RESOLUÇÃO POLÍTICA DO DIRETÓRIO NACIONAL DO PT

Leia abaixo o documento na íntegra.

RESOLUÇÃO POLÍTICA DO DIRETÓRIO NACIONAL DO PT

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, reunido no dia 10 de outubro de 2012, aprova a seguinte resolução:

No dia 7 de outubro, o povo brasileiro compareceu às urnas, para eleger prefeitos e vereadores de cada um dos 5.567 municípios brasileiros. Em 50 municípios, haverá segundo turno no dia 28 de outubro.

O PT foi o partido mais votado, com 17,2 milhões de votos. Elegemos já no primeiro turno 626 prefeitos e prefeitas, entre os quais 13 em cidades com mais de 150 mil eleitores. Ampliamos nossa presença nos legislativos municipais. Petistas disputam o segundo turno em 22 cidades, entre as quais São Paulo.

Agradecemos a cada brasileiro e a cada brasileira que nos confiou seu voto, seja onde fomos escolhidos para governar e legislar, seja onde nos foi atribuído o papel de oposição.

Nosso desempenho eleitoral foi resultado de uma combinação de fatores: a criatividade e pertinência das propostas que apresentamos para resolver os problemas de cada município; o exemplo globalmente exitoso de nossos governos municipais, estaduais e federal; o prestígio de nossas candidaturas e lideranças, com destaque para Lula e Dilma; nossa capacidade de construir alianças sociais e políticas, tendo como referência a base de apoio de nosso governo federal; e, como fator principal, destacamos a animação, a persistência e a combatividade da militância petista, milhões de homens e mulheres que, em seus locais de residência, estudo, trabalho e lazer, sustentaram com convicção as bandeiras do PT.

Nosso desempenho nas eleições municipais ganha ainda maior significado, quando temos em conta que ele foi obtido em meio a uma intensa campanha, promovida pela oposição de direita e seus aliados na mídia, cujo objetivo explícito é criminalizar o PT. Não é a primeira, nem será a última vez, que os setores conservadores demonstram sua intolerância; sua falta de vocação democrática; sua hipocrisia, os dois pesos e medidas com que abordam temas como a liberdade de comunicação, o financiamento das campanhas eleitorais, o funcionamento do Judiciário; sua incapacidade de conviver com a organização independente da classe trabalhadora brasileira. Mas a voz do povo suplantou quem vaticinava a destruição do Partido dos Trabalhadores.

O voto popular trouxe valiosos ensinamentos ao PT, que devem ser debatidos e incorporados por nossa militância, inclusive para garantir um desempenho vitorioso no segundo turno. Sem nunca perder de vista o caráter local das eleições, daremos prosseguimento ao debate entre diferentes projetos nacionais, a defesa de nossas administrações, a começar pelos governos Lula e Dilma, bem como a defesa de nosso Partido. Aos ataques e manipulações, contraporemos a defesa enfática de nosso projeto estratégico.

O desempenho do PT no primeiro turno das eleições municipais brasileiras, assim como a vitória do Grande Polo Patriótico nas eleições presidenciais venezuelanas igualmente realizadas no dia 7 de outubro, confirmam a força da esquerda democrática, popular e socialista latinoamericana e caribenha. Ampliar nossa vitória no segundo turno, inclusive conquistando o voto dos milhões de brasileiros que se abstiveram, votaram branco ou nulo, constitui uma garantia a mais de que o Brasil continuará no rumo certo, de paz, integração, bem estar social e desenvolvimento.

Conclamamos o conjunto do Partido, cada um dos nossos filiados, militantes sociais, parlamentares e governantes, a dedicar cada momento dos próximos dias à batalha do segundo turno. O futuro do Brasil e o bem-estar do povo valem o esforço.

Viva o povo brasileiro, viva o PT!

São Paulo, 10 de outubro de 2012.

Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores

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Pesquisa aponta vitória de Hollande sobre Sarkozy no 2º turno das eleições francesas

Pesquisa de opinião foi divulgada pelo instituto Ipsos pouco depois do fechamento das urnas neste domingo

 

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O vencedor do primeiro turno da eleição presidencial francesa, François Hollande, derrotaria o atual presidente Nicolas Sarkozy por larga vantagem no segundo turno da disputa, marcado para o dia 6 de maio.

De acordo com pesquisa de opinião divulgada pelo instituto Ipsos pouco depois do fechamento das urnas neste domingo (22/04), se o segundo turno da eleição francesa ocorresse hoje, a vantagem seria de oito pontos percentuais (54% a 46%) para Hollande. O resultado divulgado corresponde praticamente a média de todos os demais levantamentos feitos antes da votação ocorrida no domingo.

A sondagem foi encomendada pela rede de televisão pública do país (France Télévisions) e pelo jornal Le Monde.

 

Trata-se da primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno a vir a público após a realização do primeiro turno da disputa francesa, na qual Sarkozy e Hollande conquistaram os primeiros lugares.

Outra pesquisa, feita pelo instituto Ifop para a rádio Europe 1 e a revista Paris Match coloca Hollande por 54,5% a 45,5% dos votos válidos no segundo turno – vantagem de nove pontos percentuais.

A Ifop também informou que a candidata de extrema direita, Marine Le Pen (Frente Nacional), será fundamental para a decisão do segundo turno. Ela obteve 18,01% da votação no primeiro turno, um recorde para seu partido.

De acordo com a pesquisa, 48% de seus eleitores votarão em Sarkozy e 31% em Hollande – resultado historicamente acima do esperado pelos socialistas.

Ministério dos Transportes – NOTA DE ESCLARECIMENTOS

O Ministério  |  06/07/2011

ESCLARECIMENTO

O Ministro de Estado dos Transportes, senador Alfredo Nascimento, decidiu deixar o governo. Há pouco, ele encaminhou à presidenta Dilma Rousseff seu pedido de demissão em caráter irrevogável.

Com a determinação de colaborar espontaneamente para o esclarecimento cabal das suspeitas levantadas em torno da atuação do Ministério dos Transportes, Alfredo Nascimento também decidiu encaminhar requerimento à Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal. O senador está à disposição da PGR para prestar a colaboração que for necessária à elucidação dos fatos.

Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR) coloca-se à disposição de seus pares para participar ativa e pessoalmente de quaisquer procedimentos investigativos que venham a ser deflagrados naquela Casa para elucidar os fatos em tela.

Assessoria de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fones: (61) 2029-7038/7039

Marina era a grande aposta de Serra

Mensagens do consulado do Rio de Janeiro vazadas pelo Wikileaks revelam que Serra apostava em Marina Silva, do PV, como seu grande trunfo para vencer Dilma Rousseff nas eleições de outubro de 2010. O cônsul americano informa ter mantido produtivo bate-papo com o colunista da Veja, Diogo Mainardi, que lhe contou acerca de uma conversa dele com o então governador de São Paulo, José Serra.
Diz o cônsul, logo no sumário de nota vazada, de fevereiro de 2010: “Observadores políticos e representantes partidários argumentam que há possibilidade do provável candidato do PSDB, José Serra, pedir à candidata do Partido Verde, Marina Silva, para ser a sua vice. Enquanto parece improvável que Marina Silva aceite tal papel, a maioria acredita que ela iria, no mínimo, apoiar José Serra no pleito.”
As mensagens da embaixada americana revelam que os representantes diplomáticos dos Estados Unidos monitoravam muito atentamente o desenrolar dos acontecimentos políticos e partidários no Brasil, e seus interlocutores são representantes do tucanato e colunistas da Veja e do Globo.
A nota em questão relata um almoço do cônsul com o “proeminente colunista político da Veja, Diogo Mainardi [que] contou-lhe que sua recente coluna em que propunha aliança entre Serra e Marina nas eleições havia sido fruto de uma conversa entre Mainardi e Serra, na qual o tucano havia dito que ‘Marina era seu vice dos sonhos’. Serra expressou, na conversa com Mainardi, os mesmos argumentos que este usou em seu artigo, que a biografia de Marina Silva e suas credenciais esquerdistas ajudariam a reduzir o impacto do carisma de Lula sobre os mais pobres e deixar Dilma em desvantagem junto ao eleitorado de esquerda, ao mesmo tempo em que minimizaria a associação de Serra ao governo de Fernando Henrique, que Lula/Dilma esperavam usar na campanha.”
Passada as eleições, vemos que, de fato, Marina ajudou Serra, embora não da maneira completa que ele esperava, mas simplesmente dividindo o eleitorado de Dilma Rousseff. Animal político astuto que é, o tucano sabia que a verde era talvez a única maneira de roubar votos do eleitorado lulista/dilmista. Quantas articulações e promessas e ofertas não devem ter sido feitas para tentar seduzir Marina?

Mainardi e Serra, relata o cônsul, acreditavam que Marina fosse apoiar o PSDB.

O colunista não achava que Marina aceitasse o papel de vice, mas que daria apoio ao tucano no segundo turno. Mainardi, que como sempre não acertou uma, diz ainda que, uma hipótese mais realista era Aécio Neves aceitar a vaga de vice de José Serra.

Outro interlocutor do cônsul é o colunista do Globo, Merval Pereira, com quem ele manteve uma conversa no dia 21 de janeiro. Merval diz ao cônsul que conversou com Aécio Neves e que o mineiro afirmou estar “disposto a tudo” para ajudar Serra, inclusive ser vice. Eh cônsul bem articulado, héin? Eh turminha unida! Merval Pereira, Mainardi, Serra, Aécio e diplomatas norte-americanos, lutando juntos por um Brasil mais justo!
Merval Pereira, agora um Imortal da filosofia, disse ao cônsul que “não só acreditava que Aécio Neves toparia ser vice de Serra, como Marina Silva também o apoiaria na disputa”. Ô maravilha de cenário!
Os americanos, no entanto, não são tão bobos quanto Merval. Os diplomatas consultaram outras fontes, não tão otimistas (pro lado do Serra) quanto os colunistas da grande mídia. Falaram com Rodrigo Maia, por exemplo, que naturalmente não achava nada maravilhoso uma chapa puro-sangue do PSDB, nem apreciava tanto uma aliança triunfal com Marina Silva. O próprio cônsul faz observações semelhantes.
O cônsul conversa ainda com os tucanos Otávio Leite (RJ), Antonio Carlos Mendes (SP), Clovis Carvalho, e Marcelo Itagiba. Troca também umas ideias com o senador Agripino Maia. Ao cabo, vê-se que o serviço diplomático americano obtém um conjunto de informações bastante razoável, embora se restrinja a dialogar com as forças de oposição.

Confira a íntegra do documento.

Leia também, sobre o mesmo tema:
– Wikileaks campanha 2010: Serra promete fidelidade canina aos EUA (na mariafro).
– Wikileaks campanha 2010: Bolsa família é direito sacrossanto (no futepoca).

Fonte:http://www.gonzum.com/

Política, preconceito e religião vitaminam intolerância

Marcelo Semer
De São Paulo (SP)


Os quatro adolescentes que estariam envolvidos no caso de agressão na Paulista (Foto: Luiz Guarnieri/Futura Press)
Não se pode dizer, ainda, que as agressões da Paulista que vitimaram gays, tiveram motivação homofóbica. Infelizmente não seria nenhuma novidade.
Faz tempo temos convivido com extremismos discriminatórios, que vez por outra transbordam para o noticiário policial. Nordestinos, mendigos, índios e homossexuais estão entre as vítimas preferenciais de operações de limpeza étnica ou expressões de pura arrogância.
Mas mesmo entre aqueles que não agridem, é de se notar que a intolerância e a discriminação têm alcançado índices alarmantes. Que o digam as violentas manifestações no twitter, culpando nordestinos pelo resultado da eleição.
Por pouco, a coisa não piora.
Recentemente soubemos que no começo de agosto grupos neonazistas preparavam manifestação em homenagem a Rudolf Hess, condenado à prisão perpétua por crimes contra a humanidade, dos quais, aliás, morreu dizendo jamais se arrepender.
Denúncia de anarquistas ao Ministério Público paulista desarticulou a passeata que até então vinha sendo preparada em grupos de discussão na Internet, defensores do “orgulho branco”.
Os neonazistas chamam Hess de “mensageiro da paz”, mas as mensagens que eles mesmos produziam, entre louvações a Hitler e ao poder branco, estavam repletas de afirmações discriminatórias a “anarcos, judeus, pretos e comunistas”.
As comunidades afirmam: “somos brancos nacionalistas; há milhares de organizações promovendo os interesses, valores e heranças dos não-brancos. Nós promovemos os nossos”.
Lembrar o nazismo parece um absurdo de alucinados saudosistas da barbárie.
Mas o tom do recente manifesto “São Paulo para os Paulistas” não destoa muito destas palavras de reverência ao “orgulho branco”.
Trocados migrantes por judeus e paulistas por arianos, a idéia de “defender o que é verdadeiramente nosso”, tipicamente paulista, sem mistura, não está longe daquela que alavancou o nazismo, tenham eles consciência ou não disso.
O documento que circulou pela web se afirmou anti-racista e contra o preconceito. Mas está fincado, basicamente, na idéia de “soberania do paulista em sua terra”.
Os migrantes, sobretudo nordestinos, são acusados de promover bagunças, invasões de propriedade e ocupar empregos dos paulistas, com a mesma contundência que se vê nos grupos xenófobos europeus em relação a árabes e africanos.
“A grande maioria dos crimes, violências e fraudes, está relacionada a migrantes”, sustenta o abaixo-assinado, sendo estes, ainda, os que “mais se apoderam dos serviços públicos”.
A campanha, para além de glorificar o “orgulho paulista”, propõe absurdas limitações no uso de serviços estatais e acesso a cargos públicos, a serem restritos aos da terra. A migração deveria ser revertida, apregoam, lembrando que “os migrantes possuem altíssima taxa de natalidade e ocupam espaços que pertencem ao povo paulista”; ademais, “promovem arruaças em transportes públicos, saciam a fome e impõem seus costumes aos bandeirantes”.
A xenofobia não é nada nova, mas foi recentemente vitaminada por uma campanha eleitoral repleta de desinformação e despolitização.
Durante a eleição presidencial, muitos foram os analistas que atribuíam uma possível vitória de Dilma a seu desempenho no Nordeste. Ouvimos ad nauseam tais comentários, insinuando um país eleitoralmente dividido, além do preconceito enrustido sob a crítica da eleição ganha por intermédio de favores aos mais pobres.
Os números foram severos com esses argumentos, pois Dilma venceu expressivamente no Sudeste e teria sido eleita mesmo sem os votos do Norte e Nordeste. Mas a impressão de um país rachado entre cultos e incultos, Sul e Norte, já havia conquistado muitos corações e mentes na elite paulista.
Afinal, como dizia Sartre, o inferno são os outros. São eles que responsabilizamos por nossos fracassos, porque é custoso demais atribuir os erros a nós mesmos.
A tática do vale-tudo e a adesão desesperada à estratégia típica dos ultraconservadores norte-americanos, de trazer a religião para os palanques, ou levar a política para os cultos, estimulou ainda uma nova rodada de preconceitos.
Não bastasse a questão do aborto ter sido tratada como ponto central da disputa, religiosos exigiam dos candidatos rejeição ao casamento gay e a não-criminalização da homofobia, instrumentos que apenas aprofundam a discriminação pela orientação sexual.
Os níveis diferenciados de crescimento das regiões mais pobres, a ascensão social provocada pelos mecanismos de transferência de renda, a ampliação da classe média e a redução da sensação de exclusividade são, paradoxalmente, condimentos para a evolução da intolerância.
Tradicionalmente os momentos de mobilidade social são tão sensíveis quanto aqueles de depressão.
Que saibamos evitar no crescimento a intolerância de que sempre soubemos desviar nos momentos de crise.

Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de “Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho” (LTr) e autor de “Crime Impossível” (Malheiros) e do romance “Certas Canções” (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.

Fale com Marcelo Semer: marcelo_semer@terra.com.br

Tribunal declara Capiberibe eleito, mas decisão não é definitiva

ESTELITA HASS CARAZZAI
DE SÃO PAULO

Contrariando decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o pleno do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Amapá decidiu, na noite de ontem, proclamar eleitos os candidatos João Capiberibe (PSB) e Janete Capiberibe (PSB), que concorreram aos cargos de senador e deputado federal pelo Estado, respectivamente.

As candidaturas de ambos haviam sido barradas pelo TSE por causa da Lei da Ficha Limpa –em 2004, Capiberibe e Janete tiveram seus mandatos cassados pela Justiça Eleitoral por compra de votos.

O TRE, porém, que havia liberado as candidaturas de ambos anteriormente (por entender que a Lei da Ficha Limpa não se aplica nas eleições deste ano), afirmou que as duas candidaturas estão ‘sub judice’, ou seja, aguardam decisão definitiva da Justiça –e que, por isso, os Capiberibe devem ser nomeados e diplomados até sair a decisão final.

Os juízes fizeram a ressalva de que, se a decisão final sobre as candidaturas for desfavorável aos Capiberibe, eles não irão assumir os mandatos.

O TSE informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a decisão do TRE do Amapá ‘tem fundamento jurídico’, mas que pode ser revertida caso o Ministério Público Eleitoral ou os candidatos prejudicados decidam entrar na Justiça contra a proclamação. Isso pode ser feito por meio de uma reclamação no TSE, que pode ou não ser acatada.

Com a decisão do TRE, saem da lista de eleitos o senador Gilvam Borges (PMDB) e a deputada federal Marcivânia (PT). A assessoria de Borges informou que a votação foi ‘atípica’, contrária a ‘um entendimento superior [do TSE]’ e que sua assessoria jurídica irá recorrer. Marcivânia não foi encontrada pela reportagem.

DECISÃO

A decisão do TRE foi tomada com base numa impugnação que os Capiberibe fizeram contra o relatório geral da eleição no Estado, que declara quais os candidatos eleitos. O pleno do TRE acatou o pedido dos candidatos por 4 votos a 3.

“As decisões do TSE são irrecorríveis, salvo se contrariarem a Constituição, e como o STF [Supremo Tribunal Federal] está discutindo a constitucionalidade da Lei Complementar 135 [Lei da Ficha Limpa], é lógico que o ‘decisum’ do TSE acerca do registro dos Capiberibe ainda não transitou em julgado”, escreveu, em seu parecer, o juiz João Guilherme Lages, do TRE-AP.

Para o advogado Luciano del Castilo, que defendeu os Capiberibe, a decisão do STF a respeito do candidato ao Senado Jader Barbalho (PMDB-PA), que barrou sua candidatura por causa da Lei da Ficha Limpa, não se aplica ao caso dos amapaenses, porque diz respeito a um caso específico.

João e Janete são pais do governador eleito do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB).

Saiba como foi a eleição de Dilma em cada região de SP

 

Com 45,9% dos votos paulistas, Dilma vence em 205 dos 645 municípios do estado. Destaque para as macrorregiões ABC e Osasco e para Diadema, São Bernardo do Campo, Francisco Morato e a pequena Itapura, na extrema divisa entre SP e MS

Por Leandro Rodrigues
Terça-feira, 9 de novembro de 2010

Com 45,9% dos votos do eleitorado paulista, a presidente eleita no último dia 31, Dilma Rousseff, foi vitoriosa em 205 dos 645 municípios do estado. Destaque para as macrorregiões ABC e Osasco, nas quais a petista foi eleita com 54% e 57,3% dos votos, respectivamente. Na macro Presidente Prudente, apesar da vitória de José Serra (PSDB) com 55,9%, Dilma vence em 18 das 31 cidades, 58,1% da região.

Dos 22,8 milhões de eleitores de São Paulo que compareceram às urnas no segundo turno das eleições, 12,3 milhões (54,1%) votaram em Serra e 10,5 milhões (45,9%) em Dilma. A diferença exata soma 1.846.036 votos a mais para Serra.

A cidade em que Dilma obteve maior vantagem sobre o tucano foi Itapura (macro Araçatuba), localizada no extremo da divisa com o estado do Mato Grosso do Sul. O pequeno município que é governado pelo DEM – partido aliado ao PSDB – deu vitória à petista com 74,6%, contra 25,4% de Serra.

Já em Saltinho (macro Campinas), a 180 km da capital, foi registrada a maior adesão à candidatura tucana. A cidade governada pelo PTB, que também integra a base adversária, deu 76,12% dos votos para Serra e 23,9% para Dilma.

Avaliando apenas os municípios em que a população ultrapassa os 100 mil habitantes e excluindo a capital, o melhor resultado de Dilma Rousseff foi em Diadema (macro ABC), importante centro industrial do estado, governado pelo PT. Lá, 66,5% dos eleitores quiseram Dilma para presidente e 33,5% votaram em Serra.

Em São Carlos (macro Ribeirão Preto), com prefeitura também está sob a gestão petista, o eleitorado preferiu Serra. Localizada a 231 km da capital e conhecida como pólo universitário e tecnológico, a cidade deu vitória de 65,8% para o tucano, contra 39% de votos em Dilma.

Nas macros

No ABC, além de Diadema, a presidente eleita venceu em Mauá (PT), Rio Grande da Serra (PSDB) e São Bernardo do Campo (PT). Neste último, Dilma registra vitória com a quantidade mais expressiva de votos: 241.547. Se considerar toda a região, Dilma ganhou com 54% contra 46% de Serra.

A macro Osasco foi a que Dilma obteve o melhor resultado: 57,3% a 42,7%. Dos 19 municípios que compõe a região, a petista saiu vitoriosa em 15, sendo que em Francisco Morato, Itapevi, Franco da Rocha e Carapicuíba ficou com mais 60% de votos em cada. Desses, apenas Franco da Rocha não é governado pelo PT, sendo a prefeitura atualmente gestada pelo PSDB.

Na região sudoeste do estado está localizada a macro Mogiana, onde José Serra registrou seu melhor desempenho. Entre os 21 municípios, dois deram vitória para Dilma, com resultados bem apertados. Estiva Gerbi, governada pelo DEM, elegeu a petista com 50,07%, oito votos à frente de Serra; Itobi (PSDB) deu vitória com 51,88%, 170 votos de vantagem sobre tucano. Das cidades que integram a região, apenas Porto Ferreira é governada pelo PT. As demais estão sob gestão de partidos aliados ao governo estadual do PSDB ou de oposição ao governo federal do PT.

Pau a pau

Mas foi em Pradópolis, a 36 km de Ribeirão Preto, em que a população se demonstrou mais dividida entre os então candidatos à sucessão de Lula. A cidade reúne quase 13 mil habitantes e destaca-se como uma das principais produtoras de cana-de-açúcar e derivados. Seu eleitorado, formado por 50,8% de homens e 49,2% de mulheres, deu à Dilma vantagem de apenas 6 votos na vitória: 50,03% a 49,96%.

Clique aqui e confira dados detalhados sobre o desempenho da eleição de Dilma no estado de São Paulo

Fonte: http://www.pt-sp.org.br

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