Jornalista denuncia “a jogada da Copa”

 

247 – Setores conservadores da sociedade brasileira, descrentes de sua capacidade de chegar ao poder pelas vias convencionais, teriam um plano: promover a “aventura catastrofista” da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. A tese é levantada pelo jornalista Gabriel Priolli, um dos mais consagrados profissionais da televisão brasileira.

“Dias atrás, na primeira vez em que externei essa preocupação, recebi o previsível fogo de barragem. Disseram que é paranóia minha, exagero. Que as convicções democráticas da oposição e de sua mídia são inquestionáveis. E que a eleição transcorrerá dentro das regras, sem tentativas de tapetão”, disse ele. “Será mesmo? O pré-golpe de 1964, em que muitos não acreditavam que a legalidade fosse demolida, talvez nos ensine melhor sobre os métodos do conservadorismo para tomar o poder”.

Coincidência ou não, a edição da Folha deste domingo destaca uma coluna com o mote “Não vai ter Copa”, dos que pretendem tumultuar o País durante o Mundial de 2014 (leia mais aqui). Um repeteco de junho de 2013 em 2014, durante os jogos, parece ser a esperança de setores da sociedade para promover uma mudança na agenda política do País.

Abaixo, o texto de Gabriel Priolli:

A Jogada da Copa

Por Gabriel Priolli, do blog A Priolli

Seis meses depois dos protestos que tomaram inúmeras cidades brasileiras, decantadas as insatisfações apresentadas pelos manifestantes e as múltiplas soluções aventadas por todos os atores políticos para a estranha crise que se formou, temos um quadro bem claro. A maioria da população quer mudanças no país, mas prefere que elas sejam conduzidas por Dilma e não pela oposição. A presidenta lidera em todas as sondagens de intenção de voto.

Falta muito tempo até as eleições, certamente, e já assistimos a oscilações espetaculares de intenção de voto nos pleitos anteriores, inclusive candidaturas que “atropelaram” na reta final e venceram. Tudo pode acontecer, portanto, até que se proclamem os resultados. Mas, até segunda ordem, quem lidera é Dilma. A soma dos votos de seus adversários não supera os votos da candidata governista e tudo indica que a eleição será definida já no primeiro turno.

Sim, mas há um outro roteiro possível para este ano. Nele, as massas sairiam novamente às ruas em junho, em plena Copa do Mundo, e causariam tal transtorno à competição que seria impossível ignorá-las. A mídia mundial distribuiria a todo o globo imagens de multidões pedindo reformas, de black blocs destruindo seus alvos habituais e das polícias reprimindo com a cortesia conhecida.

As cenas passariam a impressão de um país sem governo e de um governo sem legitimidade – impressões absolutamente falsas. Mas o que é mesmo a verdade, nessas coisas da mídia e da enunciação de seus conteúdos?

Um governo “ilegítimo”, pressionado externamente, ficaria acuado também pelos adversários internos. Estes amplificariam ao máximo possível os protestos e tentariam conduzir a sua pauta, exatamente como fizeram em 2013. Para criar um clima de megacrise, que nenhum ponto de contato tem com o real. Mas o que é exatamente o real, quando se tem o controle do que a mídia diz sobre ele?

Quem sabe se, em meio ao eventual fiasco da Copa – corre-corre e pancadaria nas imediações dos estádios, os inevitáveis problemas organizativos amplificados ao extremo, as queixas e angústias dos turistas constrangidos pelo clima de guerra política no Brasil e, prêmio final, uma boa derrota da seleção nacional -, os eleitores não embarquem na ideia de jogar toda a culpa em Dilma? Quem sabe não escolham na urna uma alternativa de oposição?

Acumulam-se as evidências de que setores conservadores, descrentes de sua capacidade de sedução do eleitorado pelas vias convencionais, cogitam se lançar na aventura catastrofista da Copa. Pretendem que o maior evento já realizado no país fracasse espetacularmente, para o máximo constrangimento e desgaste do governo atual. Acham que colherão os louros dessa ação de lesa-pátria.

É simplesmente doentia a ideia de que, para conquistar o poder de “consertar” o país, alguém considere aceitável que a nossa imagem internacional seja destruída. Que o Brasil seja penalizado por décadas, pela “incapacidade” de realizar grandes eventos internacionais. E que isso aconteça fundamentado em mentira e manipulação da opinião pública.

Mas, infelizmente, a possibilidade é bastante concreta. Daqui até junho, provavelmente veremos novas convocatórias para que as massas voltem às ruas e façam manifestações “espontâneas”. Assistiremos à incitação explícita de atos destinados à desestabilização do governo. “Não vai ter Copa!”, bradarão outra vez os carbonários – com todas as câmeras e microfones à sua disposição.

Dias atrás, na primeira vez em que externei essa preocupação, recebi o previsível fogo de barragem. Disseram que é paranóia minha, exagero. Que as convicções democráticas da oposição e de sua mídia são inquestionáveis. E que a eleição transcorrerá dentro das regras, sem tentativas de tapetão.

Será mesmo? O pré-golpe de 1964, em que muitos não acreditavam que a legalidade fosse demolida, talvez nos ensine melhor sobre os métodos do conservadorismo para tomar o poder. E sobre como ele é campeão em destruir a democracia, para “salvá-la” da ameaça dos governos populares.

Por que deveríamos confiar agora em quem não foi confiável no passado e segue não sendo?

Por que a campanha “não vai ter Copa” é irresponsável?

Autor: Miguel do Rosário

 

turismo

 

O gráfico acima foi tirado de estudo da Fundação Getúlio Vargas em parceria com a consultoria Ernst & Young, cuja íntegra pode ser lida aqui.

Para me poupar o trabalho de resumir os números apresentados pelo estudo, transcrevo trecho de post de hoje de Eduardo Guimarães, do blog Cidadania, que já fez o serviço:

Estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas em parceria com a renomada empresa de consultoria Ernst & Young para o Ministério do Esporte em 2010 diz coisas muito diferentes das que vêm sendo ditas por esses embrulhões do movimento “Não vai ter Copa”.

Segundo o estudo, a Copa irá gerar R$ 183 bilhões de faturamento em um período de dez anos (de 2010 e até 2019) devido a impactos diretos – investimentos em infraestrutura, turismo, empregos, impostos, consumo – e indiretos – via circulação de todo esse dinheiro no país.

Somente em obras de infraestrutura, os investimentos deverão alcançar R$ 33 bilhões, entre estádios, mobilidade urbana, portos, aeroportos, telecomunicações, energia, segurança, saúde e hotelaria.

No turismo, os números apurados pela consultoria mostram que circularão 600 mil turistas estrangeiros e 3 milhões de turistas nacionais, aumentando em cerca de 50% o faturamento do turismo no país – de cerca de 6 para cerca de 9 bilhões de reais.

Somando empregos para trabalhadores permanentes e temporários, eles devem incrementar o PIB em R$ 47,9 bilhões.

Segundo a consultoria citada, “Os R$ 5 bilhões a serem injetados no consumo pela renda gerada por esses trabalhadores equivalerá a 1,3 ano de venda de geladeiras no Brasil ou 7,2 milhões de aparelhos”.

A expectativa é a de que a Copa crie mais de 700 mil empregos entre permanentes e temporários.

FGV e Ernst & Young ainda afirmaram que devem ser arrecadados “R$ 17 bilhões em impostos, o que representará mais de 30 vezes os R$ 500 milhões em isenções fiscais que serão concedidas à Federação Internacional de Futebol (Fifa) e empresas por ela contratadas para a realização do Mundial”.

Os tributos federais a ser arrecadados com a Copa deverão chegar a R$ 11 bilhões, deixando um saldo positivo de R$ 3,5 bilhões em relação aos investimentos federais na realização do campeonato.

Veja, leitor, o cálculo do faturamento total da Copa, segundo o estudo em tela:

“Os impactos indiretos da Copa na economia do país com a recirculação do dinheiro são calculados pelo estudo em R$ 136 bilhões, até 2019, cinco anos depois da Copa. Um impacto pós-Copa, impossível de dimensionar financeiramente transforma-se em turismo futuro. Além disso, as obras que modernizarão estádios nas 12 cidades-sedes também geram riqueza e impacto no PIB. Este valor, somado aos R$ 47 bilhões dos impactos diretos, leva aos R$ 183 bilhões que o estudo calcula que a Copa vai gerar para o país”.

Então, diante de gastos de cerca de 30 bilhões de reais para realizar a Copa de 2014 no Brasil, haverá um faturamento bruto de 183 bilhões de reais

Publicado originalmente em Tijolaço

A Copa no Brasil será um sucesso

Apesar do autor expressar uma analise equivocada (propaganda subliminar do neoliberalismo) da crise econômica europeia, imputando suas causas ao exesso de gastos para a garantia do ” Estado de Bem Estar Social “, o que é comprovadamente uma tremenda asneira… apesar dos pesares o texto é bom e merece muito ser lido…

Por Alberto Carlos Almeida | De São Paulo

É interessante ver como pessoas inteligentes afirmam hoje que a Copa do Mundo de 2014 no Brasil será um fracasso. O Brasil é o país do futebol. Como uma Copa do Mundo poderá ser um fracasso no país do futebol? O raciocínio é tão simples quanto óbvio: será que essas pessoas não se deram conta que é impossível que uma Copa do Mundo fracasse justamente no país do futebol?

Há pouco tempo, o secretário- geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jerome Valcke, deu um show de preconceito ao afirmar que o Brasil tinha que levar um chute no traseiro porque não estaria cuidando adequadamente dos preparativos para a Copa. Duvido que Valcke compreenda o Brasil. Exatamente por isso a afirmação foi inteiramente preconceituosa. Bem fez o Senado ao não querer recebê-lo, bem fez o senador Roberto Requião ao afirmar que os senadores não queriam conversar com o “porteiro” da Fifa. É preciso deixar claro para esses europeus preconceituosos que eles precisam compreender a diferença, que precisam entender que nem todos no mundo são europeus, muito menos nós, brasileiros.

Poderíamos também ser preconceituosos contra a Europa. Poderíamos afirmar: vamos dar um chute no traseiro da Europa, para eles aprenderem a não mergulhar em crises econômicas tal qual vivem hoje com, por exemplo, 50% de desemprego entre os jovens espanhóis. Vamos dar um chute no traseiro da Europa para que ela aprenda a não ter governos tão gastadores, com déficits públicos insustentáveis. Poderíamos ainda dar um chute no traseiro da Europa retroativamente, por conta das duas guerras mundiais e pelo extermínio de mais de seis milhões de judeus. Nada disso, não iremos fazer isso porque compreendemos os europeus, sabemos que eles gostam de um Estado de bem-estar-social bastante gastador e ineficiente, entendemos isso perfeitamente. Sabemos que franceses odeiam alemães, que odeiam ingleses, e assim por diante, e sabemos também que esse nacionalismo resultou, no passado, nas piores guerras que o mundo já viu. Entendemos isso perfeitamente, sem preconceitos. Sabemos também que os europeus só se pacificaram depois de muitas limpezas étnicas e que a última de grande magnitude ocorreu outro dia, na década de 1990, liderada por Slobodan Milosevic. Somos compreensivos e nem mesmo isso justifica uma declaração preconceituosa.

É fundamental que a Fifa compreenda o que é o Brasil. Mais do que isso, é preciso que muitos brasileiros que hoje afirmam que nossa Copa será um fracasso também passem a compreender o Brasil pelos parâmetros genuinamente brasileiros. Só assim eles vão perceber que a nossa Copa do Mundo será um grande sucesso.

Vamos fazer um exercício simples, vamos nos transportar para o ano da Copa: 2014. É possível que os enredos de todas as nossas escolas de samba, já em fevereiro, tratem da Copa do Mundo. Um pouco antes do Carnaval, o tema de nossos inúmeros réveillons a beira-mar, nos quais todos se vestem de branco (europeus passam o réveillon vestidos de preto) talvez seja o ano da Copa do Mundo. Carnaval e réveillon temáticos, sobre a Copa, só são possíveis no país do futebol. Também somente no país do futebol todas as empresas que fazem campanhas publicitárias para o consumidor final utilizam a Copa do Mundo como principal gancho de suas propagandas. Isso já está ocorrendo. O Itaú, um de nossos maiores bancos privados, já está com uma enorme campanha publicitária, cujos principais astros são a bola, o futebol e a paixão do brasileiro por ambos. Somente no país do futebol haverá concursos que premiarão, em centenas de cidades, as ruas e casas mais bem decoradas com bandeiras, pinturas e desenhos relacionados ao Brasil.

Toda a nossa mídia vau se concentrar em temas de fato relevantes para milhões de pessoas que vivem e habitam o país do futebol. Por exemplo, haverá no Brasil 32 seleções nacionais com suas inúmeras estrelas. Será preciso mostrar onde elas vão se hospedar. No Rio de Janeiro, feliz será a seleção que ficar em Búzios. Em São Paulo, o município de Itu já se candidatou para ser uma das concentrações. Em Pernambuco, é bem possível que Porto de Galinhas abrigue uma seleção. Em todos os lugares do Brasil, nós, brasileiros, temos lugares encantadores para acolher nossos convidados. Isso é parte do sucesso que será a Copa. Será preciso mostrar as instalações físicas onde ficarão as estrelas, o que os jogadores irão ter como cardápio (vamos adorar se nossos adversários comerem uma feijoada completa antes de nos enfrentarem), em que campo irão treinar etc. Cada deslocamento de cada seleção será televisionado ao vivo.

A Copa ocorrerá em junho. Isso significa que milhares de turistas que estiverem acompanhando os jogos no Nordeste terão a oportunidade de passar a noite de São João em Campina Grande, Caruaru, ou em qualquer outro município anônimo que sedia uma das festas mais populares do Brasil. Isso é parte do sucesso de nossa Copa. Seria muito apropriado apresentar a Valcke tanto o nosso Carnaval quanto nossas festas juninas. Não haverá um turista sequer, que, passando uma noite de São João no Nordeste, em plena Copa do Mundo, deixará de afirmar que se tratou de uma Copa do Mundo de sucesso. Isso os nossos críticos esquecem. Aliás, a grande maioria deles não conhece o São João nordestino.

Vagas em hotéis, também, não serão problema. Nas cidades litorâneas haverá a possibilidade de atracar navios que proverão os quartos adicionais necessários. Tanto no litoral quanto no interior os brasileiros farão um enorme esforço para acolher os visitantes e mostrar que somos um grande povo. Por isso as famílias vão alugar quartos em suas residências, tal como já vai acontecer agora na Rio + 20. Os turistas vão adorar ficar nas casas das famílias brasileiras. Muitos deles irão se apaixonar por nossas lindas mulheres (muito mais bonitas do que as europeias) e se tornarão tema das principais matérias de televisão que insistirem em não transmitir os melhores gols, o dia a dia das estrelas, as jogadas impossíveis etc. A propósito, nada mais agradável e útil será para um espanhol, em 2014, do que casar com uma brasileira: além de uma mulher bonita, ele provavelmente conseguirá seu primeiro emprego.

Todas as lojas, shoppings, restaurantes, botecos, casas comerciais estarão enfeitadas com as bandeiras dos países participantes. O estabelecimento comercial que não tem TV, até agora, passará a ter já em 2013 na Copa das Confederações. Os turistas aproveitarão os intervalos entre um jogo e outro para visitar a Rocinha, Foz do Iguaçu, Chapada Diamantina, Pomerode, Florianópolis, o Pelourinho, Recife Antigo, o Pantanal e um sem-número de atrações não europeias que temos por aqui. Os aeroportos funcionarão 24 horas por dia e os horários de voos serão alterados. Será ponto facultativo nos municípios que sediarem os jogos. Mesmo assim, o nosso PIB continuará maior do que o britânico e provavelmente ultrapassará o francês. Nós, brasileiros, somos flexíveis, muito mais do que os europeus: se não der para resolver com o plano A, ficamos satisfeitos com o plano B e até mesmo com o C.

Os europeus não são flexíveis, são extremamente rígidos. Por isso fizeram revoluções sangrentas e entraram em guerras bárbaras e por isso Valcke quis dar um chute no nosso traseiro (ele não faz ideia sobre o quão importante o traseiro é para todos aqui nos trópicos). Por isso acreditaram (e acreditam) em doutrinas. Nada disso acontece por aqui. Lula fez um superávit primário maior do que Fernando Henrique. Jamais a esquerda europeia foi tão pragmática. Isso não ocorre somente junto a nossa elite política, isso é generalizado, é algo de toda a sociedade.

Brasil é Brasil, Alemanha é Alemanha. Jamais teremos um evento com organização germânica. Jamais a Alemanha fez um evento com o acolhimento, a simpatia e a vibração brasileiras. Não se pode exigir as mesmas coisas de países diferentes e nem por isso um fará eventos de sucesso e outro fracassará. Em qualquer Copa do Mundo, todos os brasileiros param de trabalhar no momento em que o Brasil joga. Não é assim na Alemanha e é justamente isso, essa paixão de nossa sociedade pelo futebol, que assegurará o sucesso de nossa Copa do Mundo.

Estive na África do Sul com minha mulher e os dois filhos mais velhos. Não tenho más recordações. Foi bom ver até mesmo a seleção de Dunga. Fizemos um safári, visitamos o Museu do Apartheid, fomos ao Cabo da Boa Esperança e a Table Mountain, visitamos Soweto e conhecemos a casa onde Nelson Mandela morou. Voltaríamos lá hoje, mesmo sem a justificativa de um grande evento. Tudo isso é parte do sucesso da Copa na África do Sul.

Quem acha que a nossa Copa será um fracasso está olhando para uma suposta falha do Estado, do governo. Quem sabe que será um sucesso está olhando para a sociedade. No Brasil, é a sociedade que ama o futebol: por isso vai assegurar que jamais um evento relacionado ao esporte bretão fracasse. Acordem, críticos. Acorde, Fifa. A nossa Copa será um enorme sucesso. Respeitem-nos: isso aqui é Brasil. Somos o país do futebol tal como confirmam nossos cinco títulos mundiais e um sem-número de conquistas. Quanto ao nosso traseiro, Valcke deveria ter conhecido há tempo as nossas dançarinas do “É o Tchan” e tantas outras mulheres que devem parte de seu sucesso e ascensão social ao bumbum. Isso só ocorre em uma sociedade que, de fato, leva o traseiro a sério.

Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de “A Cabeça do Brasileiro” e “O Dedo na Ferida: Menos Imposto. Mais Consumo”. E-mail: alberto.almeida@institutoanalise.com www.twitter.com/albertocalmeida

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Governo de SP pede que Ministério do Esporte retire obra do monotrilho de plano oficial da Copa

Aiuri Rebello
Do UOL, em São Paulo

  • Renato S. Cerqueira/Futura Press

    21.mai.2012 - Obras do monotrilho na Avenida Jornalista Roberto Marinho, em São Paulo21.mai.2012 – Obras do monotrilho na Avenida Jornalista Roberto Marinho, em São Paulo

O governo do Estado de São Paulo pediu em ofício enviado ao ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, e à ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que as obras da Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo fossem retiradas da Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo, documento firmado por União, Estados e cidades-sede que traz as obras que devem ser executadas para o torneio de 2014. A Linha 17-Ouro é um monotrilho que fará a ligação entre o aeroporto de Congonhas e a rede de trens metropolitanos da capital paulista.

O ofício foi enviado no início de novembro e partiu do gabinete do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). O pedido será analisado pelo Gecopa  (Grupo Executivo da Copa), que coordena as ações governamentais para o Mundial, e deve ser aprovado. Com a retirada das obras do monotrilho da Matriz, o governo paulista perderá R$ 1,082 bilhão em recursos federais de uma linha especial de financiamento da Caixa Econômica Federal criada exclusivamente para financiar obras de mobilidade urbana para a Copa. A obra tem custo total estimado em R$ 3,1bilhões.

O pedido de retirada da Matriz é uma manobra para que a obra não fique sem financiamento da União. A Matriz de Responsabilidades prevê que apenas recebam os recursos da Caixa obras prontas até o início do mundial. Com a retirada da Matriz, o governo paulista pode pedir outra linha de financiamento ao Ministério do Planejamento. De acordo com a pasta, a obra, assim que retirada da Matriz oficialmente, pode ser financiada com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade.

 

Moradores vivem entre escombros em favela de SP

Foto 15 de 19 – Crianças de 200 famílias das favelas Buraco Quente e Comando, na zona sul de São Paulo, convivem com escombros de casas desapropriadas Mais Leandro Moraes/UOL

No dia 22, o UOL Esporte noticiou que o governo havia admitido que a obra, a única sob responsabilidade do governo paulista para a Copa 2014, não ficaria pronta a tempo do mundial. A linha Linha 17-Ouro terá 17,7 quilômetros de extensão e 18 estações. Haverá conexões com as linhas 1-Azul (Estação Jabaquara), 4-Amarela (Estação São Paulo-Morumbi) e 5-Lilás (Estação Água Espraiada), bem como com a Linha 9-Esmeralda da CPTM (Estação Morumbi).

Sucessão de atrasos

O governo do Estado assumiu a responsabilidade de entregar a obra até a Copa em janeiro de 2010, quando a Matriz foi assinada. Em julho de 2011, a previsão passou a ser entregar dois terços da obra até meados de 2014. Já em novembro do ano passado, conforme também revelou o UOL Esporteo Estado passou a dizer que, a tempo para a Copa do Mundo, apenas pouco mais de um terço da linha, ou 7,7 quilômetros dos 17,7 quilômetros previstos, estariam prontos.

No dia 7 deste mês, em visita ao canteiro de obras, o governador Geraldo Alckmin admitiu que a obra não ficaria pronta a tempo.  “A obra será entregue no segundo semestre. Não é uma obra para a Copa do Mundo, mas para a cidade”, justificou o governador.

Datas e Versões I

Com a mudança do estádio da zona sul para a zona leste, o trecho estratégico da Linha 17 para a Copa do Mundo passou a ser a ligação do Aeroporto de Congonhas com a rede metroferroviária, passando por uma importante zona hoteleira. Este trecho estará pronto até a Copa

Nota do governo de SP, em 16.nov.2011

Idas e vindas

Em nota, a Secretaria de Transportes Metropolitanos afirma que a obra foi retirada da Matriz “porque os jogos deste torneio de futebol na capital paulista acontecerão no estádio que está em construção no bairro de Itaquera, zona leste da cidade — e não mais no Morumbi, como cogitado inicialmente”.

 

Datas e Versões II

Ainda que todos os esforços estejam sendo realizados para que a Linha 17-Ouro possa iniciar sua operação antes da Copa do Mundo, não é uma obra necessária para que o evento ocorra

Nota do governo de SP, em 27.nov.2012

“Ainda que todos os esforços estejam sendo realizados para que a Linha 17-Ouro possa iniciar sua operação antes da Copa do Mundo, não é uma obra necessária para que o evento ocorra”, afirma a pasta dos transportes. O governo de São Paulo afirma ainda que, em conjunto com a Prefeitura, investirá R$ 500 milhões em obras viárias no entorno do estádio do Corinthians para facilitar também o acesso de carro e ônibus.

No dia 16 de novembro de 2011 o governo do Estado, em nota ao UOL Esporte, afirmou que com a mudança do estádio da zona sul para a zona leste, o trecho estratégico da Linha 17 para a Copa do Mundo passou a ser a ligação do Aeroporto de Congonhas com a rede metroferroviária, passando por uma importante zona hoteleira.  Este trecho estará pronto até a Copa“.

E completou: “o cronograma atualizado prevê que apenas o primeiro trecho será entregue antes da Copa: serão oito estações entre Congonhas e a Estação Morumbi da CPTM, totalizando 7 km. Este trecho terá custo de R$ 1,881 bilhão. O financiamento da Caixa será utilizado neste primeiro trecho, com contrapartida do governo estadual de R$ 799 milhões. Os demais 10,7 km serão executados sem o financiamento federal. O contrato foi assinado em 30 de julho. O metrô aguarda apenas a licença de instalação para dar início às obras”.

Atrasos se espalham por cidades-sede

  • Governo Alckmin retira monotrilho da capital de Matriz da Copa. A previsão de entrega do primeiro trecho agora é para o 2º semestre de 2014

Planejamento falho

No dia 18, o UOL Esporte revelou que as duas obras de mobilidade urbana em Manaus, uma das 12 cidades-sede do mundial, também seriam retiradas da Matriz, pois não ficariam prontas a tempo da Copa. As obras têm custo estimado em R$ 1,3 bilhão e ainda não saíram do papel. De acordo com o Ministério dos Esportes, o pedido ainda não foi oficializado ao Gecopa.

No dia 28 de setembro, o governo federal confirmou que o a construção do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Brasília, outra das cidades-sede, havia sido retirado da Matriz a pedido do governo do Distrito Federal, já que também não ficaria pronto para o mundial. O VLT ligaria o aeroporto da capital ao Terminal da Asa Sul.

A obra, que tinha previsão de entrega para janeiro de 2014, não tem nova data para terminar. Do custo estimado de R$ 276,9 milhões, a obra teria um financiamento de R$ 263 milhões da Caixa. Agora, os recursos irão sair do PAC Mobilidade, de acordo com o Ministério do Planejamento.

Também foi retirado do documento o Corredor Expresso Norte-Sul em Fortaleza, um dos sete projetos da área de transporte urbano da cidade previstos inicialmente para o Mundial. A construção de corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Transport) em Salvador também foi excluída do planejamento para a Copa. Até agora, cinco projetos de mobilidade urbana previstos em 2010 não ficarão prontos até o início do mundial. Ao todo, 46 projetos nessa área ainda estão previstos para serem entregues até a Copa de 2014.

Obras para a Copa de 2014

Foto 1 de 200 – Gramado do Castelão (CE) é plantado no dia 19 de novembro de 2012 Divulgação

Dilma tenta impedir Teixeira de negar credenciais para inimigos

Ricardo Teixeira (direita)

Blog do Perrone

Com colaboração de Thales Calipo

O temor de que Ricardo Teixeira negue credenciais do Mundial a seus inimigos, como a Record, fez o Governo Federal endurecer a discussão com a Fifa sobre a Lei Geral da Copa, recém-assinada. O impasse retardou a assinatura.

O governo exige que a Fifa defina regras claras para o credenciamento, o que dificultaria as retaliações. Dilma Rousseff quer que a entidade estabeleça critérios objetivos para determinar quem ganha ou não credencial. A federação explicou que ela sempre teve autonomia para dizer se aceita um pedido de credenciamento sem dar maiores explicações. E não seria diferente no Brasil.

O blog não teve acesso à redação final do documento, porém, dois dias antes da assinatura, prevalecia a vontade da presidente. A base governista no Congresso Nacional, que vai examinar a lei, será orientada para tentar impedir a bancada da bola de deixar a lei ao gosto do presidente da CBF e do COL.

Dilma e seu estafe se inspiraram na famosa entrevista de Teixeira para a revista Piauí. O cartola falou que poderia fazer a maldade que quisesse na Copa e usou as credenciais como exemplo.

Leia mais em: O Esquerdopata: Dilma tenta impedir Teixeira de negar credenciais para inimigos
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Com obras atrasadas e insuficientes, aeroportos são o maior gargalo estrutural a mil dias da Copa

Até as projeções mais otimistas preveem sobrecarga nos aeroportos na Copa de 2014Até as projeções mais otimistas preveem sobrecarga nos aeroportos na Copa de 2014

Vinícius Segalla
Em São Paulo

No dia 30 de outubro de 2007, quando o Brasil foi oficialmente escolhido para organizar a Copa do Mundo de 2014, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil estaria, desde aquele momento até 2014, se preparando “para realizar uma das maiores Copas do Mundo da história”. Na mesma semana, o então presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi, pedia demissão, na esteira da crise do “Apagão Aéreo”, quando caos e filas em terminais, atrasos em massa e acidentes aéreos fatais faziam o país notar a urgência de se investir na ampliação e modernização de sua estrutura aeroportuária.

EM OBRAS DESDE 1995

  • DivulgaçãoO aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal (RN), está em obras desde 1995. Seu prazo de entrega é outubro de 2014, dois meses após o fim da Copa do Mundo LEIA MAIS

Quase quatro anos depois, quando a preparação do Brasil para receber a Copa, a mil dias da abertura do evento, vai ganhando ritmo, com as obras dos 12 estádios que receberão os jogos em pleno andamento, os aeroportos continuam sendo o principal gargalo estrutural do país.

Há obras que não saíram do papel, há outras que não ficarão prontas a tempo e há, ainda, aquelas que, mesmo sendo entregues antes de 2014, não serão suficientes para atender a demanda de aeronaves e passageiros. Se há um fator que preocupa as autoridades que organizam a Copa, chama-se aeroportos.

No último dia 14, o governo brasileiro lançou um balanço da preparação do país para a Copa, onde se lê: cinco dos 13 aeroportos das cidades-sedes para o Mundial ainda não iniciaram as obras. Belo Horizonte, Fortaleza, Manaus, Recife e Salvador são as cidades que ainda não tiraram do papel as obras nos aeroportos. No aeroporto de Guarulhos (SP), uma obra contratada em regime de emergência é alvo de questionamento pelo Ministério Público na Justiça Federal, e a batalha de liminares que se anuncia já paralisou a obra por três dias.

A situação é tão preocupante que o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado ao governo federal, divulgou um estudo que mostra, baseado em dados técnicos, que dez dos 13 aeroportos que estão recebendo investimentos podem não ser completamente finalizados para a Copa de 2014. Carlos Campos, coordenador de infraestrutura econômica do órgão, ressalta que os atrasos poderão ocorrer caso sejam mantidos os prazos médios para cumprimento das etapas de expansão.

Não é tarefa fácil. O próprio pesquisador afirma que o tempo médio de duração das intervenções em aeroportos, do projeto básico ao acabamento, é de sete anos e meio. São 12 meses de elaboração de projeto, nada menos que 38 meses para obtenção das licenças ambientais, mais seis meses em processos de licitação e outros 36 meses efetivamente trabalhando nas obras. Na fase de elaboração de projetos, encontram-se os terminais de Cuiabá (MT), Curitiba (PR) e Salvador (BA).

Já as obras no aeroporto de Manaus, por exemplo, cujo prazo de conclusão é dezembro de 2013, ainda estavam na etapa de projetos em 2010. Se tudo ocorrer dentro dos prazos médios observados no Brasil, as obras só ficarão prontas daqui a sete anos, em 2017, destaca a análise do Ipea.

O PLANO DE EXPANSÃO DOS AEROPORTOS

Cidade Capacidade em 2010* Capacidade em 2014* Variação (em %)
Manaus (AM) 2,3 5 100
Fortaleza (CE) 3 6 100
Brasília (DF) 10 18 80
Guarulhos (SP) 20,5 35 70,7
Salvador (BA) 10,5 10,5 0
Campinas (SP) 3,5 11 214,3
Cuiabá (MT) 1,6 2,8 75
Confins (MG) 5 8,5 70
Porto Alegre (RS) 4 8 100
Curtiba (PR) 6 8 33,3
Galeão (RJ) 18 26 44,4
Natal (RN) 1,9 1,9 0
Recife (PE) 8 8 0
Total 94,5 148,7 57,4
  • * Em milhões de passageiros por ano
  • Fontes: Infraero e Ipea

Investimentos crescem, mas obras não andam

O estudo do Ipea também destaca que a demanda no setor aéreo aumentou, em média, 10,2% ao ano no período de 2003 a 2010. Somente no biênio 2009-2010, a demanda cresceu 20,4%, subindo de 128 milhões de passageiros, em 2009, para 154 milhões em 2010. A projeção aponta um movimento em 2014 de 225,9 milhões de passageiros.

“Mesmo na ausência da Copa do Mundo, o Brasil precisaria investir muitos bilhões de reais apenas para atender ao atual ritmo de crescimento da economia e dos investimentos”, aponta Campos.

Visando a Copa, o governo federal assegurou à Infraero (estatal federal que admistra os aeroportos do país) R$ 5,6 bilhões para investir em 13 aeroportos de 2011 a 2014. Isso representa R$ 1,4 bilhão ao ano, um valor bem maior do que a média anual investida de 2003 a 2009 (R$ 430,3 milhões) e em 2010 (R$ 645,6 milhões).

Não será suficiente. Mesmo que fosse possível concluir os investimentos nos terminais de passageiros nos prazos previstos pela Infraero, a situação dos 13 aeroportos das cidades-sede da Copa de 2014 continuaria de sobrecarga. Quando se confronta a estimativa de crescimento da demanda (movimentação de passageiros) com as novas capacidades previstas para os terminais de passageiros, nota-se que, em 2014, dez estariam operando em situação crítica (acima de 100% da capacidade nominal).

Para agravar ainda mais o quadro, os recursos, ainda que disponíveis, não têm o condão de acelar o andamento das obras ao nível que os prazos exigem. De 2011 a 2014, a execução dos programas de investimentos em aeroportos realizou apenas 44% dos recursos previstos. Para o Ipea, “isso aponta para a necessidade de inadiável aprimoramento na gestão empresarial da Infraero”. Para o Brasil, quem quer que seja o culpado, o quadro atual aponta para a possibilidade de viver um caos aéreo em plena Copa do Mundo. Ainda é tempo de mudar.

Veja como estão as obras nos estádios

Foto 1 de 149 – Operários em greve protestam nos arredores do estádio Maracanã CELSO PUPO/FOTOARENA/AE

Confira quais são os grupos para as eliminatórias da Copa do Mundo 2014

Começou às 15h, na Marina da Glória, a solenidade do sorteio dos grupos das eliminatórias para o Mundial de 2014, no Brasil. Os mestres de cerimônia são o jornalista Tadeu Schmidt e a apresentadora Fernanda Lima, ambos da TV Globo. O evento começou com a exibição de um vídeo exaltando as belezas naturais do Rio.

– A Fifa confia no Brasil – declarou o presidente da entidade, Joseph Blatter, em seu discurso de abertura, em inglês, depois de ter feito a saudação às autoridades em bom português.

A presidente Dilma Rousseff enfocou seu rápido discurso nos avanços que o país tem conquistado em diversáas áreas.

– Hoje o Brasil é admirado muito mais do que por seu futebol, sua música e suas festas populares. Vocês todos encontrarão um país muito bem preparado para sediar a Copa do Mundo. Estamos fazendo a nossa parte para que a Copa de 2014 seja a melhor de todos os tempos. Estejam certos de que esse novo Brasil estará pronto para encantar o mundo em 2014. Os que nos derem o privilégio de nos visitar terão a oportunidade de conhecer um povo alegre, generoso, soidário e que sabe receber os outros de maneira calorosa. Sejam bem-vindos ao Brasil – afirmou a presidente.

O primeiro sorteio da tarde foi feito pelo secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke. E definiu os cruzamentos entre os continentes na repescagem: Ásia x América do Sul e Concacaf x Oceania ( clique aqui e leia mais ). Em seguida, subiram ao palco o capitão do pentacampeonato, em 2002, Cafu, e a jovem sensação do futebol brasileiro, Neymar.

– Se tu fizeres o mesmo que contra o Flamengo na quarta-feira, tua vaga está garantida, tá? – brincou a apresentadora Fernanda Lima, dirigindo-se a Neymar, que participou com Cafu, do sorteio dos grupos das eliminatórias da África.

ÁFRICA:

Inicialmente serão 12 duelos mata-mata, em ida e volta. Os vencedores desses confrontos avançam para a segunda fase, onde se juntarão aos outros 28 países da região. As 40 seleções serão divididas em dez grupos de quatro equipes, que se enfrentarão no formato todos contra todos em jogos de ida e volta. Os primeiros colocados dos dez grupos passam para a terceira fase, que terá cinco confrontos mata-mata. Os vencedores se classificam para a Copa de 2014.

mata-mata da primeira fase:

1 – Ilhas Seychelles x Quênia

2 – Guiné Bissau x Togo

3 – Djibuti x Namíbia

4 – Ilhas Maurício x Libéria

5 – Comoros x Moçambique

6 – Guiné Equatorial x Madagascar

7 – Somália x Etiópia

8 – Lesoto x Burundi

9 – Eritreia x Ruanda

10 – Suazilândia x República do Congo

11 – São Tomé e Príncipe x Congo

12 – Chade x Tanzânia

Grupos da segunda fase:

Grupo A: África do Sul, República Centro-Africana, Botsuana e Vencedor 7

Grupo B: Tunísia, Serra Leoa, Cabo Verde e Vencedor 6

Grupo C: Costa do Marfim, Gâmbia, Marrocos e Vencedor 12

Grupo D: Gana, Sudão, Zâmbia e Vencedor 8

Grupo E: Burkina Faso, Níger, Gabão e Vencedor 11

Grupo F: Nigéria, Malaui, Vencedor 1 e Vencedor 3

Grupo G: Egito, Zimbábue, Guiné e Vencedor 5

Grupo H: Argélia, Benin, Mali e Vencedor 9

Grupo I: Camarões, Líbia, Vencedor 2 e Vencedor 10

Grupo J: Senegal, Angola, Uganda e Vencedor 4

 

Em seguida, o ex-craque Zico e Lucas, revelação do São Paulo, sortearam a formação dos grupos da Ásia.

– O equilíbrio hoje é muito grande. Mas o Japão vai estar na Copa, sim – disse Zico, indagado se teria dado sorte ao país, com o qual tem fortes relações pelo trabalho que já realizou lá.

ÁSIA: 

Os primeiros e segundos colocados de cada grupo passarão para a quarta fase, onde serão divididos em dois grupos de cinco seleções.

Na quarta fase, os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam para a Copa do Mundo de 2014. Os dois terceiros colocados se enfrentarão em jogos ida e volta, e o vencedor passa à repescagem contra o quinto colocado das Eliminatórias da América do Sul. Quem vencer está na Copa.

– O equilíbrio é muito grande, não existe mais jogo fácil. Enfrentar o quinto da América do Sul vai ser muito difícil, então o jeito é brigar para estar entre os quatro. Mas acredito que o Japão vai estar aqui em 2014, sim – disse Zico, ex-técnico da seleção japonesa.

GRUPOS DA TERCEIRA FASE:

Grupo A – China, Jordânia, Iraque e Cingapura

Grupo B – Coreia do Sul, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Líbano

Grupo C – Japão, Uzbequistão, Síria e Coreia do Norte

Grupo D – Austrália, Arábia Saudita, Omã e Tailândia

Grupo E – Irã, Qatar, Bahrein e Indonésia

 

O sorteio da Concacaf (Américas do Norte, Central e do Caribe) teve as participações do tetracampeão Bebeto e do garoto Lucas Piazon, de 17 anos, já negociado pelo São Paulo com o Chelsea. Antes dele, apresentaram-se no palco a cantora Ana Carolina e o cantor Ivan Lins. E depois o show musical foi dedicado à Bossa Nova, com Daniel Jobim sendo acompanhado, no telão, por imagens de uma gravação histórica de 1967 de um dueto entre o pai dele, o maestro Tom Jobim, e o cantor americano Frank Sinatra.

CONCACAF: 

A segunda fase é formada por seis grupos de quatro seleções. Os vencedores passam à terceira fase, composta por três grupos com quatro seleções.

Os dois primeiros passam para a quarta fase, formando um grupo de seis times. Os três primeiros se classificam direto para a Copa de 2014. O quarto colocado vai para a repescagem contra o vencedor da Oceania.

GRUPOS DA SEGUNDA FASE

Grupo A: El Salvador, Suriname, Ilhas Cayman e República Dominicana

Grupo B: Trinidad e Tobago, Guiana, Barbados e Bermudas

Grupo C: Panamá, Dominica, Nicarágua e Bahamas

Grupo D: Canadá, São Kittis e Nevis, Porto Rico e Santa Lucia

Grupo E: Granada, Guatemala, São Vicente e Granadinas e Belize

Grupo F: Haiti, Antígua e Barbuda, Curaçao e Ilhas Virgens Americanas

GRUPOS DA TERCEIRA FASE

Grupo A: EUA, Jamaica, Vencedor do F e Vencedor do E

Grupo B: México, Costa Rica, Vencedor do B e Vencedor do A

Grupo C: Honduras, Cuba, Vencedor do C e Vencedor do D

Zagallo e o jogador do Vasco Felipe Bastos sortearam as chaves da Oceania.

– A Copa de 50 tinha que dar uma esquecida, porque foi o único país que perdeu (uma final) em casa e está na hora de mostrar o nosso valor e conquistar o hexa. Vamos vencer mesmo, desculpem os que não são brasileiros, mas o Brasil vai ganhar mais uma – disse Zagallo, campeão mundial em 58 e 62 como jogador, em 70 como técnico e em 94 como coordenador.

OCEANIA: 

As quatro seleções mais mal posicionadas no ranking da FIFA disputarão a primeira fase, em um torneio de todos contra todos entre os dias 21 e 26 de novembro. O vencedor desta primeira fase se junta a outras sete seleções para disputar a segunda fase, formada por dois grupos de quatro.

As duas primeiras colocadas de cada grupo avançam para a terceira fase, onde disputam um quadrangular de todos contra todos. O vencedor se classifica para disputar a repescagem contra o quarto colocado das Eliminatórias da América do Norte, Central e Caribe.

PRIMEIRA FASE:

Samoa Americana, Ilhas Cook, Samoa e Tonga

SEGUNDA FASE:

Grupo A: Vanuatu, Nova Caledônia, vencedor da primeira fase e Taiti

Grupo B: Fiji, Nova Zelândia, Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné

 

Antes do sorteio dos grupos da Europa, o último, Ivete Sangalo “acelerou” a plateia com alguns de seus hits, acompanhada pela Orquestra Sinfônica de Heliópolis.

O sorteio mais esperado, o da Europa, foi feito pelo jogador do Santos Paulo Henrique Ganso e pelo maior artilheiro das Copas, Ronaldo Fenômeno. As bolinhas indicaram um confronto de gigantes no grupo I: a campeã do mundo Espanha está na mesma chave da França, campeã em 1998.

EUROPA:

As seleções foram divididas em nove grupos – oito com seis times e um com cinco. Os nove vencedores de cada grupo estão classificados para a Copa do Mundo. Os oito melhores segundo colocados disputarão quatro mata-matas, com os vencedores também se classificando para a Copa.

Grupo A: Croácia, Sérvia, Bélgica, Escócia, Macedônia e Gales

Grupo B: Itália, Dinamarca, República Tcheca, Bulgária, Armênia e Malta

Grupo C: Alemanha, Suécia, Irlanda, Áustria, Ilhas Faroe e Cazaquistão

Grupo D: Holanda, Turquia, Hungria, Romênia, Estônia e Andorra

Grupo E: Noruega, Eslovênia, Suíça, Albânia, Chipre e Islândia

Grupo F: Portugal, Rússia, Israel, Irlanda do Norte, Azerbaijão e Luxemburgo

Grupo G: Grécia, Eslováquia, Bósnia-Herzegovina, Lituânia, Letônia e Liechtenstein

Grupo H: Inglaterra, Montenegro, Ucrânia, Polônia, Moldávia e San Marino

Grupo I: Espanha, França, Bielorrússia, Geórgia e Finlândia

 

A tabela de jogos das eliminatórias da América do Sul foi divulgada antes do início da cerimônia. O continente não tem sorteio porque é disputado em sistema de todos contra todos, em turno e returno. Em cada rodada uma seleção ficará de folga, já que são nove disputando o torneio. Na primeira rodada a Venezuela é o time que não joga. Argentina e Uruguai se enfrentam na nona rodada, no Uruguai, e na penúltima rodada, na Argentina. Na rodada final, os dois saem para enfrentar Chile e Bolívia, respectivamente

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