Megaoperação desmonta esquema de R$ 1 bilhão

diario na web logo

Heitor Mazzoco e Allan Abreu

Agentes federais chegam na sede do Gaeco em Rio Preto

Guilherme Baffi 

No dia de Combate à Corrupção, 77 prefeituras do Estado de São Paulo – a maioria na região de Rio Preto – ficaram de portas fechadas durante a manhã de ontem enquanto Ministério Público, Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal realizavam a operação “Fratelli” (irmãos em italiano) para o cumprimento de 160 mandados de busca para a apreensão de dinheiro, armas e efetuar prisões.

A investigação aponta tentativa de fraude em licitações que terminaria com rombo de R$ 1 bilhão em municípios paulistas. (veja mapa ao lado). As prefeituras recebiam verba por meio de emendas parlamentares da Assembleia Legislativa e dos ministérios do Turismo e Cidades. A empreiteira de Votuporanga Demop Participações e a empresa Scamatti & Seller são alvos de investigação em suposto esquema de fraude em licitações em obras vencidas em todo Estado de São Paulo, principalmente na região de Rio Preto, por meio de empresas fantasmas.

Durante o dia, 13 pessoas foram presas, documentos, computadores, licitações e contratados foram apreendidos em Prefeituras da região. Entre elas Votuporanga, Olímpia, Jales, Fernandópolis e Catanduva. À noite, 16 pessoas pessoas prestaram depoimento na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Rio Preto, entre eles funcionários da Caixa Econômica Federal, banco estatal acusado de ter funcionários envolvidos na fraude. Durante a operação foi apreendido ainda R$ 460 mil em dinheiro.

Ex-prefeitos da região também foram alvo da operação. Em Cardoso, por exemplo, o ex-prefeito João da Brahma de Oliveira da Silva (DEM) foi preso depois de busca e apreensão na casa em que ele mora. Agentes da PF encontraram arma irregular na casa do prefeito. À noite, ele deixou a prisão depois de pagar fiança. Ele, em entrevista à uma emissora de TV, negou as acusações de contrato irregulares enquanto era prefeito.

Prisões

Os cinco irmãos, que são proprietários da Demop, foram presos ontem. Dorival, Edson, Mauro, Olívio e Pedro foram levados para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto. Eles devem ficar presos até o dia 19 deste mês. A prisão é preventiva com validade de cinco dias, prorrogáveis pelo mesmo período. As prisões ocorreram para que nenhum dos suspeitos possam atrapalhar o andamento final das investigações. O empresário Luis Carlos Seller, sócio dos irmãos Scamatti, também foi preso. outros sete funcionários públicos também estão presos.

Esquema

As investigações apontam que empresas em nome de laranjas participavam de licitações com valores oferecidos já preparados antes. Em uma licitação para conseguir contratos de recuperação asfáltica, por exemplo, três empresas apresentavam propostas. Apenas uma, a Demop Participações existia. As outras quatro eram de fachada, que serviam para ludibriar a licitação e deixar a obra nas mãos da Demop.

“É uma simulação de concorrência. São três empresas do mesmo grupo que simplesmente simulam, inclusive uma empresa produzia planilha das três empresas concorrentes”, afirmou o delegado da Polícia Federal, Cristiano de Pádua Silva. Pelo menos 40 empresas têm envolvimento com suposta fraude em licitações, segundo investigações. A maioria, empresas de fachada. “São empresas que a princípio não há relações entre elas (empresas), mas a fraude foi descortinada porque utilizavam mesmo telefone, mesmo endereço.

Em suma eram empresas de fachada”, afirmou o procurador da República Thiago Lacerda Nobre.Desde 2008, as licitações vencidas pelo grupo chegam ao valor de R$ 1 bilhão, o que é considerado “uma das maiores tentativas de fraude da história do País”, segundo Nobre. “É uma quadrilha altamente articulada que se servia da máquina pública e tinha livre trânsito em todas as esferas de poder do País, seja em nível estadual, municipal e federal.
“Para se ter uma ideia o grupo empresarial tem 40 empresas pelo menos. Digo, sem medo de errar, que é uma das maiores fraudes da história do País”, disse Lacerda Nobre. Os lucros de uma das empresa envolvida no esquema cresceu 600% em cinco anos, segundo as investigações.

Pierre Duarte

Representantes da Polícia Federal, Gaeco e Ministério Público Federal falam sobre operação

Suspeita de irregularidade ocorreu em 2011

As primeiras suspeitas sobre a atuação da Demop Participações na região datam de 2011, quando a empreiteira passou a ser acusada de ser uma das maiores beneficiárias de obras com dinheiro de emendas parlamentares da Assembleia Legislativa.Foi a empresa quem realizou as obras de asfalto na maioria das cidades da região beneficiadas com emendas do deputado Gilmaci Santos (PRB), que teve poucos votos no Noroeste paulista em 2010.

Na época, a empresa passou a ser alvo de diversos inquéritos do Ministério Público. Três deles se tornaram ações civis públicas, em que a Demop é ré sob a acusação de praticar improbidade administrativa nas prefeituras de Votuporanga, Mirassol e Planalto. Nenhum dos processos foi julgado em primeira instância. A Demop Participações e a construtora Scamatti e Seller Participações, alvos do Ministério Público e Polícia Federal, são as maiores empresas do Grupo Scamatti, de Votuporanga.

Ao todo, o grupo é formado por oito empresas, que somam capital social de R$ 31,8 milhões (R$ 25 milhões da Demop e R$ 1 milhão da Scamatti & Seller). O conglomerado surgiu em 1998, quando a família Scamatti fundou a Mineradora Noroeste Paulista, em Monções, e logo em seguida a Mineração Grandes Lagos, de Três Fronteiras.

No ano seguinte, o grupo criou a empreiteira Demop, sigla dos quatro irmãos proprietários: Dorival, Edson, Mauro, Olivio e Pedro. Ao longo da última década, o grupo diversificou os ramos de atuação, ao comprar pedreiras e portos de areia na região, além de uma fábrica de concreto, a Noromix, com nove filiais.

Embora Rio Preto não tenha sido alvo da operação de ontem, o prefeito Valdomiro Lopes (PSB) contratou a empresa desde o primeiro ano de mandato. De 2009 até o momento, a Demop Participações recebeu R$ 13,1 milhões. Um dos contratos foi firmado em março do ano passado, por meio de licitação, para recuperar 250 mil metros quadrados de asfalto, ao custo de R$ 9,4 milhões. O contrato foi julgado regular pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Este ano, a empresa recebeu R$ 87, 8 mil para restauração de da pista de caminhada da Represa Municipal. Os valores estão disponíveis no Portal da Transparência de Rio Preto. Em 2012, o grupo abriu sua última empresa, a Scamatti e Seller. Neste ano, a Justiça Federal bloqueou os bens da Mineração Noroeste Paulista, de Votuporanga, em ação civil pública em que a União pede o ressarcimento de R$ 10,8 milhões à empresa por extrair basalto de área não permitida.

“Com trabalho sério, honesto e a dedicação de todos os seus colaboradores, o Grupo Scamatti constrói a sua história e busca a cada novo dia ampliar seus horizontes e alcançar novos mercados, aumentando sua área de atuação para todo o território nacional, mas sempre com o compromisso de atender os prazos e orçamentos de suas obras e com a satisfação total de seus clientes”, informa o grupo Scamatti no site da empresa.

Operação contra a corrupção é no País

O Ministério Público (MP), por meio do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), em parceria com diversos outros órgãos, iniciou ontem a Operação Nacional contra a corrupção. O principal objetivo da operação é acabar com esquemas de corrupção que atuam em 12 Estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo.

As verbas públicas sob investigação, somadas, passam de R$ 1,140 bilhão, envolvendo desvios em órgãos municipais e estaduais, pagamento de propinas, superfaturamento de produtos e serviços, uso de empresas-fantasmas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, enriquecimento ilícito de agentes públicos e outros suspeitos, como empresários.

De acordo com o procurador-geral do Ministério Público do Estado de Rondônia e presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais, Everton Aguiar, responsável pelo GNCOC, a operação mostra que a União dos Poderes só tem proporcionado ganhos para a população. “Cada MP, por meio de seus Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaecos), está desenvolvendo operações de combate à corrupção de forma integrada.

Isso demonstra, de uma forma muito clara, que é possível que as forças do Estado trabalhem de maneira organizada contra esse mal que assola a sociedade atual. O Ministério Público brasileiro está fazendo sua parte”, disse.

Divulgação/Polícia Federal

Além de R$ 460 mil em dinheiro,armas também foram apreendidas

Demop se cala e políticos negam fraude

A Demop Participações não se pronunciou ontem sobre a Operação “Fratelli”. Na sede da empresa, em Votuporanga, uma secretária que não se identificou disse que o grupo não iria se manifestar a respeito da operação. Os advogados Pedro Luiz Riva e Lilian Amêndola Scamatti, que defendem a empreiteira em ações na Justiça, não retornaram os recados deixados em seus celulares.

Em nota, a Prefeitura de Votuporanga disse que “está contribuindo plenamente com as investigações”, por determinação do prefeito, Júnior Marão (PSDB). “Todo o material solicitado pelo Gaeco foi prontamente fornecido bem como informações dos setores de licitação e contabilidade.” Na Prefeitura de Olímpia, os policiais e promotores apreenderam três computadores, dos departamentos de contabilidade, financeiro e licitação. De acordo com a assessoria, as contas e processos licitatórios analisados já haviam sido aprovados pelo Tribunal de Contas.

“Sempre que temos dúvidas quanto à lisura de um processo, submetemos a análise do MP local, então creio que não teremos problemas”, informou o secretário de Assuntos Jurídicos, Edilson De Nadai, por meio da assessoria. Também em nota, a Prefeitura de Fernandópolis informou que “a atual administração tem interesse em dar publicidade de todos os atos da municipalidade, seja de que época for, contribuindo para o sucesso das investigações”. O ex-prefeito Luiz Vilar negou as acusações em entrevista à uma emissora de TV.

A assessoria da Prefeitura de Mirassol informou que todos os contratos com a Demop foram feitos por meio de licitações regulares. O advogado do ex-prefeito de Catanduva Afonso Macchione, Ricardo Hummel, disse que os promotores apenas recolheram documentos na prefeitura. “Não há nada contra ele”, disse.

O ex-prefeito de Urupês, Jaime de Mattos, defendeu a legalidade dos contratos com a Demop para recapeamento de ruas na cidade. “Posso garantir que tudo foi regular.” O advogado Orlando de Paula, que defende o ex-prefeito de Mendonça, Odair Milhossi, disse que seu cliente não se lembra se contratou a empreiteira durante sua gestão.

Antonio Carlos Favaleça, que governou Santa Fé do Sul entre 2009 e 2012, negou que tenha contratado a Demop na sua gestão. Os demais prefeitos e ex-prefeitos investigados na operação não foram localizados ontem.

Confira videorreportagem com a coletiva concedida à imprensa

 

Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital

Fonte: Agência Estado

Noroeste Paulista – Votuporanga. ENTREVISTA COM O CANDIDATO DR. PIRANI DO PT…

ENTREVISTA COM O CANDIDATO DOUTOR PIRANI DO PT…

Blog do Lamparina: pergunta feita pelo leitor Antonio Duarte (via e-mail).

 

Gostaria de começar essa entrevista com um tema bastante delicado para o seu partido, o PT, e conseqüentemente perguntar até onde isso afetaria, indiretamente, sua jornada eleitoral.

 

1-     Como o Senhor vê toda essa execração da mídia sobre o que se propagou publicamente como sendo o escândalo do mensalão, e como isso reflete aqui na imagem do partido e dos aspirantes aos cargos em disputa?

 

Candidato Dr. Pirani:

 

Primeiramente, não vejo este assunto como delicado para o PT, vejo isso com a mais absoluta tranqüilidade, já que é um avanço no sentido de solidificarmos a nossa jovem democracia. Que bom seria se esta acusação não fosse a primeira a ser julgada pela nossa mais alta corte. Veja bem, tivemos também num passado recente acusações de corrupção, e vejamos alguns casos: No governo do Fernando Henrique foi gravado ele dizendo que podia usar seu nome em uma licitação; No primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, foi aprovada uma emenda constitucional que permitiu a reeleição para os cargos executivos em todos os níveis, tendo sido possível que FHC tenha se tornado o primeiro presidente brasileiro a ser reeleito posteriormente. Gravações colocaram sob forte suspeita a emenda que permitiu a reeleição do FHC. Dois deputados do PFL admitiram terem embolsado dinheiro junto a Sérgio Motta (Ministro das comunicações) para votar a favor da emenda. Os deputados acusados, após serem investigados pela Comissão de Constituição e Justiça, se viram obrigados a renunciar para evitar a cassação de seus mandatos. Em maio de 1997 grampos telefônicos publicados pela Folha de São Paulo revelaram conversas entre o então deputado Ronivon Santiago e outra voz identificada no jornal como Senhor X. Nas conversas, Ronivon Santiago afirma que ele e mais quatro deputados receberam 200 mil reais para votar a favor da reeleição, pagos pelo então governador do Acre. O episódio foi investigado na época pela Comissão de Constituição e Justiça – numa investigação rápida que durou poucas horas. Em ambas as circunstâncias, não se conseguiu comprovar a efetiva compra de votos diretamente por FHC. Após a investigação da CCJ os deputados Ronivon Santiago e João Maia renunciaram aos seus mandatos, para evitar a cassação. Agora, veja bem, foi capitada uma voz identificada com Senhor X, pois bem, existem meios para identificar a voz, mas nada fizeram. Ainda temos o suposto mensalão dos tucanos de Minas Gerais para a campanha de reeleição do Azeredo, e tantos outros casos escandalosos que repousam debaixo da nossa história recente de corrupção na política brasileira, sem que haja nenhum interesse da mídia para esclarecê-los. Portanto, não estou preocupado com o julgamento do mensalão do PT, estou sim satisfeito porque o PT não jogou para debaixo do tapete estas denúncias que devem ser esclarecidas, como já disse o LULA, “doa a quem doer”.

 

Sobre os efeitos deste julgamento, creio piamente que a população Votuporanguense vai saber avaliar os fatos e concluir que o PT é a grande bandeira democrática do Brasil. A oposição pode dizer o que quiser a respeito do mensalão, mas só não se pode renegar fatos, tais como: no governo do PT 30 milhões de pessoas foram trazidas das classes D e E para as classes B e C. Basta isso para consagrar o PT como o partido que governou o Brasil priorizando o social. Foi, portanto, a primeira vez que começaram a ser reduzidas as desigualdades sociais, que a Constituição desde 1988 já determinava. Ainda, distribuiu de maneira democrática os recursos federais, possibilitando assim que Votuporanga, mesmo sendo governada pelo PSDB (oposição ao Governo Federal), recebesse algo em torno de 70% dos recursos que tocaram as obras de Votuporanga nos últimos anos. Então, o julgamento do mensalão fica sem efeito até mesmo diante da exuberante canalização das verbas públicas para a nossa cidade.

 

Blog do Lamparina: pergunta feita pelo leitor Carlos José Rodrigues (via comentários no Blog).

 

2-    O atual prefeito e candidato à reeleição Nasser Marão Filho polemizou em uma sabatina na imprensa local sobre a criação da Atividade Delegada, que permitirá ao corpo policial militar ser contratado pela prefeitura para prestar serviço na segurança, patrulhamento das vias públicas e do patrimônio público, quando os integrantes estiverem fora da escala de trabalho do patrão estadual. A população se manifesta pelos dois lados. Uns dizem que é falta de coerência, pois essas vagas poderiam estar criando novos postos de trabalho e ocupando trabalhadores que estão à espera desses postos. Outros dizem que seria providencial, pois os policiais militares já têm o preparo para esta ação e não necessitariam de preparação alguma. É um assunto polêmico com várias nuances e efeitos. Qual é sua posição a respeito?

 

Candidato Dr. Pirani:

 

Importante esclarecer que a segurança pública é da competência do Governo do Estado. Desta forma, sou absolutamente contrário à criação desta Atividade Delegada, que em outras palavras, joga ao município a responsabilidade da segurança pública, ou seja, vai municipalizar a segurança pública e oficializar o chamado “bico” que hoje é quase uma obrigação para aqueles policiais que não conseguem dar às suas famílias uma vida digna em função dos baixos salários que recebem, obrigando-os a trabalharem como segurança e outros, no justo e sagrado momento de descanso, quando poderiam estar junto de suas famílias.

 

Ainda, qual seria a forma de participação dos PMs neste projeto. Seria compulsória ou facultativa? Porquanto, é inaceitável que seja compulsória, ou seja, obrigando a participação dos policiais. De outra banda, e se for facultativa? Como vamos garantir à sociedade que haverá adesão suficiente para este projeto ser posto em prática?

 

Importante destacar que o problema da segurança em nosso município é o mesmo problema da segurança em todo o Estado de São Paulo, governado pelo PSDB há mais de vinte anos, desgoverno este que está sucateando a segurança pública ao ponto de o Ministério Público Federal, pedir o afastamento do comandante da PM.

 

Repito, a política implantada pelo PSDB no Estado de São Paulo está sucateando a segurança pública, porque, não obstante ser um dos estados mais rico da federação, o Estado de São Paulo paga um dos piores salários do Brasil aos policiais, delegados, investigadores, etc., pior, não realiza concursos suficientes para preencher sequer as vagas dos que aposentam. Agora, para “tampar o sol com a peneira”, estão fechando os DPs e os unificando para aglutinar o que ainda resta da nossa polícia. Nos últimos dez anos aposentaram pelo menos cinco delegados em nossa cidade, todavia, não foi preenchida nenhuma vaga, isso sem contar os investigadores que estão realizando serviços burocráticos por falta de serventuários. O resultado disso tudo é que o Estado de São Paulo teve 675 roubos por dia no 1º semestre deste ano, além dos homicídios, o número de roubos também subiu no primeiro semestre no Estado de São Paulo. De janeiro a junho, foram 122.811 casos, 6% a mais do que no mesmo período do ano passado. Apenas para ilustrar, um levantamento do MPE mostrou que, de cada 100 crimes cometidos na Comarca de São Carlos, 88 não são esclarecidos. A promotoria afirma que uma das razões é a falta de policiais civis na cidade.

 

Nosso Projeto para Votuporanga é a criação da Guarda Municipal (Polícia Comunitária), primeiro porque tem caráter preventivo e não repressivo, depois, vai somar e não dividir com a responsabilidade do Estado, ainda, entendemos que a partir do município, nós podemos desenvolver um conceito de segurança pública diferente daquele que hoje temos, que é o conceito a partir de polícia e não de políticas sociais, que é como deve começar a segurança pública.

 

Blog do Lamparina:  signatário do Blog, Roberto Martins

 

3-    A saúde pública passa por problemas complexos de gestão, com repasses insuficientes para a cobertura dos procedimentos por parte do SUS. Aqui em nossa cidade viveu-se uma situação de euforia com a propagada eficiência na gestão da Santa Casa, mas agora os gestores nos apresentaram uma conta deficitária astronômica de mais de 25 milhões, e o delírio acabou. Sabendo-se que a administração municipal é dependente do bom atendimento de saúde pública da Santa Casa para a manutenção das políticas públicas municipais de saúde; qual será sua atuação para coordenar esta situação deficitária na Santa Casa e não permitir que esta crise administrativa na entidade prejudique o atendimento de saúde pública no nosso município?

 

Candidato Dr. Pirani:

 

Quero dizer que hoje a Santa Casa de Votuporanga precisa ser diagnosticada com urgência, pra não dizer da necessidade de uma auditoria, primeiro porque, há quatro anos sua gestão era propalada como sendo exemplar; passados estes quatro anos, recentemente, a população Votuporanguense ficou estarrecida com a notícia veiculada na imprensa local dando conta da existência de uma dívida de R$ 4 milhões, que em menos de um mês saltou para R$ 25 milhões. Portanto, o caso exige seriedade porque estamos falando de saúde e de dinheiro público.

 

Imperioso destacar que a Lei Federal nº. 8080 de 19 de setembro de 1990, dispõe sobre a Responsabilidade pela Gestão do SUS (Sistema Único de Saúde), atribuindo aos Governos Municipais e do Distrito Federal, a responsabilidade de gerenciar e executar os serviços públicos de saúde; ainda, diz que é obrigação do GOVERNO FEDERAL prestar cooperação técnica e financeira aos estados, municípios e Distrito Federal, mas, garante ao Governo Federal a prerrogativa de AUDITAR, acompanhar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde, sempre, respeitando as competências estaduais e municipais. Portanto, em tese, para esclarecer a real situação da nossa querida Santa Casa, é necessária uma intervenção federal.

 

Tenho por mim que o maior problema da administração pública seja a má gestão do dinheiro público. É preciso observar que a gestão de recursos públicos está se tornando uma atividade cada vez mais complexa, a um, em função do grande nível de corrupção que reina em nosso país, ainda, a dois, a exigir pessoal especializado para cumprir esta que é atividade-meio, e não fim. E a tendência natural é que cada poder, órgão ou entidade que preste serviço público seja composto por servidores voltados a sua atividade-fim, para cumprir a função que deles se espera. Assim é que em hospitais públicos espera-se encontrarem médicos; em escolas públicas, professores; na segurança pública, policiais; no Judiciário, juízes; e em todos eles, além destes, os demais profissionais preparados para cumprirem a finalidade para a qual os órgãos foram criados. Caso contrário, teremos uma lastimável perda de dinheiro que decorre pura e simplesmente de um fator: má administração. É hora de aprimorar a qualidade do gasto público em todos os seus aspectos, é hora de se concentrar na despesa e não somente na receita, fazendo mais com menos.

 

Por fim, a saúde é um direito constitucional do brasileiro. O SUS foi criado em 1998, e qualquer gestor público tem que fazer o Sistema Único de Saúde funcionar, porque através do SUS é que aquela população carente, que não tem condições de pagar convênio médico, vai conseguir atendimento. Saúde é o segundo bem nosso. O primeiro é a vida. Para nós fazermos com que o SUS funcione, precisamos implantar uma forma de atendimento exclusivo através do cartão SUS, para isso temos que fazer a informatização total da saúde em Votuporanga, visando utilização plena do CARTÃO SUS e o PRONTUÁRIO ELETRÔNICO, possibilitando assim atendimento eficaz, com diminuição do tempo de espera para ser atendido (filas), transparência e mais financiamento para a saúde. Assim sendo, vamos continuar buscando todos aos serviços de saúde prestados pelo Governo Federal, garantindo então pleno atendimento na Santa Casa; construir novas UBS (Unidades Básicas de Saúde); Garantir o pleno funcionamento da UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) e do SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) e etc.

 

Blog do Lamparina: pergunta feita pelo leitor Manuel Henrique de Souza (via comentários no Blog).

 

4-    O serviço municipal de saúde teve muitos investimentos na sua estrutura física nos últimos anos, com construções, reformas e adequações de prédios. Mas, a população reclama e muito da falta de humanização no atendimento do sistema, com médicos e funcionários despreparados para atendimento ao público, colocando em risco a própria integridade física desses profissionais. O que o Senhor fará para solucionar esta questão?

 

Candidato Dr. Pirani:

 

Entendo que discorri parte deste tema no item anterior. Todavia, quero complementar dizendo que foram tantos os prédios construídos ao redor da nossa querida Santa Casa que hoje temos dificuldades para identificar “quem é quem”. Outrossim, não acredito que os médicos e demais funcionários da saúde sejam culpados pelos reclamos da população sobre o mal atendimento. Estou certo que esta responsabilidade deve ser atribuída à má gestão da Santa Casa, até mesmo porque, os funcionários reclamam dos baixos salários, excesso de horas trabalhadas e, pior, falta de humanização e transparência na relação com a direção, ou seja, a gestão da Santa Casa trata os funcionários como empregados, não como colaboradores que é um conceito moderno na relação de trabalho entre empregado e empregador, assertiva esta estampada hoje nos jornais locais dando conta da resignação vivida pelo Diretor Clínico da Santa Casa de Misericórdia de Votuporanga, Doutor Marco Aurélio Nascimbeni.

 

Em nossa gestão faremos a humanização total dos serviços de saúde de forma com que o índice de satisfação medido, seja progressivo sempre.

 

Blog do Lamparina: pergunta feita pelo leitor José Antonio Bispo dos Passos (via comentários no Blog).

 

5-    As últimas administrações municipais não se empenharam na construção de moradias populares, o que contribuiu muito para o aumento do déficit habitacional na cidade. A atual administração agilizou um pouco essa deficiência e construiu 664 unidades até agora, podendo esse número ser aumentado até o final do mandato em andamento. Mas, é muito pouco e não chega a amenizar 10% do déficit verificado pelo levantamento da própria atual administração. Sabemos que o salário do trabalhador aqui na nossa cidade é muito abaixo da média regional e que disponibilizar moradias para essa população de baixa-renda sair do aluguel é uma forma de bem investir dinheiro público e injetar dinheiro na economia local, pois o dinheiro do aluguel fica com o trabalhador e aumenta seu poder de consumo. O que o Senhor fará para resolver ou reduzir a níveis aceitáveis esse déficit habitacional?

 

Candidato Dr. Pirani:

 

Quero dizer que o cidadão tem direito à moradia, ainda, através do último sorteio realizado em Votuporanga para sortear casas, podemos fazer uma estimativa que o déficit de moradia em nossa cidade é de aproximadamente 7.000 residências, desta forma, vamos amenizar este sofrimento investindo em um Plano Municipal de Habitação; vamos urbanizar bairros e favelas; vamos Intensificar a regularização fundiária de favelas e loteamentos públicos; vamos otimizar a ampliação do Programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal, com incremento da construção de moradias para famílias com renda de até três salários mínimos. Nossa meta é construir durante os quatro anos de governo ao menos 3.000 moradias para a população com esta faixa de renda.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

 

Agradeço ao Blog do Lamparina pela iniciativa de oferecer oportunidade  democrática de sabatinar  todos os candidatos majoritários nestas eleições de Votuporanga, e dizer que estarei sempre a disposição de qualquer meio de comunicação  interessado em contribuir com o debate democrático que envolverá as propostas colocadas para o eleitor. Penso que este Blog está exercendo um papel fundamental que é levar aos cidadãos informações para que ele, no dia 07 de outubro, possa escolher em quem votar de maneira consciente e convicto de estar votando no melhor caminho para Votuporanga. Este é o papel precípuo da imprensa, ou seja, informar a população. Aproveito o ensejo para desejar boa sorte ao candidato Junior Marão e estendo o mesmo à candidata Eva Maria.

 

Quero dizer ainda que o maior problema da política brasileira hoje é a má gestão dos recursos públicos. Raramente se tem notícia de que uma grande empresa privada abriu falência por má gestão. No entanto, quanto à gestão pública, a falência ou deficiência é uma regra. Somos diariamente informados pela imprensa sobre dívidas daqui e dali, os atuais gestores vão para a imprensa informar o rombo da saúde; dizer que a criminalidade aumentou etc. Tudo isso creditado na famigerada conta da ausência de recursos. Isso não é verdade.

 

No mês de julho a Folha de São Paulo veiculou uma matéria informando que o governo brasileiro tinha R$ 59 bilhões pra gastar e não tinha onde gastar. Ou seja, falta projeto, falta gestão. Um governo sério não pode liberar verba a “torto e à direita”. Se não tem boa gestão, não tem projeto e não tem verba. Se não tem verba, o cidadão passa por necessidade na saúde, moradia, educação, segurança e etc., portanto, nós precisamos é de bons gestores no Brasil.

 

Em Votuporanga, o PT tem razões de sobra para pleitear a administração do município, até mesmo porque durante dois mandatos do governo Lula e agora no governo Dilma, nós estamos participando dos projetos da administração de maneira coadjuvante. Votuporanga nunca recebeu tanto recurso do governo federal como neste período. Isso com uma contribuição fantástica do PT local. Se nós tivemos capacidade para, de maneira coadjuvante, ajudar Votuporanga a crescer; tenho certeza que, como ator principal, nós vamos realizar projetos ainda melhores. Administraremos Votuporanga para que ela tenha um crescimento sustentável, nossa administração vai ser de forma participativa e transparente, com a população participando da elaboração dos nossos projetos. Hoje, lamentavelmente, ela só é chamada para tomar conhecimento dos rombos.

 

VISITEM O BLOG DO LAMPARINA NO: http://robertolamparina.zip.net

A dura disputa das “capitais” do Noroeste Paulista – Votuporanga.

VOTUPORANGA QUERIA SER CAPITAL DE TUDO E TERMINOU SENDO A CAPITAL DA CORRUPÇÃO

Por roberto_lamparina@hotmail.com

Mais farsa na “marcha contra corrupção”: tinha sindicato sim! Só que era patronal.
Quem assistiu ao Jornal Nacional da TV Globo na 4ª feira, ouviu o repórter dizendo duas grandes mentiras sobre a “marcha contra corrupção”.

Ele disse: “Não houve participação de partidos políticos, nem sindicatos na organização”.

Houve patrocínio de partidos (confira aqui), e participação de sindicatos, sim! Só que foram sindicatos patronais (dos donos de empresas que, em alguns casos, atuam como CORRUPTORES ou sonegadores).

O Sincomércio de Votuporanga (SP) e Santa Fé do Sul (SP) estavam em Brasília (foto acima, no topo). São Sindicatos do Comércio Varejista.

É curioso que os líderes empresariais de Votuporanga tenham mandado representante até Brasília, em vez de promover uma marcha na própria cidade, onde há farta corrupção para combater.

A cidade abriga a sede das empreiteiras Demop Participações e Métodos Administração de Obras (pertencentes à mesma família). São suspeitas de serem CORRUPTORAS no esquema de venda das emendas parlamentares da Assembléia Legislativa de São Paulo, com verbas liberadas pelo governo Alckmin (PSDB/SP):

Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/10/mais-farsa-na-marcha-contra-corrupcao.html#comments

Rompendo Grilhões (via @rob_lamparina)

Escrito por LAMPARINA

Como o meu tempo está muito pouco, eu gostaria de escrever hoje sobre muitos assuntos importantes, assuntos estes que, eu tenha total isenção em discorrer, pois não tenho minha vaca amarrada no pasto de ninguém.

          Começarei então com a eleição interna no PT local, que novamente conduziu o professor Quincas Martins (esclarecendo, que não é meu parente, diga-se de passagem) à presidência. Espero que agora se obtenha a tão sonhada paz interna e, o PT possa liderar de fato uma oposição e se comece a pensar num caminho alternativo para nossa cidade, juntando a experiência militante dos mais velhos, com as novas lideranças que estão surgindo dentro do PT e possíveis aliados. Tá difícil, mas não impossível.

          O caminho principal passa pela conscientização das lideranças de que o PT é o Partido dos Trabalhadores e precisa colocar isto em prática. Precisa chegar onde o trabalhador está e mobilizá-lo, politizá-lo de forma a despertar neste indivíduo uma consciência política e social que o leve a entender os meandros implícitos do universo político que o rodeia. Senão, Votuporanga continuará sendo o único lugar do Brasil, onde operários estão filiados (de carteirinha emplumada e tudo) em partidos elitistas que não representam os interesses dos trabalhadores, servindo assim de instrumento de manobra para defender com unhas e dentes os interesses dos patrões. O resultado nefasto desta relação unilateral de poder são os baixíssimos salários praticados por aqui e a tentativa da elite dominante de repassar as responsabilidades sociais – que deveriam permear suas ações -, para o setor público.

          Um bate-pau desta elite dominante, dia desses, chegou a afirmar num dos seus espasmos intelectuais advindos de um colérico piriri intestinal, na sua coluna do PIG de sábado, que os salários aqui são baixos, mas à culpa é das políticas salariais do governo federal. Ora senhor articulista, mas o teto salarial mínimo é para garantir que ninguém pratique um salário menor do que o mínimo, não estabelece que o teto mínimo tenha que se manter obrigatoriamente dentro do mínimo, tendo o empregador a liberdade de valorizar o seu empregado, pagando-lhe um salário que atenda as suas necessidades básicas.

          Mas, como aqui trabalhador está servindo de escudo para defender interesses do patrão e não os seus próprios, os salários permanecem rigorosamente dentro do teto do mínimo possível, sem nenhuma perspectiva de valorização voluntária.  Os patrões estão organizados em sólidas associações de interesses comuns e usando o dinheiro que deveria remunerar melhor os seus funcionários, para pagar campanha de deputado, que fez campanha a bordo de jatinho particular dos solidários confrades e com estrutura de campanha para governador de estado, gastando milhões para se eleger e defender os interesses daqueles que financiaram sua campanha. Os trabalhadores continuam sendo enganados por falsas lideranças políticas e sindicais, a soldo dos patrões, e por partidos políticos omissos que não exercem verdadeira liderança e mobilização, permitindo assim o domínio fácil dos que operam esta engenhoca, onde a matéria-prima que alimenta esta relação está sendo degomada do suor do trabalhador.

         Na contramão do interesse público, usam e abusam do poder obtido pela alienação da maioria, fabricando lideranças e elegendo mandatários sem nenhuma condição de mando, homens que se travestem de reputação ilibada, mas nas suas ações, não se norteiam pelo ético e moral, só visando perpetuarem-se neste insano ciclo vicioso de poder. A má utilização dos recursos públicos é a marca registrada desta gente. Basta fazer pequenas comparações e chegaremos fácil nesta constatação, pois suas ações não visam impactar diretamente aqueles que mais precisam das políticas públicas, mas sim favorecer, direta e indiretamente os confrades, além da clara tentativa de entronizar seus idealizadores nos anais da história local. É só passar pela Rua Amazonas e teremos esta constatação.

          Eu gostaria também de “passar um pente” no cenário nacional e falar das lambanças da turma do Vardemá (deputado Valdemar da Costa Neto, dono do PR) no DENIT, justo num órgão com tantas necessidades e com tanto ainda por fazer, num país de dimensões continentais e que ainda convive com problemas estruturais inaceitáveis, como à falta de uma ponte que ligue os estados de Rondônia e Acre, ficando esta importante ligação interestadual à mercê de balsas para a travessia do Rio Madeira. Eu estou trabalhando na região e tem dias em que esta travessia se torna uma tortura, podendo passar até um dia inteiro na fila para se fazer esta travessia, o que está causando desabastecimento no estado do Acre.

          E as lambanças se multiplicam com a turma do ministro da agricultura Wagner Rossi na CONAB, onde, em pronunciamento na tribuna do Senado, um dos líderes peemedebista, o senador Valdir Raupp, declarou que se a CONAB fosse extinta ninguém sentiria falta. Fica claro que naquele mato tem coelho e que o ministro deverá mesmo engrossar a fila do desemprego.

          O pobre do Doutor Tancredo, ora habitante de Atlântida e sob os desígnios de Posseidon, nem poderia imaginar no que se transformaria o seu MDB ético e democrático do passado. Uma matilha de cães ferozes e escarnecedores, ávidos por poder e por picaretagem.

          A Presidenta Dilma, alavancada pela comprovação da sua popularidade no exercício do mandato e pelo seu histórico político invejável, precisa implementar de fato uma faxina mais ampla e a população precisa ser mais atuante, cobrando com veemência as responsabilidades dos seus administradores.

          Nossa vizinha São José do Rio Preto está dando mostras do seu amadurecimento político e tenho acompanhado – vibrante -, os desdobramentos do caso da votação pelo legislativo do polêmico projeto de ampliação dos cargos em comissão, sonhando com o dia em que aqui teremos também este engajamento e esta conscientização política, pois o “modus operandi” aqui é aglutinar interesses e fortalecer a elite para massacrar e escravizar o trabalhador, no que esta estratégia tem sido coberta de muito êxito.

          É preciso romper este ciclo alicerçado na canga e no chicote para que tenhamos uma sociedade mais diversificada e plena, que respeite os verdadeiros ideais de sociedade, pois esta conversa fiada de que a união das forças políticas locais nos tem conduzido as grandes vitórias, é uma balela que não convence mais ninguém, pois as vitórias de fato estão sendo empreendidas apenas por aquela meia-dúzia que está no controle da situação, basta observar o progresso que estão tendo a olhos vistos, enquanto patinamos na nossa labuta diária de trabalhador honesto e honrado. Trabalhador não pode passar procuração para que alguém que não saiba segurar a marmita numa das mãos enquanto se deleita com as sobras da noite anterior, possa representá-lo incondicionalmente. É preciso estar sempre mobilizado e sempre na busca pelos nossos direitos.

          “Trabalhadores do mundo, uni-vos, vós não tendes nada a perder a não ser vossos grilhões”. Este grito de protesto do Manifesto Comunista de Karl Marx, apesar de secular, continua tão verdadeiro e justo como no frescor da sua divulgação em 1848.

O governador Geraldo Alckmin estará no Noroeste Paulista nesta 5ª feira

Em Votuporanga anunciará liberação de recursos para aeroporto de Votuporanga: na agenda consta ainda Olímpia, Rio Preto, Nhandeara e Fernandópolis
O governador Geraldo Alckmin confirmou ao deputado Carlão Pignatari que estará nesta quinta-feira, 28 de julho, visitando a região. Em Votuporanga ele anunciará a liberação de recursos para o aeroporto de Votuporanga “Domingos Pignatari”. Também estará em Olímpia, São José do Rio Preto, Nhandeara e Fernandópolis.
Os investimentos no aeroporto de Votuporanga é um pleito do deputado Carlão Pignatari à pedido do prefeito de Votuporanga, Junior Marão, que estiveram juntos no último mês reivindicando apoio para reforma e ampliação do aeroporto. A reivindicação visa a construção de duas cabeceiras de concretos, aumentando a pista auxiliar de manobra do avião e a construção de sala de embarque no aeroporto.
As obras seriam realizadas pela Daesp (Departamento Aeroviário de São Paulo) após ser firmado convênio com a Prefeitura. O pedido foi entregue ao secretário de Logística e Transportes do Governo do Estado de São Paulo, Saulo de Castro.

O governador estará na região anunciando outros investimentos na área da saúde, educação, infraestrutura e de saneamento básico. Em Olímpia anuncia investimentos na ordem de R$ 20 milhões para o Programa Água Limpa (DAEE). Em Nhandeara anuncia liberação de R$ 2,3 milhões para investimentos no município. Em Votuporanga liberação de recursos para aeroporto de Votuporanga no valor R$ 4,3 milhões através do DAESP e em Fernandópolis entrega da ampliação ETEC com investimentos na ordem de R$ 7,7 milhões

Monocultura da Cana é barrada (por enquanto) no Noroeste Paulista por Lei Municipal de Jales. De que lado voce está ?

JUSTIÇA DE JALES NEGA LIMINAR A MULTINACIONAL PARA EXPLORAR CULTIVO DE CANA

Graças a uma Lei Municipal  aprovada pela Câmara Municipal, de iniciativa da Vereadora Tatinha PT – SP,   a área agricultável máxima possível para o plantio da cana de açúcar é de 5%. Com base na responsabilide do Governo Municipal promover o planejamento do desenvolvimento econômico visando o bem estar da população a lei impede que a monocultura da cana acabe com a agricultura familiar em pequenas propriedade que é a característica do município de Jales.  A diversidade,  especialmente a fruticultura, é o que prepondera e está sendo protegida.

Vereadora Tatinha PT Jales - SP

Embora o agronegócio dê sua contribuição significativa à produção e a economia brasileira ele precisa ser enfrentado em seus efeitos colaterais. A agroindústira canavieira leva à concentração da propriedade à expulsão do homem do campo e, entre outros efeitos negativos, ataca a biodiversidade.

A reforma agrária do ponto de vista da estrutura fundiária, da democratização da posse da terra está construida na região pela história da ocupação da terra à partir dos fundadores da cidade. O agricultor familiar enfrenta as dificuldades inerentes ao financiamento da produção, ao  escoamento e distribuição e consequentemente à sobrevivência com dignidade.  Assim vemos sendo travada uma batalha de modelos no Noroeste Paulista.

A legislação de Jales tem sido objeto de debates e estudos em todo o Brasil. E a batalha jurícia que se trava nos tribunais não é uma questão meramente local. Assim como não é meramente local a necessedade de se fazer funcionar os mecanismos de fomento a produção agrícola familiar. Não interessa às multinaicionais que controlam cada vez mais o agronegócio no Brasil e tambem a propriedade da terra que o modêlo de Jales tenha sucesso. É justo que esperemos que seja dada a devida atenção à batalha travada.

Todos os que lutam para que o Brasil não seja uma “república de bananas”, retornando ao passado com o modelo “plantation” devem cerrar fileiras com a Vereadora Petista, independentemente das preferências partidária. Até por que hoje, mesmo dentro do PT, infelizmente existem defensores e representates do agronegócio, financiados inclusive, pela indústria da cana.

No sertão de São Paulo, na divisa com Minas e Mato Grosso do Sul, distante mais de 500 km da capital Paulista, num pequeno muncípio de 50 mil habitantes os Coronéis  estabeleceram um cerco que deve levar o debate aos tribunais superiores em Brasília. Estaremos prontos para enfrentá-los ? E voce, de que lado vai estar?

Vamos à notícia…

A e  trading asiática Noble Group perdeu a primeira batalha jurídica para expandir a produção de cana na região de São José do Rio Preto. O juízo da 1a. Vara Cível de Jales indeferiu liminar, em um mandado de segurança, interposto pela Noble contra a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente. A multinacional quer ampliar investimentos para o cultivo da cana de açucar na região de Jales, mas está esbarrando em uma Lei Municipal que limita o plantio de cana em 5% da área agricultável do município.

Segundo informações, a Secretaria de Agricultura, amparada na Lei Municipal e embasada em dados oficiais do IBGE, negou autorização para que a multinacional plante cana de açucar no município. Os dados do IBGE registram que cerca de 15% da área agricultável do município já estaria ocupada com o plantio da cana. Em função da posição da Secretaria, o grupo correu à Justiça, alegando violação de direito líquido e certo sobre o tema.

A Justiça entendeu, no entanto, que não existem motivos para a concessão de liminar, uma vez que não ficou configurado o perigo de lesão irreversível ao direito da multinacional, caso, ao final da demanda seja reconhecido que o município não tem legitimidade para limitar o plantio. Depois do indeferimento da liminar, a Justiça notificou a Prefeitura para prestar informações no prazo de 10 dias.

A Noble já possui duas usinas no estado de São Paulo. A Usina Noroeste Paulista está localizada em Sebastianópolis do Sul, região de Votuporanga, enquanto a Usina Meridiano está situada na região de Fernandópolis. Juntas, as duas usinas têm capacidade para processar 9,5 milhões de toneladas de cana, com produção de 740 mil toneladas de açucar, 300 milhões de litros de etanol e 450 megawatts hora de energia de cogeração. Recentemente, o grupo anunciou investimentos de R$ 45 milhões para a construção de um terminal ferroviário de açucar, em Votuporanga.

com informações do blog do cardosinho

EIS A DEMOP APARECENDO! (via orlandocosta)

A importância da blogosfera na busca de garantir transparencia na gestão dos recursos públicos se firma dia a dia. Em Jales tem sido frequentes os debates sobre a qualidade e a transparencia na contratação nas obras de recape, e asfaltamento. Depois de republicarmos a matéria, sobre a DEMOP de Votuporanga, do blog do lamparina ficou reverberando em nossa mente a preocupação quanto às posturas do Poder Legislativo de Olimpia, que o Roberto manifestou.

Leia também: https://murilopohl.wordpress.com/2011/01/17/de-votuporanga-deja-vu-via-lamparina/

Encontramos no blog do Orlando Costa que vem acompanhando, desde o ano passado o desenrolar do “caso DEMOP’ em Olimpia mais algumas informações adcionais. Tudo indica que a blogosfera vai se articulando e se fortalecendo também no Noroeste Paulista.

Boa leitura…

Autor: Orlando Costa 22 nov 2010

Independentemente do que tenham dito o secretário municipal de Obras, Engenharia e Meio Ambiente, Gilberto Toneli Cunha, e o prefeito Geniho (DEM) sobre o inusitado contrato firmado pelo município com a Demop Participações Ltda., em abril deste ano, até agora não havia sido feita nenhuma movimentação em torno do contrato e da empresa, que viesse justificar o barulho feito à época, quando da celebração do contrato.

Dias atrás, o prefeito teria se manifestado no sentido de que não havia nenhum contrato com a empresa, nem efetuado qualquer pagamento a ela. Na semana passada, o secretário Cunha bateu na mesma tecla. E o que estava se cobrando é a razão pela qual a empresa estava “sumida” em relação e esta transação, sendo que sua última obra foi a canalização na Floriano Peixoto, mas por conta de outro contrato, firmado anteriormente, de quase R$ 1 milhão.

Mas, eis que no dia de hoje chega a informação de que a Demop vai atuar na cidade, de novo, por conta de quatro novos contratos, trê deles totalizando R$ 1.594.806,74, e um quarto sem valor declarado. E, não por coincidência, os três poupudos contratos estão dentro do pragão presencial nº 40/2010, aquele mesmo que foi usado, a título de “Registro de Preços”, por meio do qual foi declarada vencedora a empresa votuporanguense, cujo teor do edital dizia:

“Objeto: Contratação de empresa para execução de serviços comuns de recuperação, reperfilamento, recapeamento asfáltico, manutenção asfáltica, tapa-buracos e sinalização horizontal em solo, em diversas vias públicas do Município, com fornecimento de material, mão-de-obra, máquinas e equipamentos, observada as especificações e complementos constantes dos anexos que fazem parte integrante do presente edital.”

E o que aconteceu depois? Nenhuma obra foi destinada à empresa após a assinatura deste contrato, que o prefeito nega ter assinado, o que Cunha corrobora. Ficou o dito pelo não dito… Leia mais: http://www.orlandocosta.com.br/?p=4367

Fernandópolis e Votuporanga são beneficiadas com recursos do PAC para construção de creches

Prefeito Marão, de Votuporanga durante assinatura de convênio

Os primeiros municípios que receberão recursos para construção de creches e quadras poliesportivas previstas na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) foram selecionados pelo Ministério da Educação (MEC).

Nesse primeiro grupo, 223 municípios receberão verba para construção de 520 creches e 98 para 213 quadras.
A meta é fechar 2011 com 1,5 mil novas creches, segundo o coordenador-geral de Infraestrutura Educacional do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Tiago Radunz. Atualmente, apenas 20% das crianças de 0 a 3 anos têm acesso a creches no País.
A primeira lista de contemplados inclui municípios com mais de 50 mil habitantes, localizados em regiões metropolitanas. São Paulo é o estado com o maior número de projetos atendidos: 103 creches.
Na região de São José do Rio Preto, os municípiosde Fernandópolis e Votuporanga foram selecionados em primeira chamada para a construção de unidades de educação infantil do Programa Pró-Infância no âmbito do PAC 2.
O município de Mirassol foi um dos selecionados em primeira chamada para a construção de quadras escolares poliesportivas no âmbito do PAC 2.
O Rio de Janeiro foi o município com mais projetos selecionados: receberá verba para construir 30 creches. A seleção foi feita com base no número de projetos inscritos e na demanda por vagas.
“O Sul e o Sudeste concentram os municípios de maior porte. Por isso, tiveram mais projetos selecionados. Mas no grupo 3 do PAC, formado por cidades de menor porte, que está sendo analisado, porque há uma quantidade muito grande de municípios inscritos”, explica o coordenador do FNDE.
De acordo com Radunz, a inclusão das creches e quadras esportivas no PAC 2 facilitou a liberação dos recursos do governo federal para as prefeituras. Antes, esse repasse era feito pelo Programa Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) por meio de convênios. Havia uma queixa por parte dos prefeitos pela quantidade de documentos e pré-requisitos que precisavam ser atendidos para receber a verba. Nessa nova etapa, os projetos são viabilizados a partir de termos de compromisso.
A partir da divulgação da lista dos contemplados, começa o processo de assinatura dos termos de compromisso e posteriormente dos recursos. O MEC disponibiliza para as prefeituras dois tipos de projeto de creche formulados a partir de critérios técnicos necessários para atender o público de 0 a 3 anos. Segundo Radunz, o total de recursos que será liberado ainda está sendo definido com o Ministério do Planejamento.

Folha Geral: Internet sem fio, Cibalena, CEI à vista, Na região I, Na região 2, Na região 3, Campanha, Emagrecendo, Nem vereador, Mais do mesmo, A novidade.

Internet sem fio


Em São José do Rio Preto, pelo menos 100 mil moradores de baixa renda deverão ser beneficiados com o fornecimento de internet gratuita. A notícia está no Diário da Região e, segundo ela, a Caixa Econômica Federal vai liberar R$ 1 milhão obtidos pela Prefeitura rio-pretense junto ao governo federal, através do programa Cidade Digital. Em Jales, o vereador Osmar Rezende vem sugerindo, desde 2005, que a Prefeitura tome medidas para disponibilizar internet de graça à população. Por enquanto, a nossa Prefeitura limitou-se a inaugurar alguns pontos de inclusão digital, chamados de telecentros.

Cibalena

Por sinal, comenta-se no botequim da vila que esses telecentros poderão ser a nova dor-de-cabeça do prefeito Parini. Para possibilitar que os pontos de inclusão digital fossem inaugurados antes das eleições de 2008, os serviços teriam sido executados às pressas e sem a necessária licitação. E o que é pior: fontes fidedignas garantem que a Prefeitura não teria pago a empresa responsável pelos serviços, cujo proprietário, após protocolar uma notificação extrajudicial, prepara-se para cobrar judicialmente o prefeito. O valor da cobrança, segundo as fontes, ultrapassa os R$ 60 mil.

CEI à vista

Além dos telecentros, a empresa em questão teria sido responsável também pela implantação do sistema de internet da Fatec-Jales, inaugurada em agosto de 2007, com a presença do então governador José Serra. Como se sabe, o convênio firmado com a Fatec previa que a Prefeitura ficaria responsável por algumas adaptações no prédio, incluindo a implantação do sistema de lógica e do PABX. Esses serviços, orçados em cerca de R$ 30 mil, também teriam sido executados sem licitação e, segundo o empresário, ainda não foram pagos pela Prefeitura. O assunto já chegou à Câmara e, tudo indica, ao Ministério Público.

Na região I

A Prefeitura de Fernandópolis anunciou na semana passada a assinatura de convênio com o governo federal, no valor de R$ 875 mil, para implantação de um novo espaço cultural e de lazer na cidade. O projeto, batizado de “Estação das Artes”, será implantado no antigo prédio da Estação Ferroviária de Fernandópolis, em um terreno de 52.000m2, doado à Prefeitura pela Rede Ferroviária Federal. E nesta semana o prefeito Villar (DEM) anunciou a assinatura de mais um convênio, dessa vez no valor de R$ 1,1 milhão. O dinheiro virá do Ministério do Esporte e será aplicado na construção, reforma e ampliação de campos de futebol em bairros da periferia.

Na região 2

E o superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Clayton Rosa Carneiro, visitou o gabinete do prefeito de Votuporanga, Júnior Marão (PSDB), na semana passada. Na ocasião, eles assinaram 12 convênios para liberação de verbas do governo federal, no valor total de R$ 7 milhões. Parte do dinheiro será aplicada na construção do Complexo Esportivo de Votuporanga, anunciado pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva. O prefeito Júnior Marão aproveitou a visita do superintendente da Caixa para tripudiar: segundo ele, “Votuporanga é a cidade com o maior número de convênios da regional da Caixa Econômica Federal”.

Na região 3

O prefeito de Lins, Waldemar Sândoli Casadei (PMDB), começou o ano obtendo recursos. Na segunda-feira, dia 03, ele reuniu-se com o superintendente da Caixa Econômica Federal da regional de Bauru, para assinatura de dois convênios no valor total de R$ 10,2 milhões. Um dos convênios prevê a reforma geral e ampliação do Estádio Municipal “Gilberto Siqueira Lopes”, como parte do futuro Centro Olímpico de Lins. Em manchetes, a imprensa de lá registrou que “prefeito Casadei assina maior convênio da história de Lins”. Enquanto isso…

Campanha

Enquanto isso, o prefeito Parini (PT) prefere continuar brigando. Agora ele resolveu promover a vereadora Tatinha ao posto de sua mais nova e principal desafeta, fato que o fez esquecer-se um pouco do seu ex-companheiro, Murilo Pohl. O problema é que Murilo, aparentemente, não esqueceu o prefeito. Em seu blog, no endereço murilopohl.wordpress.com, o ex-conselheiro do prefeito postou uma foto da residência do casal Parini, com a propaganda eleitoral da candidata tucana Analice Fernandes, devidamente acompanhada por uma frase do Barão de Itararé.

Emagrecendo

Há algum tempo atrás, Murilo utilizou seu blog para publicar um estudo sobre o desempenho dos candidatos petistas nas três últimas eleições para deputado federal e estadual, em Jales. O estudo, que consumiu horas de pesquisas junto ao site do Tribunal Eleitoral, é bastante interessante e mostra, com números, o processo de lipoaspiração vivenciado pelo PT jalesense. Em 2002, os candidatos federais petistas, puxados por Luciano Zica e pelo Padre Sardinha, obtiveram 5.289 votos nas urnas jalesenses. Em 2006, a votação caiu para 3.311 e, em 2010, despencou para pífios 1.770 votos.

Nem vereador

O mesmo estudo demonstra que, em 2002, quando Luís Especiato e José Carlos Guisso disputaram uma cadeira de deputado estadual, os candidatos do PT à Assembléia do Estado obtiveram, em Jales, 3.582 votos. Em 2006, os petistas caíram prá 1.829 votos e, em 2010, continuaram ladeira abaixo, alcançando apenas 1.500 votos nominais. Observando que a queda do PT, em Jales, coincidiu com a chegada de Parini e Cia ao poder, Murilo terminou sua análise constatando que os votos obtidos pelos candidatos petistas, tanto os estaduais quanto os federais, seriam insuficientes para eleger um único vereador do partido à Câmara de Jales.

Mais do mesmo

E a empresa Gente Nutrição Ltda, como já era de se esperar, foi a feliz ganhadora da licitação para fornecimento da merenda escolar em Jales. Os envelopes com as propostas foram abertos na terça-feira, 14, quando a Gente apresentou o preço de R$ 1,39 por refeição, enquanto a segunda colocada, a Starbene Refeições Ltda, propôs o preço de R$ 1,52. Resta saber agora, qual vai ser a atitude do prefeito Parini. Em 2006, a Gente ganhou a licitação com o preço de R$ 1,16 e, quatro anos depois, já estava cobrando da Prefeitura o valor de R$ 1,64 por refeição consumida. Se com esse preço a merenda, como é de conhecimento público, já vem apresentando inúmeros problemas, imaginem então como vai ser a refeição servida por R$ 1,39.

A novidade
O resultado da licitação deixa à mostra, mais uma vez, os desencontros da administração petista. Há algum tempo, a pretexto de evidenciar a desnecessidade da CEI da Merenda Escolar, assessores palacianos divulgaram notas onde diziam que a Prefeitura já estava providenciando a contratação de uma “nova” empresa para cuidar da alimentação escolar. E agora? Onde é que está o “novo”? O “novo” talvez esteja no preço proposto pela empresa, pois ele demonstra que os valores atuais podem estar acima da média. A diferença de R$ 0,25 por refeição não é pouca. Ela poderia significar uma economia de até R$ 35 mil mensais para os combalidos cofres municipais. A CEI da Merenda bem que poderia investigar quais foram os critérios que, entre abril/2006 e abril/2010, permitiram um reajuste de 41,3% no preço da refeição.

Fonte:  http://folhanoroeste.blogspot.com/2011/01/folha-geral.html

DM do PT de Votuporanga SP precisa ser reaberto, passar por reformulação, ter contato mais estreito com a militancia e buscar novos filiados‏.

Como mostra a foto dos out door espalhados pela cidade e materiais de campanha, DADO – PDT realmente trabalhou para o PSDB, pediu voto descaradamente para o SERRA.

Nestes 08 anos, o governo federal despejou dinheiro aqui na cidade, com grandes obras como UPA, Centro de Convenção e muitas outras que seria fácil identificar e quem levou a melhor são estes, o deputado João Dado e a administração do PSDB e DEM.  Ate as placas do governo federal eles tiram.

Dado é PT em BSB e PSDB e DEM aqui na região de Votuporanga – SP.Diretorio de Votuporanga foi as favas e a militancia só é usada na época de eleição e se afastando cada vez mais. Estamos dando murro em ponta de faca, como em toda a região.  Veja os numero destes 8 anos. Nem mais vereador temos. Estrategia errada e definida por poucos e pelos mesmo.

Este cara ao lado do Dep. DADO é o Ex-prefeito Carlos Pignatari de Votuporanga – SP- – PSDB, que se elegeu estadual e inicialmente estava impugnado por processos da merenda escolar, integrante do sanguessuga e superfaturamento nas apostila do COC.

Pignatari não só é contra o PT, ele demonstra um ódio incrível por nós e procura dificultar projetos como de loteamentos que deve ser de interesse de seu grupo.

Precisa haver reformulação urgente, não só no diretorio como tb na atuação da macro, onde td que se faz não tem repercusão regional. Dilma esteve la e ninguem soube. Fizeram o tanque rede e ninguem sabe.

DESTRO

Votuporanga – SP

Militante

Sindicato procura oito hospitais que Serra diz ter criado

 

Em Votuporanga o AME funciona ao lado da Santa Casa, em espaço reformado. Em Votuporanga o AME funciona ao lado da Santa Casa, em espaço reformado. 

FABRÍCIO MOREIRA 

    O Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo declarou-se ontem à procura de oito dos dez hospitais que, pela propaganda eleitoral do PSDB e de José Serra, foram construídos pelo governo estadual entre 2007 e este ano. 

    “Que a gente saiba, tem só dois hospitais que daria pra chamar de novos: o Instituto do Câncer Octávio Frias (inaugurado em 2008, dentro do Hospital das Clínicas) e o Centro de Reabilitação Lucy Montoro (de 2009)”, afirma o diretor do sindicato, Ângelo D’Agostini. 

    De acordo com o dirigente sindical, as peças publicitárias tucanas estão “bombando” a lista com instituições filantrópicas. 

    “São hospitais com quem o Governo Serra fez parceria, mas não são novos, apenas obras e instituições que o governo encampou. No máximo, o governo estadual pode ter reformado estes lugares.” 

    Outro dado artificial, segundo o sindicato, é o número de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) do Estado. A propaganda tucana promete que 40 unidades serão entregues à população até o fim deste ano. 

    “Não procede”, acusa o diretor do Sindsaúde. 

    “Se pegar a lista desses hospitais, não tem nenhuma AME novas, mas sim ambulatórios ou núcleos de gestão assistencial que já existiam e foram mexidos”, denuncia D’Agostini. 

    Como exemplos de maquiagens nesse sentido, ele cita as AMEs das cidades de Votuporanga e de Marília. 

    “Eles só colocaram mais especialidades, reformaram e mudaram os nomes”. 

%d blogueiros gostam disto: