CANÁRIO É EXPULSO DO PT PELO DIRETÓRIO CAMPINEIRO

No início da década passada, tambem por traição ao PT, já haviamos pedido e expulsão dele, que organizou o apoio ao Helio de Oliveira Santos contra a candidatura do PT. Foi o apoio que Tiãozinho e seus aliados deram a ele que impediu a expulsão. Ele não mudou, continua o mesmo, salvo por ter se tornado uma cobra mais criada, alimenttada pelas mesmas figuras…

por

1-jonas_canarioO Partido dos Trabalhadores de Campinas expulsou o atual Secretário de Trabalho e Renda do Governo Jonas, Jairson Canário, da legenda por 24 votos a 21, na noite desta terça-feira (19).

Ele foi o vereador mais votado do PT nas eleições 2012. A Comissão de Ética se reuniu para definir a situação de 13 integrantes do partido, após aceitarem cargos na gestão do prefeito Jonas Donizette (PSB).

O PT foi adversário político do PSB nas eleições do ano passado, quando Donizette disputou o segundo turno com o petista Marcio Pochman. Com o fim do pleito, o diretório votou e aprovou a diretriz de uma postura de oposição ao governo pessebista e proibiu seus integrantes de aceitarem cargos comissionados no governo.

Segundo o presidente do diretório municipal, Ari Vicente Fernandes, 24 membros desobedeceram a diretriz de oposição ao governo do pessebista e do ex-prefeito Pedro Serafim (PDT) e aceitaram cargos comissionados. Do total, 11 processos serão avaliados pela cúpula estadual da legenda. “Em novembro havíamos deliberado que faríamos oposição. Ele [Canário] aceitou o cargo do governo Jonas, desrespeitando a decisão do partido”, justifica Fernandes.

Ainda segundo o presidente da legenda, os processos dos outros 12 militantes, que vão ser analisados pelo diretório municipal, ficarão para o sábado (23) . Do total, 11 processos serão avaliados pela cúpula estadual da legenda.

Na hora da decisão, o ex-deputado estadual Sebastião Arcanjo ficou muito abatido.

Canário disse que a decisão de expulsá-lo foi um equívoco do diretório municipal. O secretário afirmou que vai recorrer ao PT estadual.

Com informações do G1 Campinas e Blog da Rose

PT CAMPINAS REAFIRMA DE FORMA UNÂNIME OPOSIÇÃO AO GOVERNO JONAS DONIZETTE E EXPULSA VEREADOR CANÁRIO

Em reunião do Diretório Municipal do PT Campinas ontem à noite, o prefeito Jonas Donizette sofreu forte derrota em suas tentativas de cooptar o PT Campinas para o apoio à sua administração.
Apesar de filiado ao PSB, é notório o caráter tucano da ação política e do governo municipal de Jonas Donizette.
Dividido quanto ao que fazer com os militantes que participam do governo, no entanto, as duas partes em que se dividiu o Diretório na noite de ontem neste tema reafirmaram a posição, igualmente unânime, adotada em novembro do ano passado: honrar os votos que a população de nossa cidade deu a Márcio Pochmann fazendo uma oposição programática, qualificada e cidadã a um governo com o qual temos grandes divergências.
Por 24 votos a 21, o Diretório decidiu expulsar do PT o companheiro Jairson Canário, vereador licenciado para assumir uma Secretaria do Administração Municipal. No próximo sábado, o Diretório continua a votar outros processos de mesma natureza.
A articulação política do Prefeito, coordenada pelo Secretário Vandão, promoveu no último sábado o empastelamento da primeira reunião do DM convocada para este fim. A violência física, as nomeações e exonerações no Diário Oficial e a pressão exercida pelos titulares de cargos em comissão no governo municipal não foram suficientes, no entanto, para que prevalecesse a coerência partidária e os interesses democráticos do povo de Campinas, que nos confiou nas urnas a tarefa vigilante da oposição.

Neste domingo, o Brasil se chama São Paulo


Em São Paulo e em Campinas, o eleitor foi apresentado a dois candidatos do PT que deram rosto a algo que faz sentido nas suas vidas. Assim não fosse, essas candidaturas não se sustentariam. Uma prova da fragilidade das imagens descarnadas é o desastre espetacular chamado Russomano, um pedagógico exemplo de que rosto e espetáculo não constituem nem ameaçam o poder. É porque o que eles representam faz sentido e está presente nas vidas dos eleitores que as suas candidaturas não apenas cresceram, como floresceram e apontam para uma inesperada e bem vinda renovação do PT, e justamente no estado de São Paulo, o reduto da hoje crepuscular oposição.

Katarina Peixoto

Prestem atenção, nem que por misericórdia, nestas afirmações: Lula é o grande derrotado das eleições de 2012; o grande vencedor é Eduardo Campos, ele foi até assunto na The Economist; o PT acabou: o julgamento do mensalão pôs um fim à hegemonia que saqueou o estado brasileiro e mergulhou a sociedade num pesadelo de corrupção; você vai querer me dizer que o PT é inocente? Ora veja, para condenar alguém, numa acusação de quadrilha, não se precisa de prova direta e, vale dizer, boato e fofoca têm a mesma eficácia de prova direta. Quantos anos de cadeia para esses corruptos? 40, 15, muito pouco. Vejam, Dilma não pode ser confundida com Lula: o seu governo é medíocre e a sua possibilidade de acumular votos ou apoio não pode depender de um partido que está praticamente derrotado e será destruído, com o julgamento do mensalão. Agora, Aécio entrou de vez na campanha municipal deste ano; Aécio, não um poste qualquer, uma pessoa que nada tem a ver com o jogo, um neófito, esse Márcio Pochmann, por exemplo.

Nenhuma dessas coisas foi inventada por mim. Todas foram ditas, com mais ou menos literalidade, pelos colunistas políticos que se dedicam, segundo falam, a noticiar e comentar os principais “fatos” políticos. A relação semântica entre o que é dito acima e a realidade político-eleitoral que se encerra amanhã, no Brasil, é de pane total. Uma perspectiva ingênua, crente no sonho de Montesquieu da tripartição dos poderes do estado, poderia argumentar que a independência do judiciário em relação ao andar das coisas no executivo e no legislativo do país explicaria a aparente falta de relação entre esse julgamento e o atual processo eleitoral. Mas se tem uma coisa que ninguém que pretenda respeitar o esclarecimento pode reivindicar, a título de qualquer tentativa de defesa, a estas alturas, é a ingenuidade.

A inocência é o pior dos defeitos que se pode cultivar na luta pelo esclarecimento. Se tem algo de irredutível na experiência de dois mandatos e meio do PT na presidência da república é isso. A Política, como se sabe, habita e contamina o reino que se situa entre a inocência perdida e a delinquência negada. Não é requerido e é mesmo indevido que se espere que monopólios ou veículos de comunicação que emprestam carros a sessões de tortura digam a verdade ou tenham respeito pela realidade. Monopólio e tortura são propriedades da delinquência. Tampouco é requerido e menos ainda devido que se abrace a delinquência em nome de uma amadurecida não-inocência inventada em contraposição a uma igualmente inventada propriedade angelical que teria estado presente em algum momento do passado do PT ou da esquerda. Quer dizer, não é a Rede Globo e a Folha de São Paulo que devem ser exigidos e denunciados como delinquentes, enquanto se louva o obscurantismo inventado para combater uma inocência jamais havida. É com isso em mente que faz sentido dizer que é o governo federal, na terceira gestão de um projeto político, o grande vencedor com a sigla partidária do PT, nestas eleições.

E é em São Paulo e em Campinas que essa tese ganha força. É em duas candidaturas oriundas não do PT como partido político, mas das experiências Lula e Dilma, que se torna irredutível o tamanho da vitória que se avizinha. Demorou, mas o Brasil chegou em São Paulo e, neste domingo, as duas maiores cidades do estado de São Paulo e uma das maiores cidades do mundo se aproximam de uma eleição nacional. Amanhã, o nome do Brasil é São Paulo. E não é justo nem verdadeiro dizer que Lula é o grande vencedor destas duas irredutíveis vitórias políticas, a serem eleitoralmente confirmadas, neste domingo.

Fernando Haddad e Márcio Pochmann podem se tornar prefeitos não porque Lula os escolheu e os pôs lá, como fossem bonecos ou “postes”. Esses dois doutores, oriundos da universidade pública brasileira, são de uma geração política que se tornou dirigente nos governos petistas de Marta (caso de Pochmann) e de Lula.

Haddad se tornou conhecido porque foi um bom ministro da Educação. Pochmann, porque transformou o IPEA e porque, em momento algum, parou de pensar o tamanho dos problemas do país que acompanham ou interpelam os seus avanços. Haddad é o gestor responsável pela mudança na universidade brasileira e na relação desta com a cidadania. Será preciso décadas ainda para que o impacto das cotas, da ampliação dos campi e do número de vagas nas universidades públicas e do PROUNI seja analisado com o tamanho e a força civilizatória devidos. Por ora, o que há são dados preliminares e uma mudança de paisagem e de produtividade no ensino e pesquisa universitária brasileira, que poderiam estar melhor, com servidores e professores mais bem remunerados, mas que, de fato, saiu da treva em que o tucanato os tinha afundado.

Pochmann se tornou conhecido por sua atividade intelectual e como pesquisador, sobretudo a partir da presidência bem sucedida no IPEA. E isso, por si só, torna a sua candidatura extraordinária; é como se a República de Platão fosse, de uma maneira a um só tempo promissora e historicizada, instanciada numa candidatura que abraça o líder popular e a atual presidenta e defende como programa de governo “uma cidade do conhecimento”.

Sim, é preciso uma certa misericórdia para escutar ou ler ou assistir à turma que comunica e desinforma a respeito desses fatos. O que a candidatura de Haddad e a de Pochmann representam não é o PT, apenas, não é a esquerda, enquanto tal; eles representam uma experiência de governo: as suas campanhas são campanhas que se estruturam com programas referidos e reivindicados num governo, numa experiência governamental. Lula e Dilma são cabos eleitorais porque eles, os candidatos, trabalharam junto, num governo, isso mesmo, num governo.

Nada nesse processo é trivial e menos ainda comum. Nunca aconteceu algo assim, dessa dimensão, em tão longevo período de estabilidade democrática, dentro das regras do jogo, portanto.

Em São Paulo e em Campinas, o eleitor foi apresentado a dois candidatos do PT que deram rosto a algo que faz sentido nas suas vidas. Assim não fosse, essas candidaturas não se sustentariam. Uma prova da fragilidade das imagens descarnadas é o desastre espetacular chamado Russomano, um pedagógico exemplo de que rosto e espetáculo não constituem nem ameaçam o poder. É porque o que eles representam faz sentido e está presente nas vidas dos eleitores que as suas candidaturas não apenas cresceram, como floresceram e apontam, hoje, para uma inesperada e bem vinda renovação do PT, e justamente no estado de São Paulo, o reduto da hoje crepuscular oposição.

Lula e Dilma reúnem 10 mil militantes no Centro de Campinas para comício

Presidente da república afirmou que país precisa de políticos sem ‘vício’.
De Campinas, a comitiva petista seguiu evento de apoio a Haddad em SP.

Lana Torres Do G1 Campinas e Região

A presidente da República, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursaram para aproximadamente 10 mil pessoas na tarde deste sábado (20), em Campinas, durante comício no Centro da cidade. O evento foi o segundo compromisso eleitoral da presidente neste segundo turno e teve protesto entre o público e alfinetadas nos oponentes durante os discursos.

Durante a fala de 17 minutos, Dilma pediu voto para o economista iniciante nas urnas, Marcio Pochmann, e afirmou que o país precisa de líderes sem “vícios e tiques da política tradicional”. A presidente entrou no clima de festa do encontro, dançou, cantou e fez gesto de coração para os militantes.

Dilma Rousseff e Lula durante comício do PT em Campinas  (Foto: Lana Torres / G1)Presidente faz gesto de coração para militantes antes de discursar (Foto: Lana Torres / G1)

Campinas foi a única cidade brasileira de interior a receber a visita da presidente, que esteve em Salvador na sexta-feira, estará na capital paulista na tarde desta sábado e também em Manaus. Além de Dilma e Lula, estiveram presentes no comício os ministros Aloizio Mercadante, Alexandre Padilha, Tereza Campello e Isabella Teixeira, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o senador Eduardo Suplicy, além de deputados federais e estaduais, e lideranças petistas da região.

Manifestante protesta pela defesa do meio-ambiente durante visita de Dilma a Campinas (Foto: Lana Torres / G1)Manifestante protesta pela defesa do meio-ambiente
durante comício (Foto: Lana Torres / G1)

O ex-presidente Lula, durante sua fala que antecedeu à da presidência, fez críticas aos tucanos e comparou a candidatura de Dilma à de Pochmann. “Todos diziam que a Dilma era um poste. ‘A Dilma não sabe governar, ela é um poste’. ‘O Marcio é um poste’. Eu quero dizer que, é de poste em poste, que o Brasil vai ficar iluminado”.

O Corpo de Bombeiros estimou o público de 10 mil pessoas, mas afirmou não ter atendido nenhuma  ocorrências de gravidade. Segundo a corporação que dava apoio ao evento, houve registros de pessoas com mal-estar por conta do calor e uma ocorrência de um idoso que subiu em uma árvore e prometeu só sair quando entregassem a Lula  uma carta escrita por ele.

O candidato petista enfrenta no segundo turno o deputado federal Jonas Donizette (PSB), que é da base aliada de Dilma no governo e tem o apoio do governo estadual. O pessebista recebe na tarde deste sábado a deputada Luiza Erundina para uma caminhada para pedir votos.

Nota final PSOL Campinas – triste! Ate o candidato a prefeito discordou do muro deles

Nota final do Psol municipal sobre segundo turno em Campinas

Frente às questões já indicadas anteriormente pelo PSOL sobre o segundo turno e dos resultados das conversas entre as direções do PT e do PSOL, o diretório municipal do Partido Socialismo e Liberdade debateu as propostas de voto crítico em Márcio Pochmann e de voto nulo. No final houve empate entre ambas propostas. Diante disso o diretório municipal deliberou pela liberação da militância do partido para que tome decisão entre estas duas propostas.

Diretório Municipal do PSOL Campinas 18 de outubro de 2012

Aos Eleitores do Psol

Eu, Arlei Medeiros, me dirijo aos eleitores do PSOL , primeiro para agradecer os votos de confiança nas eleições 2012. E aproveito para responder sobre o meu posicionamento quanto ao segundo turno.

Na nota oficial do PSOL Campinas, divulgada no dia 10 de outubro decidimos não manifestar apoio algum ao candidato Jonas Donizete por representar um projeto antagônico ao PSOL. Reafirmamos nossas diferenças com o PT, de Marcio Pochmann, mas consideramos que poderíamos dialogar com algumas propostas apresentadas pelo programa de Márcio, entre elas: a não instalação do pedágio urbano, aumentar significativamente o investimento na saúde (com a defesa do SUS 100% público e estatal, a municipalização do Hospital Ouro Verde e implementação da jornada de 30 horas, valorização do serviço público, com abertura de concursos em contraposição às terceirizações e privatizações; defesa da educação pública, com creche em período
integral para todos e cumprimento da Lei 11.738/2008 (referente à jornada dos profissionais da educação) e implantação dos preceitos do PL 597/2007, assim como promover as monitoras em educadoras; respeito ao direito de greve do funcionalismo, com compromisso de não repressão; enfrentar a situação do lixo e fazer auditoria da dívida e a redução dos cargos comissionados e de confiança.

Diante de um retorno da Campanha de Márcio Pochmann que assumiu o compromisso de executar e valorizar os pontos acima como meta de governo, eu Arlei Medeiros, declaro voto crítico ao Marcio Pochmann. Campinas não merece mais sofrer com o desmonte do serviço público, com a privatização e sucateamento.

Ressalto que conforme decisão de diretório nenhum militante do PSOL fará parte do próximo governo e não reivindica nenhum cargo na futura administração. Também reafirmamos que atuaremos na Câmara como oposição de esquerda, mantendo a defesa do programa que apresentamos à população durante as eleições e manteremos uma postura autônoma e independente em relação ao Executivo, a exemplo da atuação de nossa bancada parlamentar no Congresso Nacional e caso os compromissos acima não sejam aplicados estaremos nas ruas junto ao povo de Campinas cerrando fileiras por um cidade Justa e sustentável.

Arlei Medeiros.

Presidente PSOL- Campinas

Marina Silva sela apoio a Marcio Pochmann em Campinas

A ex-senadora Marina Silva, atualmente sem partido, gravou declaração de apoio ao candidato do PT à prefeitura de Campinas, Márcio Pochmann, e visitará a cidade na próxima semana para assinar uma carta de compromis­so.

Pochmann conversou com Marina, que topou gravar depoimento e participar da campanha, após ele se comprometer a tratar das questões ambientais e de sustentabilidade como prioridade. No depoimento que gravou na quarta- feira, em São Paulo, Marina decla­ra ter convicção de que Pochmann é o candidato que mais tem condi­ções de se comprometer com um novo modelo de desenvolvimento, em que as questões ambientais não sejam tratadas de maneira tópica. Terceira colocada nas elei­ções de 2010, com 19,6 milhões de votos, o apoio de Marina é estra­tégico. A aproximação entre ela e Pochmann foi feita pelo ex-deputa­do federal Luciano Zica (PT), um dos coordenadores da campanha em 2010.

Pesquisa mostra empate em Campinas

 

Jonas tem 42,8% das intenções

A nove dias do segundo turno, Jonas Donizette (PSB) e Marcio Pochmann (PT), candidatos a prefeito de Campinas, estão empatados tecnicamente na preferência do eleitorado. Segundo a pesquisa UP (Unidade de Pesquisas)/TodoDia, Jonas recebeu 42,8% das intenções de voto, enquanto Marcio teve 40,3%.

A diferença, de 2,5 pontos percentuais, está dentro da margem de erro, que é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi realizado entre anteontem e ontem e ouviu 804 eleitores,

Entre os eleitores entrevistados, 6,1% afirmaram que irão anular seu voto no dia 28 de outubro e outros 10,8% não sabem em quem vão votar. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número 01875/2012.

No primeiro turno, Jonas foi o primeiro colocado com 245.217 votos (47,6% dos votos válidos), enquanto Marcio conseguiu levar o pleito para o segundo turno ao obter 147.130 votos (28,5%).

Para o analista e diretor do instituto UP, Sidney Kuntz, a eleição em Campinas está totalmente aberta. Os candidatos estão em empate técnico dentro da margem de erro. Ainda não dá para se crava nada a dez dias do segundo turno , afirmou.

Segundo Kuntz, o resultado no dia 28 vai depender da performance dos candidatos nos debates que serão realizados até os últimos dias antes do pleito.

Os debates assumem papel de grande importância pois, diferente do primeiro turno, são dois candidatos cara a cara. Aquele candidato que apresentar as propostas mais convincentes e exequíveis, que demonstrar credibilidade, confiança e não titubear ao ser questionado pelo adversário, deve levar vantagem .

Para o analista, tanto o fato de Jonas estar alinhado ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) quanto ao fato de Marcio ter os apoios do ex-presidente Lula e da presidente Dilma, que devem estar em Campinas amanhã, trazem credibilidade às campanhas.

De acordo com Kuntz, o segundo turno é uma outra eleição. Acontece de tudo. Se espera que quem votou no Jonas continue com ele, mas ao mesmo tempo, aquele que votou no Marcio e achava que ele não tinha chances, começa a acreditar mais .

O especialista afirmou ainda que o mensalão não influencia no voto em uma eleição municipal. O eleitor imagina e está muito mais interessado no que é bom para ele no município .

PROJEÇÃO

A pesquisa UP/TodoDia divulgada na véspera do primeiro turno já sinalizava uma possível disputa em segundo turno entre Jonas e Marcio. No levantamento realizado entre os dias 1º e 3 de outubro, o candidato do PSB apareceu com 41,2% das intenções de voto, enquanto o petista foi indicado por 20,2% dos eleitores ouvidos.

O candidato do PT foi o que apresentou maior evolução ao longo da campanha eleitoral em Campinas. Na primeira pesquisa realizada em agosto, Marcio aparecia em terceiro lugar, com 4,4% das intenções de voto, atrás do prefeito Pedro Serafim (PDT), que registrou 13,6% das intenções.

PMDB anuncia apoio a Márcio Pochmann em Campinas

PSOL também sinalizou que pode apoiar a candidatura petista

Da Redação

O PMDB anunciou na manhã desta terça-feira, 16, o apoio ao candidato petista à Prefeitura de Campinas, Márcio Pochmann.

(Foto: marciopochmann13/Flickr)

O anúncio foi feito no comitê de campanha de Pochmann e teve a presença de Dario Saadi, presidente do PMDB em Campinas e ex-vice da chapa de Pedro Serafim (PDT), atual prefeito da cidade, no primeiro turno.

Durante a reunião, uma carta de apoio foi lida pela vice de Pochmann, Adriana Flosi (PSD). Houve pronunciamento do presidente do diretório estadual do PT, deputado Edinho Silva, e lideranças locais do PMDB. Saadi afirmou que o apoio ao candidato petista é reflexo da política nacional de alianças do seu partido.

Além do PMDB, Pochmann já conta com o apoio do PP. O PSOL também já sinalizou apoio ao petista, já que considera a eleição de Jonas Donizette (PSD) pior para Campinas.

Por outro lado, Donizette já conseguiu o apoio do PV, PTB e PSL no segundo turno.

Com informações do Portal G1.

A importância de Lula nas eleições de Campinas

Participação de Lula pode decidir eleição

Pesquisa aponta que 37,5% “muito provavelmente” atenderiam pedido do ex-presidente por um dos candidatos

 

Lula: peso político ainda grande

PAU­LO SAN MAR­TIN

CAM­PI­NAS

A par­ti­ci­pa­ção efe­ti­va do ex-pre­si­den­te Luiz Iná­cio Lula da Sil­va (PT) na cam­pa­nha elei­to­ral em Cam­pi­nas po­de­rá mu­dar os nú­me­ros apre­sen­ta­dos hoje e co­lo­car pelo me­nos um can­di­da­to – o apre­sen­ta­do por ele – em em­pa­te téc­ni­co com o pré-can­di­da­to Jo­nas Do­ni­ze­te (PSB). Isso por­que, cer­ta­men­te, o can­di­da­to do ex-pre­si­den­te será um dos opo­si­to­res de Do­ni­ze­te, que já anun­ciou co­li­ga­ção com o PSDB – par­ti­do ar­quir­ri­val do pe­tis­ta Lula.

Nes­ta nona ro­da­da da pes­qui­sa UP (Uni­da­de de Pes­qui­sa)/To­do­Dia, 37,5% dos elei­to­res en­tre­vis­ta­dos afir­ma­ram que “mui­to pro­va­vel­men­te” aten­de­ri­am ao pe­di­do do ex-pre­si­den­te caso ele pe­dis­se vo­tos para um dos can­di­da­tos du­ran­te a cam­pa­nha. E esse apoio se­ria mais re­for­ça­do caso a pre­si­den­ta Dil­ma Rous­sef (PT) tam­bém pe­dis­se vo­tos para o can­di­da­to de Lula. Já a par­ti­ci­pa­ção do go­ver­na­dor Ge­ral­do Al­ckmin (PSDB), no atu­al qua­dro da pes­qui­sa, pro­va­vel­men­te aju­da­ria a con­so­li­dar par­te das in­ten­ções de voto que já es­tão com Do­ni­ze­te.

Essa nova ba­te­ria de per­gun­tas foi in­clu­í­da na pes­qui­sas por cau­sa do qua­dro po­lí­ti­co sin­gu­lar de Cam­pi­nas. A ci­da­de é a úni­ca da re­gião onde pode ocor­rer o se­gun­do tur­no, o que por si só já es­ta­be­le­ce um gran­de nú­me­ro de va­ri­á­veis, nas co­li­ga­ções e apoi­os. “De­pois do tur­bi­lhão po­lí­ti­co que a ci­da­de vi­veu, as li­de­ran­ças es­ta­duais e na­ci­o­nais, as­sim como to­dos os par­ti­dos, es­ta­rão aten­tos e ar­ti­cu­la­dos para as elei­ções em Cam­pi­nas”, diz Sid­ney Kun­tz, di­re­tor e ana­lis­ta do ins­ti­tu­to UP. Para ele, após o iní­cio da cam­pa­nha essa trans­fe­rên­cia de vo­tos po­de­rá ser me­lhor ava­li­a­da.

De acor­do com a pes­qui­sa, caso Al­ckmin pe­dis­se voto para um can­di­da­to “mui­to pro­va­vel­men­te” 16,3% aten­de­ri­am ao pe­di­do do go­ver­na­dor. Ou­tros 23,9% “le­va­ri­am em con­si­de­ra­ção o pe­di­do e tal­vez” o aten­des­sem. Já 28,8% dis­se­ram que o pe­di­do “não pe­sa­ria” em sua de­ci­são de voto. E 29,1% dis­se­ram que o apoio de Al­ckmin “pe­sa­ria con­tra” o can­di­da­to de­fen­di­do por ele. Ape­nas 2% dis­se­ram que não sa­bem.

O apoio de Dil­ma, se­gun­do os elei­to­res en­tre­vis­ta­dos, fa­ria com que 19,9% “mui­to pro­va­vel­men­te” aten­des­sem ao pe­di­do. 25,5% “tal­vez”, 34,2% “não pe­sa­ria o pe­di­do” e 18,3% “pe­sa­ria con­tra”. Não sou­be­ram res­pon­der 2,2%.

No caso de Lula, 37,5% “mui­to pro­va­vel­men­te” aten­de­ri­am ao pe­di­do, 19,5% “tal­vez”, 24,3% “não pe­sa­ria o pe­di­do” e 15,4% “pe­sa­ria con­tra”; 3,2% dis­se­ram não sa­ber.

“Es­tes nú­me­ros são sig­ni­fi­ca­ti­vos e mos­tram tam­bém um as­pec­to mui­to im­por­tan­te do qua­dro de Cam­pi­nas: o elei­tor vai es­tar aten­to, como nun­ca, ao per­fil de cada can­di­da­to”, ad­ver­te Kun­tz.

Os desafios da esquerda na gestão municipal, segundo Pochmann

 

O presidente do Ipea, Márcio Pochmann, e o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, vão concorrer às prefeituras de Campinas e São Paulo, respectivamente, por interferência direta do ex-presidente, e dentro de um projeto de mudança no perfil de um partido que, para Lula, esgotou o ciclo que vai de sua criação até a ascensão social de grandes massas da população não organizadas. A reportagem é de Maria Inês Nassif.

Maria Inês Nassif

São Paulo – A intervenção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições dos dois mais importantes municípios paulistas – São Paulo, capital e Campinas – tem um objetivo que transcende o pleito de outubro. Lula colocou em andamento uma estratégia que consiste em oxigenar o PT via seu núcleo paulista, estruturado a partir dos movimentos sindicais dos anos 80, e trazê-lo para uma realidade de democracia consolidada no país, mas de onde emerge uma classe desgarrada do sindicalismo, das associações de base ou da militância em movimentos sociais.

Essa visão dos desafios que o partido terá que enfrentar para se adequar a esse novo ciclo político foi exposta por Lula ao economista Márcio Pochmann, no ano passado, quando o chamou para conversar sobre a possibilidade de aceitar a candidatura petista à prefeitura de Campinas. Simultaneamente, Lula investiu no seu ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, para que assumisse igual papel, em outubro, na disputa pela prefeitura da maior cidade do país e da América Latina, São Paulo.

Pochmann e Haddad têm biografias parecidas. Ambos, muito jovens, estavam nas articulações que resultaram na fundação do PT. Os dois, em algum momento, tornaram-se quadros intelectuais do partido, ao seguirem carreira acadêmica. Ambos integraram a administração de Marta Suplicy (2001-2004) – Pochmann comandou a pasta do Trabalho e Haddad foi chefe de gabinete da Secretaria de Finanças, cujo titular era João Sayad. Haddad foi ministro de Lula; Pochmann assumiu, em 2007, a presidência do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea).

Ambos podem ser enquadrados na classificação de “técnicos”, por terem feito carreiras mais ligadas à academia do que à política institucional, mas não há como negar que, também por essas qualidades, foram parte e articuladores de políticas de gestão pública importantes.

“O PT é muito grande e terá candidatos a prefeitos de diversas origens. Haddad e eu somos os únicos que viemos do sistema universitário e com experiências mais intelectuais”, afirmou Pochmann, em entrevista à Carta Maior. A escolha de dois acadêmicos que tiveram experiências na gestão pública federal, na opinião do pré-candidato em Campinas, é uma inversão na ideia de que uma prefeitura é apenas o início de uma carreira política: o espaço municipal é retomado como um elemento fundamental para o êxito de políticas públicas. “O sucesso do governo federal em políticas públicas decorre de experiências exitosas de prefeituras, como os bancos populares municipais, o orçamento participativo, políticas de distribuição de renda e o próprio Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma Pochmann.

O movimento municipalista dos anos 70 e 80, se foi fundamental para a inovação da gestão, vive hoje uma fase de esgotamento, pela “pasteurização das políticas públicas”, afirma o economista. As inovações daquele período foram absorvidas indistintamente pelas administrações municipais, independentemente dos partidos políticos a que pertenciam os gestores. Pochmann acredita que desafio para ele e Haddad é propor um novo ciclo de renovação de políticas públicas, numa realidade econômica em que o país tem uma melhor distribuição de renda e adquire maior importância no cenário internacional.

Pochmann, que se intitula da “esquerda democrática, que tem como valor fundante a radicalização da democracia”, considera que essa vertente ideológica tem desafios próprios. O primeiro deles é o de reconhecer “um certo esgotamento da experiência democrática representiva” e, a partir daí, avançar e propor novos instrumentos de participação da população na gestão municipal. Um avanço seria associar os conselhos municipais, que hoje existem em todas as áreas da administração, a orçamentos participativos territorializados. “Hoje há áreas geográficas enormes, com grandes populações, e a ideia de um município centralizado na prefeitura, em um único espaço, distancia a participação popular”, afirma o presidente do Ipea.

Outro desafio, segundo o pré-candidato, será lidar com cidades que tiveram uma forte experiência industrial e hoje se transformam em municípios de serviços. A cidade industrial empurrou as pessoas mais pobres para as periferias e comprometeu uma grande parte do tempo das pessoas com todos tipos de deslacamento. A cidade de serviços, com o avanço das tecnologias de informação e comunicação, não pressuporá grandes deslocamentos “se houver uma mudança da centralidade da cidade”. O novo modelo é aquele em que o trabalho e a residência são mais próximos, “com forte presença do espaço público e da educação, que é o principal ativo dessa sociedade”, diz Pochmann.

O outro grande desafio é a alteração na demografia das grandes cidades brasileiras. “Estamos vivendo uma transformação importante na queda da fertilidade brasileira e em duas décadas teremos uma regressão absoluta no número de habitantes e um aumento na proporção de pessoas idosas”, observa. Esta é uma realidade para a qual o país não está preparado. “Vão sobrar escolas, haverá uma mudança no perfil profissional da população e será uma sociedade de jovens e adultos muito complexa, com forte dependência do conhecimento”.

Lula posiciona suas armas…Uma grande vitória do Partido e do povo de Campinas

 

O dia 14 de abril já entrou para a história.
Em prévias com a participação de 1416 militantes, o Partido dos Trabalhadores escolheu seu candiato à prefeitura de Campinas.
Agradeço a cada um e a cada uma destes 1416 construtores do futuro, dos quais 988 votos (70%) votaram em meu nome.
Agradeço, também, aos 428 companheiros e companheiras que votaram no Tiãozinho, com quem compartilhei a intensa jornada de debates da prévia que ontem se encerrou.

Os desafios pela frente são enormes: concluir elaboraçao do programa que vamos apresentar para o povo de Campinas, construir as alianças partidárias e sociais que serão necessárias para vencer as eleições e governar nossa cidade.

Nosso sucesso nos desafios do futuro dependerá, em primeiro lugar, de unidade partidária. Nas prévias, não tivemos vencedores nem vencidos: quem ganhou foi o Partido.
Nos próximos dias, a presidenta Dilma deve decidir acerca de minha substituição no IPEA, instituição que dirijo desde 2007. A partir de então, me dedicarei integralmente a nova tarefa que me foi delegado pelo Partido que ajudei a fundar e construir desde 1980.
Seguimos juntos, rumo à novas vitórias.
Márcio Pochmann
Campinas, 14 de abril de 2012

Márcio Pochmann é o candidato do PT em Campinas

Com mais de 99% dos votos totalizados, Marcio Pocchman é o candidato do PT na disputa pela prefeitura de Campinas nas eleições de outubro. O processo de prévias do Partido dos trabalhadores transcorreu em um clima de pluralidade e unidade. Os 1555 filiados do PT que foram às urnas neste domingo não enfrentaram filas e conseguiram votar rapidamente em seus candidatos. Segundo Ari Fernandes ” o PT dá mais uma mostra de vitalidade, democracia e unidade, ao percorrer toda cidade em 14 debates entre os candidatos e chegar até esse momento” e completa “é na divergência que produzimos nossa união, Tião e Márcio estão de parabéns pelo nível do debate, tenho certeza que a militância está orgulhosa desse importante momento da história de nosso partido, estamos prontos e unidos para a luta eleitoral”.
Márcio obteve 1088 votos e Tiãozinho 428, 26 pessoas votaram em branco e 13 pessoas se abstiveram. Essa é a maior participação de filiados em prévias na história do PT Campinas, “para nós isso não é surpresa, o PT é um partido vivo, presente no dia a dia do povo de Campinas e do Brasil”, afirmou Pochmann, sobre as relações internas no PT, Márcio Pochmann afirmou que “nas prévias não tivemos vencedores nem vencidos, quem ganhou foram todos os militantes que puderam debater os rumos da cidade e discutir a melhor estratégia para o cenário eleitoral”
O Candidato do PT ainda fez questão de agradecer seu ex-adversário Sebastião Arcanjo, “Tiãozinho é um dirigente histórico do PT, ajudou muito com sua qualidade e desenvoltura nos debates, será peça fundamental em nossa campanha política”.
A próxima tarefa estabelecida pelo Partido dos trabalhadores em Campinas é consolidar o programa de governo e procurar e organizar o encontro municipal que deverá debater a melhor tática eleitoral para viabilizar a eleição de Márcio Pochmann para prefeito.

Campinas-SP elege prefeito para gestão de 8 meses

A Câmara de Campinas escolhe seu novo prefeito em eleição indireta marcada para as 10 horas de terça-feira. Em votação aberta, 33 vereadores elegerão a pessoa que comandará o Executivo até dezembro. A eleição ocorrerá pelo princípio da dupla vacância, quando prefeito e vice-prefeito deixam o cargo.

Hélio de Oliveira Santos (PDT), reeleito em 2008, foi cassado em agosto do ano passado. Seu vice, Demétrio Vilagra (PT), assumiu o cargo, mas também sofreu impeachment em dezembro. Vilagra, cinco funcionários da gestão de Dr. Hélio, empresários e lobistas serão julgados por supostos crimes de formação de quadrilha, desvio de recursos públicos e fraude em licitações. Entre os réus está também a mulher de Dr. Hélio, Rosely Nassim dos Santos.

Em meio à crise política, o então presidente da Câmara, Pedro Serafim Júnior, assumiu a prefeitura em dezembro de 2011. Filiado ao PDT de Dr. Hélio, Serafim é um dos quatro candidatos à eleição para o “mandato-tampão”. Além dele, estão na disputa os vereadores Arly de Lara Romêo (PSB) e Antonio Francisco dos Santos (PMN), e o procurador José Ferreira Campos Filho (PRTB). No dia 30, a Justiça revogou liminar dada ao Partido Trabalhista Cristão (PTC) que mantinha a dentista Vânia Cristina Boscolo na disputa pelo cargo. A votação só pode começar com no mínimo 17. O voto dos 33 vereadores será aberto.

Como foram inscritas mais de duas chapas, será necessário obter maioria absoluta (17 votos) para vencer a disputa. Se este número não for alcançado, os dois mais votados vão para segundo turno, com eleição por maioria simples. Se for necessário um segundo turno, será realizado no mesmo dia. Em caso de empate, será eleito o candidato mais velho, conforme está previsto na legislação eleitoral brasileira.

PT e PSB avançam em reduto da oposição

PAULO DE TARSO LYRA

Correio Braziliense

Petistas apoiam socialistas na briga pela prefeitura de Mossoró (RN), a única com mais de 150 mil eleitores sob comando do DEM. Aproximação facilita acordo em São Paulo

A comissão formada por PT e PSB para desenrolar os nós das eleições municipais — e aproximar os socialistas da pré-candidatura do petista Fernando Haddad em São Paulo — já tem a primeira cidade definida como consenso: Mossoró (RN). O município potiguar é o único com mais de 150 mil eleitores governado pelo DEM, partido que vive uma crise nacional após o escândalo envolvendo o senador Demóstenes Torres (GO).

Mais: o município é reduto do presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN). “É claro que vamos fazer de tudo para apoiar o PSB lá. Será o meu esforço pessoal e tenho certeza de que do ex-presidente Lula também”, afirmou o secretário nacional de Organização do PT, Paulo Frateschi.

A cidade potiguar foi citada na reunião que o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, teve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia 24. O PT fez, recentemente, uma convenção municipal em Mossoró e lançou o nome do ex-reitor da Universidade Federal Rural do semiárido Josivan Barbosa. O PSB apresentou a deputada estadual Larissa Rossado. Do lado demista, a pré-candidata é Ruth Ciarlini, irmã da governadora do estado, Rosalba Ciarlini, também filiada ao DEM.

Frateschi é o representante do PT na comissão formada para discutir as alianças entre os dois partidos. O interlocutor pelo PSB é o vice-presidente da legenda, Roberto Amaral. Os dois vão se encontrar pela primeira vez para discutir a disputa municipal deste ano hoje, no Rio de Janeiro.

Os movimentos de Eduardo Campos, que ora sinaliza aproximação com o PT, ora flerta com o PSDB, são vistos com ressalvas pela direção petista. “O Eduardo é mais esperto que a média dos integrantes do PT”, disse um dirigente partidário incomodado com a postura do governante.

Mesmo assim, o secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi, acredita que, ao término das negociações, o PSB apoiará Fernando Haddad em São Paulo. “Tentaremos antecipar a resposta deles para maio. É claro que eles vão tentar ao máximo valorizar essa parceria, mas devemos fechar coligação com eles e o PR”, espera o petista.

Capitais
Para o PSB, além de Mossoró, são consideradas prioritárias cinco capitais: João Pessoa (PB), Macapá (AP), Curitiba (PR), Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO). “As capitais, claro, estão na nossa lista principal, além de cidades-polo, como Campinas (SP)”, disse ao Correio o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral.

O caso de Campinas é mais complicado, na visão dos petistas. Os socialistas lançaram o deputado federal Jonas Donizette (SP) e têm uma aliança assegurada com o PSDB. “Não vão abrir mão dessa parceria para coligar-se com o Márcio Pochmann (atual presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Ipea)”, acreditam os articuladores do PT

Tucanos ameaçam retaliar PSB em SP

Valor Econômico

O presidente estadual do PSDB em São Paulo, Pedro Tobias, afirmou ontem que seu partido só apoiará candidatos do PSB em cidades como Campinas, São José do Rio Preto e São Vicente, onde já vigora um acordo entre as duas siglas, se os tucanos receberem a contrapartida na eleição à prefeitura da capital paulista.

“Temos uma conversa boa com o PSB, mas apoio tem que ser recíproco. Se eles não nos apoiarem em São Paulo, não vamos participar da coligação deles nessas cidades”, assegurou.

Segundo Tobias, o presidente estadual do PSB, Márcio França, que é também secretário de Turismo do governo de Geraldo Alckmin (PSDB), é o principal interlocutor do partido nas negociações e quer a aliança. Eduardo Campos, presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, já conversou com Alckmin a respeito, mas não foi fechado um acordo. “Pelo que vejo na imprensa, Campos prefere aliança com o PT. Temos que definir essa situação logo”, avaliou.

O PSB aposta forte na eleição do deputado federal Jonas Donizette (PSB), que lidera as pesquisas de intenção de voto em Campinas, terceira maior cidade do Estado. Em São José do Rio Preto, o prefeito Valdomiro Lopes (PSB) concorrerá à reeleição. Em São Vicente, o vereador Caio França, filho de Márcio França, deve concorrer à prefeitura.

Outro partido que desperta interesse dos tucanos, o PDT confirmou semana passada a candidatura do deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. O presidente municipal do PDT, vereador Cláudio Prado, admite ter poucas chances de atrair outras legendas, o que deixará Paulinho com pouco tempo de televisão, mas acredita que a candidatura aumentará a bancada na Câmara Municipal, hoje de apenas um vereador. “Acho que numa campanha com propostas trabalhistas podemos chegar a três ou quatro vereadores”, afirmou Prado

Endividada, Triunfo arremata Viracopos

Por Fábio Pupo | De São Paulo
Valor Econômico – 07/02/2012

Poucos minutos haviam se passado das 10 horas quando o primeiro envelope com propostas dos consórcios concorrentes do leilão de aeroportos foi aberto. O lance era da sociedade liderada pela Triunfo Participações e Investimentos, que com oferta de R$ 3,821 bilhões (ágio de 159%) arrematou a concessão do aeroporto de Viracopos – em Campinas (SP) – pelos próximos 30 anos. Com a vitória, a Triunfo – hoje com significativo endividamento – assumirá o compromisso de investir R$ 8,7 bilhões ao longo da concessão, sendo R$ 873 milhões em dois anos.

A parceira internacional do grupo é a Egis Airport Operation, nunca comentada no mercado como uma potencial integrante de consórcios concorrentes do leilão. Entre os aeroportos administrados atualmente pela Egis, estão os localizados na Costa do Marfim, no Gabão, no Chipre, no Congo e na Polinésia Francesa. Segundo o site da empresa na internet, a Egis tem a concessão de 11 aeroportos com movimentação de 13 milhões de passageiros ao ano no total.

O aeroporto de Viracopos, que chegou a ser considerado o segundo mais atrativo para o mercado e a “joia da coroa” do leilão na visão do governo, acabou tendo apenas quatro lances e valor final menor que o de Brasília. Pelo pouco interesse no terminal, o presidente do grupo chegou a ser questionado por jornalistas se não havia pagado demais pelo terminal. “Cada grupo tinha um foco. O nosso era esse [arrematar Viracopos]”, disse o presidente da Triunfo, Carlo Botarelli, logo após o leilão.

Embora não tenha financiamento do BNDES, o pagamento da outorga é divido ao longo dos 30 anos de concessão. O que chama a atenção são os investimentos em melhorias para os terminais do aeroportos, que podem aumentar o grau de endividamento da empresa.

Na Triunfo, a relação dívida líquida sobre Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 3,32 ao final do terceiro trimestre (últimos dados disponíveis). O máximo dentre as concorrentes é o da CCR, com 2,3. Para analistas, 3,5 é o limite considerado saudável para companhias do setor de infraestrutura.

Em outubro de 2008, a Triunfo chegou a se classificar em primeiro lugar no leilão para concessão das rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto, no Estado de São Paulo, mas depois foi desabilitada por não depositar as garantias exigidas dentro do prazo. Segundo a empresa, a culpa foi da seguradora, que não cumpriu com seus compromissos.

A princípio, um projeto como Viracopos poderia aumentar ainda mais a alavancagem. Para a companhia, no entanto, não há motivos para preocupação. Isso porque o aeroporto já gera receita para o concessionário. Após 120 dias da assinatura do contrato, o grupo já assume o faturamento. Por isso, a receita do terminal seguraria grande aumento da alavancagem.

Mesmo assim, as ações da Triunfo foram penalizadas – a exemplo do que geralmente ocorre com companhias abertas após vencerem leilões de concessão. A variação chegou a ter queda de cerca de 5% durante a tarde, após o resultado. Acabaram fechando o dia em queda de 3,29%.

Atualmente, os planos da Triunfo partem do princípio que a geração forte de receita começará ao fim de 2013. É nessa época que começa a geração de energia da Usina Hidrelétrica Garibaldi (de 178 MW de capacidade), de concessão da Triunfo.

O aeroporto se soma a outro grande projeto da companhia, anunciada no fim do ano passado. Em uma estratégia agressiva, anunciou, em parceria com a América Latina Logística (ALL) e a Vetorial Mineração, a criação da Vetria Mineração. Essa nova empresa vai extrair, transportar e comercializar minério de ferro oriundo do Maciço do Urucum, em Corumbá (MS), até o porto de Santos (SP). Os investimentos estimados para colocar essa empresa em operação a partir de 2016 – integrando mina, ferrovia e porto – são de R$ 7,6 bilhões nesse período.

Além disso, a Triunfo tem três dos seus principais projetos em andamento. Por meio da subsidiária Maestra, a Triunfo pretende operar no setor de cabotagem. A Rio Canoas, uma das duas concessionárias hidrelétricas da empresa, ainda em construção, tem início de operações previsto para 2014. Segundo a companhia, já há 70% de energia assegurada vendida por um período de 30 anos.

A empresa ainda fez a aquisição de 189 hectares na região do Porto de Santos, onde pretende instalar um novo terminal portuário, o projeto Santa Rita. Ainda na fase de planejamento, o projeto obteve licença ambiental prévia (primeira de três necessárias para a operação).

A Triunfo foi a última companhia de capital aberto a fazer um posicionamento oficial sobre a disputa por aeroportos. Por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na quarta-feira, o grupo divulgou que havia firmado o termo de compromisso com a operadora francesa e com a UTC Participações (holding controladora da TEC Incorporações e Empreendimentos Imobiliários e UTC Engenharia).

Campinas – Tucanos apoiariam candidato do PSB de olho em apoio na capital.

PSDB aprova aliança com o Deputado Federal Jonas Donizete para outubro

Pela primeira vez, tucanos não terão candidato próprio e vão indicar vice

Milene Moreto

Pela primeira em sua história, o PSDB de Campinas não terá candidato próprio a prefeito. Por decisão do diretório municipal, em reunião que avançou a madrugada na última sexta-feira, o partido aprovou o apoio à candidatura do deputado federal Jonas Donizette (PSB) nas eleições de outubro, indicando o vice na futura chapa — o nome ainda será discutido pela sigla e só deverá ser apresentado entre abril e maio. A decisão não foi unânime: integrantes ligados ao Instituto Teotônio Vilela votaram contra a parceria.

Segundo a deputada estadual Célia Leão, presidente do diretório municipal tucano, a aliança com o PSB inclui, além da vaga de vice, a indicação de nomes do partido para compor o eventual governo de Jonas na Prefeitura. “Vou levar agora a decisão do diretório campineiro à executiva estadual, que deverá referendá-la, mas já há orientação para isso (apoio a Jonas)”, afirmou Célia.
A decisão de apoiar Jonas já vinha sendo articulada pelo grupo de Célia e do deputado federal Carlos Sampaio, com o aval do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que prefere que o partido apóie nomes do PSB nos principais centros do Interior do Estado em troca da parceria com o partido de Jonas na Capital paulista. A informação foi antecipada pela coluna Xeque-Mate, do Correio, no último dia 27.

Aos poucos, o PSDB retorna ao poder em Campinas. A última ação do partido foi decidir não lançar candidatura própria na eleição para o mandato-tampão na Prefeitura, que até então seria indireta. Em troca, a legenda ganhou espaço na Administração. O primeiro contemplado foi o vereador Valdir Terrazan (PSDB). O tucano assumiu o comando da Secretaria de Serviços Públicos, pasta polêmica e que concentra hoje boa parte da demanda do Executivo.

A decisão — considerada um ato “pessoal” pela direção do PSDB campineiro — de Terrazan de integrar o governo do atual prefeito, Pedro Serafim (PDT), causou um racha no partido. O vereador Artur Orsi (PSDB) disse que não concorda com a participação da legenda na atual gestão e ratificou sua posição de opositor dentro da Câmara. Orsi, inclusive, é o nome mais forte nos bastidores para ser o vice de Jonas. O partido ainda teria outras opções, como a diretora-executiva da Agência Metropolitana de Campinas, Ester Viana, e o pró-reitor da Unicamp Paulo Eduardo Moreira Rodrigues da Silva. Célia, o deputado federal Carlos Sampaio e o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, já definiram que não colocarão seus nomes a vice.

O nome de Orsi ganhou força no ano passado, quando o vereador foi o responsável pela denúncia que culminou na cassação do então prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). O tucano ficou em evidência pelo trabalho de investigação e de oposição na Câmara.
Jonas disse que se sente honrado em ter o PSDB como vice na sua chapa. No entanto, evitou palpites sobre o nome que irá integrar a aliança. “Essa é uma decisão interna do PSDB. O partido tem muitos nomes fortes para indicar”, afirmou.

Candidaturas

Fundado em 1988, o PSDB lançou candidato a prefeito em todas as eleições em Campinas. Naquele mesmo ano, Vanderlei Simionato foi o primeiro concorrente ao Palácio dos Jequitibás, sem sucesso. Quatros anos depois, José Roberto Magalhães Teixeira — um dos fundadores do PSDB e até hoje referência maior do partido na cidade, que já havia sido prefeito de Campinas pelo PMDB — disputou e venceu o pleito. Em 1996, Célia foi a candidata, mas perdeu a disputa para Chico Amaral (então PPB, hoje no PMDB). As três eleições seguintes (2000, 2004 e 2008) foram disputadas por Sampaio, que perdeu todas, o que contribuiu para o desgaste do partido em Campinas.

Resolução do DM do PT – Campinas 28.12.2011

PREFEITO QUEM ELEGE É O POVO: ESTA CÂMARA NÃO NOS REPRESENTA
ELEIÇÕES DIRETAS PARA PREFEITO DE CAMPINAS

A maioria da Câmara Municipal de Campinas está desmoralizada frente ao município. Tem cometido uma sucessão de arbitrariedades e ter votado um aumento de 126% no próprio salário, foi um fato com repercussão negativa a nível nacional. Participando de um jogo já arquitetado há tempos, cassou o mandato do Prefeito Demétrio Vilagra, sem justificativa, perpetrando um golpe contra a democracia e a soberania popular.

Não bastasse essa violência institucional, já houve anúncios por parte da Câmara Municipal e do Juiz Eleitoral de que a eleição do “novo” Prefeito será realizada pelo voto indireto dos vereadores, sem o voto do povo.

O PT Campinas repudia essa manobra que pretende instituir, por “contrabando”, uma espécie de parlamentarismo municipal sem legitimidade política e jurídica, ainda mais nessa Câmara Municipal com o grau de desmoralização atingido.

Devemos continuar lutando contra a cassação de nosso Prefeito, em todas as instâncias judiciais possíveis, e denunciando à cidade qualquer golpe realizado pela maioria dos vereadores.

Estaremos vigilantes para que não haja retrocesso em nenhuma das medidas de caráter democrático e popular tomadas por nosso governo, tais como o início da municipalização do Hospital Ouro Verde, a realização de concursos em áreas essenciais como a saúde, e o fim de políticas de higienização e de criminalização da pobreza;

O PT CAMPINAS REAFIRMA, PORTANTO:

1. Acusamos a maioria dos vereadores como golpistas em favor dos velhos interesses dominantes na cidade;

2. Lutaremos em todas as instâncias judiciais para que as arbitrariedades da Câmara sejam corrigidas e o Prefeito Demétrio Vilagra seja reconduzido ao cargo;

3. A Câmara Municipal não tem legitimidade e nem qualquer Juiz Eleitoral pode usurpar a soberania do voto popular, e uma tentativa de eleger um prefeito pelo voto dos vereadores será denunciada como um grande golpe contra a democracia;

4. Exigimos que a vontade do povo seja respeitada, e se não houver uma correção por parte da Justiça contra o golpe da maioria dos vereadores, somente o voto direto será legítimo para constituir um novo governo na cidade.

Campinas, 27 de dezembro de 2011

Diretório Municipal do PT Campinas

PT Campinas diz que vai à Justiça por eleição direta para mandato tampão.

Partido quer que população decida próximo prefeito; juiz eleitoral confirmou que escolha será da Câmara

DI­E­GO GE­RAL­DO – CAM­PI­NAS
Arquivo | TodoDia Imagem

Renato Simões, que diz que Câmara não temcondições para decidir quem será o próximo prefeito da cidade

O di­re­tó­rio do PT de Cam­pi­nas pro­me­te aci­o­nar a Jus­ti­ça Elei­to­ral se­gun­da-fei­ra para pe­dir que a es­co­lha do pre­fei­to que vai fi­car no car­go até de­zem­bro de 2012 seja fei­ta por elei­ção di­re­ta – com voto da po­pu­la­ção. A me­di­da foi anun­ci­a­da on­tem, de­pois que o juiz Nel­son Au­gus­to Ber­nar­des, res­pon­sá­vel por de­ci­dir a ques­tão, re­ve­lou que a elei­ção será indi­re­ta, de­fi­ni­da pe­los 33 ve­re­a­do­res.Se­gun­do Re­na­to Si­mões, ex-se­cre­tá­rio de Go­ver­no do pre­fei­to cas­sa­do De­mé­trio Vi­la­gra (PT) e di­ri­gen­te na­ci­o­nal da si­gla, o PT ou­viu di­ver­sos ju­ris­tas e pre­pa­rou um re­la­tó­rio no qual mos­tra que em ca­sos idên­ti­cos ao de Cam­pi­nas exis­tem de­ci­sões por elei­ções di­re­tas. Na ci­da­de a Lei Or­gâ­ni­ca não é cla­ra so­bre o mé­to­do de es­co­lha. De­mé­trio foi cas­sa­do quar­ta-fei­ra, acu­sa­do de não es­tan­car su­pos­to es­que­ma de cor­rup­ção na Sa­na­sa (So­ci­e­da­de de Abas­te­ci­men­to de Água e Sa­ne­a­men­to). Pe­dro Se­ra­fim (PDT), pre­si­den­te da Câ­ma­ra, as­su­me o lu­gar dele se­gun­da-fei­ra, mas só até um novo pre­fei­to ser elei­to para o man­da­to-tam­pão que ter­mi­na em de­zem­bro de 2012. O vice-pre­si­den­te da Câ­ma­ra, Thi­a­go Fer­ra­ri (PTB), que as­su­me o co­man­do da Casa se­gun­da-fei­ra, dis­se que con­vo­ca­rá elei­ções até o fim de ja­nei­ro, e que a es­co­lha ocor­re­rá por voto se­cre­to dos ve­re­a­do­res.

Si­mões tam­bém dis­se que con­si­de­ra que a Câ­ma­ra não tem con­di­ções de de­ci­dir quem será o pró­xi­mo pre­fei­to, por­que está des­gas­ta­da e pro­du­ziu uma cas­sa­ção que, a seu ver, é ile­gal.

A de­ci­são foi to­ma­da de­pois de uma ple­ná­ria de apoio a De­mé­trio or­ga­ni­za­da anteon­tem por PT e PCdoB. O par­ti­do ain­da não de­ci­diu quem será o seu can­di­da­to a pre­fei­to, in­de­pen­den­te de a elei­ção ser di­re­ta ou indi­re­ta.

Marcelo Fernandes.Cps.

Ape­sar da ini­ci­a­ti­va, Si­mões ga­ran­tiu que o par­ti­do ain­da tra­ba­lha com a pos­si­bi­li­da­de de De­mé­trio re­tor­nar para o car­go por meio da Jus­ti­ça.
Se­ra­fim e Fer­ra­ri não fo­ram en­con­tra­dos on­tem por meio de seus ce­lu­la­res e as­ses­so­ri­as.

IN­DI­RE­TAS

Caso as elei­ções indi­re­tas se­jam ofi­ci­al­men­te con­fir­ma­das, para ser elei­to é ne­ces­sá­ria a mai­o­ria sim­ples dos vo­tos dos ve­re­a­do­res. Após elei­to, o substi­tu­to fica nos car­gos até o dia 31 de de­zem­bro do ano que vem.

Os re­qui­si­tos para um can­di­da­to são os mes­mos de uma elei­ção para qua­tro anos. Pode se can­di­da­tar qual­quer pes­soa ele­gí­vel com ida­de mí­ni­ma de 21 anos. É ne­ces­sá­rio ser fi­li­a­do a um par­ti­do.

Vereadores cassam mandato de 2º prefeito de Campinas em 4 meses

MARÍLIA ROCHA
DE CAMPINAS

A Câmara Municipal de Campinas (SP) cassou o mandato do prefeito Demétrio Vilagra (PT) na noite desta quarta-feira. É o segundo prefeito da cidade cassado em quatro meses.

O impeachment foi aprovado por 29 votos a 4. Diferentemente da cassação de Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT), em 20 de agosto, não houve comemoração no plenário, mas gritos de “golpistas” e “covardes”. Eram aliados do petista dirigindo-se aos vereadores.

O petista foi alvo de uma comissão processante que o acusou de quebra de decoro por considerar que ele integrou um esquema de corrupção, inclusive nas seis vezes em que assumiu interinamente a prefeitura, enquanto era vice de Dr. Hélio.

A comissão contra Vilagra foi motivada por uma investigação do Ministério Público, que o acusou de receber R$ 20 mil em propina no suposto esquema. Ele nega.

Em sua defesa, o petista fez propaganda de ações que realizou nos quatro meses em que esteve à frente da administração e disse que a investigação não apresentou nenhuma prova contra ele.

“Essa é uma investigação cheia de falhas. Sou vítima de interesses pessoais, de briga eleitoral”, disse Vilagra.

O relatório da comissão foi lido durante dois dias pelos vereadores na Câmara.

Líderes de bairros e membros do PT eram a maioria entre as pessoas que compareceram para ouvir as manifestações dos vereadores, e com frequência gritavam: “Deixa o homem trabalhar”.

O advogado de Vilagra anunciou que vai recorrer da decisão.

O presidente da Câmara, Pedro Serafim (PDT), vai assumir a prefeitura em mandato-tampão. A Justiça Eleitoral deve ser consultada para decidir se o novo prefeito será escolhido por eleição indireta (pelo voto dos 33 vereadores) ou direta.

ESQUEMA

Vilagra foi eleito em 2008 como vice-prefeito. Ele assumiu a administração em agosto, após Dr. Hélio ser cassado. O pedetista também foi alvo de uma comissão processante, que o considerou omisso diante do mesmo esquema de corrupção.

A mulher de Dr. Hélio, Rosely Nassim Santos, foi denunciada pelo Ministério Público sob acusação de chefiar uma quadrilha que cobrava propina para direcionar licitações, o que ela nega.
Vilagra também está entre os denunciados, sob acusação de formação de quadrilha e corrupção passiva.

Ele nega ter participado do esquema e afirma que, nos momentos em que assumiu a administração, não tinha conhecimento de nenhuma forma de corrupção

Campinas pode ficar sem prefeito novamente

 

Duas entrevistas coletivas agitaram Campinas na manhã de hoje (16/12). Às 9h, os vereadores da Comissão Processante (CP) que investiga o prefeito Demétrio Vilagra (PT), apresentaram seu relatório à imprensa. Às 11h, o prefeito convocoi a imprensa para apresentar sua versão. O prefeito foi notificado ontem sobre o resultado do relatório, que pede a cassação de seu mandato. O presidente da Câmara, vereador Pedro Serafim (PDT), marcou a sessão de julgamento para o dia 20/12, a partir das 9h.

“A frente do governo, fizemos o que prometemos”, afirma Demétrio.

A CP apura o envolvimento de Demétrio em denúncias de corrupção em contratos da Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A.) feitas pelo Ministério Público (MP). As investigações foram conduzidas pelos vereadores Rafa Zimbaldi (PP), Zé do Gelo (PV) e Sebá Torres (PSB). Os vereadores consideram que Demétrio procedeu de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo, infração político-administrativa, prevista no artigo 4°, do Decreto-Lei 201/67.

A CP rejeitou todos os argumentos da defesa. O relatório desconsidera os depoimentos das oito testemunhas da defesa e justifica sua decisão na delação que a única testemunha convocada pela acusação fez ao MP. Luiz Augusto Castrillon de Aquino, a testemunha de acusação, é o pivô da crise política instalada na cidade. A partir de duas delações premiadas feitas por ele, o MP desencadeou uma série de ações que, até o momento, só tiveram resultados políticos.

Aquino fez sua primeira delação em janeiro de 2011, descrevendo um suposto esquema de desvio de dinheiro público que envolveria empresários e membros do primeiro escalão do governo, incluindo o então vice-prefeito Demétrio. Nessa delação não há referências à participação do vice-prefeito no esquema.

Em abril, Aquino faz nova delação e afirma que, por telefone, o filho de um dos empresários envolvidos disse que seu pai lhe contou que fora apresentado a Demétrio, e que nessa apresentação ele foi indicado como o novo responsável pelo recolhimento de possível propina. Aquino afirma que ele, Aquino, é quem recebia o dinheiro antes de Demétrio, e que seu telefone poderia estar sendo grampeado pelo MP quando da conversa com o filho do empresário.

A defesa do Prefeito

Na coletiva à imprensa Demétrio reafirmou sua inocência e a certeza de que será absolvido, pois “nada ficou provado”. Ele afirma estar com a consciência limpa e considera que o que está acontecendo é uma disputa política. O prefeito negou que tivesse conhecimento do suposto esquema, pois caso isso acontecesse ele faria uma denúncia à Justiça. Na sequência falou de sua gestão à frente do Executivo municipal destacando as principais conquistas. O final do pronunciamento deu a deixa do que viria a seguir. Demétrio afirmou que ”não há nada de novo (no relatório), é uma peça de ficção”.

Coube então a um de seus advogados, Hélio Silveira, e ao chefe de Gabinete, Renato Simões (PT), manifestarem-se sobre questões mais polêmicas. Silveira afirmou que a denúncia do MP ainda não foi acatada pela Justiça e que ao se basear apenas no MP, os vereadores estão dando credibilidade a uma das partes – no caso, a acusação. Para ele, a própria denuncia do MP não é verdadeira, pois baseia-se na afirmação de Aquino que uma pessoa lhe disse que outra pessoa participou de uma reunião onde Demétrio é indicado como membro do suposto esquema; sem nenhuma prova. O advogado questiona o relatório, pois para ele, a peça não indica onde e quando Demétrio teria participado e nem quando teria ocorrido uma possível omissão.

Silveira considera que as únicas decisões da Justiça foram pela soltura de Demétrio (ele chegou a ficar detido por algumas horas em uma das operações do MP) e por sua manutenção no cargo enquanto os trabalhos da CP eram realizados (os vereadores aprovaram afastamento temporário de Demétrio, mas foram derrotados na Justiça).

Renato Simões iniciou sua intervenção afirmando que a CP produziu uma peça grotesca, cujo conteúdo pode ter sido feito antes do início das investigações. Ele considera que o relatório já estava pronto, pois a CP não aproveitou nem o depoimento prestado por Aquino, nem os argumentos e testemunhos da defesa – restringindo-se às denúncias do MP.

Ele informou que na véspera da notificação conversou com o presidente da CP, Rafa Zimbaldi, e que esse lhe afirmou que ainda havia muito trabalho a ser feito antes da divulgação do resultado. Para ele, há uma disputa entre Rafa e Serafim que tem como pano de fundo a questão de qual dos dois será o próximo prefeito de Campinas.

Nesse ponto, Renato entra na questão chave. Do ponto de vista administrativo, a manutenção de Demétrio seria o melhor resultado para a cidade, já que a cassação implica em uma nova eleição. Os artigos 69 e 70 da Lei Orgânica do Município preveem que, caso a cassação aconteça em 2011, uma nova eleição terá que ser realizada. Se a cassação ocorresse no ano que vem, o presidente da Câmara assumiria interinamente até as eleições de outubro. Ainda há a indefinição se a eleição fora de época seria direta (voto popular) ou indireta (voto dos vereadores). Tudo dependendo ainda de uma avaliação da Justiça Eleitoral.

A sessão que vai definir o futuro do prefeito começa com a leitura do relatório, com aproximadamente 1.400 páginas. Depois o prefeito, ou seus advogados, têm duas horas para apresentarem sua defesa ao plenário. Após isso, cada vereador terá 15 minutos para uso da tribuna. Só então é feita a votação. Para não ser cassado, Demétrio precisa de 12 votos entre os 33 vereadores.

De Campinas,
Agildo Nogueira Junior via portal vermelho

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