Elenco da Ponte Preta vê jogo de sexta contra a Lusa como uma final de Campeonato

PontePress/DJotaCarvalho                          

Os dois melhores times do Campeonato Brasileiro estarão em campo nesta sexta. Independentemente dos resultados do jogo e da rodada, a Portuguesa permanecerá em primeiro lugar e a Ponte Preta em segundo, mas para os atletas da Macaca uma vitória pode fazer toda a diferença.

“A Ponte está encarando todos os jogos como uma final. Ainda não alcançamos nosso objetivo e temos que fazer nossa parte e jogar todos os jogos com seriedade. Ser o vencedor nesta sexta, contra o líder, é muito importante”, diz o meia Caio.

O zagueiro Leandro Silva vai além: “É um jogo decisivo, de título. São dez pontos que nos separam, mas com a vitória diminuímos para sete. Para nós vale título, não podemos dar bobeira. Os jogos estão muito equilibrados, sabemos que é hora de decisão e quem bobear vai ficar para trás. E temos que ter muita atenção, porque eles vão com tudo. Até trio elétrico já alugaram para fazer a festa. Temos que entrar focados para dar nosso melhor”, diz.

O lateral Patric endossa, dizendo que o mais importante é a Ponte sair vencedora. “Vamos enfrentar o líder do campeonato amanhã. Conheço a maioria dos atletas, mas a Ponte está muito bem preparada e vamos surpreender. Ainda temos muita coisa para mostrar ao nosso torcedor”, garante.

O meia-atacante Márcio Diogo finaliza: “É um jogo decisivo, até para confirmar mais rápido nosso objetivo que é o acesso, mas também para nos mantermos na disputa do título. Com certeza há esse ar de decisão. Já conseguimos um resultado positivo no Canindé esse ano e este será mais um grande jogo. Quem errar menos sairá vencedor”.

Chega de americanizar nossa cultura !

Ministro Orlando Silva anuncia pedido de demissão

“Afastado do Ministério defenderei minha honra com mais ênfase”

Em entrevista coletiva – após reunião com a presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira (26), no Palácio do Planalto – o ministro do Esporte, Orlando Silva, anunciou seu afastamento da pasta.

http://youtu.be/pZtb742IzG0

 

Ele disse que ao examinar a crise dos últimos dias, decidiu que “nosso Partido não pode ser instrumento de nenhum tipo de ataque ao governo, por isso o resultado da reunião é que a melhor solução é me afastar do governo”, afirmou. A decisão do ministro foi apoiada pela direção do PCdoB e pela presidente Dilma.

Aldo Rebelo é o novo ministro do Esporte

O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi anunciado nesta quinta-feira como o novo ministro do Esporte. Ele substitui Orlando Silva, que pediu demissão ontem à presidente Dilma Rousseff por conta das denúncias de irregularidades na pasta. Em poucas palavras aos jornalistas, Aldo disse que vai se inteirar das questões da pasta para depois se pronunciar. A posse, segundo o Planalto, será na próxima segunda-feira.

Aldo chegou por volta das 11h30 ao Palácio da Alvorada, onde se reuniu com Dilma e com o presidente nacional do seu partido, Renato Rabelo.

Questionado por jornalistas em sua chegada, Aldo Rebelo negou que já estaria confirmado como novo ministro. Mais cedo, o ex-ministro Orlando Silva deu um indicativo de que o deputado federal seria seu substituto.

Rebelo evitou dar detalhes sobre a transição
Rebelo evitou dar detalhes sobre a transição

Em seu perfil no Twitter, Silva desejou bom trabalho ao correligionário. “Bom dia @aldorebelo ! Deus ilumine teus caminhos. Bom trabalho!”, disse a mensagem.

Em reunião com Silva na noite de ontem, a presidente Dilma Rousseff não deu garantias de que o PCdoB continuaria à frente da pasta, mas também não ameaçou tirá-la da legenda.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, havia afirmado antes que existia uma “tendência” para a legenda continuar com o ministério.

Aldo exerce o quinto mandato

Deputado federal por São Paulo pelo quinto mandato consecutivo, Aldo Rebelo presidiu a Câmara entre 2005 e 2007 e foi ministro-chefe da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais de 2004 a 2005, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Sua carreira política teve início no movimento estudantil, chegando à presidência da União nacional dos Estudantes (UNE). Seu primeiro cargo eletivo foi o de vereador da cidade de São Paulo, que exerceu entre 1989 a 1991.

Como deputado, Rebelo foi o relator do projeto de lei que atualiza o Código Florestal. Outros projetos de sua autoria causaram polêmica por sua suposta irrelevância. Um deles é o que trata da promoção, proteção e defesa da língua portuguesa. Atualmente em tramitação no Senado, a proposta combate o uso excessivo de expressões em língua estrangeira.

Caso a lei seja aprovada, todos os documentos oficiais do Brasil deverão ser escritos em português. O projeto prevê ainda que toda comunicação dirigida ao público, caso utilize palavras em outra língua, terá tradução para o português. A regra vale para peças publicitárias, relações comerciais, meios de comunicação de massa e informações afixadas em estabelecimentos comerciais.

Outra proposta polêmica foi a criação do Dia do Saci Pererê no dia 31 de outubro – quando, em outros países, é comemorado o Halloween. Em sua justificativa, o político lembrou que o símbolo do folclore é uma “força da resistência cultural à invasão dos x-men, dos pokemons, os raloins (sic) e os jogos de guerra”. Conforme o texto do PL 2762/2003, a lei “apoiará as iniciativas, programas e atividades culturais de entidades públicas (…), que poderão contribuir para a celebração do folclore brasileiro, através do Saci e de seus amigos (Iara, Curupira, Boitatá e tantos outros)”. A proposta, no entanto, não chegou a ser apreciada por nenhuma comissão da Casa e foi arquivada em janeiro de 2007, ao fim da legislatura.

As denuncias contra Orlando Silva

Orlando Silva (PCdoB) pediu demissão do Ministério do Esporte nesta quarta-feira, após reunião com a presidente Dilma Rousseff e o presidente do seu partido, Renato Rabelo. Silva não resistiu à pressão para que deixasse o cargo após denúncias de fraudes em contratos entre a pasta e organizações não-governamentais (ONGs).

Sexto ministro de Dilma a cair ainda no primeiro ano de governo, Silva foi apontado por uma reportagem da revista Veja de outubro como o líder de um esquema de corrupção que pode ter desviado mais de R$ 40 milhões em oito anos. Na falta de um nome definitivo indicado pela presidente, o secretário-executivo da pasta, Waldemar de Souza, também do PCdoB, assumiu a chefia no ministério interinamente.

Segundo o delator do suposto esquema, o policial militar e militante do PCdoB João Dias Ferreira, ONGs recebiam verbas mediante o pagamento de uma taxa que podia chegar a 20% do valor dos convênios. Orlando teria recebido, dentro da garagem do ministério, uma caixa de papelão cheia de cédulas de R$ 50 e R$ 100 provenientes dos desvios que envolveriam o programa Segundo Tempo – iniciativa de promoção de práticas esportivas voltada a jovens expostos a riscos sociais.

Ferreira foi um dos cinco presos em 2010 durante a Operação Shaolin, que apontou diversos membros do PCdoB como protagonistas das irregularidades. Por meio da Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, ele firmou dois convênios com a pasta, em 2005 e 2006. Antes de pedir demissão, Silva exigia a Ferreira a devolução do dinheiro repassado. No dia 17 de outubro, o então ministro protocolou um pedido para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigasse as denúncias.

No dia 19 de outubro, o jornal O Estado de S.Paulo publicou reportagem que afirmava que a pasta prorrogara até agosto de 2012 um convênio de R$ 911 mil do programa Segundo Tempo com uma entidade de fachada que, apesar de ter assinado o contrato em dezembro de 2009, jamais executou o projeto no entorno do Distrito Federal. O jornal ainda acusou a mulher de Orlando Silva, Ana Petta, de ter recebido recursos públicos de uma ONG de filiados do PCdoB. Petta teria utilizado sua empresa de produção cultural, a Hermana, para assinar contrato com ONG Via BR, que havia recebido R$ 278,9 mil em novembro de 2010.

No dia 24, Ferreira prestou depoimento à PF, no qual afirmou que pelo menos 20 ONGs estariam dispostas a delatar o suposto esquema. Ele entregou 13 áudios, um celular e mídias que comprovariam os desvios. Segundo o PM, no entanto, nenhum continha a voz de Silva, assim como nenhuma das provas o atingia diretamente. No dia seguinte, o Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou a abertura de inquérito para investigar o caso. De acordo com o advogado de Silva, foi o próprio ex-ministro quem pediu a investigação, mas ele teve que abrir mão do cargo após o governo avaliar que não poderia mantê-lo sendo investigado pela mais alta corte do País.

O perfeito imbecil politicamente incorreto

Cynara Menezes 

No Brasil, é aquele sujeito que se sente no direito de ir contra as idéias mais progressistas e civilizadas possíveis em nome de uma pretensa independência de opinião. Saiba como reconhecê-lo. Por Cynara Menezes. Foto: Reprodução

Em 1996, três jornalistas –entre eles o filho do Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, Álvaro –lançaram com estardalhaço o “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”. Com suas críticas às idéias de esquerda, o livro se tornaria uma espécie de bíblia do pensamento conservador no continente. Vivia-se o auge do deus mercado e a obra tinha como alvo o pensamento de esquerda, o protecionismo econômico e a crença no Estado como agente da justiça social. Quinze anos e duas crises econômicas mundiais depois, vemos quem de fato era o perfeito idiota.

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Mas, quem diria, apesar de derrotado pela história, o Manual continua sendo não só a única referência intelectual do conservadorismo latino-americano como gerou filhos. No Brasil, é aquele sujeito que se sente no direito de ir contra as idéias mais progressistas e civilizadas possíveis em nome de uma pretensa independência de opinião que, no fundo, disfarça sua real ideologia e as lacunas em sua formação. Como de fato a obra de Álvaro e companhia marcou época, até como homenagem vamos chamá-los de “perfeitos imbecis politicamente incorretos”. Eles se dividem em três grupos:

1. o “pensador” imbecil politicamente incorreto: ataca líderes LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trânsgeneros) e defende homofóbicos sob o pretexto de salvaguardar a liberdade de expressão. Ataca a política de cotas baseado na idéia que propaga de que não existe racismo no Brasil. Além disso, ações afirmativas seriam “privilégios” que não condizem com uma sociedade em que há “oportunidades iguais para todos”. Defende as posições da Igreja Católica contra a legalização do aborto e ignora as denúncias de pedofilia entre o clero. Adora chamar socialistas de “anacrônicos” e os guerrilheiros que lutaram contra a ditadura de “terroristas”, mas apoia golpes de Estado “constitucionais”. Um torturado? “Apenas um idiota que se deixou apanhar.” Foge do debate de idéias como o diabo da cruz, optando por ridicularizar os adversários com apelidos tolos. Seu mote favorito é o combate à corrupção, mas os corruptos sempre estão do lado oposto ao seu. Prega o voto nulo para ocultar seu direitismo atávico. Em vez de se ocupar em escrever livros elogiando os próprios ídolos, prefere a fórmula dos guias que detonam os ídolos alheios –os de esquerda, claro. Sua principal característica é confundir inteligência com escrever e falar corretamente o português.

2. o comediante imbecil politicamente incorreto: sua visão de humor é a do bullying. Para ele não existe o humor físico de um Charles Chaplin ou Buster Keaton, ou o humor nonsense do Monty Python: o único humor possível é o que ri do próximo. Por “próximo”, leia-se pobres, negros, feios, gays, desdentados, gordos, deficientes mentais, tudo em nome da “liberdade de fazer rir.” Prega que não há limites para o humor, mas é uma falácia. O limite para este tipo de comediante é o bolso: só é admoestado pelos empregadores quando incomoda quem tem dinheiro e pode processá-los. Não é à toa que seus personagens sempre estão no ônibus ou no metrô, nunca num 4X4. Ri do office-boy e da doméstica, jamais do patrão. Iguala a classe política por baixo e não tem nenhum respeito pelas instituições: o Congresso? “Melhor seria atear fogo”. Diz-se defensor da democracia, mas adora repetir a “piada” de que sente saudades da ditadura. Sua principal característica é não ser engraçado.

3. o cidadão imbecil politicamente incorreto: não se sabe se é a causa ou o resultados dos dois anteriores, mas é, sem dúvida, o que dá mais tristeza entre os três. Sua visão de mundo pode ser resumida na frase “primeiro eu”. Não lhe importa a desigualdade social desde que ele esteja bem. O pobre para o cidadão imbecil é, antes de tudo, um incompetente. Portanto, que mal haveria em rir dele? Com a mulher e o negro é a mesma coisa: quem ganha menos é porque não fez por merecer. Gordos e feios, então, era melhor que nem existissem. Hahaha. Considera normal contar piadas racistas, principalmente diante de “amigos” negros, e fazer gozação com os subordinados, porque, afinal, é tudo brincadeira. É radicalmente contra o bolsa-família porque estimula uma “preguiça” que, segundo ele, todo pobre (sobretudo se for nordestino) possui correndo em seu sangue. Também é contrário a qualquer tipo de ação afirmativa: se a pessoa não conseguiu chegar lá, problema dela, não é ele que tem de “pagar o prejuízo”. Sua principal característica é não possuir ideias além das que propagam os “pensadores” e os comediantes imbecis politicamente incorretos.

Cynara Menezes

Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto “Jornal da Bahia”, em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a “Folha de S. Paulo”, “Estadão”, “Veja” e para a revista “VIP”. Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital.

PSDB cobra “taxa de retorno” de 25% sobre operações do Panamericano. Imagina se estivesse no Ministério do Esporte

O Estadão deste domingo relata que os executivos do banco Panamericano, antiga propriedade de Sílvio Santos, lutou para evitar a derrocada e para isso procurou políticos proeminentes.

O jornal teve acesso a e-mails da diretoria do banco que contam que o governador alagoano do PSDB, em 2006, fez a mala com o banco fraudulento e em troca cobrou 25% de todas as contas que o mesmo governo ajudou o banco a receber.

Chamada na capa? Destaque no site? Não…

Diga lá, você que acha que é preciso organizar marchas contra a corrupção: a Fifa é impoluta? E o PSDB?

Minha torcida pessoal é para que a presidenta Dilma não arrede pé de um mínimo de altivez em relação à Fifa, uma entidade que está acima do bem e do mal e do direito internacional (desculpem a rima pobre e involuntária) mesmo sem ter úm único representante canonizado pela igreja.

Publicado originalmente no blog do Artur Henrique

PSOL cooptado?

 

Recebo a notícia que o PSOL mineiro estaria sofrendo forte pressão política. Recentemente, Jorge Periquito, ex-PRTB, foi filiado no partido. O presidente do PSOL mineiro justifica esta filiação afirmando que o partido deve crescer. O velho pragmatismo que atinge todo sistema partidário tupiniquim.

Em vários municípios, sou informado (BH, Betim, Sábara, Lagoa Santa, Ipatinga), o PSOL passou a ser controlado pelo DEM e antigos filiados ao PRTB. Periquito utilizaria a Utramig como escritório do partido, sendo seu chefe de gabinete (Ilton Câmara) o responsável por expandir o partido nas cidades do interior.

Uma nota pública assinada por Robinson Ayres (PSOL-Ipatinga) sustenta o seguinte:
A Executiva Nacional do PSOL realizou na quinta feira (13/10),  em São Paulo,  reunião  extraordinária em que tomou as decisões e as iniciativas necessárias para impedir que o PSOL mineiro fosse invadido por filiados do PRTB, do DEM  e de outros Partidos da Direita, movimento orquestrado por membros do governo Anastásia, cujos principais operadores fazem da UTRAMIG seu quartel general.
Jorge Periquito, ex-candidato a prefeito de Belo Horizonte, pelo PRTB, nas últimas eleições, e Ilton Câmara, que também foi candidato a Prefeito, pelo PRTB, nas eleições extraordinárias realizadas, em Ipatinga, no ano passado, são os  principais  orquestradores  e maestros da fracassada tentativa de seqüestro do PSOL, pela direita, em Minas Gerais.
Nomeado pelo Governador Anastásia, Jorge Periquito é, nada mais nada menos, que Presidente daUTRAMIG- Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais, vinculada ao Governo do Estado.  E Ilton Câmara, o fiel escudeiro, seu Chefe de Gabinete.
Avaliada a situação vivida pelo Partido no Estado. Percebendo-se de forma inequívoca que houve uma filiação em massa de ex-filiados do PRTB, uma verdadeira dissolução daquele Partido dentro do PSOL, no Estado, a Executiva Nacional do PSOL resolveu suspender todas as filiações identificadas como comprometidas com essa tentativa de seqüestro do PSOL mineiro, impedindo assim que a iniciativa urdida a partir de membros do Governo Anastásia, iniciativa que não tem outro propósito senão desfigurar o PSOL no Estado, lograsse êxito, colocando o Partido no mercado das legendas de aluguel, como tantas outras.
Assim, em defesa do PSOL, é importante que a Sociedade saiba e, como nos ensina André Gide, como as pessoas não prestam atenção, é sempre necessário que se repita. O Partido Socialismo e Liberdade não é lugar para políticos profissionais. Nossos sonhos não cabem nas urnas.
Para o bem do Partido, Jorge Periquito e Ilton Câmara não são filiados ao PSOL. Pois, como é de domínio público, eles não têm nada a ver com o Partido, pois não têm nenhum compromisso com socialismo, com a liberdade, com a ética e com moralidade pública. Não. Não são. Nunca foram.  E jamais serão um dos filiados do PSOL.
Publicado originalmente por Rudá Ricci
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