Datafolha: De onde vem a força de Dilma-Lula?

 Balaio do Kotscho

Se a eleição fosse hoje, Dilma ou Lula venceriam“, anuncia a manchete da “Folha” deste domingo para surpresa dos muitos analistas da grande imprensa que nos últimos meses chegaram a prever o fim da hegemonia do PT e das suas principais lideranças, que em janeiro completam dez anos no comando do país.

Após sofrer o mais violento bombardeio midiático desde a sua fundação, em 1980, o PT chega ao final de 2012, em meio do seu terceiro mandato consecutivo no Palácio do Planalto, como franco favorito para a sucessão presidencial, sem adversários à vista, segundo o Datafolha.

Os dois petistas estão praticamente empatados: Dilma teria 57% dos votos e Lula, 56%, ambos com mais votos do que todos os adversários juntos.

Na pesquisa espontânea, Lula, Dilma e o PT chegariam a 39%, enquanto os candidatos de oposição somariam apenas 7%.

A grande surpresa da pesquisa é a força demonstrada por Marina Silva (ex-PT e ex-PV), que ficaria em segundo lugar nos quatro cenários pesquisados.

O curioso é que Marina, que teve 19,3% dos votos na eleição de 2010, está há dois anos sem partido, desaparecida do noticiário político, e chega a 18% das intenções de voto na pesquisa estimulada, bem acima do principal candidato da oposição, o tucano Aécio Neves, que oscila entre 9% e 14%.

Por mais que a mídia se empenhe em jogar criador contra criatura, a verdade é que a atual presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parecem formar uma entidade só, a “Dilmalula” _ e é exatamente daí que emana a força da dupla, cada um fazendo a sua parte no intricado jogo do poder.

Dilma, que até aqui vem sendo preservada pela imprensa, mais preocupada em destruir a imagem de Lula e do seu governo, saiu esta semana em defesa do ex-presidente quando se tornaram mais violentos os ataques _ e foi bastante criticada por isso.

Mas é exatamente na leladade entre os dois, tanto pessoal como no projeto político, que se baseia esta parceria aprovada por 62% da população brasileira, de acordo com a pesquisa CNI-Ibope divulgada esta semana.

Desde a posse em janeiro do ano passado, Dilma e Lula combinaram de se encontrar a cada 15 dias para conversar pessoalmente sobre os rumos do governo, afastando assim as intrigas que costumam frequentar os salões palacianos.

O resultado está aí: com julgamento do mensalão, Operação Porto Seguro e novas denúncias contra o PT e Lula quase todos os dias, as pesquisas msotram que a grande maioria da população continua satisfeita com o governo e quer que ele continue.

No auge do bombardeio dos últimos dias, e certamente ainda sem saber os resultados das pesquisas, Gilberto Carvalho, ministro da secretaria-geral da Presidência da República, amigo tanto de Dilma como de Lula, desabafou:

“Os ataques sem limites que estão fazendo ao nosso querido presidente Lula têm um único objetivo: destruir nosso projeto, destruir o PT, destruir o nosso governo”.

Pelo jeito, até agora não conseguiram. Ao contrário, apenas revelaram o tamanho do abismo que existe hoje entre o mundo real dos brasileiros, que vivem melhor do que antes, e o noticiário dos principais meios de imprensa, que coloca o país permanentemente à beira do abismo, envolvido em crises sem fim.

Isso talvez explique também porque aumentou, no mesmo Datafolha, o índice dos que não confiam na imprensa, que passou de 18% em agosto para 28% em dezembro.

Por tudo isso, penso que é hora do PT sair da defensiva e contar ao país e aos seus militantes o que está em jogo neste momento, dizendo de onde partem e com que interesses os ataques denunciados por Gilberto Carvalho.

VIOLÊNCIA DERRUBA A POPULARIDADE DE ALCKMIN

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Em apenas dois meses, índice dos que consideravam seu governo ótimo ou bom caiu de 40% para 29%; ruim ou péssimo subiu de 17% para 25%; alerta laranja no Palácio dos Bandeirantes

25 DE NOVEMBRO DE 2012 ÀS 16:24

Alerta laranja no Palácio dos Bandeirantes. Pesquisa Datafolha sobre a popularidade do governador Geraldo Alckmin mostra que a onda de violência em São Paulo derrubou sua popularidade. Em setembro, 40% dos eleitores consideravam seu governo ótimo ou bom. Agora, o índice é de apenas 29%. Entre os que o apontavam como ruim ou péssimo, a taxa foi de 17% a 25%.

O principal motivo é o índice de homicídios, que praticamente dobrou, depois da onda de choques entre policiais e integrantes do PCC, o Primeiro Comando da Capital. A crise derrubou o secretário de Segurança, Antonio Ferreira Pinto, substituído por Fernando Grella. Mas o desafio persiste. Ontem, São Paulo teve uma das noites mais violentas do ano.

Leia, abaixo, o noticiário da Agência Brasil:

Três municípios da Grande São Paulo somam dez mortes e 23 baleados na última noite

Camila Maciel

Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Diadema e São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, registraram mortes com características de execução entre a noite de ontem e a madrugada de hoje (26), segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Junto com Osasco, onde aconteceram quatro homicídios, as três cidades da região metropolitana somam dez assassinatos e 23 pessoas feridas à bala. O estado paulista enfrenta uma escalada da violência nos últimos meses, com aumento de 114% no número de homicídios em outubro, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Em São Bernardo do Campo foram quatro ocorrências. O primeiro caso ocorreu por volta das 22 horas, quando quatro homens em duas motos chegaram atirando em um bar na Estrada Alvarenga, no Jardim Laura. Paulo Henrique Pereira de Souza, de 18 anos, morreu no local. Outras seis pessoas, que também foram atingidas pelos disparos, foram levadas ao Pronto-Socorro Central, onde o auxiliar de produção Ricardo Araújo dos Santos, de 31 anos, não resistiu e morreu.

Por volta das 23 horas, mais um caso na cidade ocorreu na Rua Pedroso Horta, onde quatro homens em duas motocicletas atiraram contra três amigos que caminhavam na rua. O estudante Rodrigo Santos Nascimento, de 15 anos, morreu. Um auxiliar de serviços, de 22 anos, e um conferente, de 27 anos, foram socorridos no Hospital Central.

Outra ocorrência na Rua Minas Gerais foi registrada no mesmo boletim de ocorrência do caso anterior, pois os policiais acreditam que há relação entre os fatos. Dois estudantes, de 17 e 18 anos, e um auxiliar de serviços gerais, de 21 anos, conversavam em frente ao prédio em que moram quando quatro desconhecidos em duas motos passaram atirando. Eles foram levados para o Pronto-Socorro Central.

Na madrugada de hoje (25), por volta das 0h30, cinco pessoas foram baleadas na Rua Jânio Quadros, no bairro Jardim Calux. Dois estudantes, ambos de 16 anos, um operador de máquinas, de 23 anos, um mecânico, de 15 anos, e um desempregado, de 19 anos, relataram aos policiais que estavam conversando quando um homem que usava capacete se aproximou a pé e efetuou os disparos. As vítimas foram levadas ao Pronto-Socorro Central.

Em Diadema, um dos casos, registrado às 18h50 de ontem (24), envolveu um policial militar. Ele estava de folga e passava pela Rua Pau do Café quando se deparou com uma tentativa de assalto a um supermercado. Ao se identificar, o policial foi atingido por vários tiros. O autor dos disparos fugiu sem levar nada. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi levada ao Hospital Municipal de Diadema e não corre risco de morte.

Por volta das 23 horas, três pessoas foram encontradas mortas por policiais militares. O auxiliar de limpeza Dener Juneo Nunes Rosa, de 24 anos, o auxiliar de produção Vagner Freitas Araújo, de 28 anos, e um desconhecido foram baleados na Rua Padre Antônio Tomás, no bairro Piraporinha. As vítimas estavam caídas no chão com tiros no tórax e na cabeça.

Engajamento religioso não ajuda Serra e Russomanno, diz Datafolha

DE SÃO PAULO

Segundo o Datafolha, o engajamento de líderes evangélicos nas campanhas de Celso Russomanno (PRB) e José Serra (PSDB) não tem surtido benefícios evidentes aos dois.

Desde março, quem cresce de forma constante junto aos evangélicos é Fernando Haddad (PT), o único dos três primeiros que não ostenta apoio explícito de pastores.

Em março, Haddad tinha 4% das intenções de voto entre os pentecostais. Saltou para 13% em agosto e, na última pesquisa, obteve 15%. Entre os não-pentecostais, foi ainda melhor. Atingiu 22%.

Filiado à sigla comandada por membros da Igreja Universal, Russomanno caiu 17 pontos entre os não-pentecostais na última rodada, sua maior queda em todos os segmentos. Entre os pentecostais, oscilou três para baixo.

Já Serra, que tem feito visitas frequentes a cultos, caiu 12 pontos entre os pentecostais desde março. E apesar de ter subido de 14% para 24% entre os não-pentecostais na última rodada, ainda está dez pontos abaixo do que já teve.

Serra é apoiado pelo maior ramo da Assembleia de Deus, por igrejas menores, e foi abençoado por Valdomiro Santiago, da Igreja Mundial. Ainda assim, tem 50% de rejeição entre pentecostais e 47% entre não-pentecostais. (RICARDO MENDONÇA)

Editoria de arte/Folhapress

 

Haddad supera Serra como alternativa a Celso Russomanno

DO EDITOR-ASSISTENTE DE PODER

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, superou o tucano José Serra como segunda opção dos eleitores que declaram voto em Celso Russomanno (PRB), o líder isolado das intenções de voto com 32%, segundo o Datafolha.

Na pesquisa feita nos dias 3 e 4 de setembro, 19% dos eleitores de Russomanno respondiam que optariam por Haddad se não pudessem votar no candidato do PRB. No levantamento desta semana (10 e 11 de setembro), esse índice subiu para 27%.

Editoria de arte/Folhapress

Com Serra, ocorreu o inverso. Antes, 26% dos “mannos”, como são conhecidos os eleitores de Russomanno nas campanhas, diziam que iriam de Serra se não votassem em sua primeira opção. Agora, caiu para 20%.

Como Serra e Haddad estão tecnicamente empatados na disputa pela segunda colocação –o tucano tem 20% contra 17% do petista–, a capacidade de capturar eventuais votos que vazem de Russomanno pode ser decisiva para a definição de quem estará no segundo turno.

A pesquisa realizada nesta semana foi a primeira a detectar queda das intenções de voto em Russomanno desde dezembro de 2011. Em relação ao levantamento do começo do mês, ele oscilou três pontos para baixo, no limite máximo da margem de erro.

Outro recorte que mostra maior potencial de Haddad entre os eleitores de Russomanno está na investigação da rejeição aos candidatos.

No grupo dos “mannos”, 63% rejeitam Serra, enquanto só 19% rejeitam Haddad.

A baixa rejeição do petista pode ser, em parte, produto de seu baixo conhecimento nesse grupo. Entre os adeptos de Russomanno, apenas 15% afirmam que “conhecem muito bem” Haddad. Com Serra, o índice de “conhece muito bem” atinge 69%.

RELIGIÃO

Os números do Datafolha sugerem que Serra pode estar colhendo resultados adversos da intensificação de sua campanha em igrejas evangélicas.

Em todos os recortes da pesquisa, sua maior variação positiva ocorreu entre os não-pentecostais –adeptos das chamadas igrejas evangélicas tradicionais, como Anglicana, Batista e Metodista. Nesse grupo, ele já teve 31%. Caiu para 14%, mas recuperou-se e atingiu 24% agora.

Já entre os pentecostais (Assembleia de Deus, Renascer, Igreja Universal e Mundial, entre outras) ele variou negativamente, de 21% para 17%.

E sua rejeição entre qualquer eleitor evangélico, hoje, é numericamente maior que sua rejeição geral (46%). Atinge 50% entre os pentecostais e 47% entre os não-pentecostais. (RICARDO MENDONÇA)

Datafolha: Serra estaciona e Haddad sobe 5 pontos percentuais

 

O instituto de pesquisa Datafolha divulgou na noite deste domingo o resultado da última pesquisa de intenção de votos pela prefeitura de SP. Com menos de quatro meses para a disputa, o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à prefeitura José Serra (PSDB), continua líder das pesquisas de intenção de votos pela disputa da prefeitura paulistana.

Com 30% dos votos, Serra continuou com os mesmos pontos percentuais da última pesquisa realizada pelo Datafolha em março deste ano. Atrás do tucano está o pré-candidato do PRB e ex-deputado federal Celso Russomanno (PRB), com 21% Russomanno subiu dois pontos percentuais e disputaria o 2º turno das eleições com Serra.

Com o apoio  do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e uma aparição no Programa do Ratinho do SBT ao lado do ex-mandatário da nação, Fernando Haddad (PT) subiu 5 pontos na pesquisa, e chegou aos 8%. O pré-candidato do PMDB e deputado federal Gabriel Chalita apresentou uma queda de 1 ponto percentual na pesquisa, atingindo 6%.

A pré-candidata Soninha Francine (PPS) subiu 1 ponto percentual e ultrapassou Chalita. Com 8% da intenção de votos, ela está empatada na terceira colocação com Fernando Haddad. O pré-candidato e vereador Netinho de Paula (PCdoB) também está com 7%, ele perdeu três pontos percentuais e está empatado tecnicamente com Gabriel Chalita na quinta colocação.

A pesquisa entrevistou mil pessoas entre os dias 13 e 14 de junho, e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) com o número SP-00075/2012. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Por que Datafolha esconde líder da pesquisa em SP?

 

Por Ricardo Kotscho em 31/01/2012 na edição 679

Reproduzido do blog do autor, 30/1/2012; título original “Por que Datafolha esconde líder da pesquisa em SP?”, intertítulos do OI

Há modos e modos de se divulgar os resultados de uma pesquisa. Cada um escolhe a que mais lhe convém. Como nas decisões judiciais, convencionou-se dizer que critérios editorias não se discutem, em nome do direito sagrado da liberdade de imprensa.

Tudo bem, mas também não é preciso exagerar nem achar que ninguém vai perceber a manipulação.

“Disputa pela prefeitura segue estável, diz Datafolha”, informa o título da matéria publicada pela Folha de S.Paulo no domingo (29/1). O subtítulo acrescenta: “Maioria dos paulistanos desconhece os principais nomes à sucessão municipal”.

O principal destaque do texto é sobre um não candidato: Serra é o tucano mais bem posicionado, mas possui rejeição alta e tem dito a partido que não é candidato.

E daí? Até este ponto, o leitor ainda não foi informado quem é o líder na pesquisa sobre a disputa eleitoral na maior cidade do país. Este detalhe só vai aparecer no terceiro parágrafo da matéria assinada por Uirá Machado de uma forma bem enigmática:

“Um dos que apresentam melhor desempenho continua sendo Celso Russomanno (PRB), que oscila de 17% a 21 % e lidera quatro dos cinco cenários pesquisados”.

Sujeito oculto

Quais são estes cenários? Os leitores da Folha não têm o direito de saber? Deve ter sido a primeira vez, desde a criação do instituto, em 1983, que o jornal publica uma pesquisa sobre intenções de voto sem nenhum gráfico mostrando os resultados nos diferentes cenários possíveis.

Ao lado da matéria publicada discretamente na dobra inferior da página A8, aparecem apenas duas tabelas com o grau de conhecimento e o índice de rejeição dos 14 candidatos pesquisados, além da “força dos padrinhos” (49% votariam num candidato apoiado por Lula e 34% pela presidente Dilma).

Aos mais curiosos, o jornal explica: “No único quadro que Russomanno não lidera, ele fica atrás apenas de José Serra (PSDB), que aparece com 21%. O tucano, porém, tem dito a seu partido que não quer concorrer à prefeitura”.

Tem dito, não. Serra comunicou oficialmente ao PSDB, na semana passada, antes que os pesquisadores fossem a campo, que está fora da disputa eleitoral deste ano.

Um dos motivos é seu alto índice de rejeição, que oscilou de 35% em dezembro para 33% agora. Só é menor que o de Netinho de Paula (PCdoB), que foi de 32% para 35%.

Abaixo de Russomanno, se a disputa segue estável, conclui-se que surgem os candidatos Netinho de Paula e Soninha (PPS), cujo nome nem foi mencionado na matéria. Os nomes do candidato do PT, Fernando Haddad, e dos pré-candidatos do PSDB (Bruno Covas, José Anibal, Ricardo Tripoli e Andrea Matarazzo) continuam patinando na faixa de um dígito.

O único que cresceu, dentro da margem de erro, segundo o Datafolha, foi Gabriel Chalita, do PMDB, cujos índices variam entre 5% e 9% das intenções de voto.

Na análise do diretor geral do Datafolha, Mauro Paulino, publicada junto com a matéria da pesquisa, sequer é mencionado o nome de Celso Russomanno. É verdade que a eleição só acontece daqui a oito meses, e tudo pode mudar, mas se a pesquisa não serve para nada agora, melhor seria não publicá-la.

Quem é

Sem novidades sobre a eleição municipal, a Folha preferiu dar em manchete outra pesquisa, mostrando que “Polícia na cracolândia é aprovada por 82% em SP”.

Principal tema da disputa entre PT e PSDB até agora, com os dois principais partidos se atacando mutuamente em torno desta questão, a ação policial na Cracolândia ainda não mostrou efeitos na disputa eleitoral.

Nem que fosse por curiosidade, os editores da Folha poderiam ter dado um Google para informar aos seus leitores quem é, afinal, este Celso Russomanno, que lidera as suas pesquisas desde dezembro.

Celso Ubirajara Russomanno, 56 anos, é advogado e jornalista que se tornou conhecido quando apresentava um quadro no programa Aqui Agora, no SBT. Participa atualmente do programa Balanço Geral, da TV Record.

Deputado federal por quatro mandatos, destacou-se na área de defesa do consumidor. Começou no PFL, mudou para o PSDB, passou pelo PPB e estava no PP de Paulo Maluf, antes de se transferir para o PRB no ano passado. Em 2010, disputou a eleição para governador pelo PP e ficou em terceiro lugar.

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[Ricardo Kotscho é jornalista]

Primeiro ano de Dilma tem a maior aprovação desde redemocratização

Apenas 6% dos brasileiros não aprovam governo Dilma Rousseff  –  PT

Gestão da petista é avaliada como ótima ou boa por 59%, índice superior ao de todos seus antecessores após o primeiro ano de mandato

A petista Dilma Rousseff é a presidente com o maior nível de aprovação após um ano de governo desde o retorno das eleições diretas. De acordo com pesquisa Datafolha realizada nos dias 17 e 18 de janeiro, o governo Dilma é considerado bom ou ótimo por 59% dos brasileiros com 16 anos ou mais. Seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), era até então o presidente mais bem avaliado do país após encerrar um ano de mandato. Reeleito em 2006, o petista tinha sua gestão vista como ótima ou boa por 50% em dezembro desse mesmo ano. Ao encerrar o primeiro ano do primeiro mandato, o nível de aprovação a Lula era menor: 42% viam seu governo como ótimo ou bom em dezembro de 2002. Em dezembro de 1995, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) encerrava seu primeiro ano à frente da Presidência da República com a aprovação de 41% dos brasileiros adultos. Ao final do primeiro ano de seu segundo mandato, esse índice caiu: 16% consideravam a gestão FHC ótima ou boa em dezembro de 1998. O governo de Itamar Franco (PMDB) completou um ano avaliado como ótimo ou bom por 12%, em novembro de 1993. Primeiro presidente eleito por voto direto após a ditadura militar, Fernando Collor (PRTB) chegou ao final de seu primeiro ano de mandato avaliado como ótimo ou bom por 23% dos brasileiros.

Na comparação com a última avaliação do governo Dilma Rousseff realizada pelo Datafolha, em agosto de 2011, o índice de aprovação da petista subiu de 48% para os atuais 59%. A fatia dos que consideram seu governo regular caiu de 39% para 33%, mesma trajetória do índice de desaprovação ao mandato de Dilma: em agosto, 11% viam seu governo como ruim ou péssimo, ante 6% que dizem o mesmo no atual levantamento. Em março de 2011, três meses após assumir, Dilma tinha sua gestão vista como ruim ou péssima por 7%.

A aprovação ao governo Dilma Rousseff aumentou tanto entre as mulheres (de 49% em agosto do ano passado para 62% atualmente) quanto entre os homens (46% para 56%). As taxas de ótimo ou bom da presidente também cresceram em todas as faixas de idade, com mais intensidade entre os mais jovens, de 16 a 24 anos (de 43% para 56%) e menos intensidade entre aqueles que têm de 45 a 59 anos (de 49% para 57%). Entre os segmentos de escolaridade, nos quais também se verificou crescimento da aprovação de forma geral, o maior avanço percentual na aprovação a Dilma se deu entre aqueles com curso superior (de 44% para 59%; entre os que têm ensino médio, houve crescimento similar, de 45% para 57%). Entre agosto do ano passado e janeiro deste ano, aumentou a aprovação ao atual governo em todos os estratos de renda, com destaque para o grupo daqueles com renda familiar mensal de 5 a 10 salários mínimos, no qual os índices de ótimo ou bom passaram de 45% para 61%. Os índices de aprovação também subiram em todas as regiões, com destaque para as regiões Norte e Centro-Oeste (de 45% para 63%), com avanço menor no Sul (de 50% para 58%) e no Sudeste (de 48% para 56%).

O aumento da aprovação ao governo Dilma se refletiu na nota média atribuída a sua gestão, que passou de 6,7 para 7,2 entre agosto de 2011 e janeiro de 2012.

O Datafolha também mediu alguns aspectos da imagem pessoal da presidente. Para 72% dos brasileiros, Dilma é decidida. Esse índice é menor do que o verificado em março (79%), quando ela completava três meses de mandato, mas maior do que os que diziam o mesmo em junho (62%). A mesma trajetória teve a taxa dos que consideram a petista muito inteligente, que era de 85% em março, 76% em junho e fica em 80% no atual levantamento. A fatia dos que avaliam Dilma como sincera era de 65% após três meses de governo, oscilou negativamente para 62% no seu sexto mês de governo e subiu para 70% em janeiro de 2012. O índice dos que a consideram falsa, por outro lado, era de 17% em março, foi a 22% em junho e é de 15% atualmente. Entre as avaliações como democrática ou autoritária, a maior fatia (52%) a considera democrática, enquanto 39% dizem que é autoritária. Em março, 44% avaliavam a petista como democrática, e 44%, como autoritária. Três meses depois, em junho, 52% apontavam Dilma como democrática, e 41%, como autoritária.

70% Descartam pelo menos um Ministério da República

Os 38 ministérios de que o governo federal dispõe atualmente representam um número maior do que o necessário para 44% dos brasileiros, aponta a pesquisa Datafolha. Para 29%, esse número é adequado às necessidades do país, enquanto 15% dizem que o número é menor do que o Brasil precisa, enquanto 11% não souberam responder. Diante da lista dos 38 ministérios, que incluem todos os órgãos vinculados à Presidência da República cujos titulares têm status de ministro, um índice acima da média (39%) de jovens de 16 a 24 anos vê o número como adequado. Também consideram o número adequando em nível acima da média os entrevistados das regiões Norte e Centro-Oeste (35%). Entre aqueles que têm de 35 a 49 anos, porém, uma taxa acima da média (54%) acredita que o número de ministérios é maior do que o país precisa. O mesmo acontece no grupo dos que possuem ensino superior (58%), tem renda familiar de 5 a 10 salários mínimos (56%) ou superior a 10 salários mínimos (63%). Na região Sudeste, 50% considera o número de ministérios excessivo.

O Datafolha também perguntou quais ministérios o entrevistado descartaria caso houvesse uma reforma ministerial. Apenas 30% disseram que não descartar nenhum ministério. Entre os ministérios apontados como descartáveis em uma reforma ministerial, os mais citados foram Secretaria de Assuntos Estratégicos (15%), Secretaria de Pesca e Aquicultura (13%), Gabinete de Segurança Institucional (10%), Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (9%), Secretaria de Portos (8%), Secretaria de Relações Institucionais (7%), Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (6%), Ministério da Integração Nacional (6%), Ministérios das Cidades (6%), Secretaria-Geral da Presidência (6%) e Ministério do Turismo (5%), entre outros menos citados. Uma fatia de 20 disse não saber qual ministério excluir, apesar de afirmar estar disposto a descartar pelo menos um deles.

Disputa pela prefeitura de São Paulo segue estável, diz Datafolha

 

Maioria dos paulistanos desconhece os principais nomes à sucessão municipal

Serra é o tucano mais bem posicionado, mas possui rejeição alta e tem dito a partido que não é candidato

UIRÁ MACHADO
DE SÃO PAULO

A disputa pela Prefeitura de São Paulo mantém-se inalterada e, a oito meses das eleições, os principais candidatos ainda não são conhecidos pela maioria dos paulistanos, mostra o Datafolha.

Segundo pesquisa realizada quinta e sexta, nenhum candidato ultrapassa 21% de intenção de voto na maior cidade do país.

Um dos que apresentam o melhor desempenho continua sendo Celso Russomanno (PRB), que oscila de 17% a 21% e lidera quatro dos cinco cenários pesquisados.

No único quadro que Russomanno não lidera, ele fica atrás apenas de José Serra (PSDB), que aparece com 21%. O tucano, porém, tem dito a seu partido que não quer concorrer à prefeitura.

Serra tem contra si uma das maiores rejeições: 33% dos paulistanos dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Na pesquisa, só Netinho de Paula (PC do B) aparece à frente do tucano neste quesito, com 35%. Os dois são também os nomes mais conhecidos pelos entrevistados.

Os demais candidatos do PSDB que disputam a sucessão de Gilberto Kassab (PSD) -Bruno Covas, José Aníbal, Ricardo Tripoli e Andrea Matarazzo- variam de 2% a 6%.

O petista Fernando Haddad, que tem o apoio do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, não passa de 5%.

Já Gabriel Chalita (PMDB), candidato do vice-presidente Michel Temer, varia de 6% a 9% das intenções de voto. Ele oscilou positivamente em todos os quadros, sempre dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

O cenário é praticamente o mesmo mostrado pela pesquisa anterior, feita no início de dezembro.

A pesquisa foi feita com 1.090 eleitores da cidade de São Paulo e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 00001/2012.

Veja abaixo a íntegra da informação divulgada no sitio do Datafolha, referente à pesquiza anterior, feita em dezembro, cujo quadro permanece praticamente estável em janeiro.

Opinião Pública

Mais conhecidos, Serra, Russomano e Netinho lideram cenários para prefeitura de SP

Fernando Haddad (PT) tem índices entre 3% e 4%

Na última pesquisa Datafolha de 2011 sobre a disputa eleitoral na cidade de São Paulo em 2012, o quadro aponta para um cenário com alto índice desconhecimento sobre os nomes até agora mencionados para disputar a prefeitura. O levantamento foi realizado nos dias 7, 8 e 9 de dezembro, com 1092 eleitores na capital paulista. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Para essa rodada de pesquisa, o Datafolha estimulou cinco cenários. Em todos eles, são fixos os nomes de Celso Russomano (PRB), Soninha (PPS), Paulinho da Força (PDT), Netinho de Paula (PCdoB), Gabriel Chalita (PMDB), Fernando Haddad (PT), Eduardo Jorge (PV), Guilherme Afif Domingos (PSD) e Luiz Flávio Borges D’urso (PTB). Os nomes que se revezam em cada um desses cenários são do PSDB, que teve como nomes consultados José Serra, Bruno Covas, José Anibal, Ricardo Trípoli e Andrea Matarazzo.

Quando o nome de José Serra aparece na lista, ele lidera com 18% das intenções de voto, empatado com Russomano (16%) e Netinho (13%). A seguir aparecem Soninha (8%), Paulinho (8%), Gabriel Chalita (5%), Fernando Haddad (3%), Gulherme Afif Domingos (3%) e Borges D’urso (2%). O índice dos que votariam em branco, nulo ou em nenhum deles fica em 17%, enquanto 6% disseram não saber em quem votar. Entre os que avaliam como ótima ou boa a administração de Gilberto Kassab (PSD) na cidade de São Paulo, o índice de Serra fica em 23%. Russomano tem 21% entre os eleitores de 35 a 44 anos, ante 7% na fatia dos mais jovens, de 16 a 24 anos. É entre esses eleitores jovens que Netinho consegue seu maior índice (20%), mas fica com 6% entre aqueles com nível superior. Entre os mais escolarizados, Haddad vai de 3% para 9%. Entre os simpatizantes do PT, porém, o ministro da Educação fica com 4%.

Nos cenários em que são outros os candidatos do PSDB, quem lidera são Celso Russomano e Netinho. Quando o candidato tucano é Bruno Covas, Russomano obtém 20%, e Netinho, 14%. Em seguida aparecem Soninha (10%), Paulinho (9%), Gabriel Chalita (6%), Bruno Covas (6%), Fernando Haddad (4%), Guilherme Afif Domingos (3%), Borges D’urso (1%) e Eduardo Jorge (1%). Com José Aníbal, Russomano fica com 20%, e Netinho, com 15%. Depois vêm Soninha (10%), Paulinho (9%), Gabriel Chalita (6%), Fernando Haddad (4%), Guilherme Afif Domingos (3%), José Aníbal (3%), Eduardo Jorge (1%) e Borges D’urso (1%). No cenário com Andrea Matarazzo, Russomano e Netinho repetem seus índices (20% e 15%). Em seguida aparecem Soninha (10%), Paulinho (9%), Gabriel Chalita (6%), Fernando Haddad (4%), Guilherme Afif Domingos (3%), Andrea Matarazzo (2%), Eduardo Jorge (1%) e Borges D’urso (1%).Com Ricardo Tripoli, Russomano mantém 20%, e Netinho oscila para 14%. Depois vêm Soninha (11%), Paulinho (9%), Gabriel Chalita (6%), Fernando Haddad (4%), Guilherme Afif Domingos (3%), Tripoli (2%), Borges D’urso (1%) e Eduardo Jorge (2%).

Nas simulações sobre a intenção de voto para a prefeitura de São Paulo realizadas pelo Datafolha em setembro, em nenhum cenário aparecia o nome do vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), agora incluído em todos os cenários (com índices de intenção de voto de 3% em todos eles). Observada essa inclusão, é possível comparar o comportamento dos índices de outros candidatos em alguns dos cenários consultados: quando Bruno Covas e Fernando Haddad aparecem como candidatos, Celso Russomano oscila de 21% para 20%, Netinho, de 15% para 14%, Soninha, de 11% para 10%, Paulinho, de 10% para 9%, Chalita, de 5% para 6%, Haddad, de 2% para 4%, e Eduardo Jorge, de 2% para 1%. Bruno Covas e Borges D’urso mantêm seus índices (6% e 1%, respectivamente). No cenário em que entram José Serra e Haddad, o tucano oscila de 19%, em setembro, para 18%, atualmente, e Russomano oscila de 19% para 16% (os demais mantêm seus índices ou oscilam 1% para cima ou para baixo). No cenário com José Anibal e Fernando Haddad, os candidatos também mantêm seus índices ou oscilam dentro da margem de erro.

Na pesquisa espontânea, na qual não são apresentados os nomes dos candidatos aos entrevistados, o nome mais citado pelos eleitores quando perguntados sobre em quem iriam voltar para prefeito em 2012 foi o de Marta Suplicy (PT), com 8% das indicações. A seguir aparecem Kassab (PSD), com 3%, José Serra (PSDB), com 2%, “candidato do PT”, com 2%, Geraldo Alckmin (2%) e Paulo Maluf (PP), que tem 1%, juntamente com outros nomes como Gabriel Chalita (PMDB), “candidato do PSDB” e Fernando Haddad. O índice de indecisos, nesse caso, atinge 63%, e a fatia dos que dizem que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato é de 10%. Entre os que simpatizam com o PT, o nome de Marta é citado por 17%. No grupo que diz simpatizar com o PSDB, 9% citam espontaneamente “candidato do PSDB.

MAIS CONHECIDOS, SERRA E NETINHO TAMBÉM LIDERAM REJEIÇÃO

O Datafolha também perguntou aos eleitores paulistanos em qual dos candidatos apresentados eles não votariam de jeito nenhum. O nome mais rejeitado no levantamento foi o de José Serra, em quem 35% não votariam de jeito nenhum (eram 32% em setembro). O patamar é similar ao obtido por Netinho, com índice de rejeição de 32%. A seguir vêm Soninha (16%), Paulinho (17%), Bruno Covas (13%), Russomano (12%), José Aníbal (12%), Gabriel Chalita (10%), Andrea Matarazzo (9%), Ricardo Trípoli (9%), Eduardo Jorge (9%), Borges D’urso (8%), Guilherme Afif Domingos (8%) e Fernando Haddad (8%). A fatia dos que rejeitam todos estes pré-candidatos e não votariam em nenhum deles soma 8%, enquanto 4% não rejeitam nenhum e 8% não souberam responder. Na pesquisa de setembro, 4% disseram rejeitar todos, e 3% não souberam responder.

O índice de rejeição de José Serra fica acima de sua média entre aqueles com renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos (42%) e entre os eleitores que avaliam a gestão Kassab como ruim ou péssima (43%), mas fica abaixo da média entre os mais velhos, com mais de 60 anos (26%). O nome de Netinho tem rejeição abaixo da média entre os eleitores com nível fundamental (20%), mas acima da média entre aqueles com nível superior (60%). Entre aqueles que ganham de 5 a 10 salários mínimos, a rejeição ao candidato do PC do B fica em 51%. A rejeição a Celso Russomano também fica acima de sua média entre os eleitores com nível superior (19%).

Também foi perguntado aos eleitores sobre o nível de conhecimento dos nomes consultados pelo Datafolha. José Serra também é, neste caso, o mais conhecido: 98% dizem conhecer o tucano, sendo que 67% afirmam o conhecer bem, 22%, um pouco, e 8%, só de ouvir falar. O índice de conhecimento de Netinho de Paula é de 95%, sendo que 53% o conhecem muito bem, e 29%, um pouco. Em seguida aparece Celso Russomano, conhecido por 88% (36% o conhecem bem, 30%, um pouco, e 23%, só de ouvir falar); Paulinho da Força, conhecido por 83% (39% o conhecem bem, e 25%, um pouco); Soninha, conhecida por 73% (24% a conhecem um pouco, e 23%, só de ouvir falar); José Aníbal, conhecido por 55% (28% o conhecem só de ouvir falar); Bruno Covas, conhecido por 49% (31% o conhecem só de ouvir falar), Gabriel Chalita, conhecido por 47% (23% o conhecem só de ouvir falar); Guilherme Afif Domingos, conhecido por 40% (17% o conhecem só de ouvir falar), Fernando Haddad, conhecido por 37% (20% o conhecem só de ouvir falar), Ricardo Tripoli, conhecido por 35%, Andrea Matarazzo, conhecido por 32%, Eduardo Jorge, conhecido por 21%, e Luiz Flavio Borges D’urso, conhecido por 17%.

Entre os simpatizantes do PSDB, 83% conhecem José Anibal, 69%, Bruno Covas, 64%, Ricardo Tripoli, e 55%, Andrea Matarazzo. No grupo que dize ser simpático ao PT, metade (50%) diz conhecer Fernando Haddad, sendo que 18% o conhecem só de ouvir falar, e 20%, conhecem-no um pouco.

AUMENTA O ÍNDICE DOS QUE PODERIAM VOTAR EM CANDIDATO APOIADO POR LULA

O apoio da presidente Dilma Rousseff (PT) e do governador Geraldo Alckmin (PSDB) a um dos nomes na disputa teriam pesos semelhantes, aponta o levantamento. Para 44%, o apoio da presidente seria indiferente, enquanto 33% dizem que esse apoio poderia os levar a escolher um candidato e 20% dizem que o apoio de Dilma faria com que não votassem em um candidato. No caso de Alckmin, 40% afirmam que seu apoio seria indiferente, enquanto 31% dizem que o apoio poderia os levar a escolher um candidato e 26% afirmam que esse apoio os levaria a não votar em um candidato.

Na comparação com levantamento realizado em setembro, o índice dos que seriam indiferentes ao apoio de Alckmin a um dos candidatos à prefeitura de São Paulo caiu de 48% para 40%. A fatia dos que poderiam optar por um candidato a partir do apoio do tucano, por sua vez, oscilou de 27% para 31%, e a dos que não votariam por causa deste apoio oscilou de 21% para 26%. A tendência se repete com Dilma: em setembro, 53% diziam ser indiferentes ao apoio da petista, ante 44% agora. Outros 17% diziam que o apoio da presidente os faria não optar por um candidato, índice que oscilou para 20% no atual levantamento. Na direção oposta, eram 26% os que diziam que o apoio de Dilma os faria optar por um candidato, índice que subiu para 33%.

Os eleitores também foram consultados sobre o apoio do prefeito Gilberto Kassab e do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), cujos resultados mostram tendências opostas. Para 49%, o apoio do atual prefeito faria com que não votassem neste candidato. Outros 35% dizem que o apoio de Kassab seria indiferente, e 13% afirmam que poderiam votar em um candidato apoiado por ele. Já o apoio de Lula poderia fazer com que 48% dos eleitores paulistanos optassem por um candidato, enquanto outros 32% dizem que esse apoio seria indiferente e 18% afirmam que o apoio do ex-presidente os levaria a não votar em um candidato. Na comparação com setembro de 2011, o índice dos que poderiam escolher um candidato apoiado por Lula subiu oito pontos (eram 40%), enquanto a taxa de indiferentes a esse apoio caiu de 39% para 32%. Desde 2003, o Datafolha já questionou os paulistanos sobre o apoio de Lula a um candidato a prefeito em São Paulo em dez oportunidades. Nesta décima primeira pesquisa, o ex-presidente alcança seu maior índice de influência. Quanto ao apoio de Kassab, subiu de 38%, em setembro, para 49%, atualmente, o índice dos que dizem que o apoio do prefeito os faria não optar por um candidato.

Entre os que têm ensino fundamental, 40% dizem que poderiam optar por um candidato à prefeito de São Paulo a partir do apoio de Dilma. Esse índice, no mesmo estrato vai a 58% no caso de Lula. Entre aqueles com ensino superior, porém, caem para 18%, no caso de Dilma, e para 24%, no caso de Lula. Entre aqueles que avaliam a gestão Kassab como ótima ou boa, 45% dizem que o apoio de Alckmin poderia os levar a optar por esse candidato, índice que fica em 39% para o apoio do próprio Kassab. No grupo de simpatizantes do PSDB, 63% afirmam que o apoio de Alckmin poderia os levar a optar por um candidato à prefeitura.

Dilma atinge aprovação recorde no primeiro ano de governo

dilma_datafolhaPesquisa realizada na última semana mostra que 59% dos brasileiros consideram sua gestão ótima ou boa.

A presidente Dilma Rousseff atingiu no fim do primeiro ano de seu governo um índice de aprovação recorde, maior que o alcançado nesse estágio por todos os presidentes que a antecederam desde a volta das eleições diretas.

Pesquisa Datafolha realizada na última semana mostra que 59% dos brasileiros consideram sua gestão ótima ou boa – um salto de 10 pontos percentuais em seis meses.

Outros 33% classificam a gestão como regular, e 6% como ruim ou péssima -cinco pontos a menos que na pesquisa de agosto. Não responderam 2% dos entrevistados. A nota média do governo é 7,2.

Ao completar um ano no Planalto, Fernando Collor tinha 23% de aprovação. Itamar Franco contava 12%. Fernando Henrique Cardoso teve 41% no primeiro mandato e 16% no segundo. Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 42% e 50%, respectivamente.

De acordo com o novo levantamento, a avaliação de Dilma melhorou entre homens e mulheres e em todas as faixas de idade, renda familiar e escolaridade.

Sua aprovação agora é de 62% no eleitorado feminino e de 56% no masculino.

A presidente alcançou um equilíbrio entre os eleitores da base e do topo da pirâmide social. Tem 61% de ótimo e bom entre os que estudaram até o ensino fundamental e 59% entre os que chegaram ao ensino superior.

Na divisão por renda familiar, o maior avanço foi na faixa de cinco a dez salários mínimos: 16 pontos de melhora, atingindo 61% de aprovação.

A fatia de entrevistados que acredita que sua situação econômica vai melhorar subiu de 54% em junho passado para 60% neste mês. O otimismo sobre a economia do país foi de 42% para 46% no período.

A imagem pessoal de Dilma também melhorou. Ela é considerada “decidida” por 72% dos brasileiros. Para 80%, ela é “muito inteligente”, e para 70%, “sincera”.

O Datafolha ouviu 2.575 pessoas nos dias 18 e 19. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.

Com informações da Folha de S. Paulo e Portal do PT

Lula aumenta força em SP, e Serra tem maior rejeição, diz Datafolha

 

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua força em São Paulo e poderia influenciar hoje o voto de quase metade do eleitorado na corrida à prefeitura, mostra pesquisaDatafolha concluída na sexta-feira passada.

A rejeição ao ex-governador José Serra (PSDB) nunca foi tão grande. Ela atingiu 35% –quase o dobro do seu índice de intenção de votos, de 18%. Ele diz não cobiçar o cargo, mas é pressionado por tucanos a entrar na disputa.

Kassab tem menor aprovação de seu segundo mandato, aponta Datafolha

Se a eleição fosse hoje, 48% dos eleitores dizem que poderiam escolher o indicado de Lula. O número é recorde considerando as 11 vezes em que o instituto pesquisou a influência do petista sobre a disputa municipal, desde 2003.

Apresentado há um mês como o pré-candidato do PT, o ministro da Educação, Fernando Haddad, tem entre 3% e 4% das intenções de voto. Ele ainda é desconhecido por 63% dos paulistanos.

Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, o fato de Lula aparecer como o maior cabo eleitoral na disputa fará Haddad crescer nas próximas pesquisas.

“À medida que a população o identificar com Lula, sua intenção de votos vai aumentar, como aconteceu com a presidente Dilma Rousseff nas eleições do ano passado. A questão é ver até onde ele pode chegar”, afirma.

A influência de Lula subiu oito pontos percentuais desde o primeiro levantamento, feito no início de setembro. Na época, Haddad oscilava entre 1% e 2% das preferências, e a senadora Marta Suplicy, que saiu do páreo, era a favorita na disputa.

CENÁRIOS

A dez meses da eleição, o paulistano ainda demonstra pouco interesse na sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD). Nenhum candidato supera os 20% de intenções de voto, e o número de indecisos oscila até os 29%.

O Datafolha projetou cinco cenários. Em quatro, o ex-deputado Celso Russomanno (PRB) lidera com 20%, em empate técnico com o vereador Netinho de Paula (PC do B), que varia de 14% a 15%.

Quando Serra é testado, ele aparece na ponta com 18%, empatado com Russomanno (16%) e Netinho (13%). Os dois últimos ainda terão que vencer a pressão de Lula, que tenta convencer seus partidos a retirá-los da disputa para entrar na chapa de Haddad.

Entre os outros pré-candidatos do PSDB a prefeito, o mais bem posicionado é o secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas, com 6%.

O secretário de Energia, José Aníbal, tem 3%. O deputado Ricardo Tripoli e o secretário de Cultura, Andrea Matarazzo, têm 2% cada um.

O vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), do partido de Kassab, aparece com 3% nos cinco cenários. Em reuniões com aliados, Serra defendia que o PSDB abrisse mão de lançar candidato próprio para apoiá-lo.

A pesquisa espontânea, em que o eleitor não recebe a lista de candidatos, reforça a ideia de que o paulistano está alheio à corrida municipal. Os mais citados são Marta (8%) e Kassab (3%), que não vão participar da disputa.

“A grande maioria ainda não se deu conta da eleição. O cenário está completamente aberto”, resume Paulino.

O Datafolha ouviu 1.092 eleitores na capital paulista entre os dias 7 e 9 deste mês. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

O Datafolha que foi escondido: “O GOVERNO E AS PESQUISAS” 11% avaliam mal o governo

O Datafolha que foi escondido: “O GOVERNO E AS PESQUISAS”

Marcos Coimbra (*)

Parece que a imprensa gostou do novo tipo de pesquisa que ela própria criou em junho: a pesquisa ignorada. Acaba de sair a segunda rodada, com trabalhos de campo realizados entre 2 e 5 de agosto. O instituto responsável é o mesmo Datafolha e a pesquisa tem muitas similaridades com a outra.

O mais interessante não é que os resultados de ambas sejam, basicamente, idênticos, mostrando que os níveis de aprovação do governo Dilma são elevados. A principal semelhança é a indiferença com que foram tratadas, igual àquela que os veículos dedicam às de origem dúbia, que podem até ser divulgadas, mas sem destaque ou comentário.

Como não é assim que os trabalhos do Datafolha costumam ser avaliados, o silêncio deve ter outra explicação. Talvez tenham sido acolhidos desse modo por não mostrarem aquilo que se achava que deveriam apontar.

É, no fundo, engraçado que um jornal mande fazer uma pesquisa ouvindo quase 5,3 mil pessoas (a um preço nada baixo) e a trate como material de segunda. Na edição em que foi divulgada, a notícia estava na primeira página, mas ocupava espaço igual ao do título que dizia que “Os paraguaios são a nova mão de obra das confecções do Bom Retiro” (o que, na melhor das hipóteses, é de interesse puramente paroquial).

É, também, curioso que um novo investimento tenha sido feito tão pouco tempo depois do anterior. Entre a pesquisa de junho, concluída no dia 10, e a de agosto, passaram-se apenas sete semanas, período bem mais curto que o padrão adotado pelo instituto no acompanhamento dos quatro últimos governos: seja nos de Fernando Henrique, seja nos de Lula, o normal havia sido fazer levantamentos a cada três meses (ou mais).

De acordo com a pesquisa, o governo Dilma é considerado “ótimo” ou “bom” por 48% dos entrevistados, taxa igual à de março (47%) e junho (49%). A presidente bisou o desempenho de Lula em novembro de 2007 (quando foi feito o terceiro levantamento do Datafolha naquele ano), superou o que ele alcançava em agosto de 2003 (que tinha sido de 45%), o de FHC em setembro de 1995 (que fora de 42%) e, de longe, o dele em setembro de 1999 (de apenas 13%, em função da volatilidade da moeda naquele momento), sempre de acordo com o instituto paulista.

Em outras palavras: Dilma está à frente de um governo amplamente aprovado pela população. Somente o consideram “ruim” ou “péssimo” 11% dos eleitores, o que quer dizer que apenas uma em cada 10 pessoas está insatisfeita.

Na imprensa, os poucos que discutiram os números ficaram mais preocupados em desmerecê-los que explicá-los, o que se evidenciou no intenso uso de conjunções e locuções que os gramáticos chamam “subordinativas concessivas” (embora, apesar de, não obstante, etc.), em construções como “apesar da crise, ainda desfruta…”, “mesmo com as demissões (de ministros) mantém…”, “48% aprovam apesar de…”.

Se os cidadãos vissem o governo através dos olhos da chamada “grande imprensa”, não faria, de fato, sentido que o avaliassem de maneira positiva. A rigor, se o Brasil retratado por ela coincidisse com aquele que a população experimenta na sua vida, o que deveríamos ter era uma inversão nas proporções de aprovação/reprovação.

Ao que parece, não é isso que acontece. O Brasil vivido pela vasta maioria dos brasileiros não tem quase nada a ver com aquele que aparece nessa imprensa.

Sempre se pode dizer que o povo é ignorante e que aplaude o governo porque não sabe de nada. Sempre se pode adotar um tom de pretensa superioridade, de quem acha que a popularidade de Dilma (e de Lula) se explica pelos R$ 10 que o cidadão paga de prestação pela torradeira. Sempre se pode achar que os pobres pensam com a barriga e só os bem nascidos com o intelecto.

O certo é que havia uma expectativa de que Dilma caísse nas pesquisas. Maior que a que existia em junho, quando da “crise Palocci”, pois tudo teria piorado: mais “crises”, mais “desgastes”, mais “preocupações”.

A pesquisa foi encomendada para mostrar a queda e, como não a confirmou, foi para a geladeira. O mesmo destino que teve a antecedente e que terão as próximas. Até que saia uma em que ela oscile negativamente. Aí teremos o carnaval que vem sendo postergado.

(*) Marcos Coimbra, sociólogo, é fundador do Instituto Vox Populi

Lider do PT na Câmara, Deputado Paulo Teixeira, esquentando os tamborins…

O Deputado Federal Paulo Teixeira PT – SP se reuniu com alguns dos pré candidatos e militantes Petistas do Noroeste Paulista trantando das atividades preparatórias para as eleições 2012.

O Lider da bancada petista, reafirmou os compromissos políticos firmados antes das eleições 2010, tanto quanto às propostas regionais, como tambem na construção das condições para o fortalecimento, da sociedade civil e dos movimentos sociais, fundamentais para consolidar os avanços e conquistas do povo brasileiro.

Disputar o Poder Executivo Municipal, é na cidade que as pessoa vivem.

Deputado Paulo Teixeira com a pre candidata à Prefeitura de São Francisco, Verginia Rocha - PT

Três eixos  são priorizados na atuação regional. O fortalecimento do PT estreitando laços com os movimentos sociais; a disputa de espaços institucionais nos Poderes Executivo e Legislativo bem como o aprofundamento da democratização das riquezas e das oportunidades para o pleno exercício da cidadania.

O provável candidato à Prefeitura de Pontalinda, Horácio Marques dos Reis Ferreira tratou da importância do apoio da bancada do PT para a cidade

O fortalecimento da agricultura familiar é um dos temas tratados como prioridade. A melhoria das condições de vida do homem do campo é fundamental para a região. Foram debatidas propostas para agregar valor e estimular a produção. Horácio manifestou sua preocupação com as consequencias da mecanização da agricultura que precisa ser acompanhada de políticas públicas para a geração de trabalho e renda sob pena de se aprofundar as desigualdades sociais e economicas. Paulo Teixeira reafirmou o compromisso com a luta pela democratização do acesso à terra, que no Governo Dilma virá acompanhado de medidas para estimular a produção e a comercialização. O lider da bancada do PT ressaltou tambem a importância da ampliação do acesso a informação e a inserção dos pequenos produtores no mundo virtual.

Zéquinha do PT de Vitória Brasil tratou das condições necessárias para garantir que o povo tenha o Direito de escolher seus governantes pelo voto. "Vitória Brasil pode ter a certeza de que o PT terá candidato próprio à Prefeitura em 2012."

Zequinha manifestou ao Lider do PT sua preocupação em garantir uma boa bancada de vereadores do Partido e falou com entusiasmo das novas filiações que vem acontecendo na cidade de Vitória Brasil. Estamos construindo um partido forte, à altura dos desafios de governarmos um município de pequeno porte.

Paulo Teixeira ressaltou que nesta nova fase do PAC o Governo Dilma está priorizando justamente as pequenas cidades. É necessário garantir aos pequenos o acesso aos meios para que se desenvolvam economica e socialmente falando. Isto terá que ser feito integrando esforços na educação, assistencia social, saúde, de todo o governo no combate à pobreza. O Governo Federal tem isto como sua maior meta.

Fortalecer a militância e o Partido, incorporar e formar novas lideranças.

O Partido dos Trabalhadores completou 32 anos de existência, nessa caminhada aprendeu muito evoluiu e cresceu. No PT a experiência e o aprendizado acumulados pelos Dirigentes e Militantes é valorizado. Para aumentar a força dos que lutam por uma sociedade mais justa e fraterna que virá com o socialismo tambem é necessário incorporar e formar novas lideranças. Dª Cida, como é conhecida Aparecida Esteves Chorro  Moura, uma das liderança comunitárias mais respeitadas do DM – Diretório Municipal de São Francisco tambem esteve presente no diálogo com o Deputado.

Dª Cida afirmou a importância da democracia partidária, uma das bandeiras históricas do PT. O PT não tem um dono, ele é dos trabalhadores

Dª Cida fez questão expressar sua concordância com Zéquinha do PT (Vitória Brasil). O PT de São Francisco está trabalhando para que em 2012 possa apresentar um conjunto de candidatos à Vereador, uma chapa própria, que possibilite ao eleitor a oportunidade de eleger uma sólida maioria na Câmara Municipal, para dar sustentação às mudanças a serem implementadas na Prefeitura.

Odair Pelisson, agora mais experiente e com apoios mais articulados, se apresenta tambem como um dos pré candidatos ao legislativo municipal

Pequeno produtor rural o Viticultor Odair Pelisson (Mengeli)  é uma das mais conhecidas lideranças petistas de São Francisco. Pretende disputar uma das vagas na chapa de candidatos do Partido ao Poder Legislativo. Compartilhou com o Deputado Paulo Teixeira sua preocupação com a construção da política de alianças local. O Lider da Bancada do PT ressaltou a importância da preocupação e todos os presentes conversaram longamente sobre a questão.

Dionísio levou ao Lider do PT sua preocupação em garantir, na prática, os Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes.

Foi grande a identificação entre Paulo Teixeira e Dionísio, ambos tem profundas raizes cristãs, ambos são defensores de direitos. Paulo tem a Advocacia como ofício e Dionísio é membro do Conselho Tutelar de São Francisco. A possibilidade de Dionísio vir a ser um dos membros da futura chapa de candidatos do PT ao Legislativo foi vista por todos com muito otimismo. Uma nova liderança no PT que muito vem a somar no fortalecimento dos Trabalhadores.

Juventude Presente. A eleitora Priscila Landin de Souza, de Pereira Barreto formalizou sua filiação ao PT e vem somar na militância regional.

“Desde o primeiro voto, sempre fui petista. Na ultima campanha participei muito ativamente e acho que até demorei muito para formalizar minha militãncia”. Enfermeira de Formação, Priscila trabalha no ESF Rural de Pereira Barreto. Atende todos os dias a famílias de assentados pelo INCRA onde passou a compreender a luta permanente dos militantes do MST. Uma bela experiência se acumulou na defesa da saúde pública, da reforma agrária e em suas origens numa família de pequenos agricultores familiares. Não se iludam com olhar meigo, ela é de luta e agora é do PT… e luta pra valer.

Alguns dos pré candidatos do PT no Noroeste Paulista com o Deputado Paulo Teixeira. Vergínia (São Francisco), Zé Enfermeiro (Urânia) e Murilo Pohl (Jales)

Zé Enfermeiro, trabalha na Santa Casa de Misericóridia de Urânia. Ele é um dos membros da ativa comunidade católica local, dirigida pelo Padre Sardinha. Tem lutado há tempos pela reorganização do PT Municipal, que aguarda a formalização da sua Comissão Provisória. Tratou com Paulo Teixeira das necessidades do Hospital de Urânia, que precisa de ajuda para atender melhor aos usuários que lá chegam. Zé Enfermeiro é pré candidato à Vereador em Urânia.

 

AE, AE, é a esquerda do PT… Garantia de Luta!

É caminhando que se faz a luta...é batalhando que se vence a guerra.

Datafolha: 87% dos brasileiros avaliam Governo Dilma como Bom, Regular e Ótimo… 10% avaliam como ruim

Saída de Palocci não arranha percepção sobre governo, mas atinge imagem pessoal da presidente

Metade dos brasileiros (49%) considera ótimo ou bom o governo de Dilma Rousseff (PT). Outros 38% o classificam de regular e 10% o chamam de ruim ou péssimo. Pesquisa nacional realizada pelo Datafolha nos dias 9 e 10 de junho mostra que a popularidade da administração petista junto aos brasileiros não sofreu alteração significativa nos últimos três meses. Em março deste ano, essas taxas correspondiam a 47%, 34% e 7%, respectivamente. O índice que mais sofreu alteração foi o dos que não sabem opinar – caiu de 12% para 3%. Foram ouvidas 2.188 pessoas em todas as unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Nos últimos três meses, a aprovação a Dilma cresceu especialmente entre os homens (cinco pontos percentuais), entre os mais velhos (quatro pontos), entre os que possuem renda familiar mensal superior a 10 salários mínimos (quatro pontos), entre os habitantes do Nordeste (quatro pontos) e Norte e Centro-Oeste (cinco pontos em cada). A reprovação subiu principalmente entre os que têm de 35 a 44 anos (cinco pontos), nível superior de escolaridade (seis pontos), os mais ricos (sete pontos) e os que moram na região Sudeste (cinco pontos).

A nota média atribuída pelos brasileiros à presidente da República nestes seis primeiros meses de governo é 6,8. Em março, era 6,9. No total, 13% dão a nota máxima (dez) ao desempenho de Dilma. A nota mínima (zero) é atribuída por 3% dos entrevistados. As maiores médias encontram-se entre os habitantes do Nordeste (7,3), entre os menos escolarizados (7,2) e entre os mais velhos (7,1). As menores estão entre os mais ricos (5,8) e os mais escolarizados (5,9).

A demissão do Ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, que aconteceu na última semana, pode não ter arranhado a opinião dos brasileiros sobre o governo petista, mas parece ter atingido alguns aspectos da imagem pessoal da presidente. O episódio, que começou com a revelação do enriquecimento súbito do ex-ministro e se arrastou por algumas semanas sem explicações totalmente claras sobre a origem dos recursos, pode ter influenciado a queda na percepção que a população tem da presidente no quesito “decisão”. Apesar da maioria julgar Dilma uma presidente decidida (62%), 34% a classificam de indecisa, taxa duas vezes maior à verificada em março deste ano. Na ocasião, 15% a chamavam de indecisa.

A presidente também sofreu prejuízo de imagem no aspecto inteligência. A taxa dos que a julgam muito inteligente caiu de 85% para 76% e a dos que a chamam de pouco inteligente subiu de 9% para 20%. No quesito sinceridade, não são observadas mudanças significativas – o índice dos que a consideram sincera oscilou negativamente de 65% para 62% e a dos que a julgam falsa foi de 17% para 22%. Em outro item, o resultado pode ser considerado até positivo. A taxa dos que acham Dilma democrática subiu de 44% para 52%, enquanto a dos que a vêem autoritária foi de 44% para 41%.

Cresce pessimismo dos brasileiros em relação à economia
Pioram as expectativas sobre inflação, desemprego e poder de compra

A taxa de brasileiros que acredita em aumento da inflação daqui para frente subiu dez pontos percentuais nos últimos três meses. Em março, correspondia a 41% dos entrevistados e agora chega a 51%. O patamar é equivalente aos dados registrados no final de 2008 e início de 2009, em meio ao noticiário da crise econômica mundial (48% de pessimismo). O índice dos que apostam na estabilidade da inflação é de 31% – era 42% em março. Outros 12% acham que a inflação vai diminuir – eram 13% na pesquisa anterior.

Quanto ao desemprego, as opiniões se dividem – 32% acham que vai aumentar, 31% que vai diminuir e 33% apostam na manutenção das taxas atuais. No levantamento feito há três meses, esses percentuais correspondiam a 27% 39% e 31%, respectivamente. Em relação ao poder de compra dos salários, também nota-se maior equilíbrio na percepção da população. Em março, a maior parte (43%) apostava no aumento do poder de compra contra 18% que achavam que ele diminuiria. Hoje, essas taxas são de 33% e 25%, respectivamente.

A análise conjunta desses resultados explica o crescimento do pessimismo sobre a economia do país. Apesar da maior parte dos brasileiros achar que a economia vai melhorar (42%) ou ficar como está (37%) nos próximos meses, o índice dos que apostam em dias piores subiu de 9% para 17% nos últimos três meses. A taxa de otimistas caiu oito pontos percentuais (de 50% para 42%).

Um indício do porquê esse pessimismo ainda não atingiu a popularidade do governo pode estar no fato de que ele não se mostra tão intenso na rotina do entrevistado. Apesar da avaliação do poder aquisitivo da família não ser dos melhores (45% dizem que às vezes falta dinheiro), o índice dos que admitem muita dificuldade financeira oscilou dentro da margem de erro em um patamar bem abaixo de seu teto histórico (21% atualmente contra 46% em setembro de 1999, após a desvalorização do Real). Prova disso é que a taxa dos que se mostram pessimistas em relação à situação econômica pessoal passou de 7% para 10%, enquanto a taxa dos que acham que ela deve se manter subiu de 28% para 34%.

Para maioria (60%), crise envolvendo Palocci prejudica governo Dilma
68% tomaram conhecimento da saída de ministro do governo

A saída do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci do governo Dilma chegou ao conhecimento de 68% dos brasileiros, sendo que 34% disseram estar mais ou menos informados sobre o assunto, e 19%, bem informados. Há ainda uma parcela de 15% que tomou conhecimento mas diz estar mal informado. Mais homens (74%) do que mulheres (63%) souberam da queda do petista após as notícias sobre seu enriquecimento com serviços de consultoria particular durante os quatro anos em que foi deputado federal.

Os jovens (57%) também têm um índice de conhecimento sobre o assunto abaixo da média nacional, equiparando-se assim ao estrato dos menos escolarizados (59%). Aqueles que têm de 45 a 59 anos, por outro lado, têm um conhecimento maior sobre a saída de Palocci: 76%. É um índice igual ao verificado entre os mais velhos, acima de 60 anos. Na fatia dos que estudaram até o ensino superior, 93% estão informados, ainda que mal, sobre o assunto.

Entre os mais ricos, que têm renda mensal familiar acima de 10 salários mínimos ao mês, esse índice vai a 90%, e a 84% no caso daqueles que obtêm entre 5 e 10 mínimos ao mês. Na estratificação geográfica, encontra-se no Sul (74%) a maior proporção de pessoas que tomaram conhecimento da saída do petista, ante 64% no Nordeste. Quem avalia o governo Dilma Rousseff como ruim ou péssimo também está mais informado sobre o assunto do que quem o avalia como bom ou ótimo (74% a 66%, respectivamente).

O ex-ministro da Casa Civil deixou o governo após se recusar a revelar quem foram os clientes de sua consultoria, alegando que esses dados eram confidenciais. Ele também disse que nem a presidente Dilma Rousseff sabia quem eram esses clientes. Na opinião da maioria dos brasileiros (57%), porém, a presidente sabia o nome das empresas para quem Palocci trabalhava. Mais homens (62%) do que mulheres (53%) compartilham dessa opinião. Entre aqueles que estudaram até o ensino fundamental, há uma divisão: 49% acham que Dilma sabia, e 48%, que não sabia.

É uma realidade diferente da captada para os brasileiros com ensino superior, estrato no qual os que acham que a presidente tinha conhecimento dos negócios de seu ex-ministro são 74%. Na estratificação por renda, a lógica é parecida: quanto maior o ganho mensal, maior a disposição em acreditar que Dilma tinha conhecimento dos nomes dos clientes do Palocci. Assim, 56% daqueles que têm renda mensal de até cinco salários mínimos acreditam na versão de Palocci de que a presidente ignorava o nome de seus clientes.

No estrato a seguir, com renda de 5 a 10 mínimos por mês, 67% opinam que Dilma sabia, e entre o que ganham acima disso, 80% dizem o mesmo. No Nordeste, repete-se a divisão: 48% acreditam na versão do ex-ministro, e 51% dizem que Dilma sabia. Quanto pior a avaliação feita do governo de Dilma Rousseff, maior a tendência em acreditar que ela tinha conhecimento dos nomes para quem Palocci prestava consultoria. Compartilham dessa versão, por exemplo, 79% dos que dizem que seu governo é ruim ou péssimo. Na estratificação por conhecimento do assunto, apenas entre quem não tomou conhecimento da queda a taxa dos que crêem que a presidente nada sabia fica abaixo da média (37%). Para os mal informados, o índice vai a 55%, subindo para 68% entre os mais ou menos informados e atingindo 74% entre os bem informados.

Para a maioria da população (60%), a crise provocada pelas notícias envolvendo o ex-ministro Antonio Palocci prejudicou o governo da presidente Dilma Rousseff, enquanto 23% acreditam que não prejudicou. Uma parcela de 17% não soube responder a essa questão. A fatia que acredita que a crise foi prejudicial se divide entre 25% que acreditam que prejudicou muito e 35% que acreditam que prejudicou um pouco. A proporção de homens que acredita que o governo saiu prejudicado é maior do que de mulheres (65% a 56%).

Na faixa de idade acima de 60 anos, a taxa dos que não vêem prejuízo a Dilma é proporcionalmente menor (53%), mas sobe o número dos que não sabem responder (21%). O mesmo acontece com aqueles que têm ensino fundamental (51% não vêem prejuízo, mas 24% não sabem responder). No grupo que estudou até o ensino superior, acontece o contrário: 77% dizem que a crise prejudicou a gestão de Dilma Rousseff, e apenas 3% não souberam responder. Entre aqueles que tomaram conhecimento da queda de Palocci, 71% apontam que houve prejuízo ao governo no episódio, índice que cai à metade entre quem não tomou conhecimento (38%).

O desempenho da presidente Dilma Rousseff durante a crise política provocada pelas notícias envolvendo seu ministro da Casa Civil dividiu os brasileiros. Um terço (33%) avalia que seu desempenho foi bom, fatia similar (36%) à que considera que Dilma foi regular. Para 17%, o desempenho da presidente foi ruim ou péssimo. Mais uma vez, brasileiros que estudaram até o ensino fundamental discordam da fatia que completou o ensino superior: entre os menos escolarizados, 36% consideram boa ou ótima a atuação de Dilma, ante 30% entre os que estudaram por mais anos. Nesse caso, porém, a diferença entre os índices de avaliação é menor, próximos do intervalo da margem de erro. Entre aqueles que obtêm renda familiar mensal superior a 10 salários mínimos, 24% avaliam o desempenho de Dilma como bom ou ótimo. A taxa de ruim ou péssimo, para esse estrato, vai a 31%, próxima à daqueles que ganham de 5 a 10 mínimos (28%).

Participação de Lula em decisões de Dilma tem o apoio de 64%
77% acreditam que Lula já participa do governo de Dilma

Para quatro de cada cinco brasileiros (77%), o ex-presidente Lula participa das decisões do governo de sua sucessora, Dilma Rousseff. Uma parcela de 19% avalia que Lula não tem participação, e 4% não souberam responder. No Sul, a fatia dos que dizem que o ex-presidente tem participação no governo da petista alcança 82%, mesmo índice próximo ao daqueles que têm renda de mais de 10 salários mínimos (83%).

A participação de Lula na gestão de sua sucessora, porém, não é visto de forma negativa. Pelo contrário, 64% dizem acreditar que ele deveria participar das decisões da gestão de Dilma Rousseff, ante 34% que dizem que não deveria. A taxa dos que não souberam responder sobre o assunto é de 2%. Entre os mais velhos, cai o apoio à participação de Lula (57%).

No grupo de pessoas que estudou até o ensino fundamental, a participação do ex-presidente no governo Dilma tem apoio ainda maior (69%, ante 27% que dizem o contrário). Esse quadro se inverte entre aqueles com ensino superior (45% acreditam que Lula deveria participar, ante 53% que dizem que não deveria) e entre os mais ricos (41% a 58%).

No Nordeste, região em que o ex-presidente mantinha suas mais altas taxas de popularidade, 71% afirmam que ele deveria participar, ante 27% que têm opinião oposta. No Sul, uma porção menor (54%) é favorável à intervenção de Lula no governo Dilma. Entre aqueles que obtêm renda familiar 5 a 10 salários mínimos, 49% dão apoio à participação do ex-presidente, enquanto 51% são contrários a essa atitude.

 

Aqui a pesquisa completa >>>>aval_pres_13062011

Datafolha aponta, em levantamento feito dia 28, Dilma 56% e Serra 44% (votos válidos) e apenas 4% estão indecisos.

Fernando Rodrigues

Brasília

Pesquisa Datafolha realizada ontem voltou a indicar estabilidade no quadro da corrida presidencial, com Dilma Rousseff (PT) mantendo liderança de 12 pontos sobre José Serra (PSDB).

A diferença agora é que o percentual de indecisos caiu de 8% para 4% em dois dias. Essa redução nesse grupo de eleitores indica que há cada vez menos espaço para mudanças na tendência de favoritismo da candidata do PT.

O levantamento do Datafolha, encomendado pela Folha, foi realizado ontem em 256 cidades e com 4.205 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Quando se consideram os votos válidos, Dilma manteve os mesmos 56% que obteve nos levantamentos de terça-feira (dia 26) e quinta-feira (dia 21). Serra também ficou com seus 44% registrados nas últimas duas sondagens.

Há alguma variação no que diz respeito aos votos totais, pois aí houve redução dos indecisos. Dilma oscilou de 49% para 50% nesta semana. Serra foi de 38% para 40%. Ambos movimentaram-se dentro da margem de erro da pesquisa.

Os que votam em branco, nulo ou nenhum mantiveram-se em 5%. E houve a queda nos indecisos, de 8% para 4% em dois dias, de terça para ontem.

No geral, as curvas dos candidatos na pesquisa Datafolha neste segundo turno mostram uma tendência clara: Dilma conseguiu ganhar algum fôlego desde o início do mês (pulou do patamar dos 48% para o dos 50% dos votos totais), enquanto Serra parece ter ficado estagnado (começou outubro com 41% e agora tem 40%).

Há também uma pequena variação para baixo, dentro da margem de erro, no percentual total dos que são indecisos somados aos que votam em branco, nulo e nenhum. No início deste mês, eram 11%. Agora, são 9%. Há sinais de que esses eleitores não querem mesmo sair desse grupo.

Essa tendência é perceptível entre os eleitores que dizem ter votado em Marina Silva (PV) no primeiro turno. No começo de outubro, 9% deles votavam em branco, nulo ou nenhum e outros 18% estavam indecisos. Somados, esses dois grupos eram 27%.

Ontem, segundo o Datafolha, os “marineiros” indecisos caíram para 8%, mas os que vão anular ou votar em branco foram a 18%. Os dois grupos totalizam 26%. Ou seja, cerca de um quarto dos eleitores de Marina não se convenceram até agora a votar em Dilma ou em Serra.

Outro dado que ajuda a entender porque a petista subiu um pouco neste mês e consolidou sua dianteira é o comportamento de quem no primeiro turno votou em branco ou nulo. Na primeira semana de outubro, 14% desses eleitores diziam estar propensos a votar na petista e 25% declaravam apoio ao tucano.

Passadas quase quatro semanas, o quadro se inverteu: 25% dos eleitores que votaram em branco ou nulo no primeiro turno dizem agora que vão escolher Dilma contra 13% que optam por Serra.

A vantagem de Dilma continua ancorada no eleitorado masculino. Entre os homens, ela tem 54% contra 38% de Serra. Já no voto feminino há um empate técnico: a petista está com 46% e o tucano obtém 43%, diz o Datafolha.

A pesquisa foi registrada no TSE sob o número 37721/2010.

Fonte: Folha Poder

Datafolha confirma diferença de Dilma (56%) para Serra (44%) se mantem em 12%, se a eleição fosse hoje.

ALEC DUARTE
EDITOR-ADJUNTO DE PODER

 

A candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, manteve 12 pontos percentuais de vantagem sobre seu adversário no segundo turno das eleições, o tucano José Serra, segundo pesquisa realizada e divulgada hoje pelo Datafolha. Ela aparece com 56%, contra 44% do tucano. O resultado, em votos válidos, é idêntico ao registrado no último levantamento do instituto, realizado no dia 21.

No total de intenções de voto houve leve oscilação: Dilma tem 49% contra 38% de Serra (na semana passada, a petista estava à frente com 50% a 40%).

A segmentação dos resultados do novo levantamento mostra que não foi eficiente a estratégia de Serra de reforçar sua presença no Sudeste e no Sul do país, o chamado “cinturão tucano”, onde teve votação expressiva no primeiro turno.

No Sudeste, o tucano perdeu três pontos percentuais e agora é derrotado pela petista por 44% a 40%. No Sul, ele perdeu dois pontos percentuais, mas ainda vence Dilma –que cresceu dois pontos– por 48% a 41%.

No Nordeste, ponto forte da petista, a distância entre os dois adversários, que oscilaram negativamente um ponto, ficou a mesma da pesquisa passada (37 pontos, ou 64% a 27%).

Desta vez, foram entrevistados 4.066 eleitores em 246 municípios em todos os Estados do país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pretendem votar em branco ou anular o voto 5% dos eleitores entrevistados (eram 4% no último levantamento), enquanto 8% dizem estar indecisos (contra 6% da última pesquisa).

Contratada pela Folha e pela Rede Globo, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 37.404/2010.

Tarso (45%), Fogaça (25%) e definição no 1º turno no RS pode acontecer.

DE SÃO PAULO

A três dias das eleições, caiu três pontos a vantagem do candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, em relação a José Fogaça (PMDB). O novo cenário torna incerta a vitória do petista no primeiro turno, segundo o Datafolha.

Tarso aparece com 45% das intenções de votos –oscilou um ponto para baixo em relação à rodada de 21 e 22 de setembro.

Em segundo lugar, Fogaça subiu dois pontos e marca 25%. A governadora Yeda Crusius (PSDB) tem 15%.

Considerando somente os votos válidos (excluindo brancos e nulos), o petista teria 52%. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, ele teria entre 49% e 55%.

A pesquisa foi feita com 1.400 eleitores, em 56 municípios, nos dias 28 e 29 de setembro. O número do registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é 33146/2010.

Fonte:  Folha on line

Datafolha Ceará: Cid Gomes cai de 58% para 52% mas vence com folga no primeiro turno

Faltando pouco mais de uma semana para as eleições, pesquisa realizada pelo Datafolha mostra que o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) segue líder na disputa para o governo do estado com 52% das intenções de voto, 32 pontos à frente de Lúcio Alcântara (PR), que atinge 20% das preferências. Na pesquisa realizada nos dias 9 e 10 de setembro a diferença entre os principais candidatos era de 42 pontos, mostrava Cid com 58% e Lúcio com 16%.

Aparecem a seguir o deputado estadual, Marcos Cals, do PSDB, com 10% (tinha 8%, no começo de setembro), Soraya Tupinambá (PSOL) e Marcelo Silva (PV) com 1%, cada, Gonzaga (PSTU) e Nati (PSOL) foram citados mas não atingiram 1% das menções. Os que votariam em branco ou anulariam o voto ao governo, caso a eleição fosse hoje totalizam 3% e 12% ainda estão indecisos.

Foram ouvidos 985 eleitores do estado do Ceará, com 16 anos ou mais, nos dias 23 e 24 de setembro de 2010, em 44 municípios. A margem de erro para o total da amostra é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

No cálculo dos votos válidos, em que os indecisos, brancos e nulos são excluídos, Cid Gomes alcançaria 62%, o suficiente para vencer a eleição já no primeiro turno, Lúcio Alcântara alcança 24%. Na pesquisa passada esses percentuais eram 69% e 20%, respectivamente

Cid Gomes (PSB) perdeu 10 pontos entre os eleitores da capital e região metropolitana, passando de 64% para 54% hoje, Lúcio Alcântara oscilou quatro pontos e tem 16% (tinha 12%). Marcos Cals (PSDB) oscilou positivamente dois pontos e aparece com 13%.

No interior Cid Gomes tem 52% (tinha 55%), contra 23% de Lúcio Alcântara, que tinha 19% no levantamento passado, Marcos Cals aparece 8% das intenções nesse segmento.

Quanto ao desempenho dos principais candidatos por segmento do eleitorado, observa-se que Cid Gomes caiu 13 pontos entre os que têm entre 45 e 59 anos (45%, tinha 58%), perdeu 11 entre os que têm entre 35 e 44 anos (de 57% para 46%) e caiu sete pontos entre os mais jovens (54%, tinha 61%). Entre os eleitores com nível médio de escolaridade, Cid, passou de 60% para 52%, entre os mais escolarizados o candidato também perdeu pontos (de 55% para 48%), entre os mais pobres (de 58% para 51%) e entre os mais ricos (de 48% para 41%).

Lúcio Alcântara cresceu oito pontos entre os que têm entre 45 e 59 anos (de 15% para 23%), subiu seis pontos entre os que declaram renda de mais de dois até cinco salários mínimos (de 13% para 19%) e ganhou cinco pontos entre os menos escolarizados (de 17% para 22%). O candidato perdeu seis pontos entre os mais ricos (de 21% para 15%).

Entre os eleitores de Dilma Rousseff (PT) 64% pretendem votar em Cid Gomes, 18% votam em Lúcio Alcântara. Na pesquisa passada, essas taxas eram 70% e 15%, respectivamente. Entre os eleitores de José Serra (PSDB) 32% votam em Cid e 34% votam em Lúcio, no levantamento anterior esses percentuais eram 40% e 28%, respectivamente.

A intenção de voto espontânea em Cid Gomes (PSB) passou de 18%, em julho, para 34%, no final de agosto, para 43% no começo de setembro, oscila quatro pontos e agora chega a 39% das menções. Lúcio Alcântara (PR) oscilou dois pontos e aparece com 13% (tinha 11%), seguido por Marcos Cals (PSDB) com 7%. Não souberam citar nenhum nome de forma espontânea, 33% dos eleitores.

Os candidatos com as maiores taxas de rejeição, ou seja, aqueles que os eleitores não votariam de jeito nenhum, são: Lúcio Alcântara (PR) com 29%, Gonzaga (PSTU) com 24%, e Marcos Cals (PSDB) e Marcelo Silva (PV) com 23%, cada. A seguir aparecem Soraya Tupinambá (PSOL), e Nati (PCB) com 22%, cada, Cid Gomes é rejeitado por 20%, taxa que oscilou quatro pontos em relação à pesquisa passada, quando o candidato obteve 16% de rejeição. Os outros candidatos oscilaram dentro da margem de erro. Afirmam que não rejeitam nenhum 11%, 2% dizem que rejeitam todos e 16% não souberam responder.

Considerando um eventual segundo turno entre Cid Gomes e Lúcio Alcântara, o candidato do PSB teria 60% dos votos contra 29% de Lúcio (era 63% contra 25%, respectivamente). Votariam em branco ou anulariam o voto 5% e 5% não souberam responder. Na capital e região metropolitana, Cid Gomes teria 66% contra 24% de Lúcio Alcântara (esses percentuais eram 69% e 23%, respectivamente). Já no interior do estado Cid teria 56% contra 33% de Lúcio, Cid oscilou negativamente três pontos (tinha 59%), enquanto Lúcio ganhou sete pontos (tinha 26%) nesse segmento.

Na análise estratificada, Cid tem vantagem entre os mais velhos (60%), entre os menos escolarizados (53%) e entre os que têm renda familiar mensal de mais de dois até cinco salários mínimos (60%). Lúcio destaca-se entre os que têm entre 35 e 44 anos e os que têm entre 45 e 59 anos (23%, em cada), entre os menos escolarizados e entre os mais pobres (22% e 21%, em cada).

VEJA AQUI PESQUISA COMPLETA: intvoto_gov_CEARÁ_28092010 DATAFOLHA

Datafolha: Dilma tem 51% dos votos válidos e venceria no primeiro turno.

Diferença de Dilma para a soma dos outros candidatos é de  dois pontos

Dilma tem 51% dos votos válidos; margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais

A candidata do PT, Dilma Rousseff, caiu três pontos percentuais nos últimos cinco dias na disputa pela Presidência da República. Passou de 49% para 46%. Pesquisa nacional realizada pelo Datafolha junto a 3180 eleitores no dia 27 de setembro mostra que a diferença de sete pontos que a petista mantinha em relação à soma dos outros candidatos é agora de apenas dois pontos percentuais.

O dado consiste em importante indicador sobre a probabilidade da ocorrência de segundo turno. Quanto menor a diferença entre o líder das intenções de voto e os outros candidatos, maior a probabilidade de segundo turno.

José Serra (PSDB) aparece em segundo lugar com 28%, seguido por Marina Silva (PV) com 14%. Em relação à pesquisa anterior, o tucano permaneceu estável e a candidata do Partido Verde oscilou positivamente um ponto percentual. Os outros candidatos, individualmente, não alcançam 1%, cada. Juntos, porém, atingem a marca.

Pretendem votar em branco ou anular o voto, 4% dos entrevistados, um ponto a mais do que o verificado há cinco dias.A taxa de indecisos oscilou dois pontos positivos – de 5 % para 7%.

Nos votos válidos, observa-se uma queda importante de Dilma Rousseff. Em cinco dias, ela caiu três pontos percentuais e aparece com 51% dos votos válidos. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, seria impossível apontar vitória da petista no primeiro turno, caso a eleição fosse agora.

Dilma perdeu pontos em todas as regiões do país, principalmente nas áreas metropolitanas. A queda também é expressiva entre as mulheres (cinco pontos), entre os mais escolarizados (sete pontos), os que possuem renda de dois a cinco salários mínimos (cinco pontos) e entre os que têm de 35 a 59 anos. Serra e Marina melhoraram principalmente entre os mais ricos. A candidata do Partido Verde também se destaca entre os que têm nível superior de escolaridade.

Na intenção de voto espontânea, Dilma oscila negativamente dois pontos percentuais – de 39% para 37%. Serra fica estável com 21% e Marina vai de 9% para 11%. O percentual de indecisos permanece inalterado (24%).

Na simulação de segundo turno entre Dilma Rousseff e José Serra, a vantagem da petista também caiu. No levantamento anterior, Dilma tinha 55% das intenções de voto na hipótese de um confronto direto com o tucano. Agora, essa taxa corresponde a 52%. Serra, que antes tinha 38%, oscila um ponto e fica com 39%.

Petista conhece sua maior taxa de rejeição 22% enquanto tucano é rejeitado por 32% dos entrevistados. 

A seis dias da eleição, a candidata do PT a Presidência da República, Dilma Rousseff, conhece sua maior taxa de rejeição – 27%. Nos últimos cinco dias, o índice dos que dizem que não votam na petista de jeito nenhum subiu três pontos percentuais. A taxa é a maior reprovação já verificada em relação a Dilma desde o início do processo eleitoral. A rejeição a José Serra oscilou um ponto (de 31% para 32%) e a Marina Silva permaneceu estável em 17%.

Sobre o debate que aconteceu no domingo, dia 26, na TV Record, 22% dos eleitores afirmam ter assistido ao programa mesmo que em parte. Dentre estes, apenas 5% o viram inteiro. Entre os eleitores de um modo geral, a grande maioria (72%) nãos sabe dizer qual dos candidatos se saiu melhor. Entre os que assistiram ao debate completo, 37% acham que Dilma foi a vitoriosa, 22% apontam Marina Silva e outros 22% José Serra.

Quanto ao número que o eleitor deverá digitar na urna eletrônica para concretizar seu voto para presidente, metade dos brasileiros (50%) desconhece os algarismos. Acertam o número 53%. Entre os eleitores de Dilma essa taxa vai a 62%, entre os de Serra ela é de 52% e entre os de Marina fica em apenas 32%.

ACESSE AQUI PESQUISA COMPLETA: intvoto_pres_28092010 DATAFOLHA

Dois terços dos eleitores não escolheram deputado federal, diz Datafolha

Instituto mostra Tiririca como 2º deputado mais votado da história, mas líder de 2010

Dois terços dos eleitores não escolheram deputado federal, diz Datafolha

Em campanha no bairro de Perus, na zona norte da capital, o líder de intenção de votos, Tiririca abraça eleitora (Foto: Divulgação)

São Paulo – Francisco Everardo Oliveira Silva pode superar a votação de Luiz Inácio Lula da Silva em 1986 e alcançar o segundo maior apoio da história do país. Como Tiririca (PR), o ator teria 3% das intenções de voto para deputado federal se a eleição fosse hoje, segundo pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada neste domingo.

O levantamento mostra ainda que 66% dos entrevistados não escolheram candidato a duas semanas da eleição. O alto índice de indecisos permite reviravoltas e relativiza os números apresentados.

Se confirmado o percentual, Tiririca alcançaria 900 mil sufrágios, ficando atrás dos 1,5 milhão de Enéas Carneiro em 2002. O criador do Partido da Reedificação da Ordem Nacional (Prona), morto em 2007, angariou a maior quantidade de apoiadores da história.

O campeão de votos de 2006, Paulo Maluf (PP), aparece com 1% na pesquisa, ao lado de Márcio França (PSB). O ex-governador e ex-prefeito de São Paulo teria a adesão de 300 mil pessoas, menos da metade dos 739 mil do pleito anterior.

No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) e o apresentador Wagner Montes (PDT) lideram com 2%. Ambos chegaram a ser cotados para a disputa do Executivo estadual.

O ex-jogador Romário (PSB) aparece com 1% dos 11,5 milhões de votos fluminenses. É o mesmo percentual de Jair Bolsonaro (DEM), candidato à reeleição e um dos expoentes da extrema direita no país.

Outro membro bem cotado dos Democratas é Antonio Carlos Magalhães Neto, com 2% dos eleitores baianos. ACM Neto é seguido de Negromonte (PP) e José Rocha (PR).

No Rio Grande do Sul, o Datafolha vê Manuela D’Ávila (PCdoB) como mais votada, com 2% dos 8 milhões de eleitores. Ela repetiria a dose de 2006, mas agora, com 160 mil votos. O ex-goleiro do Grêmio, Danrlei, é o segundo colocado com 1%.

Os petistas Reginaldo Lopes e Gilmar Machado estão empatados com Jaiminho Martins (PR) na liderança entre os candidatos mineiros. O segundo maior colégio eleitoral tem outros três postulantes do PT entre os preferidos.

Alvo

Tiririca foi alvo, no horário eleitoral gratuito, de um candidato ao governo de São Paulo e dois concorrentes ao Legislativo federal. Paulo Skaf (PSB) criticou o palhaço por fazer brincadeira da política. Adilson Maguila Rodrigues (PTN) e Said Mourad (PSC) também criticaram o favorito.

Candidato em uma coligação que, além do PR, tem PT, PCdoB, PRB e PTdoB, ele foi criticado indiretamente até por Aloízio Mercadante (PT). O segundo colocado nas pesquisas ao Palácio dos Bandeirantes pediu seriedade no voto durante um dos debates na TV.

Apesar das críticas e de apresentar um slogan de campanha sem qualquer proposta (“pior que tá, não fica”), o site traz questões pontuais. Na seção com bandeiras de campanha, há ações ligadas ao incentivo ao circo e à cultura em áreas periféricas, ampliação do Bolsa Família, combate ao preconceito contra nordestinos e proteção aos trabalhadores da construção civil.

Fonte: Rede Brasil Atual

Datafolha: PT com Agnelo (41%) mantém dianteira no DF e eleição pode ser definida no 1º turno.

Por: Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – O candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, mantém a liderança na disputa, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (23). Na comparação com o levantamento anterior, no entanto, o ex-ministro recuou 3 pontos.

Joaquim Roriz (PSC), que teve a candidatura impugnada por conta da Lei da Ficha Limpa, reverteu a tendência de queda e foi a 34%, uma oscilação dentro da margem de erro, que é de três pontos para mais ou para menos.

Senado

Na disputa pelo Senado, considerando apenas os votos válidos, Cristovam Buarque (PDT) tem 35% das intenções de voto. Rodrigo Rollemberg (PSB) manteve a segunda posição, com 28%. Maria Abadia vem atrás, com 17%, seguida por Alberto Fraga (DEM), que tem 14%. Pastor Milton Tadashi tem 2% dos votos, contra 1% de Chico Sant’anna (PSOL) e de Rosana Chaib (PCB). Robson (PSTU), Cadu Valadares (PV), Gerônimo (PSL) e Moacir Bueno (PV) não pontuaram.

O Datafolha ouviu 946 eleitores nos dias 21 e 22 de setembro. A pesquisa foi registrada no TRE do Distrito Federal sob o protocolo 32131 de 2010.

candidatos percentual
Agnelo Queiroz (PT)  41%
Joaquim Roriz (PSC)  34%
Toninho (PSOL)   5%
Eduardo Brandão (PV)   1%
Rodrigo Dantas (PSTU)   1%
Newton Lins (PSL)    0%
Ricardo Machado (PCO)    0%
Frank (PCB)    0%
 Indecisos  11%
Brancos e Nulos    8%
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