Deu na Folha do Noroeste deste final de semana.

Contrário
Está com a Juiza Clarissa Campos Bernardo, do TRE-SP, o parecer emitido no dia 12 de janeiro pelo Procurador Regional Eleitoral Pedro Barbosa Pereira Neto, que manifestou-se contrário ao recurso e pela procedência da ação e decretação da perda do cargo de vereadora Rute Teodoro da Silva, exerce na Câmara Municipal de Aspásia por infidelidade partidária, por ter trocado no ano passado, o PMDB pelo PSDB. Os argumentos apresentados de que sofria “grave discriminação pessoal” não foram suficientes para livrar Rute Teodoro da possível perda do cargo.
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Na berlinda

Também foi remetido em 13 de fevereiro, ao presidente do TRE-SP, o parecer do Procurador Regional Eleitoral , André de Carvalho Ramos, em representação por infidelidade partidária contra o vice-prefeito Barcinho Ormaneze, de Vitória Brasil, que trocou o PSDB pelo DEM. Diz o Procurador Eleitoral que “…até decisão final, pugnando que seja decretada a perda do mandato exercido pelo requerido…”,

Negou

A 13ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça, em julgamento realizado nesta quarta-feira, 29 fevereiro, em votação unânime, negou provimento a recurso numa ação proposta por José Carlos de Brito contra a Prefeitura de Mesópolis, prefeito Otávio Cianci, e José Carlos Roda. José Carlos de Brito havia ajuizado em 2011, uma ação de indenização por danos morais contra o Municipio de Mesópolis, seu prefeito Otávio Cianci e José Carlos Roda. Ele alegou que como funcionário público da Prefeitura de Mesópolis “foi vítima de perseguição política por parte dos réus que denegriram sua reputação profissional com tentativas irregulares de lhe afastar do cargo de contador”. Em 30 de junho do ano passado, a juiza de direito Renata Longo Vilalba Serrano Nunes, do Fórum de Jales, julgou improcedente a ação e condenou o autor a arcar com as custas e despesas processuais.

Casas populares

O prefeito Airton Saracuza, de Urânia, esteve nesta quinta-feira, 1º de março, no Palácio dos Bandeirantes quando assinou protocolo de intenção para a produção de 150 novas unidades habitacionais no município, através da Secretaria de Estado da Habitação, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Na próxima semana mais detalhes.

O “desenvolvimentismo de esquerda”

Celso Furtado, que publicou seu último livro, “Em busca do novo modelo”, em 2002
Corrente estreitou tanto seu “horizonte utópico”, que se transformou numa ideologia tecnocrática, sem mais nenhuma capacidade de mobilização social
Por José Luís Fiori
No Brasil, a relação entre a esquerda e o desenvolvimentismo nunca foi simples nem linear. Sobretudo, depois do golpe militar de 1937, e do Estado Novo de Getulio Vargas, que foi autoritário e anti-comunista, mas foi também responsável pelos primeiros passos do “desenvolvimentismo militar e conservador”, que se manteve dominante, dentro do estado brasileiro, até 1985. Neste contexto, não é de estranhar que a esquerda em geral, e os comunistas em particular, só tenham mudado sua posição crítica com relação ao desenvolvimentismo depois da morte de Vargas.
Não é fácil classificar idéias e hierarquizar instituições. Mas mesmo assim, é possível identificar pelo menos três instituições que tiveram um papel central, nos anos 50, na formulação das principais idéias e teses do chamado “desenvolvimentismo de esquerda”. Em primeiro lugar, o Partido Comunista Brasileiro (PCB), que apoiou a eleição de JK, em 1955, mas só no seu V Congresso de 1958, conseguiu abandonar oficialmente a sua estratégia revolucionária, e assumir uma nova estratégia democrática de aliança de classes, a favor da “revolução burguesa” e da industrialização brasileira, que passam a ser classificadas como condição prévia e indispensável de uma futura revolução socialista. Em segundo lugar, o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), que foi criado em 1955, pelo governo Café Filho, e que reuniu um numero expressivo e heterogêneo de intelectuais de esquerda que foram capazes de liderar uma ampla mobilização da intelectualidade, da juventude, e de amplos setores profissionais e tecnocráticos, em torno do seu projeto nacional- desenvolvimentista, para o Brasil. Por fim, desde 1949, a Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), produziu idéias, informações e projetos que influenciaram decisivamente o pensamento da esquerda desenvolvimentista brasileira. Mas apesar de sua importância para a esquerda, a CEPAL nunca foi uma instituição de esquerda.
Do ponto de vista político prático, no início da década de 60, a “esquerda desenvolvimentista” ocupou um lugar importante na luta pelas “reformas de base”, mas ao mesmo tempo, se dividiu inteiramente, na discussão publica do Plano Trienal proposto pelo ministro Celso Furtado, em 1963. Mas logo depois do golpe militar de 1964, a esquerda e o desenvolvimentismo voltaram a se divorciar, e sua distância aumentou depois que o regime militar retomou e aprofundou a estratégia desenvolvimentista do Estado Novo. Três dias depois do golpe, o ISEB foi fechado; o PCB voltou à ilegalidade e a própria CEPAL fez uma profunda auto-crítica de suas antigas teses desenvolvimentistas. Mesmo assim, apesar destas condições políticas e intelectuais adversas, formou-se na Universidade de Campinas, no final dos anos 60, um centro de estudos econômicos que foi capaz de renovar as idéias e as interpretações clássicas – marxistas e nacionalistas — do desenvolvimento capitalista brasileiro.
A “escola campineira” partiu da crítica da economia política da CEPAL, e de uma releitura da teoria marxista da revolução burguesa, para postular a existência de várias trajetórias possíveis de desenvolvimento para um mesmo capitalismo nacional. Por isso, a escola campineira fez sua própria leitura e reinterpretação do caminho específico e tardio do capitalismo brasileiro e dos seus ciclos econômicos E posicionou-se favoravelmente a uma política desenvolvimentista capaz de levar a cabo os processos inacabados de centralização financeira e industrialização pesada da economia brasileira. Hoje, parece claro que a “época de ouro” da Escola de Campinas estendeu-se da década de 70 até sua participação decisiva na formulação do Plano Cruzado, que fracassa em 1987.
É verdade que logo depois do Cruzado, e durante a década de 90, a crise socialista e a avalanche neoliberal arquivaram todo e qualquer tipo de debate desenvolvimentista, independente do que passou em Campinas. Mas parece claro que a própria escola recuou, neste período. E dedicou-se cada vez mais ao estudo de políticas setoriais e específicas, e para a formação cada vez mais rigorosa de economistas heterodoxos, e de quadros de governo. Seja como for, a verdade é que – com raras exceções — depois do Plano Cruzado, a “escola campineira” perdeu sua capacidade de criação e inovação dos anos 70, e a maioria de suas idéias e intuições originárias acabaram se transformando em fórmulas escolásticas. Por isto, não é de estranhar que neste início do século XXI, quando o desenvolvimentismo e a escola campineira voltaram a ocupar um lugar de destaque no debate nacional, a sensação que fica da sua leitura, é que o “desenvolvimentismo de esquerda” estreitou tanto o seu “horizonte utópico”, que acabou se transformando numa ideologia tecnocrática, sem mais nenhuma capacidade de mobilização social. Como se a esquerda tivesse aprendido a navegar, mas ao mesmo tempo tivesse perdido a sua própria bússola.

Mijando no Rio Sena (uma análise da crise européia) (via @migueldorosario)

(Esta mulher com pose lânguida e doce lembra-me a Europa, continente melancólico, pessimista, mas sempre idealista e apaixonado pela liberdade. A pintura é de Modigliani. Lembrete: o Óleo do Diabo será atualizado aos sábados.)

A Europa não está em crise. Muito pelo contrário, o Velho Continente vive o seu apogeu político, econômico e social. A mesma coisa vale para os Estados Unidos, mas concentrar-me-ei na Europa neste breve ensaio, para não me estender muito.

Muita gente acreditará que essas afirmações saem da boca de um louco furioso, de um palhaço, de um imbecil.

Mas é o que eu afirmo. E provo.

Crise, quem vive hoje é o continente africano, os países árabes, e muitas regiões ou países da América Latina. Aí encontraremos, em magnitude jurássica, fome, violência, doenças, corrupção e ditadura.

A Europa vive uma crise de obesidade, provocada pelo excesso de bem estar e riqueza.

A vida média de seus cidadãos registrou um salto nos últimos 30 anos, sobrecarregando os sistemas previdenciários, cujos déficits monstruosos representam um dos problemas mais graves nas contas públicas dos estados europeus.Não só as pessoas estão vivendo mais, como a taxa de natalidade caiu, elevando substancialmente o percentual da população economicamente não-ativa.

Naturalmente, alguns países europeus enfrentam problemas financeiros graves. Em Espanha e Grécia, o desemprego atingiu níveis alarmantes.

Não estou dizendo que a situação européia é perfeita. O problema é analisá-la com base num conjunto exíguo de dados, e por um período curto de tempo.

Se olharmos para história da Europa dos últimos sessenta anos, o que veremos? Guerras, miséria, destruição. Para não irmos muito longe, vamos nos limitar aos últimos 20 ou 30 anos.

As grandes e médias cidades européias de hoje tem sistemas de transporte público, saneamento, educação e saúde muito melhores do que possuíam há vinte anos. Há bibliotecas públicas em cada bairro. Portos, aeroportos, estradas, ferrovias, a Europa avançou em todos esses segmentos. Há projetos grandiosos, iniciados há vinte anos, que só foram concluídos há pouco. Penso em Paris, por exemplo. O metrô de Paris, inaugurado no início do século XX, conecta-se aos trens que levam às periferias e aos trens que levam a outras regiões da França e Europa. Todo esse sistema tem sido melhorado década após década, e tenho certeza que é bem superior hoje do que era há quinze anos.

Falam-se em corte dos programas sociais, é verdade, mas são cortes pontuais. A estrutura do bem estar social na Europa se mantém intacta: uma previdência social universalizada. Não é preciso sequer contribuir para se aposentar na Europa. Todos tem direito, o que é o supra-sumo do humanismo, pois parte da premissa de que todo ser humano é, de uma forma ou outra, um trabalhador, mesmo que não integre um sistema formal. Essa universalização da previdência só pode ter sido atingida há poucos anos, visto que começou a ser implementada a partir da década de 60 ou 70.

A “crise” européia, na verdade, reflete duas transformações fundamentais no planeta:

  • Uma reviravolta profunda na divisão internacional do trabalho, com migração de setores inteiros da indústria global para a China.
  • Uma depressão pós-imperialista muito forte no europeu. Depois da II Guerra, a Europa continuou dominando colonialmente (explicitamente ou não) grande parte do planeta, especialmente a África e partes da Ásia. Esta situação permitiu um conforto financeiro que permitiu a seus governos promoverem um generoso Estado de Bem Estar Social. Aliás, essa é uma verdade dura que os europeus tem dificuldade de enxergar: a vida confortável do europeu foi construída, em grande parte, em detrimento do continente africano, que fornecia matéria-prima e mão-de-obra baratas e comprava produtos europeus.
Quando a Ásia começa a produzir as mesmas mercadorias e a exportá-las a preço mais competitivo, a Europa faz uma transição difícil, que ainda está em curso: sua economia desloca-se cada vez mais para o setor de alta tecnologia e serviços.  Como alta tecnologia, não me refiro somente a produtos de informática, que aliás também já estão sendo produzidos, em sua maior parte, na China, mas sobretudo a máquinas de alta precisão, medicamentos, produtos químicos.
É preciso sempre lembrar, todavia, que à medida em que novos pólos industriais se consolidam fora da Europa e EUA, criam-se igualmente gigantescos novos mercados, fortemente interessados numa série de produtos do primeiro mundo. O faturamento da indústria de entretenimento norte-americana na Ásia, hoje, indica que possivelmente em pouco tempo este poderá ser o seu maior mercado. A quantidade de turistas que viaja à Europa também tem crescido exponencialmente.
Ou seja, a economia mundial tende ao equilíbrio, mesmo que aos repuxões. A Europa, na verdade, é uma das regiões que melhor enfrenta essa travessia, visto que possui vastos programas de assistência social, que amortecem os prejuízos humanos inevitáveis.
Nós, da América Latina, enfrentamos uma violenta transição econômica nos anos 90, sem nenhuma ajuda do Estado. Ao contrário. A Europa baixa os juros na crise, o Brasil aumentava. A crise européia não gera inflação; nós experimentamos processos desumanos de hiperinflação. Os gregos estão desesperados porque o governo determinou uma redução de 20% do salário mínimo e corte no salário do funcionalismo público. Nós vivemos décadas de corrosão do salário mínimo, que chegou ao fundo do poço em meados dos anos 90, quando ficou inferior a 40 dólares. O funcionalismo público brasileiro também experimentou contínua redução de salário (via inflação) durante muito tempo.
O que a Europa vive hoje são as convulsões de um renascimento como um continente ainda mais unido. A decisão de realizar a união fiscal dos países, por exemplo, aponta para uma unificação muito mais consistente.
Acho exagero as análises que, referindo-se à Grécia, falam em novo colonialismo. O governo grego é democrático, e suas decisões, difíceis e polêmicas, representaram uma escolha soberana. A Grécia poderia ter optado por sair da zona do euro, mas todas as pesquisas apontavam o desejo do povo grego de continuar participando da união monetária.

Alguns textos, mais superficiais, falaram em época dourada dos gregos. Isso é bobagem. Só é possível entender a Grécia a partir de sua história moderna, após a II Guerra. A Grécia também viveu séculos de opressão, miséria e falta de esperança. Somente nas últimas décadas o país encontrou uma estabilidade que possibilitou aos gregos gozar de um período de calma prosperidade. Vimos, porém, que o país cometeu erros macroeconômicos terríveis, que deveriam ter sido solucionados há muitos anos.

A Grécia sofreu ainda dois impactos desindustrializantes: com a União Européia, passou a ser mais barato comprar da Alemanha do que das indústrias locais; e a China não fica longe. Não acho, porém, que devemos gastar nossa piedade com a Grécia, visto que nós, brasileiros, temos um percentual de miséria muito maior do que na pátria de Sófocles; e logo ali abaixo tem início o continente africano, cujos países ainda experimentam suplícios que fazem da crise grega uma comichãozinha desagradável. O desemprego é muito alto na Grécia, mas quase ninguém passa fome.

A chamada crise na Europa reflete também o fracasso econômico de suas ex-colônias na África. E a culpa recai mais uma vez sobre a própria Europa, que não investiu de maneira inteligente e sustentável nesses países, preferindo financiar ongs assistencialistas que jamais contribuíram para um desenvolvimento econômico concreto (em termos agrícolas e industriais, por exemplo) do continente negro.

Mas a África está crescendo, o que vai beneficiar a Europa no médio e longo prazo, na medida em que criará novos mercados para os serviços e produtos europeus.

O mais famoso poema de Leopardi, o maior poeta italiano depois de Dante, intitula-se O infinito. É um poema curto e belo como um orgasmo. Fala de uma colina de onde o poeta pode admirar o horizonte, e fruir o silêncio profundo que lhe faz pensar no infinito. Em seus ouvidos, porém, lhe chega o som do vento agitando as folhas das árvores; daí ele compara aquele “infinito silenzio a questa voce”, e vem-lhe a consciência do eterno, das eras mortas e das presentes e vivas. Termina com uma (raríssima na prosa leopardiana, quase sempre pessimista e melancólica) nota de alegria suave e transcendente: “Assim, nesta imensidão se afoga o meu pensamento: e o naufragar me é doce neste mar”.

Minha opinião sobre a crise européia lembra esse poema. Eu a vejo como o ruído do vento agitando as folhas, e o comparo ao silêncio profundo das eras mortas, com seus massacres, seus atos de clamorosa injustiça, suas belas e cruéis revoluções, séculos e séculos de fome, miséria, desesperança, guerras. Meditando nesse quadro assombroso de sofrimento, a maior parte dele já superado, sinto uma doçura imensa quando me sento à beira do Sena, na pontinha da Ile de la Cité, numa tarde tão gélida que não há ninguém por perto.

Acompanhado por um pacote com seis long-necks Leffen, pelas quais paguei menos de sessenta centavos cada, contemplo as ondinhas brilhantes de suas águas. De vez em quando, levanto-me, confiro se nenhum barco está passando, e mijo solene e elegantemente no rio, chorando e rindo ao mesmo tempo ao pensar na ironia fraterna de Voltaire, na escatologia cômica de Rabelais, na emoção quase piegas de Jules Michelet ao analisar a Revolução Francesa – e na inacreditável inocência e simplicidade de espírito com a qual o pobretão Rousseau mudou o mundo.

 

(Pontinha da Ile de La Cité, o coração histórico de Paris)

 

(Ile de la Cité)

*

Sempre caro mi fu quest’ermo colle,
e questa siepe, che da tanta parte
dell’ultimo orizzonte il guardo esclude.
Ma sedendo e mirando, interminati
spazi di là da quela, e sovrumani
silenzi, e profondissima quiete
io nel pienser mi fingo; ove per poco
il cor non si spaura. E come il vento
odo stormir tra queste plante, io quello
infinito silenzio a questa voce
vo comparando: e mi sovvien l’eterno
e le morte stagioni, e la presente
e viva, e il suon di lei. Cosí tra questa
immensità s’annega il pienser mio:
e il naufragar m’é dolce in questo mare.

Giacomo Leopardi

*

Sempre me foi caro esse monte solitário
e estas árvores, que de vários pontos
escondem o horizonte.
Sentado e contemplando os intermináveis
espaços desde lá até as árvores, e os sobrehumanos
silêncios, e sua profunda calma,
eu mergulho em fantasia; e por pouco
o coração não pára. E ouvindo o vento
bramir entre as plantas, eu
comparo o infinito silêncio a esta voz (do vento)
e me sobrevêm o eterno
e as mortas estações e a presente
e viva, e o som delas. Assim, em meio a esta
imensidade se afunda meu pensamento:
e naufragar é doce neste mar.

(Tradução: Miguel do Rosário)

Comissão em foco: Deputado Valmir Assunção quer o PT na presidência da Comissão de Agricultura

O deputado Valmir Assunção PT-BA afirma que vai lutar para que a presidência da Comissão de Agricultura da Câmara seja atuada por um petista. Historicamente, o posto foi ocupado por PMDB, PR e DEM. Além disso, o deputado aponta a Reforma Agrária como prioridade e é criticado pela frente parlamentar.

Confira.>>Band Terraviva>

Políticos com contas desaprovadas não poderão concorrer nas eleições de 2012, decide TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (1º), por maioria de 4 votos a 3, que os políticos com contas desaprovadas não poderão concorrer nas eleições de 2012. Os ministros endureceram a regra das eleições de 2010, que declarava quite o candidato que prestava contas, independentemente de elas serem aprovadas ou não. A quitação eleitoral é uma exigência para obtenção do registro para concorrer a um cargo.

O julgamento começou no dia 14 de fevereiro, com o voto do relator Arnaldo Versiani, que queria manter a regra mais branda aplicada em 2010. Ele foi seguido pelos ministros Gilson Dipp e Marcelo Ribeiro, para quem a lei é clara ao exigir apenas a prestação de contas. “O tribunal não pode fazer interpretação extensiva”, disse Ribeiro.

A divergência foi aberta pela ministra Nancy Andrighi, que defendeu a aprovação das contas como condição para a obtenção do registro. “Entendo que não se pode considerar quite com a Justiça Eleitoral candidato que teve as contas desaprovadas porque isso tiraria a razão de existir da prestação de contas. A prestação de contas seria apenas uma mera formalidade, sem repercussão na situação jurídica do candidato”.

Para Andrighi, o candidato que foi negligente e não observou a legislação não pode ter o mesmo tratamento do candidato que cumpriu seus deveres. “A aprovação das contas não pode ter o mesmo efeito da desaprovação”, resumiu. Seu entendimento foi acompanhado pelos ministros Marco Aurélio Mello, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski. “Tratar igualmente aqueles que têm contas aprovadas e desaprovadas feriria a mais não poder o principio da isonomia”, disse Lewandowski.

Os ministros não definiram, no entanto, o prazo para que a desaprovação de contas interfira no registro. Atualmente, a Corregedoria do TSE tem o registro de 21 mil políticos que tiveram as contas desaprovadas em eleições anteriores. A dúvida é se um candidato que teve contas desaprovadas em 2008, por exemplo, poderia obter o registro para concorrer em 2012. Ficou definido que a rejeição de contas relativas às eleições de 2010 deixa o político não quite, e que as outras situações serão analisadas caso a caso.

Alianças em SP afetam negociação de ministérios

Autor(es): Por Fernando Exman | De Brasília
Valor Econômico – 02/03/2012

A disputa pela Prefeitura de São Paulo e as articulações relativas à candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad tornaram-se as engrenagens centrais dos novos ajustes da presidente Dilma Rousseff no primeiro escalão do governo federal.

Depois de integrar o PRB ao Executivo, Dilma sinaliza a possibilidade de tirar o comando do Ministério do Trabalho do PDT e fortalecer os laços do governo com PSC e PTB. O movimento pode levar o deputado Hugo Leal (PSC-RJ) ao Ministério do Trabalho. Em São Paulo, entretanto, até agora o PSC está próximo ao deputado Gabriel Chalita (PMDB), candidato patrocinado pelo vice-presidente Michel Temer.

Ontem, Dilma foi visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encontro que não estava previsto na agenda da presidente e foi mantido sob sigilo pelo Palácio do Planalto durante grande parte do dia. A presidente está insatisfeita com a infidelidade de seu ex-partido, o PDT, em votações de interesse do Executivo no Congresso, como a que criou a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público (Funpresp). Além disso, o PDT paulista tem sinalizado que poderá lançar candidatura própria ou até mesmo aliar-se ao PSDB nas próximas eleições. O PDT tem uma bancada de 26 deputados, enquanto um bloco formado por PTB e PSC poderia garantir 38 votos ao governo.

“Temos um pacto de os dois partidos caminharem juntos”, explicou o líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO). “Temos esse compromisso de votar juntos.”

Já o PR, que tenta retomar o controle do Ministério dos Transportes, ameaçou lançar o deputado Tiririca como candidato próprio e disse não ter problemas em reforçar o palanque de Serra em São Paulo. O partido resiste à ideia de assumir o Ministério da Agricultura e ceder o Ministério dos Transportes ao PMDB. Ontem, o líder do partido na Câmara, Lincoln Portela (MG), reuniu-se com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) para cobrar a liberação das emendas ao Orçamento apresentadas pelos parlamentares da sigla.

Inicialmente, Dilma havia assegurado que evitaria participar da campanha eleitoral nas praças em que os partidos de sua base de sustentação no Congresso estivessem divididos. Nos últimos dias, abriu a primeira grande exceção. Disse em conversas reservadas que poderia entrar na eleição paulistana, dependendo de quem fosse candidato. O interlocutor da presidente não teve dúvidas: Dilma se referia ao ex-governador José Serra (PSDB), que acabara de anunciar sua pré-candidatura a prefeito de São Paulo e foi seu adversário na última disputa presidencial.

O lance seguinte da presidente foi demitir o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) do Ministério da Pesca e Aquicultura para aproximar o PRB e os evangélicos da candidatura do ex-ministro da Educação Fernando, nomeando para o cargo o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Além de impulsionar as negociações entre o PT e o PRB de São Paulo, a nomeação de Crivella, que é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, pode reduzir as críticas do eleitorado evangélico a Haddad. Essa parcela da população condenou fortemente a elaboração, pela gestão de Haddad na Pasta, de um material contra a homofobia, o qual foi apelidado de “kit gay”.

“São Paulo é o centro nervoso do país e onde a oposição está encastelada”, afirmou o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), para quem a capital paulista abriga a elite mais retrógrada do Brasil.

Para o petista, o ideal seria que todos os partidos que integram a coalizão governista estivessem unidos já no primeiro turno em torno da chapa a ser liderada por Haddad. O PMDB, sugere, indicaria o vice da coligação.

No entanto, os pemedebistas não só descartam a ideia, ao reafirmar a candidatura do deputado Gabriel Chalita, como já começam a se incomodar com os movimentos de Dilma e seus articuladores políticos. Avaliam que nacionalizar a campanha de São Paulo só interessa a José Serra, que já declarou ter um desejo “adormecido” de voltar a concorrer à Presidência da República.

Além disso, o PMDB negociava uma composição com o PRB. Queria que o partido de Crivella indicasse o também pré-candidato Celso Russomanno, primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, para vice de Chalita. Mas o partido foi surpreendido pela nomeação do senador. A presidente Dilma Rousseff sequer avisou o vice-presidente Michel Temer da mudança que faria na Esplanada dos Ministérios.

Justiça bloqueia bens de acusados em fraudes no Ministério do Turismo

Decisão é com base em ação do Ministério Público Federal que aponta irregularidades em convênios firmados com a Abetar para programas ligados à Copa e pede devolução de R$ 1,9 milhões

Fausto de Macedo – O Estado de S.Paulo

A Justiça Federal decretou o bloqueio de bens de envolvidos em supostas irregularidades em convênios firmados pelo Ministério do Turismo no período entre 2006 e 2010. Em ação de improbidade administrativa contra a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar) e seu presidente, Apostole Lazaro Chryssafidis, o Ministério Público Federal pede devolução de R$ 1,9 milhões aos cofres públicos.

A ação foi apresentada pelo Ministério Público Federal em São José dos Campos (SP), que aponta “mau uso de verba pública em cinco convênios”.Paralelamente à ação, um inquérito civil apura outros dez convênios do Ministério do Turismo com a Abetar. Investigações penais também estão em curso.

A Abetar é uma entidade não-governamental, de âmbito nacional, sem fins lucrativos. Em seu site, a Abetar afirma que tem como principais objetivos defender os interesses das empresas de transporte aéreo regional e de linhas aéreas regionais e “representar os seus associados perante as autoridades constituídas em todos os níveis”.

Quando teve início a investigação do Ministério Público Federal a Abetar negou categoricamente qualquer irregularidade.

A Abetar informa que sua missão é “defender e promover os interesses dos seus associados, defender a livre concorrência, defender os interesses do transporte aéreo regional de forma profissional e ética, zelando pelos interesses maiores da nação brasileira, pelo desenvolvimento do setor e se apresentando às autoridades como o legítimo interlocutor da aviação regional”.

Além da Abetar e de seu presidente, também são réus na ação de improbidade Jordana Karen de Morais Mercado, a contadora Hellem Maria de Silva e Lima, Aline Vanessa Pupim e Lúcia Helena Bizarria Neves, “todas pessoas próximas a Chryssafidis e que auxiliaram no esquema fraudulento, principalmente figurando como sócias das empresas HC Comunicação & Marketing Ltda, Mercado & Mercado Eventos ME, Tosi Treinamentos Ltda, Instituto Nova Cidadania (atualmente denominado Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisa em Inovação, Tecnologia e Competitividade – IBEC), WP Comunicação & Marketing Ltda e CH2 Comunicação Corporativa Ltda, que eram as principais beneficiárias dos recursos conveniados

Motorista receberá R$ 350 mil de indenização por acidente em estrada

A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso da Sada Transportes e Armazenagens S.A. e manteve decisão que a condenou a pagar indenização de R$ 200 mil por danos morais e R$ 150 mil por danos materiais a um motorista de caminhão vítima de acidente. O motorista, que prestava serviço somente há 21 dias na empresa, foi acidentado no retorno de uma viagem ao Paraguai, quando o caminhão que dirigia tombou num barranco. Em consequência, ficou tetraplégico e com sérios problemas neurológicos.

O juiz de primeiro grau não acolheu os pedidos de indenização por entender que não havia culpa da empresa no incidente. O do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), ao julgar recurso do motorista, condenou a transportadora com base na teoria da responsabilidade objetiva, quando não há participação direta da empresa no incidente. Neste caso, a responsabilidade estaria no risco inerente à atividade desenvolvida, de transporte rodoviário de cargas. De acordo com o TRT, são evidentes os riscos a que estão sujeitas as pessoas que trafegam nas estradas brasileiras, que nem sempre têm boas condições de conservação.

Para o Regional, a doutrina tende atualmente a ampliar a responsabilidade objetiva, pois vivemos numa sociedade de riscos e, nela, os riscos devem ser compartilhados “de forma que receba o encargo mais pesado aquele que faz opção por atividade cuja natureza implica risco para os que dela participa”. Assim, o artigo , inciso XXVIII, da Constituição Federal, ao consagrar a teoria da responsabilidade subjetiva (com culpa direta da empresa) para condenação em indenização por dano sofrido em acidente, não afasta a aplicação da responsabilidade objetiva. “O próprio caput do artigo autoriza ao intérprete a identificação de outros direitos, com o objetivo da melhoria da condição social do trabalhador”, concluiu o TRT.

A Sada Transporte recorreu ao TST. No entanto, a ministra Dora Maria da Costa, relatora do processo na Oitava Turma, negou provimento ao agravo de instrumento da empresa levando em conta decisões do TST que aplicam a responsabilidade objetiva quando a atividade desenvolvida pela empresa pressupõe a existência de risco potencial à integridade física e psíquica do trabalhador.

(Augusto Fontenele/CF)

 

Publicado originalmente no jusbrasil

Processo: AIRR – 22340-76.2009.5.03.0142

Noroeste Paulista – Jales. Faleceu Paulo Aruca jornalista Editor Chefe da Tribuna de Jales

Acabo de receber por telefone a informação. Segundo o Camarada Martine, faleceu na Santa Casa de Misericórdia de Jales, o jornalista Paulo Arouca, que será velado até as 10h em Jales, horário em que o corpo sera transferido para Araçatuba, onde será será sepultado.

Acabo de confirmar a informação com meu fantasminha camarada, o Cardosinho. Paulo Arouca estava internado na Santa Casa de Misericórdia há 20 dias por conta da pancreatite. A cirurgia feita não resultou em sucesso.

A notícia mais completa voce pode acessar no blog do cardosinho >>>

JORNALISTA PAULO REIS ARUCA MORRE, AOS 48 ANOS

Faleceu hoje, na Santa Casa de Jales, por volta das 20:30 horas, o jornalista Paulo Reis Aruca, editor-chefe do jornal A Tribuna, aqui de Jales. Paulinho estava internado há cerca de 20 dias, no nosso hospital, com problemas na vesícula. Depois de realizar exames mais apurados, foi diagnosticada, também, uma pancreatite.

Na terça-feira (28), Paulinho foi submetido a uma cirurgia, ainda na Santa Casa de Jales, mas, após a cirurgia, alguns órgãos não responderam aos estímulos e à medicação. Meu último contato com o Paulinho foi na sexta-feira da semana passada. Ele me ligou logo de manhã, do hospital, para discutirmos alguns assuntos para a coluna semanal que ele escrevia n’A Tribuna.

Aparentemente, ele estaria se recuperando dos problemas de saúde e disse que tentaria escrever alguns tópicos. Mais tarde, ainda na sexta-feira, ele voltou a ligar e me pediu para que eu escrevesse a coluna, uma vez que não estava conseguindo. Foi a minha última conversa com o Paulinho.

Paulo Reis Aruca tinha 48 anos. Deixa esposa e filhos. Seu corpo deverá chegar ao velório municipal entre as 04:00 e 05:00 horas da manhã dessa sexta-feira. Ele será velado em Jales, até às 10:00 horas e, após, será trasladado para Araçatuba, onde será sepultado ao lado da mãe.

Câmara de Jales lamenta o falecimento do jornalista Paulo Reis Aruca

Jales perdeu na noite de ontem, dia 1º de março, um de seus maiores e mais respeitados jornalistas: Paulo Reis Aruca, editor chefe do jornal A Tribuna. Paulo tinha 48 anos, era casado com Dilma Aruca e pai de Jéssica e Jermanie.
Jornalista e radialista, atuou nas rádios Jovem Luz, Difusora, Cidade FM (todas em Araçatuba) além dos jornais Jornal da Cidade, Folha da Manhã, Folha da Região e Jornal do Povo. Paulo teve textos publicados no Observatório de Imprensa, Diário lance!, Folha de São Paulo e atuou como free lancer da Agência Estado, IstoE, Veja, Estadão, entre outros.
Atualmente era editor do jornal A Tribuna, em Jales, onde, durante 14 anos, assinou a coluna Enfoque, de bastidores da política local. Paralelo ao rádio e jornal, atuou como DJ desde os 13 anos, nas brincadeiras de quintal dos anos 70, passando pelas principais discotecas e casas noturnas de Araçatuba: Hangar, Café De Repente, Casa das Máquinas, ACEA, Gandaia, Califórnia Dance, La Bamba, Bamboleio, Diana American Bar.

Como ele mesmo descreveu em sua página na rede social Facebook, em casa era Paul, para a Dilma, simplesmente pai, para Jéssica e Jermanie; e Tio Paulinho, para os sobrinhos. Para os amigos de trabalho, é Paulinho; e para os políticos sérios, um cara imparcial; para os malandros, é chato; e para os leitores, é corajaoso. Ele dizia: “Sou simplesmente um apaixonado pelo jornalismo, que escolhi como ofício e graças ao qual sou o pouco que sou. Não aceito prostituição profissional e pronto!”

De música, além de rabiscar versos quase sempre inspirados por sua musa Dilma, gosta de samba de qualidade, não de pagode fru-fru rebolativo, mas viaja também pelo funk genuíno, blues, jazz e todo tipo de black melody, em especial aos grandes nomes do soul. Vai de Martinho da Vila a Ray Charles, passando por Chacka Khan, Angie Stone, Earth, Wiind & Fire, Kool & The Gang, Barkays, Barry White… a Tereza Cristina, Casuarina, Arlindo Cruz, Quinteto, Djavan.
O presidente da Câmara Municipal de Jales, Luiz Henrique Viotto, em nome da Casa, lamentou a triste notícia e comentou: “Aruca era um grande profissional, que buscava a imparcialidade e que contribuiu de maneira grandiosa para a cidade de Jales com suas matérias investigativas e o seu ponto de vista na coluna Enfoque. Jales perde um exemplo de ética, profissionalismo, credibilidade e competência. Jales perde um grande profissional, um grande homem”.

Obras da construção civil com duração de mais de seis meses terão representação sindical

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Um acordo assinado hoje (1º) entre governo, entidades empresariais e centrais sindicais permitirá a instalação de representação sindical em obras da construção civil com duração acima de seis meses. A composição da representação sindical dependerá do número de trabalhadores na obra. O representante dos trabalhadores terá mandato de seis meses.

A representação sindical faz parte do Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Indústria da Construção, que busca melhorar as condições de trabalho nos canteiros de obras do país. A cerimônia foi no Palácio do Planalto.

O acordo estabelece diretrizes nas áreas de saúde e segurança no trabalho, como prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, uso de equipamentos de proteção e acompanhamento da saúde dos operários.

Para estimular mecanismos legais de recrutamento e seleção dos trabalhadores, a intenção é que isso ocorra por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine), com o fortalecimento de sua estrutura em todo o país, eliminando assim a figura dos intermediadores, os chamados “gatos”. Na qualificação profissional, há medidas para elevar a escolaridade, ações de certificação profissional e valorização dos processos de inovação tecnológica.

As medidas para assegurar boas condições de trabalho estão relacionadas a questões como piso salarial, benefícios, jornada, condições de transporte, alojamento e alimentação.

O compromisso nacional também prevê ações para reduzir o impacto nas comunidades dos locais onde se instalam grandes obras como combate à prostituição, ao tráfico de drogas e à exploração de crianças e adolescentes, além de ações de segurança pública e contratação de mão de obra local.

O documento, construído em conjunto por centrais sindicais, entidades empresariais e representantes do governo sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República. O compromisso não substitui os acordos e convenções coletivas e é de livre adesão por parte das empresas.

As discussões começaram em março do ano passado, após manifestações e greves de operários nas obras das usinas hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, em Rondônia.

Durante a cerimônia, também foi instalada a  Mesa Nacional Permanente para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Indústria da Construção, que irá acompanhar o cumprimento do compromisso.

Edição: Nádia Franco

Tucanos ameaçam retaliar PSB em SP

Valor Econômico

O presidente estadual do PSDB em São Paulo, Pedro Tobias, afirmou ontem que seu partido só apoiará candidatos do PSB em cidades como Campinas, São José do Rio Preto e São Vicente, onde já vigora um acordo entre as duas siglas, se os tucanos receberem a contrapartida na eleição à prefeitura da capital paulista.

“Temos uma conversa boa com o PSB, mas apoio tem que ser recíproco. Se eles não nos apoiarem em São Paulo, não vamos participar da coligação deles nessas cidades”, assegurou.

Segundo Tobias, o presidente estadual do PSB, Márcio França, que é também secretário de Turismo do governo de Geraldo Alckmin (PSDB), é o principal interlocutor do partido nas negociações e quer a aliança. Eduardo Campos, presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, já conversou com Alckmin a respeito, mas não foi fechado um acordo. “Pelo que vejo na imprensa, Campos prefere aliança com o PT. Temos que definir essa situação logo”, avaliou.

O PSB aposta forte na eleição do deputado federal Jonas Donizette (PSB), que lidera as pesquisas de intenção de voto em Campinas, terceira maior cidade do Estado. Em São José do Rio Preto, o prefeito Valdomiro Lopes (PSB) concorrerá à reeleição. Em São Vicente, o vereador Caio França, filho de Márcio França, deve concorrer à prefeitura.

Outro partido que desperta interesse dos tucanos, o PDT confirmou semana passada a candidatura do deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. O presidente municipal do PDT, vereador Cláudio Prado, admite ter poucas chances de atrair outras legendas, o que deixará Paulinho com pouco tempo de televisão, mas acredita que a candidatura aumentará a bancada na Câmara Municipal, hoje de apenas um vereador. “Acho que numa campanha com propostas trabalhistas podemos chegar a três ou quatro vereadores”, afirmou Prado

Dirigentes nacionais do PT cobram candidatura própria e unidade em João Pessoa


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Dirigentes nacionais do Partido dos Trabalhadores divulgaram manifesto na noite desta quarta-feira (29) em prol da candidatura própria do partido em João Pessoa no pelito de 2012 e unidade da legenda no Estado da Paraíba.

O manifesto, encaminhado a toda militância do Partido dos Trabalhadores em João Pessoa, lembra que as eleições de 2012 é uma “oportunidade histórica de se apresentar como alternativa real de poder, reafirmando, também na capital paraibana, seu projeto e seus compromissos com uma sociedade mais justa e democrática”.

Ainda segundo documento, assinado pelo senador Humberto Costa, o deputado federal José Guimarães, pelo dirigente do PT José Dirceu, o coordenador nacional da Comissão de Ética do partidoFrancisco Rocha (Rochinha), entre outros, afirma que além da conjuntura política favorável, o Partido dos Trabalhadores tem hoje uma legenda estruturada na Paraíba. “Estamos em totais condições de disputar a Prefeitura de João Pessoa, bem como de outras cidades importantes, com chances de vitória”, garantem os dirigentes.

Confira abaixo o manifesto na íntegra:

À toda militância petista de João Pessoa, Paraíba – em especial às delegadas e aos delegados do Encontro Municipal marcado para 18 de março

Companheiras e companheiros,

Nestas eleições de 2012, o PT de João Pessoa tem a oportunidade histórica de se apresentar como alternativa real de poder, reafirmando, também na capital paraibana, seu projeto e seus compromissos com uma sociedade mais justa e democrática.

O PT é uma referência nacional, com altos índices de aprovação em todo o país, sobretudo na região Nordeste.

Além da conjuntura política favorável, temos hoje um partido estruturado na Paraíba e estamos em totais condições de disputar a Prefeitura de João Pessoa, bem como de outras cidades importantes, com chances de vitória.

Por estes motivos, manifestamos aqui nosso apoio à tese da candidatura própria em João Pessoa e fazemos um chamamento à unidade partidária – independentemente do resultado do encontro ou da opção que vier a ser escolhida.

Na certeza de que o PT sairá mais forte desse processo, subscrevemos:

João Vaccari Neto, secretário nacional de Finanças e Planejamento (CNB)

Paulo Frateschi, secretário nacional de Organização (CNB)

Humberto Costa, senador e vice-presidente nacional do PT (CNB)

José Guimarães, deputado federal e vice-presidente nacional do PT (CNB)

André Vargas, secretário nacional de Comunicação (CNB)

Iole Ilíada, secretária nacional de Relações Internacionais (AE)

José Dirceu, dirigente nacional (CNB)

Jorge Coelho, secretário nacional de Mobilização (PTLM)

Renato Simões, secretário nacional de Movimentos Populares (Militância Socialista)

Valter Pomar, dirigente nacional (AE)

Romênio Pereira, dirigente nacional (Movimento PT)

Francisco Rocha (Rochinha), coordenador nacional da Comissão de Ética e coordenador nacional da CNB.

 

Extraído de: www.luistorres.com.br

Pela Aprovação do PLC 122/2006 URGENTE!

Noroeste Paulista – Segundo acidente grave com caminhões leva à morte de Adauto Carlos Araújo.

Mais um motorista morre em colisão de caminhões (segundo em menos de dois anos na mesma empresa)

Com o impacto, o veículo da frente foi arrastado por cerca de 50 metros.

Um acidente entre dois caminhões matou uma pessoa na madrugada desta quarta-feira (29) na rodovia Washington Luís (SP-310), em Rio Preto.

De acordo com informações da polícia, por volta de 2h30, Adauto Carlos de Araújo, de 44 anos, conduzia um caminhão baú sentido capital quando, no km 435, bateu na traseira de outro caminhão que transportava postes de concreto e seguia na mesma via.

Com o impacto, o veículo da frente foi arrastado por cerca de 50 metros. A vítima foi socorrida pelo SAMU, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A perícia foi chamada para apurar as causas do acidente.

Para evitar qualquer possibilidade de incêndio, o Corpo de Bombeiros também foi acionado.

Acidente causa duas mortes, um ferido e a cidade de São Francisco está de luto.

Mais um acidente com caminhão mata dois em Três Fronteiras. 

Os corpos de Mauricio L. Risuto e Aparecido Liossi foram velado nas Câmara Municipal de São Francisco e o sepultamento aconteceu na tarde de hoje

A cidade parou, centenas de pessoas comparecem para manifestar solidariedade aos familiares neste momento de dor e pesar. Em clima de grande emoção estiveram presentes moradores de toda a região.

Circulam informações de que o motorista, Vanderlei Aparecido, está sendo tranferido da Santa Casa de Santa Fé dos Sul para São José do Rio Preto.

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Um grave acidente ocorreu no inicio da noite de ontem (29), na vicinal que liga Três Fronteiras a Palmeira D’Oeste, quando o caminhão com placas BTO 4671 da cidade de São Francisco, conduzido por Vanderlei Aparecido, 37, que estava carregado com materiais para construção (piso), estourou o pneu e tombou.No momento do estouro do pneu o caminhão saiu da estrada em direção ao barranco, neste trajeto caiu em uma valeta de captação de agua, em consequência a carga do caminhão veio para cima da cabine prensando os ocupantes do veiculo.


No caminhão estavam ainda dois passageiros, Mauricio Lourenço Risuto, 36, que era o proprietário da loja de materiais para construção e o jovem Renan Aparecido Liossi de 23 anos, ambos morreram no local, o motorista escapou com vida.Apesar dos vários ferimentos e fraturas, o motorista Vanderlei esteve consciente durante todo o período de trabalho dos bombeiros para retira-lo das ferragens, mais de 01h30min, sendo encaminhado a Santa Casa de Santa Fé do Sul.A cidade de São Francisco na região de Jales esta de luto, tendo em vista que as duas vítimas fatais eram moradoras e de famílias bastante conhecidas naquele município, assim como o motorista Vanderlei Aparecido.

Apesar dos vários ferimentos e fraturas, o motorista Vanderlei esteve consciente

As fotos são do Correio de Santa Fé.

Vitória da Conquista – BA: Derba realiza vistoria de área para construção do novo aeroporto

 

 

O Departamento de Infraestrutura de Transporte da Bahia (Derba) iniciou nesta quarta-feira (29) a vistoria da área para a construção do novo aeroporto no município de Vitória da Conquista. Em reunião na Prefeitura local, o diretor-presidente do Derba, Saulo Pontes, o prefeito Guilherme Menezes (PT), o deputado estadual Marcelino Galo (PT), representantes da sociedade e técnicos do governo do estado debateram os entraves e as soluções para a continuação do projeto. A construção foi anunciada pelo vice-governador Otto Alencar (PSD) na última sexta-feira (24), quando garantiu também que o licenciamento de construção do aeroporto sairia no mês de março.

 

“Precisamos avançar, pois essa obra é de fundamental importância para a região sudoeste da Bahia e para o desenvolvimento do Território de Vitória da Conquista. O novo aeroporto vai trazer mais vôos e mais turistas do Brasil e de diferentes regiões do estado. Isso vai auxiliar no crescimento da economia e na melhor distribuição do Produto Interno Bruto [PIB] da Bahia, que está concentrado na capital e na região metropolitana de Salvador”, afirma o parlamentar Marcelino Galo.

 

O engenheiro e diretor-presidente do Derba, Saulo Pontes, disse em entrevista, que a área de desapropriação já está resolvida com indenizações, os projetos executivo e o de pacto ambiental também já foram concluídos, restando agora quatro obstáculos. Segundo Pontes o aterro sanitário de Vitória da Conquista, que “bem monitorado não tem o perigo de atração de abutres e aves”, é um desses obstáculos. “A fábrica de farinha de ossos a prefeitura vai remover e a fábrica de ração também, esses dois obstáculos tem que ser removidos”, declara.

 

O quarto obstáculo era uma pocilga, que não existe mais, ela já está na parte da área que foi desapropriada pelo Derba. Ainda de acordo com o engenheiro do Derba, as obras só poderão ter início após a remoção desses obstáculos, conforme exigência do Ministério Público.

Marcelo Crivella assumirá pasta da Pesca no lugar de Luiz Sérgio

NATUZA NERY
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

O Palácio do Planalto anunciou nesta quarta-feira (29) mais uma troca na Esplanada dos Ministérios: Luiz Sérgio de Oliveira (PT-RJ) deixará a pasta da Pesca e Aquicultura e será substituído pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).

A mudança foi divulgada pelo porta-voz da Presidência, Thomas Traumann. Segundo nota divulgada, Luiz Sérgio prestou “inestimável contribuição ao governo”.

“À frente da Secretaria de Relações Institucionais e, depois, como responsável pela pasta da Pesca e Aquicultura, Luiz Sérgio desempenhou com dedicação e compromisso com o país todas as tarefas que lhe foram atribuídas pela presidenta Dilma Rousseff”, diz trecho da nota.

O documento diz ainda que a mudança permitirá incorporar à Esplanada um “importante partido aliado da base do governo” –o texto menciona o fato de que o ex-vice-presidente José Alencar pertencia a essa legenda.

Com a troca, Luiz Sérgio deve retornar à Câmara dos Deputados.

Lula e Marta: o vento que venta aqui é o mesmo que venta lá

Por Renato Rovai

A ex-prefeita Marta Suplicy registrou hoje que o partido errou ao dialogar com Kassab. Se fosse mais aguda deveria afirmar que Lula errou. Foi ele quem iniciou essa conversa. Mas como Lula é hoje um quase santo no PT (muito em decorrência dos seus méritos) quem crítica a tentativa de aliança com o PSD evita citar o nome dele. Fala em erro do partido.

Foi Lula quem iniciou as conversas e foi ele quem estimulou alguns de seus principais aliados internos a manter o diálogo aberto com o alcaide da capital do estado. Mesmo contra a posição da maioria dos dirigentes partidários tanto em nível municipal, quanto nacional.

Outro fato é que Fernando Haddad em nenhum momento deu declarações muito confortáveis sobre a coligação. Como diria a presidenta Dilma, em todos os momentos que foi confrontado com a possibilidade da aliança em entrevistas, tergiversou. Pessoas próximas a ele garantem que, no íntimo, Haddad torcia para que Kassab tomasse outro rumo. Garantem há algum tempo. Não apenas agora.

Outro fato concreto é que Kassab foi à festa de 32 anos do PT e tomou uma vaia homérica, histórica. E de lideranças partidárias, como registrei aqui. Mesmo com a vaia no ouvido, o ex-prefeito não passou recibo. E continuou dizendo que apoiaria Haddad.

Ou seja, Kassab achava Haddad o melhor candidato. Só ponderava que se Serra saísse não teria como não apoiá-lo. Por compromissos anteriores.

Sendo assim, que moral Serra terá para dizer que saiu candidato pelo risco que a vitória de Haddad significava para São Paulo? Se significava um grande risco porque Kassab queria tanto apoiá-lo?

Os que ficam perguntando como o PT vai explicar o “namorico” com Kassab, poderiam também se perguntar como Serra vai explicar que um de seus principais aliados tenha corrido por dois meses atrás do candidato do PT como a grande solução para São Paulo.

O vento que venta aqui é o mesmo que venta lá. É mais fácil pra Haddad mandar Serra perguntar pra Kassab por que ele queria tanto apoiá-lo. Do que Serra tentar perguntar por que o PT discutiu aliança com o prefeito que não é de centro, de direita e nem de esquerda.

Renato Rovai é editor da Revista Fórum

Em Sergipe: ESMERALDO LEAL É LANÇADO PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO DE SIMÃO DIAS PELO PT

Esmeraldo: Pré-candidato a prefeito do PT
Parece que a movimentação na política estadual em torno do rompimento de Déda com Amorim e possivelmente com Valadares, também mexeu na política de Simão Dias.
Segundo o líder petista Denar, em reunião com outros membros do partido chegou ao consenso em torno do lançamento do nome do líder do Movimento Sem-Terra, Esmeraldo Leal como pré-candidato a prefeito do município.
Esmeraldo já foi candidato a vereador em 2000, sem conseguir êxito na disputa. Atualmente é assessor do deputado João Daniel, que na última eleição estadual em Simão Dias obteve mais de 1600 dos simãodienses.

Deputado Valmir Assunção assume coordenação do Núcleo Agrário do PT

 

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Após reunião entre os parlamentares da bancada agrária do PT, o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) foi escolhido como o novo coordenador do Núcleo Agrário do PT.  Segundo Valmir, a primeira tarefa será o pleito da presidência da Comissão de Agricultura Pecuária e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, historicamente dominada por ruralistas.
“Depois da decisão dos movimentos sociais de se unirem na defesa da reforma agrária, senti-me motivado a assumir a coordenação do núcleo agrário e, assim, trabalhar para que a Comissão de Agricultura seja destinada ao PT. Vamos trabalhar neste sentido e será uma demonstração de prioridade na questão da reforma agrária, agricultura familiar e agricultura em geral.”, afirmou Valmir.
O orçamento da União também deverá ser trabalhado pelo núcleo já desde o início do ano. “Também atuaremos na construção do orçamento, sensibilizando o Governo na elaboração do mesmo, para que quando chegar para a votação no Congresso, possamos dar prioridade à reforma agrária”, apontou o novo coordenador.
Pautas prioritárias
A bancada agrária do PT também já sinalizou quais serão suas prioridades para o início deste ano no Congresso Nacional. “Nossa primeira reunião será de planejamento e daremos prioridade para a atuação dentro da CPI do Trabalho Escravo e também na aprovação da PEC do Trabalho Escravo. O debate sobre o Código Florestal e dentro da Comissão Especial que trata da exploração de recursos minerais em terras indígenas também está na nossa pauta”, disse Valmir.
“Para mim, é um desafio grande assumir o núcleo agrário do PT, até por que tem outros deputados com experiência no núcleo. Vamos fortalecer os parlamentares em defesa da reforma agrária, da agricultura familiar, camponesa, em defesa dos territórios e direitos dos quilombolas e indígenas”, completou.
O núcleo agrário é o principal espaço de articulação dos deputados, senadores e movimentos sociais dentro do Parlamento para a defesa da reforma agrária, da agricultura familiar e camponesa.

PT define tática na maioria das grandes cidades e deve crescer em todo país

Rui Falcão lidera a reunião da Comissão Eleitoral. (Foto Mário Agra – PT)

A avaliação é da Comissão Eleitoral do Partido, que já conta com definição tática em 78 grandes cidades.

Com a tática eleitoral definida em dois terços das maiores cidades do país (capitais e municípios com mais de 150 mil eleitores), o PT está bem posicionado para crescer em números de governos locais em todos os Estados, segundo avaliou a Comissão de Acompanhamento Eleitoral do partido, ocorrida nesta segunda-feira (27) na sede do Diretório Nacional em São Paulo.

“A avaliação é bastante positiva”, resumiu o presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão, durante coletiva de imprensa. Mas o partido, de acordo com Rui, não irá estabelecer metas percentuais de crescimento.

O quadro atual, a nove meses das eleições, mostra que, das 118 cidades nessa condição, o PT já definiu sua tática em 78 (ou 66%): terá candidato próprio em 68 e apoiará nomes da base aliada do governo Dilma nas outras 10. Nos demais municípios, as conversas continuam, já que o prazo final para definição de alianças é junho.

Segundo Rui, entre as pendências, a Comissão está dando atenção especial a três capitais: Belo Horizonte, Fortaleza e Recife.

Em BH, o PT ainda não decidiu se apoiará a reeleição de Márcio Lacerda (PSB) ou lançará candidato próprio; na capital cearense, o PT tem cinco pré-candidatos a prefeito e ainda não definiu se fará a escolha por prévias ou encontro; e, no Recife, a direção nacional se reunirá com o prefeito João da Costa, entre final e março e começo de abril, para avaliar se o quadro é favorável ou não à sua candidatura à reeleição.
São Paulo

Na coletiva de imprensa, os jornalistas priorizaram a disputa paulistana em suas perguntas, devido à decisão do tucano José Serra, candidato derrotado à presidência da República em 2010, de disputar as prévias em seu partido.

“Serra não foi assunto da reunião. Discutimos muito mais outros Estados. Em São Paulo, a campanha está sendo muito bem conduzida pelo Diretório Municipal”, afirmou Rui.

Ele avaliou, porém, que a entrada do ex-governador em cena não muda as estratégias e o cronograma da pré-campanha de Fernando Haddad.

“Não foi nenhuma surpresa. Para nós, parecia claro que ele seria candidato. O PT continua fazendo o que já vinha fazendo. Começamos a construir nosso programa de governo, com agenda nos bairros, e continuamos dialogando com partidos da base para eventuais alianças”, explicou.

Na opinião de Rui, partidos como PSB e PR devem estar juntos com o PT já no primeiro turno. E PCdoB e PMDB, que hoje tem candidaturas próprias, poderão somar num eventual segundo turno.

“Com o nome que escolheu (Haddad), com a força do PT, com a aprovação do governo Dilma e com o prestígio do presidente Lula, nossa possibilidade de atrair aliados é muito grande, bem como de vencer as eleições em SP”, disse.

Segundo o presidente do PT, Haddad vai apresentar à população de São Paulo um programa de mudanças. Ele citou como problemas a serem enfrentados a questão da mobilidade urbana, a falta de vagas em creches, as carências no setor de saúde e a política higienista da atual administração.

Ele rebateu a tese, levantada por alguns jornalistas, de que a proposta se dê por conta do apoio declarado do prefeito Gilberto Kassab (PSD) à possível candidatura José Serra.

“Em nenhum momento o Haddad deixou de dizer que quer um programa de mudanças para a cidade. E a crítica à administração Kassab sempre foi feita pela nossa bancada de vereadores, em defesa dos interesses da cidade”.

Ele lembrou que entre o PT e Kassab nunca houve conversas formais a propósito de uma possível aliança em São Paulo.

“O PSD dialoga conosco em várias cidades de vários Estados, mas aqui (em SP), isso nunca ocorreu”.
(João Paulo Soares – assessoria PT-SP)

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