Haddad PT será eleito prefeito de SP neste domingo, mostra Datafolha

DE SÃO PAULO

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, deve vencer a eleição neste domingo (28). Pesquisa Datafolha concluída hoje, véspera da votação, mostra o petista 16 pontos à frente, com 58% dos votos válidos, ante 42% do tucano.

No cálculo dos votos válidos são excluídas as respostas de quem diz que votará em branco, nulo e eleitores indecisos. Esta é a forma que a Justiça Eleitoral divulga o resultado final da eleição.

A pesquisa de hoje mostra uma pequena variação em relação ao levantamento anterior, divulgado na quarta-feira (24) –Haddad tinha 60% dos votos válidos e Serra aparecia com 40%.

Editoria de Arte/Folhapress

No total de votos –considerando brancos, nulos e indecisos–, Haddad tem 48% e Serra tem 34%.

No primeiro turno, Serra terminou à frente com 30,75% dos votos válidos. Haddad seguiu ao segundo turno após obter 28,98% dos votos.

INDECISOS

O levantamento do Datafolha mostra que 7% dos eleitores ainda não decidiram em quem vão votar amanhã. Os votos em brancos ou nulos somam 11%.

A pesquisa realizada ontem e hoje ouviu 3.992 eleitores e foi feito em parceria com a TV Globo. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos

O registro no Tribunal Regional Eleitoral é o SP-01928 / 2012.

Candidatos fazem campanha para 2º turno em SP

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Fabio Braga – 27.out.2012/Folhapress

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O candidato a prefeito de São Paulo Fernando Haddad faz carreata junto com Gabriel Chalita (PMDB) no último dia da campanha antes do segundo tuno

Haddad abre 17 pontos de vantagem sobre Serra, aponta Datafolha

 

DE SÃO PAULO

A dez dias do segundo turno das eleições municipais, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, abriu 17 pontos de vantagem em relação ao seu adversário, o tucano José Serra.

Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra Haddad com 49% das intenções de voto totais contra 32% de Serra. Brancos e nulos somam 10%. Outros 9% dizem que não sabem em quem votar.

Na conta dos votos válidos (sem brancos e nulos), Haddad tem 60%; Serra, 40%.

O levantamento mostra também que a rejeição ao nome de Serra disparou. Na última pesquisa feita pelo Datafolha antes do primeiro turno, nos dias 5 e 6 deste mês, 42% dos eleitores diziam que não votariam em Serra de jeito nenhum. Agora são 52%.

É a primeira vez que mais da metade do eleitorado rejeita o tucano. Desde 1992, só dois candidatos a prefeito de São Paulo chegaram ao final da disputa com um índice superior a este. Em 2008, Paulo Maluf (PP) era rejeitado por 59%. Em 2000, Fernando Collor (PRTB) alcançou 62%.

A pesquisa de ontem mostra que Haddad vence Serra entre os eleitores que votaram em Celso Russomanno (PRB) e Gabriel Chalita (PMDB) no primeiro turno.

No grupo dos que optaram por Russomanno (21,6% dos votos válidos na primeira etapa), o petista ganha do tucano por 53% a 20%. No grupo dos que foram de Chalita (13,6% dos válidos), vence 50% a 26%. Chalita anunciou apoio a Haddad no segundo turno. Russomanno declarou-se neutro.

Para chegar a esses resultados, o Datafolha ouviu 2.098 eleitores ontem e anteontem. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

KASSAB REPROVADO

O alto índice de desaprovação da gestão do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), ajuda a explicar as dificuldades que estão sendo enfrentadas por Serra.

Hoje, 42% dos eleitores classificaram a administração Kassab como ruim ou péssima. No início de setembro, eram 48%.

Essa queda de seis pontos na reprovação, porém, não representou ganhos de aprovação. Antes, 20% diziam que o trabalho de Kassab era bom ou ótimo. Agora são 19%. O que aumentou foi a avaliação regular (de 29% para 37%).

Convidados a dar uma nota de 0 a 10 a Kassab, os paulistanos deram 4,4, em média, igualando a nota do início de setembro, a pior desde julho de 2007.

Eleito vice em 2004 ainda pelo PFL, Kassab assumiu a prefeitura em 2006 após a renúncia de Serra para disputar o governo do Estado. Em 2008, foi reeleito com apoio do tucano. Agora defende a volta de Serra à prefeitura.

O clima por mudança na cidade fica evidente nas respostas a outra pergunta do Datafolha. O instituto perguntou se os eleitores querem mudança ou manutenção das ações do atual prefeito. Resultado: 88% preferem um novo prefeito com ações diferentes das de Kassab.

Editoria de Arte/Folhapress

 

Ultrapassado por Russomanno, Serra tem agora desafio de evitar o vexame de não ir ao 2o turno

A nova pesquisa Datafolha consolida Celso Russomanno (PRB) como a grande novidade da fase pré-televisiva da campanha municipal de São Paulo. Em movimento ascendente desde o final do ano passado, o ex-azarão aparece pela primeira vez à frente do ex-favorito José Serra (PSDB): 31% a 27%.

Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos –para o alto ou para baixo— o quadro ainda é de empate técnico. Mas até as curvas do Datafolha desfavorecem Serra: caiu três pontos desde a última sondagem, realizada nos dias 19 e 20 de julho. Russomanno avançou cinco casas no mesmo período.

Serra passou a conviver com um desafio novo. Precisa provar-se capaz de sobreviver ao primeiro round da disputa. Sua prioridade agora é evitar o fiasco experimentado por Geraldo Alckmin na disputa municipal de 2008. Naquele ano, Alckmin deslizou da liderança nas pesquisas para a derrota no primeiro turno. Passaram à segunda fase Gilberto Kassab (então no DEM) e Marta Suplicy (PT).

Pela lógica, Russomanno deve cair e Fernando Haddad (PT), hoje com irrisórios 8%, tende a subir. Nessa hipótese, bastaria a Serra manter o desempenho atual para escorregar à segunda fase. A história mostra, porém, que o eleitorado de São Paulo, por ilógico, é dado a surpresas. Recorde-se, a propósito, os triunfos de Luíza Erundina e de Jânio Quadros.

Nesta terça (21), o jogo entra em sua fase decisiva. Nos próximos 45 dias vai ao ar a propaganda dos candidatos no rádio e na tevê. É nessa temporada que o eleitor acorda para a disputa travada à sua volta. Contra Russomanno pesa o fato de que dispõe de vitrine eletrônica miúda: 2min11s. É pouco, muito pouco, quase nada perto do tempo de exposição de Serra e Haddad –7min39s cada um.

Conhecido por 64% do eleitorado e rejeitado por 15%, Haddad deve tomar o elevador no instante em que o marketing do seu comitê começar trombetear na tevê seus vínculos com Lula. Mal comparando, o candidato do PT atravessa situação análoga à de Dilma Rousseff, que também chegou ao horário eleitoral de 2010 atrás de Serra nas pesquisas.

Diferentemente do antagonista do PT, Serra e Russomanno são ultramanjados. O primeiro ostenta taxa de conhecimento de 98%. O segundo, 94%. A dupla diferencia-se na taxa de rejeição. Para desassossego do tucanato, 37% do eleitorado paulistano declara que jamais votaria em Serra. A inquietude aumenta quando se verifica que Russomanno é rejeitado por apenas 12% dos eleitores.

Dando-se de barato que Haddad vai subir, interessa saber se vai roubar votos de Serra ou de Russomanno. Analisada em seus meandros, a pesquisa Datafolha indica que o candidato do PRB corre mais riscos do que o contendor do PSDB. O problema é que, como já mencionado, o eleitor nem sempre guia-se pela lógica. E o eleitor de São Paulo já deu mostras de que não é avesso à ilógica.

Um detalhe potencializa os riscos de Serra. O candidato tucano está indissociavelmente vinculado à administração do seu apoiador Gilberto Kassab. O marketing do comitê tucano terá de operar a mágica de vender Serra como continuador da gestão de um prefeito que inspira em boa parte do eleitorado os mais primitivos instintos de mudança.

A opinião pública e a opinião que se publica

Quarta-feira, “queda de Dilma nas pesquisas”, dizia a Folha, teria levado à demissão de Antonio Palocci. Três dias depois, uma pesquisa da Folha desmente “pesquisas” da Folha. Isso é que é credibilidade…

A frase genial do Barão de Itararé, meu conterrâneo Apparicio Torelly, cai como uma luva para as análises políticas dos jornais brasileiros.

Dia 8, quarta feira, a Folha publicava que a “Perda de popularidade (do governo) definiu queda de Palocci”.

Hoje, dia 11, sai a chamada para a pesquisa Datafolha de amanhã: “Aprovação de Dilma resiste à inflação e crise, diz Datafolha“.

Dia 8, a Folha dizia:

“A presidente Dilma Rousseff decidiu demitir seu principal auxiliar, Antonio Palocci, após ser informada que pesquisas já apontavam desgaste do governo por conta da crise envolvendo aquele que foi um dos responsáveis pela arrecadação para sua campanha”

Dia 11, ela diz:

“A crise que levou à demissão do ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil) e a alta da inflação não tiveram impacto negativo na aprovação do governo Dilma Rousseff.”

Ou seja, o que o jornal escreve não tem o menor valor? Era “chute”?

Não tenho os dados completos da pesquisa, porque ainda não achei a Folha de domingo, mas o nível de ótimo/bom passa de 47 para 49%. Nos dados que o jornal adianta fica o registro de que a maioria dos brasileiros (óbvio, apesar dos narizes torcidos da elite arrogante) quer que Lula participe da administração.

E, quanto à piora das expectativas, pretender o que, com a mídia martelando que a “a inflação disparou”  e as usinas fazendo a festa nos preços do etanol, mesmo que a inflação, em termos gerais, se mantenha num patamar semelhante ao de 2010, como já se demonstrou diversas vezes aqui?

O fato  de Dilma ter resistido sem danos à ofensiva da mídia, como registra a pesquisa, porém, não nos deve fazer esmorecer. Vocês lembram daquela história de uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade? De quem era, mesmo?

Novo Datafolha, votos válidos: Dilma 52% X Serra 31% X Marina 15%

Redação Carta Capital 30 de setembro de 2010 às 9:30h

Instituto divulga segunda pesquisa em 48 horas e revela aumento da vantagem de Dilma sobre o total dos demais concorrentes

O Datafolha divulgou mais uma pesquisa nesta quinta-feira 30, desta vez em parceria com a Rede Globo.

Em comparação com o seu levantamento do dia 28, considerados apenas os votos válidos (total, menos brancos e nulos), Dilma oscilou positivamente em um ponto (tinha 51%), enquanto que Serra caiu de 32% para 31% e Marina de 16% para 15%, os três dentro da margem de erro. Plínio tem 1% dos votos e os demais não pontuaram.
Ainda estão indecisos 6% dos eleitores, segundo o instituto. Dizem que vão votar em branco ou anular seus votos 3% dos pesquisados.
A petista passa a ter 4 pontos percentuais a mais que a soma dos demais candidatos. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Dilma poderia estar com 50 ou 54% do total de votos válidos. Ela precisaria de 50% mais um voto para vencer a eleição em primeiro turno.

O levantamento foi feito nos dias 28 e 29, com 13.195 eleitores pesquisados em 480 municípios.

Os dados estratificados divulgados pelo instituto revelam que Dilma oscilou positivamente ou se estabilizou em todas as regiões do País e em todas as faixas de renda, a se comparar com a pesquisa de anteontem.

Nas regiões, o melhor resultado de Serra acontece no Sul, com 35% das intenções de voto. Marina tem seu melhor desempenho no Norte/Centro Oeste, com 19%. Dilma ganha em todas as regiões, obtendo seu melhor desempenho no Nordeste, com 59% das intenções de voto.

Na avaliação por faixa de renda, a petista está melhor entre os mais pobres: tem 52% do total de votos entre os que ganham até 2 Salários Mínimos. Serra tem melhor desempenho entre os mais ricos, chega a 42% na faixa superior a 10 S.M.. Marina tem seu melhor resultado entre os que ganham entre 5 e 10 S.M., chega a 25%.
Na hipótese de um segundo turno, Dilma teria 53% dos votos ante 39% de Serra.

O que você acha? Vai ter segundo turno?

Beto Richa barra nova pesquisa Datafolha no Paraná

DE CURITIBA

O candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, conseguiu ontem à tarde medida liminar na Justiça Eleitoral que resultou na impugnação de uma nova pesquisa Datafolha.

A decisão foi do juiz Nicolau Konkel Júnior, do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná). O instituto vai recorrer da decisão.

O levantamento, contratado pela RPC TV (afiliada da Rede Globo), estava previsto para ser divulgado amanhã, dia 30. As entrevistas de campo foram feitas feitas ontem e continuariam hoje.

É a segunda vez desde a semana passada que Richa barra a divulgação do Datafolha sob a alegação de irregularidades no processo de levantamento da pesquisa.

Na primeira impugnação, o advogado da coligação do tucano -que tem 13 partidos, além do PSDB-, alegou que o registro da pesquisa deixou de informar critérios da amostragem, como sexo, idade, grau de instrução e nível econômico das pessoas que foram entrevistadas. A tese foi acolhida pelo TRE.

Segundo o Datafolha, esse argumento é infundado. A alegação de que não há informação no registro sobre ponderação em relação ao grau de instrução e nível econômico dos entrevistados mostra desconhecimento técnico, pois a ponderação só é necessária em caso de eventuais desvios da amostra.

O candidato tucano ao governo do Paraná também já havia conseguido barrar levantamento previsto para ser divulgado na semana passada dos institutos Vox Populi e Ibope.

São os mesmos institutos de pesquisa cujo resultado, quando Richa liderava as pesquisas, tinham os números divulgados ao público no horário eleitoral do tucano na TV e no rádio.

A última pesquisa Datafolha divulgada, realizada nos dias 13 e 14 de setembro, mostrou que Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) estavam empatados tecnicamente em primeiro lugar, com 45% e 40%, respectivamente.

Essa pesquisa foi registrado sob o número 30.034/ 2010 no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A vantagem ainda era de Richa, mas a diferença entre os candidatos havia diminuído dois pontos percentuais desde o levantamento anterior, realizado nos dias 8 e 9, quando Richa tinha 44%, e Dias, 38%.

Nas duas pesquisas, a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pesquisa Vox Populi: Dilma mantém vantagem superior a 36 milhões sobre Serra

 Brasília Confidencial

dilma vox populi 23 set    A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, continua 27 pontos percentuais à frente de José Serra, o candidato das oposições ao Governo Lula, informou ontem o instituto Vox Populi. Essa vantagem da petista, equivalente a mais de 36 milhões, já fora apontada pelo Vox Populi na pesquisa anterior. Agora, ouvidos 3.000 eleitores entre os dias 18 e 21, o instituto afirma que Dilma manteve 51% das intenções de voto, Serra continuou com 24% e apenas Marina Silva (PV) alcançou índice diferente do anterior ao crescer de 8% para 10%. 

    Dilma lidera a disputa junto a eleitores de todas as faixas etárias, sociais e regionais. No Nordeste, onde tem seu melhor desempenho, a vantagem da petista é de 51 pontos sobre Serra e de 60 pontos sobre Marina. A menor distância entre Dilma e os rivais é identificada no Sul, onde ela obteve 42% das intenções de voto, contra 37% de Serra.

    A candidata do PT, diz o Vox Populi, é a favorita dos eleitores entre 16 e 24 anos (tem 56% das intenções de voto), que vivem em municípios pequenos (59%), que estudaram entre a quinta e a oitava série (58%) e que ganham até um salário mínimo.

    O tucano José Serra tem seu melhor desempenho entre eleitores de 40 a 49 anos (26%), com ensino superior (29%) e que ganham mais de cinco salários mínimos (28%). A melhor performance de Marina Silva ocorre entre eleitores com ensino superior. A candidata do PV tem as intenções de voto de 22% desse público.

As pesquisas da reta final

Datafolha (21 e 22/09)

Dilma 49% (66,5 milhões)

Serra 28% (38 milhões)

Marina 13% (17,6 milhões)

Vox Populi (18 a 21/09)

Dilma 51% (69,2 milhões)

Serra 24% (32,5 milhões)

Marina 10% (13,5 milhões

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