TSE concede registro e PSD poderá disputar eleições em 2012

Reuters
Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) – O Tribunal Superior Eleitoral concedeu nesta terça-feira registro ao Partido Social Democrático, idealizado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o que permitirá à nova sigla disputar as eleições municipais do ano que vem.

A decisão foi tomada por 6 votos a 1 e coloca ponto final, ao menos no âmbito da Justiça Eleitoral, a um processo marcado por suspeitas –levantadas pelo DEM– sobre a legitimidade de assinaturas colhidas para o pedido de registro e contestações sobre o nome do novo partido, já que uma legenda homônima foi incorporada pelo PTB em 2002.

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, considerou que o partido provou ter conseguido mais que as cerca de 491 mil assinaturas exigidas por lei, e foi acompanhada por todos os ministros, com exceção do ministro Marco Aurélio Mello.

O DEM é o partido que mais perdeu membros para o PSD, que também recebeu adesões de integrantes de PSDB, PPS, PMN entre outros.

O partido será presidido por Kassab, uma das principais lideranças do DEM até decidir fundar o PSD, e, embora o prefeito paulistano tenha afirmado que a sigla terá postura independente em relação ao Planalto, analistas ouvidos pela Reuters acreditam em alinhamento do PSD com o governo da presidente Dilma Rousseff.

A senadora Kátia Abreu (TO), os governadores Raimundo Colombo (SC) e Omar Aziz (AM), o deputado Paulo Bornhausen (SC) e vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, também fazem parte da nova legenda.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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Reforma Política, dissidências partidárias, Jales, Alcaide Parini, Analice Fernandes e o Estadista, o PT o PSDB e a Páscoa.

O momento vivido.

No Congresso Nacional se destaca o debate da Reforma Política, que o Líder do Partido dos Trabalhadores, Deputado Paulo Teixeira (nosso Deputado) declarou como prioridade nacional,  e entra em campo o Ex-Presidente Lula demonstrando a importância do tema.

Mal acabamos de assimilar os resulatados das eleições de 2010. Apenas uma centena de dias transcorreram dos Governos recem eleitos. Ainda existem pendências quanto aos resultados das disputas  juridico/eleitorais decorrentes da aplicabilidade prática, ou não, da Lei da Ficha Limpa.

Os meios políticos já vivem intensa movimentação, com articulações de bastidores visando as eleições. 2012 que já bate às portas da população. Candidatos são lançados informalmente, alguns como balão de ensaio, de norte à Sul do Brasil. O debate não chega, ainda, ao povão que permanece focado na sua faina diária e para o qual, vivemos apenas a fase de especulações.

As eleições 2012 como pauta restrita.

A capital paulista, maior cidade brasileira, onde se concentram eleitores, poder econômico e consequente peso político, ferve em fogo não tão brando o tabuleiro do xadrês eleitoral. O atual prefeito Kassab lança novo partido, PSD explicitando as intensas movimentações no arco DEMO/Tucano. O Vice Presidente da República,  Michel Temmer, anuncia a candidatura do Deputado Gabriel Chalita pelo PMDB, o PCdoB laça Netinho de Paula. Para darmos dois exemplos no Campo da centro/esquerda. Enquanto isto Lula também entra em campo com a tarefa anunciada de vitaminar pessoalmente o PT em Minas e São Paulo, onde vários nomes de expressão se colocam à serviço da disputa.

Congresso, Reforma Política, e Projetos de Poder.

Em Brasília os debates da Reforma Política ainda não chegaram formalmente ao Plenário, estão ainda no ambito da Comissão Especialmente instalada para tratar do tema. Na Comissão vão se estabelecendo alguns consensos. Divergências estão sendo trabalhadas para que as votações e definições sejam válidas para as eleições de 2012, signifca que neste ano o jogo tem que estar definido. As propostas vão do voto em lista com financiamento público exclusivo de campanha, num extremo ao outro, com voto nominal distrital,  implantação de distritinhos nos municípios com regulação das contribuições financeiras empresariais.

Nos corredores do Congresso, de forma velada como regra, sopram os ventos da eleição de 2014, onde os Vereadores e Prefeitos a serem eleitos em 2012 funcionam como cabos eleitorais de luxo. O fortalecimento dos Partidos políticos é discurso recorrente mas enfrentará as conveniências individuais e grupais que não funcionam na base das disputas de projetos ideológicos. Travestem o Coronelismo da cooptação e compra de currais em defesa da liberdade de escolha. O homem, acima dos partidos é defendido com discursos empolados dos Coronéis que querem institucionalizar seus distritos eleitorais (leia-se currais).

Aparentemente alguns pontos da chamada reforma política estão acordados. Merece destaque o fim das coligaçõs para as eleições proporcionais. Em se confirmando o acôrdo, ficam proibidas as coligações para Vereador, Deputado Estadual e Deputado Federal. Com isto, mesmo quando acontecer coligação para as eleições majoritárias (Prefeito em 2012) cada partido terá de lançar chapa própria de Vereadores, acabando com os “donos de legenda” muito comuns nas eleições municipais. São tambem conhecidos como “linguas de aluguel” nas eleições estaduais e nacional.

O fato é  que sem participação popular intensa nos debates dos rumos da “reforma política” ela tende a se transformar num jogo de acertos entre os detentores de mandatos visando a manutenção do Poder em mãos dos atuais “representantes do povo”.  O chamado jogo do Poder.

Fortalecimento dos Partidos Políticos (do discurso à prática).

Dentro dos Partidos,  mais fortes e consolidados, especialmente dentro do PT e agora do PSDB todos falam à favor do fortalecimento, da fidelidade partidária, da necessidade de projetos coletivos, ideológicos, claros. Falamos todos que os homens são, e devem ser, menores que as instituições. Logo, o que importa é o partido (instituição), que deve estar acima da pessoa  (governante de plantão). Assim as infidelidades partidárias devem ser tratadas com rigor. Deve-se punir as práticas dos “acôrdos táticos” pelo bem comum. (c0mum de quem né???...)

Neste fim de semana a imprensa de Jales, no Noroeste Paulista noticiou.

Para o Jornal de Jales,  mereceu manchete o anúncio feito pela deputada Analice Fernandes (PSDB) de que estaria reservando R$ 300 mil no orçamento do governo estadual para recapeamento em Jales.

Outras manchetes do jornal A TRIBUNA : “Analice chama Parini de grande estadista”; Na coluna Enfoque, o jornalista Paulo Reis Aruca trata dos bastidores da política jalesense e contesta a afirmação da deputada Analice Fernandes, que classificou o prefeito de Jales como “um grande estadista”.

Pensamento Paroquiano

No contexto acima foi inevitável a lembrança das ultimas eleições em Jales. Em 2008 o PSDB quase não lançou candidatura própria. Só lançou para cumprir tabela depois de ameaças de intervenção por parte da direção estadual. Bem como, em 2010, o então Prefeito Parini – PT, não teve o menor constrangimento em embandeirar sua residência com material de campanha da então candidata tucana Analice Fernandes. Isto tudo sem que se conheça consequencias das atitudes.

Ficamos agora cheios de dúvidas. Estariam Analice Fernandes e Parini propensos a repetir em Jales os movimentos de Kassab e dos Vereadores naquela Cãmara Municipal buscando a criação de um novo partido para contornar a fidelidade partidária?  Estaria Analice Fernandes sendo atraída para o PT pela força do Estadista Humberto  Parini? Teriam ambos firmado acôrdo, já prevendo a eventual futura condenação de Parini à perda de seus Direitos Políticos ? (São intensas as especulações quanto a isto na cidade)…  O que pensam os possíveis candidatos a prefeito em 2012, que estão atualmente na base de sustentação do Alcaide Parini? (quem é base real?)

PT, PSDB reforma política e mundo real.

O “caso” Jales é representativo da política coronelista ainda presente em muitos rincões deste nosso Brasil varonil. Todos estes eventuais acôrdos em defesa do “bem comum”, “acima dos partidos” se farão representar por articulações e pressões junto ao Congresso Nacional por ocasião da votação da reforma política.

Estabelece a nossa Constituição Federal que “Todo Poder emana do Povo que o exerce através de seus representantes eleitos, OU DIRETAMENTE NA FORMA DA LEI” (grifo nosso). Caso desejemos nos transformar, de gado (massa) em povo (cidadãos) será preciso que nos organizemos e participemos diretamente da decisão dos rumos da nação. Se não o fizermos, estejamos certos de que nossos “representantes” o farão.

É mais ou menos como se, no dia de hoje, meu Deputado, Paulo Teixeira publicasse no twitter que os óvos de pascoa estão deliciosos. Eu, que não comi nenhum, me sentisse preocupado com o surgimento de espinhas em meu rosto, pela ação de meu representante.

Feliz Páscoa! (espero que ele não exagere nos chocolates)…

Kassab e os vereadores do PSDB

 

Do Valor

Indefinição de Kassab abre crise na bancada municipal do PSDB em SP

Fernando Taquari | São Paulo
24/02/2011

Dono da maior bancada da Câmara Municipal, com 13 vereadores, o PSDB paulistano é o maior prejudicado pela indefinição do futuro partidário do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Os tucanos são base de sustentação de seu governo na capital paulista e são mais próximos do prefeito do que do governador Geraldo Alckmin (PSDB). É por receio da debandada nas bases municipais do partido que os caciques tucanos trabalham nos bastidores pela permanência do prefeito no DEM.

Há duas semanas, Kassab participou de um jantar com os ex-governadores José Serra e Alberto Goldman, além do atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. No encontro, foram desenhados alguns cenários para convencer o prefeito a não migrar de legenda. Em uma das hipóteses, Serra seria candidato à prefeitura em 2012, enquanto Alckmin concorreria à Presidência e Kassab ao governo do Estado em 2014. Outra possibilidade aventada seria o governador tentar a reeleição e o prefeito, o Senado.

O problema nos dois casos seria persuadir Serra, que resiste à ideia de disputar as eleições municipais, pois não descarta a possibilidade de tentar pela terceira vez a Presidência da República em 2014. Vice de Alckmin, Guilherme Afif Domingos (DEM) representa outro empecilho para um acordo na medida em que se coloca como candidato natural à sucessão do tucano. Desta forma, esbarraria com as pretensões do prefeito, que tem como principal objetivo o governo de São Paulo.

 

Na visão de um líder tucano próximo dos dois principais líderes do PSDB paulista, a saída de Kassab do DEM seria um desastre para o PSDB. Comprometeria Serra por ser seu afilhado político e atrapalharia os planos de Alckmin. Foi esse o menu do jantar que os reuniu ao prefeito.

A aproximação da base municipal tucana com Kassab cresceu durante as eleições de 2008, quando o prefeito e Alckmin se enfrentaram. Na ocasião, 11 dos 12 vereadores do PSDB declararam apoio à reeleição do prefeito. O único parlamentar que permaneceu ao lado do tucano foi Tião Farias, que continua na Casa ao substituir Mara Gabrilli (PSDB), eleita deputada federal em outubro. Nessa legislatura, o governador ainda tem como aliado o vereador Floriano Pesaro, líder da bancada na Casa, e José Rolim (PSDB), que entrou no lugar de Gabriel Chalita (PSB), também eleito à Câmara dos Deputados.

Um tucano ligado a Alckmin aposta que apenas quatro vereadores do PSDB deverão acompanhar o movimento de Kassab. Os dissidentes seriam Ricardo Teixeira, Adolfo Quintas, Claudinho e Gilberto Natalini. Os parlamentares, por sua vez, contestam a informação. Quintas disse que está envolvido nas discussões sobre renovação do partido e por isso teve a iniciativa de colocar seu nome na disputa pelo diretório municipal do PSDB. A eleição está programada para ocorrer em abril.

Natalini afirmou que não deixa a sigla por razões históricas. Alega ter sido um dos primeiros a preencher a ficha de filiação. Já Claudinho ficou em cima do muro. Admitiu a proximidade com Kassab e a dependência do Poder Executivo para honrar com suas emendas. Mesmo assim, ressaltou que tem uma relação antiga com o PSDB, sendo reconhecido por seus eleitores por se filiado à sigla. Teixeira não retornou à reportagem até o fechamento da edição.

A intenção de Alckmin de dar as cartas na eleição do diretório municipal do PSDB pode azedar ainda mais a sua relação com a bancada na Câmara Municipal e engrossar a debandada. Com vistas às eleições de 2012, Alckmin articula para emplacar o secretário estadual de Gestão Pública, Julio Semeghini, na presidência do diretório, contrariando os vereadores, que fazem questão de indicar um nome para o cargo.

Para o vereador Juscelino Gadelha (PSDB), ao insistir nessa ideia, Alckmin mostra que ainda acredita ter sido “traído” na disputa municipal. “Kassab, que foi eleito e reeleito com as teses do PSDB, cumpriu com todos os acordos da bancada. Ele assumiu no lugar de Serra. Era natural que nós o apoiássemos. Já o Geraldo [Alckmin] não comunicou a ninguém que seria candidato. Apenas anunciou”, recorda Gadelha. Segundo ele, se o governador ignorar a demanda da bancada na eleição do diretório municipal, os únicos vereadores que sobrarão no partido serão Pesaro, Tião Farias e Rolim.

“Se o Geraldo acha que não há confiança, não tem sentido ficar no PSDB. Isso mostra que a bancada não é bem-vinda”, afirmou Gadelha, que não teme o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. “Se há incompatibilidades, essa hipótese não pode ser cogitada”, explicou. Outro vereador tucano, que prefere o anonimato, não poupa críticas a Alckmin, a quem acusa de desprezar os vereadores do PSDB por conta de mágoas de 2008. Em off, outros dois parlamentares paulistanos não descartam a possibilidade de seguir os passos do prefeito.

Com o objetivo de reduzir as insatisfações, Alckmin se reuniu com os vereadores na terça-feira. Ouviu as reivindicações e as considerou legítimas. Apesar disso, não foram apresentados nomes para a presidência do diretório municipal. “Essa discussão nesse momento enfraquece o processo político”, avaliou Pesaro, escolhido para a liderança do PSDB na Câmara por conta do perfil conciliador. O líder terá como uma de suas principais missões conter eventuais descontentamentos que possam dividir novamente o partido nas eleições municipais.

No Tocantis, metade da chapa de Serra apoia Dilma. Chapa é encabeçada por Siqueira Campos (PSDB), mas conta com dois candidatos ao Senado que pedem votos para Dilma (PT)

Terça-feira, 27 de julho de 2010

Metade da chapa que defende a candidatura do presidenciável José Serra (PSDB) no Tocantis tem feito campanha para Dilma Rousseff (PT). Hoje, o tucano estará, pela primeira vez nesta corrida eleitoral, em Palmas – capital tocantinense. Fará uma caminhada pelo centro da cidade.

Encabeçada pelo candidato ao governo Siqueira Campos (PSDB), a chapa que apoia Serra oficialmente conta com dois candidatos ao Senado, João Ribeiro e Vicentinho Alves (ambos do PR), que têm pedido votos para a petista.

“Em todo meu material de campanha tem a foto de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, afirma João Ribeiro, que é também presidente do diretório estadual do PR no Tocantis. O vice de Siqueira é o deputado federal João Oliveira, do DEM, partido que apoia Serra.

Ribeiro é candidato à reeleição ao Senado. “Apoiei o governo Lula nos últimos anos. Não tinha como não ficar com a Dilma”, disse. “Mas eu disse a ela e ao ministro Alexandre Padilha [Relações Institucionais] que iria ficar com o Siqueira”, completou.

O senador do PR adiantou que não estará presente na caminhada que Serra fará ao lado de Siqueira marcada para as 15h30 desta quarta-feira, na avenida Juscelino Kubitschek, no centro de Palmas. Segundo nome para o Senado, Vicentinho também não irá.

A falta dos dois candidatos deverá ser compensada pela presença da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), coordenadora geral da campanha de Serra no Tocantis. Ela abriu mão de disputar o governo do Estado para apoiar Siqueira.

Em 2006, Kátia preferiu romper com Siqueira para apoiar a reeleição de Marcelo Miranda (PMDB). Na disputa pelo Senado, enfrentou o filho do tucano, Eduardo Siqueira Campos, senador que acabou derrotado pela então deputada Kátia Abreu.

“Isso já foi superado. Ela conseguiu fazer um mandato que ajudou o nosso Estado. Como presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) também ganhou projeção nacional”, afirmo Eduardo Siqueira Campos, que é coordenador político da campanha.

Sobre o apoio de João Ribeiro e Vicentinho Alves a Dilma Rousseff, Eduardo Siqueira minimiza. “O importante é que nós e a senadora Kátia Abreu estamos com Serra. Essa aliança com o PSDB e DEM no Tocantis é fundamental”, disse.

Eduardo, porém, lamentou o fato de o PPS não compor a chapa. Ao contrário do que ocorre na maior parte das disputas pelo País, o partido preferiu ficar no palanque governista encabeçado pelo atual governador Carlos Gaguim (PMDB).

Eleito governador pela Assembleia Legislativa após a cassação de Marcelo Miranda em junho do ano passado, Gaguim conseguiu firmar uma aliança com o PT no último dia de prazo estabelecido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Com isso, Paulo Mourão (PT) ganhou uma vaga para disputar o Senado ao lado de Miranda.

Adriano Ceolin, enviado a Palmas
FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br 

http://tucanoscomdilma.blogspot.com/2010/07/no-tocantis-metade-da-chapa-de-serra.html

Alvaro Dias fica fora da campanha no Paraná

O senador Álvaro Dias avisou ontem ao presidente nacional do PSDB que não participará da campanha no Paraná.

    Escolhido pelos tucanos para ser o companheiro de Serra e, depois, substituído pelo deputado federal Índio da Costa (RJ), imposto pelo DEM, Álvaro alegou que terá que se manter neutro na eleição estadual disputada por seu irmão, Osmar Dias (PDT), e por seu desafeto dentro do PSDB, Beto Richa.

O senador Álvaro Dias avisou ontem ao presidente nacional do PSDB que não participará da campanha no Paraná.

    Escolhido pelos tucanos para ser o companheiro de Serra e, depois, substituído pelo deputado federal Índio da Costa (RJ), imposto pelo DEM, Álvaro alegou que terá que se manter neutro na eleição estadual disputada por seu irmão, Osmar Dias (PDT), e por seu desafeto dentro do PSDB, Beto Richa.

EFEITO EVENTO PRÓ-DILMA PSDB e PV sinalizam com ‘caça às bruxas’ aos ‘infiéis

 

EFEITO EVENTO PRÓ-DILMA PSDB e PV sinalizam com ‘caça às bruxas’ aos ‘infiéis’ Partidos que apoiam José Serra querem nomes de quem esteve em evento petista

RAQUEL LIMA – CAMPINAS

Arquivo

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Evento pró-candidatura de Dilma Rousseff, anteontem, atraiu membros de partidos adversários: polêmica estabelecida O PSDB e o PV vão apurar a participação de prefeitos da legenda no evento realizado anteontem, em Campinas, em favor da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff.

Os dois partidos têm candidatos próprios. Segundo a organização do movimento, 117 chefes de Executivos participaram do encontro, sendo o maior bloco dos tucanos, com 25 representantes. Oito prefeitos do PV também teriam ido ao evento.

A direção estadual do PV de São Paulo comunicou, em nota oficial, que já determinou abertura de processo na Comissão de Ética para averiguar a veracidade das informações. “Constatada infidelidade partidária, serão aplicadas as sanções previstas no Estatuto do Partido Verde, como suspensão da filiação partidária ou mesmo expulsão da legenda”, informou a nota oficial. “Sou favorável que o partido tome providências e chame esses prefeitos para se explicarem”, declarou Luciano Zica (PV), candidato a deputado federal.

 No PSDB, a divulgação de que o bloco tucano teria sido destaque no evento pró-Dilma causou incômodo na direção estadual. Segundo apurou a reportagem, diversos prefeitos foram questionados ontem por lideranças da campanha de José Serra, que disputa a presidência pelo partido, e Geraldo Alckmin, que concorrerá ao governo do Estado, sobre a suposta presença no movimento em Campinas. Oficialmente, no entanto, o PSDB questiona a credibilidade dos dados divulgados pela organização do evento. “É um absurdo, uma irresponsabilidade dar esse tipo de informação sem divulgar os nomes”, afirmou César Gontijo, secretário-geral do PSDB. Gontijo, porém, não descarta a possibilidade de algum prefeito tucano ter participado do encontro. “Se alguém foi, creio que estava desavisado”, disse. “Pode ter sido uma armadilha da campanha de Dilma que anunciou o evento em nome do governo federal”, argumentou o secretário-geral da legenda.

O coordenador de Comunicação da Prefeitura de Campinas e mestre de cerimônia do evento, Francisco de Lagos, informou que não vai divulgar a lista dos prefeitos presentes. “Não vou colocar o pato na boca do jacaré”, disse. “Essa é uma questão estratégica para preservar as pessoas”, completou.

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