O PT E AS ELEIÇÕES EM BELO HORIZONTE.

O PT iniciou, a partir de 1993, com a administração de Patrus Ananias, um ciclo de profundas e benéficas transformações em Belo Horizonte. De lá para cá, todos os governos municipais contaram com a participação decisiva do Partido dos Trabalhadores. Célio de Castro e Fernando Pimentel deram continuidade ao projeto de mudanças. E em 2008, por decisão das forças hegemônicas no PT da capital, o partido indicou o companheiro Roberto de Carvalho para vice de Márcio Lacerda.

Belo Horizonte avançou de modo extraordinário com a adoção do modo petista de governar. Graças a ele, a cidade deu um grande salto de qualidade, tornando-se muito mais moderna, eficiente e justa. A participação social constituiu-se em um método de gestão, com o envolvimento solidário dos mais diversos setores sociais. Foram implantadas políticas públicas inovadoras, que mudaram o perfil socioeconômico e urbanístico da capital. Basta citar as políticas de abastecimento e segurança alimentar, de urbanização de favelas, de habitação popular; a rede de proteção social; os avanços na educação, na saúde e no meio ambiente; a criação do FIT – Festival Internacional de Teatro, e do FAN – Festival de Arte Negra; O Orçamento Participativo e o fortalecimento dos Conselhos Municipais; sem falar das grandes obras viárias, de caráter estruturante, que estão melhorando a vida da cidade e construindo a BH do futuro. Ela ganhou, além disso, em dinamismo cultural e presença política, assumindo um papel muito mais importante na vida do estado e do país.

A população da cidade participou intensamente desse processo de crescimento e revitalização e orgulha-se das conquistas obtidas e da notável contribuição do PT.

O processo de 2008

Infelizmente, as forças hegemônicas do PT de Belo Horizonte conduziram o processo sucessório de 2008 com uma série de equívocos de conteúdo e de método. Sem consulta prévia às lideranças e à base do partido, decidiram fazer uma aliança com o PSDB, adversário do nosso projeto democrático-popular e do Governo Lula, o que causou estranheza e perplexidade à militância petista de Minas Gerais e de todo o país. Essa aliança com o PSDB, feita por fora das instâncias partidárias e em flagrante desrespeito ao arco de alianças definido pelo partido, nos dividiu ao desprezar aquilo que sempre constituiu a força moral e política do PT e que o tornou um grande partido popular e democrático: o debate aberto e franco de posições políticas, com espaço para as divergências, cabendo a decisão democrática aos filiados. As sequelas daquele processo verticalista e excludente são visíveis até hoje em nosso partido.

Lembremo-nos de que nas eleições de 2010 nossa bancada federal diminuiu, perdemos a oportunidade de eleger nosso primeiro Senador e, a Presidenta Dilma, embora largamente vitoriosa em Minas, perdeu em Belo Horizonte nos dois turnos.

O processo de 2012

No entanto, os equívocos daquele processo não nos permitem ignorar que o PT integra, desde o seu primeiro dia, a administração liderada pelo Prefeito Márcio Lacerda, do PSB. Além de ter o Vice-prefeito, o PT comanda várias Secretarias municipais e sua bancada de vereadores faz parte da base de sustentação do governo. Por isso mesmo, o primeiro passo para discutir as
eleições de 2012 é avaliar a participação do PT no Governo e avaliar o conjunto do governo e o seu impacto na vida da cidade. Afinal, o PT deve prestar contas à população da cidade, que elegeu conjuntamente prefeito e vice. E o critério para fazê-lo é sempre a questão programática, que deve alicerçar toda nossa conduta política.

O método de decisão

Não podemos repetir agora, com política inversa, o mesmo método equivocado de 2008. A forma, nesse caso, pode comprometer o conteúdo, independente de qual seja a decisão.

É fundamental construir a unidade política no PT de Belo Horizonte, que resgate a vida do partido na cidade e o seu protagonismo político, fortalecendo nossa perspectiva de vitória estadual e federal em 2014.

Para isso, é indispensável que haja um Encontro Municipal, precedido de debates nas Regionais com os filiados, onde todas as posições existentes sejam explicitadas e debatidas pelo conjunto dos filiados. Se não pode haver cerceamento, constrangimento nem interdição do diálogo, também não pode haver omissão de opinião ou posição política das lideranças que fazem parte deste processo.

Somente um Encontro, com ampla participação da base partidária, dará legitimidade a qualquer decisão do PT/ BH sobre as eleições de 2012. Neste sentido, entendemos que deve haver, além do debate amplo com calendário de encontros regionais, textos expressando opiniões, caderno de debates e forte mobilização da militância. É preciso que a base conheça e avalie também as posições da Direção Nacional, do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma. Afinal de contas, BH é a terceira capital do país e tem uma importância enorme na política nacional.

Unidade de Ação

É fundamental a unidade de todo o Partido, seja para manter a aliança ou construir uma candidatura própria. É necessário assegurar um processo altamente democrático que, por si só, garanta o empenho de todos na campanha eleitoral, depois de tomada a decisão coletiva.

Assinam:
Coordenação Estadual da Articulação (Tendência Interna do PT) e membros do Diretório Municipal do PT/BH:
Adelmo Leão, Almir Paraca, Ana Paschoal, André Quintão, Arnaldo Godoy,
Carlos Gomes, Carlos Ligeiro, Célio Cruz, Eugênio Pasqualini, Fernando
Neiva, Gilson Queiroz, Gleber Naime, Gleide Andrade, Ilca Moreira Morais,
Ilmar Mendes, João Bosco Calais, José Dantas, Kleberth Mendes, Lene
Teixeira, Leonardo Monteiro, Luiz Soares Dulci, Maria Cristina da Silva,
Maria do Carmo Lara, Maria Ivanete Magalhães, Maria Tereza Lara, Nilmário
Miranda, Odair Cunha, Osvaldina de Souza Silva, Patrus Ananias, Pedro
Victer Ananias, Ulysses Gomes, Wilson Keiroga.

Belo Horizonte, 13 de janeiro de 2012.

FONTE: www.facebook.com – André Quintão

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