Agora sem Marina, PV negocia volta à base aliada do governo

Da Folha

“Tentamos muito ficar independentes”, diz presidente da sigla

NATUZA NERY
CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA

O governo já comemora, nos bastidores, o que chama de a “novidade” do momento: o retorno do PV, pós Marina Silva, para a base da presidente Dilma Rousseff.

O partido ainda negocia os termos da união. As conversas ocorrem um mês após Marina ter deixado a sigla, levando consigo parte expressiva dos 19,6 milhões de votos conquistados em 2010.

O casamento, segundo os verdes, depende de gestos do Planalto. Presidente da legenda, José Luiz Penna defende uma agenda socioambiental capaz de atraí-los à órbita de Dilma.

Na gestão Lula, a sigla comandou o Ministério da Cultura. Distanciou-se do Executivo em 2010 para lançar Marina à Presidência.

“Tentamos muito ficar independentes. Mas, diante da crise econômica [mundial], a gente está disposto a rever. Com a gravidade internacional, precisamos trabalhar para o país”, disse Penna. E acrescentou: “Ainda não temos um horizonte definido, isso dependerá do governo”.

Na semana passada, o deputado José Sarney Filho (PV-MA) teve encontro com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Dilma deve recebê-lo em breve.

O PV tem um integrante no Senado e 13 representantes na Câmara.

Deputados não têm previsão para votação do novo Código Florestal

Marina desmente denúncias sobre marido

O líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), declarou que o projeto de lei que altera o Código Florestal só será posto em votação na Câmara dos Deputados quando houver consenso em relação à todos os pontos da proposta.

Na madrugada de quinta-feira (12), os parlamentares governistas aprovaram o adiamento da votação, depois de identificar mudanças que haviam sido feitas sem aprovação da base governista. “O governo só concordará em votar o Código se o texto estiver equilibrado entre a defesa do meio ambiente e a produção agrícola. Não comprometeremos a defesa do meio ambiente”, enfatizou o petista.

Vacarezza alerta que, apesar do Código Florestal não ser votado na próxima semana – conforme previsto ontem – é bom que aqueles que desejam alterações se apressem, pois o decreto que suspende a cobrança de multas para os proprietários de imóveis rurais sem registro em cartório das áreas de reserva legal expira em 11 de junho. A partir desta data, os proprietários serão considerados infratores e estarão sujeitos a multas diárias, entre R$ 50 e R$ 500 por hectare ou fração. “Os interessados devem compreender isso e rapidamente fechar um acordo para que seja possível votar”, advertiu.

O secretário de Relações Instituicionais, Luiz Sérgio, considera que o novo prazo para modificações garantirá a preservação da lei nos próximos anos. “O novo Código Florestal não pode ter vencedor e vencido, ele precisa ser uma ampla pactuação entre todos os setores da sociedade. Não podemos ter um Código que amanhã seja apoiado e contestado por alguns grupos, porque isso destruiria a sua credibilidade”.

O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, avalia que “será preciso equilíbrio” e “diminuir a paixão” para a aprovação da lei. O governo espera agora que três das oito medidas provisórias (MPs) que perdem a validade até o dia 1º de junho sejam votadas. Entretanto, o líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira(SP), emitiu nota na qual disse não abrir mão da votação do Código Florestal na próxima semana.

“Há um acordo em torno disso. O governo não pode simplesmente querer inverter a ordem das matérias porque sua base está desalinhada”, criticou. O Psol também divulgou nota, mas focou as críticas no relatório.

Já a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PV) centrou as críticas no deputado Aldo Rebelo por meio do Twitter. Segundo ela, o relator teria inserido uma série de “pegadinhas” na redação do Código.

Em resposta, Aldo revelou que, quando era líder do governo, impediu o depoimento do marido de Marina Silva – Fábio Vaz de Lima – em uma audiência e que ele era suspeito de comercializar madeira ilegal. Na internet, a militância do PCdoB lembrou ainda que Vaz de Lima é réu no “caso Usimar”, que está na Justiça Federal há dois anos e meio, e julgará os culpados do desvio de R$ 44,2 milhões da Sudam para uma indústria de autopeças que nunca foi construída em São Luís (MA).

A senadora classificou as denúncias como “uma cortina de fumaça” para ocultar os problemas do Código, alegou que as denúncias já “foram investigadas pela imprensa” e “nada de errado foi encontrado”.

Fonte: Brasília Confidencial

Alckmin anunciará Edson Giriboni (PV) para Secretaria do Saneamento (via Folha)

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciará nesta terça-feira o deputado estadual Edson Giriboni (PV) para a Secretaria do Saneamento.

O nome de Giriboni foi negociado com a bancada do partido –com nove deputados, a legenda será a terceira maior presença da Assembleia na próxima legislatura, atrás apenas de PT e PSDB.

Após racha interno, a direção estadual do PV abandonou negociações.

Lei também: https://murilopohl.wordpress.com/2010/12/23/pv-sp-recussa-participar-do-secretariado-do-governo-alckmin-psdb/

Alckmin chegou a sinalizar Luiza Eluf, filiada ao PV, para a Secretaria de Justiça. Recuou, contudo, ao saber que a escolha esbarrou com resistência dos próprios verdes. A pasta acabou ficando com Eloisa Arruda.

TURISMO

O governador eleito também poderá indicar o deputado Márcio França (PSB), presidente do PSB de São Paulo, para a Secretaria de Turismo.

Lei também: https://murilopohl.wordpress.com/2010/12/24/tucano-aproveita-insatisfacao-do-psb-com-formacao-de-ministerio-e-convida-marcio-franca-para-turismo-pps-comandara-trabalho/

Segundo o “Painel” da Folha, a indicação afasta do prefeito Gilberto Kassab (DEM) um aliado importante, que o tucano tentava atrair desde o fim da campanha eleitoral.

Com França no governo estadual, o PSB ficará mais distante do prefeito paulistano.

FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO

Tucano aproveita insatisfação do PSB com formação de ministério e convida Márcio França para Turismo; PPS comandará Trabalho

Numa sinalização ao PSB, partido que saiu descontente com a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) na montagem de seu ministério, o futuro governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), convidou para seu secretariado o deputado Márcio França, chamado para a pasta do Turismo.
Ontem, o parlamentar tendia a aceitar o convite. Presidente estadual do PSB, França mantém boa interlocução com o governo federal e foi cotado para assumir a Secretaria Especial de Portos do governo Dilma Rousseff, posto que acabou ficando com Leônidas Cristino, ligado ao governador Cid Gomes (PSB-CE).
Um dos principais aliados do PT na esfera nacional, a direção do PSB ficou insatisfeita por não ter aumentado sua participação no governo Dilma – queria três pastas, mas ficou com duas.
O partido indicou para o Ministério da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho, da cota do governador Eduardo Campos (PE). Os parlamentares do PSB, no entanto, queriam ter emplacado um nome da bancada.
Embora o PSB seja da base governista do PSDB em São Paulo, a sinalização a França tem como objetivo fortalecer a relação do partido com tucanos paulistas.
Há cerca de 15 dias, o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) procurou Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, para afinar a interlocução com a sigla. Cotado para um cargo no primeiro escalão, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) também ficou de fora do ministério de Dilma.
Aliados.
A acomodação dos partidos aliados no governo Alckmin começou de fato ontem, com o anúncio do presidente do PPS paulista, deputado Davi Zaia, para a Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho.
Ex-presidente do Sindicatos dos Bancários de Campinas e ligado à União Geral dos Trabalhadores (UGT), Zaia foi nomeado pelo governador para incrementar o canal de interlocução com o sindicalismo. Os tucanos avaliam que, durante a gestão Serra, houve pouco contato com o movimento sindical.
O parlamentar paulista era nome de consenso dentro do PPS estadual e foi apresentado na primeira reunião da legenda com o governador, no início de novembro. A indicação contou com o aval da UGT, que apoiou Alckmin em sua eleição.
A primeira missão de Zaia será a de realizar um convênio com o Ministério do Trabalho para financiar, por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), programas de qualificação profissional prometidos pelo tucano durante a campanha eleitoral pelo governo paulista este ano.
“A maior parte do secretariado eu tenho impressão de que é sem filiação. Uma grande parte é mais sua expertise. com compromisso programático, ético. Outros têm uma presença partidária maior”, esquivou-se Alckmin, ao ser questionado sobre a partilha política em sua gestão. O governador eleito disse que as próximas nomeações ocorrerão após o feriado do Natal.
Apesar da nomeação de Zaia, a partilha do secretariado está emperrada. A direção estadual do PV decidiu que a legenda está fora do próximo governo, mas a bancada verde ainda negocia cargos com o coordenador da transição e futuro chefe da Casa Civil, Sidney Beraldo.
Alckmin aguarda definição interna do PV para designar o nome que ocupará a pasta. Foram oferecidas aos verdes as secretarias de Assistência e Desenvolvimento Social, de Esportes e de Saneamento e Energia.
O imbróglio com a direção estadual do PV teve início com o convite feito ao deputado estadual Bruno Covas (PSDB) para assumir a secretaria do Meio Ambiente, alvo máximo dos verdes. Covas deve aceitar a missão.
O PMDB paulista foi convidado a assumir a pasta de Agricultura, mas ainda não indicou os nomes que ocuparão a secretaria.

Julia Duailibi e Roberto Almeida – O Estado de S.Paulo

PV – SP recusa participar do Secretariado do Governo Alckmin – PSDB

Depois de ter recusado as pastas da Assistência Social e Saneamento no governo de Geraldo Alckmin, o PV-SP divulgou uma nota oficial de esclarecimento, trazendo nela as razões que levaram a legenda encerrar os diálogos para que integrasse a equipe do governador eleito.

Leia íntegra da carta:

A Direção Estadual do Partido Verde em São Paulo esclarece à opinião pública paulista as razões que levaram a legenda a encerrar o pro cesso de discussões com o Governo Eleito de Geraldo Alckmin (PSDB) para integrar sua equipe de governança.

1) Após o final das eleições estaduais deste ano o PV foi procurado pelo PSDB para discutir a participação no futuro governo;

2) A Direção Estadual do PV elaborou documento com 43 pontos programáticos como base na plataforma liderada pelo então candidato verde ao Palácio dos Bandeirantes, Fábio Feldmann;

3) Os 43 pontos programáticos foram entregues ao governador eleito, Geraldo Alckmin, em encontro que contou com a presença de todos os deputados estaduais e federais eleitos do PV no Estado de São Paulo, bem como dos nossos ex-candidatos ao Senado e ao governo local, Ricardo Young e Fábio Feldmann, respectivamente, e do Presidente Nacional do partido, José Luiz de Franca Penna;

4) A maioria das 43 propostas visam discutir São Paulo do Futuro, tendo o conceito de Sustentabilidade como eixo do projeto de governança. Dessa forma, a Direção Estadual do PV comunicou ao Governo Eleito que o melhor espaço na administração estadual para colocar em prática essa visão programática seria a gestão da Secretaria do Meio Ambiente;

5) Por 40 dias, a Direção Estadual do PV-SP aguardou manifestação do Governo Eleito. Na última segunda-feira, dia 20 de dezembro, foi informada por meio de representantes de Geraldo Alckmin de que a atuação da Secretaria do Meio Ambiente, a partir de 2011, não comportaria as orientações sugeridas pelo PV no encontro já citado;

6) Posteriormente, em reunião promovida pela Direção Estadual do PV-SP com a bancada eleita pelo partido em São Paulo, deliberou-se, por unanimidade, recusar o convite para participar de um governo que não se comprometeu com os 43 pontos programáticos apresentados. A deliberação contou com o apoio da Direção Nacional do PV;

7) Tal decisão foi levada ao conhecimento do Governo Eleito. Assim, o PV deu por encerrada sua participação no processo de debate sobre integração à futura administração paulista;

A Direção Estadual do Partido Verde reafirma, dessa forma, seu compromisso com a construção de uma nova forma de fazer política, que implica construir alianças em bases programáticas e não pragmáticas, com o objetivo de construir um país socialmente justo e desenvolvido por uma economia pautada pela Sustentabilidade.

São Paulo, 23 de dezembro de 2010

Maurício Brusadin

Presidente Estadual do Partido Verde em São Paulo

Estadão.com.br

Leia também: https://murilopohl.wordpress.com/2010/12/28/alckmin-anunciara-edson-giriboni-pv-para-secretaria-do-saneamento-via-folha/

Segundo a Folha, “Equipe de Alckmin deve ser reforçada por deputados estaduais”, assim, Itamar Borges assume ALESP.

 

CATIA SEABRA
DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

Pelo menos quatro deputados estaduais devem deixar a Assembleia Legislativa para integrar o governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

A ida de Davi Zaia (PPS) para a Secretaria do Trabalho é dada como certa. Outro nome que ganhou força é o de Bruno Covas (PSDB).

A ida dele para o governo resolveria uma disputa entre os tucanos pela presidência da Assembleia na próxima legislatura. Havia um impasse entre ele e o atual presidente da Casa, Barros Munhoz, por conta da sucessão.

Bruno é cotado para assumir a Secretaria de Desenvolvimento e Ação Social –que seria vitaminada–, mas reivindica a de Meio Ambiente.

Se o deputado tiver sucesso no pleito, Ação Social poderá parar nas mãos do PSB, que Alckmin quer consolidar na base do governo.

O PMDB indicará ainda um deputado para Agricultura, mas a transição diz que não há perfil na bancada.

Já o PV trava uma disputa interna. A bancada na Assembleia quer emplacar um deputado, enquanto a direção da sigla cogita nome da estrutura partidária. Os verdes querem duas pastas: Esporte e Meio Ambiente.

Outro tucano, o atual governador, Alberto Goldman, pleiteia a Secretaria de Saneamento e Energia. Ele promete recusar outra estrutura, se não tiver sucesso.

O deputado federal José Aníbal, cotado para Gestão Metropolitana, deve se encontrar hoje com Alckmin.

Fonte: folha.com – Poder

Gabeira aparece isolado em pesquisa Ibope.

 de Esquerdopata

Isolado em segundo, claro. 12 pontos na frente do terceiro.

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, seria reeleito se as eleições fossem hoje, segundo informações da pesquisa Ibope divulgada na noite desta sexta-feira. Cabral aparece com 58% das intenções de voto, contra 14% do seu principal adversário, Fernando Gabeira (PV).
Ainda de acordo com o levantamento, Eduardo Serra (PCB) tem 2%, e Cyro Garcia (PSTU) e Fernando Peregrino (PR) estão com 1%. Jefferson Moura (PSOL) não pontuou na pesquisa. Os entrevistados que não sabem quem escolher somam 11%, enquanto 12% pretendem votar nulo ou em branco.
 A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 27 e 29 deste mês. Ao todo, foram realizadas 1.204 entrevistas
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