‘Quero ser o braço direito da presidente no Senado’, diz Marta Suplicy

Muito interessante esta entrevista, seja pela defesa que ela faz de pontos importantes para nós, seja no que revela sobre a visão da Marta.
 
A respeito deste segundo ponto, me chama a atenção a seguinte passagem: acho que essa preocupação é relacionada com o ranço de achar que o PT é um partido radical. Já deveria ter sido compreendido pela sociedade, e mais ainda pelos veículos de imprensa, que o PT não é um partido radical, é um partido que a maioria dos seus militantes lutou sempre pelas liberdade, muitos morreram por ela.
 
Os que morreram pela liberdade geralmente eram e se consideravam radicais.
 
Uma das causas do retrocesso que Marta aponta, nos direitos humanos em geral, nas questões de gênero e LGBT em particular, tem relação com nosso retrocesso ideológico.
 
Que inclui o medo pânico de dizer que o PT é um partido radical.
 
Pois, é bom lembrar, radical é quem vai as raízes.
 
 

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

Senadora eleita por São Paulo diz que pretende ter posição de destaque na Casa e que PT eo PMDB devem ser parceiros; para ela, sigla errou ao buscar eleger Netinho

Eleita para o Senado com mais de 8 milhões de votos, Marta Suplicy (PT-SP) quer ser o “braço direito” da presidente eleita, Dilma Rousseff, na Casa.

A ex-prefeita não esconde que deseja ser protagonista entre os 81 senadores e atuar na “interlocução” com aliados, principalmente o PMDB.

Em balanço das eleições, Marta disse que o PT errou ao avaliar que também poderia eleger Netinho de Paula (PC do B) ao Senado.

Ela ainda prometeu defender a criminalização da homofobia.

Folha – Como a senhora avalia a eleição da Dilma Rousseff para a Presidência da República?

Marta Suplicy – A escolha da Dilma foi um gol do presidente Lula. Por ela ser mulher, mas também por ser uma mulher extremamente qualificada e parceira de todos os grandes projetos deste governo. Com isso, ele deu um salto no Brasil em termos de modernidade, por termos uma mulher_os Estados Unidos ainda buscam isso, né–, e ao mesmo tempo uma garantia de tudo o que ele conquistou e criou não vai por água abaixo.

Então foi uma escolha extremamente feliz. A Dilma é uma pessoa brilhante e quem tem o privilégio de conviver com ela sabe que se faz uma avaliação muito aquém do que ela é como pessoa e do que tem de competência.

Como a sra. avalia o impacto do fato de ela ser mulher na eleição? O Brasil é um país menos machista hoje?

Eu acredito que, no caso da Dilma, o importante para a eleição foi o Lula. Não foi fundamental ser uma mulher, apesar de ter sido um ingrediente que atuou de forma extremamento positiva. Se você for computar o machismo versus uma mulher na Presidência, ganhou a mulher. Não foi o principal, mas foi um ingrediente importante. Eu vi muitas mulheres dizendo que o Lula escolheu, vai continuar, mas é bom que seja uma mulher.

Que balanço a sra. faz da campanha do PT em São Paulo. Concorda com a avaliação de que há uma resistência ao partido no Estado?

Vou pegar outro ângulo, talvez. Acredito que o PT fez uma avaliação errada e colocou em risco a cadeira do Senado. A avaliação foi de que poderíamos ter dois senadores do mesmo campo, esquecendo que havia um candidato ao governo com 50% de intenção de voto e que o Estado tem como tradição eleger um senador de cada campo político. Dificilmente não iria contemplar a candidatura do PSDB. E, mesmo se não contemplasse, chegaria muito próximo. Era arriscado.

O PT não soube levar isso em consideração. Foi algo que ficou claro para mim na campanha.

Em relação a uma resistência ao partido no Estado, eu acredito que temos que distinguir o que é força do acúmulo de anos de gestão, do que é o resultado dessa gestão. Não podemos esquecer que o estado de São Paulo é muito rico. Tem recursos e, por menos que seja feito, vai se criando uma máquina que permite essas reeleições. Nós ainda não encontramos o caminho para fazer essa disputa de forma contundente.

Eu acredito que o Lula superou o preconceito contra o PT, mas o ranço contra o PT ainda existe, e é mais forte no interior do que na capital, por aqui ter sido o berço do partido.

O PT ainda é atrelado ao sindicalismo em São Paulo, e isso acontece menos em outros Estados. O Lula ultrapassou essa questão, e hoje se tornou na avaliação da grande maioria dos paulistas um estadista e uma pessoa muito além do próprio partido.

A questão da conversa [do partido] com a classe média é que ainda tem que ocorrer. Nós não conseguimos fazê-lo ainda. Quando você imagina que eu peguei uma prefeitura devastada e deixei uma prefeitura organizada e, ao contrário do que dizia José Serra (PSDB), financeiramente ajustada. Isso parece que a população não consegue perceber, e o ranço ideológico acaba sempre impregnando.

A candidatura da sra. ao governo seria mais competitiva que a do senador Aloizio Mercadante (PT)?

Eu estou muito contente de ter sido eleita para o Senado. O que teria sido [uma candidatura ao governo] nós nunca vamos saber. Ele [Mercadante] se dedicou muito à campanha, foi muito competente nas propostas para o Estado e foi uma pena que não ganhou, porque São Paulo merecia uma administração mais dinâmica e ousada do que o café com leite que a gente tem com os tucanos.

Eu realmente fiquei triste que ele não ganhou a eleição. São Paulo merecia uma chacoalhada no desenvolvimento regional, na questão do transporte, que não vimos caminhar como poderia ter caminhado. E o Aloizio poderia ter sido um diferencial. Foi uma pena. Falo isso de coração, viu?

A sra. sempre defendeu os direitos da mulher. Houve constrangimento em dividir o palanque com Netinho de Paula (PCdoB), que tem um histório de agressões contra mulheres?

Eu avaliei que cada candidatura era uma candidatura, que nós tínhamos um candidato do nosso campo, e que não caberia a mim julgar essa questão específica, mas ao eleitor. E o eleitor julgou.

Dentro do PT há um falatório de que a senhora dá muita ingerência aos companheiros, namorados… nas decisões políticas… Como a sra. vê isso?

Eu acredito que isso tem muito a ver com machismo. Que se fosse um homem que a mulher compartilhasse… não. Não seria diferente. Ela seria uma enxerida porque é uma mulher. E se [uma mulher] compartilhar com um homem, é porque tonta e o homem manda. Não tem muita escapatória aí. Parece que as pessoas não entendem relações.

Como a sra. avalia o Senado?

O Senado é o palco das grandes questões nacionais e eu sinto um privilégio de estar lá. É um enorme desafio e vou com um grande apetite para poder contribuir. Vai haver uma mudança grande. Primeiro porque teremos uma renovação de dois terços dos senadores. E depois porque há um clamor popular.

Espero que nunca mais tenhamos que passar pelo constrangimento que Senado teve que passar com o ex-relator do Orçamento [Gim Argello (PTB-DF), que destinou emendas a entidades de fachada].

Ponto final. Não se admite mais isso no país. Acredito que esse novo Senado, onde muitos foram eleitos com o discurso de moralização, não tem mais condição de ser leniente com as reformas que precisa.

Como a sra. vê a relação do PT com o PMDB?

Nós temos que ser parceiros. Espero ser uma interlocutora importante com eles na questão da governabilidade. Não adianta pensar que nós vamos construir esse Brasil que nós sonhamos, querendo que tenha continuidade na direção que o Lula começou de transformação social e erradicação da pobreza, se não tivermos uma parceria firme, clara e transparente com o PMDB.

O PMDB é um parceiro confiável?

Terá que ser. E se tiver interlocução confiável será. O Senado saiu muito chamuscado com os últimos acontecimentos. E não creio que tenha um senador que queira passar pelo vivido. É um momento de virar a página.

Tem alguma prioridade para a Casa?

O PT tem direito à segunda escolha. Pode ser a primeira vice [Presidência] ou a Primeira Secretaria. A primeira Vice eu acredito, que devemos ocupar pela decisão de governabilidade política. A Primeira Secretaria, acredito, não importa o partido que ocupar, vai ter que fazer um enxugamento e moralização do Senado.

As reformas, o enxugamento dos cargos, da gráfica, vai acontecer. O PT ainda não tomou a decisão se vai ficar com a Primeira Secretaria ou a primeira vice. Eu acredito que a decisão deveria ser pela política, porque tivemos a experiência com o Marconi Perillo (PSDB) na vice-presidência, sabemos o que foi. Não podemos correr o risco de o PSDB ter a vice.

A sra. apoiaria a reeleição de José Sarney (PMDB-AP) à Presidência da Casa?

Essa decisão é do PMDB e nós vamos acatar e trabalhar juntos. Não é uma escolha do PT. A nossa intenção é cooperar pela governabilidade, criando o mínimo possível de dificuldades e o máximo de força para o governo.

Que não nós não tenhamos mais divergências que acabem atrapalhando o que a Dilma pode fazer pelo país. Acho que desta vez temos muito mais chances de fazer isso, pela bancada de senadores novos. Também porque temos que recuperar a imagem da Casa. Acredito que não tenha nenhum senador ali que não tenha essa consciência.

Como a sra. avalia a colocação do aborto nas últimas eleições?

Ela foi usada da pior maneira possível e no contexto mais equivocado. Não se trata uma questão dessa em período eleitoral. Ela foi manipulada pela oposição e todas as forças de direita que a ela se ligaram. Eu acredito que o PSDB perdeu votos nessa endireitada que deu e agora vamos ter que avaliar como encaminhar essa discussão, porque é impensável que daqui a quatro anos tenhamos o mesmo tipo de debate.

Hoje a questão do aborto transcende qualquer discussão religiosa e passa principalmente pela morte de mais de um milhão de mulheres por abortos mal feitos. Ao mesmo tempo, se esse um milhão de mulheres tem esse destino, não é somente por conta da legislação, mas porque não tiveram acesso a como evitar filhos.

Essa é uma parte que deve ser encarada. A outra é a do direito da mulher a decidir. Essa é uma questão que terá de ser discutida no país, e que suscita ódios e paixões. É uma discussão difícil, mas deve ser feita.

Como a sra. avalia os últimos episódios de ataques homofóbicos em São Paulo? Defenderá a criminalização da homofobia no Congresso?
Nós estamos vivendo um enorme retrocesso na questão dos direitos dos homossexuais. O meu projeto sobre a união civil data de 15 anos atrás. Nós caminhamos enormemente na área jurídica, com grandes avanços que vão desde o reconhecimento da união à adoção de crianças, e uma paralisação absoluta no Congresso. Nem discussão tivemos nesses últimos anos.

Quando você tem uma sociedade paralisada nessas discussões você tem uma manifestação mais explícita da homofobia. Mesmo que tenhamos hoje paradas gays importantes, elas acabam se transformando em paradas festivas, e não em reconhecimento de direitos. Como estamos hoje, se eu fosse obrigada a escolher, preferia não ter parada gay e ter toda essa questão votada de forma positiva no Congresso, porque na verdade o que almejamos são os direitos civis.

A parada gay serviu para dar um espaço na mídia, mas não serviu para a transformação que precisa ser feita no país. Para você ter uma ideia, quando o meu projeto sobre a união civil gay foi apresentado, a Argentina era um país homofóbico quase. Hoje ela tem uma lei extremamente avançada e Buenos Aires é “friendly city” para gays. E nós aqui de “friendly city” temos espancamento na Avenida Paulista. Essa é a diferença.

E é a favor da criminalização da homofobia?

Sim.

Muito tem se falado sobre a criação de um conselho para regulação da mídia. A sra. é favorável?

A confusão que estão fazendo está muito além do que eu vi quando acompanhei esse assunto em uma ONG e era deputada. Houve um estudo das regulamentações em outros países do mundo. Isso é algo muito antigo, muito cidadão e que não ameaça a liberdade de imprensa.

Mas acho que essa preocupação é relacionada com o ranço de achar que o PT é um partido radical. Já deveria ter sido compreendido pela sociedade, e mais ainda pelos veículos de imprensa, que o PT não é um partido radial, é um partido que a maioria dos seus militantes lutou sempre pelas liberdade, muitos morreram por ela.

E a presidente eleita hoje pelo PT é uma pessoa que preza a liberdade individual e a de imprensa mais do que qualquer coisa. Não há porque temer nada desse porte nem do PT e nem da presidenta.

A sra. foi uma das primeiras autoridades a lidar com a precariedade da infraestrutura aeroportuária do Brasil, como ministra do Turismo, no primeiro governo Lula. Dá tempo para promover as mudanças necessárias para o Copa e a Olimpíada?

O tempo é curto. Vai ter que haver um envolvimento muito focado do governo. Nós temos a condição hoje, advinda diante da experiência do PanAnamerico, e de toda a bagagem que nós temos de dar um salto no Brasil, em investimento e educação, um legado muito importante para o país. Mas está em cima da hora.

A presidente Dilma disse que gostaria de ter mais mulheres no governo. A sra. acha que tem espaço no governo dela?

O Senado é um espaço onde eu posso ter um protagonismo bastante forte para a presidente. Eu quero ser o braço direito. E se isso me for permitido, e eu tiver capacidade de ocupar esse espaço, eu estarei mais do que satisfeita.

E depois eu tenho que pensar que tenho um mandato de oito anos. Não tenho nenhuma pressa em ocupar outro cargo.

Como a sra. vê a movimentação política do prefeito Gilberto Kassab, que pode ir para o PMDB ou ficar no DEM, e que impacto isso terá na eleição de 2012?

Estamos num momento de transição e reposicionamento dos peões do jogo político. Não dá ainda para avaliar qual a aliança que será feita. Não podemos esquecer que temos um vice-presidente paulista e do PMDB.

A sra. acha que a nomeação para o Ministério da Ciência e Tecnologia pode cacifar o senador Aloizio mercadante para a disputa à Prefeitura de São Paulo, em 2012?

O Mercadante é um grande quadro. O Ministério tem uma dimensão forte que pode ser bem aproveitada não só pelo Estado, como pelo país. E ele tem um histórico de vida e de votação que o qualifica para qualquer cargo.

E a sra? Pretende disputar a Prefeitura?

Eu não fecho nenhuma porta, porque política é conjuntura. Mas eu posso dizer que o meu foco é o Senado. Vai depender muito do que tiver acontecendo lá e no meu Estado. Eu nunca imaginei ser senadora, mas tal foi a conjuntura que eu me elegi para o Senado. Então, não adianta ficar dois anos antes dizendo que vai ser o Mercadante, eu ou outra pessoa qualquer. Eu acho que temos também que pensar em quadros novos, mas eu me sinto muito confortável nisso tudo porque tenho uma bagagem, tenho um trabalho feito. E esse trabalho vai estar sempre a favor do partido, na condição que ele achar.

A sra. vai voltar a conviver com seu ex-marido, Eduardo Suplicy (PT-SP). Alguma chance de reatar?

[Risos] Olha… é… nenhuma [risos].

Defende alguma inovação na legislação em especial?

Nós temos que repensar o pacto federativo. Uma preocupação que tem me vindo é com as regiões metropolitanas. Estamos completamente ultrapassados na nossa visão em relação a onde o cidadão mora e as demandas dele. A nossa Constituição de 1988 fez um pacto federativo interessante e justo para aquele momento. Mas o mundo mudou e o Brasil mudou sobretudo, então não podemos pensar mais em capital e zona rural. Nós temos regiões metropolitanas, onde há acúmulo de violência e pobreza. E nós temos que discutir isso. Eu gostaria de propor um repensar do pacto federativo.

O Aécio Neves (PSDB-MG) [senador eleito por Minas Gerais] também defende a revisão do pacto…

Então pode dizer que eu não sabia, mas gostei muito da notícia. Seremos parceiros nisso

Mercadante visita Araraquara e se compromete a retomar as ferrovias no Estado

01 agosto 2010

O candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Aloizio Mercadante, visitou na tarde de sexta-feira (30/07) a cidade de Araraquara. Mercadante andou pelas ruas do centro comercial, cumprimentou lojistas, comerciantes, conversou com a população e ainda provou um suco natural com laranja para refrescar o calor de quase 30 graus. Araraquara, além de um importante pólo comercial do interior do Estado, também é conhecida pela concentração de indústrias processadoras de suco de laranja, que atendem principalmente ao mercado externo.

Mercadante ressaltou que jamais houve uma chapa de governador na história de São Paulo tão Araraquara quanto a dele. “Tem o presidente do partido e coordenador da campanha e o vice de Araraquara”, se referindo a Edinho Silva e Coca Ferraz.

Num palanque improvisado, Mercadante ressaltou o abuso das tarifas de pedágio no interior e garantiu a retomada das ferrovias. “Nós queremos acabar com o abuso dos pedágios porque está prejudicando o interior. Para ir de Araraquara a São Paulo e voltar é mais de 64 reais e isso não pode continuar. Temos que reduzir as tarifas de pedágio, prorrogar o prazo de concessão se for necessário. As famílias, os trabalhadores e as empresas estão sendo muito prejudicadas com isso”.

Aloizio Mercadante enfatizou a necessidade de retomar o transporte ferroviário no interior. “Quero retomar o transporte ferroviário que ficou perdido na história de São Paulo porque eles privatizaram e sucatearam as ferrovias. Nós vamos fazer o Trem-Bala Campinas-Rio de Janeiro em duas horas e eu como governador vou puxar uma extensão da ferrovia que vai vir de Ribeirão Preto até Campinas e nós vamos dar transporte de qualidade e seguro que é a ferrovia”.

Paulistas já pagaram neste ano mais de R$ 2,7 bilhões

R$ 2.715.923.235,05. Era esta, até ONTEM, a fortuna arrecadada a partir do início deste ano nas praças de pedágio espalhadas pelas rodovias estaduais de São Paulo. O cálculo é do site Pedagiômetro (www.pedagiometro.com.br), que monitora em tempo real o volume de dinheiro que entra nos guichês das concessionárias de estradas.

    Os criadores do pedagiômetro, Eric Mantoani e Keffin Gracher, dizem que os pedágios paulistas arrecadam R$ 168 por segundo, o que dá R$ 605.100 por hora e beira os R$ 435,6 milhões por mês. O cálculo é feito com base nos relatórios de arrecadação que as concessionárias apresentam anualmente à Assembleia Legislativa. A ideia é conscientizar as pessoas sobre os gastos.

    “Quisemos dar transparência sobre informações a que o cidadão não tem acesso, uma forma de buscar controle social”, declarou Gracher ao jornal Todo Dia, de Americana.

    A página entrou no ar na última quinta-feira, dia em que passaram a valer as novas tarifas autorizadas pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do Estado (Artesp).

    O Movimento Estadual contra os Pedágios Abusivos do Estado calculou recentemente que os sucessivos governos do PSDB, que vêm privatizando estradas há 12 anos, acumularam nos cofres aproximadamente R$ 8,4 bilhões. O movimento afirma que rodovias estaduais já foram totalmente pagas pelos contribuintes, mas as tarifas continuam caras porque o governo paulista segue cobrando das concessionárias a outorga pela exploração das estradas.

    Há alguns dias, um dos responsáveis pela concessão das estradas estaduais, o ex-governador e atual candidato ao governo, Geraldo Alckmin, tenta se eximir de responsabilidade pelo programa e também pelo alto custo do pedágio. Alckmin passou a identificar abusos nos pedágios que ajudou a criar.

    “Há alguns casos em que a pessoa percorre um trecho menor e acaba pagando uma tarifa maior do que se ela fosse quilométrica. Alguns pontos precisam ser revistos”.

    Alckmin ainda não explicou porque não fez essas revisões quando governou São Paulo, nem quando ajudou José Serra a governar e nem como pretende fazê-las se for eleito agora.

    Os candidatos a governador Aloizio Mercadante (PT) e Paulo Skaf (PSB) têm criticado duramente o custo do pedágio.

    “Alckmin é o pedágio, eu sou o caminho”, vem repetindo Mercadante, que anunciou a intenção de renegociar os contratos com as concessionárias.

    Na opinião de Skaf, “o que se cobra em São Paulo é um roubo”.

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