Governo Alckmin é condenado por racismo

Governo Alckmin é condenado por racismo Foto: Felipe L. Gonçalves/247

Material distribuído por professora da rede pública a alunos associava a cor negra ao demônio; indenização será de R$ 54 mil a família que se sentiu atingida

29 de Janeiro de 2012 às 20:18

Fernando Porfírio _247 – O governo paulista foi condenado por disseminar o medo e a discriminação racial dentro de sala de aula. A decisão é do Tribunal de Justiça que deu uma “dura” no poder público e condenou o Estado a pagar indenização de R$ 54 mil a uma família negra. De acordo com a corte de Justiça, a escola deve ser um ambiente de pluralidade e não de intolerância racial.

O Estado quedou-se calado e não recorreu da decisão como é comum em processos sobre dano moral. O juiz Marcos de Lima Porta, da 5ª Vara da Fazenda Pública, a quem cabe efetivar a decisão judicial e garantir o pagamento da indenização, deu prazo até 5 de abril para que o Estado dê início à execução da sentença.

O caso ocorreu na capital do Estado mais rico da Federação e num país que preza o Estado Democrático de Direito instituído há quase 24 anos pela Constituição Federal de 1988. Uma professora da 2ª série do ensino fundamental, de uma escola estadual pública, distribuiu material pedagógico supostamente discriminatório em relação aos negros.

De acordo com a decisão, a linguagem e conteúdo usados no texto são de discriminatórias e de mau gosto. Na redação – com o título “Uma família diferente” – lê-se: Era uma vez uma família que existia lá no céu. O pai era o sol, a mãe era a lua e os filhinhos eram as estrelas. Os avós eram os cometas e o irmão mais velho era o planeta terra. Um dia apareceu um demônio que era o buraco negro. O sol e as estrelinhas pegaram o buraco negro e bateram, bateram nele. O buraco negro foi embora e a família viveu feliz.

O exercício de sala de aula mandava o aluno criar um novo texto e inventar uma família, além de desenhar essa “família diferente”. Um dos textos apresentados ao processo foi escrito pela aluna Bianca, de sete anos. Chamava-se “Uma Família colorida” e foi assim descrito:

“Era uma vez uma família colorida. A mãe era a vermelha, o pai era o azul e os filhinhos eram o rosa. Havia um homem mau que era o preto. Um dia, o preto decidiu ir lá na casa colorida.Quando chegou lá, ele tentou roubar os rosinhas, mas aí apareceu o poderoso azul e chamou a família inteira para ajudar a bater no preto. O preto disse: – Não me batam, eu juro que nunca mais vou me atrever a colocar os pés aqui. Eu juro. E assim o azul soltou o preto e a família viveu feliz para sempre”.

A indenização, que terá de sair dos cofres públicos, havia sido estabelecida na primeira instância em R$ 10,2 mil para os pais do garoto e de R$ 5,1 mil para a criança, foi reformada. Por entender que o fato era “absolutamente grave”, o Tribunal paulista aumentou o valor do dano moral para R$ 54 mil – sendo R$ 27 mil para os pais e o mesmo montante para a criança.

De acordo com a 7ª Câmara de Direito Público, no caso levado ao Judiciário, o Estado paulista afrontou o princípio constitucional de repúdio ao racismo, de eliminação da discriminação racial, além de malferir os princípios constitucionais da igualdade e da dignidade da pessoa humana.

“Sem qualquer juízo sobre a existência de dolo ou má-fé, custa a crer que educadores do Estado de São Paulo, a quem se encarrega da formação espiritual e ética de milhares de crianças e futuros cidadãos, tenham permitido que se fizesse circular no ambiente pedagógico, que deve ser de promoção da igualdade e da dignidade humana, material de clara natureza preconceituosa, de modo a induzir, como induziu, basta ver o texto da pequena Bianca o medo e a discriminação em relação aos negros, reforçando, ainda mais, o sentimento de exclusão em relação aos diferentes”, afirmou o relator do recurso, desembargador Magalhães Coelho.

Segundo o relator, a discriminação racial está latente, “invisível muitas vezes aos olhares menos críticos e sensíveis”. De acordo com o desembargador Magalhães Coelho, o racismo está, sobretudo, na imagem estereotipada do negro na literatura escolar, onde não é cidadão, não tem história, nem heróis. Para o relator, ao contrário, é mau, violento, criminoso e está sempre em situações subalternas.

“Não é por outra razão que o texto referido nos autos induz as crianças, inocentes que são, à reprodução do discurso e das práticas discriminatórias”, afirmou Magalhães Coelho. “Não é a toa que o céu tem o sol, a lua, as estrelas e o buraco negro, que é o vilão da narrativa, nem que há “azuis poderosos”, “rosas delicados” e “pretos” agressores e ladrões”, completou.

O desembargador destacou que existe um passado no país que não é valorizado, que não está nos livros e, muito menos, se aprende nas escolas.

“Antes ao contrário, a pretexto de uma certa “democracia racial”, esconde-se a realidade cruel da discriminação, tão velada quanto violenta”, disse. Segundo Magalhães Coelho, na abstração dos conceitos, o negro, o preto, o judeu, o árabe, o nordestino são apenas adjetivos qualificativos da raça, cor ou região, sem qualquer conotação pejorativa.

“Há na ideologia dominante, falada pelo direito e seus agentes, uma enorme dificuldade em se admitir que há no Brasil, sim, resquícios de uma sociedade escravocrata e racista, cuja raiz se encontra nos processos históricos de exploração econômica, cujas estratégias de dominação incluem a supressão da história das classes oprimidas, na qual estão a maioria esmagadora dos negros brasileiros”, reconheceu e concluiu o desembargador.

No aniversário da cidade, manifestantes encurralam o prefeito de São Paulo

do Passa Palavra

Um cordão foi feito ao redor da Catedral para evitar uma típica saída “à francesa”

img_3794Na manhã desta quarta-feira, 25 de janeiro, aniversário de 458 anos da cidade de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) foi encurralado por manifestantes ao tentar sair da Catedral da Praça da Sé. O governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), também era esperado; no entanto, não compareceu. O protesto“Especulação extermina: basta de trevas na Luz e em São Paulo!”, que reuniu ao longo do percurso mais de mil pessoas e representantes de diversas organizações e movimentos sociais, foi uma resposta às recentes ações do governo municipal e estadual contra a Favela do Moinho, a operação “Centro Legal” na Cracolândia e a reintegração de posse de Pinheirinho, em São José dos Campos.

A concentração da manifestação começou às 9 horas na Praça da Sé e, de acordo com as orientações dadas pelo microfone, as entradas da Catedral foram bloqueadas por grupos de 150 manifestantes. Enquanto a cerimônia não se encerrava, os manifestantes esticavam faixas, gritavam palavras de ordem e denunciavam as repressões que ocorreram recentemente. Um cordão foi feito ao redor da Catedral para evitar uma típica saída “à francesa”.

Por volta das 10h 30 ocorreu a primeira tentativa de saída para chegar até o carro oficial. Houve empurra-empurra e o prefeito recuou para a igreja. Na segunda tentativa, a polícia escoltou Kassab até à porta do carro. Os manifestantes que bloqueavam a rua foram fortemente reprimidos com gás de pimenta, bombas de efeito moral e cassetetes. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas. Não houve relatos de detenções.

img_3785Apesar da fuga do prefeito e da ausência do governador, o ato continuou. Aproximadamente mil pessoas marcharam pacificamente da Praça da Sé até o prédio da Prefeitura, na Rua Libero Badaró, aonde foram feitas intervenções dos diversos setores e organizações da esquerda condenando as ações do governo. Por volta das 13h, uma parte da manifestação seguiu até à área da Cracolândia, onde houve uma programação cultural para o dia.

A campanhas de solidariedade aos moradores de Pinheirinhos promoverá em breve novas ações, além da coleta de doações.

A cracolândia e o proto-fascismo de Alckmin e Kassab


Governantes implementam uma política reacionária e higienista – que penaliza negros e pobres, reprime movimentos sociais e restringe liberdades democráticas. A dupla governa com apoio da grande mídia – apoiada nas elites e na tradicional classe média branca paulistana.

Por Julian Rodrigues
Sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Caso estivéssemos em outra conjuntura, o autoritarismo e a violência exibidas na “operação cracolândia” seriam apenas mais uma manifestação da convencional hipocrisia que marca a abordagem dos governos sobre a questão das drogas.

Mas a mega operação do governo estadual e da prefeitura de São Paulo, além de ser pirotecnia pura, é bárbara, cruel, inócua – parte de planejada ascensão autoritária promovida pelo prefeito e pelo governador.

Trata-se de um retorno à ideologia corrente no início do século passado, em plena república velha, quando a questão social era tratada como um caso de polícia. Kassab e Alckmin implementam uma política reacionária e higienista – que penaliza negros e pobres, reprime movimentos sociais e restringe liberdades democráticas. A dupla governa com apoio da grande mídia – apoiada nas elites e na tradicional classe média branca paulista-na.

Kassab, enquanto se distrai construindo seu novo partido, o PSD, coloca a maioria das subprefeituras da capital na mão de oficiais militares. Seu governo persegue camelôs, desaloja violentamente sem-teto, faz do higienismo diretriz oficial.

Alckmin, em um ano de governo, já mostrou ao que veio com suas “aulas de democracia”. A PM do governador do PSDB tem como uma de suas tarefas reprimir o movimento estudantil. E está ocupada vigiando estudantes da USP, tentando impedir que fumem um singelo baseado no campus.

É a mesma polícia autoritária de sempre que ignora o direito constitucional à liberdade de manifestação, descendo o porrete em ativistas que defendem uma nova política de drogas em passeatas na Paulista.

Enquanto isso, o grande crime organizado segue atuando tranqüilo, a violência aumenta. Ou homofóbicos atacam livremente gays na região central.

Dor e sofrimento 

Porém, é necessário registrar. Essa espetacular ação da PM de Alckmin e da prefeitura de Kassab na cracolândia inaugura um novo momento. Colocar milicos para jogar gás lacrimogênio e atirar balas de borracha em dependentes químicos, moradores de rua é ação típica de ditaduras. Remete-nos imediatamente aos anos de chumbo, à ditadura militar, quando o biônico governador Maluf e seu delegado Richetti regozijavam-se a prender e torturar negros, pobres, putas e viados nas ruas do centro paulistano.

Não há racionalidade ou objetividade nessa atuação violenta. Os direitos humanos e as liberdades civis de centenas de pessoas estão sendo violados flagrantemente. O problema não se limita aos evidentes equívocos conceituais ou à óbvia ineficácia dessa operação – que manipula o discurso do combate ao tráfico para fazer uma “limpeza” urbana.

É repulsivo esse oportunismo eleitoreiro. Anos de inação governamental não serão compensados com amadoras jogadas de marketing. O pior é certa apologia governamental da ignorância e da brutalidade. Um desprezo absoluto pelos direitos humanos. Para não mencionar o cinismo explícito. Afinal, não há locais, leitos ou estrutura mínima para acolher os dependentes que eventualmente decidam procurar ajuda.

Um secretário de Alckmin chegou a dizer que o objetivo da ação policial, além de dispersá-los, seria impedir o acesso dos dependentes à droga para que entrem em abstinência, sintam dor, sofram e procurem tratamento. Sem comentários.

Enfrentar o debate ideológico 

Certamente a firme reação dos setores democráticos vai cessar essa ação proto-fascista na cracolândia. Mas será uma vitória pontual.

É hora de inserir o debate de uma nova política pública sobre drogas na agenda do petista. Sem pânico moral, sem hipocrisia, com realismo, respeito aos direitos humanos e racionalidade.

Toda pessoa tem o direito de alterar seu próprio estado de consciência, desde que não cause danos a terceiros – é uma liberdade individual, democrática. Dependência química, entretanto, é questão de saúde pública. E de política social.

Inexiste argumento- científico, jurídico ou filosófico – que justifique, por exemplo, a proscrição da maconha e o livre acesso à cachaça. E se faz, simultaneamente, propaganda abundante da cerveja.

A produção, comercialização e o uso de todas as drogas devem ser regulados pelo Estado. A questão é importante demais para ficar na mão do mercado ilegal.

Somente uma nova legislação e outra política pública, que caminhe em direção à legalização das drogas, com rígido controle, podem acabar com o tráfico. Além de reduzir danos, prevenir o consumo e tratar os doentes. Enfrentemos esse debate.

A esquerda paulista e brasileira, o Partido dos Trabalhadores, os movimentos sociais e os setores democráticos estão chamados a combater a política atrasada e repressiva dos tucanos e da direita paulista.

Nossa resposta tem de vir das ruas e das urnas. Na capital, nosso desafio é transformar a campanha de Fernando Haddad à prefeitura em um grande movimento de massas, que repudie os oito anos de Serra-Kassab e projete uma nova cidade.

É hora da velha e boa disputa política, ideológica, cultural.Momento de nitidez programática.

Porque a velha direita volta com força total. E a esquerda é cada vez mais necessária. Civilização ou barbárie?

*Julian Rodrigues, ativista pelos direitos humanos, é militante do PT-SP e coordenador nacional do setorial LGBT do PT

Casa onde falta o pão…

via Ninho da Vespa

O Estadão publica a troca de bicadas protagonizada no Twitter pelo senador Aloysio Nunes Ferreira e o comando paulista do PSDB, que pertence, na prática, ao Governador Geral Alckmin.
É que Aloysio, serrista, foi levado de cambulhada no conflito entre os grupos tucanos e ficou fora das inserções do partido na televisão e no rádio e reagiu no twitter, aparentemente também em nome do “coiso”:
– A propaganda do PSDB ignora também o líder político com a trajetória e o prestígio popular de José Serra. Vamos bem assim…
Vão, senador, vão bemmal. Com Alckmin e Kassab disputando um torneio para ver quem mais mostra as canjicas para a Dilma, a sucessão municipal é uma fria tão grande que o senhor nem quis entrar nela para aproveitar “o prestígio popular” de José Serra.
Prestígio, aliás, em que nem ele acredita, pois se acreditasse seria candidato e recomporia suas forças.
A coisa vai mal, mesmo, no ninho do tucanato.

Noroeste Paulista. Dilma Rousseff lança pedra fundamental de estaleiro em Araçatuba

A presidente e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, chegaram na manhã desta terça-feira no noroeste paulista; aproveitamento da hidrovia Tietê-Paraná deve melhorar

A presidente Dilma Rousseff chegou a Araçatuba, na manhã desta terça-feira (13). Ela participa da inauguração de obras do estaleiro, que deve gerar mais de 2 mil empregos diretos e indiretos. Dilma está acompanhada do governador Geraldo Alckmin e políticos da região.

Guilherme Marcon / TV Tem

Dilma acena na chegada a Araçatuba

OBRAS – O estaleiro deve ficar pronto no ano que vem, mas entra em funcionamento em 2013. O diretor de projetos da empresa que será responsável pela obra visitou o terreno onde o terminal será construído. O objetivo é facilitar o transporte de etanol pela hidrovia Tietê-Paraná. O terminal complementará o projeto para o escoamento do álcool produzido na região de Araçatuba. O município também terá um estaleiro onde serão construídos 20 comboios, cada um formado por um empurrador e 4 barcaças, que farão o transporte do álcool.

As obras devem começar no segundo semestre desde ano. Um investimento de mais de R$ 430 milhões, que deve gerar mais de 500 empregos. De acordo com o prefeito de Araçatuba, Cido Sério, a preocupação agora é qualificar esses trabalhadores.

IMPORTÂNCIA DO ESTALEIRO – O estaleiro é de grande importância para o desenvolvimento econômico do interior. Principalmente para o escoamento do etanol produzido no noroeste paulista. Com o estaleiro, o aproveitamento da hidrovia Tietê-Paraná deve melhorar. Apesar de ligar três regiões estratégicas do país, o canal é pouco utilizado. Águas tranquilas, próprias para a navegação. A hidrovia Tietê-Paraná interliga as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, os principais pólos do agronegócio no País.

A hidrovia permite a navegação pelo Rio Piracicaba a partir do encontro com o Tietê. Pelo Tietê, do rio Paraná até a cidade de Conchas. Pelo Paranaíba, desde a Hidrelétrica de São Simão, até o rio Paraná. Pelo rio Grande, desde a usina de Água Vermelha, também até o Paraná. Pelo próprio rio Paraná, desde o encontro do rio Grande com o Paranaíba, até a usina de Itaipu. E pelo canal de Pereira Barreto, que liga a barragem da hidrelétrica de Três Irmãos ao rio São José dos Dourados. São mais de 2 mil quilômetros de rios e canais. Uma alternativa barata para escoar a produção de etanol da região.

Transportar o etanol pela hidrovia é muito mais barato que pelas rodovias. O custo do frete, por exemplo, chega a ser três vezes menor. Uma embarcação pode substituir 180 caminhões. Apesar das vantagens, a hidrovia vem sendo pouco utilizada. Atualmente, apenas barcaças de grãos, como soja e milho, atravessam essas águas. O que representa o uso de apenas 12% da capacidade de transporte. A implantação do estaleiro tem o objetivo de mudar essa situação. Os empurradores e barcaças que vão ser construídos em Araçatuba devem transportar até 4 bilhões de litros de etanol por ano. A revitalização da hidrovia é um investimento de R$ 430 milhões.

Após o lançamento da pedra fundamental, a concessionária responsável pela construção do estaleiro tem um ano para entregar o primeiro comboio. A partir daí, a previsão é que um novo conjunto de empurrador e barcaças seja entregue a cada 60 dias até a conclusão do projeto em 2015.

Publicado originalmente no Tem Notícias

REITOR DA UNESP DESMENTE O TUCANO GERALDO ALCKMIN. FACULDADE DE MEDICINA DEPENDE DO ESTADO

Em reportagem à Falha da Região o Reitor da UNESP contraria fala do DEMOTUCANO Alckmin-to.

via Ninho da Vespa

De acordo com Julio Cezar Durigan o projeto de instalação da Faculdade de Medicina em Araçatuba já foi avaliado e recebeu aval da Comissão de novos cursos da UNESP.
Durigan entende ainda que a região de Araçatuba deve ter prioridade na instalação do curso, contrariando a fala do DEMOTUCANO em sua última visita à região quando atribui a responsabilidade exclusivamente à UNESP.
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Leia na íntegra a reportagem.

by: www.folhadaregiao.com.br

Governo Alckmin cortou 52% dos investimentos no primeiro semestre

Gisele Leonardi

Para o líder da Bancada do PT, deputado Enio Tatto, a redução nos investimentos no Estado reflete falta de planejamento e confirma a morosidade característica dos governos do PSDB.

“A lentidão é uma marca dos governos tucanos, desde que o Alckmin governou São Paulo pela primeira vez”, diz. “Agora ele confirma essa forma de governar”.

Leia reportagem publicada pelo site Rede Brasil Atual:

São Paulo sobrevive com investimentos federais e municipais, diz economista

Nos seis primeiros meses de governo à frente do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin cortou 52% dos investimentos diretos e repasses a empresas estatais, em comparação com o mesmo período de 2010. Dados do Sistema de Informação e Gerenciamento do Orçamento (Sigeo) demonstram que as áreas de saúde, educação, cultura e transportes metropolitanos foram as mais afetadas.

Especialistas apontam “lentidão e falta de planejamento” do governo estadual. “O governador dá continuidade aos sucessivos ajustes da máquina, que já duram 16 anos”, opina o economista José Alex Soares.

Enquanto a arrecadação do estado subiu 5,47%, cerca de R$ 6 bilhões, em comparação com o primeiro semestre do ano passado, devido ao aumento de arrecadação de impostos estaduais como ICMs (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), investimentos diretos e repasses a empresas estatais passaram de R$ 4 bilhões no primeiro semestre de 2010 para R$ 1,9 bilhão de janeiro a junho de 2011.

Para Soares, São Paulo deixou de ser um estado “investidor” para ser mero “gerenciador” de recursos para Organizações Não Governamentais (ONGs) ou Organizações Sociais (OSs). “Desde 1994, há uma lógica de organização da máquina do estado em que investir nunca foi prioridade”, explica. “Isso não é de se estranhar na gestão desse grupo político”, pondera o professor de economia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCamp).

Com o corte sistemático de investimentos, grandes obras no estado têm sido realizadas graças a parcerias federais e municipais. “Pegando as grandes obras em ação no estado, o metrô não cumpriu nenhuma das suas metas de expansão. O pouco que realizou foi com dinheiro da União. Rodoanel, a mesma coisa”, afirma o economista.

Na área de cultura, os cortes chegaram a 83% dos investimentos. De acordo com levantamento da Liderança do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) serão afetadas obras de criação, expansão e readequação de museus. “É um grande pesar, mas reflete o processo de interpretação do Brasil que pensa em ações muito direcionadas para setores erudidos, da classe média e alta”, reflete Soares.

Na saúde, o corte foi de 71% e deve atingir ações de apoio às Santas Casas e investimentos nas unidades e serviços de saúde administrados pelo próprio Estado. A queda nos investimentos na educação foi de 63%, o que coloca em risco programas de construção de escolas e de apoio às Apaes, mostra o levantamento.

Os transportes metropolitanos, entre eles, trem e metrô também perderam investimentos. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), responsável pelas linhas de trem na região metropolitana, deixou de receber 23,6% de recursos em relação ao ano passado. A Companhia do Metropolitano (que gerencia o metrô) teve 58,2% a menos de repasses em 2011. Programas de habitação, agricultura e meio ambiente também foram afetados.

Morosidade

Segundo o líder do PT na Alesp, deputado Enio Tatto, a redução nos investimentos no Estado reflete falta de planejamento e confirma a morosidade característica dos governos do PSDB. “A lentidão é uma marca dos governos tucanos, desde que o Alckmin governou São Paulo pela primeira vez”, diz. “Agora ele confirma essa forma de governar”.

O baixo zelo nos investimentos tem impacto direto na qualidade de vida da população, avalia Tatto. “Educação e saúde deveriam ser referências em São Paulo. Nada justifica 71% a menos de recursos na saúde”, avalia.

O líder petista também faz críticas à falta de investimentos em segurança pública, que segundo o estudo perde 45,8% de verbas orçamentárias. “Temos delegacias sem delegados de plantão e maquiagem de dados (sobre a violência no Estado). O resultado é uma grande violência que já saiu do controle.”

Fonte: Rede Brasil Atual

Noroeste Paulista: Alckmin visita Araçatuba apenas para relembrar investimentos já anunciados

Na manhã de ontem (29), o governador Geraldo Alckmin esteve por algumas horas em Araçatuba, mais precisamente no aeroporto Dario Guarita, onde concedeu uma breve entrevista coletiva à imprensa. Foi a terceira passagem do governador por Araçatuba somente neste ano. Durante a passagem, o governador apenas relembrou investimentos já anunciados em abril deste ano. Entre os assuntos discutidos com o jornalista estava a destinação do Hospital Modelo, prédio abandonado há mais de 40 anos no município. Questionado sobre a necessidade de definir o que será feito com o prédio, Alckmin afirmou que a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania aguarda apenas um laudo que está sendo feito pela Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), órgão ligado ao governo. Segundo Alckmin, o laudo vai garantir que seja dada uma destinação correta ao prédio. “É um prédio antigo, então a estrutura precisa ser avaliada”, afirmou o governador. Foi a única novidade anunciada pelo governador.

“PROMETHEUS”      E O PREFEITO CIDO SÉRIO

Porém, o governador não esteve em Araçatuba para falar sobre o Hospital Modelo. Na chegada ao aeroporto, a assessoria de imprensa de Alckmin já informou aos jornalistas que o principal assunto a ser debatido era os investimentos nos aeroportos, incluindo o Dario Guarita. O problema é que o governador já havia anunciado investimentos no aeroporto local quando esteve em Araçatuba em abril para entregar o helicóptero Águia da Polícia Militar.
Ontem, Alckmin ‘lembrou’ dos investimentos e informou que serão aplicados R$ 21 milhões só no Dario Guarita. Entre os investimentos está a adequação das vias de acesso (R$ 2 milhões) e reforma da pista (R$ 10 milhões), além de terraplenagem, implantação de esteiras de raio-x e reforma do terminal de passageiros. “A aviação nacional cresceu muito neste ano e o governo viu a necessidade em investir nos aeroportos”, disse. Segundo Alckmin, além do aeroporto de Araçatuba, serão investidos R$ 5 milhões no aeroporto de Votuporanga e R$ 10 milhões no de São José do Rio Preto.
Conforme o governador, o Dario Guarita vai receber ainda uma rede de tratamento de esgoto, dois veículos de combate de incêndios e também a construção de um novo prédio para a brigada de incêndio, além de taxiway, uma faixa de pista em um aeródromo em que a aeronave pode rolar (taxiar) de ou para um hangar, terminal ou pista. De acordo com o governador, a obra da taxiway deve começar já em agosto e as demais estão em processo de licitação.

ELYESER MONTENEGRO MAGALHÃES
Uma das maiores ‘brigas’ das administrações municipais com o governo paulista é com a duplicação da Rodovia Elyeser Montenegro Magalhães. Também anunciada em abril, o governador lembrou novamente que serão duplicados aproximadamente 8,5 quilômetros da pista. Segundo ele, a licitação da obra está marcada para o dia 30 de agosto.

FACULDADE DE MEDICINA

Alckmin informou ontem aos jornalistas que o governo não tem poder para interferir na escolha de uma cidade para que a Universidade Estadual Paulista (Unesp) instale cursos. “É uma decisão da própria universidade”, disse o governador.
Segundo ele, as faculdades têm autonomia para definir em quais cidades vão instalar novos cursos e campus. No entanto, Bauru é que deve receber uma faculdade de medicina nos próximos anos. “Araçatuba não está descartada, porém não compete ao governo e sim à faculdade. Eu apoio a implantação de faculdade de medicina em Araçatuba, Bauru e na zona leste de São Paulo”, disse.

SAÚDE

Ainda durante visita a Araçatuba, antes de seguir para Promissão e Marilia, Alckmin informou que nos próximos meses a Santa Casa de Araçatuba deve receber mais R$ 600 mil para a compra de equipamentos e que pretende implantar, além dos dez que já devem ser construídos, outros dez leitos de UTI neonatal na instituição. Ainda na manhã de ontem, o governador defendeu a regionalização da saúde, implantando centros nas principais cidades do Estado para evitar o deslocamento de pacientes para outros municípios. “A Santa Casa de Araçatuba já é um hospital regional, mas precisa de mais investimentos para continuar atendendo a demanda de pacientes da região”, disse.

No final da entrevista coletiva, o governador disse, também, que caso o Sistema Único de Saúde (SUS) não atualize sua tabela de valores, as Santas Casas poderão ‘quebrar’. “O governo federal deve ao governo paulista na área da saúde e nós estamos com um déficit de R$ 900 milhões”, informou.

Após a entrevista, Alckmin seguiu para Promissão onde inaugurou o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e depois para Marilia, onde também anunciou novidades para o aeroporto local.

by: O Liberal Regional via (ninho da vespa)

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O governador Geraldo Alckmin estará no Noroeste Paulista nesta 5ª feira

Em Votuporanga anunciará liberação de recursos para aeroporto de Votuporanga: na agenda consta ainda Olímpia, Rio Preto, Nhandeara e Fernandópolis
O governador Geraldo Alckmin confirmou ao deputado Carlão Pignatari que estará nesta quinta-feira, 28 de julho, visitando a região. Em Votuporanga ele anunciará a liberação de recursos para o aeroporto de Votuporanga “Domingos Pignatari”. Também estará em Olímpia, São José do Rio Preto, Nhandeara e Fernandópolis.
Os investimentos no aeroporto de Votuporanga é um pleito do deputado Carlão Pignatari à pedido do prefeito de Votuporanga, Junior Marão, que estiveram juntos no último mês reivindicando apoio para reforma e ampliação do aeroporto. A reivindicação visa a construção de duas cabeceiras de concretos, aumentando a pista auxiliar de manobra do avião e a construção de sala de embarque no aeroporto.
As obras seriam realizadas pela Daesp (Departamento Aeroviário de São Paulo) após ser firmado convênio com a Prefeitura. O pedido foi entregue ao secretário de Logística e Transportes do Governo do Estado de São Paulo, Saulo de Castro.

O governador estará na região anunciando outros investimentos na área da saúde, educação, infraestrutura e de saneamento básico. Em Olímpia anuncia investimentos na ordem de R$ 20 milhões para o Programa Água Limpa (DAEE). Em Nhandeara anuncia liberação de R$ 2,3 milhões para investimentos no município. Em Votuporanga liberação de recursos para aeroporto de Votuporanga no valor R$ 4,3 milhões através do DAESP e em Fernandópolis entrega da ampliação ETEC com investimentos na ordem de R$ 7,7 milhões

Coisa de Gênio: no metrô de São Paulo vai todo mundo de pé !!

via Ninho da Vespa

Coisa de Gênio

A “solução” do Metrô-SP para ampliar capacidade: 

Retirar bancos!

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) está reformando os 98 trens originais das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha. Nesse processo, a parte interna das composições é reformulada, com a retirada de assentos, o que amplia a capacidade de passageiros transportados. O investimento total é de R$ 1,75 bilhão.
Segundo a Alstom, uma das empresas que trabalham na reforma dos trens, a capacidade nas composições da Linha 1 vai subir para 2.082 passageiros por trem (com seis vagões), um ganho de 150 vagas. Já na Linha 3 os trens ganharão espaço para mais 126 passageiros, atingindo capacidade de 2.126 vagas.
De acordo com Ramon Fondevila, diretor geral do setor de transporte da Alstom Brasil, como o metrô realiza trajetos mais curtos, o passageiro pode viajar de pé. “Na reforma são implantados sistemas de detecção de fumaça, circuito interno de câmeras, novo sistema para as portas e freio mais moderno, então o conforto é maior”, explicou. Já o Metrô afirma que a reforma visa tornar os trens mais acessíveis para portadores de necessidades físicas, como os cadeirantes, o que justifica a retirada dos assentos.
Fondevila afirma que os trens que estão sendo reformados têm de 25 a 30 anos de uso. O processo de reforma leva de cinco a oito meses, dependendo do estado da composição. Apesar da visível melhora na situação dos vagões, o diretor da Alstom lembra que um trem reformado não é igual a um trem novo. “Sempre tem algum desgaste natural de matéria-prima. O trem novo custa mais caro e demora mais para ser entregue. Não existe trem em prateleira, cada cliente opera de uma maneira”, explica. Ele diz que é difícil prever a vida útil dos trens reformados, mas eles devem durar pelo menos mais cinco anos.
O processo de reforma dos trens começou em 2009 e deve terminar em 2014. O Metrô só libera um trem para ser reformado quando recebe outro pronto. Após ser entregue, os trens passam por testes dinâmicos nas linhas do Metrô, antes de entrar em operação. O governador Geraldo Alckmin participa hoje da entrega dos dois primeiros trens modernizados do Metrô.

by: Vi o Mundo

Governo Alckmin PSDB – SP congela recursos do Fundo de Melhoria das Estâncias

Além de não repassar regularmente os recursos do Fundo de Melhoria das Estâncias às 67 cidades classificadas com estâncias (turística, balneária e hidromineral), o governo Alckmin decidiu congelar cerca de 20% dos recursos do Fundo para este ano, estabelecido em um total de R$ 221.513.733.

“A medida, além de inconstitucional, vai prejudicar ainda mais as estâncias”, disse o deputado. Segundo ele, já passa de R$ 630 milhões a dívida do governo estadual para com as estâncias.

Conforme nova pesquisa realizada pelo parlamentar no Sistema de Gerenciamento da Execução Orçamentária do Estado (SIGEO), no período de 2000 a 2010, o Fundo acumulou R$ 1,3 bilhão. Deste montante, foram efetivamente repassados aos municípios R$ 688 milhões,  restando no caixa do tesouro R$ 630 milhões.

De 2000 a 2006, no governo de Geraldo Alckmin, a dívida chegou a R$ 375 milhões e até o final do governo Serra houve crescimento de R$ 255 milhões (+68%), sem contar com a correção inflacionária. A inflação neste período foi de 22%, deste modo a dívida cresceu duas vezes mais. Em valores corrigidos pelo IPCA, a dívida cresceu quase R$ 170 milhões ou 37%.

INCONSTITUCIONAL

O Fundo de Melhoria das Estâncias foi criado pelo Decreto -Lei  nº 258, de 29 de maio de 1970. Foi consignado na Constituição Estadual, através dos parágrafos 1.º e 2.º do artigo 146.

Além disto, existe a Lei nº 7.862, de 1º de junho de 1992, que regulamenta o funcionamento do Fundo de Melhoria das Estâncias e fixa critérios para a transferência e aplicação de seus recursos.

“É totalmente ilegal a ação do governo Alckmin de contingenciar um repasse previsto na Constituição do Estado e com suporte na legislação estadual.”

Outro aspecto, que chama a atenção é que o governo do Estado não pagou restos a pagar de anos passados em janeiro até 22 de fevereiro de 2011.

Lembra ainda o deputado que o Estado já arrecadou nos primeiros meses deste ano pouco mais de R$ 827 milhões, ou seja, 50% do montante contingenciado no orçamento geral do estado, que foi de R$ 1,7 bi.

MUDAR A LEI

Para mudar esta situação, o deputado Donisete Braga defende na Assembleia o projeto de lei 395/2005. O texto determina o repasse direto de 50% dos recursos do Fundo para as 67 estâncias. O restante continuaria dependendo de convênio entre estado e as prefeituras. O projeto está na ordem do dia para ser votado.

Para receber diretamente os recursos, os municípios deverão criar o fundo municipal de desenvolvimento do turismo, tendo à frente um conselho municipal, com membros da administração e sociedade civil para elaborar e acompanhar os projetos. “Com os recursos em caixa, os municípios podem planejar melhor as ações em prol do turismo”, acredita o deputado.

Fonte: ptalesp.com

Sem contratação de novos Delegados Governo de São Paulo reestrutura polícia e fecha delegacias

 

via Ninho da Vespa

 

Segundo a notícia publicada, a Política de Segurança Pública Estadual deve ser, na Região Noroeste Paulista, o fechamento das Delegacias de Polícia Civil em, pelo menos, 45 das 52 cidades da região… em sendo confirmada a informação fica a pergunta… “Quem mandou votar nos hômi ???”

O governo de São Paulo deu início a um pacote de mudanças na estrutura da segurança pública no Estado que deve afetar praticamente todas as 645 cidades paulistas e a forma de trabalhar das duas polícias estaduais.
Segundo reportagem de Rogério Pagnan e Venceslau Borlina Filho publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL), a “reengenharia” do governo prevê o fechamento de delegacias nas cidades com menos de 10 mil habitantes e a aglutinação de distritos nas cidades de maior porte, o que inclui a capital.
Nas cidades pequenas, 43% dos municípios paulistas, a PM vai registrar boletins de casos de menor gravidade –que dispensam ação imediata dos investigadores. Policiais civis que ficarão nas grandes cidades serão acionados quando houver crimes mais graves, como homicídios e flagrantes.
Com o fechamento de pelo menos 96 delegacias no interior, 279 cidades ficarão sem unidades da Polícia Civil. O governo quer completar as mudanças até o final do ano. “Há cidades que registram 80 ocorrências num ano”, disse o delegado-geral, Marcos Carneiro Lima. “Isso não significa que elas deixarão de ser prestigiadas.”

Fonte: Folha

Alckmin manda para o lixo maquete inaugurada por Serra durante campanha eleitoral

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin(PSDB), resolveu dar o troco no tucano, candidato derrotado á presidência, José Serra. O governador tucano está barrando os projetos eleitoreiros anunciado por José Serra durante a campanha eleitoral de 2010. Inauguração da maquete da ponte é uma delas. Leia mais
Da ponte Santos-Guarujá ao aluguel de blindados para a sua escolta, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, determinou a revisão de uma série de medidas herdadas do antecessor e também tucano José Serra.
Antes restrita a um íntimo grupo, a divergência com Serra ficou notória e foi oficializada nos dois primeiros meses do governo Alckmin.
O governador fixou prazo de um mês para que sua equipe apresente proposta alternativa para duas obras anunciadas por Serra: a ponte Santos-Guarujá e a implantação da linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre São Vicente e Santos
Às vésperas de iniciar a corrida presidencial, Serra  inaugurou a maquete da ponte que ligaria Santos a Guarujá. E foi ironizado pelo Presidente Lula (Leia aqui)
No “Diário Oficial”, mais uma bicada entre tucanos: em fevereiro, saiu a rescisão do contrato de aluguel de carros blindados para transporte e escolta do governador e família.
Em outra decisão oposta à do antecessor, Alckmin decidiu vender o avião do Estado -jato que ele próprio tentara vender em 2006. Ao assumir, Serra cancelou o processo.No fim do mês, Alckmin reativará, na Assembleia Legislativa, projeto de criação da macrometrópole paulista, que Serra havia engavetado.
O governador tucano Geraldo Alckmin  também identificou problemas técnicos em ações da gestão de José Serra . Trecho da linha 2 do Metrô, por exemplo, terá de ser redesenhado por questões ambientais. Foram identificadas 55 árvores nativas numa área reservada para a construção de um pátio.
Segundo aliados, a movimentação de Gilberto Kassab (DEM) precipitou a exposição dessas medidas. Contrariados com a disposição do prefeito de SP de concorrer ao governo em 2014, aliados de Alckmin reclamam da falta de empenho de Serra para deter seu afilhado político.
Kassab deve fundar um partido que servirá como trampolim legal para futura fusão com o PSB. Ele levará o vice de Alckmin, Afif Domingos. No Bandeirantes, há a certeza de que Afif atuará por Kassab caso ele concorra contra Alckmin em 2014. Sem um vice, Alckmin teria dificuldades, por exemplo, para disputar a Presidência.

José Serra mentiu…de novo

Durante a campanha eleitoral, o então governador José Serra (PSDB) convocou a imprensa com estardalhaço, apenas para inaugurar uma maquete de uma ponte Santos-Guarujá, mesmo sem ter sequer previsão para o início da construção, que dependia de licitação, que ainda não foi feita.José Serra disse que os motoristas “não devem pagar pedágio… o estado vai dar conta de todos os custos”.
Mas a realidade é outra. Durante a semana, o novo governador, também tucano, Geraldo Alckmin, anunciou que, a nova ponte prevê ainda pedágio na ponte, apesar de seus custos não serem bancados pelo Estado. A Ecovias se propõe a bancar a construção, com valor estimado hoje em R$ 1,2 bilhão. Em troca, obteria a prorrogação da concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes em 15 anos, até 2033, conforme apurou o Estado. De acordo com a empresa, a obra poderá ser concluída em um prazo de dois a três anos.Leia aqui

Por: Helena™  no blog osamigosdopresidentelula

WikiLeaks: Tucano disse que Alckmin é da Opus Dei. (via @osamigosdolula)

 

Em conversa com diplomatas americanos, o secretário de Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo (PSDB), afirmou que o governador Geraldo Alckmin pertencia à Opus Dei, relata um telegrama obtido pelo WikiLeaks.
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O diálogo ocorreu em 14 de junho de 2006, quando o tucano disputava a Presidência. Matarazzo era secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras.
De acordo com o telegrama, o secretário definiu o atual chefe como um “católico conservador” e foi categórico quanto à sua atuação na igreja: “Obviamente Alckmin é um membro da Opus Dei, apesar das suas negativas, opinou Matarazzo”.O governador sempre negou ligação com a Opus Dei, uma das prelazias mais conservadoras do catolicismo. Ele não quis falar ontem.Segundo o relato, Matarazzo via Alckmin como um político de “orientação direitista”, que só conseguia ver o mundo “da perspectiva de São Paulo” e “não tinha ideia de como conduzir uma campanha nacional”.
Ligado ao ex-governador José Serra (PSDB), o secretário teria afirmado que os aliados mais próximos de Alckmin, como o secretário Edson Aparecido (Desenvolvimento Metropolitano), habitavam o “baixo clero” do PSDB.
Os alckmistas poderiam demonstrar “alguma habilidade política”, mas não teriam “ideia do que é necessário para operar uma campanha em escala nacional”.
Isso também valeria para o presidenciável. “Embora o mote do choque de gestão tenha apelo no meio empresarial, os eleitores do Nordeste, que Alckmin precisa conquistar para derrotar Lula, não têm ideia do que ele está falando”, anotaram os diplomatas após o encontro.
O telegrama afirma que o tucano foi claro ao dizer que Serra não se empenharia na campanha do aliado e que Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso participariam “sem nenhum entusiasmo”.”Matarazzo explicou que o PSDB não está fortemente unido em torno de Alckmin, apesar das manifestações públicas em contrário”, diz o texto. “Aos 64 anos, Serra sabe que, se Alckmin vencer, suas chances de chegar à Presidência acabam.”
CAIPIRA
Em outro telegrama de 2006, os diplomatas relatam ter ouvido do então governador Cláudio Lembo (DEM) que FHC considerava Alckmin um “caipira”.De acordo com os documentos vazados, Matarazzo recebeu em seu gabinete o cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Christopher McMullen, e um assessor político.

 

Opção de Alckmin e Serra pelo latifúndio agrava situação de cortadores de cana desempregados

 
Com o processo de mecanização da colheita da cana-de-açúcar no estado de São Paulo, cerca de 40 mil trabalhadores no corte da cana ficaram desempregados desde 2007.

Sem formação escolar, sem outra qualificação profissional, sem conseguirem outro tipo de emprego, é cada vez maior o número de ex-cortadores que recorrem a ocupações de terra, em busca de uma oportunidade de terem seu chão para trabalhar.

A mecanização da colheita da cana é até necessária, pois o trabalho manual, além de penoso, exige que a folhagem da cana seja queimada, trazendo prejuízos ambientais e perdas no aproveitamento da palha. Mas o processo precisa acontecer em conjunto com recolocação profissional ou assentamento dos desempregados em projetos de reforma agrária, para evitar graves problemas sociais.

A situação se agravará a cada ano. Cerca de 150 mil cortadores serão dispensados (hoje são cerca de 166 mil empregos no pico da safra), até 2014. Será o último ano para o fim da queima da palha da cana, em todas as áreas mecanizáveis do estado, para reduzir emissão de carbono. O próprio Ministério Público Federal tem pressionado para não haver queimadas.

Os governos tucanos paulistas tem executado políticas fundiárias reacionárias e incompatíveis com a realidade social, o que agrava o problema.

Em vez de investir em assentamentos, José Serra alocou uma parte da polícia para funcionar como uma espécie de Gestapo (polícia política) contra sem-terras, que acabam prestando um grande serviço a latifundiários grileiros (que ocupam terras públicas). O novo/antigo governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP), após assumir, pregou “telerância zero” com os sem-terra.

Em 2009, durante o governo José Serra, em um episódio onde sem-terras ocuparam áreas da união, apropriadas pela multinacional Cutrale com laranjais, o governo tucano tomou partido da multinacional, colocando o aparato policial para prender os sem-terra e incriminá-los de forma arbitrária.

Fonte: osamigosdopresidentelula.blogspot.com

Novos secretários tomam posse em SP com meta de reduzir custos. Cerimônias da Saúde e Gestão Pública aconteceram nesta terça-feira (4/1).

Contratos do governo com empresas serão revistos para diminuir despesas.

Do G1 SP

Secretários do novo governo do estado de São Paulo tomaram posse nesta terça-feira (4) com meta de reduzir custos. O secretário da Saúde, Giovanni Cerri, quer que os planos de saúde paguem a conta dos segurados atendidos na rede pública. A primeira missão do responsável pela pasta de Gestão Pública, Júlio Semeghini, é fazer um pente-fino em contratos de serviços terceirizados do governo anterior.

Como Geraldo Alckmin, Giovanni Cerri é médico. Ele já foi diretor da Faculdade de Medicina da USP e traz experiência também da administração do Instituto do Câncer. Segundo ele, 20% dos pacientes internados lá têm plano de saúde e, mesmo assim, procuram atendimento público.

Para diminuir a despesa do governo, o novo secretário defende que os planos de saúde paguem as despesas dos segurados. “Se nós conseguirmos trazer esses recursos para o estado, isso vai ajudar a financiar a ampliação do sistema público de saúde”, acredita.

No discurso, Cerri disse também que pretende trabalhar junto com a Secretaria da Educação para prevenir gravidez na adolescência e abuso de drogas e álcool entre os jovens. “Acaba se tornando um vício, acaba se tornando fonte de violência doméstica, desagregação familiar”, disse.

No fim da tarde, também foi realizada a transmissão do cargo de secretário de Gestão Pública. Quem assume é o deputado federal Júlio Semeghini. A primeira missão dele é fazer um pente-fino em contratos de serviços terceirizados, como empresas de limpeza, vigilância e de alimentação, por exemplo. Na administração de José Serra, esses contratos representavam mais de R$ 4 bilhões nas despesas do estado.

A meta do novo governo é reduzir em 10% esse valor. “Está sendo feita uma série de análises que permita você ter mais eficiência na administração publica, mas, ao mesmo tempo, permita redução de custo. É difícil, mas todos os secretários têm uma meta para cumprir e a gente vai ajudá-los a fazer isso”, afirmou

E, ainda nesta terça-feira, uma comissão da Casa Civil vai começar a discutir um novo rumo para o Detran, que será retirado da Secretaria de Segurança Pública. A medida pretende liberar mais de mil policiais que prestam serviços ao Detran para fazer somente o trabalho de polícia.

Alckmin vai vender prédio que gestão anterior reformou.

Edifício da Secretaria do Planejamento no Itaim, com área de 10 mil metros quadrados, teve licitação para reforma realizada em outubro

Roberto Almeida – O Estado de S.Paulo

Após ordenar a venda de imóveis e a reavaliação dos contratos de aluguel onde estão as secretarias de Estado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, escolheu o primeiro alvo: um dos edifícios da Secretaria do Planejamento, que está desocupado e foi submetido a uma reforma, de R$ 18,9 milhões, na gestão José Serra/Alberto Goldman.

O edifício, que será vendido, fica na Rua Iguatemi, no Itaim, bairro nobre da capital, e tem área total de 10 mil metros quadrados. A reforma é tocada pela Construtora Cronacon, que venceu licitação em outubro. A pasta do Planejamento funciona atualmente em imóvel alugado na Alameda Jaú, nos Jardins, outra área nobre da capital. O custo do aluguel do edifício é de R$ 600 mil ao ano.

Alckmin quer encerrar contratos de aluguel para levar pastas para o centro da capital paulista, em edifícios que serão comprados pelo governo, especialmente na região da Rua Boa Vista. A ida da estrutura do governo para o centro era uma iniciativa de Alckmin em seu mandato anterior, mas foi congelada por José Serra em 2007, ao assumir o governo.

 

Gastos. O atual gasto com aluguéis é de R$ 130 milhões ao ano com cerca de 700 imóveis, incluindo os do Judiciário. Assim que assumiu, Alckmin impôs redução de gastos ao secretariado, logo na primeira reunião de governo, além da proposta de revitalização do centro da cidade com o aumento de circulação de funcionários do governo.

Mesmo em obras, o governador acredita que o edifício do Itaim pode ser vendido e gerar receita para o governo. Para isso, a pedida deve chegar a R$ 70 milhões. A ideia é comprar, com esse valor, 30 mil metros quadrados no centro de São Paulo, acomodar o Planejamento e desocupar o edifício dos Jardins.

“Vamos esperar o fim da reforma, e ele deve ser colocado à venda. E, mesmo assim, com ganho”, garantiu Felipe Sigollo, assessor de Alckmin e responsável pelo estudo dos imóveis.

As últimas aquisições de edifícios do governo foram em 2003, quando Alckmin comprou dois blocos de prédios do Banco Itaú, na Rua Boa Vista, no centro.

Hoje, chamados de Edifício Cidade I e II, eles abrigam nove órgãos do governo, três secretarias e o gabinete do governador.

O primeiro movimento em direção ao centro já foi estabelecido pelo tucano. Alckmin determinou que as novas secretarias de Gestão Metropolitana, tocada por Edson Aparecido, e Energia, assumida por José Aníbal, sejam instaladas no 3.º e 4.º andares do Edifício Cidade I. Com isso, chegam a cinco o número de pastas instaladas no centro.

Compras. O governador chegou a estudar a compra do Edifício Altino Arantes, o antigo Banespa, mas recebeu resposta negativa do Banco Santander, atual proprietário. Há, porém, a expectativa de fechar a compra de dois edifício próximos ao Cidade I e II.

O tucano aguarda ainda decisões de outros bancos que estão estabelecidos na região, que podem estar de mudança, como fez o Itaú na mudança para o complexo do Jabaquara, na zona sul.

Além disso, Alckmin deve finalizar a compra do imóvel onde está a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), na Luz, também no centro de São Paulo, que está em andamento. Para os imóveis alugados por secretarias no interior, a determinação é a mesma.

A pasta do Meio Ambiente, tocada por Bruno Covas, irá rever os contratos que custam, segundo ele, R$ 800 mil em aluguéis. A ordem é desocupar e comprar

Alckmin anuncia os últimos nomes e completa secretariado

Fernando Taquari | Valor

SÃO PAULO – O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou hoje os três últimos nomes que faltavam para completar o seu secretariado. O tucano decidiu manter o economista João Sampaio na Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

Potencial candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo em 2012, o deputado José Aníbal assumirá a pasta de Energia. Já o deputado Júlio Semeghini (PSDB) será o secretário de Gestão Pública.

Com os nomes anunciados hoje, Alckmin montou sua equipe de governo com 26 secretarias. Nas escolhas, o tucano optou por técnicos e aliados antigos, sobretudo os que estiveram ao seu lado durante a campanha municipal de 2008, quando o PSDB se dividiu entre sua candidatura e a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM). 

Partidos aliados também foram contemplados com cargos, como é caso do PPS, PSB, PTB, DEM e PV.

Os demais nomes são: Sidney Beraldo (Casa Civil), Giovanni Cerri (Saúde), Admir Gervásio (Casa Militar), Linamara Battistella (Direito da Pessoa com Deficiência), Saulo de Castro Abreu (Transportes), Guilherme Afif Domingos (Desenvolvimento), Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos), Andrea Calabi (Fazenda), Emanuel Fernandes (Planejamento) Elival da Silva Ramos (Procuradoria Geral do Estado), Lourival Gomes (Administração Penitenciária) e Antônio Ferreira Pinto (Segurança Pública), Silvio Torres (Habitação), Herman Voorwald (Educação), Eloisa de Sousa Arruda (Justiça), Davi Zaia (Emprego e Relações do Trabalho), Edson Giriboni (Saneamento e Recursos Hídricos), Márcio França (Turismo), Bruno Covas (Meio Ambiente), Edson Aparecido (Desenvolvimento e Gestão Metropolitana), Paulo Barbosa (Assistência e Desenvolvimento Social), Jorge Pagura (Juventude, Esporte e Lazer) e Andrea Matarazzo (Cultura).

(Fernando Taquari | Valor)

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