Nota aos movimentos sociais do campo – EPS PT DF

 NOSSA LUTA É AQUI, É AGORA E É DE MASSAS

A Esquerda Popular e Socialista/EPS, tendência do Partido dos Trabalhadores, nasce como instrumento dos trabalhadores e trabalhadoras dos movimentos sociais que lutam pela terra, contra as desigualdades, em favor das minorias, e que acumulam para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e sem preconceitos.

A defesa intransigente destes valores encontra solo fértil neste Distrito Federal que consiste em uma unidade da federação onde a desigualdade social alcança índices descomunais capitaneados pela concentração de poder alicerçado na posse da terra e na distribuição desigual de renda.

A ruptura com velhos paradigmas e com o fazer político que historicamente vigorou a estrutura de poder reinante, consiste em luta fundamental da EPS. Nesse sentido a democratização do acesso a terra aqui no DF é condição fundante da nova sociedade que queremos e pela qual lutamos.

Essa nova sociedade só será concretizada a partir do combate e fim das desigualdades e outras mazelas decorrentes de um quadro de omissão, conivência e incentivos que forjaram a desagregação social vigente a partir da conduta de governos anteriores que se alimentaram desse estado de coisas para vigorar seu projeto politico, para permanecer no poder e manter intactas as velhas estruturas de dominação a partir da posse da terra.

A chegada do PT ao Governo, com Agnelo Queiroz eleito pelo povo do Distrito Federal, referendando nas urnas o projeto político que em seu programa básico traz a democratização do acesso a terra, realizada por meio da Ação Discriminatória que identifica os verdadeiros proprietários, consiste em marco fundamental no combate aos mecanismos de grilagem constituídos pela legalização de terras ocorrida sem a devida analise documental, e que historicamente foram instrumento de dominação e subjugação do povo no DF.

A luta que asseguramos e empreendemos no instante em que emprestamos nosso trabalho ao Governo do DF, levou consigo as premissas e a certeza que nossa permanência só se justificaria pela ruptura com o velho sistema na garantia de levar a frente o programa básico em sua concepção plena. Qualquer manobra reducionista desse programa foi e será por nós rechaçada com veemência.

Nesse sentido nos somamos à luta dos movimentos sociais contra a legalização criminosa de terras públicas para quem especula e quem nela não vive e nem trabalha, infelizmente levada a cabo por setores conservadores, travestidos de progressistas, que carregam em seu cerne o compromisso histórico com o latifúndio e todo o mal que este representa para sociedade brasiliense.

Manteremos nossa contribuição crítica ao Governo do Distrito Federal, ao tempo em que asseguramos nossos princípios e ações em favor da verdadeira reforma agrária e daqueles que a lutam, bem como nosso trabalho por um modelo de desenvolvimento mais justo e includente.

A EPS-DF assim se posiciona e se firma nos pilares que sustentam um verdadeiro e novo caminho para o povo do Distrito Federal.

 

ESQUERDA POPULAR E SOCIALISTA – EPS/DF

Dilma e Lula na ofensiva para 2014

Autor(es): Raymundo Costa

Valor Econômico

A presidente Dilma Rousseff procurou se informar a quantas anda no Congresso o projeto de criação do Ministério das Micro e Pequenas Empresas. Pelo andar da carruagem, a votação pode ocorrer em março; mas o governo também pode fazer um requerimento de urgência e aprová-lo bem antes. O que importa, na consulta, é que a presidente já começou também a desenhar o esboço da nova equipe. Em resumo, o time com o qual pretende governar nos dois últimos anos de mandato.

É o que se poderia chamar de “ministério da reeleição”. Talvez não seja o caso. Em princípio, as mudanças serão em ministérios considerados laterais. Não se deve esperar por grandes mudanças. Mesmo na área política, objeto de reclamações dos partidos da base aliada.

Dilma também monitora com cuidado e discrição, para não parecer interferência na autonomia do Congresso, as eleições para as presidência da Câmara e do Senado. No quadro em poder da presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL) será confirmado no Senado e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) o novo presidente da Câmara. Como esperado.

A presidente e o ex divergem, mas relação não azedou

A última possibilidade de mudança, na eleição para o Senado, evaporou-se entre o fim de novembro e início de dezembro passados, quando a dissidência interna do PMDB decidiu que não apresentaria candidato para enfrentar o grupo Renan-José Sarney. Difícil, mas esse grupo poderia atrair apoios no PTB, PDT e no próprio PSB do governador Eduardo Campos (PE) em eventual articulação com o senador Armando Monteiro (PTB-PE).

Na Câmara, a base aliada do governo está dividida e deve se apresentar com três candidatos: Henrique Alves, Rose de Freitas (PMDB–ES) e Júlio Delgado (PSB-MG). Ainda assim a área política do governo, atualmente, acredita que não se repetirá o que ocorreu em 2005, quando o PT se dividiu e perdeu a eleição para Severino Cavalcanti (PE). Na verdade, conta com a hipótese de Henrique ganhar já no primeiro turno.

Ao longo desta semana o PMDB pretende realizar várias reuniões para tentar chegar com um candidato só à eleição. As disputas na Câmara, nos últimos anos, têm apresentado um alto grau de imprevisibilidade. Em 2003, João Paulo Cunha (PT-SP) foi eleito sem maiores problemas, algo natural em se tratando do primeiro ano de governo do PT.

Dois anos depois o PT rachou e apresentou dois candidatos ao cargo: Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) e Virgílio Guimarães (MG). Resultado, a realização de segundo turno com Severino Cavalcanti, a derrota e a entrega do Ministério das Cidades para o PP. Para a atual legislatura PT e PMDB fizeram um acordo de rodízio: os petistas ficariam com o cargo nos primeiros dois anos, rifando o então presidente e atual ministro Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e o PMDB nos outros dois.

A movimentação de Dilma em torno da eleição para as duas Casas do Congresso mostra que a presidente já está na campanha da reeleição e que resolveu seguir conselhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: conversar mais com empresários, com os políticos, com os governadores e prefeitos e sair mais vezes de Brasília, a fim de manter o contato com “as bases sociais”, como é de bom tom se falar no Partido dos Trabalhadores.

Além da articulação no Congresso, exemplo perfeito e acabado de que a presidente botou o pé no acelerador é a viagem que fez a Teresina (PI), na sexta-feira, para entregar moradias populares. Dilma não só vestiu um gibão de couro, como também enveredou, como em alguns momentos enveredou por um discurso no melhor estilo do padrinho político.

No fim desta semana, a presidente terá um encontro com os prefeitos. Ela passou boa parte da tarde de ontem reunida com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), preparando um cardápio mais digerível que o da última reunião, quando foi vaiada ao falar sobre as novas regras para a distribuição dos royalties do petróleo.

Lula, segundo colaboradores próximos, está empenhado na reeleição de Dilma. Nas conversas a dois, há eventuais diferenças de posição, principalmente técnicas. Mas a relação entre ambos não parece azeda. Mesmo assim os amigos de Lula desencadearam ontem uma ofensiva para dizer que o ex-presidente não pensa em ser candidato em 2014. Como também nunca pensou em terceiro mandato.

O mandato de Dilma está virtualmente no fim. Ela tem apenas este ano para fazer e entregar o que prometeu na campanha e pavimentar o caminho da reeleição, em 2014. Passa rápido. No discurso de Teresina, Dilma não poderia ter sido mais clara. Em 2012, segundo a presidente, o país se preparou para crescer em 2013.

“Podem ter certeza, apesar de alguns pessimistas, que nós iremos crescer, nós iremos gerar mais empregos, que nós iremos procurar todas as oportunidades que tivermos.

A presidente Dilma Rousseff mandou seus ministros evitarem “prestação de contas” no encontro que terá com os prefeitos no fim de semana. Ela quer que sejam apresentados programas concretos e das potencialidades da parceria do governo federal com os municípios.

Dilma e Ideli Salvatti costuram com atenção a agenda da reunião. Elas se reuniram ontem à tarde para tratar do assunto. “Você não tem uma política pública que possa ser bem realizada, sem a participação dos municípios”, diz Ideli Salvatti.

A ideia, segundo a ministra, é mostrar “o potencial de relações e dos projetos que são feitos em conjunto”. A exemplo do que já existe hoje com o Bolsa Família, na qual o cruzamento de dados permite a identificação das famílias mais necessitadas, o governo pensa também em instituir a “busca ativa” em relação às prefeituras.

Mas a presidente também fará uma análise da conjuntura econômica e das perspectivas para 2013. No cardápio a ser apresentado, há itens que devem soar como música aos ouvidos dos chefes municipais, como a ampliação de recursos para diversas áreas. Saneamento e pavimentação são dois exemplos em discussão.

Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras

Operação Saint Michel prende em SP, GO e DF

DESDOBRAMENTO DA MONTE CARLO, MOVIMENTAÇÃO POLICIAL COMEÇOU NAS PRIMEIRAS HORAS DA MADRUGADA; FORAM PRESOS SUSPEITOS DE LIGAÇÕES COM O ESQUEMA DO CONTRAVENTOR CARLINHOS CACHOEIRA; CLÁDIO ABREU, EX-DIRETOR DA DELTA ENGENHARIA, DE FERNANDO CAVENDISH, É UM DOS CAPTURADOS; TAMBÉM O VEREADOR WESLEY SILVA, DE ANÁPOLIS; CAVENDISH RENUNCIOU À PRESIDÊNCIA DA DELTA
Goiás 247 – Operação da Polícia Civil e Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira o ex-diretor da Delta em Goiás, Claudio Abreu, e também o vereador na cidade de Anápolis, Wesley Silva (PMDB). Ambos são ligados ao grupo de Carlos Cachoeira e as prisões são desdobramento da Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira em 29 de fevereiro.
As duas ações tiveram procedimentos simultâneos e semelhantes. Em Anápolis, a PF apreendeu documentos e computadores do gabinete do vereador Wesley Silva, considerado um dos nomes ligados ao esquema da Delta e bastante ligado politicamente a Carlos Cachoeira.
As acões atendem a mandados do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) de busca e apreensão e de prisão em Goiânia e Anápolis. Contam com o apoio do MP goiano e, segundo o jornal O Popular, na capital são realizadas em três unidades de um condomínio horizontal de luxo da capital e um apartamento no Jardim América. As informações são de que um ex-diretor da Construtora Delta e outras duas pessoas teria sido presas.
Esta operação demorou mais tempo e somente por volta das 9h30 a polícia entrou no condomínio em Anápolis, realizando busca e apreensão de documentos e máquinas do ex-nome forte da Delta em Goiás. Abreu acompanhou toda a operação da polícia do lado de fora da sua residência. Ao final, foi lhe dada voz de prisão. Claudio não esboçou qualquer reação e acompanhou os policiais.

Ipea mostra que Lula recompôs e “republicanizou” o Estado, afirmam petistas

http://www.ptnacamara.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8720

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quinta-feira (8) o Comunicado 110, estudo que revela que ao longo dos oito anos do governo Lula a administração pública brasileira foi ampliada em 30,2%. O estudo mostra que foram criadas, entre 2003 e 2010, 155.534 vagas através de concursos públicos, com uma média de 19.441 novas vagas por ano. Entre 1995 e 2002, na gestão tucana do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foram criadas apenas 51.613 vagas, com uma média anual de 6.451 novos empregos no setor público.

Na opinião do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), líder da bancada petista na Câmara, os números atestam o caráter republicano do ex-presidente Lula e do PT. “O Estado foi reorganizado para que pudesse cumprir as suas funções adequadamente e melhorar o atendimento às demandas da população. Isso é fruto da visão do ex-presidente Lula e do próprio Partido dos Trabalhadores”, avaliou Teixeira.

O deputado Policarpo (PT-DF) endossa a opinião do colega de bancada e lembra que o salário do funcionalismo público também foi recuperado. “Durante a gestão de FHC, os servidores viveram sob permanente arrocho salarial e sofreram grandes perdas salariais. O governo Lula reverteu isso e não apenas recompôs a estrutura de pessoal e a capacidade do Estado, como também priorizou o investimento nos servidores públicos e promoveu a recomposição salarial da categoria. Lula ‘republicanizou’ o Estado brasileiro”, afirmou Policarpo, que é funcionário público de carreira.

Paulo Teixeira e Policarpo: PT promove a “republicanização” do Estado

Outros países Policarpo citou ainda um estudo do Ipea que faz uma comparação do Brasil com outros países, em termos do percentual da população empregada pelo setor público.

O comunicado “Emprego Público no Brasil: Comparação Internacional e Evolução”, divulgado em 2009, mostra que o setor público do Brasil possuía, em 2005, 10,7% do total da população empregada. Nos EUA, “a mais importante economia capitalista”, como destaca o documento, o mesmo índice em 2005 era de 14,8%. Países com a tradição socialdemocrata do “Estado de Bem Estar Social”, como Dinamarca (39,2%), Suécia (30%), França (24,9%), Finlândia (23,4%), Canadá (16,3%) e Alemanha (14,7%) também estão à frente do Brasil neste item.

“Estes números mostram que o Brasil, ao contrário do que a oposição costuma dizer, não possui um Estado ‘inchado’. Na verdade, temos que avançar muito na melhoria dos serviços públicos e isso passa pela reestruturação adequada da máquina estatal”, declarou Policarpo.

Mulheres O Comunicado 110 do Ipea também indica que as mulheres constituem minoria na administração federal, mas são maioria nos estados e nos municípios, em razão de atuar, predominantemente, nas áreas de saúde, assistência social e educação, assumidas em grande parte por estados e municípios.

O Comunicado 110 intitulado “Ocupação no Setor Público Brasileiro: tendências recentes e questões em aberto”, apresenta resultado de estudo elaborado pelos pesquisadores José Celso Cardoso e Roberto Nogueira, técnicos do órgão e considera dados do IBGE, do Ministério do Trabalho e de orçamentos públicos.

Os comunicados estão disponíveis no site do Ipea: http://www.ipea.gov.br

Promotora acusada no mensalão do DEM é presa tentando fugir (via @luisnassif)

A promotora Deborah Guerner foi presa pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira em Brasília.

Ela é investigada por suspeita de tráfico de influência na operação Caixa de Pandora de 2009, que apura esquema de coleta e distribuição de propina na capital federal

Segundo informou a PF, Deborah e o marido, o empresário Jorge Guerner, foram presos em casa.

A Folha apurou que os dois planejavam fugir para a Itália.

A promotora vai ser levada para a Superintendência da PF em Brasília e o marido deve seguir para penitenciária da Papuda.

Deborah Guerner e o ex-chefe do Ministério Público do DF Leonardo Bandarra são suspeitos de passar informações privilegiadas a integrantes do antigo governo do Distrito Federal e de terem extorquido o ex-governador José Roberto Arruda, investigado por ser o suposto chefe do esquema de corrupção.

No começo do ano passado, Arruda foi preso e perdeu o cargo depois que as denúncias vieram a público.

Em dezembro, ela e Bandarra foram afastados por 120 dias pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). O afastamento terminou na semana passada.

Eles respondem a processo administrativo no conselho. No começo do mês, Luiz Moreira, que é relator do caso no CNMP, pediu a demissão deles.

Na avaliação do relator, eles devem ser demitidos por “violação do sigilo profissional com a solicitação e obtenção de recompensa” e a “exigência de pecúnia”.

O julgamento foi paralisado por um pedido de vista do conselheiro Achiles Siquara e deve ser retomado no dia 17 de maio.

O CNMP não tem poderes para demitir os acusados. O pedido será encaminhado para a Procuradoria-Geral da República, que poderá entrar com ação na Justiça para demiti-los.

Durante a sessão, Deborah Guerner criticou aos gritos a apuração.

“Onde estão os políticos? Cadê a denúncia do mensalão do DEM”, gritou, de forma audível a quem estava do lado de fora da sala em que a sessão ocorria.

Antes de deixar o conselho, Deborah disse que não havia nada contra ela. “Tudo é baseado na palavra de dois bandidos.”

Os advogados dos acusados dizem que os depoimentos não foram contemplados na íntegra pelo relator. Eles também negam ter recebido propina do esquema.

Folha.com – Poder – Promotora acusada no mensalão do DEM é presa tentando fugir – 20/04/2011

Arruda revela que distribuiu dinheiro para o DEM e o PSDB nacional

Comandante da quadrilha de administradores públicos e políticos do Distrito Federal beneficiários do mensalão do DEM, sustentado com dinheiro de propina arrecadada junto a empresários que seu governo favorecia, o ex-governador José Roberto Arruda revelou ontem que distribuiu dinheiro a altos dirigentes nacionais do DEM e do PSDB, a um senador do PDT e ao “PT de Goiás”.

Numa entrevista publicada em Veja on line, Arruda cita entre aqueles que receberam dinheiro, para eles mesmos ou para os partidos, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra; o vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, e vários expoentes do DEM: o senador Demóstenes Torres (GO), o agora ex- senador Marco Maciel, o senador Agripino Maia (RN) – eleito anteontem presidente nacional do partido -, mais os deputados Ronaldo Caiado (GO), ACM Neto (BA) e Rodrigo Maia (RJ), presidente nacional do DEM até a última quarta-feira. Arruda diz também que ajudou o PT de Goiás e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Eleito governador do Distrito Federal em 2006, José Roberto Arruda foi apontado pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal, em 2009, como chefe de um esquema de fraude, de corrupção e de outros crimes, que sangrou os cofres públicos em dezenas de milhões de reais. Filmado por seu auxiliar e delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa, recebendo um maço de R$ 50 mil, foi expulso do partido, teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral e passou dois meses preso na sede da Polícia Federal.

Arruda alega, na entrevista a Veja, que jogou “o jogo da política brasileira” ou dançou “a música que tocava no baile”. E contra-ataca os companheiros de partido que o condenaram.

“Assim que veio a público o meu caso, as mesmas pessoas que me bajulavam e recebiam a minha ajuda foram à imprensa dar declarações me enxovalhando. Não quiseram nem me ouvir. Pessoas que se beneficiaram largamente do meu mandato. Grande parte dos que receberam ajuda minha comportaram-se como vestais paridas. Foram desleais comigo”.

A revista pergunta a Arruda quais líderes do partido foram hipócritas.

“A maioria. Os senadores Demóstenes Torres e José Agripino Maia, por exemplo, não hesitaram em me esculhambar. Via aquilo na TV e achava engraçado: até outro dia batiam à minha porta pedindo ajuda! (…) O senador Demóstenes me procurou certa vez, pedindo que eu contratasse no governo uma empresa de cobrança de contas atrasadas. O deputado Ronaldo Caiado, outro que foi implacável comigo, levou-me um empresário do setor de transportes, que queria conseguir linhas em Brasília”.

Ao afirmar que ajudou também outros políticos e partidos, Arruda destaca sua contribuição ao PSDB.

“Ajudei o PSDB sempre que o senador Sérgio Guerra, presidente do partido, me pediu. E também por meio de Eduardo Jorge, com quem tenho boas relações”.

Eduardo Jorge Caldas Pereira, o vice-presidente nacional tucano, alegou que pediu ajuda de Arruda para saldar dívidas do partido. No DEM, o senador Agripino Maia e o deputado ACM Neto negaram que tenham pedido ajuda de Arruda.


do Brasília Confidencial

Procurador pedirá ao STF investigação sobre deputada


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai pedir quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para apurar o envolvimento da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN) com a quadrilha do mensalão do DEM. Video veiculado sexta-feira pelo portal Estadao.com.br e gravado durante a campanha eleitoral de 2006 mostra Jaqueline, candidata à Câmara Legislativa, mais o marido dela, Manoel Neto, recebendo dinheiro de Durval Barbosa. Durval era o alto funcionário do governo do Distrito Federal que se tornou delator da roubalheira comandada pelo governador José Roberto Arruda (DEM), cassado pela Justiça Eleitoral em 2010.

Jaqueline está ameaçada de processo por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e até formação de quadrilha. Também corre o risco de enfrentar um processo de cassação na Câmara por quebra de decoro. A abertura de processo será pedida pelo PSol. O que pode favorecer Jaqueline, na Câmara, é uma regra criada há quatro anos e que estabelece que o Conselho de Ética só deve julgar atos cometidos por deputados depois da posse.

Jaqueline, filha do ex-governador Joaquim Roriz, suspeito de ser o criador do mensalão que seu sucessor José Roberto Arruda manteve, já era citada em relatório de investigação que a Polícia Federal entregou ao Ministério Público no ano passado. A citação dela foi causada pela apreensão de planilhas que apontaram o pagamento de propina a deputados distritais para que votassem a favor de um projeto do governo distrital em dezembro de 2008. Além disso, o nome de Jaqueline aparece em planilha recolhida na casa de Leonardo Prudente, ex-presidente da Câmara Legislativa e um dos grandes beneficiários do mensalão do DEM

Fonte: brasíliaconfidencial

Jales – SP: CEI pode ser instalada para apurar emissão irregular de uma certidão.

Com votação unânime, os vereadores da Câmara Municipal de Jales aprovaram na segunda-feira, 28 de fevereiro, o requerimento para instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), para apurar possíveis irregularidades no tocante à emissão de certidão negativa de débito na Prefeitura.

O Ministério Público Estadual, segundo consta do requerimento, teria solicitado à polícia civil para investigar um suposto crime de falsidade ideológica, mas, que até o momento, não houve a conclusão do respectivo inquérito.
Os vereadores José Roberto Fávaro (PSDB), Aracy de Murari de Oliveira Cardozo (PT), Sérgio Nishimoto (PTB), Luiz Henrique Viotto (sem partido) e Salatiel de Souza (DEM), decidiram apresentar um requerimento objetivando a formação de uma comissão que investigasse a possível falsidade ideológica cometida por servidor público.
Segundo os signatários do documento, uma certidão negativa de débito foi emitida pela Prefeitura de Jales e assinada pelo prefeito Humberto Parini em 27 de março de 2.009 em favor de uma empresa que estaria inadimplente com a Fazenda Municipal.
Os históricos financeiros emitidos nos dias 27 de março e 7 de abril de 2.009 comprovariam a inadimplência da empresa que, de posse da Certidão Negativa de Débito teria participado de uma licitação promovida pela Prefeitura.
Em nota sem estar assinada, enviada a imprensa via e-mail, a Prefeitura diz que a conclusão do inquérito policial sobre o assunto alerta que para tal falsidade ocorrer, seria necessário “… o dolo específico”.
A nota da Prefeitura diz que “sobre a intempestiva mobilização dos vereadores de oposição em propor a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o assunto da Certidão dois anos após a emissão desta, da qual já tinham conhecimento por igual período e, considerando que a data da finalização do inquérito foi no dia 04 de Fevereiro de 2011, tudo sugere que vereadores estavam na “espreita” do resultado do Inquérito Policial. Como este frustrou as expectativas de alguns, imediatamente protocolaram o pedido de criação da CEI.
Sobre a emissão da Certidão Negativa de Débito, diz que a Prefeitura que “o empresário jalesense que necessitava da Certidão expedida, e que agora querem questionar, representa instituição de referência, tradição e respeito. Este se empenhou seriamente em convencer os vereadores de desistirem da CEI, mas, mesmo diante das evidências da ausência de crime também não foi atendido. Infelizmente o que observamos são interesses menores influenciando a ação política de vereadores. Normalmente estes se escondem atrás de bandeiras como zelo do bem público, defesa dos interesses do município e do povo de Jales. São bandeiras nobres com as quais o Prefeito tem compromisso efetivo, mas que não podem servir de esconderijo para interesses particulares, que, como diz o filósofo Locke, muitas vezes são inconfessáveis”.
Os interesses envolvidos na criação desta nova CEI,segundo diz a assessoria do Prefeito, nem sempre são publicáveis, “mas não custa lembrar que a vereadora do PT há tempos se declarou inimiga pessoal do Prefeito e que não descansará enquanto não caçar (sic) seu mandato. Tal determinação sugere que recursos estranhos podem também ser utilizados, inclusive esta CEI. A ira da vereadora tem a ver com a negativa do Prefeito em não atender sua chantagem de torná-la Presidente da Câmara Municipal de Jales no exercício de 2009. Caso o Prefeito não a atendesse esta não devolveria no prazo combinado recursos financeiros que sobraram na câmara a tempo da Prefeitura saldar compromissos financeiros já programados, o que poderia tornar o Prefeito inelegível”.
Os vereadores Luis Especiato e Pérola Cardoso, ambos do PT, Osmar Pereira de Rezende (PMDB), Rivelino Rodrigues (PPS), e Claudir Aranda (PDT) que dão sustentação ao Executivo na Câmara Municipal, preferiram não assinar o requerimento.
Ao ser instalada a CEI, os três membros indicados terão 90 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogado. Os membros da Comissão serão indicados pelas lideranças partidárias.
“A ação inconseqüente de alguns vereadores gera graves prejuízos à administração municipal e aos interesses da cidade, criando obstáculos para o desenvolvimento de Jales.
A assessoria da vereadora Aracy Cardozo, ao ser procurada pela Folha Noroeste informou que ela não ia falar a respeito

Fonte: FolhadoNoroeste

Mensalão do DEM – Vídeo mostra filha de Roriz, hoje deputada, recebendo dinheiro

Única estrela da propaganda exibida ontem nas TVs do Distrito Federal pelo partido de sua família – o PMN -, a deputada federal Jaqueline Roriz foi apresentada nesta sexta-feira como protagonista de outro video. Gravadas pelo delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa, as imagens mostram Jaqueline e o marido, Manoel Neto, recebendo dinheiro de Durval para a campanha eleitoral de 2006, quando ela disputava uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal – e acabou eleita. Manuel recebe um maço de R$ 50 mil, põe o dinheiro numa mochila e reclama do valor, inferior ao combinado.

“Rapaz, não é fácil ser candidato. Resolve isso para mim, cara!”, apela Neto.

Jaqueline também mostra interesse em obter mais dinheiro.

”Você vê possibilidade de aumentar isso?”, pergunta a Durval, que lhe sugere procurar empresas. Ela se queixa outra vez.

”Tem cinco pessoas que disseram que iam me ajudar, mas até agora nada. O da CEB (Companhia Energética de Brasília) ficou de me ligar, mas nada”, protesta.
O video, que está sob análise do Ministério Público, foi gravado na sala de Durval Barbosa, então alto funcionário do governo do Distrito Federal, e veiculado na tarde passada pelo portal Estadão.com.br. Trata-se do 31º video sobre o mensalão do DEM, esquema de corrupção revelado pela Polícia Federal e o Ministério Público, no fim de 2009, e que era comandado pelo governador José Roberto Arruda, do DEM, cassado em 2010.

Filha do ex-governador Joaquim Roriz, suspeito de ter criado o mensalão depois mantido por seu sucessor Arruda, Jaqueline foi eleita deputada federal no ano passado. Está viajando e, segundo sua assessoria, não comentará o caso.

O líder do PSol na Câmara, Chico Alencar (RJ), quer que a deputada se afaste da comissão especial que discutirá a reforma política.  Na opinião de Alencar, há indícios “robustos e documentais” de que Jaqueline praticou irregularidade.

“A deputada perdeu as credenciais para verbalizar propostas enquanto não provar que as acusações são infundadas”.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), anunciou que pedirá informações ao Ministério Público para decidir o que fará em relação à deputada.

“Vou encaminhar imediatamente um pedido de mais informações ao Ministério Público sobre o andamento do processo para que possa subsidiar uma decisão sobre o procedimento a ser tomado na Câmara”.

Propinoduto liga empresas aos Tucanos em São Paulo e DEM em Brasília.

Testemunha desvenda esquema de propina do Metrô de SP e do DF

Dinheiro de “caixinha” vinha por meio de duas offshores do Uruguai, segundo documentos

Gilberto Nascimento, do R7

ReproduçãoReprodução

Veja imagens ampliadasDocumento mostra acordo entre a Siemens Ltda., com sede em São Paulo, e a Gantown Consulting S/A, com sede no Uruguai

Informações sigilosas de uma importante testemunha vão ajudar a desvendar um esquema internacional de propina que, segundo denúncias, teria sido montado no Brasil pelas multinacionais Alstom e Siemens. 

Uma figura que acompanhou de perto contratos firmados nos últimos anos pelas duas empresas com os governos do PSDB em São Paulo e do DEM no Distrito Federal para a compra de trens e manutenção de metrô passou a fazer novas revelações e a esmiuçar os caminhos do propinoduto europeu em direção ao Brasil.

Supostos “acertos” e negociações atribuídos a representantes das duas companhias estão em um documento elaborado por essa fonte e encaminhado ao Ministério Público de São Paulo.  

Contatada pelo R7, a testemunha – que se identifica apenas como F. e teme ser fotografada por causa de represálias – dá detalhes de como a propina chegava ao Brasil por meio de duas offshores (paraísos fiscais), a  Leraway e a Gantown, sediadas no Uruguai, e de como a Alstom e a Siemens teriam se utilizado da contratação de outras empresas para encaminhar o dinheiro da “caixinha” a políticos, autoridades e diretores de empresas públicas de São Paulo e de Brasília.

F. relata esquemas supostamente arquitetados para a obtenção de contratos da linha 5 do metrô no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo; para a entrega e a manutenção dos trens série 3000 (também conhecidos como trem alemão) para o governo paulista, além da conservação do metrô do Distrito Federal.

O deputado estadual Simão Pedro (PT) encaminhará ao Ministério Público de São Paulo nos próximos dias uma representação pedindo a investigação das denúncias feitas por F.. 

Sob investigação na Europa

A francesa Alstom e a alemã Siemens foram alvos de investigações na Suíça e na Alemanha por causa da acusação de pagamento de suborno a políticos e autoridades da Europa, África, Ásia e América do Sul. Somente a Siemens teria feito pagamentos suspeitos num total de US$ 2 bilhões.

Um tribunal de Munique acusou a empresa alemã de ter pagado propina a autoridades da Nigéria, Líbia e Rússia. O ex-diretor Reinhard Siekaczek acrescentou que o esquema de corrupção atingiria ainda Brasil, Argentina, Camarões, Egito, Grécia, Polônia e Espanha.

Já a propina paga pela Alstom em diversos países – incluindo o Brasil -, pode ter sido superior a US$ 430 milhões, de acordo com os cálculos da Justiça suíça. No Brasil, a empresa foi acusada, por exemplo, de pagar US$ 6,8 milhões em propina para receber um contrato de US$ 45 milhões no metrô de São Paulo. 

A francesa Alstom fabrica turbinas elétricas, trens de alta velocidade e vagões de metrô. Maior empresa de engenharia da Europa, a alemã Siemens faz desde lâmpadas até trens-bala. As duas companhias são concorrentes, mas em determinados momentos na disputa tornavam-se aliadas, conforme a testemunha.

Para trazer o dinheiro ao Brasil

O esquema para mandar dinheiro ao Brasil via offshore, revela F., conta com a participação das empresas Procint e Constech, sediadas na capital paulista e pertencentes aos lobistas Arthur Teixeira e Sergio Teixeira. As offshores Leraway e Gantown seriam sócias da Procint e da Constech. F. mostrou cópias de contratos firmados pela Siemens da Alemanha com as duas offshores. Segundo ele, esses contratos comprovam o envolvimento da empresa alemã no esquema.

As offshores também teriam sido utilizadas, diz a testemunha, em outros contratos com empresas como a MGE Transportes, TTetrans Sistemas Metroferroviários, Bombardier (canadense), Mitsui (japonesa) e CAF (espanhola).  

Há dois anos, parte dos documentos em poder de F. foram enviados para o Ministério Público de São Paulo e para o Ministério Público Federal. Promotores confirmaram a veracidade de informações ali contidas. No entanto, ainda não conseguiram colher o depoimento da testemunha, localizada agora pelo R7

O promotor Valter Santin confirmou que o caso já vem sendo investigado, mas disse que não pode revelar detalhes “por ser sigiloso e envolver conexões internacionais”. 

Documentação

Uma documentação bem mais ampla – só agora exibida ao R7 – foi enviada por F., em 2008, ao escritório de advocacia Nuremberg, Beckstein e Partners,  da Alemanha. Na época, o escritório atuava como uma espécie de ombusdman da Siemens.

– Por que a Siemens não investigou as denúncias encaminhadas e por que a companhia no Brasil foi poupada nas investigações? Não foi por falta de informação, pois a carta mencionada revelava todos os nomes e detalhes e incluía provas dos esquemas de corrupção, avalia F.

Por meio de uma nota, a Siemens diz conduzir seus negócios “dentro dos mais rígidos princípios, legais, éticos e responsáveis” e afirma não ter firmado contrato em parceria ou consórcio “com nenhum concorrente no que tange à manutenção de metrôs”. 

Na mesma linha, a Alstom afirmou em um comunicado que segue “um rígido código de ética, definido e implementado por meio de sérios procedimentos, de maneira a respeitar todas as leis e regulamentações mundialmente”.  A empresa disse que está colaborando com as investigações e “até o momento, as suspeitas de irregularidades em contratos não foram comprovadas e não estão embasadas em provas concretas”.

O Metrô de São Paulo e a CPTM afirmaram, por meio de nota, que desconhecem os fatos mencionados e esclarecem que os seus contratos firmados com qualquer empresa “obedecem à legislação específica que norteia a lisura do processo licitatório, além de serem submetidos ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE)”.

Já o Metrô do DF afirmou, em nota, que desconhece as irregularidades apontadas e que “a licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal”. Veja a íntegra da nota:

“O Metrô-DF desconhece as supostas irregularidades apontadas anonimamente pela reportagem do Portal R7 e, ressalta que:

– O processo de licitação para a manutenção do Metrô-DF (transcorrido em gestão anterior), seguiu a modalidade de licitação de concorrência pública tipo técnica e preço, sendo que no primeiro aspecto as duas empresas finalistas receberam a pontuação máxima;

– No quesito preço, o consórcio Metroman apresentou a melhor proposta (menor preço), vencendo então a licitação;

– A licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal;

– O consórcio Metroman vem atendendo satisfatoriamente todas as demandas de manutenção apresentadas pelo Metrô-DF.

Coordenação de Comunicação do Metrô-DF”

Para Cristovam, o PT ganha nova chance de eliminar o rorizismo

Luísa Medeiros

Publicação: 06/11/2010 08:00
 
Fonte: Correio Braziliense
 
O petista Agnelo Queiroz foi o vencedor na disputa ao Palácio do Buriti, mas o senador Cristovam Buarque, um dos principais cabos eleitorais do governador eleito, tomou para si boa parte da responsabilidade de fazer dar certo a nova gestão. O sabor da vitória contra o rival Joaquim Roriz, representado pela figura da mulher, Weslian, adoçou a amarga lembrança da derrota na eleição de 1998. A virada na história política da capital, dando ao PT mais uma chance de estar no poder, e consequentemente, a oportunidade de eliminar o rorizismo da cidade, injetou ânimo no primeiro representante da legenda a chefiar o Executivo local, na década de 90. 

Em entrevista exclusiva ao Correio, Cristovam Buarque, hoje no PDT, relembra a própria experiência para apontar possíveis erros que Agnelo deveria evitar. Eleito aos 66 anos para o segundo mandato e com o título de senador mais bem votado do DF (833.480 votos), o pernambucano de Recife, em tom patriarcal, aconselha o governador eleito a não lotear o GDF entre os 13 partidos que compuseram a coligação vitoriosa. Cristovam apela para o critério da competência como pré-requisito para a escolha do secretariado. Diz que, diferentemente do que fez em seu governo, Agnelo deveria priorizar os nomes dos administradores regionais, mais próximos da população do que os titulares das pastas. O recado dado pelo senador não traz nada de revolucionário, mas, na prática, é utilizado por poucos políticos. Segundo Cristovam, o importante não é falar em cargos e, sim, listar os princípios que deverão nortear a gestão do PT.

Com discurso pacificador, o ex-governador do DF defende antigos adversários, como o vice de Agnelo, Tadeu Filippelli (PMDB), mas reitera que os próximos quatro anos devem ser livres de escândalos de corrupção na capital do país. “Se esse governo der errado, não teremos moral para continuar na política.” O senador manifesta ainda o desejo de pagar sua dívida com os moradores da Estrutural — invasão que tentou remover durante o período em que esteve à frente do Palácio do Buriti. A operação de retirada dos moradores pela Polícia Militar resultou na morte de duas pessoas.

“Esse governo não pode ter um escândalo de corrupção”
O senhor não vai indicar algum nome ao governo de Agnelo Queiroz?

Não vou indicar nenhum nem acho que o PDT deve indicar nomes. O que vou fazer, pela responsabilidade que tenho com esse governo, é tentar construir nomes que acho que são bons, independentemente do partido.

Mas houve uma grande aliança para eleger esse governo. Obviamente, cada partido vai querer dar sua contribuição na composição do Executivo…
Nada impede que cada partido faça sua contribuição, basta indicar os melhores nomes. Quando o melhor for do partido, ótimo. Quando o melhor for de outro partido, acho que tem que se aceitar.

Que participação o PDT terá no novo governo?
 A participação do PDT é querer que todos os secretários sejam os melhores que essa cidade pode ter. Espero que, nesses melhores da cidade, possa haver nomes do PDT. Se tiver nome melhor para qualquer cargo de fora do PDT ou apartidário, eu apoiarei.

O senhor é conhecido como o senador da Educação. Não há interesse pessoal em acompanhar o desenvolvimento da área dentro da gestão do PT?
O que gostaria de acompanhar é a área da alfabetização. Lamento não ter erradicado o analfabetismo como governador. Outra área que quero estar acompanhar é como o governo vai tratar da Estrutural. Sinto que tenho uma dívida com as pessoas que moram lá.

Durante a campanha, o senhor não acompanhou Agnelo nos eventos na Estrutural. O ambiente se tornou hostil ao senhor?
Não acompanhei Agnelo em um dia, mas fui a almoços e reuniões. Sou bem-vindo pelas pessoas que lideravam naquela época. Aquilo foi uma manipulação. A história vai mostrar que não tive nada a ver com isso. Quem filmou aquilo tudo foi Durval (Barbosa). Por aí você vê que estava armado. Não sinto complexo algum. O que sinto é que a Estrutural não deveria ter sido erguida ali, mas não consegui que as pessoas saíssem, e hoje, não defendo mais que os moradores saiam.

Pela primeira vez, o ex-governador Joaquim Roriz, representado pela mulher, foi derrotado nas urnas. Qual é o peso disso para o grupo vencedor?
Esse não é um governo qualquer. Esse governo não tem o direito de ter um escândalo de corrupção, de não recuperar a saúde, de não colocar a educação nos eixos. Se essas três coisas não acontecerem, Brasília não terá a quem recorrer. Quem são os líderes dessa cidade? Roriz? Tá fora. Arruda? Tá fora. Os outros estão dentro desse governo. Se ele der errado, nós não teremos moral para continuar na política.

Com base na sua experiência como governador do DF, o que o senhor sugere a Agnelo fazer no início da gestão? Que tom devem ter as conversas no processo de transição?
A experiência que eu tinha não vale muito agora. Tive que enfrentar Roriz, Arruda e a cidade tinha alternativas. Se a gente fracassasse, essas alternativas voltariam. A responsabilidade é muito maior agora. Somos a última esperança da cidade. E foi por isso que Agnelo teve uma votação tão expressiva. Agnelo não ganhou apenas por ser o melhor do momento, mas porque o outro lado não tinha ninguém.

Mas o que Agnelo deveria fazer?
Reunir os partidos e dizer que tem que compor um secretariado que seja o melhor de todos. O governador eleito garantiu que vai criar creches para todo mundo, por exemplo. Se Agnelo não cumprir essa promessa, estaremos numa situação muito difícil.

Compor o secretariado com o critério de “melhor de todos” não pode deixar descontentes os partidos que esperam o cumprimento do compromisso de repartir o bolo?
Não houve comigo o compromisso de repartir o bolo. Agnelo nunca me prometeu dar um cargo ao PDT. Se ele prometeu a outros partidos, é outra coisa. Brasília não está mais à venda. A cidade não aceita mais ser vendida por propina nem por acordos partidários. Então, se amanhã não tiver ninguém do PDT, eu não tenho o que reclamar dele. Espero que os partidos entendam que o nosso compromisso é com a cidade e o futuro dela.

A ficha limpa deve valer para a transição e para a indicação dos cargos no governo?
Não podemos colocar um direitista ou um corrupto, por mais competente que seja. Mais do que ter ficha limpa, a pessoa tem que ser honesta, democrata e competente tecnicamente.

O senhor vai acompanhar de perto a transição?
Se o Agnelo me pedir, ou o encarregado da transição, estou disposto a colaborar. Eu sinto responsabilidade com esse governo como se eu fosse o governador. Minha carreira política depende do êxito do governo Agnelo porque eu avalizei o governo dele nas ruas.

O senhor afirma ter se empenhado porque acreditou que Agnelo era o melhor nome para o GDF. Mas também pela possibilidade de entrar indiretamente numa disputa contra Joaquim Roriz?
Sim, está na hora de a unidade contra o atraso se transformar numa unidade em prol do avanço. Numa reunião de partido, faltando 10, 11 dias para a eleição, eu falei: “Gente, até aqui quem nos uniu foi Roriz. E agora? Quem vai nos unir para governar? A simples figura de cada um de nós não une. Temos que ser objetivos. Acredito em cinco lemas e princípios que vão unir nosso governo.

Que lemas e princípios são esses?
Primeiro, um compromisso radical com a ética e a transparência. Segundo, um compromisso absoluto com a imagem de Brasília e com a autoestima da capital. Terceiro, a recuperação imediata da saúde pública. Quarto, a recuperação da educação, da segurança e do transporte público. Por fim, a escolha dos secretários mais pela competência que pelo partido.

Quais são os erros que o senhor cometeu como governador que Agnelo deve evitar?
Escolhi os secretários para depois escolher os administradores (regionais), mas a cara do governo está nos administradores. É preciso definir todos ao mesmo tempo. Acho que o governo pode abrir mão de um ótimo secretário para ele ser um administrador. Além disso, em minha gestão, ficamos presos ao secretários partidários. Acho que Agnelo tem que fazer uma negociação com o conjunto dos partidos.

Como o governador eleito deve se relacionar com os deputados distritais?
Não deve negociar com de-putado individualmente e deve tratar todos da mesma maneira, inclusive os da oposição.

O cenário está mais positivo para Agnelo do que para o senhor na época em que foi governador. Ele tem maioria na Câmara….
Na minha época, não havia o Fundo Constitucional do DF.
Eu tinha que pedir dinheiro (à União) todo mês. Lembro que eram R$ 1,9 bilhão. Hoje, a previsão para 2011 é de R$ 9 bilhões. E a destinação do recurso é obrigatória. Eu tinha oposição brutal. Era o mensalão ao contrário. A oposição comprava os depu-tados para ficarem contra mim. Agnelo não vai ter oposição e ele ainda vai aproveitar a experiência dos quadros. Já fomos governo. O PT chegou ao poder. E os sindicatos aprenderam a negociar, inclusive com a minha derrota.

E os remanescentes do rorizismo?
Eles não vão ter a força nem a liderança que tiveram contra mim, exercida por Luiz Estevão (senador cassado). O rorizismo saiu tão esfacelado em 2010 que não acredito em revanchismo, a não ser que a gente faça muita besteira.

O governador Rogério Rosso disse que entregará o governo sem dívidas a Agnelo. Mas neste ano foram aprovados dois pacotes de bondades para o funcionalismo. Quando o senhor governou o DF, várias categorias de servidores o pressionaram por benefícios, fizeram greve durante meses. Como Agnelo pode lidar com isso?
Relato minha experiência: faltando pouco para sair do governo, Roriz deu o vale-refeição para os professores. Quando assumi, me disseram que não era possível pagá-lo. Paguei durante oito meses e acabou o dinheiro. Até hoje sou conhecido como o governador que cortou o vale. Aconselho Agnelo a não começar nada que analistas financeiros digam não ser possível pagar.

E a bancada do DF no Senado? Como está a sintonia entre o senhor, Rodrigo Rollemberg (PSB, eleito em 2010) e Gim Argello (PTB)?
Eu e Rodrigo já estamos trabalhando e acredito que Gim venha para o nosso lado. É preciso definir os princípios que nos unem. Além disso, tenho a impressão de que é preciso fazer uma conformação das forças políticas brasileiras. O PDT está precisando ser refundado, assim como o PSB e o PV. Não vou ser um senador só do DF, quero ter um papel nacional. Vou ser um auxiliar do governo Agnelo, mas quero ser participante da política nacional, quero ser mais influente no Senado. No primeiro mandato como senador, fui um formulador de projetos de lei e fazedor de discurso.

Qual é o papel do vice Tadeu Filippelli nesse governo?
O papel dele será fundamental para o governo dar certo. Tenho esperança de que isso aconteça. Filippelli é político que percebeu que é desse lado que ele tem de estar. E, ao perceber isso, o comportamento dele vai mudar.

Mas o senhor não acha que a suspeição sempre rondará Filippelli por ele ter sido, por tanto tempo, aliado de Roriz?
Nos primeiros meses, sim. Mas à medida que ele for demonstrando que faz parte desse lado, começará a ser respeitado, reconhecido e aceito.

Filippelli foi um dos maiores opositores ao seu governo. No decorrer da campanha, o senhor começou a ver Filippelli com outros olhos?
Sim, acho que ele foi um dos grandes responsáveis pela eleição de Agnelo. Teríamos muito mais dificuldades se ele não estivesse do nosso lado. Além disso, Filippelli nunca falou sobre loteamento de cargos.

Como deve ser dado o tratamento a figuras do PMDB citadas na Operação Caixa de Pandora?
Filippelli já disse em conversas comigo, com Rodrigo e com Agnelo que pensa numa espécie de refundação do PMDB. Mas ele não detalhou isso.

http://buarque.org.br

Eleições 2010 Distrito Federal, 2º Turno, eleito Agnelo Queiroz

  Candidato Votação % Válidos
Eleito AGNELO (PT) 875.612 66,10%
  RORIZ (PSC) 449.110 33,90%

DF IBOPE: Agnelo (64%) venceria Weslian (36%) se eleição fosse hoje.

 Margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Pesquisa Ibope sobre a disputa ao governo do Distrito Federal, divulgada nesta quinta-feira (28) , mostra Agnelo Queiroz (PT) com 64% das intenções de votos válidos, e Weslian Roriz (PSC), com 36%. Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos.

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Por isso, Agnelo pode ter entre 62% e 66%, e Weslian, entre 34% e 38%.

Nos votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), Agnelo soma 55% e Weslian, 32%. Brancos e nulos são 8% e indecisos, 5%.

A pesquisa, encomendada pela TV Globo e o jornal “O Estado de S.Paulo”, foi realizada a segunda-feira (25) e quarta-feira (27), e entrevistou 2.002 eleitores do Distrito Federal. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) com o número 40417/2010

Fonte: G1 de Brasília

Eleições 2010 Distrito Federal 1º Turno – Resultado, os eleitos.

ELEIÇÕES 2010 DISTRITO FEDERAL – PRESIDENTE DA REPÚBLICA
clas nome (partido) votos %
  611.362 41,96%
2º Turno 462.441 31,74%
2º Turno 354.070 24,30%
       
ELEIÇÕES 2010 DF – SENADORES
clas nome (partido) votos %
Reeleito 833.480 37,27%
Eleito 738.575 33,03%
  511.517 22,87%
       
ELEIÇÕES 2010 DF – DEP. FEDERAIS
clas Nome Candidato (partido) votos %
1 266.465 18,95%
2 164.555 11,70%
3 100.051 7,12%
4 97.914 6,96%
5 86.276 6,14%
6 72.651 5,17%
7 67.920 4,83%
8 51.491 3,66%
       
ELEIÇÕES 2010 DF 1º TURNO – GOVERNADOR
  Nome (partido) votos %
2º Turno 676.394 48,41%
2º Turno 440.128 31,50%
  199.095 14,25%
  78.837 5,64%
       
ELEIÇÕES 2010 DF – DEP. DISTRITAIS
CLAS Nome Candidato (partido) votos %
1 36.806 2,61%
2 35.387 2,51%
3 26.376 1,87%
4 22.209 1,58%
5 21.999 1,56%
6 21.111 1,50%
7 19.207 1,36%
8 19.201 1,36%
9 17.997 1,28%
10 17.778 1,26%
11 17.579 1,25%
12 17.047 1,21%
13 15.867 1,13%
14 14.073 1%
15 13.876 0,99%
16 13.278 0,94%
17 13.256 0,94%
18 12.794 0,91%
19 12.477 0,89%
20 11.349 0,81%
21 11.047 0,78%
22 10.333 0,73%
23 9.479 0,67%
24 7.771 0,55%

Agnelo (PT) com 64% amplia vantagem no Distrito Federal

do Brasília Confidencial

    O candidato do PT, Agnelo Queiroz, abriu 23 pontos percentuais de vantagem sobre a sua adversária, Weslian Roriz (PSC), na disputa pelo governo do Distrito Federal.

    A constatação é do instituto Datafolha. Agnelo tem 54% das intenções de voto, enquanto Weslian tem 31%. Considerados os índices equivalentes aos votos válidos, Agnelo tem 64%.

Ibope: no DF, Agnelo (PT) tem 60% dos votos válidos contra 40% de Weslian

Do UOL Eleições
Em São Paulo

Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (15) mostra o candidato do PT ao governo do Distrito Federal liderando a disputa com 60% das intenções de votos válidos, excluídos os votos brancos, nulos e de indecisos. Weslian Roriz, do PSC, aparece com 40%.

Nos votos totais, Agnelo chega a 53% e Weslian a 35%. Brancos e nulos somam 7% e indecisos, 5%. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo, ouviu 2.002 eleitores entre os dias 12 e 14 de outubro e está registrada no TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) sob o número 36.313/2010.

DF lidera ranking de tentativa de compra de votos

Por: Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual

São Paulo – O Distrito Federal é campeão na tentativa de compra de votos nestas eleições, segundo um balanço do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgado neste domingo (3). Dez pessoas foram presas acusadas de tentar comprar votos.

Também no DF, foi presa uma pessoa que fazia boca de urna e três por divulgação de propaganda, o que é proibido pela lei eleitoral no dia da votação.

Até as 10h da manhã deste domingo, o TSE havia registrado 103 ocorrências eleitorais, com42 com prisões. Duas pessoas foram presas no Mato Grosso do Sul e uma em Alagoas. Em Minas Gerais 20 ocorrências foram registradas. Dez pessoas foram presas por divulgação de propaganda, e duas por transporte ilegal de eleitores. Seis eleitores foram autuados por divulgação de propaganda.

Houve prisões também em Alagoas (1), Bahia (7), Paraná (4), Rio de Janeiro (3) Rio Grande do Norte (1) e Rio Grande do Sul (1). Outras 61 pessoas foram autuadas pelos delitos, mas sem prisão.

Não havia ocorrências em 13 estados. Nenhum candidato estava entre os presos ou autuados.

Datafolha: PT com Agnelo (41%) mantém dianteira no DF e eleição pode ser definida no 1º turno.

Por: Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – O candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, mantém a liderança na disputa, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (23). Na comparação com o levantamento anterior, no entanto, o ex-ministro recuou 3 pontos.

Joaquim Roriz (PSC), que teve a candidatura impugnada por conta da Lei da Ficha Limpa, reverteu a tendência de queda e foi a 34%, uma oscilação dentro da margem de erro, que é de três pontos para mais ou para menos.

Senado

Na disputa pelo Senado, considerando apenas os votos válidos, Cristovam Buarque (PDT) tem 35% das intenções de voto. Rodrigo Rollemberg (PSB) manteve a segunda posição, com 28%. Maria Abadia vem atrás, com 17%, seguida por Alberto Fraga (DEM), que tem 14%. Pastor Milton Tadashi tem 2% dos votos, contra 1% de Chico Sant’anna (PSOL) e de Rosana Chaib (PCB). Robson (PSTU), Cadu Valadares (PV), Gerônimo (PSL) e Moacir Bueno (PV) não pontuaram.

O Datafolha ouviu 946 eleitores nos dias 21 e 22 de setembro. A pesquisa foi registrada no TRE do Distrito Federal sob o protocolo 32131 de 2010.

candidatos percentual
Agnelo Queiroz (PT)  41%
Joaquim Roriz (PSC)  34%
Toninho (PSOL)   5%
Eduardo Brandão (PV)   1%
Rodrigo Dantas (PSTU)   1%
Newton Lins (PSL)    0%
Ricardo Machado (PCO)    0%
Frank (PCB)    0%
 Indecisos  11%
Brancos e Nulos    8%

Projeto que obriga políticos a matricularem seus filhos em Escola Pública

UMA CORRENTE DIFERENTE

Trata-se de um movimento de apoio à idéia do senador Cristovam Buarque, que foi candidato a presidente com a proposta da educação.
Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, governador, presidente) seja obrigado a pôr os filhos
na escola pública.
As conseqüências seriam as melhores possíveis.. Quando os políticos se virem obrigados a pôr seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar.
E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos atualmente no Brasil.

SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM no seu dia-a-dia e pela Internet (em cópia oculta e apague o endereço de quem
lhe enviou, para evitar SPAM).. E ajude a REALIZAR essa idéia. Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país.

O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.

http://www.senado. gov.br/sf/ atividade/ Materia/detalhes .asp?p_cod_ mate=82166

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480 DE 2007

Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em
escolas públicas de educação básica.

Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.

Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.

JUSTIFICAÇÃO

No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o
descaso dos dirigentes para com o ensino público.

Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta
é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, em vez de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.

Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiar de descontos no Imposto de Renda para
financiar os custos da educação privada de seus filhos.

Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais – vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República – deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola
privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoral.

O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:

a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;

b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.

c) financeiro: evitará a “evasão legal” de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;

d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.

Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite
dirigente exige para a escola de seus filhos.

Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações – uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo -, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.

Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.

Sala das Sessões,

Senador CRISTOVAM BUARQUE

Sandra Benedetti

Pesquisa Datafolha: Vantagem de Dilma supera 31 milhões de votos

do Brasília Confidencial

DILMA3    A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, alcançou vantagem de 23 pontos percentuais sobre o candidato das oposições ao Governo Lula, José Serra (PSDB), de acordo com a mais recente pesquisa realizada pelo instituto Datafolha para a Rede Globo e o jornal Folha de São Paulo. Entrevistados 11.660 eleitores em 414 municípios, na quarta e na quinta-feira, Dilma obteve 50% das intenções de voto – mesmo índice da pesquisa anterior – enquanto Serra oscilou de 28% para 27%. Marina Silva oscilou de 10% para 11%. 

    Convertidos os índices em números, Dilma teria 67,9 milhões; Serra ficaria em 36,6 milhões e Marina teria aproximadamente 15 milhões. Os 23 pontos de vantagem de Dilma sobre Serra equivalem a mais de 31,2 milhões.

    Calculados os votos válidos, segundo o Datafolha, Dilma teria 56% e conquistaria a Presidência da República já no primeiro turno. Para a hipótese de 2º turno, a simulação do Datafolha apontou 56% para a candidata do PT e 35% para o presidenciável do PSDB.

DISPUTAS ESTADUAIS

    Ontem, tanto o Datafolha quanto o Ibope divulgaram resultados de novas pesquisas sobre as eleições para governador.

 

PARANÁ

    A vantagem de Beto Richa (PSDB) sobre Osmar Dias (PDT), segundo o Datafolha, caiu de 13 para 6 pontos. Richa caiu de 47% no fim de agosto para 44%, nesta semana, enquanto Dias subiu de 34% para 38%. Perdeu força a hipótese de eleição do tucano no primeiro turno.

PERNAMBUCO

    Também de acordo com o Datafolha, o governador Eduardo Campos (PSB) tem 63% das intenções de voto. Jarbas Vasconcelos (PMDB) obteve 21%.

DISTRITO FEDERAL

    O candidato do PT, Agnelo Queiroz, abriu vantagem de 11 pontos sobre o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), ameaçado pela Lei da Ficha Limpa. O Datafolha apontou 44% para Agnelo e 33% para Roriz.

RIO GRANDE DO SUL

    O ex-ministro Tarso Genro, candidato do PT, obteve 42% das intenções de voto. Ele tem vantagem de 16 pontos sobre José Fogaça (PMDB) e de 29 pontos sobre a governadora Yeda Crusius (PSDB), de acordo com o Datafolha.

BAHIA

    Pesquisa do Ibope reafirma a liderança do governador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), com 49% das intenções de voto. O ex-governador Paulo Souto (DEM) aparece com 15% e o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) com 12%.

SÃO PAULO

    A diferença entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT) caiu de 31 para 24 pontos percentuais, segundo o Ibope. Alckmin caiu de 51% para 46% das intenções de voto. Mercadante oscilou de 20% para 22%. 

 

RIO DE JANEIRO

    Pesquisa Ibope mostra que Sergio Cabral (PMDB) tem 57%. Fernando Gabeira (PV) tem 14%.

SANTA CATARINA

    Raimundo Colombo (DEM) assumiu a dianteira com 34% das intenções de voto, de acordo com o Ibope. Angela Amin (PP) aparece com 27%, e Ideli Salvatti, do PT, com 15%.

GOIÁS

    Marconi Perillo (PSDB) aparece com 42% na pesquisa Ibope. Íris Rezende (PMDB) tem 33%

PIAUÍ

    Wilson Martins (PSB) lidera a disputa com 34%, contra 27% de Sílvio Mendes (PSDB) e 23% de João Vicente (PTB).

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