Serra e Kassab estão fazendo o PT de bobo?

Se, e quando, for confirmada a candidatura de José Serra a prefeito de São Paulo, o PT deveria promover um encontro para pedir desculpas à senadora Marta Suplicy. Nos últimos quatro meses, ela foi a principal liderança petista a não se deixar levar pelas partículas de candidatos e alianças que permaneceram em suspensão no horizonte político da cidade. Enquanto o partido mergulhava na nuvem de poluição causada pela inversão térmica eleitoral, Marta registrava sua discordância e sinalizava o risco. Primeiro, pediu para evitar uma escolha antecipada do candidato do PT, mas foi atropelada. Depois, alertou para o feitiço da aliança com o PSD do prefeito Gilberto Kassab — e só não foi totalmente ignorada porque parte da militância petista ainda cobra um mínimo de coerência política.

Kassab na festa do PT: aliança em potencial ou jogo de dissimulação?

Marta terminou sendo posta à margem porque o PT precisava se renovar, enquanto ela nunca escondeu o desejo de tentar o cargo pela quarta oportunidade. Mas, por isso mesmo, o partido deveria tê-la ouvido: após passar quatro anos na prefeitura e perder duas eleições, uma para Serra e outra para Kassab, era Marta quem, no PT, mais tinha condições de interpretá-los. Teria sido, no mínimo, por respeito a uma tradicional regra da política: ninguém conhece melhor você do que o seu inimigo.

Quando perdeu a convenção do PSDB para Aécio Neves, em maio do ano passado, Serra sabia que seu projeto presidencial só seria retomado em duas hipóteses. Na primeira, ele atuaria de coadjuvante, capaz de ser promovido a protagonista por falta de nomes. Assim, a candidatura de 2014 teria de lhe cair no colo, com Aécio voltando para Minas Gerais e Geraldo Alckmin tentando a reeleição paulista. Para que pudesse ter um mínimo de autonomia sobre seu destino, no entanto, a Serra só restava uma candidatura a prefeito de São Paulo (leia, na coluna Análise de 28 de maio do ano passado, os motivos para isso).

Durante nove meses, portanto, Serra pareceu estar morto. No lugar de se apresentar como viúva, Kassab criou o PSD e vestiu-o de noiva, tentando ser vice-governador na eventual reeleição de Geraldo Alckmin ou ocupando, com seus parlamentares, ministérios no governo Dilma Rousseff. No projeto ideal de Serra, sua candidatura a prefeito permaneceria congelada, para despertar apenas no final do semestre – por questões legais, ele é o único nome forte capaz de ser oficializado no último minuto da convenção partidária. Mas a proximidade das prévias internas do PSDB para a escolha do candidato a prefeito, marcada para depois do carnaval, tirou-o da hibernação. Marta Suplicy teria direito igual, mas seu partido já saiu às ruas com a candidatura do ex-ministro Fernando Haddad.

Em outubro, quando a eleição chegar ao final, a história de Serra e Kassab será reescrita com base no resultado e o que até hoje era apresentado como desejo sincero provavelmente será interpretado como um jogo de dissimulação. Houve um momento em que Serra gostaria de não correr o risco da disputa em São Paulo e de ter se mantido à tona como presidente do PSDB. E Kassab preferia uma aproximação com o poder federal do PT.

Ao submergir, Serra recuperou a liderança política. E teria também reduzido a taxa de rejeição porque deixou todos brigando contra todos enquanto assistia tudo à distância. Isso é importante porque, desde a adoção do segundo turno, a maioria em São Paulo é formada em torno do nome do adversário de quem o eleitor não quer eleger – e não em torno do nome favorito. Essa decisão racional, baseada na rejeição a um candidato ou partido, e não na paixão pelo outro, garantiu os mandatos de Pitta, Marta, Serra e Kassab.

O atual prefeito agora dificilmente mudará de destino porque as resistências de Dilma Rousseff e de Geraldo Alckmin em aceitar suas condições para um acordo acabaram por criar um processo simbiótico com Serra. O fracasso de ambos desenhou o caminho que se trilha neste momento na capital paulista. Para que o PSD permaneça como um projeto viável de poder, Kassab depende de Serra na prefeitura. Afinal, se partidos com mais de 20 anos de história, como o PSDB, desidratam por estar na oposição, a sobrevivência de uma legenda recém-criada não acontecerá sem uma máquina com o peso da de São Paulo.

Para Serra, a confirmação da aliança com Kassab e um eventual retorno à prefeitura oferecem o que seu partido lhe recusou no encontro de maio do ano passado – estrutura para retomar o projeto presidencial. E, além de tudo, também serve de bóia partidária caso os tucanos o abandonem no meio da última chance que lhe resta de fazer a travessia para o Planalto.

Foi essa dependência mútua entre Serra e Kassab que Marta Suplicy vislumbrou como um jogo que acabaria por engabelar, além do PT, o governador Alckmin e os quatro pré-candidatos do PSDB. No caso do PT, o pedido de desculpas a Marta se fará necessário não apenas porque o partido precisa de sua experiência na campanha de Haddad, mas sobretudo como autocrítica. Afinal, não foi a nuvem de candidatos e alianças que turvou a visão das lideranças petistas, mas a mistura de poluentes eleitorais ainda mais básicos: arrogância, ambição, precipitação e desejo de vingança.

Kassab é apresentado como representante da “base aliada” e recebe vaias no aniversário do PT

Bruno Boghossian, do estadão.com.br, com informações da Agência Esta

O prefeito de São Paulo e fundador do PSD, Gilberto Kassab, foi vaiado ao ser apresentado como representante da “base aliada” durante a festa de aniversário de 32 anos do PT, em Brasília. As autoridades e lideranças petistas aplaudiram, mas parte do público presente vaiou o prefeito, ex-integrante do DEM.

Kassab foi chamado pelos locutores do evento durante a apresentação dos “representantes dos partidos que compõem a nossa base aliada”. Ele, no entanto, sempre afirmou que o PSD é uma legenda “independente” – apesar de acompanhar o governo Dilma Rousseff com frequência no Congresso.

Sem demonstrar nenhum constrangimento, Kassab sentou-se na segunda fila da mesa de convidados, entre ministros de estado, ex-presidentes do PT e o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo.

A presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro José Dirceu foram os mais festejados pela militância durante a comemoração. Dilma se sentou ao lado do presidente do partido, Rui Falcão, e do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Maia entrou recentemente em rota de colisão com o Palácio do Planalto devido ao não nomeação de um afilhado político para cargo no Banco do Brasil.

Para tentar desfazer o clima de animosidade com o Planalto, o presidente da Câmara fez um discurso enfático, recheado de elogios a presidente Dilma Rousseff. Ela manteve-se, no entanto, impávida, sem demonstrar nenhum entusiasmo com as palavras de Maia.

Impedido de ir ao encontro por recomendação médica, o ex-presidente Lula mandou uma carta lida pelo presidente Rui Falcão. Lula lamentou não estar presente ao encontro.

A senadora Marta Suplicy, que criticou as negociações entre o PT e Kassab para a formação de uma aliança para as eleições para a Prefeitura de São Paulo, não compareceu ao evento. Ela enviou uma carta em que parabeniza o partido e pede que a sigla se mantenha fiel a seus princípios.

MP impugna criação de novo partido de Kassab no TRE-SP

Arthur Guimarães
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O Ministério Público Eleitoral de São Paulo impugnou (contestou) junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) o registro definitivo do Partido Social Democrático (PSD), sigla que o prefeito da cidade, Gilberto Kassab, pretende utilizar após deixar o DEM.

Agora, já são quatro os autores de petições apontando irregularidades e pedindo a suspensão do processo de autenticação da legenda.

O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que reivindica a posse do PSD, assim como o DEM-SP e o DEM Nacional, que apontam fragilidades no processo de montagem do partido político, impetraram ações similiares no TRE.

Hoje, o advogado Guilherme Paiva Corrêa da Silva, que representa o PSD, tomou conhecimento das ações movidas contra a sigla que Kassab quer usar já nas eleições do ano que vem.

Como mostrou reportagem da Folha.com publicada no último dia 5, a impugnação do DEM conta com 38 páginas e questiona diversos aspectos do processo de formação do PSD –desde inconsistências no estatuto da nova legenda até a contagem de certidões emitidas pelos cartórios eleitorais validando assinaturas de eleitores que apoiaram a fundação do partido.

Segundo a impugnação apresentada à Justiça Eleitoral, o estatuto do PSD não detalha, por exemplo, quanto dos recursos do Fundo Partidário serão destinados aos diretórios nacional, estaduais e municipais da nova sigla. Segundo Moraes, o detalhamento é exigido por lei.

Na impugnação, foi anexada reportagem publicada pela Folha de S. Paulo, que mostrou que o partido do prefeito está usando atas clonadas para registrar diretórios municipais e estaduais do partido em todo o país.

O PTB, por sua vez, reivindica a posse da sigla PSD. “O antigo PSD foi incorporado pelo PTB, que até hoje paga as dívidas daquele partido. Nós temos um CNPJ do PSD ativo”, afirmou o presidente estadual da sigla, deputado Campos Machado (PTB-SP), que vê na utilização de um nome já registrado um “vício insanável” para a obtenção do registro do partido de Kassab.

Procurados, representantes do Ministério Público Eleitoral, assim como a assessoria de imprensa de Kassab, não foram encontrados para comentar a reportagem.

Marcos Coimbra e a eleição em São Paulo

por Marcos Coimbra, em CartaCapital

As eleições municipais de 2012 estão começando. Não para os eleitores, que nem pensam no assunto. Mas para os políticos. Para eles, a largada foi dada.

A discussão do momento é a sucessão na prefeitura em São Paulo. A escolha dos prefeitos de algumas outras capitais recebe atenção, mas em plano menor.

Dessas, algumas devem ter fortes candidatos naturais, pois os atuais prefeitos disputam a reeleição e, a esta altura, são favoritos. É o caso do Rio de Janeiro com Eduardo Paes e Belo Horizonte com Marcio Lacerda. Em outras, o processo está mais aberto, seja porque o atual prefeito é pouco conhecido – era vice e assumiu o cargo após a desincompatibilização do titular no ano passado (como em Porto Alegre e Curitiba), não está no páreo, pois já foi reeleito (como em Salvador e Fortaleza), ou não tem boa avaliação (como no Recife).

A importância da eleição em São Paulo é indiscutível, mas costuma ser exagerada. Como maior cidade e capital econômica do País, tudo que acontece na política local tem repercussão nacional, nem que seja por suas consequências na vida política do estado, o maior colégio eleitoral brasileiro. Daí a imaginar que a escolha do prefeito da cidade tenha grande impacto na política brasileira há uma diferença.

Com Luiza Erundina, por exemplo, o PT conquistou a prefeitura em 1988 e viu Fernando Collor derrotar Lula na cidade no ano seguinte. Em 1992, foi a vez de Paulo Maluf, adversário figadal dos tucanos, ganhar, enquanto a cidade, dois anos depois, deu a Fernando Henrique uma vitória no primeiro turno. Nas próximas, o padrão se repetiu, com Celso Pitta vencendo em 1996 e FHC se reelegendo em 1998.

Houve resultados “alinhados” apenas nas eleições de 2000 e 2002, com Marta Suplicy na prefeitura e Lula no Planalto. Mas, quando Serra venceu em 2004 e Gilberto Kassab em 2008, voltamos ao normal, pois suas vitórias foram seguidas por duas do PT nas eleições nacionais.

Salvo, então, uma exceção, os demais casos indicam que o desempenho na eleição municipal de São Paulo não tem maior efeito na eleição presidencial seguinte. Mas, mesmo que não pavimente o caminho para Brasília, vencer na cidade é importante para qualquer partido.

Nas pesquisas atuais (que devem ser lidas com a cautela habitual, considerando sua grande distância da eleição) só três candidatos despontam, dos quase 20 mais comentados. No PT, Marta Suplicy; no PSDB, José Serra; no PP, Celso Russomanno. Nessa ordem, com Marta bem à frente de Serra e ele de Russomanno.

Algumas coisas chamam a atenção nos resultados. Em primeiro lugar, diferentemente do que costumam apregoar seus companheiros e amigos na mídia, Serra saiu mal da eleição de 2010. Ter, atualmente, 3% de intenções espontâneas e ficar atrás de Marta (com 9%) e Kassab (com 6%), empatando com Maluf, não é performance impressionante.

Alguém poderia argumentar que ele não é, apenas, lembrado espontaneamente para o cargo. Mas seu desempenho continua fraco nos cenários de voto estimulado, perdendo, com 24%, para Marta, que tem 29%. Seus melhores números aparecem quando os adversários são os nomes menos conhecidos do PT (Fernando Haddad e Jilmar Tatto), mesmo assim ficando pouco acima dos 25%. É pouco, para quem tem sua biografia, a menos que se considere que a desvalorizou com a campanha que fez (não esquecendo que é o mais rejeitado dos candidatos testados).

No PSDB, o grave é que Serra é, de longe, o nome mais viável, vários corpos à frente de qualquer outro. Para os tucanos, talvez seja ruim com Serra, mas pior sem ele.

Do lado do PT, está Marta, na casa dos 30%, liderando em todos os cenários, e Aloizio Mercadante, com 10%, atrás de Serra e Russomanno. Fernando Haddad e Jilmar Tatto ficam distantes, não passando de 3%, independentemente dos oponentes. Ou seja, uma escolha que poderia ser considerada natural.

Consta, porém, que Lula prefere a candidatura de Haddad. Parece que acredita que poderia repetir o que fez com Dilma, apresentando-o à cidade e lhe transferindo os votos de que precisaria. Deve imaginar que seria melhor opção que Marta.

Por tudo que já foi e fez, ninguém tem coragem de se contrapor ao ex-presidente. Mas não se pode esquecer que seu poder de transferência só foi plenamente confirmado na eleição presidencial, naquilo que os especialistas chamam de “transferência horizontal” (para o mesmo cargo). Na maior parte das vezes em que pensou influenciar eleitores para votar em candidatos a governador e prefeito (no que seria uma “transferência vertical”), não foi bem-sucedido. O que não quer dizer que não poderia fazer de seu ministro da Educação o prefeito de São Paulo.

Há vários outros nomes se movimentando nos demais partidos. Alguns são novidade, como Gabriel Chalita, outros personagens antigos, como Guilherme Afif. Da perspectiva de hoje, no entanto, nada indica que terão papel fundamental na eleição.

PT se aproxima de Kassab e decide manter possibilidade de aliança em SP

Autor(es): Alberto Bombig
O Estado de S. Paulo – 20/06/2011
 
Direção paulista do partido barra resolução que proibiria coligações entre petistas e candidatos do PSD no Estado; gesto ocorre no momento em que o prefeito está sob ataque da oposição a Dilma e negocia integrar a base governista no Congresso
Sob ataque do DEM em todo o País, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ganhou no fim de semana um forte aliado em sua intenção de criar seu novo partido, o PSD. Reunido em Sumaré (SP), o PT paulista decidiu manter abertas as portas para que a nova sigla integre a base de apoio da presidente Dilma Rousseff no Congresso e, pelo menos por enquanto, possa até fazer coligações com candidatos petistas nas eleições do ano que vem.
A decisão foi interpretada como um sinal para os demais diretórios do País de que o partido de Kassab não deverá ser tratado como um adversário natural do PT, mas sim como uma sigla a ser usada na sustentação do governo e na luta contra a oposição, especialmente em São Paulo, Estado governado pelo PSDB desde 1995 e hoje a principal obsessão do Planalto e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o Encontro das Macrorregiões do PT-SP, a direção paulista conseguiu vetar uma resolução que proibiria alianças eleitorais com o partido de Kassab, caso a sigla seja viabilizada.
Seria mais uma medida para asfixiar o PSD no seu nascedouro (São Paulo), pois a nova sigla já é alvo de ações na Justiça capitaneadas pelo DEM, o antigo partido do prefeito.
A proposta de proibir coligações do PT com o PSD partiu de um grupo de petistas da capital do Estado, oposição ao prefeito Kassab. Mas a direção estadual atuou fortemente para evitar que ela fosse aprovada e conseguiu ao menos rachar o partido. O resultado da consulta foi de 236 votos favoráveis à proibição e 236 contrários. Na prática, isso significa que não existe hoje um veto formal ao PSD dentro do comando petista.
A decisão agora deverá ser tomada em um seminário a ser organizado pelo PT somente para analisar a questão. No encontro, que contou com a participação de Lula, os petistas aprovaram o veto formal às coligações com o PSDB, o DEM e o PPS em todo o Estado. Por sugestão de vereadores de São Paulo, o PSD foi incluído na consulta, mas a direção conseguiu barrar a restrição formal ao partido que ainda está na fase de coletas de assinaturas para ser viabilizado a tempo de concorrer nas eleições de 2012.
“Em termos de cenário nacional, seria ruim para o PT paulista mandar um recado negativo ao novo partido do prefeito Kassab. Todos os sinais hoje são para que ele integre a base de apoio ao governo federal no Congresso. Seria, antes de mais nada, prematuro um veto ao PSD neste momento”, disse o deputado estadual Edinho Silva, presidente do PT do Estado de São Paulo.
Edinho defendeu pessoalmente a proibição ao veto e colocou todo o peso da direção estadual para evitar que os paulistanos obtivessem êxito. O diretório da capital já declarou ser contra a aproximação com Kassab. “O PT da capital não aceita qualquer possibilidade de união com o prefeito. Discordamos das políticas públicas implementadas pela gestão dele e vamos permanecer na oposição”, diz o vereador Antônio Donato, presidente dos petistas paulistanos.
“A questão da capital não pode balizar o PT em todo o Estado , diz Edinho. Em Ribeirão Preto, importante cidade do interior, por exemplo, a prefeita Dárcy Vera tem a intenção de concorrer à reeleição pelo PSD com o apoio decisivo dos petistas.
Na capital do Estado, o sonho de parte dos petistas seria ter o apoio de Kassab no caso de um eventual segundo turno entre um candidato do PT e um do PSDB. Em conversas reservadas, o prefeito acena com essa hipótese para seduzir os petistas da direção estadual.
CPI do PSD. Donato também é autor de um requerimento que propõe a criação de uma CPI na Câmara Municipal para investigar o suposto uso da máquina pública da gestão Kassab na coleta de assinaturas para a criação do partido. Para isso, são necessárias 28 adesões de parlamentares.
No fim de semana, porém, o governador Geraldo Alckmin declarou não ser favorável à instalação da CPI, o que deve inviabilizar o apoio dos sete vereadores do PSDB à proposta de Donato. Além disso, dentro da própria bancada do PT, Kassab possui a simpatia dos grupos ligados ao vereador Arselino Tatto e ao deputado estadual João Antônio.
Marcelo Fernandes.Cps.

PSD de Kassab já é pró-Dilma em 11 dos 23 estados em que foi lançado.

Em 11 dos 23 estados em que o PSD foi lançado, o comando já é de aliados da presidente Dilma Rousseff: AC, AL, AP, AM, BA, MT, PB, PI, RN, RR e SE. Apenas seis – GO, PR, RJ, SC, SP e TO – se declaram como sendo opositores ao atual governo federal.

Em  cinco  unidades  da  Federação – ES, MS,MG,PE e RO – ainda não é possível  identificar qual será a tendência política a ser seguida pelo PSD. No CE, DF, MA, PA e RS, o PSD ainda não foi fundado.

Fonte: Brasília Confidencial

Falta de consenso impede eleição completa no PSDB-SP

O PSDB paulista  elegeu o deputado Pedro Tobias como novo presidente da executiva estadual, em convenção realizada na Assembleia Legislativa, no último sábado (7). Contudo, o primeiro ato de Tobias foi adiar para a próxima quinta-feira (12), às 19 horas,a eleição dos outros 17 membros do comando partidário, devido a um “racha” na legenda.

A  idéia  inicial  dos  tucanos  era  eleger  uma  chapa única. Porém, a briga começou logo no primeiro cargo a ser definido, o de secretário-geral. Cesar Gontijo, que ocupa o posto, avisou que não sairá. A bancada de deputados federais  indicou, sem sucesso, Vaz de Lima, aliado de Serra.

“Existe uma crise no PSDB, por que negar? O problema não é divisão no partido, mas honrar os votos que recebemos. O maior risco que as oposições correm é perder tempo com disputas fantasmas”, disse Serra, na primeira vez que comentou a crise partidária.

Alckmin apressou-se para desmentir Serra. “Não há crise no PSDB, o que existe é o PSDB resistindo. Eu sinto é ânimo do PSDB!”, desconversou o governador. Não havia coerência nos discursos das  lideranças  do  PSDB-SP.  O  senador  Aloysio  Nunes Ferreira chegou a defender que o PSDB  se alie ao PSD, recém-lançado por Kassab, nas eleições para a prefeitura de 2012. Ao mesmo tempo, Serra convocava:  “Cadê  o  PSDB,  como  um  todo,  defendendo suas ideias?”.

A convenção ocorreu em meio a uma revoada de seis vereadores da capital paulista, após divergências na escolha do presidente do diretório municipal tucano.

Fonte: Brasília Confidencial

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