Conselho de Ética rejeita representação contra Valdemar Costa Neto

Por 16 votos a 2, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar rejeitou há pouco a admissibilidade do processo contra o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP). Ele era acusado de participar de um suposto esquema de superfaturamento de contratos no Ministério dos Transportes.

O relator, deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), havia defendido em seu parecer a abertura das investigações, a partir de uma representação feita por Psol e PPS.

A reunião ocorreu no Plenário 4.

Reportagem – Carolina Pompeu
Edição – Marcelo Oliveira

Confira a entrevista com os cinco pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo

Transporte, Educação e Saúde são fios condutores das entrevistas realizadas pelo Portal Linha Direta. Pré-candidatos concordam que falta parceria entre o município e os governos do Estado e Federal para o desenvolvimento da cidade.

O Portal Linha Direta disponibiliza as cinco entrevistas com os pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo. A série apresenta uma breve trajetória política do deputado federal Carlos Zarattini, o senador Eduardo Suplicy, o ministro Fernando Haddad, o também federal Jilmar Tatto e a senadora Marta Suplicy, que se mostraram dispostas a assumir o Executivo Paulistano pelo Partido dos Trabalhadores.

Além das respectivas avaliações sobre a situação da cidade e necessidade de alinhamento do município com as propostas desenvolvidas pelos governos Lula e Dilma Rousseff, os pré-candidatos abordaram temas como o Transporte, a situação da Saúde e também da Educação.


Zarattini propõe redução no custo do transporte coletivo

O deputado federal Carlos destaque que os paulistanos gastam, em média, 30% do salário para se locomover na cidade. Para tanto, ele propõe uma redução para 15% nos quatro anos de gestão. Na Educação, Zarattini aposta na valorização dos profissionais. Já na Saúde, a contratação de técnicos e especialistas experientes são soluções para geração de atendimento de qualidade em todas UBSs e Ambulatórios de Especialidades de São Paulo.

Clique aqui e leia “Zarattini propõe redução no custo do transporte em SP”.

Assista: http://www.youtube.com/embed/0CHBfq_ju2c


Suplicy: Educação para formar cidadãos conscientes e Justiça

O senador aponta para a necessidade de ampliação do sistema de transporte coletivo, sem deixar de lado a atenção às questões ambientais, bem como os ciclistas, motociclistas e pedestres. A ampliação dos CEUs, CEIs e investimento na formação de profissionais, no que tange à Educação, e parceria entre os três governos – municipal, do Estado e União -, são soluções para resolver as falhas na Saúde da cidade, de acordo com o pré-candidato.

Clique aqui e leia “Suplicy: Educação para formar cidadãos conscientes e Justiça”.

Assista: http://www.youtube.com/embed/RJQPD80BrqM


Transporte e desenvolvimento como faces da mesma moeda, aponta Haddad

Para ministro, São Paulo precisa descentralizar oportunidades de emprego e geração de renda evitando aglomerados urbanos que implicam em desemprego e superlotação do transporte coletivo. Haddad também aponta para necessidade de parcerias entre município, Estado e União para desenvolvimento e ampliações do atendimento e qualidade na educação infantil e básica. Na Saúde, o ministro se posiciona de maneira contraria às OSs e privatizações do SUS.

Clique aqui e leia “Haddad aposta em transporte e desenvolvimento como face da mesma moeda”.

Assista: http://www.youtube.com/embed/zi52KavW3HI
Tatto aposta no transporte como principal tema da campanha

Deputado federal petista mais votado na cidade aposta na valorização e reciclagem dos profissionais da saúde. Na educação, Prefeitura deveria dotar modelo integrado de ensino, lazer e cultura para formações dos jovens paulistanos. Tatto também destaca o Transporte como um dos principais temas de debate ao longo da campanha que antecede as Eleições 2012.

Clique aqui e leia “Tatto avalia que transporte será principal tema das eleições 2012”.

Assista: http://www.youtube.com/embed/kujHui5Hyxo
Marta aposta no modelo petista  para governar São Paulo

Prefeita na Capital entre 2000 e 2004, a ministra Marta Suplicy pretende ampliar e aprimorar ações iniciadas em sua gestão, como os CEUS e corredores metropolitanos de ônibus – agregado ao Bilhete Único. Familiarizada com o Executivo paulistano, Marta quer estender à população os benefícios que foram subutilizados pelas gestões recentes. Na Saúde, destaca a necessidade da construção dos três hospitais prometidos na gestão tucana.

Clique aqui e leia “Marta aposta em governar petista para vencer desafios de São Paulo”

Assista: http://www.youtube.com/embed/5xNVYLGClXI

Lula ironiza FMI e fala em ‘saída política’ para crise na Europa

Daniela Fernandes
De Paris

Lula e Sarkozy, em Paris. AP
Lula foi recebido por Sarkozy nessa segunda-feira em Paris

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva fez ironias nesta terça-feira, em Paris, com os países ricos e instituições internacionais, e afirmou que a saída para a crise na Europa “está em um decisão política”.

Lula fez referência aos “conselhos econômicos” dados ao Brasil no passado e afirmou que os países desenvolvidos agora são incapazes de resolver seus próprios problemas.

“Eu vi tanta gente sabida na Europa e nos Estados Unidos quando o Brasil, a Bolívia e o México estavam em crise”, disse Lula em um discurso no Instituto de Ciências Políticas de Paris, onde recebeu o título de doutorhonoris causa.

“Era tanta conselho econômico que, quando começou a crise em 2008, eu falei que os especialistas resolveriam isso em três dias”, afirmou.

“Eles (os especialistas econômicos) se esconderam. O Banco Mundial, o FMI, a Comissão Europeia, ninguém sabia mais nada. Mas essa gente toda sabia quando era o meu calo que estava doendo”, disse Lula, causando risos na plateia.

“Quando a dor de dente é no vizinho, temos todos os remédios. Mas quando é na boca da gente, não temos os remédios”, afirmou o ex-presidente.

Lula foi a primeira personalidade latino-americana a receber o título de doutor honoris causa do renomado Instituto de Estudos Políticos de Paris, mais comumente chamado de Sciences-Po, fundado em 1871 e onde já estudaram personalidades como os ex-presidentes franceses Jacques Chirac e François Mitterrand.

Europa

Em seu discurso, que durou cerca de 40 minutos, Lula também comentou a crise na Europa e criticou a falta de ação política dos líderes do bloco para resolver a situação.

“O problema que está acontecendo na Europa é que ela está precisando de decisões políticas, e não econômicas”, afirmou o ex-presidente.

“A hora não é de negar a política, e sim fortalecê-la. A hora é de exigir que os dirigentes eleitos democraticamente digam qual é sua decisão política”, disse Lula.

Há divergências entre líderes europeus sobre as medidas a ser adotadas para os países em crise na zona euro.

Para Lula, quanto mais o tempo passa, mais a crise se agrava. “A dívida da Grécia era de US$ 49 bilhões em março do ano passado. Hoje já está em mais de US$ 200 bilhões”, afirmou.

Popularidade

Lula chegou ao anfiteatro da universidade sob som de batucada, e causou alvoroço entre os estudantes, alguns deles brasileiros.

Após o fim da cerimônia, muitos tentavam burlar o esquema de segurança para tirar fotos e falar com Lula.

Na plateia, além de bandeiras do Brasil e até do Corinthians, time de Lula, havia personalidades como o ex-primeiro-ministro português José Sócrates e o sociólogo francês Alain Touraine, amigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Esse é o sétimo título de doutor honoris causa recebido por Lula e o segundo fora do Brasil (o primeiro foi em Portugal).

Na quarta-feira, Lula irá a Gdansk, na Polônia, berço do movimento sindical Solidariedade, que combateu o regime comunista nos anos 1970 e 80, e terá um jantar com o ex-presidente Lech Walesa. Na quinta-feira, ele receberá o prêmio Lech Walesa no país.

Ainda na quinta-feira, o ex-presidente viaja para Londres, onde fará uma palestra para investidores estrangeiros. Na sexta, ele participa de um seminário promovido pela revista The Economist.

Publicado originalmente por Luiz Nassif On Line

Acordo internacional antipirataria (ACTA) será assinado no sábado #meganao!

por Antonio Arles

O ACTA será assinado no próximo sábado por alguns países, dentre eles os EUA, país proponente do acordo. Esse instrumento de censura foi negociado às escuras e afetará de forma definitiva a Rede, criminalizando práticas comuns de seus usuários. Vamos deixar esse absurdo passar sem, ao menos, gritar?!

Mais informações no blog do Nassif: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/acordo-internacional-antipirataria-sera-assinado-no-sabado

Mais corrupção tucana em SP: justiça obriga ALESP a publicar listão secreto de apaniguados

Deputado Barros Munhos (PSDB/SP), presidente da ALESP e governador Alckmin (PSDB/SP). Ocultação de gastos públicos com emendas parlamentares e com folha de pagamento, exalam forte cheiro de corrupção.

Quem se lembra dos atos secretos do Senado, que tanto escândalo provocou? Pois é, na Assembléia Legislativa de São Paulo (ALESP) acontece algo bem pior.

A ALESP guarda a sete chaves, longe dos olhos da população, sem qualquer transparência, a lista de cerca de 4 mil funcionários que constam em sua folha de pagamento.

O assunto é tratado como tabu. Ninguém sabe direito quem é quem, quantos são, onde estão lotados e o que fazem cada um dos supostos 4 mil funcionários com seus polpudos contra-cheques, para atender 94 deputados.

A direção demo-tucana, que controla a casa há tempos, trava uma surreal luta de 11 anos na justiça para NÃO informar ao distinto público como é gasto o dinheiro do cidadão contribuinte.

No ano de 2000, diante de suspeitas de funcionários fantasmas na casa, um grupo de estudantes de direito entrou na justiça com uma ação para obrigar a divulgação dos nomes e lotação dos quadros funcionais. Em todas as instâncias, o judiciário condenou a Assembléia a cumprir o princípio da moralidade e publicidade, um dever constitucional na administração pública.

A mesa que dirige a casa, presidida por Barros Munhoz (PSDB/SP), chegou a apelar até ao STF, alegando que as decisões judiciais seriam interferência do poder judiciário no legislativo.

Perdeu!  Desde 25 de junho deste ano, a ALESP foi sentenciada pelo STF a publicar no diário oficial a lista completa de seus servidores e os cargos por eles ocupados. Não tem mais como apelar.

Mesmo assim, não publicou o listão secreto até hoje, desafiando uma decisão judicial, e afrontando os próprios cidadãos paulistas.

O que será que há de tão errado assim no listão secreto de apaniguados da ALESP, para esse mistério todo?

Em tempo: cadê a OAB para se pronunciar sobre a corrupção em São Paulo?
(Com informações do Estado de SP)

Publicado originalmente por Amigos do Presidente Lula

TSE concede registro e PSD poderá disputar eleições em 2012

Reuters
Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) – O Tribunal Superior Eleitoral concedeu nesta terça-feira registro ao Partido Social Democrático, idealizado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o que permitirá à nova sigla disputar as eleições municipais do ano que vem.

A decisão foi tomada por 6 votos a 1 e coloca ponto final, ao menos no âmbito da Justiça Eleitoral, a um processo marcado por suspeitas –levantadas pelo DEM– sobre a legitimidade de assinaturas colhidas para o pedido de registro e contestações sobre o nome do novo partido, já que uma legenda homônima foi incorporada pelo PTB em 2002.

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, considerou que o partido provou ter conseguido mais que as cerca de 491 mil assinaturas exigidas por lei, e foi acompanhada por todos os ministros, com exceção do ministro Marco Aurélio Mello.

O DEM é o partido que mais perdeu membros para o PSD, que também recebeu adesões de integrantes de PSDB, PPS, PMN entre outros.

O partido será presidido por Kassab, uma das principais lideranças do DEM até decidir fundar o PSD, e, embora o prefeito paulistano tenha afirmado que a sigla terá postura independente em relação ao Planalto, analistas ouvidos pela Reuters acreditam em alinhamento do PSD com o governo da presidente Dilma Rousseff.

A senadora Kátia Abreu (TO), os governadores Raimundo Colombo (SC) e Omar Aziz (AM), o deputado Paulo Bornhausen (SC) e vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, também fazem parte da nova legenda.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

Justiça cassa mandato de prefeito de Ouroeste

Processo aponta que Nelson Pinhel recebeu dinheiro de construtora.
Ele perdeu os direitos políticos por 8 anos.

A Justiça cassou o mandato do prefeito de Ouroeste nesta terça-feira (27). Segundo o processo, Nelson Pinhel recebeu dinheiro de uma construtora que prestou serviço ao município. A propina teria sido paga em 1997, em um outro mandato dele.

Pinhel também foi condenado a devolver mais de R$ 3,5 mil, com correção monetária, e a perda dos direitos políticos por 8 anos. A Câmara foi notificada e o cargo deve ser assumido pelo vice-prefeito Sebastião Geraldo. Nelson Pinhel não foi encontrado para comentar o assunto.

Veja matéria completa

PSD de Kassab enterra os demos

Por Altamiro Borges

Apesar das várias denúncias de irregularidades, o PSD do prefeito Gilberto Kassab caminha para conseguir seu registro definitivo na Justiça Eleitoral, o que garantirá a participação da nova legenda nos pleito municipal de 2011. Com isso, o tabuleiro político do país sofrerá fortes abalos. Um dos efeitos poderá ser o enterro definitivo dos demos – o que já preocupa o capeta no inferno!

Perda de salas e cargos em Brasília

O presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia, inclusive já avisou que o registro da sigla exigirá mudanças na Casa. Os demos perderão salas, cargos e comissões – ficarão mais mirradinhos. “O PSD deve subtrair 17 dos 44 deputados do DEM. Dessa forma, os democratas perderão o direito ao espaço privilegiado que têm hoje para as salas de sua liderança (ao lado da presidência da Câmara) e parte das vagas para os assessores”, informa Fernando Rodrigues, da Folha.

Segundo Marco Maia, será preciso “achar um espaço adequado para o PSD dentro da casa”, já que o novo partido “chega forte, provavelmente com mais de 50 deputados”. A mudança deve desesperar os demos, sempre tão fisiológicos. “A eventual redução da presença física do DEM dentro da Câmara será um dos sinais mais visíveis da desidratação do partido depois da criação do PSD. Legenda derivada da antiga Arena e do PFL, o Democrata passa por um momento de fragilidade”, conclui Fernando Rodrigues.

Desastre nacional

O baque não será sentido apenas em Brasília, no centro do poder político. Em vários estados, o DEM simplesmente desaparecerá – perdendo governadores, senadores, deputados federais e estaduais e vereadores. Em Santa Catarina, por exemplo, a tragédia é total. Na capital paulista, o PSD do prefeito engoliu a maior parte da bancada dos demos e ainda garfou alguns tucanos.

A nova sigla já surge como a segunda maior bancada da Câmara Municipal. Sete vereadores assinaram a “declaração de intenção de filiação”, documento que passará a ter valor legal quando o PSD for registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com isso, o partido de Kassab empata com o PSDB como a segunda maior bancada na Câmara Municipal, e só fica atrás da do PT, que possui 11 vereadores.

Mudança de nome e de perfil

Assinaram a ficha de adesão ao PSD os vereadores Marco Aurélio Cunha, Edir Salles, Ushitaro Kamia, Marta Costa e Domingos Dissei, todos dissidentes do DEM. Souza Santos e o presidente da Câmara, Police Neto, que deixaram o PSDB em abril e estavam sem partido, completaram as adesões. Com o registro definitivo, o prefeito pretende aumentar as deserções nestes partidos – seus antigos aliados.

A decadência do DEM explica a histeria de suas lideranças, com discursos hidrófobos contra o governo Dilma. O partido já estuda mudar novamente de nome – já foi Arena, PDS e PFL – e até fala em adotar um perfil mais conservador. Alguns dos seus expoentes não escondem a simpatia pela Tea Party, a seita de extrema-direita dos EUA. A dúvida é se o partido, expressão maior do fisiologismo e do patrimonialismo na política brasileira, resistirá à acelerada perda de espaços. O diabo que se prepare!

Grande manifestação pela federalização da UNIUV (PR)

Essa batalha é um exemplo muito positivo para todas as entidades estudantis do Brasil na defesa do direito a educação pública de qualidade para todos. Declaramos total apoio a luta dos estudantes do município de União da Vitória-PR e a União Paranaense de Estudantes (UPE). Contem conosco nesse combate, até a vitória companheiros!

1500 ESTUDANTES DE UNIÃO DA VITÓRIA PR, VÃO ÁS RUAS PELA FEDERALIZAÇÃO UNIUV

A União Paranaense de Estudantes (UPE) e o Diretório Acadêmico da UNIUV em uma grande mobilização social em União da Vitória reivindicaram a Federalização da Universidade de União da Vitória.

Milhares de acadêmicos participaram da mobilização em prol da fusão do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv) com o Instituto Federal do Paraná (IFPR). O protesto da noite de ontem, 20, foi organizado pelo Diretório Acadêmico da Uniuv. A passeata durou cerca de uma hora e ocorreu em razão da demora na federalização, que é prometida para o início de 2012, por representantes políticos do estado e do governo federal.

O D.A.T.A. – XXX de Abril (Diretório Acadêmico 30 de Abril) junto com toda a sociedade civil organizada já vem debatendo essa questão á meses. Não somente estudantes da UNIUV mas de diversas universidades e escolas saíram as ruas ontem para pedir a federalização da mesma. Atualmente a UNIUV é uma autarquia municipal de União Vitória que cobra mensalidades dos estudantes. O ato pediu transparência do poder público e das lideranças políticas locais sobre como realmente está o processo de federalização da universidade.

A reivindicação dos estudantes do município na divisa do estado da Paraná e Santa Catarina é de uma universidade pública e de qualidade á todos. Segundo estudante da Uniguaçú, e Diretor da União Paranaense dos Estudantes Nelson Pedroso a manifestação foi uma vitória para a sociedade pois mobilizou secundaristas, sindicatos, vereadores, poder executivo municipal e diversos universitários.

“Saímos nas ruas da frente da UNIUV e marchamos rumo ao centro do município de União da Vitória, ao saber que na câmara de vereadores de UVA estavam votando sobre o aumento do número de vereadores demos uma passada para manifestar nosso repúdio sobre o tema, logo após caminhamos rumo a câmara de vereadores de Porto União-SC onde acontecia uma reunião sobre a federalização com os vereadores e lideranças locais (menos os estudantes)” disse Nelson ao ComunicaUPE

Em um município de 58.000 mil habitantes a mobilização social foi grande, para Alexandro Hoepers, presidente do DATA e integrante do ComunicaUPE por União da Vitória, a mobilização social para transformação da sociedade atualmente é o que realmente trás mudanças em nossas condições de vida, principalmente na questão da educação superior.

“Nós alcançamos nosso objetivo que é colocar as discussões quanto à federalização em todos os cantos do município, mesas de bar, corredor de escolas, etc. Acredito que seja necessário a federalização pois em União da Vitória com uma a população sofrida que tem se desdobrar para arcar com os custos da universidade de seus filhos, a federalização se torna indispensável e esse não é um pedido somente dos estudantes mas de toda a sociedade.” ressaltou Alexandro.

Os nove vereadores de União da Vitória já debatem a questão como algo prioritária, junto com movimentos e lideranças no municipio a intenção é que o Governo Federal assuma todas as responsabilidades orçamentárias da UNIUV e de forma que a instituição deixe de cobrar mensalidades e passe a ser pública e gratuita a todos.

Vejam o vídeo da Manifestação:
Por Ronie Lobato, 21/09/11
FONTE: Site da UPE http://upepr.blogspot.com/

Juventude do PT convoca militantes para as etapas estaduais do 2º Congresso

Valdemir Pascoal afirma que já foram realizadas mais de 1900 etapas dos congressos municipais

No período de 12 a 15 de novembro a Secretaria Nacional da Juventude do PT realizará o 2º Congresso Nacional da Juventude. A primeira etapa para a realização do Congresso já está quase concluída e de acordo com o secretário Nacional da Juventude Valdemir Pascoal já foram realizadas mais 1900 etapas dos congressos municipais da JPT que levarão delegados para a etapa estadual. Os delegados eleitos nessas etapas têm que entrar em contato com o secretário ou secretária de seu estado.

“Já foram realizadas mais de 1900 etapas dos congressos municipais que levarão delegados para a etapa estadual. E você que saiu delegado dessas etapas tem que procurar o seu secretário e a sua secretária estadual para participar desse avanço, dessa grande melhoria e desse projeto político do partido dos trabalhadores que teve início dessa grande vitória no 4º Congresso e se encerará nos dias 12 a 15 de Novembro em Brasília, com o nosso 2 º Congresso da Juventude do PT” informou Pascoal.

A próxima etapa será a realização dos Congressos Estaduais e todas as informações sobre os Congressos da JPT poderão ser adquiridas no site http://www.pt.org.br e também na pagina da Secretaria da Juventude dentro do próprio site do PT.

(Assessoria da JPT)

Resolução Política APROVADA NO 4º. CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES PARTE III

Resolução Política

 

APROVADA NO 4º. CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

 

PARTE III

Reforma política e reforma do Estado

Sem a reforma política e a reforma do Estado, o Brasil enfrentará mais cedo ou mais tarde uma profunda crise, causada pelo confronto entre as necessidades da cidadania e a inadequação a elas do sistema político.

Em debate no Congresso Nacional, entre as propostas apresentadas pelo PT, o financiamento público de campanha e o voto em lista devem ser considerados objetivos programáticos estratégicos do PT. Nas duas experiências do governo Lula, o PT viveu todas as contradições, riscos e desafios do chamado presidencialismo de coalizão, herdado da transição conservadora, através do qual o presidente eleito por voto majoritário em primeiro ou segundo turno não tem formado uma maioria no Congresso Nacional para governar.

Carecendo de maioria estável no Congresso Nacional, o presidencialismo brasileiro se abre quase automaticamente à paralisia decisória de governo ou a situações potenciais de crise institucional. Mais além desta problemática, é a própria expressão democrática e auto-reformadora do princípio da soberania popular, no sentido da formação de novos direitos cidadãos ou de criação de leis mais avançadas que fica fortemente comprometida ou parcialmente neutralizada com o atual sistema eleitoral que distorce profundamente a representação do povo brasileiro.

O financiamento privado das campanhas, em particular do modo como é exercido no Brasil, praticamente sem controle e em um país de tal desigualdade estrutural de renda, é um verdadeiro atentado ao princípio republicano de que a democracia deve ser baseada nos direitos simétricos dos cidadãos e cidadãs. Trabalhadores, mulheres, pobres, negros, agricultores familiares e sem terra, indígenas, são profundamente sub-representados. E os ricos, empresários e grandes proprietários rurais têm seu poder de representação escandalosamente majorado.

Com a vigência do atual sistema de financiamento privado de campanhas, a cada eleição renovam-se e reproduzem-se os esquemas de corrupção, vinculando financiamento ilegais a compromissos não públicos de eleitos com suas fontes financiadoras. O voto em pessoas e não em partidos é a grande arma dos políticos fisiológicos, verdadeira tradução da tradição transformista da política brasileira, isto é, de realizar mudanças não através de rupturas democráticas, mas de transições negociadas e pactuadas pragmaticamente, nas quais os atores políticos atualizam e mudam seus posicionamentos originais na cena política.

Estas características antidemocráticas do sistema eleitoral estabelecem um verdadeiro fosso entre a expansão da presença social do povo e sua expressão política, em especial das mulheres, no mercado de trabalho e na educação, e a sua representação política, hoje uma das menores do mundo (apesar da conquista histórica da primeira mulher presidenta do Brasil).

O Brasil é o país de maior população negra fora da África. Segundo o IBGE (2010), pretos e pardos, isto é negras e negros, representam 50,7% da população brasileira e estão extremamente subrepresentados no Legislativo brasileiro. Esse momento é especial para aprofundarmos o debate, refletirmos, alterarmos o quadro político nacional e criar mecanismos legais e regulatórios para ampliarmos a representação política de negros e negras nas instâncias do sistema político e eleitoral do país, nos municípios, estados e na União.

Por contrariar interesses tão arraigados na nossa sociedade e na nossa cultura política, a conquista do financiamento público de campanha e do voto em lista, com paridade na representação de mulheres, dificilmente será fruto de uma auto-reforma do sistema político. Daí a importância da pressão da opinião pública e da cidadania ativa, a partir da união supra-partidária de todas as lideranças progressistas brasileiras.

Para vencer a batalha da opinião pública será preciso desmontar as armadilhas da chamada “espiral de cinismo”: a corrupção política é aceita como inevitável, os cidadãos desertam da política, os políticos corruptos agem cada vez mais corruptamente, a opinião pública, instruída pela cantilena liberal, conforma-se ceticamente.

Seria um erro fatal para os petistas se adequar pragmaticamente a esta cultura cínica, aprendendo a ser “majoritário” em uma cultura política anticidadã. Para conseguir seus objetivos mais amplos, a campanha pela reforma política terá que ganhar um tom cívico, nacional e popular como foi a campanha das diretas já.

Antes e depois de lançada a atual campanha em defesa da reforma política deflagrada pelo Diretório Nacional, o PT tem dialogado intensamente com os membros do Congresso Nacional e com partidos políticos, especialmente os partidos de esquerda e de centro-esquerda, com lideranças democráticas de outros partidos, com os movimentos sociais e instituições da sociedade civil, em particular com aqueles setores envolvidos na luta pela reforma política, para que, ainda em 2011, possamos conquistar mudanças na democracia política.

As mediações necessárias após este diálogo realizado em todas as frentes culminaram na priorização no Congresso Nacional, neste momento, do financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais, como ruptura com o atual sistema de financiamento privado; na adoção do voto em lista preordenada nas eleições parlamentares, mesmo que convivendo a metade dos eleitos com o sistema atual de lista aberta; na garantia da presença de sexos diferentes na lista (dois e um) como um passo importante no caminho da paridade; no fim das coligações proporcionais para fortalecimento dos partidos na sociedade; na ampliação da participação direta na política através da remoção de obstáculos que hoje a dificultam. Por ser uma prioridade estratégica do PT, envidaremos todos os esforços para aprovar uma reforma política que, nesta conjuntura, dê novos passos na transformação democrática do sistema político brasileiro.

Em nossa agenda política, também tem lugar destacado a reforma do Estado. Uma reforma democrática, que avance na profissionalização do serviço público, na valorização das carreiras de Estado, maior autonomia gerencial, instâncias de gestão colegiada e que, sobretudo, institucionalize instrumentos de participação ativa da sociedade nas decisões sobre políticas públicas e no controle sobre a ação governamental.

As transformações que o movimento liderado pela esquerda introduziram no Estado brasileiro repercutiram sobre todos os poderes, e nisto se situam algumas mudanças ocorridas no sistema de Justiça. No governo Lula foi criada a Secretaria da Reforma do Judiciário, que conseguiu cumprir importante papel, especialmente para que fossem criados órgãos de controle externo, o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público. Para seguirmos avançando, é fundamental continuar envolvendo toda a sociedade no debate sobre o papel do sistema de Justiça (que evidentemente não é a judicialização da política) e as reformas que devem expressar nele os avanços da democracia e da igualdade.

Como socialistas democráticos, queremos uma alternativa de civilização ao capitalismo, a ser construída democraticamente com o povo brasileiro, que esteja à altura de sua dignidade e de sua esperança, que promova a liberdade para todos, a soberania popular em regime de pluralismo, que universalize a condição plena e em igualdade dos cidadãos e das cidadãs, que seja multi-étnica, que seja solidária com todos os povos oprimidos do mundo, que saiba construir novos modos de organizar a vida social para além da mercantilização do capital, da exploração social e da predação da natureza.

Um tal programa de civilização requer a construção histórica de um novo Estado democrático, republicano e popular no Brasil. Esta conquista só é possível em um quadro de um amplo e profundo ascenso dos partidos de esquerda, progressistas e democráticos, e dos movimentos sociais. Este ascenso apoia-se no fortalecimento estrutural das classes trabalhadoras e de seus direitos, promove a formação de uma maioria eleitoral sob a liderança da esquerda, dinamiza a formação de uma consciência pública afim aos valores do socialismo democrático, e, por fim, constrói uma rede de comunicação social capaz de expressar e dar voz pública plural a este bloco histórico.

É este programa que orienta o nosso diálogo com o povo brasileiro sobre o sentido das transformações que os governos Lula e o governo Dilma estão promovendo no país, suas conquistas históricas e seus limites, o que fomos capazes de construir e a longa caminhada que ainda temos pela frente.

Além de dialogar sobre o sentido histórico das transformações dos governos Lula e Dilma, de renovar nossa polêmica pública contra os neoliberais, que estão empenhados em uma operação transformista de renovar a linguagem do Estado mínimo na democracia brasileira, o PT quer firmar novos compromissos com o povo brasileiro.

Este compromisso se materializa no apoio a uma campanha pública pela iniciativa popular de novas leis cidadãs, que aprofundem o caminho para um novo estado: democrático, republicano e popular. Esta campanha pelas leis cidadãs são a melhor resposta que podemos dar à crise internacional, criada pelas políticas neoliberais e pelo capital financeiro e à oposição do PSDB, do DEM e do PPS, que atacam, sem cessar, as conquistas dos direitos históricos do povo brasileiro. O PT luta, na atual reforma política, para democratizar a apresentação e tramitação das emendas e projetos de iniciativa popular, mas também para facilitar mecanismos de democracia participativa como plebiscitos e referendos. Entraves às reformas democráticas e populares poderão muitas vezes ser enfrentados através da consulta popular sobre temas de interesse nacional, solicitados pelo Partido e seus aliados no Congresso e nos movimentos sociais.

Essas propostas, um conjunto a ser mais bem definido e organizado de forma articulada com forças de esquerda e centro-esquerda e os movimentos sociais, estarão consubstanciadas em vários pontos de articulação, concatenadas com o próprio calendário dos desafios do país, nas formas de propostas legislativas de nossas bancadas e, em dimensão prioritária, de iniciativas populares de novas leis cidadãs, de plebiscitos e referendos.

Dentre as reformas, destacamos: a reforma do Estado; a participação popular; o combate à corrupção e reforma administrativa; a regulação dos meios de comunicação; nova regulamentação do capital financeiro; a reforma tributária; o contrato coletivo, a organização no local de trabalho e o fim do imposto sindical; as cotas raciais; a reforma agrária e a reforma urbana.

O momento atual e as eleições de 2012

O 4º Congresso do Partido dos Trabalhadores faz um balanço positivo destes primeiros oito meses do governo Dilma. Balanço que é compartilhado pela maioria do povo brasileiro, como apontam todas as pesquisas de opinião e atestam as manifestações de apreço à presidenta em todos os eventos públicos.

Além do Governo Federal, o PT governa cinco estados brasileiros e centenas de municípios. A construção da democracia e da igualdade social em um país das dimensões do Brasil passa, para além das lutas sociais e culturais, pela combinação de governos nas diferentes esferas da federação. Nos governos estaduais do Acre, Bahia, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Sergipe, o PT lidera um bloco de forças implementando transformações no caminho do desenvolvimento. Da soma destes governos municipais, estaduais e federal resulta uma mudança concreta da vida do povo brasileiro, consolidando o PT como uma referência mundial contra o neoliberalismo e suas crises.

Defender, apoiar e dar sustentação ao governo Dilma, dentro e fora do Congresso Nacional, é tarefa fundamental na atual conjuntura. Não apenas porque ele vem dando continuidade, com avanços, às mudanças iniciadas pelo presidente Lula, mas igualmente porque a crise global requer solidariedade do PT e dos demais partidos que integram o governo de coalizão.

Mantida a inflação sob controle, ajustados os fundamentos da economia (a despeito do câmbio e dos juros exigirem tratamento mais rigoroso), o governo deslancha os programas sociais, sobretudo o Brasil sem Miséria, e cuida de encontrar recursos adicionais para financiar a saúde pública – tanto mais agora que a regulamentação da Emenda 29 entrou na ordem do dia da Câmara dos Deputados.

Medidas de amplo alcance, para favorecer a manutenção do crescimento e para manter o dinamismo da economia, foram acionadas pelo governo federal, tais como a elevação do teto do Supersimples, a redução do INSS de 11% para 5%, do Microempreendedor Individual (MEI), e a extensão dos programas de microcrédito.

As substituições na equipe ministerial e as disputas naturais no parlamento, que a mídia conservadora e a oposição tentam debalde caracterizar como crise permanente, não paralisaram os programas do governo, não reduziram seu ritmo, nem tampouco produziram rupturas no bloco de sustentação parlamentar da presidenta.

A presidenta Dilma, por sinal, tem mantido diálogo permanente com lideranças sindicais, populares e partidárias – seja por meio dos ministros, seja pessoalmente, seja no Conselho Político, que tem funcionado como órgão de consulta permanente, antes da apresentação de projetos ou da edição de medidas de impacto, como a do anúncio da nova meta do superávit fiscal.

A dinâmica de um governo de coalizão social e política, no qual coexistem interesses divergentes, requer da presidenta manter a iniciativa das ações – o que ela vem realizando.

A oposição e seus aliados na mídia conservadora, sem projeto e sem rumo desde que foram sucessivamente derrotados nas eleições presidenciais, investem incessantemente na divisão da base, nas tentativas de cindir o PT, e se esforçam, em vão, para estabelecer um conflito entre Lula e Dilma.

A oposição, apoiada – ou dirigida – pela conspiração midiática que tentou sem êxito derrubar o presidente Lula, apresenta-se agora propondo à presidenta Dilma que faça uma “faxina” no governo. Mesmo sem credibilidade, omissos que são no combate à corrupção nos seus próprios estados e muitas vezes coniventes que foram nos governos federais dos quais participaram, esses políticos intentam, dissimuladamente, dissolver a base parlamentar do governo Dilma, a fim de bloquear suas iniciativas e neutralizar seus avanços programáticos.

O PT deve repelir com firmeza as manobras da mídia conservadora e da oposição de promover uma espécie de criminalização generalizada da conduta da base de sustentação do governo. A intenção de jogar todos os políticos na vala comum, de criminalizá-los coletivamente, longe de ser movida por vocação cívica ou convicção ética, não passa de oportunismo para uma campanha que visa à desmoralização da política, que em outros momentos da vida nacional desembocou no autoritarismo.

Com 32% de preferência nacional nas pesquisas, identificado com as realizações dos governos Lula e Dilma, fortalecido por uma militância incomparável, o PT prepara-se para as eleições de 2012 com o objetivo de consolidar nosso crescimento nacional e de ampliar a base política de apoio ao governo da presidenta Dilma. E, também, renovar o compromisso dos municípios com as políticas públicas federais. Aliás, muitas das políticas públicas federais têm seu nascedouro no chamado modo petista de governar, um conjunto de definições construídas a partir de experiências bem sucedidas de gestão municipal e estadual que precederam a conquista do governo central.

O fortalecimento dos municípios defendido pelo PT é aquele que erige o poder local como espaço de transformação da qualidade de vida das pessoas, da participação cidadã, em compasso com as grandes mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais de nosso projeto nacional.

É com este propósito que vamos travar a principal batalha política do próximo período: as eleições de 2012. Temos consciência de que os resultados colhidos nas urnas serão decisivos para a configuração de forças que disputarão a sucessão presidencial em 2014, para o enraizamento do projeto popular nos municípios e para a construção da hegemonia de esquerda no cenário nacional.

Nossa política para esta disputa tem como centro fortalecer o nosso projeto de país, aprofundar o enraizamento do PT nos municípios, e consolidar a aliança com os partidos da base de sustentação do governo Dilma. Neste sentido, a escolha dos candidatos majoritários deverá ter como critérios a identidade programática, a solidariedade com nosso projeto nacional e a viabilidade eleitoral. O PT priorizará o lançamento de candidaturas próprias nas principais cidades do país, nas cidades em que governa e onde representa a melhor chance de vitória do campo progressista. Como partido que busca alianças para suas vitórias, o PT poderá também apoiar candidaturas de outros partidos governistas.

O PT reivindica, com orgulho, o instrumento das prévias como espaço democrático para escolha interna de seus candidatos majoritários. Somos o único partido brasileiro a ter estatutariamente estabelecido mecanismo desse naipe para consulta de seus filiados. Seja através de prévias, seja através de escolha de encontro de delegados(as), seja através da deliberação das direções, o 4º. Congresso recomenda que se evitem disputas entre petistas que possam dilacerar a vida partidária.

Como já foi dito, mas vale enfatizar, nosso objetivo é ampliar fortemente a presença do PT e seus aliados no comando dos municípios brasileiros e nas Câmaras de Vereadores(as), especialmente as capitais e as cidades com mais de 150 mil eleitores. Nossos adversários serão as agremiações que representam o bloco conservador, formado pelo PSDB, pelo DEM e o PPS, com os quais não faremos chapas.

Além da defesa dos avanços conquistados por nossos governos, o Partido dos Trabalhadores resgatará, de forma generosa e renovada, como seu eixo programático para as cidades, o modo petista de governar. Defenderemos na campanha um novo ciclo de reformas lideradas pelo poder local, que amplie as políticas sociais, a participação popular e o desenvolvimento econômico no âmbito municipal. A direção nacional comandará um processo de elaboração programática que permita o reforço do debate sobre questões próprias a cada cidade através de propostas e projetos que articulem uma visão comum sobre o futuro de nossos municípios.

Também faremos das campanhas municipais uma trincheira em defesa da democratização do Estado brasileiro como caminho estratégico para eliminar os privilégios das oligarquias, as fortalezas da corrupção e o poder dos grandes grupos econômicos. Todos nossos candidatos militarão, desde suas tribunas e palanques, pela aprovação da reforma política e eleitoral. Explicarão aos eleitores de todos os rincões a necessidade de se implantar o financiamento público das campanhas e do voto em lista pré-ordenada, além da adoção de novos mecanismos democráticos como as leis de iniciativa popular a convocação de plebiscitos e a realização de referendos. Essas serão nossas bandeiras para nos contrapormos ao discurso demagógico e oportunista das forças conservadoras, que se recusam a mudanças estruturais no sistema político brasileiro.

O 4º. Congresso do Partido dos Trabalhadores autoriza a direção nacional a adotar todas as medidas de preparação para a disputa eleitoral em 2012, em conformidade com as orientações acima estabelecidas. Isso significa não apenas a implantação de nossa política programática e de alianças, mas também a construção de mecanismos para impulsionar o lançamento de candidaturas competitivas, a construção das estruturas de campanha e o embate político contra a oposição de direita.

Convocação à militância petista

O 4º Congresso Extraordinário do PT convoca toda a sua militância a desenvolver nossa política em apoio ao governo da presidenta Dilma para que ele siga desenvolvendo e aprofundando, as transformações sociais, econômicas, políticas e culturais que foram iniciadas a partir de 2003, quando o presidente Lula assumiu. Essa política do partido, de apoio ao governo da presidenta Dilma, ganha ainda mais importância num momento de crise econômica internacional, para que sigam as políticas de garantia do emprego, de fortalecimento do mercado de massas e de distribuição de renda.

A luta para assegurar o fortalecimento do partido nas eleições de 2012, elegendo o máximo de prefeitos e prefeitas, vereadores e vereadoras próprios. As eleições de 2012 são entendidas, simultaneamente, como momento de fortalecimento do nosso partido, fortalecimento do poder local, de construção de uma correlação de forças favorável às eleições de 2014 e de consolidação de nossa hegemonia no País.

O 4º Congresso do PT orienta a nossa bancada federal no Parlamento a contribuir para a aprovação de projetos que guardem afinidade com nossos objetivos estratégicos e que correspondam aos valores culturais e políticos que sustentamos como o que prevê a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e o que combate o trabalho escravo, para citar dois exemplos.

Convoca a mobilizar a Nação para a aprovação da reforma política, com destaque para o voto em lista pré-ordenada e financiamento público, que o partido considera essencial para a democracia brasileira, confrontada diariamente pela presença dos financiadores privados na vida política, com todas suas nefastas conseqüências.

A defender e lutar por um sistema de saúde público, universal e de qualidade, e por isso lutar também por novas fontes de financiamento que o assegurem, desenvolvendo uma campanha que mostrem ao nosso povo o quanto isso é fundamental para garantir esse direito.

A lutar pela universalização e ampliação da educação, da creche à pós-graduação, com destaque para o fortalecimento da educação pública em todos os níveis.

O 4º Congresso do PT convoca o partido e a sociedade para garantir a aprovação, o mais rapidamente possível, da Comissão da Verdade, essencial à garantia do direito à memória e à verdade histórica.

Convoca o partido e a sociedade na luta pela democratização da comunicação no Brasil, enfatizando a importância de um novo marco regulatório para as comunicações no País, que, assegurando de modo intransigente a liberdade de expressão e de imprensa, enfrente questões como o controle de meios por monopólios, a propriedade cruzada, a inexistência de uma Lei de Imprensa, a dificuldade para o direito de resposta, a regulamentação dos artigos da Constituição que tratam do assunto, a importância de um setor público de comunicação e das rádios e televisões comunitárias. A democratização da mídia é parte essencial da luta democrática em nossa terra.

A lutar pela revisão dos índices de produtividade como mecanismo de fortalecimento da reforma agrária.

A construir uma plataforma comum com os movimentos sociais em torno de nossos desafios urbanos e agrários, de modo a estreitar ainda mais nossa relação comas forças organizadas do nosso povo e de sintonizar o partido ainda mais com as demandas dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Apoiar e desenvolver projetos de lei de iniciativa popular, leis cidadãs, que indiquem e aprofundem os caminhos para uma relação positiva entre a democracia direta e a democracia representativa, e que permitam o enfrentamento dos desafios do País pela própria intervenção do nosso povo.

A manter uma luta político-cultural permanente em torno de nossos valores socialistas e democráticos, que sustente nossas posições por uma sociedade solidária, fraterna, que repudie quaisquer preconceitos e discriminações, que valorize a luta pela igualdade sem nunca esquecer do respeito indispensável à diversidade. A luta pela hegemonia passa por uma batalha constante em torno de valores.

O PT conclui seu 4º. Congresso ciente de que tem diante de si um desafio histórico de imensa magnitude. A execução destas tarefas exigirá criatividade ideológica, força político-social, clareza estratégica e, sobretudo, interação constante com a militância, que não deve ser convocada tão-somente nas campanhas eleitorais, mas também para traçar e decidir os rumos do nosso partido.

Brasília, 04 de setembro de 2011

4º. Congresso Nacional Extraordinário do Partido dos Trabalhadores

Crise 2.0:A questão Ideológica (via @AnobioRocha)

“Meu partido
É um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos” (Ideologia – Cazuza e Frejat)

 

Crise e Ideologia

 

A Crise 2.0 tem sido analisado neste blogs com vários posts (Ver Economia Política )  olhando-a do ponto de vista de Economia e Política. Como ano passado tinha escrito sobre as questões ideológica por trás da crise, resolvi sistematizar melhor esta análise, para ter um melhor método de acompanhamento do cenário mundial, em particular suas profundas mudanças no debate ideológico.

Vários de nós, em pequenos grupos e círculos intelectuais, voltaram aos estudos dos clássicos, não apenas os escritos de Marx, mas de toda a tradição humanista, revisitar os filósofos gregos, os cânones literários, as fontes únicas do pensamento humano.

Esta dolorosa tarefa no meio militante é sempre muito complicada, cheia de barreiras, parte dos dirigentes despreza a ampliação do conhecimento, pois as tarefas diárias se impõem. A baixa compreensão, da formação política e intelectual também se torna adversário deste “mergulho”.

 

Dividiremos este longo post em blocos :

 

  • A) A queda dos Blocos Ideológicos
  • 1) Falência do Leste Europeu;
  • 2) Falência do Liberalismo;
  • B) Estado de Bem Estar Social;
  • C) A Gênese do Neoliberalismo;
  • D) Apogeu e queda;
  • E) A Ideologia sobre o Estado

 

 

A queda dos Blocos Ideológicos

 

Os anos de 1989 e 2008 trarão consigo,quando vistos no futuro, uma profunda ligação, eles encerram marcos muito claro de disputas ideológicas e suas respectivas quedas. Os fatos de 1989 representados na queda do muro de Berlim encerrou a experiência das “Economias de Estado” iniciada com a Revolução Russa de 1917, a revolução Socialista, não completa, ruiu com o muro.

A queda do “socialismo real” possibilitou o aprofundamento do Neoliberalismo, iniciado com Tatcher e Reagan no fim dos anos 70, que terá seu auge pós-muro. 19 anos depois caiu o outro muro, o de Wall Street, quando houve uma quebra generalizada dos bancos e sua imoral ciranda financeira mundial.

Em ambos os casos a ressaca é ideológica, direita e esquerda sem projetos claros de poder e  utopia.

 

Pós-muro de Berlim: a grande melancolia da Esquerda

 

As imagens da queda do muro de Berlim, mostradas e reprisadas à exaustão foi um baque imenso na Esquerda mundial, havia dois sentimentos nas principais correntes de pensamento:

1)       Estupor: Por parte dos grupos que tinham vínculos históricos político-afetivos com a URSS, em particular correntes Stalinistas e não-trotskistas em geral. Aquele profundo desanimo de repensar a vida e valores morais, culturais, fé e utopia;

2)      Euforia: Por parte das correntes Trotskista, que viram na queda a justeza de que sempre tiveram razão de que lá não era Socialismo e mais ainda que uma nova revolução estava em curso, os trabalhadores não aceitariam à volta do “capitalismo”.

Sabemos as profundas conseqüências deste comportamento. Na parte não-trotskista e stalinista, muitos companheiros se quebraram, moralmente abatidos, era uma paulada atrás da outra, todos os sonhos ruíram de forma rápida e inequívoca, praticamente Todos os projetos de esquerda no mundo foram desarticulados, a vitória histórica foi acachapante.

Do lado trotskista a ficha demorou a cair se é que efetivamente caiu para alguns, de que eles também não teriam público para continuar a revolução, a própria análise de que o leste não era Socialista, mas mesmo assim os trabalhadores de lá não iam aceitar o Capitalismo é uma flagrante contradição.

Esta cegueira advinha de uma crença quase religiosa na revolução, em particular na interpretação russa do escritos de Marx, que teve em Lênin grande continuador, mas adstrito a realidade russa, mas que foi tomada como universal.

Aquele impacto de ruir todo o leste europeu fez com que vários companheiros simplesmente abandonarem a luta política, acreditando que aquela era a experiência definitiva do que se convencionou chamar de “socialismo real”. Honestamente derrotados, incapaz de continuarem a militar, se recolheram, trancaram a vida para qualquer nova reflexão.

 

Houve uma tentativa meio “tateado às cegas” de fazer balanços históricos de se entender o que passara nos 72 anos de URSS, os grandes erros, o que levar de lição da revolução. Porém faltaram “audiência” e disposição moral para ir até o fim.

Na metade dos anos 90 a atomização da esquerda revolucionária era fato, com a integração do PT ao regime, as experiências de PSTU e mais recente PSOL, ainda não tem dimensão de massas e não conseguiram discutir um programa capaz de empolgar o ideário revolucionário. Permanecendo assim o PT ainda dentro de um campo de debates de idéias e suas de experiências de administrações dentro dos marcos burgueses são referência para o conjunto da classe.

 

Pós-queda de Wall Street: a grande melancolia da Direita

 

Setembro de 2008 são o marco da queda do castelo Neoliberal, a bancarrota de toda a lógica de acumulação de capital dominante da última do Século XX e a década inicial deste século tem efeito político-ideológico similar à queda do muro de Berlim.

Ruiu a visão de que a História tinha acabado, de que o Estado não era mais necessário, de as organizações coletivas eram peças de museu. Todo arcabouço ideológico foi “triturado” pela crise.

As ações dos frágeis Governos nacionais foram em busca do receituário do passado, ninguém propôs menos estado, por que será? O estado virou a salvação de todos os pecados, aquele mesmo que fora “demonizado” nos áureos tempos Reagan, veio como o Salvador, não deve passar despercebido que a mídia fechou os olhos para esta heresia.

Óbvio que o desmonte feito no Estado em alguns países foi de uma violência tamanha, que nem a possibilidade de uma ação mínima foi tentada. Nações inteiras faliram, exemplos piores na periferia foram: México ( http://especiais.ig.com.br/zoom/a-guerra-contra-o-narcotrafico-no-mexico/ ), Argentina e Turquia. Nas economias centrais os seus déficits públicos e endividamento estatal foram ao espaço, noticias de hoje dão conta de que: Grécia, Espanha, Portugal e Itália estão na completa insolvência. Caricato é Dubai ilha artificial da burguesia de mau gosto também faliu.

A Esquerda ficou desarmada pós-muro, vejo que a Direita agora está sem terra sob os seus pés.A saída da esquerda foi buscar seus teóricos(Marx,Lenin) agora a Direita busca keynes assombradamente, como uma miragem.

 

Estado de Bem Estar Social

 

No pós Guerra várias economias centrais (EUA, Japão, Europa Ocidental) impulsionaram seus estados nacionais com ampla distribuição de renda e atendimento das principais necessidades básicas dos trabalhadores como saúde, educação previdência, aumento da expectativa de vida. Todas estas garantias foram feitas por estados nacionais fortes, que participaram intensamente das atividades da economia, centralizando o planejamento e sendo o principal indutor desta, visão de Keynes era vencedora no mundo.

Muitos economistas consideram os anos 60 e parte dos 70, os anos dourados da economia mundial, larga expansão, crescimento e mundialização do comércio. Estes anos apagaram em parte a maior catástrofe da humanidade, a Segunda Guerra Mundial. Neste contexto os EUA tomam para si a referência de crédito e dinamizador do crescimento. Garantia crédito e ao mesmo tempo comprar o que se produzia, mesmo que significasse enormes déficits comerciais. Porém garantia para si as rédeas econômicas e combatia o “comunismo”.

A dura crise do petróleo nos anos setenta combinado com as das dívidas externas no início dos anos 80 põem em xeque o estado de bem estar social (Welfare State) surgido do pós-guerra como contraponto ao leste europeu.

 

O Novo Liberalismo ou simplesmente: Neoliberalismo

 

A virada política começa com as vitórias de Reagan e Tatcher, estes impõe um duro ajuste econômico com privatizações e restrição do crédito “fácil” o que levou em 82/83 a grave crise das dívidas externas do terceiro mundo (Brasil, México e Argentina no default).

A ofensiva ideológica imposta neoliberal foi de que não havia qualquer possibilidade de “tatear” um contexto de ação econômica ou política fora desta ordem. Combateram sangrentamente as rebeliões na América Latina, como em El Salvador e Nicarágua. Usaram de qualquer método político-militar para impedir e sufocar revoluções e governos de esquerda.

Enfrentaram a antiga URSS e os países do leste europeu de forma decidida, derrotando-os impiedosamente com a queda do Muro de Berlim e o esfacelamento da Rússia. Mesmo governos claramente identificados com políticas de esquerda sucumbiram ao marasmo deste Tsunami interminável.

Nunca uma ideologia capitalista perdurou tanto como esta Neoliberal, que teve seu inicio com a derrota dos mineiros ingleses no Governo Thatcher, amplificado por 8 anos Reagan, que culminou com a queda do muro de Berlim, 30 anos ao todo,sendo os últimos 19 anos(89 a 2008) sem qualquer combate global ideológico.

Particularmente a defensiva política pela qual passamos com a queda do muro de Berlim, desarmou a esquerda ideológica que foi reduzida a pequenos círculos sem efetivo contato e produção política que oferecesse qualquer combate sistemático e global ao neoliberalismo. Em todos os campos sociais e políticos. A situação ficou tão ruim que Francis Fukuyama chegou a prever o fim da “história”.

 

Os arautos midiáticos nos lobomotizaram longamente, reações esporádicas de vozes isoladas foram caladas, intelectuais identificados com a esquerda foram seletivamente ou cooptados ou jogados no limbo, as noções mínimas de jornalismo foram abandonadas.

Nas escolas e universidades a ideologia e o culto ao individualismo é a norma do dia, a necessidade de  que o importante é se dar bem, nem a mínima ética foi respeitada, percebe-se isto claramente no ambiente de trabalho em que colegas recém saídos das escolas com seus MBAs  chegam pisando em qualquer um, pois o objetivo é “crescer”.

 

Império Único, Senhor do Mundo e das Guerras

 

1)    Reagan e a vitória neoliberal

O ciclo neoliberal mais forte e ideológico americano deu-se durante o duro governo Reagan, que foi amplamente vitorioso na luta ideológico ao império soviético, como diz  Macbeth depois das revelações das bruxas “tudo que nos parecia sólido sumiu ao ventos como nossos anelos”.

Reagan conseguiu eleger seu vice, Bush Pai, respaldado pela vitória anti-comunista, sem inimigos claros no mundo. A base da economia americana no pós-guerra era a indústria bélica, bilhões de orçamento público era gasto para deter o inimigo vermelho, com seu fim ela em si perderia a razão lógica de existir. Se não havia contraponto no mundo para que manter algo surreal como ela?

Ledo engano, a pretexto de proteger suas posições no Golfo Pérsico, em 1991, Bush invadi o Iraque, seus leiais aliados de combate anti-iraniano. A mal sucedida invasão, do ponto de vista militar, pois não derrubou Sadam Hussein, reanimou a economia, não o suficiente para garantir um segundo mandato a Bush.

2)    Clinton e os anos dourados do neoliberalismo

Uma surpresa total para EUA foi a vitória de Clinton, ex-governador de Arkansas, estado pequeno e secundário nos EUA. Com uma trajetória de militância política em causas sociais, Clinton chega a Casa Branca e lidera por 8 longos anos um dos maiores crescimentos da economia americana, sem que houvesse um grande conflito externo. Favorecido pela liderança única americana no cenário mundial impôs uma política de expansão das empresas e influência americana baseada no dólar e no mercado financeiro.

Caminhava para garantir um terceiro mandato com Al Gore, seu vice, mas foi atingindo pelo escândalos sexuais, a direita americana pudica até uma tentativa de impedimento cogitou, safando-se por muito pouco. Esta perda de confiança fez com que não tivesse a coragem suficiente de enfrentar a fraude da família Bush na Flórida.

3)    Bush Filho a volta dos senhores da guerra

O episódio de vencer, sem ganhar, levou a uma mudança completa de atitude do Governo Americano, que experimentou uma defensiva externa, questionamento e foi atacado pela primeira vez em seu solo. Os episódios do 11 de Setembro de 2001 foi uma dura resposta tardia a presença americana no oriente médio.

Novo recrudescimento interno e externo deu uma nova guerra ao Iraque a família Bush, detentora de petróleo e amplamente financiada pelos lobbies da indústria bélica. O medo extremo imposto ao estilo de vida americano deu ao Bush Filho seu segundo mandato. Este porém foi um fiasco total, atolados numa guerra sem saída, a economia sem responder, foram 4 anos penosos, um novo “inimigo” crescendo silenciosamente(China) a financiar seu crescente déficit fiscal, culmina com um novo quase 11 de Setembro, 15/09, a quebra de todo o sistema financeiro americano.

4)    Obama o herdeiro do império

Obama surge do nada, ganha da favorita Hillary a indicação do Partido Democrata. Uma hipótese pouco cogitada leva um negro à presidência. Vitória de um outsider total. Sem um pé na máquina partidária, dominada pelos Clintons, Obama faz um acordo cruel, entrega a Secretária de Estado, ministério mais importante americano, a sua adversária Hillary.

Enfrentando uma crise sem precedentes, Obama mais ou menos dividiu seu Governo em dois, no front interno liderado por ele, tenta aprovar reformas na saúde e recompor a economia em frangalhos. No front externo entregue a Hillary e os falcões mais reacionários, como boa conhecedora da máquina de guerra, Hillary tem seu desempenho facilitada pelos crescentes conflitos advindo da ampla crise financeira mundial.

A dura visão do Departamento de Estado, dominado pela Direita dos democratas, escolhe seus “inimigos”, o principal deles o Irã, mesmo com o refluxo no Iraque a aventura no oriente médio ainda é prioritária, atende a demanda da indústria bélica, do setor petrolífero, do militares e dos falcões de Israel.

 

Queda do Neoliberalismo

 

A grande crise que estourou no mundo em Setembro de 2008 ainda repercute gravemente na Economia, na Política e claro na vida do cidadão comum. A maior conseqüência sem dúvida foi que o canto do cisne soou alto para a visão Neoliberal de mundo.

A crise mundial atingiu em cheio o coração das economias centrais, numa proporção ainda não medida totalmente, o fantasma de que a crise não passou e ameaça mais fica evidente com a quebra seqüencial de Grécia, provavelmente Espanha, Portugal e Irlanda. A Zona do Euro enfraquecia, abriu uma janela para que país como o Brasil com uma política externa agressiva brilhe no cenário mundial.

O mundo mudou rapidamente nestes dois anos, era inimaginável que um país absolutamente secundário no tabuleiro internacional como o Brasil, agora tenha um papel de protagonista, virou uma espécie de terceira via, diante de EUA, com sua visível débâcle e a China de amplo crescimento, sustentáculo da produção de base mundial.

Esta busca por um pólo democrático longe dos impérios pode e deve ser aproveitado pelo Brasil, até o momento tem sido muito bem ocupado este espaço, aparecendo na questão do Irã e sendo referência nas relações com seus parceiros mais pobres tanto na América Latina como na África.

 

Ideologia e Estado

 

“Ideologia eu quero uma para viver” ( Ideologia – Cazuza e Frejat)

 

Seria cômico se não fosse trágico, mas o Estado vilipendiado pelo neoliberalismo virou o socorro às estas almas carentes de fé na sua ideologia, todas as práticas e discursos foram esquecidos e como na música do Chico a fila para Geni salvar tinham todos os personagens.

Em poucos dias o USA elegeu Obama, quase 30% da economia americana foi formalmente estatizada, a dívida líquida e o déficit público as jóias da coroa neoliberal foram enfiadas no saco, a prova cabal de que a ideologia e a política não resistem à dinâmica de crise econômica produzida pelo capital.

Estas medidas de intervenção estatal leva a um aprofundamento das diferenças sociais, em particular nos EUA onde as 400 famílias mais ricas têm a mesma renda dos 155 milhões mais pobres,a famosa classe média foi aplastada pela Crise.

Desde Setembro de 2008 a bolsa família (foods stamps) dos EUA subiu de 36 milhões para 46 milhões de pessoas. O desemprego passou de 6% p/ quase 10% (seis milhões a mais de desempregados). Por outro lado desde 2008 a lista da Forbes agregou 31 novos Bilionários nos EUA, aumenta o fosso social. O surgimento do Tea Party, um grupo de extrema direita, que quer corte de impostos, típica da ideologia ultra-liberal é um marco no atual momento americano.

Na Europa países inteiros estão sendo devastados com o repique da Crise, Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha e Itália (PIIGS), a combinação de falência local, dívidas impagáveis, governos corruptos e burlescos acentuou o cenário destes países.

Líbia e a visita dos conquistadores

 

Por Mauro Santayana, em seu blog:

Com a arrogância de conquistadores em território ocupado, que lembra a visita de Hitler à França, em 23 de junho de 1940, Cameron e Sarkozy estiveram esta semana na Líbia. Há alguns meses, eles, com a cumplicidade de Obama e a genuflexão da ONU, lideraram a OTAN nos ataques aéreos ao país. Kadafi é tudo o que dizem dele. Megalômano, teria ordenado o atentado contra um avião de passageiros, que explodiu sobre Lockerbie, na Escócia, e matou 270 pessoas, em 1988, além de governar o seu povo com mão pesada. Kadafi não é inocente. Mas é um erro não admitir que ele usou dos recursos naturais do país, por ele nacionalizados, a fim de dar relativo bem-estar a seus compatriotas. Não só assegurou a assistência gratuita à saúde, em qualquer caso, como garantiu a educação de todos, incluída a universidade.


Aceitar esse fato é importante, a fim de pesar as conseqüências históricas da intervenção militar estrangeira, ainda em curso. É quase certo que Kadafi não disporá de tempo, nem de espaço para uma resistência duradoura e efetiva. É sem embargo prudente considerar que o vasto território líbio, que se estende pelo amplo deserto ao sul, foi apenas tocado, em seu litoral, pela supremacia dos meios bélicos estrangeiros. Se Kadafi se encontra sob a proteção de chefes tribais, encontra-lo nos areais do Saara será mais difícil do que localizar uma agulha no palheiro. Ele, que é ainda relativamente moço, terá condições – se contar com essa proteção política atávica – de iniciar operações de guerrilha contra os seus sucessores, com resultados imprevisíveis.

Nesse momento, e apenas nesse momento, Sarkozy e Cameron se sentem vitoriosos. Posam de condôminos dos Estados Unidos na aspiração imperial, e crêem que podem, em pouco tempo, liderar nova repartição colonial da África, como a ocorrida em Berlim, em 1884/85. Naquele tempo, a China estava de joelhos, a Rússia mergulhada no desatino dos Romanov, e os Estados Unidos mal iniciavam o seu projeto de expansão mundial. Com isso, Sarkozy e Cameron acreditam também injetar um pouco de oxigênio em seus países, que passam por crise econômica, política e financeira grave, em decorrência da subordinação de seus governos aos interesses dos grandes bancos europeus. Mas, como nos belos versos de Cazuza, o tempo não pára, e o futuro costuma repetir o passado.

Os dois líderes, com seu sorriso, que tudo indica ser provisório, estão felizes. Lideraram uma coalizão que tinha como propósito salvar vidas inocentes no confronto entre rebeldes e o governo – e fizeram, com sua intromissão nos assuntos internos de um país até então soberano, mais de vinte mil mortos. Para defender os direitos humanos, eliminaram os titulares de tais direitos que anunciavam garantir. Se não se tivessem envolvido no conflito, provavelmente não haveriam tantos mortos, mas não poderiam, agora, reivindicar a repartição do petróleo líbio – antes que possam repartir também o fosfato e outros minerais. Daí sua equivocada alegria.

O artigo 2º da Carta das Nações Unidas, estabelece que as relações entre os países devem obedecer aos princípios da igualdade de direitos e de respeito à autodeterminação dos povos. O bom senso, mais do que até mesmo os compromissos éticos – se os houvesse nas relações internacionais – recomendaria a não intervenção nos assuntos internos das comunidades políticas soberanas, qualquer que fosse o pretexto. Isso não ocorre. A não intervenção é uma retórica da hipocrisia, que tem sido violada sempre que é de interesse das nações mais bem armadas. Não há só hipocrisia, mas sobra o cinismo, como no caso líbio: para “proteger” os presumidos direitos humanos violados, as armas dos interventores mataram milhares de inocentes – e ainda mantêm o discurso que, com os resultados sabidos, passa a ser abjeto.

É da elementar compreensão da Realpolitik que uma rebelião armada contra qualquer governo seja reprimida pelo poder constituído. O governo de Kadafi era legitimado pelo consentimento dos líbios. Se eles se rebelaram contra esse poder, e se Kadafi reagiu com suas forças armadas, o conflito deveria ter sido resolvido sem qualquer intervenção externa. Provavelmente o descontentamento contra Kadafi e o seu desgaste pela longa permanência no governo absolutista, levassem os rebeldes à vitória, que seria legítima. E esses rebeldes, sem qualquer intervenção externa, reorganizariam, como bem entendessem, sua sociedade política. No momento em que sua aparente vitória se deve a forças externas, ela é frágil e pode ser provisória.

Cameron e Sarkozy, de acordo com alguns observadores, estiveram na Líbia a fim de contrapor-se à presença e provável influência de Erdogan no país. Ninguém sabe, exatamente, o que os membros do instável Comitê Nacional de Transição pensam dos problemas regionais (neles, o conflito entre Israel e a Palestina, a situação da Síria e do Irã, a alentadora dúvida da Arábia Saudita e os interesses estratégicos da Rússia e da China no Mediterrâneo), mas é natural que ouçam o premier turco, que representa um país com forte presença islâmica. Há a possibilidade de que o novo governo líbio, constituído de rebeldes, não venha a ser mero delegado dos estrangeiros, e assuma postura independente. Para isso contam com a simpatia das novas potências mundiais, como a Rússia – que pediu à ONU o fim da intervenção aérea no país – e a China.

Mais uma vez, na História, a paz do mundo depende do Mediterrâneo, esse lago que une os três maiores continentes do planeta.

Aécio Neves e sua inflação de banalidades



O textinho de Aécio, publicado nesta segunda-feira (26/09), tem como preocupação aparente a volta da inflação.

Ele discorre sobre números, com um nível de profundidade inversamente proporcional à complexidade do tema. O IPCA de agosto, alerta-nos o senador mineiro, mostra a cifra acumulada (anual) de 7,23% e o IPCA-15, 7,37%. A inflação por setores (vestuário, transporte, alimentação e gastos pessoais) também preocupa o neto de Tancredo.

Fala ainda em “abrupta desvalorização da taxa de câmbio” que, em uma semana, variou 9,2%. Insinuando, assim, que tal desvalorização fosse uma decisão de governo. E dá-lhe blá-blá-blá, tró-ló-ló, ti-ti-ti.

Ao final, ele registra que nada “justifica o retorno de políticas voluntaristas”. Ah, no meio do seu escrito sob o pretexto de desqualificar a recente queda nas taxas de juros, ele “avança” a senha: faltaria um esforço fiscal restritivo e o governo Dilma “surpreendentemente” teria adotado políticas inflacionárias que podem danificar empresas e penalizar os mais pobres.

Resumindo a prosa: sem explicitar, o que Aécio quer são os cortes de gastos em programas sociais, arrocho salarial dos servidores públicos, demissão nos setores públicos e privados, a volta das férias coletivas, paralisação de obras do PAC, cancelamento das medidas do plano “Brasil Maior” etc. Ainda que, ironicamente, diga que não há motivos para pânico.

A pressão inflacionária é preocupante mesmo. Mas não pelos motivos superficiais alegados pelo nosso bacharel em economia. Tal pressão é uma resultante de fatores internacionais que não dominamos:  na “zona do Euro”, nos EUA, na Ásia e no Oriente Médio (dívida americana, guerra cambial patrocinada pela China, aventuras militares em países produtores de petróleo, farras da agiotagem financeira, crise na Grécia, Itália, Portugal etc); e de problemas internos que mereceram, no passado recente, posturas distintas se comparados os governos Lula aos dois de FHC.

Há um vídeo bem humorado na internet mostrando como se diferenciam essas duas abordagens (“Entenda como Serra quebraria o Brasil na crise mundial”) e que pode ser acessado em qualquer sistema de busca na rede ou, diretamente, pelo link:

http://www.youtube.com/watch?v=Ig9pE6qwzxw

O que Aécio chama de esforço fiscal restritivo é desenvolvido por líderes tucanos nesse curto vídeo.

Em síntese, a diferença é: combater a crise ao modo FHC, com juros altos, arrocho fiscal, salarial, desaquecimento da economia, desemprego etc; ou à moda Lula, investindo em políticas equilibradas que combinem manutenção da atividade econômica, proteção do mercado interno, taxas de emprego, consumo responsável etc.

Aécio “arrisca” a dizer que o governo Dilma teria abandonado o regime de metas de inflação. Ele aposta num palpite e não nos dá nenhuma pista disso. Ao contrário, o pronunciamento do governo federal é claro: o tripé que sustenta a condição de enfrentamento da crise (câmbio flutuante, responsabilidade fiscal e regime de metas) está sendo reforçado.

Comparando a 2008, o país tem U$ 150 bilhões a mais em relação às Reservas Internacionais. Para brincar com percentuais: 500% em relação ao governo FHC (no ano em que Aécio presidia a Câmara de Deputados)! R$ 170 bilhões a mais de Depósitos Compulsórios, também em relação a 2008.

Lula e Dilma adotaram medidas importantes que, pelo seu grau de tecnicalidade, não podem ser desenvolvidas neste curto espaço (nem Aécio mereceria tal deferência), mas vale apenas mencionar: oneração de empréstimos internacionais de curto prazo e de operações com derivativos; ampliação das margens sobre depósitos compulsórios; medidas prudenciais em relação ao “boom” de crédito e de seus prazos alongados; implementação antecipada de medidas recomendadas internacionalmente, pressionando os bancos a constituírem seus “colchões” de amortecimento de crises e melhor cobertura de riscos etc. Operações de crédito de longo prazo foram incentivadas com a criação da “Letra Financeira” que é isenta, integralmente, do recolhimento compulsório. Isso sem falar que medidas macroprudenciais são tomadas e o monitoramento da própria crise é feito sem improvisação e de forma ordinária, quotidiana, por organismos responsáveis pela regulação financeira no país.

Enfim, de fato a crise é grave e exige mergulho profundo num mar revolto. E não será qualquer surfista de águas rasas que dará lições de economia, política fiscal e monetária, a quem enfrentou a de 2008 e dela saiu fortalecido.

Lula será o 16º doutor honoris causa de universidade francesa em 140 anos

Pela primeira vez, um latino-americano receberá o título de instituto que formou nomes como François Miterrand, Marcel Proust e Pascal Lamy

Redação da Rede Brasil Atual

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o 16º agraciado com o título de doutor honoris causa do Instituto de Estudos Políticos de Paris em 140 anos de história. Na próxima terça-feira (27), a Sciences Po, como é conhecido, concederá pela primeira vez a honraria a uma personalidade latino-americana.

A instituição de ensino, que tem em estrangeiros 40% de seu quadro de alunos, tem entre os formados os ex-presidentes franceses Jacques Chirac e François Mitterrand, o ex-primeiro-ministro Lionel Jospin, o escritor Marcel Proust, o príncipe Rainier III, de Mônaco, o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, e a ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt.

“Durante sua presidência, Lula iniciou inúmeros programas sociais inovadores, favoreceu o desenvolvimento econômico em seu país e deu ao Brasil um papel significativo no cenário internacional”, destacou o instituto. A referência diz respeito às ações de Lula em seus dois mandatos sucessivos como chefe do Estado.

Jean-Claude Casanova, membro do Instituto da França e presidente da Fundação Nacional das Ciências Políticas, pronunciará o “elogio do impetrante” e outorgará o título a Lula. “Essa láurea, mais do que um reconhecimento pessoal, é uma homenagem ao povo brasileiro, que nos últimos oito anos realizou, de modo pacífico e democrático, uma verdadeira revolução econômica e social”, ressaltou o ex-presidente em comunicado emitido pelo Instituto Lula, o antigo Instituto Cidadania.

Desde que deixou o Palácio do Planalto, o líder recebeu outros seis honoris causa, o mais recente na Universidade Federal da Bahia (UFBA), no dia 20 de setembro.

Na segunda-feira (25), em Paris, Lula vai atender ao pedido de reunião com o presidente da França, Nicolás Sarkozy, no Palácio Elysée, como parte de uma agenda que inclui viagens também aos Estados Unidos, à Polônia e à Inglaterra.

Em Gdansk, cidade polonesa, Lula receberá o prêmio Lech Walesa (eca!!), que presta homenagem a personalidades destacadas pelo respaldo à liberdade, à democracia e à cooperação internacional. Ele se encontrará com o ex-presidente, sindicalista e Prêmio Nobel da Paz Lech Walesa (eca!!), cuja fundação concede o prêmio anualmente.

Leia mais em: O Esquerdopata: Lula será o 16º doutor honoris causa de universidade francesa em 140 anos
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A Imprensa Marrom e a Tentativa de Desqualificar Doutor Sócrates

O jogador de futebol deve estar relegado a um lugar social de submissão. Ele está condenado, para sempre, a ser um personagem folclórico. Esta forma de preconceito manifesta o desejo de reproduzir para a sociedade uma hierarquia mais ampla que permearia todas as esferas da vida social.

Embora os grandes futebolistas tenham uma importância destacada na nossa sociedade, cada vez que um atleta se arrisca em expressar sua opinião sobre algum tema que supere as quatro linhas do gramado é prontamente desqualificado e muitas vezes punido pelos órgãos dirigentes do futebol.

Mesmo quando um jogador de futebol conclui sua carreira com sucesso, salvando raríssimas exceções, exige-se que ele volte a ocupar um lugar subalterno na sociedade. O ex-jogador é chamado apenas para entrevistas que relembram seus momentos de glória e é desejável que ele fale principalmente de seus episódios engraçados e pitorescos, reforçando sua imagem de ignorante e boçal.

Nem mesmo Pelé, maior jogador de todos os tempos, pode expressar tranquilamente seus pensamentos sem que seja prontamente desqualificado por um jornalista qualquer.

Boa parte destes atletas incorpora este papel desejável para a elite. Sequer se dá conta que é conveniente aos poderosos que ele enriqueça. O jogador mergulha num mundo de fantasias, contentando-se com a satisfação de seus projetos individuais e renunciando ao seu potencial de comunicação com a sociedade.

O jogador Sócrates, sempre rebelde, contrariou e segue contrariando este “lugar” desejado para os ídolos da bola. O status de doutor não foi adquirido com um simples apelido nos campos de futebol. Poderia até ser, dada sua genialidade, mas Sócrates se fez doutor através de seu mérito e de sua capacidade como homem.

Ao contrário dos milionariozinhos ruins de bola de hoje em dia, absolutamente indiferentes com a vida nacional (sequer se importam com o sentimento da torcida), Sócrates foi o grande mentor da Democracia Corinthiana que não somente transformou as práticas administrativas e hierárquicas dentro do Corinthians, mas foi um movimento que difundiu seus valores, a partir do “time do povo”, para toda a sociedade brasileira que vivia sob uma ditadura decadente, mas que ainda tentava manter-se e impedir o povo brasileiro de fazer suas escolhas.

 Sócrates foi figura muito presente nas manifestações pelas eleições diretas para presidente do Brasil e nunca escondeu sua visão política de esquerda. Tampouco se fez valer de sua condição de ídolo para injuriar seus inimigos políticos, mas manteve a coerência e foi sincero consigo mesmo defendendo sempre seus pontos de vista como socialista.

Agora, Sócrates passa pelo momento mais difícil de sua vida. Luta para recuperar sua saúde.

Mas alguns setores da imprensa mostraram claramente sua porção abutre e cercaram Sócrates para demonstrar cinicamente a sua “preocupação” com o alcoolismo do doutor.

A cada entrevista que Sócrates gentilmente concede, pede-se que ele se assuma como alcoólatra. Que ele conte para o público como foram ruins os seus anos entregues a bebida.

Esta é uma tentativa de desqualificar a biografia de Sócrates. É uma maneira de dizer que tudo o que ele disse e defendeu durante estes anos todos foram meros delírios de um bêbado.

O alcoolismo é muito mais do que um vício, é uma doença reconhecida pela organização mundial da saúde.  Como o uso de álcool afeta o comportamento do indivíduo, os dependentes, muitas vezes, não são respeitados como os portadores de outras doenças.

Mas aqueles que estudaram alguma coisa sobre o alcoolismo sabem que a droga é incapaz de modificar o caráter do indivíduo. E quanto ao caráter, Sócrates ganha de goleada da imprensa podre e sensacionalista que tem como prática tirar proveito dos dramas individuais para difundir seus valores conservadores na sociedade.

O maior desafio de Sócrates não será vencer o alcoolismo. Ele terá de enfrentar também os estigmas conferidos ao jogador de futebol aposentado e também o arquétipo desejável para os homens e mulheres que se mantém na esquerda depois da “impulsividade juvenil”.

Pois é assim que as coisas são. Aos jovens é permitido o “delírio” esquerdista. Depois de velho – porque todos deveriam envelhecer rapidamente como os recalcados – o sujeito deve tomar juízo e se assumir como conservador.

Os velhos que se mantém na esquerda, se forem inimigos diretos dos interesses da classe dominante devem ser destruídos.  Caso não disputem cargos de decisão, passam a ser tratados como ingênuos, bobos, malucos ou bêbados. Isto fica claro no caso do Doutor Sócrates.

Não é novidade que alguns bêbados enxerguem o mundo com mais clareza do que religiosos, políticos, filósofos e empresários. Mas gostaria de manifestar meu desejo de 24 horas de serenidade para um dos maiores ídolos da minha vida. Que o Doutor Sócrates recupere sua saúde e permaneça incomodando essa gente careta, estúpida e conservadora.

Postado por Blog do Rafael Castilho

A História tem nos ensinado que todos os movimentos vitoriosos resultaram sempre de uma coalizão de forças políticas.”

O Deputado Federal Osmar Junior do PCdoB do Piauí, que é líder da bancada comunista na Câmara dos Deputados, escreveu um artigo interessante sobre a reforma política. Esse artigo foi publicado na revista PRINCIPIOS e na conclusão ele afirma que “A ação partidária está sempre sujeita a contingências que determinam a necessidade de alianças para atingir objetivos de cada força política. (…). A História tem nos ensinado que todos os movimentos vitoriosos resultaram sempre de uma coalizão de forças políticas.”

 

A conclusão do Deputado me levou a refletir sobre as “certezas” que alguns grupos políticos têm, certezas que obstam instrumentos e práticas de entendimento, certezas impedem que forças políticas se unam, juntem forças para atingir objetivos maiores, objetivos que não se atinge isoladamente. A certeza desses, acerca da sua capacidade plenipotenciária, é triste e trágica.

Campinas parece ter sobrevivido à tempestade política causada pelas medidas, necessárias, tomadas pelo Ministério Público, as quais acabaram atingindo secretários municipais, outros membros da administração e, injustamente, o então vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT). Medidas que culminaram com a cassação do mandato do então Prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) e com Demétrio assumindo o leme da administração municipal, depois de um movimento juridicamente equivocado – patrocinado pela Câmara de Vereadores da cidade, mas que foi liminarmente suspenso pelo Juiz monocrático e confirmado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Demétrio vem conduzindo com correção a tarefa que a História lhe reservou, e não poderia ser diferente, pois Demétrio é uma pessoa de bem, militante disciplinado, dirigente sindical de destaque, lutou pela redemocratização do país, foi inclusive cassado pela Ditadura Militar, e servidor público exemplar, seja na Petrobrás, na Fundação José Pedro de Oliveira ou na CEASA.

Demetrio fez nomeações e alterações na equipe, com destaque para o advogado Nilson Lucilio e o economista Fernando Pupo.

Nilson Roberto Lucílio foi nomeado para a Chefia de Gabinete, escolha mais do que acertada, pois Nilson sempre pode fazer boas escolhas e tem no seu currículo o fato de ter sido Secretário do Prefeito Antonio da Costa Santos e será capaz de imprimir um ritmo adequado a esse governo que o próprio Demétrio chama de “governo de transição”, uma transição que deverá ser além de democrática, orientada pelos princípios da legalidade, moralidade, publicidade, impessoalidade e eficiência.

Nomeou também Fernando Pupo para a Presidência da SANASA, ele vinha ocupando a coordenação geral do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Campinas, o que demonstra a preocupação de Demétrio com o rigor técnico e com as boas relações institucionais com o governo federal. Fernando é economista capaz, homem de vida e honrada que traz no seu currículo ter sido vice-prefeito de Americana, SP, foi ainda candidato a vice-prefeito de Campinas em 1996 na chapa PSB/PCdoB encabeçada por Jacó Bittar, além de ter sido secretário municipal em cidades da região, sempre com competência e retidão.

Contudo, há um aspecto que me preocupa, seja como cidadão campineiro, seja como agente político ou como observador da história, qual seja: a transformação da posição ocupada na chefia do executivo em trincheira ideológica e de exclusão dos aliados com vistas às eleições de próximo ano.

Por que a preocupação? Bem, estou relendo o livro do Celso Marcondes “Em algum lugar do passado”, ed. Brasil Urgente, 1ª. Edição, que trata dos conflitos políticos entre o então petista e prefeito Jacó Bittar e a direção local do PT e que culminaram numa ruptura cujas marcas e dores resistem ao tempo e existem até hoje.

Celso Marcondes “é um homem honrado”, como o qualifica Marco Aurélio Garcia na apresentação do livro, e é meu amigo faz mais de trinta anos, foi dirigente do PT em Campinas, candidato a vice-prefeito em 1.982, Presidente da legenda na cidade e artífice da vitória histórica de Jacó Bittar e Toninho em 1.988, foi também suplente de vereador na cidade e Presidente da SANASA.

Hoje Celso é diretor da revista CARTA CAPITAL e procurou no livro registrar fatos e “… fazer um balanço sério e responsável das razões da derrota.” (referindo-se à saída do PT do governo e a perda de um quadro histórico como Jacó Bittar). E afirma mais: “Não creio que dê para considerar a história encerrada no momento em que o prefeito deixa o partido, e que se ‘parta para outra’, como se muito pouca coisa tivesse acontecido. Afinal, o PT já tem dois precedentes importantes, pois das crises que culminaram com as perdas de suas primeiras prefeituras conquistadas, em Fortaleza e Diadema…”.

Penso que todos deveriam ler ou reler para conhecer, relembrar e compreender os fatos e a história. Lá nas páginas 40 e 41 Celso escreveu: “… não havia existido esforço real do PT para compor uma frente partidária… (…). Desprezávamos possíveis alianças, partindo de dois pressupostos hoje claramente questionáveis: o tamanho diminuto de nossos possíveis aliados e a nossa crença de que só o PT era “oposição de verdade”, uma auto-critica honesta, exemplo que merece ser observado por muitos.

Por que retomo esse episódio no atual contexto e a pretexto de que?

Primeiro para que não erremos novamente, afinal estamos na mesma trincheira e desejamos o bem para a cidade e para as forças políticas progressistas e segundo para que não esqueçamos que o PT em 2008 não venceu as eleições, ao contrário de 1.988 (ano em que o PT venceu as eleições praticamente sozinho, empurrado apenas pela sua militância e pelo vigor de Jacó e Toninho, como narra Celso Marcondes em seu livro) e em 2011 não houve eleições.

Essas circunstâncias não podem ser ignoradas, assim como não podem ser mitigadas e a legalidade e legitimidade do exercício do poder pelo prefeito Demétrio.

O PT volta pela terceira vez a ocupar o gabinete principal do Palácio dos Jequitibás porque fez parte de uma ampla coligação e teve o privilégio da indicação do candidato a vice-prefeito em razão da sua importância e tem hoje a missão de ajudar Demétrio a fazer o governo de transição ao qual o prefeito tem se referido.

Se em 1991 o PT não estava maduro para compreender o papel estratégico do partido e dos parlamentares e o papel tático de um seu filiado à frente do Executivo, passaram-se duas décadas e todos amadureceram.

Demétrio Vilagra tem um papel importantíssimo a cumprir, tem a tarefa de devolver à cidade e seus cidadãos a fé nas instituições e na ação e na prática política o que somente será possível através da não a transformação da administração municipal numa trincheira ideológica ou que tenha como horizonte apenas as próximas eleições e não as próximas gerações, pois como dizia minha professora de História no Vitor Meireles, a Dona Genny, “a História é a ciência dos homens no tempo e temos de aprender com ela”.

http://odireito-oavesso.blogspot.com/2011/09/aprendendo-com-historia.html

Conjunto de moções aprovadas pelos delegados(as) do 4º. Congresso Nacional Extraordinário do Partido dos Trabalhadores, realizado nos dias 2, 3 e 4 de setembro de 2011 em Brasília/DF.


MOÇÃO 1 – PT: COMPROMISSO COM UMA AGENDA ESTRATÉGICA PARA AS COMUNICAÇÕES NO BRASIL

 

Nas últimas décadas, o Brasil experimentou uma transformação sem precedentes na área das comunicações. Junto a alterações estruturais nos mercados e no mundo do trabalho e mudanças substanciais nos campos da política e da cultura, passamos a conviver com modificações profundas na forma de produzir, difundir e acessar a informação e o conhecimento.

As novas possibilidades tecnológicas e econômicas terminaram por desenvolver a prática do compartilhamento como centro organizador do processo de comunicação no mundo, de tal forma que o acesso às redes de comunicação e em especial à internet passa a ser percebido como algo que está no âmbito dos novos direitos coletivos.

Testemunhamos de forma simultânea a introdução das novas mídias, a reestruturação dos setores de telecomunicações e radiodifusão, a crise de endividamento das empresas de comunicação social, o duelo econômico e político entre operadoras de telefonia e emissoras de televisão, a convergência tecnológica e a participação dos cidadãos no processo de discussão dessas mudanças. O desafio que esse novo ambiente nos traz, é reformular o arranjo institucional que deverá sustentar esse cenário de maneira a garantir direitos e promover o protagonismo dos cidadãos no processo de produção de conhecimento.

A comunicação na história do PT

As resoluções definidas pela PT no encontro de fundação não falavam dos meios de comunicação. Mas posteriormente passaram a compor os documentos políticos e as ações do partido.

No Congresso Constituinte, a bancada do partido somou-se a outros poucos defensores de comunicação democrática. Mesmo sendo derrotados pela força do “centrão”, conseguiram conquistas que se mostram importantes avanços, como os expressos nos artigos 222 (nunca regulamentado) e 223 (que possibilitou a criação da EBC).

A democratização dos meios de comunicação foi apresentada nas proposições eleitorais partidárias, entre 1989 até 2010, sendo concebida a partir de vários eixos, entre eles: [a] passível de regulação da sociedade civil; [b] pela ampliação do acesso da população com a socialização das informações; e [c] com função social tanto na articulação com a cultura e a educação quanto no combate ao preconceito e ao racismo. Em 2010, apresentou a proposição foi apresentada mais condensadamente como a defesa da “ampliação do acesso aos meios de informação e de comunicação”.

Em 1989, na proposição da primeira campanha presidência do partido, a democratização dos meios de comunicação de massa era a diretriz de número quatro, propondo fazer valer “o direito de o público ser informado de maneira objetiva e sem distorções”. Este direito poderia ser garantido com a “introdução de novas tecnologias de comunicação para emissoras de pequenas potências (regionais e comunitárias)”. Em 1990, o PT estabeleceu Governo Paralelo, no qual Cristina Tavares coordenava a área das Comunicações. Este núcleo do Governo Paralelo apresentou importantes estudos e formulações sobre a democratização das comunicações.

Em 1994, o PT considerou os meios de comunicação como parte das instituições culturais e afirmou taxativamente que “não há democracia se os cidadãos não têm acesso livre às informações”. Nesta perspectiva, o Governo Democrático e Popular deveria garantir “por todos os meios possíveis, o acesso à informação e à gestão da coisa pública” e promover a “socialização dessa informação, através do rádio, da televisão, de redes informatizadas e do desenvolvimento de uma política de comunicação e ação cultural”. Neste programa a democratização dos meios de comunicação de massas era parte da construção de uma política de comunicação e ação cultural, visando à participação popular e a construção da hegemonia do bloco social interessado nas reformas democráticas e populares. Era também considerada instrumento importante no combate aos preconceitos e estereótipos de gênero, contras negros, gays e lésbicas.

O PT reclamava da falta de instituições “mediadoras entre o Estado, o setor privado e a sociedade na formação de políticas sobre a área de comunicações” e denunciava que os temas das mídias eram “conduzidos por práticas permeadas pelo patrimonialismo, corporativismo e cartorialismo, com predominância dos interesses privados sobre os públicos.”

As políticas de comunicação do Governo Democrático e Popular estariam centradas em (a) assegurar aos cidadãos o exercício do direito de informação e expressão, (b) instituir formas de controle social sobre os meios de comunicação, (c) aperfeiçoar os serviços estatais; (d) regular a esfera privada “de forma a impedir a existência de oligopólios.” (e) integrar as telecomunicações, informática, educação e cultura. Propunha, também, a criação de Fundo Nacional de Comunicação e Conselhos de Comunicação, o direito de antena aos movimentos sociais e populares e na regulamentação das diversas plataformas.

Mas o PT defendia a criação de “condições favoráveis para a concorrência, para o fortalecimento da capacidade de produção e de ampliação do mercado”, afirmava a garantia de que toda a legislação deveria ser aprovada pelo Congresso Nacional e que os órgãos do sistema público deveria corresponder ao “espectro amplo e pluralista, dos pontos-de-vista ideológico, político, partidário, social, religioso, cultural; [e que] respeitará a preservação de realidades regionais e locais”.

Em 1998, o PT, no mais sucinto dos programas eleitorais, declarou que entre os “Direito ao direito” estavam “os meios de comunicação [que] devem ser instrumentos de educação, difusão da cultura, valorização do ser humano e a serviço da paz social e da vida civil solidária” e propunha o estabelecimento de conselhos sociais de acompanhamento.

Em 2002, o PT defendia a radicalização do processo democrático no Brasil como “um grande movimento cultural que vai além da adoção de medidas de democracia econômica e social e da realização de reformas políticas”. Afirmava que as “iniciativas no plano da cultura permitirão ao povo brasileiro expressar e valorizar suas identidades e experiências regionais, sociais, étnicas e apropriar-se dos frutos da civilização em toda a sua diversidade.” Esta política requeria a democratização cultural da sociedade combinada à democratização dos meios de comunicação com a garantia da mais irrestrita liberdade de expressão. Propunha reativar mecanismos de política científica, tecnológica e industrial diante da disseminação da internet e do avanço da comunicação móvel.

Em 2006, na campanha para a reeleição de Lula, a comunicação, ao lado da cultura, da ciência e da tecnologia foi apresentada como instrumento de desenvolvimento e de democracia. O PT assegurou que “será garantida a democratização dos meios de comunicação, permitindo a todos o mais amplo acesso à informação, que deve ser entendida como um direito cidadão.” E garantiu que o Governo continuaria a se relacionar de forma democrática com os meios de comunicação. Apresentou a proposta de um novo modelo institucional para as comunicações (com ênfase no caráter democratizante e no processo de convergência tecnológica).

Ainda em 2006, o partido formulou um Caderno Setorial de Comunicação e Democracia, apresentado à coordenação de campanha em que defendia: a democratização dos meios de comunicação no contexto do aprofundamento da democratização da sociedade brasileira e da promoção das justiças sociais e econômicas. Mas também apontava a importância econômica do setor e seu potencial de induzir a redução de disparidades regionais e sociais com a convergência tecnológica, a proliferação dos meios digitais.

Este documento se pautou pelo conceito constitucional de comunicação centrada em três sistemas: o estatal, o público e o privado. Defendia um marco regulatório com uma Lei Geral de Comunicação Eletrônica e a criação de uma rede de rádios e TVs institucionais que possibilitasse a municipalização da produção.

O PT já defendia uma Política Pública de Inclusão Digital “reconhecida como estratégia de desenvolvimento e aprofundamento da democracia o que pressupõe incorporar o uso das tecnologias no cotidiano, desenvolvendo habilidades, conteúdos, interação social em rede e garantia de direitos para a população de baixa renda”. A PPID também visava o aprofundamento da democracia possibilitando o acesso à informação e à comunicação são direitos essenciais de cidadania.

Em 2007, no 3º Congresso do PT a democratização das comunicações foi reafirmada como um dos seis eixos básicos da do programa partidário. A Tarefa fundamental do PT seria a de garantir a existência dos sistemas estatal e público de comunicação e no campo da radiodifusão comunitária, defender a adoção de uma política clara, criando condições para que um número cada vez maior de localidades possam contar com essas emissoras, multiplicando os canais de expressão, potencializando a circulação das informações e fornecendo conteúdos.

Apresentava como tarefas para o período na área da comunicação (a) a convocação da 1ª Conferência Nacional de Comunicação Social e (b) a articulação das ações governamentais em educação, cultura e comunicação. O PT deveria trazer para o projeto nacional de desenvolvimento uma “forte política nacional de inclusão digital, como necessidade contemporânea do seu compromisso com uma revolução na educação, bem como para a democratização dos meios de comunicação.”

Os meios de comunicação alternativos foram reconhecidos como instrumento necessário ao lado da participação dos movimentos sociais na construção de um bloco histórico que defenda na sociedade o projeto democrático popular para sustentar o “projeto de mudanças, de rompimento com a dominação conservadora”. Apontou também que a democratização da sociedade requeria tanto uma luta contra os monopólios da comunicação como a reforma do sistema político, eleitoral e partidário.

Reafirmava a necessidade que os meios de comunicação estivessem afinados com as políticas de educação para incentivar “sedimentação de uma cultura de igualdade, com respeito às mulheres e sua diversidade”, na política de direitos humanos e na superação da opressão de raça, gênero e classe.

Em 2008, a 1ª Conferência Nacional de Comunicação do PT defendeu a convocação de uma Conferência Nacional de Comunicação, democrática e participativa, para discutir um novo marco regulatório, os processos de convergência tecnológica e a democratização do setor. Apresentou a defesa de diversas iniciativas para o fortalecimento da Radiodifusão Comunitária e para a democratização e transparência dos processos de concessão de canais de rádio e TV. Propôs a criação de um órgão autônomo com poder de regular e fiscalizar as concessões de radiodifusão. Defendeu a articulação e ampliação dos programas governamentais relativos à inclusão digital, com universalização do acesso e construção de uma infra-estrutura pública de telecomunicações, inclusive com a regulamentação do mercado de banda larga, de maneira a garantir caráter público ao serviço, com acesso gratuito ou a baixo custo.

Em 2009, o PT apresentou a resolução sobre a estratégia petista na CONFECOM propondo a construção de um marco regulatório democrático como centro da estratégia, tratando a comunicação como área de interesse público, criando instrumentos de controle público e social e considerando a mudança de cenário provocada pelas tecnologias digitais. O PT declarou que lutaria para que as demais ações estatais nessa área promovessem a pluralidade e a diversidade, o controle público e social dos meios e o fortalecimento da comunicação púbica, estatal, comunitária e sem finalidade lucrativa e combateria os monopólios e todos os desvios do sistema atual.

O PT defendeu quanto ao Marco Regulatório, o Controle público e social, a manutenção de arquitetura aberta e não proprietária para Internet; ampliação da potência para universalizar o acesso; criação de fundo público de apoio às rádios; a paridade racial de gênero na publicidade.

Em 2010, o Programa de Dilma propunha transformar o Brasil em potência científica e tecnológica sendo que a inclusão digital “ocupará um lugar importante, com a extensão da banda larga para todo o País, em especial para as escolas” e a “valorizar a cultura nacional, dialogar com outras culturas, democratizar os bens culturais e favorecer a democratização da comunicação.” Que entre outras medidas garante “o favorecimento da comunicação, livre e plural, capaz de refletir as distintas expressões da sociedade brasileira.”

Análise de Conjuntura

Em duas décadas e meia de redemocratização, o Brasil aboliu a censura, aprovou um capítulo inédito para a Comunicação Social na Constituição Federal, escreveu, com participação popular, uma das legislações de televisão a cabo mais avançadas do mundo, construiu um novo marco regulatório para as telecomunicações, instituiu oficialmente o serviço de radiodifusão comunitária, implantou um modelo democrático de governança na internet e incorporou velozmente as novas mídias.

Esse cenário histórico recebeu um aporte importante durante os dois mandatos do ex-presidente Lula, que debateu de forma pública o processo de introdução da tecnologia de televisão digital, a regulação do conteúdo audiovisual, a classificação indicativa e a criação de uma rede de emissoras públicas. Realizou a 1ª Conferência Nacional de Comunicação e discutiu com a sociedade o Marco Civil da Internet e a reforma da legislação do direito autoral.

Com a Presidenta Dilma, é fundamental agora aprofundar e dar continuidade ao processo democrático de revisão do arcabouço regulatório da área das comunicações e de políticas públicas que promovam a inclusão social dos brasileiros, a diversidade cultural e o desenvolvimento econômico dos setores envolvidos no processo de convergência tecnológica.

O conhecimento e o diálogo estão alcançando um número maior de pessoas, mas a tarefa de levar estas novas tecnologias de informação e comunicação a toda sociedade ainda está por ser feita, sob pena de o ambiente digital ampliar – ao invés de reduzir – as desigualdades entre aqueles que têm cada vez mais conhecimento, cada vez mais participação, e aqueles que ficam alijados do processo de desenvolvimento. Nosso País precisa urgentemente saltar sobre esse fosso da exclusão e ter como Norte a universalização do acesso aos serviços e conteúdos das comunicações.

Além de garantir a produção e circulação de conteúdo nacional e o acesso às novas redes, o PT precisa contribuir para que estes instrumentos cumpram sua função social: aproximar culturas e mediar o diálogo nacional. A homogeneidade da comunicação de massa está cedendo lugar à diversidade cultural das trocas simbólicas. Se até então éramos ligados apenas por uma maneira de ver e ouvir, agora temos também a oportunidade de falar, de comunicar, de interagir. Essa é a grande complexidade do desafio que se coloca ao novo arranjo institucional das Comunicações, que precisa contemplar uma dupla responsabilidade: induzir o desenvolvimento sustentável e desconcentrado dos setores econômicos, enquanto promove e protege a diversidade cultural e a liberdade de expressão.

O panorama atual da área das comunicações no Brasil revela que temos muito trabalho a ser feito. Ao olharmos para os rincões do Brasil ainda conseguimos enxergar claramente essa divisão sócio-cultural do País. A Nação dos 17 milhões de domicílios com acesso à internet com banda larga e dos 11,3 milhões de assinantes de TV paga convive com habitantes que estão submetidos a um regime de informação do século passado. É sempre bom lembrar que menos de 3% dos municípios brasileiros recebem o sinal de mais de uma emissora de televisão local. Somente metade das localidades possui acesso à rede mundial de computadores e metade dos brasileiros afirma que nunca acessou a internet. Na maior parte de nossas cidades, sem cinema e sem livraria, o rádio e o jornal são as principais fontes de informação dos cidadãos sobre sua realidade. E a televisão é, praticamente, a única fonte de entretenimento e lazer. O que faz com que seja ainda mais importante que a televisão brasileira se atualize para operar fora do paradigma da integração vertical em um mercado globalizado e diversificado no qual a Comunicação é percebida como um direito social tão importante quanto qualquer outro.

No que se refere ao mercado, é essencial que o PT apóie o reordenamento econômico da área das comunicações diante dos novos modelos de negócios e de práticas concorrenciais sintonizadas com esta alteração do modo como consumimos conteúdo de informação e comunicação.

A convergência tecnológica, as mudanças nos modelos de negócio e a crescente importância dos conteúdos digitais criativos não garantem, por si só, que o setor das comunicações deixará de tender para a concentração e o oligopólio. Muito pelo contrário: o cenário mundial mostra uma crescente concentração de propriedade entre grupos transnacionais, o que inclui a fusão entre grupos tradicionalmente ligados à produção de conteúdos e grupos tradicionalmente ligados às telecomunicações.

É por isso que o PT afirma seu compromisso com a cultura como bem comum, o que impõe a nós a tarefa de mobilizarmos a sociedade por uma nova legislação dos direitos de autor e propriedade intelectual que corrija essa tendência de concentração de poder sobre os bens simbólicos distribuídos por esses conglomerados.

Vale saber que pequenas células de desenvolvimento de inovação, abertas ao experimentalismo e ao compartilhamento de técnicas e ideais, geram produtos novos, que escapam à lógica do lucro e à capacidade de replicação dos grandes conglomerados de comunicação. O Partido dos Trabalhadores precisa ajudar nosso governo a inserir esses milhares de realizadores de conteúdo audiovisual e digital, sejam eles indivíduos, empresas ou agentes organizados em coletivos, dentro de um mercado que é cada vez mais global e multiplataforma, e no qual se desenvolvem diversos modelos de negócio além dos tradicionalmente engendrados pelas indústrias culturais.

Além de regular os oligopólios com o objetivo de criar condições de entrada de novos atores no mercado, precisamos pensar formas de induzir as empresas já instaladas no Brasil a aproveitar sua capacidade para projetar internacionalmente organizações, produtores e desenvolvedores independentes de conteúdo nacional, estimulando também as práticas solidárias e novos modelos de negócio que surgem a cada dia.

No terreno da distribuição e da livre circulação dos conteúdos, a hora é de incorporar uma nova visão sobre a democracia e a esfera pública. Se no início do século passado governar era abrir estradas, agora é o momento de construir o sistema viário da informação, que são as “estradas” digitais, combinando tal tarefa com o fomento à produção de conteúdos brasileiros que naveguem por essas “estradas”.

O acesso às redes de telecomunicações é o grande trunfo estratégico do Estado para inserir nossa economia e nossos cidadãos na era da sociedade do conhecimento, mas precisamos pavimentar de forma coordenada as cidades digitais que teremos amanhã e garantir que brasileiros de todas as origens e classes sociais habitem e utilizem essas cidades em igualdade de condições. Se nos últimos 100 anos a democracia lutou pela garantia de liberdade de expressão e manifestação do pensamento, teremos que adicionar a esta demanda permanente o direito à comunicação.

Compromissos do PT com a Comunicação

O Partido dos Trabalhadores entende que deve contribuir na elaboração e na implantação de políticas de universalização do acesso aos diferentes serviços de comunicação – em especial à internet em banda larga, que deve ser entendida como um serviço essencial, ao qual todo cidadão tem direito, independentemente das disparidades sociais e regionais. Para tanto, é necessário:

o                   Fortalecer o papel regulador do Estado no setor de telecomunicações, de modo a promover e proteger a diversidade cultural brasileira, ampliar o intercâmbio cultural com todos os povos do planeta, possibilitar maior competição entre agentes de mercado, redução do preço ao usuário, aumento da qualidade e multiplicação dos investimentos privados na infraestrutura que dará suporte às demandas de um Brasil efetivamente conectado.

o                   Aprofundar políticas públicas que garantam o acesso das populações de baixo poder aquisitivo ou de regiões distantes das grandes cidades aos serviços de comunicações. Para tanto, o Estado deverá garantir recursos para equipamentos públicos de acesso, provimento do serviço e terminais.

o                   Ampliar o investimento em grandes redes radiodifusão pública e de telecomunicações, a exemplo da EBC e da Telebrás, que fujam da lógica imediatista de mercado, podendo assim voltar a sua atuação a regiões e públicos de menor potencial econômico; atender aos órgãos da administração pública, o que, além de gerar impactos econômicos positivos, potencializa os resultados dos mais diferentes serviços básicos, da educação à segurança e à saúde, e tornarem-se alternativas às redes privadas, gerando competição e pluralidade.

o                   Garantir que o Sistema Brasileiro de Televisão Digital, em parte desenvolvido em nossos laboratórios e já adotado por diversos países, realize todo o seu potencial inovador por meio do middleware Ginga – ou seja, que ele de fato utilize recursos interativos que demandem produção local e induzam à inclusão digital.

o                   Afirmar a radiodifusão como um serviço público, de caráter universal, aberto e de alta relevância social.

o                   Criar um ambiente normativo para o mundo digital que, por um lado, garanta os direitos individuais do cidadão, bem como possibilite o acesso isonômico aos conteúdos e aplicações.

o                   Mobilizar o PT no debate e na aprovação do Marco Civil da Internet que se encontra no Congresso Nacional e na elaboração de um novo projeto para tipificar crimes e delitos cometidos no ciberespaço.

o                   Defender a revisão da legislação referente ao Direito Autoral e Propriedade intelectual, considerando a cultura como bem comum e o nosso compromisso com a democratização da produção, fruição e acesso aos bens e serviços culturais.

o                   Consolidar um sistema público de rádio e televisão, apoiar e descriminalizar a radiodifusão comunitária e dotar os processos de outorga de radiodifusão de mecanismos de transparência e de critérios objetivos.

o                   Vedar a concessão e permissão de outorgas de radiodifusão a políticos e ocupantes de cargos públicos em exercício da função bem como formas de concentração empresarial, a exemplo da propriedade cruzada, que levem ao abuso de poder econômico.

o                   Democratizar a distribuição das verbas públicas de publicidade visando o estímulo à pluralidade de fontes de informação nas diferentes esferas da federação.

o                   Participar do diálogo da sociedade com os governos na elaboração das políticas de comunicações por meio da criação de conselhos de comunicação em todos os estados da federação e no Distrito Federal, fortalecimento do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional e dos processos participativos nacionais que envolvam todos os entes federados realizando a II Conferência Nacional de Comunicação.

o                   Afirmar um novo paradigma de políticas públicas de estímulo ao desenvolvimento cultural, que alie o fortalecimento das empresas brasileiras ao desenvolvimento regional, que encontre espaço para a produção destinada ao mercado de massas, sobretudo internacional, aos processos criativos que operam segundo os princípios da Economia Solidária e fortalecem os laços de pertencimento comunitário.

As grandes mudanças necessárias para a implantação de uma agenda estratégica para as comunicações no Brasil, contudo, ainda são barradas pelo anacronismo de nosso atual marco regulatório. No que se refere ao rádio e à televisão, nossa legislação atual data dos anos 1960 e não foi atualizada a ponto de regulamentar os artigos da Constituição Federal que tratam, por exemplo, da produção regional e independente e da vedação ao monopólio e aos oligopólios. No que se refere a telecomunicações, a legislação foi construída a partir de um modelo gestado antes da revolução digital, que aboliu as fronteiras entre os diferentes serviços e as diferentes redes.

Nesse sentido, é necessário criar um novo marco regulatório para as comunicações no Brasil que venha a substituir as atuais normas sobre telecomunicações e sobre radiodifusão. Este novo marco deverá ter entre seus princípios:

a)    A liberdade de expressão e de imprensa e a vedação à censura;

b)    A garantia dos direitos do cidadão, da infância e da adolescência;

c)    A pluralidade de fontes de informação;

d)    O fortalecimento da cultura brasileira;

e)    O fortalecimento da indústria nacional criativa, especialmente a produção audiovisual independente.

f)       O direito de acesso às redes de comunicação;

g)    O apoio às redes públicas e comunitárias de comunicações;

h)    A participação social na elaboração de políticas de comunicação, por meio de instâncias democráticas e representativas do conjunto da sociedade; e

i)        O desenvolvimento econômico regional e a desconcentração de oportunidades de negócio.

A comunicação que temos hoje está longe da que precisamos para enfrentar os novos desafios. É urgente provocar a ampliação do debate sobre esse Marco Regulatório. Isso foi iniciado com a I Conferência Nacional de Comunicação, em 2009, mas precisa continuar envolvendo o Partido, os Movimentos Sociais, o Congresso Nacional e o Poder Executivo.

Precisamos do debate público para sedimentar consensos na área das comunicações.

Precisamos de um novo marco legal para acordar as regras da transição que está em curso.

Precisamos da democracia para regionalizar a cultura e garantir a diversidade e a pluralidade.

Precisamos dos cidadãos e das organizações sociais para injetar nas instituições brasileiras, seja na mídia, na sociedade ou nos governos, a idéia de que compartilhar é preciso.

Por fim, precisamos retomar a mobilização histórica do PT em torno da pauta da comunicação para que os meios não se tornem fins em si mesmos, mas pontes que ligarão a informação ao conhecimento, a democracia à diversidade, a cidadania à cultura. Mais do que a mera convergência tecnológica, é preciso forjar as bases de uma verdadeira convergência de anseios sociais por um Brasil soberano e socialmente justo.

 

MOÇÃO 2 – Apoio à greve dos técnico-administrativos em educação das Universidades Federais Brasileiras

 

Os delegados e delegadas reunidos(as) no 4º Congresso Nacional Extraordinário do Partido dos Trabalhadores , posicionam-se de forma solidária ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras técnico-administrativos em educação das universidades federais em greve desde o dia 6 de junho, prestes a completar 90 dias.

Os delegados(as) deste congresso também apelam ao governo democrático da companheira Dilma Rousseff, considerando o histórico de lutas da Fasubra e seu compromisso com a defesa da educação pública, gratuita e de qualidade social, que reabra as negociações e receba o comando Nacional de Greve da Fasubra buscando uma solução para o impasse ora instalado.

 

MOÇÃO 3- Apoio à greve dos professores da UERN

O 4º. Congresso Nacional Extraordinário do PT manifesta solidariedade ao professores e funcionários da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) em greve há mais de 90 dias.

MOÇÃO 4 – Apoio às diversas categorias em greve

O 4º. Congresso Nacional Extraordinário do PT se solidariza com as diversas categorias em greve e demais movimentos de luta em curso no país. Greves de servidores federais, estaduais e municipais sinalizam para a necessidade de se avançar nas relações trabalhistas que opõe governos e trabalhadores. Em que pese avanços inquestionáveis nas condições de vida e de trabalho dos servidores públicos, os débitos históricos e estruturais a frente se manifestam pela luta, pela greve, pelas ações de rua, visando recuperar e conquistar novos direitos.

Ao contrário de movimentos conservadores, que tem clara orientação de sabotagem aos governantes, essas lutas também representam uma forma de fortalecimento da orientação democrática e popular do PT e de nossos governos, contribuindo para a sustentação de nosso projeto.

Dialogar com determinação com os movimentos sociais e sindicais é uma prova concreta de que se reconhece, não apenas formalmente o direito de greve, mas também o caráter de instrumento que faz avançar o resgate da esfera pública, dilapidada e sucateada pelo “estado mínimo”.

MOÇÃO 5 – Apoio aos trabalhadores em educação da rede estadual de Minas Gerais

 

Os delegados e delegadas reunidos no 4º Congresso Nacional Extraordinário do Partido dos Trabalhadores – PT, manifestam apoio aos trabalhadores em educação da Rede Estadual de Minas Gerais em greve desde o dia 08 de junho de 2011, reivindicando a implementação da lei 11738/2008 que instituiu o Piso Salarial Profissional Nacional.

A intransigência do Governador Antonio Anastásia em não estabelecer uma negociação para o pagamento do piso salarial profissional nacional traz prejuízo irreparável aos profissionais da educação e à comunidade escolar mineira. Também traz prejuízo irreparável à sociedade: a ausência de investimento do mínimo constitucional de 25% da receita corrente líquida em educação por parte do governo mineiro.

Sendo assim, baseado nos princípios historicamente defendidos pelo Partido dos Trabalhadores, os delegados e delegadas vem solidarizar-se com os trabalhadores em educação da Rede Estadual de Minas Gerais.

MOÇÃO 6 – Pela aprovação do PLC que criminaliza a Homofobia no Brasil.

 

O 4º. Congresso Nacional Extraordinário do PT apóia a aprovação do PLC 122, em tramitação no Congresso Nacional, que criminaliza a homofobia no Brasil.

Em defesa dos Direitos Humanos pela cidadania de LGBT´s.

MOÇÃO 7 – Apoio à liberdade dos cinco heróis e contra o bloqueio a Cuba

 

O 4º. Congresso Nacional Extraordinário do PT apóia a luta mundial pela libertação dos cinco heróis cubanos, presos desde 1998 nos Estados Unidos, por suas ações contra o terrorismo e na defesa de Cuba. Condenados injustamente em julgamentos viciados e com grosseiras manipulações da máfia de Miami, sem direito de defesa e visita.

Nos somamos às iniciativas internacionais, pela libertação dos cinco, que serão realizadas agora em setembro de 2011, e fazemos um chamado mundial aos movimentos, na solidariedade internacional em defesa de Cuba, e contra o bloqueio dos EUA a Cuba.

Viva os cinco heróis, Liberdade e Solidariedade!

Contra o bloqueio a Cuba!

MOÇÃO 8 – Apoio aos médicos formados em Cuba.

O 4º. Congresso Nacional Extraordinário do PT apóia a luta dos médicos formados em Cuba pela revalidação de seus diplomas, haja visto que os mesmos há mais de 10 anos defendem um processo de revalidação justo e que este cumpra a legislação vigente (LDB/CNE resolução nº 1 de fevereiro de 2002) a qual vem sendo totalmente descumprida e desrespeitada no novo modelo constituído pelo MEC e Ministério da Saúde, denominado REVALIDA (Exame Nacional de Revalidação). O que ocasiona um prejuízo incalculável ao SUS, pois mais de 500 médicos encontram-se impedidos de exercer essa profissão tão necessitada e demandada pela população brasileira.

MOÇÃO 9 – Repúdio ao Fórum Nordeste em 2011

Nós delegados(as) reunidos no 4º Congresso Nacional Extraordinário do Partido dos Trabalhadores, enviamos moção de repúdio ao Fórum Nordeste 2011, ocorrido em 04 de agosto passado, na cidade de Recife/PE, promovido pelo grupo EQM e apoiado pelo Sindaçucar, que anunciou e defende o projeto de desmatamento de mais de 100 mil hectares de caatinga no semi-árido pernambucano, junto à transposição do rio São Francisco para plantio de cana-de-açúcar. A caatinga é um bioma único em todo o planeta que além da riqueza ambiental é responsável pelo equilíbrio climático e não permite a desertificação do semi-árido. Pedimos a presidenta Dilma para que o projeto em questão seja discutido amplamente pela sociedade, para que destruições semelhantes ocorridas na mata atlântica não ocorram na caatinga.

Com nove jogadores alvinegros em campo, Ponte marca no final, vence Duque de Caxias e volta para a vice liderança

Ricardo Jesus, novamente artilheiro isolado, e Márcio Diogo marcaram os gols da vitória em Araraquara

Na tarde desse sábado (24) o técnico Gilson Kleina completou 50 jogos no comando da Ponte Preta e saiu de campo com a vitória contra o Duque de Caxias, pelo placar de 2 a 1. Os gols da Ponte – que definiu o placar no finalzinho, quando já estava com nove atletas em campo – foram marcados por Ricardo Jesus e Márcio Diogo; Ernani marcou pelos visitantes. Com o resultado, a Macaca subiu para a vice liderança da competição, com 47 pontos.

O próximo compromisso alvinegro será terça-feira (27), às 20h30, quando a equipe viaja até Salvador para enfrentar o Vitória no Barradão. A partida será válida pela 26º rodada do Campeonato Brasileiro de Série B 2011. Os baianos ocupam a 8º posição, com 36 pontos.

O Jogo

Diante de 1.728 torcedores e jogando com o uniforme branco, foi a Ponte Preta que chegou ao ataque primeiro. Aos 6 minutos Renatinho chegou com velocidade pela esquerda, tabelou com Ricardo Jesus para entrar na área e chutou por cima do gol. Aos 12, João Paulo Silva recebeu pelo meio e arriscou o chute de longe, a bola desviou na zaga e saiu pela linha de fundo. Aos 16 minutos Ricardinho carregou a bola pelo meio e chutou da entrada da área, os zagueiros adversários fecharam o espaço e a bola ficou para o goleiro Marcelo Carné.

O Duque de Caxias chegou pela primeira vez aos 21, quando Gilcimar recebeu o cruzamento e desviou de cabeça para a tranquila defesa de Júlio César. Aos 26 minutos Guilherme recebeu pela direita, fez a finta na marcação e jogou a bola na área, Ricardo Jesus se esticou, mas não alcançou a bola por pouco e Marcelo Carné fez a defesa. No lance, Guilherme sentiu o tornozelo direito e teve que ser substituído. Gérson entrou em seu lugar.

Aos 31 minutos o lateral esquerdo Ernani chutou forte da intermediária e mandou a bola por cima do gol. Aos 34, Tony passou pela marcação e chutou da entrada da área para fora. Aos 37 minutos a Ponte chegou em um contra ataque pela esquerda, Ricardo Jesus inverteu a bola para Gérson, dominar na área e chutar pela linha de fundo. Dois minutos depois, Ricardo Jesus recebeu na área e chutou por cima do gol.

Aos 43, Ricardo Jesus entrou na área pela esquerda, Edu Pina deu um carinho e desviou a bola com a mão. O árbitro Jefferson Schimit marcou corretamente o pênalti para a Macaca. Ricardo Jesus foi para a cobrança e bateu rasteiro para abrir o placar em Araraquara: 1 a 0 para a Ponte, o 14º dele – que voltou a ser artilheiro isolado – na Série B. Aos 47, Gilcimar dominou na entrada da área e chutou forte, mas Júlio César fez bem a defesa. Sem tempo para mais nada, o árbitro encerrou o primeiro tempo do jogo. 1 a 0 para Macaca.

A Ponte Preta voltou para o segundo tempo com uma alteração na equipe. Renatinho saiu para a entrada de Márcio Diogo. A Macaca chegou ao ataque logo aos 50 segundos, Josimar cortou o marcador e chutou de pé esquerdo por cima do gol. Aos 7 minutos Tony cobrou falta da intermediária direto para o gol e mandou a bola por cima do travessão. Aos 10, João Paulo cruzou na área, Josimar desviou de cabeça e Marcelo Carné espalmou para fora. Aos 19 minutos Ernani cobrou falta com perfeição e colocou a bola no fundo da rede para empatar o jogo. 1 a 1 em Araraquara.

Aos 22, o técnico Gilson Kleina promoveu a última substituição na Ponte, colocando Lúcio Flávio no lugar de João Paulo Silva. Aos 28 minutos Ricardinho lançou para Ricardo Jesus dentro da área, o artilheiro matou no peito, girou em cima de Filipe Machado e bateu forte para Marcelo Carné espalmar. Um minuto depois, Ricardinho foi lançado na área, ele tentou driblar o goleiro do Duque, mas o arqueiro ficou com a bola. Aos 31, Gérson cruzou da direita e Márcio Diogo quase conseguiu um desviou.

Aos 32 minutos aconteceu uma confusão no meio do campo. Os jogadores do Duque de Caxias queriam que a Ponte devolvesse a bola após os cariocas a terem posto para fora para o atendimento médico de um atleta do time deles mesmos. O árbitro expulsou Abedi e Welington, deixando as duas equipes com 10 em campo.

Aos 38, Josimar arriscou da intermediária e mandou a bola por cima do gol. Aos 44 minutos Lúcio Flávio recebeu o segundo cartão amarelo no jogo e foi expulso de campo.

Mesmo com nove, a Ponte ia para cima, o que fez com que o Duque tirasse um atacante e colocasse mais um zagueiro tentando conter a Macaca.  Aos 46, João Paulo arriscou o chute forte de fora da área e Marcelo Carné defendeu. Um minuto depois, Ricardo Jesus ganhou a bola do zagueiro e chutou para a grande defesa do goleiro do Duque de Caxias.

No lance seguinte, Márcio Diogo ficou com o rebote dentro da área, se livrou do zagueiro e chutou cruzado para colocar a Ponte a frente do placar novamente. 2 a 1 para a Macaca, o primeiro dele na Série B. Sem mais lances de perigo, o jogo foi encerrado com a vitória da Ponte em Araraquara.


Ficha Técnica:
Ponte Preta: Júlio César; Guilherme (Gérson), Welington, Ferron e João Paulo; Mancuso, Josimar, João Paulo Silva (Lúcio Flávio) e Renatinho (Márcio Diogo); Ricardinho e Ricardo Jesus. Técnico: Gilson Kleina.
Duque de Caxias: Marcelo Carné; Paulão, Santiago e Filipe Machado; Júlio César, Tony, Everton Silva, Ernani e Léo Pimenta (John) (Bruno Costa); Edu Pina (Abedi) e Gilcimar. Técnico: Paulo Campos
Data: 24/09/2011, sábado – 16h20.
Local: Arena Fonte Luminosa, em Araraquara–SP.
Árbitro: Jefferson Schmidt.
Assistentes: Helton Nunes e Josué Gilberto Lamim.
Cartões Amarelos: João Paulo Silva, Renatinho, Josimar, Júlio César, Lúcio Flávio [2] e Ricardinho (Ponte Preta); Edu Pina, Santiago, Paulão, Filipe Machado, Ernani e Everton Silva (Duque de Caxias).
Cartões Vermelho: Welington e Lúcio Flávio (Ponte Preta); Abedi (Duque de Caxias).
Gols: Ricardo Jesus e Márcio Diogo (Ponte Preta); Ernani (Duque de Caxias).
P J V E D GP GC SG
Portuguesa 50 25 14 8 3 51 24 27
Ponte Preta 46 25 13 7 5 43 28 15
Náutico 44 25 12 8 5 30 24 6
Sport Recife 43 25 12 7 6 44 29 15
Americana 41 25 12 5 8 31 30 1
Bragantino 40 25 12 4 9 43 37 6
Boa-MG 38 25 11 5 9 28 22 6
Vitória-BA 36 25 10 6 9 34 30 4
Paraná 35 25 10 5 10 32 28 4
10° Criciúma 34 25 9 7 9 25 29 -4
11° Grêmio-SP 33 25 9 6 10 32 33 -1
12° ASA-AL 33 25 9 6 10 32 39 -7
13° ABC-RN 33 25 7 12 6 32 33 -1
14° Goiás 30 25 9 3 13 34 39 -5
15° Guarani 30 25 8 6 11 31 34 -3
16° Icasa 29 25 6 11 8 35 36 -1
17° Vila Nova-GO 27 25 7 6 12 23 30 -7
18° São Caetano 26 25 5 11 9 32 40 -8
19° Salgueiro-PE 25 25 7 4 14 26 40 -14
20° Duque de Caxias 10 25 1 7 17 20 53 -33

25 ª Rodada
Data/Horário Jogo Local
20/09/2011 20:30 (Ter) ABC-RN 1 x 2 Vila Nova-GO Frasqueirão
20/09/2011 20:30 (Ter) Americana 1 x 2 Guarani Décio Vitta
23/09/2011 20:30 (Sex) Goiás 0 x 1 Salgueiro-PE Serra Dourada
23/09/2011 20:30 (Sex) Boa-MG 2 x 0 Criciúma Dilzon Melo
23/09/2011 20:30 (Sex) Paraná 2 x 0 Náutico Durival de Brito
24/09/2011 16:20 (Saba) São Caetano 2 x 2 Icasa Anacleto Campanella
24/09/2011 16:20 (Saba) ASA-AL 1 x 1 Grêmio-SP Coaracy Fonseca
24/09/2011 16:20 (Saba) Sport Recife 4 x 0 Vitória-BA Ilha do Retiro
24/09/2011 16:20 (Saba) Bragantino 1 x 1 Portuguesa Nabi Abi Chedid
24/09/2011 16:20 (Saba) Ponte Preta 2 x 1 Duque de Caxias Fonte Luminosa

26 ª Rodada
Data/Horário Jogo Local
27/09/2011 20:30 (Ter) Duque de Caxias x São Caetano Raulino de Oliveira
27/09/2011 20:30 (Ter) Náutico x ABC-RN Aflitos
27/09/2011 20:30 (Ter) Salgueiro-PE x Americana Arruda
27/09/2011 20:30 (Ter) Vila Nova-GO x ASA-AL Serra Dourada
27/09/2011 20:30 (Ter) Icasa x Paraná Mauro Sampaio
27/09/2011 20:30 (Ter) Vitória-BA x Ponte Preta Barradão
27/09/2011 20:30 (Ter) Criciúma x Sport Recife Heriberto Hulse
27/09/2011 20:30 (Ter) Portuguesa x Goiás Canindé
27/09/2011 20:30 (Ter) Guarani x Bragantino Fonte Luminosa
27/09/2011 20:30 (Ter) Grêmio-SP x Boa-MG Arena Barueri

Tucanos e sua pesquisa sobre Dilma Rousseff – PT

Num cantinho do site de O Globo há a menção de uma pesquisa encomendada pelo alto tucanato. Se os candidatos de 2010 fossem os mesmos, um pleito presidencial hoje daria à presidenta Dilma Rousseff condições de ser eleita, com folga, já no primeiro turno. Veja também a menciona, mas omite os números.

Voltando a esses mesmos tucanos – divididos e confusos, procurando se apegar e adotar uma bandeira que não têm autoridade para empunhar… A própria pesquisa sobre as intenções de voto de eleições presidenciais, caso se dessem hoje, explica o estado catatônico do PSDB e de toda oposição: Dilma teria 59% dos votos, José Serra apenas 25%. Também perderia votos a candidatura de Marina Silva (ex-PV), de 19,3% para 15%.


2010 2011
 Dilma Rousseff teve 46,9 % hoje teria 59 %
 José Serra teve 32,6 % hoje teria 25 %
 Marina Silva teve 19,3 % hoje teria 15 %

votos de cada candidato em pontos percentuais

Outro dado revelador da pesquisa que tem como objetivo orientar o tucanato: para os entrevistados, o governo FHC ganha o primeiro lugar em matéria de tolerância com a corrupção. Recentemente, em levantamento realizado para o mesmo PSDB, verificou-se nada menos do que 67% aprovam o programa Bolsa Família. Estudos encomendados pelo partido têm dito o que já sabemos há muito tempo:o distanciamento do discurso do partido das expectativas da população.

Fonte: http://www.zedirceu.com.br/

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