Ex-comunista arrependida, Marina Silva pede socorro aos homens bons para fundar partido

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Dois do bem, juntos não tem para ninguém

A neo-mulher boa Marina Silva, resgatada das hostes lulísticas do mal pelo poder da fé, luta agora contra a implacável perseguição bolchevista que faz de tudo para impedí-la de fundar seu partido honesto, honrado e não submisso à interesses escusos ou a projetos pessoais de poder. É uma luta titânica que a menina das selvas verdejantes não conseguirá levar adiante sozinha, por isso mesma ela pediu ajuda aos demais partidos dos homens bons, aqueles que também lutam contra a ditadura demoníaca do PT e seu governo para a gentalha, uma vez que estão todos no mesmo barco e todos se aliarão contra a búlgara usurpadora no segundo turno. Com certeza nenhum partido negará ajuda a essa irmã menor que conheceu as agruras petistas por dentro, que foi vítima do próprio Lula na presidência, sendo atrapalhada, judiada e renegada pelo molusco escarlate e agora sofre por quase ter sido jogada ao limbo por ele.

O maior obstáculo marináceo tem sido coletar as assinaturas necessárias para a fundação do seu partido, uma vez que a coação governista ameaça e amedronta as pessoas que assinarem o manifesto. Não fosse essa oposição comunista, a essa altura ela já teria milhões de assinaturas por todo o país, visto que a imensa maioria da população não aguenta mais ser governada por esses usurpadores de plantão. Esperamos que a mobilização dos homens bons em prol de Marina dê resultados, principalmente se forem usados meios democráticos tradicionais para colherem as assinaturas dos empregados e serviçais, nas empresas e nos lares dos homens de bem.

51 RAZÕES PARA DERROTAR $ERRA, P$DB E KA$$AB NESTE 2º TURNO!

 

Confira as razões e os documentos comprovando-as:

1 – $ERRA MENTE SEM PUDOR: SUA PALAVRA NÃO VALE NADA!

Jo$é $erra mentiu em 2004 quando assegurou que iria cumprir os 4 anos de seu mandato à Prefeitura de São Paulo. VEJA AQUI: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Y6wO6YzH9_s
Em 2006, apenas dois anos depois, abandonou a Prefeitura deixando ela de presente para o, então desconhecido, seu vice-prefeito do DEM, Gilberto Ka$$ab, um sujeito oriundo do malufismo e da gestão Cel$o Pitta. VEJA AQUI: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI943059-EI5390,00-SP+Serra+renuncia+hoje+para+concorrer+ao+governo.html
Em 2008, depois de ter assegurado que apoiaria o correligionário Geraldo Alckmin, $erra traiu seu próprio partido e fez campanha por fora para o seu cupincha Gilberto Ka$$ab (DEM; hoje no seu P$D), que então foi eleito para se transformar num dos piores prefeitos da história de São Paulo. VEJA AQUI: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0709200823.htm
Em 2010, $erra abandonou mais uma vez o cargo de Governador para se candidatar à Presidência da República, sua eterna obse$$ão. VEJA AQUI: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4355245-EI7896,00-Serra+entrega+renuncia+e+Goldman+sera+diplomado+na+terca.html
Na reta final da campanha, diante da iminente derrota, $erra apela mais uma vez e ficou marcado por ter forjado uma cena mentirosa, na qual teria sido atingido por uma pedra (que depois comprovou-se ser uma simples ‘bolinha de papel’). VEJA AQUI: http://www.youtube.com/watch?v=nrvEHJB9c-8
Derrotado, em 2011, $erra volta a mentir e assegura que não disputará as eleições para Prefeitura no ano seguinte. VEJA AQUI: http://www.youtube.com/watch?v=ZEMtKn88Syw
Em 2012, $erra candidata-se a Prefeito assegurando mais uma vez que vai cumprir os 4 anos de mandato: dá para acreditar?! VEJA AQUI: http://www.youtube.com/watch?v=7WrAHgeMeoU

2- $ERRA CRIOU E DEU ASAS PARA GILBERTO KA$$AB, UM DOS PIORES PREFEITOS DA HISTÓRIA DE SP!
Se a mentira de $erra tivesse consequências apenas para ele e o seu partido, vá lá. Acontece que suas mentiras e sua ambição sem limites têm consequências terríveis para a cidade de São Paulo. Jo$é $erra entregou São Paulo, e apoiou a recondução ao cargo, do senhor Gilberto Ka$$ab. Atualmente, passados quase 8 anos da gestão $erra-Ka$$ab em São Paulo, raras vezes se viu uma taxa de rejeição tão grande a uma administração voltada exclusivamente aos interesses comerciais e imobiliários que ambos representam.
Serra é o candidato da cidade que está mergulhada no caos da (i)mobilidade urbana, porque não só tem a tarifa de transporte público mais cara do país (VEJA AQUI: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/02/12/metro-de-sp-sobe-a-r-3-neste-domingo-10-tarifa-aumentou-275-desde-o-inicio-do-plano-real.htm patrocinada pelo seu aliado, apadrinhado político, antigo vice-prefeito, apoiador e entusiasta, Gilberto Kassab (PSD)- como, além disso, sucateou o serviço e, na parceira de que se orgulha em tanto ter com o governo do Estado, ampliou, em 20 anos de governo do seu partido no Estado de São Paulo, apenas em média de 2,5 km por ano a extensão das linhas de metrô (VEJA AQUI: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2011/08/metro-de-sp-vai-levar-mais-de-30-anos-para-atingir-meta-do-governo-do-estado da cidade.

Ao longo deste mês de setembro de 2012, a gestão $erra-Ka$$ab conseguiu atingir o índice de rejeição recorde de 48%! VEJA AQUI: http://www.revistabrasileiros.com.br/2012/09/05/kassab-atinge-rejeicao-recorde-de-48/
Embora ele negue e creia em contos da carochinha (VEJA AQUI: http://www.valor.com.br/eleicoes2012/2830898/rejeicao-nao-e-dado-relevante-diz-serra ) não é à toa que $erra tem a taxa de rejeição mais alta, 46% segundo o Datafolha, entre todos os candidatos à prefeitura de São Paulo – e isso não só não é pouca coisa, mas também faz muito sentido!

3 – ALÉM DE MENTIRO$O E IRRE$PON$ÁVEL, $ERRA E SUA FAMÍLIA TAMBÉM SÃO CORRUPTOS!
Hoje está amplamente comprovada a participação direta de Jo$é $erra, amigos e familiares diretos, num dos maiores esquemas de corrupção já vistos na história do Brasil. Os personagens principais da maracutaia, fartamente documentada, são gente do alto tucanato: Ricardo Sérgio de Oliveira (senhor dos caminhos das offshores caribenhas, usadas pela turma para esquentar o dinheiro), Gregório Marin Preciado (sócio de José Serra), Alexandre Bourgeois (genro de José Serra), a filha de Serra, Verônica (cuja offshore caribenha, em sociedade com Verônica Dantas, lavou pelo menos 5 milhões de dólares), o próprio José Serra e o indefectível Daniel Dantas.

A quadrilha de privatas tucanos movimentou cerca de 2,5 bilhões de dólares, há propinas comprovadas de 20 milhões de dólares, dinheiro que não cabe em malas ou cuecas. O livro revela também o indiciamento de Verônica Serra por quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros e traz provas documentais de sua sociedade com Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas, do Banco Opportunity, numa offshore caribenha. VEJA AQUI: http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Privataria_Tucana

Todas essas passagens, e muitas outars, estão amplamente analisadas e documentadas no livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr. Dentre as provas que constam no livro:

– As imagens do Citco Building, em Tortola, Ilhas Virgens britânicas, gavetas recheadas de empresas offshore, “a grande lavanderia”, pág. 43.

– Sobre a pechincha da venda da Vale, na pág. 70.

– Sobre o grande sucesso “No limite da irresponsabilidade”, na voz de Ricardo Sérgio, pág. 73.

– Sobre o MTB Bank e sua turma de correntistas, empresários, traficantes e políticos de várias tendências, e a pizza gigante de dois sabores (meio petista, meio tucana) da CPI do Banestado, pág. 75.

– Como a privatização tucana fez o governo (com o seu, meu dinheiro), pagar aos compradores do patrimônio público, pág.171.

– A divertida sopa-de-nomes das empresas offshore, massarocas intencionais para despistar a polícia do dinheiro do crime, pág. 188.

– Os grandes personagens do submundo da política, arapongas que trabalham a quem pague mais, pág. 245.

– Um retrato completo do modus operandi da mídia pró-serra na eleição de 2010, a partir da pág. 295.

– Outro resumo perfeito, do caso Lunus, quando a arapongagem serrista detonou a candidatura de Roseana Sarney, pág. 314
VEJA AQUI: http://www.cartacapital.com.br/politica/a-%E2%80%9Cprivataria-tucana%E2%80%9D-de-amaury-ribeiro-jr-chega-as-bancas-cartacapital-relata-o-que-ha-no-livro/

Com destaque a duas operações amplamente comprovadas ao longo do livro:
A . Os depósitos comprovados (pag. 4/11) do empresário GREGÓRIO MARIN PRECIADO, casado com uma prima de JOSÉ SERRA e ex-sócio do ex-governador de São Paulo (o mesmo SERRA), na conta da empresaFranton Interprises (pag. 3/11), vinculada ao ex-caixa de campanha do próprio SERRA e de FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, RICARDO SÉRGIO OLIVEIRA. A soma de tais valores ultrapassa os US$ 1,2 milhão e cresce sobretudo no ano eleitoral de 2002, quando SERRA foi candidato à Presidência. Mais de 80% dos recursos recebidos pela Franton na Beacon Hill tem origem em PRECIADO. RICARDO SÉRGIO, como se sabe, foi diretor do Banco do Brasil e o grande articulador de consórcios de privatização no período FHC.

B. Os depósitos realizados pela empresa Infinity Trading, pertence ao empresário CARLOS JEREISSATI, (pag 9/11) igualmente na Franton Interprises e RICARDO SÉRGIO. JEREISSATI liderou um dos consórcios que participou dos leilões de privatização e comprou parte da Telebrás. É de conhecimento geral que a formatação de consórcios e as privatizações da Telebrás também tiveram a intervenção de RICARDO SÉRGIO. Em muitas ocasiões se falou de propina na venda de estatais, mas esta é a primeira vez que aparece uma evidência disso lastreada por documentos bancários oficiais.

VEJA AQUI: http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4756940-EI15315,00-Confira+a+carta+entregue+por+Amaury+Ribeiro+Jr+aos+jornalistas.html

A Família $erra e a Família Daniel Danta$
Iniciada em 2004 pela PF, a operação Satiagraha averiguou delitos como o desvio de verbas públicas, a corrupção e a lavagem de dinheiro. Resultou na prisão de banqueiros, diretores de banco e investidores em 2008. Empregado pelo pacifista hindu Mahatma Gandhi, o termo satiagraha, do sânscrito, é composto pelas palavras satya (verdade) e agraha (firmeza). Também é interpretado como “o caminho da verdade”.
Sustentava que sua xará Verônica Dantas “foi indicada pelo CVC Opportunity para representa lo no conselho de administração da Decidir. Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e mail. Ela nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir — todas ocorriam mensalmente em Buenos Aires. O Citibank Venture Capital com sede em NY é quem mantinha o CVC Opportunity informado sobre a Decidir”.
A filha do ex governador afiançava ainda que a Decidir sempre foi sediada em Buenos Aires e que no auge da bolha da internet foi aberta uma subsidiária em Miami. “Eu não tenho nenhuma ligação com a empresa desde o primeiro semestre de 2001”, dizia ainda na nota.
E o que este livro tem de novo a acrescentar sobre a Decidir?
Documentos, é claro, obtidos de forma lícita, que esclarecem de vez a saga da sociedade entre as Verônicas. Os papéis comprovam que Verônica mentiu várias vezes em sua nota. A empresa não fechou as portas, Verônica não deixou a empresa e o dinheiro do Opportunity e do Citibank aplicado na firma também nunca esteve na Argentina.
Após cancelar seu registro de funcionamento no Departamento de Comércio da Flórida em 2001, a Decicir passa a ter outro endereço.
Dá para adivinhar?
As Ilhas Virgens Britânicas, é claro, e mais especificamente para o Citco Building, o velho navio pirata que ajudou a amoitar o dinheiro da propina das privatizações. A Decidir é transformada em offshore e rebatizada como Decidir International Limited. Não se trata de uma estratégia de investimento no Caribe. A legislação do paraíso fiscal caribenho veda transações financeiras em seu próprio território. A finalidade das offshores é a de propiciar transações financeiras intercontinentais. Como ensinam os manuais internacionais de combate aos crimes financeiros, as offshores funcionam como empresas ônibus, que transportam dinheiro, quase sempre sem origem justificada, entre contas bancárias, um artifício que visa apenas dificultar as investigações fiscais e policiais e de outras autoridades que verificam atividades financeiras provenientes da corrupção, do narcotráfico e do terrorismo. E qual é a função da offshoreDecidir? Internar dinheiro. Onde? Na empresa Decidir do Brasil, que funciona no escritório da filha do ex governador, localizado na Rua Renato Paes de Barros, no bairro Itaim Bibi, em São Paulo (SP). Documento da Junta Comercial de São Paulo revela como a empresa injeta de uma vez R$ 10 milhões, em 2006, na Decidir do Brasil, que muda de nome para Decidir.com.Brasil S.A. Como isto ocorreu? Simplesmente, aoffshore de Verônica Serra adquiriu 99% das ações — correspondentes, na época, aos US$ 5 milhões investidos por Dantas e o Citicorp na empresa homônima de Miami — da empresa Decidir Brasil.com.br. É exatamente o que você está lendo: surge na nossa crônica uma terceira “Decidir”…
Não é falta de imaginação. Ao contrário, trata se de uma demonstração inegável de criatividade na tortuosa arte da esquiva.
Além de funcionar no escritório de Verônica Serra na Rua Dr. Renato Paes de Barros, bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, a Decidir brasileira tem como vice presidente a própria filha do governador.
Apesar de ter recebido toda a bolada das Ilhas Virgens Britânicas, a Decidir do Brasil já no primeiro ano acumula um prejuízo de quase R$ 1 milhão, segundo balanço da empresa publicado na imprensa.
Se a empresa vai mal, a empresária vai bem, obrigado. A Decidir do Brasil trabalha no vermelho, mas Verônica ostenta rendimentos suficientes para investir em uma casa de praia em Trancoso, Sul da Bahia, um refúgio de milionários paulistas. Fica no condomínio Alto do Segredo, área verde com vista para o mar. Vista, aliás, que Serra costuma desfrutar, como aconteceu no reveillon de 2010.
Antes da filha comprar a residência, seu anfitrião em Trancoso era o primo emprestado e ex sócio Gregório Marín Preciado. Guarde este nome. Serra deixou de frequenta lo tão amiúde, mas nós vamos visita lo muitas vezes no decorrer destas páginas.
De acordo com documentos obtidos em cartórios, a filha do governador fecha outro negócio, este mais interessante: compra de terceiros, em setembro de 2001, por R$ 475 mil, a mansão em que Serra mora, no bairro Alto de Pinheiros, área nobre de São Paulo. Um excelente negócio para Serra, que continua morando no mesmo endereço.
Mas de onde vem esse dinheiro? Não se sabe. Mas Verônica tenta nos ajudar: a fortuna lhe sorriria por obra de ganhos de capital no exterior. À revista IstoE Dinheiro (sempre a mesma publicação) ela disse que a chave do cofre traria o nome de Patagon, uma companhia argentina de internet por meio da qual teria levantado cerca de R$ 1 milhão como resultado de aplicações financeiras.
O Citco Building é, não por coincidência, também o mesmo endereço da IConexa Inc., do marido Bourgeois. Como se verá aqui e adiante, esse modus operandi apenas reproduz a fórmula bolada por Ricardo Sérgio de Oliveira na década de 1980. A exemplo da Decidir caribenha, a IConexa passa a internar dinheiro na IConexa Ltda., que funciona no mesmo prédio da Decidir, ou seja, o escritório de Verônica no bairro Itaim Bibi. Toda vez que Bourgeois quer trazer o dinheiro invernado no velho navio corsário, ele faz um aumento de capital na Iconexa, que é integralizado (posto em dinheiro vivo) pela IConexa Inc. Aí acontece o mais inacreditável: Bourgeois assina pelas duas empresas (a IConexa Inc. e a IConexa do Brasil Ltda.) nessas operações. Conforme documentação obtida na Junta Comercial de São Paulo, entre os anos de 2000 e 2002, Bourgeois trouxe um total de R$ 7 milhões do Caribe.

VEJA AQUI: http://varietadipost.blogspot.com.br/2012/01/privataria-tucana-de-amaury-ribeiro-jr_9559.html

I$$o sem contar o escândalo do Paulo Preto e do Rodoanel:
O ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot afirma em reportagem publicada pela revista IstoÉ que, no exercício do cargo, foi pressionado pelo então governador de São Paulo e atual pré candidato à prefeitura da capital paulista, José Serra (PSDB), para aprovar aditivos ilegais ao trecho sul do Rodoanel. A obra teria servido de caixa 2 para a campanha do tucano à Presidência em 2010. “Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o (Gilberto) Kassab (PSD) e 20% para o (Geraldo) Alckmin (PSDB). (…) Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que essa obra financiava a campanha do Serra”, disse Pagot, que garante ter se negado a atender aos pedidos.
» Confira a entrevista de Luiz Antonio Pagot à revista IstoÉ
A quantia reivindicada chegaria a R$ 264 milhões. Segundo Pagot, em 2009 Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, então diretor da Dersa, tentou convencê-lo a liberar os recursos. Em reunião no Palácio dos Bandeirantes, 40 dias depois, Pagot teria se recusado a assinar Termo de Ajuste de Conduta (TAC) do Ministério Público Federal (MPF), o que teria intensificado as pressões. O ex-diretor do Dnit afirma ter sido procurado por Paulo Preto, pelo deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), pelo então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e pelo atual chefe da pasta, Paulo Passos. O Tribunal de Contas da União (TCU) acabaria autorizando a assinatura do TAC pela Dersa, e o aditivo resultou pago pelo governo de São Paulo. O comitê de Serra e do PSDB teriam recebido das empreiteiras envolvidas nas obras quase R$ 40 milhões. O representante de uma empreiteira e Valdemar Costa Neto confirmaram os pedidos. Nascimento admitiu ter sido procurado pelo governo paulista, mas diz não ter atendido às pressões, que Passos negou ter sofrido.
VEJA AQUI: http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2012/noticias/0,,OI5809469-EI19136,00-Rodoanel+financiou+campanha+de+Serra+diz+exdiretor+do+Dnit.html

E o escândalo Alstom (ou Al$tom) no Metrô paulista:
O Escândalo do caso Alstom consiste numa série de denúncias de pagamento de propina feitos pela empresa francesa Alstom a vários políticos brasileiros do PSDB, que vêm sendo feitas por órgãos de imprensa da mídia internacional, tais como o Wall Street Journal e o Der Spiegel,[1] e que foram, em parte, repercutidos no Brasil, principalmente pelos jornais O Estado de S. Paulo [2][3] e Folha de S. Paulo.[4][5]
Notadamente a Alstom desembolsou US$ 6,8 milhões em propinas para conseguir obter um contrato de 45 milhões de dólares na expansão do metrô de São Paulo.[6]
De acordo com o que consta de documentos enviados ao Ministério da Justiça do Brasil pelo Ministério Público da Suíça, no período de 1998 a 2001 – durante o qual o PSDB foi o ‘partido no Poder’ noEstado de São Paulo – pelo menos 34 milhões de francos franceses teriam sido pagos em propinas a autoridades governamentais do Governo do Estado de São Paulo e a políticos paulistas utilizando-se empresas offshore. Empresas offshores são empresas criadas em paraísos fiscais, onde gozam de proteção por regras de sigilo que dificultam investigações. Os pagamentos teriam sido feitos utilizando-se o esquema de contratos de ‘consultoria de fachada’. O valor das “comissões” supostamente pagas pela Alstom em troca da assinatura de contratos pelo Governo do Estado de São Paulo chegaria a aproximadamente R$ 13,5 milhões. Segundo o Ministério Público da Suíça, pelo cruzamento de informações, esses trabalhos de “consultoria” foram considerados como sendo trabalhos fictícios.[2]
No período de negociação e da assinatura dos contratos de consultoria estava à frente da Secretaria de Energia de São Paulo – que comandava a Eletropaulo – o então genro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, David Zylbersztajn (deixou o cargo em janeiro de 1998, ao assumir a direção geral da Agência Nacional do Petróleo), o atual secretário de Coordenação das Subprefeituras da cidade de São Paulo, Andrea Matarazzo, que ocupou a secretaria por alguns meses, e o atual secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.[2]
VEJA AQUI: http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_do_caso_Alstom

4 – ALÉM DE MENTIROSO, IRRESPONSÁVEL E CORRUPTO, $ERRA TAMBÉM NÃO TEM LIMITE NA SUA AMBIÇÃO!
$erra já demonstrou inúmeras vezes não ter qualquer escrúpulos na sua ambição pelo poder, em especial pela Presidência da República.
Nas últimas 3 eleições presidenciais Jo$é $erra travou uma guerra suja nos bastidores de suas alianças políticas, para sempre ser ele o candidato à Presidência do grupo P$DB-DEM

2002 – $ERRA x ROSEANA SARNEY
A empresa, de propriedade da governadora Roseana Sarney (PMDB) e do marido dela, Jorge Murad, tornou-se o epicentro de uma crise política que modificou os rumos da campanha eleitoral de 2002, justamente quando a direita brasileira parecia capaz de emplacar, finalmente, um candidato puro-sangue com real chance de chegar à Presidência da República. Na época, Roseana Sarney era do PFL, atual DEM, e resplandecia numa eficiente campanha de mídia como exemplo de mulher corajosa, determinada e, sobretudo, competente. Resguardada pelo poder do pai, o senador José Sarney (PMDB-AP), e pela aliança pefelista que sustentava o governo Fernando Henrique Cardoso, Roseana sonhou, de fato, em tornar-se a candidata da situação contra Luiz Inácio Lula da Silva.
VEJA AQUI: http://www.cartacapital.com.br/politica/caso-lunus-a-verdade-dos-fatos/

2006 a 2008 – $ERRA x ALCKMIN
Em 2006, quatro anos depois de ter sido derrotado pela primeira vez por Lula à Presidência, $erra queria concorrer novamente, e para isso passou a travar uma batalha suja contra seu colega de partido Geraldo Alckmin – que também pretendia, e acabou sendo o escolhido para perder para Lula em sua reeleição.
Em 2008, quando era governador, Serra rifou a candidatura de Geraldo Alckmin a prefeito de São Paulo, como que num gesto de vingança, e apoiou Gilberto Kassab, que era do DEM, seu compar$a preferido. Alckmin não foi nem para o segundo turno e pegou bronca da dupla Serra & Kassab, o vencedor de 2008.
VEJA AQUI: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0709200823.htm

2010 – $ERRA x AÉCIO
VEJA AQUI: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/serra-x-aecio-capitulos-de-uma-guerra-de-imprensa
Por trás da guerra entre tucanos mineiros (aecistas) e paulistas (serristas), havia também entre 2009 e 2010 uma luta entre jornais engajados.
O Estado de São Paulo e a Folha de S. Paulo não economizaram esforços para detonar toda e qualquer possibilidade de o então governador mineiro, Aécio Neves, ser o candidato tucano à Presidência.
Fato consumado, Aécio fora, o jornal mineiro não silenciou, quando a imprensa paulista, depois dos ataques ao correligionário, encabeçou campanha para tornar o ex-governador de Minas, meio à força, o vice da chapa.
Tudo começou com uma ameaça não tão velada por parte de Serra. O Estadão publicou, sem muito pudor, um dos artigos mais agressivos já vistos contra um pré-candidato à Presidência de mesma filiação partidária do veículo: o já famoso “Pó pará, Governador”, assinado por Mauro Chaves, uma referência a supostas farras aecistas.
O livro de Amaury Ribeiro Jr, A Privataria Tucana, mostra que o alerta era apenas a face pública de um processo de arampongagem desencadeado por Serra contra Aécio.
Na Folha, os arquvos do jornal mostram uma sucessão de alarmes falsos sobre desistências de Aécio, além do não menos famoso balão de ensaio, lançado por um colunista, de que o mineiro decidira pela vice na chapa – ainda em maio de 2009.
A resposta do Estado de Minas chegou quase um ano depois, com um duro editorial contra as pretensões paulistas de obrigarem Aécio, depois de tanto atacá-lo, a entrar na disputa “a reboque de Serra” (Ainda da parte do Estado de Minas, cumpre lembrar, evidentemente, do discurso do dono do jornal, Àlvaro Teixeira da Costa, aconselhando os paulistas “a não mexerem com Minas”, discurso proferido no aniversário de 80 anos do jornal, e do próprio livro do Amaury, que começara a ganhar forma na redação mineira, como ele próprio conta).
Mas por que jornais se engajaram na luta dos seus conterrâneos de forma tão agressiva? Bairrismo? Sentimento de província? Não, logico que não.
Estes jornais sabem o quanto podem lucrar com a chegada de um aliado ao poder e, de certa forma, quando defendiam a causa alheia, defendiam a própria causa.
Os três jornais tinham vinculações não somente políticas e ideológicas com seus candidatos, mas também financeiras. Os três jornais foram agraciados com gordas somas publicitárias, lucraram com negócios mal explicados de distribuição de jornais em escolas, e usufruíram de outras facilidades econômicas, enquantoseus governadores estiveram no poder.
Abaixo os três momentos citados acima: o artigo do falecido jornalista Mauro Chaves, no Estadão, com ameaças a Aécio; o balão de ensaio lançado por Kennedy Alencar, anunciando que o ex-governador mineiro optara por ser mero coadjuvante, e o editorial-bomba do Estado de Minas alertando para os perigos de paulistas incorrerem em erros passados.
São, de certa forma, três momentos de uma guerra de imprensa.

2012 – $ERRA x MILITANTES DO P$DB CANSADOS DE $ERRA
VEJA AQUI: http://www.youtube.com/watch?v=K96SGEVAtVU

5 – $ERRA PERTENCE A UM GRUPO POLÍTICO (P$DB) QUE DOMINA O ESTADO DE SP HÁ QUASE 20 ANOS!

$erra, seu grupo político e seu partido, o P$DB, estão prestes a completar 20 anos à frente do governo do estado de São Paulo, com resultados pífios em todos os pr9incipais quesitos de sua administração.
VEJA AQUI: http://noticias.r7.com/eleicoes-2010/noticias/com-geraldo-alckmin-psdb-deve-governar-sao-paulo-por-20-anos-20101004.html

6 – $ERRA PERTENCE AO GRUPO POLÍTICO E AO PARTIDO DE FHC, O GOVERNO MAIS PRIVATIZANTE DA HISTÓRIA DO BRASIL!
Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, $ERRA E DO P$DB. O que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixaou uma pesada herança para seu sucessor.

1994 e 1998. O dinheiro secreto das campanhas: Denúncias que não puderam ser apuradas graças a providenciais operações abafa apontaram que tanto em 1994 como em 1998 as campanhas de Fernando Henrique Cardoso foram abastecidas por um caudaloso esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
Isso sem falar da compra de votos no Congresso Federal, para aprovar a emenda da reeleição…

A taxa média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.

Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo FHC premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.

O pontos que seguem formam um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC, $ERRA E P$DB e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.
Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.
VEJA AQUI: http://psdbnuncamais.blogspot.com.br/

7 – $ERRA E O P$DB FORAM CONIVENTES COM A CORRUPÇÃO

O governo do P$DB foi totalmente beneficiário e conivente com a corrupção. Um
dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto (as famosas “medidas provisórias”), a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo
combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.
VEJA AQUI: http://pt.wikipedia.org/wiki/Controladoria-Geral_da_Uni%C3%A3o

8 – O ESCÂNDALO DO $IVAM

1996. Escândalo do SIVAM | : O projeto SIVAM foi associado a um superescândalo que redundou na contratação da empresa norte-americana Raytheon, depois da desqualificação da brasileira Esca (uma empresa que acomodava “amigos dos amigos” e foi extinta por fraudes contra a Previdência). Significativamente, a Raytheon encomendou o gerenciamento do projeto à E-Systems – conhecido braço da CIA. Até chegar a Raytheon, o mondé foi grande. Conversas gravadas apontavam para o Planalto e, preferindo perder os anéis para não perder os dedos, Cardoso demitiu o brigadeiro Mauro Gandra do ministério da aeronáutica e o embaixador Júlio César dos Santos da chefia do seu cerimonial. Depois, como prêmio pela firmeza como guardou o omertá, Júlio César foi nomeado embaixador do país no México.

VEJA AQUI: http://www.youtube.com/watch?v=MS25qseSwz8 E http://www.estadao.com.br/arquivo/nacional/2002/not20020724p56687.htm

9 – A FARRA DO PROER
1995. O inesquecível PROER: Em 1995 o ex-presidente Cardoso e o P$DB deeram uma amostra pública do seu compromisso com o capital financeiro e, na calada de uma madrugada de um sábado em novembro de 1995, assinou uma medida provisória instituindo o PROER, um programa de salvação dos bancos que injetou 1% do PIB no sistema financeiro – um dinheiro que deixou o sofrido Tesouro Nacional para abastecer cofres privados, começando pelo Banco Nacional, então pertencente a família Magalhães Pinto, da qual um de seus filhos era agregado. Segundo os ex-presidentes do Banco Central, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, a salvação dos bancos engoliu 3% do PIB, um percentual que, segundo economistas da Cepal, chegou a 12,3%.

O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.
VEJA AQUI: http://www.outroladodanoticia.com.br/inicial/41578-nefasta-era-fhc-o-proer-manda-lembranca.html

10 – CAIXA-DOI$ DE CAMPANHA$ DO P$DB

As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
1996. Engavetamento da CPI dos Bancos. Disposto a controlar a crise aberta pelas suspeitas sobre o sistema financeiro, o presidente Fernando Henrique Cardoso ameaçou e “convenceu” as lideranças do Senado a engavetar os requerimentos para instalação de uma CPI sobre os bancos. Em compensação, o ministério da Fazenda se comprometeu (e nunca cumpriu) a prestar contas ao Senado sobre o PROER. Decepcionada, a CNBB distribuiu nota dizendo não ser justo “que se roube o pouco dinheiro de aposentados e trabalhadores para injetar no sistema financeiro, salvando quem já está salvo ou já acumulou riquezas através da fraude e do roubo”.
VEJA AQUI: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/tag/cpi-dos-bancos/

11 – PROPINA$ NA$ PRIVATIZAÇÕE$ TUCANA$

1998. O escândalo da privatização (1): A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. O ex-caixa de campanha de Fernando Henrique Cardoso e de José Serra, um tal Ricardo Sérgio de Oliveira, que depois foi agraciado com a diretoria da Área Internacional do Banco do Brasil, não conseguiu se defender das acusações de pedir propinas para beneficiar grupos interessados no programa de privatização. O mala-preta de Cardoso teria pedido R$ 15 milhões a Benjamin Steinbruch para conseguir o apoio financeiro de fundos de pensão para a formação de um consórcio para arrematar a cia. Vale do Rio Doce e R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.

VEJA AQUI: http://www.supersitegood.com/deultima/texto.php?mat=217

1996. Modificação na lei de Patentes. Cedeu em tudo que os EUA queriam e, desdenhando às súplicas da SBPC e universidades, Fernando Henrique Cardoso acionou o rolo compressor no Congresso e alterou a Lei de Patentes, dando-lhe um caráter entreguista e comprometendo o avanço científico e tecnológico do país.

VEJA AQUI: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/4/21/brasil/10.html

12 – A COMPRA DE VOTO$ NA EMENDA DA REELEIÇÃO

1997. O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.
VEJA AQUI: http://www1.folha.uol.com.br/fol/pol/po14051.htm

13 – GRAMPOS TELEFÔNICOS

1998. O escândalo da privatização (2): Grampos instalados no BNDES pescaram conversas entre Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende, nos leilões que se seguiram ao esquartejamento da TELEBRÁS. O grampo detectou a voz do ex-presidente Cardoso autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
VEJA AQUI: http://veja.abril.com.br/infograficos/rede-escandalos/perfil/ricardo-sergio-de-oliveira.shtml E http://www2.uol.com.br/tododia/ano98/novembro/dia20/brasil.htm

14 – O JUIZ LALAU E O TRT PAULI$TA

Planalto, TRT de São Paulo e cercanias: O famoso Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, um dos mais eficazes “gerentes financeiros” da campanha de reeleição de Fernando Henrique Cardo$o, ex-tesoureiro da campanha de Jo$é $erra também, se empenhou vivamente no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista. As maus línguas ainda falam em superfaturamento no Serpro, lobby para empresas de informática, ajuda irregular à Encol e manipulação de recursos dos fundos de pensão na festa das privatizações.

A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.
VEJA AQUI: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-06-21/stj-mantem-pena-de-31-anos-de-prisao-para-ex-senador-luis-estevao

15 – OS RALO$ DO DNER

O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.
VEJA AQUI: http://www.istoe.com.br/reportagens/6443_O%20DOSSIE%20EDUARDO%20JORGE

16 – O “CALADÃO”

O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo
FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O “caladão” provocou prejuízo aos consumidores,às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.
VEJA AQUI: http://www2.uol.com.br/JC/_1999/1407/art1407.htm

17 – A MEGADE$VALORIZAÇÃO DO REAL

FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava “ou eu ou o caos”. Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial
e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.
VEJA AQUI: http://pt.wikipedia.org/wiki/Desvaloriza%C3%A7%C3%A3o_do_real_em_1999

18 – O CA$O MARKA/FONTECINDAM

1999. O caso Marka/FonteCindam: Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo. Enquanto isso, faltava dinheiro para saúde, educação, desenvolvimento científico e tecnológico
VEJA AQUI: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u20042.shtml

19 – BA$E DE ALCÂNTARA
2001. Acordo de Alcântara: Em abril de 2001, à revelia do Congresso Nacional, o governo Cardoso assinou um “acordo de cooperação internacional” que, na prática, transfere o Centro de Lançamento de Alcântara para os EUA. O acordo ainda não foi homologado pelo Congresso graças à resistência da sociedade civil organizada.
Acordos com FMI: Em seus oito anos de mandato, Fernando Henrique Cardoso enterrou a economia do país. Para honrar os compromissos financeiros, precisou fazer três acordos com o FMI, hipotecando o futuro aos banqueiros. Por trás de cada um desses acordos, compromissos que, na prática, transferiram parte da administração pública federal para o FMI. Como resultado, o desemprego, o arrocho salarial, a contenção dos investimentos públicos, o sucateamento da educação e saúde, a crise social, a explosão da violência.

O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
VEJA AQUI: http://www.apropucsp.org.br/revista/r17_r07.htm

20 – BIOPIRATARIA OFICIAL

Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.
VEJA AQUI: http://www.crf-rj.org.br/crf/revista/40/12.asp

21 – O FIASCO DOS 500 ANOS

2000. O fiasco dos 500 anos: O Brasil completou seu 500º aniversário sem uma festa decente. Em nome da contenção de gastos determinado pelo FMI, Cardoso proibiu as comemorações, que ficaram reduzidas às armações do então ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca. O fiasco foi total. Índios e sem-terra foram agredidos pela polícia porque tentaram festejar a data em Porto Seguro. De concreto mesmo, ficou uma caravela que passou mais tempo viajando do Rio de Janeiro até a Bahia do que a nau que trouxe Pedro Álvares Cabral de Portugal até o Brasil em 1500 e um stand superfaturado na Feira de Hannover. A caravela deve estar encostada em algum lugar por aí e Paulo Henrique Cardoso, filho do presidente, está respondendo inquérito pelo superfaturamento da construção do stand da Feira de Hannover, em 2000.
VEJA AQUI: http://www.istoe.com.br/reportagens/32112_FECHA+SE+O+CERCO+A+GRECA+

22 – EDUARDO JORGE, UM PERSONAGEM $U$PEITO

Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um
dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Muito próximo de $erra, suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.
VEJA AQUI: http://veja.abril.com.br/infograficos/rede-escandalos/perfil/eduardo-jorge-caldas-pereira.shtml E http://www.brasilnews.com.br/arquivo/semana/julho/26.htm

23 – DRIBLE NA REFORMA TRIBUTÁRIA

O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.
VEJA AQUI: http://www.fazenda.gov.br/portugues/documentos/1998/P981126.asp
O escândalo dos computadores: A idéia de equipar as escolas públicas com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata com a completa ignorância da Lei de Licitações. Não satisfeito, o governo Cardoso fez megacontrato com a Microsoft para adoção do sistema Windows, uma manobra que daria a Bill Gates o monopólio do sistema operacional das máquinas. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.

VEJA AQUI: http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=2091914&hl=pt-BR

24 – ROMBO TRAN$AMAZÔNICO NA $UDAM

O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.

25 – OS DE$VIO$ NA $UDENE

Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da
Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.

26 – CALOTE NO FUNDEF

O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valoresestabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.

27 – ABUSO DE MPS

Autoritarismo: Passando por cima do Congresso Nacional, Fernando Henrique Cardoso burlou o espírito da constituição e administrou o país com base em medidas provisórias, editadas e reeditadas sucessivamente. Enquanto os presidentes José Sarney e Fernando Collor, juntos, editaram e reeditaram 298 MP’s, Cardoso exerceu o poder de forma autoritária, editando mais de 6.000 medidas provisórias.

Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas.

28 – QUEBRA DO MONOPÓLIO E ACIDENTE$ NA PETROBRA$
1995. Quebra do monopólio da PETROBRÁS. Pouco se lixando para a crescente importância estratégica do petróleo, Fernando Henrique Cardoso usou seu rolo compressor para forçar o Congresso Nacional a quebrar o monopólio estatal do petróleo, instituído há 42 anos. Na comemoração, Cardoso festejou dizendo que essa era apenas mais uma das “reformas” que o país precisava fazer para se modernizar.
VEJA AQUI: http://veja.abril.com.br/arquivo_veja/capa_14061995.shtml

Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras
protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.
Renda em queda e desemprego em alta: A Era FHC foi marcada pelos altos índices de desemprego e baixos salários.

29 – APOIO A FUJIMORI

O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.

30 –DE$MATAMENTO NA AMAZÔNIA

Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.

31 – OS COMPUTADORES DO FUST

A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.

32 – ARAPONGAGEM

O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.

33 – O ESQUEMA DO FAT

A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.

34 – MUDANÇA$ NA CLT

A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.

35 – OBRA$ IRREGULARE$

Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.

36 – EXPLO$ÃO DA DÍVIDA PÚBLICA

Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. A dívida já equivalia em 2001, preocupantes 54,5% do PIB.

37 – AVANÇO DA DENGUE

A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.

38 – VERBA$ DO BNDE$

Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

39 – CRESCIMENTO PÍFIO DO PIB

Na “Era FHC”, a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.
Desenvolvimento Humano. Segundo o Human Development Report 2001 (ONU), o Brasil ficou na 69ª posição, atrás de países como Eslovênia (29º posição), Argentina (34º posição), Uruguai (37º posição), Kuwait (43º posição), Estônia (44º posição), Venezuela (61º posição) e Colômbia (62º posição).

40 – RENÚNCIA$ NO $ENADO

A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães
(PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.

41 – APAGÃO E RACIONAMENTO DE ENERGIA

2001. Racionamento de energia: A imprevidência do governo Cardoso, completamente submisso às exigências do FMI, suspendeu os investimentos na produção de energia e o resultado foi o apagão no setor elétrico. O povo atendeu a campanha de economizar energia e, como “prêmio”, teve as tarifas aumentadas para compensar as perdas de faturamento das multinacionais que compraram as distribuidoras de energia nos leilões de desnacionalização do setor. Uma medida provisória do governo Cardoso transferiu o prejuízo das distribuidoras para os consumidores, que lhes repassaram R$ 22,5 bilhões.

42- A$$ALTO AO BOL$O DO CONSUMIDOR

FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.

43 – EXPLO$ÃO DA VIOLÊNCIA

O Brasil tornou-se um país cada vez mais violento durante o governo FHC e P$DB. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.

44 – A FALÁCIA DA REFORMA AGRÁRIA

O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.

45 – $UB$ERVIÊNCIA INTERNACIONAL

A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que ao visitar a embaixada norte-americana, em Brasília, para apresentar a solidariedade do povo brasileiro aos EUA por ocasião dos atentados de 11 de setembro de 2001, Cardoso e seu ministro do exterior, Celso Lafer, levaram um chá de cadeira de 40 minutos e só foram recebidos após passarem por uma revista que lhes fez até tirar os sapatos.

VEJA AQUI: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u37688.shtml

46 – RENDA EM QUEDA E DESEMPREGO EM ALTA

Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.

47 – RELAÇÕE$ PERIGOSA$

Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman – paraíso fiscal do Caribe.

48 –VIOLAÇÕE$ AOS DIREITOS HUMANOS

Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.

49 –CORREÇÃO DA TABELA DO IR

Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.

50 – INTERVENÇÃO NA PREVI

FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de
2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.

51 – BARBEIRAGEN$ E “IRRESPON$ABILIDADE$” DO BANCO CENTRAL

O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – foi naquele ano o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.

MAIS RAZÕES POR QUE NÃO QUEREMOS JOSÉ SERRA PREFEITO DE SÃO PAULO?!

>Porque ele diz ter a carreira política íntegra, mas esconde, omite e se desdobra para manter no silêncio todo o episódio d’A Privataria Tucana (vide aqui: http://www.cartacapital.com.br/politica/resenha-de-a-privataria-tucana-causa-demissao-de-jornalista-na-revista-da-biblioteca-nacional/ e download aqui: http://www.4shared.com/office/_g97fr3a/A_Privataria_Tucana.html

>Porque ele, embora negue e creia em contos da carochinha (vide: http://www.valor.com.br/eleicoes2012/2830898/rejeicao-nao-e-dado-relevante-diz-serra tem a taxa de rejeição mais alta, 44% segundo o Datafolha, entre todos os candidatos à prefeitura de São Paulo – e isso não só não é pouca coisa, mas também faz muito sentido!;

>Porque ele se diz um entusiasta da liberdade de expressão e de imprensa, mas é um truculento que manda demitir jornalistas que tecem críticas a ou, no mínimo, contestam o que ele faz (vide:http://ponto.outraspalavras.net/2012/07/26/nassif-levanta-contribuicoes-de-leitores-repudiando-acoes-autoritarias-de-serra/

ETC

ETC

ETC

— com Natália Haydú.

Haddad PT será eleito prefeito de SP neste domingo, mostra Datafolha

DE SÃO PAULO

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, deve vencer a eleição neste domingo (28). Pesquisa Datafolha concluída hoje, véspera da votação, mostra o petista 16 pontos à frente, com 58% dos votos válidos, ante 42% do tucano.

No cálculo dos votos válidos são excluídas as respostas de quem diz que votará em branco, nulo e eleitores indecisos. Esta é a forma que a Justiça Eleitoral divulga o resultado final da eleição.

A pesquisa de hoje mostra uma pequena variação em relação ao levantamento anterior, divulgado na quarta-feira (24) –Haddad tinha 60% dos votos válidos e Serra aparecia com 40%.

Editoria de Arte/Folhapress

No total de votos –considerando brancos, nulos e indecisos–, Haddad tem 48% e Serra tem 34%.

No primeiro turno, Serra terminou à frente com 30,75% dos votos válidos. Haddad seguiu ao segundo turno após obter 28,98% dos votos.

INDECISOS

O levantamento do Datafolha mostra que 7% dos eleitores ainda não decidiram em quem vão votar amanhã. Os votos em brancos ou nulos somam 11%.

A pesquisa realizada ontem e hoje ouviu 3.992 eleitores e foi feito em parceria com a TV Globo. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos

O registro no Tribunal Regional Eleitoral é o SP-01928 / 2012.

Candidatos fazem campanha para 2º turno em SP

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Fabio Braga – 27.out.2012/Folhapress

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O candidato a prefeito de São Paulo Fernando Haddad faz carreata junto com Gabriel Chalita (PMDB) no último dia da campanha antes do segundo tuno

Haddad abre 17 pontos de vantagem sobre Serra, aponta Datafolha

 

DE SÃO PAULO

A dez dias do segundo turno das eleições municipais, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, abriu 17 pontos de vantagem em relação ao seu adversário, o tucano José Serra.

Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra Haddad com 49% das intenções de voto totais contra 32% de Serra. Brancos e nulos somam 10%. Outros 9% dizem que não sabem em quem votar.

Na conta dos votos válidos (sem brancos e nulos), Haddad tem 60%; Serra, 40%.

O levantamento mostra também que a rejeição ao nome de Serra disparou. Na última pesquisa feita pelo Datafolha antes do primeiro turno, nos dias 5 e 6 deste mês, 42% dos eleitores diziam que não votariam em Serra de jeito nenhum. Agora são 52%.

É a primeira vez que mais da metade do eleitorado rejeita o tucano. Desde 1992, só dois candidatos a prefeito de São Paulo chegaram ao final da disputa com um índice superior a este. Em 2008, Paulo Maluf (PP) era rejeitado por 59%. Em 2000, Fernando Collor (PRTB) alcançou 62%.

A pesquisa de ontem mostra que Haddad vence Serra entre os eleitores que votaram em Celso Russomanno (PRB) e Gabriel Chalita (PMDB) no primeiro turno.

No grupo dos que optaram por Russomanno (21,6% dos votos válidos na primeira etapa), o petista ganha do tucano por 53% a 20%. No grupo dos que foram de Chalita (13,6% dos válidos), vence 50% a 26%. Chalita anunciou apoio a Haddad no segundo turno. Russomanno declarou-se neutro.

Para chegar a esses resultados, o Datafolha ouviu 2.098 eleitores ontem e anteontem. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

KASSAB REPROVADO

O alto índice de desaprovação da gestão do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), ajuda a explicar as dificuldades que estão sendo enfrentadas por Serra.

Hoje, 42% dos eleitores classificaram a administração Kassab como ruim ou péssima. No início de setembro, eram 48%.

Essa queda de seis pontos na reprovação, porém, não representou ganhos de aprovação. Antes, 20% diziam que o trabalho de Kassab era bom ou ótimo. Agora são 19%. O que aumentou foi a avaliação regular (de 29% para 37%).

Convidados a dar uma nota de 0 a 10 a Kassab, os paulistanos deram 4,4, em média, igualando a nota do início de setembro, a pior desde julho de 2007.

Eleito vice em 2004 ainda pelo PFL, Kassab assumiu a prefeitura em 2006 após a renúncia de Serra para disputar o governo do Estado. Em 2008, foi reeleito com apoio do tucano. Agora defende a volta de Serra à prefeitura.

O clima por mudança na cidade fica evidente nas respostas a outra pergunta do Datafolha. O instituto perguntou se os eleitores querem mudança ou manutenção das ações do atual prefeito. Resultado: 88% preferem um novo prefeito com ações diferentes das de Kassab.

Editoria de Arte/Folhapress

 

Eleição em SP: Haddad amplia vantagem sobre Serra para 16 pontos, aponta Ibope Fernando Haddad lidera disputa no segundo turno na capital paulista

(Foto: Paulo Pinto)

Se levados em consideração apenas os votos válidos – que exclui brancos, nulos e indecisos -, Haddad aparece com 60%, enquanto Serra soma 40%.

 

Nova pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Ibope no início da noite desta quarta-feira (17) mostra um aumento na vantagem do candidato petista Fernando Haddad em relação ao seu adversário, José Serra (PSBD). Ele aparece com 49% das intenções de voto, contra 33% do tucano.

Se levados em consideração apenas os votos válidos – que exclui brancos, nulos e indecisos -, Haddad aparece com 60%, enquanto Serra soma 40%.

Os 16 pontos de vantagem apontados pelo Ibope confirmam a tendência da primeira pesquisa, realizada em 11 de outubro, onde Haddad aparecia com 10% a mais na preferência do eleitorado. (47% contra 37% do tucano).

Os votos brancos e nulos somam 13%. Já os indecisos representam 5% dos ouvidos pela pesquisa.

O Ibope entrevistou 1.204 pessoas na cidade de São Paulo entre os dias 12 e 17 de outubro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (sob o número 01864/2012.

Fernando Haddad e José Serra estão tecnicamente empatados em segundo lugar, aponta pesquisa

O candidato do PRB Celso Russomanno oscilou negativamente três pontos percentuais, mas mantém a liderança na disputa à Prefeitura de São Paulo, com 32% das intenções de voto.

Pesquisa Datafolha concluída nesta terça-feira mostra que essa é a primeira variação negativa do candidato desde dezembro, quando iniciou a trajetória que o levou de 16% a 35% das intenções de voto.

A manifestação espontânea de voto –quando não é apresentada ao eleitor lista com nomes– em Russomanno também oscilou negativamente, de 25% para 22% em relação à pesquisa feita no início do mês.

Os dados apontam ainda que passou de cinco para três pontos percentuais a distância entre José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), que estão tecnicamente empatados em segundo lugar.

O tucano oscilou um ponto percentual para baixo e agora tem 20%. O petista oscilou positivamente um ponto e foi a 17%.

Os dados foram colhidos a pouco mais de três semanas do 1º turno das eleições e 21 dias depois do início da propaganda dos candidatos no rádio e na TV.

Serra e Haddad têm o maior espaço na propaganda. Russomanno, o quarto.

O Datafolha mostra ainda que Gabriel Chalita (PMDB) oscilou de 7% para 8%. Soninha (PPS), com 5%, Giannazi (PSOL) e Paulinho (PDT), ambos com 1%, mantiveram os índices. Os demais não pontuaram.

Foram ouvidas 1.221 pessoas entre 10 e 11 de setembro. A margem de erro da pesquisa, encomendada pela Folha e pela TV Globo, é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

REJEIÇÃO

O Datafolha também perguntou aos eleitores em quais candidatos eles não votariam de jeito nenhum. A rejeição a Serra subiu de 42% a 46%, índice recorde e o maior entre os concorrentes. O de Russomanno, que é um dos menores, foi de 12% a 16%.

Nas simulações de 2º turno, Russomanno vence Serra e Haddad com diferença de 27 e 23 pontos, respectivamente. Na disputa entre o tucano e o petista, o 2º leva a melhor por 7 pontos.

De acordo com o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, mais do que conclusões a pesquisa traz indício de acirramento a se confirmar nos próximos levantamentos.

Paulino aponta como um desses indícios o aumento do total dos paulistanos que não aponta nenhum candidato (brancos, nulos ou indecisos), que passou de 12% para 16%.

Do jornal Folha de SP

 

Em seu twitter, o deputado Simão Pedro, coordenador da agenda do candidato, mostrou sua satisfação com a notícia. “A nova pesquisa DataFolha mostra Haddad crescendo, Serra minguando e Russomano estacionado. Ou seja: ambiente favorável ao candidato do PT!”

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Tucano chora e recebe bênção em missa do padre Marcelo Rossi

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

Um dia depois de perder a dianteira na disputa pela Prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB) chorou ao participar de uma missa do padre Marcelo Rossi. O tucano foi convidado pelo sacerdote e acompanhou a cerimônia da primeira fila do altar.

Chamada “missa de cura e libertação”, a celebração tem, tradicionalmente, forte conteúdo simbólico.

Rossi falou a Serra sobre a missa há cerca de 20 dias, durante rápido encontro na Bienal do Livro. Na ocasião, ressaltou que a missa era transmitida pela internet a “cerca de 500 mil pessoas”. Ontem, outras 15 mil acompanharam a cerimônia in loco.

“Serra, você vai ver que missa emocionante é essa”, avisou Rossi, logo no início.

Reinaldo Canato/Folhapress

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, em missa celebrada pelo padre Marcelo Rossi

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, em missa celebrada pelo padre Marcelo Rossi

 

 

 

O padre pregou sobre superação de adversidades. Durante a palavra, citou um versículo de Eclesiástico. “Não entregues tua alma à tristeza e não aflijas a ti mesmo com tuas preocupações”, disse, lendo o texto. “No mundo, querem nos derrubar com mentiras e inverdades. Aqui não”, falou em outro trecho.

Serra comungou. “Nada poderá me abalar. Nada poderá me derrotar”, dizia a música que embalou a ceia.

No fim da missa, o tucano falou. Parabenizou o padre e dom Fernando Figueiredo pelo santuário que vão inaugurar. “Eles desconhecem os limites do impossível”, disse.

Depois, chorou ao lembrar que, já no fim da vida, sua mãe recebeu uma bênção de dom Fernando. “Isso me marcou muito”. Serra recebeu água benta e saiu. “A porta está aberta para todos,” disse padre Marcelo. “Mas amigo é amigo” concluiu.

Na pesquisa Ibope: Serra cai, Haddad sobe e empata com Serra. E agora José?

by mariafro

Haddad tem crescido 1 ponto percentual por dia após o início da propaganda eleitoral, quanto mais conhecido, mais eleitores ganha, sua margem de crescimento ainda é alta. Seu índice de rejeição bem baixo.

Serra já era?

Por: *Wagner Iglecias, especial para o Maria Frô

 

As pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta semana para a prefeitura de São Paulo trouxeram boas novidades para Celso Russomano (PRB), que parece ir se consolidando na liderança, e para Fernando Haddad, que vai crescendo à medida em que passa a ser mais conhecido do eleitorado e reconhecido como o candidato do PT. A José Serra, do PSDB, couberam péssimas notícias, de queda nas intenções de voto e de aumento vigoroso no índice de rejeição. Pergunta: como pode aquele que era considerado favorito na disputa, há algumas semanas, estar enfrentando este cenário, com chances de nem mesmo qualificar-se para o 2º turno?

As razões devem ser muitas. Uma delas, óbvia, é o apoio de Gilberto Kassab e a imediata associação que o eleitor faz de Serra com uma gestão que é avaliada pela maioria dos paulistanos como bastante ruim. De fato há em São Paulo neste momento uma aspiração por mudança, ainda que vaga. E, talvez indo mais além, pode estar se gestando um sentimento, ainda meio difuso, de percepção de esgotamento de material, relativo não apenas a Kassab e a Serra, mas ao consórcio que domina a cidade há quase uma década e que se encontra no comando do estado há quase vinte anos.

Mas a questão não é só essa. A questão é Serra, a forma como se relaciona com o meio político e a maneira como se apresenta à sociedade. Sobre o meio político é notória a quantidade de desafetos que colecionou. Em relação à forma como se apresenta a sociedade, lembremos que nos últimos dez anos Serra disputou simplesmente quatro das cinco eleições possíveis. Provavelmente seja um caso único num período tão curto de tempo. Foi candidato à presidência da república em 2002, à prefeitura de São Paulo em 2004, ao governo do estado em 2006 e novamente à presidência em 2010. E sempre com o velho mote da casinha pobre da Moóca, da banca de frutas do Mercado Municipal, do homem dos genéricos, do melhor ministro da saúde que este país já teve, do criador das escolas técnicas, do criador dos mutirões da saúde etc, etc, etc. Fez campanhas errantes – por vezes colocou-se claramente como o candidato anti-PT, como na eleição contra Marta Suplicy, em 2004. Por outras, tentou apresentar-se como o oposto disto. Quem não se lembra do ?Zé amigo do Lula?, ou do ?sai o Lula, entra o Zé?, de 2010? Por falar em 2010, carregou sua biografia e seu partido para geografias sociais e políticas relativamente ?exóticas? ao militante tucano mais tradicional, como quando aproximou-se de lideranças católicas conservadoras e pastores das mais variadas denominações evangélicas. Acabou com isto ou para isto levando para a campanha presidencial daquele ano uma agenda calcada em questões morais que fariam corar o antigo economista que um dia escreveu livros e artigos sobre a economia brasileira e sua inserção na ordem mundial.


Fonte: Ibope, Ifográfico: A/E

Nesta eleição à prefeitura de São Paulo Serra enfrenta um desafio adicional: é um homem de 70 anos, o mais velho entre todos os candidatos. A foto da tentativa mal-sucedida de subir num simples skate virou piada nas redes sociais. A estréia no horário eleitoral na televisão, vestindo jogging, andando de bicicleta e empinando pipa também não convenceu. Assim como já tinha soado artificial sua aparição pública para assistir aos jogos do Brasil na Copa do Mundo de 2010 e soou o recente passeio de metrô às 13hs, entre duas estações situadas numa das mais nobres regiões da cidade. Até o jingle da campanha, baseado no ?tchu, tcha?, de claro apelo popular, não pegou como se esperava. Embora toque na novela, seu timing já foi e muita gente não aguenta mais ouvir a grudenta e repetitiva melodia.

Tudo, ou quase tudo na campanha serrista soa pouco espontâneo. Sobretudo aos mais jovens, à garotada que vive online, uma geração para quem cargos, títulos ou autoridade já não convencem muito, e que só respeita mesmo duas coisas: autenticidade e bons argumentos. Não é a toa que, de acordo com o Datafolha desta semana, entre os jovens de 16 a 34 anos Serra conta com impressionantes 50% de rejeição. Tenho cá pra mim que se o recorte fosse entre os 16 e 24 anos, quando se é, efetivamente, jovem, este índice seria até maior.

Passa por Serra e pelos homens de sua campanha, porém, o futuro da eleição paulistana. Os números que as pesquisas estão trazendo são dramáticos para o tucano, mas ainda há tempo de campanha e o jogo está aberto. Embora a situação seja bastante delicada para Serra, talvez estejam demonstrando muito açodamento os que, de forma até eufórica, já o consideram carta fora do baralho. O que resta ao tucano é inevitavelmente partir para o ataque. Para sobreviver, no entanto, em quem Serra baterá? Em Russomano, para disputar a vaga do pólo conservador no 2o. turno, a partir da premissa de que Haddad vai garantir a outra vaga com os votos do pólo progressista da cidade? Ou vai bater em Haddad, a partir da premissa que a vaga de Russomano no 2o. turno já está garantida? Passa por Serra, mais do que nunca, o que será desta eleição em São Paulo. Quem poderia, semanas atrás, dizer que de favorito Serra passaria à condição de fiel da balança?

*Wagner Iglecias é doutor em Sociologia e professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.

Tracking do PSDB apontou apenas 20 pontos para Serra

Pesquisas recentes do PSDB indicam José Serra com apenas 20 pontos percentuais. É um tracking, assim como o do PT. Por isso serve apenas para avaliar tendências do momento.

Analistas que tomaram conhecimento da pesquisa, no entanto, julgam que é apenas indicativa das tendências do momento. Apenas as pesquisas a partir do dia 15 serão mais definidoras, ao absorver o efeito do horário eleitoral gratuito.

Os erros iniciais do PT

O PT cometeu dois erros, ambos decorrência da superestimação da candidatura José Serra.

Assim que saiu a primeira pesquisa do IBOPE, a campanha de Fernando Haddad recebeu análises de especialistas informando que o perigo estava ao lado, Celso Russomano, e que havia grande probabilidade da segunda vaga ser disputada entre Haddad e José Serra.

No entanto, com receio de que Serra vencesse no primeiro turno, o PT resolveu abrir mão da aliança com o PMDB – que colocaria Gabriel Chalita como vice de Haddad. Pensou em dividir os votos de Serra, possibilitando o segundo turno.

O segundo erro foi a fatídica foto com Paulo Maluf, que abortou o entusiasmo inicial com a indicação de Luiza Erundina para vice de Haddad.

Esse segundo erro foi resultante do distanciamento inicial de Haddad em relação à militância do PT.

Agora é aguardar os próximos passos, onde o fator campanha de TV será essencial.

Haddad e Chalita tem boa campanha e bom tempo de televisãol; Russomano, menos tempo.

De qualquer modo, apenas nas pesquisas entre os dias 15 e 20 se terá um quadro claro das tendências das próximas eleições. Será a melhor campanha para se avaliar objetivamente o peso do horário eleitoral.

A possibilidade do segundo turno sem Serra

Até algum tempo atrás, especialistas trabalhavam com duas hipóteses para as eleições paulistanas:

  1. José Serra no segundo turno.

  2. Favoritismo do candidato que concorresse com Serra, devido aos seus índices de rejeição.

Agora tem-se um novo quadro: Russomano tomando a ponta; a rejeição a Serra aumentando a cada pesquisa; ainda grande desconhecimento sobre o candidato Fernando Haddad.

Agora, mudam as dúvidas. Entra-se no horário gratuito com dois efeitos sobre os candidatos:

  1. Beneficia Fernando Haddad, até agora desconhecido dos eleitores. O horário será importante para colar nele as imagens de Lula e Dilma.

  2. Prejudica José Serra. Por mais que os marqueteiros cometam malabarismos, não haverá como não expor o candidato aos eleitores. E, devido à campanha extremamente pesada e desgastante de 2010, a imagem de Serra ficou saturada. Seu rosto, fala, tiques, ampliarão o índice de rejeição.

Em cima desses dois fatores, montam-se cenários cujo desfecho dependerá fundamentalmente da capacidade da candidatura Haddad ganhar fôlego nas próximas semanas.

A partir dessa incógnita, há três cenários possíveis:

  1. Haddad cresce e o eleitor o identifica com o “novo” – sentimento que hoje beneficia Russomano. Nesse caso murcharia o balão Russomano, Serra continua estacionado nos seus vinte e poucos por cento e o segundo turno seria com Haddad.

  2. Haddad não consegue deslanchar. Nesse cenário, segundo turno entre Russomano e Serra.

  3. Cenário bastante possível e impensável meses atrás: Serra fora do segundo turno. Uma desidratação de sua candidatura poderia provocar uma debandada do antipetismo em direção a Russomano, ao mesmo tempo transformando Haddad na esperança da classe média contra o aventureirismo de Russomano.

Nas eleições paulistanas, ocorrerá muito o fator onda: a opinião pública pulando para um candidato ou saltando fora de outro, devido à indiferenciação entre os partidos. A campanha de Serra agiu de modo inteligente escondendo o candidato até agora, na medida do possível, sabendo que cada aparição de Serra aumentaria seus índices de rejeição.

Mesmo assim, a rejeição continuou aumentando.

Há muitas possibilidades em jogo, mas apenas uma certeza: daqui para frente, cada dia a mais de campanha será sempre de menos para Serra.

Serra diz que kit gay tinha aspectos ridículos

O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, criticou o “kit gay” criado a pedido do Ministério da Educação e afirmou que o ex-ministro Fernando Haddad (PT), seu adversário na disputa, deve explicações sobre a elaboração do material de combate ao preconceito a homossexuais.

Questionado sobre o assunto em entrevista à rádio Jovem Pan, na manhã de quinta-feira (16), o tucano disse que o kit que seria usado contra a homofobia na rede pública de ensino tinha “aspectos ridículos e impróprios”. “Não quero nem entrar em detalhes, porque vão dizer que eu estou introduzindo (o tema na campanha), mas (o “kit gay”) tinha aspectos ridículos e impróprios para passar para crianças pequenas”, afirmou.

Apesar de dizer que não pretende apresentar o tema durante a campanha, o tucano ligou diretamente Haddad à criação do material. “Quem fez foi o Ministério da Educação quando Fernando Haddad era titular, então é natural que cobrem isso na campanha. Ele é quem tem que se explicar, não são os outros candidatos”, disse o candidato do PSDB.

Serra tem dirigido críticas ao candidato petista nos últimos dias, apesar de dividir a primeira colocação nas pesquisas de intenção de voto com o candidato do PRB, Celso Russomanno.

Na terça passada, Serra fez referência ao julgamento do mensalão que está sendo realizado pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília. O escândalo tem petistas como alvo principal. Nos bastidores, a campanha de Serra acredita que Haddad vai subir nas pesquisas com o início do horário eleitoral de TV no dia 21 de agosto.

Na entrevista de ontem, Serra afirmou ainda que o “kit gay”, elaborado por uma ONG a pedido do Ministério da Educação, era uma “via errada” de combate ao preconceito. “(O kit gay) foi considerado um equívoco, tanto que a presidente (Dilma Rousseff) retirou quando tomou conhecimento. Não era apenas combate ao preconceito, era uma via errada.”

Haddad disse que recebeu os comentários como um “elogio” a Dilma que vetou a distribuição do material nas escolas. Para o petista, a decisão da presidente foi acertada naquele momento. “Acho que é a primeira vez que ele elogia algo que a Dilma tenha feito”, disse o candidato do PT.

O petista, no entanto, não gostou dos adjetivos usados pelo tucano para qualificar o kit, que seriam “um desrespeito” ao trabalho da ONG que o produziu.

Fonte: Agência Estado

Inferno astral assombra candidatura Serra

Inferno astral assombra candidatura Serra
Foto: Edição/247

Ibope soou o alarme; ultrapassagem de Celso Russomano no segundo turno, perda de apoio nas bases do PSDB e consolidação de rejeição fazem José Serra viver o pior momento nesta eleição; até mesmo com problemas de caixa, programa de televisão já é visto como tábua de salvação—-

Marco Damiani _247  – Há algo de estranho no reino da candidatura José Serra. De muito estranho. Os problemas vieram à tona junto com os números do Ibope, mas se acumulam mais aceleradamente por baixo da eterna aparência de soberba do candidato desde que ele próprio, usando de força política, dobrou o PSDB para fazer o chamado ‘chapão’ com o PSD do prefeito Gilberto Kassab, quarenta dias atrás. Algo de estranho detectado bem antes, quando num périplo cumprido a contragosto pelos diretórios zonais do seu partido, nos bairros, Serra cansou de ouvir pessoalmente reclamações de militantes humildes, entre revolta e lamentação, lembrando a ele terem sido esquecidos nas nomeações para cargos tanto em sua gestão na Prefeitura como no governo, entre 2005 e 2010.
  A falta de apoio nas bases tucanas corroeu as tensas relações com a cúpula, aumentando a inapetência de Geraldo Alckmin para atuar contra as dissidências. Além de deixar correr, ou “não fazer nada”, na expressão de um tucano de alta plumagem, o governador passa agora a ocupar seu próprio espaço na sucessão de 2014. Ao avisar o senador mineiro Aécio Neves que também é pré-candidato entre os tucanos e pedir prévias para a escolha do nome, Alckmin igualmente sinaliza Serra com uma placa de contramão à estratégia trampolim serrista que combinaria o salto à Prefeitura, agora, com uma pirueta para à Presidência daqui a dois anos. A vez, depois de duas rodadas presidenciais com Serra, volta a ser de Alckmin, diz o governador, que teve a candidatura presidencial em 2006. Ele sabe o caminho  e quer percorrê-lo de novo. No plano municipal, despreocupado, vê diretórios zonais do partido, como o do Jabaquara, esta semana, migrarem politicamente para o lado de seu ex-secretário e amigo pessoal Gabriel Chalita, do PMDB. Não se importa, ao contrário, acha bom.
  Não foi coincidência o fato de Alckmin se lançar no momento de maior inferno astral da candidatura municipal de Serra. Enquanto vê, sem reação, sua taxa de rejeição se perpertuar, o político de currículo consistente (economista que deu aulas de matemática para economistas, ex-secretário, ex-deputado federal duas vezes, ex-ministro duas vezes, ex-prefeito e ex-governador do principal Estado do País) continua sem trejeitos para o trabalho de corpo a corpo com o eleitorado. No momento, vê o que parecia ser uma boa notícia, a consolidação da candidatura Celso Russomano, do PRB, como forma de evitar a presença de PT ou PMDB no segundo turno, virar um pesadelo de longo curso. Simpático ao eleitorado evangélico, cuja extensão, para alguns analistas, chega a 35% do contingente da capital paulista, Russomano hoje está empatado com o tucano, segundo o Ibope, com 26% e dele já abre larga vantangem no segundo turno, com 42% contra 35%. Mais: descreve uma curva ascendente, contra uma diagonal para baixo do tucano.
  O maior cabo eleitoral de Serra, o prefeito Gilberto Kassab, experimenta nos últimos meses o sabor da vitória pelo crescimento nacional do PSD, mas amarga o veloz declínio em seus índices de popularidade na capital, tornando-se alvo preferencial de todos os adversários. Ele não poderá ajudar Serra como gostaria. No campo das finanças, os tradicionais financiadores do PSDB, assustados com os desdobramentos do caso mensalão e atentos à maior fiscalização da mídia, ainda não abriram os cofres para a campanha municipal do partido, o que faz Serra ter pouco material para ocupar espaços que já vêm sendo tomados pelas máquinas de Fernando Haddad e Chalita. O horário eleitoral gratuito já vai sendo visto, internamente, como a grande esperança de Serra reagir. Vai ser ele e seu fiel marqueteiro Luiz Gonzales, como já aconteceu, contra o resto. Eles vão conseguir?

Datafolha: Serra estaciona e Haddad sobe 5 pontos percentuais

 

O instituto de pesquisa Datafolha divulgou na noite deste domingo o resultado da última pesquisa de intenção de votos pela prefeitura de SP. Com menos de quatro meses para a disputa, o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à prefeitura José Serra (PSDB), continua líder das pesquisas de intenção de votos pela disputa da prefeitura paulistana.

Com 30% dos votos, Serra continuou com os mesmos pontos percentuais da última pesquisa realizada pelo Datafolha em março deste ano. Atrás do tucano está o pré-candidato do PRB e ex-deputado federal Celso Russomanno (PRB), com 21% Russomanno subiu dois pontos percentuais e disputaria o 2º turno das eleições com Serra.

Com o apoio  do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e uma aparição no Programa do Ratinho do SBT ao lado do ex-mandatário da nação, Fernando Haddad (PT) subiu 5 pontos na pesquisa, e chegou aos 8%. O pré-candidato do PMDB e deputado federal Gabriel Chalita apresentou uma queda de 1 ponto percentual na pesquisa, atingindo 6%.

A pré-candidata Soninha Francine (PPS) subiu 1 ponto percentual e ultrapassou Chalita. Com 8% da intenção de votos, ela está empatada na terceira colocação com Fernando Haddad. O pré-candidato e vereador Netinho de Paula (PCdoB) também está com 7%, ele perdeu três pontos percentuais e está empatado tecnicamente com Gabriel Chalita na quinta colocação.

A pesquisa entrevistou mil pessoas entre os dias 13 e 14 de junho, e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) com o número SP-00075/2012. A margem de erro é de três pontos percentuais.

O esquema Cachoeira e o governo Serra (via ISTOÉ)

CPI e Ministério Público investigam como o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira atuou em São Paulo através de contratos da construtora Delta com a Prefeitura e o Estado em obras na marginal Tietê

Pedro Marcondes de Moura

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CONEXÃO
Em conversas telefônicas, Cachoeira (acima) fala sobre
contratos públicos em São Paulo nas gestões de Serra e Kassab

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Os desdobramentos da Operação Monte Carlo, que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com governos estaduais e municipais, chegaram ao principal bunker da oposição: o Estado de São Paulo. Em Brasília, parlamentares que compõem a “CPI do Cachoeira” já tiveram acesso a conversas telefônicas gravadas com autorização judicial entre junho do ano passado e janeiro deste ano. Elas apontam que a construtora Delta, braço operacional e financeiro do grupo do contraventor, foi favorecida nas gestões de José Serra (PSDB) e de seu afilhado político Gilberto Kassab (PSD) na prefeitura e também quando o tucano ocupou o governo do Estado. Em 31 de janeiro deste ano, por exemplo, Carlinhos Cachoeira telefona para Cláudio Abreu, o representante da empreiteira na região Centro-Oeste, atualmente preso sob a acusação de fraudar licitações e superfaturar obras. Na ligação (leia quadro na pág. 43), o bicheiro pergunta se Abreu teria conversado com Fernando Cavendish, oficialmente o dono da construtora, sobre “o negócio do Kassab”. Em seguida, diz a Abreu que o prefeito de São Paulo “triplicou o contrato”. Essa conversa, segundo membros da CPI e do Ministério Público de São Paulo, é um dos indícios de que a organização de Cachoeira também teria atuado com os tucanos e seus aliados em São Paulo. “Os depoimentos de Cachoeira e Abreu serão fundamentais para que se descubra o alcance das relações entre a empreiteira e políticos”, diz o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

A Delta começou a prestar serviços à capital paulista em 2005, quando Serra assumiu o comando do município. Inicialmente, os contratos somavam R$ 11 milhões. A partir de 2006, quando Serra deixou a prefeitura e venceu as eleições para governador, os negócios da empreiteira com o município se multiplicaram, em muitos casos sem licitação. Em 2010, ano em que o tucano disputou a Presidência, os repasses chegaram a R$ 36,4 milhões. Entre 2008 e 2011, os pagamentos da prefeitura para a Delta ultrapassaram R$ 167 milhões. O que chama mais a atenção da CPI e do Ministério Público de São Paulo, porém, é o fato de a Delta ter vencido em outubro do ano passado uma concorrência para limpeza urbana no valor de R$ 1,1 bilhão. O MP abriu um inquérito para apurar se houve fraude na licitação. Há suspeitas de uso de documentos falsos e de edital dirigido. “Se a Delta cometeu essas irregularidades em outros Estados e municípios, precisamos apurar se isso ocorreu também em São Paulo”, diz o promotor Silvio Marques, do Patrimônio Público. Na quarta-feira 2, ele encaminhou ofício à PF, solicitando acesso às investigações da Operação Monte Carlo.

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Entre a papelada, o promotor receberá a transcrição de uma conversa gravada com autorização judicial ocorrida em 4 de agosto do ano passado. No diálogo, a que ISTOÉ teve acesso, um homem identificado como Jorge pergunta para Gleyb Ferreira, segundo a PF uma espécie de “faz-tudo” de Cachoeira, sobre o edital de uma licitação. “E aí, evoluiu aquele negócio?”, pergunta Jorge. “Aguardamos estar com o edital hoje à tarde. O Carlinhos (Cachoeira) quer que a gente converse com o Heraldo (Puccini Neto, representante da Delta na região Sudeste). Já estamos conseguindo uma prorrogação com o secretário para o dia 31 ao invés do dia 15”, responde Gleyb. Para a PF, o diálogo se refere à concorrência de R$ 1,1 bilhão vencida pela empresa ligada ao bicheiro. O Ministério Público já apurou que foram necessários dois editais para a concorrência. No primeiro, a Delta foi desclassificada.

Se a Delta multiplicou seus contratos com a prefeitura entre 2005 e 2011, um movimento semelhante ocorreu com o governo de São Paulo, quando Serra chegou ao Palácio dos Bandeirantes em janeiro de 2007. Durante o mandato do tucano, a construtora recebeu R$ 664 milhões do governo paulista. O valor corresponde a 83% de todos os 27 convênios firmados pela Delta com o Estado de São Paulo na última década. A obra mais polêmica é a ampliação da Marginal Tietê, um dos cartões de visita da campanha presidencial de Serra em 2010. Além de inúmeros problemas, como atrasos e falta de compensação ambiental, o valor pago ao consórcio Nova Tietê, liderado pela Delta, sofreu um reajuste de 75%. Na quarta-feira 2, o Ministério Público de São Paulo instaurou Inquérito Civil para apurar a existência de irregularidades na licitação, superfaturamento e conluio entre agentes públicos.

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ELE DE NOVO
Então diretor da Dersa, Paulo Preto, o polêmico arrecadador tucano em 2010,
foi o responsável por contratar a construtora Delta para obras viárias em São Paulo

Segundo documentos obtidos por ISTOÉ, a obra da Marginal era acompanhada dentro do governo de São Paulo por Delson José Amador e Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que no PSDB é identificado como um dos arrecadadores das campanhas eleitorais de Serra. Tanto Paulo Preto como Amador são citados na Operação Castelo da Areia, da Polícia Federal, por suposto envolvimento com empreiteiras. Pelo lado da Delta, o responsável pelo gerenciamento da obra era o diretor da empreiteira para a região Sudeste, Heraldo Puccini Neto. Ele está foragido, após ter a prisão preventiva decretada por envolvimento em suposto esquema de fraude em licitações na área de transporte público do Distrito Federal. “A apuração sobre os contratos da Delta com o governo paulista pode levar ao caixa 2 dos tucanos em São Paulo”, afirma o deputado estadual João Paulo Rillo (PT). “Não podemos nos limitar a fazer uma análise política”, diz o líder tucano Álvaro Dias (PR). “Devemos checar todos os contratos da Delta para saber de que forma foram celebrados e se os preços praticados foram justos. Afinal, a empresa foi a principal patrocinadora da relação do bicheiro Cachoeira com os recursos públicos.”

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NOVO INQUÉRITO
O MP de São Paulo encontrou indícios de conluio entre agentes públicos e
a construtora Delta para fraudar licitacões em obras realizadas na capital
paulista. O promotor vai investigar contratos da gestão Kassab (abaixo)

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Colaborou Claudio Dantas Sequeira

Vitória avassaladora indica a força de Serra

SerragemA vitória de Serra foi amplamente comemorada pelos homens de bem do país

A força está com o representante do bem ungido por São Serapião e pelo partido só de homens  bons para liderar o exército da salvação na cruzada final pela libertação definitiva da nau capitânia paulista das garras ameaçadoras do bolchevismo atroz representadas pela pessoa do candidato do mal, F. Haddad.

José Serra soma mais uma vez a militância num mesmo ideal, enfrentando as mentiras, as falsidades e as enganações petistas, como o documento fajuto, assinado por um sósia comunista, no qual supostamente teria se comprometido com qualquer coisa sem importância para o processo. Assim que sair no Jornal Nacional do Bem o desmascaramento do falso vídeo  (que está em análise pelo Centre de Recherche et Analyse de videos de l’Université Omar Bongo, Gabón), ficará patente a sujeira que os comunistas usam para enganar o eleitor paulistano e eles não terão um voto sequer.

Vídeo grosseiro e falso, que assim como o papelzinho da Folha, não vale nada.

Serra é 45.

Churrasco e condução para conseguir os 3 mil votos de Serra nas prévias

Está feia a coisa para o lado de José Serra (PSDB/SP). A máquina do PSDB precisou recorrer às velhas práticas de oferecer churrasco e trazer filiados “trabalhados para votar em Serra” de casa para votar, fornecendo a condução.

Deu na Agência Estado:

No Jardim Helena, Edilberto Leite, conhecido como Robertão, coordenava as idas e vindas de seis carros para transportar 58 pessoas – todas “trabalhadas” para apoiar Serra. “São pessoas que eu filiei. Com essas eu conversei uma por uma.” …

Chamariz. Na Vila Jacuí, o militante tucano Ademir Cleto de Oliveira, simpatizante de Aníbal e fiscal da votação, lamentava o que via na calçada da frente. “As pessoas estão vindo para comer churrasco. Votar é secundário.” O presidente do diretório zonal, conhecido como Wellington Negão, negou relação com o churrasco, apesar de o evento ocorrer no mesmo imóvel onde fica sua residência. “Aí é a sede do time da região”, afirmou.

Em outro trecho:

… um Escort estacionava em frente ao local de votação, trazendo filiados orientados a votar em José Serra. A militante que se identificou como Gislaine disse ter recebido a lista de quem que deveria transportar.

… Perto dali, a dirigente de uma associação comunitária, que não quis se identificar, esperava pela chegada de 35 potenciais eleitores de Serra.

Sem essa “estrutura”, José Serra correria o risco de perder as prévias, pois 48% dos tucanos votaram foram contra ele.

A natureza da disputa em São Paulo.

O aspecto mais importante que pode ter a campanha eleitoral em São Paulo não é sua nacionalização ou não. Ela será sobredeterminada pelas condições nacionais. É verdade que são duas concepções políticas do que se quer para o Brasil que estarão em jogo. Mas há outro aspecto, mais concreto e específico, que assume maior importância.

Por um conjunto de fatores Sao Paulo tornou-se o bastião do conservadorismo nacional, expressado nos governos tucanos no estado e na prefeitura da capital. A esquerda nunca decifrou as razões dessa hegemonia, que permitiu a eleição e reeleição sucessiva de tantos governadores tucanos e os dois mandatos Serra-Kassab.

Todo os argumentos evocados têm elementos de realidade mas nenhum deles por si só da conta da dimensão do fenômeno, nem sequer a soma deles. Se trata de um elemento de dimensões muito grandes que o Estado de maior desenvolvimento econômico, com a classe trabalhadora mais numerosa, com a maior população imigrante do nordeste, o Estado com os maiores contrastes sociais entre riqueza e pobreza, por tanto o de maior desigualdade, o Estado onde nasceram o PT e a CUT, onde está situado o ABC – que esse Estado, em plenos governos vitoriosos nacionais do PT, tenha se consolidado como bastião da direita no Brasil.

Estávamos acostumados a situar os setores mais conservadores do país nas regiões mais atrasadas, de menor desenvolvimento econômico, de controle político dos coronéis – de que o nordeste era o exemplo clássico. Quando a oposição democrática se fortaleceu, o núcleo de maior resistência a esses avanços e de maior apoio à ditadura estavam basicamente no nordeste.

Dois fenômenos foram alterando esse quadro. Por um lado, a “modernização” da direita, promovida pelos tucanos em aliança com o então PFL, tendo as bandeiras neoliberais como programa fundamental. Se deslocavam as questões sociais e as do desenvolvimento econômico para a centralidade do mercado: consumo e disputa pela ascensão social através da competição no mercado.

Ao mesmo tempo, se promovia a mais brutal fragmentação do mundo do trabalho, enfraquecendo os sindicatos e a capacidade reivindicativa dos trabalhadores. Estigmatizava-se o Estado, a política, os partidos, os movimentos sociais e tudo o que estivesse mais além do indivíduo e do mercado.

Por outro lado, a prioridade das políticas sociais transformou profundamente as regiões mais pobres do país, do ponto econômico e social, mas também do ponto de vista político, fazendo com que revertesse o seu sentido político nacional: de bastião da direita a bastião da esquerda.

Mas as transformações ocorridas no mundo na era neoliberal promoveram tambem uma imensa transformação ideológica regressiva no país e no mundo, contando com o monopólio da mídia, com a multiplicação do estilo de vida norteamericano, centrado nos shopping-centers, na publicidade e na papel das TVs comerciais e com os próprios governos tucanos. Tudo isso ainda é insuficiente para dar conta de como governos neoliberais conseguiram se perpetuar tanto tempo.

No caso do interior, outros fatores contam, ente eles tanto a riqueza de certas regiões, enquanto a capital concentra as maiores contradições e desigualdades de todo pais.

A hegemonia tucana se consolidou muito mais no estado do que na cidade. Mesmo assim, Serra derrotou a Dilma no primeiro turno das eleições presidenciais e aumentou sua vantagem no segundo, o que, se não torna Serra automaticamente favorito para as eleições municipais, pelo menos dá ideia da força que os tucanos passaram a ter também na cidade, mesmo em um marco nacional que caminha em direção oposta.

Combinando o governo do Estado, a capacidade de cooptação e/ou de neutralização de setores populares, a núcleo direitista tradicional de São Paulo, a que se somaram amplos setores de classe media antipetista, mais a maquina de imprensa praticamente sem brechas com que contam os tucanos, além da fragmentação social e das lutas populares e da incapacidade da esquerda – até aqui – de construir uma força popular de resistência – produziram o quadro de hegemonia tucana.

A nova derrota de Serra, o desgaste da administração Kassab, somados à força crescente do governo federal, permitem o surgimento de um novo cenário politico. Mas ele não surgirá apenas a capacidade de estabelecer alianças e da propaganda dos feitos do governo federal. A própria atitude da campanha opositora – apelando para o kit do Mec, o aborto, alegando que vão tentar impedir a consolidação do “chavismo” no Brasil, etc. – revela que a esquerda tem que enfrentar as questões de valores que a direita coloca, não esquivando-se apenas, para diminuir os desgastes eleitorais. Se não, uma vez mais, ficará refém das forças conservadoras.

O que está em jogo não é o futuro do Brasil. O que está em jogo é o futuro de São Paulo como cidade. Se continuará a ser uma cidade da exclusão social, da discriminação, do racismo, da crueldade social, da exclusão, ou se se tornará uma cidade para todos, da integração, da solidariedade, da prioridade das políticas sociais.

Como consequência também determinará se continuará a ser o feudo do conservadorismo ou se se integrará ao amplo movimento de democratização social que vive o Brasil.

Postado por Emir Sader

Lula e Marta: o vento que venta aqui é o mesmo que venta lá

Por Renato Rovai

A ex-prefeita Marta Suplicy registrou hoje que o partido errou ao dialogar com Kassab. Se fosse mais aguda deveria afirmar que Lula errou. Foi ele quem iniciou essa conversa. Mas como Lula é hoje um quase santo no PT (muito em decorrência dos seus méritos) quem crítica a tentativa de aliança com o PSD evita citar o nome dele. Fala em erro do partido.

Foi Lula quem iniciou as conversas e foi ele quem estimulou alguns de seus principais aliados internos a manter o diálogo aberto com o alcaide da capital do estado. Mesmo contra a posição da maioria dos dirigentes partidários tanto em nível municipal, quanto nacional.

Outro fato é que Fernando Haddad em nenhum momento deu declarações muito confortáveis sobre a coligação. Como diria a presidenta Dilma, em todos os momentos que foi confrontado com a possibilidade da aliança em entrevistas, tergiversou. Pessoas próximas a ele garantem que, no íntimo, Haddad torcia para que Kassab tomasse outro rumo. Garantem há algum tempo. Não apenas agora.

Outro fato concreto é que Kassab foi à festa de 32 anos do PT e tomou uma vaia homérica, histórica. E de lideranças partidárias, como registrei aqui. Mesmo com a vaia no ouvido, o ex-prefeito não passou recibo. E continuou dizendo que apoiaria Haddad.

Ou seja, Kassab achava Haddad o melhor candidato. Só ponderava que se Serra saísse não teria como não apoiá-lo. Por compromissos anteriores.

Sendo assim, que moral Serra terá para dizer que saiu candidato pelo risco que a vitória de Haddad significava para São Paulo? Se significava um grande risco porque Kassab queria tanto apoiá-lo?

Os que ficam perguntando como o PT vai explicar o “namorico” com Kassab, poderiam também se perguntar como Serra vai explicar que um de seus principais aliados tenha corrido por dois meses atrás do candidato do PT como a grande solução para São Paulo.

O vento que venta aqui é o mesmo que venta lá. É mais fácil pra Haddad mandar Serra perguntar pra Kassab por que ele queria tanto apoiá-lo. Do que Serra tentar perguntar por que o PT discutiu aliança com o prefeito que não é de centro, de direita e nem de esquerda.

Renato Rovai é editor da Revista Fórum

PT redefine aliança e estratégia eleitorais

Por Cristian Klein e Cristiane Agostine

Valor Econômico – 28/02/2012

As primeiras reações do PT à entrada do ex-governador José Serra (PSDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo foram de confiança, reavaliação de estratégia e subida no tom das críticas à administração do prefeito Gilberto Kassab (PSD), que, agora, deverá se aliar aos tucanos e não mais à candidatura petista do ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

Mesmo com dificuldade de firmar alianças com legendas que lhe dão sustentação no governo federal, o PT espera o apoio de partidos como o PCdoB, o PDT e especialmente o PSB. Em entrevista à imprensa ontem, na sede do partido em São Paulo, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, líder do PSB, teria firmado uma espécie de “compromisso pessoal” com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que sua sigla apoiasse a candidatura Haddad, em São Paulo, independentemente de outras negociações no restante do país.

“O governador Eduardo Campos já se comprometeu a tratar São Paulo fora de qualquer outro tipo de tratativa. Quase que um compromisso pessoal dele com o [ex-] presidente Lula”, disse Falcão, ao negar que a eventual retirada do apoio do PT à reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), possa levar a uma retaliação de Campos em São Paulo.

O apoio seria importante pois o PSB paulista, dirigido pelo secretário estadual de Turismo, Márcio França, está próximo do governador Geraldo Alckmin e já deu declarações de que o partido tenderia a se coligar com o PSDB. Segurar o PSB poderia conter um clima de revoada e impedir que outra legenda da base federal, o PDT, também aliado de Alckmin, confirme sua presença na coligação tucana.

Falcão afirmou que uma quebra deste suposto compromisso do PSB não significaria uma traição aos petistas e a Lula. Mas, num recado indireto, disse que o “PT mantém coerência nas suas alianças”. O dirigente afirmou que a entrada de Serra no cenário pode até facilitar a vitória petista, ao mencionar a taxa de rejeição do ex-governador, e a possibilidade de o PT aglutinar as legendas da base federal uma vez que o tucano – que concorreu e perdeu duas eleições à Presidência contra o PT – aumentará o potencial de nacionalização da disputa.

Com Serra, o PT também parece ter mudado seu discurso em relação à melhor estratégia para voltar à Prefeitura de São Paulo. Se até agora, a legenda tentava persuadir o PMDB para que desistisse de lançar o deputado federal Gabriel Chalita à disputa, para compor uma chapa forte, encabeçada pelos dois partidos com maior tempo no horário eleitoral gratuito, a sigla já aponta vantagens na existência da candidatura pemedebista.

Ontem, Fernando Haddad disse que, em princípio, não insistirá na aliança com o PMDB no primeiro turno e aposta em Chalita para tirar votos de José Serra.

“Tenho algumas dúvidas se é preciso unificar o campo progressista na cidade de São Paulo. Tenho dúvidas a respeito disso. Não vejo como um problema mais de uma candidatura de partidos da base aliada”, afirmou. Segundo o petista, o PT não deve pressionar o presidente nacional licenciado do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, a retirar a candidatura de Chalita em São Paulo.

Na análise de petistas, Chalita ajudaria a tirar votos do PSDB, por ter um eleitorado semelhante ao dos tucanos.

O PT já trabalha com um cenário eleitoral com dois turnos e espera o apoio do PMDB no segundo. “Pode haver um acordo [no primeiro turno]? Pode. Mas não vejo como uma condição sem a qual nós não possamos nos apresentar corretamente. Nós vamos ter um tempo [de televisão] satisfatório para apresentar nossas propostas”, comentou Haddad, ao visitar bairros da zona norte da capital.

O PT tem direito a pouco mais de quatro minutos no horário eleitoral gratuito. A aliança com o PMDB poderia render mais quatro minutos no tempo de televisão, o que ajudaria o pré-candidato petista – pouco conhecido pela população – em uma disputa contra Serra, ex-prefeito e ex-governador.

Haddad disse que não se surpreendeu com a entrada de Serra no cenário eleitoral em São Paulo e comentou que, das seis eleições do século XXI, o tucano irá para sua quinta disputa. “Qual a surpresa?”, questionou, ao falar sobre o tucano. O petista comentou que o ex-presidente Lula viu “com tranquilidade” a pré-candidatura de Serra.

Haddad reforçou que a candidatura Serra e a aproximação de Kassab ao tucano o deixarão à vontade para intensificar as críticas à gestão municipal. “Fico mais tranquilo porque vou poder representar melhor as ideias que acredito”, comentou. “Temos que apresentar propostas de mudança”, disse.

A elevação do tom oposicionista já começou. Rui Falcão disse que, apesar da disputa em São Paulo ser marcada pela nacionalização do debate, Serra e Kassab terão de responder pelas questões locais, pela “política higienista”, pela “cidade devastada”, com crise na saúde, com um “déficit abissal” de mais de 100 mil crianças fora da creche, e os problemas de mobilidade urbana e reajuste de tarifa de transporte público acima da inflação

Serra e Kassab estão fazendo o PT de bobo?

Se, e quando, for confirmada a candidatura de José Serra a prefeito de São Paulo, o PT deveria promover um encontro para pedir desculpas à senadora Marta Suplicy. Nos últimos quatro meses, ela foi a principal liderança petista a não se deixar levar pelas partículas de candidatos e alianças que permaneceram em suspensão no horizonte político da cidade. Enquanto o partido mergulhava na nuvem de poluição causada pela inversão térmica eleitoral, Marta registrava sua discordância e sinalizava o risco. Primeiro, pediu para evitar uma escolha antecipada do candidato do PT, mas foi atropelada. Depois, alertou para o feitiço da aliança com o PSD do prefeito Gilberto Kassab — e só não foi totalmente ignorada porque parte da militância petista ainda cobra um mínimo de coerência política.

Kassab na festa do PT: aliança em potencial ou jogo de dissimulação?

Marta terminou sendo posta à margem porque o PT precisava se renovar, enquanto ela nunca escondeu o desejo de tentar o cargo pela quarta oportunidade. Mas, por isso mesmo, o partido deveria tê-la ouvido: após passar quatro anos na prefeitura e perder duas eleições, uma para Serra e outra para Kassab, era Marta quem, no PT, mais tinha condições de interpretá-los. Teria sido, no mínimo, por respeito a uma tradicional regra da política: ninguém conhece melhor você do que o seu inimigo.

Quando perdeu a convenção do PSDB para Aécio Neves, em maio do ano passado, Serra sabia que seu projeto presidencial só seria retomado em duas hipóteses. Na primeira, ele atuaria de coadjuvante, capaz de ser promovido a protagonista por falta de nomes. Assim, a candidatura de 2014 teria de lhe cair no colo, com Aécio voltando para Minas Gerais e Geraldo Alckmin tentando a reeleição paulista. Para que pudesse ter um mínimo de autonomia sobre seu destino, no entanto, a Serra só restava uma candidatura a prefeito de São Paulo (leia, na coluna Análise de 28 de maio do ano passado, os motivos para isso).

Durante nove meses, portanto, Serra pareceu estar morto. No lugar de se apresentar como viúva, Kassab criou o PSD e vestiu-o de noiva, tentando ser vice-governador na eventual reeleição de Geraldo Alckmin ou ocupando, com seus parlamentares, ministérios no governo Dilma Rousseff. No projeto ideal de Serra, sua candidatura a prefeito permaneceria congelada, para despertar apenas no final do semestre – por questões legais, ele é o único nome forte capaz de ser oficializado no último minuto da convenção partidária. Mas a proximidade das prévias internas do PSDB para a escolha do candidato a prefeito, marcada para depois do carnaval, tirou-o da hibernação. Marta Suplicy teria direito igual, mas seu partido já saiu às ruas com a candidatura do ex-ministro Fernando Haddad.

Em outubro, quando a eleição chegar ao final, a história de Serra e Kassab será reescrita com base no resultado e o que até hoje era apresentado como desejo sincero provavelmente será interpretado como um jogo de dissimulação. Houve um momento em que Serra gostaria de não correr o risco da disputa em São Paulo e de ter se mantido à tona como presidente do PSDB. E Kassab preferia uma aproximação com o poder federal do PT.

Ao submergir, Serra recuperou a liderança política. E teria também reduzido a taxa de rejeição porque deixou todos brigando contra todos enquanto assistia tudo à distância. Isso é importante porque, desde a adoção do segundo turno, a maioria em São Paulo é formada em torno do nome do adversário de quem o eleitor não quer eleger – e não em torno do nome favorito. Essa decisão racional, baseada na rejeição a um candidato ou partido, e não na paixão pelo outro, garantiu os mandatos de Pitta, Marta, Serra e Kassab.

O atual prefeito agora dificilmente mudará de destino porque as resistências de Dilma Rousseff e de Geraldo Alckmin em aceitar suas condições para um acordo acabaram por criar um processo simbiótico com Serra. O fracasso de ambos desenhou o caminho que se trilha neste momento na capital paulista. Para que o PSD permaneça como um projeto viável de poder, Kassab depende de Serra na prefeitura. Afinal, se partidos com mais de 20 anos de história, como o PSDB, desidratam por estar na oposição, a sobrevivência de uma legenda recém-criada não acontecerá sem uma máquina com o peso da de São Paulo.

Para Serra, a confirmação da aliança com Kassab e um eventual retorno à prefeitura oferecem o que seu partido lhe recusou no encontro de maio do ano passado – estrutura para retomar o projeto presidencial. E, além de tudo, também serve de bóia partidária caso os tucanos o abandonem no meio da última chance que lhe resta de fazer a travessia para o Planalto.

Foi essa dependência mútua entre Serra e Kassab que Marta Suplicy vislumbrou como um jogo que acabaria por engabelar, além do PT, o governador Alckmin e os quatro pré-candidatos do PSDB. No caso do PT, o pedido de desculpas a Marta se fará necessário não apenas porque o partido precisa de sua experiência na campanha de Haddad, mas sobretudo como autocrítica. Afinal, não foi a nuvem de candidatos e alianças que turvou a visão das lideranças petistas, mas a mistura de poluentes eleitorais ainda mais básicos: arrogância, ambição, precipitação e desejo de vingança.

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