A Copa no Brasil será um sucesso

Apesar do autor expressar uma analise equivocada (propaganda subliminar do neoliberalismo) da crise econômica europeia, imputando suas causas ao exesso de gastos para a garantia do ” Estado de Bem Estar Social “, o que é comprovadamente uma tremenda asneira… apesar dos pesares o texto é bom e merece muito ser lido…

Por Alberto Carlos Almeida | De São Paulo

É interessante ver como pessoas inteligentes afirmam hoje que a Copa do Mundo de 2014 no Brasil será um fracasso. O Brasil é o país do futebol. Como uma Copa do Mundo poderá ser um fracasso no país do futebol? O raciocínio é tão simples quanto óbvio: será que essas pessoas não se deram conta que é impossível que uma Copa do Mundo fracasse justamente no país do futebol?

Há pouco tempo, o secretário- geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jerome Valcke, deu um show de preconceito ao afirmar que o Brasil tinha que levar um chute no traseiro porque não estaria cuidando adequadamente dos preparativos para a Copa. Duvido que Valcke compreenda o Brasil. Exatamente por isso a afirmação foi inteiramente preconceituosa. Bem fez o Senado ao não querer recebê-lo, bem fez o senador Roberto Requião ao afirmar que os senadores não queriam conversar com o “porteiro” da Fifa. É preciso deixar claro para esses europeus preconceituosos que eles precisam compreender a diferença, que precisam entender que nem todos no mundo são europeus, muito menos nós, brasileiros.

Poderíamos também ser preconceituosos contra a Europa. Poderíamos afirmar: vamos dar um chute no traseiro da Europa, para eles aprenderem a não mergulhar em crises econômicas tal qual vivem hoje com, por exemplo, 50% de desemprego entre os jovens espanhóis. Vamos dar um chute no traseiro da Europa para que ela aprenda a não ter governos tão gastadores, com déficits públicos insustentáveis. Poderíamos ainda dar um chute no traseiro da Europa retroativamente, por conta das duas guerras mundiais e pelo extermínio de mais de seis milhões de judeus. Nada disso, não iremos fazer isso porque compreendemos os europeus, sabemos que eles gostam de um Estado de bem-estar-social bastante gastador e ineficiente, entendemos isso perfeitamente. Sabemos que franceses odeiam alemães, que odeiam ingleses, e assim por diante, e sabemos também que esse nacionalismo resultou, no passado, nas piores guerras que o mundo já viu. Entendemos isso perfeitamente, sem preconceitos. Sabemos também que os europeus só se pacificaram depois de muitas limpezas étnicas e que a última de grande magnitude ocorreu outro dia, na década de 1990, liderada por Slobodan Milosevic. Somos compreensivos e nem mesmo isso justifica uma declaração preconceituosa.

É fundamental que a Fifa compreenda o que é o Brasil. Mais do que isso, é preciso que muitos brasileiros que hoje afirmam que nossa Copa será um fracasso também passem a compreender o Brasil pelos parâmetros genuinamente brasileiros. Só assim eles vão perceber que a nossa Copa do Mundo será um grande sucesso.

Vamos fazer um exercício simples, vamos nos transportar para o ano da Copa: 2014. É possível que os enredos de todas as nossas escolas de samba, já em fevereiro, tratem da Copa do Mundo. Um pouco antes do Carnaval, o tema de nossos inúmeros réveillons a beira-mar, nos quais todos se vestem de branco (europeus passam o réveillon vestidos de preto) talvez seja o ano da Copa do Mundo. Carnaval e réveillon temáticos, sobre a Copa, só são possíveis no país do futebol. Também somente no país do futebol todas as empresas que fazem campanhas publicitárias para o consumidor final utilizam a Copa do Mundo como principal gancho de suas propagandas. Isso já está ocorrendo. O Itaú, um de nossos maiores bancos privados, já está com uma enorme campanha publicitária, cujos principais astros são a bola, o futebol e a paixão do brasileiro por ambos. Somente no país do futebol haverá concursos que premiarão, em centenas de cidades, as ruas e casas mais bem decoradas com bandeiras, pinturas e desenhos relacionados ao Brasil.

Toda a nossa mídia vau se concentrar em temas de fato relevantes para milhões de pessoas que vivem e habitam o país do futebol. Por exemplo, haverá no Brasil 32 seleções nacionais com suas inúmeras estrelas. Será preciso mostrar onde elas vão se hospedar. No Rio de Janeiro, feliz será a seleção que ficar em Búzios. Em São Paulo, o município de Itu já se candidatou para ser uma das concentrações. Em Pernambuco, é bem possível que Porto de Galinhas abrigue uma seleção. Em todos os lugares do Brasil, nós, brasileiros, temos lugares encantadores para acolher nossos convidados. Isso é parte do sucesso que será a Copa. Será preciso mostrar as instalações físicas onde ficarão as estrelas, o que os jogadores irão ter como cardápio (vamos adorar se nossos adversários comerem uma feijoada completa antes de nos enfrentarem), em que campo irão treinar etc. Cada deslocamento de cada seleção será televisionado ao vivo.

A Copa ocorrerá em junho. Isso significa que milhares de turistas que estiverem acompanhando os jogos no Nordeste terão a oportunidade de passar a noite de São João em Campina Grande, Caruaru, ou em qualquer outro município anônimo que sedia uma das festas mais populares do Brasil. Isso é parte do sucesso de nossa Copa. Seria muito apropriado apresentar a Valcke tanto o nosso Carnaval quanto nossas festas juninas. Não haverá um turista sequer, que, passando uma noite de São João no Nordeste, em plena Copa do Mundo, deixará de afirmar que se tratou de uma Copa do Mundo de sucesso. Isso os nossos críticos esquecem. Aliás, a grande maioria deles não conhece o São João nordestino.

Vagas em hotéis, também, não serão problema. Nas cidades litorâneas haverá a possibilidade de atracar navios que proverão os quartos adicionais necessários. Tanto no litoral quanto no interior os brasileiros farão um enorme esforço para acolher os visitantes e mostrar que somos um grande povo. Por isso as famílias vão alugar quartos em suas residências, tal como já vai acontecer agora na Rio + 20. Os turistas vão adorar ficar nas casas das famílias brasileiras. Muitos deles irão se apaixonar por nossas lindas mulheres (muito mais bonitas do que as europeias) e se tornarão tema das principais matérias de televisão que insistirem em não transmitir os melhores gols, o dia a dia das estrelas, as jogadas impossíveis etc. A propósito, nada mais agradável e útil será para um espanhol, em 2014, do que casar com uma brasileira: além de uma mulher bonita, ele provavelmente conseguirá seu primeiro emprego.

Todas as lojas, shoppings, restaurantes, botecos, casas comerciais estarão enfeitadas com as bandeiras dos países participantes. O estabelecimento comercial que não tem TV, até agora, passará a ter já em 2013 na Copa das Confederações. Os turistas aproveitarão os intervalos entre um jogo e outro para visitar a Rocinha, Foz do Iguaçu, Chapada Diamantina, Pomerode, Florianópolis, o Pelourinho, Recife Antigo, o Pantanal e um sem-número de atrações não europeias que temos por aqui. Os aeroportos funcionarão 24 horas por dia e os horários de voos serão alterados. Será ponto facultativo nos municípios que sediarem os jogos. Mesmo assim, o nosso PIB continuará maior do que o britânico e provavelmente ultrapassará o francês. Nós, brasileiros, somos flexíveis, muito mais do que os europeus: se não der para resolver com o plano A, ficamos satisfeitos com o plano B e até mesmo com o C.

Os europeus não são flexíveis, são extremamente rígidos. Por isso fizeram revoluções sangrentas e entraram em guerras bárbaras e por isso Valcke quis dar um chute no nosso traseiro (ele não faz ideia sobre o quão importante o traseiro é para todos aqui nos trópicos). Por isso acreditaram (e acreditam) em doutrinas. Nada disso acontece por aqui. Lula fez um superávit primário maior do que Fernando Henrique. Jamais a esquerda europeia foi tão pragmática. Isso não ocorre somente junto a nossa elite política, isso é generalizado, é algo de toda a sociedade.

Brasil é Brasil, Alemanha é Alemanha. Jamais teremos um evento com organização germânica. Jamais a Alemanha fez um evento com o acolhimento, a simpatia e a vibração brasileiras. Não se pode exigir as mesmas coisas de países diferentes e nem por isso um fará eventos de sucesso e outro fracassará. Em qualquer Copa do Mundo, todos os brasileiros param de trabalhar no momento em que o Brasil joga. Não é assim na Alemanha e é justamente isso, essa paixão de nossa sociedade pelo futebol, que assegurará o sucesso de nossa Copa do Mundo.

Estive na África do Sul com minha mulher e os dois filhos mais velhos. Não tenho más recordações. Foi bom ver até mesmo a seleção de Dunga. Fizemos um safári, visitamos o Museu do Apartheid, fomos ao Cabo da Boa Esperança e a Table Mountain, visitamos Soweto e conhecemos a casa onde Nelson Mandela morou. Voltaríamos lá hoje, mesmo sem a justificativa de um grande evento. Tudo isso é parte do sucesso da Copa na África do Sul.

Quem acha que a nossa Copa será um fracasso está olhando para uma suposta falha do Estado, do governo. Quem sabe que será um sucesso está olhando para a sociedade. No Brasil, é a sociedade que ama o futebol: por isso vai assegurar que jamais um evento relacionado ao esporte bretão fracasse. Acordem, críticos. Acorde, Fifa. A nossa Copa será um enorme sucesso. Respeitem-nos: isso aqui é Brasil. Somos o país do futebol tal como confirmam nossos cinco títulos mundiais e um sem-número de conquistas. Quanto ao nosso traseiro, Valcke deveria ter conhecido há tempo as nossas dançarinas do “É o Tchan” e tantas outras mulheres que devem parte de seu sucesso e ascensão social ao bumbum. Isso só ocorre em uma sociedade que, de fato, leva o traseiro a sério.

Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de “A Cabeça do Brasileiro” e “O Dedo na Ferida: Menos Imposto. Mais Consumo”. E-mail: alberto.almeida@institutoanalise.com www.twitter.com/albertocalmeida

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Dilma tenta impedir Teixeira de negar credenciais para inimigos

Ricardo Teixeira (direita)

Blog do Perrone

Com colaboração de Thales Calipo

O temor de que Ricardo Teixeira negue credenciais do Mundial a seus inimigos, como a Record, fez o Governo Federal endurecer a discussão com a Fifa sobre a Lei Geral da Copa, recém-assinada. O impasse retardou a assinatura.

O governo exige que a Fifa defina regras claras para o credenciamento, o que dificultaria as retaliações. Dilma Rousseff quer que a entidade estabeleça critérios objetivos para determinar quem ganha ou não credencial. A federação explicou que ela sempre teve autonomia para dizer se aceita um pedido de credenciamento sem dar maiores explicações. E não seria diferente no Brasil.

O blog não teve acesso à redação final do documento, porém, dois dias antes da assinatura, prevalecia a vontade da presidente. A base governista no Congresso Nacional, que vai examinar a lei, será orientada para tentar impedir a bancada da bola de deixar a lei ao gosto do presidente da CBF e do COL.

Dilma e seu estafe se inspiraram na famosa entrevista de Teixeira para a revista Piauí. O cartola falou que poderia fazer a maldade que quisesse na Copa e usou as credenciais como exemplo.

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Confira quais são os grupos para as eliminatórias da Copa do Mundo 2014

Começou às 15h, na Marina da Glória, a solenidade do sorteio dos grupos das eliminatórias para o Mundial de 2014, no Brasil. Os mestres de cerimônia são o jornalista Tadeu Schmidt e a apresentadora Fernanda Lima, ambos da TV Globo. O evento começou com a exibição de um vídeo exaltando as belezas naturais do Rio.

– A Fifa confia no Brasil – declarou o presidente da entidade, Joseph Blatter, em seu discurso de abertura, em inglês, depois de ter feito a saudação às autoridades em bom português.

A presidente Dilma Rousseff enfocou seu rápido discurso nos avanços que o país tem conquistado em diversáas áreas.

– Hoje o Brasil é admirado muito mais do que por seu futebol, sua música e suas festas populares. Vocês todos encontrarão um país muito bem preparado para sediar a Copa do Mundo. Estamos fazendo a nossa parte para que a Copa de 2014 seja a melhor de todos os tempos. Estejam certos de que esse novo Brasil estará pronto para encantar o mundo em 2014. Os que nos derem o privilégio de nos visitar terão a oportunidade de conhecer um povo alegre, generoso, soidário e que sabe receber os outros de maneira calorosa. Sejam bem-vindos ao Brasil – afirmou a presidente.

O primeiro sorteio da tarde foi feito pelo secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke. E definiu os cruzamentos entre os continentes na repescagem: Ásia x América do Sul e Concacaf x Oceania ( clique aqui e leia mais ). Em seguida, subiram ao palco o capitão do pentacampeonato, em 2002, Cafu, e a jovem sensação do futebol brasileiro, Neymar.

– Se tu fizeres o mesmo que contra o Flamengo na quarta-feira, tua vaga está garantida, tá? – brincou a apresentadora Fernanda Lima, dirigindo-se a Neymar, que participou com Cafu, do sorteio dos grupos das eliminatórias da África.

ÁFRICA:

Inicialmente serão 12 duelos mata-mata, em ida e volta. Os vencedores desses confrontos avançam para a segunda fase, onde se juntarão aos outros 28 países da região. As 40 seleções serão divididas em dez grupos de quatro equipes, que se enfrentarão no formato todos contra todos em jogos de ida e volta. Os primeiros colocados dos dez grupos passam para a terceira fase, que terá cinco confrontos mata-mata. Os vencedores se classificam para a Copa de 2014.

mata-mata da primeira fase:

1 – Ilhas Seychelles x Quênia

2 – Guiné Bissau x Togo

3 – Djibuti x Namíbia

4 – Ilhas Maurício x Libéria

5 – Comoros x Moçambique

6 – Guiné Equatorial x Madagascar

7 – Somália x Etiópia

8 – Lesoto x Burundi

9 – Eritreia x Ruanda

10 – Suazilândia x República do Congo

11 – São Tomé e Príncipe x Congo

12 – Chade x Tanzânia

Grupos da segunda fase:

Grupo A: África do Sul, República Centro-Africana, Botsuana e Vencedor 7

Grupo B: Tunísia, Serra Leoa, Cabo Verde e Vencedor 6

Grupo C: Costa do Marfim, Gâmbia, Marrocos e Vencedor 12

Grupo D: Gana, Sudão, Zâmbia e Vencedor 8

Grupo E: Burkina Faso, Níger, Gabão e Vencedor 11

Grupo F: Nigéria, Malaui, Vencedor 1 e Vencedor 3

Grupo G: Egito, Zimbábue, Guiné e Vencedor 5

Grupo H: Argélia, Benin, Mali e Vencedor 9

Grupo I: Camarões, Líbia, Vencedor 2 e Vencedor 10

Grupo J: Senegal, Angola, Uganda e Vencedor 4

 

Em seguida, o ex-craque Zico e Lucas, revelação do São Paulo, sortearam a formação dos grupos da Ásia.

– O equilíbrio hoje é muito grande. Mas o Japão vai estar na Copa, sim – disse Zico, indagado se teria dado sorte ao país, com o qual tem fortes relações pelo trabalho que já realizou lá.

ÁSIA: 

Os primeiros e segundos colocados de cada grupo passarão para a quarta fase, onde serão divididos em dois grupos de cinco seleções.

Na quarta fase, os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam para a Copa do Mundo de 2014. Os dois terceiros colocados se enfrentarão em jogos ida e volta, e o vencedor passa à repescagem contra o quinto colocado das Eliminatórias da América do Sul. Quem vencer está na Copa.

– O equilíbrio é muito grande, não existe mais jogo fácil. Enfrentar o quinto da América do Sul vai ser muito difícil, então o jeito é brigar para estar entre os quatro. Mas acredito que o Japão vai estar aqui em 2014, sim – disse Zico, ex-técnico da seleção japonesa.

GRUPOS DA TERCEIRA FASE:

Grupo A – China, Jordânia, Iraque e Cingapura

Grupo B – Coreia do Sul, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Líbano

Grupo C – Japão, Uzbequistão, Síria e Coreia do Norte

Grupo D – Austrália, Arábia Saudita, Omã e Tailândia

Grupo E – Irã, Qatar, Bahrein e Indonésia

 

O sorteio da Concacaf (Américas do Norte, Central e do Caribe) teve as participações do tetracampeão Bebeto e do garoto Lucas Piazon, de 17 anos, já negociado pelo São Paulo com o Chelsea. Antes dele, apresentaram-se no palco a cantora Ana Carolina e o cantor Ivan Lins. E depois o show musical foi dedicado à Bossa Nova, com Daniel Jobim sendo acompanhado, no telão, por imagens de uma gravação histórica de 1967 de um dueto entre o pai dele, o maestro Tom Jobim, e o cantor americano Frank Sinatra.

CONCACAF: 

A segunda fase é formada por seis grupos de quatro seleções. Os vencedores passam à terceira fase, composta por três grupos com quatro seleções.

Os dois primeiros passam para a quarta fase, formando um grupo de seis times. Os três primeiros se classificam direto para a Copa de 2014. O quarto colocado vai para a repescagem contra o vencedor da Oceania.

GRUPOS DA SEGUNDA FASE

Grupo A: El Salvador, Suriname, Ilhas Cayman e República Dominicana

Grupo B: Trinidad e Tobago, Guiana, Barbados e Bermudas

Grupo C: Panamá, Dominica, Nicarágua e Bahamas

Grupo D: Canadá, São Kittis e Nevis, Porto Rico e Santa Lucia

Grupo E: Granada, Guatemala, São Vicente e Granadinas e Belize

Grupo F: Haiti, Antígua e Barbuda, Curaçao e Ilhas Virgens Americanas

GRUPOS DA TERCEIRA FASE

Grupo A: EUA, Jamaica, Vencedor do F e Vencedor do E

Grupo B: México, Costa Rica, Vencedor do B e Vencedor do A

Grupo C: Honduras, Cuba, Vencedor do C e Vencedor do D

Zagallo e o jogador do Vasco Felipe Bastos sortearam as chaves da Oceania.

– A Copa de 50 tinha que dar uma esquecida, porque foi o único país que perdeu (uma final) em casa e está na hora de mostrar o nosso valor e conquistar o hexa. Vamos vencer mesmo, desculpem os que não são brasileiros, mas o Brasil vai ganhar mais uma – disse Zagallo, campeão mundial em 58 e 62 como jogador, em 70 como técnico e em 94 como coordenador.

OCEANIA: 

As quatro seleções mais mal posicionadas no ranking da FIFA disputarão a primeira fase, em um torneio de todos contra todos entre os dias 21 e 26 de novembro. O vencedor desta primeira fase se junta a outras sete seleções para disputar a segunda fase, formada por dois grupos de quatro.

As duas primeiras colocadas de cada grupo avançam para a terceira fase, onde disputam um quadrangular de todos contra todos. O vencedor se classifica para disputar a repescagem contra o quarto colocado das Eliminatórias da América do Norte, Central e Caribe.

PRIMEIRA FASE:

Samoa Americana, Ilhas Cook, Samoa e Tonga

SEGUNDA FASE:

Grupo A: Vanuatu, Nova Caledônia, vencedor da primeira fase e Taiti

Grupo B: Fiji, Nova Zelândia, Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné

 

Antes do sorteio dos grupos da Europa, o último, Ivete Sangalo “acelerou” a plateia com alguns de seus hits, acompanhada pela Orquestra Sinfônica de Heliópolis.

O sorteio mais esperado, o da Europa, foi feito pelo jogador do Santos Paulo Henrique Ganso e pelo maior artilheiro das Copas, Ronaldo Fenômeno. As bolinhas indicaram um confronto de gigantes no grupo I: a campeã do mundo Espanha está na mesma chave da França, campeã em 1998.

EUROPA:

As seleções foram divididas em nove grupos – oito com seis times e um com cinco. Os nove vencedores de cada grupo estão classificados para a Copa do Mundo. Os oito melhores segundo colocados disputarão quatro mata-matas, com os vencedores também se classificando para a Copa.

Grupo A: Croácia, Sérvia, Bélgica, Escócia, Macedônia e Gales

Grupo B: Itália, Dinamarca, República Tcheca, Bulgária, Armênia e Malta

Grupo C: Alemanha, Suécia, Irlanda, Áustria, Ilhas Faroe e Cazaquistão

Grupo D: Holanda, Turquia, Hungria, Romênia, Estônia e Andorra

Grupo E: Noruega, Eslovênia, Suíça, Albânia, Chipre e Islândia

Grupo F: Portugal, Rússia, Israel, Irlanda do Norte, Azerbaijão e Luxemburgo

Grupo G: Grécia, Eslováquia, Bósnia-Herzegovina, Lituânia, Letônia e Liechtenstein

Grupo H: Inglaterra, Montenegro, Ucrânia, Polônia, Moldávia e San Marino

Grupo I: Espanha, França, Bielorrússia, Geórgia e Finlândia

 

A tabela de jogos das eliminatórias da América do Sul foi divulgada antes do início da cerimônia. O continente não tem sorteio porque é disputado em sistema de todos contra todos, em turno e returno. Em cada rodada uma seleção ficará de folga, já que são nove disputando o torneio. Na primeira rodada a Venezuela é o time que não joga. Argentina e Uruguai se enfrentam na nona rodada, no Uruguai, e na penúltima rodada, na Argentina. Na rodada final, os dois saem para enfrentar Chile e Bolívia, respectivamente

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