Com caminho asfaltado, Brasil alcança Pacífico via Transoceânica

Liana Melo (liana.melo@oglobo.com.br)

Estrada Transoceânica faz a ligação do Brasil com o Pacífico e o Peru / Foto: Divulgação

LIMA, CUZCO e PUERTO MALDONADO – Foi preciso domar os caprichos da natureza para transformar em realidade o sonho de pavimentar o caminho do Brasil ao Oceano Pacífico. Mas, para tirar definitivamente do papel a Transoceânica – projeto que nasceu em 2000 -, faltava construir uma pequena ponte sobre o Rio Madre de Dios, no Peru. Inaugurada, enfim, no último dia 15, a ponte se tornou um marco dessa complexa, singular e desafiadora rodovia, cujo megaprojeto binacional é assinado por um pool de empreiteiras brasileiras: Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão.

LEIA MAIS:No meio da estrada, os Andes e a floresta

VÍDEO:Um passeio pela Transoceânica

Pensada para ser um corredor de commodities, ainda não se sabe, contudo, se a rodovia vai realizar o sonho acalentado por anos pelo ex-presidente Lula. Talvez ela funcione mais como ferramenta de integração regional, incorporando áreas isoladas do Peru, e menos como uma estrada para escoar para a Ásia, via Pacífico, produtos do Centro-Oeste brasileiro, como carne, minério e soja. Isso porque a rodovia é estreita, sinuosa e remota, o que aumenta os gastos com combustível e manutenção dos caminhões.

– A integração física poderia ser também comercial, se fosse assinado acordo de livre comércio entre os dois países – avalia o diretor de Sustentabilidade da Odebrecht Peru, Delcy Machado Filho, comentando que o megassonho de um corredor de >ita<commodities talvez não se realize, mas o fato de o Brasil já ter acesso irrestrito ao Pacífico é, sem dúvida, mais uma porta que se abre aos itens made in Brazil.

Se a origem for Santos (SP), para se chegar ao Pacífico pela estrada é preciso percorrer 2,6 mil quilômetros até os portos peruanos de Ilo, Matarani e San Juan de Marcona, todos à beira do oceano.

A Odebrecht investiu US$ 1,25 bilhão para explorar por 25 anos o maior trecho da estrada, batizado de Interoceânica Sul. São 710 km de asfalto no pedaço que começa em Cuzco, passa por Puerto Maldonado, na região de Madre de Dios, e chega a Assis Brasil, no Acre. É nesse ponto, na fronteira entre os dois países, que foi preciso levantar a ponte Billinghurst sobre o Rio Madre de Dios, que desemboca no Brasil com o nome de Madeira.

Ao custo de US$ 32 milhões, a enorme estrutura metálica da Billinghurst, de 722,9 metros de extensão e altura correspondente a um prédio de 25 andares, era o último elo que faltava para concluir um negócio que começou a ser discutido nos anos 2000, durante a Cúpula dos Presidentes da América do Sul.

Leia a íntegra desta reportagem no GLOBO Digital (conteúdo exclusivo para assinantes)

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/07/30/com-caminho-asfaltado-brasil-alcanca-pacifico-via-transoceanica-925024463.asp#ixzz1TjmDPIht
© 1996 – 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
Voce tambem poderá gostar de ler:

Apagões em São Paulo: As promessas enganosas da privatização

Passados quase 20 anos desde o início das privatizações das distribuidoras de energia eléctrica, já se pode fazer um balanço do que foi prometido; e realmente do que está ocorrendo no Brasil, com um primeiro semestre batendo recorde em falhas no fornecimento de energia eléctrica em diversas regiões metropolitanas. Por Heitor Scalambrini Costa.
Apagão em São Paulo em 11 de Novembro de 2009, foto de Hermann Wecke/Flickr

Apagão em São Paulo em 11 de Novembro de 2009, foto de Hermann Wecke/Flickr

Desde então a distribuição eléctrica é operada pela iniciativa privada. As distribuidoras gerenciam as áreas de concessão com deveres de manutenção, expansão e provimento de infraestrutura adequada, tendo sua receita advinda da cobrança de tarifas dos seus clientes.

A tão propalada privatização do sector elétrico nos anos 90, foi justificada como necessária para a modernização e eficientização deste sector estratégico. As promessas de que o sector privado traria a melhoria da qualidade dos serviços e a modicidade tarifaria, foram promessas enganosas. Os exemplos estão aí para mostrar que não necessariamente a gestão do sector privado é sempre superior ao do sector público.

Desde 2006 é verificado na maioria das empresas do sector uma tendência declinante dos indicadores de qualidade dos serviços com sua deterioração, reflectindo negativamente para o consumidor. A parcimónia da Agência Nacional de Energia Eléctrica (Aneel) ante a decadência da prestação dos serviços é evidente. Criada no âmbito da reestruturação do sector eléctrico para intermediar conflitos, acabou virando parte deles. A Aneel é cada vez mais questionada na justiça tanto por causa dos blecautes que ocorrem, já que não fiscalizam direito as prestadoras de serviço que acabam fazendo o que querem, como é questionada pelos reajustes tarifários.

Esta falta de fiscalização ilustra a constrangedora promiscuidade entre interesses públicos e privados dando o tom da vida republicana no Brasil. Os gestores da Aneel falam mais do que fazem.

O exemplo mais recente e emblemático no sector elétrico é o da empresa AES Eletropaulo, com 6,1 milhões de clientes, que acaba de receber uma multa recorde de 31,8 milhões de reais (não significa que pagará devido a expectativa de que recorra da punição, como acontece em quase todas as multas), por irregularidades detectadas como o de não ressarcimento a empresas e cidadãos por apagões, obstrução da fiscalização e falhas generalizadas de manutenção. A companhia de energia foi punida por problemas em 2009 e 2010, e devido aos desligamentos ocorridos no início do mês de Junho, quando deixou as famílias da capital paulista e região metropolitana ficarem três dias no escuro.

O que aconteceu na capital paulista, não é exclusivo. Outras distribuidoras coleccionam queixas de consumidores em todo o Brasil. Vejam o caso da Light, com 4 milhões de clientes, presidida por um ex-diretor geral da Aneel, com os famosos “bueiros voadores”, cuja falta de manutenção crónica tem colocado em risco a vida dos moradores da cidade do Rio de Janeiro.

A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), com 3,1 milhões de clientes, controlada pela Neoenergia, uma das maiores empresas do sector elétrico do país, também é outra das distribuidoras que tem feito o consumidor sofrer pela baixa qualidade da energia eléctrica entregue, e pelas altas tarifas cobradas.

Infelizmente a cada apagão e a cada aumento nas contas de energia eléctrica, as explicações são descabidas, e os consumidores continuam a serem enganados pelas falsas promessas de melhoria na qualidade dos serviços, de redução de tarifas e de punição as distribuidores. O que se verifica de facto, somente são palavras ao léu, sem correcção dos rumos do que está realmente malfeito. A lei não pode mais ser para inglês ver, tem de ser real, e assim proteger os consumidores.

Mostrar firmeza e compromisso público com a honestidade e com a eficiência é o mínimo que se espera dos gestores do sector elétrico brasileiro.

Artigo de Heitor Scalambrini Costa, Professor da Universidade Federal de Pernambuco, publicado em Vi o mundo. (via esquerda.net)

Voce poderá tambem gostar de ler:

>Privatização dos Aeroportos – aprender com erros do passado

>Caixa 2 de Furnas – 6 milhões para financiar Campanha Eleitoral

 

No aniversário de FHC, Nelson Jobim joga seu cargo no ventilador

Leandro FortesIsolado dentro do Ministério da Defesa desde a chegada do ex-deputado petista José Genoíno, o ministro Nelson Jobim aproveitou um evento tucano – o aniversário de 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – para destilar o fel do ressentimento. Após entoar o que ele mesmo classificou de “monólogo” pró-FHC, Jobim disse que faria um discurso “cheio de vazios”, mas que o amigo tucano iria entendê-los. Diante de uma platéia hostil ao governo, Jobim chegou a anunciar que estava no cargo, exclusivamente, por vontade de FHC. “Se estou aqui, foi por tua causa”, discursou o ministro, para espanto até dos tucanos presentes. Mesmo no evento, todos sabiam que Jobim foi para o cargo, e se mantém até hoje, por causa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No tal discurso, Nelson Jobim sequer falou no nome da presidenta Dilma Rousseff, com quem mantém uma relação superficial e conflituosa, desde que foi obrigado a voltar atrás e apoiar o projeto de criação da Comissão da Verdade, que irá investigar os crimes cometidos durante a ditadura militar. Em 2009, Jobim chegou a anunciar que iria se demitir, junto com os comandantes militares, caso o texto da terceira edição do Plano Nacional de Direitos Humanos não fosse modificado. Para evitar a crise, Lula retirou do documento o termo “repressão política” para se referir à atuação dos quartéis na tortura, assassinato e desaparecimento forçado de presos políticos.

O motim contra o PNDH-3, contudo, foi a última performance de sucesso de Nelson Jobim, ministro civil afeito a usar uniformes militares quando está junto de generais. No governo Dilma, foi obrigado a engolir a nomeação de José Genoíno como “assessor especial” e perdeu quase todas as atribuições de relevância da pasta, inclusive o controle sobre as operações militares. No caso da Comissão da Verdade, acabou informalmente subordinado a Genoíno e à ministra Maria do Rosário, secretária nacional de Direitos Humanos.

Foi no rastro desses acontecimentos que Jobim se exasperou diante de FHC, de quem foi ministro da Justiça e a quem deve a indicação ao Supremo Tribunal Federal, onde esteve por dois anos. À vontade na festa tucana, o ministro fez coro às críticas da oposição e de parte da mídia ao estilo de Dilma. Como contraponto, rasgou seda para FHC. “Nunca o presidente (FHC) levantou a voz para ninguém. Nunca criou tensionamento entre aqueles que te assessoravam”. E foi além, ao insinuar que os governos Lula e Dilma demoliram o que ele chamou de “processo político de tolerância, compreensão e criação”, supostamente construído nos tempos do tucanato. “Precisamos ter presente, Fernando, que os tempos mudaram”, faltou a FHC.

O arremate final, quase um pedido público de demissão, foi uma citação do dramaturgo Nelson Rodrigues. “Ele dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia”, afirmou. “E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento”. Mais explícito, impossível.


Leandro Fortes
Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Mantém um blog chamado Brasília eu Vi. http://brasiliaeuvi.wordpress.com

CartaCapital
Voce tambem poderá gostar de ler:

Comandante do Exército vira alvo de investigação por fraudes em rodovias

A denúncia está na Folha de S.Paulo deste domingo, em reportagem de Marco Antônio Martins que pode ser lida na íntegra se você clicar aqui e for assinante do jornal ou do portal Uol.

Abaixo, alguns trechos da matéria:

O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e sete generais são investigados pela Procuradoria-Geral de Justiça Militar sob suspeita de participar de fraudes em obras do Exército.

Os oficiais comandaram o DEC (Departamento de Engenharia e Construção) e o IME (Instituto Militar de Engenharia) entre 2004 e 2009, período em que o Exército fez convênios com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para obras em rodovias.

O general Enzo chefiou o DEC entre 2003 e 2007. Ele deixou o cargo para assumir o comando do Exército no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi mantido no posto pela presidente Dilma Rousseff.Dnit

O grupo investigado inclui cinco generais que comandaram o IME e dois que chefiaram o DEC depois do general Enzo: os generais Marius Teixeira Neto, na reserva desde março, e Ítalo Fortes Avena, hoje consultor militar da missão do Brasil na ONU.

A investigação foi aberta em maio pela procuradora Geral de Justiça Militar, Cláudia Luz, para apurar se o general Enzo e os outros que comandavam áreas envolvidas sabiam das irregularidades.

A apuração foi um desdobramento de inquérito anterior que identificou indícios de fraude em 88 licitações do Exército para fazer obras do Ministério dos Transportes e apontou desvios de recursos públicos de R$ 11 milhões.

Nota política – Brasília(DF), 30/07/2011

Comunicado às/aos militantes e filiadas/os do PT

Inaugurar um novo período

 

Nós, militantes do Partido dos Trabalhadores que integramos até aqui a Articulação de Esquerda (AE), reunidos(as) em Brasília,  na sede nacional do PT, vimos informar a toda militância o que segue:

– o Congresso Nacional da Articulação de Esquerda foi inicialmente convocado para os dias 29, 30 e 31 de julho de 2011 com o objetivo de atualizar o programa, a tática e a política e eleger a nova direção da tendência;

– nesse processo se organizaram dois grandes pólos de debate. Os que assinamos esse comunicado apresentamos o projeto de resolução intitulado “Inaugurar um novo período”;

– no transcurso das discussões foi se evidenciando que a maioria da antiga direção da AE usaria de todos os artifícios regimentais e burocráticos para impedir que os apoiadores do texto “Inaugurar o novo período” se tornassem majoritários no Congresso, com questionamento sobre delegações municipais e estaduais alinhadas com nossa tese;

– o auge desse processo foi a decisão da maioria da antiga direção nacional da AE, que votou sumariamente (sem direito ao contraditório) contra o credenciamento da delegação da Bahia, a maior do Congresso, que impulsionava o texto “Inaugurar um novo período”. Esse golpe regimental – uma decisão política –  teve como objetivo impedir que a maioria  constituída vencesse  o Congresso da AE;

– por discordância com esse processo a maioria dos delegado/as do Congresso da AE, eleitos em diversos Estados, decidimos instalar uma plenária nacional com o objetivo de iniciar uma movimentação, em diálogo com diferentes tendências, grupos e lideranças, para a constituição de um novo campo  socialista no Partido;

– respeitamos os lutadores e lutadoras que seguem na Articulação de Esquerda. São companheiras/os valorosos, com os quais continuaremos dialogando no âmbito da esquerda petista.

Ante ao exposto, informamos que realizaremos um Seminário Nacional no dia 1 de setembro, em Brasília, para discutir os rumos, o nome, o programa, a tática e a política do novo movimento.

Ao mesmo tempo, dialogaremos com as direções nacional, estaduais e municipais do PT, bem como das entidades do movimento social onde atuamos, com o objetivo de assegurar a continuidade de nossa presença nesses espaços, de acordo com nossa representatividade.

Delegados e delegadas, signatários/as do texto Inaugurar um Novo Período, ex-militantes da Articulação de Esquerda do PT.

Brasília(DF), 30 de julho de 2011.

Contatos:

Angélica Fernandes
fernandes.angelica@gmail.com

José Fristsch
josefritsch@yahoo.com.br

Larissa Campos (Lalá)
lala.epr@gmail.com

Valmir Assunção
falavalmir@falavalmir.com.br

Luciana Mandelli
lu.mandelli@gmail.com

Cleberson Zavaski(Binho)
cnbinho@gmail.com

Renata Rossi
renatarossi2011@gmail.com

Danilo Chaves
daniloptmg@gmail.com

Ariely de Castro
arielydecastro@gmail.com

Julian Vicente
julianvic@gmail.com

Tânia Slongo
taniaptsc@gmail.com

Tassio Brito
tassiobrito@yahoo.com.br

Geanys Vilhalba
geanys@gmail.com

Guilherme Guimarães
gui.guima@yahoo.com.br

Lorena Lima
lorenalimahistória@yahoo.com.br

Ivan Alex
ivanalexba@hotmail.com

Fernanda Rodrigues
ferfeminista@gmail.com

Altemir Gregolin
altemirgregolin2@gmail.com

Érika Gomes
erikaptguaru@gmail.com

José Serafim
serafimjp@hotmail.com

 

Confira quais são os grupos para as eliminatórias da Copa do Mundo 2014

Começou às 15h, na Marina da Glória, a solenidade do sorteio dos grupos das eliminatórias para o Mundial de 2014, no Brasil. Os mestres de cerimônia são o jornalista Tadeu Schmidt e a apresentadora Fernanda Lima, ambos da TV Globo. O evento começou com a exibição de um vídeo exaltando as belezas naturais do Rio.

– A Fifa confia no Brasil – declarou o presidente da entidade, Joseph Blatter, em seu discurso de abertura, em inglês, depois de ter feito a saudação às autoridades em bom português.

A presidente Dilma Rousseff enfocou seu rápido discurso nos avanços que o país tem conquistado em diversáas áreas.

– Hoje o Brasil é admirado muito mais do que por seu futebol, sua música e suas festas populares. Vocês todos encontrarão um país muito bem preparado para sediar a Copa do Mundo. Estamos fazendo a nossa parte para que a Copa de 2014 seja a melhor de todos os tempos. Estejam certos de que esse novo Brasil estará pronto para encantar o mundo em 2014. Os que nos derem o privilégio de nos visitar terão a oportunidade de conhecer um povo alegre, generoso, soidário e que sabe receber os outros de maneira calorosa. Sejam bem-vindos ao Brasil – afirmou a presidente.

O primeiro sorteio da tarde foi feito pelo secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke. E definiu os cruzamentos entre os continentes na repescagem: Ásia x América do Sul e Concacaf x Oceania ( clique aqui e leia mais ). Em seguida, subiram ao palco o capitão do pentacampeonato, em 2002, Cafu, e a jovem sensação do futebol brasileiro, Neymar.

– Se tu fizeres o mesmo que contra o Flamengo na quarta-feira, tua vaga está garantida, tá? – brincou a apresentadora Fernanda Lima, dirigindo-se a Neymar, que participou com Cafu, do sorteio dos grupos das eliminatórias da África.

ÁFRICA:

Inicialmente serão 12 duelos mata-mata, em ida e volta. Os vencedores desses confrontos avançam para a segunda fase, onde se juntarão aos outros 28 países da região. As 40 seleções serão divididas em dez grupos de quatro equipes, que se enfrentarão no formato todos contra todos em jogos de ida e volta. Os primeiros colocados dos dez grupos passam para a terceira fase, que terá cinco confrontos mata-mata. Os vencedores se classificam para a Copa de 2014.

mata-mata da primeira fase:

1 – Ilhas Seychelles x Quênia

2 – Guiné Bissau x Togo

3 – Djibuti x Namíbia

4 – Ilhas Maurício x Libéria

5 – Comoros x Moçambique

6 – Guiné Equatorial x Madagascar

7 – Somália x Etiópia

8 – Lesoto x Burundi

9 – Eritreia x Ruanda

10 – Suazilândia x República do Congo

11 – São Tomé e Príncipe x Congo

12 – Chade x Tanzânia

Grupos da segunda fase:

Grupo A: África do Sul, República Centro-Africana, Botsuana e Vencedor 7

Grupo B: Tunísia, Serra Leoa, Cabo Verde e Vencedor 6

Grupo C: Costa do Marfim, Gâmbia, Marrocos e Vencedor 12

Grupo D: Gana, Sudão, Zâmbia e Vencedor 8

Grupo E: Burkina Faso, Níger, Gabão e Vencedor 11

Grupo F: Nigéria, Malaui, Vencedor 1 e Vencedor 3

Grupo G: Egito, Zimbábue, Guiné e Vencedor 5

Grupo H: Argélia, Benin, Mali e Vencedor 9

Grupo I: Camarões, Líbia, Vencedor 2 e Vencedor 10

Grupo J: Senegal, Angola, Uganda e Vencedor 4

 

Em seguida, o ex-craque Zico e Lucas, revelação do São Paulo, sortearam a formação dos grupos da Ásia.

– O equilíbrio hoje é muito grande. Mas o Japão vai estar na Copa, sim – disse Zico, indagado se teria dado sorte ao país, com o qual tem fortes relações pelo trabalho que já realizou lá.

ÁSIA: 

Os primeiros e segundos colocados de cada grupo passarão para a quarta fase, onde serão divididos em dois grupos de cinco seleções.

Na quarta fase, os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam para a Copa do Mundo de 2014. Os dois terceiros colocados se enfrentarão em jogos ida e volta, e o vencedor passa à repescagem contra o quinto colocado das Eliminatórias da América do Sul. Quem vencer está na Copa.

– O equilíbrio é muito grande, não existe mais jogo fácil. Enfrentar o quinto da América do Sul vai ser muito difícil, então o jeito é brigar para estar entre os quatro. Mas acredito que o Japão vai estar aqui em 2014, sim – disse Zico, ex-técnico da seleção japonesa.

GRUPOS DA TERCEIRA FASE:

Grupo A – China, Jordânia, Iraque e Cingapura

Grupo B – Coreia do Sul, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Líbano

Grupo C – Japão, Uzbequistão, Síria e Coreia do Norte

Grupo D – Austrália, Arábia Saudita, Omã e Tailândia

Grupo E – Irã, Qatar, Bahrein e Indonésia

 

O sorteio da Concacaf (Américas do Norte, Central e do Caribe) teve as participações do tetracampeão Bebeto e do garoto Lucas Piazon, de 17 anos, já negociado pelo São Paulo com o Chelsea. Antes dele, apresentaram-se no palco a cantora Ana Carolina e o cantor Ivan Lins. E depois o show musical foi dedicado à Bossa Nova, com Daniel Jobim sendo acompanhado, no telão, por imagens de uma gravação histórica de 1967 de um dueto entre o pai dele, o maestro Tom Jobim, e o cantor americano Frank Sinatra.

CONCACAF: 

A segunda fase é formada por seis grupos de quatro seleções. Os vencedores passam à terceira fase, composta por três grupos com quatro seleções.

Os dois primeiros passam para a quarta fase, formando um grupo de seis times. Os três primeiros se classificam direto para a Copa de 2014. O quarto colocado vai para a repescagem contra o vencedor da Oceania.

GRUPOS DA SEGUNDA FASE

Grupo A: El Salvador, Suriname, Ilhas Cayman e República Dominicana

Grupo B: Trinidad e Tobago, Guiana, Barbados e Bermudas

Grupo C: Panamá, Dominica, Nicarágua e Bahamas

Grupo D: Canadá, São Kittis e Nevis, Porto Rico e Santa Lucia

Grupo E: Granada, Guatemala, São Vicente e Granadinas e Belize

Grupo F: Haiti, Antígua e Barbuda, Curaçao e Ilhas Virgens Americanas

GRUPOS DA TERCEIRA FASE

Grupo A: EUA, Jamaica, Vencedor do F e Vencedor do E

Grupo B: México, Costa Rica, Vencedor do B e Vencedor do A

Grupo C: Honduras, Cuba, Vencedor do C e Vencedor do D

Zagallo e o jogador do Vasco Felipe Bastos sortearam as chaves da Oceania.

– A Copa de 50 tinha que dar uma esquecida, porque foi o único país que perdeu (uma final) em casa e está na hora de mostrar o nosso valor e conquistar o hexa. Vamos vencer mesmo, desculpem os que não são brasileiros, mas o Brasil vai ganhar mais uma – disse Zagallo, campeão mundial em 58 e 62 como jogador, em 70 como técnico e em 94 como coordenador.

OCEANIA: 

As quatro seleções mais mal posicionadas no ranking da FIFA disputarão a primeira fase, em um torneio de todos contra todos entre os dias 21 e 26 de novembro. O vencedor desta primeira fase se junta a outras sete seleções para disputar a segunda fase, formada por dois grupos de quatro.

As duas primeiras colocadas de cada grupo avançam para a terceira fase, onde disputam um quadrangular de todos contra todos. O vencedor se classifica para disputar a repescagem contra o quarto colocado das Eliminatórias da América do Norte, Central e Caribe.

PRIMEIRA FASE:

Samoa Americana, Ilhas Cook, Samoa e Tonga

SEGUNDA FASE:

Grupo A: Vanuatu, Nova Caledônia, vencedor da primeira fase e Taiti

Grupo B: Fiji, Nova Zelândia, Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné

 

Antes do sorteio dos grupos da Europa, o último, Ivete Sangalo “acelerou” a plateia com alguns de seus hits, acompanhada pela Orquestra Sinfônica de Heliópolis.

O sorteio mais esperado, o da Europa, foi feito pelo jogador do Santos Paulo Henrique Ganso e pelo maior artilheiro das Copas, Ronaldo Fenômeno. As bolinhas indicaram um confronto de gigantes no grupo I: a campeã do mundo Espanha está na mesma chave da França, campeã em 1998.

EUROPA:

As seleções foram divididas em nove grupos – oito com seis times e um com cinco. Os nove vencedores de cada grupo estão classificados para a Copa do Mundo. Os oito melhores segundo colocados disputarão quatro mata-matas, com os vencedores também se classificando para a Copa.

Grupo A: Croácia, Sérvia, Bélgica, Escócia, Macedônia e Gales

Grupo B: Itália, Dinamarca, República Tcheca, Bulgária, Armênia e Malta

Grupo C: Alemanha, Suécia, Irlanda, Áustria, Ilhas Faroe e Cazaquistão

Grupo D: Holanda, Turquia, Hungria, Romênia, Estônia e Andorra

Grupo E: Noruega, Eslovênia, Suíça, Albânia, Chipre e Islândia

Grupo F: Portugal, Rússia, Israel, Irlanda do Norte, Azerbaijão e Luxemburgo

Grupo G: Grécia, Eslováquia, Bósnia-Herzegovina, Lituânia, Letônia e Liechtenstein

Grupo H: Inglaterra, Montenegro, Ucrânia, Polônia, Moldávia e San Marino

Grupo I: Espanha, França, Bielorrússia, Geórgia e Finlândia

 

A tabela de jogos das eliminatórias da América do Sul foi divulgada antes do início da cerimônia. O continente não tem sorteio porque é disputado em sistema de todos contra todos, em turno e returno. Em cada rodada uma seleção ficará de folga, já que são nove disputando o torneio. Na primeira rodada a Venezuela é o time que não joga. Argentina e Uruguai se enfrentam na nona rodada, no Uruguai, e na penúltima rodada, na Argentina. Na rodada final, os dois saem para enfrentar Chile e Bolívia, respectivamente

Ponte Preta perde para Portuguesa, por 3 a 0

 

 

Em um jogo com o primeiro colocado, valendo a liderança do Campeonato Brasileiro série B, a Ponte Preta perdeu para a Portuguesa na tarde deste sábado (30). O placar do jogo foi 3 a 0 para a Lusa, mas a Macaca se mantém como vice-líder do campeonato. Com gols de Leandro Silva, Mateus e Raí, a Lusa mostrou sua superioridade no Majestoso. Agora a Ponte Preta se prepara para o confronto contra o Americana, na casa do adversário. Para o próximo jogo, o jogador Renatinho está suspenso porque recebeu o terceiro cartão amarelo.

O Jogo
A Ponte começou atacando. Aos 2 minutos, Rentinho tentou chegar junto com Ricardinho, mas a zaga da Portuguesa tirou. Logo em seguida, o time da Lusa avançou, mas estava impedido. Aos 3 minutos, novamente a Portuguesa chegou, mas o goleiro Júlio César estava atento e segurou a bola. Aos 5 minutos, a foi a vez da Macaca trazer perigo à área do adversário, em jogada de Ricardo Jesus. Com 8 minutos de jogo, Renatinho fez um cruzamento lindo para Uendel, que chutou com força, mas a bola raspou a trave e foi para fora. É tiro de meta para a Portuguesa. A seguir, aos 10 minutos, em cobrança de falta, a Lusa cobrou mas foi contida pela barreira da Macaca. Aos 11 minutos, quando o jogador Edno da Portuguesa tentava chegar, Leandro Silva fez uma linda defesa e mandou a bola para fora. Aos 13 minutos de jogo, o volante João Paulo Silva recebeu na entrada da área e tentou um chute, mas a bola subiu muito e passou por cima do gol. Aos 15 minutos, em escanteio para o time visitante, o zagueiro Guilherme fez uma bela defesa e mandou a bola para o campo da Lusa. A seguir, Uendel dominou no peito, tentou o toque com Ricardo Jesus mas a zaga da Portuguesa se
antecipou.
Com 20 minutos de jogo, linda defesa do goleiro Julio Cesar, que recebeu um chute de Guilherme de fora da área. A seguir, a Ponte avançou e fez pressão em cima da Lusa, mas os zagueiros do adversário conseguiram tirar.Aos 23 minutos, Jogada de Uendel com Ricardinho. O camisa11 da Ponte cruza, Renatinho tenta de voleio, mas a zaga consegue tirar. Aos 26 minutos, falta perigosa em cima do jogador Ivo, da Lusa. Marco Antonio fez a cobrança, mas a zaga pontepretana tirou, com cabeceada Leandro Silva. A Lusa ainda tentou atacar novamente com Ivo, mas o chute passou por cima do goleiro Júlio Cesar. Aos 30 minutos, o jogador Marco Antonio (Lusa) recebeu oprimeiro cartão amarelo do jogo, por falta em cima de Xaves.
Aos 32 minutos, João Paulo Silva mandou para a entrada da área, e Ricardo Jesus cabeceou, mas a bola saiu para a linha de fundo, fazendo o goleiro Weverton se assustar. Aos 34 minutos, um lance arriscado na área da Ponte, e em um descuido do goleiro alvinegro, a Portuguesa quase marcou. A seguir, em lance com Uendel, foi a vez da Macaca quase marcar, mas a zaga tirou. Renatinho pegou rebote, mas a bola foi para fora. Em mais um lance a favor da Ponte, aos 37 minutos, Ricardinho mandou na área, Renatinho conseguiu subir, mas cabeceou no travessão e no rebote Uendel mandou pra fora. A seguir, o goleiro Weverton toma cartão amarelo por causa de reclamações. Aos 40, Leandro Silva chutou na área, mas a zaga da Portuguesa conseguiu tirar. Aos 42, corança de falta da Portuguesa com Marcelo Cordeiro, mas a bola passou por cima do gol. O jogo foi paralisado nesse momento para atendimento de Ricardo Jesus no gramado (o jogador sentiu uma fisgada no músculo anterior direito). O jogador foi substituído por Lucio Flavio.
Aos 44, em sua primeira participação, Lucio Flavio tocaou para trás, Gerson chegou e mandou uma bomba pro gol. A bola bateu na cabeça de Marcelo Cordeiro e foi pra fora. O juiz deu 2 minutos de acréscimo. Aos 46 minutos, em cobrança de falta perigosa para a Macaca, Marco Antonio da Portuguesa chutou, mas a bola passou por cima do gol.
Para o segundo tempo, substituição na Portuguesa: saíram Ivo e Henrique, e entraram Raí e Leandro Love respectivamente. O jogo teve seu reinício com saída da Lusa, mas a Ponte já dominou e tentou levar para o campo do adversário. Aos dois minutos, falta para a Ponte: Renatinho mandou para a área e Leandro Silva da Portuguesa afastou de cabeça. Ricardinho, então, dominou e mandou para a área, mas o goleiro da Lusa defendeu. Aos 3 minutos, após o juiz apitar, o jogador Leandro da Portguguesa carregou a bola, e tomou cartão amarelo. Em menos de 20 segundos, o Renatinho da Ponte tomou cartão, e houve um princípio de discussão entre jogadores e o juiz Paulo César Oliveira. É o terceiro cartão de Renatinho, que está suspenso para o próximo jogo A seguir, a Portuguesa trouxe perigo para a pequena área da Ponte, mas a zaga conseguiu tirar após vários toques.
Aos 7 minutos, Marco Antonio cobrou falta e Leandro Silva da Portuguesa conseguiu marcar: gol da Lusa. Aos 8 minutos, João Paulo Silva tentou toque com Ricardinho e a bola vai muito forte para fora. Dois minutos depois, Ricardinho tentou mandar para o gol, mas chutou por cima da trave. A seguir, o técnico alvinegro Gilson Kleina tirou Gerson e colocou Marcio Diogo. Aos 12 minutos, Ricardinho chutou uma bomba em direção ao goleiro Weverton, mas a bola saiu pela lateral esquerda. A seguir em nova tentativa da Ponte, Lúcio Flávio passou para Renatinho, mas a bola bateu no jogador da Portuguesa e foi para o time adversário.
Aos 14 minutos, cobrança de falta para a Ponte em cima de Lúcio Flávio, mas antes da cobrança o juiz tentou organizar a barreira. Renatinho cobrou, mas o goleiro da Lusa conseguiu defender. Em outra falta, a Portuguesa levou outro cartão amarelo, desta vez para Leandro Silva. Novamente Renatinho tentou jogada ensaiada com João Paulo Silva, mas a bola foi parar nas mãos do goleiro adversário. Aos 20 minutos, após receber passe de Guilherme, Ricardinho chutou com força pela lateral esquerda, mas o goleiro Weverton conseguiu defender. Aos 22 minutos, saiu Ricardinho e entrou Tiago Luis na Macaca.
Aos 23 minutos, outra falta em favor da Ponte Preta: Renatinho mandou para a área e Lúcio Flávio tocou de cabeça, mas o goleiro da Lusa saiu para afastar e árbitro marcou falta de Tiago Luis no goleiro da Portuguesa. Dois minutos depois, cobrança de falta para a Portuguesa, Marco Antonio cobrou rápido, Raí tocou de cabeça, mas a bola foi para fora. Aos 27 minutos, outro gol da Lusa: Marco Antonio cobrou escanteio, Edno tocou de cabeça para Mateus, que chutou para o gol.
Aos 30 minutos, Marcelo Cordeiro (Portuguesa) recebeu cartão amarelo por falta em cima de Renatinho. A seguir, o jogador da Lusa foi substituído por Renato. Aos 33 minutos, Luis Ricardo leva perigo ao gol da Macaca, mas a zaga conseguiu tirar. Depois de um minuto, Tiago Luis chutou forte, e o goleiro Weverton tentou segurar, mas a bola espirrou e quase não conseguiu defender. Aos 35, falta de Ferdinando (Lusa) em cima de Renatinho, e o juiz dá cartão amarelo para o jogador.
Aos 37, Tiago Luis dominou mas foi derrubado. O juiz, no entanto, marcou apenas tiro de meta para a Lusa. A seguir, Lucio Flávio tentou receber o passe perto do gol, mas não chegou a tempo. Aos 40, nova investida da Ponte: Uendel ajeitou a bola e mandou para a área. Lúcio Flávio cabeceou para o gol, mas a bola foi pra fora, dando apenas tiro de meta para o time visitante. Aos 42 minutos, Lúcio Flávio subiu mais que a zaga da Portuguesa e cabeceou,  novamente a bola saiu. O juiz deu 4 minutos de acréscimo, e aos 47 minutos Raí, driblou o zagueiro alvinegro Guilherme fez o terceiro da Portuguesa. Sem outros lançamentos importantes para nenhum dos times, o jogo terminou com o placar 3 a 0 para a Lusa.

Paulo Pimenta: Dnit cumpria a lei, mas Estadão inventou denúncia

O uso político da imprensa

do deputado Paulo Pimenta, via e-mail para viomundo

Na última sexta (22), o Jornal O Estado de São Paulo fez mau uso do jornalismo, ao trazer uma matéria tendenciosa aos seus leitores sobre a BR 448 no Rio Grande do Sul e a construção de moradias para as famílias que viviam no local por onde está sendo construída a rodovia.

Na corrida por manchetes, o Jornal Estado de São Paulo elaborou um grande factóide: “Petista do Dnit liberou R$ 30 milhões para prefeito aliado construir casas”.

No texto, o Jornal O Estado de São Paulo, sob tom de denúncia, tratava por irregularidade as exigências feitas pelo Governo Yeda Crusius para a construção da BR 448 no Rio Grande do Sul. Entre elas, a licença ambiental elaborada pela FEPAM, que só autorizaria a obra a partir da remoção com segurança das famílias da Vila Dique, local por onde passará a rodovia. O DNIT fez o repasse dos recursos para a Prefeitura de Canoas, que cedeu as áreas para a construção das novas residências.

Com um jornalismo superficial, sem comprometimento com a informação e por falta de conhecimento, o Jornal O Estado de São Paulo agiu de má-fe ou deixou-se manipular e usar politicamente, algo imperdoável no meio.

Dizia: “O dinheiro do contrato, celebrado em 2010 pelo prazo de dois anos, não é para melhoria de estradas. É destinado à construção de 599 unidades habitacionais para 2 mil sem-terra que ocupam a chamada “Vila do Dique”, um terreno próximo à construção da BR-448, obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que liga Porto Alegre a outras cidades gaúchas. Dos R$ 30 milhões previstos, R$ 28 milhões são do Dnit”.

O que o Jornal O Estado de São Paulo omitiu é que a própria Constituição Federal previu a desapropriação nos casos de “necessidade ou utilidade pública” e “interesse social”. Aliás, talvez saiba sim! Talvez o equívoco tenha ocorrido por falta de disposição em sair do ar-condicionado das modernas redações e procurar conhecer mais de perto a realidade dos brasileiros. Hoje, as matérias são feitas por telefones, emails, a quilômetros de distância. E os eventuais equívocos não são por culpa dos avanços tecnológicos.

Ao ignorar alguns dos princípios básicos do jornalismo, como falta de apuração criteriosa e ao omitir de seus leitores o outro lado da história, para que os próprios fizessem suas análises, e não os induzindo a certas conclusões, o Jornal O Estado de São Paulo fez o que o próprio jornal e a grande imprensa brasileira vivem condenando: a falta de transparência e a omissão de quem pode contribuir para uma melhor formação no país.

Veja a verdade:

 

Lula reencontra militares e defende Jobim

Por: Maurício Thuswohl, especial para a Rede Brasil Atual

 

Rio de Janeiro – Diante de um auditório lotado por autoridades civis e militares, além de oficiais das três forças armadas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva travou na sexta-feira (29) seu primeiro contato oficial com as lideranças militares do país desde que deixou o posto máximo da República, há sete meses. Acompanhado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelos três ministros militares – general Enzo Peri (Exército), almirante Júlio de Moura Neto (Marinha) e brigadeiro Juniti Saito (Aeronáutica) -, Lula foi recebido na Escola Superior de Guerra (ESG) em ambiente amistoso, fez diversas menções elogiosas às Forças Armadas e teve sua palestra, sobre “o Brasil do futuro”, diversas vezes interrompida por aplausos.

Alvo de todas as atenções por conta da polêmica amplificada nos últimos dias pela grande imprensa após ter declarado voto no tucano José Serra nas últimas eleições presidenciais, o ministro Jobim não tocou no assunto, mas teve em Lula um defensor. Na saída da palestra, quando indagado se o episódio causaria mal-estar entre o ministro e a presidente Dilma Rousseff, Lula retrucou: “E quem disse que a gente tem que governar só com quem vota na gente? Um presidente tem que governar com os melhores. A gente não pode fazer política achando que quem não votou na gente é pior do que quem votou”.

Provocado por jornalistas que perguntaram se o apoio a Jobim poderia contrariar a presidenta Dilma, que estaria incomodada com o ministro da Defesa, Lula respondeu com uma crítica à oposição: “Antes das eleições, diziam que a Dilma era um poste, não tinha experiência, não fazia política, etc. Depois que ela ganhou, eles se autodeterminaram amigos dela. E eu, inimigo. É claro que eu e Dilma somos diferentes, mas vocês sabem onde nós somos iguais? Somos iguais na afinidade ideológica e no compromisso programático com o desenvolvimento do nosso país. Não adianta tentarem criar intriga entre nós, porque no dia em que eu tiver uma divergência com a Dilma, ela estará certa”.

Minutos antes, durante a palestra, Lula já havia elogiado Jobim, a quem se referiu como companheiro pela condução do processo de elaboração da Estratégia Nacional de Defesa, aprovada durante seu governo. O clima entre os interlocutores era ameno, e o primeiro afago de Lula na platéia majoritariamente militar veio com um elogio ao ex-presidente Ernesto Geisel, penúltimo presidente-general durante a ditadura, “por sua ousadia ao investir em infraestrutura durante os anos setenta”. Lula, entretanto, observou que foi exatamente nesta época que a dívida externa brasileira em dólar cresceu consideravelmente.

Dirigindo-se ao comandante da Marinha, Lula lembrou que a indústria naval brasileira chegou a ser a segunda maior do mundo, mas foi sucateada no período neoliberal: “Em 2002, quando fui eleito, a indústria naval brasileira, que chegou a ter 50 mil trabalhadores nos anos setenta, tinha somente 1,9 mil trabalhadores. Travamos uma luta política para provar que era possível recuperar a indústria naval e, oito anos depois, voltamos a ter mais de 50 mil trabalhadores atuando em estaleiros espalhados por diversos estados do Brasil”, disse.

O ex-presidente reafirmou que o fortalecimento das Forças Armadas é um aspecto fundamental dentro do projeto político trilhado pelo Brasil nesses últimos oito anos e meio: “Quando eu cheguei no governo, o Batalhão de Engenharia do nosso Exército não tinha sequer uma betoneira. Hoje, está tão preparado que algumas empreiteiras já estão com medo. Os submarinos da Marinha e os helicópteros da Aeronáutica também estão perto de virar realidade. A gente não quer as Forças Armadas fazendo política, mas também não as quer subalternas e desacreditadas. Queremos Forças Armadas bem treinadas, preparadas, equipadas e respeitadas”.

Lula citou os desafios que, segundo ele, as Forças Armadas brasileiras têm pela frente. “O Brasil quer construir a paz na América do Sul, onde temos 16 mil quilômetros de fronteiras. Somos um país que hoje tem preocupação com a Amazônia, com seus oito mil quilômetros de costa marítima, que acaba de descobrir o pré-sal e quer defender a biodiversidade existente em nosso território. Por isso, a Estratégia Nacional de Defesa é extremamente importante para o Brasil que queremos criar para amanhã e depois de amanhã. É um modelo que queremos deixar para os nossos filhos”, disse.

Nova ordem, novos parceiros

As mudanças na política externa brasileira foram também abordadas por Lula na conversa com os militares: “Este país conquistou auto-estima e respeitabilidade, e não quer mais ser inferior a ninguém”. Lula citou um momento marcante de seu início de governo, quando foi ao Fórum Social Mundial em Porto Alegre e de lá saiu diretamente para o Fórum de Davos, como definidor de uma mudança de postura do Brasil. “Pude fazer o mesmo discurso nos dois lugares. Pude falar da fome com a mesma clareza que falei em Porto Alegre, mesmo sabendo que Davos não é lugar para falar de fome, pois todo mundo está de barriga cheia”.

“Naquele momento, vi que tínhamos que mudar a geografia política, econômica e comercial do mundo. Não é possível que os mesmos países que já detinham o poder e a hegemonia das decisões no pós-guerra continuem a ter a mesma atitude até hoje sem levar em conta que, do ponto de vista econômico e do ponto de vista político, o mundo mudou”, continuou o ex-presidente, antes de defender a reforma do Conselho de Segurança da ONU. “As forças não são mais como eram em 1945, existem outros atores que querem jogar, querem participar, e não estão mais dispostos a serem apenas meros espectadores”, disse.

O novo período que o Brasil quer ver iniciado nas relações multilaterais, segundo Lula, passa necessariamente por uma nova ordem nas relações comerciais do país. “Quando chegamos ao governo, as exportações e importações do Brasil com a África eram de apenas US$ 5 bilhões, e em 2011 chegaremos aos US$ 20 bilhões em comércio com os países africanos. Com a América do Sul, tínhamos um comércio de apenas US$ 15 bilhões, e hoje chegamos a US$ 83 bilhões. Com a Ásia, tínhamos um comércio de US$ 16 bilhões e hoje temos um comércio de USS 112 bilhões”.

O ex-presidente falou especificamente da relação com os países ricos: “Qual a explicação para um país do tamanho do Brasil ficar tão dependente em suas relações econômicas dos Estados Unidos e da Europa? Por quê não procurar estabelecer novas parcerias? Fui muito criticado ao comprar uma briga para acabar com a Alca. Nós não queríamos a Alca porque não era um modelo de integração latino-americano. Era, na verdade, a tentativa de fazer um grande acordo entre os EUA e o Brasil, as duas maiores economias do continente. Não estava prevista na Alca nenhuma benevolência para ajudar os países mais pobres como aconteceu na União Européia. Apanhamos muito, mas vencemos e fortalecemos o Mercosul”.

Pelo menos 20 partidos em formação tentam registro para participar das eleições municipais de 2012

Por: Danilo Macedo

Brasília – Pelo menos 20 novos partidos buscam registro na Justiça Eleitoral brasileira, segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em parceria com tribunais regionais Eleitorais (TREs). Para concorrer nas eleições municipais de 2012, a legislação exige que, pelo menos um ano antes, os partidos obtenham o registro nacional, período que se encerra em 70 dias, já que o primeiro turno será no dia 7 de outubro.

Quem pretende se candidatar a algum cargo político também precisa estar filiado a um partido nesse mesmo período. Segundo o TSE, para a criação de uma nova legenda, é preciso o apoio, comprovado por meio de assinaturas acompanhadas do número do título de eleitor, de pelo menos 0,5% dos eleitores que votaram para deputado federal na última eleição, desconsiderados os votos brancos e nulos.

Os eleitores que assinarem o documento de apoio devem ainda estar distribuídos por, no mínimo, nove estados e, em cada um deles, representar pelo menos 0,1% dos que votaram. Considerando as eleições de 2010 para a Câmara dos Deputados, cada novo partido precisa de aproximadamente 490 mil assinaturas no total, de acordo com o TSE.

O Partido Social Democrático (PSD), criado pelo atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi o que comunicou a busca de assinaturas em mais unidades da Federação, de acordo com levantamento realizado com informações repassadas por 18 TREs. Foram 15 no total: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

O Partido da Pátria Livre (PPL) e o Partido Novo (PN) informaram o recolhimento de assinaturas em 12 estados. O Partido Ecológico Nacional (PEN) está buscando apoio em 11 unidades da federação. Os demais partidos em formação ainda não chegaram a comunicar o mínimo de nove estados com assinaturas.

Segundo o TSE, existem no Brasil atualmente 27 partidos devidamente registrados. Desses, três foram criados na última década: o Partido Republicano Brasileiro (PRB), o Partido Socialismo e Liberdade (P-SOL) e o Partido da República (PR).

Renato Teixeira – Amanheceu, Peguei a Viola

Privatização dos aeroportos: temos de aprender com os erros passados (e com os bueiros que voam)

Este foi um dos alertas que fiz ao ministro Wagner Bittencourt, da Secretaria da Aviação Civil (SAC), na primeira conversa que tivemos – no mês passado – para discutir as concessões nos aeroportos de São Paulo, Campinas e Brasília.

O ministro tentou defender a proposta do governo falando do suposto “êxito” das privatizações nos setores elétrico e de telefonia.

O ministro não sabia, mas eu acompanhei cada passo do processo de privatização do setor elétrico e fui um dos que tentou alertar os gestores públicos da época (FHC e secretários, ministros e técnicos) sobre os riscos que o País corria ao entregar uma área tão estratégica nas mãos da iniciativa privada. E para piorar ainda mais a situação, com um contrato recheado de benesses.  Surdo para as questões sociais, o ex-presidente FHC e seus técnicos, não só ignoraram os alertas como garantiram lucro, na forma de reajuste tarifário e nada falaram sobre manutenção e investimentos. É o que chamamos de investimentos sem riscos e, ainda por cima, financiados pelos BNDES.

E as notícias recentes de bueiros das Light explodindo no Rio e um tucano punindo uma privatizada em São Paulo, só reforçam a certeza de que nós, do movimento sindical, estávamos e estamos com a razão quando defendemos a construção de contratos com regras claras e limites.

Li nos jornais de hoje que o relatório sigiloso que embasou a multa recorde de R$ 26 milhões à Eletropaulo, privatizada pelos tucanos nos anos 90, lista sete motivos, entre eles não ressarcimento a empresas e cidadãos prejudicados por apagões, obstrução da fiscalização e falhas generalizadas de manutenção.

 

A ironia é que a Eletropaulo foi punida por outro tucano – o governador Alckmin, depois que este recebeu uma enxurrada de queixas de paulistanos cansados de ficar no escuro. Em 2009 e 2010, famílias da capital paulista chegaram a ficar três dias no escruto devido aos blecautes de junho. Por conta disto, nesta quarta-feira, o presidente da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Nelson Hubner, discutirá em São Paulo o aumento na fiscalização, atualmente restrita a 16 funcionários.

Reafirmo o que disse ao ministro da SAC, temos de aprender com os erros. A CUT não é contra os investimentos do capital, estrangeiro ou nacional, na ampliação e modernização dos nossos aeroportos. A nossa preocupação é com relação ao controle do Estado, da administração, da segurança dos aeroportos. O controle acionário tem de estar nas mãos da Infraero.

A CUT e o SINA têm propostas alternativas ao modelo de concessão que está no forno da SAC. Temos de ter garantias de que não haverá perda de direitos adquiridos dos aeroportuários, demissões em massa e ampliação da terceirização, que podem trazer conseqüências desastrosas para a prestação dos serviços à população, como ocorreu no setor de energia e também no de telefonia, que estão sempre nas primeiras colocações dos rankings de reclamações dos serviços de defesa dos consumidores. E tão importante quanto isso, o Estado tem de ter o controle sobre os reajustes de tarifas. Não podemos deixar isso nas mãos dos empresários. O que eles querem mesmo, todos sabem, é aumentar os lucros, transformar os espaços dos nossos aeroportos em imensos shopping centers para a classe A, cobrando tarifas abusivas para mandar de volta a chamada “nova classe média” para as rodoviárias.

Não vamos permitir que o governo abra mão do controle do Estado sobre os aeroportos. Queremos construir um modelo de concessão com garantias para a sociedade (sem aumentos abusivos de tarifas de embarque e outras, por exemplo) e, principalmente para os aeroportuários.

Por pressão da CUT e do SINA, a presidenta Dilma abriu negociações conosco para rediscutir o projeto.

Foi uma boa decisão da presidenta. E as noticias que lemos todos os dias nos jornais confirmam que nossa central estava certa quando foi às ruas lutar contra este modelo de privatização dos aeroportos que está no forno da SAC.

Publicado originalmente no Blog do Artur Henrique Presidente da CUT

A saga da posse do Prefeito Viola continua em Jales – Noroeste Paulista.

Processo:
0167164-10.2011.8.26.0000
Classe:
Agravo de Instrumento
Área: Cível
Assunto:
DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO – Atos Administrativos – Improbidade Administrativa
Origem:
Comarca de Jales / Fórum de Jales / 4ª. Vara Judicial
Números de origem:
297.01.1998.007308-5/000000-000
Distribuição:
5ª Câmara de Direito Público
Relator:
NOGUEIRA DIEFENTHALER
Volume / Apenso:
1 / 0
Outros números:
844/1998
Última carga:
Origem: Serviço de Processamento de Grupos/Câmaras / SJ 4.2.2 – Seção de Proces. da 5ª Câmara de Dir. Público.  Remessa: 29/07/2011
Destino: Gabinete do Desembargador / Nogueira Diefenthaler.  Recebimento: 29/07/2011
Apensos / Vinculados
Não há processos apensos ou vinculados para este processo.
Números de 1ª Instância
Não há números de 1ª instância para este processo.
Exibindo Somente as principais partes.   >>Exibir todas as partes.
Partes do Processo
Agravante: Humberto Parini
Advogado: Maurimar Bosco Chiasso
Agravado: Ministério Público do Estado de São Paulo
Interessado: Antonio Sanches Cardoso
Exibindo 5 últimas.   >>Listar todas as movimentações.
Movimentações
Data Movimento
29/07/2011 Recebidos os Autos pelo Relator
Nogueira Diefenthaler
29/07/2011 Remetidos os Autos para o Relator (A pedido)
29/07/2011 Documento
Juntado protocolo nº 2011.00736585-5, referente ao processo 0167164-10.2011.8.26.0000/90000 – Original
29/07/2011 Informação
J. cópia do ofício nº 921/11 – sala 203
29/07/2011 Recebidos os Autos do Setor de Xerox
Subprocessos e Recursos
Recebido em Classe
28/07/2011 Embargos de Declaração
Petições diversas
Data Tipo
21/07/2011 Original
29/07/2011 Fac Símile
Julgamentos

Não há julgamentos para este processo.

Febeapá – jales. Intensos boatos e burburinhos circulam. Parini renunciará?

Desde as 17 horas, passando por vários locais, conversando com várias pessoas, o assunto era um só… Parini renunciou?

As mais variadas versões circulam. Em busca de evitar parte das penalidades, talbez seja a renuncia um caminho… não acredito.

Mas os boatos continuam a circular.

Realização de prévias divide grupos dentro do PT

Dirigentes petistas acreditam que é preciso conter as disputas internas, mas pré-candidatos temem ter direito cerceado

 

Defendida pela comissão que prepara a reforma do estatuto do PT, a ideia de restringir as prévias para a escolha dos concorrentes a prefeito, governador e presidente divide o partido. Dirigentes petistas acreditam que é preciso conter as disputas internas e “monitorar” o confronto onde o PT é governo, mas pré-candidatos às eleições municipais de 2012 temem ver o direito cerceado.

Leia também: Lula nega que esteja trabalhando contra prévias no PT

Para o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, está “absolutamente certo” ao dizer que “seria um desastre” o PT promover uma prévia em São Paulo, com voto dos filiados, para definir o candidato à sucessão do prefeito Gilberto Kassab.

“O PT não pode ser o PSDB, que só decide o candidato em reunião de caciques tomando vinho, mas também não pode continuar como hoje, em que qualquer um vai lá disputar e as pessoas ficam se matando”, afirmou Vargas. “Hoje em dia, prévia virou uma competição de egos, mas as vaidades devem ser postas de lado porque os prejuízos podem ser grandes para nós, que governamos o Brasil”, conclui ele.

 

“Hoje em dia, prévia virou uma competição de egos, mas as vaidades devem ser postas de lado porque os prejuízos podem ser grandes para nós, que governamos o Brasil

Carvalho disse concordar com propostas da comissão que debate a reforma do estatuto do PT, aumentando as exigências para a realização de prévias. “Sou favorável. No caso de São Paulo, acho que o PT deve ter maturidade para chegar a um entendimento”, comentou. Na capital paulista são pré-candidatos o ministro Fernando Haddad (Educação), os senadores Marta Suplicy e Eduardo Suplicy e os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini.

Coordenada pelo deputado Ricardo Berzoini (SP), a comissão do PT preparou um anteprojeto de reforma do estatuto que passará pelo crivo do 4º Congresso do partido, de 2 a 4 de setembro, em Brasília. O texto é preliminar e pode receber emendas, mas já indica o caminho defendido pela cúpula petista, com apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Diz o anteprojeto a ser votado pelo 4º Congresso do PT que o diretório da sigla poderá decidir não realizar prévias, desde que tenha o aval de dois terços de seus integrantes. Nesse caso, a escolha do candidato ocorrerá em encontro de delegados. Não é só isso: para se habilitar à disputa, o pré-candidato deverá conseguir o apoio de 30% dos delegados ou 20% dos filiados, o dobro do exigido atualmente.

Publicado originalmente no: http://ultimosegundo.ig.com.br

No Peru, Dilma estreia “dossiê saiba tudo” no iPad

 

FLÁVIA MARREIRO
ENVIADA ESPECIAL A LIMA

A presidente Dilma Rousseff acaba de estrear em Lima, onde acompanha nesta quinta-feira a posse do novo presidente peruano Ollanta Humala, o uso do iPad como ferramenta para se preparar para visitas internacionais e reuniões bilaterais.

Trata-se de um “dossiê saiba tudo” eletrônico, com informações do país, do presidente em questão, andamento de projetos bilaterais. Com um clique, a informação pode ser aprofundada.

A ferramenta foi preparada pelo Itamaraty, ante a demanda da presidente por detalhes e dados complementares, que obriga os diplomatas se transmutarem em “engenheiros”.

O formato substitui o dossiê de papel –na maioria das vezes, um calhamaço– que tradicionalmente municiava o seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para encontros com seus pares.

Astrônomos descobrem o primeiro asteroide ‘troiano’ da Terra

Agência O GloboPor Cesar Baima (cesar.baima@oglobo.com.br) | Agência O Globo (via Yahoo)
Astrônomos descobrem o primeiro asteroide 'troiano' da TerraAstrônomos descobrem o primeiro asteroide ‘troiano’ da Terra

RIO – Como um cachorro na coleira, a Terra tem um asteroide que acompanha sua órbita ao redor do Sol. Conhecidos como “troianos”, esses objetos foram identificados pela primeira vez ao redor de Júpiter e ficam em ou próximos de um dos cinco pontos do espaço nos quais a força da gravidade de um planeta e a do Sol estão em equilíbrio, permitindo que tenham órbitas relativamente estáveis. Usando dados do observatório espacial infravermelho Wise, da Nasa, astrônomos conseguiram localizar o primeiro deles no caminho que a Terra faz anualmente ao redor de nossa estrela.Batizado 2010 TK7, o asteroide de cerca de 300 metros de diâmetro atualmente está próximo do ponto conhecido como Lagrange 4 (L4) da órbita terrestre, 60 graus à frente do nosso planeta. O nome dos pontos é uma homenagem ao astrônomo Joseph Louis Lagrange, que em 1772, usando a recém descoberta Teoria da Gravitação Universal de Isaac Newton, calculou onde eles estariam.

O 2010 TK7, no entanto, não está exatamente no L4. As observações indicam que na verdade ele oscila a sua volta, fazendo com que também varie sua órbita para o ponto Lagrange 3 em períodos de cerca de 400 anos. Localizado diretamente no lado oposto da Terra com relação ao Sol, objetos no L3 não podem ser observados de nosso planeta. Os outros pontos estão entre a Terra e o Sol (L1), atrás da Terra na mesma direção (L2), e 60 graus atrás da órbita do nosso planeta (L5). Previsto para ser lançado em 2015, o telescópio espacial James Webb, da Nasa, deverá orbitar em torno do L2, onde o sombra da Terra ajudará a proteger seus sensíveis instrumentos da radiação solar.

A descoberta, publicada na edição desta semana da revista “Nature”, faz da Terra o quarto planeta do Sistema Solar com pelo menos um asteroide troiano conhecido. Além de Júpiter, com cerca de 5 mil destes fiéis seguidores, Marte e Netuno têm sua cota de “acompanhantes”. E como todos os outros troianos, que não apresentam risco de se chocarem com seus planetas, o 2010 TK7 também não deverá colidir com a Terra, chegando a um distância não menor do que pelo menos 20 milhões de quilômetros a cada 395 anos, desde que outras forças não o tirem de sua atual oscilação estável.

Diante da Lei (HOJE)

Diante da lei está um porteiro. Um cidadão de país dito democrático chega a este porteiro e pede para entrar na lei. Mas o porteiro diz que, por determinação da juíza, não pode permitir-lhe a entrada.

Quase um século depois, vi-me repetindo o enredo kafkiano.
A porta em questão foi a da 20ª Vara Cível, no Fórum João Mendes.
E eu não me conformei em esperar, como o fictício homem do campo da Checoslováquia; pedi ao porteiro que transmitisse à juíza minha solicitação de ingresso.
Ele tinha em mãos a lista dos poucos que poderiam ser admitidos na audiência de testemunhas de acusação contra o coronel reformado Carlos Brilhante Ustra, na ação por danos morais que lhe movem a irmã e a antiga companheira do jornalista Luiz Eduardo Merlino.
Gato escaldado por uma má experiência em Brasília — tive de sair correndo até a Cia. do Terno para poder assistir ao julgamento de Cesare Battisti no STF, já que calça e casaco não bastavam –, cheguei cedo e com traje formal completo, inclusive gravata. Sacrifício inútil.
A desculpa para manter imprensa e público do lado de fora foi a exiguidade de espaço.
Como se isto fosse motivo suficiente para tornar  fechada  uma audiência aberta!
Aleguei ser defensor dos direitos humanos e veterano da resistência ao arbítrio, reconhecido por dois governos como vítima da ditadura.
Aleguei ter estado preso no DOI-Codi que Brilhante Ustra comandou, terrível centro de torturas e palco de cruéis assassinatos.
Aleguei ter perdido amigos e companheiros queridos nas mãos de carrascos como o que está sendo processado.
O porteiro voltou com a resposta da juíza: infelizmente não havia mesmo espaço, blablablá, e depois seria entregue um relato aos interessados. [Evidentemente em juridiquês, ou seja, frio como gelo…]

Fiquei curioso: quem era, afinal, esta juíza que tão insensivelmente me batia com a porta da lei na cara?

Consultei o Google e fiquei sabendo que foi aprovada no vestibular de 1995.
Talvez nem tivesse nascido quando eu quase morria no DOI-Codi do Rio de Janeiro, irmão gêmeo daquele que Brilhante Ustra comandou na rua Tutóia.
Quando aproximadamente 20 companheiros que conheci pessoalmente — um deles meu amigo de infância — eram assassinados pelas bestas-feras do arbítrio.
Quando juiz nenhum ousava ir nos porões onde seres humanos éramos massacrados.
E são tão poucos os que hoje reconhecem o heroísmo dos heróis e o martírio dos mártires!
E são tantos os indiferentes à luta quase suicida que travamos para livrar o Brasil do despostimo (ou, pelo menos, evitar que o povo brasileiro carregasse o opróbrio de haver docilmente consentido em ser tiranizado)!
Não, senhora juíza, nós merecemos respeito.
Se já nos negam o direito de ver exemplarmente punidos aqueles que nos torturaram e trucidaram nossos irmãos de ideais, que, pelo menos, esses monstros respondam por seus crimes no tribunal das consciências.
Que todos saibam — que as novas gerações, principalmente, saibam  — quem foi Brilhante Ustra e o festival de horrores que ele comandou, pela boca de suas vítimas — as quais, elas sim, passaram muito tempo obrigadas a  sufocar  sua  verdade, quase enlouquecendo de tanta dor e tanta raiva!

O grito é tudo que nos resta, agora. E se gritamos, é para sermos escutados.

Até isto V. Ex.ª  nos tirou, senhora juíza, ao trancar a porta do seu tribunal, impedindo que fossem ouvidos de viva voz os torturados e que a imprensa transmitisse toda a carga emocional da audiência!

Muitos silenciavam sobre as atrocidades durante os anos de chumbo. Em 1985, eu acreditei que nunca mais me depararia com este silêncio cúmplice.

Hoje, não tenho mais tal certeza. Só imenso pesar e extrema indignação.

Raizes da Violência by Angeli

Vox Populi: Haddad estreia com 3%

Enviado por luisnassif

Do Estadão

Desconhecido, Haddad estreia em pesquisa com 3%

Sondagem feita pelo Vox Populi mostra que o candidato preferido de Lula tem melhor desempenho na zona oeste, região de alta renda e escolaridade

Julia Duailibi / SÃO PAULO – O Estado de S.Paulo

Pesquisa Vox Populi sobre a corrida eleitoral para a Prefeitura de São Paulo em 2012 coloca o ministro da Educação, Fernando Haddad, com 3% de intenção de voto, no cenário mais favorável ao petista, no qual o candidato do PSDB é o senador Aloysio Nunes Ferreira – o tucano aparece com 6%.

Incentivado pelo ex-presidente Lula para aumentar a inserção petista junto à classe média paulistana, Haddad tem o melhor desempenho na zona oeste, onde 7% disseram que votariam nele. A região é a formada por bairros com alta renda e escolaridade.

Encomendada pela Força Sindical, a pesquisa entrevistou 1.000 pessoas e foi realizada entre 9 e 13 de julho. A margem de erro é de 3,1 pontos porcentuais.

No cenário em que o nome do PSDB é o do ex-governador José Serra, Haddad tem 2% das intenções de voto. Serra lidera com 26%. Em terceiro, está o deputado Celso Russomanno (14%), do PP, seguido do vereador Netinho de Paula (8%), do PC do B. Depois estão o presidente da Força, o deputado Paulinho (7%), do PDT, e Soninha Francine (5%), do PPS. Neste cenário, Haddad está empatado com o deputado Gabriel Chalita (PMDB) e na frente do secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV), e do vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), ambos com 1% – os dois são opções do prefeito Gilberto Kassab para a sua sucessão.

Liderança. Embora apresente a maior rejeição entre todos os nomes colocados (18%), a senadora Marta Suplicy (PT) lidera os cinco cenários em que é citada como candidata. Com Serra no páreo, tem 29% das intenções de voto contra 24% do tucano. Na pesquisa espontânea, em que o nome do candidato não é apresentado, Marta lidera com 9%, na frente de Kassab (6%). Serra vem em terceiro com 3% das menções – o mesmo porcentual do deputado Paulo Maluf (PP).

Depois de Marta, o nome petista com o melhor desempenho é o do ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), que tem 10% das intenções de voto em dois cenários. No primeiro, Serra lidera com 26%. No que o candidato tucano é o deputado Ricardo Tripoli, Russomanno fica na frente com 17%.

Sem Serra na disputa, o tucano com o melhor desempenho é Aloysio. Tripoli fica com 1%, e o secretário José Anibal (Energia) tem 2%. O secretário Bruno Covas (Meio Ambiente), que conta com a simpatia do governador Geraldo Alckmin, não aparece na pesquisa, assim como Andrea Matarazzo (Cultura), opção do grupo de Serra, que tem dito não ter interesse em se candidatar.

Para o presidente municipal do PSDB, Julio Semeghini, os nomes do partido que aparecem com pouca intenção de voto “ainda não são vinculados pelo eleitor como candidatos”.

%d blogueiros gostam disto: