Na Índia, Ministro Raupp anuncia satélite que promete levar banda larga ao Brasil inteiro

GIZMODO BRASIL

Dilma Roussef e o Ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, estão na Índia para o encontro dos Brics, grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Além de discutir estratégias e acordos de colaboração, a comitiva brasileira anunciou planos para o lançamento de um satélite que levará Internet a todos os municípios do país. Agora vai?

Segundo o Ministro Raupp, o objetivo no lançamento do satélite estacionário é levar Internet a todos os municípios do país, inclusive para o uso em telefonia móvel 3G. Objetivo ousado e, claro, caro.

Orçado em R$ 750 milhões sendo quase 20% disso apenas para o lançamento do satélite, o satélite anunciado em Nova Délhi ainda depende de um acordo de cooperação técnica para sair do papel. Raupp informou que será feito “um concurso internacional que abre a possibilidade a uma cooperação tecnológica importante”. Não foram informados detalhes técnicos, capacidade ou mesmo prazo; o projeto ainda engatinha, mas sempre fica aquela esperança que, dessa vez, tudo funcione.

Outros pontos relacionados à tecnologia estão sendo discutidos por lá. Com a Índia e a África do Sul, o Brasil pretende lançar outro satélite, esse para observar o Atlântico Sul e ”entender as anomalias com o campo magnético terrestre que deixam passar as radiações ultravioletas”. Já com a China, com quem nós já lançamos três satélites no passado, os planos são de lançar outros dois, um ainda em 2012 e outro em 2014. Por fim, foi firmado um acordo com a Índia para colocar o país como destino no programa “Ciências Sem Fronteiras”, que dá bolsas de estudo para acadêmicos e pesquisadores em instituições fora do país. É o primeiro asiático a entrar para o programa.

O socialismo para 7 bilhões de pessoas é possível (e já):

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Em Rajasthan, na Índia, uma escola extraordinária ensina mulheres e homens do meio rural – muitos deles analfabetos – a tornarem-se engenheiros solares, artesãos, dentistas e médicos nas suas próprias aldeias. Chama-se Universidade dos Pés-Descalços, e o seu fundador, Bunker Roy, explica como funciona

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Países do Bric são cada vez mais a locomotiva da economia mundial

As economias do Brasil, da Rússia, da China e da Índia cresceram nos últimos anos bem mais do que as dos países industrializados. Já em 2015 elas terão um papel no mercado mundial comparável ao das nações ricas.
Publicado originalmente em DefesaNet

Líderes da Índia, da Rússia, da China, do Brasil e da África do Sul em encontro do Bric

Os tempos são de grande insegurança para a economia mundial: os mercados de capitais enfrentam altos e baixos, os Estados Unidos e os países europeus sofrem com as próprias dívidas, a economia norte-americana está desacelerando e as economias da Europa – excetuada a alemã – tampouco inspiram otimismo em relação ao futuro.

Será uma nova recessão global que se anuncia? Na visão do economista Michael Hüther, diretor do Instituto da Economia Alemã (IW, na sigla original), isso dependerá de forma decisiva de como os assim chamados mercados emergentes vão se desenvolver, em especial os do grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).

Caso não tenham que encarar convulsões ou crises mais graves em nível nacional, esses países serão os gigantes econômicos de amanhã. “E isso num prazo não muito longo”, avalia Hüther. Já em 2015, as quatro nações serão responsáveis por quase 30% do desempenho econômico global, superando, de longe, a zona do euro. “Esta ficará com apenas 13%. Em 1995 estávamos em 20%.”

Locomotivas de crescimento

Com seu poder de propulsão, os países emergentes podem se tornar uma locomotiva de crescimento para a economia global, pois compram cada vez mais produtos em todo o mundo e investem fortemente em infraestrutura. Já no período de 2002 a 2010, os Bric contribuíram com 12% a 21% do crescimento internacional das importações, suplantando assim os EUA – exceto nos anos 2004 e 2005.

A China tem uma participação decisiva nessa dinâmica. O país é responsável por mais de 60% do crescimento das importações globais. “No entanto é preciso notar que a parcela dos outros três Estados do Bric é cada vez maior. O impulso vem, sobretudo, da Índia e da Rússia”, registra o economista do IW.

Já no próximo ano os quatro grandes emergentes estarão investindo em sua infraestrutura quase tanto quanto os países industrializados. Um fato tão mais notável considerando-se que dez anos atrás o volume de investimentos das nações industrializadas era mais de quatro vezes superior.

A Alemanha, que tem uma economia voltada para as exportações, é um dos países que mais se beneficiam dessa tendência.

Exportações e também investimentos

Nos últimos anos aumentou drasticamente a importância dos emergentes como parceiros econômicos da Alemanha. Enquanto as exportações alemãs cresceram um total de 21% entre 2005 e 2010, as vendas para o Brasil, Rússia, Índia e China galgaram respeitáveis 107% no mesmo período.

Segundo Hüther, os setores de exportações tradicionalmente fortes da Alemanha são justamente os mais atraentes para o Bric. “Cerca de 30% de todas as mercadorias compradas da Alemanha pelos Estados do Bric provêm do setor de maquinaria, 22% do de veículos, 17% da indústria elétrica e 15% da química.”

Em 2010 as empresas alemãs exportaram um total de 100 bilhões de euros para os países do Bric, um terço a mais do que as entregas para os Estados Unidos. Contudo, não é apenas através das exportações que o empresariado alemão pretende lucrar com o boom dos países emergentes.

Como demonstra uma enquete realizada pelo Instituto da Economia Alemã no segundo trimestre deste ano, as firmas nacionais estão cada vez mais interessadas em investir nos países em questão. Até 2015, mais de 20% de todos os investimentos da Alemanha no exterior deverão estar fluindo para Brasil, Rússia, Índia e China.

Autoria: Sabine Kinkartz (av)
Revisão: Alexandre Schossler

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