Paulo Moreira Leite: EUA, o Império sem máscaras

 

EUA_Morte01Atuação dos EUA é baseada na diplomacia, quando ela funciona, e na coerção, quando não há outro jeito.

 

 

Paulo Moreira Leite em seu blog

 

A descoberta de que o governo norte-americano construiu um gigantesco sistema de espionagem do governo Dilma Rousseff é mais relevante do que se poderia imaginar. Não se trata, obviamente, de só mais uma intervenção indevida do serviço secreto dos EUA no País.

 

Nas relações reais entre os povos e governos, tolera-se a presença de espiões e agentes secretos – desde que seu comportamento possa ser conhecido e até certo ponto monitorado por seus alvos. Todas as embaixadas possuem seus adidos, que realizam funções de espionagem e contatos militares.

 

Nada impede que um governo estrangeiro monte uma empresa de fachada num país onde tem interesses específicos, que irá permitir que faça um trabalho mais discreto de investigação e apuração de informações. Isso não tem nada a ver com a descoberta revelada pelo Fantástico.

 

Trata-se de um ato agressivo, invasor, como política externa. Desrespeitoso, quando se considera as relações soberanas entre os povos. Inaceitável, quando se pensa no convívio equilibrado entre países. E absurdo, quando se recorda o conjunto de gentilezas que Washington tem oferecido ao governo brasileiro, culminando com a visita de Estado marcada para o próximo mês. Será possível a Dilma participar de um evento desses? Duvido.

 

Mas é, acima de tudo, um ato que confirma que, essencialmente, os Estados Unidos preferem manter relações com outros países a partir de situações de força, apoiadas em seu imenso poderio militar.

 

Sem os freios que encontrava no período da Guerra Fria, sem o respeito devido pela única instituição com legitimidade para dirimir diferenças entre os países, a ONU, o governo norte-americano age como um império, se rearticula no que se pode chamar sem nostalgia esquerdista de uma nova política de colonização. Sua atuação é baseada no uso do convencimento diplomático, quando ele funciona, e da coerção, quando não há outro jeito. Mas é sempre uma política que começa e termina nos EUA, porque é fundada, em última análise, em seu aparato militar – sempre a postos para defender os interesses da maior economia do mundo.

 

Se a guerra de outros tempos travava-se em trincheiras, com garruchas e canhões de ferro, a guerra dos tempos modernos trava-se na informática e na informação. Permite convencer, operar e manipular – pois é para isso, a manipulação, que servem informações reservadas e confidenciais.

 

Não há anjos nem querubins nas conversas diplomáticas, vamos combinar. Também não há idealismo. Mas a força permite aos EUA impor uma política, o que é diferente. Seja no plano do meio ambiente ou no controle das armas bélicas e mesmo em políticas comerciais, o poder dissuasório norte-americano permite aplicar a política do faça o que eu digo mas não o que eu faço.

 

Como tendência geral dos últimos anos, o poderio militar norte-americano se acentuou, em vez de recolher-se. Em uma década, os Estados Unidos elevaram seus gastos militares em US$10,3 trilhões. Na Rússia, segundo país a elevar investimentos militares no período, o crescimento foi grande, mas muito mais modesto, de US$1 trilhão.

 

Sem adversários no plano militar, o gigante norte-americano dá cada vez menos importância aos atos políticos, o que leva a um esvaziamento progressivo da Organização das Nações Unidas e a uma elevação da tensão internacional. Num levantamento do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, aprende-se que, entre 1945 e 1991, o governo dos EUA foi contrariado em 118 vetos no Conselho de Segurança. Nas duas décadas seguintes esse número foi reduzido várias vezes, para 29 vetos.

 

Capazes de enfrentar diferenças políticas razoáveis no plano interno, democratas e republicanos são irmãos gêmeos na defesa de uma política externa de natureza imperial. Isso explica a comunhão de ações entre Eisenhower e Kennedy, nos anos 1950-1960, numa intervenção que incluiu o ataque a Cuba; entre Johnson e Nixon, uma década depois, na entrada e saída do Vietnã; entre o Bush pai e Clinton; Bush filho e Barack Obama, mais tarde. Em países como o Egito, os EUA mantém um exército que tem vínculos maiores com Washington, que sustenta seus oficiais, do que com a própria sociedade local.

 

Se os países têm um interesse nacional, que se confunde com sua soberania, a elite que governa os EUA desde sua consolidação como potência número 1 do planeta combina interesse nacional com interesse imperial.

 

Não é simples coincidência que a alta espionagem sobre o governo Dilma seja contemporânea dos preparativos da nova operação de guerra da Casa Branca no Oriente Médio, desta vez na Síria. As guerras de conquista e domínio são atividade cotidiana de um império e tornaram-se uma prática cotidiana desde a invasão do Afeganistão, com o pretexto emocional-eleitoral de que era preciso responder ao ataque de 11 de Setembro; a guerra do Iraque, iniciada com a mentira fabricada de que o país possuía armas de destruição em massa; e a intervenção na Líbia para destituir Kadafi.

 

Se os homens de leitura tiveram a oportunidade de conhecer um pensamento capaz de antecipar em alguma medida o espírito que dominam as ideias reinantes em Washington neste período, cabe reconhecer que seus fundamentos intelectuais se encontram no artigo “Choque de civilizações,” de Samuel P. Huntington. Assumindo a visão de que “o eixo central da política mundial no futuro tende a ser o conflito entre o Ocidente e o resto”, o trabalho de Huntington irá servir de sustentação à política norte-americana nas décadas seguintes, procurando dar legitimidade ideológica ao esforço da Casa Branca para defender a supremacia norte-americana no planeta. Radicalizando o conflito entre nações a um duelo insuperável entre valores fundamentais e insuperáveis – daí o termo civilização – Huntington denuncia o “relativismo cultural” como prova de fraqueza num horizonte de ameaça e risco.

 

Em sua visão, a emergência dos povos distantes e emancipados torna-se um perigo permanente ao que ele chama de Ocidente, universo que não inclui sequer todos os povos de religião cristã, pois Huntington registra, também, a existência de uma certa civilização “latino-americana”. Huntington afirma que os conflitos “entre as civilizações vão suplantar os conflitos de natureza ideológica” e define que “o Ocidente terá de manter o poderio econômico e militar necessário para proteger seus interesses diante dessas civilizações.”

 

Precisa de mais alguma coisa?

 

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Leia também:

 

Espionagem norte-americana abala relações entre Brasil e EUA

 

Acordo internacional antipirataria (ACTA) será assinado no sábado #meganao!

por Antonio Arles

O ACTA será assinado no próximo sábado por alguns países, dentre eles os EUA, país proponente do acordo. Esse instrumento de censura foi negociado às escuras e afetará de forma definitiva a Rede, criminalizando práticas comuns de seus usuários. Vamos deixar esse absurdo passar sem, ao menos, gritar?!

Mais informações no blog do Nassif: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/acordo-internacional-antipirataria-sera-assinado-no-sabado

Ipea mostra que Lula recompôs e “republicanizou” o Estado, afirmam petistas

http://www.ptnacamara.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8720

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quinta-feira (8) o Comunicado 110, estudo que revela que ao longo dos oito anos do governo Lula a administração pública brasileira foi ampliada em 30,2%. O estudo mostra que foram criadas, entre 2003 e 2010, 155.534 vagas através de concursos públicos, com uma média de 19.441 novas vagas por ano. Entre 1995 e 2002, na gestão tucana do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foram criadas apenas 51.613 vagas, com uma média anual de 6.451 novos empregos no setor público.

Na opinião do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), líder da bancada petista na Câmara, os números atestam o caráter republicano do ex-presidente Lula e do PT. “O Estado foi reorganizado para que pudesse cumprir as suas funções adequadamente e melhorar o atendimento às demandas da população. Isso é fruto da visão do ex-presidente Lula e do próprio Partido dos Trabalhadores”, avaliou Teixeira.

O deputado Policarpo (PT-DF) endossa a opinião do colega de bancada e lembra que o salário do funcionalismo público também foi recuperado. “Durante a gestão de FHC, os servidores viveram sob permanente arrocho salarial e sofreram grandes perdas salariais. O governo Lula reverteu isso e não apenas recompôs a estrutura de pessoal e a capacidade do Estado, como também priorizou o investimento nos servidores públicos e promoveu a recomposição salarial da categoria. Lula ‘republicanizou’ o Estado brasileiro”, afirmou Policarpo, que é funcionário público de carreira.

Paulo Teixeira e Policarpo: PT promove a “republicanização” do Estado

Outros países Policarpo citou ainda um estudo do Ipea que faz uma comparação do Brasil com outros países, em termos do percentual da população empregada pelo setor público.

O comunicado “Emprego Público no Brasil: Comparação Internacional e Evolução”, divulgado em 2009, mostra que o setor público do Brasil possuía, em 2005, 10,7% do total da população empregada. Nos EUA, “a mais importante economia capitalista”, como destaca o documento, o mesmo índice em 2005 era de 14,8%. Países com a tradição socialdemocrata do “Estado de Bem Estar Social”, como Dinamarca (39,2%), Suécia (30%), França (24,9%), Finlândia (23,4%), Canadá (16,3%) e Alemanha (14,7%) também estão à frente do Brasil neste item.

“Estes números mostram que o Brasil, ao contrário do que a oposição costuma dizer, não possui um Estado ‘inchado’. Na verdade, temos que avançar muito na melhoria dos serviços públicos e isso passa pela reestruturação adequada da máquina estatal”, declarou Policarpo.

Mulheres O Comunicado 110 do Ipea também indica que as mulheres constituem minoria na administração federal, mas são maioria nos estados e nos municípios, em razão de atuar, predominantemente, nas áreas de saúde, assistência social e educação, assumidas em grande parte por estados e municípios.

O Comunicado 110 intitulado “Ocupação no Setor Público Brasileiro: tendências recentes e questões em aberto”, apresenta resultado de estudo elaborado pelos pesquisadores José Celso Cardoso e Roberto Nogueira, técnicos do órgão e considera dados do IBGE, do Ministério do Trabalho e de orçamentos públicos.

Os comunicados estão disponíveis no site do Ipea: http://www.ipea.gov.br

Líbia: o controle russo do espaço aéreo. Por Stanley Burburinho.

Enviado por luisnassif, sex, 18/03/2011 – 22:09

Por Stanley Burburinho

A partir de informações do serviço secreto russo, o Pravda publicou matéria muito esclarecedora sobre a situação na Líbia. Por exemplo: a contratação de mercenários pelo Pentágono através da Halliburton e da Blackwater e que o serviço secreto da Rússia, que controla 100% do espaço aéreo da Líbia, garante que nenhum avião levantou vôo na Líbia desde o inicio das manifestações.Acho que essas informações nunca veremos publicadas na velha mídia do Brasil:

“O serviço secreto russo confirmou ontem através de Nicolai Patrushev, que na verdade o que está existindo é um verdadeiro bombardeio da mídia internacional contra Kadhafi, pois a Russia controla totalmente o espaço aéreo do norte da África e cem por cento da Líbia e que os aviões que supostamente levantaram vôo para executar os bombardeios contra o povo líbio não saíram do chão e portanto não executaram qualquer ação militar; que somado a isso, por não existirem imagens de qualquer vôo, configura uma armação do Pentágono. O Secretário de Defesa do EUA admitiu o erro das informações dizendo que podem ter sido outros aviões, mas setores independentes da mídia internacional já haviam colocado a entrevista dos russos no ar e assim desmoralizado a ação do Pentágono.”

“Outro escândalo que ronda Washington é a participação de mercenários contratados pelo Pentágono, através da Halliburton e da Blackwater para participarem das batalhas na região de Cerenaica, em especial Bengazhi e Trobuk ao lado dos opositores que começam a perder terreno para os simpatizantes de Khadafy. A missão dos mercenários que ficariam sob controle da CIA, Agência Central de Inteligência e até executariam ações secretas com a aliada Al-Qaeda de Bin Laden, contra Khadafi seria manter o controle dos poços de petróleo já sob controle da oposição na região de Bengazhi.”

“Ontem um dos principais líderes da oposição a Kadafi, Khaled Maassou, na região de Cerinaica, confirmou que estava desistindo da luta por não concordar com a participação de mercencários e militares norte americanos em território líbio contra Kadhafi, e que em nenhuma situação irá contribuir com a CIA, que agora começa a assumir com a Al Qaeda o comando da situação na região de Cirenaica.”

“Líbia: Terroristas anti-Gadafi massacraram civis

15.03.2011

KHATARINA GARCIA e PETER BLAIR

De WASHINGTON e BENGAZHI – REDE MUNDO \ MIDIA LATINA; 06.03.11.

Depois de quase um mês onde duas guerras se realizam na Libia, uma interna, entre khadafystas e opositores do líder revolucionário, e uma no ocidente através da mídia, com o controle total das noticias pela Casa Branca e somente indo ao ar ou tendo imagens liberadas após filtragem do Pentágono ou do Departamento de Estado, a situação começa a mudar no mais emblemático país do norte da África.

Após a exibição pela TV líbia e ainda a reprodução pela Telesur e da Internet de imagens do assassinato de 212 partidários do Coronel Muammar Khadafy, em Bengazhi, mortos a sangue frio, depois de terem sido presos e sem qualquer resistência por seus opositores, o mundo árabe e membros da oposição começam a desistir de lutar contra Khadafy, considerando que já existem grandes divisões no meio dos opositores pela aliança feita por alguns setores com os EUA, inimigo histórico dos povos árabes e que inclusive bombardearam o país matando milhares de líbios.

Outro escândalo que ronda Washington é a participação de mercenários contratados pelo Pentágono, através da Halliburton e da Blackwater para participarem das batalhas na região de Cerenaica, em especial Bengazhi e Trobuk ao lado dos opositores que começam a perder terreno para os simpatizantes de Khadafy. A missão dos mercenários que ficariam sob controle da CIA, Agência Central de Inteligência e até executariam ações secretas com a aliada Al-Qaeda de Bin Laden, contra Khadafi seria manter o controle dos poços de petróleo já sob controle da oposição na região de Bengazhi.

O serviço secreto russo confirmou ontem através de Nicolai Patrushev, que na verdade o que está existindo é um verdadeiro bombardeio da mídia internacional contra Kadhafi, pois a Russia controla totalmente o espaço aéreo do norte da África e cem por cento da Líbia e que os aviões que supostamente levantaram vôo para executar os bombardeios contra o povo líbio não saíram do chão e portanto não executaram qualquer ação militar; que somado a isso, por não existirem imagens de qualquer vôo, configura uma armação do Pentágono. O Secretário de Defesa do EUA admitiu o erro das informações dizendo que podem ter sido outros aviões, mas setores independentes da mídia internacional já haviam colocado a entrevista dos russos no ar e assim desmoralizado a ação do Pentágono.

O ministro das Relações Exteriores da Libia, Mussa Kosa, em nota distribuida à imprensa mundial, apoiou a proposta do Presidente da Venezuela Hugo Chavez, da formação de uma Comissão Internacional de Paz, afirmando ainda que o Coronel Muammar Khadafy sugeriu também que a Comissão de Direitos Humanos da ONU venha à Libia e faça a investigação que desejar e não que tome qualquer decisão com base em informações da mídia comprometida com o complexo industrial militar norte americano.

Ontem um dos principais líderes da oposição a Kadafi, Khaled Maassou, na região de Cerinaica, confirmou que estava desistindo da luta por não concordar com a participação de mercencários e militares norte americanos em território líbio contra Kadhafi, e que em nenhuma situação irá contribuir com a CIA, que agora começa a assumir com a Al Qaeda o comando da situação na região de Cirenaica.

Quanto a decisão da ONU de congelar os bens de Kadhafi e seus familiares no exterior, Maassou afirmou que é uma medida inócua pois Kadhafi não tem bens no exterior e que a ele interessa é o poder, e não o dinheiro. Que o problema de Khadafy não é corrupção, pois ele não é corrupto, o problema de Kadhafi é o autoritarismo e a necessidade de alternância de poder que ele não entende.

Ontem um grupo de palestinos simpatizantes de Kadhafi foi expulso da região de Bengazhi porque se recusavam a lutar contra o líder líbio.

Toda a região de Fezzan, que compreende as cidades que vão de Sabha a Al Kufrah e praticamente toda a Tripolandia, estão sob controle das forças leais a Kadhafi. Apenas parte da região de Cirenaica, no extremo norte, está sobre controle dos opositores.

FONTES – AGNOT3ºMUNDO – REDE MUNDO – INTERPRESS – MIDIA LATINA – 06.03.11.

PETER BLAIR, de Washington e KHATARINA GARCIA, de BENGAZHI\Libia.”

http://port.pravda.ru/mundo/15-03-2011/31379-libia_massacre-0/

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Zé Dirceu e Wikileaks (via paulocoelho)

 Hoje almocei com José Dirceu, a quem conheci em dezembro de 2005, logo depois de sua saída do governo.

No meio do almoço descontraído (comida árabe), comentei sobre os telegramas do Departamento de Estado Americano, que estão sendo divulgados pelo site Wikileaks. Para minha supresa, Dirceu disse que acabara de ser entrevistado por um jornal (não mencionou se era brasileiro ou de outro país) justamente a respeito de informações que seriam divulgadas na próxima semana.

Peguei um caderno que sempre carrego gomigo ( Moleskine, tradição de escritor) e comecei a anotar nossa conversa. Abaixo o que está nos telegramas e o verdadeiro conteúdo das conversas,segundo José Dirceu.
A] são vários telegramas, porque são vários interlocutores

B] Em um deles, em churrasco na sua casa em Vinhedo, o ex-funcionario do Departamento de Estado Bill Perry, comenta sobre eleições no Brasil. Zé e Bill conversam durante toda a tarde, sobre uma infinidade de assuntos. No telegrama enviado ao Depto. De Estado, a conversa foi resumida nos seguintes items:
1] que Zé tinha feito Caixa 2 (segundo Dirceu, uma conclusão do interlocutor )
2] que não falou de reforma política ( segundo Dirceu, foi um dos assuntos dominantes).

C] O mesmo Bill Perry, na apartamento funcional de José Dirceu em Brasília, teve outra longa conversa, que resumiu em algo como “José Dirceu afirmou que Lula não seria candidato a um segundo turno, já que achava que iria perder as eleições”. Dirceu afirma que tudo que fez foi traçar os cenários que a oposição estava desejando naquele momento.

D] Em outro cabo, o então embaixador americano (aqui não me lembro o nome) relata conversas com Dirceu sobre a ALCA, mas se limita a dizer aquilo que lhe interessa. Todas as explicações dadas por Dirceu – posição do governo brasileiro e do PT sobre a inviabilidade da ALCA – se resumiu a uma referencia no telegrama, sobre a concordancia do Brasil de um novo encontro a respeito.

E] Ainda o embaixador americano na época: Dirceu defenda a posição da Venezuela e do governo Chavez, mas o embaixador resume toda a conversa em uma opinião de Dirceu – que o Chavez devia se concentrar nas questões economicas do país e não em um conflito com os EUA.

Vale a pena acrescentar o seguinte a este post
a] embora tenha visto anotando a conversa, José Dirceu nao me pediu nenhuma ajuda a respeito do tema.
b] José Dirceu foi entrevistado por esse jornal (repito, pode ser brasileiro ou estrangeiro) mas nào viu os telegramas. O jornalista leu os telegramas, e os itens acima se baseiam nas anotações de Dirceu sobre a conversa

Fonte: paulocoelhoblog.com

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