A última semana das eleições, por Marcos Coimbra

Enviado por luisnassif,

A Última Semana

Marcos Coimbra

Termina no próximo domingo a eleição municipal de 2012. Em 50 cidades, os eleitores voltam às urnas para votar em um dos candidatos a prefeito que disputam o segundo turno.

Entre essas, na maior cidade brasileira e outras 16 capitais estaduais.

Foram as eleições mais conturbadas desde a redemocratização. Por decisão sem fundamento técnico, o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu fazer o julgamento do “mensalão” exatamente no meio do período eleitoral.

O ápice dessa “coincidência” ocorre ao longo desta semana, que os ministros consideram adequada para terminá-lo.

Para não atrapalhar a viagem ao exterior do Relator – certamente de importância fundamental para o País -, vão deliberar a respeito das penas aos condenados nas vésperas da eleição. Em tempo de preparar as manchetes dos últimos dias.

E ainda há quem se preocupe em silenciar os carros de som nessa hora, para que não perturbem os eleitores enquanto refletem sobre sua decisão final!

Parece que o Judiciário não se incomoda que o julgamento interfira na eleição. Como disse o Procurador-Geral da República em inacreditável pronunciamento, acha até “salutar”.

Os principais veículos da indústria de comunicação dedicaram ao julgamento uma cobertura privilegiada. Na televisão, no rádio, na internet, nos jornais e revistas, foi, seguramente, maior que aquela que a eleição recebeu.

Só os muito ingênuos acreditariam que a grande imprensa foi movida por objetivos morais, que estava genuinamente preocupada com as questões éticas suscitadas pelo “mensalão”. Basta conhecê-la minimamente, saber quem são seus proprietários, articulistas e comentaristas, para não ter essa ilusão.

E lembrar seu comportamento no passado, quando fatos tão graves quanto os de agora – ou mais – aconteceram sob seu olhar complacente.

Como mostra nossa história moderna – desde o ciclo Vargas aos dias de hoje, passando pelo golpe militar de 1964 e a ditadura -, a grande imprensa brasileira escolhe lado e não hesita em defendê-lo. Tem amigos e adversários.

A uns agrada, aos outros ataca.

No julgamento do “mensalão”, a discussão ética sempre foi, para ela, secundária. O  que interessava era seu potencial de utilização política.

Seria engraçado imaginar uma situação inversa, na qual os denunciados não fossem “lulopetistas” e sim representantes dos partidos que hoje estão na oposição. Se o STF fizesse como faz agora, não mereceria o coro de elogios que ouve, não seria tratado como bastião da moralidade.

Seus ministros, ao invés de receber tratamento de heróis, estariam sendo achincalhados.

Especialmente os indicados por Lula e Dilma. Pobres deles! Cada voto que emitissem contra um oposicionista seria suspeito (o que ajuda a entender porque, no caso concreto, exatamente esses se sintam no dever de ser punitivos ao máximo).

Nunca foi tão apropriada a teoria de que a eleição municipal é a ante-sala da presidencial. Não para a maioria do eleitorado, que não pensa assim. Mas para a oposição – nos partidos políticos, na mídia, no Judiciário, na sociedade.

Fizeram tudo que podiam para transformar as eleições em uma derrota para Lula e o PT. Imaginaram que os dois sairiam delas menores, derrotados nos principais embates. E que, assim, chegariam à eleição que interessa, a presidencial de 2014, enfraquecidos.

Não foi isso que ocorreu nos confrontos que terminaram no dia 7 de outubro. Pelo contrário. Se as pesquisas de agora forem confirmadas, não é isso que ocorrerá no próximo domingo.

Goste-se ou não do ex-presidente e de seu partido, é um fato. E contra fatos, não há argumentos.

RESOLUÇÃO POLÍTICA DO DIRETÓRIO NACIONAL DO PT

Leia abaixo o documento na íntegra.

RESOLUÇÃO POLÍTICA DO DIRETÓRIO NACIONAL DO PT

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, reunido no dia 10 de outubro de 2012, aprova a seguinte resolução:

No dia 7 de outubro, o povo brasileiro compareceu às urnas, para eleger prefeitos e vereadores de cada um dos 5.567 municípios brasileiros. Em 50 municípios, haverá segundo turno no dia 28 de outubro.

O PT foi o partido mais votado, com 17,2 milhões de votos. Elegemos já no primeiro turno 626 prefeitos e prefeitas, entre os quais 13 em cidades com mais de 150 mil eleitores. Ampliamos nossa presença nos legislativos municipais. Petistas disputam o segundo turno em 22 cidades, entre as quais São Paulo.

Agradecemos a cada brasileiro e a cada brasileira que nos confiou seu voto, seja onde fomos escolhidos para governar e legislar, seja onde nos foi atribuído o papel de oposição.

Nosso desempenho eleitoral foi resultado de uma combinação de fatores: a criatividade e pertinência das propostas que apresentamos para resolver os problemas de cada município; o exemplo globalmente exitoso de nossos governos municipais, estaduais e federal; o prestígio de nossas candidaturas e lideranças, com destaque para Lula e Dilma; nossa capacidade de construir alianças sociais e políticas, tendo como referência a base de apoio de nosso governo federal; e, como fator principal, destacamos a animação, a persistência e a combatividade da militância petista, milhões de homens e mulheres que, em seus locais de residência, estudo, trabalho e lazer, sustentaram com convicção as bandeiras do PT.

Nosso desempenho nas eleições municipais ganha ainda maior significado, quando temos em conta que ele foi obtido em meio a uma intensa campanha, promovida pela oposição de direita e seus aliados na mídia, cujo objetivo explícito é criminalizar o PT. Não é a primeira, nem será a última vez, que os setores conservadores demonstram sua intolerância; sua falta de vocação democrática; sua hipocrisia, os dois pesos e medidas com que abordam temas como a liberdade de comunicação, o financiamento das campanhas eleitorais, o funcionamento do Judiciário; sua incapacidade de conviver com a organização independente da classe trabalhadora brasileira. Mas a voz do povo suplantou quem vaticinava a destruição do Partido dos Trabalhadores.

O voto popular trouxe valiosos ensinamentos ao PT, que devem ser debatidos e incorporados por nossa militância, inclusive para garantir um desempenho vitorioso no segundo turno. Sem nunca perder de vista o caráter local das eleições, daremos prosseguimento ao debate entre diferentes projetos nacionais, a defesa de nossas administrações, a começar pelos governos Lula e Dilma, bem como a defesa de nosso Partido. Aos ataques e manipulações, contraporemos a defesa enfática de nosso projeto estratégico.

O desempenho do PT no primeiro turno das eleições municipais brasileiras, assim como a vitória do Grande Polo Patriótico nas eleições presidenciais venezuelanas igualmente realizadas no dia 7 de outubro, confirmam a força da esquerda democrática, popular e socialista latinoamericana e caribenha. Ampliar nossa vitória no segundo turno, inclusive conquistando o voto dos milhões de brasileiros que se abstiveram, votaram branco ou nulo, constitui uma garantia a mais de que o Brasil continuará no rumo certo, de paz, integração, bem estar social e desenvolvimento.

Conclamamos o conjunto do Partido, cada um dos nossos filiados, militantes sociais, parlamentares e governantes, a dedicar cada momento dos próximos dias à batalha do segundo turno. O futuro do Brasil e o bem-estar do povo valem o esforço.

Viva o povo brasileiro, viva o PT!

São Paulo, 10 de outubro de 2012.

Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores

PT volta a crescer na capital paulista e reforça expectativa de eleição em 2012

Presidente do Diretório Municipal do PT, Antônio Donato analisa resultado das eleições de 2010 em São Paulo e afirma que o partido volta a ter condições de disputar a hegemonia na cidade.

Por Leandro Rodrigues – PT – SP

Com o resultado das eleições de 2010, o PT volta a ter condições de disputar a hegemonia na cidade São Paulo, segundo avalia o presidente do Diretório Municipal do partido, vereador Antônio Donato. Em entrevista ao portal, Donato explica que o partido seguia em curva decrescente de votação na capital desde 2004, mas que o processo foi revertido neste ano com a ampliação do eleitorado e os 46,4% (2.961.897) de votos paulistanos em Dilma Rousseff. “Existe a perspectiva real do PT se colocar na disputa de 2012 retomando um diálogo com os setores médios”, afirma.

“Em 2002, foi a única vez que vencemos os tucanos num confronto direto na capital. Lula teve 51% dos votos, contra 49% de Serra. O cenário era favorável, estávamos na prefeitura [com Marta Suplicy] e foi a primeira vitória de Lula como presidente”, conta Donato, que em seguida fala da queda do PT nos pleitos consecutivos: “Em 2004, Serra teve 55% e Marta 45%; em 2006, foi 54,5% para Alckmin e 45,5% para Lula; 2009 tivemos 60,5% para o Kassab e 39,5% para Marta. Ou seja, a gente veio de 51% e fomos para esses 39,5%. Mas revertemos esse quadro neste ano, saímos dessa curva decrescente e voltamos aos 46,5%”.

Donato explica que o reflexo do Governo Lula fez com que o eleitorado do PT aumentasse entre a população mais carente da cidade e, em contrapartida, encontrasse mais resistência nas regiões mais abastadas. “Isso é apenas uma questão ideológica. Historicamente, um partido de esquerda vai sempre ter essa resistência num determinado setor da sociedade. Eles, que enxergam o PT como o partido que de alguma forma enfrenta seus interesses, são minoritários, porém, bem articulados e podem irradiar sua ideologia por toda a cidade”, alerta o petista.

Mas o vereador também ressalta que o êxito de Lula foi fundamental para a reaproximação entre o PT e os setores médios da capital. “O Governo Lula permite que esses setores voltem a ter uma disposição de conversar e de votar na gente, mas é evidente que teremos que aprofundar isso do ponto de vista político. Para 2012, é necessária a construção de um programa que dialogue efetivamente com os setores médios, valorizando questões como transito, segurança e carga tributária”, disse Donato.

Dilma venceu Lula

Durante a conversa com a reportagem do PT-SP, que ocorreu nesta terça-feira (30) em seu gabinete, Antônio Donato observa que Dilma obteve mais votos do que Lula em várias regiões. “Por exemplo, em 2002, a maior votação de Lula em São Paulo foi em São Mateus, com 67%. Já em 2010, o melhor resultado de Dilma foi em Parelheiros, com mais de 75%”.

O dirigente credita esse fenômeno à mudança de critério na reflexão para a escolha, que antes era pautada na personalidade política de Lula e agora passa a ser a personificação do projeto e o modo de governar petista. “Nesta eleição, o voto em São Paulo foi de adesão política a um projeto muito claro. Então, quando você tem um setor que vota na Dilma, ele está aderindo ao projeto de governo iniciado pelo presidente Lula. É a aprovação do governo dele”, conclui.

ttp://blogdofavre.ig.com.br/2010/12/pt-volta-a-crescer-na-capital-e-reforca-expectativa-de-eleicao-em-2012/

Cartilha do PT faz balanço das eleições 2010. Os números e avalições do PT em todo Brasil.

5 governadores, 88 deputados federais, 149 deputados estaduais e 14 senadores foram eleitos pelo PT em 2010.

Escrito em 22 de novembro de 2010, às 16:48

Esses números mostram a consolidação da força de um partido que, nascido a partir daqueles que eram até então esquecidos pelo poder público, hoje tem a plena capacidade de ajudar os mais pobres como nenhum outro, tal como vem fazendo nos últimos oito anos.

Para mostrar mais sobre os resultados concretos dessa atuação, a cartilha “O Brasil vai seguir mudando com Dilma” traz um balanço completo do desempenho do Partido dos Trabalhadores em todo o país nestas eleições. São 65 páginas repletas de imagens e gráficos que mostram por que nosso esforço sempre vale a pena diante do reconhecimento do povo brasileiro.

Vale a pena consultar a cartilha. Clique aqui para fazer o download. CADERNOeleicoes_2T_2010-11-19 

Fonte: www.pauloteixeira13.com.br

Marta Suplicy: “Dilma sabe escuchar, pero es muy exigente”

7/11/2010, Página 12
Buenos Aires 

Suplicy revela detalles sobre la personalidad de la presidenta entrante y del presidente saliente, analiza el debate sobre el aborto y la agenda del próximo gobierno y se alinea con firmeza detrás de Dilma: “Quiero ser su mano derecha”.

 Por Santiago O’Donnell

Desde San Pablo

Con el debido respeto, y sin ánimo de ofender a nadie, podría decirse que por belleza, inteligencia y calidez, Marta Suplicy es una política sexy. Senadora nacional electa por el Partido de los Trabajadores, el partido de Dilma y Lula, para representar al principal distrito electoral del país, ex alcaldesa de una de las ciudades más grandes del mundo, diputada, sexóloga, feminista, Suplicy es un símbolo brasileño de izquierda chic con compromiso social.

Nos recibe en su casa de Jardín Europa, el mejor barrio de San Pablo, en un living ecléctico y recargado, con sillones rojo furioso, chimenea y candelabros de plata, biombo chino, máscaras africanas, esculturas de Amazonia, almohadones hindúes y grandes cuadros abstractos y figurativos. Experta en el arte de decir sin decir lo que no quiere decir, Suplicy revela detalles sobre la personalidad de la presidenta entrante y del presidente saliente, analiza el debate sobre el aborto y la agenda del próximo gobierno, pero al mismo tiempo oculta cualquier crítica o diferencia de opinión que pudiera haber tenido en el pasado, para alinearse firme detrás de Dilma: “Quiero ser su mano derecha”.

Su nombre suena fuerte para ocupar un puesto en el futuro gabinete y Suplicy no lo descarta. Pero avisa que no está dispuesta a sacrificar su lucha en favor de la despenalización del aborto y el matrimonio gay. La entrevista duró una hora y no tuvo mucho desperdicio, por eso se editan las preguntas y el análisis de una campaña electoral que Suplicy tildó de “farisea”, “ridícula” y “muy poco politizada,” según ella de los dos lados, pero sobre todo por culpa de la oposición.

Diferencias entre el futuro gobierno de Dilma y el de Lula

 

–Son personalidades completamente diferentes con formaciones políticas y culturales completamente muy diversas, con respectivas consecuencias de virtudes y defectos diferentes. Ella tiene la personalidad más dura que Lula, entonces podrá enfrentar, tal vez, las reformas que hasta ahora no fueron hechas. La reforma tributaria y la reforma política, principalmente.

Lula es una persona que decide, pero demora para decidir. Ella creo que es más impetuosa a pesar de que escucha mucho, que tiene capacidad de diálogo, a pesar de lo que dicen. Yo conviví con ella. Escucha, pero es muy exigente, implacable con sus subordinados, con los ministros, con todos, en la excelencia de trabajo. Creo que su exigencia muchas veces puede haber creado ciertas aristas. Como ministra, probablemente. Pero como presidenta es más fácil hacerlo. Como mujer, si una mujer es muy dulce, hacen papel picado de ella. Yo fui alcaldesa de San Pablo, yo sé. Entonces creo que parte de su personalidad es así, pero parte tiene que ver con el ejercicio de poder siendo mujer…

Dilma es una persona muy reservada. Yo estuve muchas veces con ella en la campaña. No habla de las personas, no le gustan los chismes. Puede ser irónica, graciosa, pero no se abre nunca. Es lo opuesto de Lula. Lula habla mucho. Si usted conversa con Lula siempre sale con impresiones de muchas cosas porque habla de todo con muy poca reserva. Muchas veces lo hace para encaminar lo que quiere. Ella no.

Las mujeres y el poder

–Yo creo que en este siglo vivimos un liderazgo femenino muy diferente al siglo pasado, cuando los grandes liderazgos femeninos eran mujeres travestidas de hombre: Thatcher, Indira Gandhi, Golda Meir, y este siglo tenemos mujeres que son mucho más femeninas como Cristina Kirchner, Angela Merkel, Michelle Bachelet, y esto es muy bueno para nosotras. Al mismo tiempo, estas mujeres son mujeres que saben ser firmes, porque si no eres firme no puedes ejercer el cargo. Es un cargo que no tiene que ver con la cuestión de género, sino con una personalidad fuerte. Y se puede ser fuerte siendo femenina. Yo creo que Dilma en esta campaña fue más femenina de lo que jamás lo fue en su vida, porque no es una persona dedicada a la moda o la belleza. Y descubrió, ella no tenía la virtud de tener un peinado lindo o un maquillaje que la favoreciera, no era de su interés, y creo que cambió un poco. No tanto (se ríe), pero un poco.

Aborto, Iglesia e Igualdad de género

 

–La principal cuestión de la desigualdad de género no pasa por la descriminalización del aborto. Tiene que ver con la frase que dijo Dilma, que se vea con naturalidad la presencia de la mujer en el poder. Entonces, me parece muy importante que ella promueva a las mujeres y que tenga un gabinete con el mayor número posible de mujeres. Es muy difícil, porque no tenemos muchas mujeres fuertes en los cuadros partidarios y los partidos generalmente son los que nombran a los funcionarios, entonces va a ser imposible tener un gabinete como el de Bachelet: mitad mujeres, mitad hombres. Si fuera posible lo haría, y estoy segura de que va a hacer el máximo esfuerzo, pero no va a poder.

En cuanto al aborto, ella va a respetar su promesa de no llevar el tema al Congreso. Creo que va a depender del Congreso organizar el debate. Este es un tema difícil para la mayoría de los políticos, que tienen mucho miedo de la contestación de los religiosos. Yo no había pensado tener como tema principal las dos cuestiones que había trabajado mucho como diputada, que son descriminalización del aborto y matrimonio gay. Mi prioridad es ser la mano derecha de Dilma en la implementación de programas sociales para erradicar la indigencia. Pero en virtud de lo que pasó en la campaña (dominada por un debate amañado y electoralista sobre el aborto) creo que voy a tener que retomar mis temas más pronto de lo que pensaba. No sé si tendré que esperar hasta después del tratamiento de las reformas tributaria y política, que seguramente tendrán la atención de los senadores y también la mía, pero no podemos dejar que de aquí a cuatro años tengamos que tratar el tema nuevamente en la próxima campaña presidencial.

La Iglesia hace mucho que no habla de profilácticos y anticonceptivos en Brasil. La Iglesia no toca esos temas, aunque siga las directivas del Papa, porque directamente no da. Se metió con lo del aborto porque Serra lo usó. En Brasil estaba siendo respetada la laicidad del país. Claro, si esto llega al Congreso, la Iglesia se va a manifestar, pero en un momento adecuado. Era un debate en el Congreso, no una campaña electoral. Si esos temas vuelven, creo que la Iglesia y los evangélicos también se van a posicionar de una manera muy dura, por eso no va a ser fácil.

Lula, Dilma y el PT

–Los dos ganaron con Dilma, tanto Lula como el PT. Hoy Lula es mucho más que el PT, pero el PT es el que fue reelecto. Lula propició la reelección, pero la reelección del PT, que sigue en el poder. Hoy Lula trasciende Brasil. Con el abrazo de Lula, Dilma tiene el respeto de todos; no fue cuestionada en ningún momento por el partido. Por su competencia y lealtad al gobierno de Lula después del “mensalao”, y por ser la persona que ayudó a Lula a planear Brasil y ejecutar sus ideas en estos ocho años. Va a ser como siempre fue. El PT siempre presiona. Presionó a Lula, va a presionarla a ella, porque los movimientos sociales no se pueden quedar quietos. Su función es justamente la de presionar para no quedar en una situación desfavorable. Ella sabe eso. Al contrario de Serra, que no tiene capacidad de diálogo y manda a la policía a reprimir a los profesores.

Hace algunos años, Lula me dice: “Marta, la próxima presidenta va a ser mujer”, y yo pensé que iba a ser Marina, Dilma o yo. Con el tiempo me di cuenta de que Marina no iba a ser, entonces pensé Dilma o yo. Después percibí que iba a ser Dilma y me quedé tranquila, porque percibí que Dilma era la persona que estaba allá todo el tiempo con él, y que estaba bien que sea así. Vestí la camiseta de Dilma y me puse a trabajar desde el primer momento que él dijo “Dilma”, y ella percibió eso. En situaciones normales siempre es mejor hacer una cosa más natural, pero cuando se tiene a un líder como Lula, nadie pensaría en nombrar a un candidato sin pasar por su anuencia y lo normal sería escucharlo. Lula planeó muy bien la estrategia. Eso no es diferente en otros partidos. ¿Cómo fue la candidatura de Serra? No hubo elecciones internas. Fernando Henrique se posicionó a favor de Serra, fue determinante. Es lo mismo.

El futuro de Lula y Dilma

–Lula va a hacer exactamente lo que dice: se va a dedicar a unificar los movimientos sociales de América latina y a ayudar a los países menos desarrollados de Africa, donde puede hacer una gran diferencia. No va a asumir un cargo en un organismo internacional, él dice que esos cargos diluyen liderazgos. En Brasil va a ayudar, pero creo que se va a dedicar a esas tareas y a liberar el terreno para Dilma. Ella fue electa por Lula, sin Lula nunca hubiera sida electa. Pero Lula nunca la hubiera elegido si ella no fuera competente. Por eso la jefa política es ella. Ella es mucho más brillante y capaz de lo que la gente tiene idea. Cuando la conozcan, verán que es mucho mejor que en los debates. Es una persona brillante.

sodonnell@pagina12.com.ar

500 anos esta noite – de Pedro Tierra

Com este poema de Pedro Tierra, peço seu voto para o Brasil continuar mudando:

Dilma, 13, Presidente!
 
 
500 anos esta noite
De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.
De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.
De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.
Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?
Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.
No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.
As mãos do metalúrgico,
as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.
Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.
 
Pedro Tierra

Campanha de Serra faz ofertas a evangélicos

 BRENO COSTA
DE SÃO PAULO

A campanha de José Serra (PSDB) está oferecendo benefícios a igrejas evangélicas e a entidades a elas ligadas em troca de apoio de pastores à candidatura tucana. O mesmo foi feito na campanha do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O responsável pelo contato com os líderes é Alcides Cantóia Jr., pastor da Assembleia de Deus em São Paulo.

Ele responde pela “coordenadoria de evangélicos” da campanha, criada ainda no primeiro turno exclusivamente para angariar apoios entre evangélicos.

Tucanos admitem oferecer os benefícios a evangélicos

“Disparo entre 150 e 200 telefonemas por dia, mais ou menos”, diz Cantóia, que trabalha numa espécie de guichê montado no térreo do edifício Praça da Bandeira (antigo Joelma), quartel-general da campanha de Serra. No local, ele também recebe pastores para “um café”.

Os telefonemas são feitos para pastores de várias denominações em todo o Estado de São Paulo, em busca de pedido de voto em Serra entre os fiéis de suas respectivas igrejas.

Segundo Cantóia, entre os argumentos para conquistar o engajamento dos evangélicos, além do discurso relativo a valores, como a posição contrária à descriminalização do aborto, está a promessa de apoio a parcerias entre essas igrejas e entidades assistenciais a elas vinculadas com prefeituras e governo, em caso de vitória tucana.

Como exemplo, cita a possibilidade de, com os tucanos no poder, igrejas poderem oferecer apoio a crianças e adolescentes, complementando o período que elas passam na escola. Assistência a idosos também é citada.

“O objetivo é levar as crianças para dentro da igreja”, afirma o pastor. “Esse é um dos argumentos. Seriam igrejas em tempo integral, complementando a atividade da escola.”

Cantóia afirma, também, tentar intermediar demandas recebidas de pastores junto a prefeituras. Por exemplo, pedidos para que entidades funcionem como creche ou que virem intermediárias do programa Viva Leite, do governo estadual.

Alcides diz ter sido um dos articuladores que levou os pastores Silas Malafaia, do Rio de Janeiro, e José Wellington Bezerra, de São Paulo, ambos da Assembleia de Deus, a gravarem depoimentos de apoio a Serra, exibidos em sua propaganda na TV.

O Conselho dos Pastores de São Paulo, que reúne representantes de diversas denominações protestantes, estima que cerca de 80 mil pastores em SP apoiem Serra.

TIAGO SOARES – 
 Secretário Municipal da JPT/Guarulhos
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