Tucano tenta cassar juíza do caso ALSTOM. E a faxina na corrupção em SP?

via @ninhodavespa

O ex-deputado do PSDB, Robson Marinho, amigo do governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP), está com contas na Suíça atribuídas a ele bloqueadas, porque a origem do dinheiro faz parte dos subornos da multinacional ALSTOM pagos a tucanos paulistas por contratos com o Metrô e com Estatais de Energia, segundo apurações do Ministério Público.

Marinho ingressou com ação no Tribunal de Justiça de São Paulo para afastar de seu caminho a juíza do caso Alstom, Maria Gabriela Pavlópoulos Spaolonzi. Ela decidiu pelo bloqueio das contas na Suíça, e autorizou a quebra do sigilo bancário dos acusados.

O tucano alegou parcialidade da juíza, acusando-a de estar decidindo sempre a favor do Ministério Público.

Por votação unânime, o Tribunal de Justiça negou o afastamento, não encontrando nenhum indício de parcialidade da juíza e de suas decisões.

E a faxina em São Paulo? A imprensa corrupta joga pra baixo do tapete.

Onde está a indignação da imprensa, ao fazer silêncio e não exigir o afastamento de Robson Marinho da cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado?

Como pode alguém, que responde por acusações de um mega-escândalo de corrupção internacional – com desvio de dinheiro público para contas na Suíça – continuar julgando a prestação de contas dos governadores tucanos amigos? E sob os quais aconteceram a roubalheira nos contratos com a ALSTOM?

E, pasmem, ele não é apenas conselheiro, é também CORREGEDOR do TCE!

Convenhamos, não é a juíza quem deve ser afastada por suspeição, é o próprio Robson Marinho quem precisa ser afastado imediatamente de seu cargo.

Imagem se Robson Marinho ocupasse qualquer cargo no governo Dilma… o estardalhaço que a imprensa estaria fazendo.

Isso só vem a provar o quanto a velha imprensa é corrupta. Protege a corrupção dos tucanos.

Não é a toa que Geraldo Alckmin comprou R$ 9 milhões em assinatura dos jornais Estadão e Folha de São Paulo, mais as assinaturas das revistas Veja, IstoÉ e Época.

A TV Globo só noticiou uma vez, quando não teve mais jeito, com a decisão judicial de bloquear as contas na Suíça. Depois disso não tocou mais no assunto. Robson Marinho continua conselheiro e corregedor do TCE/SP, julgando a aprovação das contas dos governos tucanos, amigos dele.

Os Amigos do Presidente Lula

Propinoduto liga empresas aos Tucanos em São Paulo e DEM em Brasília.

Testemunha desvenda esquema de propina do Metrô de SP e do DF

Dinheiro de “caixinha” vinha por meio de duas offshores do Uruguai, segundo documentos

Gilberto Nascimento, do R7

ReproduçãoReprodução

Veja imagens ampliadasDocumento mostra acordo entre a Siemens Ltda., com sede em São Paulo, e a Gantown Consulting S/A, com sede no Uruguai

Informações sigilosas de uma importante testemunha vão ajudar a desvendar um esquema internacional de propina que, segundo denúncias, teria sido montado no Brasil pelas multinacionais Alstom e Siemens. 

Uma figura que acompanhou de perto contratos firmados nos últimos anos pelas duas empresas com os governos do PSDB em São Paulo e do DEM no Distrito Federal para a compra de trens e manutenção de metrô passou a fazer novas revelações e a esmiuçar os caminhos do propinoduto europeu em direção ao Brasil.

Supostos “acertos” e negociações atribuídos a representantes das duas companhias estão em um documento elaborado por essa fonte e encaminhado ao Ministério Público de São Paulo.  

Contatada pelo R7, a testemunha – que se identifica apenas como F. e teme ser fotografada por causa de represálias – dá detalhes de como a propina chegava ao Brasil por meio de duas offshores (paraísos fiscais), a  Leraway e a Gantown, sediadas no Uruguai, e de como a Alstom e a Siemens teriam se utilizado da contratação de outras empresas para encaminhar o dinheiro da “caixinha” a políticos, autoridades e diretores de empresas públicas de São Paulo e de Brasília.

F. relata esquemas supostamente arquitetados para a obtenção de contratos da linha 5 do metrô no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo; para a entrega e a manutenção dos trens série 3000 (também conhecidos como trem alemão) para o governo paulista, além da conservação do metrô do Distrito Federal.

O deputado estadual Simão Pedro (PT) encaminhará ao Ministério Público de São Paulo nos próximos dias uma representação pedindo a investigação das denúncias feitas por F.. 

Sob investigação na Europa

A francesa Alstom e a alemã Siemens foram alvos de investigações na Suíça e na Alemanha por causa da acusação de pagamento de suborno a políticos e autoridades da Europa, África, Ásia e América do Sul. Somente a Siemens teria feito pagamentos suspeitos num total de US$ 2 bilhões.

Um tribunal de Munique acusou a empresa alemã de ter pagado propina a autoridades da Nigéria, Líbia e Rússia. O ex-diretor Reinhard Siekaczek acrescentou que o esquema de corrupção atingiria ainda Brasil, Argentina, Camarões, Egito, Grécia, Polônia e Espanha.

Já a propina paga pela Alstom em diversos países – incluindo o Brasil -, pode ter sido superior a US$ 430 milhões, de acordo com os cálculos da Justiça suíça. No Brasil, a empresa foi acusada, por exemplo, de pagar US$ 6,8 milhões em propina para receber um contrato de US$ 45 milhões no metrô de São Paulo. 

A francesa Alstom fabrica turbinas elétricas, trens de alta velocidade e vagões de metrô. Maior empresa de engenharia da Europa, a alemã Siemens faz desde lâmpadas até trens-bala. As duas companhias são concorrentes, mas em determinados momentos na disputa tornavam-se aliadas, conforme a testemunha.

Para trazer o dinheiro ao Brasil

O esquema para mandar dinheiro ao Brasil via offshore, revela F., conta com a participação das empresas Procint e Constech, sediadas na capital paulista e pertencentes aos lobistas Arthur Teixeira e Sergio Teixeira. As offshores Leraway e Gantown seriam sócias da Procint e da Constech. F. mostrou cópias de contratos firmados pela Siemens da Alemanha com as duas offshores. Segundo ele, esses contratos comprovam o envolvimento da empresa alemã no esquema.

As offshores também teriam sido utilizadas, diz a testemunha, em outros contratos com empresas como a MGE Transportes, TTetrans Sistemas Metroferroviários, Bombardier (canadense), Mitsui (japonesa) e CAF (espanhola).  

Há dois anos, parte dos documentos em poder de F. foram enviados para o Ministério Público de São Paulo e para o Ministério Público Federal. Promotores confirmaram a veracidade de informações ali contidas. No entanto, ainda não conseguiram colher o depoimento da testemunha, localizada agora pelo R7

O promotor Valter Santin confirmou que o caso já vem sendo investigado, mas disse que não pode revelar detalhes “por ser sigiloso e envolver conexões internacionais”. 

Documentação

Uma documentação bem mais ampla – só agora exibida ao R7 – foi enviada por F., em 2008, ao escritório de advocacia Nuremberg, Beckstein e Partners,  da Alemanha. Na época, o escritório atuava como uma espécie de ombusdman da Siemens.

– Por que a Siemens não investigou as denúncias encaminhadas e por que a companhia no Brasil foi poupada nas investigações? Não foi por falta de informação, pois a carta mencionada revelava todos os nomes e detalhes e incluía provas dos esquemas de corrupção, avalia F.

Por meio de uma nota, a Siemens diz conduzir seus negócios “dentro dos mais rígidos princípios, legais, éticos e responsáveis” e afirma não ter firmado contrato em parceria ou consórcio “com nenhum concorrente no que tange à manutenção de metrôs”. 

Na mesma linha, a Alstom afirmou em um comunicado que segue “um rígido código de ética, definido e implementado por meio de sérios procedimentos, de maneira a respeitar todas as leis e regulamentações mundialmente”.  A empresa disse que está colaborando com as investigações e “até o momento, as suspeitas de irregularidades em contratos não foram comprovadas e não estão embasadas em provas concretas”.

O Metrô de São Paulo e a CPTM afirmaram, por meio de nota, que desconhecem os fatos mencionados e esclarecem que os seus contratos firmados com qualquer empresa “obedecem à legislação específica que norteia a lisura do processo licitatório, além de serem submetidos ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE)”.

Já o Metrô do DF afirmou, em nota, que desconhece as irregularidades apontadas e que “a licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal”. Veja a íntegra da nota:

“O Metrô-DF desconhece as supostas irregularidades apontadas anonimamente pela reportagem do Portal R7 e, ressalta que:

– O processo de licitação para a manutenção do Metrô-DF (transcorrido em gestão anterior), seguiu a modalidade de licitação de concorrência pública tipo técnica e preço, sendo que no primeiro aspecto as duas empresas finalistas receberam a pontuação máxima;

– No quesito preço, o consórcio Metroman apresentou a melhor proposta (menor preço), vencendo então a licitação;

– A licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal;

– O consórcio Metroman vem atendendo satisfatoriamente todas as demandas de manutenção apresentadas pelo Metrô-DF.

Coordenação de Comunicação do Metrô-DF”

Folha Geral: Multa, Oposição, Candidato do paço, Correndo por fora, Novo comunicador, Torcendo contra, Sem apetite, Estaleiro, Precatório, Dívida esticada, Problemas à vista, Nóis de Jales nada.

Multa
O prefeito Humberto Parini foi multado pelo Tribunal de Contas do Estado, em virtude de irregularidades na elaboração de um edital de licitação para aquisição de pneus novos. O relator do processo, conselheiro Cláudio Ferraz de Alvarenga, atendeu a uma representação interposta pela empresa Arrozeira Santa Lúcia Ltda que, em resumo, alegou que a Prefeitura de Jales descumpriu orientação do Tribunal ao restringir a aquisição de pneus importados. A multa, equivalente a 400 UFESP’s, ou R$ 6.568,00, chegou a ser contestada pelos advogados de Parini, mas o Tribunal negou provimento ao pedido de reconsideração do prefeito.

Oposição
Na sessão de segunda-feira, o nome da petista Aracy Cardoso, a Tatinha (PT), foi lançado para a presidência da Câmara pelos quatro vereadores da bancada oposicionista. Jota Erre (PSDB), Sérgio Nishimoto (PTB), Salatiel de Oliveira (DEM) e Luiz Henrique Macetão (sem partido), defenderam a candidatura da professora Tatinha, sob o argumento de que ela poderia unificar a Câmara, uma vez que, segundo eles, possui experiência e independência para dirigir o Legislativo. Além disso, dizem os oposicionistas, Tatinha seria a única com disponibilidade de tempo para dedicar-se integralmente aos problemas da Câmara, já que ela está aposentada como professora.
 

Candidato do paço
Rivelino Rodrigues(PPS) foi outro que aproveitou a sessão de segunda-feira para também lançar publicamente a sua candidatura. Rápido no gatilho, ele tratou de pedir os votos dos colegas, citando nominalmente cada um deles, inclusive aqueles que haviam declarado voto na vereadora Tatinha. Rivelino falou de seus planos para a presidência e prometeu investir na melhoria da informática e da comunicação da Câmara. Como presidente, ele pretende disponibilizar aos demais vereadores todas as ferramentas da internet, a fim de facilitar a comunicação com a sociedade. Na opinião de Rivelino, a internet vai ser decisiva nas próximas eleições.
Correndo por fora
Embora não tenha se manifestado publicamente, o pedetista Claudir Aranda deixou claro aos seus colegas que também é candidato. Durante a semana, apesar de ter recebido um pedido de Rivelino Rodrigues para que retirasse sua candidatura, Claudir tratou de conversar com alguns vereadores para pedir-lhes o voto. O principal empecilho à sua candidatura – um possível impedimento por acúmulo de cargo – já teria sido superado: o vereador pedetista garante que a direção dos Correios não se opõe a que ele dedique algumas horas do dia à Câmara. A aspiração de Claudir, diga-se, é justa, uma vez que ele já é vereador de três mandatos, sem nunca ter sido presidente da Câmara, apesar de ter ajudado vários colegas a se elegerem para o cargo.
Novo comunicador
No botequim da Vila os boatos dão conta de que o ex-comunicador da Rádio Regional, Elton Cláudio, trabalhando atualmente no Sebrae de Santa Fé do Sul, estaria sendo nomeado pelo prefeito Humberto Parini para ocupar o cargo de secretário de Comunicação da Prefeitura de Jales. A turma do balcão garante que, apesar dos problemas financeiros enfrentados pelo município, Parini pretende implantar a Secretaria de Comunicação logo no início do ano que vem. Quanto aos possíveis escolhidos para os outros quatro ou cinco cargos da nova secretaria, nenhuma notícia.
Torcendo contra
Apenas três interessadas apresentaram propostas na concorrência aberta pela Prefeitura para contratação da empresa que vai cuidar da merenda escolar nos próximos anos. A atual responsável pela merenda, a Gente Gerenciamento em Nutrição Ltda é uma delas. As outras duas interessadas são a Starbene Refeições Industriais Ltda, que cuida da merenda em Votuporanga e Tanabi, e a Vivo Sabor Alimentação Ltda, de Cosmópolis-SP. Na Prefeitura, muita gente está torcendo para que a Gente Ltda não seja a ganhadora da licitação. Mas ela tem grandes chances de ser a vencedora e, se isso acontecer, é provável que a pendenga vá parar na Justiça. E aí vai ser briga prá mais de ano.
Sem apetite
Falando em merenda, parece que o apetite da criançada diminuiu um pouco, principalmente depois que o Ministério Público recebeu algumas denúncias sobre superfaturamento na quantidade de refeições consumidas nas escolas de Jales. Em agosto passado, o gasto bruto com a merenda alcançou R$ 261 mil, enquanto em setembro esse valor diminuiu para R$ 222 mil. Já em outubro, os gastos com a merenda caíram ainda mais: a fatura referente àquele mês, apresentada pela empresa Gente, não chegou a R$ 200 mil.
Estaleiro
O presidente Lula anunciou a instalação de um estaleiro – local onde se constrói e reforma embarcações – na vizinha cidade de Araçatuba, administrada pelo petista Cido Sério. O anúncio informal de Lula foi feito durante cerimônia com prefeitos, para lançamento da segunda fase do PAC2. Segundo informações veiculadas na grande imprensa, serão investidos U$ 239 milhões de dólares na construção do estaleiro de Araçatuba. Em tempo: na mesma cerimônia, o governo federal divulgou uma relação com mais de 1.200 obras em várias cidades brasileiras. Infelizmente para nós, a relação não lista nenhuma obra em Jales. Quem sabe, nos Grupos 2 e 3 do PAC 2, o nome de Jales aparece na relação.
Precatório
Na semana passada o site de notícias Ethos On Line publicou uma informação no mínimo estranha. A manchete diz que “Justiça manda Prefeitura providenciar pagamento de precatório”. Já o texto da matéria relata que a Justiça de Jales determinou que a Prefeitura comprove a inclusão de precatório devido ao Espólio de Euphly Jalles, de acordo com a Emenda Constitucional nº 62. A notícia do Ethos não deixa claro, no entanto, o que é que está sendo pleiteado pelos advogados dos Jalles.
Dívida esticada
Como se sabe, a Prefeitura de Jales, depois de sofrer um seqüestro de receitas em 2005, se viu obrigada a pagar as parcelas anuais da dívida com a família Jalles. Em 2010, aproveitando-se de uma brecha aberta pela Emenda Constitucional 62, a chamada “Emenda do Calote”, o prefeito Parini reduziu o valor dos pagamentos à família Jalles, providência que, além de estender a dívida por mais uns dez ou doze anos, provocou a perda do desconto de 30% concedido pelo Espólio do fundador em cada parcela paga no prazo combinado.
Problemas à vista
A constitucionalidade da Emenda 62 está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal, inclusive pela OAB. Em São Paulo, julgando casos envolvendo as prefeituras de Osasco e São Vicente, o Tribunal de Justiça declarou a inconstitucionalidade incidental da Emenda do Calote. O Órgão Especial do TJ entende que as parcelas vencidas antes da data da publicação da Emenda, como é o caso de parcela devida pela nossa Prefeitura à família Jalles, não podem ser incluídas no novo regime de pagamento. Por conta desse novo entendimento, o TJ deverá recomeçar os julgamentos dos pedidos de seqüestro de receitas parados naquele Tribunal.
Nóis de Jales, nada
Birigui vai receber mais de R$ 15 milhões de investimentos do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal. A confirmação foi dada nesta segunda-feira, 6 de novembro, em Brasília, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com governadores e prefeitos que tiveram projetos selecionados. Wilson Carlos Rodrigues Borini, disse que a cidade foi contemplada com cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS), uma praça do PAC e mais de R$ 12 milhões para investimentos em asfalto.

Governo Parini ataca petistas e sofre constestações.

Nota Prefeitura Municiapl de Jales

Considerando alguns fatos amplamente comentados nos últimos dias pela imprensa de Jales, a Administração Municipal sente-se no dever de fazer alguns esclarecimentos.

Merenda Escolar:

Quanto a CEI da Merenda Escolar reafirmamos que não entendemos exatamente ao que esta se propõe visto que os problemas que ocorreram foram imediatamente “atacados” visando sua solução. A qualidade das refeições não é comprometida e trata-se do sabor das mesmas que não agrada.

O problema ocorreu a partir do momento em que o Prefeito Parini pediu um aumento do repasse do Governo do Estado para o pagamento da merenda dos alunos das escolas estaduais. Naquele momento o Governo repassava R$ 0,14 (quatorze centavos), quando a Secretaria da Educação do Município já desembolsava mais de R$ 1,60 (um real e sessenta centavos) por refeição.

O Governo do Estado dizendo-se impossibilitado da aumentar valor do repasse se dispôs fornecer alimentos. Estes alimentos, todos eles industrializados chegaram e foram incluídos na merenda desde então, até hoje. Estes alimentos fornecidos pelo Governo do Estado não têm problema de validade ou qualidade. Mas o paladar não agrada aos alunos, daí muitos confundirem com uso de produtos estragados.

Quanto a outros problemas relativos à empresa fornecedora da merenda escolar, esta foi alertada e notificada, e como não se observava uma melhora significativa optou-se por abrir novo processo licitatório com o objetivo de contratar outras empresas. Este processo licitatório teve questionamentos que exigiam a manifestação do Tribunal de Contas do Estado, o que gerou sua interrupção. Porém, os questionamentos foram esclarecidos e o processo de licitação tem continuidade e em breve nova empresa deverá assumir o contrato de merenda escolar.

Relatório da CEI do Asfalto:

O prefeito Humberto Parini, de férias neste momento, estranhou algumas conclusões a que chegou o relatório e observa que a Comissão não tem o devido fundamento nas provas para determinadas afirmativas.

 
Primeiramente quando o relatório da CEI afirma que os funcionários não “possui qualquer qualificação profissional”, porém, logo a seguir reconhece que “alguns já executarem os referidos serviços há vários anos”. As provas testemunhais presentes no relatório sobre tal ponto indicam que não são alguns, mas que os membros da equipe da municipalidade têm anos de experiência, e conforme o relatório afirma logo adiante, podem ser “considerados práticos”.
Em outro ponto o relatório da CEI do asfalto afirma que a equipe do asfalto “não tem qualquer informação ou conhecimento técnico” para logo a seguir citar o depoimento de testemunha que “logo que se instalou a usina, veio um especialista da Petrobrás para dar instruções”. Portanto havia informação e um mínimo de conhecimento técnico, pois um profissional de empresa renomada como a PETROBRÁS não viria à Jales para uma orientação inadequada, e se este liberou equipe para o trabalho é certamente porque este profissional considerou-a suficientemente preparada. O próprio relatório afirma que o técnico da PETROBRÁS forneceu dados técnicos sobre a mistura e forma de aplicação.

 
A CEI conclui ainda que o equipamento emprestado pela PETROBRÁS ao município de Jales “não teve funcionamento correto”. Esta é uma possibilidade real, por tratar-se de um equipamento antigo e tecnologicamente menos avançado, mas a Estatal emprestou tal equipamento ao Município de Jales e nada poderia sugerir que o mesmo equipamento fosse impróprio, considerando mais uma vez, tratar-se de empresa reconhecida. O relatório em outro momento reconhece que “é presumível que havia equipamentos mínimos para sua realização”.
Finalmente o relatório conclui que “o Senhor Prefeito… nenhuma providência tomou ao verificar os problemas ocorridos”. Esta afirmativa não encontra fundamento nas provas testemunhais juntadas ao relatório. Ainda sobre esta conclusão é preciso esclarecer que o problema com o asfalto se manifestou meses depois de concluídos os trabalhos, portanto não havia indicações que a composição do asfalto apresentava problemas em alguns momentos. Como o relatório da CEI indica a municipalidade não tem laboratório próprio, o que, aliás, poucas empresas têm, e que devido a isso, como afirmam os pragmáticos, foi necessário o tempo passar para indicar a ocorrência de problemas. Constatado o problema os trabalhos de asfaltamento com o uso da usina da Prefeitura foram reavaliados, portanto as providências foram tomadas.

Pedido de Exoneração de Valdir José Cardoso:

Cardoso prestou serviços durante praticamente seis anos à atual administração. Ocupou dois diferentes cargos de confiança o primeiro como Chefe de Gabinete da Secretaria de Fazenda onde era o responsável direto do setor de licitações, e o segundo como chefe de Gabinete da Secretaria de Educação. Os dois cargos eram cargos de livre nomeação pelo Prefeito, portanto Humberto Parini tinha confiança em seu trabalho.

Considerando seu histórico foi mantido em cargo de confiança mesmo depois da sistemática oposição ao Prefeito de sua esposa vereadora “Tatinha”, que em diferentes momentos já se declarou inimiga pessoal de Parini. Quando Cardoso foi comunicado de suas férias ele mesmo interpretou o ato como retaliação, algo que em nenhum momento foi afirmado, a não ser por ele próprio. Tal interpretação possivelmente esteja vinculada a algum ato impróprio praticado por ele, ou na busca de liberdade para, como sua esposa vereadora afirma, mover céus e terra para cassar o Prefeito.

Aliás, o Prefeito, em férias neste momento, não entende a razão de sua ira, pois se alguém praticou ato imoral e antiético, foi da parte da Vereadora que antes da virada do ano de 2008 para 2009, chantageou escandalosamente o Prefeito Parini, exigindo a intervenção do deste para fazê-la presidente da Câmara por mais um mandato, o que, como comprovam os fatos, o Prefeito não atendeu.

Nota distribuída à imprensa de Jales por Valdir José Cardoso

Relativamente à nota distribuída pela Prefeitura Municipal de Jales à imprensa, tenho a declarar o seguinte:

Merenda escolar – A nota tenta esconder a omissão do senhor prefeito. Desde 2007, diretoras de escolas, coordenadoras de creches e a nutricionista responsável vêm alertando, em relatórios, as irregularidades ocorridas na merenda escolar, sem que o senhor prefeito, sabe-se lá por quais motivações, tenha tomado qualquer providência. Somente mais recentemente, por inadiável, o senhor prefeito resolveu tomar alguma atitude. Não custa lembrar que a Câmara Municipal também vem apontando os problemas da merenda há muito tempo, mas o senhor prefeito fez ouvidos moucos.

É importante ressaltar que a secretária Elida é uma pessoa íntegra; que a única nutricionista da Secretaria da Educação exerce sua função com dedicação e zelo, inclusive utilizando-se de veículo próprio e pagando o combustível do próprio bolso nas visitas diárias que faz às escolas e creches; que as diretoras de escola, as coordenadoras de creche, os funcionários da Secretaria são pessoas preocupadas com a correta aplicação do dinheiro público; que os problemas da merenda escolar não decorrem de falta de fiscalização, mas da omissão de quem tem o poder de decidir.

O prefeito, que nunca assume seus erros, também tenta jogar a culpa no governo do Estado. É bom lembrar que foi ele quem, em nome de uma suposta economia, aceitou a oferta dos produtos enlatados do Estado. Qualquer pessoa com QI acima de 45 teria percebido que se trata de uma economia burra, pois piorou a qualidade da merenda distribuída aos nossos alunos, aumentou a rejeição à alimentação escolar e provocou crescimento nos índices de desperdício da merenda.

Em Araçatuba, por exemplo, o prefeito não está utilizando os produtos oferecidos pelo Estado. O nosso prefeito, por descompromisso com a qualidade da merenda, os aceita e utiliza, contrariando inclusive o contrato com a empresa Gente, que veda o uso de produtos enlatados.

Quanto à nova licitação, é preciso esclarecer que a empresa Gente, em face da omissão e da falta de atitude do senhor prefeito, não está impedida de participar e poderá ser a ganhadora do certame, apesar de todos os problemas que vêm sendo apontados.

CEI do Asfalto – O prefeito, como é de seu feitio, tenta se eximir de culpa, jogando a responsabilidade nas costas dos funcionários de carreira, os quais, segundo ele, têm mais de 20 anos de experiência e estavam aptos a fazer o serviço.

Esquece-se de dizer, o senhor prefeito, que, por perseguição pessoal, ele tirou o funcionário Geléia do comando da equipe de asfalto e o encostou em um serviço burocrático na Universidade Aberta do Brasil-UAB. O funcionário Geléia, todos sabem, era a pessoa mais preparada para cuidar desse tipo de serviço que, depois de seu afastamento, foi entregue a uma pessoa esforçada e trabalhadora, mas sem a devida experiência no assunto.

Afirmo, por outro lado, que o secretário Miranda é um homem íntegro, leal, de coração quase tão grande quanto ele próprio, e preocupado com a correção do seu trabalho. No entanto, por muitas vezes ele era desautorizado pelo prefeito Parini que, além de dentista, às vezes também exerce o papel de engenheiro. Infelizmente, parcela da culpa vai acabar sobrando pro Miranda, o menos culpado.

Pedido de exoneração – O senhor Léo Huber, provavelmente o autor da nota à imprensa, demonstra mais uma vez que, além de notório perseguidor de funcionários, não tem coragem para assumir as coisas que fala e faz. Afirmo, reafirmo e confirmo que o senhor Léo Huber me disse, via telefone, que as minhas férias compulsórias foram uma retaliação ao fato de a vereadora Tatinha ter liderado a coleta de assinaturas para a CEI da Merenda Escolar.

É claro que o senhor Leo Huber, que se especializou na execução desse papel sujo em outras administrações, foi apenas um instrumento da vontade do senhor Humberto Parini.

Esclareço, por outro lado, que a professora Tatinha nunca se declarou inimiga pessoal do prefeito Humberto Parini; que esse tipo de afirmação talvez já seja uma vacina para as coisas que vão aparecer por aí; que a vereadora não faz oposição sistemática ao governo Parini, mas apenas exerce com independência o mandato para o qual foi eleita; que a professora Tatinha foi parceira da administração Parini nos quatro anos de seu primeiro mandato; que, ao final de 2008, a professora Tatinha foi aconselhada, por assessores da Câmara, a não assinar um documento onde ela abriria mão do repasse devido à Câmara; que o dinheiro repassado à Câmara, como determina a Lei, foi devolvido à Prefeitura no dia seguinte; que a vereadora Tatinha, ante um parecer jurídico que apontava a impossibilidade do vereador Osmar Pereira de Rezende acumular os cargos de professor e presidente da Câmara, solicitou o apoio do prefeito para que ela continuasse exercendo a presidência; que o prefeito Humberto Parini se utiliza de métodos intimidatórios para calar consciências; que eu e a vereadora Tatinha conhecemos bem os métodos do senhor prefeito e dos sabujos que o cercam, e não temos medo deles.
Em tempo: não me lembro de o senhor prefeito ter classificado como chantagem o fato de um empresário oferecer dinheiro prá campanha dele e, em contrapartida exigir a presidência do rodeio da Facip. Não me lembro…

Fonte: http://folhanoroeste.blogspot.com

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