Promotora acusada no mensalão do DEM é presa tentando fugir (via @luisnassif)

A promotora Deborah Guerner foi presa pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira em Brasília.

Ela é investigada por suspeita de tráfico de influência na operação Caixa de Pandora de 2009, que apura esquema de coleta e distribuição de propina na capital federal

Segundo informou a PF, Deborah e o marido, o empresário Jorge Guerner, foram presos em casa.

A Folha apurou que os dois planejavam fugir para a Itália.

A promotora vai ser levada para a Superintendência da PF em Brasília e o marido deve seguir para penitenciária da Papuda.

Deborah Guerner e o ex-chefe do Ministério Público do DF Leonardo Bandarra são suspeitos de passar informações privilegiadas a integrantes do antigo governo do Distrito Federal e de terem extorquido o ex-governador José Roberto Arruda, investigado por ser o suposto chefe do esquema de corrupção.

No começo do ano passado, Arruda foi preso e perdeu o cargo depois que as denúncias vieram a público.

Em dezembro, ela e Bandarra foram afastados por 120 dias pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). O afastamento terminou na semana passada.

Eles respondem a processo administrativo no conselho. No começo do mês, Luiz Moreira, que é relator do caso no CNMP, pediu a demissão deles.

Na avaliação do relator, eles devem ser demitidos por “violação do sigilo profissional com a solicitação e obtenção de recompensa” e a “exigência de pecúnia”.

O julgamento foi paralisado por um pedido de vista do conselheiro Achiles Siquara e deve ser retomado no dia 17 de maio.

O CNMP não tem poderes para demitir os acusados. O pedido será encaminhado para a Procuradoria-Geral da República, que poderá entrar com ação na Justiça para demiti-los.

Durante a sessão, Deborah Guerner criticou aos gritos a apuração.

“Onde estão os políticos? Cadê a denúncia do mensalão do DEM”, gritou, de forma audível a quem estava do lado de fora da sala em que a sessão ocorria.

Antes de deixar o conselho, Deborah disse que não havia nada contra ela. “Tudo é baseado na palavra de dois bandidos.”

Os advogados dos acusados dizem que os depoimentos não foram contemplados na íntegra pelo relator. Eles também negam ter recebido propina do esquema.

Folha.com – Poder – Promotora acusada no mensalão do DEM é presa tentando fugir – 20/04/2011

Procurador pedirá ao STF investigação sobre deputada


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai pedir quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para apurar o envolvimento da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN) com a quadrilha do mensalão do DEM. Video veiculado sexta-feira pelo portal Estadao.com.br e gravado durante a campanha eleitoral de 2006 mostra Jaqueline, candidata à Câmara Legislativa, mais o marido dela, Manoel Neto, recebendo dinheiro de Durval Barbosa. Durval era o alto funcionário do governo do Distrito Federal que se tornou delator da roubalheira comandada pelo governador José Roberto Arruda (DEM), cassado pela Justiça Eleitoral em 2010.

Jaqueline está ameaçada de processo por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e até formação de quadrilha. Também corre o risco de enfrentar um processo de cassação na Câmara por quebra de decoro. A abertura de processo será pedida pelo PSol. O que pode favorecer Jaqueline, na Câmara, é uma regra criada há quatro anos e que estabelece que o Conselho de Ética só deve julgar atos cometidos por deputados depois da posse.

Jaqueline, filha do ex-governador Joaquim Roriz, suspeito de ser o criador do mensalão que seu sucessor José Roberto Arruda manteve, já era citada em relatório de investigação que a Polícia Federal entregou ao Ministério Público no ano passado. A citação dela foi causada pela apreensão de planilhas que apontaram o pagamento de propina a deputados distritais para que votassem a favor de um projeto do governo distrital em dezembro de 2008. Além disso, o nome de Jaqueline aparece em planilha recolhida na casa de Leonardo Prudente, ex-presidente da Câmara Legislativa e um dos grandes beneficiários do mensalão do DEM

Fonte: brasíliaconfidencial

Mensalão do DEM – Vídeo mostra filha de Roriz, hoje deputada, recebendo dinheiro

Única estrela da propaganda exibida ontem nas TVs do Distrito Federal pelo partido de sua família – o PMN -, a deputada federal Jaqueline Roriz foi apresentada nesta sexta-feira como protagonista de outro video. Gravadas pelo delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa, as imagens mostram Jaqueline e o marido, Manoel Neto, recebendo dinheiro de Durval para a campanha eleitoral de 2006, quando ela disputava uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal – e acabou eleita. Manuel recebe um maço de R$ 50 mil, põe o dinheiro numa mochila e reclama do valor, inferior ao combinado.

“Rapaz, não é fácil ser candidato. Resolve isso para mim, cara!”, apela Neto.

Jaqueline também mostra interesse em obter mais dinheiro.

”Você vê possibilidade de aumentar isso?”, pergunta a Durval, que lhe sugere procurar empresas. Ela se queixa outra vez.

”Tem cinco pessoas que disseram que iam me ajudar, mas até agora nada. O da CEB (Companhia Energética de Brasília) ficou de me ligar, mas nada”, protesta.
O video, que está sob análise do Ministério Público, foi gravado na sala de Durval Barbosa, então alto funcionário do governo do Distrito Federal, e veiculado na tarde passada pelo portal Estadão.com.br. Trata-se do 31º video sobre o mensalão do DEM, esquema de corrupção revelado pela Polícia Federal e o Ministério Público, no fim de 2009, e que era comandado pelo governador José Roberto Arruda, do DEM, cassado em 2010.

Filha do ex-governador Joaquim Roriz, suspeito de ter criado o mensalão depois mantido por seu sucessor Arruda, Jaqueline foi eleita deputada federal no ano passado. Está viajando e, segundo sua assessoria, não comentará o caso.

O líder do PSol na Câmara, Chico Alencar (RJ), quer que a deputada se afaste da comissão especial que discutirá a reforma política.  Na opinião de Alencar, há indícios “robustos e documentais” de que Jaqueline praticou irregularidade.

“A deputada perdeu as credenciais para verbalizar propostas enquanto não provar que as acusações são infundadas”.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), anunciou que pedirá informações ao Ministério Público para decidir o que fará em relação à deputada.

“Vou encaminhar imediatamente um pedido de mais informações ao Ministério Público sobre o andamento do processo para que possa subsidiar uma decisão sobre o procedimento a ser tomado na Câmara”.

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