Sobre o PT, a esquerda e as massas…

Por Diogo Costa via luisnassif

SOBRE O PARTIDO DOS TRABALHADORES, A ESQUERDA E AS MASSAS – Volta e meia surgem vozes do senso comum a dizer que o PT se “divorciou” dos movimentos sociais, estudantis, dos sindicatos, das ruas e das massas, etc. É mesmo? Vejamos.

-O PSTU existe há vinte anos, disputou três eleições presidenciais e na última, em 2010, fez 0,08% dos votos.
-O PCO existe há dezoito anos, disputou três eleições presidenciais e na última, em 2010, fez 0,01% dos votos.
-O PSOL existe há oito anos, disputou duas eleições presidenciais e na última, em 2010, fez 0,87% dos votos.
-O PCB existe há noventa e um anos, depois da briga com o oportunista, renegado e quinta-coluna Roberto Freire (PPS), nos anos 90, disputou uma única eleição presidencial, em 2010. Fez 0,04% dos votos.

O PSTU, o PCO e o PCB até hoje não conseguiram eleger um mísero deputado federal sequer. O PSOL hoje conta com a “imensa” bancada de três deputados federais… É o PT que se “divorciou” das ruas ou são os outros partidos de esquerda aqui citados que infelizmente só convencem as paredes de seus próprios quartos?

Quem está dissociado das massas populares, é o PT? Não foi por acaso o PT que fez em 16% dos votos no primeiro turno da disputa em 1989? E 24% em 1994, e 32% em 1998, bem como conseguiu fazer 46% em 2002, 48% em 2006 e 47% em 2010? E uns e outros ainda tem coragem de dizer que o Partido dos Trabalhadores “se afastou das massas”!Quem sabe vamos lutar para eleger o Zé Maria do PSTU, em 2014, e cobrar dele que faça todas as reformas que a esquerda defende desde sempre! Não seria uma beleza? Lembro apenas que o PSTU não tem um único parlamentar no Congresso Nacional, talvez consiga fazer as reformas com uma varinha mágica de condão!

O PT (que alguns pensam equivocadamente ter a força do PSUV), infelizmente não tem sequer 1/6 dos parlamentares no Congresso Nacional! Como não ter um governo de coalizão dentro deste cenário?

Esse é o dilema!

Quando o PSOL, o PSTU, o PCO e o PCB elegerem uns 20 ou 25 deputados federais cada um, aí a correlação de forças no parlamento começará a mudar… Aliás:

-Porque cargas d’água o PSTU, que existe há 20 anos, não consegue eleger um único deputado federal?
-Porque cargas d’água o PCO, que existe há 18 anos, não consegue eleger um único deputado federal?
-Porque cargas d’água o PCB, que existe há 91 anos, não consegue eleger um único deputado federal?
-Porque cargas d’água o PSOL, que existe há 08 anos, não consegue eleger mais do que a “imensa” bancada de 03 deputados federais?
-Porque estes partidos de esquerda não conseguem se aproximar das massas?

Lamentavelmente, urge constatar que tirando o PT, que é um partido de massas, os outros partidos de esquerda no Brasil infelizmente não falam às massas, não alcançam as massas e não tem base social real. Somados, são menores do que o PT era em 1982, há incríveis 31 anos já passados!

Sabendo que o PT tem apenas 1/6 do parlamento, forçosamente isso quer dizer que os outros 5/6 do parlamento estariam, em tese, em disputa para os outros partidos de esquerda. No entanto, esses partidos não conseguem aumentar a sua base social e, somados, elegem apenas 03 deputados federais. Isso é um sintoma incontestável de que a tática e o discurso desses partidos culmina, ao fim e ao cabo, em sectarismo e principismo, logo, não dialogam com a vida real do povo brasileiro.

Na prática, vislumbra-se o quão equivocada é a tática atual do PSOL, do PSTU, do PCO e do PCB. Essa tática de bater violentamente no PT, para tentar ficar com nacos de suas bases, é contraproducente e infantil. Primeiro, porque com essa tática não disputam os já famosos 5/6 dos votos que os brasileiros não conferem ao PT para o parlamento. Segundo, porque obviamente essa tática apenas fraciona (ou tenta fracionar) os já parcos 1/6 de votos parlamentares que o PT tem.

O problema das esquerdas em Pindorama, infelizmente, segue sendo o sectarismo pueril. O PSOL chama o PT de traidor. O PSTU chama o PSOL de pelego. O PCO chama o PSTU de renegado. E o PCB diz que todos esses são burgueses e que somente ele é que representa a vanguarda do proletariado! Enquanto isso, o PT segue sendo o único partido de esquerda de massas no Brasil e os outros continuam brigando entre si, sem base social real e cada vez mais principistas, dogmáticos e sectários!

Enquanto ficarem só na crítica e elegerem, em conjunto, a “imensa” bancada de três deputados federais, pouca coisa vai avançar! Esses partidos não são a ‘vanguarda’ da classe operária no Brasil? Porque em 2010, somados, fizeram somente 01% dos votos na eleição presidencial?

Enfim, lamento ter que repetir isso pela milésima vez. Muitos certamente não irão gostar. Paciência… O Partido dos Trabalhadores é o único partido de massas no Brasil atual, gostem ou não os seus habituais detratores!

Entendem agora o porquê da luta inglória do PT contra as forças que sempre dominaram este país? Onde está a esquerda que “não se divorciou” das massas para ajudar o PT a fazer as transformações sociais? A verdade nua e crua é que temos partidos de esquerda que não alcançam a grande massa da população brasileira, eles é que precisam encontrar e convencer a massa, não o PT!

Quanto ao PT, segue a sua luta desigual, onde tem apenas 1/6 dos parlamentares no Congresso Nacional. Onde é a cabeça de um governo de coalizão, eivado de contradições, justamente porque a esquerda que se pretende revolucionária elege, em conjunto, a “imensa” bancada de três deputados federais…

Finalmente, constata-se que entre o sonho e a realidade vai um longo caminho a ser percorrido. Espero que os protestos do mês de junho de 2013 se traduzam em algo de concreto para 2014, no que tange ao parlamento nacional.

As ruas são importantíssimas, mas, para desespero de alguns, ainda continuam sendo necessários os votos de 50% dos deputados e senadores para se aprovar um simples projeto de lei. E 60% de votos no Congresso Nacional para se aprovar Emendas Constitucionais

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Vitória avassaladora indica a força de Serra

SerragemA vitória de Serra foi amplamente comemorada pelos homens de bem do país

A força está com o representante do bem ungido por São Serapião e pelo partido só de homens  bons para liderar o exército da salvação na cruzada final pela libertação definitiva da nau capitânia paulista das garras ameaçadoras do bolchevismo atroz representadas pela pessoa do candidato do mal, F. Haddad.

José Serra soma mais uma vez a militância num mesmo ideal, enfrentando as mentiras, as falsidades e as enganações petistas, como o documento fajuto, assinado por um sósia comunista, no qual supostamente teria se comprometido com qualquer coisa sem importância para o processo. Assim que sair no Jornal Nacional do Bem o desmascaramento do falso vídeo  (que está em análise pelo Centre de Recherche et Analyse de videos de l’Université Omar Bongo, Gabón), ficará patente a sujeira que os comunistas usam para enganar o eleitor paulistano e eles não terão um voto sequer.

Vídeo grosseiro e falso, que assim como o papelzinho da Folha, não vale nada.

Serra é 45.

Por que Datafolha esconde líder da pesquisa em SP?

 

Por Ricardo Kotscho em 31/01/2012 na edição 679

Reproduzido do blog do autor, 30/1/2012; título original “Por que Datafolha esconde líder da pesquisa em SP?”, intertítulos do OI

Há modos e modos de se divulgar os resultados de uma pesquisa. Cada um escolhe a que mais lhe convém. Como nas decisões judiciais, convencionou-se dizer que critérios editorias não se discutem, em nome do direito sagrado da liberdade de imprensa.

Tudo bem, mas também não é preciso exagerar nem achar que ninguém vai perceber a manipulação.

“Disputa pela prefeitura segue estável, diz Datafolha”, informa o título da matéria publicada pela Folha de S.Paulo no domingo (29/1). O subtítulo acrescenta: “Maioria dos paulistanos desconhece os principais nomes à sucessão municipal”.

O principal destaque do texto é sobre um não candidato: Serra é o tucano mais bem posicionado, mas possui rejeição alta e tem dito a partido que não é candidato.

E daí? Até este ponto, o leitor ainda não foi informado quem é o líder na pesquisa sobre a disputa eleitoral na maior cidade do país. Este detalhe só vai aparecer no terceiro parágrafo da matéria assinada por Uirá Machado de uma forma bem enigmática:

“Um dos que apresentam melhor desempenho continua sendo Celso Russomanno (PRB), que oscila de 17% a 21 % e lidera quatro dos cinco cenários pesquisados”.

Sujeito oculto

Quais são estes cenários? Os leitores da Folha não têm o direito de saber? Deve ter sido a primeira vez, desde a criação do instituto, em 1983, que o jornal publica uma pesquisa sobre intenções de voto sem nenhum gráfico mostrando os resultados nos diferentes cenários possíveis.

Ao lado da matéria publicada discretamente na dobra inferior da página A8, aparecem apenas duas tabelas com o grau de conhecimento e o índice de rejeição dos 14 candidatos pesquisados, além da “força dos padrinhos” (49% votariam num candidato apoiado por Lula e 34% pela presidente Dilma).

Aos mais curiosos, o jornal explica: “No único quadro que Russomanno não lidera, ele fica atrás apenas de José Serra (PSDB), que aparece com 21%. O tucano, porém, tem dito a seu partido que não quer concorrer à prefeitura”.

Tem dito, não. Serra comunicou oficialmente ao PSDB, na semana passada, antes que os pesquisadores fossem a campo, que está fora da disputa eleitoral deste ano.

Um dos motivos é seu alto índice de rejeição, que oscilou de 35% em dezembro para 33% agora. Só é menor que o de Netinho de Paula (PCdoB), que foi de 32% para 35%.

Abaixo de Russomanno, se a disputa segue estável, conclui-se que surgem os candidatos Netinho de Paula e Soninha (PPS), cujo nome nem foi mencionado na matéria. Os nomes do candidato do PT, Fernando Haddad, e dos pré-candidatos do PSDB (Bruno Covas, José Anibal, Ricardo Tripoli e Andrea Matarazzo) continuam patinando na faixa de um dígito.

O único que cresceu, dentro da margem de erro, segundo o Datafolha, foi Gabriel Chalita, do PMDB, cujos índices variam entre 5% e 9% das intenções de voto.

Na análise do diretor geral do Datafolha, Mauro Paulino, publicada junto com a matéria da pesquisa, sequer é mencionado o nome de Celso Russomanno. É verdade que a eleição só acontece daqui a oito meses, e tudo pode mudar, mas se a pesquisa não serve para nada agora, melhor seria não publicá-la.

Quem é

Sem novidades sobre a eleição municipal, a Folha preferiu dar em manchete outra pesquisa, mostrando que “Polícia na cracolândia é aprovada por 82% em SP”.

Principal tema da disputa entre PT e PSDB até agora, com os dois principais partidos se atacando mutuamente em torno desta questão, a ação policial na Cracolândia ainda não mostrou efeitos na disputa eleitoral.

Nem que fosse por curiosidade, os editores da Folha poderiam ter dado um Google para informar aos seus leitores quem é, afinal, este Celso Russomanno, que lidera as suas pesquisas desde dezembro.

Celso Ubirajara Russomanno, 56 anos, é advogado e jornalista que se tornou conhecido quando apresentava um quadro no programa Aqui Agora, no SBT. Participa atualmente do programa Balanço Geral, da TV Record.

Deputado federal por quatro mandatos, destacou-se na área de defesa do consumidor. Começou no PFL, mudou para o PSDB, passou pelo PPB e estava no PP de Paulo Maluf, antes de se transferir para o PRB no ano passado. Em 2010, disputou a eleição para governador pelo PP e ficou em terceiro lugar.

***

[Ricardo Kotscho é jornalista]

O PT E AS ELEIÇÕES EM BELO HORIZONTE.

O PT iniciou, a partir de 1993, com a administração de Patrus Ananias, um ciclo de profundas e benéficas transformações em Belo Horizonte. De lá para cá, todos os governos municipais contaram com a participação decisiva do Partido dos Trabalhadores. Célio de Castro e Fernando Pimentel deram continuidade ao projeto de mudanças. E em 2008, por decisão das forças hegemônicas no PT da capital, o partido indicou o companheiro Roberto de Carvalho para vice de Márcio Lacerda.

Belo Horizonte avançou de modo extraordinário com a adoção do modo petista de governar. Graças a ele, a cidade deu um grande salto de qualidade, tornando-se muito mais moderna, eficiente e justa. A participação social constituiu-se em um método de gestão, com o envolvimento solidário dos mais diversos setores sociais. Foram implantadas políticas públicas inovadoras, que mudaram o perfil socioeconômico e urbanístico da capital. Basta citar as políticas de abastecimento e segurança alimentar, de urbanização de favelas, de habitação popular; a rede de proteção social; os avanços na educação, na saúde e no meio ambiente; a criação do FIT – Festival Internacional de Teatro, e do FAN – Festival de Arte Negra; O Orçamento Participativo e o fortalecimento dos Conselhos Municipais; sem falar das grandes obras viárias, de caráter estruturante, que estão melhorando a vida da cidade e construindo a BH do futuro. Ela ganhou, além disso, em dinamismo cultural e presença política, assumindo um papel muito mais importante na vida do estado e do país.

A população da cidade participou intensamente desse processo de crescimento e revitalização e orgulha-se das conquistas obtidas e da notável contribuição do PT.

O processo de 2008

Infelizmente, as forças hegemônicas do PT de Belo Horizonte conduziram o processo sucessório de 2008 com uma série de equívocos de conteúdo e de método. Sem consulta prévia às lideranças e à base do partido, decidiram fazer uma aliança com o PSDB, adversário do nosso projeto democrático-popular e do Governo Lula, o que causou estranheza e perplexidade à militância petista de Minas Gerais e de todo o país. Essa aliança com o PSDB, feita por fora das instâncias partidárias e em flagrante desrespeito ao arco de alianças definido pelo partido, nos dividiu ao desprezar aquilo que sempre constituiu a força moral e política do PT e que o tornou um grande partido popular e democrático: o debate aberto e franco de posições políticas, com espaço para as divergências, cabendo a decisão democrática aos filiados. As sequelas daquele processo verticalista e excludente são visíveis até hoje em nosso partido.

Lembremo-nos de que nas eleições de 2010 nossa bancada federal diminuiu, perdemos a oportunidade de eleger nosso primeiro Senador e, a Presidenta Dilma, embora largamente vitoriosa em Minas, perdeu em Belo Horizonte nos dois turnos.

O processo de 2012

No entanto, os equívocos daquele processo não nos permitem ignorar que o PT integra, desde o seu primeiro dia, a administração liderada pelo Prefeito Márcio Lacerda, do PSB. Além de ter o Vice-prefeito, o PT comanda várias Secretarias municipais e sua bancada de vereadores faz parte da base de sustentação do governo. Por isso mesmo, o primeiro passo para discutir as
eleições de 2012 é avaliar a participação do PT no Governo e avaliar o conjunto do governo e o seu impacto na vida da cidade. Afinal, o PT deve prestar contas à população da cidade, que elegeu conjuntamente prefeito e vice. E o critério para fazê-lo é sempre a questão programática, que deve alicerçar toda nossa conduta política.

O método de decisão

Não podemos repetir agora, com política inversa, o mesmo método equivocado de 2008. A forma, nesse caso, pode comprometer o conteúdo, independente de qual seja a decisão.

É fundamental construir a unidade política no PT de Belo Horizonte, que resgate a vida do partido na cidade e o seu protagonismo político, fortalecendo nossa perspectiva de vitória estadual e federal em 2014.

Para isso, é indispensável que haja um Encontro Municipal, precedido de debates nas Regionais com os filiados, onde todas as posições existentes sejam explicitadas e debatidas pelo conjunto dos filiados. Se não pode haver cerceamento, constrangimento nem interdição do diálogo, também não pode haver omissão de opinião ou posição política das lideranças que fazem parte deste processo.

Somente um Encontro, com ampla participação da base partidária, dará legitimidade a qualquer decisão do PT/ BH sobre as eleições de 2012. Neste sentido, entendemos que deve haver, além do debate amplo com calendário de encontros regionais, textos expressando opiniões, caderno de debates e forte mobilização da militância. É preciso que a base conheça e avalie também as posições da Direção Nacional, do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma. Afinal de contas, BH é a terceira capital do país e tem uma importância enorme na política nacional.

Unidade de Ação

É fundamental a unidade de todo o Partido, seja para manter a aliança ou construir uma candidatura própria. É necessário assegurar um processo altamente democrático que, por si só, garanta o empenho de todos na campanha eleitoral, depois de tomada a decisão coletiva.

Assinam:
Coordenação Estadual da Articulação (Tendência Interna do PT) e membros do Diretório Municipal do PT/BH:
Adelmo Leão, Almir Paraca, Ana Paschoal, André Quintão, Arnaldo Godoy,
Carlos Gomes, Carlos Ligeiro, Célio Cruz, Eugênio Pasqualini, Fernando
Neiva, Gilson Queiroz, Gleber Naime, Gleide Andrade, Ilca Moreira Morais,
Ilmar Mendes, João Bosco Calais, José Dantas, Kleberth Mendes, Lene
Teixeira, Leonardo Monteiro, Luiz Soares Dulci, Maria Cristina da Silva,
Maria do Carmo Lara, Maria Ivanete Magalhães, Maria Tereza Lara, Nilmário
Miranda, Odair Cunha, Osvaldina de Souza Silva, Patrus Ananias, Pedro
Victer Ananias, Ulysses Gomes, Wilson Keiroga.

Belo Horizonte, 13 de janeiro de 2012.

FONTE: www.facebook.com – André Quintão

PT Campinas diz que vai à Justiça por eleição direta para mandato tampão.

Partido quer que população decida próximo prefeito; juiz eleitoral confirmou que escolha será da Câmara

DI­E­GO GE­RAL­DO – CAM­PI­NAS
Arquivo | TodoDia Imagem

Renato Simões, que diz que Câmara não temcondições para decidir quem será o próximo prefeito da cidade

O di­re­tó­rio do PT de Cam­pi­nas pro­me­te aci­o­nar a Jus­ti­ça Elei­to­ral se­gun­da-fei­ra para pe­dir que a es­co­lha do pre­fei­to que vai fi­car no car­go até de­zem­bro de 2012 seja fei­ta por elei­ção di­re­ta – com voto da po­pu­la­ção. A me­di­da foi anun­ci­a­da on­tem, de­pois que o juiz Nel­son Au­gus­to Ber­nar­des, res­pon­sá­vel por de­ci­dir a ques­tão, re­ve­lou que a elei­ção será indi­re­ta, de­fi­ni­da pe­los 33 ve­re­a­do­res.Se­gun­do Re­na­to Si­mões, ex-se­cre­tá­rio de Go­ver­no do pre­fei­to cas­sa­do De­mé­trio Vi­la­gra (PT) e di­ri­gen­te na­ci­o­nal da si­gla, o PT ou­viu di­ver­sos ju­ris­tas e pre­pa­rou um re­la­tó­rio no qual mos­tra que em ca­sos idên­ti­cos ao de Cam­pi­nas exis­tem de­ci­sões por elei­ções di­re­tas. Na ci­da­de a Lei Or­gâ­ni­ca não é cla­ra so­bre o mé­to­do de es­co­lha. De­mé­trio foi cas­sa­do quar­ta-fei­ra, acu­sa­do de não es­tan­car su­pos­to es­que­ma de cor­rup­ção na Sa­na­sa (So­ci­e­da­de de Abas­te­ci­men­to de Água e Sa­ne­a­men­to). Pe­dro Se­ra­fim (PDT), pre­si­den­te da Câ­ma­ra, as­su­me o lu­gar dele se­gun­da-fei­ra, mas só até um novo pre­fei­to ser elei­to para o man­da­to-tam­pão que ter­mi­na em de­zem­bro de 2012. O vice-pre­si­den­te da Câ­ma­ra, Thi­a­go Fer­ra­ri (PTB), que as­su­me o co­man­do da Casa se­gun­da-fei­ra, dis­se que con­vo­ca­rá elei­ções até o fim de ja­nei­ro, e que a es­co­lha ocor­re­rá por voto se­cre­to dos ve­re­a­do­res.

Si­mões tam­bém dis­se que con­si­de­ra que a Câ­ma­ra não tem con­di­ções de de­ci­dir quem será o pró­xi­mo pre­fei­to, por­que está des­gas­ta­da e pro­du­ziu uma cas­sa­ção que, a seu ver, é ile­gal.

A de­ci­são foi to­ma­da de­pois de uma ple­ná­ria de apoio a De­mé­trio or­ga­ni­za­da anteon­tem por PT e PCdoB. O par­ti­do ain­da não de­ci­diu quem será o seu can­di­da­to a pre­fei­to, in­de­pen­den­te de a elei­ção ser di­re­ta ou indi­re­ta.

Marcelo Fernandes.Cps.

Ape­sar da ini­ci­a­ti­va, Si­mões ga­ran­tiu que o par­ti­do ain­da tra­ba­lha com a pos­si­bi­li­da­de de De­mé­trio re­tor­nar para o car­go por meio da Jus­ti­ça.
Se­ra­fim e Fer­ra­ri não fo­ram en­con­tra­dos on­tem por meio de seus ce­lu­la­res e as­ses­so­ri­as.

IN­DI­RE­TAS

Caso as elei­ções indi­re­tas se­jam ofi­ci­al­men­te con­fir­ma­das, para ser elei­to é ne­ces­sá­ria a mai­o­ria sim­ples dos vo­tos dos ve­re­a­do­res. Após elei­to, o substi­tu­to fica nos car­gos até o dia 31 de de­zem­bro do ano que vem.

Os re­qui­si­tos para um can­di­da­to são os mes­mos de uma elei­ção para qua­tro anos. Pode se can­di­da­tar qual­quer pes­soa ele­gí­vel com ida­de mí­ni­ma de 21 anos. É ne­ces­sá­rio ser fi­li­a­do a um par­ti­do.

Justiça cassa mandato de prefeito de Ouroeste

Processo aponta que Nelson Pinhel recebeu dinheiro de construtora.
Ele perdeu os direitos políticos por 8 anos.

A Justiça cassou o mandato do prefeito de Ouroeste nesta terça-feira (27). Segundo o processo, Nelson Pinhel recebeu dinheiro de uma construtora que prestou serviço ao município. A propina teria sido paga em 1997, em um outro mandato dele.

Pinhel também foi condenado a devolver mais de R$ 3,5 mil, com correção monetária, e a perda dos direitos políticos por 8 anos. A Câmara foi notificada e o cargo deve ser assumido pelo vice-prefeito Sebastião Geraldo. Nelson Pinhel não foi encontrado para comentar o assunto.

Veja matéria completa

A História tem nos ensinado que todos os movimentos vitoriosos resultaram sempre de uma coalizão de forças políticas.”

O Deputado Federal Osmar Junior do PCdoB do Piauí, que é líder da bancada comunista na Câmara dos Deputados, escreveu um artigo interessante sobre a reforma política. Esse artigo foi publicado na revista PRINCIPIOS e na conclusão ele afirma que “A ação partidária está sempre sujeita a contingências que determinam a necessidade de alianças para atingir objetivos de cada força política. (…). A História tem nos ensinado que todos os movimentos vitoriosos resultaram sempre de uma coalizão de forças políticas.”

 

A conclusão do Deputado me levou a refletir sobre as “certezas” que alguns grupos políticos têm, certezas que obstam instrumentos e práticas de entendimento, certezas impedem que forças políticas se unam, juntem forças para atingir objetivos maiores, objetivos que não se atinge isoladamente. A certeza desses, acerca da sua capacidade plenipotenciária, é triste e trágica.

Campinas parece ter sobrevivido à tempestade política causada pelas medidas, necessárias, tomadas pelo Ministério Público, as quais acabaram atingindo secretários municipais, outros membros da administração e, injustamente, o então vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT). Medidas que culminaram com a cassação do mandato do então Prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) e com Demétrio assumindo o leme da administração municipal, depois de um movimento juridicamente equivocado – patrocinado pela Câmara de Vereadores da cidade, mas que foi liminarmente suspenso pelo Juiz monocrático e confirmado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Demétrio vem conduzindo com correção a tarefa que a História lhe reservou, e não poderia ser diferente, pois Demétrio é uma pessoa de bem, militante disciplinado, dirigente sindical de destaque, lutou pela redemocratização do país, foi inclusive cassado pela Ditadura Militar, e servidor público exemplar, seja na Petrobrás, na Fundação José Pedro de Oliveira ou na CEASA.

Demetrio fez nomeações e alterações na equipe, com destaque para o advogado Nilson Lucilio e o economista Fernando Pupo.

Nilson Roberto Lucílio foi nomeado para a Chefia de Gabinete, escolha mais do que acertada, pois Nilson sempre pode fazer boas escolhas e tem no seu currículo o fato de ter sido Secretário do Prefeito Antonio da Costa Santos e será capaz de imprimir um ritmo adequado a esse governo que o próprio Demétrio chama de “governo de transição”, uma transição que deverá ser além de democrática, orientada pelos princípios da legalidade, moralidade, publicidade, impessoalidade e eficiência.

Nomeou também Fernando Pupo para a Presidência da SANASA, ele vinha ocupando a coordenação geral do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Campinas, o que demonstra a preocupação de Demétrio com o rigor técnico e com as boas relações institucionais com o governo federal. Fernando é economista capaz, homem de vida e honrada que traz no seu currículo ter sido vice-prefeito de Americana, SP, foi ainda candidato a vice-prefeito de Campinas em 1996 na chapa PSB/PCdoB encabeçada por Jacó Bittar, além de ter sido secretário municipal em cidades da região, sempre com competência e retidão.

Contudo, há um aspecto que me preocupa, seja como cidadão campineiro, seja como agente político ou como observador da história, qual seja: a transformação da posição ocupada na chefia do executivo em trincheira ideológica e de exclusão dos aliados com vistas às eleições de próximo ano.

Por que a preocupação? Bem, estou relendo o livro do Celso Marcondes “Em algum lugar do passado”, ed. Brasil Urgente, 1ª. Edição, que trata dos conflitos políticos entre o então petista e prefeito Jacó Bittar e a direção local do PT e que culminaram numa ruptura cujas marcas e dores resistem ao tempo e existem até hoje.

Celso Marcondes “é um homem honrado”, como o qualifica Marco Aurélio Garcia na apresentação do livro, e é meu amigo faz mais de trinta anos, foi dirigente do PT em Campinas, candidato a vice-prefeito em 1.982, Presidente da legenda na cidade e artífice da vitória histórica de Jacó Bittar e Toninho em 1.988, foi também suplente de vereador na cidade e Presidente da SANASA.

Hoje Celso é diretor da revista CARTA CAPITAL e procurou no livro registrar fatos e “… fazer um balanço sério e responsável das razões da derrota.” (referindo-se à saída do PT do governo e a perda de um quadro histórico como Jacó Bittar). E afirma mais: “Não creio que dê para considerar a história encerrada no momento em que o prefeito deixa o partido, e que se ‘parta para outra’, como se muito pouca coisa tivesse acontecido. Afinal, o PT já tem dois precedentes importantes, pois das crises que culminaram com as perdas de suas primeiras prefeituras conquistadas, em Fortaleza e Diadema…”.

Penso que todos deveriam ler ou reler para conhecer, relembrar e compreender os fatos e a história. Lá nas páginas 40 e 41 Celso escreveu: “… não havia existido esforço real do PT para compor uma frente partidária… (…). Desprezávamos possíveis alianças, partindo de dois pressupostos hoje claramente questionáveis: o tamanho diminuto de nossos possíveis aliados e a nossa crença de que só o PT era “oposição de verdade”, uma auto-critica honesta, exemplo que merece ser observado por muitos.

Por que retomo esse episódio no atual contexto e a pretexto de que?

Primeiro para que não erremos novamente, afinal estamos na mesma trincheira e desejamos o bem para a cidade e para as forças políticas progressistas e segundo para que não esqueçamos que o PT em 2008 não venceu as eleições, ao contrário de 1.988 (ano em que o PT venceu as eleições praticamente sozinho, empurrado apenas pela sua militância e pelo vigor de Jacó e Toninho, como narra Celso Marcondes em seu livro) e em 2011 não houve eleições.

Essas circunstâncias não podem ser ignoradas, assim como não podem ser mitigadas e a legalidade e legitimidade do exercício do poder pelo prefeito Demétrio.

O PT volta pela terceira vez a ocupar o gabinete principal do Palácio dos Jequitibás porque fez parte de uma ampla coligação e teve o privilégio da indicação do candidato a vice-prefeito em razão da sua importância e tem hoje a missão de ajudar Demétrio a fazer o governo de transição ao qual o prefeito tem se referido.

Se em 1991 o PT não estava maduro para compreender o papel estratégico do partido e dos parlamentares e o papel tático de um seu filiado à frente do Executivo, passaram-se duas décadas e todos amadureceram.

Demétrio Vilagra tem um papel importantíssimo a cumprir, tem a tarefa de devolver à cidade e seus cidadãos a fé nas instituições e na ação e na prática política o que somente será possível através da não a transformação da administração municipal numa trincheira ideológica ou que tenha como horizonte apenas as próximas eleições e não as próximas gerações, pois como dizia minha professora de História no Vitor Meireles, a Dona Genny, “a História é a ciência dos homens no tempo e temos de aprender com ela”.

http://odireito-oavesso.blogspot.com/2011/09/aprendendo-com-historia.html

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