Tucano aproveita insatisfação do PSB com formação de ministério e convida Márcio França para Turismo; PPS comandará Trabalho

Numa sinalização ao PSB, partido que saiu descontente com a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) na montagem de seu ministério, o futuro governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), convidou para seu secretariado o deputado Márcio França, chamado para a pasta do Turismo.
Ontem, o parlamentar tendia a aceitar o convite. Presidente estadual do PSB, França mantém boa interlocução com o governo federal e foi cotado para assumir a Secretaria Especial de Portos do governo Dilma Rousseff, posto que acabou ficando com Leônidas Cristino, ligado ao governador Cid Gomes (PSB-CE).
Um dos principais aliados do PT na esfera nacional, a direção do PSB ficou insatisfeita por não ter aumentado sua participação no governo Dilma – queria três pastas, mas ficou com duas.
O partido indicou para o Ministério da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho, da cota do governador Eduardo Campos (PE). Os parlamentares do PSB, no entanto, queriam ter emplacado um nome da bancada.
Embora o PSB seja da base governista do PSDB em São Paulo, a sinalização a França tem como objetivo fortalecer a relação do partido com tucanos paulistas.
Há cerca de 15 dias, o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) procurou Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, para afinar a interlocução com a sigla. Cotado para um cargo no primeiro escalão, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) também ficou de fora do ministério de Dilma.
Aliados.
A acomodação dos partidos aliados no governo Alckmin começou de fato ontem, com o anúncio do presidente do PPS paulista, deputado Davi Zaia, para a Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho.
Ex-presidente do Sindicatos dos Bancários de Campinas e ligado à União Geral dos Trabalhadores (UGT), Zaia foi nomeado pelo governador para incrementar o canal de interlocução com o sindicalismo. Os tucanos avaliam que, durante a gestão Serra, houve pouco contato com o movimento sindical.
O parlamentar paulista era nome de consenso dentro do PPS estadual e foi apresentado na primeira reunião da legenda com o governador, no início de novembro. A indicação contou com o aval da UGT, que apoiou Alckmin em sua eleição.
A primeira missão de Zaia será a de realizar um convênio com o Ministério do Trabalho para financiar, por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), programas de qualificação profissional prometidos pelo tucano durante a campanha eleitoral pelo governo paulista este ano.
“A maior parte do secretariado eu tenho impressão de que é sem filiação. Uma grande parte é mais sua expertise. com compromisso programático, ético. Outros têm uma presença partidária maior”, esquivou-se Alckmin, ao ser questionado sobre a partilha política em sua gestão. O governador eleito disse que as próximas nomeações ocorrerão após o feriado do Natal.
Apesar da nomeação de Zaia, a partilha do secretariado está emperrada. A direção estadual do PV decidiu que a legenda está fora do próximo governo, mas a bancada verde ainda negocia cargos com o coordenador da transição e futuro chefe da Casa Civil, Sidney Beraldo.
Alckmin aguarda definição interna do PV para designar o nome que ocupará a pasta. Foram oferecidas aos verdes as secretarias de Assistência e Desenvolvimento Social, de Esportes e de Saneamento e Energia.
O imbróglio com a direção estadual do PV teve início com o convite feito ao deputado estadual Bruno Covas (PSDB) para assumir a secretaria do Meio Ambiente, alvo máximo dos verdes. Covas deve aceitar a missão.
O PMDB paulista foi convidado a assumir a pasta de Agricultura, mas ainda não indicou os nomes que ocuparão a secretaria.

Julia Duailibi e Roberto Almeida – O Estado de S.Paulo

Sem grana, Gabeira mandou uma banana para Serra.

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Francisco Barreira

Nesta  segunda-feira  (2-8) o verde  Fernando Gabeira ficou vermelho de raiva e disse com todas as letras: “Estou pronto para dar uma banana para eles”.Entre estes  “eles” está incluído José Serra.

Agora, vejamos a razão do destempero: em baixa do IBOPE, Gabeira está sendo abandonado por  prefeitos e políticos importantes dos partidos aliados que preferem apoiar, por baixo do pano, a reeleição do governador Sérgio Cabral que deverá levar esta já no primeiro turno. Mas isto é o de menos. O que  fez o candidato, símbolo da ética burguesa na política, ficar  fora de si, foi a notícia de que não receberia mais a grana alta, prometida  pessoalmente por Serra, para  bancar os custos dos programas do horário gratuito na TV.

Não é segredo para  ninguém que Gabeira e  Alfredo Sirkis, os dois  manda-chuva do PV  haviam convertido o palanque  da sigla no Rio, em  balcão, onde se  negociou,  a céu aberto, uma vaguinha.

 E tudo ia bem.  O PSDB prometeu o envio de uma cifra substancial e a dupla Gabeira/ Sirkis  declarou-se  serrista desde criancinha, fingindo  que nem  possuía, em seu partido, uma candidata  à presidência da república, Marina Silva, até então, uma gata borralheira.

Vai daí que, como nos contos de fada, Marina arrumou um noivo, digo um vice, de  dois bilhões  de dólares, o Príncipe encantado da Natura. Transformada em Cinderela,  a ex-lutadora da floresta, recebeu  espaço na Globo  e  o apoio de  verdes  de araque  como a Míriam Leitão. Foi quando  cresceu o olho grande  dos  donos do balcão.

Não satisfeitos com  os adiantamentos do dono da Natura, um bobo alegre, os donos do balcão, Gabeira e Sirkis,  partiram  para cima de Serra,  decididos a arrancar mais algum, agora que o palanque verde estava valorizado.

Foi quando assistimos, há coisa de um mês atrás, a uma cena grotesca:  na festa de lançamento oficial de sua  campanha (a homologação dos candidatos), O PV  submeteu Serra, seu antigo patrono, ao vexame de  aguardar, na  porta,  a saída de Marina, para só então entrar no recinto. Não era conveniente que ambos  fossem vistos juntos, embora mais tarde, separadamente,  fossem filmados com Gabeira ,  todos cínicos e sorridentes.  Era a avacalhação definitiva.

Agora, porém, o comando  nacional da campanha tucana,  resolveu  dar  o território fluminense  como definitivamente perdido para o inimigo. Ou se, não vale mais  a pena investir tempo e dinheiro no Rio. Além disso,  a grana já está ficando curta para o próprio Serra. Então,  O PV foi comunicado que seu mensalinho seria suspenso. Sobrou para Gabeira dar uma banana e ele deu.

Eu acho que consigo entender o Gabeira e o Sirkis: quando eram guerrilheiros (valorosos  guerrilheiros , aliás) eles não  levavam  a sério a moral burguesa. Depois, grisalhos e barrigudos, aburguesaram-se, mas  continuaram não levando a moral burguesa a sério.

EFEITO EVENTO PRÓ-DILMA PSDB e PV sinalizam com ‘caça às bruxas’ aos ‘infiéis

 

EFEITO EVENTO PRÓ-DILMA PSDB e PV sinalizam com ‘caça às bruxas’ aos ‘infiéis’ Partidos que apoiam José Serra querem nomes de quem esteve em evento petista

RAQUEL LIMA – CAMPINAS

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Evento pró-candidatura de Dilma Rousseff, anteontem, atraiu membros de partidos adversários: polêmica estabelecida O PSDB e o PV vão apurar a participação de prefeitos da legenda no evento realizado anteontem, em Campinas, em favor da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff.

Os dois partidos têm candidatos próprios. Segundo a organização do movimento, 117 chefes de Executivos participaram do encontro, sendo o maior bloco dos tucanos, com 25 representantes. Oito prefeitos do PV também teriam ido ao evento.

A direção estadual do PV de São Paulo comunicou, em nota oficial, que já determinou abertura de processo na Comissão de Ética para averiguar a veracidade das informações. “Constatada infidelidade partidária, serão aplicadas as sanções previstas no Estatuto do Partido Verde, como suspensão da filiação partidária ou mesmo expulsão da legenda”, informou a nota oficial. “Sou favorável que o partido tome providências e chame esses prefeitos para se explicarem”, declarou Luciano Zica (PV), candidato a deputado federal.

 No PSDB, a divulgação de que o bloco tucano teria sido destaque no evento pró-Dilma causou incômodo na direção estadual. Segundo apurou a reportagem, diversos prefeitos foram questionados ontem por lideranças da campanha de José Serra, que disputa a presidência pelo partido, e Geraldo Alckmin, que concorrerá ao governo do Estado, sobre a suposta presença no movimento em Campinas. Oficialmente, no entanto, o PSDB questiona a credibilidade dos dados divulgados pela organização do evento. “É um absurdo, uma irresponsabilidade dar esse tipo de informação sem divulgar os nomes”, afirmou César Gontijo, secretário-geral do PSDB. Gontijo, porém, não descarta a possibilidade de algum prefeito tucano ter participado do encontro. “Se alguém foi, creio que estava desavisado”, disse. “Pode ter sido uma armadilha da campanha de Dilma que anunciou o evento em nome do governo federal”, argumentou o secretário-geral da legenda.

O coordenador de Comunicação da Prefeitura de Campinas e mestre de cerimônia do evento, Francisco de Lagos, informou que não vai divulgar a lista dos prefeitos presentes. “Não vou colocar o pato na boca do jacaré”, disse. “Essa é uma questão estratégica para preservar as pessoas”, completou.

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