No aniversário da cidade, manifestantes encurralam o prefeito de São Paulo

do Passa Palavra

Um cordão foi feito ao redor da Catedral para evitar uma típica saída “à francesa”

img_3794Na manhã desta quarta-feira, 25 de janeiro, aniversário de 458 anos da cidade de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) foi encurralado por manifestantes ao tentar sair da Catedral da Praça da Sé. O governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), também era esperado; no entanto, não compareceu. O protesto“Especulação extermina: basta de trevas na Luz e em São Paulo!”, que reuniu ao longo do percurso mais de mil pessoas e representantes de diversas organizações e movimentos sociais, foi uma resposta às recentes ações do governo municipal e estadual contra a Favela do Moinho, a operação “Centro Legal” na Cracolândia e a reintegração de posse de Pinheirinho, em São José dos Campos.

A concentração da manifestação começou às 9 horas na Praça da Sé e, de acordo com as orientações dadas pelo microfone, as entradas da Catedral foram bloqueadas por grupos de 150 manifestantes. Enquanto a cerimônia não se encerrava, os manifestantes esticavam faixas, gritavam palavras de ordem e denunciavam as repressões que ocorreram recentemente. Um cordão foi feito ao redor da Catedral para evitar uma típica saída “à francesa”.

Por volta das 10h 30 ocorreu a primeira tentativa de saída para chegar até o carro oficial. Houve empurra-empurra e o prefeito recuou para a igreja. Na segunda tentativa, a polícia escoltou Kassab até à porta do carro. Os manifestantes que bloqueavam a rua foram fortemente reprimidos com gás de pimenta, bombas de efeito moral e cassetetes. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas. Não houve relatos de detenções.

img_3785Apesar da fuga do prefeito e da ausência do governador, o ato continuou. Aproximadamente mil pessoas marcharam pacificamente da Praça da Sé até o prédio da Prefeitura, na Rua Libero Badaró, aonde foram feitas intervenções dos diversos setores e organizações da esquerda condenando as ações do governo. Por volta das 13h, uma parte da manifestação seguiu até à área da Cracolândia, onde houve uma programação cultural para o dia.

A campanhas de solidariedade aos moradores de Pinheirinhos promoverá em breve novas ações, além da coleta de doações.

A cracolândia e o proto-fascismo de Alckmin e Kassab


Governantes implementam uma política reacionária e higienista – que penaliza negros e pobres, reprime movimentos sociais e restringe liberdades democráticas. A dupla governa com apoio da grande mídia – apoiada nas elites e na tradicional classe média branca paulistana.

Por Julian Rodrigues
Sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Caso estivéssemos em outra conjuntura, o autoritarismo e a violência exibidas na “operação cracolândia” seriam apenas mais uma manifestação da convencional hipocrisia que marca a abordagem dos governos sobre a questão das drogas.

Mas a mega operação do governo estadual e da prefeitura de São Paulo, além de ser pirotecnia pura, é bárbara, cruel, inócua – parte de planejada ascensão autoritária promovida pelo prefeito e pelo governador.

Trata-se de um retorno à ideologia corrente no início do século passado, em plena república velha, quando a questão social era tratada como um caso de polícia. Kassab e Alckmin implementam uma política reacionária e higienista – que penaliza negros e pobres, reprime movimentos sociais e restringe liberdades democráticas. A dupla governa com apoio da grande mídia – apoiada nas elites e na tradicional classe média branca paulista-na.

Kassab, enquanto se distrai construindo seu novo partido, o PSD, coloca a maioria das subprefeituras da capital na mão de oficiais militares. Seu governo persegue camelôs, desaloja violentamente sem-teto, faz do higienismo diretriz oficial.

Alckmin, em um ano de governo, já mostrou ao que veio com suas “aulas de democracia”. A PM do governador do PSDB tem como uma de suas tarefas reprimir o movimento estudantil. E está ocupada vigiando estudantes da USP, tentando impedir que fumem um singelo baseado no campus.

É a mesma polícia autoritária de sempre que ignora o direito constitucional à liberdade de manifestação, descendo o porrete em ativistas que defendem uma nova política de drogas em passeatas na Paulista.

Enquanto isso, o grande crime organizado segue atuando tranqüilo, a violência aumenta. Ou homofóbicos atacam livremente gays na região central.

Dor e sofrimento 

Porém, é necessário registrar. Essa espetacular ação da PM de Alckmin e da prefeitura de Kassab na cracolândia inaugura um novo momento. Colocar milicos para jogar gás lacrimogênio e atirar balas de borracha em dependentes químicos, moradores de rua é ação típica de ditaduras. Remete-nos imediatamente aos anos de chumbo, à ditadura militar, quando o biônico governador Maluf e seu delegado Richetti regozijavam-se a prender e torturar negros, pobres, putas e viados nas ruas do centro paulistano.

Não há racionalidade ou objetividade nessa atuação violenta. Os direitos humanos e as liberdades civis de centenas de pessoas estão sendo violados flagrantemente. O problema não se limita aos evidentes equívocos conceituais ou à óbvia ineficácia dessa operação – que manipula o discurso do combate ao tráfico para fazer uma “limpeza” urbana.

É repulsivo esse oportunismo eleitoreiro. Anos de inação governamental não serão compensados com amadoras jogadas de marketing. O pior é certa apologia governamental da ignorância e da brutalidade. Um desprezo absoluto pelos direitos humanos. Para não mencionar o cinismo explícito. Afinal, não há locais, leitos ou estrutura mínima para acolher os dependentes que eventualmente decidam procurar ajuda.

Um secretário de Alckmin chegou a dizer que o objetivo da ação policial, além de dispersá-los, seria impedir o acesso dos dependentes à droga para que entrem em abstinência, sintam dor, sofram e procurem tratamento. Sem comentários.

Enfrentar o debate ideológico 

Certamente a firme reação dos setores democráticos vai cessar essa ação proto-fascista na cracolândia. Mas será uma vitória pontual.

É hora de inserir o debate de uma nova política pública sobre drogas na agenda do petista. Sem pânico moral, sem hipocrisia, com realismo, respeito aos direitos humanos e racionalidade.

Toda pessoa tem o direito de alterar seu próprio estado de consciência, desde que não cause danos a terceiros – é uma liberdade individual, democrática. Dependência química, entretanto, é questão de saúde pública. E de política social.

Inexiste argumento- científico, jurídico ou filosófico – que justifique, por exemplo, a proscrição da maconha e o livre acesso à cachaça. E se faz, simultaneamente, propaganda abundante da cerveja.

A produção, comercialização e o uso de todas as drogas devem ser regulados pelo Estado. A questão é importante demais para ficar na mão do mercado ilegal.

Somente uma nova legislação e outra política pública, que caminhe em direção à legalização das drogas, com rígido controle, podem acabar com o tráfico. Além de reduzir danos, prevenir o consumo e tratar os doentes. Enfrentemos esse debate.

A esquerda paulista e brasileira, o Partido dos Trabalhadores, os movimentos sociais e os setores democráticos estão chamados a combater a política atrasada e repressiva dos tucanos e da direita paulista.

Nossa resposta tem de vir das ruas e das urnas. Na capital, nosso desafio é transformar a campanha de Fernando Haddad à prefeitura em um grande movimento de massas, que repudie os oito anos de Serra-Kassab e projete uma nova cidade.

É hora da velha e boa disputa política, ideológica, cultural.Momento de nitidez programática.

Porque a velha direita volta com força total. E a esquerda é cada vez mais necessária. Civilização ou barbárie?

*Julian Rodrigues, ativista pelos direitos humanos, é militante do PT-SP e coordenador nacional do setorial LGBT do PT

Kassab propõe aliança com o PT em SP

 

Prefeito ofereceu a Lula nome do PSD para ser vice na chapa de Fernando Haddad (PT) à sucessão paulistana

Gesto representa uma guinada na articulação feita até pouco tempo, quando PSD e tucanos discutiam acordo

NATUZA NERY
CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA

Gilberto Kassab ofereceu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva um nome de seu partido, o PSD, para ser vice do petista Fernando Haddad na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em outubro.

A conversa ocorreu na semana passada, quando o prefeito paulistano visitou Lula no hospital Sírio-Libanês, onde ele passa por tratamento de radioterapia contra um câncer na laringe.

Na ocasião, segundo a Folha apurou, Kassab teria autorizado o petista a escolher o nome que quisesse dentro da legenda.

O novo gesto do prefeito tem potencial explosivo dentro do PT, que é um dos principais críticos da administração municipal.

Internamente, diz-se que Lula conseguiu emplacar seu candidato ao partido, mas racharia a sigla se insistisse em impor um afilhado do atual prefeito para a vaga de vice.

A oferta de Kassab também representa uma guinada na articulação que ele promovia até pouco tempo, a de tentar unir a sua legenda ao PSDB em uma candidatura única à sua sucessão.

Em outubro, ele propôs ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) que os tucanos indicassem um nome para compor chapa encabeçada pelo vice-governador Afif Domingos (PSD).

Em troca, o prefeito selaria o compromisso de apoiar a reeleição de Alckmin em 2014. O entendimento, porém, não avançou.

JUNTOS

Embora Kassab e Lula não tenham comentado nomes no encontro da semana passada, há pelo menos uma pessoa no PSD com perfil híbrido: Henrique Meirelles, titular do Banco Central nos oito anos de Lula.

Procurado, Gilberto Kassab confirmou que a sucessão municipal fora alvo da conversa, mas negou ter discutido formalmente uma possível aliança. Na definição do prefeito, houve apenas uma abordagem superficial.

“Foi [algo como] `vamos estar juntos’. Não era o momento apropriado”, disse.

Ele não esclareceu se desistiu da difícil costura com o PSDB ou se está apenas testando possíveis alianças.

O prefeito encontra dificuldade em lançar um candidato competitivo, até porque o recém criado PSD tem direito a tempo minúsculo na propaganda eleitoral.

Em dezembro, pesquisa do Datafolha mostrou que Lula ampliou sua força em São Paulo e poderia influenciar o voto de quase metade do eleitorado municipal. O instituto também identificou que a gestão de Kassab atingiu o menor índice de aprovação do segundo mandato: 20%.

PSD de Kassab enterra os demos

Por Altamiro Borges

Apesar das várias denúncias de irregularidades, o PSD do prefeito Gilberto Kassab caminha para conseguir seu registro definitivo na Justiça Eleitoral, o que garantirá a participação da nova legenda nos pleito municipal de 2011. Com isso, o tabuleiro político do país sofrerá fortes abalos. Um dos efeitos poderá ser o enterro definitivo dos demos – o que já preocupa o capeta no inferno!

Perda de salas e cargos em Brasília

O presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia, inclusive já avisou que o registro da sigla exigirá mudanças na Casa. Os demos perderão salas, cargos e comissões – ficarão mais mirradinhos. “O PSD deve subtrair 17 dos 44 deputados do DEM. Dessa forma, os democratas perderão o direito ao espaço privilegiado que têm hoje para as salas de sua liderança (ao lado da presidência da Câmara) e parte das vagas para os assessores”, informa Fernando Rodrigues, da Folha.

Segundo Marco Maia, será preciso “achar um espaço adequado para o PSD dentro da casa”, já que o novo partido “chega forte, provavelmente com mais de 50 deputados”. A mudança deve desesperar os demos, sempre tão fisiológicos. “A eventual redução da presença física do DEM dentro da Câmara será um dos sinais mais visíveis da desidratação do partido depois da criação do PSD. Legenda derivada da antiga Arena e do PFL, o Democrata passa por um momento de fragilidade”, conclui Fernando Rodrigues.

Desastre nacional

O baque não será sentido apenas em Brasília, no centro do poder político. Em vários estados, o DEM simplesmente desaparecerá – perdendo governadores, senadores, deputados federais e estaduais e vereadores. Em Santa Catarina, por exemplo, a tragédia é total. Na capital paulista, o PSD do prefeito engoliu a maior parte da bancada dos demos e ainda garfou alguns tucanos.

A nova sigla já surge como a segunda maior bancada da Câmara Municipal. Sete vereadores assinaram a “declaração de intenção de filiação”, documento que passará a ter valor legal quando o PSD for registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com isso, o partido de Kassab empata com o PSDB como a segunda maior bancada na Câmara Municipal, e só fica atrás da do PT, que possui 11 vereadores.

Mudança de nome e de perfil

Assinaram a ficha de adesão ao PSD os vereadores Marco Aurélio Cunha, Edir Salles, Ushitaro Kamia, Marta Costa e Domingos Dissei, todos dissidentes do DEM. Souza Santos e o presidente da Câmara, Police Neto, que deixaram o PSDB em abril e estavam sem partido, completaram as adesões. Com o registro definitivo, o prefeito pretende aumentar as deserções nestes partidos – seus antigos aliados.

A decadência do DEM explica a histeria de suas lideranças, com discursos hidrófobos contra o governo Dilma. O partido já estuda mudar novamente de nome – já foi Arena, PDS e PFL – e até fala em adotar um perfil mais conservador. Alguns dos seus expoentes não escondem a simpatia pela Tea Party, a seita de extrema-direita dos EUA. A dúvida é se o partido, expressão maior do fisiologismo e do patrimonialismo na política brasileira, resistirá à acelerada perda de espaços. O diabo que se prepare!

Cartas marcadas em licitação de R$ 433 milhões da PMSP e em SP “tá tudo grampeado”

 

 

 

LICITAÇÃO PARA ILUMINAR RUAS DE SÃO PAULO TRAZ MAIS LUZ PARA MOSTRAR A CORRUPÇÃO NA GESTÃO KASSAB
Estadão Online – 08/09/2011 – 16h39
EXCLUSIVO: ‘Estado’ tem acesso antecipado a vencedor de licitação no valor de R$ 433 milhões, realizada pela PMSP (Prefeitura Municipal de São Paulo), para iluminação das ruas da cidade

SÃO PAULO – O Estado teve acesso ao nome dos ganhadores da licitação para serviços técnicos de manutenção, ampliação e remodelação do serviço de iluminação pública na cidade de São Paulo antes da abertura da concorrência, que ocorreu hoje. O vencedor, como foi publicado em um vídeo na segunda-feira no estadão.com.br, é o consórcio formado pelas empresas Alusa Engenharia e FM Rodrigues. Neste momento, a comissão de licitação está conferindo os papéis do consórcio para habilitar a proposta.

O esquema para favorecer as empresas vencedoras e o nome dos ganhadores já haviam sido revelados ao Estado desde o começo deste ano.

O serviço de manutenção da rede vem sendo prestado por meio de contratos de emergência, renovado a cada seis meses, desde 2005. A Alusa Engenharia e a FM Rodrigues já integram o Consórcio SPLuz, responsável pelo serviço emergencial, formado por mais duas empresas (Start e Socrel)

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,exclusivo-estado-tem-acesso-antecipado-a-vencedor-de-licitacao-para-iluminacao-em-sp,770057,0.htm

 

Estadão Online – 05/09/2011 (Segunda-feira)

Vídeo: “Estado” antecipa resultado de licitação

O repórter Bruno Paes Manso antecipa o resultado da licitação para o sistema de iluminação pública da cidade de São Paulo, cujo resultado só sairá no dia 8 de setembro

http://tv.estadao.com.br/videos,ESTADO-ANTECIPA-RESULTADO-DE-LICITAO,146246,332,0.htm

 

ESPIONAGEM TUCANA  EM SÃO PAULO: “TÁ TUDO GRAMPEADO” – Frase do Kassab

Agência Estado – 08/09/2011

SP mantém contrato com empresa de ‘contrainformação’

O governo paulista mantém há três anos contrato com uma empresa que, segundo seu proprietário, trabalha com “contrainformação” e faz “varreduras” em escutas telefônicas na Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), empresa de economia mista – e sociedade anônima fechada – que gerencia toda a rede de dados do Executivo estadual.

A Fence Consultoria Empresarial Ltda. foi contratada em julho de 2008, durante a gestão do ex-governador José Serra (PSDB), e continua trabalhando para a administração do também tucano Geraldo Alckmin

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,sp-mantem-contrato-com-empresa-de-contrainformacao,769960,0.htm

 

iG – 17/06/2011

Kassab: “Tá tudo grampeado”

De acordo com testemunhas do primeiro destempero público do prefeito Gilberto Kassab, revelado por Poder Online e ocorrido no dia 23 de maio, nas Faculdades Metropolitanas Unidas, durante palestra sobre bullying, ele travou o seguinte diálogo com o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP):

– Eu vou quebrar o seu pescoço, o do [Geraldo] Alckmin, do Alexandre [Moraes] e o do Rodrigo [Garcia].

– O que é isso Kassab ? – teria dito Chalita, surpreso com a agressividade do prefeito.

– Tá tudo grampeado – respondeu Kassab.

– Grampeado o quê? Você está me ameaçando? – devolveu o deputado

No diálogo, se é que a definição seja esta, de quarta-feira, no gabinete do secretário de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia,  Kassab ameaçou:

– Eu sei seus podres.

E ouviu:

– Se eu tenho podres foram feitos ao seu lado.

Muita gente ouviu também. Chalita e Rodrigo Garcia preferiram não comentar os fatos. Alckmin também, de acordo com sua assessoria, calou-se.

http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2011/06/17/kassab-ta-tudo-grampeado/

 

Leia também:

  1. Desafeto de Kassab é o homem de Alckmin no DEM paulistano
  2. Ministro do STF testemunha bullying de Kassab contra Chalita
  3. Rodrigo Garcia dá prova de rompimento com Kassab (ou vice-versa)

 

 

Lembrando espionagem envolvendo governos do PSDB em SP:

 

iG – 02/08/2011

52 mil páginas registram espionagem da Polícia Civil de SP durante os governos Montoro, Quércia, Fleury e Covas/Alckmin

Até 1999, central de arapongagem espionou partidos, autoridades nacionais, políticos, movimentos sociais, igrejas e sindicatos

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/52+mil+paginas+registram+espionagem+da+policia+civil+de+sp/n1597098808527.html

 

iG – 02/08/2011

PT foi investigado até 99, mostram documentos da Polícia Civil – 02/08/2011

Departamento de Comunicação Social da polícia manteve dossiê sobre PT até 1999, quando órgão foi extinto

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/pt+foi+investigado+ate+99+mostram+documentos+da+policia+civil/n1597098846561.html

 

Para o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio de Janeiro, Wadih Damou, as atividades realizadas pelo Departamento de Comunicação Social da Polícia Civil do Estado de São Paulo são ilegais, violam a Constituição e devem ser investigadas no período de 1983 a 1999, durante as gestões dos governadores eleitos André Franco Montoro, Orestes Quércia, Fleury Filho e Mário Covas.
IstoÉ – 05/08/2011
A central tucana de dossiês
Mais de 50 mil documentos encontrados no Arquivo Público de São Paulo mostram como a polícia civil se infiltrou e investigou partidos políticos, movimentos sociais e sindicatos em pleno governo de Mário Covas.
Agentes infiltrados em movimentos sociais, centenas de dossiês sobre partidos políticos, relatórios minuciosos com os discursos de oradores em eventos políticos e sindicais. Tudo executado por policiais, a mando de seus chefes. Estas atividades, típicas da truculenta ditadura militar brasileira, ocorreram no Estado de São Paulo em plena democracia, há pouco mais de dez anos. Cerca de 50 mil documentos, até então secretos e que agora estão disponíveis no Arquivo Público do Estado, mostram como os quatro governadores paulistas, eleitos pelas urnas entre 1983 e 1999, serviram-se de “espiões” pagos com o dinheiro dos contribuintes para monitorar opositores. Amparados e estimulados por seus superiores, funcionários do Departamento de Comunicação Social (DCS) da Polícia Civil realizavam a espionagem estatal. Até o tucano Mário Covas, um dos maiores opositores do regime militar e ele mesmo vítima de seus métodos autoritários, manteve a “arapongagem” durante todo o seu primeiro mandato e por um período de sua segunda gestão

 

Carta Maior – 08/08/2011
Espionagem em governos tucanos aponta relações obscuras com polícia e mídia – por Marco Aurélio Weissheimer
As revelações sobre episódios de espionagem política patrocinados por governos tucanos em São Paulo e no Rio Grande do Sul lançam um pouco de luz em uma zona sombria da relação entre poder político, aparato policial e mídia que não fica devendo nada ao escândalo Murdoch.
Em setembro de 2010, o governo Yeda Crusius (PSDB) foi alvo de novas denúncias envolvendo o uso do aparato de segurança do Estado para espionar jornalistas, adversários políticos e outras autoridades.
Amílcar Macedo, promotor que conduziu o caso, revelou mais tarde que o sargento também tinha a atribuição de executar serviços especiais de espionagem.
A lista de espionados era longa, incluindo políticos, filhos de políticos, jornalistas (entre os quais estou incluído), delegados, oficiais de polícia e das forças armadas, uma desembargadora, entre outros.
Há algumas semelhanças gritantes entre as denúncias que surgem agora envolvendo governos do PSDB em São Paulo e aquelas feitas ao governo de Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Os dois casos envolvem o uso do aparato de segurança do Estado para espionar adversários políticos, contando com o silêncio e, possivelmente, a cumplicidade de setores da mídia. O desenrolar das investigações e dos processos em curso no Rio Grande do Sul talvez possam inspirar algum procedimento semelhante em São Paulo.
Saiba mais

 

iG – 13/03/2011

Alckmin tenta manter crise de espionagem longe da disputa do PSDB

Caso envolvendo secretário de Segurança Pública nasceu em meio à largada das negociações para a eleição de 2012

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/alckmin+tenta+manter+crise+de+espionagem+longe+da+disputa+do+psdb/n1238159958573.html

 

iG – 20/10/2010

PT quer apurar suposta ‘central de espionagem’ tucana

José Eduardo Dutra diz que quebra de sigilo é um bicho que tem ‘perna, pena e bico de tucano’

http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/pt+quer+apurar+suposta+central+de+espionagem+tucana/n1237807876139.html

Alckmin manda para o lixo maquete inaugurada por Serra durante campanha eleitoral

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin(PSDB), resolveu dar o troco no tucano, candidato derrotado á presidência, José Serra. O governador tucano está barrando os projetos eleitoreiros anunciado por José Serra durante a campanha eleitoral de 2010. Inauguração da maquete da ponte é uma delas. Leia mais
Da ponte Santos-Guarujá ao aluguel de blindados para a sua escolta, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, determinou a revisão de uma série de medidas herdadas do antecessor e também tucano José Serra.
Antes restrita a um íntimo grupo, a divergência com Serra ficou notória e foi oficializada nos dois primeiros meses do governo Alckmin.
O governador fixou prazo de um mês para que sua equipe apresente proposta alternativa para duas obras anunciadas por Serra: a ponte Santos-Guarujá e a implantação da linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre São Vicente e Santos
Às vésperas de iniciar a corrida presidencial, Serra  inaugurou a maquete da ponte que ligaria Santos a Guarujá. E foi ironizado pelo Presidente Lula (Leia aqui)
No “Diário Oficial”, mais uma bicada entre tucanos: em fevereiro, saiu a rescisão do contrato de aluguel de carros blindados para transporte e escolta do governador e família.
Em outra decisão oposta à do antecessor, Alckmin decidiu vender o avião do Estado -jato que ele próprio tentara vender em 2006. Ao assumir, Serra cancelou o processo.No fim do mês, Alckmin reativará, na Assembleia Legislativa, projeto de criação da macrometrópole paulista, que Serra havia engavetado.
O governador tucano Geraldo Alckmin  também identificou problemas técnicos em ações da gestão de José Serra . Trecho da linha 2 do Metrô, por exemplo, terá de ser redesenhado por questões ambientais. Foram identificadas 55 árvores nativas numa área reservada para a construção de um pátio.
Segundo aliados, a movimentação de Gilberto Kassab (DEM) precipitou a exposição dessas medidas. Contrariados com a disposição do prefeito de SP de concorrer ao governo em 2014, aliados de Alckmin reclamam da falta de empenho de Serra para deter seu afilhado político.
Kassab deve fundar um partido que servirá como trampolim legal para futura fusão com o PSB. Ele levará o vice de Alckmin, Afif Domingos. No Bandeirantes, há a certeza de que Afif atuará por Kassab caso ele concorra contra Alckmin em 2014. Sem um vice, Alckmin teria dificuldades, por exemplo, para disputar a Presidência.

José Serra mentiu…de novo

Durante a campanha eleitoral, o então governador José Serra (PSDB) convocou a imprensa com estardalhaço, apenas para inaugurar uma maquete de uma ponte Santos-Guarujá, mesmo sem ter sequer previsão para o início da construção, que dependia de licitação, que ainda não foi feita.José Serra disse que os motoristas “não devem pagar pedágio… o estado vai dar conta de todos os custos”.
Mas a realidade é outra. Durante a semana, o novo governador, também tucano, Geraldo Alckmin, anunciou que, a nova ponte prevê ainda pedágio na ponte, apesar de seus custos não serem bancados pelo Estado. A Ecovias se propõe a bancar a construção, com valor estimado hoje em R$ 1,2 bilhão. Em troca, obteria a prorrogação da concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes em 15 anos, até 2033, conforme apurou o Estado. De acordo com a empresa, a obra poderá ser concluída em um prazo de dois a três anos.Leia aqui

Por: Helena™  no blog osamigosdopresidentelula

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