguns visitantes, segundo ele, não consumiam absolutamente nada: vinham para ter certeza de que, agora, podiam entrar. Vinham, olhavam e iam embora, provavelmente concluindo que, sim, os tempos tinham mudado.

Era a certeza de que agora pertenciam. Tinha a sensação, ainda que falsa, de que estavam plenamente integrados à sociedade.

Dividiam os ídolos (o zagueiro Samuel), os líderes (o Lula vem ao estádio comigo), os bens físicos (eu também posso ser explorado por preços caríssimos de refrigerantes) e imateriais (vou botar a foto do Neymar no Face e tirar uma onda desse moleque folgado que eu só via na Globo).

O grande problema da oposição brasileira é que, gostem ou não do PT, o partido está associado a esta sensação compartilhada hoje por milhões de brasileiros.

Colocado de forma simples, o PT pode até ser aquele homem (mulher) feio (a), mas foi o único (a) que, no baile, me tirou para dançar.

Após ‘rodada perfeita’, Ponte Preta se reapresenta nesta segunda já pensando no Grêmio

Vitória sobre o Cruzeiro e 'ajuda' dos rivais praticamente garantiu a Ponte na eliteVitória sobre o Cruzeiro e ‘ajuda’ dos rivais praticamente garantiu a Ponte na elite

Do UOL, em São Paulo

A rodada foi praticamente perfeita para a Ponte Preta. Depois de superar o Cruzeiro por 1 a 0 na quinta-feira, no Moisés Lucarelli, restou ao time alvinegro secar seus rivais diretos na luta contra o rebaixamento nos jogos de sábado. E deu certo. Nenhum deles venceu e com isso a vaga na Série A de 2013 foi praticamente garantida.

O Palmeiras, por exemplo, foi derrotado por 1 a 0 pelo Internacional e seguiu na 18ª colocação, enquanto o Sport acabou goleado pelo São Paulo e manteve o 17º lugar. Já Figueirense e Portuguesa somaram apenas um ponto cada após empate sem gols no Orlando Scarpelli, enquanto o Bahia ficou no 1 a 1 com o Grêmio em pleno Pituaçu e chegou só aos 37 pontos.

Com os resultados deste sábado, a Ponte Preta terminou a 33ª rodada a dez pontos do Sport, que soma 33 e é a equipe que abre a zona de rebaixamento da Série A do Campeonato Brasileiro.

Mais tranquilo, o elenco alvinegro se reapresenta nesta segunda-feira, às 16h30, no Moisés Lucarelli, para iniciar os preparativos para o próximo compromisso, que acontece neste sábado, diante do Grêmio, no estádio Olímpico.

“É importante conquistar mais pontos. Sabemos que é difícil jogar contra o Grêmio lá, mas se entrarmos como estamos entrando nos jogos dentro de casa, até o empate é um bom resultado. Vamos para lá para tentar sair de lá pontuando”, disse o zagueiro Cléber.

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