Tracking Vox/Band/iG: Dilma mantém 55% dos votos válidos cenário da disputa permanece estável na medição diária realizada pelo instituto

A três dias da ida às urnas, cenário da disputa permanece estável na medição diária realizada pelo instituto

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo

Faltando apenas três dias para as eleições, o cenário da disputa presidencial permanece estável, dando à candidata do PT, Dilma Rousseff, 55% dos votos válidos no tracking Vox Populi/Band/iG. A conta, que exclui os votos nulos e em branco, mantém a perspectiva de uma vitória da petista ainda no primeiro 1°turno, segundo o Vox Populi. Se a eleição fosse hoje, o tucano José Serra teria 29% dos votos válidos e a candidata do PV, Marina Silva, 13%.

Para vencer no primeiro turno, a candidata do PT precisa obter 50% dos votos válidos mais um.

Quando é analisado o total de intenções de voto, Dilma continua com 49%, mesmo patamar registrado nos últimos cinco dias. O candidato do PSDB, José Serra, aparece na segunda colocação, mantendo 26% da preferência do eleitorado, mesmo índice registrado na medição de ontem.

Marina também continuou com 12% das intenções de voto na medição de hoje, mesmo patamar do dia anterior. Os outros candidatos, juntos, alcançaram 1% dos entrevistados pelo instituto. Ainda segundo o Vox Populi, 4% dos entrevistados pretendem votar em branco no próximo domingo e 8% se declaram indecisos.

Cenário regional

No atual cenário, Dilma mantém dez pontos de vantagem em relação à soma de todos os adversários. O melhor cenário para a candidata petista é o Nordeste, onde ela tem 64% das preferências – contra 18% de Serra e 7% de Marina.

No Sudeste, onde Dilma chegou a ter 48% das intenções de voto há dez dias, o índice chega agora a 42%. Ela oscilou um ponto percentual positivo em relação a ontem, tirando um ponto da candidata do PV, Marina Silva, que oscilou de 16% para 15%.

O maior avanço de Dilma na comparação com a medição de ontem foi no Sul, onde ela passou de 46% para 49%, oscilando além da margem de erro. Nessa mesma região Serra passou de 36% para 32% e Marina se manteve com 6%.

O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. A pesquisa é registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 27.428/10.

Supremo aprova ação do PT: eleitor só precisará de um documento para votar

Camila Campanerut
Do UOL Eleições
Em Brasília

  • Plenário do Supremo Tribunal Federal

Plenário do Supremo Tribunal Federal

Por oito votos a dois, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) aprovaram, nesta quinta-feira (30), a Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) apresentada pelo PT, pedindo que a Suprema Corte negasse a decisão da Justiça Eleitoral de cobrar do eleitor, no dia da votação, a apresentação do título de eleitor e de um documento de identidade com foto.

Com a decisão, o eleitor não é mais obrigado a levar dois documentos para votar, ou seja, de porte de apenas um documento com foto é possível votar; só com o título de eleitor, não.

O que ficou decidido

Para votar: É obrigatório documento de identificação
com foto

– Só o título de eleitor não será aceito

Em seu voto, a ministra-relatora do caso, Ellen Gracie, ponderou que a dupla documentação era “desnecessária”. “Entendo que não é cabível que coloque como impedimento ao voto do eleitor (…) [Assim] a ausência do título de eleitor não impediria o exercício do voto”, detalhou a ministra, que teve apoio dos ministros José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.

Antes da conclusão da decisão, a ministra frisou que com a decisão o documento “não se torna inútil”, apenas dispensável. “Quem trouxer o título, será atendido com mais celeridade (…) Segue-se exigindo ambos os documentos, mas a ausência do título não impede o direito de votar”.

Na ação, o Partido dos Trabalhadores também afirmava que a retirada do direito de votar pela ausência do título acabaria “por cassar o exercício da cidadania do eleitor”.

Os votos contrários à decisão foram do ministro Gilmar Mendes e do presidente do STF, Cezar Peluso. Mendes pediu vista nesta quarta-feira (29), adiando a decisão sobre o tema para hoje.

A argumentação contrária de Mendes é que “uma liminar a três dias da eleição” seria um fator de “desestabilização do processo eleitoral”.

Já Peluzo, contrariado por fazer parte da minoria, disse: “acabou de ser decretada, a partir de hoje, a abolição do título eleitoral”.

Vale lembrar
O prazo para a solicitar a segunda via do título de eleitor termina nesta quinta-feira. O pedido pode ser feito em qualquer cartório eleitoral, mesmo se o eleitor estiver fora do seu domicílio eleitoral.

Para as eleições deste ano, 135.804.433 brasileiros estão aptos a votar para presidente, governador, senador, deputado estadual, federal e distrital, segundo o TSE.

Peru ordena fechamento da fronteira com o Equador

AE – Agência Estado

O presidente do Peru, Alan García, anunciou hoje à tarde o fechamento da fronteira de seu país com o Equador e disse que todo o comércio bilateral ficará suspenso até que a ordem seja restaurada na nação vizinha. A declaração de García, divulgada pelo palácio presidencial peruano, veio à tona pouco depois de o Equador ter decretado estado de emergência por conta de um amotinamento de policiais e militares insatisfeitos com planos governamentais de cortes de benefícios.

Policiais e militares da Força Aérea equatoriana entraram em greve hoje e começaram os protestos contra o governo após o Congresso ter aprovado uma lei que pode afetar os benefícios a policiais e militares. As manifestações rapidamente se alastraram para outras regiões do país, levando a bloqueios nas rodovias, tumultos, saques nos supermercados e roubos a bancos.

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse que os protestos são uma tentativa da oposição de desestabilizar o seu governo. Ele afirmou que uma tentativa de golpe de Estado está em curso. Correa deu as declarações de um hospital, para onde foi levado após ter inalado gás lacrimogêneo enquanto tentava falar com policiais em greve. Logo após os comentários dele, o governo equatoriano declarou estado de emergência. As informações são da Dow Jones.

Equador: Correa acusa oposição de tentar derrubá-lo com golpe de Estado

Presidente diz considerar dissolução do Congresso em meio a protestos de militares

QUITO – O presidente Rafael Correa acusou nesta quinta-feira, 30, setores da oposição ligados ao ex-presidente Lucio Gutierrez de tentar derrubá-lo com um golpe de Estado. Militares e policiais tomaram quarteis, o aeroporto internacional de Quito e o Congresso em protestos contra uma reforma aprovada pela Assembleia Nacional que retira benefícios das forças de segurança. 

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“É uma tentativa de golpe de Estado da oposição e são certos grupos infiltrados nas Forças Armadas e na Polícia que sempre estiveram lá, basicamente grupos da Sociedade Patriótica”, disse Correa referindo-se ao partido de Gutierrez.

“É claríssimo de onde vem essa tentativa de desestabilizar o país. É impressionante ainda a covardia. Eles vêm com máscaras, golpeiam e jogam bombas de gás lacrimogêneo contra o presidente”, denunciou o presidente.

Correa ainda acusou os militares de tentarem invadir o seu quarto do hospital, para onde foi levado após uma bomba de gás atingi-lo na perna. “Estão tentando invadir aqui, o meu quarto. Se algo acontecer comigo, a responsabilidade é deles. Eu só queri dizer que meu amor pelo país é infinito”, disse.

O presidente ainda confirmou que considera dissolver o Congresso. Segundo a nova Constituição equatoriana, aprovada há dois anos, o presidente pode declarar impasse político e solicitar ao Judiciário a dissolução do Parlamento para resolvê-lo.

Centenas de pessoas se reuniram nesta em frente ao palácio presidencial de Carondelet, em Quito, para apoiar Correa ante os protestos. Os manifestantes agrediram cinco agentes policiais em frente ao palácio. Os oficiais, porém, não protestavam e apenas acompanhavam autoridades governamentais, segundo testemunhas.

A manifestação que reuniu partidários de Correa ocorre em reação aos protestos que centenas de policiais e militares que ocuparam um dos principais quartéis e o aeroporto internacional de Quito.

Aos gritos de “Correa, amigo, o povo está contigo”, centena de pessoas expressaram seu apoio ao chefe de Estado, que foi ao quartel ocupado em Quito e advertiu os militares que não cederia e não desistiria das reformas.

O presidente Rafael Correa propôs ao Congresso uma lei de austeridade para diminuir a burocracia estatal e cortar privilégios de alguns setores do funcionalismo. Deputados do próprio partido do presidente, a Aliança para o País, são contrários à reforma.

Dissolução do CongressoNo final da noite de quarta-feira, a ministra de Políticas de Governo , Doris Solis, disse que Correa poderia solicitar a dissolução do Congresso à Suprema Corte para dissolver o Congresso.

Segundo a nova Constituição equatoriana, aprovada há dois anos, o presidente pode declarar impasse político e solicitar ao Judiciário a dissolução do Parlamento para resolvê-lo.

“É um cenário que ninguém quer, mas é uma possibilidade, quando as condições para a mudança não existem”, disse Doris.

Novo Datafolha, votos válidos: Dilma 52% X Serra 31% X Marina 15%

Redação Carta Capital 30 de setembro de 2010 às 9:30h

Instituto divulga segunda pesquisa em 48 horas e revela aumento da vantagem de Dilma sobre o total dos demais concorrentes

O Datafolha divulgou mais uma pesquisa nesta quinta-feira 30, desta vez em parceria com a Rede Globo.

Em comparação com o seu levantamento do dia 28, considerados apenas os votos válidos (total, menos brancos e nulos), Dilma oscilou positivamente em um ponto (tinha 51%), enquanto que Serra caiu de 32% para 31% e Marina de 16% para 15%, os três dentro da margem de erro. Plínio tem 1% dos votos e os demais não pontuaram.
Ainda estão indecisos 6% dos eleitores, segundo o instituto. Dizem que vão votar em branco ou anular seus votos 3% dos pesquisados.
A petista passa a ter 4 pontos percentuais a mais que a soma dos demais candidatos. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Dilma poderia estar com 50 ou 54% do total de votos válidos. Ela precisaria de 50% mais um voto para vencer a eleição em primeiro turno.

O levantamento foi feito nos dias 28 e 29, com 13.195 eleitores pesquisados em 480 municípios.

Os dados estratificados divulgados pelo instituto revelam que Dilma oscilou positivamente ou se estabilizou em todas as regiões do País e em todas as faixas de renda, a se comparar com a pesquisa de anteontem.

Nas regiões, o melhor resultado de Serra acontece no Sul, com 35% das intenções de voto. Marina tem seu melhor desempenho no Norte/Centro Oeste, com 19%. Dilma ganha em todas as regiões, obtendo seu melhor desempenho no Nordeste, com 59% das intenções de voto.

Na avaliação por faixa de renda, a petista está melhor entre os mais pobres: tem 52% do total de votos entre os que ganham até 2 Salários Mínimos. Serra tem melhor desempenho entre os mais ricos, chega a 42% na faixa superior a 10 S.M.. Marina tem seu melhor resultado entre os que ganham entre 5 e 10 S.M., chega a 25%.
Na hipótese de um segundo turno, Dilma teria 53% dos votos ante 39% de Serra.

O que você acha? Vai ter segundo turno?

Pesquisas internas do PT paulista mostram Mercadante a apenas dois pontos porcentuais de levar a disputa ao segundo turno.

Adriana Carranca , Flávia Tavares – O Estado de S.Paulo

O PT paulista vai concentrar todos os esforços na capital e Grande São Paulo na esperança de levar a disputa ao governo do Estado para o segundo turno. Na avaliação da coordenação de campanha, o candidato petista Aloizio Mercadante tem mais chances de ganhar votos rapidamente no “cinturão vermelho”, onde a maioria das prefeituras está nas mãos do partido.

Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE – Acelerando. Mercadante, Netinho e Marta contarão com o reforço de Lula e Dilma na reta final


Desde as 10 horas de ontem, Mercadante disparou uma série de compromissos, entre caminhadas e carreatas, por cidades no entorno da capital. Animado com a possibilidade de levar a eleição para novembro, quando indagado se tinha propostas específicas para a região de Itapecerica da Serra, Mercadante respondeu: “Hoje só quero falar de campanha.”

A programação começou em Taboão da Serra, seguiu para Embu das Artes, Itapecerica e culminou com um almoço em Cotia. De lá, a comitiva de Mercadante, que contava com Netinho de Paula (PC do B), candidato ao Senado, e Eduardo Suplicy (PT), passaria ainda por Itapevi e Jandira. Assessores do petista afirmaram que eles estão apostando principalmente em carreatas, que atingem mais pessoas do que caminhadas curtas.

Marta Suplicy e Netinho estarão ao lado de Mercadante na maioria dos compromissos. Nestes últimos três dias, o “trio do Lula” percorrerá as principais cidades da região metropolitana – a média prevista é de cinco cidades por dia. A estratégia da reta final inclui dois grandes eventos com o presidente Lula: o último comício da campanha, hoje, em São Bernardo do Campo, e uma “caminhada silenciosa” pelo centro de São Paulo na sexta-feira. A cidade onde Lula se fez politicamente marcará também a sua “despedida simbólica” do cargo de presidente. Dilma Rousseff não está confirmada no comício de hoje, por conta do debate na TV Globo. No sábado. Mercadante e seus escudeiros devem passar ainda por Campinas.

Para reforçar os eventos, a militância dos 11 partidos da coligação, liderada pelo PT, foi convocada para fazer um “porta a porta” nas 39 cidades da região.

Vice. O interior do Estado ficou a cargo do candidato a vice, Coca Ferraz (PDT). Desde o dia 6, o pedetista percorreu 59 cidades paulistas, quase três por dia – de Jaú a Lençóis Paulista, de Lins a Americana, de Araras a São João da Boa Vista, de Amparo a Cruzeiro, de Peruíbe a Araraquara, sua cidade natal. Para a coordenação da campanha, o ex-presidente do PSDB de Araraquara, que deixou o partido para se aliar à coligação petista, tinha mais chances do que Mercadante de abarcar votos do adversário tucano Geraldo Alckmin.

A última agenda no interior foi feita ontem. A partir de hoje, Coca Ferraz também se junta a Mercadante, Lula, Dilma, Marta e Netinho no esforço conjunto na Grande São Paulo.

A confiança dos petistas de levar a eleição ao segundo turno, segundo o coordenador da campanha, Emídio de Souza, vem da “tradição do PT de conseguir uma arrancada” na reta final da campanha. “Veja os casos de (José) Genoino, em 2002, e do próprio Mercadante. Em 2006, ele tinha somente 23% das intenções de voto e chegou a 32% no final. Agora temos uma aliança mais ampla e a imagem do presidente Lula muito mais consolidada. Não tem como não chegarmos ao segundo turno”, disse Emídio.

Pesquisas internas do PT paulista mostram Mercadante a apenas dois pontos porcentuais de levar a disputa ao segundo turno. Se isso ocorrer, e com a possível vitória de Dilma Rousseff já no domingo, o PT nacional promete concentrar todos os esforços para acabar com a hegemonia tucana em São Paulo.

Passageiros andam ‘como sardinha em lata’ em trens de SP

Rede Brasil Atual acompanhou os usuários da Linha 12 – Safira, em horário de pico. Grávidas, crianças e idosos sofrem em trens superlotados
Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Passageiros andam 'como sardinha em lata' em trens de SP Trens trafegam superlotados (Foto: Suzana Vier/Rede Brasil Atual)

São Paulo – Sexta-feira, 6h54 da manhã, mais um trem chega à estação São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. Os bancos da plataforma estão cheios. Dentro dos vagões, a situação não é diferente. Pelas janelas da composição antiga, abertas até a metade, dá para ver os rostos nada animadores de quem está lá dentro. O motorista Vagner Palazolo nem se levanta. Apesar do horário, ele decide aguardar mais um pouco na esperança de um trem mais vazio – é o primeiro de três baldeações que precisa para chegar ao trabalho, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista.

A situação da Linha 12-Safira é característica de passageiros que precisam pegar uma das sete linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na Grande São Paulo. Apenas uma das linhas – a 10-Turquesa (Luz-Rio Grande da Serra) – apresenta menos do que seis pessoas transportadas por metro quadrado em horários de pico. As demais têm até 8,4 passageiros por metro quadrado.

A piora do serviço foi registrada nos últimos 12 meses, segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, em função da expansão das linhas. “Toda vez que a malha é ampliada ou o serviço apresenta melhoras, a demanda aumenta, atraindo novos usuários”, justifica a secretaria. Foram 232 mil pessoas a mais por dia nos trens municipais. O aumento na lotação indica que a capacidade de atendimento foi menor do que a demanda pelo serviço.

Aperto

Na plataforma, quem não tem mais tempo, arma sua estratégia para chegar à estação Brás, região central de São Paulo, onde há integração com o Metrô. “É hora de mirar um porta e torcer para conseguir entrar”, ensina Palazolo. “A gente mira uma porta e aposta nela”, aponta, com o dedo indicador voltado às pessoas que correm para acompanhar a composição que chega.

O trem para. Algumas portas abrem, outras não, mas todas estão lotadas. “O trem vem, mas como e que a gente embarca? Esse é o trem pequeno. Ele abre a porta, mas não tem como entrar e, se você entra, não tem como se mexer”, descreve o motorista. A briga certa, ou com a própria porta, ou com outros usuários. Alguns tentam dificultar a entrada de mais gente, por causa da lotação. “As pessoas estão estressadas, chega aqui e vê essa lotação. Dá briga mesmo”, admite. A composição parte. 

Em dez minutos, uma nova máquina se aproxima. Com a experiência de quem faz o mesmo itinerário há quase dez anos, o motorista decide continuar aguardando mais um trem, mas o horário já está ficando apertado. Mais uma composição chega. Palazolo decidi ir e some, em meio à correria por uma porta vazia. Lá vai o motorista com uma bolsa pequena de mão, onde carrega o uniforme da empresa, que ele torce para não amassar no transporte coletivo.

Homens e mulheres quase se jogam para dentro do trem, caibam ou não no vagão. É como se apostassem na “revogação” da lei da física de que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo. Na última hora, um passageiro tenta embarcar. Um dos pés fica dentro e outro, fora, sobre uma base metálica que serve para reduzir o vão entre o trem e a plataforma. Ele puxa, força, mas não consegue. O tempo passa, e vem o aviso de fechamento das portas. Um segurança ajuda o homem a caber no trem e força a porta a fechar.

Em outro lado, uma mulher não teve a mesma sorte. “É comum ver bolsas ficarem para fora”, comenta a usuária Shirlei Bianca. Desta vez foi o corpo inteiro que ficou fora do vagão. Dois guardas correm, um segura as portas, para mantê-las abertas e outro empurra a mulher para dentro. Só depois que todas as portas estão fechadas, o trem segue, mais cheio do que chegou.

Como ‘sardinha em lata’

Uma jovem de cabelos longos que aguarda nota as pessoas em pé e respira fundo. Atendente de call-center, Adriana de Oliveira está grávida. Quando um novo trem chega à estação, a trabalhadora levanta e escolhe uma porta, mas logo desiste. Decide ir para o início da plataforma, na tentativa de encontrar algum espaço onde possa viajar com mais segurança. “É preciso respirar fundo para entrar nesse trem”, exclama.

Adriana diz que ainda será pior com o andamento da gravidez. “Aí, realmente não sei o que fazer, vou ter de enfrentar, tenho de trabalhar”, indaga. “A gente parece sardinha em lata nesses trens”, compara. Sua nova tentativa tem sucesso e apesar de embarcar em pé, tem algum espaço para se movimentar no vagão.

Sem tirar o pé do chão

Enquanto espera o trem, Cleidiane Silva Reis conta que estava dentro do Metrô que teve problemas na terça-feira (21), e mesmo diante da comoção que o problema causou em toda a cidade, o chefe não compreendeu seu atraso. “Nem todo mundo entende. Meu chefe acha que eu devia ter feito mais, me esforçado mais, para não me atrasar”, descreve.

Ela prevê entrar no próximo trem que chegar à estação São Miguel, porque afinal não pode chegar atrasada. “Lá dentro, a gente tem de aguentar aquele ar quente. Se você entrar com a mão abaixada, depois não consegue levantar, porque não dá para se mexer. É aquela história: se você tirar o pé do chão, não volta mais”, brinca.

Na estação Brás, onde ocorre a interligação com o Metrô, ela explica que é preciso ter mais uma dose de calma, porque vai enfrentar mais espera e dificuldades para embarcar. “São dez ou onze trens para eu entrar. Só indo lá dentro mesmo para ver”, indica a trabalhadora.

Por volta de 7h30, a lotação vai caindo e uma ou duas pessoas conseguem entrar por cada porta, embora os vagões permaneçam lotados. Além de permanecer em pé é preciso ter força nos braços para se segurar no trem.

De terno e viajando no limite entre vagões, Antonio Carlos de Oliveira viaja em pé e dorme, apesar do balanço dos vagões. “Eu aproveito o trem para descansar”, admite. Segundo ele, é preciso aproveitar as duas horas que passa no trem, em seu trajeto de Itaquera até a Mooca, onde trabalha. “É todo dia assim, não muda, então eu prefiro me desligar um pouco para enfrentar o dia”, afirma.

Mãe e filha

A assistente administrativo Rosivania da Silva viaja sentada com a filha Larissa, de 8 anos, deitada no ombro. Nem todo dia é assim. Conseguir um lugar nos trens que ligam a região metropolitana a São Paulo, em geral, depende muitas vezes de estratégias que demandam mais tempo ainda no transporte coletivo.

Rosivania, por exemplo, mora no município de Itaquaquecetuba e apesar de contar com uma estação de trem na cidade, onde ela poderia embarcar diretamente para a capital paulista, ela prefere embarcar no sentido contrário para, no ponto final, fazer a baldeação e seguir na direção necessária. “A gente pega o trem em Calmon Viana para voltar sentada, senão fica até perigoso para minha filha”, explica.

Na semana, Larissa já tinha sofrido dois acidentes, um empurrão e uma cotovelada de outros passageiros. “A lotação é tanta que chega a machucar a menina”, condena a mãe. No final da tarde, no retorno para casa, quando a menina não consegue lugar para sentar, “vai dormindo sentada no chão do trem”, revela Rosivania. Larissa acompanha a mãe para o trabalho desde os dois anos de idade. “Antes não tinha com quem deixar e agora ela estuda em São Paulo”, explica. 

Segundo a assistente administrativo, é comum o trem quebrar durante o percurso, o que obriga os usuários a saírem do transporte e caminharem na linha. “A condução é cara e quebra muito”. “O governo colocou trem novo, mas tirou os antigos, aí não adianta”, analisa a trabalhadora que passa cerca de três horas diárias dentro dos trens da CPTM.

Mais uma viagem terminada, Larissa desperta no Brás. Por sorte, conseguiram viajar sentadas. Rosivania passou a viagem ouvindo música e acariciando o rosto da filha em seu ombro. A estudante adormeceu e acordou várias vezes no vai e vem da máquina nos trilhos. Ainda não chegaram ao destino final. Para evitar a lotação na transferência para o Metrô no Brás, as duas embarcam em um novo trem para a Luz, onde ela trabalha e a filha estuda.

No último trem da manhã, não há lugares disponíveis. Larissa improvisa. Corre para um lugar vazio, mesmo longe da mãe e senta no chão, sorrindo para a mãe perceber onde está. “É triste ver a filha da gente dormindo no trem, mas ela até está acostumada, não reclama. A vida da gente é mesmo difícil”, reflete Rosivânia. Larissa já abaixou a cabeça e tenta mais uma soneca antes de chegar na Luz e o dia de trabalho e estudo começar para as duas. Quando chegam, torcem para que o resto do dia seja bom.

Campanha de Hélio Costa divulga carta de Lula para ajudar peemedebista e Patrus Ananias em MG

 

FERNANDA ODILLA
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

Às vésperas das eleições, a campanha de Hélio Costa (PMDB) ao governo de Minas Gerais tenta reforçar a ligação do peemedebista com o presidente Lula. Para recuperar a liderança nas pesquisas eleitorais e conquistar eleitores, a campanha enviou nessa semana carta assinada por Lula pedindo aos belohorizontinos votos em Costa.

No texto, Lula elogia o desempenho do peemedebista e do candidato a vice, Patrus Ananias (PT), que fizeram parte de seu governo. O presidente segue a principal bandeira da campanha e afirma que seus aliados terão um governo voltado para o social.

Lula afirma que Costa é “um homem sério, preparado e preocupado com o bem-estar dos mais pobres”. Em relação a Patrus, o presidente o apresenta como ministro do Bolsa Família, principal programa de transferência de renda, que atende a 12 milhões de famílias.

“Patrus implantou as políticas sociais do meu governo e está com Hélio. Eles têm um compromisso com o povo mineiro e, juntos com Dilma [candidata do PT à Presidência] vão trabalhar para erradicar a pobreza e o analfabetismo em Minas”.

Personalizada, a carta cita obras e projetos que marcaram a trajetória do PT à frente da prefeitura da capital mineira, como o Orçamento Participativo e a duplicação de uma importante avenida da cidade.

O presidente também pede votos para o ex-prefeito de BH, Fernando Pimentel, que está atrás do ex-governador Aécio Neves (PSDB) e do ex-presidente Itamar Franco (PPS) na disputa ao Senado.

APELOS

A carta de Lula foi produzida depois que pesquisas internas do PT indicaram uma diferença de até 26 pontos percentuais a favor de Antonio Anastasia em relação a Costa na capital mineira e na região metropolitana.

A carta está sendo enviada pelos Correios, empresa pública subordinada ao Ministério das Comunicações. Nos debates, Anastasia tenta atrelar Costas às denúncias de irregularidades envolvendo os Correios, que trocou a diretoria após acusações de corrupção.

A Folha apurou que é Patrus quem tem cobrado do PT um empenho maior do presidente na disputa pelo governo de Minas Gerais. O ex-ministro chegou a propor um duelo entre o presidente Lula e Aécio, maior puxador de votos no Estado.

Além das cartas, a campanha Hélio/Patrus aposta numa gravação da voz do presidente Lula pedindo votos para a chapa. Por meio de um serviço de telemarketing, ligações têm sido feitas para residências de todas as cidades do Estado, chegando a 3,5 milhões de eleitores.

A gravação mostra uma fala antiga do presidente Lula que foi editada e enfrentou resistência do PT nacional. A ideia era que a gravação de Lula seguisse o modelo da divulgada por Aécio, mas foi abortada pelo comando nacional do PT. A avaliação do partido era que poderia causar constrangimentos e problemas na Justiça Eleitoral porque o presidente Lula “ligando” no horário de expediente para pedir votos.

Pimentel diz na TV ter ‘mais força política’ que Itamar Franco

RODRIGO VIZEU
DE BELO HORIZONTE

O candidato do PT ao Senado por Minas, Fernando Pimentel, usou seu último dia de propaganda de TV hoje para pedir diretamente que o eleitor dê a ele seu segundo voto, e não a Itamar Franco (PPS).

O ex-prefeito de Belo Horizonte disse ter “mais força política” que o ex-presidente.

“A verdade é que o Aécio está quase eleito. Sendo assim, restam dois candidatos com chances, eu e o Itamar. Tenho respeito pelo Itamar, mas acredito que eu também tenho experiência, capacidade e até mais força política caso a Dilma seja eleita”, afirmou o petista no programa da tarde.

Pimentel bateu de frente com Itamar, que criticou no rádio a ideia de um senador “amigo do presidente”. Em resposta, o candidato do PT disse que o senador “não pode ser é inimigo do presidente”.

Ele defendeu a importância de ter um senador que faça “o meio de campo” com o governo federal e que o Estado não pode ter três senadores de oposição. Eliseu Rezende (DEM) é o representante mineiro no Senado ainda com mandato a cumprir.

Tarso (45%), Fogaça (25%) e definição no 1º turno no RS pode acontecer.

DE SÃO PAULO

A três dias das eleições, caiu três pontos a vantagem do candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, em relação a José Fogaça (PMDB). O novo cenário torna incerta a vitória do petista no primeiro turno, segundo o Datafolha.

Tarso aparece com 45% das intenções de votos –oscilou um ponto para baixo em relação à rodada de 21 e 22 de setembro.

Em segundo lugar, Fogaça subiu dois pontos e marca 25%. A governadora Yeda Crusius (PSDB) tem 15%.

Considerando somente os votos válidos (excluindo brancos e nulos), o petista teria 52%. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, ele teria entre 49% e 55%.

A pesquisa foi feita com 1.400 eleitores, em 56 municípios, nos dias 28 e 29 de setembro. O número do registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é 33146/2010.

Fonte:  Folha on line

Marta Suplicy aposta na garra da militância na reta final

Rose Mary de Souza

Direto de Campinas

A candidata ao Senado pelo PT, Marta Suplicy, esteve em Campinas fazendo panfletagem pelo centro da cidade depois de uma visita aos bairros Parque Oziel, Monte Cristo e Gleba B, áreas que surgiram após invasões de terrenos nos anos de 1990. Boa parte da localidade está em fase de regularização fundiária e vem recebendo investimento na infra-estrutura como fornecimento de água e luz através de iniciativas do executivo de Campinas e verbas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para a pavimentação e instação de rede de coleta de esgoto.

Na última semana de campanha eleitoral, a petista concentra sua atenção em uma agenda com viagens curtas a municipios próximo a Grande São Paulo e aposta na “garra da militância” para eleger o maior número de “companheiros” para as Câmaras Estadual e Federal.

A candidata caminhou pelo calçadão da 13 de Maio, entrou em lojas, distribuiu santinhos, cumprimentou funcionários e clientes, conversou com eleitores e posou para fotos. Um fotógrafo contratado pela coligação fazia as imagens e a seguir deixava um cartão com o endereço eletrônico para o acesso posterior as fotografias.

“Acho que o PT tem uma garra tamanha e principalmente no final (da campanha eleitoral) que muitas vêzes podemos contar com a força militância” comentou, ao ser recebida por cabos eleitorais uniformizados que carregavam bandeirolas vermelhas.

Na reta final rumo as eleições, sua meta, além de reforçar a sua imagem frente ao eleitorado paulista para uma das vagas ao Senado, é lembrar a militância que no domingo a grande missão é provocar um segundo turno entre o petista Aloizio Mercadante e o tucano Geraldo Alckmin.

“Alckmin fugiu da raia”
“O Alckmin fugiu da raia e o Mercadante tinha a possibilidade de discutir todos os temas”, opinou sobre o debate entre os candidatos a governador realizado nesta terça-feira pela Rede Globo. De acordo com Marta, somente no caso de um segundo turno será possivel aos eleitores assistirem a “um verdadeiro debate de idéias” entre o tucano e o seu colega de legenda.

“Um segundo turno sim, aí então vai ser diferente. Ele (Alckmin) vai ser obrigado ao confronto de idéias”, disse a candidata.

CNI/Ibope: Dilma tem 50% Serra 27% e Marina 13%. Dilma seria eleita no primeiro turno com 55% dos votos válidos

Laryssa Borges

Direto de Brasília

Pesquisa do Instituto Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta quarta-feira (29) aponta liderança da candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, com 50%. O tucano José Serra aparece na segunda colocação, com 27%, seguido da senadora verde Marina Silva, que tem 13% das intenções de voto. Outros candidatos somam 1%. Brancos e nulos chegam a 4%. Eleitores indecisos também são 4%. A margem de erro da pesquisa CNI/Ibope é de dois pontos percentuais.

De acordo com a CNI, que não disponibilizou os votos válidos mas os oficializou após o levantamento, descontando os brancos, nulos e indecisos, Dilma tem 55%. José Serra tem 30% e Marina Silva tem 14%. Os demais somariam 1% dos votos. Por essa perspectiva, explica a CNI, se as eleições fossem hoje, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, estaria eleita no primeiro turno.

“Se eleição fosse hoje, acabou em primeiro turno”, disse o diretor operacional da CNI, Rafael Lucchesi, que acredita que o caso Erenice Guerra, por exemplo, não foi capaz de alterar o cenário de disputa eleitoral.

“(O caso Erenice) Pode ter tido impacto na construção de percepção de informação da população, mas não opera de forma decisiva o quadro eleitoral”, observou Lucchesi.

No cenário espontâneo, quando ao eleitor não é apontada uma lista de possíveis presidenciáveis, Dilma tem 44%, contra 21% de José Serra e 10% de Marina Silva. O presidente Lula, que não pode concorrer no pleito de outubro, tem 1%. Outros candidatos não chegam a 1% das intenções de voto. Votos brancos e nulos são 5%. Indecisos são 18%.

No último levantamento do Ibope, feito no dia 24 de setembro, Dilma também tinha 50% das intenções de voto na lista estimulada. José Serra tinha 28% e foi para 27%. Marina Silva ampliou a preferência do eleitorado de 12% para 13%. Quando medidas as pesquisa do Instituto Ibope em agosto, início do programa eleitoral gratuito, Dilma oscila entre 51% e 50%, Serra se mantém na casa dos 27% e Marina Silva sobe de 7% para 13%.

“A candidata Dilma Rousseff mantém o percentual de 50% desde 27 agosto e não há sinais de queda. Nesse cenário José Serra não consegue recuperar a queda registrada a partir de 15 de gosto. A candidata Marina Silva tem crescimento constante, uma elevada e persistente progressão, Talvez a candidata Marina tenha conseguido um uso mais eficiente disso (do baixo tempo de TV no horário eleitoral)”, disse o diretor operacional da CNI, Rafael Lucchesi.

O poder do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como cabo eleitoral dilmista se reflete, no levantamento, com a preferência de 47% do eleitorado em votar no candidato apoiado pelo chefe do Executivo. Dos entrevistados, 8% dizem ter preferência por um nome de oposição. Outros 41% dizem que não levarão o critério governo-oposição como critério de escolha. Também de acordo com a CNI/Ibope, espontaneamente 93% conhecem o candidato apoiado pelo presidente Lula nas eleições de outubro.

Em um eventual segundo turno, a petista Dilma Rousseff bateria o tucano José Serra por 55% a 32%. Brancos e nulos neste cenário são 7%. Indecisos somam 5%. Contra Marina Silva, a ex-ministra petista também venceria as eleições com 56% contra 29%. Brancos e nulos são 8% e eleitores indecisos são 6%.

Na hipótese de um confronto entre José Serra e Marina Silva em um eventual segundo turno, o tucano venceria a verde com 43% contra 35%. Brancos e nulos são 12%. Indecisos são 9%.

Na medida de probabilidade de voto feita pela CNI/Ibope, 48% dos entrevistados afirmaram que “com certeza votariam” em Dilma Rousseff. Somados aos que poderiam votar na petista, o limite de probabilidade de voto chega a 67%. O índice, no caso do tucano José Serra, é de 24% que afirmam que votariam com certeza no ex-governador de São Paulo e de 59% se incluídos aqueles que poderiam votar nele. No caso de Marina Silva, o limite de probabilidade de voto chega a 58%, embora apenas 13% afirmaram que “com certeza” votariam na senadora verde.

Entre os níveis de rejeição, o eleitorado repudia em maior grau o tucano José Serra, com 34%. Marina Silva e Dilma Rousseff têm praticamente o mesmo nível de rejeição: 28% e 27%, respectivamente.

Quando medido o partido de preferência do eleitor, o Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual Dilma Rousseff é filiada, aparece na liderança, com 27%, seguido de PMDB e PSDB, com 5%. O Partido Verde, de Marina Silva, tem 3% da preferência do eleitor.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 33162/2010

Fonte: Portal Terra

Datafolha Ceará: Cid Gomes cai de 58% para 52% mas vence com folga no primeiro turno

Faltando pouco mais de uma semana para as eleições, pesquisa realizada pelo Datafolha mostra que o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) segue líder na disputa para o governo do estado com 52% das intenções de voto, 32 pontos à frente de Lúcio Alcântara (PR), que atinge 20% das preferências. Na pesquisa realizada nos dias 9 e 10 de setembro a diferença entre os principais candidatos era de 42 pontos, mostrava Cid com 58% e Lúcio com 16%.

Aparecem a seguir o deputado estadual, Marcos Cals, do PSDB, com 10% (tinha 8%, no começo de setembro), Soraya Tupinambá (PSOL) e Marcelo Silva (PV) com 1%, cada, Gonzaga (PSTU) e Nati (PSOL) foram citados mas não atingiram 1% das menções. Os que votariam em branco ou anulariam o voto ao governo, caso a eleição fosse hoje totalizam 3% e 12% ainda estão indecisos.

Foram ouvidos 985 eleitores do estado do Ceará, com 16 anos ou mais, nos dias 23 e 24 de setembro de 2010, em 44 municípios. A margem de erro para o total da amostra é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

No cálculo dos votos válidos, em que os indecisos, brancos e nulos são excluídos, Cid Gomes alcançaria 62%, o suficiente para vencer a eleição já no primeiro turno, Lúcio Alcântara alcança 24%. Na pesquisa passada esses percentuais eram 69% e 20%, respectivamente

Cid Gomes (PSB) perdeu 10 pontos entre os eleitores da capital e região metropolitana, passando de 64% para 54% hoje, Lúcio Alcântara oscilou quatro pontos e tem 16% (tinha 12%). Marcos Cals (PSDB) oscilou positivamente dois pontos e aparece com 13%.

No interior Cid Gomes tem 52% (tinha 55%), contra 23% de Lúcio Alcântara, que tinha 19% no levantamento passado, Marcos Cals aparece 8% das intenções nesse segmento.

Quanto ao desempenho dos principais candidatos por segmento do eleitorado, observa-se que Cid Gomes caiu 13 pontos entre os que têm entre 45 e 59 anos (45%, tinha 58%), perdeu 11 entre os que têm entre 35 e 44 anos (de 57% para 46%) e caiu sete pontos entre os mais jovens (54%, tinha 61%). Entre os eleitores com nível médio de escolaridade, Cid, passou de 60% para 52%, entre os mais escolarizados o candidato também perdeu pontos (de 55% para 48%), entre os mais pobres (de 58% para 51%) e entre os mais ricos (de 48% para 41%).

Lúcio Alcântara cresceu oito pontos entre os que têm entre 45 e 59 anos (de 15% para 23%), subiu seis pontos entre os que declaram renda de mais de dois até cinco salários mínimos (de 13% para 19%) e ganhou cinco pontos entre os menos escolarizados (de 17% para 22%). O candidato perdeu seis pontos entre os mais ricos (de 21% para 15%).

Entre os eleitores de Dilma Rousseff (PT) 64% pretendem votar em Cid Gomes, 18% votam em Lúcio Alcântara. Na pesquisa passada, essas taxas eram 70% e 15%, respectivamente. Entre os eleitores de José Serra (PSDB) 32% votam em Cid e 34% votam em Lúcio, no levantamento anterior esses percentuais eram 40% e 28%, respectivamente.

A intenção de voto espontânea em Cid Gomes (PSB) passou de 18%, em julho, para 34%, no final de agosto, para 43% no começo de setembro, oscila quatro pontos e agora chega a 39% das menções. Lúcio Alcântara (PR) oscilou dois pontos e aparece com 13% (tinha 11%), seguido por Marcos Cals (PSDB) com 7%. Não souberam citar nenhum nome de forma espontânea, 33% dos eleitores.

Os candidatos com as maiores taxas de rejeição, ou seja, aqueles que os eleitores não votariam de jeito nenhum, são: Lúcio Alcântara (PR) com 29%, Gonzaga (PSTU) com 24%, e Marcos Cals (PSDB) e Marcelo Silva (PV) com 23%, cada. A seguir aparecem Soraya Tupinambá (PSOL), e Nati (PCB) com 22%, cada, Cid Gomes é rejeitado por 20%, taxa que oscilou quatro pontos em relação à pesquisa passada, quando o candidato obteve 16% de rejeição. Os outros candidatos oscilaram dentro da margem de erro. Afirmam que não rejeitam nenhum 11%, 2% dizem que rejeitam todos e 16% não souberam responder.

Considerando um eventual segundo turno entre Cid Gomes e Lúcio Alcântara, o candidato do PSB teria 60% dos votos contra 29% de Lúcio (era 63% contra 25%, respectivamente). Votariam em branco ou anulariam o voto 5% e 5% não souberam responder. Na capital e região metropolitana, Cid Gomes teria 66% contra 24% de Lúcio Alcântara (esses percentuais eram 69% e 23%, respectivamente). Já no interior do estado Cid teria 56% contra 33% de Lúcio, Cid oscilou negativamente três pontos (tinha 59%), enquanto Lúcio ganhou sete pontos (tinha 26%) nesse segmento.

Na análise estratificada, Cid tem vantagem entre os mais velhos (60%), entre os menos escolarizados (53%) e entre os que têm renda familiar mensal de mais de dois até cinco salários mínimos (60%). Lúcio destaca-se entre os que têm entre 35 e 44 anos e os que têm entre 45 e 59 anos (23%, em cada), entre os menos escolarizados e entre os mais pobres (22% e 21%, em cada).

VEJA AQUI PESQUISA COMPLETA: intvoto_gov_CEARÁ_28092010 DATAFOLHA

Datafolha: Dilma tem 51% dos votos válidos e venceria no primeiro turno.

Diferença de Dilma para a soma dos outros candidatos é de  dois pontos

Dilma tem 51% dos votos válidos; margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais

A candidata do PT, Dilma Rousseff, caiu três pontos percentuais nos últimos cinco dias na disputa pela Presidência da República. Passou de 49% para 46%. Pesquisa nacional realizada pelo Datafolha junto a 3180 eleitores no dia 27 de setembro mostra que a diferença de sete pontos que a petista mantinha em relação à soma dos outros candidatos é agora de apenas dois pontos percentuais.

O dado consiste em importante indicador sobre a probabilidade da ocorrência de segundo turno. Quanto menor a diferença entre o líder das intenções de voto e os outros candidatos, maior a probabilidade de segundo turno.

José Serra (PSDB) aparece em segundo lugar com 28%, seguido por Marina Silva (PV) com 14%. Em relação à pesquisa anterior, o tucano permaneceu estável e a candidata do Partido Verde oscilou positivamente um ponto percentual. Os outros candidatos, individualmente, não alcançam 1%, cada. Juntos, porém, atingem a marca.

Pretendem votar em branco ou anular o voto, 4% dos entrevistados, um ponto a mais do que o verificado há cinco dias.A taxa de indecisos oscilou dois pontos positivos – de 5 % para 7%.

Nos votos válidos, observa-se uma queda importante de Dilma Rousseff. Em cinco dias, ela caiu três pontos percentuais e aparece com 51% dos votos válidos. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, seria impossível apontar vitória da petista no primeiro turno, caso a eleição fosse agora.

Dilma perdeu pontos em todas as regiões do país, principalmente nas áreas metropolitanas. A queda também é expressiva entre as mulheres (cinco pontos), entre os mais escolarizados (sete pontos), os que possuem renda de dois a cinco salários mínimos (cinco pontos) e entre os que têm de 35 a 59 anos. Serra e Marina melhoraram principalmente entre os mais ricos. A candidata do Partido Verde também se destaca entre os que têm nível superior de escolaridade.

Na intenção de voto espontânea, Dilma oscila negativamente dois pontos percentuais – de 39% para 37%. Serra fica estável com 21% e Marina vai de 9% para 11%. O percentual de indecisos permanece inalterado (24%).

Na simulação de segundo turno entre Dilma Rousseff e José Serra, a vantagem da petista também caiu. No levantamento anterior, Dilma tinha 55% das intenções de voto na hipótese de um confronto direto com o tucano. Agora, essa taxa corresponde a 52%. Serra, que antes tinha 38%, oscila um ponto e fica com 39%.

Petista conhece sua maior taxa de rejeição 22% enquanto tucano é rejeitado por 32% dos entrevistados. 

A seis dias da eleição, a candidata do PT a Presidência da República, Dilma Rousseff, conhece sua maior taxa de rejeição – 27%. Nos últimos cinco dias, o índice dos que dizem que não votam na petista de jeito nenhum subiu três pontos percentuais. A taxa é a maior reprovação já verificada em relação a Dilma desde o início do processo eleitoral. A rejeição a José Serra oscilou um ponto (de 31% para 32%) e a Marina Silva permaneceu estável em 17%.

Sobre o debate que aconteceu no domingo, dia 26, na TV Record, 22% dos eleitores afirmam ter assistido ao programa mesmo que em parte. Dentre estes, apenas 5% o viram inteiro. Entre os eleitores de um modo geral, a grande maioria (72%) nãos sabe dizer qual dos candidatos se saiu melhor. Entre os que assistiram ao debate completo, 37% acham que Dilma foi a vitoriosa, 22% apontam Marina Silva e outros 22% José Serra.

Quanto ao número que o eleitor deverá digitar na urna eletrônica para concretizar seu voto para presidente, metade dos brasileiros (50%) desconhece os algarismos. Acertam o número 53%. Entre os eleitores de Dilma essa taxa vai a 62%, entre os de Serra ela é de 52% e entre os de Marina fica em apenas 32%.

ACESSE AQUI PESQUISA COMPLETA: intvoto_pres_28092010 DATAFOLHA

Beto Richa barra nova pesquisa Datafolha no Paraná

DE CURITIBA

O candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, conseguiu ontem à tarde medida liminar na Justiça Eleitoral que resultou na impugnação de uma nova pesquisa Datafolha.

A decisão foi do juiz Nicolau Konkel Júnior, do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná). O instituto vai recorrer da decisão.

O levantamento, contratado pela RPC TV (afiliada da Rede Globo), estava previsto para ser divulgado amanhã, dia 30. As entrevistas de campo foram feitas feitas ontem e continuariam hoje.

É a segunda vez desde a semana passada que Richa barra a divulgação do Datafolha sob a alegação de irregularidades no processo de levantamento da pesquisa.

Na primeira impugnação, o advogado da coligação do tucano -que tem 13 partidos, além do PSDB-, alegou que o registro da pesquisa deixou de informar critérios da amostragem, como sexo, idade, grau de instrução e nível econômico das pessoas que foram entrevistadas. A tese foi acolhida pelo TRE.

Segundo o Datafolha, esse argumento é infundado. A alegação de que não há informação no registro sobre ponderação em relação ao grau de instrução e nível econômico dos entrevistados mostra desconhecimento técnico, pois a ponderação só é necessária em caso de eventuais desvios da amostra.

O candidato tucano ao governo do Paraná também já havia conseguido barrar levantamento previsto para ser divulgado na semana passada dos institutos Vox Populi e Ibope.

São os mesmos institutos de pesquisa cujo resultado, quando Richa liderava as pesquisas, tinham os números divulgados ao público no horário eleitoral do tucano na TV e no rádio.

A última pesquisa Datafolha divulgada, realizada nos dias 13 e 14 de setembro, mostrou que Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) estavam empatados tecnicamente em primeiro lugar, com 45% e 40%, respectivamente.

Essa pesquisa foi registrado sob o número 30.034/ 2010 no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A vantagem ainda era de Richa, mas a diferença entre os candidatos havia diminuído dois pontos percentuais desde o levantamento anterior, realizado nos dias 8 e 9, quando Richa tinha 44%, e Dias, 38%.

Nas duas pesquisas, a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

CARTA ABERTA À NAÇÃO BRASILEIRA

Na condição de Presidente do Conselho Nacional de Pastores do Brasil – CNPB;

Presidente Nacional das Assembléias de Deus Ministério de Madureira; de Deputado Federal e homem de Deus compromissado com a verdade, sinto-me no dever de respeitosamente esclarecer:

1) Com relação à boataria cruel e mentirosa que permeia os meios de comunicação, principalmente a internet com intuito irresponsável de difamar e plantar dúvidas concernente à candidatura de Dilma Rousseff, tenho a dizer que em momento algum a afirmação “nem Cristo impede …”, saiu dos lábios da senhora Dilma Rousseff, sendo portanto, mera ficção e sórdida mentira da parte desses autores.

2) Em reunião no dia 24 de julho próximo passado, na Sede Nacional das Assembléias de Deus no Brasil em Brasilia-DF, na presença de mais de 3.000 (três mil) pastores e líderes de todos os Estados do Brasil e Distrito Federal e, com a participação de 14 denominações evangélicas mais representativas do Seguimento Religioso do país foi firmado um compromisso público de que todos os temas que envolvam conceitos de fé e princípios ético-religiosos serão sempre de iniciativa do poder legislativo – Congresso Nacional – e nunca por iniciativa do poder executivo; sendo esta candidatura a única a se comprometer de forma expressa e pública com estes princípios. Afirmou inclusive a candidata Dilma Rousseff, ser defensora da valorização da vida, da família e dos seus conceitos fundamentais.

3) Portanto, tudo que passar disso é mera invenção e mentira de pessoas descompromissadas com a verdade.

Reitero neste momento a nossa posição de apoio total e irreversível à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República Federativa do Brasil, com a certeza de que estamos no rumo certo do sucesso, do desenvolvimento, da melhoria de vida das pessoas, da valorização da família, dos princípios éticos cristãos, sendo estes inequivocamente a base para a vitória que todos queremos os quais são defendidos reiteradamente por Dilma Rousseff.

Atenciosamente,

Assina: Manuel Ferreira

Vox Populi/Band/iG: Dilma mantém 55% dos votos válidos

Candidato tucano, Serra alcança, pela primeira vez, 26% das intenções de votos (incluindo brancos e nulos) e Dilma segue com 49%

Matheus Pichonelli, iG São Paulo

A candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, mantém a dianteira sobre os adversários na corrida para a sucessão e seria eleita, no próximo domingo, com 55% dos votos válidos, aponta o mais recente tracking Vox Populi/Band/iG.

Na medição do instituto, publicada nesta quarta-feira, ela aparece, pelo quarto dia consecutivo, com 49% das intenções de voto quando é considerada a totalidade dos votos, incluindo brancos e nulos. O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, alcançou, pela primeira vez desde o início da medição, 26% das preferências – há 20 dias, ele tinha 21%, seu pior índice na pesquisa. Marina Silva (PV) segue com 12%, enquanto os outros candidatos, como Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) têm, juntos, 1%.

Com este cenário, Dilma mantém dez pontos de vantagem em relação à soma de todos os adversários. Para vencer no primeiro turno, a candidata precisa obter 50% dos votos mais um.

O tracking aponta também que 9% dos eleitores não sabem ou não responderam em quem pretendem votar no próximo domingo. Votos brancos e nulos somam 3%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

O melhor cenário para a candidata petista é o Nordeste, onde ela tem 64% das preferências – contra 18% de Serra e 7% de Marina. No Sudeste, onde Dilma chegava a ter 48% das intenções de voto há dez dias, o índice chega agora a 41%. É o pior desempenho da petista entre todas as regiões. Ela aparece à frente dos adversários, no entanto, em todas as áreas pesquisadas.

Serra tem o melhor cenário no Sul, onde alcança 36% dos votos. No Sudeste, Norte e Centro Oeste a candidata do PV chega a 16% das preferências, sua melhor pontuação entre as regiões.
Na pesquisa espontânea, quando o nome dos candidatos não é apresentado ao eleitor, Dilma tem 42% (um a menos do que na véspera), contra 23% de Serra e 10% de Marina (ambos têm um ponto a mais do que no dia anterior).

O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. A pesquisa é registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 27.428/10.

Pesquisa Brasmarket – GO: Iris (42,1%) lidera pesquisa e garante 2° turno

O candidato ao governo pela coligação Goiás Rumo ao Futuro, Iris Rezende (PMDB) surpreende na reta final das eleições e venceria o primeiro turno do pleito, revela pesquisa Brasmarket Análise & Investigação de Mercado Ltda., encomendada pelo Jornal dos Municípios. Iris lidera com 42,1% das intenções de voto no levantamento estimulado. O candidato da coligação Goiás Quer Mais, Marconi Perillo (PSDB), vem em segundo lugar, com 40% das preferências.

O levantamento Brasmarket promete acirrar ainda mais o debate na reta final das eleições desde que institutos passaram a sinalizar o segundo turno nas eleições para o governo do Estado. A pesquisa divulgada ontem não só confirma a tendência para o confronto final como aponta um novo líder na disputa, o ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende, que deverá enfrentar Marconi Perillo em mais um duelo decisivo.

Vanderlan Cardoso (PR), da coligação Goiás no Rumo Certo tem 10,8%. Marta Jane (PCB) fica com 0,5% e Washington Fraga (PSol), da coligação Goiás Pra Você, Não Pra Eles, tem 0,3%. Não sabem em quem votar ou não responderam 5,6%. Votariam em branco ou nulo, 0,8%.

A pesquisa Brasmarket foi realizada nos dias 23 e 24 de setembro de 2010 e ouviu 1.200 eleitores nas regiões do Estado. O levantamento, desta forma, já reflete as repercussões da forte presença do presidente Lula na propaganda eleitoral de Iris Rezende, bem como as últimas ações do PMDB, com intensificação da campanha no Entorno do Distrito Federal.  A margem de erro é 3% para um intervalo de confiança de 97%. O estatístico é Dario Nery. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) sob o protocolo 45676/2010.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea realizada pelo Brasmarket, Iris Rezende mantém a dianteira e alcança 40,7% das intenções de votos dos eleitores consultados pelo instituto. Marconi Perillo fica com 39,2%. Vanderlan Cardoso tem 9,2%. Marta Jane, 0,3% e Washington Fraga não alcançou pontuação. Não sabem/sem resposta, 10%. Branco/nulo, 0,8%.

REJEIÇÃO

O candidato da coligação Goiás Quer Mais, Marconi Perillo (PSDB) é o mais rejeitado entre os eleitores, constata pesquisa Brasmarket Análise & Investigação de Mercado Ltda. 26,4% dos consultados afirmam que não votariam no tucano. Em segundo lugar vem Iris Rezende (PMDB), da coligação Goiás Rumo ao Futuro, com 23,4%. O terceiro mais rejeitado é Vanderlan Cardoso, da coligação Goiás no Rumo Certo (7,7%).

Em quarto lugar vem Washington Fraga (PSol), da coligação Goiás Pra Você, Não Pra Eles (7,6%). A menos rejeitada é Marta Jane, do PCB (4,8%). Não sabe/sem resposta, 17,6%. Não rejeitam nenhum dos candidatos, 11,1%. Rejeita todos, 1,5%.

SENADO

O Brasmarket mostra também que, se as eleições ocorressem hoje, os senadores e candidatos à reeleição Demóstenes Torres (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB) teriaM, respectivamente, a preferência para o primeiro e segundo votos dos eleitores, seguidos pelo deputado Pedro Wilson (PT).

No levantamento em que o instituto pergunta qual seria o primeiro voto do eleitor, o resultado foi esse: Demóstenes Torres (38,3%), Pedro Wilson (12,5%), Lúcia Vânia (11,3%), ex-prefeito de Rio Verde Paulo Roberto Cunha (3,4%), presidente estadual do PMDB Adib Elias (2,6%), Elias Vaz, do PSol (1,4%),  Rubens Donizzeti, do PSTU (1,3%). O cantor Renner, que já desistiu da disputa, foi lembrado por 1,2% dos eleitores. Bernardo Bispo, do PCB (0,8%). Pretendem votar em branco ou nulo 4,3% dos entrevistados. Não souberam responder 23%% dos eleitores.

Já no levantamento em que o instituto pergunta qual seria o segundo voto do eleitor, o resultado foi esse: Lúcia Vânia (27,5%), Demóstenes Torres (13,2%), Pedro Wilson (13,1%), presidente estadual do PMDB Adib Elias (6%), cantor Renner, que já desistiu da disputa (4,2%),  ex-prefeito de Rio Verde Paulo Roberto Cunha (3,7%), Elias Vaz (1,8%),  Rubens Donizzeti (0,7%). Bernardo Bispo não alcançou pontuação.  Pretendem votar em branco ou nulo 6,8% dos entrevistados. Não souberam responder 23,3%.

 

 

Fonte: Jornal dos Municípios

Outro instituto desmente números do Datafolha

Pesquisa Sensus mostra que petista tem 55% dos votos válidos e os outros, 45% Mais um instituto de pesquisa desmente a previsão do Datafolha e aponta que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, deve vencer as eleições nom primeiro turno, no próximo domingo (03/10). Agora é o Sensus, que mostra que Dilma tem 47,5% das intenções de voto, enquanto que o tucano José Serra obtém 26%, Marina Silva (PV), 12% e ou outros candidatos, somados, 2%.

Pela pesquisa, Dilma tem 55% dos votos válidos, contra 30% de Serra, 13% de Marina e 2% dos outros. Para a 105ª Pesquisa CNT/Sensus, foram entrevistadas 2 mil pessoas, em 136 municípios de 24 estados, entre os dias 26 e 28 de setembro de 2010. A pesquisa foi registrada no TSE em 24 de setembro, sob o número 33.103/2010.

Outra pesquisa divulgada nesta quarta-feira (29/09), a do instituto Vox Populi, Mostra Dilma com 50% dos votos, contra 41% da soma dos adversários.

Diferente – A pesquisa Datafolha se diferencia dos outros dois institutos e mostra uma possibilidade de segundo turno entre Dilma e Serra. Pelos números do Datafolha, a candidata petista tem 51% dos votos válidos, contra 49% da soma das intenções de votos dos outros candidatos.

Abcd maior on line

Dois terços dos eleitores não escolheram deputado federal, diz Datafolha

Instituto mostra Tiririca como 2º deputado mais votado da história, mas líder de 2010

Dois terços dos eleitores não escolheram deputado federal, diz Datafolha

Em campanha no bairro de Perus, na zona norte da capital, o líder de intenção de votos, Tiririca abraça eleitora (Foto: Divulgação)

São Paulo – Francisco Everardo Oliveira Silva pode superar a votação de Luiz Inácio Lula da Silva em 1986 e alcançar o segundo maior apoio da história do país. Como Tiririca (PR), o ator teria 3% das intenções de voto para deputado federal se a eleição fosse hoje, segundo pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada neste domingo.

O levantamento mostra ainda que 66% dos entrevistados não escolheram candidato a duas semanas da eleição. O alto índice de indecisos permite reviravoltas e relativiza os números apresentados.

Se confirmado o percentual, Tiririca alcançaria 900 mil sufrágios, ficando atrás dos 1,5 milhão de Enéas Carneiro em 2002. O criador do Partido da Reedificação da Ordem Nacional (Prona), morto em 2007, angariou a maior quantidade de apoiadores da história.

O campeão de votos de 2006, Paulo Maluf (PP), aparece com 1% na pesquisa, ao lado de Márcio França (PSB). O ex-governador e ex-prefeito de São Paulo teria a adesão de 300 mil pessoas, menos da metade dos 739 mil do pleito anterior.

No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) e o apresentador Wagner Montes (PDT) lideram com 2%. Ambos chegaram a ser cotados para a disputa do Executivo estadual.

O ex-jogador Romário (PSB) aparece com 1% dos 11,5 milhões de votos fluminenses. É o mesmo percentual de Jair Bolsonaro (DEM), candidato à reeleição e um dos expoentes da extrema direita no país.

Outro membro bem cotado dos Democratas é Antonio Carlos Magalhães Neto, com 2% dos eleitores baianos. ACM Neto é seguido de Negromonte (PP) e José Rocha (PR).

No Rio Grande do Sul, o Datafolha vê Manuela D’Ávila (PCdoB) como mais votada, com 2% dos 8 milhões de eleitores. Ela repetiria a dose de 2006, mas agora, com 160 mil votos. O ex-goleiro do Grêmio, Danrlei, é o segundo colocado com 1%.

Os petistas Reginaldo Lopes e Gilmar Machado estão empatados com Jaiminho Martins (PR) na liderança entre os candidatos mineiros. O segundo maior colégio eleitoral tem outros três postulantes do PT entre os preferidos.

Alvo

Tiririca foi alvo, no horário eleitoral gratuito, de um candidato ao governo de São Paulo e dois concorrentes ao Legislativo federal. Paulo Skaf (PSB) criticou o palhaço por fazer brincadeira da política. Adilson Maguila Rodrigues (PTN) e Said Mourad (PSC) também criticaram o favorito.

Candidato em uma coligação que, além do PR, tem PT, PCdoB, PRB e PTdoB, ele foi criticado indiretamente até por Aloízio Mercadante (PT). O segundo colocado nas pesquisas ao Palácio dos Bandeirantes pediu seriedade no voto durante um dos debates na TV.

Apesar das críticas e de apresentar um slogan de campanha sem qualquer proposta (“pior que tá, não fica”), o site traz questões pontuais. Na seção com bandeiras de campanha, há ações ligadas ao incentivo ao circo e à cultura em áreas periféricas, ampliação do Bolsa Família, combate ao preconceito contra nordestinos e proteção aos trabalhadores da construção civil.

Fonte: Rede Brasil Atual

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