Procópio Mineiro e Paulo Henrique Amorim derrotaram a Proconsult

Pedro do Coutto

Procópio Mineiro, que na sexta-feira morreu antes do tempo, foi noticiado de forma simples e singela na seção de obituários de O Globo de sábado. Jornalista profissional, dirigia a Radio JB em 82, quando foi tentada no Rio a fraude colossal da Proconsult. Com o apoio de Armando Nogueira, na Rede Globo, e, pelo menos, o silêncio de Evandro Carlos de Andrade, no Globo, tentava transformar a vitória de Leonel Brizola nas urnas em vitória de Moreira Franco. Escândalo que ressoa até hoje.

Mas o Jornal do Brasil, com Paulo Henrique Amorim à frente da redação e a Rádio, com Procópio Mineiro, impediram o alucinado golpe contra a decisão popular. Naquela ocasião fiz parte da equipe de Paulo Henrique, formada também em primeiro plano por Hedil Rodrigues do Vale Junior, Ronald de Carvalho, Ricardo Noblat. Na Rádio Jornal do Brasil, a segunda pessoa era o Jornalista Pery Cotta, hoje presidente do Conselho Deliberativo da ABI.

A tempestade foi intensa, relâmpagos e trovões de orquestra (frase de Nelson Rodrigues), pode-se calcular face aos interesses envolvidos. Mas Paulo Henrique tivera aprovado por M.F. Nascimento Brito um projeto extraordinário de acompanhamento da apuração de votos. O cérebro eletrônico da organização foi mobilizado e preparado para computar as eleições urna por urna, voto a voto. Estabelecido tal controle, o trabalho não poderia apresentar falhas: era uma simples questão de matemática.

Paulo Henrique me escalou para fazer as projeções, já que a apuração demandava uma semana e era fácil identificar o desempenho dos candidatos por região. Este o meu trabalho.

Hoje em dia a computação é muito mais veloz, o resultado final sai em doze horas. Fazer projeções, agora, só tem valor se a disputa estiver duríssima. Mas estamos falando de ontem. O Globo, de Evandro, claro, não contestava os números da Rede Globo. Não eram falsos, a forma de sua utilização sim. Brizola vencia no Rio e na Baixada Fluminense. Moreira Franco na região serrana e no interior do estado. Na Zona Sul carioca também. O jornalismo comandado por Armando Nogueira dava preferência à computação parcial das áreas em que Moreira vencia. Um absurdo.

O ritmo da apuração transcorria por igual. Portanto, de plano, desencadeou-se a divergência entre o Jornal do Brasil e a Radio JB, de um lado, e a Rede Globo de outro. Paulo Henrique, inclusive, lançou um livro sobre o acontecimento. Um duelo vencido pelo JB. Mas com esforço. Surgiram obstáculos, não por parte de Nascimento Brito ou de sua filha Teresa, que também participava do comando geral.

Mas por parte de dirigentes do cérebro eletrônico. O Jornal todos os dias apontava Brizola absoluto na frente. A Rádio todas as horas. A cidade do Rio pesava 47% do eleitorado. Brizola, aqui, alcançava – lembro-me bem – 41 a 26 pontos. A Baixada Fluminense pesava 25%. Nela, a vantagem de Brizola era ainda maior. A  região serrana e o norte fluminense tinham expressão de 28% do eleitorado. A disputa incluía Miro Teixeira, Sandra Cavalcanti, Lisâneas Maciel. O quadro final estava definido computados 10% dos votos. Era só fazer as projeções. Cabia a mim. Procópio Mineiro e Pery Cotta seguiam na mesma direção, a única legítima.

Mas eis que na madrugada de sexta para sábado, as eleições tinham sido na terça ou quarta, dirigentes do sistema de computação dormiram na sede da avenida Brasil. A Proconsult atacava antes do alvorecer. Minhas projeções foram colocadas em dúvida. A Proconsult chegou aqui, me disse Paulo Henrique. Mas não se preocupe, você está certo. E sustentou meu trabalho. Nascimento Brito também. Esta é a história que conto e que teve a participação ativa de Procópio Mineiro. Com este registro, dou adeus a ele. Ele viveu um momento alto do jornalismo brasileiro.

Câmara aprova anistia criminal a bombeiros e PMs do Rio

Proposta, que segue para o Senado após a aprovação da redação final na CCJ, inclui bombeiros e PMs de Sergipe e de Rondônia.

Gustavo Lima
Comissão de Constituição e Justiça aprovou proposta que concede anistia criminal a cerca de 400 bombeiros e dois policiais militares do Rio de Janeiro, que estão sendo processados sob acusação de depredar o quartel da corporação
Bombeiros e PMs acompanham reunião da CCJ.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quinta-feira, em caráter conclusivo, a proposta de anistia criminal a 429 bombeiros e dois policiais militares do Rio de Janeiro que estão sendo processados sob acusação de motim e de depredação do quartel da corporação, durante movimento por reajuste salarial. A proposta segue para o Senado após a aprovação da redação final na CCJ.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Mendonça Filho  (DEM-PE) a seis projetos sobre o assunto – três sobre o Rio, dois sobre anistia a PMs e bombeiros de Rondônia e um sobre anistia a PMs e bombeiros de Sergipe, que também estão sendo processados por participação em movimento por reajuste salarial.

Segundo o presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e autor de uma das propostas aprovadas, deputado Mendonça Prado (DEM-SE), a anistia dos bombeiros mostrou a capacidade da Câmara de reunir todos os partidos políticos para fazer justiça. “É uma vitória e uma demonstração de que não podem existir excessos nem dos servidores nem gestores”, afirmou.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), autor de uma das propostas aprovadas, elogiou a união dos parlamentares. “Esse projeto foi aprovado por unanimidade, por isso ele tramitou tão rapidamente. Não há quem discorde dessa anistia.”

A votação da proposta foi uma estratégia elaborada ontem à noite por deputados do Rio, líderes partidários e pelo presidente da Câmara, Marco Maia.

Como houve acordo de todos os partidos para a aprovação da proposta, o presidente da CCJ, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), abriu mão do prazo de cinco sessões do Plenário para apresentação de emendas.

Assista aqui à entrevista completa concedida pelo deputado Alessandro Molon à TV Câmara.

Ação penal
De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, 429 bombeiros e dois policiais militares presos no dia 4 de junho pela invasão do quartel da corporação respondem a ação penal militar pelos crimes de motim, dano em material ou aparelhamento de guerra, dano em aparelhos e instalações de aviação e navais e em estabelecimentos militares.

A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Justiça Militar, recebeu na segunda-feira (13) a denúncia oferecida pelo Ministério Público estadual contra eles.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro já aprovou anistia administrativa aos bombeiros.

PEC 300
“Enquanto a PEC 300 não for aprovada, não podemos punir policiais e bombeiros que lutam por melhores condições de vida”, afirmou o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), autor de outra proposta aprovada.

Gustavo Lima
Comissão de Constituição e Justiça aprovou proposta que concede anistia criminal a cerca de 400 bombeiros e dois policiais militares do Rio de Janeiro, que estão sendo processados sob acusação de depredar o quartel da corporação
Na reunião, deputados de todos os partidos criticaram o governo do Rio.

Mendonça Prado acredita que a articulação em favor dos bombeiros possa favorecer a votação da PEC 300. “Tenho certeza que a PEC 300 será aprovada. Ela servirá para que não haja mais esse tipo de desentendimento entre gestores e servidores públicos”, disse.

Deputados de todos os partidos presentes à reunião fizeram discursos em apoio aos bombeiros e criticaram o governo do Rio de Janeiro. O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), autor de outra proposta aprovada, lembrou que o governador Sérgio Cabral admitiu publicamente que cometeu excessos.

O texto aprovado inclui os PMs e bombeiros do Rio de Janeiro, de Rondônia e Sergipe na anistia concedida pela Lei 12.191/10. Essa lei, por sua vez, anistia policiais e bombeiros militares de nove estados punidos por participar de movimentos reivindicatórios por melhorias de vencimentos e de condições de trabalho ocorridos de 1997 até o início de 2010. A proposta estende a anistia até a data de publicação da lei.

Os projetos aprovados foram: 6882/10, 7712/10, 1524/11, 1531/11, 1555/11 e 1602/11. Todos estão apensados ao mais antigo (6882).

Veja a íntegra do texto aprovado.

* Matéria atualizada no dia 1º/07

Íntegra da proposta:

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Wilson Silveira

CICLO DE DEBATES SOBRE A REALIDADE CUBANA – São Paulo, 24 de junho.

CICLO DE DEBATES SOBRE A REALIDADE CUBANA

Atualização do Modelo Econômico Cubano

A Revolução Cubana inspirou várias gerações pelo mundo. São 52 anos vivendo, não apenas uma utopia, mas uma prática política e social que pode ser lida, compartilhada, estudada e debatida a partir das conquistas da Revolução, como a eliminação da miséria absoluta e do analfabetismo e os altos índices de qualidade da saúde e educação, em benefício dos 11 milhões de cubanos.

Durante este período, foram produzidos permanentes avanços em diferentes áreas. Cuba, em sua atual conjuntura, assume o desafio de promover inovações e transformações destinadas a aperfeiçoar seu modelo econômico-social socialista, em um contexto de profundas modificações e predomínio de novos governos comprometidos com a justiça social na América Latina e no Caribe.

Com o intuito de contribuir para compreensão objetiva da realidade do país e sua atual conjuntura, a Fundação Mauricio Grabois em conjunto com a Fundação Perseu Abramo, organizam em São Paulo, no dia 24 de junho o debate – A atualização do Modelo Econômico Cubano – atividade que compõem o ciclo de debates sobre a realidade cubana realizado nas cidades de São Paulo, Brasilia e Rio de Janeiro.

O debate contará com a presença de uma delegação cubana composta por intelectuais, jornalistas, parlamentares e um familiar dos cinco prisioneiros cubanos, além de estudiosos e ativistas da solidariedade com Cuba no Brasil.

DEBATEDORES

Parte cubana

Zueleica Romay – Presidente do Instituto Cubano do Livro

Rosa Mirian Elizarde
Jornalista – Editora do portal CubaDebate

Magalys Llort
Deputada – Familiar dos Cinco Priosioneiros

Parte Brasileira

Jamil Murad
Vereador e líder da bancada do PCdoB na Câmara Municipal de São Paulo

Renato Simões
Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT

Antônia Mara Vieira Loguercio
Presidente Nacional do Opinio Iuris

Sistematizadores:
Iole Ilíada – Secretaria de Relações Internacionais do PT e Diretora do Núcleo de Cooperação Internacional da Fundação Perseu Abramo

Ricardo Abreu de Melo (Alemão) – Secretário de Relações Internacionais do PCdoB e Presidente do Conselho Curador da Fundação Maurício Grabois

Coordenação:
Adalberto Monteiro – Presidente da Fundação Maurício Grabois e editor da Revista Princípios

Local: Clube Homs – Avenida Paulista, 735,  São Paulo – Próx. ao Metrô Brigadeiro

Horário: 14h30

Realização: Fundação Mauricio Grabois e Fundação Perseu Abramo

Bom em exemplo. PT de Teresópolis rompe com o prefeito em defesa dos princípios partidários.

Nota oficial do Partido dos Trabalhadores – Teresópolis (RJ) (19/04/11)
O Partido dos Trabalhadores de Teresópolis, em reunião do Diretório Municipal, na última sexta (15), decidiu romper formalmente com o Governo Jorge Mário Sedlacek e entregar todos os cargos comissionados na Prefeitura. Os filiados do partido, que ocupam funções de confiança no executivo, têm até o dia 30 deste mês para pedirem exoneração, ou desligarem-se da legenda . A decisão foi tomada por unanimidade pelos 20 membros do Diretório presentes na reunião.

Nas últimas duas semanas, cinco secretários municipais do PT já haviam pedido exoneração em função da grave crise política instaurada na cidade e pela falta de confiança no prefeito. Agravada pelo fato de Jorge Mario estar sendo investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI – na Câmara Municipal por suspeita de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.

Na reunião do dia 1 de abril, o Diretório já havia aprovado uma Representação contra Jorge Mário na Comissão de Ética do partido. A qual, após ter concluído a admissibilidade do pedido, notificará o Prefeito na próxima segunda-feira, 18 de Abril, encaminhando a Representação que aponta para a infidelidade aos princípios do PT, quebra de confiança, falta de compromisso com o programa de campanha e graves danos à imagem do partido. O filiado terá o prazo de dez dias para apresentar sua ampla defesa.

Cumprido o prazo e o devido processo legal, a Comissão de Ética apresentará seu relatório final, que será submetido a apreciação e votação da instância máxima do Partido, o Diretório Municipal.

Teresópolis, 15 de abril de 2011.

Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Teresópolis – RJ

Extra: Porre é Soprar o Danado do Bafômetro

 by mariafro

Impressão minha ou o Extra acompanhou atentamente a tag aeciodevassa? Se eu fosse o
Para saber da história leia E as redes sociais se esbaldaram com Aécio e Aécio Neves: Casa de ferreiro, espeto de pau

Agradeço a Silvana Marques (SilMarq) pelo envio do link.

Aécio Neves se recusa a bafômetro e tem habilitação apreendida em blitz no Rio

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Aécio Neves se recusa a bafômetro e tem habilitação apreendida em blitz no Rio Assíduo frequentador da capital fluminense, Aécio Neves sofreu multa e teve a habilitação apreendida (Foto: Geraldo Magela. Agência Senado)

São Paulo – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) teve a carteira de habilitação apreendida neste domingo (17) no Rio de Janeiro por se recusar a fazer o teste do bafômetro. Além disso, o documento do parlamentar estava com o prazo de validade vencido.

Segundo informou a Secretaria de Estado de Governo do Rio ao portal G1, o carro de Aécio Neves não foi apreendido porque ele apresentou um condutor em condições de dirigir, no caso um taxista, mas uma multa foi aplicada.

A assessoria de imprensa do parlamentar disse ao mesmo site que ele não sabia que a carteira de habilitação estava vencida.  O ex-governador havia saído da casa de amigos e voltava para sua residência no Leblon, na zona sul carioca, quando foi parado pela blitz policial.

A recusa do teste do bafômetro é considerada uma infração gravíssima, com custo de R$ 957 e sete pontos na carteira. É a mesma punição aplicada para quem é pego com documento de habilitação vencido.

Parado em blitz, Aécio vira piada no Twitter

Na Rede

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) virou motivo de piada nas redes sociais desde domingo (17), quando teve sua carteira de habilitação apreendida e se recusou a passar pelo teste do bafômetro, no Rio de Janeiro. A maior parte das manifestações associam o ex-governador de Minas Gerais ao consumo de bebidas alcóolicas e criticam a indisposição a comprovar que não estava embriagado ao dirigir.

O blog Esquerdopata publicou uma fotomontagem que identificaria o policial responsável pela blitz que flagrou Aécio com carteira de motorista vencida. A imagem ironiza duas das figuras de maior projeção do PSDB. O ex-governador de São Paulo e candidato segundo colocado na eleição presidencial de 2010, José Serra (PSDB-SP), aparece como policial militar aplicando uma chave de pescoço em Aécio. Em maio, os tucanos têm convenção nacional para definir a presidência e a direção da legenda.

A disputa interna foi motivo de outras piadas. MariaFrô fez uma seleção das manifestações, sugerindo que o partido de oposição estaria sem rumo

Um perfil no Twitter foi criado para surfar na onda da #AécioDevassa. A hashtag – usada no sistema de microblogue para delimitar o assunto da mensagem publicada – seguiu por toda a tarde de domingo e pela manhã de segunda-feira (18).

Vale lembrar que a assessoria de imprensa do parlamentar disse ao mesmo site que ele não sabia que a carteira de habilitação estava vencida.  O ex-governador havia saído da casa de amigos e voltava para um apartamento de sua propriedade no Leblon, na zona sul carioca, quando foi parado pela blitz policial.

Como Senador, Aécio deveria dar exemplo diante da “lei seca”

Jurista acredita que senador deveria ter assoprado o bafômetro na madrugada de domingo, no Rio de Janeiro

Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

Como senador, Aécio deveria dar exemplo diante de blitz da “lei seca”, diz advogado

Aécio chegou a defender a obrigatoriedade da submissão ao teste do bafômetro quando era governador de Minas Gerais (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

São Paulo – Foi falha a conduta de uma figura pública como o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao se recusar a fazer o teste do bafômetro na madrugada de domingo (17), no Rio de Janeiro (RJ), segundo o advogado e professor da PUC Minas Marciano Seabra de Godoi. Ele sustenta que, embora não tenha sido definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) se o motorista tem ou não direito a não realizar o teste, figuras que ocupam cargos públicos deveriam ser os primeiros a dar exemplo para a sociedade e seguir a legislação.

Adepto da ideia de que o motorista abordado em uma blitz tem obrigação de se submeter ao teste, como prevê a norma, Godoi lembra que se trata de risco de perda de vidas, e não um detalhe burocrático. “Uma condenação em um tribunal de contas que rejeita um parecer de uma administração é grave, mas bem menos do que em um caso como este, em que há uma questão humana colocada”, pontua.

O jurista considera que o político tem de dar exemplo de responsabilidade. “Em Minas Gerais, estado comandado até pouco tempo por ele (Aécio) – e especialmente em Belo Horizonte – só agora é que começam a ocorrer blitze, enquanto no Rio isso já ocorre há anos, com redução das mortes no trânsito”, acusa. “Em Minas, conhecida por ter uma polícia mais rigorosa, a ‘Lei Seca’ não pegou no governo”, critica.

Aécio foi parado em uma blitz da polícia carioca na madrugada de domingo. Ele estava com a carteira de motorista vencida e recusou-se a fazer o teste do bafômetro. Apenas depois de insistir muito, conseguiu ter o carro liberado, ao conseguir um motorista para o veículo. Segundo a assessoria do parlamentar, ele desconhecia que o prazo de validade do documento havia acabado.

Ele recebeu duas multas: R$ 191,54 pela irregularidade na carteira e R$ 957 pela recusa do bafômetro. Em ocasiões anteriores, especificamente em 2009, quando ainda era governador, ele deu declarações favoráveis à legislação.
Polêmica

Godoi considera que, ao exercer o direito de ir e vir conduzindo um automóvel, o cidadão precisa fazer um “certo sacrifício” em nome da segurança das outras pessoas. “É o cuidado que as pessoas têm com a vida das outras pessoas. Pensando racionalmente, alguém que bebe e pega direção sabe que coloca em risco a vida das pessoas no carro e das que estão fora”, pondera.

A possibilidade de não se submeter ao bafômetro é uma das principais polêmicas da lei 11.708 de 2008, chamada de Lei Seca, reduziu drasticamente a quantidade de álcool no sangue permitida para alguém que esteja dirigindo. O texto prevê que, ao se recusar a assoprar o bafômetro, o motorista poderia ser automaticamente considerado como embriagado, mesmo sem a prova.

A questão é se o cidadão tem ou não o direito de recusar-se a produzir provas contra si mesmo, o que permite uma série de recursos judiciais após a perda da carteira nacional de habilitação e apreensão do veículo. Esse princípio é aplicado em investigações criminais, mas há divergências sobre a adoção em um caso de infração de lei de trânsito.

Enquanto parte dos especialistas avalia que esse direito constitucional precisa ser assegurado, outros, como Godoi, acreditam que conduzir um veículo é uma atividade de risco que, por isso, permite ao Estado cobrar o teste como “contrapartida”. Feito isso, segundo ele, haveria avanço nas garantias de segurança no trânsito.

A questão não está definida no país porque o STF não se manifestou a respeito. Uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin), de número 4.103, foi ajuizada ainda em 2008 pela Associação Brasileira de Restaurantes e Empresas de Entretenimento (Abrasel Nacional). O mérito da questão não foi julgada e, atualmente, tem o ministro Luiz Fux como relator. Em países como Estados Unidos e Espanha, a obrigatoriedade de submissão ao teste de embriaguez é estabelecida na lei.
Leia também:

* Aécio Neves se recusa a bafômetro e tem habilitação apreendida em blitz no Rio
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Dilma recomenda criação de regras para assistir órfãos em desastres

 

A presidente Dilma |Rousseff determinou hoje a três secretarias e a quatro ministérios que produzam regras para regulamentar a assistência a crianças e adolescentes que ficarem órfãos em situações de desastres ambientais, como os ocorridos no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. A situação dos menores foi discutida por Dilma com as secretárias de Direitos Humanos, Maria do Rosário, de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros.
Segundo Maria do Rosário, as medidas debatidas já estão sendo adotadas em alguns municípios da região serrana do Rio. Em Teresópolis, comitês de emergência identificaram quase 3.000 crianças e adolescentes que perderam os pais com a tragédia. Os menores estão sob a responsabilidade de um membro da família.
“É muito importante que, nas situações de emergência, imediatamente se estabeleça uma condição onde sejam identificadas todas as crianças e adolescentes e um responsável adulto da família assuma e mantenha essa responsabilidade. Mas, além de verificar essa situação imediata da abrigagem, nós estamos criando recomendações”, afirmou as secretária de Direitos Humanos.
Em Nova Friburgo, de acordo com Maria do Rosário, apenas quatro irmãos ainda não têm qualquer familiar. “Nestes casos, quando não há um adulto responsável, nossa prioridade é encontrar uma família acolhedora. Tanto no Rio de Janeiro como em outros estados já há famílias inscritas e aptas a cuidar de crianças em situação emergencial”.

Ações para socorrer as vítimas das enchentesFOTO: Roberto Stuckert Filho

Ações para socorrer as vítimas das enchentes

Por determinação da presidenta Dilma Rousseff, vários setores do governo federal tomaram todas as providências para o atendimento às vítimas das enchentes no estado do Rio. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou, ontem, um balanço sobre estas atividades, em especial, na região Serrana do Rio.

A presidenta da República, Dilma Rousseff, determinou a vários órgãos do governo federal a tomada de todas as providências necessárias para o atendimento às vítimas das enchentes na região serrana do Rio de Janeiro. O governo federal continuará acompanhando a situação e dará total prioridade ao apoio à população.

1. O Ministério da Defesa destacou 586 militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para atuar no socorro às vítimas. As Forças Armadas deslocaram também para a região 12 helicópteros, 74 viaturas, duas retroescavadeiras, um hospital de campanha, três ambulâncias, uma viatura “Munk”, um caminhão basculante, duas pás-carregadeiras, um gerador e uma torre de iluminação.

2. A Força Nacional (Ministério da Justiça) mantém 225 homens no Rio de Janeiro, sendo 80 bombeiros militares especialistas em resgates, 130 policiais militares e 15 peritos para auxiliar na identificação dos corpos.

3. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome disponibilizou para a região 8.000 cestas de alimentos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério da Agricultura, encaminhou 44 toneladas de alimentos para Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo e Areal, cabendo 11 toneladas a cada uma.

4. O Ministério da Saúde disponibilizou 7 toneladas de medicamentos e insumos. São 30 kits, suficientes para atender 45 mil pessoas por um período de um mês. Cinquenta voluntários de seis hospitais federais do Rio de Janeiro estão atendendo nas regiões atingidas, bem como 300 profissionais de saúde estão de prontidão para atendimento hospitalar.

5. O Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, colocou à disposição da região 4.000 barracas de lona.

6. E o governo federal repassou R$ 100 milhões, na última sexta-feira, ao governo do estado do Rio de Janeiro e às prefeituras dos municípios atingidos.

Para socorrer vítimas de chuvas, bancada abre mão de emendas totalizando 523,5 milhões

Os deputados do Rio de Janeiro decidiram colocar à disposição do governo federal as emendas de bancada aprovadas no Orçamento da União de 2011, para agilizar o repasse de recursos às áreas atingidas pelas chuvas no estado. O coordenador da bancada do Rio, deputado Alexandre Santos (PMDB), disse que vai comunicar a iniciativa à presidente Dilma Rousseff e ao governador Sérgio Cabral.

“Todas as emendas aprovadas ficam à disposição do governo, porque às vezes, por necessidade de rubrica orçamentária, não há de onde tirar ou remanejar o dinheiro. Já são rubricas aprovadas; nós só faremos a mudança do objetivo e deixaremos à disposição deles, se for preciso, todas as emendas de bancada”, explicou Santos. As emendas aprovadas chegam a R$ 523,5 milhões.

Os integrantes da bancada fluminense estão especialmente empenhados na liberação rápida de recursos para ajudar as vítimas da região serrana. Segundo o deputado Alexandre Santos, os recursos federais destinados às vítimas das catástrofes de 2010 ainda não foram usados porque há projetos e análises pendentes.

Medida provisória
O deputado Hugo Leal (PSC-RJ) defende a edição de uma MP para acelerar o envio da ajuda. “O governo federal tem condições de, por meio de uma MP, usar um crédito suplementar. Isso é totalmente possível e seria a forma mais rápida. No caso de haver a necessidade de anulação de algum crédito para criar esse crédito extraordinário, a bancada está disposta a abrir mão dos recursos”, ressaltou.

A deputada Cida Diogo (PT-RJ) está otimista quanto à liberação dos recursos. “As emendas da bancada voltadas para infraestrutura e saneamento podem ser direcionadas a uma situação de calamidade como esta. Isso não vai gerar nenhum tipo de problema, seja junto à bancada, seja com a própria Câmara e com o Executivo”, afirmou.

Conforme explicou a Consultoria de Orçamento da Câmara, se houver um acordo político o governo poderá enviar uma MP destinando recursos de outras rubricas para socorrer os municípios fluminenses afetados pelas chuvas. Já a readequação dos recursos previstos nas emendas de bancada aprovadas para 2011 poderá ser feita ao longo do ano. Outra saída, com tramitação bem mais demorada, seria buscar o dinheiro por meio de uma proposta de crédito adicional.

Reportagem – Idhelene Macedo/Rádio Câmara
Edição – João Pitella Junior

Ministro do TSE determina recontagem que tira vaga de ex-BBB na Câmara

Republicamos a matéria abaixo do Portal Folha com o coração cheio de dúvidas: 1)  o entendimento do Ministro Marco Aurélio é majoritário? 2) Se majoritário for atingirá todos os Estados? 3) Foram computados para a legenda, por exemplo, os mais de 500 mil votos de Paulo Maluf ? 4) Se não foram, alem da proclamação dos atuais proclamados suplentes do PP ( no mínimo dois) quais deputados vão acordar sem mandato para 2011 em São Paulo?

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Marco Aurélio aceitou liminar para que a Justiça Eleitoral do Rio reconte os votos do PT do B para a Câmara dos Deputados.

A decisão tira a vaga do ex-BBB Jean Willys, eleito deputado federal pelo PSOL com 13.018 votos.

 

26.set.2007 – Ana Carolina Fernandes/Folhapress
Recontagem no TRE-RJ tira a vaga do ex-BBB Jean Willys, eleito deputado federal pelo PSOL com 13.018 votos
Recontagem no TRE-RJ tira a vaga do ex-BBB Jean Willys, eleito deputado federal pelo PSOL com 13.018 votos

Com 29.176 votos, Cristiano José Rodrigues de Souza pediu ao TSE que incluía no coeficiente partidário do PT do B o voto de 18 candidatos que tiveram o registro negado.

Se os 18.579 votos desses candidatos forem contabilizados, o PT do B ultrapassa o coeficiente partidário de 173.884 votos, o que garante Souza na Câmara dos Deputados pelo Rio.

Jean Willys deve sua eleição ao deputado Chico Alencar, segundo mais votado no Estado como 240.724 votos.

Ao aceitar o pedido liminar, Marco Aurélio citou o principio da fidelidade partidário e argumentou que os votos pertencem ao partido e não ao candidato.

Segundo ele, os candidatos que tiveram o registro negado não podem se eleger, mas o voto continua a ser contabilizado para o partido.

O ministro entendeu que o pedido é urgente porque a diplomação dos eleitos no Rio está marcada para o próprio dia 16. Cabe recurso da decisão ao plenário do TSE.

Fonte: folha.com/poder

A crise no Rio e o pastiche midiático (via @jornalpagina13)

 

Luiz Eduardo Soares

 

Por Luiz Eduardo Soares

Sempre mantive com jornalistas uma relação de respeito e cooperação. Em alguns casos, o contato profissional evoluiu para amizade. Quando as divergências são muitas e profundas, procuro compreender e buscar bases de um consenso mínimo, para que o diálogo não se inviabilize. Faço-o por ética –supondo que ninguém seja dono da verdade, muito menos eu–, na esperança de que o mesmo procedimento seja adotado pelo interlocutor. Além disso, me esforço por atender aos que me procuram, porque sei que atuam sob pressão, exaustivamente, premidos pelo tempo e por pautas urgentes. A pressa se intensifica nas crises, por motivos óbvios. Costumo dizer que só nós, da segurança pública (em meu caso, quando ocupava posições na área da gestão pública da segurança), os médicos e o pessoal da Defesa Civil, trabalhamos tanto –ou sob tanta pressão– quanto os jornalistas.

Digo isso para explicar por que, na crise atual, tenho recusado convites para falar e colaborar com a mídia:

(1) Recebi muitos telefonemas, recados e mensagens. As chamadas são contínuas, a tal ponto que não me restou alternativa a desligar o celular. Ao todo, nesses dias, foram mais de cem pedidos de entrevistas ou declarações. Nem que eu contasse com uma equipe de secretários, teria como responder a todos e muito menos como atendê-los. Por isso, aproveito a oportunidade para desculpar-me. Creiam, não se trata de descortesia ou desapreço pelos repórteres, produtores ou entrevistadores que me procuraram.

(2) Além disso, não tenho informações de bastidor que mereçam divulgação. Por outro lado, não faria sentido jogar pelo ralo a credibilidade que construí ao longo da vida. E isso poderia acontecer se eu aceitasse aparecer na TV, no rádio ou nos jornais, glosando os discursos oficiais que estão sendo difundidos, declamando platitudes, reproduzindo o senso comum pleno de preconceitos, ou divagando em torno de especulações. A situação é muito grave e não admite leviandades. Portanto, só faria sentido falar se fosse para contribuir de modo eficaz para o entendimento mais amplo e profundo da realidade que vivemos. Como fazê-lo em alguns parcos minutos, entrecortados por intervenções de locutores e debatedores? Como fazê-lo no contexto em que todo pensamento analítico é editado, truncado, espremido –em uma palavra, banido–, para que reinem, incontrastáveis, a exaltação passional das emergências, as imagens espetaculares, os dramas individuais e a retórica paradoxalmente triunfalista do discurso oficial?

(3) Por fim, não posso mais compactuar com o ciclo sempre repetido na mídia: atenção à segurança nas crises agudas e nenhum investimento reflexivo e informativo realmente denso e consistente, na entressafra, isto é, nos intervalos entre as crises. Na crise, as perguntas recorrentes são: (a) O que fazer, já, imediatamente, para sustar a explosão de violência? (b) O que a polícia deveria fazer para vencer, definitivamente, o tráfico de drogas? (c) Por que o governo não chama o Exército? (d) A imagem internacional do Rio foi maculada? (e) Conseguiremos realizar com êxito a Copa e as Olimpíadas?

Ao longo dos últimos 25 anos, pelo menos, me tornei “as aspas” que ajudaram a legitimar inúmeras reportagens. No tópico, “especialistas”, lá estava eu, tentando, com alguns colegas, furar o bloqueio à afirmação de uma perspectiva um pouquinho menos trivial e imediatista. Muitas dessas reportagens, por sua excelente qualidade, prescindiriam de minhas aspas –nesses casos, reduzi-me a recurso ocioso, mera formalidade das regras jornalísticas. Outras, nem com todas as aspas do mundo se sustentariam. Pois bem, acho que já fui ou proporcionei aspas o suficiente. Esse código jornalístico, com as exceções de praxe, não funciona, quando o tema tratado é complexo, pouco conhecido e, por sua natureza, rebelde ao modelo de explicação corrente. Modelo que não nasceu na mídia, mas que orienta as visões aí predominantes. Particularmente, não gostaria de continuar a ser cúmplice involuntário de sua contínua reprodução.

Eis por que as perguntas mencionadas são expressivas do pobre modelo explicativo corrente e por que devem ser consideradas obstáculos ao conhecimento e réplicas de hábitos mentais refratários às mudanças inadiáveis. Respondo sem a elegância que a presença de um entrevistador exigiria. Serei, por assim dizer, curto e grosso, aproveitando-me do expediente discursivo aqui adotado, em que sou eu mesmo o formulador das questões a desconstruir. Eis as respostas, na sequência das perguntas, que repito para facilitar a leitura:

(a) O que fazer, já, imediatamente, para sustar a violência e resolver o desafio da insegurança?

Nada que se possa fazer já, imediatamente, resolverá a insegurança. Quando se está na crise, usam-se os instrumentos disponíveis e os procedimentos conhecidos para conter os sintomas e salvar o paciente. Se desejamos, de fato, resolver algum problema grave, não é possível continuar a tratar o paciente apenas quando ele já está na UTI, tomado por uma enfermidade letal, apresentando um quadro agudo. Nessa hora, parte-se para medidas extremas, de desespero, mobilizando-se o canivete e o açougueiro, sem anestesia e assepsia. Nessa hora, o cardiologista abre o tórax do moribundo na maca, no corredor. Não há como construir um novo hospital, decente, eficiente, nem para formar especialistas, nem para prevenir epidemias, nem para adotar procedimentos que evitem o agravamento da patologia.  Por isso, o primeiro passo para evitar que a situação se repita é trocar a pergunta. O foco capaz de ajudar a mudar a realidade é aquele apontado por outra pergunta: o que fazer para aperfeiçoar a segurança pública, no Rio e no Brasil, evitando a violência de todos os dias, assim como sua intensificação, expressa nas sucessivas crises?

Se o entrevistador imaginário interpelar o respondente, afirmando que a sociedade exige uma resposta imediata, precisa de uma ação emergencial e não aceita nenhuma abordagem que não produza efeitos práticos imediatos, a melhor resposta seria: caro amigo, sua atitude representa, exatamente, a postura que tem impedido avanços consistentes na segurança pública. Se a sociedade, a mídia e os governos continuarem se recusando a pensar e abordar o problema em profundidade e extensão, como um fenômeno multidimensional a requerer enfrentamento sistêmico, ou seja, se prosseguirmos nos recusando, enquanto Nação, a tratar do problema na perspectiva do médio e do longo prazos, nos condenaremos às crises, cada vez mais dramáticas, para as quais não há soluções mágicas.

A melhor resposta à emergência é começar a se movimentar na direção da reconstrução das condições geradoras da situação emergencial. Quanto ao imediato, não há espaço para nada senão o disponível, acessível, conhecido, que se aplica com maior ou menor destreza, reduzindo-se danos e prolongando-se a vida em risco.

A pergunta é obtusa e obscurantista, cúmplice da ignorância e da apatia.

(b) O que as polícias fluminenses deveriam fazer para vencer, definitivamente, o tráfico de drogas?

Em primeiro lugar, deveriam parar de traficar e de associar-se aos traficantes, nos “arregos” celebrados por suas bandas podres, à luz do dia, diante de todos. Deveriam parar de negociar armas com traficantes, o que as bandas podres fazem, sistematicamente. Deveriam também parar de reproduzir o pior do tráfico, dominando, sob a forma de máfias ou milícias, territórios e populações pela força das armas, visando rendimentos criminosos obtidos por meios cruéis.

Ou seja, a polaridade referida na pergunta (polícias versus tráfico) esconde o verdadeiro problema: não existe a polaridade. Construí-la –isto é, separar bandido e polícia; distinguir crime e polícia– teria de ser a meta mais importante e urgente de qualquer política de segurança digna desse nome. Não há nenhuma modalidade importante de ação criminal no Rio de que segmentos policiais corruptos estejam ausentes. E só por isso que ainda existe tráfico armado, assim como as milícias.

Não digo isso para ofender os policiais ou as instituições. Não generalizo. Pelo contrário, sei que há dezenas de milhares de policiais honrados e honestos, que arriscam, estóica e heroicamente, suas vidas por salários indignos. Considero-os as primeiras vítimas da degradação institucional em curso, porque os envergonha, os humilha, os ameaça e acua o convívio inevitável com milhares de colegas corrompidos, envolvidos na criminalidade, sócios ou mesmo empreendedores do crime.

Não nos iludamos: o tráfico, no modelo que se firmou no Rio, é uma realidade em franco declínio e tende a se eclipsar, derrotado por sua irracionalidade econômica e sua incompatibilidade com as dinâmicas políticas e sociais predominantes, em nosso horizonte histórico. Incapaz, inclusive, de competir com as milícias, cuja competência está na disposição de não se prender, exclusivamente, a um único nicho de mercado, comercializando apenas drogas –mas as incluindo em sua carteira de negócios, quando conveniente. O modelo do tráfico armado, sustentado em domínio territorial, é atrasado, pesado, anti-econômico: custa muito caro manter um exército, recrutar neófitos, armá-los (nada disso é necessário às milícias, posto que seus membros são policiais), mantê-los unidos e disciplinados, enfrentando revezes de todo tipo e ataques por todos os lados, vendo-se forçados a dividir ganhos com a banda podre da polícia (que atua nas milícias) e, eventualmente, com os líderes e aliados da facção. É excessivamente custoso impor-se sobre um território e uma população, sobretudo na medida que os jovens mais vulneráveis ao recrutamento comecem a vislumbrar e encontrar alternativas. Não só o velho modelo é caro, como pode ser substituído com vantagens por outro muito mais rentável e menos arriscado, adotado nos países democráticos mais avançados: a venda por delivery ou em dinâmica varejista nômade, clandestina, discreta, desarmada e pacífica. Em outras palavras, é melhor, mais fácil e lucrativo praticar o negócio das drogas ilícitas como se fosse contrabando ou pirataria do que fazer a guerra. Convenhamos, também é muito menos danoso para a sociedade, por óbvio.

(c) O Exército deveria participar?

Fazendo o trabalho policial, não, pois não existe para isso, não é treinado para isso, nem está equipado para isso. Mas deve, sim, participar. A começar cumprindo sua função de controlar os fluxos das armas no país. Isso resolveria o maior dos problemas: as armas ilegais passando, tranquilamente, de mão em mão, com as benções, a mediação e o estímulo da banda podre das polícias.

E não só o Exército. Também a Marinha, formando uma Guarda Costeira com foco no controle de armas transportadas como cargas clandestinas ou despejadas na baía e nos portos. Assim como a Aeronáutica, identificando e destruindo pistas de pouso clandestinas, controlando o espaço aéreo e apoiando a PF na fiscalização das cargas nos aeroportos.

(d) A imagem internacional do Rio foi maculada?

Claro. Mais uma vez.

(e) Conseguiremos realizar com êxito a Copa e as Olimpíadas?

Sem dúvida. Somos ótimos em eventos. Nesses momentos, aparece dinheiro, surge o “espírito cooperativo”, ações racionais e planejadas impõem-se. Nosso calcanhar de Aquiles é a rotina. Copa e Olimpíadas serão um sucesso. O problema é o dia a dia.

Palavras Finais

Traficantes se rebelam e a cidade vai à lona. Encena-se um drama sangrento, mas ultrapassado. O canto de cisne do tráfico era esperado. Haverá outros momentos análogos, no futuro, mas a tendência declinante é inarredável. E não porque existem as UPPs, mas porque correspondem a um modelo insustentável, economicamente, assim como social e politicamente. As UPPs, vale dizer mais uma vez, são um ótimo programa, que reedita com mais apoio político e fôlego administrativo o programa “Mutirões pela Paz”, que implantei com uma equipe em 1999, e que acabou soterrado pela política com “p” minúsculo, quando fui exonerado, em 2000, ainda que tenha sido ressuscitado, graças à liderança e à competência raras do ten.cel. Carballo Blanco, com o título GPAE, como reação à derrocada que se seguiu à minha saída do governo. A despeito de suas virtudes, valorizadas pela presença de Ricardo Henriques na secretaria estadual de assistência social –um dos melhores gestores do país–, elas não terão futuro se as polícias não forem profundamente transformadas. Afinal, para tornarem-se política pública terão de incluir duas qualidades indispensáveis: escala e sustentatibilidade, ou seja, terão de ser assumidas, na esfera da segurança, pela PM. Contudo, entregar as UPPs à condução da PM seria condená-las à liquidação, dada a degradação institucional já referida.

O tráfico que ora perde poder e capacidade de reprodução só se impôs, no Rio, no modelo territorializado e sedentário em que se estabeleceu, porque sempre contou com a sociedade da polícia, vale reiterar. Quando o tráfico de drogas no modelo territorializado atinge seu ponto histórico de inflexão e começa, gradualmente, a bater em retirada, seus sócios –as bandas podres das polícias– prosseguem fortes, firmes, empreendedores, politicamente ambiciosos, economicamente vorazes, prontos a fixar as bandeiras milicianas de sua hegemonia.

Discutindo a crise, a mídia reproduz o mito da polaridade polícia versus tráfico, perdendo o foco, ignorando o decisivo: como, quem, em que termos e por que meios se fará a reforma radical das polícias, no Rio, para que estas deixem de ser incubadoras de milícias, máfias, tráfico de armas e drogas, crime violento, brutalidade, corrupção? Como se refundarão as instituições policiais para que os bons profissionais sejam, afinal, valorizados e qualificados? Como serão transformadas as polícias, para que deixem de ser reativas, ingovernáveis, ineficientes na prevenção e na investigação?

As polícias são instituições absolutamente fundamentais para o Estado democrático de direito. Cumpre-lhes garantir, na prática, os direitos e as liberdades estipulados na Constituição. Sobretudo, cumpre-lhes proteger a vida e a estabilidade das expectativas positivas relativamente à sociabilidade cooperativa e à vigência da legalidade e da justiça. A despeito de sua importância, essas instituições não foram alcançadas em profundidade pelo processo de transição democrática, nem se modernizaram, adaptando-se às exigências da complexa sociedade brasileira contemporânea. O modelo policial foi herdado da ditadura. Ele servia à defesa do Estado autoritário e era funcional ao contexto marcado pelo arbítrio. Não serve à defesa da cidadania. A estrutura organizacional de ambas as polícias impede a gestão racional e a integração, tornando o controle impraticável e a avaliação, seguida por um monitoramento corretivo, inviável. Ineptas para identificar erros, as polícias condenam-se a repeti-los. Elas são rígidas onde teriam de ser plásticas, flexíveis e descentralizadas; e são frouxas e anárquicas, onde deveriam ser rigorosas. Cada uma delas, a PM e a Polícia Civil, são duas instituições: oficiais e não-oficiais; delegados e não-delegados.

E nesse quadro, a PEC-300 é varrida do mapa no Congresso pelos governadores, que pagam aos policiais salários insuficientes, empurrando-os ao segundo emprego na segurança privada informal e ilegal.

Uma das fontes da degradação institucional das polícias é o que denomino “gato orçamentário”, esse casamento perverso entre o Estado e a ilegalidade: para evitar o colapso do orçamento público na área de segurança, as autoridades toleram o bico dos policiais em segurança privada. Ao fazê-lo, deixam de fiscalizar dinâmicas benignas (em termos, pois sempre há graves problemas daí decorrentes), nas quais policiais honestos apenas buscam sobreviver dignamente, apesar da ilegalidade de seu segundo emprego, mas também dinâmicas malignas: aquelas em que policiais corruptos provocam a insegurança para vender segurança; unem-se como pistoleiros a soldo em grupos de extermínio; e, no limite, organizam-se como máfias ou milícias, dominando pelo terror populações e territórios. Ou se resolve esse gargalo (pagando o suficiente e fiscalizando a segurança privada /banindo a informal e ilegal; ou legalizando e disciplinando, e fiscalizando o bico), ou não faz sentido buscar aprimorar as polícias.

O Jornal Nacional, nesta quinta, 25 de novembro, definiu o caos no Rio de Janeiro, salpicado de cenas de guerra e morte, pânico e desespero, como um dia histórico de vitória: o dia em que as polícias ocuparam a Vila Cruzeiro. Ou eu sofri um súbito apagão mental e me tornei um idiota contumaz e incorrigível ou os editores do JN sentiram-se autorizados a tratar milhões de telespectadores como contumazes e incorrigíveis idiotas.

Ou se começa a falar sério e levar a sério a tragédia da insegurança pública

Ex-procurador da Fazenda é preso sob suspeita de corromper PF

O ex-procurador da Fazenda Glênio Sabbad Guedes, réu em processo por suspeita de envolvimento no mensalão, foi preso e denunciado à Justiça sob acusação de corromper policiais federais da Delegacia Fazendária no Rio.

A prisão ocorreu na quinta-feira da semana passada, na Operação Halloween, da Polícia Federal, que investigou esquema de corrupção no Núcleo de Operações da Delefaz para atrasar inquéritos contra proprietários de bingos, fabricantes de caça-níqueis e fraudadores de combustíveis.

Segundo o procurador da República Marcelo Freire, o ex-procurador fez pagamentos mensais aos policiais federais Sérgio Retto e Carlos Rodrigues dos Santos para que retardassem o andamento de um inquérito contra ele em 2006. Ele só foi chamado para prestar depoimento no inquérito após três anos.

Agentes do núcleo de inteligência da PF em Brasília flagraram 11 encontros entre um intermediário do ex-procurador, Jorge Alves Ferreira, funcionário da Receita Federal, e os agentes federais.

Na avaliação de Freire, o esquema descoberto é grave porque mostra como a corrupção pode engessar “o coração da Delegacia Fazendária”. Os procedimentos solicitados são executados pelo Núcleo de Operações.

Fonte: Portal Folha

DEU NO GLOBO. Só metade dos estados cumpre mínimo para saúde.

   
Rio Grande do Sul, Rio e Minas estão entre os que não investem os 12% previstos pela Constituição

 

BRASÍLIA. Segundo levantamento do Conselho Nacional de Saúde (CNS), atualmente, dos 26 estados e o Distrito Federal, 13 não cumprem o investimento mínimo em saúde previsto pela Constituição, que é 12% da receita bruta. A pior situação é a do Rio Grande Sul, que aplica 4,37% em saúde, mas estados importantes, como Paraná, Rio e Minas Gerais, também não cumprem o dispositivo constitucional – a chamada emenda 29, ainda pendente de regulamentação no Congresso.
A falta de regulamentação permite um debate em torno do que são serviços de saúde e se estão incluídos, por exemplo, investimentos em saneamento básico.
O estado de São Paulo está entre os que cumprem o mínimo constitucional, com gastos de 12,44% de sua receita no setor. A União aplica o orçamento do ano anterior mais a variação do PIB, enquanto os municípios têm de investir 15% da receita bruta.
– Todo ano é o (orçamento do) ano anterior mais o PIB. Acha que é pouco? Ano que vem a saúde terá 13% a mais, 7,5% de aumento real em 2011. Os estados não cumprem e os municípios, que deveriam por 15%, põem 20%, 25% – disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao justificar a necessidade de regulamentar a Emenda 29 para que todos cumpram sua parte.
 
O Globo, 9 de novembro de 2010

Eleições 2010 Rio de Janeiro – Resultado geral final, os eleitos.

ELEIÇÕES 2010 RIO DE JANEIRO – PRESIDENTE DA REPÚBLICA
    1º TURNO 2º TURNO
clas nome (partido) votos % votos    %
Eleita 3.739.632 43,76% 4.934.077    60,48%
  2.693.130 31,52%    
2º Turno 1.925.166 22,53% 3.223.891    39,52%
           
ELEIÇÕES 2010 RIO DE JANEIRO – SENADORES    
clas nome (partido) votos %    
Eleito 4.213.749 28,65%    
Reeleito 3.332.886 22,66%    
  3.048.034 20,73%    
  1.627.050 11,06%    
  1.295.946 8,81%    
           
ELEIÇÕES 2010 RIO DE JANEIRO – DEPUTADOS FEDERAIS    
clas nome (partido) votos %    
1 694.862 8,69%    
2 240.724 3,01%    
3 165.630 2,07%    
4 157.580 1,97%    
5 150.616 1,88%    
6 146.859 1,84%    
7 146.260 1,83%    
8 142.714 1,78%    
9 138.811 1,74%    
10 129.515 1,62%    
11 120.646 1,51%    
12 105.406 1,32%    
13 99.457 1,24%    
14 98.280 1,23%    
15 98.164 1,23%    
16 95.412 1,19%    
17 86.162 1,08%    
18 85.660 1,07%    
19 85.358 1,07%    
20 84.452 1,06%    
21 84.006 1,05%    
22 82.832 1,04%    
23 80.862 1,01%    
24 77.800 0,97%    
25 74.312 0,93%    
26 73.185 0,91%    
27 72.824 0,91%    
28 72.822 0,91%    
29 72.589 0,91%    
30 71.036 0,89%    
31 65.826 0,82%    
32 63.119 0,79%    
33 57.549 0,72%    
34 57.018 0,71%    
35 52.123 0,65%    
36 51.933 0,65%    
37 51.203 0,64%    
38 51.011 0,64%    
39 44.355 0,55%    
40 44.236 0,55%    
41 41.480 0,52%    
42 33.856 0,42%    
43 29.248 0,37%    
44 29.009 0,36%    
45 22.619 0,28%    
46 13.018 0,16%    
           
ELEIÇÕES 2010 RIO DE JANEIRO – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Reeleito 5.217.972 66,08%    
  1.632.671 20,68%    
  853.220 10,81%    
           
ELEIÇÕES 2010 RIO DE JANEIRO – DEPUTADOS ESTADUAIS    
clas nome (partido) votos %    
1 528.628 6,38%    
2 177.253 2,14%    
3 134.515 1,62%    
4 121.684 1,47%    
5 118.863 1,43%    
6 112.676 1,36%    
7 111.407 1,34%    
8 96.034 1,16%    
9 91.774 1,11%    
10 89.553 1,08%    
11 87.210 1,05%    
12 83.254 1%    
13 77.061 0,93%    
14 75.707 0,91%    
15 74.336 0,90%    
16 69.571 0,84%    
17 67.035 0,81%    
18 62.599 0,76%    
19 62.522 0,75%    
20 61.294 0,74%    
21 59.220 0,71%    
22 58.322 0,70%    
23 55.831 0,67%    
24 55.484 0,67%    
25 0,66% 55.027    
26 52.525 0,63%    
27 52.099 0,63%    
28 49.839 0,60%    
29 47.939 0,58%    
30 45.541 0,55%    
31 45.046 0,54%    
32 44.549 0,54%    
33 44.135 0,53%    
34 44.015 0,53%    
35 43.607 0,53%    
36 43.215 0,52%    
37 42.398 0,51%    
38 39.740 0,48%    
39 39.730 0,48%    
40 39.537 0,48    
41 39.023 0,47%    
42 38.856 0,47%    
43 38.791 0,47%    
44 38.746 0,47%    
45 37.742 0,46%    
46 36.519 0,44%    
47 35.508 0,43%    
48 35.176 0,42%    
49 35.069 0,42%    
50 34.820 0,42%    
51 34.733 0,42%    
52 34.502 0,42%    
53 33.664 0,41%    
54 33.203 0,40%    
55 32.855 0,40%    
56 32.563 0,39%    
57 32.369 0,39%    
58 31.249 0,38%    
59 30.583 0,37%    
60 28.798 0,35%    
61 28.798 0,35%    
62 28.328 0,34%    
63 26.002 0,31%    
64 22.169 0,27%    
65 21.987 0,27%    
66 21.033 0,25%    
67 19.329 0,23%    
68 16.151 0,19%    
69 10.586 0,13%    
70 6.442 0,08%    

O outro lado da ‘fita crepe’: Relato de Flávio Loureiro sobre incidente no Rio de Janeiro com Serra

by mariafro

Aqui, o relato do jornalista da Record Rodrigo Vianna que viu as imagens produzidas pela Record do incidente sem edição. Aqui a cobertura menos ruim que li hoje nas inúmeras matérias que pipocaram no twitter.

Como deu para ver claramente nas imagens da Globo, o candidato José Serra não se feriu.

O relato de Rodrigo que coadunam com o relato de Flávio Loureiro que recebi agora pouco por e-mail. Ambos falam em pessoas efetivamente feridas no tumulto. Como vocês podem ler abaixo, os feridos não tiveram atendimento vip para socorrê-los.

Abaixo relato recebido de Flávio Loureiro, petista, blogueiro do Rio, por e-mail:

Prezados (as)

Acabei de conversar com companheiros petistas que se envolveram no incidente e soube o seguinte:

1 – Serra marcou uma caminhada no calçadão de Campo Grande com forte aparato de segurança.

2 – O sindicato dos mata-mosquitos, demitidos na época em que Serra era ministro da Saúde de FHC, se localiza nas imediações.

3 – O processo de demissão dos mata-mosquitos foi traumático, a ponto de trabalhadores perderem tudo, e foi registrado cinco sucídios entre os mata-mosquitos demitidos.

4 – Portanto, a categoria tem ódio mortal de Serra e se organizaram para manifestar contra a presença dele no calçadão de Campo Grande.

5 – Os petistas da região, que organizam panfletagens no calçadão, sabendo do quedro, foram para lá evitar confrontos.

6 – Mas os seguranças de Serra, liderados por Júnior, filho da vereadora e deputada estadual eleita Lucinha (PSDB), rasgaram os cartazes dos mata-mosquitos, aí o tumulto começou. Vale lembrar que a comitiva de Serra estava distante do local do conflito, mas Serra foi visto entrando numa Van sem qualquer ferimento.

7 – O miltante petista, Carlos Calixto, lotado no gabinte da dep. Inês Pandeló, foi agredido teve o supercílio rasgado, e ainda sangrando foi para a Delegacia Policial registrar a ocorrência.

8 – Segundo o militante petista Sebastião Moraes, a confusão só não foi maior, porque a tropa de mata-mosquitos que vinha se incorporar à manifestação, chegou atrasada, mas saiu em perseguição à comitiva de Serra. É bom que eles não tenham alcançado a comitiva, caso isso ocorra novos conflitos a vista, para a exploração política de Serra.

9 – O pessoal mata-mosquitos que estava na manifestação não tem vínculo com o PT. Eles têm dois sentimentos básicos, paixão por Lula que os reincorporou e ódio por Serra/FHC que os demitiu.

Abs,
Flávio Loureiro

DATAFOLHA RJ : Lindberg (PT) cresce doze pontos e divide liderança com Crivella, Jorge Picciani (PMDB) ganha seis pontos e Cezar Maia (DEM) continua caindo.

Sérgio Cabral lidera com 58% das intenções de voto e Gabeira (PV) volta ao patamar que alcançou em julho

Faltando um mês para as eleições Datafolha revela manutenção da vantagem de Sérgio Cabral sobre o segundo colocado: Cabral tem 58% das intenções e Gabeira 18%. Em julho, Cabral tinha 53% indo a 57% na primeira pesquisa do mês de agosto. Ao final daquele mês oscilou um ponto percentual, indo a 56% e agora oscila mais dois pontos alcançando a 58%. Gabeira tinha 18% em julho, no início de agosto perdeu quatro pontos e foi a 14%, no final do mês recuperou três dos pontos perdidos chegando a 17% das intenções de voto. Agora oscilou positivamente um ponto e volta ao mesmo índice do final de julho.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 9 de setembro de 2010, com 1282 eleitores do Estado do rio de Janeiro, em 30 municípios, e a margem de erro para o total da amostra é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

No cálculo dos votos válidos, em que os indecisos, brancos e nulos são distribuídos proporcionalmente segundo o índice obtido por cada candidato, Cabral alcança 69%, o que é mais do que suficiente para vencer a eleição já no primeiro turno.

A seguir aparecem Peregrino (PR) com 3%, Eduardo Serra (PCB) e Cyro Garcia (PSTU) com 2% das intenções cada um, seguidos por Jefferson Moura (PSOL), com 1% das citações. Todos os nomes dos candidatos oficialmente registrados no TSE estavam presentes nos cartões apresentados aos entrevistados. Afirmaram votar em branco ou nulo, 8% dos entrevistados, mesma taxa dos que não sabem em quem votar.

Na capital fluminense Cabral tem 55% das intenções de voto (na pesquisa anterior tinha 57%) e Gabeira tem 24% das intenções, tendo oscilado três pontos em relação à última pesquisa. Entre os eleitores da região metropolitana, 59% afirmaram votar em Cabral e 20% em Gabeira. No interior, 57% preferem o atual governador e 12% votam no candidato verde.

A preferência por Cabral se destaca entre os eleitores mais velhos, com 64% das intenções de voto e entre os eleitores com ensino fundamental, com 63% das preferências.

Quanto à identificação partidária, entre aqueles que citaram o PMDB como a sigla preferida, 73% afirmaram votar no candidato do partido; entre aqueles que citaram PSDB como partido de preferência, 69% afirmaram votar em Cabral e entre os simpatizantes do PT, 74% preferem o governador. Entre aqueles que disseram votar em Dilma Rousseff (PT) para presidente do Brasil, 72% afirmaram votar também em Sérgio Cabral, entre os eleitores de José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), esses índices são 57% e 42%, respectivamente.

Gabeira obtém seus melhores índices entre o eleitorado de nível superior (36%). Quanto à renda familiar média, a escolha por Gabeira é tanto maior quanto mais ao topo da pirâmide social: entre aqueles que alegam possuir renda de cinco a dez salários mínimos, 25% são eleitores do candidato verde e entre aqueles que ganham mais de dez salários mínimos, 41% preferem Gabeira.

Entre os simpatizantes do PSDB, 17% afirmaram votar em Gabeira e entre os simpatizantes do PT, 12% escolheram o verde. Dos eleitores que disseram votar em Marina Silva (PV) para presidente, 37% afirmaram votar em Gabeira, entre os eleitores de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), esses números são 23% e 12%, respectivamente.

Na intenção de voto espontânea, resultado da pergunta aplicada pelos pesquisadores sem o estímulo da apresentação dos nomes dos candidatos, é alto o índice dos eleitores que não sabem em quem votar na eleição para governador do Estado do Rio de Janeiro, chegando a 45% do total. Sérgio Cabral aparece na frente, com 34% das intenções taxa essa que aumentou dezoito pontos percentuais de julho até agora (em julho a taxa era de 16% indo a 34% na última pesquisa). O ex-deputado Gabeira aparece com 9% das intenções de voto. Peregrino é citado por 1% dos entrevistados e os outros candidatos não chegaram a 1% das citações. Afirmaram votar em branco ou nulo 7% dos entrevistados e 3% citaram outras respostas.

Gabeira, do PV, é rejeitado por 33% dos entrevistados. Sérgio Cabral, do PMDB, é rejeitado por 16%, e a taxa dos que afirmaram não votar de jeito nenhum em Cyro Garcia, do PSTU e Peregrino, do PR chega a 22%. Não votam em Jefferson Moura (PSOL) 19% dos entrevistados e em Eduardo Serra do PCB, 15%. Afirmaram que votariam em qualquer um 12% dos entrevistados, 4% afirmaram rejeitar todos os candidatos e 10% não souberam responder.

A rejeição ao governador se concentra entre aqueles com idade de 25 a 34 anos (21%), entre aqueles com ensino superior (26%), bem como entre os entrevistados com renda familiar de mais de dez salários mínimos (30%). A rejeição a Cabral também se destaca entre os simpatizantes do PDT (33%), e entre os eleitores de Marina Silva (30%).

A rejeição a Gabeira se concentra entre os eleitores de 35 a 44 anos (37%), entre os mais velhos (39%), entre os simpatizantes do PT (45%) e entre os eleitores da candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff (40%).

Também foi perguntado aos entrevistados em quem votariam no segundo turno se a disputa para governador do Estado do Rio de Janeiro ficasse entre Gabeira e Sérgio Cabral. Dos entrevistados, 64% responderam que votariam pela reeleição do Cabral, 26% escolheriam Gabeira, 7% votariam em branco ou anulariam o seu voto e 3% ainda não sabem.

Lindberg (PT) cresce doze pontos e divide liderança com Crivella
Jorge Picciani ganha seis pontos

Pesquisa Datafolha de intenção de voto para senador do Estado do Rio de Janeiro detecta mudança na preferência dos eleitores. Marcelo Crivella e Lindberg empatam na disputa ao senado com 40% e 36% das intenções de voto. Em terceiro lugar aparece César Maia (DEM) com 29% das intenções.

Na pesquisa realizada no início de agosto, Crivella tinha 40% das intenções de voto e liderava sozinho a disputa, perdeu três pontos na pesquisa seguinte indo a 37% e agora volta ao percentual de agosto, ficando com 40%. Lindberg tinha 22% no início de agosto, no final daquele mês oscilou dois pontos, indo a 24% e agora ganhou doze pontos e alcança 36% das intenções de voto. Considerando que a margem de erro para o total da amostra é de três pontos percentuais, Crivella poderia ter entre 43% e 37% e Lindberg poderia ter entre 39% e 33%, o que configura um empate técnico. Maia, no mesmo período tinha 33%, oscilou negativamente um ponto no final de agosto e agora oscilou negativamente três pontos e chega a 29% das menções.

Jorge Picciani, do PMDB, aparece com 22% (na pesquisa anterior tinha 16%). Waguinho (PTdoB) aparece com 7%, Marcelo Cerqueira (PPS) com 6%, Milton Temer (PSOL) com 4%. Carlos Dias (PTdoB) tem 2%, Wladimir Mutt (PCB), Heitor (PSTU) e Claiton (PSTU) são citados por 1% dos entrevistados.

Afirmaram votar e, branco ou nulo para uma das vagas 13% dos entrevistados e para as duas vagas 8% dos entrevistados. Não sabem para quem vai votar em uma das vagas, 20% dos entrevistados e 10% não sabe para quem votar nas duas vagas para o senado.

Na região metropolitana, 41% dos entrevistados preferem Crivella, 38% escolhem Lindberg e 27% votam em César Maia. No interior, Crivella aparece com 39% da preferência dos eleitores, 33% optam por Maia e 28% preferem Lindberg. Na capital, o senador Crivella tem 38%, Lindberg tem 36% e o ex-prefeito César Maia tem 28% das intenções.

O Datafolha ouviu 1282 eleitores no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 8 e 9 de setembro e a margem de erro para o total da amostra é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

São Paulo, 10 de setembro de 2010

Pesquisa Datafolha: Vantagem de Dilma supera 31 milhões de votos

do Brasília Confidencial

DILMA3    A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, alcançou vantagem de 23 pontos percentuais sobre o candidato das oposições ao Governo Lula, José Serra (PSDB), de acordo com a mais recente pesquisa realizada pelo instituto Datafolha para a Rede Globo e o jornal Folha de São Paulo. Entrevistados 11.660 eleitores em 414 municípios, na quarta e na quinta-feira, Dilma obteve 50% das intenções de voto – mesmo índice da pesquisa anterior – enquanto Serra oscilou de 28% para 27%. Marina Silva oscilou de 10% para 11%. 

    Convertidos os índices em números, Dilma teria 67,9 milhões; Serra ficaria em 36,6 milhões e Marina teria aproximadamente 15 milhões. Os 23 pontos de vantagem de Dilma sobre Serra equivalem a mais de 31,2 milhões.

    Calculados os votos válidos, segundo o Datafolha, Dilma teria 56% e conquistaria a Presidência da República já no primeiro turno. Para a hipótese de 2º turno, a simulação do Datafolha apontou 56% para a candidata do PT e 35% para o presidenciável do PSDB.

DISPUTAS ESTADUAIS

    Ontem, tanto o Datafolha quanto o Ibope divulgaram resultados de novas pesquisas sobre as eleições para governador.

 

PARANÁ

    A vantagem de Beto Richa (PSDB) sobre Osmar Dias (PDT), segundo o Datafolha, caiu de 13 para 6 pontos. Richa caiu de 47% no fim de agosto para 44%, nesta semana, enquanto Dias subiu de 34% para 38%. Perdeu força a hipótese de eleição do tucano no primeiro turno.

PERNAMBUCO

    Também de acordo com o Datafolha, o governador Eduardo Campos (PSB) tem 63% das intenções de voto. Jarbas Vasconcelos (PMDB) obteve 21%.

DISTRITO FEDERAL

    O candidato do PT, Agnelo Queiroz, abriu vantagem de 11 pontos sobre o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), ameaçado pela Lei da Ficha Limpa. O Datafolha apontou 44% para Agnelo e 33% para Roriz.

RIO GRANDE DO SUL

    O ex-ministro Tarso Genro, candidato do PT, obteve 42% das intenções de voto. Ele tem vantagem de 16 pontos sobre José Fogaça (PMDB) e de 29 pontos sobre a governadora Yeda Crusius (PSDB), de acordo com o Datafolha.

BAHIA

    Pesquisa do Ibope reafirma a liderança do governador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), com 49% das intenções de voto. O ex-governador Paulo Souto (DEM) aparece com 15% e o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) com 12%.

SÃO PAULO

    A diferença entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT) caiu de 31 para 24 pontos percentuais, segundo o Ibope. Alckmin caiu de 51% para 46% das intenções de voto. Mercadante oscilou de 20% para 22%. 

 

RIO DE JANEIRO

    Pesquisa Ibope mostra que Sergio Cabral (PMDB) tem 57%. Fernando Gabeira (PV) tem 14%.

SANTA CATARINA

    Raimundo Colombo (DEM) assumiu a dianteira com 34% das intenções de voto, de acordo com o Ibope. Angela Amin (PP) aparece com 27%, e Ideli Salvatti, do PT, com 15%.

GOIÁS

    Marconi Perillo (PSDB) aparece com 42% na pesquisa Ibope. Íris Rezende (PMDB) tem 33%

PIAUÍ

    Wilson Martins (PSB) lidera a disputa com 34%, contra 27% de Sílvio Mendes (PSDB) e 23% de João Vicente (PTB).

IBOPE – Rio de Janeiro. Lindberg -PT cresce e empata com Crivella PRB em 31% na disputa pela liderança ao Senado

José Orenstein, do estadão.com.br

SÃO PAULO – Pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo aponta que o candidato Sérgio Cabral, do PMDB, mantém-se estável na liderança da disputa pelo governo do Rio com 57% das intenções de voto. Seu principal adversário, Fernando Gabeira (PV), aparece em segundo lugar, com 14%. Os demais candidatos não vão além dos 3%. Se o pleito fosse realizado hoje, Cabral seria reeleito ainda no primeiro turno.

Comparada à última pesquisa, realizada entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro, Cabral oscilou 1 pontos porcentual para menos (de 58% para 57%), assim como Gabeira, que oscilou de 15% para 14%. Este novo resultado mantém a diferença entre os dois candidatos estável em 43 pontos.

A menos de um mês das eleições, em 3 de outubro, os eleitores indecisos subiram de 10% para 12% do total dos entrevistados. Votos brancos e nulos totalizam 11% das menções.

A disputa para o Senado aponta empate na liderança entre Marcelo Crivella (PRB) e Lindberg Farias (PT), ambos com 31%. O petista ultrapassou Cesar Maia (DEM), que agora tem 28%. Jorge Picciani (PMDB) aparece com 20%. O maior crescimento, contudo, foi registrado entre os indecisos. Na última pesquisa, eles somavam 26% e agora representam 34% do eleitorado fluminense.

Foram feitas 1806 entrevistas. A margem de erro máxima estimada para esta pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi feita entre os dias 7 e 9 de setembro. Ela foi registrada no TSE sob protocolo nº 29064/2010

IBOPE: em uma semana Cezar Maia (DEM) cai 7%, Lindemberg (PT) sobe 8% e estão empatados na disputa para o Senado no RJ

03/09/2010 20h15 – Atualizado em 03/09/2010 20h15

Título original: Rio tem empate técnico entre três candidatos ao Senado, diz Ibope

Crivella tem 34% das intenções de voto, Cesar Maia, 30%, e Lindberg, 28%.
Margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Do G1, em Brasília

Na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, três candidatos estão tecnicamente empatados, segundo o Ibope. Marcela Crivella (PRB) tem 34% das intenções de voto, Cesar Maia (DEM), tem 30%, e Lindberg Farias (PT), 28%. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pela margem de erro, Crivella pode ter entre 31% e 37%, Cesar Maia, entre 27% e 33%, e Lindberg, entre 25% e 31%. Também há empate técnico entre o terceiro e o quarto colocados. Veja a seguir os dados completos da pesquisa:
 

INTENÇÃO DE VOTO PARA O SENADO PELO RIO DE JANEIRO  
Resposta estimulada, em %  
Crivella (PRB)                                                                                                                                                          34%          
Cesar (DEM) 30%
Lindberg (PT) 28%
Jorge Picciani (PMDB) 22%
Waguinho (PTdoB) 6%
Cerqueira (PPS) 2%
Milton Temer (PSOL) 2%
Dias (PTdoB) 1%
Mutt (PCB) 1%
Claiton (PSTU) 0%
Heitor (PSTU) 0%
Branco/nulo 30%
Indecisos 26%
Data da pesquisa: 31 de agosto a 2 de setembro
Número de entrevistas: 1.204
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Registro no TRE-RJ: protocolo nº 75576/2010
Registro no TSE: protocolo nº 27627/2010
 
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