Com caminho asfaltado, Brasil alcança Pacífico via Transoceânica

Liana Melo (liana.melo@oglobo.com.br)

Estrada Transoceânica faz a ligação do Brasil com o Pacífico e o Peru / Foto: Divulgação

LIMA, CUZCO e PUERTO MALDONADO – Foi preciso domar os caprichos da natureza para transformar em realidade o sonho de pavimentar o caminho do Brasil ao Oceano Pacífico. Mas, para tirar definitivamente do papel a Transoceânica – projeto que nasceu em 2000 -, faltava construir uma pequena ponte sobre o Rio Madre de Dios, no Peru. Inaugurada, enfim, no último dia 15, a ponte se tornou um marco dessa complexa, singular e desafiadora rodovia, cujo megaprojeto binacional é assinado por um pool de empreiteiras brasileiras: Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão.

LEIA MAIS:No meio da estrada, os Andes e a floresta

VÍDEO:Um passeio pela Transoceânica

Pensada para ser um corredor de commodities, ainda não se sabe, contudo, se a rodovia vai realizar o sonho acalentado por anos pelo ex-presidente Lula. Talvez ela funcione mais como ferramenta de integração regional, incorporando áreas isoladas do Peru, e menos como uma estrada para escoar para a Ásia, via Pacífico, produtos do Centro-Oeste brasileiro, como carne, minério e soja. Isso porque a rodovia é estreita, sinuosa e remota, o que aumenta os gastos com combustível e manutenção dos caminhões.

– A integração física poderia ser também comercial, se fosse assinado acordo de livre comércio entre os dois países – avalia o diretor de Sustentabilidade da Odebrecht Peru, Delcy Machado Filho, comentando que o megassonho de um corredor de >ita<commodities talvez não se realize, mas o fato de o Brasil já ter acesso irrestrito ao Pacífico é, sem dúvida, mais uma porta que se abre aos itens made in Brazil.

Se a origem for Santos (SP), para se chegar ao Pacífico pela estrada é preciso percorrer 2,6 mil quilômetros até os portos peruanos de Ilo, Matarani e San Juan de Marcona, todos à beira do oceano.

A Odebrecht investiu US$ 1,25 bilhão para explorar por 25 anos o maior trecho da estrada, batizado de Interoceânica Sul. São 710 km de asfalto no pedaço que começa em Cuzco, passa por Puerto Maldonado, na região de Madre de Dios, e chega a Assis Brasil, no Acre. É nesse ponto, na fronteira entre os dois países, que foi preciso levantar a ponte Billinghurst sobre o Rio Madre de Dios, que desemboca no Brasil com o nome de Madeira.

Ao custo de US$ 32 milhões, a enorme estrutura metálica da Billinghurst, de 722,9 metros de extensão e altura correspondente a um prédio de 25 andares, era o último elo que faltava para concluir um negócio que começou a ser discutido nos anos 2000, durante a Cúpula dos Presidentes da América do Sul.

Leia a íntegra desta reportagem no GLOBO Digital (conteúdo exclusivo para assinantes)

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/07/30/com-caminho-asfaltado-brasil-alcanca-pacifico-via-transoceanica-925024463.asp#ixzz1TjmDPIht
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Apagões em São Paulo: As promessas enganosas da privatização

Passados quase 20 anos desde o início das privatizações das distribuidoras de energia eléctrica, já se pode fazer um balanço do que foi prometido; e realmente do que está ocorrendo no Brasil, com um primeiro semestre batendo recorde em falhas no fornecimento de energia eléctrica em diversas regiões metropolitanas. Por Heitor Scalambrini Costa.
Apagão em São Paulo em 11 de Novembro de 2009, foto de Hermann Wecke/Flickr

Apagão em São Paulo em 11 de Novembro de 2009, foto de Hermann Wecke/Flickr

Desde então a distribuição eléctrica é operada pela iniciativa privada. As distribuidoras gerenciam as áreas de concessão com deveres de manutenção, expansão e provimento de infraestrutura adequada, tendo sua receita advinda da cobrança de tarifas dos seus clientes.

A tão propalada privatização do sector elétrico nos anos 90, foi justificada como necessária para a modernização e eficientização deste sector estratégico. As promessas de que o sector privado traria a melhoria da qualidade dos serviços e a modicidade tarifaria, foram promessas enganosas. Os exemplos estão aí para mostrar que não necessariamente a gestão do sector privado é sempre superior ao do sector público.

Desde 2006 é verificado na maioria das empresas do sector uma tendência declinante dos indicadores de qualidade dos serviços com sua deterioração, reflectindo negativamente para o consumidor. A parcimónia da Agência Nacional de Energia Eléctrica (Aneel) ante a decadência da prestação dos serviços é evidente. Criada no âmbito da reestruturação do sector eléctrico para intermediar conflitos, acabou virando parte deles. A Aneel é cada vez mais questionada na justiça tanto por causa dos blecautes que ocorrem, já que não fiscalizam direito as prestadoras de serviço que acabam fazendo o que querem, como é questionada pelos reajustes tarifários.

Esta falta de fiscalização ilustra a constrangedora promiscuidade entre interesses públicos e privados dando o tom da vida republicana no Brasil. Os gestores da Aneel falam mais do que fazem.

O exemplo mais recente e emblemático no sector elétrico é o da empresa AES Eletropaulo, com 6,1 milhões de clientes, que acaba de receber uma multa recorde de 31,8 milhões de reais (não significa que pagará devido a expectativa de que recorra da punição, como acontece em quase todas as multas), por irregularidades detectadas como o de não ressarcimento a empresas e cidadãos por apagões, obstrução da fiscalização e falhas generalizadas de manutenção. A companhia de energia foi punida por problemas em 2009 e 2010, e devido aos desligamentos ocorridos no início do mês de Junho, quando deixou as famílias da capital paulista e região metropolitana ficarem três dias no escuro.

O que aconteceu na capital paulista, não é exclusivo. Outras distribuidoras coleccionam queixas de consumidores em todo o Brasil. Vejam o caso da Light, com 4 milhões de clientes, presidida por um ex-diretor geral da Aneel, com os famosos “bueiros voadores”, cuja falta de manutenção crónica tem colocado em risco a vida dos moradores da cidade do Rio de Janeiro.

A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), com 3,1 milhões de clientes, controlada pela Neoenergia, uma das maiores empresas do sector elétrico do país, também é outra das distribuidoras que tem feito o consumidor sofrer pela baixa qualidade da energia eléctrica entregue, e pelas altas tarifas cobradas.

Infelizmente a cada apagão e a cada aumento nas contas de energia eléctrica, as explicações são descabidas, e os consumidores continuam a serem enganados pelas falsas promessas de melhoria na qualidade dos serviços, de redução de tarifas e de punição as distribuidores. O que se verifica de facto, somente são palavras ao léu, sem correcção dos rumos do que está realmente malfeito. A lei não pode mais ser para inglês ver, tem de ser real, e assim proteger os consumidores.

Mostrar firmeza e compromisso público com a honestidade e com a eficiência é o mínimo que se espera dos gestores do sector elétrico brasileiro.

Artigo de Heitor Scalambrini Costa, Professor da Universidade Federal de Pernambuco, publicado em Vi o mundo. (via esquerda.net)

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No aniversário de FHC, Nelson Jobim joga seu cargo no ventilador

Leandro FortesIsolado dentro do Ministério da Defesa desde a chegada do ex-deputado petista José Genoíno, o ministro Nelson Jobim aproveitou um evento tucano – o aniversário de 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – para destilar o fel do ressentimento. Após entoar o que ele mesmo classificou de “monólogo” pró-FHC, Jobim disse que faria um discurso “cheio de vazios”, mas que o amigo tucano iria entendê-los. Diante de uma platéia hostil ao governo, Jobim chegou a anunciar que estava no cargo, exclusivamente, por vontade de FHC. “Se estou aqui, foi por tua causa”, discursou o ministro, para espanto até dos tucanos presentes. Mesmo no evento, todos sabiam que Jobim foi para o cargo, e se mantém até hoje, por causa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No tal discurso, Nelson Jobim sequer falou no nome da presidenta Dilma Rousseff, com quem mantém uma relação superficial e conflituosa, desde que foi obrigado a voltar atrás e apoiar o projeto de criação da Comissão da Verdade, que irá investigar os crimes cometidos durante a ditadura militar. Em 2009, Jobim chegou a anunciar que iria se demitir, junto com os comandantes militares, caso o texto da terceira edição do Plano Nacional de Direitos Humanos não fosse modificado. Para evitar a crise, Lula retirou do documento o termo “repressão política” para se referir à atuação dos quartéis na tortura, assassinato e desaparecimento forçado de presos políticos.

O motim contra o PNDH-3, contudo, foi a última performance de sucesso de Nelson Jobim, ministro civil afeito a usar uniformes militares quando está junto de generais. No governo Dilma, foi obrigado a engolir a nomeação de José Genoíno como “assessor especial” e perdeu quase todas as atribuições de relevância da pasta, inclusive o controle sobre as operações militares. No caso da Comissão da Verdade, acabou informalmente subordinado a Genoíno e à ministra Maria do Rosário, secretária nacional de Direitos Humanos.

Foi no rastro desses acontecimentos que Jobim se exasperou diante de FHC, de quem foi ministro da Justiça e a quem deve a indicação ao Supremo Tribunal Federal, onde esteve por dois anos. À vontade na festa tucana, o ministro fez coro às críticas da oposição e de parte da mídia ao estilo de Dilma. Como contraponto, rasgou seda para FHC. “Nunca o presidente (FHC) levantou a voz para ninguém. Nunca criou tensionamento entre aqueles que te assessoravam”. E foi além, ao insinuar que os governos Lula e Dilma demoliram o que ele chamou de “processo político de tolerância, compreensão e criação”, supostamente construído nos tempos do tucanato. “Precisamos ter presente, Fernando, que os tempos mudaram”, faltou a FHC.

O arremate final, quase um pedido público de demissão, foi uma citação do dramaturgo Nelson Rodrigues. “Ele dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia”, afirmou. “E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento”. Mais explícito, impossível.


Leandro Fortes
Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Mantém um blog chamado Brasília eu Vi. http://brasiliaeuvi.wordpress.com

CartaCapital
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Comandante do Exército vira alvo de investigação por fraudes em rodovias

A denúncia está na Folha de S.Paulo deste domingo, em reportagem de Marco Antônio Martins que pode ser lida na íntegra se você clicar aqui e for assinante do jornal ou do portal Uol.

Abaixo, alguns trechos da matéria:

O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e sete generais são investigados pela Procuradoria-Geral de Justiça Militar sob suspeita de participar de fraudes em obras do Exército.

Os oficiais comandaram o DEC (Departamento de Engenharia e Construção) e o IME (Instituto Militar de Engenharia) entre 2004 e 2009, período em que o Exército fez convênios com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para obras em rodovias.

O general Enzo chefiou o DEC entre 2003 e 2007. Ele deixou o cargo para assumir o comando do Exército no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi mantido no posto pela presidente Dilma Rousseff.Dnit

O grupo investigado inclui cinco generais que comandaram o IME e dois que chefiaram o DEC depois do general Enzo: os generais Marius Teixeira Neto, na reserva desde março, e Ítalo Fortes Avena, hoje consultor militar da missão do Brasil na ONU.

A investigação foi aberta em maio pela procuradora Geral de Justiça Militar, Cláudia Luz, para apurar se o general Enzo e os outros que comandavam áreas envolvidas sabiam das irregularidades.

A apuração foi um desdobramento de inquérito anterior que identificou indícios de fraude em 88 licitações do Exército para fazer obras do Ministério dos Transportes e apontou desvios de recursos públicos de R$ 11 milhões.

Nota política – Brasília(DF), 30/07/2011

Comunicado às/aos militantes e filiadas/os do PT

Inaugurar um novo período

 

Nós, militantes do Partido dos Trabalhadores que integramos até aqui a Articulação de Esquerda (AE), reunidos(as) em Brasília,  na sede nacional do PT, vimos informar a toda militância o que segue:

– o Congresso Nacional da Articulação de Esquerda foi inicialmente convocado para os dias 29, 30 e 31 de julho de 2011 com o objetivo de atualizar o programa, a tática e a política e eleger a nova direção da tendência;

– nesse processo se organizaram dois grandes pólos de debate. Os que assinamos esse comunicado apresentamos o projeto de resolução intitulado “Inaugurar um novo período”;

– no transcurso das discussões foi se evidenciando que a maioria da antiga direção da AE usaria de todos os artifícios regimentais e burocráticos para impedir que os apoiadores do texto “Inaugurar o novo período” se tornassem majoritários no Congresso, com questionamento sobre delegações municipais e estaduais alinhadas com nossa tese;

– o auge desse processo foi a decisão da maioria da antiga direção nacional da AE, que votou sumariamente (sem direito ao contraditório) contra o credenciamento da delegação da Bahia, a maior do Congresso, que impulsionava o texto “Inaugurar um novo período”. Esse golpe regimental – uma decisão política –  teve como objetivo impedir que a maioria  constituída vencesse  o Congresso da AE;

– por discordância com esse processo a maioria dos delegado/as do Congresso da AE, eleitos em diversos Estados, decidimos instalar uma plenária nacional com o objetivo de iniciar uma movimentação, em diálogo com diferentes tendências, grupos e lideranças, para a constituição de um novo campo  socialista no Partido;

– respeitamos os lutadores e lutadoras que seguem na Articulação de Esquerda. São companheiras/os valorosos, com os quais continuaremos dialogando no âmbito da esquerda petista.

Ante ao exposto, informamos que realizaremos um Seminário Nacional no dia 1 de setembro, em Brasília, para discutir os rumos, o nome, o programa, a tática e a política do novo movimento.

Ao mesmo tempo, dialogaremos com as direções nacional, estaduais e municipais do PT, bem como das entidades do movimento social onde atuamos, com o objetivo de assegurar a continuidade de nossa presença nesses espaços, de acordo com nossa representatividade.

Delegados e delegadas, signatários/as do texto Inaugurar um Novo Período, ex-militantes da Articulação de Esquerda do PT.

Brasília(DF), 30 de julho de 2011.

Contatos:

Angélica Fernandes
fernandes.angelica@gmail.com

José Fristsch
josefritsch@yahoo.com.br

Larissa Campos (Lalá)
lala.epr@gmail.com

Valmir Assunção
falavalmir@falavalmir.com.br

Luciana Mandelli
lu.mandelli@gmail.com

Cleberson Zavaski(Binho)
cnbinho@gmail.com

Renata Rossi
renatarossi2011@gmail.com

Danilo Chaves
daniloptmg@gmail.com

Ariely de Castro
arielydecastro@gmail.com

Julian Vicente
julianvic@gmail.com

Tânia Slongo
taniaptsc@gmail.com

Tassio Brito
tassiobrito@yahoo.com.br

Geanys Vilhalba
geanys@gmail.com

Guilherme Guimarães
gui.guima@yahoo.com.br

Lorena Lima
lorenalimahistória@yahoo.com.br

Ivan Alex
ivanalexba@hotmail.com

Fernanda Rodrigues
ferfeminista@gmail.com

Altemir Gregolin
altemirgregolin2@gmail.com

Érika Gomes
erikaptguaru@gmail.com

José Serafim
serafimjp@hotmail.com

 

Confira quais são os grupos para as eliminatórias da Copa do Mundo 2014

Começou às 15h, na Marina da Glória, a solenidade do sorteio dos grupos das eliminatórias para o Mundial de 2014, no Brasil. Os mestres de cerimônia são o jornalista Tadeu Schmidt e a apresentadora Fernanda Lima, ambos da TV Globo. O evento começou com a exibição de um vídeo exaltando as belezas naturais do Rio.

– A Fifa confia no Brasil – declarou o presidente da entidade, Joseph Blatter, em seu discurso de abertura, em inglês, depois de ter feito a saudação às autoridades em bom português.

A presidente Dilma Rousseff enfocou seu rápido discurso nos avanços que o país tem conquistado em diversáas áreas.

– Hoje o Brasil é admirado muito mais do que por seu futebol, sua música e suas festas populares. Vocês todos encontrarão um país muito bem preparado para sediar a Copa do Mundo. Estamos fazendo a nossa parte para que a Copa de 2014 seja a melhor de todos os tempos. Estejam certos de que esse novo Brasil estará pronto para encantar o mundo em 2014. Os que nos derem o privilégio de nos visitar terão a oportunidade de conhecer um povo alegre, generoso, soidário e que sabe receber os outros de maneira calorosa. Sejam bem-vindos ao Brasil – afirmou a presidente.

O primeiro sorteio da tarde foi feito pelo secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke. E definiu os cruzamentos entre os continentes na repescagem: Ásia x América do Sul e Concacaf x Oceania ( clique aqui e leia mais ). Em seguida, subiram ao palco o capitão do pentacampeonato, em 2002, Cafu, e a jovem sensação do futebol brasileiro, Neymar.

– Se tu fizeres o mesmo que contra o Flamengo na quarta-feira, tua vaga está garantida, tá? – brincou a apresentadora Fernanda Lima, dirigindo-se a Neymar, que participou com Cafu, do sorteio dos grupos das eliminatórias da África.

ÁFRICA:

Inicialmente serão 12 duelos mata-mata, em ida e volta. Os vencedores desses confrontos avançam para a segunda fase, onde se juntarão aos outros 28 países da região. As 40 seleções serão divididas em dez grupos de quatro equipes, que se enfrentarão no formato todos contra todos em jogos de ida e volta. Os primeiros colocados dos dez grupos passam para a terceira fase, que terá cinco confrontos mata-mata. Os vencedores se classificam para a Copa de 2014.

mata-mata da primeira fase:

1 – Ilhas Seychelles x Quênia

2 – Guiné Bissau x Togo

3 – Djibuti x Namíbia

4 – Ilhas Maurício x Libéria

5 – Comoros x Moçambique

6 – Guiné Equatorial x Madagascar

7 – Somália x Etiópia

8 – Lesoto x Burundi

9 – Eritreia x Ruanda

10 – Suazilândia x República do Congo

11 – São Tomé e Príncipe x Congo

12 – Chade x Tanzânia

Grupos da segunda fase:

Grupo A: África do Sul, República Centro-Africana, Botsuana e Vencedor 7

Grupo B: Tunísia, Serra Leoa, Cabo Verde e Vencedor 6

Grupo C: Costa do Marfim, Gâmbia, Marrocos e Vencedor 12

Grupo D: Gana, Sudão, Zâmbia e Vencedor 8

Grupo E: Burkina Faso, Níger, Gabão e Vencedor 11

Grupo F: Nigéria, Malaui, Vencedor 1 e Vencedor 3

Grupo G: Egito, Zimbábue, Guiné e Vencedor 5

Grupo H: Argélia, Benin, Mali e Vencedor 9

Grupo I: Camarões, Líbia, Vencedor 2 e Vencedor 10

Grupo J: Senegal, Angola, Uganda e Vencedor 4

 

Em seguida, o ex-craque Zico e Lucas, revelação do São Paulo, sortearam a formação dos grupos da Ásia.

– O equilíbrio hoje é muito grande. Mas o Japão vai estar na Copa, sim – disse Zico, indagado se teria dado sorte ao país, com o qual tem fortes relações pelo trabalho que já realizou lá.

ÁSIA: 

Os primeiros e segundos colocados de cada grupo passarão para a quarta fase, onde serão divididos em dois grupos de cinco seleções.

Na quarta fase, os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam para a Copa do Mundo de 2014. Os dois terceiros colocados se enfrentarão em jogos ida e volta, e o vencedor passa à repescagem contra o quinto colocado das Eliminatórias da América do Sul. Quem vencer está na Copa.

– O equilíbrio é muito grande, não existe mais jogo fácil. Enfrentar o quinto da América do Sul vai ser muito difícil, então o jeito é brigar para estar entre os quatro. Mas acredito que o Japão vai estar aqui em 2014, sim – disse Zico, ex-técnico da seleção japonesa.

GRUPOS DA TERCEIRA FASE:

Grupo A – China, Jordânia, Iraque e Cingapura

Grupo B – Coreia do Sul, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Líbano

Grupo C – Japão, Uzbequistão, Síria e Coreia do Norte

Grupo D – Austrália, Arábia Saudita, Omã e Tailândia

Grupo E – Irã, Qatar, Bahrein e Indonésia

 

O sorteio da Concacaf (Américas do Norte, Central e do Caribe) teve as participações do tetracampeão Bebeto e do garoto Lucas Piazon, de 17 anos, já negociado pelo São Paulo com o Chelsea. Antes dele, apresentaram-se no palco a cantora Ana Carolina e o cantor Ivan Lins. E depois o show musical foi dedicado à Bossa Nova, com Daniel Jobim sendo acompanhado, no telão, por imagens de uma gravação histórica de 1967 de um dueto entre o pai dele, o maestro Tom Jobim, e o cantor americano Frank Sinatra.

CONCACAF: 

A segunda fase é formada por seis grupos de quatro seleções. Os vencedores passam à terceira fase, composta por três grupos com quatro seleções.

Os dois primeiros passam para a quarta fase, formando um grupo de seis times. Os três primeiros se classificam direto para a Copa de 2014. O quarto colocado vai para a repescagem contra o vencedor da Oceania.

GRUPOS DA SEGUNDA FASE

Grupo A: El Salvador, Suriname, Ilhas Cayman e República Dominicana

Grupo B: Trinidad e Tobago, Guiana, Barbados e Bermudas

Grupo C: Panamá, Dominica, Nicarágua e Bahamas

Grupo D: Canadá, São Kittis e Nevis, Porto Rico e Santa Lucia

Grupo E: Granada, Guatemala, São Vicente e Granadinas e Belize

Grupo F: Haiti, Antígua e Barbuda, Curaçao e Ilhas Virgens Americanas

GRUPOS DA TERCEIRA FASE

Grupo A: EUA, Jamaica, Vencedor do F e Vencedor do E

Grupo B: México, Costa Rica, Vencedor do B e Vencedor do A

Grupo C: Honduras, Cuba, Vencedor do C e Vencedor do D

Zagallo e o jogador do Vasco Felipe Bastos sortearam as chaves da Oceania.

– A Copa de 50 tinha que dar uma esquecida, porque foi o único país que perdeu (uma final) em casa e está na hora de mostrar o nosso valor e conquistar o hexa. Vamos vencer mesmo, desculpem os que não são brasileiros, mas o Brasil vai ganhar mais uma – disse Zagallo, campeão mundial em 58 e 62 como jogador, em 70 como técnico e em 94 como coordenador.

OCEANIA: 

As quatro seleções mais mal posicionadas no ranking da FIFA disputarão a primeira fase, em um torneio de todos contra todos entre os dias 21 e 26 de novembro. O vencedor desta primeira fase se junta a outras sete seleções para disputar a segunda fase, formada por dois grupos de quatro.

As duas primeiras colocadas de cada grupo avançam para a terceira fase, onde disputam um quadrangular de todos contra todos. O vencedor se classifica para disputar a repescagem contra o quarto colocado das Eliminatórias da América do Norte, Central e Caribe.

PRIMEIRA FASE:

Samoa Americana, Ilhas Cook, Samoa e Tonga

SEGUNDA FASE:

Grupo A: Vanuatu, Nova Caledônia, vencedor da primeira fase e Taiti

Grupo B: Fiji, Nova Zelândia, Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné

 

Antes do sorteio dos grupos da Europa, o último, Ivete Sangalo “acelerou” a plateia com alguns de seus hits, acompanhada pela Orquestra Sinfônica de Heliópolis.

O sorteio mais esperado, o da Europa, foi feito pelo jogador do Santos Paulo Henrique Ganso e pelo maior artilheiro das Copas, Ronaldo Fenômeno. As bolinhas indicaram um confronto de gigantes no grupo I: a campeã do mundo Espanha está na mesma chave da França, campeã em 1998.

EUROPA:

As seleções foram divididas em nove grupos – oito com seis times e um com cinco. Os nove vencedores de cada grupo estão classificados para a Copa do Mundo. Os oito melhores segundo colocados disputarão quatro mata-matas, com os vencedores também se classificando para a Copa.

Grupo A: Croácia, Sérvia, Bélgica, Escócia, Macedônia e Gales

Grupo B: Itália, Dinamarca, República Tcheca, Bulgária, Armênia e Malta

Grupo C: Alemanha, Suécia, Irlanda, Áustria, Ilhas Faroe e Cazaquistão

Grupo D: Holanda, Turquia, Hungria, Romênia, Estônia e Andorra

Grupo E: Noruega, Eslovênia, Suíça, Albânia, Chipre e Islândia

Grupo F: Portugal, Rússia, Israel, Irlanda do Norte, Azerbaijão e Luxemburgo

Grupo G: Grécia, Eslováquia, Bósnia-Herzegovina, Lituânia, Letônia e Liechtenstein

Grupo H: Inglaterra, Montenegro, Ucrânia, Polônia, Moldávia e San Marino

Grupo I: Espanha, França, Bielorrússia, Geórgia e Finlândia

 

A tabela de jogos das eliminatórias da América do Sul foi divulgada antes do início da cerimônia. O continente não tem sorteio porque é disputado em sistema de todos contra todos, em turno e returno. Em cada rodada uma seleção ficará de folga, já que são nove disputando o torneio. Na primeira rodada a Venezuela é o time que não joga. Argentina e Uruguai se enfrentam na nona rodada, no Uruguai, e na penúltima rodada, na Argentina. Na rodada final, os dois saem para enfrentar Chile e Bolívia, respectivamente

Ponte Preta perde para Portuguesa, por 3 a 0

 

 

Em um jogo com o primeiro colocado, valendo a liderança do Campeonato Brasileiro série B, a Ponte Preta perdeu para a Portuguesa na tarde deste sábado (30). O placar do jogo foi 3 a 0 para a Lusa, mas a Macaca se mantém como vice-líder do campeonato. Com gols de Leandro Silva, Mateus e Raí, a Lusa mostrou sua superioridade no Majestoso. Agora a Ponte Preta se prepara para o confronto contra o Americana, na casa do adversário. Para o próximo jogo, o jogador Renatinho está suspenso porque recebeu o terceiro cartão amarelo.

O Jogo
A Ponte começou atacando. Aos 2 minutos, Rentinho tentou chegar junto com Ricardinho, mas a zaga da Portuguesa tirou. Logo em seguida, o time da Lusa avançou, mas estava impedido. Aos 3 minutos, novamente a Portuguesa chegou, mas o goleiro Júlio César estava atento e segurou a bola. Aos 5 minutos, a foi a vez da Macaca trazer perigo à área do adversário, em jogada de Ricardo Jesus. Com 8 minutos de jogo, Renatinho fez um cruzamento lindo para Uendel, que chutou com força, mas a bola raspou a trave e foi para fora. É tiro de meta para a Portuguesa. A seguir, aos 10 minutos, em cobrança de falta, a Lusa cobrou mas foi contida pela barreira da Macaca. Aos 11 minutos, quando o jogador Edno da Portuguesa tentava chegar, Leandro Silva fez uma linda defesa e mandou a bola para fora. Aos 13 minutos de jogo, o volante João Paulo Silva recebeu na entrada da área e tentou um chute, mas a bola subiu muito e passou por cima do gol. Aos 15 minutos, em escanteio para o time visitante, o zagueiro Guilherme fez uma bela defesa e mandou a bola para o campo da Lusa. A seguir, Uendel dominou no peito, tentou o toque com Ricardo Jesus mas a zaga da Portuguesa se
antecipou.
Com 20 minutos de jogo, linda defesa do goleiro Julio Cesar, que recebeu um chute de Guilherme de fora da área. A seguir, a Ponte avançou e fez pressão em cima da Lusa, mas os zagueiros do adversário conseguiram tirar.Aos 23 minutos, Jogada de Uendel com Ricardinho. O camisa11 da Ponte cruza, Renatinho tenta de voleio, mas a zaga consegue tirar. Aos 26 minutos, falta perigosa em cima do jogador Ivo, da Lusa. Marco Antonio fez a cobrança, mas a zaga pontepretana tirou, com cabeceada Leandro Silva. A Lusa ainda tentou atacar novamente com Ivo, mas o chute passou por cima do goleiro Júlio Cesar. Aos 30 minutos, o jogador Marco Antonio (Lusa) recebeu oprimeiro cartão amarelo do jogo, por falta em cima de Xaves.
Aos 32 minutos, João Paulo Silva mandou para a entrada da área, e Ricardo Jesus cabeceou, mas a bola saiu para a linha de fundo, fazendo o goleiro Weverton se assustar. Aos 34 minutos, um lance arriscado na área da Ponte, e em um descuido do goleiro alvinegro, a Portuguesa quase marcou. A seguir, em lance com Uendel, foi a vez da Macaca quase marcar, mas a zaga tirou. Renatinho pegou rebote, mas a bola foi para fora. Em mais um lance a favor da Ponte, aos 37 minutos, Ricardinho mandou na área, Renatinho conseguiu subir, mas cabeceou no travessão e no rebote Uendel mandou pra fora. A seguir, o goleiro Weverton toma cartão amarelo por causa de reclamações. Aos 40, Leandro Silva chutou na área, mas a zaga da Portuguesa conseguiu tirar. Aos 42, corança de falta da Portuguesa com Marcelo Cordeiro, mas a bola passou por cima do gol. O jogo foi paralisado nesse momento para atendimento de Ricardo Jesus no gramado (o jogador sentiu uma fisgada no músculo anterior direito). O jogador foi substituído por Lucio Flavio.
Aos 44, em sua primeira participação, Lucio Flavio tocaou para trás, Gerson chegou e mandou uma bomba pro gol. A bola bateu na cabeça de Marcelo Cordeiro e foi pra fora. O juiz deu 2 minutos de acréscimo. Aos 46 minutos, em cobrança de falta perigosa para a Macaca, Marco Antonio da Portuguesa chutou, mas a bola passou por cima do gol.
Para o segundo tempo, substituição na Portuguesa: saíram Ivo e Henrique, e entraram Raí e Leandro Love respectivamente. O jogo teve seu reinício com saída da Lusa, mas a Ponte já dominou e tentou levar para o campo do adversário. Aos dois minutos, falta para a Ponte: Renatinho mandou para a área e Leandro Silva da Portuguesa afastou de cabeça. Ricardinho, então, dominou e mandou para a área, mas o goleiro da Lusa defendeu. Aos 3 minutos, após o juiz apitar, o jogador Leandro da Portguguesa carregou a bola, e tomou cartão amarelo. Em menos de 20 segundos, o Renatinho da Ponte tomou cartão, e houve um princípio de discussão entre jogadores e o juiz Paulo César Oliveira. É o terceiro cartão de Renatinho, que está suspenso para o próximo jogo A seguir, a Portuguesa trouxe perigo para a pequena área da Ponte, mas a zaga conseguiu tirar após vários toques.
Aos 7 minutos, Marco Antonio cobrou falta e Leandro Silva da Portuguesa conseguiu marcar: gol da Lusa. Aos 8 minutos, João Paulo Silva tentou toque com Ricardinho e a bola vai muito forte para fora. Dois minutos depois, Ricardinho tentou mandar para o gol, mas chutou por cima da trave. A seguir, o técnico alvinegro Gilson Kleina tirou Gerson e colocou Marcio Diogo. Aos 12 minutos, Ricardinho chutou uma bomba em direção ao goleiro Weverton, mas a bola saiu pela lateral esquerda. A seguir em nova tentativa da Ponte, Lúcio Flávio passou para Renatinho, mas a bola bateu no jogador da Portuguesa e foi para o time adversário.
Aos 14 minutos, cobrança de falta para a Ponte em cima de Lúcio Flávio, mas antes da cobrança o juiz tentou organizar a barreira. Renatinho cobrou, mas o goleiro da Lusa conseguiu defender. Em outra falta, a Portuguesa levou outro cartão amarelo, desta vez para Leandro Silva. Novamente Renatinho tentou jogada ensaiada com João Paulo Silva, mas a bola foi parar nas mãos do goleiro adversário. Aos 20 minutos, após receber passe de Guilherme, Ricardinho chutou com força pela lateral esquerda, mas o goleiro Weverton conseguiu defender. Aos 22 minutos, saiu Ricardinho e entrou Tiago Luis na Macaca.
Aos 23 minutos, outra falta em favor da Ponte Preta: Renatinho mandou para a área e Lúcio Flávio tocou de cabeça, mas o goleiro da Lusa saiu para afastar e árbitro marcou falta de Tiago Luis no goleiro da Portuguesa. Dois minutos depois, cobrança de falta para a Portuguesa, Marco Antonio cobrou rápido, Raí tocou de cabeça, mas a bola foi para fora. Aos 27 minutos, outro gol da Lusa: Marco Antonio cobrou escanteio, Edno tocou de cabeça para Mateus, que chutou para o gol.
Aos 30 minutos, Marcelo Cordeiro (Portuguesa) recebeu cartão amarelo por falta em cima de Renatinho. A seguir, o jogador da Lusa foi substituído por Renato. Aos 33 minutos, Luis Ricardo leva perigo ao gol da Macaca, mas a zaga conseguiu tirar. Depois de um minuto, Tiago Luis chutou forte, e o goleiro Weverton tentou segurar, mas a bola espirrou e quase não conseguiu defender. Aos 35, falta de Ferdinando (Lusa) em cima de Renatinho, e o juiz dá cartão amarelo para o jogador.
Aos 37, Tiago Luis dominou mas foi derrubado. O juiz, no entanto, marcou apenas tiro de meta para a Lusa. A seguir, Lucio Flávio tentou receber o passe perto do gol, mas não chegou a tempo. Aos 40, nova investida da Ponte: Uendel ajeitou a bola e mandou para a área. Lúcio Flávio cabeceou para o gol, mas a bola foi pra fora, dando apenas tiro de meta para o time visitante. Aos 42 minutos, Lúcio Flávio subiu mais que a zaga da Portuguesa e cabeceou,  novamente a bola saiu. O juiz deu 4 minutos de acréscimo, e aos 47 minutos Raí, driblou o zagueiro alvinegro Guilherme fez o terceiro da Portuguesa. Sem outros lançamentos importantes para nenhum dos times, o jogo terminou com o placar 3 a 0 para a Lusa.
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