TSE nega candidatura de Roriz ao governo do DF

Claudia Andrade

Direto de Brasília

Por seis votos a um, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nesta terça-feira (31) o registro de candidatura a Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal. Mesmo com a decisão do TSE, o candidato estará para continuar fazendo campanha, uma vez que poderá recorrer contra a decisão ao próprio TSE e ao Supremo Tribunal Federal.

A posição da maioria dos ministros do TSE confirma a decisão do Tribunal Regional Federal do Distrito Federal que, no início deste mês, indeferiu registro a Roriz após analisar impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral. O argumento do MPE foi a renúncia ao cargo de senador, em 2007, para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar, após ser acusado de ter desviado recursos do Banco de Brasília. A renúncia neste tipo de situação está prevista na Lei da Ficha Limpa como passível de inelegibilidade.

Ao votar contra o deferimento do registro, a ministra Cármen Lúcia desqualificou o argumento de que a Lei da Ficha Limpa não poderia retroagir. “A retroação se daria se tivesse se aplicado uma lei a um registro anteriormente requerido, deferido ou não”.

Da mesma forma, a ministra não identificou violação ao princípio da presunção de inocência “porque não se está a discutir a questão de penalização ou não, mas o cumprimento de um requisito constitucional legal (utilizado) para considerar alguém elegível ou não”.

O ministro Marco Aurélio Mello, que votou a favor do recurso apresentado por Roriz, disse que o caso é típico de retroação da lei, o que geraria insegurança jurídica. “A primeira condição (para garantir a segurança jurídica) é a irretroatividade”.

“O recorrente renunciou ao mandato de senador da República. Como surge a inelegibilidade quanto a ele? Surge, sem dúvida alguma, como sanção. Como uma consequência do ato de vontade que foi o ato de renúncia. Mas indaga-se: a lei nova pode apanhar um fenômeno ocorrido anteriormente?”, questionou Marco Aurélio, acrescentando que não poderia “potencializar a ânsia de se consertar o Brasil” retroagindo a aplicação da lei.

Fonte: Portal Terra

Maitê Proença fazendo escola entre os machos selvagens (@maria_fro)

Por: Conceição Oliveira, no twitter: @maria_fro

O título deste post remete à declaração infeliz dada pela atriz global Maitê Proença, discutida aqui. Parece que Maitê encontrou adeptos da espécie ‘machos selvagens’ e sem noção que tanto aprecia. Um deles se identifica no twitter e no twitpic como @cesaradorno. Em seu perfil encontramos a seguinte descrição: “Cesar Adorno, Bio: Medico Veterinário nascido em Santa Cruz do Rio Pardo neto de imigrantes Italianos,Tucano por ideologia e Sãopaulino de coração!”(sic) No seu avatar vemos um twibbon de apoio ao candidato José Serra. Se é um perfil falso ou não, não podemos afirmar, só podemos deduzir que por trás dele existe um ser sem noção e que acredita que vale tudo na campanha, inclusive incorrer em alguns crimes.

A imagem que vocês podem ver reproduzida abaixo foi editada grosseiramente por algum incauto. As inscrições originais da faixa foram apagadas e em seu lugar foram inseridas mensagens de incitamento à violência contra a mulher, no caso: Dilma Rousseff.

Imagem editada que foi publicada por um usuário do twitpic que se identifica como Cesar Adorno. 

As frases fazem apologia ao crime na medida em que remetem ao assassinato bárbaro de Elisa Samúdio, seu suposto mandante e possíveis executores.

José Serra não pode ser responsabilizado criminalmente pelos aloprados que o apóiam, é fato. Mas esse tipo de campanha suja invade a rede em inúmeras vertentes (já falamos sobre isso aqui e também aqui). E o que chama a atenção nestas manifestações preconceituosas, sexistas, por vezes racistas e, na maioria das vezes, repletas de preconceitos de classe é que para além do comportamento agressivo, ilegal e imoral, percebemos que na própria campanha oficial da coligação demotucana há estímulos à detratação, à desinformação, à disseminação de textos falsos. Veja aqui que tipo de e-mail os eleitores recebem quando se cadastram no site Serra45.

Infelizmente constatamos que uma rede feminina de apoio ao PSDB no twitter reproduziu a foto e a mensagem do ‘macho selvagem’ que se diz tucano de carteirinha.

Imagem da conta no twitter denominada Mobilizamulher PSDB capturada da tela do computador. 

 

É lamentável que uma rede feminina de apoio ao PSDB reproduza uma mensagem como essa que traz a tag #eurimuitoooo. Como aponta Cinthya Semíramis no Sexismo na Política, o que há de divertido nesta manifestação tão sexista que incita violência contra a mulher?

As feministas históricas tucanas devem estar morrendo de vergonha alheia. Espero que façam mais que isto, espero que se mobilizem para repudiar e denunciar tais práticas que emporcalham a democracia e ferem os direitos humanos

Fonte: http://www.viomundo.com.br/blog-da-mulher

PT questiona Ibope no Pará. Ana Júlia alega erros na pesquisa que aponta Jatene como favorito. E o PMDB pede documentos ao TRE

Pollyanna Bastos, iG Pará

A Frente Popular Acelera Pará, que traz a governadora Ana Júlia Carepa (PT) como candidata à reeleição, impetrou medida cautelar no Trbunal Regional Eleitoral (TRE) contra a pesquisa do Ibope divulgada ontem. Os números apontam Simão Jatene (PSDB) em primeiro lugar na corrida ao Governo.

Na pesquisa induzida, Jatente aparece com 43% das intenções de voto, contra 33% de Ana Júlia. E na espontânea, o tucano tem 29% contra 18% da petista. A coligação de Ana Júlia alega falhas na pesquisa. Segundo o PT, o Ibope teria concentrado a coleta de dados na Região Metropolitana de Belém, sem levar em consideração as áreas rurais, onde Ana Júlia diz ter “maior” apoio.

De acordo com o Ibope, foram ouvidos 812 eleitores nas regiões Metropolitana de Belém, Nordeste, Sudeste, Marajó, Baixo Amazonas e Sudoeste do Pará. A divulgação da pesquisa foi anunciada para a última sexta-feira, mas foi adiada por um pedido de esclarecimentos da Frente Popular quanto à amostragem analisada.

O resultado foi divulgado ontem, após liberação judicial. O PMDB também contesta, alega que pesquisas internas mostram o candidato Domingos Juvenil com percentual quase duas vezes maior que os 6% do Ibope. O PMDB não decidiu se vai questionar os números, mas solicitou a documentação da pesquisa ao TRE.

Erro passado

Durante o horário eleitoral gratuito de ontem, PT e PMDB exibiram programas contestando os números do Ibope. Entre os argumentos, foi citado um erro de previsão do Ibope nas últimas eleições à Prefeitura de Belém.

Em pesquisa divulgada duas semanas antes da votação, Valéria Pires Franco (PSDB) aparecia como favorita, com 25% das intenções de voto. Na mesma pesquisa, a candidata Duciomar Costa (PTB) ficou em segundo, com 23%. Duciomar venceu com 35% dos votos, José Priante (PMDB) com 19% e Valéria ficou em terceiro lugar.

Dilma: “Partido de Serra tem trajetória expressiva de vazamentos e grampos”

do Brasília Confidencial

    Primeira presidenciável a participar de uma série de entrevistas programadas para esta semana pelo Jornal da Globo, a candidata do PT, Dilma Rousseff, cobrou das oposições a apresentação de provas das acusações à campanha petista. E acusou o PSDB de ter uma trajetória “absolutamente expressiva” de vazamentos e grampos. A manifestação de Dilma ocorreu em resposta a uma pergunta da jornalista Christiane Pelajo. 

Pergunta: Candidata, a Receita Federal negou intenção política na quebra de sigilo no vazamento de dados de tucanos na semana passada. Integrantes do seu partido já foram envolvidos em montagem de dossiês contra opositores. Como é que a senhora pode dar garantias pra gente da população que isso não vá acontecer num eventual governo da senhora?

Dilma: Olha, eu tenho muito tempo de vida pública, Christiane. E jamais compactuei com nenhum malfeito. Tenho insistido que a acusação da oposição a mim e à minha campanha é absolutamente sem fundamento. Inclusive, entrei com seis medidas jurídicas contra o candidato, meu opositor – não eu, mas o meu partido -, e também pedi providências à Polícia Federal pra investigar esse fato. Eu considero que é absolutamente injustificável que uma pessoa acuse outra sem apresentar provas. Nós temos pedido sistematicamente que apresentem provas. Aliás, se essa situação for colocada dessa forma, eu queria dizer uma coisa: o partido do meu adversário tem uma trajetória de vazamentos e grampos absolutamente expressiva. Por exemplo, vazamento das dívidas dos deputados federais com o Banco do Brasil nas vésperas da votação da emenda da reeleição; os grampos que existiram no BNDES e também os grampos feitos juntos ao próprio gabinete do secretário da Presidência da República. Eu jamais usei esses episódios pra tornar o meu adversário suspeito de qualquer coisa, porque eu não acho correto. Agora, eu também não concordo que, sem provas, me acusem ou acusem a minha campanha. Eu tenho uma trajetória política. Na minha trajetória política, eu tive sempre absoluto respeito pela legalidade e pelo uso do dinheiro público. Então não vejo nenhuma justificativa para as acusações, a não ser interesse eleitoral.

Amazonas, Instituto Perspectiva: Dilma 57,6%; Serra 16,3%; Marina 15,3% c/ margem 2% para mais ou menos.

De acordo com o Perspectiva, Dilma Rousseff (PT) cresceu: passou de 41%, em abril, para 57,6% das intenções de voto na pesquisa de julho. José Serra (PSDB) caiu de 22%, em abril, para 16,3% em julho. Marina Silva (PV) também caiu, de 20% para 15,3%, mas permanece tecnicamente empatada com Serra (pois a diferença entre os 2 continua menor que a margem de erro da pesquisa).”

Fonte: http://nogueirajr.blogspot.com/2010/07/amazonas-instituto-perspectiva-dilma.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+BrasilBrasil+%28BRASIL%21+BRASIL%21%29

Amazonas: Omar tem 49%, e Alfredo 37%, revela pesquisa Action

28 de agosto de 2010

Da redação – portalamazonia@redeamazonica.com.br

 

MANAUS – O governador Omar Aziz (PMN), candidato à reeleição pela coligação “Avança Amazonas” tem uma vantagem de 12 pontos sobre o Senador Alfredo Nascimento (PR), da Coligação “Amazonas Melhor para Todos” e se as eleições fossem hoje seria eleito já no primeiro turno. As informações sobre a pesquisa foram publicadas no Jornal A Crítica.

De acordo com sondagem feita pela Action Pesquisa de Mercado, encomendada por A Crítica, Omar tem 49% das intenções de votos contra 37% de Alfredo Nascimento, na pesquisa estimulada, na qual um disco com o nome dos candidatos é apresentado ao entrevistado.

Hissa Abrahão (PPS) e Luís Navarro (PCB) tem 1% cada um. Já Luís Carlos Sena (PSOL) e Herbert Amazonas (PSTU) não alcançaram 1%. Brancos e nulos somam 5% e indecisos 7%.

Senado

Na pesquisa estimulada para o Senado, o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) lidera a corrida com 80% das intenções de voto, seguido por Arthur Neto e Vanessa Grazziotin que seguem empatados com 36%. Já Jefferson Praia segue com 7%, Marilene Corrêa 3%. Todos os outros candidatos têm 1% das intenções de voto.

Presidente

A candidata do PT, Dilma Roussef lidera com folga a corrida presidencial entre os eleitores do Amazonas, segundo a pesquisa. Dilma tem 76% das intenções de voto, seguida por José Serra (PSDB), com 9%. Marina Silva tem 8% e outros candidatos somam 1%.

Margem de erro

95% é o índice de confiabilidade da pesquisa Action que leva em conta um eleitorado de 2.030.549 milhões de pessoas conforme dados do TRE/AM. 2,28% é a margem de erro adotada pela pesquisa seja para mais ou para menos.

A pesquisa Action foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto, ouviu 1.845 pessoas, sendo 1062 em Manaus e 783 em 16 municípios do interior do Estado. Foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número 023395 2/2 e no Tribunal Superior Eleitoral sob número 26394-2010.

Pesquisa Action aponta empate técnico em disputa presidencial no Amazonas entre Serra (9%) e Marina (8%).

Título original:  “AM: vantagem de Dilma sobre Serra é de 67 pontos, diz pesquisa”
Raphael Cortezão
Direto de Manaus

Uma pesquisa eleitoral realizada pela empresa Action Pesquisa de Mercado no Amazonas apontou diferença de 67 pontos percentuais entre a candidata petista Dilma Rousseff e o candidato tucano José Serra no Estado.

Na sondagem, Dilma venceria no primeiro turno com 76% das intenções de voto no Estado, contra 9% de José Serra, na pesquisa estimulada. O tucano aparece empatado tecnicamente com Marina Silva (PV), que obteve 8% das intenções de voto. Os outros candidatos, juntos, somaram 1%. Brancos e nulos são 1%, indecisos 11%. A margem de erro é de 2,28% pontos percentuais para mais ou para menos.

Dilma Rousseff mantém larga vantagem sobre o adversário tucano na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são informados. A candidata petista obteve 73% das intenções de voto, contra 8% de José Serra, que novamente aparece empatado tecnicamente com Marina Silva, lembrada por 7% dos entrevistados.

O resultado da avaliação administrativa contida na pesquisa indica que Dilma alavancou sua candidatura no Estado principalmente com base na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com a pesquisa da Action, o governo Lula foi avaliado como “ótimo” por 58% dos entrevistados. Outros 37% consideraram o governo “bom” e 4% regular.

Encomendada pela Empresa de Jornais Calderaro Ltda., editora do jornal A Crítica, a pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto, com 1.845 entrevistados em todo o Estado, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 26394/2010, e no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), sob o número de 233952/2.

Governo
Na disputa pelo governo do Amazonas, o governador e candidato à reeleição, Omar Aziz (PMN), aparece na liderança, com 49% das intenções de voto da pesquisa estimulada, contra 37% de seu principal adversário nestas eleições, o senador e ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR). Considerando a margem de erro da pesquisa, Omar seria eleito ainda no primeiro turno.

O percentual de indecisos da pesquisa espontânea para o governo, de 38%, é considerado alto para o período, mas segundo o diretor-presidente da Action, Afrânio Soares, deve diminuir gradativamente nas próximas semanas. Dos eleitores entrevistados, 35% lembraram de Omar Aziz e 24% de Alfredo Nascimento. Os demais candidatos não atingiram 1% de intenções.

Senado
A pesquisa divulgada pelo jornal A Crítica demonstrou o acirramento da briga pela segunda vaga do Amazonas no Senado entre o senador Arthur Virgílio Neto (PSDB) e deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB). O ex-governador Eduardo Braga (PMDB) aparece disparado na sondagem estimulada, com 80% das intenções de voto dos entrevistados, dos quais 70% o tem como primeira opção. Já o senador tucano e a deputada comunista estão empatados com 36%, cada.

Segundo a consulta eleitoral, Vanessa Grazziotin é apontada como primeira opção de voto por 7% dos que informaram que votam nela e outros 29% a indicaram como segunda opção. Entre os que declararam votar em Arthur Virgílio, 12% o tem como primeira opção e 24% como segunda opção.

Fonte: Portal Terra

Deputada do PCdoB ameaça reeleição de Arthur Virgílio no AM

Disputa pela segunda vaga ao Senado esquenta. Ex-governador Eduardo Braga (PMDB) deve garantir primeiro lugar com 80% dos votos. Tucano e Vanessa Graziotin aparecem empatados tecnicamente.

Por: Fábio Oscar, especial para a Rede Brasil Atual

Publicado em 30/08/2010, 14:54

Deputada do PCdoB ameaça reeleição de Arthur Virgílio no AM A candidata do PC do B ao senado, Vanessa Grazziotin (Foto: Divulgação)

São Paulo – A disputa pela segunda vaga no Senado pelo Amazonas tem empate técnico e deve ganhar ares mais polemicos. O senador e candidato à reeleição Arthur Virgilio Neto (PSDB) aparece tecnicamente empatado com a deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB), em 39% das intenções de voto. Na liderança e com vaga praticamente garantida está o ex-governador Eduardo Braga (PMDB), com mais de 80% da preferencia do eleitorado.

Pesquisas de empresas locais, como Action Pesquisa de Mercado no Amazonas e Instituto Perspectiva, realizadas na semana passada apontavam empate técnico em 36% e 39%. Não foram divulgados dados de institutos nacionais a respeito da disputa.

Em entrevista, a Rede Brasil Atual, Vanessa disse que considera a campanha dela bastante consolidada enquanto a do adversário direto mostra-se “completamente frágil”. “A Dilma (Rousseff, candidata à Presidência) entrou na minha campanha no sábado (28). Mas o que vai fazer diferença mesmo é quando o povo amazonense cair na real e ver que a campanha do meu adversário é completamente mentirosa”, acusou.

Segundo Vanessa, Virgílio “passou oito anos atacando o presidente Lula e hoje coloca tudo de bom que o presidente fez como se ele tivesse participado”. “Ele engana a população e mentira tem perna curta”, disparou a deputada. Virgílio, que faz campanha usando o nome Artur Neto, chegou a dizer, no plenário do Senado, que daria uma “surra” em Luiz Inácio Lula da Silva.

Procurada, a assessoria de imprensa de Virgílio, classificou de “patética” a acusação de que a campanha seria mentirosa. Segundo a campanha do tucano, “a resposta vai ser no dia 3 de outubro”.

O fracasso do toque de recolher‏. Fenandópolis – SP

cremildateixeira |

Ontem, a TV Globo mostrou Fernandópolis-SP mergulhada nas drogas. Para uma cidade pequena, as cenas foram chocantes. Era uma “cracolândia” e a céu aberto. O céu da cidade onde mais se perseguem crianças e alunos… Toque de recolher… famílias perseguidas… Conselho Tutelar dando blitz junto com a polícia… na caça de crianças e adolescentes fora da escola ou fora de casa…
Em Fernandópolis, violaram frontalmente a Constituição Federal, cerceando o direito da criança e do adolescente. Não podiam circular pela cidade se tivesse com uniforme da escola; e eram tratados como bandidos. Com direito a abordagem policial e humilhação diante das câmeras das TVs que acompanhavam as caçadas…
Então, mudar a Constituição Federal completamente e obrigar todo mundo a ficar confinado dentro de casa não podiam… Então caiam de pau, ferozmente, em cima do adolescente…
NÃO DEU CERTO. NÃO PODIA DAR.
Na última reportagem da Rede Record de Televisão, dois policiais posaram de heróis diante das câmeras, ligando para a escola de onde o aluno teria se evadido. A satisfação deles parecia com a satisfação de quem prendeu um traficante perigoso… Mas era apenas um aluno que cabulou aula… Fácil assim: policial prendendo aluno…
Se Fernandópolis está mergulhada nas drogas, seria mais natural que pegassem “o cabeça”, o traficante. Mais natural, mas não tão fácil como dar cana em aluno de escola pública
Uma advogada, na época, foi entrevistada e disse que esperava que não passassem a abordar aluno simplesmente por estar uniformizado na rua… Mas era exatamente o que estava acontecendo… e na frente das câmeras das TVs, conforme mostrado na mesma reportagem…
Então, estamos cobrando uma posição pública e oficial da OAB de Fernandópolis…
O lado menos negro menos vergonhoso da reportagem foi o CONANDA (conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), pronunciando-se e dizendo que se combate a criminalidade infanto-juvenil com políticas públicas voltada para a prevenção. Pediram mais Educação e só faltou pedir às escolas que acolhessem os alunos… só faltou ele aproveitar e pedir menos repressão na escola pública.
As escolas públicas devem dar bons exemplos e aulas de qualidade.
Com políticas públicas para adolescente, com escola pública interessante e atraente, a prevenção seria a solução.
Fernandópolis usou a violência e a repressão e foi um ótimo exemplo de fracasso retumbante.
Faltou ao CONANDA ser mais preciso nas suas críticas. Mas o que falou já foi o suficiente para desmoralizar a política do “toque de recolher de dia “ (para os alunos) e o “toque de recolher noturno” (para todas as crianças e adolescentes à noite).

 


“Governo que não respeita a Defensoria Pública, não respeita os direitos da sua população!”

Crônica de um assassinato gradual. “Naquele 13 de março, João Goulart queixou-se da teia de “terror ideológico” tecida pelos seus adversários:”

 do Brasília Confidencial

AYRTON CENTENO

    Naquele 13 de março, João Goulart queixou-se da teia de “terror ideológico” tecida pelos seus adversários:

    “Desgraçada a democracia se tiver que ser defendida por tais democratas”, desabafou o presidente perante 200.000 pessoas, no comício da Central do Brasil.

    E prosseguiu:

    “A democracia que eles desejam impingir-nos é a democracia anti-povo, do anti-sindicato, da anti-reforma, ou seja, aquela que melhor atende aos interesses dos grupos a que eles servem ou representam”.

    Quarenta e seis anos depois, suas palavras reverberam notável frescor, como se estivessem pairando agora nas ruas do velho Rio.

    “A democracia que eles querem é a democracia para liquidar com a Petrobras; é a democracia dos monopólios privados, nacionais e internacionais, é a democracia que luta contra os governos populares e que levou Getúlio Vargas ao supremo sacrifício”.

    Naquela noite dos idos de março de 1964 moviam-se estrelas da política e muitos coadjuvantes. Um deles, um jovem de 22 anos. Presidente da União Nacional dos Estudantes, a UNE, também discursou, dedo em riste, intenso. Tinha algumas divergências com o governo, mas frequentava o mesmo palanque.

    Dezoito dias depois, o vaticínio de Jango – “Desgraçada a democracia se tiver que ser defendida por tais democratas” – consubstanciou-se sob a forma de tanques, fuzis e metralhadoras. Golpeado, o governo constitucional se desfez e alimentou a diáspora dos seus protagonistas, coadjuvantes ou periféricos. O rapaz escondeu-se durante alguns dias, a sede da UNE foi incendiada e ele também saiu do Brasil.

    Em meio à marcha para o exílio, a imprensa que, dez anos antes, conspirara contra Getúlio Vargas, tocava seu bumbo: “Vive a Nação dias gloriosos”, festejou o editorial de O Globo no dia 2 de abril.  E emendou: “Porque souberam unir-se todos os patriotas (…) para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem.” A democracia, como se sabe, continuaria sendo salva nas duas décadas seguintes. Com a ajuda de O Globo e seus iguais.

    O fogo cerrado da mídia contra os governos Vargas e Goulart municiara com novos termos o arsenal retórico de certa classe média temerosa do avanço do trabalhismo: mar de lama, petebo-comunismo e república sindicalista, entre muitos. Este último extraído de uma fraude. Em 1955, Carlos Lacerda denunciou em seu diário, a Tribuna da Imprensa, a urdidura de uma “república sindicalista” no Brasil. Prova disso seria a carta remetida pelo deputado peronista Antonio Brandi ao ministro do Trabalho, João Goulart. A “Carta Brandi” tratava de contrabando de armas para transformar o país na citada república. Era uma falcatrua, como o próprio Lacerda viria a saber. Nos quartéis, porém, a “Carta Brandi” aguçou a inquietação ao disseminar a patranha de que os sindicatos estavam prestes, como se fossem um exército, a tomar o poder. Em 1964, a expressão foi recuperada para dar fôlego à idéia da revolução iminente.

    Passaram-se mais de quatro décadas até os ouvidos militares captarem novamente a expressão “república sindicalista”. Aconteceu no Clube da Aeronáutica, semana passada. Quando, aliás, comunicou-se que a “república sindicalista” já foi implantada, como “uma operação militar”. Restou por esclarecer o objetivo deste ritual de sedução que une porções iguais de arcaísmo e irresponsabilidade. Que jogo exatamente começou a ser jogado? Não se sabe. O que se sabe é que a informação foi dada durante palestra, a portas fechadas, por exigência do palestrante. Ignora-se se houve alguma menção à Carta Brandi. É provável que não. Desta vez a impostura não estava contida na carta e sim no portador.

    Afirma-se que quem soprou a pluma nos ares da caserna foi o jovem de 22 anos que discursou no palanque de Jango, Brizola e Arraes. Não acredite. Ele está morto. Morreu assassinado, aos poucos, como muita gente morre quase sem perceber, sem velório ou caixão. Apenas casca, desprovido da antiga substância, continuou andando e não se notou sua partida. Se vivo estivesse, não teria palavras apropriadas para se dirigir ao orador. Teria somente asco.

Mercadante anuncia “vários comícios” com Lula

do Brasília Confidencial

    O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloízio Mercadante, saiu ontem de um jantar com o presidente Lula, em São Bernardo (SP), anunciando no Twitter “vários comícios” no último mês da campanha. 

    “Nesta noite conversei longamente com o presidente Lula e Marisa. São Paulo vai ser prioridade para os dois. Marcamos vários comícios com o presidente Lula na reta final. E com ele vamos vencer”, escreveu Mercadante

A FALSIDADE CONTINUADA CONTRA O PT – Por José Eduardo Dutra

O Partido dos Trabalhadores se constituiu na luta pela redemocratização do país, tendo como primado a vigência do Estado de Direito. Foi o exercício contínuo da democracia, com liberdade de expressão, de crítica e de imprensa, que conduziu o PT à Presidência da República, em eleições que expressaram a vontade soberana da maioria da população.

Foi a Democracia que nos trouxe até aqui e dela não vamos nos afastar jamais. Ao longo de sua existência, o PT esteve à frente de todas as iniciativas destinadas a aperfeiçoar e consolidar as práticas democráticas entre nós – desde a luta pelo restabelecimento do direito de greve e da liberdade de organização sindical e política, passando pela campanha das Diretas, a convocação da Assembléia Constituinte, até o aperfeiçoamento da legislação eleitoral.

O governo do presidente Lula vem atuando de forma republicana na reconstituição de instituições públicas essenciais que haviam sido esvaziadas, de maneira irresponsável, em governos passados. Por meio de concursos públicos e de investimentos submetidos à fiscalização do Congresso e do Ministério Público, o governo do PT está reconstituindo a capacidade do Estado para atender às demandas do país por saúde, educação, infra-estrutura, segurança, desenvolvimento científico e tecnológico e proteção ambiental, dentre outras.

Compreendemos que outros partidos e setores da sociedade tenham visão distinta sobre a melhor maneira de colocar o Estado a serviço do desenvolvimento econômico e social do país. Mas não podemos aceitar que o legítimo debate político desborde para a agressão, a injúria e a calúnia, como faz o editorial do Estado de S. Paulo de 27 de agosto.

Não é verdade que o PT ou a campanha da nossa candidata, Dilma Rousseff, tenham buscado ou recebido, por meios ilegais, informações sobre políticos e homens de negócios ligados ao candidato da oposição – nem mesmo por interpostas pessoas, como diz o editorial.

Se a Folha de S. Paulo, em quem se socorre o editorial para repetir a afirmação infamante, teve acesso a dados sigilosos de quem quer que seja, cabe a ela apontar sua origem, antes de acusar o PT e a campanha. Repetir sistematicamente que tenham “circulado na campanha” ou conformem um dossiê que ninguém viu; repetir sem amparo em fontes, provas, sequer indícios, é mau jornalismo. É antiético. É uma continuada falsidade.
O PT não fez, não fará nem autoriza que em seu nome se faça qualquer ação fora da lei. Diante da notícia de vazamento de dados fiscais do vice-presidente do PSDB, fomos nós, do PT, que solicitamos a abertura de inquérito na Polícia Federal para esclarecer o fato. Buscamos a verdade.

Tomamos essa iniciativa porque consideramos incompatível com o Estado de Direito democrático a violação de direitos protegidos pela Constituição, não importando a motivação nem a preferência partidária de quem perpetra esse crime.

Agimos assim, à luz do dia e da lei, para que não se repitam episódios como a violação das dívidas com o Banco do Brasil de nove deputados do antigo PPB, que à época (1996) eram constrangidos a apoiar a emenda da reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Agimos assim para que não se repita a manipulação da Polícia Federal em benefício de intrigas palacianas, como ocorreu em 1995, quando um embaixador da confiança do ex-presidente teve seu telefone grampeado e suas conversas expostas.

Agimos assim em defesa das instituições em que acreditamos e dos cidadãos que representamos. Para que crimes como esses não fiquem impunes, como não deverá ficar impune a violação do sigilo fiscal dos diretores da Petrobras, devassado em junho do ano passado.

Certas vozes que hoje apontam, sem qualquer fundamento, uma suposta manipulação de setores do Estado no caso da Delegacia da Receita de Mauá, foram as primeiras a fazer exploração política do crime cometido contra os diretores da Petrobras. É uma seletividade que desqualifica a indignação.

Oferecemos esse artigo para publicação em respeito aos leitores, em defesa da verdade e em consonância com o equilíbrio editorial que notabilizou o Estado de S. Paulo ao longo de sua história. A seção de editoriais do jornal – que em outros tempos foi exemplo de independência e coragem política – recusou-se a fazê-lo, interditando o debate de argumentos no mesmo espaço em que fomos caluniados. Como diriam os editorialistas que sabiam polemizar sem recorrer ao sofisma e à desfaçatez: Sic transit gloria mundi.

***

“O crime continuado do PT”

O editorial do Estadão de 27/8 (A3) é uma agressão à verdade e uma ofensa ao PT, aos seus dirigentes e à nossa candidata Dilma Rousseff. Ao contrário do que ali se afirma, sem nenhuma base de realidade, nem o PT nem a nossa coligação jamais buscaram, tentaram buscar ou receberam, por meios ilegais, informações sobre políticos e homens de negócios ligados ao candidato da oposição – nem mesmo por interpostas pessoas. Repetir sistematicamente que tais dados tenham “circulado na campanha” ou conformem um dossiê que ninguém viu; repetir sem amparo em fontes, provas, sequer indícios, é mau jornalismo. É uma falsidade continuada contra o PT. O PT não fez, não fará nem autoriza que em seu nome se faça qualquer ação fora da lei. Fomos nós, do PT, que solicitamos inquérito da Polícia Federal para esclarecer os fatos. Da mesma forma que exigimos o esclarecimento da violação dos dados fiscais dos diretores da Petrobrás, objeto de exploração política por parte da oposição em junho do ano passado. A indignação, quando seletiva, é desqualificada. O PT constituiu-se na luta pela redemocratização do País, pela vigência plena do Estado de Direito. São valores incompatíveis com a violação de salvaguardas constitucionais dos cidadãos, não importando o motivo ou o partido de quem o faça. A nós interessa a verdade

José Eduardo Dutra
Presidente Nacional do PT

Consolidar a ruptura histórica operada pelo PT – Leonardo Boff

Leonardo Boff
Teólogo
                                    Consolidar a ruptura histórica operada pelo PT

Para mim o significado maior desta eleição é consolidar a ruptura que Lula e o PT instauraram na história política brasileira. Derrotaram as elites econômico-financeiras e seu braço ideológico a grande imprensa comercial. Notoriamente, elas sempre mantiveram o povo à margem da cidadania, feito, na dura linguagem de nosso maior historiador mulato, Capistrano de Abreu,”capado e recapado, sangrado e ressangrado”. Elas estiveram montadas no poder por quase 500 anos. Organizaram o Estado de tal forma que seus privilégios ficassem sempre salvaguradados.  Por isso, segundo dados do Banco Mundial, são aquelas que, proporcionalmente, mais acumulam no mundo e se contam, política e socialmente, entre as mais atrasadas e insensíveis. São vinte mil famílias que, mais ou menos, controlam 46% de toda a riqueza nacional, sendo que 1% delas possui 44% de todas as terras. Não admira que estejamos entre os paises mais desiguais do mundo, o que equivale dizer, um dos mais injustos e perversos do planeta.

Até a vitória de um filho da pobreza, Lula, a casa grande e a senzala constituíam os gonzos que sustentavam o mundo social das elites. A casa grande não permitia que a senzala descobrisse que a riqueza das elites fôra construida com seu trabalho superexplorado, com seu sangue e suas vidas, feitas carvão no processo produtivo. Com alianças espertas, embaralhavam diferentemente as cartas para manter sempre o mesmo jogo e, gozadores, repetiam:”façamos nós a revolução antes que o povo a faça”. E a revolução consistia em mudar um pouco para ficar tudo como antes. Destarte,  abortavam a emergência de um outro sujeito histórico de poder, capaz de ocupar a cena e inaugurar um tempo moderno e menos excludente. Entretanto, contra sua vontade, irromperam redes de movimentos sociais de resistência e de autonomia. Esse poder social se canalizou em poder político até conquistar o poder de Estado.

Escândalo dos escândalos para as mentes súcubas e alinhadas aos poderes mundiais: um operário, sobrevivente da grande tribulação, representante da cultura popular, um não educado academicamente na escola dos faraós, chegar ao poder central e devolver ao povo o sentimento de dignidade, de força histórica e de ser sujeito de uma democracia republicana, onde “a coisa pública”, o social, a vida lascada do povo ganhasse centralidade. Na linha de Gandhi, Lula anunciou: “não vim para administrar, vim para cuidar; empresa eu administro, um povo vivo e sofrido eu cuido”. Linguagem inaudita e instauradora de um novo tempo na política brasileira. A “Fome Zero”, depois a “Bolsa Família”, o “Crédito consignado”, o “Luz para todos”, a “Minha Casa, minha Vida, a “Agricultura familiar, o “Prouni”, as “Escolas profissionais”, entre outras iniciativas sociais permitiram que a sociedade dos lascados conhecesse o que nunca as elites econômico-financeiras lhes permitiram: um salto de qualidade. Milhões passaram da miséria sofrida à pobreza digna e laboriosa e  da pobreza para a classe média. Toda sociedade se mobilizou para melhor.

Mas essa derrota inflingida às elites excludentes e anti-povo, deve ser consolidada nesta eleição por uma vitória convincente para que se configure um “não retorno definitivo” e elas percam a vergonha de se sentirem povo brasileiro assim  como é e não como gostariam que fosse. Terminou o longo amanhecer.

Houve três olhares sobre o Brasil. Primeiro, foi visto a partir da praia: os índios assistindo a invasão de suas terras. Segundo, foi visto a partir das caravelas: os portugueses “descobrindo/encobrindo” o Brasil. O terceiro, o Brasil ousou ver-se a si mesmo e aí começou a invenção de uma república mestiça étnica e culturalmente que hoje somos. O Brasil enfrentou ainda quatro duras invasões: a colonização que dizimou os indígenas e introduziu a escravidão; a vinda dos povos novos, os emigrantes europeus que substituirem índios e escravos; a industrialização conservadora de substituição dos anos 30 do século passado  mas que criou um vigoroso mercado interno e, por fim, a globalização econômico-financeira, inserindo-nos como sócios menores.

Face a esta história tortuosa, o Brasil se mostrou resiliente, quer dizer, enfrentou estas visões e  intromissões, conseguindo dar a volta por cima e aprender de suas desgraças.  Agora está colhendo os frutos.

Urge derrotar aquelas forças reacionárias que se escondem atrás do candidato da oposição. Não julgo a pessoa, coisa de Deus, mas o que representa como ator social. Ceslo Furtado, nosso melhor pensador em economia, morreu deixando uma advertência, título de seu livro A construção interrompida(1993):”Trata-se de saber se temos um futuro como nação que conta no devir humano.  Ou se prevalecerão as forças que se empenham em interromer o nosso processo histórico de formação de um Estado-nação”(p.35). Estas não podem prevalecer. Temos condições de completar a construção do Brasil, derrotando-as com Lula e as forças que realizarão o sonho de Celso Furtado e o nosso.

Leonardo Boff autor de Depois de 500 anos: que Brasil queremos, Vozes (2000).

TST condena Febem a indenizar monitor por rebelião

Apesar de ter sido contratado para a função de educador, disse que era obrigado a trabalhar como carcereiro em uma unidade com superlotação de menores infratores e com número insuficiente de empregados.

A 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil a um monitor mantido refém por duas vezes durante rebelião dos internos. A Vara do Trabalho e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) haviam negado a indenização ao trabalhador. Relator do processo no TST, o ministro Walmir Oliveira da Costa entendeu que “o dano moral em si não é suscetível de prova, em face da impossibilidade de se fazer demonstração, em juízo, da dor, do abalo moral e da angústia sofridos”. Esse tipo de dano, afirmou ,” é consequência do próprio fato ofensivo”. “É pouco crível que qualquer pessoa submetida à situação análoga à do reclamante, o qual, repita-se, foi rendido por menores infratores durante rebelião, não fique psicologicamente abalada, uma vez que é notória a violência psíquica e, muitas vezes, física infligida aos reféns pelos internos”, concluiu.

O monitor afirmou, na ação, que começou a trabalhar na Febem em outubro de 1993. Apesar de ter sido contratado para a função de educador, disse que era obrigado a trabalhar como carcereiro em uma unidade com superlotação de menores infratores e com número insuficiente de empregados. Ele alegou que, em 1999, ficou refém por 11 horas, momento em que foi agredido com barras de ferro, pedras e pedaços de pau, o que ocasionou traumatismo crânioencefálico, escoriações e contusões no tórax. Por esse motivo, disse, ficou afastado pelo INSS durante 90 dias e teve seus rendimentos diminuídos durante o período da licença. Relatou, ainda, os momentos de terror que passou em poder dos internos que o cobriram com um cobertor embebido em álcool ameaçando colocar fogo em seu corpo. Dada a violência do episódio, fartamente noticiado pela imprensa, ele teve que ser submetido a tratamento psiquiátrico e passou a tomar remédios controlados. Em janeiro de 2003, ocorreu outra rebelião, desta vez na unidade de Franco da Rocha, onde ficou refém novamente de bandidos. Por conta dos dois fatos, entrou com reclamação trabalhista pedindo diferenças salariais decorrentes do período em que ficou afastado pelo INSS e indenização por danos morais, cujo valor deixou a critério do juízo. Já a Febem alegou que o trabalhador não foi agredido durante a segunda rebelião, pois não estava na relação dos feridos. Disse, ainda, que a segurança do estabelecimento estava a cargo de empresa terceirizada e da Polícia Militar, não havendo provas de ação ou omissão que sugerisse culpa da Febem. Sustentou, também, que o empregado continuou trabalhando normalmente para empresa e que “não apresenta qualquer sequela que o impeça de viver com dignidade”. Na primeira audiência feita na Vara do Trabalho, o empregado sustentou a condição de refém nos dois episódios, porém negou que tenha sido espancado na segunda rebelião. Disse que sofreu “apenas agressões psicológicas”. O depoimento foi suficiente para que o juiz extinguisse o processo, com julgamento do mérito, negando o pedido de indenização. Segundo a sentença, faltou “atualidade do pedido”, já que o fato (segunda rebelião) ocorreu em janeiro de 2003 e a ação foi proposta somente em outubro de 2004. A decisão foi mantida pelo TRT. Segundo o tribunal, o juiz não se pronunciou sobre a primeira rebelião e o empregado não apresentou embargos declaratórios para forçar o juízo a emitir tese a respeito, ficando preclusa a discussão. Quanto à segunda rebelião, o TRT destacou que não ficou comprovado o dano moral sofrido pelo trabalhador e destacou : “tivesse o dano atingido de forma robusta a honra subjetiva , a imagem e a intimidade do recorrente, não teria aguardado 22 meses após a ocorrência do último fato para buscar a pretensa reparação moral”. Já no TST, o ministro Walmir Oliveira entendeu que o fato do monitor ter entrado com a ação 22 meses depois da rebelião “não evidencia a falta de dano moral”. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST. RR—230940-08.2004.5.02.0045 fonte: http://www.conjur.com.br/2010-ago-25/tst-condena-febem-indenizar-monitor-feito-refem-rebeliao

Tumulto na FEBEM (Fund. Casa) deixa feridos na Grande SP

Confusão começou na noite deste sábado em Osasco. Cinco funcionários ficaram levemente feridos, diz FEBEM.

Cinco funcionários de uma unidade da Febem (Fund. Casa ) em Osasco, na Grande São Paulo, ficaram feridos quando tentaram conter o tumulto provocado por um grupo de adolescentes na noite deste sábado (28). A assessoria de imprensa da fundação disse neste sábado (29) que os ferimentos foram leves e negou a tentativa de fuga por parte dos menores. A confusão teria começado após um ato de indisciplina.
O tumulto foi na unidade 2 da Fundação Casa que fica na Rua José Pascowith, no bairro Chácara Everet e teve início por volta de 8h30, durando 40 minutos. O local fica na altura do km 21 da Rodovia Raposo Tavares, no sentido interior. De acordo com a Fundação Casa, um grupo de internos quebrou cadeiras e mesas do refeitório, passando a agredir os monitores. Os próprios funcionários teriam encerrado a confusão, sem a necessidade de chamar a polícia.
A Corregedoria da fundação abriu sindicância interna para apurar como começou o fato e quem realmente estava envolvido. Na unidade, segundo a assessoria de imprensa, ficam 54 adolescentes – a capacidade seria para 56 garotos. Ali, funciona o que a Fundação Casa chama de modelo pedagógico contextualizado, que permite ao interno adquirir o benefício de passar o fim de semana com a família em casa à medida que avança etapas dentro da instituição, como bom comportamento.

fonte: http://www.gazetadopovo.com.br

”#Onda vermelha” dá impulso a candidatos do presidente

Análise: José Roberto de Toledo – O Estado de S.Paulo

Cruzamentos da pesquisa Ibope mostram que a “onda vermelha” que empurra Dilma Rousseff começa a molhar os pés dos outros candidatos apoiados pelo presidente Lula. Em São Paulo, Aloizio Mercadante (PT) cresceu nove pontos e chegou a 23% das intenções de voto para governador.

Mercadante está longe de Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 47%. Mas a comparação com a eleição de 2006 indica evolução mais rápida do petista. Há quatro anos, nessa fase da campanha, ele tinha 18%, contra 46% de José Serra (PSDB). O crescimento de Mercadante se deu principalmente entre os eleitores de Dilma (ele foi de 31% para 46% nesse grupo) e entre os que acham o governo Lula ótimo ou bom (foi de 17% para 29%).

Ainda em São Paulo, os candidatos da coligação apoiada por Lula lideram a corrida pelas duas vagas no Senado: Marta Suplicy (PT) e Netinho (PC do B). Embora este último esteja tecnicamente empatado com Orestes Quércia (PMDB), ele cresceu e o adversário não.

No Distrito Federal, o candidato de Lula, Agnelo Queiroz (PT), empatou com Joaquim Roriz (PSC). Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos (PSB) ampliou em mais 13 pontos a sua vantagem sobre o principal adversário.

No Rio, o aliado de Lula, o governador Sergio Cabral (PMDB), mantém 42 pontos de dianteira sobre o rival Fernando Gabeira (PV). A novidade é que o candidato lulista ao Senado, Lindberg Farias (PT) chegou a 24% e encostou em Marcelo Crivella (PRB), que caiu de 37% para 30%.

A exceção é Minas Gerais, onde o ex-ministro Hélio Costa (PMDB) agora divide a liderança com o herdeiro político de Aécio Neves, Antonio Anastasia (PSDB). Entre os mineiros, parece prevalecer a aliança informal “Dilmasia”.

Na Bahia, o governador Jaques Wagner (PT) ampliou sua vantagem e agora pode ser reeleito ainda no primeiro turno, segundo o Ibope.

Os candidatos de sua coligação ao Senado aumentaram suas chances de vitória. Agora, Lídice da Matta (PSB) cresceu de 25% para 32% e está tecnicamente empatada com Cesar Borges (PR), que foi de 38% para 35%. E Walter Pinheiro (PT) também cresceu, de 23% para 29%.

Veja, Lula e Software Livre (Ricardo Bánffy).”Não se deve usar uma motosserra para fazer o trabalho de um bisturi.”

por Ricardo Bánffy — última modificação Nov 19, 2008 07:30 PM
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Por que a Veja não entende o software livre

Neste domingo, eu levei um susto.

Eu não confio cegamente na cobertura jornalística de ninguém – jornalistas são humanos e, como tal, estão sujeitos a falhas ocasionais. Essas coisas acontecem. Uma publicação de grande circulação (e grande orçamento) pode se servir de uma boa equipe editorial que não vai deixar a peteca cair – não vai deixar o jornalista errar. Ao menos não demais.

Uma história interessante é a do “boimate”: um dos mais engraçados – e constrangedores – episódios do jornalismo científico brasileiro. Essas coisas acontecem quando um jornalista (hoje ele é diretor de redação da Veja) se vê obrigado a cobrir um assunto do qual não entende absolutamente nada. Engenharia genética já foi um desses assuntos.

Software Livre é outro assunto que faz muitas vítimas.

A maioria delas cai sem saber o que a atingiu. Elas simplesmente não entendem o que é essa coisa.

Eu não quero explicar, de novo, o que é Software Livre. O pessoal da Free Software Foundation é muito melhor nisso do que eu. Eu prefiro me focar em algumas das coisas que, parece, as pessoas não conseguem entender:

  1. Software Livre não quer dizer software grátis. Se você quer usar um programa livre como está, ótimo para você. Se quiser encomendar uma alteração, personalização ou qualquer outra coisa que tome tempo e recursos, vai ter que pagar por isso. Vai receber de volta um programa licenciado para você como Software Livre, com todas os direitos e deveres que isso implica (basicamente – me perguntam sempre – você pode vendê-lo pelo preço que quiser, mas sob a mesma licença e com código-fonte). É verdade que alguns programas livres famosos são distribuídos sem custo (Firefox, várias distribuições de Linux), mas as licenças não obrigam isso. Ou seja – você pode ganhar dinheiro fazendo Software Livre do mesmo jeito que a maioria das empresas de software ganham – desenvolvendo algo pra alguém.
  2. Software Livre também não quer dizer software não comercial ou software feito por amadores. Meu servidor de aplicações preferido, o Zope é livre. Zope é mantido por uma empresa, com bonitos escritórios em um lugar legal, telefonistas e tudo o mais que você iria esperar de uma empresa típica do ramo. É um produto muito elegante, bem-acabado e extremamente estável. O JBOSS é mantido por outra empresa, que, aliás, foi comprada pela Red Hat. MySQL idem. Outros produtos são mantidos por entidades que recebem doações (em equipamentos, dinheiro ou pessoal) de empresas que dependem dele. Os servidores que operam o kernel.org foram doados pela HP.
  3. Também não quer dizer que ele venha “desmontado” e que precise de um especialista altamente qualificado para fazê-lo funcionar. Instalar um Ubuntu é simples. Instalar um Fedora é mais simples ainda (embora eu ache ele um pouco menos funcional que o Ubuntu). Se você não conseguir, devia procurar um médico. Os dois (e não são os únicos) são mais fáceis de instalar do que um Windows XP em um PC recente. Uma vez de pé, instalar software costuma ser trivial. Compartilhar arquivos e impressoras pode ser feito sem nem mesmo deixar o conforto (ou “andador”) do ambiente gráfico. Na primeira vez em que instalei um anti-spam (foi no nosso servidor de e-mail), eu levei mais ou menos 20 minutos, divididos entre ler dois textos documentando o processo, instalá-lo com um único comando (sim – eu uso linha de comando) e fazendo mais duas alterações em dois arquivos que configuram outras coisas que trabalham junto com ele (fazendo como mandavam os textos). Se eu fiz, você pode.
  4. Software proprietário (Windows, Exchange, SQL Server, Oracle RDBMicrosoft, SAP, Notes, por exemplo) também não quer dizer necessáriamente software caro (ou mesmo pago – Opera é de graça e não é livre) ou que seja fácil de instalar ou manter feliz (me mostre uma empresa que tem um Exchange sem administrador e eu mostro alguém que, volta e meia, fica sem e-mail). Me mostre um banco de dados Oracle (ou SQL Server) sem DBA de plantão que eu mostro um banco de dados que, mais dia menos dia, fica sem seus dados.
  5. Software proprietário também não quer dizer software que funciona. Eu fui usuário de vários programas proprietários (alguns bem caros) e posso dizer que muitos deles não estavam prontos nem para testes públicos. E não adianta tentar receber seu dinheiro de volta, porque aquele termo de uso com o qual você concorda quando clica em “Eu concordo” dizia, provavelmente, algo como “o produto pode não servir para o que você queria e, se ele arruinar sua empresa, a culpa foi só sua”. Eu sempre achei muito engraçado um antigo cliente que, durante as trocas de horário de verão ficava com metade dos micros em um horário, a outra metade em outro. Era impossível usar o Outlook para marcar reuniões sem confirmar pelo telefone.
  6. Defensores do Software Livre não são contra a Microsoft. Eu gosto muito do Natural Keyboard e dos mouses deles. Dizem que os joysticks são muito bons também. O Windows é feio e limitado, mas muita gente parece feliz com ele (“milhões de Lemmings não podem estar errados”). O que somos contra é o abuso de um monopólio para criar outros (coisa que, normalmente, as leis também não permitem). Não queremos puní-la pelo seu sucesso, mas lembrá-la que monopólios estão sujeitos a algumas regras e uma delas é não extendê-lo a outras áreas. A Microsoft tem, para todos os efeitos práticos, o monopólio dos sistemas operacionais para desktop e, por isso, não tem o direito de extendê-lo para, por exemplo, navegadores de web (eles destruíram esse mercado ao incorporar o IE ao Windows), tocadores de mídia (com o Media Player), mensagens instantâneas (Windows Messenger é embutido em todo Windows) ou venda de música on-line (coisa que eles ainda não tentaram com a necessária determinação). Como têm muito mais dinheiro que seus competidores, eles podem se dar ao luxo de sustentar prejuízos por anos em um mercado apenas para expulsar a competição dele. Isso pode parecer bom à primeira vista (todos gostam de ter brinquedos novos a preços baixos), mas, no fim, quando a competição no segmento acabar, quem perde são os consumidores. O aumento de custo nas licenças profissionais do Windows é talvez um sintoma da falta de competição no segmento.
  7. Nem tudo que não é Windows é Software Livre. Tem um pessoal que acha que, só porque não é Windows (ou só porque parece Unix), é livre. Isso não é verdade. MacOS X não é Windows e é proprietário (ainda que alguns pedaços livres). Solaris tem seu código aberto, mas não é considerado livre pela Free Software Foundation. HP-UX (que roda em servidores da HP) e AIX (roda em servidores IBM), idem. Symbian (que roda em quase qualquer telefone que vale a pena comprar) é bastante proprietário também.

Mas vamos à minha motivação principal.

O Artigo

O artigo peca por associar o Software Livre ao governo atual. É correto afirmar que a adoção de Software Livre é uma bandeira para o governo Lula, mas afirmar que o governo Lula seja uma bandeira para os proponentes e defensores da adoção do Software Livre é… desconfortável.

Não somos todos petistas. Não somos todos funcionários públicos. Nem estudantes.

Há muito Software Livre na iniciativa privada. Provedores de acesso e de hospedagem são grandes usuários. Isso quer dizer que, muito provavelmente, você é um usuário, mesmo que nem saiba. Muitas empresas estão descobrindo que sua infra-estrutura ficou mais barata e mais confiável com ele. Super-computadores usam. Qualquer um que precise de uma dose extra de flexibilidade vai acabar optando por ele, cedo ou tarde. Quanto mais cedo fizer, mais cedo colhe os frutos.

Quando o artigo diz que “A posição (de oposição à Microsoft) está baseada, em parte, na desconfiança ideológica” ele esquece que um governo não deveria mesmo depender de um único fornecedor, sob pena de comprometer a lisura dos processos de licitação – todos os concorrentes estariam oferecendo exatamente a mesma que, no final, beneficiaria um único fornecedor. A única variação seria a margem de lucro dos participantes, que pode ser controlada pelo fornecedor dando descontos diferenciados e, com isso, selecionando quais parceiros ganham e quais perdem que licitação. A longo prazo, isso quer dizer que o fornecedor final pode selecionar quais parceiros sobrevivem e quais não.

O artigo também peca quando diz que o uso de Software Livre “Na prática, talvez seja um problemão, sobretudo se o uso se transformar em obrigação”. Seria um problema maior obrigar o uso de software proprietário. A chave, aqui, são os formatos de dados. Se o governo usar programas como os da família Office (que gravam os dados de maneiras que só a Microsoft conhece), nenhum outro programa será capaz de ler esses dados de forma completa (leituras parciais são possíveis, normalmente). Ao fazer isso, o governo obrigaria os cidadãos a “pagar pedágio” para a Microsoft se quiserem ler os arquivos ou, em último caso, usar uma cópia pirata (imagine… o governo incentivando o crime). Se você precisa de Internet Explorer para usar uma aplicação do governo, não tem outro modo de usá-la que não com Windows. Se, por outro lado, o site não funcionar com IE, mas funcionar com, digamos, Firefox, usuários de Windows podem instalá-lo livremente e usar o site – ninguém é excluído dessa forma. Quando o software “obrigatório” (e ninguém aqui falou em obrigar ninguém a nada) é livre, qualquer um pode escrever (ou contratar alguém para isso) programas que leiam esses dados. A liberdade de escolha só é limitada com a escolha de software proprietário.

“Foram feitas versões em código aberto do programa de imposto de renda on-line e do portal de compras públicas ComprasNet. O resultado foi tão ruim que os dois programas continuam funcionando no sistema Windows.”. Não sei em que planeta o articulista mora. Eu fiz meu terceiro IR seguido usando a versão para Java do programa da Receita sem maiores problemas. O ComprasNet é bom e hoje ele funciona, mas eu conheço pessoas diretamente envolvidas com ele e eu ouço histórias de atrasos, retrabalhos e todo tipo de problema por conta, entre outras coisas, da plataforma Windows que vai por baixo dele. Não podemos saber o que aconteceria se a Vesta tivesse usado Software Livre em vez de Windows, mas, certamente, não podemos dizer que a coisa “simplesmente funcionou”.

E, já que estamos falando nisso, nem o programa da Receita, nem o Java, podem ser classificados como livres. O único progresso é não ser apenas para Windows. Isso fez com que os que não compram os produtos de Redmond não fossem mais considerados cidadãos de segunda classe. É pouco, mas é um começo.

Em alguns pequenos pedaços em que ele calça a jaca: “Em São Paulo, já é possível preencher o boletim de ocorrência policial pela internet”. Não é todo cidadão que pode. Antes de poder fazer isso, você precisa comprar um Windows. Precisa, porque o site só funciona com Internet Explorer. E eu pago meus impostos. Só não pago pedágio para a Microsoft.

O artigo de vez em quando até diz a verdade. Algumas iniciativas do governo são particularmente desastradas, de fato. Se emprestar urnas eletrônicas ao Paraguai impediu que os fabricantes locais pudessem vendê-las, foi burrice. Também acho uma pena que a Vesta tenha perdido uma venda ao governo boliviano por conta do nosso governo ter dado de presente um sistema equivalente.

O que o artigo esquece de mencionar, eu acho, é o mais importante de tudo. São os benefícios que uma adoção responsável e competente do Software Livre pelo governo trariam.

Eu posso citar alguns.

Benefícios para a Economia

Quando você compra um Windows, você gera empregos. Mas gera empregos em Redmond e sub-empregos em Bangalore. Gera alguns aqui, é verdade, mas bem menos do que poderia.

Se, por outro lado, você usar um Linux (eu recomendo Ubuntu), vai poder pegar o dinheiro que pagaria nas suas licenças em empregá-lo em outras coisas. Vai poder, de repente, comprar computadores um pouco melhores ou pagar treinamento para sua equipe. Trocar as cadeiras do escritório ou consertar o ar-condicionado. Vai poder investir em coisas que aumentem a produtividade ou o lucro. Tudo o que você deixou de gastar, vai poder aproveitar em outras coisas.

No caso do governo, eu acredito que a possibilidade de capacitar mão de obra local deve pesar bastante. É isso que acontece quando o governo investe nele. É isso que não acontece quando o governo gasta com software proprietário feito fora daqui.

Segurança

Auditar código (examinar “seu DNA”) é fundamental para garantir de que um programa faz aquilo que ele se propõe a fazer. A Microsoft abre o código do Windows para grandes clientes e governos. Mas quem me garante que o código que foi visto é o mesmo que está nos CDs que ele comprou e que estão rodando em suas máquinas? Se isso é importante em uma empresa privada, com um governo, isso é fundamental.

Eu já contei antes a história do mais produtivo espião americano da Guerra Fria. Para quem não leu, esse espião era uma copiadora instalada na embaixada soviética em Washington. Essa copiadora tinha sido comprada nos EUA, de um fornecedor americano e tinha um contrato de manutenção no qual, de tempos em tempos, um técnico vinha e “dava uma geral” na máquina. Os soviéticos nunca se preocuparam em saber mais sobre ela, afinal, era apenas uma copiadora.

Dentro da copiadora havia uma camera que microfilmava todos os originais que eram copiados ali. De tempos em tempos, vinha o técnico para trocar o toner, limpar as engrenagens e trocar o filme da camera.

É irresponsável usar software não auditável para processar informações sensíveis. Qual é a punição se prontuários médicos de um plano de saúde vazarem por terem sido manipulados de forma negligente? No caso de um governo, se já não for, deveria ser crime.

Círculo Virtuoso

Cada programa que o governo licenciar como Software Livre beneficia toda a população. Beneficia porque qualquer um que se interesse pode ter acesso aos seus códigos, estudá-los e aprender com eles. Beneficia porque esses pedaços disponibilizados podem ser usados como componentes em outros programas novos. A indústria local de software pode usá-los e construir coisas mais complexas usando esses componentes. Reinventar a roda é ruim. Ganhar uma caixa delas é ótimo.

Imagine se os formatos dos dados do programa de imposto de renda fossem públicos ou se esses componentes dos programas dela fossem licenciados como livres. Poderiam existir outros programas além daqueles que a Receita fornece. Você poderia exportar sua declaração de dentro do seu programa de controle de finanças com o apertar de um botão. Um pequeno contador poderia fazer declarações on-line para mais pessoas. Poderia cobrar menos ou ganhar mais.

E, se houvesse um erro que os programadores do governo não viram, outros poderiam oferecer correções (ou mesmo apenas avisar do problema). Coisas assim acontecem todos os dias com Software Livre e são um dos motivos para ele ser usualmente mais seguro do que seus pares proprietários.

O Soco-Inglês

Eu entendo que a Veja tenha a posição editorial firme de não gostar de Lula. Eu também não gosto dele. Mas, se é pra criticar este governo, acho que dá pra ser mais específico e direcionado. Alvos melhores não faltam. Não se deve usar uma motosserra para fazer o trabalho de um bisturi.

E me aborrece quando alguém sem credenciais para sequer debater o assunto insinua que os modelos e produtos que eu uso e recomendo aos meus clientes sejam, de alguma forma, inferiores aos similares proprietários.

Os Fins e os Meios

O universo da tecnologia da informação está passando por uma série de transformações radicais. De metodologias novas a linguagens mais sofisticadas, tudo está mudando muito rápido.

Nenhuma mudança é, a meu ver, mais significativa do que essa que acontece na própria forma como o software é produzido. O modelo de competição e progresso lento está sendo substituído por um modelo de cooperação em que o progresso pode ser tanto mais veloz quanto menos custoso. É um modelo em que toda a indústria pode cooperar em projetos de interesse comum e usá-los para viabilizar novos produtos mais avançados mais depressa e de forma mais integrada do que em qualquer momento anterior.

Essa mudança transcende fronteiras e governos. Embora governos possam ajudar (e atrapalhar, com as leis erradas), essas transformações estão acontecendo e vão acontecer, com ou sem ajuda.

Já era hora.

© Ricardo Bánffy

Lula: Participação popular na democracia se tornou método de gestão do Estado

 

O Brasil tem que investir sim na sua infraestrutura, mas sem descuidar jamais da infraestrutura do ser humano – e essa sempre foi a diretriz básica do governo, desde os primeiros dias da primeira gestão, iniciada em 2003, e explica em boa parte o seu sucesso.

Segundo afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (25) na plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) realizada em Brasília, mais do que governo, é preciso cuidar do povo.

“Os que ainda desconfiam da participação popular e os que ainda desdenham dessa dimensão do desenvolvimento são os mesmos que torceram o nariz quando batizamos o nosso primeiro programa social com uma palavra até então vetada no vocabulário de certas elites brasileiras – a palavra fome. Ao lançarmos o Fome Zero, em janeiro de 2003, choveram criticas às políticas sociais voltadas para o combate à desnutrição e ao fortalecimento da agricultura familiar, pois dizia-se que a fome era uma questão menor na agenda nacional, que não deveria ser transformada em política de Estado”, disse Lula.

Lula, que durante a solenidade assinou decreto instituindo a Política e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional no País, aproveitou a solenidade para reforçar o compromisso do seu governo com a participação social, que deixou de ser um simples adereço da democracia para se tornar de fato um método de gestão do Estado brasileiro. Com a participação popular na elaboração das políticas públicas, afirmou o presidente, foi semeada e fortalecida a cultura democrática no País.

“Aos poucos ela emerge e se consolida, e faz isso com uma força capaz de enfrentar e vencer todas as nossas vulnerabilidades. O mais importante é que essa mobilização conta com consciência própria, capaz de decidir o seu destino, sem subordinação.

Lula ressaltou ainda que a injustiça social só será superada pela vontade coletiva da Nação, quando o bem-estar individual encontrará contrapartida no bem-estar de todos. Para ele, as políticas sociais são indissociáveis da retomada do desenvolvimento econômico e do fortalecimento da autonomia do povo”, afirmou.

“A fome não leva nenhum ser humano à revolução, a fome leva a humanidade à submissão, porque a pessoa com fome é tangida para onde quer que ela seja tangida, e ela não tem praticamente nem poder para se mobilizar. Somos nós que temos que ir atrás das pessoas necessitadas e dizer que o Estado brasileiro existe”,. enfatizou Lula.

Ibope dá 60 pontos de diferença entre Dilma e Serra no Maranhão

Eveline Cunha
Direto de São Luís

A candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, aparece com o maior índice de intenção de voto na primeira pesquisa realizada pelo Ibope para as eleições no Maranhão, 60 pontos à frente do segundo colocado, José Serra, do PSDB. A petista tem 73% da preferência do eleitorado maranhense, enquanto o tucano tem 13%. Marina Silva (PV) segue em terceiro lugar, com 6%.

Dos demais candidatos, apenas Zé Maria (PSTU) que tem na chapa para vice a maranhense Claudia Durans pontuou, sendo citado por 1% eleitores pesquisados pelo instituto no Maranhão. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Para o governo, Roseana Sarney (PMDB) que tem o apoio do presidente Lula e de Dilma, aparece na frente com 47% das intenções de voto; Jackson Lago (PDT) que apoia Serra, tem 25%; Flávio Dino (PCdoB) que declarou votar na candidata do PT, tem 13% e Marcos Silva (PSTU), 1%. Os demais candidatos não pontuaram.

Na corrida para o Senado, os dois candidatos da coligação de Roseana Sarney aparecem na frente. O ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), tem 39%, e seu companheiro de chapa, o atual vice-governador João Alberto (PMDB), 28%. José Reinaldo (PSB) aparece com 16%; Edson Vidigal (PSDB), 10%, seguido por Roberto Rocha (PSDB) com 7%. Luiz Noleto (PSTU) tem 2%, Charles Vieira (PCB), Paulo Rios (Psol) e professor Adonílson (PCdoB) estão empatados com 1%. Claudicea Durans (PSTU), irmã da candidata a vice presidente da República, não pontuou.

Encomendada pela TV Mirante (de propriedade da família Sarney), a pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 26 de agosto, com 1.204 entrevistados em todo o Estado, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 21 de agosto de 2010, sob o número 25634/2010, e no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), sob o número de 31301/2010.

Fonte: Portal Terra

A maior batalha dos últimos anos, a luta contra a crise global, que marcou definitivamente a consolidação da candidatura Dilma e o esvaziamento da José Serra.

O vídeo definitivo sobre a grande crise de 2008. Um trabalho soberbo desse jorbacdc, mostrando a maior batalha dos últimos anos, a luta contra a crise global, que marcou definitivamente a consolidação da candidatura Dilma e o esvaziamento da José Serra.
Por jorbacdc, no Youtube
August 24, 2010
Este vídeo traça uma cronologia da crise mundial (2008-2009) sob a ótica da imprensa brasileira e da oposição ao governo Lula, do PT.

Com pouco mais de 9 minutos de duração, o vídeo traz também uma resposta aos que não entendem como o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) conseguiu quebrar o Brasil três vezes, a despeito de ter liquidado quase todas as estatais lucrativas.

Pois, ao que parece, os “economistas PhDs” do PSDB não conseguem enxergar além das “receitas importadas” dos seus gurus neoliberais internacionais. E no meio do “efeito manada”, o economista (?) José Serra disparou a dar entrevistas em que apontava os “graves erros” que a equipe econômica do governo Lula estava cometendo para tentar superar a crise, pois “ia na contramão” das medidas adotadas pelas grande potências mundiais que, segundo Serra, “eram as únicas soluções possíveis”.

E o vídeo aponta as “medidas” e as contradições de José Serra ante a crise quando ele ainda era governador do Estado mais rico da Federação.

Ao economista (?) José Serra (e a todos os demais “especialistas” da direita conservadora do Brasil) parece faltar a ousadia, a sensibilidade e a criatividade mostradas pelo governo do PT para superar as falhas graves, como a crise financeira mundial e a desigualdade social de um grande país que, definitivamente, não deve ficar importando “receitas de bolo” estrangeiras para superar as dificuldades internas.

O vídeo mostra também de que forma a grande imprensa brasileira (que se popularizou na blogosfera como “PIG”) exerceu um papel totalmente antipatriótico. Pois que, no furor para destruir a imagem de Lula, “importou’ a crise e trouxe graves consequências ao Brasil, onde a crise poderia ter batido de forma mais suave se não fosse o alarmismo dos empresários que, pelos noticiários da imprensa, resolveram erroneamente demitir funcionários.

Em tempo: a imprensa brasileira foi a única do mundo (daqueles países que não tinham nada a ver com a crise) que expôs com destaque e sensacionalismo a crise econômica mundial. A abordagem alarmista foi ainda pior do que aquela mostrada pela imprensa norte-americana ou europeia.

acesse aqui: http://www.mobilizacaobr.com.br/profiles/blogs/a-guerra-que-decidiu-as?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

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