Portal do Ig publica informação incorreta sobre eleições internas do PT

logo_ae_bigA coluna Poder Online, editada por Clarissa Oliveira, Juliana Granjela e Marcel Frota, publicou nesta terça-feira 26 de fevereiro uma informação incorreta acerca das eleições internas que o PT realizará em novembro deste ano.


Segundo a coluna do Ig, as “Correntes do PT avançam na negociação de candidatura contra Rui Falcão”.

O texto fala o seguinte: Avançou no PT a negociação para a formação de uma candidatura para disputar a presidência do partido, contra o atual detentor do cargo, Rui Falcão. As correntes Mensagem ao Partido e Articulação de Esquerda já conseguiram abrir um diálogo com o grupo Movimento PT para tentar uma união para a eleição interna marcada para novembro. Por enquanto, petistas ainda enxergam uma chance reduzida de o Movimento PT aderir à chapa. Se isso ocorrer, o nome escolhido para enfrentar Falcão teria uma candidatura muito mais competitiva. Até a semana passada, falava-se principalmente nos nomes do deputado Paulo Teixeira e do ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra para encabeçar a chapa. Nesta semana, começou a circular também o nome de Raul Pont (PT-RS).

O mesmo texto traz um link para outra matéria, que afirma o seguinte: Um grupo de petistas começou a articular nos bastidores a formação de uma chapa que reúna várias correntes em torno de uma candidatura única para rivalizar com o atual presidente Rui Falcão. Com o apoio do ex-presidente Lula e da ala majoritária do PT, Falcão disputará mais um mandato na presidência do PT na eleição interna marcada para novembro. A corrente Mensagem ao Partido vem tratando do assunto silenciosamente com a Articulação de Esquerda. A primeira é capitaneada pelo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. A segunda é um dos mais tradicionais grupos da chamada “esquerda petista” e, nas últimas eleições internas, teve como candidato o ex-secretário da sigla Valter Pomar.  A Mensagem cita dois possíveis nomes para encabeçar a chapa – o deputado Paulo Teixeira e o ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra. Juntas, as duas correntes dificilmente teriam força para rivalizar com Falcão. Mas os mais ambiciosos falam em tentar atrair também o grupo Movimento PT, integrado por nomes como o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia e a ministra Maria do Rosário. Aliados estimam que o atual presidente do PT tenha algo em torno de 60% dos votos no diretório nacional petista. Estão com o deputado os grupos Construindo um Novo Brasil, PT de Luta e de Massa e Novo Rumo para o PT.

Um terceiro link afirma que a corrente petista Mensagem ao Partido marcou para o próximo dia 22 de março uma reunião na qual vai definir se lançará um candidato à presidência do partido na eleição interna marcada para novembro. A corrente fundada pelo hoje governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, tem dois possíveis nomes para a disputa: o deputado Paulo Teixeira (SP) e o ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra. Se optar pela candidatura, o grupo vai se contrapor ao atual presidente Rui Falcão, que disputa a reeleição para a vaga com aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ala majoritária do PT, composta pelos grupos Construindo um Novo Brasil (CNB), Novo Rumo para o PT e PT de Luta e de Massa.

Tudo indica que os autores da nota acreditaram nas suas fontes, deixando de ouvir parte dos que são citados. No caso específico da Articulação de Esquerda, cujas posições são públicas e encontram-se disponíveis neste site (www.pagina13.org.br), não cometeríamos o equívoco de negociar candidatura e chapa “contra” alguém. E não por mera formalidade ou protocolo.

A questão é que só participaríamos de chapa e candidatura com outros setores do Partido, se fosse com base num programa comum. E, como sabe todo mundo que acompanha a vida partidária, as posições defendidas pelas tendências Mensagem e Movimento PT são distintas das nossas. Assim como são distintas as nossas posições e as posições defendidas pelo setor que apóia a candidatura de Rui Falcão, especialmente a tendência Construindo um Novo Brasil.

Por isto, ao menos no caso da Articulação de Esquerda, falar de chapa e/ou de candidatura com qualquer outra tendência, suporia um debate preliminar acerca da estratégia, da tática e do funcionamento do Partido, que pudesse convergir para uma posição comum. E no caso das tendências citadas na nota, este debate simplesmente não existiu.

Vale dizer que a Articulação de Esquerde decidiu, em reunião realizada em novembro de 2012, cujas deliberações como já se disse são públicas e publicadas, que reunir-se-ia com todas as tendências e setores partidários, de O Trabalho até a Construindo um Novo Brasil, para apresentar nossas posições. Mas, até agora, a reunião entre a direção nacional da AE e as respectivas direções da Mensagem e do Movimento PT não foram nem mesmo agendadas.

Portanto, a notícia publicada no Ig simplesmente não procede. Até porque, da mesma forma como nos recusamos a participar de “chapas únicas”, tampouco aceitaríamos participar de chapas “contra”, cujo único efeito prático seria empobrecer o debate de que o PT está tão necessitado.

Redação do Página 13

Leia também >>>>>“Correntes do PT avançam na negociação de candidatura contra Rui Falcão”.

“Questão de Policarpo não está resolvida”

: CPMI destinada a investigar práticas criminosas do Carlinhos Cachoeira, e agentes<br /><br />
públicos e privados, desvendadas pelas operações

Em entrevista ao Blog da Cidadania, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente da CPI do Cachoeira, afirma que o nome do jornalista de Veja foi tirado apenas para facilitar a aceitação do relatório, mas que ainda pode haver providências posteriores, após a votação do texto; já o do procurador, Roberto Gurgel, havia indecisão dentro do PT

 

 

Blog da Cidadania – O vice-presidente da CPI do Cachoeira, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), concedeu nesta quinta-feira 29 entrevista ao Blog sobre o relatório final da investigação. Segundo Teixeira, ao menos a questão do jornalista Policarpo Jr., da revista Veja, “não está resolvida”. Ele fala, ainda, sobre a posição do partido em relação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e explica as razões para o recuo do relator. Leia, abaixo, a entrevista.

Blog da Cidadania – Deputado Paulo Teixeira, sobre a posição do relator da CPI, deputado Odair Cunha, de retroceder no indiciamento do procurador-geral da República e do jornalista da Veja Policarpo Jr., o que o senhor diz sobre isso? É uma posição do PT? Dizem que o PT ficou com medo da mídia, outros dizem que foi o Palácio do Planalto que pediu… Qual é a posição que levou a esse acontecimento?

Paulo Teixeira – Do relatório do deputado Odair Cunha constavam pedido de investigação do procurador-geral, tendo em vista que não há explicação sobre os procedimentos que ele adotou – ou a falta de procedimentos adotados –, e pedido de indiciamento do jornalista Policarpo Jr. Mas poucos partidos homologavam o relatório nesses termos. Havia uma ampla maioria contrária ao relatório.

Nessa ampla maioria há vários interesses. Tem o interesse que não quer o indiciamento do Marconi Perillo, tem o interesse daqueles que defendem o dono da Delta, o Fernando Cavendish, e tem o interesse dos que não querem que esteja no relatório qualquer menção ao procurador e qualquer menção ao Policarpo. Com isso, o relator entendeu que, para pelo menos ele ler o relatório a fim de construir maioria, devesse retirar o jornalista Policarpo.

Havia, entre nós, um consenso de que devesse retirar ao menos o procurador-geral, pois o objetivo principal da CPI, o foco da investigação, era o governador de Goiás e o seu aparente envolvimento com o esquema de Cachoeira.

Blog da Cidadania – Entre nós, quem, deputado?

Paulo Teixeira – No PT, o nosso consenso era de que ele devesse retirar o procurador-geral. Mas a bancada do PT quis dar ao relator Odair Cunha condições de ele tocar o relatório de tal sorte que ele pudesse, ao menos, lê-lo para votação. Então ele achou por bem retirar o jornalista Policarpo Jr.

Blog da Cidadania – Mas deputado, o PT entende que não há uma certa gravidade no fato de o procurador-geral da República ter engavetado a Operação Vegas? Ele sabia do Demóstenes Torres, sabia de tudo aquilo… O PT não entende que a conduta dele foi estranha?

Paulo Teixeira – Nós consideramos que a postura do procurador-geral foi uma postura estranha, tanto que a proposição inicial do relatório foi de um pedido de investigação. O problema, como eu te disse, ali, foi que se criou uma frente de diversos interesses que impedia sequer a leitura do relatório. Aí, o PT decidiu que, mesmo pedindo a investigação no relatório inicial, nós tiraríamos esse pedido de investigação com o objetivo de facilitar sua aprovação.

Blog da Cidadania – O PT, por si, pediria os indiciamentos do Policarpo e do Roberto Gurgel?

Paulo Teixeira – O PT proporia o indiciamento do jornalista Policarpo Jr. e isso fez parte do relatório de Odair Cunha. Mas havia debates internos, no PT, sobre o procurador-geral, sobre essa questão do indiciamento ou não, se deveria ser tocada adiante. Mas, em relação ao jornalista Policarpo, o PT é unânime. Em relação à retirada de seu nome, isso foi uma circunstância que se criou para o relator e ele percebeu que, sem isso, o relatório não seria sequer lido.

Blog da Cidadania – Agora, deputado, não seria o caso, ao menos, de a Polícia Federal abrir uma investigação sobre o Policarpo?

Paulo Teixeira – Olha, na verdade, essa questão não termina com o relatório. Qualquer deputado pode pedir, ao final, que questões que não entraram no relatório possam ser investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público…

Blog da Cidadania – Qualquer deputado da CPI?

Paulo Teixeira – Da CPI… Essa questão do Policarpo, na minha opinião, não está resolvida.

Blog da Cidadania – Não está resolvida… O senhor acha que pode ter algum desdobramento. E quanto ao procurador, alguma possibilidade de investigação?

Paulo Teixeira – Então… Todas as questões postas vão ficar ou dentro do relatório ou para posteriores procedimentos e providências. Isso eu não vou te adiantar. Em relação ao procurador, não saberia dizer.

Blog da Cidadania – Deputado, uma última pergunta: cogita-se que tenha havido uma interferência do Palácio do Planalto nessa decisão. O senhor confirma ou nega esse fato?

Paulo Teixeira – Não, não creio que tenha havido interferência do Planalto.

Os ataques rasteiros a PH Amorim

 Rodrigo Vianna
Inimigos de Paulo Henrique Amorim (seria tolo chamá-los, apenas, de adversários) utilizaram a internet nas últimas horas para espalhar a informação de que ele teria sido condenado por racismo. Mentira dupla: não houve condenação (mas um acordo, ainda em primeira instância) e o autor do processo (o também jornalista Heraldo Pereira, da Globo) reconheceu (ao assinar o tal acordo) que não teria havido ofensa de cunho racista.

Figura emblemática na internet, PH Amorim fez muitos inimigos nos últimos anos. Claro que os inimigos tentaram aproveitar a situação para atacá-lo. Dizer (ou insinuar) que PH Amorim é racista foi a vingança de parte dessa gente que vive nas sombras – protegida pelos cargos oficiais, pelas amizades político-financeiras ou pelas posições ocupadas em Redações da velha mídia. Claro que essa gente não botou a cara pra bater; preferiu utilizar sites e/ou portais que fazem o serviço pesado para o PIG.

Esse é o método dessa gente. Senti isso na pele quando sai da TV Globo em 2006, e recebi ataques sistemáticos daqueles que agiam de forma dissimulada para agradar meus ex-patrões: apareceram notas plantadas nos jornais, comentários maldosos na web (vindos até de gente que hoje se esconde na Itália).

Isso posto, vale esclarecer mais dois pontos:
1) Não concordo com a expressão utlizada por Paulo Henrique Amorim nas críticas a Heraldo Pereira (“negro de alma branca”); ele utilizou a expressão de forma irônica, vá lá, justamente para relembrar a forma dissimulada como parte da “elite branca” se refere a negros que aceitam fazer o jogo dessa elite. Ainda assim, foi infeliz – além de injusta com Heraldo.

Isso, no entanto, não pode (e nao vai) apagar a luta incansável de Paulo Henrique que – ao longo dos últimos anos -vem-se dedicando a denunciar a tentativa idiota de negar o racismo no Brasil. O diretor da TV Globo Ali Kamel escreveu um livro (“Não Somos Racistas”) para “provar” que o racismo não existe. Heraldo Pereira – que trabalha na Globo- foi à Justiça porque se sentiu atingido pela frase de Paulo Henrique Amorim. Então, o racismo não existe, Ali?

2) Considero Heraldo Pereira um ótimo sujeito; e até onde sei, é um jornalista correto. Assim como qualquer um que exerce atividade pública, ele está sujeito a críticas. E tem o direito óbvio de buscar a Justiça quando se sentir atacado de forma exagerada ou injusta. Ao aceitar um acordo na primeira instância, Heraldo mostrou grandeza, mostrou que não pretende usar processos como arma de intimidação política e/ou econômica.

Não é o caso de outros personagens, conhecidos, que utilizam a Justiça (a mesma que às vezes prefere proteger Naji Nahas a garantir o direito à moradia de centenas de famílias) para intimidar e calar os críticos… A mim, não intimidam.

Paulo Henrique Amorim recebeu muitos ataques rasteiros nas últimas horas – vindos, inclusive, da turma que se diz de “esquerda” (é aquele povo que Brizola e Darcy Ribeiro definiram tão bem: “a esquerda que a direita adora”).

Mas PH Amorim recebeu também a solidariedade de milhares de leitores e colegas jornalistas. Entre tanta coisa que se escreveu, reproduzo aqui a reflexão de Leandro Fortes (outro jornalista e blogueiro que não se intimida com ataques e processos)…

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RACISTA É A PQP, NÃO PHA
por Leandro Fortes
Paulo Henrique Amorim, assim como eu e muitos blogueiros e jornalistas brasileiros, nos empenhamos há muito tempo numa guerra sem trégua a combater o racismo, a homofobia e a injustiça social no Brasil. Fazemos isso com as poderosas armas que nos couberam, a internet, a blogosfera, as redes sociais. Foi por meio de pessoas como PHA, lá no início desse processo de abertura da internet, que o brasileiro descobriu que poderia, finalmente, quebrar o monopólio da informação mantido, por décadas a fio, pelos poderosos grupos de comunicação que ainda tanto fazem políticos e autoridades do governo se urinar nas calças. PHA consolidou o termo PIG (Partido da Imprensa Golpista) e muitos outros com humor, inteligência e sarcasmo, características cada vez mais raras entre os jornalistas brasileiros. Tem sido ele que, diuturnamente, denuncia essa farsa que é a democracia racial no Brasil, farsa burlesca exposta em obras como o livro “Não somos racistas”, do jornalista Ali Kamel, da TV Globo.

Por isso, classificar Paulo Henrique Amorim de racista vai além de qualquer piada de mau gosto. É, por assim dizer, a inversão absoluta de valores e opiniões que tem como base a interpretação rasa de um acordo judicial, e não uma condenação. Como se fosse possível condenar PHA por racismo a partir de outra acusação, esta, feita por ele, e coberta de fel: a de que Heraldo Pereira, repórter da TV Globo, é um “negro de alma branca”.

O termo é pejorativo, disso não há dúvida. Mas nada tem a ver com racismo. A expressão “negro de alma branca”, por mais cruel que possa ser, é a expressão, justamente, do anti-racismo, é a expressão angustiada de muitos que militam nos movimentos negros contra aqueles pares que, ao longo dos séculos, têm abaixado a cabeça aos desmandos das elites brancas que os espancaram, violentaram e humilharam. O “negro de alma branca” é o negro que renega sua cor, sua raça, em nome dessa falsa democracia racial tão cara a quem dela usufrui. É o negro que se finge de branco para branco ser, mas que nunca será, não neste Brasil de agora, não nesta nação ainda dominada por essa elite abominável, iletrada e predatória – e branca. O “negro de alma branca” é o negro que foge de si mesmo na esperança de ser aceito onde jamais será. Quem finge não saber disso, finge também que não há racismo no Brasil.

Recentemente, fui chamado de racista por um idiota do PCdoB, partido do qual sou, eventualmente, eleitor, e onde tenho muitos amigos. Meu crime foi lembrar ao mundo que o vereador Netinho de Paula, pagodeiro recentemente convertido ao marxismo, havia espancado a esposa, em tempos recentes. E que havia dado um soco na cara do repórter Vesgo, do Pânico na TV. Assim como PHA agora, fui vítima de uma tentativa primária de psicologia reversa cujo objetivo era o de anular a questão essencial da discussão: a de que Netinho de Paula era um espancador, não um negro, informação esta que sequer citei no meu texto, por absolutamente irrelevante. Da mesma forma, Paulo Henrique Amorim se referiu a Heraldo Pereira como negro não para desmerecer-lhe a cor e a raça, mas para opinar sobre aquilo que lhe pareceu um defeito: o de que o repórter da TV Globo tinha “a alma branca”, ou seja, vivia alheio às necessidades e lutas dos demais negros do país, como se da elite branca fosse.

Não concordo com a expressão usada por PHA. Mas não posso deixar de me posicionar nesse momento em que um jornalista militante contra o racismo é acusado, levianamente, de ser racista, apenas porque se viu na obrigação de fazer um acordo judicial ruim. Não houve crime, sequer insinuação, de racismo nessa pendenga. Porque se pode falar muita coisa sobre Paulo Henrique Amorim, menos, definitivamente, que ele é racista. Qualquer outra interpretação é falsa ou movida por ma fé e vingança pessoal de quem passou a ser obrigado, desde o surgimento do blog “Conversa Afiada”, a conviver com a crítica e os textos adoravelmente sacanas desse grande jornalista brasileiro.

Leia outros textos de Palavra Minha

Marta Suplicy: “Dilma sabe escuchar, pero es muy exigente”

7/11/2010, Página 12
Buenos Aires 

Suplicy revela detalles sobre la personalidad de la presidenta entrante y del presidente saliente, analiza el debate sobre el aborto y la agenda del próximo gobierno y se alinea con firmeza detrás de Dilma: “Quiero ser su mano derecha”.

 Por Santiago O’Donnell

Desde San Pablo

Con el debido respeto, y sin ánimo de ofender a nadie, podría decirse que por belleza, inteligencia y calidez, Marta Suplicy es una política sexy. Senadora nacional electa por el Partido de los Trabajadores, el partido de Dilma y Lula, para representar al principal distrito electoral del país, ex alcaldesa de una de las ciudades más grandes del mundo, diputada, sexóloga, feminista, Suplicy es un símbolo brasileño de izquierda chic con compromiso social.

Nos recibe en su casa de Jardín Europa, el mejor barrio de San Pablo, en un living ecléctico y recargado, con sillones rojo furioso, chimenea y candelabros de plata, biombo chino, máscaras africanas, esculturas de Amazonia, almohadones hindúes y grandes cuadros abstractos y figurativos. Experta en el arte de decir sin decir lo que no quiere decir, Suplicy revela detalles sobre la personalidad de la presidenta entrante y del presidente saliente, analiza el debate sobre el aborto y la agenda del próximo gobierno, pero al mismo tiempo oculta cualquier crítica o diferencia de opinión que pudiera haber tenido en el pasado, para alinearse firme detrás de Dilma: “Quiero ser su mano derecha”.

Su nombre suena fuerte para ocupar un puesto en el futuro gabinete y Suplicy no lo descarta. Pero avisa que no está dispuesta a sacrificar su lucha en favor de la despenalización del aborto y el matrimonio gay. La entrevista duró una hora y no tuvo mucho desperdicio, por eso se editan las preguntas y el análisis de una campaña electoral que Suplicy tildó de “farisea”, “ridícula” y “muy poco politizada,” según ella de los dos lados, pero sobre todo por culpa de la oposición.

Diferencias entre el futuro gobierno de Dilma y el de Lula

 

–Son personalidades completamente diferentes con formaciones políticas y culturales completamente muy diversas, con respectivas consecuencias de virtudes y defectos diferentes. Ella tiene la personalidad más dura que Lula, entonces podrá enfrentar, tal vez, las reformas que hasta ahora no fueron hechas. La reforma tributaria y la reforma política, principalmente.

Lula es una persona que decide, pero demora para decidir. Ella creo que es más impetuosa a pesar de que escucha mucho, que tiene capacidad de diálogo, a pesar de lo que dicen. Yo conviví con ella. Escucha, pero es muy exigente, implacable con sus subordinados, con los ministros, con todos, en la excelencia de trabajo. Creo que su exigencia muchas veces puede haber creado ciertas aristas. Como ministra, probablemente. Pero como presidenta es más fácil hacerlo. Como mujer, si una mujer es muy dulce, hacen papel picado de ella. Yo fui alcaldesa de San Pablo, yo sé. Entonces creo que parte de su personalidad es así, pero parte tiene que ver con el ejercicio de poder siendo mujer…

Dilma es una persona muy reservada. Yo estuve muchas veces con ella en la campaña. No habla de las personas, no le gustan los chismes. Puede ser irónica, graciosa, pero no se abre nunca. Es lo opuesto de Lula. Lula habla mucho. Si usted conversa con Lula siempre sale con impresiones de muchas cosas porque habla de todo con muy poca reserva. Muchas veces lo hace para encaminar lo que quiere. Ella no.

Las mujeres y el poder

–Yo creo que en este siglo vivimos un liderazgo femenino muy diferente al siglo pasado, cuando los grandes liderazgos femeninos eran mujeres travestidas de hombre: Thatcher, Indira Gandhi, Golda Meir, y este siglo tenemos mujeres que son mucho más femeninas como Cristina Kirchner, Angela Merkel, Michelle Bachelet, y esto es muy bueno para nosotras. Al mismo tiempo, estas mujeres son mujeres que saben ser firmes, porque si no eres firme no puedes ejercer el cargo. Es un cargo que no tiene que ver con la cuestión de género, sino con una personalidad fuerte. Y se puede ser fuerte siendo femenina. Yo creo que Dilma en esta campaña fue más femenina de lo que jamás lo fue en su vida, porque no es una persona dedicada a la moda o la belleza. Y descubrió, ella no tenía la virtud de tener un peinado lindo o un maquillaje que la favoreciera, no era de su interés, y creo que cambió un poco. No tanto (se ríe), pero un poco.

Aborto, Iglesia e Igualdad de género

 

–La principal cuestión de la desigualdad de género no pasa por la descriminalización del aborto. Tiene que ver con la frase que dijo Dilma, que se vea con naturalidad la presencia de la mujer en el poder. Entonces, me parece muy importante que ella promueva a las mujeres y que tenga un gabinete con el mayor número posible de mujeres. Es muy difícil, porque no tenemos muchas mujeres fuertes en los cuadros partidarios y los partidos generalmente son los que nombran a los funcionarios, entonces va a ser imposible tener un gabinete como el de Bachelet: mitad mujeres, mitad hombres. Si fuera posible lo haría, y estoy segura de que va a hacer el máximo esfuerzo, pero no va a poder.

En cuanto al aborto, ella va a respetar su promesa de no llevar el tema al Congreso. Creo que va a depender del Congreso organizar el debate. Este es un tema difícil para la mayoría de los políticos, que tienen mucho miedo de la contestación de los religiosos. Yo no había pensado tener como tema principal las dos cuestiones que había trabajado mucho como diputada, que son descriminalización del aborto y matrimonio gay. Mi prioridad es ser la mano derecha de Dilma en la implementación de programas sociales para erradicar la indigencia. Pero en virtud de lo que pasó en la campaña (dominada por un debate amañado y electoralista sobre el aborto) creo que voy a tener que retomar mis temas más pronto de lo que pensaba. No sé si tendré que esperar hasta después del tratamiento de las reformas tributaria y política, que seguramente tendrán la atención de los senadores y también la mía, pero no podemos dejar que de aquí a cuatro años tengamos que tratar el tema nuevamente en la próxima campaña presidencial.

La Iglesia hace mucho que no habla de profilácticos y anticonceptivos en Brasil. La Iglesia no toca esos temas, aunque siga las directivas del Papa, porque directamente no da. Se metió con lo del aborto porque Serra lo usó. En Brasil estaba siendo respetada la laicidad del país. Claro, si esto llega al Congreso, la Iglesia se va a manifestar, pero en un momento adecuado. Era un debate en el Congreso, no una campaña electoral. Si esos temas vuelven, creo que la Iglesia y los evangélicos también se van a posicionar de una manera muy dura, por eso no va a ser fácil.

Lula, Dilma y el PT

–Los dos ganaron con Dilma, tanto Lula como el PT. Hoy Lula es mucho más que el PT, pero el PT es el que fue reelecto. Lula propició la reelección, pero la reelección del PT, que sigue en el poder. Hoy Lula trasciende Brasil. Con el abrazo de Lula, Dilma tiene el respeto de todos; no fue cuestionada en ningún momento por el partido. Por su competencia y lealtad al gobierno de Lula después del “mensalao”, y por ser la persona que ayudó a Lula a planear Brasil y ejecutar sus ideas en estos ocho años. Va a ser como siempre fue. El PT siempre presiona. Presionó a Lula, va a presionarla a ella, porque los movimientos sociales no se pueden quedar quietos. Su función es justamente la de presionar para no quedar en una situación desfavorable. Ella sabe eso. Al contrario de Serra, que no tiene capacidad de diálogo y manda a la policía a reprimir a los profesores.

Hace algunos años, Lula me dice: “Marta, la próxima presidenta va a ser mujer”, y yo pensé que iba a ser Marina, Dilma o yo. Con el tiempo me di cuenta de que Marina no iba a ser, entonces pensé Dilma o yo. Después percibí que iba a ser Dilma y me quedé tranquila, porque percibí que Dilma era la persona que estaba allá todo el tiempo con él, y que estaba bien que sea así. Vestí la camiseta de Dilma y me puse a trabajar desde el primer momento que él dijo “Dilma”, y ella percibió eso. En situaciones normales siempre es mejor hacer una cosa más natural, pero cuando se tiene a un líder como Lula, nadie pensaría en nombrar a un candidato sin pasar por su anuencia y lo normal sería escucharlo. Lula planeó muy bien la estrategia. Eso no es diferente en otros partidos. ¿Cómo fue la candidatura de Serra? No hubo elecciones internas. Fernando Henrique se posicionó a favor de Serra, fue determinante. Es lo mismo.

El futuro de Lula y Dilma

–Lula va a hacer exactamente lo que dice: se va a dedicar a unificar los movimientos sociales de América latina y a ayudar a los países menos desarrollados de Africa, donde puede hacer una gran diferencia. No va a asumir un cargo en un organismo internacional, él dice que esos cargos diluyen liderazgos. En Brasil va a ayudar, pero creo que se va a dedicar a esas tareas y a liberar el terreno para Dilma. Ella fue electa por Lula, sin Lula nunca hubiera sida electa. Pero Lula nunca la hubiera elegido si ella no fuera competente. Por eso la jefa política es ella. Ella es mucho más brillante y capaz de lo que la gente tiene idea. Cuando la conozcan, verán que es mucho mejor que en los debates. Es una persona brillante.

sodonnell@pagina12.com.ar

DM do PT de Votuporanga SP precisa ser reaberto, passar por reformulação, ter contato mais estreito com a militancia e buscar novos filiados‏.

Como mostra a foto dos out door espalhados pela cidade e materiais de campanha, DADO – PDT realmente trabalhou para o PSDB, pediu voto descaradamente para o SERRA.

Nestes 08 anos, o governo federal despejou dinheiro aqui na cidade, com grandes obras como UPA, Centro de Convenção e muitas outras que seria fácil identificar e quem levou a melhor são estes, o deputado João Dado e a administração do PSDB e DEM.  Ate as placas do governo federal eles tiram.

Dado é PT em BSB e PSDB e DEM aqui na região de Votuporanga – SP.Diretorio de Votuporanga foi as favas e a militancia só é usada na época de eleição e se afastando cada vez mais. Estamos dando murro em ponta de faca, como em toda a região.  Veja os numero destes 8 anos. Nem mais vereador temos. Estrategia errada e definida por poucos e pelos mesmo.

Este cara ao lado do Dep. DADO é o Ex-prefeito Carlos Pignatari de Votuporanga – SP- – PSDB, que se elegeu estadual e inicialmente estava impugnado por processos da merenda escolar, integrante do sanguessuga e superfaturamento nas apostila do COC.

Pignatari não só é contra o PT, ele demonstra um ódio incrível por nós e procura dificultar projetos como de loteamentos que deve ser de interesse de seu grupo.

Precisa haver reformulação urgente, não só no diretorio como tb na atuação da macro, onde td que se faz não tem repercusão regional. Dilma esteve la e ninguem soube. Fizeram o tanque rede e ninguem sabe.

DESTRO

Votuporanga – SP

Militante

Não sou indie, eu sou índio!

15 de maio de 2010http://quadradodosloucos.blogspot.com/2010/05/nao-sou-indie-eu-sou-indio.html

O indie não quer ser igual a ninguém, só a todos os outros indies. O indie decora nomes de bandas, livros e filmes que os outros indies aprovam. O indie se veste como os outros indies. O indie compra óculos e tênis onde os outros indies compram. O all-star é um signo confiável da indianice, mas os mais indies vão além. O indie odeia rótulos, salvo indie. O indie é gregário e territorial, mas só com outros indies. Além de independente, o indie ambiciona ser visto como descolado, contemporâneo, desprendido, cool, moderno, alternativo e despojado.
O indie se remorde ao ser chamado de posudo, pseudo-intelectual e emo, ou de emo-sem-franja. O indie adora dizer que é só um cara normal. O indie tem perfis quilométricos no orkut e facebook. O indie tem vagas insatisfações existenciais. Aos trinta, o indie passa a ter insatisfações existenciais ainda mais vagas. O indie não acredita em originalidade, mas em undergroundinalidade. O indie não tem depressão, ele é daqueles que acha que está deprimido. Se não é desse tipo, no mínimo ele se diz bipolar. O maior problema do mundo, para o indie, é o tédio. Por isso, o indie é blasé e acha que deve ser agradado pelos outros.
O indie não afirma, ele acha. Foge de polêmicas. O indie é multicultural, mas abomina quem toma partido. O indie só se filia a causas óbvias: paz mundial, liberdade de expressão e sobretudo ecologia. Não tem opinião formada senão nessas causas, quando muito. O indie não faz política, fica indignado. Indiegnado. O indie tem horror a partido político. O indie gosta do Obama, mas não do Lula. O indie acha todos os políticos corruptos.  O indie acha que o pior problema da política é a corrupção.O indie só confessa o voto quando é no Gabeira, na HH, na Marina. O indie acha que todas as religiões têm a mesma mensagem. O indie não discute religião. Mesmo o indie ateu se diz agnóstico, porque é mais indie.
O indie é libertário, mas tem uma vida sexual monótona. O indie quer que o parceiro goze, mas sem baixaria. O indie brocha, mas não toma viagra. O indie não fala palavrão nem na cama. Se fala, pega leve. O indie transa, mas não fode. O indie nunca participou de uma orgia. O indie é cabeça-aberta, mas a sua vaidade não suporta traição. O indie não valoriza a família, mas tem família estruturada. O indie não fuma cigarro. Quando fuma, não traga. Quando traga, não cheira. O indie quer que o traficante seja punido, mas não o usuário. O indie gosta de narguilés. O indie adora festas de apartamento. O indie ama pracinhas onde encontra os outros indies e pode comparar o sapatênis mais modernoso. O indie é sentimental, mas não é emotivo. Ele interioriza e depois escreve no blogue.
Com o indie, nada nunca é pessoal. O indie quer ter um smart car. Se der, um New Beetle. O indie quer passar um tempo na Europa. Geralmente Paris, Barcelona ou Londres, mas os mais indies pretendem ficar num lugar supercool: Montreal, Dublin ou Bratislava. O indie curtia “Legião Urbana” e agora curte “Strokes”, e idolatra “Velvet”, “Radiohead” e “Oasis”. O indie gamou na saga “Crepúsculo”, embora depois tenha achado muito mainstream pra ele. Idem para “Avatar“. O filme-manifesto para o indie é “Os Famosos e os Duendes da Morte“.
O indie se tornou o lado descafeinado, impotente e apolítico de nossa geração.

Governar o Brasil – D. Demétrio Valentini

D. Demétrio Valentini
Estamos em plena Semana da Pátria, neste ano de 2010. A própria data facilita as contas. Caindo a festa da independência no dia 07, é fácil a partir dela montar uma semana. Mas seja qual for o jeito de calcular a Semana da Pátria, ela nos envolve a todos, e nos faz partilhar com alegria os sentimentos de mística ufania e de surpreendente encanto, ao percebermos como a multiforme diversidade de pessoas encontra um denominador comum em ter este generoso país como pátria de todos os seus habitantes.

Em ano de eleições como este, a Semana da Pátria nos convida a superar, nestes dias, o clima de disputa eleitoral, para olhar a Pátria com simpatia, e nos revestir da responsabilidade comum pelo seu futuro.

Nesta perspectiva, é possível incluir as próprias eleições, mas já olhá-las além do resultado eleitoral que tiverem, para nos sentirmos, desde agora, convocados a colaborar com os futuros governantes, sobretudo com quem ocupar a Presidência da República.
O Brasil é tão grande, que para ser bem governado precisa da colaboração de cada cidadão e cidadã. Vistas nesta perspectiva, as eleições tem a salutar função de despertar para o desafio comum de assumirmos, cada vez mais, a missão de tornar este país a pátria de todos os seus habitantes, dando-nos conta dos muitos desafios que se apresentam.
Olhando nossa caminhada de país independente, não há dúvida que estamos vivendo um momento excepcional de nossa história, pelas transformações profundas que estão em curso, e pelo que o Brasil está conseguindo em termos de desenvolvimento e de afirmação de suas potencialidades.
A percepção da grandeza deste momento nos convida a superar a mesquinhez das acusações pessoais ou os preconceitos oriundos de convicções subjetivas, para abrir espaço para a disposição de contribuir positivamente com os futuros governantes.
Este me parece ser o recado maior da Semana da Pátria deste ano. Somos um grande país. Só seremos dignos dele se tivermos a grandeza de ânimo motivando todas as nossas ações. Desde o fato de depositar nosso voto consciente e responsável no dia 03 de outubro, até o trabalho cotidiano de nossos compromissos profissionais.
Assim todas as ações podem se revestir de grandeza. Ao contrário, se não soubermos impregnar desta motivação o que fazemos, até as grandes causas que defendemos podem se tornar expressão de mesquinhez.
Na medida em que um país se desenvolve, aumenta a complexidade dos seus problemas. Um exercício salutar para esta Semana da Pátria seria elencar os principais desafios que aguardam o novo governo.
A sequência certamente resultaria diferente, dependendo do critério adotado. Alguns desafios são mais importantes do que outros. Basta pensar, por exemplo, na educação. Ela é, sobretudo, estratégica. E assim a lista seria certamente mais extensa do que o número dos próprios ministérios, que pretendem englobar todos os desafios.
Os candidatos serão eleitos em outubro. Mas já neste dia Sete de Setembro, todos fazemos voto de que o Brasil conte com a dedicação dos eleitos e a colaboração de todos os eleitores.
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