Últimas Notícias: TJ paulista cancela reunião que teria com Entidades do Judiciário

 

 por Sylvio Micelli / ASSETJ

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo cancelou a reunião que aconteceria logo mais, às 17:30 horas no Palácio da Justiça, entre desembargadores e a Comissão das Entidades Representativas de Servidores do Judiciário.

Segundo informações de José Gozze, presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), a assessoria comunicou o cancelamento alegando que “não havia novidades” que justificassem uma nova reunião.

Na última quinta-feira (19), aconteceu uma reunião entre a Comissão das Entidades e os desembargadores Willian Campos e Samuel Alves de Melo Júnior. Alegando que o governo proibiu qualquer gasto extra, a mais do que o duodécimo a que o desembargador Willian Campos havia feito referência no dia anterior e que isto implicaria em “improbidade administrativa”,  o TJ-SP praticamente fechou as portas para uma reposição salarial ainda neste ano.

Por mais de duas horas de discussões, O TJ-SP tentou “vender” a ideia de um índice para janeiro de 2011, sempre condicionando, claro, à aprovação da proposta orçamentária pela Assembleia Legislativa.

É sempre importante destacar que a principal de reivindicação dos Servidores do Judiciário é a reposição total das perdas salariais num montante de 20,16% advindos do descumprimento das datas-base de 2009 e 2010 por parte do TJ. O índice também contempla um residual da data-base de 2008, que também não foi paga. A reposição salarial anual é um mandamento constitucional (Artigo 37, X da CF).

Nova Assembleia Geral está marcada para amanhã, dia 25 de agosto, às 14 horas, mais uma vez na Praça João Mendes. Será a décima-oitava assembleia desde o início da greve em 28 de abril. Amanhã, a categoria atinge 120 dias de paralisação.

ASSETJ – 110 dias. Reflexões da Greve: “Fábrica”

Reflexões da Greve: “Fábrica”

Reflexões da Greve: \

Sugestão encaminhada pelo companheiro Flávio Fuzaro de Piracicaba

 

Fábrica – Legião Urbana
Renato Russo

Nosso dia vai chegar,
Teremos nossa vez.
Não é pedir demais:
Quero justiça,
Quero trabalhar em paz.
Não é muito o que lhe peço –
Eu quero um trabalho honesto
Em vez de escravidão.

Deve haver algum lugar
Onde o mais forte
Não consegue escravizar
Quem não tem chance.

De onde vem a indiferença
Temperada a ferro e fogo?
Quem guarda os portões da fábrica?

O céu já foi azul, mas agora é cinza
O que era verde aqui já não existe mais.
Quem me dera acreditar
Que não acontece nada de tanto brincar com fogo,
Que venha o fogo então.

Esse ar deixou minha vista cansada,
Nada demais.

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