NOVO PREFEITO Larguesa – PT assume, muda secretários e promete vida nova em Santa Bárbara D’Oeste – SP

 

Petista iniciou reforma administrativa e disse que “não há mais portas fechadas, nem documentos escondidos”

PEDRO GARCIA – SANTA BÁRBARA D’OESTE

 

Paulo R. Santos | TodoDia Imagem

Larguesa durante a cerimônia de posse como prefeito de Santa Bárbara d’Oeste: mudanças logo de cara

Luís Vanderlei Larguesa (PT) assumiu ontem pela manhã a Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste, em sessão extraordinária na Câmara, e já iniciou uma reforma administrativa. O novo prefeito comunicou a exoneração dos secretários de Governo, Gilmar José Margato, e de Administração, Rosilene Dragone. Assumirão os cargos o ex-secretário de meio-ambiente Antônio Salustiano Filho (Governo) e o ex-diretor do DAE (Departamento de Água e Esgoto) Jorge Augusto Giovanetti (Administração), dois parceiros políticos de Larguesa que o ajudaram nas denúncias de corrupção contra o ex-prefeito Mário Heins (PDT).

O prefeito também já divulgou o novo nome para a pasta de Educação, que será assumida pela professora Elda Gobbi, no lugar de Herb Carlini. Os petistas Eliel Miranda, secretário de Segurança, e Jorge Bosquero, secretário de Promoção Social, permanecem, embora tenham sido indicados pelo grupo ligado ao deputado estadual Antonio Mentor (PT), oposição a Larguesa dentro do partido.

Além dos petistas, o servidor de carreira e secretário de Controle Geral, Eduardo Rodela, também deve ser mantido, porém remanejado para a Secretaria de Fazenda. Os demais serão substituídos e os novos nomes devem ser anunciados nos próximos dias.

O primeiro ato oficial do prefeito, logo depois da assinatura do documento oficial que lhe deu a posse, na Câmara, foi a assinatura de um convênio do governo estadual, que libera R$ 360 mil para a área de saúde do município. Depois seguiu para São Paulo para renovar o convênio do programa Cidade Legal, no valor de R$ 600 mil.

No primeiro discurso como prefeito, Larguesa reiterou o que havia dito em reunião do diretório do PT de Santa Bárbara, anunciando que pretende dar mais transparência às ações da prefeitura e continuidade aos trabalhos iniciados na coligação com o governo de Heins. “A transparência é total agora na prefeitura. Não há mais portas fechadas, nem documentos escondidos”, discursou o prefeito petista.

CANDIDATO

O novo prefeito também confirmou que deve ser o candidato do partido às eleições de 2012 e que pretende dar todo o auxílio necessário a uma provável CEI (Comissão Especial de Inquérito) das moradias populares do bairro Santa Fé, destinadas aos moradores do Zumbi dos Palmares.

Sobre uma possível CP (Comissão Processante) contra Heins, Larguesa informou que espera uma posição da Câmara. “Assim que possível, nós vamos para a garagem da prefeitura, mostrar a situação dos veículos e os riscos que os servidores estão correndo”, disse.

Contra o golpe no Paraguai

Discordo frontalmente da decisão do STF, afirma Humberto Costa

Escrito por PT Senado

O senador Humberto Costa (PT-PE), relator no Conselho de Ética e de Decoro Parlamentar do processo que pode levar à cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), disse em entrevista coletiva à imprensa que discorda frontalmente da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que adiou por três dias a leitura do relatório final, por considerar uma medida protelatória do julgamento político. “Discordo frontalmente com a decisão que foi tomada. É uma interferência no funcionamento do Congresso Nacional, mas uma decisão que respeitamos e vamos cumprir. Naturalmente, ela pode sofrer prejuízos. Pelos cálculos que fizemos, ainda assim é possível que o processo seja votado no Plenário do Senado antes do recesso parlamentar”, afirmou.

Segundo Humberto Costa, qualquer outra manobra protelatória – está claro que a defesa de Demóstenes Torres atua para protelar– poderá contribuir para a decisão não ser tomada antes do recesso parlamentar. Seguindo a determinação do STF, na tarde desta segunda-feira (18/06) o relator fará apenas a leitura da parte descritiva do processo, ficando para a próxima segunda (25/06) a leitura do voto final.

O relator justificou a data na próxima semana por causa da possibilidade de não se repetir até sexta-feira o elevado quórum do Conselho de Ética verificado hoje, porque boa parte dos senadores está participando da Conferência Rio+20. “Por uma questão de garantia é melhor que se faça nova reunião na terça-feira que vem. E se esse prazo for respeitado e não se surgir outra medida protelatória, haverá tempo para votação no Conselho de Ética antes do fim do mês e haverá tempo para votação no Plenário do Senado antes do recesso parlamentar”, prevê.

Perguntado se transferência do Juiz que iniciou as investigações da Operação Monte Carlo poderia significar um alívio para o senador Demóstenes Torres no Conselho de Ética, na eventualidade de as escutas serem consideradas ilegais, Humberto Costa explicou que o cancelamento e a anulação dessas gravações não interferem em nada no julgamento. “Todos sabem o julgamento é político. Ele não precisa ter provas rigorosas da mesma forma que num processo criminal ou penal. A nós não preocupa a possibilidade de anulação dessas provas até porque estamos usando os diálogos que o senador reconheceu como autênticos, na medida em ele os utilizou na sua própria defesa no Conselho de Ética”, afirmou.

Decisão Equivocada
O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), considerou equivocada a decisão do ministro do STF, Dias Toffoli, de estabelecer o prazo de três dias imposto para o Conselho de Ética analisar o relatório, expediente não observado no âmbito do Supremo e dos tribunais. “Apenas o relator de qualquer matéria nos tribunais agenda o dia da apresentação do relatório e da votação. Em seguida, no dia da apresentação do relatório, é dada a palavra à defesa, que volta para o relator e para os demais ministros e em seguida processa-se a votação”, disse.

Essa rotina estava projetada para a sessão de hoje à tarde, a partir de 14h30. Segundo Valadares, o relator leria a parte descritiva sem o voto propriamente dito. A palavra seria concedida por vinte minutos à defesa e, em seguida,  a palavra retornaria ao relator, quando aí sim ele daria seu voto. “Este é o mesmo processo que se aplica nos tribunais, mas a jurisprudência sendo mantida será altamente temerária para o funacionamento do Congresso”, disse.

Marcello Antunes

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Beneficio extra do Bolsa Família começa a ser pago

18/6/2012 12:52,  Por Redação, com Reuters – de São Paulo/Brasília

DilmaRousseff

Novo benefício do Bolsa Família deve atender a cerca de 2 milhões da famílias e 2,7 milhões de crianças

O governo começou nesta segunda-feira a pagar o benefício extra às famílias inscritas no Bolsa Família com crianças de 0 a 6 anos e renda mensal de até R$ 70 por pessoa.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, a ampliação dos recursos do Bolsa Família com o novo Benefício para Superação da Extrema Pobreza na Primeira Infância (BSP) atenderá cerca de 2 milhões de famílias e 2,7 milhões de crianças.

O cálculo do novo benefício é feito para que a família receba uma quantia necessária para alcançar renda mensal superior a R$ 70 por pessoa, que é o valor mínimo que divide a extrema pobreza da pobreza.

Os benefícios do Bolsa Família são divididos da seguinte forma: básico de R$ 70, variável de R$ 32 dependendo de quantos filhos de até 15 anos a família tem limitado a cinco, e de R$ 38 para famílias com até dois filhos entre 16 e 17 anos.

Apesar disso, há casos em que esses benefícios não garantiam que os as famílias tivessem renda per capita de R$70 mensais. O BSP, com isso, entra para complementar a renda de modo que se atinja o valor mínimo para a família sair da situação de extrema pobreza.

– O valor do benefício será o resultado da diferença entre R$ 70,01 e a soma per capita (da renda), multiplicado pela quantidade de membros da família – afirma o decreto.

Para regulamentar o pagamento, o governo publicou decreto no Diário Oficial da União desta segunda.

A presidenta Dilma Rousseff anunciou em maio o programa federal voltado à primeira infância, chamado Brasil Carinhoso .

 

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Excelente entrevista de Luiza Erundina em que questiona apoio de Maluf e slogan do PT

FÁBIO ZAMBELI
DO PAINEL

Recém-indicada candidata a vice de Fernando Haddad (PT) à prefeitura paulistana, Luiza Erundina, 77, questiona o papel do provável aliado e adversário histórico Paulo Maluf (PP) na campanha e diz considerar o slogan petista, que valoriza o “novo”, preconceituoso contra os idosos.

Em entrevista exclusiva à Folha, concedida na noite de sexta-feira (15), minutos após ter seu nome formalizado pelo PSB, a ex-prefeita cobra que seu partido deixe as administrações de Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin.

Fabio Braga/Folhapress
Fernando Haddad e Luiza Erundina em evento em que PSB anunciou apoio ao petista
Fernando Haddad e Luiza Erundina em evento em que PSB anunciou apoio ao petista

Leia abaixo os principais trechos:

*

Folha – Em abril, a senhora se mostrava incomodada com a possibilidade de ser vice. O que mudou?

Primeiro, foi uma decisão partidária. Nenhum dos projetos políticos dos quais participei foi resultado de vontade pessoal. Foi o partido que construiu esta possibilidade e me consultou, me deixando à vontade. Eu entendi que era mais uma missão que me cabia. A direção nacional está muito envolvida. Isso me deu coragem, pois, se ganharmos, vou ter que deixar minha função parlamentar.

Qual foi o momento em que foi tomada a decisão? Qual era a dúvida?

Basicamente o mandato. É um mandato que se ocupa de questões estratégicas para o país, como a questão da democratização das comunicações, a construção de um novo marco regulatório.

A senhora tratou da regulação da mídia no discurso de hoje [sexta-feira]. É um tema a ser discutido na campanha?

Não, foi só para justificar a minha ausência dessa tarefa. Porque estou absolutamente certa de que vamos ganhar a eleição.

Que marca da sua gestão trará para a campanha de Fernando Haddad?

Já marquei um encontro com um grupo grande de pessoas que está um pouco afastada da atividade política desde o meu mandato. É um coletivo que vai definir a agenda, como participaremos. Isso vai dar o tom. Vai ser uma campanha criativa, nada burocrática, com alegria, tirando aquela caretice das campanhas tradicionais.

A senhora impôs alguma condição para aceitar?

A condição que eu fiz foi que houvesse consenso entre PT e PSB. Não quis entrar em divisão. Não estava disputando a condição de candidata a vice. Decidi isso porque nunca me omiti na minha vida política. Por mais difícil que fosse a tarefa, não me omiti. Imagina se eu ficasse fora do processo? Estou percebendo que as minhas bases estão vibrando, estão aprovando.

Em nenhum momento a senhora negociou sua participação no eventual governo?

Certamente não serei mera figurante. Nem na campanha e nem no governo. Não que eu pleiteie esta ou aquela pasta. Vamos gerenciar a cidade juntos, dividindo tarefas e mobilizando a sociedade. Acho que vou ser uma ponte entre o governo e os segmentos mais excluídos do foco do poder em São Paulo.

Sua participação é uma forma de resgatar seu legado, já que sua gestão na prefeitura terminou com baixa aprovação?

São tempos distintos. Eu não acho que saímos do governo com rejeição. Claro que rejeição sempre tem, sobretudo com os compromissos que assumimos. Devo ter contrariado interesses de segmentos que sempre foram beneficiados no governo. Sofri boicote, ameaças. O que me salvou foi o apoio popular. Tive problemas na Câmara porque tinha minoria. Para ter maioria, teria que fazer concessões éticas e morais. E isso eu não faço. Hoje, depois de 23 anos, nosso governo é mais reconhecido do que foi na época. Muitas políticas que adotamos naquele tempo estão consolidadas em outras administrações, de vários partidos.

A senhora diz que não fez concessões para ter maioria. E agora entra numa campanha que faz concessões para ter aliados e tempo de TV, atraindo personagens como Paulo Maluf, seu adversário histórico…

Esse é um problema de governos de coalizão. Eu tenho outra concepção de governo. Por mais que tenhamos dificuldades, se isso significar alguma restrição ao seus compromissos, eu acho que tem um preço que não vale a pena pagar por ele.

Mas qual é o limite?

Não tem esse limite. Do ponto de vista ético é absoluto esse limite. É uma questão difícil de ser administrada. Tem relação a tempo de TV e rádio, recursos, meios. Nós sobrevivemos numa cultura política bastante conservadora e permissiva do ponto de vista ético e moral e a nossa sobrevivência não é uma coisa fácil. Não é fácil ser fiel a isso.

A senhora se sentiria confortável participando de eventos ao lado de Paulo Maluf?

Eu não acredito que Paulo Maluf participará de eventos públicos junto comigo e junto com Haddad. Isso é contraproducente do ponto de vista eleitoral. Eu evitaria essa situação porque cria um certo mal-estar na relação com aquelas pessoas que tem mais ligação com o povo, que sabem quem é Maluf, que sabem quem é a direita nessa cidade, que ainda continua no poder reproduzindo os privilégios. Eu vejo assim. Isso tem uma questão de correlação de forças. Deve ser uma decisão de colegiado.

Vai participar deste colegiado?

Eu pretendo.

Se consultada, opinaria contra a participação dele?

Com certeza.

Em 2004, a senhora não quis apoiar Marta no segundo turno porque dizia que o debate eleitoral foi pobre, muito centrado no candidato do “bem” contra a candidata da “coragem”. Agora se desenha uma campanha cujos slogans transmitem um embate entre o “novo” e o “velho”. Não é uma discussão que a desagrada?

Estes valores não são pedagógicos numa campanha. Você termina negando uma realidade que é própria dessa sociedade. É uma sociedade em que a terceira idade cresce e exige uma nova postura e uma nova forma de ver o problema geracional. Não dá para se imaginar que a São Paulo de hoje é igual à de 30 anos atrás. Temos que estar antenados com o que a sociedade diz.

A senhora acha que esse slogan do “novo” é preconceituoso?

Sim, pode reforçar isso. É ruim porque pode reforçar preconceitos. Em partidos como os nossos temos que lutar para conquistar poder, mas temos que ter ação pedagógica. Para que a gente avance na perspectiva de um novo modelo de governo e de sociedade. É uma perspectiva de fazer um governo para o povo.

Espera uma campanha agressiva?

Erundina – Nesta fase já houve manifestações indelicadas, no mínimo. Falaram que eu ia terminar minha carreira política com essa tarefa, por exemplo…

A senhora está segura de que não é um papel menor ser candidata a vice para quem já foi prefeita?

Claro que não. Modéstia à parte, eu tenho o que contribuir. A cidade precisa da minha contribuição. E São Paulo não é uma cidade, é um país. O que acontece aqui determina, em grande medida, o que acontece no país. E nossa tarefa não é só administrar, o que nos diferencia é o respeito ao povo. E nos submetermos ao controle, à fiscalização e à avaliação popular. Eu mudei muito com aquela experiência dura, mas muito enriquecedora de administrar a cidade.

Aliados relataram desalento seu com a política recentemente. Pensou em encerrar a carreira depois de cumprir este mandato?

Há 13 anos estou na Câmara lutando pela reforma política. O quadro partidário brasileiro é um condicionante ao avanço da cultura política. Muitos partidos não vão além de siglas. Não têm critério para se aliar, para conviver, para participar de determinados processos. O sistema político concorre para isso. O quadro partidário está exaurido em propostas. Temos um esgotamento. Isso gera distorções e compromete a democracia representativa.

Ainda na seara partidária, as chagas com o PT foram curadas?

Não acho que ficaram chagas. Fui fundadora do PT e aprendi muito lá. O partido não havia acumulado até aquele momento em que saí uma situação de governo efetiva. No momento em que aceitei o convite de Itamar Franco para assumir uma pasta em seu governo… Se eu não fosse, iria me culpar por não ter contribuído institucionalmente naquele momento instável. Lamentavelmente nem todos discutiram o mérito. A política é a disputar de poder. E nisso as idiossincrasias, as diferenças se apresentam com muita força. Naquele momento me custou muito. Foi a ruptura com o partido que ajudei a fundar, minha primeira filiação partidária. Ter tido aquele julgamento do meu partido pelo fato de não ter seguido a orientação nacional foi duro.

Durante a campanha terá início o julgamento do mensalão. Sua figura é associada à rigidez ética, de valores. Há desconforto em estar numa campanha do partido que terá vários personagens importantes sob questionamento nacional?

Eu confio na Justiça. Quem deve tem que pagar, seja quem for, seja de que partido for. A justiça tem que se cumprir, pois é assim que se constrói maturidade política. Espero que a justiça se aplique adequadamente, sem nenhuma influência que seja o estrito cumprimento da lei, com base nas provas concretas. Tem que pagar se dever. Senão, tem que ser absolvida. A demora é um incômodo para quem está sob suspeita. Espero que no processo eleitoral isso não seja pretexto para se interferir na decisão do Supremo.

A senhora acredita na absolvição do ministro José Dirceu?

Erundina – Eu não tenho elementos e informações sobre isso. Por falta de tempo mesmo. Eu sei da minha responsabilidade na opinião pública e acredito que se fará justiça. Hoje temos mecanismos que nos dão segurança sobre o julgamento, que será aberto. Há condição de acompanhar o desempenho de juízes até da Suprema Corte inclusive pela internet. Confio na decisão.

O presidente Lula teve algum papel no convencimento para que a senhora aceitasse ser candidata?

Teve, sim. Eu recebi sinalizações de pessoas próximas dele de que era o desejo dele.

Mas não teve contato direto? Pretende procurá-lo?

Sou muito amiga do Lula, tenho um carinho e uma identidade até de origem com ele. Era sindicalista também e estivemos juntos em todas aquelas greves da década de 80. Temos cumplicidade política e um afeto grande um pelo outro.

A senhora conhece Fernando Haddad bem? Conhece há muito tempo?

Não. Ele esteve no governo, se não me engano da Marta. Mas não convivi muito naquela época. Acompanhei mais de perto no ministério. Acho que é um moço idealista, que tem potencial grande. Ao passar pelo crivo das urnas, terá melhores condições políticas para administrar.

Como deputada, como avalia a gestão dele à frente do Ministério da Educação?

Foi positiva, as dificuldades com o Enem, que ganharam repercussão, foram mais administrativas. Não podemos julgar apenas pelo aspecto administrativo. Temos que julgar pelo aspecto político também. Eu mesmo governei com esse lado predominantemente político. As decisões de governo são, em boa parte das vezes, políticas.

Como crítica do atual modelo de administração municipal, acredita que o PSB deve deixar o governo de Gilberto Kassab?

O partido tem que discutir mais estas questões. Nós não nos reunimos, não debatemos. O partido precisa melhorar. Quero contribuir para que as decisões sejam colegiadas, em que a maioria tome decisões. A dificuldade que o PSB enfrenta nestas questões é que ele tem pouca democracia interna.

Pessoalmente, recomendaria que o partido entregasse seus cargos na prefeitura?

Não só no município, mas também no governo do Estado. Por questão de coerência. O dirigente até tem suas razões, mas o que me ressinto é de que as decisões não foram partidárias, de maioria.

A senhora acredita ter algum papel no engajamento da senadora Marta na campanha?

Vou querer saber pessoalmente os motivos da sua resistência. Temos relação de confiança, respeito e carinho. Na última vez que ela disputou a eleição para prefeita houve cogitação de que eu pudesse ser vice dela. Tem uma relação pessoal boa com ela. Acho que vou convencê-la do quanto ela tem interesse por São Paulo. E mostrar a ele que o projeto partidário tem que ter o apoio de suas lideranças

Seu ingresso preenche a lacuna que ela tem deixado na campanha de Haddad?

Nada disso. Eu sou eu, Marta é Marta. Eu sou o povo, minha origem é nordestina, família pobre, de camponeses. Vim pra São Paulo como migrante para sobreviver. Sofri preconceito por ser nordestina. Não sou de família tradicional, nem de sobrenome, nem de participação política.

Como pretende participar das atividades eleitorais, já que está na Câmara?

Vou para as ruas, certamente. Vou a Brasília quando tiver trabalho e votação. Minha agenda vai ficar livre para a campanha sextas, sábados, domingos e segundas. Vou me organizar para isso. Vamos ter um representante na equipe de coordenação.

Teme-se que sua presença nas visitas, sobretudo à periferia, ofusque o candidato, menos conhecido do eleitor…

As pessoas confiam em mim. Sabem que eu não escolheria ninguém que não vá governar com o povo. Eles me conhecem e confiam nas minhas decisões políticas. Vou estar junto do Haddad e convencê-los de que é o melhor candidato. O entusiasmo das pessoas é impressionante. Não imaginava isso. Tenho apelo popular muito forte, a política é meu sangue, minha energia, é aquilo que respiro. É mais do que qualquer outra coisa, que a profissão, a família, qualquer coisa. Essa paixão pela política temos que trazer de novo às sociedade. Tem uma mesmice, uma repetição de práticas na política. O afastamento das pessoas da política é grave. Muitas vezes me insurgi com certas coisas que ferem a dimensão maior da política.

Irmandade Muçulmana reivindica vitória eleitoral e existe possibilidade de nova revolução no Egito

 

Mohammed Morsi, candidato da Irmandade Muçulmana, teria vencido a presidencial de domingo 17 com 52% dos votos, segundo a equipe de sua campanha.

Manifestantes protestam na Praça Tahir contra conselho militar ©AFP / Patrick Baz

O ex-premier do ditador Hosni Mubarak e candidato Mohammed Morsi, candidato da Irmandade Muçulmana, teria vencido a presidencial de domingo 17 com 52% dos votos, segundo a equipe de sua campanha. Ahmad Shafiq, O ex-premier do ditador Hosni Mubarak e candidato preferido dos militares, contesta ter obtido apenas 48% dos votos. O debate, o enésimo nessa transição “democrática” de 16 meses sob o jugo de uma junta militar, continuará até quinta-feira 21, quando o Colégio Eleitoral divulgará o resultado oficial do escrutínio.

O mais provável é que o povo volte para a Praça Tahrir, no centro de Cairo, local onde começaram as manifestações de janeiro e fevereiro de 2011 e assim derrubaram Mubarak, então há 30 anos no poder. Observados pelos militares, militantes continuam acampados na praça, mesmo que, por ora, estes últimos se comportem de forma pacífica.

A própria eleição presidencial, no sábado e domingo, foi eclipsada pela decisão a Alta Corte Constitucional, na quinta-feira, de dissolver a Câmara dos Deputados, cuja maioria era composta de integrantes do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana, ou por salafitas (islâmicos radicais). O motivo? Segundo a Alta Corte, formada por relíquias da era Mubarak, houve vício jurídico no processo de votação nas legislativas realizadas em diversas etapas entre novembro de 2011 e janeiro deste ano. Aquelas, diga-se, foram as primeiras eleições livres no Egito.

Por que somente às vésperas da presidencial a Alta Corte Constitucional encontrou falhas no processo eleitoral culminado em janeiro?

No domingo, dia eleitoral, o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), liderado pelo marechal Hussein Tantawi, anunciou que o poder legislativo está, como o resto do país, nas mãos do Exército até as próximas legislativas. Tantawi avisou ainda que o novo processo eleitoral só ocorrerá após a adoção de uma Constituição por referendo.

 
Soldados acompanham votação no Egito ©AFP / Marwan Naamani

Desde o término da ditadura, vale recapitular, o país é governado pelo Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA). Tantawi é detestado, o que é compreensível, pelos militantes da Praça Tahrir.

A nova Carta será redigida por uma “comissão constitucional que represente todos os setores da sociedade”, estabeleceu o CSFA. Detalhe: o CSFA se concede o direito de vetar qualquer artigo que avalie “contrário aos interesses supremos do país”.

Em miúdos, os militares agora poderão inviabilizar a comissão constitucional eleita na semana passada pelo Parlamento – uma vez que a Câmara dos Deputados foi dissolvida. Por tabela, a comissão muito provavelmente não será representada por “todos os setores da sociedade”, como diz Tantawi.

O objetivo dos militares parece óbvio: manter longe da comissão os islâmicos, moderados ou radicais. E, claro, fundamental para os ex-integrantes do grupo de Mubarak é manter uma ditadura.

Esse bando de espertalhões fingiu ser favorável a uma transição rumo à democracia. Mas o CSFA (leia Exército) quer manter seus privilégios financeiros, econômicos, sociais e políticos.

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Um brasileiro entre curdos

O CSFA é composto por autocratas com elos nos complexos industriais e agrícolas. Vivem em mansões e frequentam os mesmos clubes. E sejamos objetivos, como o CSFA pode validar como candidato Ahmad Shafiq, ex-chefe do Estado Maior e último premier de Mubarak? E como podem, os militares, dissolver um parlamento eleito pelo povo?

Há anos, o Partido Liberdade e Justiça (PLJ) tem se revelado uma legenda moderada. Além de ser pró-mercado, o PLJ, defende os direitos das mulheres e minorias.

Por sua vez, os liberais participaram das manifestações na Praça Tahrir. E depois vacilaram: votar em Shafiq, o candidato secular que promete estabilidade num contexto ditatorial, ou em Morsi, o islamita radical? Eis a questão.

Essa significativa fatia da população não soube entender que o PLJ mudou. Se tivessem votado em massa no PLJ, e se os atuais percentuais de votos na presidencial estão corretos, a vitória de Morsi sobre Shafiq teria sido esmagadora.

Agora os militares poderão colocar Shafiq na Presidência. E poderão redigir uma Constituição favorável ao Exército. Mais o Parlamento será, é provável, dominado pelos laicos a favor da ditadura militar.

Existe, porém, a possibilidade de uma nova revolução.

Com informações da AFP.

Leia mais em AFP Movel.

 

Datafolha: Serra estaciona e Haddad sobe 5 pontos percentuais

 

O instituto de pesquisa Datafolha divulgou na noite deste domingo o resultado da última pesquisa de intenção de votos pela prefeitura de SP. Com menos de quatro meses para a disputa, o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à prefeitura José Serra (PSDB), continua líder das pesquisas de intenção de votos pela disputa da prefeitura paulistana.

Com 30% dos votos, Serra continuou com os mesmos pontos percentuais da última pesquisa realizada pelo Datafolha em março deste ano. Atrás do tucano está o pré-candidato do PRB e ex-deputado federal Celso Russomanno (PRB), com 21% Russomanno subiu dois pontos percentuais e disputaria o 2º turno das eleições com Serra.

Com o apoio  do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e uma aparição no Programa do Ratinho do SBT ao lado do ex-mandatário da nação, Fernando Haddad (PT) subiu 5 pontos na pesquisa, e chegou aos 8%. O pré-candidato do PMDB e deputado federal Gabriel Chalita apresentou uma queda de 1 ponto percentual na pesquisa, atingindo 6%.

A pré-candidata Soninha Francine (PPS) subiu 1 ponto percentual e ultrapassou Chalita. Com 8% da intenção de votos, ela está empatada na terceira colocação com Fernando Haddad. O pré-candidato e vereador Netinho de Paula (PCdoB) também está com 7%, ele perdeu três pontos percentuais e está empatado tecnicamente com Gabriel Chalita na quinta colocação.

A pesquisa entrevistou mil pessoas entre os dias 13 e 14 de junho, e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) com o número SP-00075/2012. A margem de erro é de três pontos percentuais.

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