A versão censurada de ‘Vence na Vida quem diz sim’

Enviado por luisnassif, ter, 13/03/2012 – 20:00

Por Vânia

Vence na vida quem diz sim (1a. versão – censurada)

Vence na vida quem diz sim
Vence na vida quem diz sim

Se te dói o corpo
Diz que sim
Torcem mais um pouco
Diz que sim
Se te dão um soco
Diz que sim
Se te deixam louco
Diz que sim
Se te babam no cangote
Mordem o decote
Se te alisam com o chicote
Olha bem pra mim
Vence na vida quem diz sim
Vence na vida quem diz sim

Se te jogam lama
Diz que sim
Pra que tanto drama
Diz que sim
Te deitam na cama
Diz que sim
Se te criam fama
Diz que sim
Se te chamam vagabunda
Montam na cacunda
Se te largam moribunda
Olha bem pra mim
Vence na vida quem diz sim
Vence na vida quem diz sim

Se te cobrem de ouro
Diz que sim
Se te mandam embora
Diz que sim
Se te puxam o saco
Diz que sim
Se te xingam a raça
Diz que sim
Se te incham a barriga
De feto e lombriga
Nem por isso compra a briga
Olha bem pra mim
Vence na vida quem diz sim
Vence na vida quem diz sim

Vence na vida quem diz sim (2a. versão )

Vence na vida quem diz sim
Vence na vida quem diz sim

Se te dói o corpo
Diz que sim
Torcem mais um pouco
Diz que sim
Se te dão um soco
Diz que sim
Se te deixam louco
Diz que sim
Se te tratam no chicote
Babam no cangote
Baixa o rosto e aprende um mote
Olha em pra mim
Vence na vida quem diz sim
Vence na vida quem diz sim

Se te mandam flores
Diz que sim
Se te dizem horrores
Diz que sim
Mandam pra cozinha
Diz que sim
Chamam pra caminha
Diz que sim
Se te chamam vagabunda
Montam na cacunda
Se te largam moribunda
Olha bem pra mim
Vence na vida quem diz sim
Vence na vida quem diz sim

Se te erguem a taça
Diz que sim
Se te xingam a raça
Diz que sim
Se te chupam a alma
Diz que sim
Se te pedem calma
Diz que sim
Se já estás virando um caco
Vives num buraco
Se és do balacobaco
Olha bem prá mim
Vence na vida quem diz sim
Vence na vida quem diz sim

O Mundo é Um Moinho

Composição: Cartola
Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

Renato Teixeira – Amanheceu, Peguei a Viola

Apesar de você (via @cardosinho)

Viola toca Carinhoso – Yamandú Costa

Em minha regular visita ao blog do Cardosinho, quando decidi reproduzir o post que está logo abaixo, assisti a esta preciosidade. Espero que voce se sinta tão bem quanto eu, quando assistir… interessante também a história da construção da obra, inesperadamente Braginha é chamado e resultou na composição letra, sucesso  que ocupa lugar de destaque na nossa cultura.

Postado por Serenissima

Pixinguinha Braguinha
Pixinguinha                                Braguinha

Carinhoso  –  música composta em 1917 por Pixinguinha (Alfredo da Rocha Viana); letra adicionada em 1937 por João de Barro (BRAGUINHA – Carlos Alberto Ferreira Braga) “Carinhoso” tem uma história que se inicia de forma inusitada, com o autor da música (Pixinguinha) mantendo-a inédita por mais de dez anos.
Sua justificativa, no depoimento que deu ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro em 1968:
– ” Eu fiz o ‘Carinhoso’ em 1917. Naquele tempo o pessoal nosso da música não admitia choro assim de duas partes (choro tinha que ter três partes). Então, eu fiz o “Carinhoso” e encostei.
Tocar o ‘Carinhoso’ naquele  meio! Eu não tocava… ninguém ia aceitar”.
O jovem Pixinguinha, então com 20 anos, não se atrevia a contrariar o esquema adotado nos choros da época, herdada da polca. Ele mesmo esclareceu, no depoimento, que ‘Carinhoso’ era uma polca, polca lenta.
-“O andamento era o mesmo de hoje e eu classifiquei  de polca ou polca vagarosa.
Mais tarde mudei para chorinho”.

“Carinhoso” foi gravado, apenas instrumentalmente, em 1928 pela orquestra Típica Pixinguinha-Donga. Sobre essa gravação, um crítico pouco versado em jazz publicou o seguinte comentário na revista Phonoarte (nº 11, de 15.01.1929):
– “Parece que o nosso popular compositor anda sendo influenciado pelos ritmos e melodias do jazz. É o que temos notado, desde algum tempo e mais uma vez neste seu choro, cuja introdução é um verdadeiro fox-trot e que, no seu decorrer, apresenta combinações de música popular yankee. Não nos agradou”.

Ainda sem letra, ‘Carinhoso’ teria mais duas gravações apenas instrumentais.
Apesar das três gravações e execuções em programas de rádio e rodas de choro, continuava até meados dos anos trinta ignorado pelo grande público.
Em outubro de 1936, um acontecimento iria contribuir de forma acidental para uma completa mudança no curso de sua história.
Encenava-se naquele mês no Teatro Municipal do Rio de Janeiro o espetáculo “Parada das Maravilhas”, promovido pela primeira dama, dna.Darcy Vargas, em benefício da obra assistencial Pequena Cruzada.
Convidada a participar do evento, a atriz e cantora Heloísa Helena pediu a seu amigo Braguinha uma canção nova que marcasse sua presença no palco.
Não possuindo nenhuma na ocasião, o compositor aceitou então a sugestão da amiga para que pusesse versos no choro “Carinhoso”.
-“Procurei imediatamente o Pixinguinha”, relembra Braguinha, “que me mostrou a melodia num dancing (o Eldorado) onde estava atuando. No dia seguinte entreguei a letra a Heloísa, que muito satisfeita, me presenteou com uma gravata italiana”.
Surgiu assim, escrita às pressas e sem maiores pretensões a letra de “Carinhoso”, que se tornaria um dos maiores clássicos da MPB a partir do momento que pôde ser cantado.
Recebeu mais de duzentas gravações, desde a primeira (28.05.1937) cantada por Orlando Silva, o “cantor das multidões”.

Fonte: http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/joaocarlossantana

A letra me transmite a sensação de um significado profético na relação do povo, com a cultura, e a esperança da música da Viola bem tocada. Simbólico o fato de Yamandú tocar, e o povo cantar.

Meu coração
Não sei porque
Bate feliz, quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim, foges de mim
Ah! Se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E muito e muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor
Dos lábios meus
À procura dos teus
Vem matar esta paixão
Que me devora o coração
E só assim então
Serei feliz, bem feliz

Roda de Viola – Tocando em Frente.

Tocando em Frente

Almir Sater

Composição : Almir Sater e Renato Teixeira

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

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