Seminário em BH: Rui Falcão convoca mobilização pela reforma política

Leia o discurso do presidente nacional do PT, Rui Falcão, durante o seminário realizado em Belo Horizonte

 

“Minas Gerais, a minha terra, a terra da presidenta Dilma, é o melhor lugar para dirigir algumas palavras, principalmente à nossa militância. Palavras simples, mas que devem reforçar nossa convicção de que os 10 anos de governo democrático e popular valeram a pena. Por isso mesmo, queremos continuar com este projeto, inaugurado pelo presidente Lula, e que a companheira Dilma, ao completar metade de seu mandato, já fez avançar.

Há quem diga que é possível fazer mais. São os nossos adversários, que sempre fizeram menos. E até aliados, que atuam junto conosco, também pensam assim. Mas é preciso saber com quem e para quem é possível fazer mais. Porque o nosso governo sabe e está fazendo: para o povo e com o povo.

A presidenta governa para todos, como é seu dever. Mas, com prioridade para aqueles que mais dependem de políticas públicas.

Foi assim que a presidenta Dilma, além de baixar a tarifa de energia, retirar os impostos da cesta básica, desonerar dezenas de setores da economia, aumentar o investimento público em infra-estrutura – medidas que, entre tantas, têm ajudado a proteger o País da grave crise mundial, ela diz que ainda há muito por fazer.

E que, a despeito das dificuldades da conjuntura, vai fazer mais pelo emprego, pela inclusão social, pela saúde, pela educação, pelas reformas estruturais. Enfim, fazer mais para o Brasil conti
uar se desenvolvendo de forma sustentável. Para que o povo continue a se orgulhar do nosso País.

Não por outra razão é que a companheira Dilma, em pronunciamento histórico ao ampliar a renda do Bolsa Família, afirmou que “o fim da miséria é só um começo”.

Companheiros e companheiras,

É prioridade do PT defender e dar sustentação aos nossos governos em todas as frentes de atuação.

À presidenta Dilma, aos nossos governadores e aos prefeitos e prefeitas, principalmente os de primeiro mandato.

As comemorações dos 10 anos de governo democrático e popular, que o Márcio Pochmann chama, com razão, de “o decênio glorioso”, mostram como o Brasil mudou. Ajudam a lembrar como era antes, para que a população não seja iludida com falsas promessas e velhos discursos, ainda que revestidos de novidade.

Há poucos dias, aliás, um senador pré-candidato a presidente disse que Dilma é “leniente com a inflação” e que “no governo do PSDB existia tolerância zero com a inflação. É muita cara de pau! Mas vamos aos fatos e comparemos: nos 8 anos de FHC, a média da inflação, medida pelo IPCA, foi de 9,24%. Nos oito anos do governo Lula, não passou de 5,78%. Nos dois anos do governo Dilma, a média foi de 6,17%. Se somarmos os governos Lula e Dilma, a média anual alcançou 6,04%. Os números mostram que a média do governo FHC foi 52% mais alta.

Vale a pena ver também a inflação acumulada. No governo tucano, do PSDB do senador aqui de Minas, a inflação do período chegou a 100,06%. Nos 10 anos dos nossos governos, atingiu 74%. E nem vamos comparar salários, emprego e distribuição de renda, porque aí é vexame demais para os tucanos!

O processo eleitoral foi antecipado pela oposição. E, quando digo oposição, quero me referir a este bloco conservador, integrado pelos tucanos, ex-comunistas, ex-pefelistas e coadjuvantes. Empenhados em recuperar as posições de onde foram desalojados, contam com aliados poderosos na mídia monopolizada e em aparatos do Estado, como altos funcionários do Judiciário e do Ministério Público.

Seu ataque mais recente voltou-se contra o presidente Lula, tentando envolvê-lo num processo forjado e sem fundamento. Nós o repelimos com veemência. O único “crime” cometido pelo presidente Lula foi ter melhorado a vida de milhões de brasileiros e brasileiras.

Preparar o PT para a disputa de 2014 também é tarefa nossa. É hora de mobilizar nosso partido para construir a reeleição da companheira Dilma, de nossos governadores e de ampliar nossas bancadas de parlamentares.

Para isso, é necessário estreitar nossa relação com os aliados sinceros. É preciso trabalhar em conjunto com os movimentossociais compromissados com o nosso projeto. É vital reforçar o diálogo com a população, nas ruas e nos seus locais de trabalho.

Desde sábado, nossa militância começou coleta de assinaturas para o projeto de iniciativa popular legislativa em defesa da Reforma Política. Ele propõe o financiamento público exclusivo, para acabar com a influência do poder econômico, combater a corrupção e baratear os custos das campanhas.

Defende também as listas partidárias, elaboradas democraticamente e com paridade entre homens e mulheres. Por fim, prevê a convocação de Assembléia Nacional Constituinte para realizar uma mudança ampla do sistema político eleitoral.

Convoco a todos e todas a se engajarem na campanha.

Estendo a convocação para que apoiemos a iniciativa de centenas de entidades – tendo à frente a CUT, a Fenaj e o Fórum Nacional para a Democratização da Comunicação – em defesa da ampliação da liberdade de expressão no Brasil. Trata-se de um projeto de lei para os serviços de comunicação social eletrônica, cujo objetivo é o de regulamentar os artigos da Constituição que permanecem letra morta desde 1988.

Para que a população possa informar-se e informar, para que a comunicação possa fluir sem o controle de poucas famílias, é urgente democratizar a comunicação no Brasil – a exemplo do que ocorre em dezenas de países.

Contra a censura e o pensamento único, defendemos o fim dos monopólios e oligopólios – proibidos pela Constituição. Queremos a convivência do sistema privado com um sistema estatal e um forte sistema público, comunitário-associativo e popular.

Enfim, uma regulação que contemple a promoção da diversidade regional, étnico-racial, de gênero, de classe social, etária e de orientação sexual na comunicação social eletrônica.

Companheiros e companheiras,

O favoritismo evidenciado nas pesquisas de opinião; a popularidade incontestável do PT, do presidente Lula e da presidenta Dilma são dados da realidade. Que nos gratificam e que nos motivam. Porém, nada disso garante a vitória antecipada. É preciso conquistá-la: com nosso programa, com nossas idéias, com nossas futuras candidaturas e, sobretudo, com muita luta.

Vamos a ela!

Viva Minas Gerais!

Viva a Dilma!

Viva o Lula!

Viva o PT!”

DUAS LEITURAS IMPERDÍVEIS…

DUAS LEITURAS IMPERDÍVEIS PARA UM DOMINGO CHUVOSO E SEM GRAÇA: LEITURA 1: UMA AGENDA PARA O NOVO BATMAN… QUEM MATOU CRISTIANA??? ANTES QUE OS RANCOROSOS E DIREITOSOS DESINFORMADOS DIGAM QUE FOI O LULA OU O ZÉ DIRCEU… RECOMENDO QUE LEIAM.. COM CALMA…

Uma agenda para o Presidente Barbosa:
quem matou Cristiana ?

Cristiana Ferreira morreu envenenada

 DO BLOG CONVERSA AFIADA (PAULO HENRIQUE AMORIM)…
Gilmar tem mais a explicar sobre as menções a seu nome no valerioduto tucano, o esquema montado pelo publicitário Marcos Valério de Souza.
São muito claros os indícios de que o Ministro (Collor de) Mello queira assumir a Presidência do Senado no PiG (*), durante o recesso:Ao acusar o futuro presidente da Câmara de mentiroso.E ao acusar o Congresso de jogar um “faz de conta”.

Quando o ansioso blogueiro começou a ganhar a vida, na passagem do Governo Jânio para o do grande Presidente João Goulart, quando o dia estava franco, o chefe de reportagem mandava um foca ligar para o Almirante Pena Boto.

Tratava-se de almirante reformado, ultra-direitista, lacerdista radical, que dizia disparates, e oferecia a manchete que faltava ao jornal do dia seguinte.

Geralmente, o Almirante ia em cana por suas extravagâncias.

“Arruma aí uma cana para o Pena Boto, menino”, ordenava o Brandão.

Pena Boto fundou e foi presidente de uma Cruzada Anti-Comunista, na companhia do notório torturador Cecil Borer.

Uma das bandeiras do movimento era impedir a criação da Petrobrás.

Lutou contra a posse de JK e esteve bordo do Tamandaré com o presidente deposto, Carlos Luz, e o maior de todos os Golpistas, Carlos Lacerda.

O Marechal Lott acabou com a trama e deu posse ao Presidente do Senado, Nereu Ramos que, em seguida, passou ao presidente eleito pelo voto popular, JK.

Depois, Pena Boto tornou-se herói do Golpe que (Collor de ) Mello considera “um mal necessário”.

Esta breve digressão serve apenas para mostrar que há uma linha de consistência no Golpe.

São sempre os mesmos.

Com as mesmas bandeiras.

Hoje, a Cruzada não é contra o Comunismo.

É contra o PT.

De resto, só os nomes mudam.

Hoje, por exemplo, o Brandão, quando não tem manchete, deve dizer, “menino, liga aí pro Ministro”…

Só que o Ministro é Ministro e, não, Almirante.

Logo, ele é impune.

Pode dizer e fazer coisa.

O que ele não pode fazer, porém, é assumir a Presidência do Supremo.

Essa tem dono.

E, por isso, por confiar no papel Republicano que há de desempenhar o Presidente Barbosa, o ansioso blogueiro lembra de alguns itens que estão inevitavelmente na agenda Presidencial:

– a investigação da Privataria Tucana: o Gurgel já começou ? E o Cardozo, o Zé ?

– a legitimação das Operações Satiagraha e Castelo de Areia, para acabar com essa farra do boi: quando as provas são indiscutíveis, incineram-se as provas (na fogueira dos tribunais…);

– a convocação de outros membros fora-do-PiG para a Comissão que Ayres Britto criou no CNJ para tratar da censura à imprensa pela Justiça (o Gilmar Dantas (**), por exemplo, é mestre nessa arte – calar pela Justiça e, logo, pelo bolso ! Um democrata !);

– o julgamento do mensalão dos tucanos;

– por fim, a investigação e o julgamento sobre os autores e beneficiários da Lista de Furnas, também essa sobrevivente de uma longa batalha para anulá-la como prova. E o esclarecimento sobre quem matou (e mandou matar) a modelo Cristiana Aparecida Ferreira;

A propósito, o Presidente Barbosa poderia recorrer a essa corajosa reportagem de Maurício Dias e Leandro Fortes, na Carta Capital, onde despontam com raro brilho as estrelas de Gilmar Dantas (**) , seu Patrono e Guia, Fernando Henrique Cardoso, last but not least, o imaculado banqueiro:

Juiz? Não, réu


Por Mauricio Dias e Leandro Fortes, enviado a Belo Horizonte
Na quinta-feira 2, quando se iniciar o julgamento do chamado mensalão no Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes estará com sua toga ao lado dos dez colegas da corte. Seu protagonismo nesse episódio está mais do que evidenciado. Há cerca de um mês, o ministro tornou-se o assunto principal no País ao denunciar uma suposta pressão do ex-presidente Lula para que o STF aliviasse os petistas envolvidos no escândalo, “bandidos”, segundo a definição de Mendes.

O ministro do STF na lista dos beneficiários do esquema

À época, imaginava-se que a maior preocupação do magistrado fosse a natureza de suas relações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o ex-senador Demóstenes Torres. Mas isso é o de menos. Gilmar Mendes tem muito mais a explicar sobre as menções a seu nome no valerioduto tucano, o esquema montado pelo publicitário Marcos Valério de Souza para abastecer a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais em 1998 e que mais tarde serviria de modelo ao PT.
O nome do ministro aparece em uma extensa lista de beneficiários do caixa 2 da campanha. Há um abismo entre a contabilidade oficial e a paralela. Azeredo, à época, declarou ter gasto 8 milhões de reais. Na documentação assinada e registrada em cartório, o valor chega a 104,3 milhões de reais. Mendes teria recebido 185 mil.A lista está metodicamente organizada. Sob o enunciado “relatório de movimentação financeira da campanha da reeleição do governador Eduardo Brandão de Azeredo”, são perfilados em ordem alfabética doadores da campanha e os beneficiários dos recursos. São quase 30 páginas, escoradas em cerca de 20 comprovantes de depósitos que confirmam boa parte da movimentação financeira. Os repasses foram feitos por meio do Banco de Crédito Nacional (BCN) e do Banco Rural, cujos dirigentes são réus do “mensalão” petista.

Esse pacote de documentos foi entregue na quinta-feira 26 à delegada Josélia Braga da Cruz na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Além de Mendes, entre doadores e receptores, aparecem algumas das maiores empresas do País, governadores, deputados, senadores, prefeitos e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A papelada desnuda o submundo das campanhas eleitorais inalcançado pela Justiça. Há registros de doações de prefeituras, estatais e outros órgãos públicos impedidos por lei de irrigar disputas políticas.

Os pagamentos foram feitos pela SMP&B Comunicação, empresa do ecumênico Marcos Valério de Souza. Todas as páginas são rubricadas pelo publicitário mineiro, com assinatura reconhecida em cartório no final do documento datado de 28 de março de 1999. Há ainda uma declaração assinada por Souza de 12 de setembro de 2007 e apresentada à Justiça de Minas Gerais. Souza informa um repasse de 4,5 milhões de reais a Azeredo.

Intitulado “Declaração para fins de prova judicial ou extrajudicial”, o documento de apresentação assinado pelo publicitário afirma que o depósito milionário a favor de Azeredo foi feito “com autorização” dos coordenadores financeiros da campanha tucana Cláudio Roberto Mourão e Walfrido dos Mares Guia. As origens da quantia, diz o texto, são o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), Banco Rural, Comig (atual Codemig, estatal de infraestrutura mineira), Copasa (companhia estadual de saneamento), Loteria Mineira (estatal de loterias) e as construtoras Andrade Gutierrez e ARG, “conforme declaração de reembolso assinada pelo declarante”.

Segundo a papelada, Souza afirma ter elaborado a lista em comum acordo com Mourão, principal tesoureiro da campanha de Azeredo, no mesmo dia 28 de março de 1999 que consta ao lado de sua assinatura. Chamada formalmente de “relatório de movimentação financeira”, a lista teria sido montada “sob a administração financeira” das agências SMP&B Comunicação e  DNA Propaganda. No fim, o publicitário faz questão de isentar o lobista Nilton Monteiro, apontado como autor da famosa lista de Furnas, de ter participado da confecção do documento.

Monteiro provavelmente tem alguma ligação com a história. Há muitas semelhanças entre os dois documentos. A lista de Furnas, cuja autenticidade foi comprovada pela perícia técnica da Polícia Federal, igualmente trazia uma lista de nomes de políticos, a maioria do PSDB e do ex-PFL (atual DEM), todos beneficiados por recursos de caixa 2. Além de Monteiro, assinava o documento Dimas Toledo, ex-diretor de Furnas, que até hoje nega ter rubricado aqueles papéis. A diferença agora são os comprovantes de depósitos, as autenticações em cartório e uma riqueza de detalhes raramente vista em documentos desse tipo.

Quem entregou a papelada à Polícia Federal foi Dino Miraglia Filho, advogado criminalista de Belo Horizonte. Miraglia chegou à lista por conta de sua atuação na defesa da família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada por envenenamento seguido de estrangulamento em um flat da capital mineira, em agosto de 2000. Filha de um funcionário aposentado da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Cristiana, de 24 anos, tinha ligações com diversos políticos mineiros. No inquérito policial sobre o crime, é descrita como garota de programa, mas os investigadores desconfiam que sua principal ocupação fosse entregar malas de dinheiro do valerioduto mineiro. Na lista assinada por Souza, ela aparece como beneficiária de 1,8 milhão de reais, com a seguinte ressalva: “Via Carlos Eloy/Mares Guia”.

Carlos Eloy, ex-presidente da Cemig entre 1991 e 1998, foi um dos coordenadores da campanha de reeleição de Azeredo. É um dos principais envolvidos no esquema e, segundo Miraglia, pode estar por trás do assassinato de Cristiana Ferreira. “Não tenho dúvida de que foi queima de arquivo”, acusa o advogado.

Mares Guia foi ministro do Turismo no primeiro governo Lula e coordenou a fracassada campanha à reeleição de Azeredo. Apontado como ex-amante da modelo, o ex-ministro chegou a ser arrolado como testemunha no julgamento de Cristiana, em 2009, mas não compareceu por estar em viagem aos Estados Unidos. Na ocasião, o detetive particular Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho foi condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato. Desde então, está foragido. “Não há nenhum esforço da polícia mineira em prendê-lo, claro”, diz Miraglia.

Na lista, Eloy aparece quase sempre como intermediário dos pagamentos do caixa 2 operado pelo publicitário, mas não deixa de se beneficiar diretamente. Há quatro depósitos registrados em seu nome no valor total de 377,6 mil reais. Os intermediários dos pagamentos a Eloy, segundo a documentação, foram Mourão, Mares Guia, Azeredo, o senador Clésio Andrade (PMDB-MG) e uma prima do tesoureiro, Vera Mourão, funcionária do escritório de arrecadação do ex-governador tucano.

Mares Guia, além de aparecer como intermediário de quase todos os pagamentos, consta como beneficiário de 2,6 milhões de reais. Sua mulher, Sheila dos Mares Guia (116 mil reais, “via Eduardo Azeredo/Mares Guia), e seu filho, Leonardo dos Mares Guia (158 mil reais, “via Eduardo Azeredo/Mares Guia”), são citados. Na mesma linha segue Clésio Andrade. Presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Andrade foi vice-governador do estado no primeiro governo do atual senador Aécio Neves e aparece como intermediário de centenas de pagamentos.

O documento tem potencial para tornar a situação de Azeredo, hoje deputado federal, ainda mais crítica. O processo do valerioduto mineiro está no Supremo sob a guarda do relator Joaquim Barbosa. Ao contrário de seu similar petista, foi desmembrado para que somente os réus com direito a foro privilegiado, Azeredo e Andrade, sejam julgados na mais alta corte. O destino dos demais envolvidos está nas mãos da 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Na denúncia apresentada ao STF em novembro de 2007 pelo ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, o ex-governador Azeredo é acusado de ser “um dos principais mentores e principal beneficiário do esquema implantado”. O deputado tucano foi denunciado por peculato (apropriação de dinheiro por funcionário público) e lavagem de dinheiro. “Embora negue conhecer os fatos, as provas colhidas desmentem sua versão defensiva”, aponta Souza na denúncia. “Há uma série de telefonemas entre Eduardo Azeredo e Marcos Valério, demonstrando intenso relacionamento do primeiro (Azeredo) com os integrantes do núcleo que operou o esquema criminoso de repasse de recursos para a sua campanha.”

O ex-procurador-geral chamou o esquema mineiro de “laboratório do mensalão nacional”. Outro citado pelo Ministério Público Federal é Danilo de Castro, secretário estadual no governo Aécio Neves e no mandato do sucessor, o também tucano Antonio Anastasia. Castro teria recebido, via Clésio Andrade e Azeredo, 350 mil reais. As origens dos recursos teriam sido a Cemig, a Comig e a Copasa.

Somam-se 35 registros de valores arrecadados a partir de órgãos públicos no valor de 14,4 milhões de reais. Apenas do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), que Azeredo privatizaria ainda em 1998, saíram 1,2 milhão de reais para a campanha, segundo a lista do publicitário. A Petrobras teria repassado 1,3 milhão de reais, dos quais 157 mil reais foram desviados do patrocínio do Enduro Internacional da Independência, um evento de motociclismo.

A lista encadeia ainda uma arrecadação total de 530 mil reais feita por prefeituras mineiras comandadas por tucanos e aliados (Governador Valadares, Juiz de Fora, Mariana, Ouro Preto e Ponte Nova). De Juiz de Fora vieram 100 mil reais repassados pelo prefeito Custódio de Mattos, que teve um retorno interessante do investimento. Como beneficiário do esquema, Mattos recebeu 120 mil reais, segundo a lista, embora seu nome apareça em um dos depósitos do Banco Rural com um valor de 20 mil reais. A discrepância, nesse e outros casos, acreditam os investigadores, pode se dever a saques feitos na boca do caixa.

Quem desponta na lista de doadores, sem nenhuma surpresa, é o banqueiro Daniel Dantas. Foram 4,2 milhões de reais por meio da Cemig. Desses, 750 mil reais chegaram “via Daniel Dantas/Elena Landau/Mares Guia” numa rubrica “AES/Cemig”. O dono do Opportunity aparece ainda no registro “Southern/Cemig” (590 mil reais) ao lado de Elena Landau e Mares Guia, e seu banco é citado num repasse de 1,4 milhão de reais via Telemig Celular.

Elena Landau foi uma das principais operadoras das privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso. Casada com o ex-presidente do Banco Central Pérsio Arida, ex-sócio do Opportunity, foi diretora de desestatização do BNDES. E uma das representantes do grupo Southern Electric Participações do Brasil, consórcio formado pela Southern, AES e Opportunity. O banco de Dantas adquiriu, com financiamento do BNDES, 33% das ações da Cemig em 1997.

O documento entregue à PF lista um total de 13 governadores e ex-governadores beneficiários do esquema, dos quais sete são do PSDB, quatro do ex-PFL e dois do PMDB. Os tucanos são Albano Franco (SE, 60,8 mil reais), Almir Gabriel (PA, 78 mil reais), Dante de Oliveira (MT, já falecido, 70 mil reais), Eduardo Azeredo (MG, 4,7 milhões de reais), José Ignácio Ferreira (ES, 150 mil reais), Marconi Perillo (GO, 150 mil reais) e Tasso Jereissati (CE, 30 mil reais). Do ex-PFL são listados César Borges (BA, 100 mil reais), Jaime Lerner (PR, 100 mil reais), Jorge Bornhausen (SC, 190 mil reais) e Paulo Souto (BA, 75 mil reais). Do PMDB constam Hélio Garcia (MG, 500 mil reais) e Joaquim Roriz (DF, 100 mil reais).

Na distribuição política, os intermediários, segundo a lista, são quase sempre Azeredo ou Pimenta da Veiga, ex-ministro das Comunicações e um dos coordenadores das campanhas presidenciais de FHC em 1994 e 1998. Pimenta da Veiga aparece no documento como destinatário de 2,8 milhões de reais para a “campanha de Fernando Henrique Cardoso”. O ex-presidente está na lista em outra altura, ao lado do filho, Paulo Henrique Cardoso. À dupla, diz a lista do valerioduto, teria sido repassado o valor de 573 mil reais, “via Eduardo Azeredo e Pimenta da Veiga”. Eduardo Jorge, ex-ministro e grão-tucano, teria recebido 1,5 milhão de reais.

Parlamentares não faltam. A começar pelo deputado Paulo Abi-Ackel, a quem foram destinados 100 mil reais, segundo registro do documento. Seu pai, o ex-deputado e ex-ministro da Justiça Ibrahim Abi-Ackel, aparece como destinatário de 280 mil reais. Entre os locais estão os deputados estaduais Alencar Magalhães da Silveira Junior (PDT), com um registro de pagamento de 10 mil reais, e Ermínio Batista Filho (PSDB), com 25 mil reais. Melhor sorte parece ter tido o ex-deputado tucano Elmo Braz Soares, ex-presidente do Tribunal de Contas de Minas Gerais. Soares, também registrado nos depósitos da SMP&B, teve direito a uma bolada de 145 mil reais.

As benesses do valerioduto mineiro alcançaram lideranças nacionais do tucanato. Um deles foi o ex-senador Arthur Virgílio Filho, do Amazonas. Pela lista de Marcos Valério, Virgílio recebeu 90,5 mil reais do esquema. Outro tucano, o ex-senador Antero Paes de Barros (MT), ex-presidente da CPI do Banestado, aparece como beneficiário de 70 mil reais. Também consta da lista o ex-senador Heráclito Fortes (DEM-PI), conhecido por ter liderado a bancada de Daniel Dantas no Senado. O parlamentar piauiense teria recebido 60 mil reais. O petista  Delcídio Amaral (MS), ex-presidente da CPI dos Correios, teria embolsado 50 mil reais.

As acusações também atingem o Judiciário mineiro. São citados quatro desembargadores no documento, todos como beneficiários do esquema. Corrêa de Marins (55 mil reais) foi corregedor regional eleitoral, vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral e presidente do Tribunal de Justiça. Faleceu em 2009. Rubens Xavier Ferreira (55 mil reais) presidiu o TJ-MG entre 1998 e 2000. Ângela Catão (20 mil reais) era juíza em 1998 e foi investigada por crimes de corrupção e formação de quadrilha pela Operação Pasárgada, da PF. Apesar disso, foi promovida a desembargadora do Tribunal Regional Federal de Brasília em 2009. A magistrada é acusada de ter participado de desvios de recursos de prefeituras de Minas e do Rio de Janeiro. Também juíza à época da confecção da lista, Maria das Graças Albergaria Costa (20 mil reais) foi do TRE de Minas e atualmente é desembargadora do TJ-MG. Dos tribunais superiores, além de Mendes consta o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nilson Naves (58,5 mil reais).

Um dado a ser considerado é o fato de que, em janeiro de 2009, Mendes ter concedido o habeas corpus que libertou Souza da cadeia. Também foi libertado, no mesmo ato, Rogério Lanza Tolentino, que aparece na lista do valerioduto como beneficiário de 250,8 mil reais “via Clésio Andrade/Eduardo Azeredo”. O ministro do Supremo entendeu que o decreto de prisão preventiva da dupla não apresentava “fundamentação suficiente”.

Chamam a atenção alguns repasses a meios de comunicação. Entre os beneficiários da mídia aparecem a Editora Abril, destinatária de 49,3 mil reais “via Clésio Andrade/Usiminas/Mares Guia”, e Grupo Abril, com o mesmo valor, mas sem a intermediação da Usiminas. Há ainda um registro de 300 mil reais para a Bloch Editora, assim como um de 5 mil reais para o Correio Braziliense. O principal jornal de Brasília não é o único beneficiário do grupo Diários Associados. O jornal Estado de Minas recebeu 7 mil reais, assim como o jornal mineiro O Tempo (76 mil reais), de propriedade do ex-deputado tucano Vittorio Medioli que, como pessoa física, segundo a lista, recebeu 370 mil reais.

As novas informações encaminhadas à Polícia Federal, acredita Miraglia, não só poderão levar à reabertura do caso da morte da modelo como podem ampliar a denúncia do valerioduto tucano. O grupo sem foro privilegiado, sobretudo os intermediários do esquema, ficam mais vulneráveis a condenações na Justiça comum, como é o caso de Mourão e de sua assistente, Denise Pereira Landim, beneficiária de 527,5 mil reais, segundo o documento.

Nos bons tempos, os dois se divertiam alegremente em passeios de iate ao lado de Cleitom Melo de Almeida, dono da gráfica Graffar, fornecedora de notas frias do esquema. Almeida aparece como beneficiário de 50 mil reais. A Graffar, de 1,6 milhão de reais

 

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

Leia também >>>>O “republicanismo”, o punitivismo rastaquera e as derrotas ideológicas

Joaquim Barbosa já pode avocar processo da “Lista de Furnas”

Comprovação da conexão entre o processo que apura a “Lista de Furnas”, em tramitação na TRF/RJ, e o inquérito 3530 muda cenário político

 

No meio do turbilhão causado pela intenção de Marcos Valério de incluir-se nos benefícios da “delação premiada”, surge um novo fato que deverá aquecer ainda mais o clima político no País, pois o processo que “dormia” há mais de 4 anos na Justiça Federal Carioca deverá, ainda nesta semana, subir para o STF- Supremo Tribunal Federal, após o advogado Dino Miraglia do denunciante Nilton Monteiro ter argüido a conexão entre o inquérito 3530, que apura os crimes praticados por Eduardo Azeredo, Clesio Andrade e  Walfrido dos Mares Guia, e o processo da “Lista de Furnas”, já que os crimes envolvem as mesmas partes e um fato é consequência do outro.

O inquérito 3530 apura incêndio criminoso e oito tentativas de homicídios contra familiares do denunciante do esquema, Milton Monteiro, que mesmo sem qualquer julgamento ou condenação permaneceu por meses preso, através de um esquema montado para desacreditá-lo perante a opinião pública. Monteiro foi o autor de denúncias envolvendo as principais lideranças do PSDB mineiro e nacional.

Foi com base nas denúncias e documentos apresentados por Monteiro que se iniciaram as investigações que culminaram com o processo do “Mensalão tucano mineiro” e a “Lista de Furnas”. Procedimentos que deveriam já há muito tempo, segundo juristas, andar juntos, pois ambos ocorreram em período eleitoral com o pretexto de financiar campanhas políticas e foram praticadas pelas mesmas pessoas.

 Embora a grande imprensa insista em afirmar que Marcos Valério procurou a PGR para denunciar apenas o esquema montado pelo PT, sabe-se que o mesmo, na verdade, pretende evitar o que ocorreu em relação ao processo do Mensalão do PT, onde se propôs a colaborar somente ao final, embora seu advogado Marcelo Leonardo insista na tese que seu cliente foi réu colaborador. Assim como em relação ao Mensalão do PT, Marcos Valério é o pivô do “Mensalão Tucano” e nova condenação seria fatal.

A decisão do Ministro Joaquim Barbosa a respeito do pedido de conexão é aguardado para as próximas horas.

Movimentação do Inquérito 3530 no STF- Supremo Tribunal Federal

Operação Saint Michel prende em SP, GO e DF

DESDOBRAMENTO DA MONTE CARLO, MOVIMENTAÇÃO POLICIAL COMEÇOU NAS PRIMEIRAS HORAS DA MADRUGADA; FORAM PRESOS SUSPEITOS DE LIGAÇÕES COM O ESQUEMA DO CONTRAVENTOR CARLINHOS CACHOEIRA; CLÁDIO ABREU, EX-DIRETOR DA DELTA ENGENHARIA, DE FERNANDO CAVENDISH, É UM DOS CAPTURADOS; TAMBÉM O VEREADOR WESLEY SILVA, DE ANÁPOLIS; CAVENDISH RENUNCIOU À PRESIDÊNCIA DA DELTA
Goiás 247 – Operação da Polícia Civil e Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira o ex-diretor da Delta em Goiás, Claudio Abreu, e também o vereador na cidade de Anápolis, Wesley Silva (PMDB). Ambos são ligados ao grupo de Carlos Cachoeira e as prisões são desdobramento da Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira em 29 de fevereiro.
As duas ações tiveram procedimentos simultâneos e semelhantes. Em Anápolis, a PF apreendeu documentos e computadores do gabinete do vereador Wesley Silva, considerado um dos nomes ligados ao esquema da Delta e bastante ligado politicamente a Carlos Cachoeira.
As acões atendem a mandados do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) de busca e apreensão e de prisão em Goiânia e Anápolis. Contam com o apoio do MP goiano e, segundo o jornal O Popular, na capital são realizadas em três unidades de um condomínio horizontal de luxo da capital e um apartamento no Jardim América. As informações são de que um ex-diretor da Construtora Delta e outras duas pessoas teria sido presas.
Esta operação demorou mais tempo e somente por volta das 9h30 a polícia entrou no condomínio em Anápolis, realizando busca e apreensão de documentos e máquinas do ex-nome forte da Delta em Goiás. Abreu acompanhou toda a operação da polícia do lado de fora da sua residência. Ao final, foi lhe dada voz de prisão. Claudio não esboçou qualquer reação e acompanhou os policiais.

Minas Gerais – IV Encontro do Mandato Reginaldo Lopes reúne mais de mil apoiadores de 236 cidades de todo o Estado.

Cerca de 1100 apoiadores entre prefeitos, vices, vereadores, lideranças e militantes de 236 cidades mineiras participaram do IV Encontro do Coletivo Estadual do Mandato do deputado federal Reginaldo Lopes, onde, juntamente com os movimentos Articulação Democrática e Movimento Ação e Identidade Socialista (MAIS), foi lançado o Manifesto “Sou Mais Articulação Democrática”, tendência interna do PT-MG. O evento aconteceu neste final de semana, 10 e 11 de março no Sesc venda Nova em Belo Horizonte, e debateu os temas “Os desafios de um novo Brasil” e o “PT para os próximos 30 anos”, além da prestação de contas da atuação parlamentar do deputado.
Na abertura, prestigiaram o evento o presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia (PT-RS); o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Fernando Pimentel (PT-MG); o líder do PT na Câmara Jilmar Tatto (PT-SP); o prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB-MG); o deputado federal Miguel Corrêa (PT-MG) e o deputado estadual Paulo Lamac (PT-MG).
Bastante empolgado, Maia saudou Lopes falando da honra e da satisfação de voltar a Minas Gerais. “Eu saio daqui com a energia renovada, a gente fica muito tempo em Brasília por conta das articulações políticas e acaba perdendo o contato direto com as bases e militantes. Continuem fazendo com que essa energia transforme cada vez mais o deputado Reginaldo, num deputado lutador e comprometido com as causas sociais”, conclamou.
Momento histórico para a educação brasileira, o presidente da Câmara aproveitou e, pela primeira vez, anunciou que nesta semana irá criar a Comissão Especial que discutirá a Reformulação do Ensino Médio no Brasil, requerimento feito por Lopes. “Como se costuma dizer no sul, o Reginaldo é uma carne de pescoço, porque ele tem proposta, vai atrás, passa todos os dias no meu gabinete para apresentar uma demanda, ele está sempre preocupado com as questões de Minas, mas também com os problemas nacionais, como a bandeira de reformulação do ensino médio que ele tem levantado”.
Dentro do tema debatido na abertura: “Os desafios de um novo Brasil”, Maia ressaltou as enormes transformações políticas e sociais produzidas no Brasil a partir do Governo Lula e agora com a presidenta Dilma Rousseff. “O PT e os partidos aliados foram responsáveis por produzir a maior transformação política, econômica, social e cultural da história do país. O Brasil tem estabilidade econômica, reconhecimento internacional na política de distribuição de renda e não deve nada para o FMI”. Como desafios, o parlamentar acredita que o PT precisa consolidar a sua organização e estrutura em todos os municípios brasileiros, precisa aprofundar de forma definitiva as políticas sociais, fazendo com que elas se transformem em políticas permanentes que resgatem a dignidade do povo, que organizem a sociedade, precisa perseguir o caminho de consolidação da democracia, fazendo com que a estrutura política brasileira responda a esse novo tempo.
Seguindo a mesma linha, o ministro Fernando Pimentel afirmou que, a partir de Lula e Dilma, o Brasil implantou um modelo inédito de desenvolvimento econômico. “Nós somos um país que cresce distribuindo renda e o que puxa o crescimento do Brasil é o avanço do mercado interno. A camada da população com renda mais baixa agora pode comprar eletrodomésticos, viajar e ter acesso aos benefícios sociais como o Bolsa Família. Conseguimos incluir 40 milhões de brasileiros na classe média”.
Além da economia, Pimentel destacou o desafio político de fazer alianças importantes “como se fez em BH para a prefeitura e vamos fazer de novo agora”. Segundo o mesmo, essas duas provocações têm resposta no campo prático que é melhorar o processo de formação dos nossos jovens. “Por isso, a iniciativa do mandato do Reginaldo é tão importante, educação é a chave para tudo. Não teremos economia competitiva se não houver educação de qualidade. Não saberemos fazer política se não tivermos jovens bem formados e por isso eu aposto tanto na luta da juventude que eu vejo aqui no mandato do Reginaldo”.
O prefeito de BH Marcio Lacerda fez questão de prestigiar o encontro que, para ele, reflete e confirma a ampla liderança de Reginaldo Lopes. “Esta participação intensa de lideranças demonstra sua capacidade de articulação com sabedoria e que, ao longo desse tempo da nossa convivência, eu pude acompanhar de perto. Certamente eu tenho o privilégio de ter comigo na prefeitura mais de 900 companheiros do PT que são fundamentais na construção de uma Belo Horizonte melhor”, completou.
Já Jilmar Tatto enfatizou a preocupação com a reforma política e a necessidade de se fazer um amplo debate sobre o financiamento público de campanha, “porque não dá pra fazer disputa política e ganhar quem tem mais dinheiro.
 Outro ponto que o líder da Câmara destacou é o investimento em Educação, “que tem muito a ver com a atuação de Reginaldo Lopes”. “O país muda se investir da creche à pós-graduação, preparando a juventude para o mercado de trabalho. E Reginaldo é o centro dessa mudança porque ele iniciou o debate na Câmara sobre políticas públicas de juventude, ele debateu o crack que tem matado os jovens no Brasil, ele propôs uma reformulação do ensino no país. Porque é jovem, porque pensa como jovem e sabe que o jovem tem que atuar hoje, porque o futuro do país é agora”.
 
Sou Mais Articulação Democrática
Dentro da programação houve o lançamento do Manifesto “Sou MAIS Articulação Democrática”, lido pelo representante da Articulação Democrática e membro da executiva estadual do PT, Cristiano da Silveira: “É hora de derrubar os muros que vem, há alguns anos, nos dividindo e construirmos as pontes para nossa vitória no Estado! É momento de darmos ao povo de Minas Gerais o direito de conhecer o modo petista de governar, onde a democracia será exercida de forma plena, os direitos respeitados, os movimentos sociais ouvidos, as políticas sociais implementadas no ensejo das necessidades de nossa gente, a recuperação do protagonismo de nosso estado no cenário social, cultural e econômico. Temos a oportunidade de apresentar algo realmente novo, que não seja apenas uma embalagem construída pela mídia, mas que conheça a alma de Minas Gerais, de seus sertões a suas montanhas, de sua capital aos menores municípios do interior. Devemos ser verdadeiramente o espírito do povo mineiro”, diz parte do texto.
Representando o MAIS, Leonardo Koury afirmou que o grupo acredita numa luta coletiva e plural, em busca de uma sociedade igualitária e livre. “Foi em Minas Gerais que nasceram as diretrizes que geraram o Prouni, o Primeiro Emprego, a reforma do Ensino Médio. Entre a juventude do Jornal Nacional e da Malhação, eu fico com a juventude do PT que é de luta”, declarou.
A secretária estadual de Combate ao Racismo e presidente do Centro de Referência da Mulher Negra de Minas, Mônica Aguiar, disse que o lançamento do Manifesto representa muito mais do que a organização de um movimento, “ele representa a luta e o anseio de um movimento, de uma vanguarda que deseja o melhor para a sociedade”. Para ela, é preciso continuar atuando porque somente com a interlocução com a sociedade e com os movimentos sociais é que vamos contribuir com a implementação de políticas públicas, seja reparatória, de mulheres ou de juventude.
Encerrando o ato, Reginaldo Lopes disse acreditar que o Manifesto tem o enorme desafio de unificar o PT no Estado que, desde 2008, tem grandes divergências. “Para o PT caminhar para frente precisa de uma grande unidade partidária. E ela não nascerá das lideranças e sim da vontade dos militantes”. Segundo o deputado, é preciso fazer a transição de gerações e um grande encontro geracional, fundamental para que o partido sobreviva aos próximos 100 anos. “Temos a grande simpatia da população e precisamos ir ao encontro dessa sociedade petista. Esses são nossos grandes desafios e a Articulação Democrática precisa saber contribuir efetivamente para isto”.
Ainda segundo Lopes, Minas vive uma falsa realidade de desenvolvimento, já que o estado deve R$ 70 bilhões e está totalmente desindustrializado, a mercê de uma economia primária, baseada no minério. “Se tirarmos o minério caímos de terceira para a 14ª economia do país”. Cabe ao PT de Minas debater a realidade para mudar a conjuntura e evitar que o projeto antigo tenha sucesso. O PT deve fazer uma aliança programática com os mineiros, sendo o interlocutor dos grandes investimentos para Minas, caso contrário teremos muita dificuldade eleitoral”, acrescentou.
“Estou convencido que os instrumentos que nós temos para retomar o crescimento do Estado pertencem ao Governo Federal. São nossas Universidades e Institutos Federais, as pesquisas dos nossos educadores, somado a nossa base política, aos interesses dos trabalhadores e aos interesses dos empresários mineiros que não estão convictos do papel do PSDB na condução do estado. Vamos produzir grandes debates e polêmicas, eleger o maior número de vereadores, prefeitos e vices para ajudar nessa nova construção partidária e de um novo futuro para Minas Gerais”, finalizou.

Pronunciamento da Coordenação Nacional da Esquerda Popular Socialista – EPS – acerca dos ataques sofridos pelo deputado estadual Rogério Correia, do Partido dos Trabalhadores, seção MG


Em nome da Coordenação Nacional da tendência interna do PT, EPS, reunida em 25 de Janeiro, Porto Alegre (RS), manifesto nossa integral solidariedade ao companheiro Rogerio Correia, vítima de ataque direto por parte de lideranças nacionais do PSDB e do DEM, visando – inclusive – abrir pretextos para cassação de seu mandato parlamentar.

Líder reconhecido do bloco de parlamentares que fazem oposição ao governo tucano em Minas Gerais, referência positiva do sindicalismo combativo e dos movimentos sociais desse estado, Rogério sofre essa perseguição pelos seus méritos políticos e não por quaisquer atos que o desabonem política e moralmente.

Tais ataques, além de serem motivados pela conduta combativa, coerente, alinhada à defesa do projeto democrático e popular, atitudes que distinguem o mandato parlamentar exercido por Rogério, tem como incentivo o quadro nacional de disputa de 2014. Como se sabe, a cúpula do PSDB já se inclina para a candidatura do senador mineiro, Aécio Neves, em oposição à presidenta Dilma Rousseff.

Ora, o trabalho do bloco de parlamentares do PT, PMDB e PCdoB, movimento este também liderado por Rogério, tem cumprido o papel de desmascarar e denunciar o projeto neoliberal em Minas Gerais, que se pretende ponta de lança para os objetivos tucanos em 2014. Eis a natureza dos ataques da direita neoliberal ao companheiro.

Correia é líder da bancada petista, do Movimento Minas Sem Censura, integrando a Comissão Executiva do Diretório Estadual do estado e a Coordenação Nacional da EPS. A defesa do companheiro é um imperativo para lutadores e lutadoras sociais, dos partidos da base da presidenta Dilma e, principalmente, do PT, do qual é fundador e militante histórico.

A EPS, em clara atitude de solidariedade ativa, na defesa do companheiro Rogério Correia, denuncia as armações dessa direita neoliberal e atribui ao projeto nacional demotucano, as responsabilidades por essas iniciativas caluniadoras e injuriosas.

Pela Coordenação Nacional da Esquerda Popular Socialista

Walmir Assunção – deputado federal PT-BA

Ex-presidente Itamar Franco morre

Morreu neste sábado, em São Paulo, o ex-presidente da República Itamar Franco. Aos 81 anos, o político cumpria mandato até janeiro de 2019 no Senado Federal. Antes prefeito de Juiz de Fora (MG) e senador em três oportunidades, Itamar Franco chegou à Presidência após a renúncia de Fernando Collor de Mello, em 1992. Após deixar o Planalto, foi governador de Minas Gerais. Itamar foi diagnosticado com leucemia em maio.
Filho de Augusto César Stiebler Franco e Itália Cautiero Franco, Itamar Augusto Cautiero Franco nasceu a bordo de um navio em 28 de junho de 1930. O pai de Itamar havia morrido meses antes de seu nascimento e sua mãe registrou o filho em Salvador (BA), onde morava um tio. A família era de Juiz de Fora e ele se mudou para Minas Gerais com poucos meses. No município, cresceu e se formou em Engenharia Civil em 1954. Foi durante o curso que iniciou sua vida pública, participando da política estudantil.
Ainda na década de 50, se filiou ao PTB e tentou se eleger vereador e, depois, vice-prefeito em Juiz de Fora. Com o golpe militar em 1964 e a instalação de um regime de bipartidarismo, Itamar migrou para o MDB, sigla pela qual conquistou seu primeiro mandato eletivo, na prefeitura de Juiz de Fora, em 1967. No pleito de 1972, foi reeleito, mas deixou o cargo um ano depois para concorrer, com sucesso, a uma vaga no Senado – sendo reeleito em 1982, já no sucessor do MDB, o PMDB. Em 1986, sem apoio para ser candidato ao governo mineiro em seu partido, se filiou ao PL, mas foi derrotado por Newton Cardoso, candidato de sua ex-agremiação.
Com a derrota, Itamar voltou ao Senado para cumprir o restante de seu mandato, que ia até 1990. No período, participou da Assembleia Nacional Constituinte e das campanhas para a volta das eleições diretas. Em 1989, trocou novamente de sigla e foi para o desconhecido Partido da Reconstrução Nacional (PRN), para ser candidato à vice na chapa de Fernando Collor de Mello, que saiu vencedora

Com morte de Itamar, assume a vaga no senado Zezé Perrella

de Esquerdopata

Zezé Perrella (PDT) tem patrimônio invejável que o TRE desconhece
Primeiro suplente do senador Itamar Franco é rei das pastagens e guarda uma riqueza que os eleitores não sabem
Hoje em Dia
Amália Goulart – Repórter

Vista da Fazenda Guará, em Morada Nova de Minas,
propriedade de Perrella avaliada em R$ 60 milhões
“É uma fazenda muito grande. Tem terra e boi, daqueles…nelore, pra todo lado. Para entrar na granja de porcos tem que usar máscara e roupa especial. A casa fica no fim de uma rua de pedra. E sabe, ele é bom para os funcionários. A única coisa ruim são as estradas. Ele mesmo só vem de avião”. Este foi o relato de uma senhora que já trabalhou na fazenda do “rei do campo” e dá uma pequena dimensão de uma das propriedades rurais mais completas do Estado. Todo morador de Morada Nova de Minas, a 300 Km de Belo Horizonte, sabe na ponta da língua de quem é a Fazenda Guará: Zezé Perrella (PDT). O cartola dos gramados de futebol também é rei das pastagens. Mas os eleitores não sabem que o ex-deputado e primeiro suplente de senador guarda tamanha riqueza.
A propriedade está avaliada em cerca de R$ 60 milhões, segundo corretores ouvidos pelo Hoje em Dia na região. “Aqui, nenhuma fazenda de mil hectares sai por menos de R$ 10 milhões. Recentemente, foi vendida uma, até barata, por este preço. A do Perrella vale uns R$ 60 milhões, sem dúvida. Ela tem quase 2 mil hectares”, afirmou o corretor Alisson de Faria Braga, sem saber que a informação era para uma reportagem sobre o patrimônio de Perrella.
As terras do presidente do Cruzeiro se perdem no horizonte aos olhos de quem passa pelo local. Os registros oficiais obtidos pelo Hoje em Dia são discrepantes. No Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), uma única propriedade de nome Guará está registrada em Minas Gerais. Tem área de 1.262 hectares. Porém, uma escritura da mesma, emitida pelo cartório de Morada Nova de Minas, aponta área de 480 hectares.
Segundo Alisson Braga, o preço de venda do hectare que informou refere-se a terra nua na beira do Rio São Francisco, sem equipamentos. Já o corretor Alan Israel Costa, da JA Imobiliária, em Patos de Minas, uma das imobiliárias de maior prestígio na região, onde o agronegócio é forte, informou que a localização da Fazenda Guará é uma das mais valorizadas do Estado. “São terras vermelhas, férteis, e que têm água”, disse.
Pensando tratar-se de uma reportagem sobre a valorização imobiliária da região, Costa disse que o preço médio do hectare a região da Guará é de R$ 3.500, mas pode ser maior devido à falta de oferta de fazendas para venda. “Lá (em Morada Nova de Minas) tem fazendas boas. O preço é de R$ 3.500 o hectare, em média, para terras sem benfeitorias”, informou.
Costa disse que está vendendo uma fazenda de 9 mil hectares por R$ 130 milhões. Possui cinco pivôs centrais e está localizada em uma região de terras piores do que a do presidente do Cruzeiro. A fazenda de Perrella é equipada com sete pivôs centrais de irrigação. Segundo o corretor, somente as terras de Perrella, sem benfeitorias, valeriam R$ 7 milhões. Sites especializados na venda de fazendas apresentam opções de compra de terrenos na região da Guará que se aproximam desse valor. O próprio presidente do Cruzeiro admitiu ao Hoje em Dia que a fazenda de Morada Nova de Minas, considerando os equipamentos e benfeitorias, vale mais de R$ 60 milhões.
A Fazenda Guará é banhada pelas águas da represa de Três Marias, no Rio São Francisco. Produz de grãos, aves, suínos e gado. A granja é climatizada. “Perrella tem 1,3 mil matrizes (fêmeas reprodutoras)”, disse um funcionário. Uma porca gera em média 8 filhotes a cada gestação. Por dia, saem quatro caminhões da fazenda carregados de suínos para o abate. Parte da carne é exportada.
As pastagens para o gado, na maioria da raça nelore, estão na margem do São Francisco. Quem está do lado de fora da propriedade pode avistar centenas de animais da raça espalhados. O curral é informatizado. “Ele (Perrella) costuma participar de leilões”, contou um profissional da área.
Diariamente, saem da Guará caminhões carregados de arroz, trigo, feijão, milho e soja. Num intervalo de aproximadamente de três horas, o Hoje em Dia flagrou quatro caminhões sendo carregados e despachados da fazenda. Grandes silos compõem a paisagem opulenta da propriedade.
Apesar de vizinhos da fazenda e outros moradores do município assegurarem que a Guará pertence ao presidente do Cruzeiro, o imóvel não consta da declaração de bens do deputado entregue à Justiça Eleitoral em 2010, quando se apresentou como primeiro suplente do senador eleito Itamar Franco (PPS). Ao contrário, a julgar pelo documento, Perrella nem mesmo pode ser considerado rico. Depois de dois mandatos parlamentares, um como deputado federal e outro como estadual, e de dez anos na direção do Cruzeiro, ele informa ter um patrimônio de apenas R$ 490 mil.
Oficialmente, a Guará é de propriedade da Limeira Agropecuária e Participações Ltda. Segundo a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais, 95% das cotas da empresa são divididas entre os filhos de Perrella: a estudante Carolina Perrella Amaral Costa, de 25 anos de idade, e o deputado estadual Gustavo Henrique Perrella Amaral Costa (PDT), de 27 anos. Um sobrinho do presidente do Cruzeiro, André Almeida Costa, de 29 anos, detém os restantes 5% das cotas da Limeira e figura no documento como administrador da Fazenda Guará.
Fazenda lucra com gado e grãos
A constituição da Limeira Agropecuária criou uma situação curiosa. Oficialmente, o jovem Gustavo Perrella é um milionário, enquanto o pai, empresário há 40 anos, tem patrimônio compatível com o de um brasileiro da classe média.
Graças ao prestígio de Zezé Perrella, Gustavo foi eleito deputado estadual no ano passado. Na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral, Gustavo tinha patrimônio de R$ 1,9 milhão. Deste total, segundo o documento, R$ 900 mil se referiam às quotas da Limeira.
Gustavo indicou na mesma declaração que uma parcela, no valor de R$ 250 mil, do patrimônio total era procedente de doação do pai, em dinheiro. Os demais bens listados são um carro, um apartamento, quotas de outras duas empresas e saldo em caderneta de poupança.
Carolina ‘Perrella’ parece detentora de um grande tino empresarial. Em 2009, na última alteração contratual da Limeira registrada na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), as cotas da jovem estudante na empresa, equivalentes a 47,5% do total, valiam R$ 855 mil. Os valores eram os mesmos atribuídos ao irmão Gustavo. Mas, a julgar pelas avaliações informais atualizadas da Fazenda Guará, o patrimônio real de Carolina pode chegar a quase R$ 30 milhões.
Isso porque, embora dona de fazendas avaliadas em dezenas de milhões de reais, a Limeira valia em 2009, segundo o contrato social, apenas cerca de R$ 1,8 milhão. Mas, além das avaliações de corretores, é certo que a fazenda tem gerado lucros com a criação de gado, porcos, aves e com a produção de grãos. Pela declaração de bens à Justiça Eleitoral de 2010 de Gustavo Perrella, houve variação patrimonial positiva de R$ 55 mil em relação ao valor das cotas indicado na alteração contratual registrada na Jucemg em 2009.
Segundo o contrato social, as atividades da Limeira são cria, recria e comercialização de bovinos, suínos, aves e peixes; a produção, beneficiamento, reembalagem e comercialização de grãos e sementes; extração e comercialização de leite e derivados; produção e comercialização de madeira; industrialização e comercialização, no mercado interno e externo, de produtos agropecuários.
Abrigo para descansar
Para quem tem uma rotina intensa, a Fazenda Guará é um ótimo local de descanso. O ex-deputado estadual Zezé Perrella que o diga. É lá que ele gosta de passar os finais de semana. Em meados de janeiro, por exemplo, o Hoje em Dia entrou em contato com o motorista do ex-deputado. Conhecido como Dadá, ele informou que o patrão (Zezé Perrella) estava na Guará, descansando.
“Ele não pode falar porque está na fazenda dele”, afirmou Dadá. Na ocasião, Perrella estava sendo procurado para falar sobre a acusação feita pelo empresário Antônio César Pires de Miranda Júnior de que o presidente do Cruzeiro teria feito acerto prévio com um terceiro empresário para vencer licitação do Governo estadual.
Frequentemente, Perrella é visto na companhia de amigos e de parceiros de negócios na Fazenda Guará. Um desses visitantes é Ildeu da Cunha Pereira, superintendente do Cruzeiro. Ildeu foi preso pela Polícia Federal em 2008, junto com o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser o operador do esquema conhecido como mensalão.
Moradores da região e funcionários disseram que Perrella invariavelmente aterrissa de avião ou de helicóptero na pista particular da fazenda de Morada Nova de Minas, a poucos metros da casa sede. Parentes do deputado, originários de São Gonçalo do Pará, cidade natal de Perrella, também costumam visitar a propriedade. Mas, segundo amigos da família, eles ficam acampados pela fazenda. “Ele (Perrella) quer cortar isso porque o lugar fica uma bagunça”, disse um outro visitante da Guará.
A casa usada por Perrella na Guará não segue os padrões de grandeza das pastagens e dos equipamentos agrícolas. É aconchegante, mas discreta. Tem duas suítes, mais três quartos, piscina e área de lazer. A decoração é rústica. Uma grande varanda rodeia a edificação. Árvores estrategicamente plantadas garantem privacidade aos donos e frequentadores. Nas proximidades, habitações para funcionários e uma casa para hóspedes.
Transação tem cifras discrepantes
Mesmo sendo avaliada por corretores da região em pelo menos R$ 60 milhões, a Fazenda Guará foi vendida, oficialmente, à Limeira Agropecuária por R$ 360 mil. A escritura da propriedade, registrada no cartório de imóveis de Morada Nova de Minas, dá conta de que ela tem 480 hectares e foi negociada no dia 9 de novembro de 2009.
O vendedor foi Waldemar Alves de Moura, um pequeno fazendeiro de Biquinhas, município vizinho a Morada Nova de Minas. Procurado pelo Hoje em Dia, Waldemar negou a venda da fazenda. “Não vendi nada para ele não”, disse. Ao ser informado que na escritura da fazenda constava a venda com o número do CPF dele, mudou a versão. Confirmou que vendeu “uma pequena propriedade” a Zezé Perrella. “Vendi para ele uma fazenda em Biquinhas. Mas não era nem uma fazenda, era um pedaço de terra”, disse, confirmando o negócio com o deputado, não com os filhos, e o valor de R$ 360 mil da negociação.
“Mas aquela fazenda lá não é a Guará. Ela chama Néris e é muito menor”, afirmou. Néris era o nome da Guará antes da venda. “Terras na Fazenda Néris, município de Biquinhas, que a partir desta data será denominada Fazenda Guará”, diz trecho da escritura da propriedade. No documento, a fazenda está localizada em Biquinhas. Mas, no contrato social da Limeira consta que a Guará está localizada em Morada Nova de Minas.
Corretores da região informaram que, em 2009, a fazenda já valia mais de R$ 40 milhões, e que ela foi comprada, numa transação anterior, por cerca de R$ 10 milhões. Os corretores não souberam informar com precisão o ano em que Perrella teria adquirido a propriedade. Um amigo da família informou que esteve na Guará em 2008, na condição de convidado. Neste período, segundo ele, a fazenda já pertencia a Perrella. O amigo do deputado exibiu duas fotografias feitas durante a visita.
Na escritura da fazenda consta também que ela possui uma reserva florestal. “Esta fazenda é tão grande que ela vai de um vilarejo a outro”, disse um trabalhador rural da região. A Guará começa próximo à comunidade de Val das Flores e termina na Frei Orlando. “Aqui no Val das Flores quase todo mundo trabalha na fazenda de Zezé Perrella”, informou o trabalhador que pediu para não ser identificado na reportagem. Cerca de 200 funcionários são contratados da Guará. Dois ônibus passam, por dia, recolhendo os trabalhadores nas comunidades para levá-los ao trabalho.
Empresa possui outra fazenda
A Limeira Agropecuária e Participações Ltda. tem uma segunda fazenda, a Mato Dentro. Fica no município de Igaratinga, no Centro-Oeste de Minas, e é especializada na produção de bovinos e suínos. É administrada pelo irmão de Zezé Perrella, Geraldo de Oliveira Costa.
Graças a um documento de 30 de julho de 2008 da Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Alto São Francisco, é possível mensurar a propriedade. Segundo fiscais do meio ambiente que estiveram na fazenda para emitir parecer sobre um pedido de licenciamento, as terras abrigavam 4.500 porcos, 250 cabeças de gado e 75 hectares de pastagens.
A ração que alimenta o rebanho é produzida na fazenda. A Mato Dentro se dedica a engorda de leitões até o ponto de abate. “Os animais são mantidos em galpões com comedouros, bebedouros, lâmina d’água, grades plásticas, gaiolas, cortinas para propiciar conforto térmico, praticidade, economia de água e facilidade nas operações de higienização dos animais para o processo produtivo”, diz trecho do documento.
Ex-deputado já é investigado
A Polícia Federal já investiga a suspeita de enriquecimento ilícito de Zezé Perrella. Trata-se de um inquérito referente à gestão do cartola no Cruzeiro Esporte Clube. Em maio do ano passado, o deputado e o irmão dele, Alvimar de Oliveira Costa, foram acusados de lavagem de dinheiro e evasão de divisas na venda do jogador Luisão.
A investigação mostrou que o jogador foi negociado com a equipe Central Espanhol Futebol Clube, do Uruguai. O valor da transação foi de US$ 2,5 milhões. O problema, apontado pela Polícia Federal, é que, pouco tempo depois, o clube de Montevidéu vendeu Luisão para o Benfica por quase US$ 1 milhão a menos. A suspeita é de que a negociação com o Central Espanhol tenha sido de fachada para esquentar dinheiro sem origem declarada. Existe ainda uma segunda investigação na PF para apurar suspeita semelhante na venda do volante Ramires para o Benfica, em 2009.
Como deputado estadual, Perrella teria a chance de ganhar R$ 1 milhão no mandato, somando salário, auxílio moradia e outros benefícios. Ainda assim, terminou o mandato com uma declaração de bens de R$ 490 mil. Fontes do meio político disseram que existe a possibilidade de Itamar Franco ser convidado, no fim do ano que vem, para reassumir a presidência do Conselho Administrativo do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Desta maneira, Perrella assumiria a vaga de Itamar no Senado. O senador foi internado na última semana em São Paulo para tratar de uma leucemia.
No site da Assembleia Legislativa consta que a profissão de Zezé Perrela é empresário. “Atua nas áreas da agricultura e agroindústria, em especial no comércio de carnes”, diz o perfil oficial de Perrella.

Irritado com a abordagem do Hoje em Dia para falar do patrimônio pessoal, o ex-deputado Zezé Perrella (PDT) informou que a fazenda Guará vale mais de R$ 60 milhões. “Ela vale muito mais. Não é só isso”, disse. O presidente do Cruzeiro ameaçou a repórter e prometeu retaliação. “Estou doido para pegar um jornalistazinho assim, igual a você. Isso vai ter volta. Vai ter retaliação”, afirmou. Ele disse que doou todos os bens para os filhos “há oito, nove anos.

Governador Anastasia PSDB – MG dá vice-presidência em estatal para deputado do castelo

O ex-deputado federal mineiro Edmar Moreira (PR),que ficou conhecido por ter um castelo em estilo medieval avaliado em R$ 25 milhões, foi nomeado vice-presidente da estatal Minas Gerais Participações (MGI).

Desde o último dia 4, Moreira trabalha próximo do governador Antonio Anastasia (PSDB), na cidade administrativa, e ganha um salário de R$ 11 mil. A MGI apóia a “política de privatização mineira” e participa de empresas consideradas promissoras para o desenvolvimento do Estado.

O governo de Minas Gerais informou que Moreira foi indicado para o cargo pelo PR. Além disso, alega que o nome do ex-parlamentar foi aprovado por unanimidade no fim de março pelo Conselho Administrativo da MGI, colegiado presidido pelo secretário de Fazenda, Leonardo Colombini.

Em 2009, após assumir a corregedoria da Câmara, Moreira justificou gastos da verba indenizatória com notas de suas próprias empresas, entre elas, uma de segurança. Em meio à polêmica, que incluiu a revelação da posse do castelo em São João Nepomuceno (MG), ele deixou o cargo.

No ano passado, o ex-deputado foi absolvido pelo Tribunal de Contas da União da acusação de mau uso de verba e também no Conselho de Ética da Câmara. Mesmo assim, não conseguiu a reeleição, ficando na oitava suplência. Como Anastasia nomeou alguns deputados eleitos como secretários, Edmar já é o quarto suplente na lista para assumir um mandato na Câmara dos Deputados.

Fonte: Brasília Confidencial

Lula traça como meta reorganizar petistas em Minas Gerais e São Paulo. Estratégia passa pela reaproximação da legenda com a classe média

Correio Braziliense

Tiago Pariz 

Inquieto com os limites da vida de palestrante vedete, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer retornar logo ao dia a dia da política e traçou como meta mergulhar no PT para reorganizar o partido nos dois principais redutos eleitorais do PSDB: São Paulo e Minas Gerais. Durante todo o governo, Lula queixou-se da incapacidade de o partido capitalizar as ações federais e deixar que os estados comandados por adversários engolissem a paternidade dos projetos. 

O afastamento do PT agravou-se depois do escândalo do mensalão, em 2005, em parte patrocinada por Lula, que usou essa estratégia para manter o capital político e não se afundar na turbulência que arrastou o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu. Agora, a intenção é usar a popularidade construída para reaproximar a legenda da classe média — o eleitorado mais ativo e influente nas campanhas paulista e mineira.

Nas classes C, D e E — as mais beneficiadas pelas políticas públicas dos últimos oito anos —, a meta é mostrar o PT como única legenda capaz de manter o legado de seu governo. A mais recente pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou que a presidente Dilma Rousseff já é identificada pela maior parte da população como a herdeira de Lula. O ex-presidente não quer que o distanciamento se mantenha na administração de sua sucessora.

Lula até agora se manteve distante do dia a dia partidário limitando suas aparições a palestras privadas. Ontem, discursou para um Fórum de Líderes patrocinado pela Microsoft em Washington (EUA). O ex-presidente centrou o discurso na educação e defendeu o governo de sua sucessora dizendo que ela não pode ser julgada pelos primeiros meses, mas pelos quatro anos. “Em 100 dias a gente está aprendendo os corredores, as cadeiras e a abrir as gavetas”, afirmou Lula, que já palestrou no Catar, e tem na agenda um evento de banqueiros em Acapulco, no México, e de telefonia em Londres.

Prefeitos
Em São Paulo, a primeira tarefa de Lula será uma reunião com prefeitos petistas. “Vamos colocar o Lula para conversar com os prefeitos, aproveitando que ele quer mergulhar na política do partido”, afirmou o prefeito de Osasco, Emídio de Souza. A reorganização tem como meta afinar o discurso com a classe média paulista, começando do zero por conta do fracasso das últimas estratégias eleitorais. A constatação é que o PSDB, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), tem na ponta da língua os anseios dessa parte do eleitorado e o PT, não.

A meta imediata para 2012 é reconquistar a prefeitura de Santo André (SP), e tradicional reduto petista, que estava nas mãos da legenda desde 2000. A segunda é viabilizar um candidato forte na capital com chance de vitória em 2012. Os petistas avaliam que o único tucano imbatível é José Serra, que não pretende disputar a prefeitura.

Em Minas, a tarefa começa por uma harmonização das atuações da bancada federal governista com a estadual de oposição ao governador Antonio Anastasia (PSDB). “Nós vamos buscar fazer mais por Minas mostrando quais são as obras e projetos do governo federal”, afirmou o deputado Reginaldo Lopes, presidente do PT estadual. Em Belo Horizonte, os petistas querem que o prefeito Márcio Lacerda (PSB) rejeite uma aliança com o PSDB. Uma das iniciativas de dar mais visibilidade para projetos federais em Minas, na visão de Lopes, é o gabinete presidencial que será aberto em Belo Horizonte.

Candidato a líder do DEMos na Câmara dos Deputados é condenado à perda do mandato.

Disputando a liderança do DEMos na Câmara, com apoio do prefeito de SP Gilberto Kassab, o Dep. Marcos Montes (MG) foi condenado à perda do mandato e ao ressarcimento de dinheiro aos cofres públicos, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

A condenação foi porque, quando prefeito de Uberaba, contratou serviços da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Brasil Central (Adebrac) sem processo licitatório, ferindo a Lei de Licitações (nº 8.666/93).

Detalhe: A ADEBRAC pertence a seu compadre político, o deputado federal Nárcio Rodrigues (PSDB/MG) e ao deputado estadual José Maia (PSDB/MG).

O contrato, com direito a aditivos, era para “elaboração de projetos técnicos e de planos de trabalho para o município” (o que exige licitação), e sangrou os cofres públicos do município em R$ 168 mil (valores de 2001 a 2004).

A sentença pedia ressarcimento integral aos cofres públicos de todos os pagamentos feitos pelo município à Adebrac, devidamente corrigidos monetariamente.

O deputado entrou com recurso, alegando que o serviço foi prestado, e o tribunal manteve a perda do mandato como pena, abrindo mão do ressarcimento aos cofres públicos. Ele ainda recorre na justiça mineira, e diz que irá até o STF, antes de perder o mandato.

Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com

Engenheiro, como pessoa física, doou R$ 60 mil para campanha de Anastasia e sua construtura também contribuiu.

 

A lista de doações de campanha do governador eleito em Minas Gerais, Antonio Augusto Anastasia, possui bastante depósitos em espécie de pessoas físicas. Contudo, uma doação se destaca pelo valor. O engenheiro Carlos César de Lima depositou R$ 60 mil em espécie, no dia 15 de setembro, para a campanha do tucano.

Lima é proprietário da construtora Cinzel, que já teve como clientes, de acordo com o site da empresa (imagem), as prefeituras de Belo Horizonte, São Paulo, Contagem, Varginha, Santa Bárbara e Betim, além de nove instituições ligadas ao governo estadual.

A construtora é conhecida por ser a pioneira em instalar equipamentos medidores de velocidade na capital mineira e investiu, ao todo, R$ 180 mil na campanha de Anastasia, quando considerados mais dois depósitos de R$ 60 mil, respectivamente, nos dias 30/7 e 13/8. A construtora  também apoiou, com mais R$ 80 mil, as campanhas de Itamar Franco (PPS) e Aécio Neves (PSDB). Todas as doações feitas com “depósito em espécie”.

Fonte: Brasília Confidencial

MP processa Aécio Neves por prender e ilegalmente e humilhar quilombolas favorecendo fazendeiros.

“… os quilombolas foram mantidos ilegalmente presos e algemados, de pé, na porta do quartel da Polícia Militar em Porteirinha, em pleno centro da cidade, … ficando ali expostos por mais de 03 horas ao opróbrio público, qual escravos fujões recém-capturados pelo capitão-do-mato…”

O texto acima não é um extraído de um romance de ficção do Século XIX. Faz parte da ação civil ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Fundação Cultural Palmares, pedindo que o Estado de Minas Gerais seja condenado a pagar indenização por danos morais coletivos em virtude de arbitrariedades cometidas pela Polícia Militar mineira contra três comunidades quilombolas: Povo Gorutubano, Brejo dos Crioulos e Lapinha.

Em diversas operações da Polícia Militar, os integrantes das comunidades quilombolas foram, de forma ilegal, ameaçados, algemados e expostos a humilhações públicas. Houve caso em que até crianças de 4, 6 e 7 anos de idade foram detidas.

Em duas oportunidades, os policiais, fortemente armados, agiram a pedido de fazendeiros, sem qualquer ordem judicial que os amparasse. Nessas ocasiões, as ações policiais aconteceram a pretexto de desocupar terras ocupadas pacificamente por famílias quilombolas.

No primeiro caso, ocorrido em 2006 (sob o governo de Aécio Neves), 15 policiais, fortemente armados e sem mandado judicial, invadiram e destruíram acampamento montado por famílias gorutubanas, apreenderam suas ferramentas de trabalho, algemaram todos eles uns aos outros e conduziram-nos, presos – inclusive três crianças -, num percurso de 60 km, até o quartel da Polícia Militar da cidade de Porteirinha.

Lá chegando, os quilombolas foram mantidos ilegalmente presos e algemados, de pé, na porta do quartel, em pleno centro da cidade, ficando ali expostos por mais de três horas, “qual escravos fujões recém-capturados pelo capitão-do-mato”, narra a ação.

Várias testemunhas contaram que, enquanto estavam ali, os fazendeiros que disputam terras com os quilombolas, passavam por eles a todo instante, fazendo escárnio, chacotas, proferindo palavras de ofensa e humilhação.

Para o procurador da República, “o que mais choca nos relatos é que, em pleno século XXI, cidadãos brasileiros foram tratados de fato como escravos rebeldes. A única diferença é que as grossas correntes foram substituídas por algemas. Mas a exposição pública, a humilhação, o desrespeito à dignidade humana, estavam todos lá”.

A prisão dos quilombolas não foi comunicada nem ao promotor de Justiça, nem ao juiz da cidade e eles só foram soltos após a chegada ao local do advogado da associação.

Esse é apenas um dos casos, talvez o mais cruel, narrados na ação, embora os abusos cometidos contra as comunidades de Brejo dos Crioulos e Lapinha também sejam de mesma natureza e igualmente chocantes (veja o inteiro teor da ação, com a descrição completa dos fatos).

Segundo os autores, os efeitos das operações militares, na verdade, não se restringem apenas às comunidades quilombolas diretamente ofendidas: “Esses efeitos espraiam-se, de maneira difusa, a todo o movimento quilombola, cujas comunidades ficam amedrontadas e temerosas de lutar por seus direitos, tendo em vista a violência das operações”.

Sem generalizar a acusação para bons policiais que respeitam a cidadnia, o MPF expediu recomendação ao Comando-geral da PM para que instrua seus policiais a agirem dentro da legalidade (por exemplo, só ingressarem no interior dos territórios das comunidades munidos de mandado judicial) e sem qualquer abordagem de cunho coativo ou intimidatório.

Para o procurador, “no ambiente democrático em que vivemos, essas atitudes policiais são absolutamente intoleráveis. A Polícia Militar não tem a prerrogativa de importunar os cidadãos, acusando-os sem prova e, pior, coagindo-os a prestar informações e ameaçando-os com represálias e retaliações, como aconteceu na operação realizada contra a Comunidade de Lapinha.

O MPF lembra que é a própria Constituição que assegura às comunidades quilombolas o direito de propriedade definitiva das terras por eles ocupadas.

A ação indenização coletiva no valor mínimo de R$ 4,5 milhões, e que seja revertida em favor das comunidades para o custeio das despesas dos respectivos processos de regularização fundiária.(Do MPF/MG)

Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com

Anastasia, Governador de Minas, inaugura hospital que não tem data pra funcionar

 

Foto: Correio de Uberlândia

O governador de Minas Gerais, Antonio Augusto Anastasia, esteve em Uberlândia (MG), no início desta semana, para inaugurar o Hospital e Maternidade Municipal (HMM) Dr. Odelmo Leão Carneiro. Contudo, não há data prevista para o hospital entrar em funcionamento.

A prefeitura da cidade informou que os 500 profissionais aprovados no processo seletivo ainda serão convocados e iniciarão a capacitação para posteriormente dar-se início ao atendimento ao público. Além disso, só com a realização de outro concurso para contratação de mais 800 pessoas, o hospital funcionaria plenamente.

“Vamos inaugurar 100 leitos de internação e 10 de UTI. O processo todo deve demorar cerca de quatro meses”, afirmou o superintendente do HMM Christian Campos. A Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) será a responsável pela administração do HMM.

Fonte: Brasília Confidencial

DEU NO GLOBO. Só metade dos estados cumpre mínimo para saúde.

   
Rio Grande do Sul, Rio e Minas estão entre os que não investem os 12% previstos pela Constituição

 

BRASÍLIA. Segundo levantamento do Conselho Nacional de Saúde (CNS), atualmente, dos 26 estados e o Distrito Federal, 13 não cumprem o investimento mínimo em saúde previsto pela Constituição, que é 12% da receita bruta. A pior situação é a do Rio Grande Sul, que aplica 4,37% em saúde, mas estados importantes, como Paraná, Rio e Minas Gerais, também não cumprem o dispositivo constitucional – a chamada emenda 29, ainda pendente de regulamentação no Congresso.
A falta de regulamentação permite um debate em torno do que são serviços de saúde e se estão incluídos, por exemplo, investimentos em saneamento básico.
O estado de São Paulo está entre os que cumprem o mínimo constitucional, com gastos de 12,44% de sua receita no setor. A União aplica o orçamento do ano anterior mais a variação do PIB, enquanto os municípios têm de investir 15% da receita bruta.
– Todo ano é o (orçamento do) ano anterior mais o PIB. Acha que é pouco? Ano que vem a saúde terá 13% a mais, 7,5% de aumento real em 2011. Os estados não cumprem e os municípios, que deveriam por 15%, põem 20%, 25% – disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao justificar a necessidade de regulamentar a Emenda 29 para que todos cumpram sua parte.
 
O Globo, 9 de novembro de 2010

Serra pede a mineiras que conquistem votos de pretendentes. (boquetes de urna ?)

Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – O candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, pediu nesta quinta-feira (28) às mulheres de Uberlândia (MG) para conquistar votos de seus pretendentes. “Se você é uma menina bonita, tem que conseguir 15 votos. Pegue a lista de pretendentes e mande um e-mail. Fale que quem votar em mim tem mais chance com você”, sugeriu.

O tucano fez a terceira visita a Minas Gerais no segundo turno e contou com grupos de batucada e fanfarra contratados. Cerca de cinco ônibus oriundos de Belo Horizonte, com cabos eleitorais que recebem R$ 40 por dia participaram das atividades de Serra na cidade.

O presidenciável insistiu em elogios a Minas, onde sua adversária, Dilma Rousseff (PT) venceu no primeiro turno.  “Minas é o centro do país. É a síntese. E Minas vai decidir essa eleição”, afirmou.

O senador eleito por Minas Gerais, Aécio Neves, e Anastasia, governador eleito do estado, acompanharam o candidato em suas atividades em Uberlândia. “Fizemos barba, cabelo e bigode elegendo a mim, ao Aécio e ao Itamar. Agora, a tarefa para ficar completa é José Serra presidente”, discursou Anastasia.

Bento XVI

Serra também se pronunciou sobre as declarações do papa Bento XVI nesta quinta-feira (28) a bispos brasileiros no Vaticano. O pontífice defendeu que os clérigos se posicionem em eleições caso temas como aborto e eutanásia são colocados no debate. “Eu não ouvi as declarações, mas elas são até previsíveis”, disse Serra. “O papa é o líder mundial da Igreja Católica e tem o direito e a liberdade de dar suas opiniões e orientar os bispos”, afirmou.

A campanha foi marcada por temas religiosos e por compromissos dos candidatos com a agenda de setores evangélicos e católicos. Cópias de um panfleto da Regional Sul 1 da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foram distribuídas em igrejas e pelas ruas do país. Outra ação, atribuída à campanha do PSDB, envolveu uma ação de telemarketing ativo (telefonemas direcionados a milhares de eleitores) afirmando que Dilma Rousseff (PT), candidata governista ao cargo, seria favorável ao aborto

Campanha de Hélio Costa divulga carta de Lula para ajudar peemedebista e Patrus Ananias em MG

 

FERNANDA ODILLA
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

Às vésperas das eleições, a campanha de Hélio Costa (PMDB) ao governo de Minas Gerais tenta reforçar a ligação do peemedebista com o presidente Lula. Para recuperar a liderança nas pesquisas eleitorais e conquistar eleitores, a campanha enviou nessa semana carta assinada por Lula pedindo aos belohorizontinos votos em Costa.

No texto, Lula elogia o desempenho do peemedebista e do candidato a vice, Patrus Ananias (PT), que fizeram parte de seu governo. O presidente segue a principal bandeira da campanha e afirma que seus aliados terão um governo voltado para o social.

Lula afirma que Costa é “um homem sério, preparado e preocupado com o bem-estar dos mais pobres”. Em relação a Patrus, o presidente o apresenta como ministro do Bolsa Família, principal programa de transferência de renda, que atende a 12 milhões de famílias.

“Patrus implantou as políticas sociais do meu governo e está com Hélio. Eles têm um compromisso com o povo mineiro e, juntos com Dilma [candidata do PT à Presidência] vão trabalhar para erradicar a pobreza e o analfabetismo em Minas”.

Personalizada, a carta cita obras e projetos que marcaram a trajetória do PT à frente da prefeitura da capital mineira, como o Orçamento Participativo e a duplicação de uma importante avenida da cidade.

O presidente também pede votos para o ex-prefeito de BH, Fernando Pimentel, que está atrás do ex-governador Aécio Neves (PSDB) e do ex-presidente Itamar Franco (PPS) na disputa ao Senado.

APELOS

A carta de Lula foi produzida depois que pesquisas internas do PT indicaram uma diferença de até 26 pontos percentuais a favor de Antonio Anastasia em relação a Costa na capital mineira e na região metropolitana.

A carta está sendo enviada pelos Correios, empresa pública subordinada ao Ministério das Comunicações. Nos debates, Anastasia tenta atrelar Costas às denúncias de irregularidades envolvendo os Correios, que trocou a diretoria após acusações de corrupção.

A Folha apurou que é Patrus quem tem cobrado do PT um empenho maior do presidente na disputa pelo governo de Minas Gerais. O ex-ministro chegou a propor um duelo entre o presidente Lula e Aécio, maior puxador de votos no Estado.

Além das cartas, a campanha Hélio/Patrus aposta numa gravação da voz do presidente Lula pedindo votos para a chapa. Por meio de um serviço de telemarketing, ligações têm sido feitas para residências de todas as cidades do Estado, chegando a 3,5 milhões de eleitores.

A gravação mostra uma fala antiga do presidente Lula que foi editada e enfrentou resistência do PT nacional. A ideia era que a gravação de Lula seguisse o modelo da divulgada por Aécio, mas foi abortada pelo comando nacional do PT. A avaliação do partido era que poderia causar constrangimentos e problemas na Justiça Eleitoral porque o presidente Lula “ligando” no horário de expediente para pedir votos.

Pimentel diz na TV ter ‘mais força política’ que Itamar Franco

RODRIGO VIZEU
DE BELO HORIZONTE

O candidato do PT ao Senado por Minas, Fernando Pimentel, usou seu último dia de propaganda de TV hoje para pedir diretamente que o eleitor dê a ele seu segundo voto, e não a Itamar Franco (PPS).

O ex-prefeito de Belo Horizonte disse ter “mais força política” que o ex-presidente.

“A verdade é que o Aécio está quase eleito. Sendo assim, restam dois candidatos com chances, eu e o Itamar. Tenho respeito pelo Itamar, mas acredito que eu também tenho experiência, capacidade e até mais força política caso a Dilma seja eleita”, afirmou o petista no programa da tarde.

Pimentel bateu de frente com Itamar, que criticou no rádio a ideia de um senador “amigo do presidente”. Em resposta, o candidato do PT disse que o senador “não pode ser é inimigo do presidente”.

Ele defendeu a importância de ter um senador que faça “o meio de campo” com o governo federal e que o Estado não pode ter três senadores de oposição. Eliseu Rezende (DEM) é o representante mineiro no Senado ainda com mandato a cumprir.

Dois terços dos eleitores não escolheram deputado federal, diz Datafolha

Instituto mostra Tiririca como 2º deputado mais votado da história, mas líder de 2010

Dois terços dos eleitores não escolheram deputado federal, diz Datafolha

Em campanha no bairro de Perus, na zona norte da capital, o líder de intenção de votos, Tiririca abraça eleitora (Foto: Divulgação)

São Paulo – Francisco Everardo Oliveira Silva pode superar a votação de Luiz Inácio Lula da Silva em 1986 e alcançar o segundo maior apoio da história do país. Como Tiririca (PR), o ator teria 3% das intenções de voto para deputado federal se a eleição fosse hoje, segundo pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada neste domingo.

O levantamento mostra ainda que 66% dos entrevistados não escolheram candidato a duas semanas da eleição. O alto índice de indecisos permite reviravoltas e relativiza os números apresentados.

Se confirmado o percentual, Tiririca alcançaria 900 mil sufrágios, ficando atrás dos 1,5 milhão de Enéas Carneiro em 2002. O criador do Partido da Reedificação da Ordem Nacional (Prona), morto em 2007, angariou a maior quantidade de apoiadores da história.

O campeão de votos de 2006, Paulo Maluf (PP), aparece com 1% na pesquisa, ao lado de Márcio França (PSB). O ex-governador e ex-prefeito de São Paulo teria a adesão de 300 mil pessoas, menos da metade dos 739 mil do pleito anterior.

No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) e o apresentador Wagner Montes (PDT) lideram com 2%. Ambos chegaram a ser cotados para a disputa do Executivo estadual.

O ex-jogador Romário (PSB) aparece com 1% dos 11,5 milhões de votos fluminenses. É o mesmo percentual de Jair Bolsonaro (DEM), candidato à reeleição e um dos expoentes da extrema direita no país.

Outro membro bem cotado dos Democratas é Antonio Carlos Magalhães Neto, com 2% dos eleitores baianos. ACM Neto é seguido de Negromonte (PP) e José Rocha (PR).

No Rio Grande do Sul, o Datafolha vê Manuela D’Ávila (PCdoB) como mais votada, com 2% dos 8 milhões de eleitores. Ela repetiria a dose de 2006, mas agora, com 160 mil votos. O ex-goleiro do Grêmio, Danrlei, é o segundo colocado com 1%.

Os petistas Reginaldo Lopes e Gilmar Machado estão empatados com Jaiminho Martins (PR) na liderança entre os candidatos mineiros. O segundo maior colégio eleitoral tem outros três postulantes do PT entre os preferidos.

Alvo

Tiririca foi alvo, no horário eleitoral gratuito, de um candidato ao governo de São Paulo e dois concorrentes ao Legislativo federal. Paulo Skaf (PSB) criticou o palhaço por fazer brincadeira da política. Adilson Maguila Rodrigues (PTN) e Said Mourad (PSC) também criticaram o favorito.

Candidato em uma coligação que, além do PR, tem PT, PCdoB, PRB e PTdoB, ele foi criticado indiretamente até por Aloízio Mercadante (PT). O segundo colocado nas pesquisas ao Palácio dos Bandeirantes pediu seriedade no voto durante um dos debates na TV.

Apesar das críticas e de apresentar um slogan de campanha sem qualquer proposta (“pior que tá, não fica”), o site traz questões pontuais. Na seção com bandeiras de campanha, há ações ligadas ao incentivo ao circo e à cultura em áreas periféricas, ampliação do Bolsa Família, combate ao preconceito contra nordestinos e proteção aos trabalhadores da construção civil.

Fonte: Rede Brasil Atual

Datafolha MG – Hélio 39% costa e Anastasia 36% dividem a disputa pela liderança

Hélio costa e Anastasia dividem a liderança

 

21% não têm candidato

Pesquisa Datafolha realizada em Minas Gerais a um mês das eleições, revela que o candidato à reeleição, Antonio Anastasia e o ex-ministro das comunicações, Hélio Costa (PMDB), pela primeira vez aparecem tecnicamente empatados na disputa pelo governo mineiro. Anastasia tem agora 36% das intenções de voto contra 39% de Hélio Costa. Considerando a margem de erro máxima para essa pesquisa de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Hélio Costa poderia ter entre 37% e 41% e Anastasia entre 34% e 38% das intenções de voto.

O ex-ministro oscilou negativamente um ponto percentual em relação à pesquisa anterior, do início de setembro. Anastasia, por sua vez, começou a campanha com 17%, passou a 29% no final de agosto, a 35% no início de setembro e agora oscila positivamente um ponto percentual.

O levantamento ouviu 1685 eleitores mineiros nos dias 08 e 09 de setembro de 2010, em 75 cidades do estado de Minas Gerais. A margem de erro desta pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os candidatos Zé Fernando Aparecido (PV), Vanessa Portugal (PSTU), Fabinho (PCB), Edilson Nascimento (PT do B) e Professor Luiz Carlos (PSOL) atingiram 1% das intenções de voto cada. Pepê (PCO), foi citado porém não alcançou 1% das citações. O TRE mineiro informa que Pepê teve sua candidatura indeferida, sendo substituído por Adilson Rosa, do mesmo partido. Essa alteração ocorreu após o início do campo da pesquisa atual. Estão indecisos 16% e 5% pretendem votar em branco ou anular o voto.

No cálculo de votos válidos, onde a taxa de votos brancos, nulos e indecisos é distribuída proporcionalmente segundo o percentual de intenção de voto de cada candidato, Hélio Costa tem 50% das citações, contra 45% de Antonio Anastasia.

Anastasia se destaca na capital mineira, com 45% das intenções de voto contra 35% de Hélio Costa. Já no interior, a situação se inverte: Hélio Costa tem 40% das citações contra 34% do atual governador.

Espontaneamente, sem a apresentação do cartão com os candidatos, Antonio Anastasia mantém mesmo índice da pesquisa anterior: 22% contra 17% de Hélio Costa. Não souberam citar nenhum candidato espontaneamente 49% dos entrevistados. Outras respostas somam 4% e 4% afirmam votar em branco ou anular o voto.

A maior rejeição em Minas Gerais continua sendo para o candidato Pepê, com 25% das citações dos eleitores, seguido por Fabinho (22%), por Vanessa Portugal, (20%), Zé Fernando Aparecido (17%), Edilson Nascimento, (15%) e Professor Luiz Carlos (15%). Anastasia é rejeitado por 17% e Hélio Costa por 16%.

Considerando um cenário de segundo turno entre Hélio Costa e Anastasia, o ex-ministro teria 47% contra 39% do atual governador de Minas Gerais. Esses índices já foram em 24 de agosto 51% e 35%, respectivamente. A diferença entre eles nesse cenário é de oito pontos percentuais. Votariam em branco ou anulariam o voto, 5% e 10% não saberiam em quem votar. Na capital, Anastasia ganharia a eleição com 47% contra 38% de Hélio Costa. No início de setembro, esses índices eram 53% a 39%, respectivamente.

Aécio Neves (PSDB) volta a crescer e alcança 67% das intenções ao senado
Ex-Presidente Itamar Franco (PPS) mantém segundo lugar

Aécio volta a crescer nas intenções de voto para o senado em pesquisa Datafolha a um mês das eleições e alcança 67% das citações, índice que já chegou a 70% no final de agosto e passou a 64% na pesquisa anterior, no início de setembro. O ex-presidente Itamar Franco (PPS) oscilou negativamente dois pontos percentuais e alcança 42%. Pimentel (PT), ex-prefeito da capital mineira, oscilou um ponto e chega a 29% das intenções de voto, ante 30% da pesquisa anterior.

O levantamento ocorreu entre os dias 08 e 09 de setembro e ouviu 1685 eleitores mineiros em 75 cidades do estado. A margem de erro máxima para essa pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Rafael Pimenta (PCB), Marilda Ribeiro (PSOL) e Zito Vieira (PC do B) têm 2% das intenções de voto cada, e com 1% cada surgem os candidatos Miguel Martini (PHS), José João da Silva (PSTU), Efraim Moura (PSTU), Betão (PCO) e Mineirinho (PSOL). O candidato Alfredo (PRB) atingiu 1% das citações, porém sua candidatura foi indeferida pelo TRE mineiro durante o campo da pesquisa, e o candidato já teve seu processo transitado e julgado. Como nessas eleições os eleitores devem votar para dois senadores, 8% dos eleitores mineiros afirmam votar em branco ou anular seu voto para uma das vagas, e 5% para as duas vagas. Não sabem em quem votar para uma das vagas somam 23% e 16% não sabem em quem votar para as duas vagas.

Aécio tem melhor desempenho entre os eleitores de Belo Horizonte 72%, entre os mais jovens (73%), entre os eleitores de José Serra (79%) e entre os 95% dos simpatizantes do seu partido.

Itamar Franco, por sua vez, se destaca entre os eleitores do PSDB, dos quais 65% votam no ex-presidente.

São Paulo, 10 de setembro de 2010

%d blogueiros gostam disto: