Acordão de cúpula – Ela se salva! Mas e o povo?!

Por Rubens Alves*

Venho acompanhando atentamente os desdobramentos inéditos no PT de Dourados. Inéditos, por que por mais que algumas das suas principais lideranças públicas venham a algum tempo fazendo um forte deslocamento a uma política cada vez mais distante da esquerda, ou mesmo petista, o histórico do PT douradense não tem paralelo com o que vem sendo proposto neste momento.

Estou me referindo, é claro, a defesa bancada por algumas das principais figuras públicas do partido na cidade (o recém eleito deputado Laerte Tetila, o ex-deputado João Grandão e o vereador Dirceu Longhi). Patrocinados, segundo o jornal o correio do estado, por alguns da bancada federal petista.

Os argumentos para justificar a façanha são os mais variados possíveis. Desde afirmações estilo: “que o PT ocupando espaços no governo do DEM acumulará força para as próximas eleições”, até mesmo a citação de erros já cometidos pelo partido ou grupos, frases prontas (que outrora era utilizada pela direita para estigmatizar o PT junto à sociedade) são lançadas contra os petistas que não concordam com a proposta: “precisamos pensar grande e não podemos ser radicais e extremistas”.

O PT cresceu e se transformou em um dos mais fortes e respeitados partido de esquerda no mundo, com os pés bem presentes na organização social, a luta eleitoral articulada com a luta política e a ideológica, com presença no debate de idéias, expressando valores e visão de mundo. Infelizmente alguns setores e lideranças, resumiram e empobreceram a sua ação exclusivamente a dimensão eleitoral, abrindo mão de todas as demais.  Não é por acaso, que após oito anos de uma rica experiência administrativa, o PT de Dourados saiu derrotado politicamente das urnas, e parte de suas principais lideranças consumidas pelo pragmatismo estreito e sem limite.

Este rebaixamento político, programático e ideológico é conseqüência deste fenômeno mais geral. E é por isto que alguns petistas passam a considerar natural um partido como o PT, de esquerda, de característica populares e democráticas, se aliar com outro de características totalmente opostas: de direita, conservador e reacionário.

O subproduto deste processo é isto que estamos presenciando: lideranças que não apostam mais na luta política como fator de fortalecimento dos partidos e de mudanças da sociedade, optando por “facilidades” tão tradicionais e comuns na velha cultura política brasileira: negociar espaços nas esferas públicas, que neste caso em tela, significa secretarias, vice, e possivelmente acordos presididos por fortes interesses individuais para 2014, e por aí vai…

Mas vamos direto ao ponto. Segundo os nossos companheiros petistas pró DEM, o momento é de grandeza política, portanto devemos participar do governo de coalizão para “salvar” Dourados da crise que se encontra; uma espécie de “todos unidos e irmanados por Dourados”. Cá entre nós: politicamente chega ser patético! Será que salvará mesmo? Mas salvará quem? O povo douradense? Salvará do que? E de quem? A história esta cheia de exemplos: toda vez que os acordos de cúpulas acontecem, o resultado é um só: ELES SE SALVAM – e o povo se arrebenta!

Neste momento cabem três perguntas: Por que a coalizão não pode se dar em torno de um candidato de um outro partido, como por exemplo o PT? O DEM possui mais legitimidade do que o PT? O DEM de Dourados esta imune a tudo que vem sendo explicitado na operação Uragano? Os seus quatro vereadores passaram ilesos das denuncias?

Mas vamos mais além. O DEM ex-PFL já conhecemos suficientemente: mudou de nome para tentar, com uma espécie de verniz, rejuvenescer a sua imagem já carcomida, que conquistou graças a sua política truculenta e de extrema direita. E o seu candidato? Pelo que eu saiba um empresário do ramo da educação. Pois bem, os problemas já começam aqui, pois enxerga e se relaciona com a educação como meio de acumular capital, portanto mercadoria. Muito diferente do compromisso histórico do PT que sempre lutou para que educação (como saúde, cultura entre outros) seja um direito básico e universal, garantido pelo Estado a toda a população de forma gratuita e com qualidade. Isto significa concepção de estado e visão de mundo muito diferente!

E como deputado, qual foi o seu desempenho? Pelo que eu saiba, tanto como estadual, quanto federal seu desempenho é pífio e apagado. E como vice-governador, nos quatro anos? Sinceramente: não disse pra que veio! Foi uma figura nula, sem expressão, bastante leniente e servil ao atual governador, mesmo quando ele era vítima de posições autoritárias e truculentas.

Parece-me, também que os petistas pró DEM, se esqueceram, ou não entenderam, o que ocorreu nesta eleição nacional a menos de dois meses. Será que a disputa tão intensa e agressiva, não passava de encenação e teatro? Os nossos companheiros do PT podem até não ter entendido, mas a direita em Dourados (do DEM, PSDB etc) tem consciência e sabe claramente o que estava em jogo e que ela representa setores sociais distintos aos do PT; sabe que as disputas que estamos travando não se resumem a dimensão eleitoral, basta reler abaixo parte do texto da resolução aprovada pela Executiva Nacional do DEM, em 2008, proibindo aliança com O PT: “considerando a notória divergência programática e política entre os Democratas e o Partido dos Trabalhadores – PT;

Art. 1°. Fica vedada a formalização de coligação para a eleição majoritária municipal em apoio a candidatos do Partido dos Trabalhadores – PT. Como se vê o DEM tem total clareza das imensas diferenças ideológicas entre as duas forças. Porém, é claro, se o PT capitular e aceitar “jogar água no moinho deles” tudo bem, eles aceitam serem apoiados!

Será que de fato participar de um tipo de alianças como esta significará acumular forças para o PT? Todos sabem que a principal tarefa do prefeito eleito agora em fevereiro, será se reeleger em 2012, portanto isto também significará o PT ter candidatura própria em 2012. E em 2016, será possível? Se levarmos em conta que após oito anos de administração, a política que hegemonizou o PT douradense o levou a uma dura derrota em 2008, como acreditar que após seis anos de gestão com os DEMOS, ao invés de aprofundar e ampliar a cooptação destes setores do partido, ao contrário, ele se revigorará, resgatando seu papel protagonista na cidade? Nem mesmo os mais otimistas, por mais que se esforcem, conseguirão acreditar nesta possibilidade.

Parece-me que a tal aliança cumpre apenas um papel: de atender projetos individuais de figuras do PT de Dourados de outras lideranças em nível estadual. Me chama atenção também o fato que as principais lideranças do dois grupos que estão defendendo a aliança com o DEM, são as mesmas que recentemente, na última disputa interna petista, no ano passado, se degladiaram de forma muito dura e intensamente pela direção do partido no município, protagonizando uma verdadeira “guerra” pelos votos dos filiados. A pergunta que é necessária responder ao conjunto dos filiados que inclusive majoritariamente os apoiaram é: o que de fato estas lideranças estavam disputando nas eleições internas passadas? Quais as divergências políticas de fundo entre estes dois grupos? Parece-me que o alinhamento político delas, neste atual episódio, ou seja, pró DEM, demonstra que de fundo não existia e nem existe nenhuma divergência política ou ideológica; a disputa de 2009 se resumia estritamente ao aspecto eleitoral e ao aparelho partidário. Ainda bem que nestas duas chapas, vários dos militantes que fizeram parte vêm demonstrando uma importante lucidez política e se posicionando de forma contrária.

Esta talvez seja a significativa nota positiva deste episódio do PT em Dourados: a resistência da militância, demonstrando muito mais lucidez que parte dos seus dirigentes. Esta é a contradição que vale a pena apostar, e que demonstra que o PT é muito maior do que qualquer liderança individualmente. Quando os seus líderes perdem as suas referências, cabe a base militante derrotá-los e retomar a construção do novo, reatando os laços da sua organização partidária com os seus compromissos e bandeiras de lutas e com a sua própria história.

* Rubens Alves é Vice – presidente Estadual do PT/MS
Fonte: pagina13.org.br

Cartilha do PT faz balanço das eleições 2010. Os números e avalições do PT em todo Brasil.

5 governadores, 88 deputados federais, 149 deputados estaduais e 14 senadores foram eleitos pelo PT em 2010.

Escrito em 22 de novembro de 2010, às 16:48

Esses números mostram a consolidação da força de um partido que, nascido a partir daqueles que eram até então esquecidos pelo poder público, hoje tem a plena capacidade de ajudar os mais pobres como nenhum outro, tal como vem fazendo nos últimos oito anos.

Para mostrar mais sobre os resultados concretos dessa atuação, a cartilha “O Brasil vai seguir mudando com Dilma” traz um balanço completo do desempenho do Partido dos Trabalhadores em todo o país nestas eleições. São 65 páginas repletas de imagens e gráficos que mostram por que nosso esforço sempre vale a pena diante do reconhecimento do povo brasileiro.

Vale a pena consultar a cartilha. Clique aqui para fazer o download. CADERNOeleicoes_2T_2010-11-19 

Fonte: www.pauloteixeira13.com.br

Eleições 2010 Governador – Resultado Final em cada Estado e Região, 1º e 2º Turnos

REGIÃO NORTE
ELEIÇÕES 2010 ACRE – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Eleito 170.202 50,51%    
  165.705 49,18%    
           
ELEIÇÕES 2010 AMAPÁ – GOVERNADOR
    1º TURNO 2º TURNO
clas nome (partido) votos % votos %
Eleito 95.328 28,68%
170.277
53,77%
  93.695 28,19%    
2º Turno 96.165 28,93%
146.383
46,23%
           
ELEIÇÕES 2010 AMAZONAS – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Eleito 943.955 63,87%    
  382.935 25,91%    
  138.281 9,36%    
           
ELEIÇÕES 2010 PARÁ – GOVERNADOR
    1º TURNO 2º TURNO
clas nome (partido) votos % votos %
Eleito 1.720.631 48,92%
1.860.799
55,74%
  380.331 10,81%    
2º Turno 1.267.981 36,05%
1.477.609
44,26%
           
ELEIÇÕES 2010 RONDONIA – GOVERNADOR
    1º TURNO 2º TURNO
clas nome (partido) votos % votos %
Eleito 291.765 43,99%
422.707
58,68%
  120.462 18,16%    
2º Turno 246.350 37,14%
297.674
41,32%
           
ELEIÇÕES 2010 RORAIMA – GOVERNADOR
    1º TURNO 2º TURNO
clas nome (partido) votos % votos %
Eleito 99.124 45,03%
107.466
50,41%
  14.063 6,39%    
2º Turno 104.804 47,62%
105.707
49,59%
           
ELEIÇÕES 2010 TOCANTINS – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Eleito Siqueira Campos (PSDB) 349.592 50,52%    
  Carlos Gaguim (PMDB) 342.429 49,48%    
           
REGIÃO NORDESTE
ELEIÇÕES 2010 ALAGOAS – GOVERNADOR
    1º TURNO 2º TURNO
clas nome (partido) votos % votos %
Eleito 534.962 39,58%
712.789
52,74%
  389.337 28,81%    
2º Turno 394.155 29,16%
638.762
47,26%
           
ELEIÇÕES 2010 BAHIA – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Reeleito Wagner (PT) 4.101.270 63,83%    
  Paulo Souto (DEM) 1.033.600 16,09%    
  Geddel Vieira Lima (PMDB) 1.000.038 15,56%    
  Bassuma (PV) 253.523 3,95%    
           
ELEIÇÕES 2010 CEARÁ – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Reeleito Cid Gomes (PSB) 2.436.940 61,27%    
  Marcos Cals (PSDB) 775.852 19,51%    
  Lucio Alcantara (PR) 654.035 16,44%    
           
ELEIÇÕES 2010 MARANHÃO – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Reeleita Roseana (PMDB) 1.459.792 50,08%    
  Flávio Dino (PC do B) 859.402 29,49%    
  Jackson Lago (PDT) 569.412 19,54%    
           
ELEIÇÕES 2010 PARAIBA – GOVERNADOR
    1º TURNO 2º TURNO
clas nome (partido) votos % votos %
Eleito 942.121 49,74%
1.079.164
53,70%
  12.471 0,66%    
2º Turno 933.754 49,30%
930.331
46,30%
           
ELEIÇÕES 2010 PERNAMBUCO – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Reeleito Eduardo Campos (PSB) 3.450.874 82,84%    
  Jarbas (PMDB) 585.724 14,06%    
           
ELEIÇÕES 2010 PIAUÍ – GOVERNADOR
    1º TURNO 2º TURNO
clas nome (partido) votos % votos %
Eleito 725.563 46,37%
921.313
58,93%
  337.028 21,54%    
2º Turno 470.660 30,08%
642.165
41,07%
           
ELEIÇÕES 2010 RIO GRANDE DO NORTE – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Eleita Rosalba Ciarlini (DEM) 813.813 52,46%    
  Ibere (PSB) 562.256 36,25%    
  Carlos Eduardo (PDT) 160.828 10,37%    
           
ELEIÇÕES 2010 SERGIPE – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Reeleito Deda (PT) 537.223 52,08%    
  João Alves (DEM) 466.219 45,19%    
           
REGIÃO CENTRO OESTE
ELEIÇÕES 2010 DISTRITO FEDERAL – GOVERNADOR
    1º TURNO 2º TURNO
clas nome (partido) votos % votos %
Eleito 676.394 48,41%
875.612
66,10%
  199.095 14,25%    
2º Turno 440.128 31,50%
449.110
33,90%
           
ELEIÇÕES 2010 GOIAS – GOVERNADOR
    1º TURNO 2º TURNO
clas nome (partido) votos % votos %
Eleito 1.400.227 46,33%
1.551.132
52,99%
  502.462 16,62%    
2º Turno 1.099.552 36,38%
1.376.188
47,01%
           
ELEIÇÕES 2010 MATO GROSSO – GOVERNADOR    
  Nome (partido) votos %    
Eleito Silval Barbosa (PMDB) 759.805 51,21%    
  Mauro Mendes (PSB) 472.475 31,85%    
  Wilson Santos (PSDB) 245.527 16,55%    
           
ELEIÇÕES 2010 M GROSSO DO SUL 1º TURNO – GOVERNADOR    
  Nome (partido) votos %    
Reeleito Andre Puccinelli (PMDB) 704.407 56%    
  Zeca do Pt (PT) 534.601 42,50%    
           
REGIÃO SUDESTE
ELEIÇÕES 2010 ESPIRITO SANTO – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Eleito Renato Casagrande (PSB) 1.502.070 82,30%    
  Luiz Paulo (PSDB) 282.910 15,50%    
           
ELEIÇÕES 2010 MINAS GERAIS – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Eleito Antonio Anastasia (PSDB) 6.275.520 62,72%    
  Helio Costa (PMDB) 3.419.622 34,18%    
  Zé Fernando Aparecido (PV) 234.125 2,34%    
 
 
       
ELEIÇÕES 2010 RIO DE JANEIRO – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Reeleito Sergio Cabral (PMDB) 5.217.972 66,08%    
  Gabeira (PV) 1.632.671 20,68%    
  Fernando Peregrino (PR) 853.220 10,81%    
           
ELEIÇÕES 2010 SÃO PAULO – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Eleito Geraldo Alckmin (PSDB) 11.519.314 50,63%    
  Aloizio Mercadante (PT) 8.016.866 35,23%    
  Celso Russomanno (PP) 1.233.897 5,42%    
  Skaf (PSB) 1.038.430 4,56%    
  Fabio Feldmann (PV) 940.379 4,13%    
           
REGIÃO SUL
ELEIÇÕES 2010 PARANÁ – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Eleito Beto Richa (PSDB) 3.039.774 52,44%    
  Osmar Dias (PDT) 2.645.341 45,63%    
           
ELEIÇÕES 2010 RIO GRANDE DO SUL – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Eleito Tarso Genro (PT) 3.416.460 54,35%    
  Fogaça (PMDB) 1.554.836 24,74%    
  Yeda Crusius (PSDB) 1.156.386 18,40%    
           
ELEIÇÕES 2010 SANTA CATARINA – GOVERNADOR    
clas nome (partido) votos %    
Eleito Raimundo Colombo (DEM) 1.815.304 52,72%    
  Angela Amin (PP) 857.698 24,91%    
  Ideli Salvatti (PT) 754.223 21,90%    

Eleições 2010 Mato Grosso do Sul – Resultado 1º Turno, os eleitos.

ELEIÇÕES 2010 M GROSSO DO SUL – PRESIDENTE DA REPÚBLICA
clas nome (partido) votos %
2º Turno 551.296 42,35%
2º Turno 518.877 39,86%
  219.812 16,88%
       
ELEIÇÕES 2010  M GROSSO DO SUL – SENADORES
clas nome (partido) votos %
Reeleito 826.848 34,90%
Eleito 544.933 23%
  512.119 21,61%
  485.490 20,49%
       
ELEIÇÕES 2010 M GROSSO DO SUL – DEP. FEDERAIS
clas Nome Candidato (partido) votos %
1 147.343 11,50%
2 122.213 9,54%
3 116.330 9,08%
4 82.121 6,41%
5 79.299 6,19%
6 78.733 6,15%
7 60.957 4,76%
8 60.039 4,69%
       
ELEIÇÕES 2010 M GROSS0 DO SUL 1º TURNO – GOVERNADOR
  Nome (partido) votos %
Reeleito 704.407 56%
  534.601 42,50%
       
ELEIÇÕES 2010 M GROSS0 DO SUL – DEP. ESTADUAIS
CLAS Nome Candidato (partido) votos %
1 56.287 4,34%
2 41.991 3,23%
3 40.991 3,16%
4 40.163 3,09%
5 38.204 2,94%
6 36.962 2,85%
7 35.330 2,72%
8 31.881 2,46%
9 30.266 2,33%
10 29.052 2,24%
11 28.489 2,19%
12 28.277 2,18%
13 26.159 2,01%
14 25.703 1,98%
15 25.428 1,96%
16 24.636 1,90%
17 23.646 1,82%
18 23.138 1,78%
19 21.781 1,68%
20 21.779 1,68%
21 20.604 1,59%
22 20.277 1,56%
23 19.888 1,53%
24 18.244 1,41%

PDT do Mato Grosso do Sul expulsa prefeito de Dourados, Ari Artuzi, que foi preso sob suspeita de chefiar esquema de fraudes.

 
O partido decidiu também dissolver o diretório municipal.

Do G1, em Brasília

A Executiva Estadual do PDT em Mato Grosso do Sul decidiu expulsar do partido o prefeito de Dourados (MS), Ari Artuzi, e dissolver o diretório municipal. Uma comissão provisória foi nomeada para reorganizar o partido na cidade. Artuzi, acusado de chefiar um suposto esquema de fraudes e desvio de verbas na administração municipal, foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Uragano.

“Após tomarmos conhecimento dos graves acontecimentos registrados na prefeitura de Dourados, que levaram a prisões e a divulgação de imagens chocantes, que envergonharam nosso Estado, a executiva do PDT se reuniu e decidiu pela expulsão de Artuzi”, diz trecho da nota divulgada pelo partido.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema supostamente liderado por Artuzi era semelhante ao “mensalão”, pois consistia em pagar os vereadores da situação e da oposição propina para impedir que a CPI que investigava o prefeito fosse concluída. Além disso, as licitações seriam direcionadas para empresas que financiavam as propinas mensais, compras de bens pessoais do prefeito e campanhas eleitorais.

Segundo o PDT, além da suspeita de corrupção, pesou na decisão de expulsão de Artuzi ato de indisciplina partidária. Em convenção nacional, o PDT decidiu apoiar as candidaturas petistas de Dilma Rousseff à Presidência e de Zeca do PT ao governo. O prefeito de Dourados, no entanto, decidiu apoiar a reeleição de André Puccinelli (PMDB).

Pesquisas apontam metade dos estados com definição em 1º turno

Por: Fábio Oscar, especial para a Rede Brasil Atual

Publicado em 03/09/2010, 17:43

Última atualização às 17:43

Pesquisas apontam metade dos estados com definição em 1º turno São 15 estados com indicativo de definição em primeiro turno, faltando um mês para a votação (Foto: Nelson Jr./Asics/TSE)

São Paulo – Se as eleições fossem hoje, o Brasil teria 15 novos governadores eleitos ainda no primeiro turno. Seis confrontos estão indefinidos e outros sete possivelmente vão para decisão no segundo turno. Um mês antes da votação de 3 de outubro, a tendência indicada pelas pesquisas de intenção de voto é de confronto quase resolvido nos maiores colégios eleitorais e reforço para as fileiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O levantamento do site UOL considerou as pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas até 2 de setembro. Os números indicam provável fim no primeiro turno nas disputas com apenas dois candidatos acima de 10% nas intenções de voto. A exceção é o Pará, onde a indecisão se deve aos percentuais de quatro candidatos menores, apesar de nenhum deles chegar aos 10%, de acordo com o Ibope.

Na região Sudeste, a maior batalha eleitoral do primeiro turno está em Minas Gerais, onde o governador Antonio Anastasia (PSDB), sucessor de Aécio Neves, emparelhou com o ex-ministro Hélio Costa. Sem outros adversários fortes na disputa, um dos dois deve terminar o primeiro turno como vencedor. Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) têm investido tempo no segundo maior colégio eleitoral do país.

Os demais mostram definição sem nova votação. São Paulo é o onde há menor vantagem na região. Geraldo Alckmin (PSDB) é o grande favorito, mas vem perdendo vantagem em relação a Aloízio Mercadante (PT), em função das investidas de Dilma e de Luiz Inácio Lula da Silva. No Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB) deve se reeleger. No Espírito Santo, a provável vitória é de Renato Casagrande (PSB).

No Sul, apenas o Paraná deve decidir o pleito já em 3 de outubro. Beto Richa (PSDB) leva ampla vantagem sobre Osmar Dias (PDT) e a soma dos seus adversários até agora não é o bastante para viabilizar a disputa em 31 de outubro. O Rio Grande do Sul se encaminha para um segundo turno entre Tarso Genro (PT) e José Fogaça (PMDB). Santa Catarina promete um enfrentamento entre Ângela Amin (PP) e Raimundo Colombo (DEM).

No Nordeste, quatro disputas se encaminham para decisão no primeiro turno. Todas com aliados de Lula e Dilma: Sergipe (Marcelo Deda/PT), Pernambuco (Eduardo Campos/PSB), Paraíba (José Maranhão/PMDB) e Ceará (Cid Gomes/PSB). Em Alagoas, Fernando Collor (PTB), Ronaldo Lessa e o governador Teotônio Vilela (PSDB) disputam para saber quem chegará ao segundo turno. No Piauí, os rivais são Silvio Mendes (PSDB), Wilson Martins (PSB) e João Vicente Claudino (PTB).

Há também três disputas com claros favoritos, segundo Datafolha e Ibope, mas que podem terminar apenas no segundo turno, por conta de candidatos menores. Na Bahia, Jaques Wagner (PT) é o favorito contra Paulo Souto (DEM); no Maranhão, Roseana Sarney (PMDB) leva vantagem contra Jackson Lago (PDT); e, no Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM) é uma rara oposicionista à frente de um aliado de Lula, Iberê Ferreira de Souza (PSB).

Apenas o Mato Grosso deve ter segundo turno no Centro-Oeste. Silval Barbosa (PMDB), aliado do ex-governador Blairo Maggi (PR), é presença provável. Wilson Santos (PSDB) e Mauro Mendes (PSB) disputam a outra vaga. No Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB) tem reeleição provável no confronto com Zeca do PT.

No Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) abre distância sobre Joaquim Roriz (PSC) e, por falta de outros rivais, pode definir já no primeiro turno. Para a oposição, o foco é a campanha em Goiás, onde Marconi Perillo (PSDB) definiria a disputa com Iris Rezende (PMDB) já no primeiro turno se as eleições fossem hoje.

Na região Norte, o PT concentra esforços para não perder o governo do Pará para a oposição. A possibilidade de isso acontecer é grande, segundo as pesquisas. Simão Jatene (PSDB) está à frente da governadora Ana Júlia Carepa (PT), e apenas a manutenção e crescimento de candidaturas com menos de 6% das intenções de voto o impediriam de vencer já na primeira votação.

Há provável vencedor de primeiro turno no Acre: Tião Viana (PT). Em outras disputas que devem terminar em 3 de outubro por falta de mais oponentes de peso, o Amazonas deve escolher entre o governador Omar Aziz (PMN) e o ex-ministro Alfredo Nascimento (PR); Tocantins escolherá entre a reeleição do governador Carlos Gaguim (PMDB) e Siqueira Campos (PSDB).

Em Rondônia, João Cahulla (PPS), Expedito Júnior (PSDB) e Confúcio Moura (PMDB) estão tecnicamente empatados. Em Roraima, o governador José de Anchieta Júnior (PSDB) e Neudo Campos (PP) também estão parelhos.

No Amapá, a tendência é de um segundo turno entre Lucas Barreto (PTB), Jorge Amanajás (PSDB) e Pedro Paulo (PP). Mais atrás, Camilo Capiberibe (PSB) pode ajudar a embolar a disputa nas próximas semanas.

IBOPE no MS: 52% Puccinelli (PMDB); 33% Zeca do PT se a eleição fosse hoje.

do Folha Poder:

O governador André Puccinelli (PMDB) lidera a disputa para o governo de Mato Grosso do Sul com 52% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope divulgada ontem.

José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, aparece em segundo lugar, com 33%. Nei Braga (PSOL) tem 1%, brancos e nulos somam 5% e os que não sabem, 8%.

A pesquisa ouviu 812 pessoas, entre os dias 10 e 12 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Encomendada pela TV Morena, ela foi registrada  no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sob o número 2.936/2010 e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 22.907/2010

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