Seminário em BH: Rui Falcão convoca mobilização pela reforma política

Leia o discurso do presidente nacional do PT, Rui Falcão, durante o seminário realizado em Belo Horizonte

 

“Minas Gerais, a minha terra, a terra da presidenta Dilma, é o melhor lugar para dirigir algumas palavras, principalmente à nossa militância. Palavras simples, mas que devem reforçar nossa convicção de que os 10 anos de governo democrático e popular valeram a pena. Por isso mesmo, queremos continuar com este projeto, inaugurado pelo presidente Lula, e que a companheira Dilma, ao completar metade de seu mandato, já fez avançar.

Há quem diga que é possível fazer mais. São os nossos adversários, que sempre fizeram menos. E até aliados, que atuam junto conosco, também pensam assim. Mas é preciso saber com quem e para quem é possível fazer mais. Porque o nosso governo sabe e está fazendo: para o povo e com o povo.

A presidenta governa para todos, como é seu dever. Mas, com prioridade para aqueles que mais dependem de políticas públicas.

Foi assim que a presidenta Dilma, além de baixar a tarifa de energia, retirar os impostos da cesta básica, desonerar dezenas de setores da economia, aumentar o investimento público em infra-estrutura – medidas que, entre tantas, têm ajudado a proteger o País da grave crise mundial, ela diz que ainda há muito por fazer.

E que, a despeito das dificuldades da conjuntura, vai fazer mais pelo emprego, pela inclusão social, pela saúde, pela educação, pelas reformas estruturais. Enfim, fazer mais para o Brasil conti
uar se desenvolvendo de forma sustentável. Para que o povo continue a se orgulhar do nosso País.

Não por outra razão é que a companheira Dilma, em pronunciamento histórico ao ampliar a renda do Bolsa Família, afirmou que “o fim da miséria é só um começo”.

Companheiros e companheiras,

É prioridade do PT defender e dar sustentação aos nossos governos em todas as frentes de atuação.

À presidenta Dilma, aos nossos governadores e aos prefeitos e prefeitas, principalmente os de primeiro mandato.

As comemorações dos 10 anos de governo democrático e popular, que o Márcio Pochmann chama, com razão, de “o decênio glorioso”, mostram como o Brasil mudou. Ajudam a lembrar como era antes, para que a população não seja iludida com falsas promessas e velhos discursos, ainda que revestidos de novidade.

Há poucos dias, aliás, um senador pré-candidato a presidente disse que Dilma é “leniente com a inflação” e que “no governo do PSDB existia tolerância zero com a inflação. É muita cara de pau! Mas vamos aos fatos e comparemos: nos 8 anos de FHC, a média da inflação, medida pelo IPCA, foi de 9,24%. Nos oito anos do governo Lula, não passou de 5,78%. Nos dois anos do governo Dilma, a média foi de 6,17%. Se somarmos os governos Lula e Dilma, a média anual alcançou 6,04%. Os números mostram que a média do governo FHC foi 52% mais alta.

Vale a pena ver também a inflação acumulada. No governo tucano, do PSDB do senador aqui de Minas, a inflação do período chegou a 100,06%. Nos 10 anos dos nossos governos, atingiu 74%. E nem vamos comparar salários, emprego e distribuição de renda, porque aí é vexame demais para os tucanos!

O processo eleitoral foi antecipado pela oposição. E, quando digo oposição, quero me referir a este bloco conservador, integrado pelos tucanos, ex-comunistas, ex-pefelistas e coadjuvantes. Empenhados em recuperar as posições de onde foram desalojados, contam com aliados poderosos na mídia monopolizada e em aparatos do Estado, como altos funcionários do Judiciário e do Ministério Público.

Seu ataque mais recente voltou-se contra o presidente Lula, tentando envolvê-lo num processo forjado e sem fundamento. Nós o repelimos com veemência. O único “crime” cometido pelo presidente Lula foi ter melhorado a vida de milhões de brasileiros e brasileiras.

Preparar o PT para a disputa de 2014 também é tarefa nossa. É hora de mobilizar nosso partido para construir a reeleição da companheira Dilma, de nossos governadores e de ampliar nossas bancadas de parlamentares.

Para isso, é necessário estreitar nossa relação com os aliados sinceros. É preciso trabalhar em conjunto com os movimentossociais compromissados com o nosso projeto. É vital reforçar o diálogo com a população, nas ruas e nos seus locais de trabalho.

Desde sábado, nossa militância começou coleta de assinaturas para o projeto de iniciativa popular legislativa em defesa da Reforma Política. Ele propõe o financiamento público exclusivo, para acabar com a influência do poder econômico, combater a corrupção e baratear os custos das campanhas.

Defende também as listas partidárias, elaboradas democraticamente e com paridade entre homens e mulheres. Por fim, prevê a convocação de Assembléia Nacional Constituinte para realizar uma mudança ampla do sistema político eleitoral.

Convoco a todos e todas a se engajarem na campanha.

Estendo a convocação para que apoiemos a iniciativa de centenas de entidades – tendo à frente a CUT, a Fenaj e o Fórum Nacional para a Democratização da Comunicação – em defesa da ampliação da liberdade de expressão no Brasil. Trata-se de um projeto de lei para os serviços de comunicação social eletrônica, cujo objetivo é o de regulamentar os artigos da Constituição que permanecem letra morta desde 1988.

Para que a população possa informar-se e informar, para que a comunicação possa fluir sem o controle de poucas famílias, é urgente democratizar a comunicação no Brasil – a exemplo do que ocorre em dezenas de países.

Contra a censura e o pensamento único, defendemos o fim dos monopólios e oligopólios – proibidos pela Constituição. Queremos a convivência do sistema privado com um sistema estatal e um forte sistema público, comunitário-associativo e popular.

Enfim, uma regulação que contemple a promoção da diversidade regional, étnico-racial, de gênero, de classe social, etária e de orientação sexual na comunicação social eletrônica.

Companheiros e companheiras,

O favoritismo evidenciado nas pesquisas de opinião; a popularidade incontestável do PT, do presidente Lula e da presidenta Dilma são dados da realidade. Que nos gratificam e que nos motivam. Porém, nada disso garante a vitória antecipada. É preciso conquistá-la: com nosso programa, com nossas idéias, com nossas futuras candidaturas e, sobretudo, com muita luta.

Vamos a ela!

Viva Minas Gerais!

Viva a Dilma!

Viva o Lula!

Viva o PT!”

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DUAS LEITURAS IMPERDÍVEIS…

DUAS LEITURAS IMPERDÍVEIS PARA UM DOMINGO CHUVOSO E SEM GRAÇA: LEITURA 1: UMA AGENDA PARA O NOVO BATMAN… QUEM MATOU CRISTIANA??? ANTES QUE OS RANCOROSOS E DIREITOSOS DESINFORMADOS DIGAM QUE FOI O LULA OU O ZÉ DIRCEU… RECOMENDO QUE LEIAM.. COM CALMA…

Uma agenda para o Presidente Barbosa:
quem matou Cristiana ?

Cristiana Ferreira morreu envenenada

 DO BLOG CONVERSA AFIADA (PAULO HENRIQUE AMORIM)…
Gilmar tem mais a explicar sobre as menções a seu nome no valerioduto tucano, o esquema montado pelo publicitário Marcos Valério de Souza.
São muito claros os indícios de que o Ministro (Collor de) Mello queira assumir a Presidência do Senado no PiG (*), durante o recesso:Ao acusar o futuro presidente da Câmara de mentiroso.E ao acusar o Congresso de jogar um “faz de conta”.

Quando o ansioso blogueiro começou a ganhar a vida, na passagem do Governo Jânio para o do grande Presidente João Goulart, quando o dia estava franco, o chefe de reportagem mandava um foca ligar para o Almirante Pena Boto.

Tratava-se de almirante reformado, ultra-direitista, lacerdista radical, que dizia disparates, e oferecia a manchete que faltava ao jornal do dia seguinte.

Geralmente, o Almirante ia em cana por suas extravagâncias.

“Arruma aí uma cana para o Pena Boto, menino”, ordenava o Brandão.

Pena Boto fundou e foi presidente de uma Cruzada Anti-Comunista, na companhia do notório torturador Cecil Borer.

Uma das bandeiras do movimento era impedir a criação da Petrobrás.

Lutou contra a posse de JK e esteve bordo do Tamandaré com o presidente deposto, Carlos Luz, e o maior de todos os Golpistas, Carlos Lacerda.

O Marechal Lott acabou com a trama e deu posse ao Presidente do Senado, Nereu Ramos que, em seguida, passou ao presidente eleito pelo voto popular, JK.

Depois, Pena Boto tornou-se herói do Golpe que (Collor de ) Mello considera “um mal necessário”.

Esta breve digressão serve apenas para mostrar que há uma linha de consistência no Golpe.

São sempre os mesmos.

Com as mesmas bandeiras.

Hoje, a Cruzada não é contra o Comunismo.

É contra o PT.

De resto, só os nomes mudam.

Hoje, por exemplo, o Brandão, quando não tem manchete, deve dizer, “menino, liga aí pro Ministro”…

Só que o Ministro é Ministro e, não, Almirante.

Logo, ele é impune.

Pode dizer e fazer coisa.

O que ele não pode fazer, porém, é assumir a Presidência do Supremo.

Essa tem dono.

E, por isso, por confiar no papel Republicano que há de desempenhar o Presidente Barbosa, o ansioso blogueiro lembra de alguns itens que estão inevitavelmente na agenda Presidencial:

– a investigação da Privataria Tucana: o Gurgel já começou ? E o Cardozo, o Zé ?

– a legitimação das Operações Satiagraha e Castelo de Areia, para acabar com essa farra do boi: quando as provas são indiscutíveis, incineram-se as provas (na fogueira dos tribunais…);

– a convocação de outros membros fora-do-PiG para a Comissão que Ayres Britto criou no CNJ para tratar da censura à imprensa pela Justiça (o Gilmar Dantas (**), por exemplo, é mestre nessa arte – calar pela Justiça e, logo, pelo bolso ! Um democrata !);

– o julgamento do mensalão dos tucanos;

– por fim, a investigação e o julgamento sobre os autores e beneficiários da Lista de Furnas, também essa sobrevivente de uma longa batalha para anulá-la como prova. E o esclarecimento sobre quem matou (e mandou matar) a modelo Cristiana Aparecida Ferreira;

A propósito, o Presidente Barbosa poderia recorrer a essa corajosa reportagem de Maurício Dias e Leandro Fortes, na Carta Capital, onde despontam com raro brilho as estrelas de Gilmar Dantas (**) , seu Patrono e Guia, Fernando Henrique Cardoso, last but not least, o imaculado banqueiro:

Juiz? Não, réu


Por Mauricio Dias e Leandro Fortes, enviado a Belo Horizonte
Na quinta-feira 2, quando se iniciar o julgamento do chamado mensalão no Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes estará com sua toga ao lado dos dez colegas da corte. Seu protagonismo nesse episódio está mais do que evidenciado. Há cerca de um mês, o ministro tornou-se o assunto principal no País ao denunciar uma suposta pressão do ex-presidente Lula para que o STF aliviasse os petistas envolvidos no escândalo, “bandidos”, segundo a definição de Mendes.

O ministro do STF na lista dos beneficiários do esquema

À época, imaginava-se que a maior preocupação do magistrado fosse a natureza de suas relações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o ex-senador Demóstenes Torres. Mas isso é o de menos. Gilmar Mendes tem muito mais a explicar sobre as menções a seu nome no valerioduto tucano, o esquema montado pelo publicitário Marcos Valério de Souza para abastecer a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais em 1998 e que mais tarde serviria de modelo ao PT.
O nome do ministro aparece em uma extensa lista de beneficiários do caixa 2 da campanha. Há um abismo entre a contabilidade oficial e a paralela. Azeredo, à época, declarou ter gasto 8 milhões de reais. Na documentação assinada e registrada em cartório, o valor chega a 104,3 milhões de reais. Mendes teria recebido 185 mil.A lista está metodicamente organizada. Sob o enunciado “relatório de movimentação financeira da campanha da reeleição do governador Eduardo Brandão de Azeredo”, são perfilados em ordem alfabética doadores da campanha e os beneficiários dos recursos. São quase 30 páginas, escoradas em cerca de 20 comprovantes de depósitos que confirmam boa parte da movimentação financeira. Os repasses foram feitos por meio do Banco de Crédito Nacional (BCN) e do Banco Rural, cujos dirigentes são réus do “mensalão” petista.

Esse pacote de documentos foi entregue na quinta-feira 26 à delegada Josélia Braga da Cruz na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Além de Mendes, entre doadores e receptores, aparecem algumas das maiores empresas do País, governadores, deputados, senadores, prefeitos e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A papelada desnuda o submundo das campanhas eleitorais inalcançado pela Justiça. Há registros de doações de prefeituras, estatais e outros órgãos públicos impedidos por lei de irrigar disputas políticas.

Os pagamentos foram feitos pela SMP&B Comunicação, empresa do ecumênico Marcos Valério de Souza. Todas as páginas são rubricadas pelo publicitário mineiro, com assinatura reconhecida em cartório no final do documento datado de 28 de março de 1999. Há ainda uma declaração assinada por Souza de 12 de setembro de 2007 e apresentada à Justiça de Minas Gerais. Souza informa um repasse de 4,5 milhões de reais a Azeredo.

Intitulado “Declaração para fins de prova judicial ou extrajudicial”, o documento de apresentação assinado pelo publicitário afirma que o depósito milionário a favor de Azeredo foi feito “com autorização” dos coordenadores financeiros da campanha tucana Cláudio Roberto Mourão e Walfrido dos Mares Guia. As origens da quantia, diz o texto, são o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), Banco Rural, Comig (atual Codemig, estatal de infraestrutura mineira), Copasa (companhia estadual de saneamento), Loteria Mineira (estatal de loterias) e as construtoras Andrade Gutierrez e ARG, “conforme declaração de reembolso assinada pelo declarante”.

Segundo a papelada, Souza afirma ter elaborado a lista em comum acordo com Mourão, principal tesoureiro da campanha de Azeredo, no mesmo dia 28 de março de 1999 que consta ao lado de sua assinatura. Chamada formalmente de “relatório de movimentação financeira”, a lista teria sido montada “sob a administração financeira” das agências SMP&B Comunicação e  DNA Propaganda. No fim, o publicitário faz questão de isentar o lobista Nilton Monteiro, apontado como autor da famosa lista de Furnas, de ter participado da confecção do documento.

Monteiro provavelmente tem alguma ligação com a história. Há muitas semelhanças entre os dois documentos. A lista de Furnas, cuja autenticidade foi comprovada pela perícia técnica da Polícia Federal, igualmente trazia uma lista de nomes de políticos, a maioria do PSDB e do ex-PFL (atual DEM), todos beneficiados por recursos de caixa 2. Além de Monteiro, assinava o documento Dimas Toledo, ex-diretor de Furnas, que até hoje nega ter rubricado aqueles papéis. A diferença agora são os comprovantes de depósitos, as autenticações em cartório e uma riqueza de detalhes raramente vista em documentos desse tipo.

Quem entregou a papelada à Polícia Federal foi Dino Miraglia Filho, advogado criminalista de Belo Horizonte. Miraglia chegou à lista por conta de sua atuação na defesa da família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada por envenenamento seguido de estrangulamento em um flat da capital mineira, em agosto de 2000. Filha de um funcionário aposentado da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Cristiana, de 24 anos, tinha ligações com diversos políticos mineiros. No inquérito policial sobre o crime, é descrita como garota de programa, mas os investigadores desconfiam que sua principal ocupação fosse entregar malas de dinheiro do valerioduto mineiro. Na lista assinada por Souza, ela aparece como beneficiária de 1,8 milhão de reais, com a seguinte ressalva: “Via Carlos Eloy/Mares Guia”.

Carlos Eloy, ex-presidente da Cemig entre 1991 e 1998, foi um dos coordenadores da campanha de reeleição de Azeredo. É um dos principais envolvidos no esquema e, segundo Miraglia, pode estar por trás do assassinato de Cristiana Ferreira. “Não tenho dúvida de que foi queima de arquivo”, acusa o advogado.

Mares Guia foi ministro do Turismo no primeiro governo Lula e coordenou a fracassada campanha à reeleição de Azeredo. Apontado como ex-amante da modelo, o ex-ministro chegou a ser arrolado como testemunha no julgamento de Cristiana, em 2009, mas não compareceu por estar em viagem aos Estados Unidos. Na ocasião, o detetive particular Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho foi condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato. Desde então, está foragido. “Não há nenhum esforço da polícia mineira em prendê-lo, claro”, diz Miraglia.

Na lista, Eloy aparece quase sempre como intermediário dos pagamentos do caixa 2 operado pelo publicitário, mas não deixa de se beneficiar diretamente. Há quatro depósitos registrados em seu nome no valor total de 377,6 mil reais. Os intermediários dos pagamentos a Eloy, segundo a documentação, foram Mourão, Mares Guia, Azeredo, o senador Clésio Andrade (PMDB-MG) e uma prima do tesoureiro, Vera Mourão, funcionária do escritório de arrecadação do ex-governador tucano.

Mares Guia, além de aparecer como intermediário de quase todos os pagamentos, consta como beneficiário de 2,6 milhões de reais. Sua mulher, Sheila dos Mares Guia (116 mil reais, “via Eduardo Azeredo/Mares Guia), e seu filho, Leonardo dos Mares Guia (158 mil reais, “via Eduardo Azeredo/Mares Guia”), são citados. Na mesma linha segue Clésio Andrade. Presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Andrade foi vice-governador do estado no primeiro governo do atual senador Aécio Neves e aparece como intermediário de centenas de pagamentos.

O documento tem potencial para tornar a situação de Azeredo, hoje deputado federal, ainda mais crítica. O processo do valerioduto mineiro está no Supremo sob a guarda do relator Joaquim Barbosa. Ao contrário de seu similar petista, foi desmembrado para que somente os réus com direito a foro privilegiado, Azeredo e Andrade, sejam julgados na mais alta corte. O destino dos demais envolvidos está nas mãos da 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Na denúncia apresentada ao STF em novembro de 2007 pelo ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, o ex-governador Azeredo é acusado de ser “um dos principais mentores e principal beneficiário do esquema implantado”. O deputado tucano foi denunciado por peculato (apropriação de dinheiro por funcionário público) e lavagem de dinheiro. “Embora negue conhecer os fatos, as provas colhidas desmentem sua versão defensiva”, aponta Souza na denúncia. “Há uma série de telefonemas entre Eduardo Azeredo e Marcos Valério, demonstrando intenso relacionamento do primeiro (Azeredo) com os integrantes do núcleo que operou o esquema criminoso de repasse de recursos para a sua campanha.”

O ex-procurador-geral chamou o esquema mineiro de “laboratório do mensalão nacional”. Outro citado pelo Ministério Público Federal é Danilo de Castro, secretário estadual no governo Aécio Neves e no mandato do sucessor, o também tucano Antonio Anastasia. Castro teria recebido, via Clésio Andrade e Azeredo, 350 mil reais. As origens dos recursos teriam sido a Cemig, a Comig e a Copasa.

Somam-se 35 registros de valores arrecadados a partir de órgãos públicos no valor de 14,4 milhões de reais. Apenas do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), que Azeredo privatizaria ainda em 1998, saíram 1,2 milhão de reais para a campanha, segundo a lista do publicitário. A Petrobras teria repassado 1,3 milhão de reais, dos quais 157 mil reais foram desviados do patrocínio do Enduro Internacional da Independência, um evento de motociclismo.

A lista encadeia ainda uma arrecadação total de 530 mil reais feita por prefeituras mineiras comandadas por tucanos e aliados (Governador Valadares, Juiz de Fora, Mariana, Ouro Preto e Ponte Nova). De Juiz de Fora vieram 100 mil reais repassados pelo prefeito Custódio de Mattos, que teve um retorno interessante do investimento. Como beneficiário do esquema, Mattos recebeu 120 mil reais, segundo a lista, embora seu nome apareça em um dos depósitos do Banco Rural com um valor de 20 mil reais. A discrepância, nesse e outros casos, acreditam os investigadores, pode se dever a saques feitos na boca do caixa.

Quem desponta na lista de doadores, sem nenhuma surpresa, é o banqueiro Daniel Dantas. Foram 4,2 milhões de reais por meio da Cemig. Desses, 750 mil reais chegaram “via Daniel Dantas/Elena Landau/Mares Guia” numa rubrica “AES/Cemig”. O dono do Opportunity aparece ainda no registro “Southern/Cemig” (590 mil reais) ao lado de Elena Landau e Mares Guia, e seu banco é citado num repasse de 1,4 milhão de reais via Telemig Celular.

Elena Landau foi uma das principais operadoras das privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso. Casada com o ex-presidente do Banco Central Pérsio Arida, ex-sócio do Opportunity, foi diretora de desestatização do BNDES. E uma das representantes do grupo Southern Electric Participações do Brasil, consórcio formado pela Southern, AES e Opportunity. O banco de Dantas adquiriu, com financiamento do BNDES, 33% das ações da Cemig em 1997.

O documento entregue à PF lista um total de 13 governadores e ex-governadores beneficiários do esquema, dos quais sete são do PSDB, quatro do ex-PFL e dois do PMDB. Os tucanos são Albano Franco (SE, 60,8 mil reais), Almir Gabriel (PA, 78 mil reais), Dante de Oliveira (MT, já falecido, 70 mil reais), Eduardo Azeredo (MG, 4,7 milhões de reais), José Ignácio Ferreira (ES, 150 mil reais), Marconi Perillo (GO, 150 mil reais) e Tasso Jereissati (CE, 30 mil reais). Do ex-PFL são listados César Borges (BA, 100 mil reais), Jaime Lerner (PR, 100 mil reais), Jorge Bornhausen (SC, 190 mil reais) e Paulo Souto (BA, 75 mil reais). Do PMDB constam Hélio Garcia (MG, 500 mil reais) e Joaquim Roriz (DF, 100 mil reais).

Na distribuição política, os intermediários, segundo a lista, são quase sempre Azeredo ou Pimenta da Veiga, ex-ministro das Comunicações e um dos coordenadores das campanhas presidenciais de FHC em 1994 e 1998. Pimenta da Veiga aparece no documento como destinatário de 2,8 milhões de reais para a “campanha de Fernando Henrique Cardoso”. O ex-presidente está na lista em outra altura, ao lado do filho, Paulo Henrique Cardoso. À dupla, diz a lista do valerioduto, teria sido repassado o valor de 573 mil reais, “via Eduardo Azeredo e Pimenta da Veiga”. Eduardo Jorge, ex-ministro e grão-tucano, teria recebido 1,5 milhão de reais.

Parlamentares não faltam. A começar pelo deputado Paulo Abi-Ackel, a quem foram destinados 100 mil reais, segundo registro do documento. Seu pai, o ex-deputado e ex-ministro da Justiça Ibrahim Abi-Ackel, aparece como destinatário de 280 mil reais. Entre os locais estão os deputados estaduais Alencar Magalhães da Silveira Junior (PDT), com um registro de pagamento de 10 mil reais, e Ermínio Batista Filho (PSDB), com 25 mil reais. Melhor sorte parece ter tido o ex-deputado tucano Elmo Braz Soares, ex-presidente do Tribunal de Contas de Minas Gerais. Soares, também registrado nos depósitos da SMP&B, teve direito a uma bolada de 145 mil reais.

As benesses do valerioduto mineiro alcançaram lideranças nacionais do tucanato. Um deles foi o ex-senador Arthur Virgílio Filho, do Amazonas. Pela lista de Marcos Valério, Virgílio recebeu 90,5 mil reais do esquema. Outro tucano, o ex-senador Antero Paes de Barros (MT), ex-presidente da CPI do Banestado, aparece como beneficiário de 70 mil reais. Também consta da lista o ex-senador Heráclito Fortes (DEM-PI), conhecido por ter liderado a bancada de Daniel Dantas no Senado. O parlamentar piauiense teria recebido 60 mil reais. O petista  Delcídio Amaral (MS), ex-presidente da CPI dos Correios, teria embolsado 50 mil reais.

As acusações também atingem o Judiciário mineiro. São citados quatro desembargadores no documento, todos como beneficiários do esquema. Corrêa de Marins (55 mil reais) foi corregedor regional eleitoral, vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral e presidente do Tribunal de Justiça. Faleceu em 2009. Rubens Xavier Ferreira (55 mil reais) presidiu o TJ-MG entre 1998 e 2000. Ângela Catão (20 mil reais) era juíza em 1998 e foi investigada por crimes de corrupção e formação de quadrilha pela Operação Pasárgada, da PF. Apesar disso, foi promovida a desembargadora do Tribunal Regional Federal de Brasília em 2009. A magistrada é acusada de ter participado de desvios de recursos de prefeituras de Minas e do Rio de Janeiro. Também juíza à época da confecção da lista, Maria das Graças Albergaria Costa (20 mil reais) foi do TRE de Minas e atualmente é desembargadora do TJ-MG. Dos tribunais superiores, além de Mendes consta o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nilson Naves (58,5 mil reais).

Um dado a ser considerado é o fato de que, em janeiro de 2009, Mendes ter concedido o habeas corpus que libertou Souza da cadeia. Também foi libertado, no mesmo ato, Rogério Lanza Tolentino, que aparece na lista do valerioduto como beneficiário de 250,8 mil reais “via Clésio Andrade/Eduardo Azeredo”. O ministro do Supremo entendeu que o decreto de prisão preventiva da dupla não apresentava “fundamentação suficiente”.

Chamam a atenção alguns repasses a meios de comunicação. Entre os beneficiários da mídia aparecem a Editora Abril, destinatária de 49,3 mil reais “via Clésio Andrade/Usiminas/Mares Guia”, e Grupo Abril, com o mesmo valor, mas sem a intermediação da Usiminas. Há ainda um registro de 300 mil reais para a Bloch Editora, assim como um de 5 mil reais para o Correio Braziliense. O principal jornal de Brasília não é o único beneficiário do grupo Diários Associados. O jornal Estado de Minas recebeu 7 mil reais, assim como o jornal mineiro O Tempo (76 mil reais), de propriedade do ex-deputado tucano Vittorio Medioli que, como pessoa física, segundo a lista, recebeu 370 mil reais.

As novas informações encaminhadas à Polícia Federal, acredita Miraglia, não só poderão levar à reabertura do caso da morte da modelo como podem ampliar a denúncia do valerioduto tucano. O grupo sem foro privilegiado, sobretudo os intermediários do esquema, ficam mais vulneráveis a condenações na Justiça comum, como é o caso de Mourão e de sua assistente, Denise Pereira Landim, beneficiária de 527,5 mil reais, segundo o documento.

Nos bons tempos, os dois se divertiam alegremente em passeios de iate ao lado de Cleitom Melo de Almeida, dono da gráfica Graffar, fornecedora de notas frias do esquema. Almeida aparece como beneficiário de 50 mil reais. A Graffar, de 1,6 milhão de reais

 

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

Leia também >>>>O “republicanismo”, o punitivismo rastaquera e as derrotas ideológicas

Joaquim Barbosa já pode avocar processo da “Lista de Furnas”

Comprovação da conexão entre o processo que apura a “Lista de Furnas”, em tramitação na TRF/RJ, e o inquérito 3530 muda cenário político

 

No meio do turbilhão causado pela intenção de Marcos Valério de incluir-se nos benefícios da “delação premiada”, surge um novo fato que deverá aquecer ainda mais o clima político no País, pois o processo que “dormia” há mais de 4 anos na Justiça Federal Carioca deverá, ainda nesta semana, subir para o STF- Supremo Tribunal Federal, após o advogado Dino Miraglia do denunciante Nilton Monteiro ter argüido a conexão entre o inquérito 3530, que apura os crimes praticados por Eduardo Azeredo, Clesio Andrade e  Walfrido dos Mares Guia, e o processo da “Lista de Furnas”, já que os crimes envolvem as mesmas partes e um fato é consequência do outro.

O inquérito 3530 apura incêndio criminoso e oito tentativas de homicídios contra familiares do denunciante do esquema, Milton Monteiro, que mesmo sem qualquer julgamento ou condenação permaneceu por meses preso, através de um esquema montado para desacreditá-lo perante a opinião pública. Monteiro foi o autor de denúncias envolvendo as principais lideranças do PSDB mineiro e nacional.

Foi com base nas denúncias e documentos apresentados por Monteiro que se iniciaram as investigações que culminaram com o processo do “Mensalão tucano mineiro” e a “Lista de Furnas”. Procedimentos que deveriam já há muito tempo, segundo juristas, andar juntos, pois ambos ocorreram em período eleitoral com o pretexto de financiar campanhas políticas e foram praticadas pelas mesmas pessoas.

 Embora a grande imprensa insista em afirmar que Marcos Valério procurou a PGR para denunciar apenas o esquema montado pelo PT, sabe-se que o mesmo, na verdade, pretende evitar o que ocorreu em relação ao processo do Mensalão do PT, onde se propôs a colaborar somente ao final, embora seu advogado Marcelo Leonardo insista na tese que seu cliente foi réu colaborador. Assim como em relação ao Mensalão do PT, Marcos Valério é o pivô do “Mensalão Tucano” e nova condenação seria fatal.

A decisão do Ministro Joaquim Barbosa a respeito do pedido de conexão é aguardado para as próximas horas.

Movimentação do Inquérito 3530 no STF- Supremo Tribunal Federal

Operação Saint Michel prende em SP, GO e DF

DESDOBRAMENTO DA MONTE CARLO, MOVIMENTAÇÃO POLICIAL COMEÇOU NAS PRIMEIRAS HORAS DA MADRUGADA; FORAM PRESOS SUSPEITOS DE LIGAÇÕES COM O ESQUEMA DO CONTRAVENTOR CARLINHOS CACHOEIRA; CLÁDIO ABREU, EX-DIRETOR DA DELTA ENGENHARIA, DE FERNANDO CAVENDISH, É UM DOS CAPTURADOS; TAMBÉM O VEREADOR WESLEY SILVA, DE ANÁPOLIS; CAVENDISH RENUNCIOU À PRESIDÊNCIA DA DELTA
Goiás 247 – Operação da Polícia Civil e Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira o ex-diretor da Delta em Goiás, Claudio Abreu, e também o vereador na cidade de Anápolis, Wesley Silva (PMDB). Ambos são ligados ao grupo de Carlos Cachoeira e as prisões são desdobramento da Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira em 29 de fevereiro.
As duas ações tiveram procedimentos simultâneos e semelhantes. Em Anápolis, a PF apreendeu documentos e computadores do gabinete do vereador Wesley Silva, considerado um dos nomes ligados ao esquema da Delta e bastante ligado politicamente a Carlos Cachoeira.
As acões atendem a mandados do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) de busca e apreensão e de prisão em Goiânia e Anápolis. Contam com o apoio do MP goiano e, segundo o jornal O Popular, na capital são realizadas em três unidades de um condomínio horizontal de luxo da capital e um apartamento no Jardim América. As informações são de que um ex-diretor da Construtora Delta e outras duas pessoas teria sido presas.
Esta operação demorou mais tempo e somente por volta das 9h30 a polícia entrou no condomínio em Anápolis, realizando busca e apreensão de documentos e máquinas do ex-nome forte da Delta em Goiás. Abreu acompanhou toda a operação da polícia do lado de fora da sua residência. Ao final, foi lhe dada voz de prisão. Claudio não esboçou qualquer reação e acompanhou os policiais.

Minas Gerais – IV Encontro do Mandato Reginaldo Lopes reúne mais de mil apoiadores de 236 cidades de todo o Estado.

Cerca de 1100 apoiadores entre prefeitos, vices, vereadores, lideranças e militantes de 236 cidades mineiras participaram do IV Encontro do Coletivo Estadual do Mandato do deputado federal Reginaldo Lopes, onde, juntamente com os movimentos Articulação Democrática e Movimento Ação e Identidade Socialista (MAIS), foi lançado o Manifesto “Sou Mais Articulação Democrática”, tendência interna do PT-MG. O evento aconteceu neste final de semana, 10 e 11 de março no Sesc venda Nova em Belo Horizonte, e debateu os temas “Os desafios de um novo Brasil” e o “PT para os próximos 30 anos”, além da prestação de contas da atuação parlamentar do deputado.
Na abertura, prestigiaram o evento o presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia (PT-RS); o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Fernando Pimentel (PT-MG); o líder do PT na Câmara Jilmar Tatto (PT-SP); o prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB-MG); o deputado federal Miguel Corrêa (PT-MG) e o deputado estadual Paulo Lamac (PT-MG).
Bastante empolgado, Maia saudou Lopes falando da honra e da satisfação de voltar a Minas Gerais. “Eu saio daqui com a energia renovada, a gente fica muito tempo em Brasília por conta das articulações políticas e acaba perdendo o contato direto com as bases e militantes. Continuem fazendo com que essa energia transforme cada vez mais o deputado Reginaldo, num deputado lutador e comprometido com as causas sociais”, conclamou.
Momento histórico para a educação brasileira, o presidente da Câmara aproveitou e, pela primeira vez, anunciou que nesta semana irá criar a Comissão Especial que discutirá a Reformulação do Ensino Médio no Brasil, requerimento feito por Lopes. “Como se costuma dizer no sul, o Reginaldo é uma carne de pescoço, porque ele tem proposta, vai atrás, passa todos os dias no meu gabinete para apresentar uma demanda, ele está sempre preocupado com as questões de Minas, mas também com os problemas nacionais, como a bandeira de reformulação do ensino médio que ele tem levantado”.
Dentro do tema debatido na abertura: “Os desafios de um novo Brasil”, Maia ressaltou as enormes transformações políticas e sociais produzidas no Brasil a partir do Governo Lula e agora com a presidenta Dilma Rousseff. “O PT e os partidos aliados foram responsáveis por produzir a maior transformação política, econômica, social e cultural da história do país. O Brasil tem estabilidade econômica, reconhecimento internacional na política de distribuição de renda e não deve nada para o FMI”. Como desafios, o parlamentar acredita que o PT precisa consolidar a sua organização e estrutura em todos os municípios brasileiros, precisa aprofundar de forma definitiva as políticas sociais, fazendo com que elas se transformem em políticas permanentes que resgatem a dignidade do povo, que organizem a sociedade, precisa perseguir o caminho de consolidação da democracia, fazendo com que a estrutura política brasileira responda a esse novo tempo.
Seguindo a mesma linha, o ministro Fernando Pimentel afirmou que, a partir de Lula e Dilma, o Brasil implantou um modelo inédito de desenvolvimento econômico. “Nós somos um país que cresce distribuindo renda e o que puxa o crescimento do Brasil é o avanço do mercado interno. A camada da população com renda mais baixa agora pode comprar eletrodomésticos, viajar e ter acesso aos benefícios sociais como o Bolsa Família. Conseguimos incluir 40 milhões de brasileiros na classe média”.
Além da economia, Pimentel destacou o desafio político de fazer alianças importantes “como se fez em BH para a prefeitura e vamos fazer de novo agora”. Segundo o mesmo, essas duas provocações têm resposta no campo prático que é melhorar o processo de formação dos nossos jovens. “Por isso, a iniciativa do mandato do Reginaldo é tão importante, educação é a chave para tudo. Não teremos economia competitiva se não houver educação de qualidade. Não saberemos fazer política se não tivermos jovens bem formados e por isso eu aposto tanto na luta da juventude que eu vejo aqui no mandato do Reginaldo”.
O prefeito de BH Marcio Lacerda fez questão de prestigiar o encontro que, para ele, reflete e confirma a ampla liderança de Reginaldo Lopes. “Esta participação intensa de lideranças demonstra sua capacidade de articulação com sabedoria e que, ao longo desse tempo da nossa convivência, eu pude acompanhar de perto. Certamente eu tenho o privilégio de ter comigo na prefeitura mais de 900 companheiros do PT que são fundamentais na construção de uma Belo Horizonte melhor”, completou.
Já Jilmar Tatto enfatizou a preocupação com a reforma política e a necessidade de se fazer um amplo debate sobre o financiamento público de campanha, “porque não dá pra fazer disputa política e ganhar quem tem mais dinheiro.
 Outro ponto que o líder da Câmara destacou é o investimento em Educação, “que tem muito a ver com a atuação de Reginaldo Lopes”. “O país muda se investir da creche à pós-graduação, preparando a juventude para o mercado de trabalho. E Reginaldo é o centro dessa mudança porque ele iniciou o debate na Câmara sobre políticas públicas de juventude, ele debateu o crack que tem matado os jovens no Brasil, ele propôs uma reformulação do ensino no país. Porque é jovem, porque pensa como jovem e sabe que o jovem tem que atuar hoje, porque o futuro do país é agora”.
 
Sou Mais Articulação Democrática
Dentro da programação houve o lançamento do Manifesto “Sou MAIS Articulação Democrática”, lido pelo representante da Articulação Democrática e membro da executiva estadual do PT, Cristiano da Silveira: “É hora de derrubar os muros que vem, há alguns anos, nos dividindo e construirmos as pontes para nossa vitória no Estado! É momento de darmos ao povo de Minas Gerais o direito de conhecer o modo petista de governar, onde a democracia será exercida de forma plena, os direitos respeitados, os movimentos sociais ouvidos, as políticas sociais implementadas no ensejo das necessidades de nossa gente, a recuperação do protagonismo de nosso estado no cenário social, cultural e econômico. Temos a oportunidade de apresentar algo realmente novo, que não seja apenas uma embalagem construída pela mídia, mas que conheça a alma de Minas Gerais, de seus sertões a suas montanhas, de sua capital aos menores municípios do interior. Devemos ser verdadeiramente o espírito do povo mineiro”, diz parte do texto.
Representando o MAIS, Leonardo Koury afirmou que o grupo acredita numa luta coletiva e plural, em busca de uma sociedade igualitária e livre. “Foi em Minas Gerais que nasceram as diretrizes que geraram o Prouni, o Primeiro Emprego, a reforma do Ensino Médio. Entre a juventude do Jornal Nacional e da Malhação, eu fico com a juventude do PT que é de luta”, declarou.
A secretária estadual de Combate ao Racismo e presidente do Centro de Referência da Mulher Negra de Minas, Mônica Aguiar, disse que o lançamento do Manifesto representa muito mais do que a organização de um movimento, “ele representa a luta e o anseio de um movimento, de uma vanguarda que deseja o melhor para a sociedade”. Para ela, é preciso continuar atuando porque somente com a interlocução com a sociedade e com os movimentos sociais é que vamos contribuir com a implementação de políticas públicas, seja reparatória, de mulheres ou de juventude.
Encerrando o ato, Reginaldo Lopes disse acreditar que o Manifesto tem o enorme desafio de unificar o PT no Estado que, desde 2008, tem grandes divergências. “Para o PT caminhar para frente precisa de uma grande unidade partidária. E ela não nascerá das lideranças e sim da vontade dos militantes”. Segundo o deputado, é preciso fazer a transição de gerações e um grande encontro geracional, fundamental para que o partido sobreviva aos próximos 100 anos. “Temos a grande simpatia da população e precisamos ir ao encontro dessa sociedade petista. Esses são nossos grandes desafios e a Articulação Democrática precisa saber contribuir efetivamente para isto”.
Ainda segundo Lopes, Minas vive uma falsa realidade de desenvolvimento, já que o estado deve R$ 70 bilhões e está totalmente desindustrializado, a mercê de uma economia primária, baseada no minério. “Se tirarmos o minério caímos de terceira para a 14ª economia do país”. Cabe ao PT de Minas debater a realidade para mudar a conjuntura e evitar que o projeto antigo tenha sucesso. O PT deve fazer uma aliança programática com os mineiros, sendo o interlocutor dos grandes investimentos para Minas, caso contrário teremos muita dificuldade eleitoral”, acrescentou.
“Estou convencido que os instrumentos que nós temos para retomar o crescimento do Estado pertencem ao Governo Federal. São nossas Universidades e Institutos Federais, as pesquisas dos nossos educadores, somado a nossa base política, aos interesses dos trabalhadores e aos interesses dos empresários mineiros que não estão convictos do papel do PSDB na condução do estado. Vamos produzir grandes debates e polêmicas, eleger o maior número de vereadores, prefeitos e vices para ajudar nessa nova construção partidária e de um novo futuro para Minas Gerais”, finalizou.

Pronunciamento da Coordenação Nacional da Esquerda Popular Socialista – EPS – acerca dos ataques sofridos pelo deputado estadual Rogério Correia, do Partido dos Trabalhadores, seção MG


Em nome da Coordenação Nacional da tendência interna do PT, EPS, reunida em 25 de Janeiro, Porto Alegre (RS), manifesto nossa integral solidariedade ao companheiro Rogerio Correia, vítima de ataque direto por parte de lideranças nacionais do PSDB e do DEM, visando – inclusive – abrir pretextos para cassação de seu mandato parlamentar.

Líder reconhecido do bloco de parlamentares que fazem oposição ao governo tucano em Minas Gerais, referência positiva do sindicalismo combativo e dos movimentos sociais desse estado, Rogério sofre essa perseguição pelos seus méritos políticos e não por quaisquer atos que o desabonem política e moralmente.

Tais ataques, além de serem motivados pela conduta combativa, coerente, alinhada à defesa do projeto democrático e popular, atitudes que distinguem o mandato parlamentar exercido por Rogério, tem como incentivo o quadro nacional de disputa de 2014. Como se sabe, a cúpula do PSDB já se inclina para a candidatura do senador mineiro, Aécio Neves, em oposição à presidenta Dilma Rousseff.

Ora, o trabalho do bloco de parlamentares do PT, PMDB e PCdoB, movimento este também liderado por Rogério, tem cumprido o papel de desmascarar e denunciar o projeto neoliberal em Minas Gerais, que se pretende ponta de lança para os objetivos tucanos em 2014. Eis a natureza dos ataques da direita neoliberal ao companheiro.

Correia é líder da bancada petista, do Movimento Minas Sem Censura, integrando a Comissão Executiva do Diretório Estadual do estado e a Coordenação Nacional da EPS. A defesa do companheiro é um imperativo para lutadores e lutadoras sociais, dos partidos da base da presidenta Dilma e, principalmente, do PT, do qual é fundador e militante histórico.

A EPS, em clara atitude de solidariedade ativa, na defesa do companheiro Rogério Correia, denuncia as armações dessa direita neoliberal e atribui ao projeto nacional demotucano, as responsabilidades por essas iniciativas caluniadoras e injuriosas.

Pela Coordenação Nacional da Esquerda Popular Socialista

Walmir Assunção – deputado federal PT-BA

Ex-presidente Itamar Franco morre

Morreu neste sábado, em São Paulo, o ex-presidente da República Itamar Franco. Aos 81 anos, o político cumpria mandato até janeiro de 2019 no Senado Federal. Antes prefeito de Juiz de Fora (MG) e senador em três oportunidades, Itamar Franco chegou à Presidência após a renúncia de Fernando Collor de Mello, em 1992. Após deixar o Planalto, foi governador de Minas Gerais. Itamar foi diagnosticado com leucemia em maio.
Filho de Augusto César Stiebler Franco e Itália Cautiero Franco, Itamar Augusto Cautiero Franco nasceu a bordo de um navio em 28 de junho de 1930. O pai de Itamar havia morrido meses antes de seu nascimento e sua mãe registrou o filho em Salvador (BA), onde morava um tio. A família era de Juiz de Fora e ele se mudou para Minas Gerais com poucos meses. No município, cresceu e se formou em Engenharia Civil em 1954. Foi durante o curso que iniciou sua vida pública, participando da política estudantil.
Ainda na década de 50, se filiou ao PTB e tentou se eleger vereador e, depois, vice-prefeito em Juiz de Fora. Com o golpe militar em 1964 e a instalação de um regime de bipartidarismo, Itamar migrou para o MDB, sigla pela qual conquistou seu primeiro mandato eletivo, na prefeitura de Juiz de Fora, em 1967. No pleito de 1972, foi reeleito, mas deixou o cargo um ano depois para concorrer, com sucesso, a uma vaga no Senado – sendo reeleito em 1982, já no sucessor do MDB, o PMDB. Em 1986, sem apoio para ser candidato ao governo mineiro em seu partido, se filiou ao PL, mas foi derrotado por Newton Cardoso, candidato de sua ex-agremiação.
Com a derrota, Itamar voltou ao Senado para cumprir o restante de seu mandato, que ia até 1990. No período, participou da Assembleia Nacional Constituinte e das campanhas para a volta das eleições diretas. Em 1989, trocou novamente de sigla e foi para o desconhecido Partido da Reconstrução Nacional (PRN), para ser candidato à vice na chapa de Fernando Collor de Mello, que saiu vencedora
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