Elenco da Ponte Preta vê jogo de sexta contra a Lusa como uma final de Campeonato

PontePress/DJotaCarvalho                          

Os dois melhores times do Campeonato Brasileiro estarão em campo nesta sexta. Independentemente dos resultados do jogo e da rodada, a Portuguesa permanecerá em primeiro lugar e a Ponte Preta em segundo, mas para os atletas da Macaca uma vitória pode fazer toda a diferença.

“A Ponte está encarando todos os jogos como uma final. Ainda não alcançamos nosso objetivo e temos que fazer nossa parte e jogar todos os jogos com seriedade. Ser o vencedor nesta sexta, contra o líder, é muito importante”, diz o meia Caio.

O zagueiro Leandro Silva vai além: “É um jogo decisivo, de título. São dez pontos que nos separam, mas com a vitória diminuímos para sete. Para nós vale título, não podemos dar bobeira. Os jogos estão muito equilibrados, sabemos que é hora de decisão e quem bobear vai ficar para trás. E temos que ter muita atenção, porque eles vão com tudo. Até trio elétrico já alugaram para fazer a festa. Temos que entrar focados para dar nosso melhor”, diz.

O lateral Patric endossa, dizendo que o mais importante é a Ponte sair vencedora. “Vamos enfrentar o líder do campeonato amanhã. Conheço a maioria dos atletas, mas a Ponte está muito bem preparada e vamos surpreender. Ainda temos muita coisa para mostrar ao nosso torcedor”, garante.

O meia-atacante Márcio Diogo finaliza: “É um jogo decisivo, até para confirmar mais rápido nosso objetivo que é o acesso, mas também para nos mantermos na disputa do título. Com certeza há esse ar de decisão. Já conseguimos um resultado positivo no Canindé esse ano e este será mais um grande jogo. Quem errar menos sairá vencedor”.

Chega de americanizar nossa cultura !

Ministro Orlando Silva anuncia pedido de demissão

“Afastado do Ministério defenderei minha honra com mais ênfase”

Em entrevista coletiva – após reunião com a presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira (26), no Palácio do Planalto – o ministro do Esporte, Orlando Silva, anunciou seu afastamento da pasta.

http://youtu.be/pZtb742IzG0

 

Ele disse que ao examinar a crise dos últimos dias, decidiu que “nosso Partido não pode ser instrumento de nenhum tipo de ataque ao governo, por isso o resultado da reunião é que a melhor solução é me afastar do governo”, afirmou. A decisão do ministro foi apoiada pela direção do PCdoB e pela presidente Dilma.

Aldo Rebelo é o novo ministro do Esporte

O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi anunciado nesta quinta-feira como o novo ministro do Esporte. Ele substitui Orlando Silva, que pediu demissão ontem à presidente Dilma Rousseff por conta das denúncias de irregularidades na pasta. Em poucas palavras aos jornalistas, Aldo disse que vai se inteirar das questões da pasta para depois se pronunciar. A posse, segundo o Planalto, será na próxima segunda-feira.

Aldo chegou por volta das 11h30 ao Palácio da Alvorada, onde se reuniu com Dilma e com o presidente nacional do seu partido, Renato Rabelo.

Questionado por jornalistas em sua chegada, Aldo Rebelo negou que já estaria confirmado como novo ministro. Mais cedo, o ex-ministro Orlando Silva deu um indicativo de que o deputado federal seria seu substituto.

Rebelo evitou dar detalhes sobre a transição
Rebelo evitou dar detalhes sobre a transição

Em seu perfil no Twitter, Silva desejou bom trabalho ao correligionário. “Bom dia @aldorebelo ! Deus ilumine teus caminhos. Bom trabalho!”, disse a mensagem.

Em reunião com Silva na noite de ontem, a presidente Dilma Rousseff não deu garantias de que o PCdoB continuaria à frente da pasta, mas também não ameaçou tirá-la da legenda.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, havia afirmado antes que existia uma “tendência” para a legenda continuar com o ministério.

Aldo exerce o quinto mandato

Deputado federal por São Paulo pelo quinto mandato consecutivo, Aldo Rebelo presidiu a Câmara entre 2005 e 2007 e foi ministro-chefe da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais de 2004 a 2005, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Sua carreira política teve início no movimento estudantil, chegando à presidência da União nacional dos Estudantes (UNE). Seu primeiro cargo eletivo foi o de vereador da cidade de São Paulo, que exerceu entre 1989 a 1991.

Como deputado, Rebelo foi o relator do projeto de lei que atualiza o Código Florestal. Outros projetos de sua autoria causaram polêmica por sua suposta irrelevância. Um deles é o que trata da promoção, proteção e defesa da língua portuguesa. Atualmente em tramitação no Senado, a proposta combate o uso excessivo de expressões em língua estrangeira.

Caso a lei seja aprovada, todos os documentos oficiais do Brasil deverão ser escritos em português. O projeto prevê ainda que toda comunicação dirigida ao público, caso utilize palavras em outra língua, terá tradução para o português. A regra vale para peças publicitárias, relações comerciais, meios de comunicação de massa e informações afixadas em estabelecimentos comerciais.

Outra proposta polêmica foi a criação do Dia do Saci Pererê no dia 31 de outubro – quando, em outros países, é comemorado o Halloween. Em sua justificativa, o político lembrou que o símbolo do folclore é uma “força da resistência cultural à invasão dos x-men, dos pokemons, os raloins (sic) e os jogos de guerra”. Conforme o texto do PL 2762/2003, a lei “apoiará as iniciativas, programas e atividades culturais de entidades públicas (…), que poderão contribuir para a celebração do folclore brasileiro, através do Saci e de seus amigos (Iara, Curupira, Boitatá e tantos outros)”. A proposta, no entanto, não chegou a ser apreciada por nenhuma comissão da Casa e foi arquivada em janeiro de 2007, ao fim da legislatura.

As denuncias contra Orlando Silva

Orlando Silva (PCdoB) pediu demissão do Ministério do Esporte nesta quarta-feira, após reunião com a presidente Dilma Rousseff e o presidente do seu partido, Renato Rabelo. Silva não resistiu à pressão para que deixasse o cargo após denúncias de fraudes em contratos entre a pasta e organizações não-governamentais (ONGs).

Sexto ministro de Dilma a cair ainda no primeiro ano de governo, Silva foi apontado por uma reportagem da revista Veja de outubro como o líder de um esquema de corrupção que pode ter desviado mais de R$ 40 milhões em oito anos. Na falta de um nome definitivo indicado pela presidente, o secretário-executivo da pasta, Waldemar de Souza, também do PCdoB, assumiu a chefia no ministério interinamente.

Segundo o delator do suposto esquema, o policial militar e militante do PCdoB João Dias Ferreira, ONGs recebiam verbas mediante o pagamento de uma taxa que podia chegar a 20% do valor dos convênios. Orlando teria recebido, dentro da garagem do ministério, uma caixa de papelão cheia de cédulas de R$ 50 e R$ 100 provenientes dos desvios que envolveriam o programa Segundo Tempo – iniciativa de promoção de práticas esportivas voltada a jovens expostos a riscos sociais.

Ferreira foi um dos cinco presos em 2010 durante a Operação Shaolin, que apontou diversos membros do PCdoB como protagonistas das irregularidades. Por meio da Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, ele firmou dois convênios com a pasta, em 2005 e 2006. Antes de pedir demissão, Silva exigia a Ferreira a devolução do dinheiro repassado. No dia 17 de outubro, o então ministro protocolou um pedido para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigasse as denúncias.

No dia 19 de outubro, o jornal O Estado de S.Paulo publicou reportagem que afirmava que a pasta prorrogara até agosto de 2012 um convênio de R$ 911 mil do programa Segundo Tempo com uma entidade de fachada que, apesar de ter assinado o contrato em dezembro de 2009, jamais executou o projeto no entorno do Distrito Federal. O jornal ainda acusou a mulher de Orlando Silva, Ana Petta, de ter recebido recursos públicos de uma ONG de filiados do PCdoB. Petta teria utilizado sua empresa de produção cultural, a Hermana, para assinar contrato com ONG Via BR, que havia recebido R$ 278,9 mil em novembro de 2010.

No dia 24, Ferreira prestou depoimento à PF, no qual afirmou que pelo menos 20 ONGs estariam dispostas a delatar o suposto esquema. Ele entregou 13 áudios, um celular e mídias que comprovariam os desvios. Segundo o PM, no entanto, nenhum continha a voz de Silva, assim como nenhuma das provas o atingia diretamente. No dia seguinte, o Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou a abertura de inquérito para investigar o caso. De acordo com o advogado de Silva, foi o próprio ex-ministro quem pediu a investigação, mas ele teve que abrir mão do cargo após o governo avaliar que não poderia mantê-lo sendo investigado pela mais alta corte do País.

O perfeito imbecil politicamente incorreto

Cynara Menezes 

No Brasil, é aquele sujeito que se sente no direito de ir contra as idéias mais progressistas e civilizadas possíveis em nome de uma pretensa independência de opinião. Saiba como reconhecê-lo. Por Cynara Menezes. Foto: Reprodução

Em 1996, três jornalistas –entre eles o filho do Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, Álvaro –lançaram com estardalhaço o “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”. Com suas críticas às idéias de esquerda, o livro se tornaria uma espécie de bíblia do pensamento conservador no continente. Vivia-se o auge do deus mercado e a obra tinha como alvo o pensamento de esquerda, o protecionismo econômico e a crença no Estado como agente da justiça social. Quinze anos e duas crises econômicas mundiais depois, vemos quem de fato era o perfeito idiota.

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Mas, quem diria, apesar de derrotado pela história, o Manual continua sendo não só a única referência intelectual do conservadorismo latino-americano como gerou filhos. No Brasil, é aquele sujeito que se sente no direito de ir contra as idéias mais progressistas e civilizadas possíveis em nome de uma pretensa independência de opinião que, no fundo, disfarça sua real ideologia e as lacunas em sua formação. Como de fato a obra de Álvaro e companhia marcou época, até como homenagem vamos chamá-los de “perfeitos imbecis politicamente incorretos”. Eles se dividem em três grupos:

1. o “pensador” imbecil politicamente incorreto: ataca líderes LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trânsgeneros) e defende homofóbicos sob o pretexto de salvaguardar a liberdade de expressão. Ataca a política de cotas baseado na idéia que propaga de que não existe racismo no Brasil. Além disso, ações afirmativas seriam “privilégios” que não condizem com uma sociedade em que há “oportunidades iguais para todos”. Defende as posições da Igreja Católica contra a legalização do aborto e ignora as denúncias de pedofilia entre o clero. Adora chamar socialistas de “anacrônicos” e os guerrilheiros que lutaram contra a ditadura de “terroristas”, mas apoia golpes de Estado “constitucionais”. Um torturado? “Apenas um idiota que se deixou apanhar.” Foge do debate de idéias como o diabo da cruz, optando por ridicularizar os adversários com apelidos tolos. Seu mote favorito é o combate à corrupção, mas os corruptos sempre estão do lado oposto ao seu. Prega o voto nulo para ocultar seu direitismo atávico. Em vez de se ocupar em escrever livros elogiando os próprios ídolos, prefere a fórmula dos guias que detonam os ídolos alheios –os de esquerda, claro. Sua principal característica é confundir inteligência com escrever e falar corretamente o português.

2. o comediante imbecil politicamente incorreto: sua visão de humor é a do bullying. Para ele não existe o humor físico de um Charles Chaplin ou Buster Keaton, ou o humor nonsense do Monty Python: o único humor possível é o que ri do próximo. Por “próximo”, leia-se pobres, negros, feios, gays, desdentados, gordos, deficientes mentais, tudo em nome da “liberdade de fazer rir.” Prega que não há limites para o humor, mas é uma falácia. O limite para este tipo de comediante é o bolso: só é admoestado pelos empregadores quando incomoda quem tem dinheiro e pode processá-los. Não é à toa que seus personagens sempre estão no ônibus ou no metrô, nunca num 4X4. Ri do office-boy e da doméstica, jamais do patrão. Iguala a classe política por baixo e não tem nenhum respeito pelas instituições: o Congresso? “Melhor seria atear fogo”. Diz-se defensor da democracia, mas adora repetir a “piada” de que sente saudades da ditadura. Sua principal característica é não ser engraçado.

3. o cidadão imbecil politicamente incorreto: não se sabe se é a causa ou o resultados dos dois anteriores, mas é, sem dúvida, o que dá mais tristeza entre os três. Sua visão de mundo pode ser resumida na frase “primeiro eu”. Não lhe importa a desigualdade social desde que ele esteja bem. O pobre para o cidadão imbecil é, antes de tudo, um incompetente. Portanto, que mal haveria em rir dele? Com a mulher e o negro é a mesma coisa: quem ganha menos é porque não fez por merecer. Gordos e feios, então, era melhor que nem existissem. Hahaha. Considera normal contar piadas racistas, principalmente diante de “amigos” negros, e fazer gozação com os subordinados, porque, afinal, é tudo brincadeira. É radicalmente contra o bolsa-família porque estimula uma “preguiça” que, segundo ele, todo pobre (sobretudo se for nordestino) possui correndo em seu sangue. Também é contrário a qualquer tipo de ação afirmativa: se a pessoa não conseguiu chegar lá, problema dela, não é ele que tem de “pagar o prejuízo”. Sua principal característica é não possuir ideias além das que propagam os “pensadores” e os comediantes imbecis politicamente incorretos.

Cynara Menezes

Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto “Jornal da Bahia”, em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a “Folha de S. Paulo”, “Estadão”, “Veja” e para a revista “VIP”. Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital.

PSDB cobra “taxa de retorno” de 25% sobre operações do Panamericano. Imagina se estivesse no Ministério do Esporte

O Estadão deste domingo relata que os executivos do banco Panamericano, antiga propriedade de Sílvio Santos, lutou para evitar a derrocada e para isso procurou políticos proeminentes.

O jornal teve acesso a e-mails da diretoria do banco que contam que o governador alagoano do PSDB, em 2006, fez a mala com o banco fraudulento e em troca cobrou 25% de todas as contas que o mesmo governo ajudou o banco a receber.

Chamada na capa? Destaque no site? Não…

Diga lá, você que acha que é preciso organizar marchas contra a corrupção: a Fifa é impoluta? E o PSDB?

Minha torcida pessoal é para que a presidenta Dilma não arrede pé de um mínimo de altivez em relação à Fifa, uma entidade que está acima do bem e do mal e do direito internacional (desculpem a rima pobre e involuntária) mesmo sem ter úm único representante canonizado pela igreja.

Publicado originalmente no blog do Artur Henrique

PSOL cooptado?

 

Recebo a notícia que o PSOL mineiro estaria sofrendo forte pressão política. Recentemente, Jorge Periquito, ex-PRTB, foi filiado no partido. O presidente do PSOL mineiro justifica esta filiação afirmando que o partido deve crescer. O velho pragmatismo que atinge todo sistema partidário tupiniquim.

Em vários municípios, sou informado (BH, Betim, Sábara, Lagoa Santa, Ipatinga), o PSOL passou a ser controlado pelo DEM e antigos filiados ao PRTB. Periquito utilizaria a Utramig como escritório do partido, sendo seu chefe de gabinete (Ilton Câmara) o responsável por expandir o partido nas cidades do interior.

Uma nota pública assinada por Robinson Ayres (PSOL-Ipatinga) sustenta o seguinte:
A Executiva Nacional do PSOL realizou na quinta feira (13/10),  em São Paulo,  reunião  extraordinária em que tomou as decisões e as iniciativas necessárias para impedir que o PSOL mineiro fosse invadido por filiados do PRTB, do DEM  e de outros Partidos da Direita, movimento orquestrado por membros do governo Anastásia, cujos principais operadores fazem da UTRAMIG seu quartel general.
Jorge Periquito, ex-candidato a prefeito de Belo Horizonte, pelo PRTB, nas últimas eleições, e Ilton Câmara, que também foi candidato a Prefeito, pelo PRTB, nas eleições extraordinárias realizadas, em Ipatinga, no ano passado, são os  principais  orquestradores  e maestros da fracassada tentativa de seqüestro do PSOL, pela direita, em Minas Gerais.
Nomeado pelo Governador Anastásia, Jorge Periquito é, nada mais nada menos, que Presidente daUTRAMIG- Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais, vinculada ao Governo do Estado.  E Ilton Câmara, o fiel escudeiro, seu Chefe de Gabinete.
Avaliada a situação vivida pelo Partido no Estado. Percebendo-se de forma inequívoca que houve uma filiação em massa de ex-filiados do PRTB, uma verdadeira dissolução daquele Partido dentro do PSOL, no Estado, a Executiva Nacional do PSOL resolveu suspender todas as filiações identificadas como comprometidas com essa tentativa de seqüestro do PSOL mineiro, impedindo assim que a iniciativa urdida a partir de membros do Governo Anastásia, iniciativa que não tem outro propósito senão desfigurar o PSOL no Estado, lograsse êxito, colocando o Partido no mercado das legendas de aluguel, como tantas outras.
Assim, em defesa do PSOL, é importante que a Sociedade saiba e, como nos ensina André Gide, como as pessoas não prestam atenção, é sempre necessário que se repita. O Partido Socialismo e Liberdade não é lugar para políticos profissionais. Nossos sonhos não cabem nas urnas.
Para o bem do Partido, Jorge Periquito e Ilton Câmara não são filiados ao PSOL. Pois, como é de domínio público, eles não têm nada a ver com o Partido, pois não têm nenhum compromisso com socialismo, com a liberdade, com a ética e com moralidade pública. Não. Não são. Nunca foram.  E jamais serão um dos filiados do PSOL.
Publicado originalmente por Rudá Ricci

Os sinais da crise externa se aprofundam: Repercussões sobre o Brasil

por Guilherme Delgado para a RadioagênciaNP. (via Ousar Lutar !! Ousar Vencer !!)

O recrudescimento e aprofundamento da crise financeira na zona do Euro, que a cada semana se revela mais ampla e potencialmente contaminante para além do limites da Grécia, significam desde logo um preâmbulo de estagnação econômica para toda a Europa. O que se discute, atualmente, é a necessidade de não aprofundar essa estagnação com as políticas econômicas em cogitação na Europa e nos Estados Unidos – umas e outras potencialmente capazes de se influenciar mùtuamente e de repercutir nos rumos da economia mundial.

A crise financeira europeia de 2011 é uma espécie de “metamorfose ambulante” da crise financeira norte-americana de 2008, cuja solução pela via da socialização das perdas (de trilhões de dólares), ao que tudo indica não restaurou o ‘estado de confiança’ do sistema econômico, mas afetou seriamente as finanças públicas norte-americanas.

Atualmente, discutimos se temos em foco uma crise estrutural e longa duração do capitalismo, a exemplo de 1929, ou uma dentre muitas dezenas de crises cíclicas do sistema nos últimos 200 anos, equacionáveis dentro das próprias instituições nacionais das economias centrais. Mas o que está ficando cada vez mais claro, qualquer que seja a concepção teórica do analista, é o caráter duradouro e mundial dessa crise, que, certamente, afetará também as economias emergentes dos denominados BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Por sua vez, se não há quem duvide da seriedade da crise financeira externa ou tampouco da possibilidade de suas ondas secundária ou terciária nos afetarem, diverge-e fortemente sobre como tratá-la, para o que contam visões ideológicas distintas e interesses de classes e grupos sociais em jogo.

Mira-se a política econômica do Estado com muito maior atenção e preocupação, porque nessas circunstâncias críticas são arbitradas de forma planejada ou não: condições conjunturais (abaladas) de apropriação da renda social e as reformas institucionais que preparariam o sistema econômico para conviver e superar o ambiente de estagnação econômica imposto pela crise.

Com relação ao primeiro item, considerem-se quatro componentes da renda social que estão direta e imediatamente afetados pelo rumo atual da crise financeira – massa de salário, direito sociais onerosos, juros e rendas financeiras e renda fundiária, para os quais a política econômica faz toda diferença.

Os juros dos detentores de dinheiro e os rendimentos dos ativos financeiros portadores de rendimentos prováveis (ações e outros títulos de renda) são normalmente rebaixados nas crises financeiras. Aqui entre nós, os juros teimam em se situar em patamares irreais, de longa data, apoiados numa peculiar aliança do sistema financeiro privado com o Estado – há praticamente duas décadas, independentemente das crises financeiras.

A renda fundiária, que em parte reflete a demanda mundial por “commodities”, deverá perder parte de sua excessiva valorização da última década, expressa em preços de terras rurais; tão logo se manifestem as tendências baixistas nos mercados agrícolas e minerais. Mas isto também dependerá da política econômica e agrária. Se apostarem todas as fichas na “solução” primário-exportadora, haverá ainda maior socialização das perdas e concentração da riqueza fundiária.

A massa de salários e o nível de emprego deverão cair um pouco, com a reacomodação da economia para crescer entre 3% a 3,5% ao ano. Mas dependerá muito da política social de Estado (seguridade social bàsicamente) a capacidade de minimizar os efeitos da crise sobre os desempregados circunstanciais e empregados formais (83% dos quais descontam salários de contribuição de um a três salários mínimos); e à dinâmica do mercado interno manter o ritmo de crescimento do emprego da última década.

Todos os arranjos de economia política objeto dos comentários anteriores pressupõem uma crise cíclica convencional do capitalismo. Mas se essa for uma crise estrutural de longa duração, a reestruturação institucional logo entrará na agenda política, para o que, infelizmente, estamos mal equipados intelectualmente para lidar com essa classe de fenômenos. Isto é verdadeiro tanto para o pensamento conservador, cujo receituário para enfrentar as crises, aprofundam-nas. Mas também o é para o pensamento crítico – keynesiano e marxiano – cujas vias alternativas construídas no século passado são muito limitadas para dar conta do futuro.

O capitalismo, sob a égide do capital financeiro, está criando rupturas sistêmicas, insuperáveis pela lógica estrita do capital e do dinheiro ou ainda pela ética do utilitarismo social. Coragem para pensar o futuro, com compromisso de reconstruir o país sob nova cultura do desenvolvimento ou adaptar-se ao constrangimento permanente da dependência externa, pode ser uma disjuntiva que terá percepção geral.

Guilherme Delgado é doutor em Economia pela Unicamp e consultor da Comissão Brasileira de Justiça e Paz.

Negociações entre líderes do PT na Assembleia – Simão Pedro e Roberto Felício – e ex-secretário da Casa Civil Aloysio Nunes viabilizaram $30 millhões para prefeituras petistas.

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Foto: Futurapress Ampliar

O senador tucano por São Paulo, Aloysio Nunes

O PT firmou, na gestão do ex-governador José Serra (PSDB), acordos com o governo estadual que garantiram ao partido a indicação de R$ 60 milhões em emendas parlamentares de bancada nos anos de 2008 e 2009.

O valor foi concedido além dos R$ 2 milhões a que cada um dos deputados estaduais tem direito.

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As negociações foram feitas em 2007 e 2008 entre os líderes do PT na Assembleia – respectivamente Simão Pedro e ex-deputado Roberto Felício – e o ex-secretário da Casa Civil  Ferreira (PSDB-SP), hoje senador.

Também participou das tratativas o ex-presidente do Legislativo paulista Vaz de Lima (PSDB-SP), hoje deputado federal. Os dois tucanos confirmaram a existência dos acordos. A reportagem fez diversos questionamentos ao governo estadual sobre a execução das emendas do PT, mas nenhuma das perguntas foi respondida.

Simão Pedro contou que procurou os líderes tucanos para tentar minimizar o que considerava discriminação das prefeituras petistas na distribuição de verbas do Estado. “Havia uma reclamação generalizada dos prefeitos do PT de discriminação, de não acesso aos secretários e ao governador. Eram cerca de 55 cidades naquele período.”

O deputado relatou que o valor negociado no fim de 2007 foi de R$ 30 milhões. “Conseguimos a inclusão de R$ 30 milhões indicados pela bancada do PT para investimentos e obras nas prefeituras administradas pelo nosso partido. Grandes municípios como Diadema, Osasco e Guarulhos, e até pequenas cidades do interior.”

O ex-deputado Roberto Felício, que realizou o acerto no ano seguinte, disse não se lembrar se o valor que valeu para 2009 era de “R$ 30 milhões ou R$ 40 milhões”. A liderança do PT na Assembleia informou que o valor foi de R$ 30 milhões em cada um dos dois anos.

De acordo com Simão Pedro, o PT estabeleceu um critério populacional para dividir o dinheiro entre os municípios comandados pelo partido. “Na divisão eu chamei os prefeitos e apresentei para eles uma proposta de divisão por número de habitantes para não haver nenhuma injustiça ou discriminação”, disse. “Prefeituras de até 10 mil habitantes receberam uma média de R$ 150 mil. Cidades grandes, emendas de até R$ 800 mil.”

O deputado afirmou que em 2010 e 2011 o acordo com os tucanos não se repetiu. “Percebendo que tinha força para impor a votação do Orçamento na Assembleia, o governo passou a adotar apenas as emendas individuais.”

Convivência

“Foram reuniões na linha de estabelecer uma convivência correta, harmoniosa. A orientação do Serra é que não tinha de discriminar ninguém”, afirmou Aloysio, que confirmou o acerto, mas questionou a designação “emenda”. “Não é emenda no sentido técnico. Era indicação para que programas do governo pudessem atender cidades que na visão deles estavam sendo pouco atendidas.”

De acordo com Vaz de Lima, o acordo foi “moral e republicano”. “O PT de vez em quando chega lá e diz ‘não dá, vocês precisam ajudar mais os nossos municípios. Num entendimento, o governo vai lá e diz: ‘vamos liberar mais R$ 20 milhões, R$ 30 milhões’.”

O prefeito afastado de Campinas, Demétrio Vilagra – PT, voltou a criticar seu afastamento

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Representantes do PT (Partido dos Trabalhadores) e o prefeito afastado de Campinas, Demétrio Vilagra, se reuniram neste sábado (22) para traçar estratégias para o embate político e jurídico contra o prefeito interino, Pedro Serafim (PDT), que tomou posse na sexta-feira (21), após decisão da Câmara Municipal em retirar o petista das funções durante a Comissão Processante (CP). O partido também pretende organizar manifestações públicas a favor de Vilagra.
“Vamos armar o partido para travar um embate jurídico e político contra o novo prefeito e garantir a volta do Demétrio. Também vamos fazer mobilizações de rua para esclarecer a população. Isso [afastamento] foi um golpe. Não vamos admitir que a democracia seja rompida em Campinas deste jeito”, afirmou o presidente do Diretório Municipal do PT, Ari Fernandes.
Vilagra foi um dos últimos a chegar à reunião. Foi aplaudido de pé e os filiados do partido cantaram slogans, como: “PT,PT, PT, Trabalhadores no Poder”. Ele ainda recebeu um abraço da ex-prefeita de Campinas Izalene Tiene, que assumiu em 2001, após o assassinato do prefeito Antônio da Costa Santos.
Para a imprensa, o prefeito afastado voltou a ressaltar que o afastamento não era necessário durante as investigações de contratos públicos quando era prefeito em exercício. “Não precisava me afastar. Acho que dava para continuar. Uma parada brusca pode trazer problemas para Campinas no futuro”, afirmou.
Na gestão do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT), o petista esteve no cargo por sete vezes. São essas ocasiões que serão investigadas pela CP. Após as investigações, Vilagra pode ser conduzido ao cargo novamente, ou perder em definitivo o cargo, como ocorreu com o Dr. Hélio.

Orlando fica! Perdeu, Veja, perdeu!

via mariafro

“Não lutamos inutilmente para acabar com o arbítrio e não vamos aceitar que alguém seja condenado sumariamente”, presidenta Dilma Rousseff.

“Nota à imprensa”

Secretaria de Comunicação Social, Blog do Planalto

Sexta-feira, 21 de outubro de 2011 às 21:21

Nota Oficial Após a reunião com o ministro do Esporte, Orlando Silva, a presidenta Dilma Rousseff disse que o governo “não condena ninguém sem provas e parte do princípio civilizatório da presunção da inocência”.

“Não lutamos inutilmente para acabar com o arbítrio e não vamos aceitar que alguém seja condenado sumariamente”, disse a presidenta.

Na reunião, o ministro informou à presidenta que tomou todas as medidas para corrigir e punir malfeitos, ressarcir os cofres públicos e aperfeiçoar os mecanismos de controle do Ministério do Esporte.

Em jogo duro, Ponte vence o Paraná por 4 X 3 e mantém a vice liderança

Ricardo Jesus, Ferron e Lúcio Flávio [2] marcaram no 4 a 3 da Macaca no Majestoso

 

Na noite dessa sexta-feira (21) a Ponte Preta saiu do estádio Majestoso com uma vitória diante o Paraná pelo placar de 4 a 3. Os gols da Ponte foram marcados por Ricardo Jesus, Ferron e Lúcio Flávio [2]; e Lima, Ricardinho e Marinho fizeram para os visitantes. Com o resultado, a Macaca se mantém na vice liderança do campeonato, com 57 pontos.

O próximo compromisso da equipe alvinegra será sexta-feira (28) contra a Portuguesa no estádio do Canindé, em São Paulo. A partida será válida pela 33º rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. O time da capital é o líder da competição com 67 pontos.


O Jogo:

Diante de mais de 5.300 torcedores e jogando com o uniforme preto, a Ponte chegou com perigo primeiro. Aos 9 minutos Patric carregou a bola pelo meio e chutou da entrada da área, mas mandou a bola por cima do gol. Aos 12, João Paulo Silva arriscou de longe, mas encontrou o goleiro Thiago Rodriguez bem colocado para agarrar. O Paraná teve a primeira chance aos 14, Giancarlo recebeu o lançamento e chutou na rede pelo lado de fora. Um minuto depois, Ricardinho tocou para Patric dentro da área, o lateral chutou forte e mandou para fora.

Aos 23 minutos Lima ficou com a sobra após uma cobrança de falta e chutou rasteiro para a defesa de Júlio César. Um minuto depois, João Paulo passou pela marcação na esquerda e tocou para Ricardo Jesus na área, o atacante prendeu a bola e tocou para Renatinho, que passava livre pela direita, chutar cruzado, o goleiro Thiago Rodrigues fez uma grande defesa para evitar o gol da Ponte. Aos 26, Patric arriscou mais uma vez de fora da área e mandou por cima do gol. Aos 29 minutos Renatinho cobrou escanteio da direita, Ricardo Jesus ficou com a bola do outro lado da área, mas chutou pela linha de fundo.

Aos 34, João Paulo Silva cobrou falta da intermediária para dentro da área, Ferron desviou de cabeça, mas o goleiro do Paraná estava esperto para fazer a defesa. Aos 39 minutos Giancarlo travou uma bola com a zaga da Ponte dentro da área alvinegra, e o atacante do Paraná ficou caído. Os jogadores adversários pediram o pênalti, mas o árbitro marcou falta a favor da Macaca. Dois minutos depois, Renatinho chutou de fora da área a mandou por cima do travessão.  Aos 43, Renatinho entrou na área com velocidade e foi derrubado por Brinner, pênalti para a Macaca bater. O artilheiro Ricardo Jesus foi para a cobrança, chutou forte, a bola bateu no travessão e foi parar no fundo do gol. 1 a 0 para a Ponte, o 16º de Ricardo Jesus na Série B. Sem tempo para mais nada, o primeiro tempo foi encerrado após 3 minutos de acréscimos.

Na volta do intervalo a Ponte voltou indo para cima. Logo no primeiro minuto Renatinho cobrou falta e Thaigo Rodrigues tirou de soco, na sequência, o mesmo Renatinho chutou forte de fora da área a bola passou muito perto da trave direita do goleiro adversário. Aos 11 minutos Ferron recebeu o cruzamento da esquerda, após a cobrança de escanteio, e subiu mais alto do que a zaga para ampliar o placar no Majestoso. 2 a 0, o terceiro de Ferron no campeonato.

Aos 14, Renatinho carregou pelo meio, olhou para um lado e tocou para Patric do outro, o lateral chutou cruzado e mandou pela linha de fundo. Dois minutos depois, Ricardinho cruzou da esquerda, Ricardo Jesus apareceu para desviar, mas Thiago Rodrigues fez mais uma grande defesa. Aos 17 minutos Lima cobrou falta com perfeição, sem chances para Júlio César e colocou a bola dentro do gol. 2 a 1 no placar do Majestoso.

Aos 22 minutos Ricardo Jesus recebeu pelo meio e chutou de fora da área para fora do gol. Um minuto depois, Patric recebeu pela direita, cortou o zagueiro e chutou para a defesa do goleiro do Paraná. Aos 27, a Ponte chegou em contra ataque rápido pela esquerda, Caio levou a bola para o meio e chutou de fora da área por cima do gol. Após o lance a primeira mudança na Ponte, Caio saiu para a entrada de Márcio Diogo. A segunda substituição aconteceu em seguida, Lúcio Flávio entrou no lugar de Ricardo Jesus. Aos 32 minutos Renatinho fez uma bela jogada pela direita, passou pela zaga e chutou forte, no rebote, Lúcio Flávio só empurrou para dentro. 3 a 0 para a Ponte, o 5º do atacante na Série B.

Aos 34, o Paraná chegou em velocidade pela esquerda, após o cruzamento, Ricardinho dominou, girou e chutou forte para diminuir o placar. 3 a 2 no Majestoso. A terceira substituição da Ponte aconteceu aos 37 minutos, Guilherme entrou no lugar de Patric. Aos 44, João Paulo fez bela jogada pela esquerda e cruzou na área, Lúcio Flávio recebeu e mandou para dentro. 4 a 2 para a Ponte no Majestoso.

Aos 47 minutos Marinho foi carregando a bola, entrou na área passando pela marcação e chutou para o gol para diminuir. 4 a 3 no placar. Sem tempo para mais lances de perigo, o jogo foi encerrado após 5 minutos de acréscimos. 4 a 3 para a Ponte no estádio Majestoso.

Ficha Técnica:
Ponte Preta: Júlio César; Patric (Guilherme), Leandro Silva, Ferron e João Paulo; João Paulo Silva, Josimar, Caio (Márcio Diogo) e Renatinho; Ricardinho e Ricardo Jesus (Lúcio Flávio). Técnico: Gilson Kleina.
Paraná: Thiago Rodrigues; Brinner, Cris (Marinho) e Édson Rocha; Marquinho (Ricardinho), Maycon Freitas, Itaqui, Lima e Gleidson; Packer e Giancarlo (Hernane). Técnico: Guilherme Macuglia.
Data: 21/10/2011, sexta-feira – 20h30.
Local: estádio Majestoso, em Campinas–SP.
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro.
Assistentes: Andilson da Costa Pinheiro e Ezequiel Barbosa Alves.
Cartões Amarelos: Patric e Márcio Diogo (Ponte Preta); Cris, Brinner, Maycon Freitas e Itaqui (Paraná).
Gols: Ricardo Jesus, Ferron e Lúcio Flávio [2] (Ponte Preta); Lima, Ricardinho e Marinho (Paraná).

Me dizem que Lisandra morreu… Não quero crer não…

Lisandra Ferraz Campos exercia, em nome da A REDE da Cidadania, a presidência do CMS – Conselho Municipal de Saúde de Jales – SP. Faleceu aos 37anos, em São Paulo – SP, onde estava internada, no dia de ontem. O corpo tinha chegada prevista para a manhã de hoje em Jales, onde será velada e sepultada.

Sei que vou encontrá-la de novo. Enquanto isto… farei o que não queria fazer. Ela tinha razão, assim com minha mãe, adjetivavam alguns, de quem eu gostava.

Eis que encarnado estou. E ainda que à contragosto… estou aqui é para pagar o que devo… e para cobrar.

Campinas: Câmara impõe novo golpe e afasta Demétrio do cargo

Para o presidente do DM, Ari Fernandes, decisão é golpe político. “O Legislativo está utilizando o Decreto Lei 201/67, que não prevê afastamento de prefeito, mas a apuração de infrações políticas dos municípios pela Justiça”, explicou o advogado. Além de entrar com um novo mandado de segurança para reverter a decisão, o PT de Campinas marcou uma reunião para sábado.

Por Cecilia Figueiredo (Colaborou Cecília Mantovan) – Portal Linha Direta
Quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Numa nova investida contra a gestão petista em Campinas, a Câmara Municipal aprovou por 28 votos a 4 o afastamento temporário do prefeito Demétrio Vilagra (PT), na sessão plenária na noite de ontem (19).

A decisão da Câmara determina que o prefeito deixe o cargo pelos próximos 90 dias – prazo definido em lei para que sejam concluídas as investigações de Comissão Processante instalada na Casa em agosto e que até segunda-feira passada estava suspensa por decisão judicial.

Com a publicação em Diário Oficial do Município nesta quinta-feira (20), poderá assumir o cargo provisoriamente o presidente da Câmara, Pedro Serafim (PDT). Para Demétrio Vilagra, a questão é política. “Não há motivos para o afastamento. A questão é política. Com os avanços que conseguimos realizar na cidade, por conta das parcerias com o governo Federal, isso terá um reflexo em 2012, que a oposição tenta impedir”, afirmou Vilagra.

“Não há dúvidas de golpe político”, afirmou o presidente do Diretório Municipal do PT de Campinas, Ari Fernandes. O dirigente também acredita que havia uma operação montada desde o inicio do governo Alckmin para derrubar o doutor Hélio e impedir que Demétrio fosse prefeito. “A direita de Campinas se juntou em torno do presidente da Câmara, de olho nas eleições de 2012, fazendo acordos políticos”, acrescentou Fernandes.

De acordo com o advogado do petista, Hélio Oliveira Silveira, a base utilizada para o afastamento de Demétrio é inconstitucional. “O Legislativo está utilizando o Decreto Lei 201/67, que não prevê afastamento de prefeito, mas a apuração de infrações políticas dos municípios pela Justiça”, esclareceu Silveira.

O presidente do PT de Campinas compartilha da mesma análise. Para ele, a direita está utilizando um decreto do período ditatorial (201/67) para afastar o prefeito “por supostas irregularidades, que nem foram julgadas pela justiça”.

Esta é a segunda vez que a Câmara afasta Demétrio. A primeira foi em 24 de agosto, quando o juiz Mauro Iuji Fukumoto, da 1ª. Vara da Fazenda Pública de Campinas, manteve o prefeito Demétrio Vilagra (PT) no cargo, liberando a retomada da Comissão Processante da Câmara para avaliar a participação do prefeito em denúncias do Caso Sanasa.

Ação Jurídica – A Defesa do prefeito Demétrio Vilagra encaminhou nesta quinta-feira o pedido de mandado de segurança para reconduzi-lo ao cargo. A expectativa é que ainda hoje tenha uma decisão do juiz. A defesa trabalha também com a possibilidade de recorrer na esfera estadual.

Ação Política – O Partido dos Trabalhadores também convocou uma reunião do Diretório Municipal de Campinas, para este sábado (22). “Vamos fazer uma grande mobilização da militância e aguardar mais uma vez os encaminhamentos na Justiça. Nossos advogados tentarão reverter essa decisão”, acrescentou o presidente do Diretório Municipal do PT, Ari Fernandes.

Clique aqui e entenda o caso

Campinas – Demétrio se reúne com secretariado na manhã desta sexta

O objetivo da reunião é deixar a critério dos secretários a continuidade dos seus serviços após o seu afastamento que foi decidido pelos vereadores de Campinas

Douglas Fonseca

Demétrio se reúne com secretariado
(Foto: Douglas Fonseca/Portal RAC)

O prefeito Demétrio Vilagra (PT) está reunido com seu secretariado no salão azul, no quarto andar da Prefeitura. O objetivo da reunião é deixar a critério dos secretários a continuidade dos seus serviços após o seu afastamento que foi decidido pelos vereadores de Campinas.

Com a publicação no Diário Oficial do afastamento do prefeito, o presidente da Câmara dos Vereadores Pedro Serafim (PDT) assume o cargo de prefeito até o fim dos trabalhos da Comissão Processante (CP) que investiga se Demétrio teve envolvimento nos escândalos das fraudes da Sanasa.

A defesa do prefeito entrou com uma liminar do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo para tentar derrubar a ordem de afastamento de Demétrio Vilagra. Até o inicio da manhã desta sexta (21) o TJ não havia se pronunciado.

Múltis anunciam controle da NET e TVA após Senado aprovar o PL 116

Com PL aprovado, teles estrangeiras oficializam monopólio na TV a cabo

Escrito por: Hora do Povo

 

As Organizações Globo solicitaram à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anuência para transferir oficialmente o controle acionário da Net Serviços à Telmex/AT&T, assim como o grupo Abril, para transferir à Telefónica de España o controle da TVA. É a oficialização, permitida pela aprovação do PLC 116, de uma situação que já ocorria de fato, através de acordos de acionistas.

A legislação anterior, a chamada Lei do Cabo, não permitia que grupos estrangeiros possuíssem mais de 49% das ações com direito a voto, o que foi liberado com a aprovação do PLC 116, agora Lei 12.485. Para burlar a Lei do Cabo, instituiu-se um arranjo em que todos votavam nas Assembléias de Acionistas, tanto os possuidores de ação ordinária, com direito a voto, quanto os que detinham ação preferencial. Assim, na prática, o controle já era exercido pelos grupos estrangeiros – para o qual a Anatel fechou os olhos -, o que transformava Globo e Abril em meros laranjas apenas à espera da mudança da lei para transferir oficialmente o controle acionário.

No caso da Net, a troca de controle se dará com a transferência de um pequeno lote de ações ordinárias, para permitir que a Embratel, controlada pela Telmex, passe de 49,9% para 51% do capital votante. A Embratel já possui 100% do capital sem direito a voto da Net.

Os setores que ficam fabricando corrupções, no entanto, nunca se manifestaram sobre esse escândalo, até porque um dos envolvidos, o grupo Abril é quem publica a Veja.

2º Congresso da JPT – Juventude do PT

Baixe aqui o texto base e os Kits dos Congressos estaduais

A secretaria Nacional da Juventude está em pleno vapor na organização e realização dos congressos estaduais da JPT

 

Estamos em pleno vapor na organização e realização dos congressos estaduais da Juventude do PT, mas prestem atenção: as etapas estaduais precisam ser oficialmente convocadas para que sejam validadas.
O formulário para convocá-las está disponível neste link, com 7 dias de antecedência, conforme o regimento:

 
As etapas já marcadas poderão ser consultadas aqui:
Nessa fase, estão disponíveis para baixar o formulário com a relação de delegados eleitos nos estados ao congresso nacional e o modelo de ata a ser preenchida e enviada por SEDEX à sede do Diretório Nacional.
Clique aqui para baixar o modelo de ata.

 

Clique aqui para baixar o formulário da relação dos delegados das estapas estaduais

 

Neste momento decisivo, é fundamental o amplo debate político de idéias e propostas sobre o futuro da JPT. Cada etapa estadual vai receber um caderno com o texto-base aprovado pela Executiva Nacional, mas você já pode ir acessando essa primeira síntese programática clicando aqui e baixando o texto-base.

 
Ótimos congressos para todos nós!

Acidente no Golfo do México Completou 1 Ano e o Congresso Nacional debate os royalties do Petróleo

O acidente que derramou cerca de 700 milhões de litros de petróleo no Golfo do México, nos Estados Unidos, completou 1 ano no dia  20 de abril de 2011. A tragédia começou com  uma explosão na plataforma Deepwater Horizon, da empresa British Petroleum (BP), e provocou um vazamento que se estendeu por quase duas semanas, e provocou o maior desastre ecológico da história dos Estados Unidos.  A British Petroleum (BP), responsável pelo acidente, se prepara para explorar áreas no Brasil. A companhia inglesa está em processo final de qualificação para se tornar operadora no País.

Hoje, os informes dão conta de que o no Cogresso Nacional  ocorre intenso debate buscando a justa distrubuição da riqueza gerada pela exploração petrolífera na Plataforma Continental brasileira. Pessoalmente entendo que está tudo errado. Recursos nacionais (Plataforma Continental) deveriam ser Federais. Mas não acredito que isto seja central.

Espero que nossos Legisladores e Governantes não tenham esquecido que a Industria Petrolífera não gera como único resultado os dividendos da atividade economica. Não faltam exemplos da responsabilidade e dos riscos inerentes da atividade. O fortalecimento da PETROBRÁS em detrimento do entreguismo às multinacionais bem como o compromisso nacional de todos os que ora debatem a participação nos royalties do petróleo na defesa da vida e patrimônio natural brasileiros, não podem ser esquecidos.

As fotos abaixo foram originalmente publicadas por Especiais IG

Colisões no Offshore: Lições importantes não aprendidas

A Petroleum Safety Authority – PSA da Noruega está preocupada que muitas colisões entre navios e instalações da plataforma continental norueguesa – NCS poderiam ter levado a acidentes graves. Ela apelou para grandes melhorias nas operações de navios.

Big Orange – Antes do Acidente

Um impacto dramático atingiu as manchetes da Noruega no verão de 2009, quando o navio de estimulação de poços Big Orange XVIII colidiu com a plataforma Ekofisk 04/02 W, a uma velocidade de quase 10 nós.

Avaria extensa foi causada, e a investigação da PSA concluiu que o acidente, sob circunstâncias ligeiramente alteradas, poderia ter se desenvolvido em um grave acidente.

Mas este evento não foi único de forma alguma. Colisões tem ocorrido na NCS, desde que a indústria do petróleo chegou na Noruega em meados dos anos 1960.

Em 1966, por exemplo, a plataforma Ocean Traveler quase afundou após o navio de suprimento Smit Lloyd 8 ter furado uma de suas colunas várias vezes quando descarregava,  por causa da forte corrente e grandes ondas.

Big Orange – Depois do Acidente

Complexo de Ekofisk

Relatado:

Um total de 115 colisões entre instações e embarcações visitantes a trabalho no campo foram relatadas desde 1982, e não menos que 26 entre 2001 e 2010. Nenhum desses incidentes causou perda de vida humana ou danos pessoais, mas dano material tem sido extensivo em alguns casos.

Lições não aprendidas:

A investigação do acidente do Big Orange XVIII revelou que lições importantes não tinham sido aprendidas após um evento semelhante em junho de 2005, quando o navio de suprimento Ocean Carrier colidiu com uma ponte em Ekofisk.
Ambos os casos envolveram rotinas inadequadas para passar o comando do navio de um Oficial para outro. E, embora as colisões tenham ocorrido por uma variedade de razões, houve reincidência de algumas das principais características. Esses incidentes são frequentemente o resultado da má organização do trabalho e das responsabilidades, a formação deficiente do pessoal envolvido, ou a falha técnica de equipamento. As instalações da NCS são dimensionados para suportar colisões de um certo porte, mas uma série de tais acidentes têm envolvido energias de impacto superiores aos valores de projeto. A PSA diz que “tem de lidar com este problema, e acredita que é necessário uma melhora significativa nas operações de navios, juntamente com melhores métodos para avaliar as cargas em instalações e sua força”.

Educação:

Prestar mais atenção aos aspectos da educação e da organização também será importante, juntamente com uma redução na taxa de falha técnica. No entanto, o PSA não vê necessidade de alterar os regulamentos. A tendência é boa para as colisões entre as instalações de petróleo e embarcações que não trabalham no campo, com um declínio no número de incidentes. Isso reflete em parte um bom monitoramento. Duas estações de gerenciamento de tráfego, uma no Ekofisk e outra em Sandsli ao largo de Bergen, cobrem a maioria da NCS. Algumas instalações fixas e unidades móveis também são responsáveis por manter o controle do tráfego de passagem marítima.

Publicado originalmente no blog Wave.Safety

Derrame de petróleo é a “pior catástrofe marítima” na Nova Zelândia – Ministro do Ambiente

Tauranga, Nova Zelândia, 11 out (Lusa) – O derrame de petróleo provocado pelo acidente do navio de carga Reno é “a pior catástrofe ecológica marítima”…

Derrame de petróleo é a "pior catástrofe marítima" na Nova Zelândia - Ministro do Ambiente

Derrame de petróleo é a “pior catástrofe marítima” na Nova Zelândia – Ministro do Ambiente

Tauranga, Nova Zelândia, 11 out (Lusa) – O derrame de petróleo provocado pelo acidente do navio de carga Reno é “a pior catástrofe ecológica marítima”, disse o ministro neozelandês do Ambiente.

“Trata-se da pior catástrofe ecológica marítima que a Nova Zelândia já conheceu”, declarou Nick Smith durante uma conferência de imprensa.

Estima-se que desde o acidente na quarta-feira passada, tenham vertido entre 130 a 350 toneladas de combustível para o mar.

A fuga de combustível poderá ser ainda maior já que há indícios de que o casco do navio pode vir a ceder.

O Rena transportava 1.700 toneladas de combustível quando ocorreu o acidente.

Diversas manchas de petróleo começaram a chegar na segunda-feira às costas da Nova Zelândia, atingindo a praia de Mount Manganui, na cidade portuária de Tauranga.

O navio Rena, com bandeira da Libéria, encalhou na quarta-feira de manhã no recife Astrolabe, a cerca de 22 quilómetros ao largo da cidade de Tauranga, na ilha do norte da Nova Zelândia.

O recife Astrolabe, conhecido pela sua fauna e flora, está coberto de anémonas de mar e algas multicolores e numerosos peixes e focas frequentam as águas vizinhas.

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