Serra sai em defesa de Palocci após denúncia de enriquecimento ilícito

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) defendeu, nesta segunda-feira (16), o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, acusado por reportagem do jornal Folha de S.Paulo, de ter aumentado em 20 vezes o patrimônio pessoal nos últimos quatro anos.

O tucano afirmou que não se pode “crucificar “ o petista pela evolução do patrimônio. “Não tenho papel de julgador a esse respeito. Acho normal que uma pessoa tenha rendimentos quando não está no governo e que esses rendimentos promovam uma variação patrimonial”, disse. Segundo Serra, Palocci já explicou o caso e poderá dar outras explicações caso seja necessário.

A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu que não há o que se investigar no patrimônio do ministro.“Não há no momento o que apurar. Tudo isso foi feito no momento adequado”, declarou o presidente da Comissão de Ética da Presidência, Sepúlveda Pertence. Para o secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, a decisão da Comissão de Ética Pública encerra o caso.

Mesmo assim, o PPS apresentou requerimento para que Palocci se explique na Câmara dos Deputados. Outros partidos da oposição, como o PSDB e o DEM anunciaram que pedirão que a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) investiguem o caso.

O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), analisa que os oposicionistas querem se aproveitar politicamente da reportagem da Folha de S.Paulo. “O ministro já deu todas as informações necessárias, agiu de acordo com a lei, prestou contas e, portanto, essa questão da oposição querer convocá-lo é criar um fato político onde não existe nada e nós não vamos concordar”, garantiu.

Ainda no domingo, dia em que a matéria foi publicada, Palocci fez questão de procurar o ministro da Controladoria- Geral da União (CGU), Jorge Hage, para prestar esclarecimentos sobre a denúncia de enriquecimento ilícito. “Me procurou para dizer que tinha cumprido todas as exigências legais, ou seja, tinha comunicado seu patrimônio à Comissão de Ética Pública e apresentado as declarações, que eram as obrigações que deveria cumprir”, informou Hage.

Em nota, a assessoria da Casa Civil atribuiu a evolução do patrimônio a consultorias econômico-financeiras prestadas por uma empresa de Palocci a empresas privadas até dezembro de 2010, quando as atividades foram encerradas para que ele pudesse assumir o cargo. Também aponta que “tais informações foram registradas junto à Comissão de Ética Pública da Presidência quando da nomeação” e que atualmente ele “não realiza qualquer atividade relacionada à empresa”.

Fonte: Brasília Confidencia

A ficha caiu: o malocismo avança? (via @rvianna)

publicada quinta-feira, 17/02/2011 às 17:01 e atualizada sexta-feira, 18/02/2011 às 09:59

por Rodrigo Vianna

Acho que a ficha caiu quase ao mesmo tempo, pra muita gente. Os sinais vão aparecendo… Ontem, escrevi esse texto, externando algumas preocupações com as primeiras medidas econômicas adotadas por Dilma. No mesmo dia, Altamiro Borges e Mair Pena Netto publicaram reflexões importantes, sobre o mesmo tema.

Mair, no “Direto da Redação”, falou sobre a tentativa da velha mídia, ou “imprensa de mercado” (como ele bem define), de criar uma cunha entre o “populista” Lula e a “técnica” Dilma. O artigo de Mair chama-se “Do poste à governante encantadora“, e merece ser lido com atenção.

Trata-se – e aí sou eu que digo, não o Mair – de uma tentativa inteligente por parte da velha mídia, para sangrar os dois – Dilma e Lula. Bate-se primeiro em Lula, usando a ex-ministra dele como exemplo de boa conduta. Lula já não tem a máquina da presidência para responder. Depois, quando (mas aí falta combinar com os russos!) Lula tiver sua imagem enfraquecida, aí parte-se para o ataque contra Dilma. A estratégia, claramente, é essa.

O problema é que o povão não lê jornal, nem se importa com o que diz essa velha mídia. Vai ser difícil “desconstruir” Lula. Andei agora pelo Nordeste, e testemunhei a ligação visceral entre o povo mais simples e o legado de Lula. Para o bem e para o mal (e o mal, nesse caso, é a despolitização). Entrevistei uma senhora que acabara de receber uma casa, por conta do projeto de transposição do rio São Francisco. A fazenda onde ela vivia como meeira (morava na fazenda numa casa que não era dela, mas do dono da terra) foi desapropriada para as obras. O governo construiu uma agro-vila para reassentar os antigos meeiros. Todos ganharam casa própria. A senhora me disse: “agradeço a Deus por minha casa; quer dizer, agradeço a Lula também; pra mim, é Deus no céu e Lula na terra”.

Mas a velha mídia não sossega. Se não pode derrubar Lula, vai tentar seduzir Dilma. A presidenta não vai entrar nessa – certo? Seria uma ingenuidade sem tamanho. E Dilma não é propriamente uma mulher  ingênuna.

Mas, com Palocci como conselheiro, tudo é possível.

E aí chegamos ao texto de Altamiro Borges, também publicado nessa quarta-feira. Ele fala sobre o avanço do “malocismo” (mistura de Malanismo com Paloccismo) na gestão da economia. Aqui, um trecho:

“Na prática, as decisões recentes do governo parecem indicar um triste regresso ao “malocismo” – uma mistura de Pedro Malan, czar da economia no reinado de FHC, e Antonio Palocci, czar da economia no primeiro mandato de Lula. Os seus efeitos poderão ser dramáticos, inclusive para a popularidade da presidenta Dilma. De imediato, as medidas de elevação dos juros e redução dos investimentos representam um freio no crescimento da economia e, conseqüentemente, na geração de emprego e renda.”

Como eu disse em texto anterior, 50 dias de governo é um prazo curto demais pra qualquer conclusão apressada. Mas há sinais preocupantes no ar. Isso há!

Como todo governo, esse também será um governo em disputa. Pode caminhar alguns graus para o centro, em relação ao que foi o segundo mandato de Lula. Mas isso tudo pode ser também apenas um ajuste inicial, para depois acelerar rumo à distribuição de renda e redução da pobreza.

Veremos.

Por hora, eu diria que o “malocismo” está ganhando a parada, como diz o Miro. Para alegria da” imprensa de mercado”, como diz o Mair

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Dilma anuncia ministérios do PMDB e mais cinco nomes que integrarão governo

Partido do vice-presidente eleito, Michel Temer, ficou com cinco dos 37 ministérios.
 
Dilma anuncia ministérios do PMDB e mais cinco nomes que integrarão governo (Foto diculgação) Clique para ampliar a imagem

Partido do vice-presidente eleito, Michel Temer, ficou com cinco dos 37 ministérios

A presidente eleita, Dilma Rousseff, anunciou no início da noite desta quarta-feira (8), por meio de nota, os nomes de mais dez ministros que farão parte do futuro governo. Ao todo, cinco nomes confirmados integram a cota do PMDB, partido do vice-presidente eleito, Michel Temer (SP), o presidente da Câmara dos Deputados.

Foram confirmados os nomes dos peemedebistas Edison Lobão, para Minas e Energia; Garibaldi Alves, para Previdência; Pedro Novais, que chefiará a pasta de Turismo; Moreira Franco, que comandará a Secretaria de Assuntos Estratégicos; além de Wagner Rossi, que permanece na Agricultura.

A presidente eleita também oficializou a indicação de Paulo Bernardo (PT-PR) para o Ministério das Comunicações; de Helena Chagas para a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República); da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que chefiará a pasta de Pesca e Aquicultura; da deputada Maria do Rosário (PT-RS), que será a nova ministra da Secretaria de Direitos Humanos; e do senador Alfredo Nascimento (PR-AM), que voltará para o Ministério dos Transportes.

Ao todo, o PMDB ficará com seis pastas. Isso porque, além dos nomes anunciados, o ministro Nelson Jobim informou hoje que aceitou convite para permanecer na Defesa. Entretanto, a presidente eleita não oficializou a continuidade de Jobim na pasta, hipótese defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mais cedo, antes do anúncio, Temer disse que “saiu de bom tamanho” a destinação de cinco ministérios, além da Defesa, para o PMDB no governo de Dilma.

Vários dos ministros já oficializados para integrar o futuro governo são petistas: o deputado federal Antônio Palocci, que assumirá a Casa Civil; José Eduardo Cardozo, que comandará o Ministério da Justiça; Gilberto Carvalho, que irá chefiar a Secretaria-Geral da Presidência; Guido Mantega, que permanece na Fazenda; Miriam Belchior, que assume o Planejamento e coordenará o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Para presidir o Banco Central, Dilma indicou Alexandre Tombini, funcionário de carreira da instituição e atual diretor de Normas do banco.

Com os novos anúncios, a maioria dos principais ministros de Dilma já está definida – foram anunciados os titulares de 16 das 37 pastas da administração federal. Entre os postos-chave, ainda falta a confirmação de Defesa, Saúde, Educação e Trabalho.

Leia a íntegra da nota da presidente eleita:

“A presidente eleita da República, Dilma Rousseff, convidou novos ministros para integrar sua futura equipe de governo. A senadora Ideli Salvatti, que assumirá o Ministério da Pesca e Aquicultura; a deputada Maria do Rosário, que chefiará a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; a jornalista Helena Chagas, para a chefia da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que será o titular do Ministério das Comunicações; o senador Garibaldi Alves, que assumirá o Ministério da Previdência Social; o senador Edison Lobão, que retornará ao Ministério de Minas e Energia; o deputado Pedro Novais, para o Ministério do Turismo; o ex-deputado Wagner Rossi, que deverá permanecer à frente do Ministério da Agricultura; o senador Alfredo Nascimento, que voltará ao comando do Ministério dos Transportes; e o ex-governador Moreira Franco, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

A presidente eleita determinou a seus novos auxiliares que trabalhem de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, assegurando a melhoria de vida de todos os brasileiros.

Assessoria de imprensa da presidente eleita Dilma Rousseff.”

Fonte: http://midiacon.com.br

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