Noroeste Paulista – UAB Jales abre inscrições para Cursos de Graduação


Estão abertas as inscrições para o curso de Matemática (Licenciatura), da Universidade Federal de Ouro Preto, na UAB – Universidade Aberta do Brasil – Polo de Jales. A novidade é que não haverá vestibular. A seleção dos candidatos será feita entre professores da rede pública e de alunos aprovados no ENEM. Estão previstas 50 vagas para Jales.

Outra novidade é o curso de Química (Licenciatura), da Universidade Federal de Alfenas. De acordo com a coordenação do curso, o início das aulas está previsto entre os meses de abril a agosto. Após essa confirmação, as inscrições serão abertas.

O Polo UAB Jales oferece ainda outros cursos de Graduação como: Agricultura Familiar e Sustentabilidade, Educação Musical, Engenharia Ambiental, Licenciatura em Física, Gestão Pública, Curso de Letras – Espanhol/Literatura, Licenciatura em Pedagogia, Bacharelado em Sistemas de Informação.

As inscrições estarão abertas no período de 16 a 30 de janeiro de 2012. No edital, que pode ser acessado através deste link http://migre.me/7FC3L é possível encontrar todas as instruções para a realização da inscrição.

Qualquer dúvida acesse o site www.uabjales.com.br ou a página www.vestibular.ufop.br (clicar no item de Inscrição para o PIS/UAB/UFOP2012-1).

Quem quer ser professor? (via @cartacapital)

Tory Oliveira

Baixos salários, desvalorização e falta de plano de carreira afastam as novas gerações da profissão docente. Mas há quem não desiste. Por Tory Oliveira. Foto: Masao Goto Filho

Você é louca!” “É tão inteligente, sempre gostou de estudar, por que desperdiçar tudo com essa carreira?” Ligia Reis (foto a dir.), de 23 anos, ouviu essas e outras exclamações quando decidiu prestar vestibular para Letras, alimentada pela ideia de se tornar professora na Educação Básica. Nas conversas com colegas mais velhos de estágio, no curso de História, Isaías de Carvalho, de 29 anos, também era recebido com comentários jocosos. “Vai ser professor? Que coragem!” Estudante de um colégio de classe média alta em São Paulo, Ana Sordi (foto a esq.), de 18 anos, foi a única estudante de seu ano a prestar vestibular para Pedagogia. E também ouviu: “Você vai ser pobre, não vai ter dinheiro”. Apesar das críticas, conselhos e reclamações, Ligia, Isaías e Ana não desistiram. No quinto ano de Letras na USP, Ligia hoje trabalha como professora substituta em uma escola pública de São Paulo. Formado em História pela Unesp e no quarto ano de Pedagogia, Isaías é professor na rede estadual na cidade de São Paulo. No segundo ano de Pedagogia na USP, Ana acompanha duas vezes por semana os alunos do segundo ano na Escola Viva.

Quando os três falam da profissão, é com entusiasmo. Pelo que indicam as estatísticas, Ligia, Isaías e Ana fazem parte de uma minoria. Historicamente pressionados por salários baixos, condições adversas de trabalho e sem um plano de carreira efetivo, cursos de Pedagogia e Licenciatura – como Português ou Matemática – são cada vez menos procurados por jovens recém-saídos do Ensino Médio. Em sete anos, nos cursos de formação em Educação Básica, o núsmero de matriculados caiu 58%, ao passar de 101.276 para 42.441.

Atrair novas gerações para a carreira de professor está se firmando como um dos maiores desafios a ser enfrentado pela Educação no Brasil. Não por acaso, a valorização do educador é uma das principais metas do novo Plano Nacional de Educação. Uma olhadela na história da educação mostra que não é de hoje que a figura do professor é institucionalmente desvalorizada. “Há textos de governadores de província do século XIX que já falavam que ia ser professor aquele que não sabia ser outra coisa”, explica Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, coordenadora da pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios. No entanto, entre as décadas de 1930 e 1950, a figura do professor passou a ter um valor social maior. Tal perspectiva, porém, modificou-se novamente a partir da expansão do sistema de ensino no Brasil, que deixou de atender apenas a elite e passou a buscar uma universalização da educação. Desordenada, a expansão acabou aligeirando a formação do professor, recrutando muitos docentes leigos e achatando brutalmente os salários da categoria como um todo.

Raio X
Encomendada pela Unesco, a pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios revelou que, em geral, o jovem que procura a carreira de professor hoje no Brasil é oriundo das classes mais baixas e fez sua formação na escolas públicas. Segundo dados do questionário socioeconômico do Enade de 2005, 68,4% dos estudantes de Pedagogia e de Licenciatura cursaram todo o Ensino Médio no setor público. “De um lado, você tem uma -implicação muito boa. São jovens que estão procurando ascensão social num projeto de vida e numa profissão que exige uma formação superior. Então, eles vêm com uma motivação muito grande.”

É o caso de Fernando Cardoso, de 26 anos. Professor auxiliar do quinto ano do Ensino Fundamental da Escola Viva, Fernando é a primeira pessoa de sua família a completar o Ensino Superior. Sua primeira graduação, em Educação Física, foi bastante comemorada pela família de Mogi-Guaçu, interior de São Paulo. O mesmo aconteceu quando ele resolveu cursar a segunda faculdade, de Pedagogia.

Entretanto, pondera Bernardete, grande parte desse contingente também chega ao Ensino Superior com certa “defasagem” em sua formação. A pesquisadora cita os exemplos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que revela resultados muito baixos, especialmente no que diz respeito ao domínio de Língua Portuguesa. “Então, estamos recebendo nas licenciaturas candidatos que podem ter dificuldades de linguagem e compreensão de leitura.”

Segundo Bernardete, esse é um efeito duradouro, uma vez que a universidade, de forma geral, não consegue suprir essas deficiências. Para Isaías Carvalho, esta é uma visão elitista. “Muitos professores capacitados ingressam nas escolas e estão mudando essa realidade. Esse discurso acaba jogando toda a culpa nos professores”, reclama.

Desde 2006, Isaías Carvalho trabalha como professor do Ensino Fundamental II e Ensino Médio em uma escola estadual em São Paulo. Oriundo de formação em escolas públicas, Isaías também é formado pelo Senai e chegou a trabalhar como técnico em refrigeração. Só conseguiu passar pelo “gargalo do vestibular” por causa do esforço de alguns professores da escola em que estudava na Vila Prudente, zona leste de São Paulo. Voluntariamente, os professores davam aulas de reforço pré-vestibular de graça para os alunos, nos fins de semana. “Os alunos se organizavam para comprar as apostilas”, lembra. Foi durante uma participação como assistente de um professor na escola de japonês em que estudava que Antônio Marcos Bueno, de 21 anos, resolveu tornar-se professor. “Um sentimento único me tocou”, exclama. Em busca do objetivo, saiu de Manaus, onde morava, e mudou-se para São Paulo. Depois de quase dois anos de cursinho pré-vestibular, Antônio Marcos está prestes a se mudar para a cidade de Assis, no interior do Estado, onde vai cursar Letras, com habilitação em japonês.

Entretanto, essa visão enraizada na cultura brasileira de que ser professor é uma missão ou vocação – e não uma profissão – acaba contribuindo para a desvalorização do profissional. “Socialmente, a representação do professor não é a de um profissional. É a de um cuidador, quase um sacerdote, que faz seu trabalho por amor. Claro que todo mundo tem de ter amor, mas é preciso aliar isso a uma competência específica para a função, ou seja, uma profissionalização”, resume Bernardete.

Contra a corrente
Ainda assim, o idealismo e a vontade de mudar o mundo ainda permanecem como fortes componentes na hora de optar pelo magistério. Anderson Mizael, de 32 anos, teve uma trajetória diferente da maioria dos seus colegas da PUC-SP. Criado na periferia de São Paulo, Anderson sempre estudou em escolas públicas. Adulto, trabalhou durante cinco anos como designer gráfico antes de resolver voltar a estudar. Bolsista do ProUni, que ajuda a financiar a mensalidade, Anderson é um dos poucos do curso de Letras que almejam a posição de professor de Literatura. “Eu tenho esse lado social da profissão. O ensino público está precisando de bons professores, de gente nova”, explica ele, que acaba de conseguir o primeiro estágio em sala de aula, em uma escola no Campo Limpo, zona sul da capital. Ana, que hoje trabalha em uma escola de elite, sonha em dar aula na rede pública. “São os que mais precisam.” “Eu sempre quis ser professora, desde criança”, arremata Ligia.

A empolgação é atenuada pela realidade da escola – com as já conhecidas salas lotadas, falta de material e muita burocracia. Ligia Reis reclama. “Cheguei, ganhei um apagador e só. Não existe nenhum roteiro, nenhum amparo”, conta. “Às vezes, você é um ótimo professor, tem várias ideias, mas a escola não ajuda em nada”, desabafa. Ligia também conta que, para grande parte de seus colegas de graduação, dar aula é a última opção. “A maioria quer ser tradutor ou trabalhar em editoras. É um quadro muito triste.”

Como constatou Ligia, de forma geral, jovens oriundos de classes mais favorecidas, teoricamente com uma formação mais sólida e maior bagagem cultural, acabam procurando outros mercados na hora de escolher uma profissão. “Eles procuram carreiras que oferecem perspectivas de progresso mais visíveis, mais palpáveis”, explica Bernardete. Um dos motivos que os jovens dizem ter para não escolher a profissão de professor é que eles não veem estímulo no magistério e os salários são muito baixos, em relação a outras carreiras possíveis. “Meu avô disse para eu prestar Farmácia, que estava na moda”, lembra Ana.

A busca pela valorização da carreira de professor passa também, mas não somente, por políticas de aumento salarial. Além de pagar mais, é preciso que o magistério tenha uma formação mais sólida e, principalmente, um plano de carreira efetivo. “Um plano em que o professor sinta que pode progredir salarialmente, a partir de alguns quesitos. Mas que ele, com essa dedicação, possa vir a ter uma recompensa salarial forte”, conclui a pesquisadora.

Anderson, Ligia, Ana, Isaías, Antônio e Fernando torcem para que essa perspectiva se torne realidade. “Eu acho que, felizmente, as pessoas estão começando a tomar consciência do papel do professor. É uma profissão que, no futuro, vai ser valorizada”, torce Anderson. “É uma profissão, pessoalmente, muito gratificante.” “Às vezes, eu chego à escola morta de cansaço, mas lá esqueço tudo. É muito gostoso”, conta Ana

ENEM – MEC confirma prova para primeira quinzena de dezembro

 

Aplicado aos estudantes que comprovaram terem sido prejudicados com as falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o novo teste acontecerá na primeira quinzena do próximo mês. A data será definida na quarta-feira da semana que vem. Cerca de dois mil alunos em todo o país terão direito à novo exame, o que representa 0,03% dos 3,3 milhões que realizaram a prova no dia 6 de novembro.

Hoje, as atas das salas de aula com o registro das reclamações estão sendo analisadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o consórcio Cespe/Cesgranrio. Estão sob averiguação os registros de mais de 16 mil locais em que foi aplicado o exame. Para o Ministério da Educação, o calendário do Enem/2010 segue dentro do prazo, prevendo-se a divulgação dos resultados na primeira quinzena de janeiro de 2011.
Fonte: Brasília Confidencial

Mais de uma prova do Enem por ano, diz Haddad

Editor CartaCapital 17 de novembro de 2010 às 9:49h

Mais de uma prova do Enem por ano ameniza efeito de falhas, diz Haddad Em entrevista à CartaCapital, o ministro da Educação defende a remarcação do exame só para os estudantes prejudicados e argumenta em favor do novo formato da prova

Passado o susto inicial pós-Enem, o ministro da Educação Fernando Haddad conseguiu vitórias importantes a partir do fim da última semana. Na sexta-feira 12, Haddad comemorou a decisão judicial que reverteu a aplicação do exame para todos os 3.6 milhões de participantes, e não apenas os 2 mil que tiveram a prova com problemas e que não foram corrigidos. Com a decisão, o MEC deve anunciar ainda esta semana a data para a nova prova para os prejudicados.

Na quinta-feira 11, ainda quando a tempestade parecia ser maior do que de fato era, o Ministro Haddad conversou com a reportagem de CartaCapital sobre o episódio do Enem e explicou porque considera necessário a aplicação de nova prova somente para quem teve o gabarito com defeito. Haddad também elogiou a postura da gráfica RR Donnelley após o episódio, contou a estratégia de dividir o Enem em algumas provas durante o ano e defendeu a atual estratégia do Enem, criticada por especialistas por tentar abranger muitas funções ao mesmo tempo.

Veja os principais trechos da entrevista.

CartaCapital: O objetivo do Ministério é fazer com que os quase 2 mil alunos que tiveram a prova amarela com os erros façam uma nova prova – porém, houve membros do Poder Judiciário brasileiro que estão tentando anular toda a prova. Por que aplicá-la apenas para os prejudicados?
Fernando Haddad
: Olha, aquilo que já é familiar para psicometristas, pedagogos e economistas da educação é novo para o mundo jurídico. A comunidade educacional está muito familiarizada com a Teoria da Resposta ao Item (a chamada TRI, estratégia na qual se baseia a prova do Enem), que tem metodologia de avaliação desenvolvida nos EUA nos anos 60 e que foi incorporada no Brasil como avaliação de sistemas de ensino em 1995 no Saeb (Sistema de Avaliação de Educação Básica). Quando se aplica uma prova com esta enorme escala, você não pode mais aplicar a chamada prova clássica, que é incomparável com qualquer outra, única. Qualquer incidente que ocorra será motivo para reaplicação geral da prova, que é o que acontece em concursos públicos ou vestibulares tradicionais. O Enem, ao incorporar a TRI em 2009, visa justmente evitar que isso seja necessário, uma vez que possui uma prova calibrada, com questões pré-testadas e um mesmo nível de dificuldade. Essa tecnologia está incorporada ao SAT (Scholastic Assessment Test) americano, que é o Enem deles desde os anos 1960. O Toffel, exame de proeficiência em inglês, usa a mesma estratégia: você agenda a prova e nunca a mesma pessoa faz o mesmo exame. O que significa dizer é que a tecnologia está fundamentada do ponto de vista científico e é reconhecida internacionalmente. Ninguém da comunidade internacional desconheça essa tecnologia. O espanto das pessoas que de fora do país que conversaram comigo essa semana é de como o Brasil está discutindo algo que é consenso no mundo.

CC: Houve um jornalista do Jornal do Commercio, de Recife (PE), que mandou via SMS o tema de redação para o jornal, argumentando que fazia uma denúncia. Esse jornalista vai ser processado?
FH
: Ele fez isso, é bom que se diga, quando todos já estavam na sala e todos já tinham conhecimento do tema. Não houve, portanto, quebra de isonomia. Nenhum candidato conheceu o tema antes do início da prova, todos conheceram o tema simultaneamente. Não há argumentação de que o exame poderia ser cancelado, portanto. Uma coisa é quando alguém tem vantagem em relação a outros candidatos, e o que houve um ato isolado sem compromisso com a educação e que precisa ser investigado. Duvido muito que a orientação tenha partido do jornal. Se ele não servia ao jornal, servia a quem? O pedido do MEC é que se abra um inquérito de investigação. Mas se ele vai ser processado, já depende do Ministério Público.

CC: Como avalia a atuação da gráfica RR Donnelley após o erro? O ocorrido muda alguma coisa na relação com a empresa?
FH
: A empresa cometeu um erro em 0,03% dos cadernos de prova e, ato contínuo, mandou um ofício ao MEC reconhecendo a falha de impressão e se colocando totalmente disponível para solucionar o problema, inclusive arcando com os custos. Teve uma postura própria de uma empresa do porte que tem.

CC: Quanto ao Enem como processo seletivo, mais universidades federais acabam usando o Enem como critério de seleção a cada ano. Existe meta fixada para esta ampliação?
FH:
A única demanda do colegiado de reitores da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) como contrapartida como apoio ao Enem, foi a ampliação da verba de assistência estudantil. O Enem quebra um paradigma que democratiza o acesso às classes populares. Ao fazê-lo, a necessidade de verba para assistência estudantil aumenta, já que não basta o estudante chegar até a faculdade, ele tem que ter acesso a restaurante universitário, bolsa para iniciação científica, etc. para concluir os estudos. Então houve essa demanda e, 2009, e na ocasião nos comprometermos dobrar a verba de assistência estudantil para as instituições que tirassem proveito do Enem como processo seletivo. E isso tem sido cumprido religiosamente. Pra cada instituilção que deseja, o MEC está garantindo a ampliação correspondente da verba estudantil. É um processo natural de convencimento interno, a comunidade educacional está confortável com isso, todas as decisões passaram por um colegiado superior. Não é uma decisão monocrática, de um reitor só. Os educadores sabem que o vestibular é de um anacronismo medonho. O brasileiro se orgulha muito de que a palavra saudade não tem tradução para outra língua, mas a palavra vestibular também não tem.

CC: Há pensadores da educação que entendem que a avaliação do Enem acaba sendo similar ao vestibular a medida que os alunos das melhores escolas acabam indo também melhor no Enem, como ocorre no vestibular tradicional, e os de escolas piores, públicas geralmente, vão pior. Como avalia isso?
FH
: Bom, você não vai obter esse resultado na primeira ou segunda edição do exame. Faço referência para a prova Brasil, que é uma espécie de Enem do Ensino Fundamental. Com ela, todos os indicadores de proeficiência melhoraram e a distância da escola pública e a privada diminuíram. No Ensino Médio isso ainda não ocorreu.  Enquanto a PB é de 2005, o novo Enem é de 2009. Esses efeitos vão se fazer notar que a prática reiterada do Enem quanto a qualidade do ensino médio. isso já se refletiu no ensino fundamental.

CC: Críticos dizem que a mudança do Enem, que começou como avaliação dos alunos do Ensino Médio e passou a ser critério de seleção nas universidades, e também para o Pro-Uni (programa de bolsas universitárias) e o EJA (Educação de Jovens e Adultos), acaba fazendo com que ele tenha não tenha foco – essas pessoas entendem que provas do Pro-Uni precisariam ser de um tipo, EJA outro, seleção para o ensino superior, um outro. A pergunta é: é possível fazer com que o Enem abranja tudo isso e o faça com qualidade?
FH
: Na verdade o SAT americano se presta exatamente para a mesma coisa e é o melhor sistema universitário do mundo. Não foi por outra razão que nos miramos nesta experiência para fortalecer nossos sitema unviersitário que já está em 13º lugar em produçao científica do mundo e que tem espaço pra melhorar. Com o espaço físico que tem e a população jovem que tem, podemos ser uma força universitária de presença muito maior no cenário internacional. Mas o gargalo do vestibular e a falta de mobilidade dos alunos atrapalha. Hoje ele tem que prestar o vestibular daquela instituição, caso contrário não terá acesso a ela. Isso é impeditivo de uma reorganização universitária capaz alavancar o avanço da produção científica.

CC: E essa estratégia comentada pelo presidente Lula, de fazer vários Enems durante o ano?
FH
: O presidente assimilou essa proposta com muita rapidez, como sempre. O projeto do Enem se consolida com mais de uma edição por ano. Esses pequenos eventos, como o da prova amarela, que podem ocorrer são facilmente superados quando você tem um calendário pré-estabelecido. Vou citar um exemplo: em 2009, houve enchente em duas cidades capixabas. Um mês depois, reaplicamos estas provas para estes alunos. Foi uma prova diferente, comparável a primeira. A prova dos presídios também é diferente da prova do Enem geral. O que precisamos é estender este conceito pra edições gerais em número maior que um, ou seja, se tivermos duas ou três provas, você ameniza o efeito de um acidente ou de uma falha humana. Você pode uma enchete um dia, um erro do fiscal de prova em outro, acidente rodoviário em outro, etc. E o que fazer nessa hora, cancelar o exame? Não, você tem um calendário que um aluno, por força maior, ou por falha humana, não pode realizar seu exame, possa tranquilamente remarcá-lo. O SAT americano começou com um e já está com sete. No caso americano, você recebe o boletim de todos que fez e usa o que quiser. Tem prazo de validade.

http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/mais-de-uma-prova-do-enem-por-ano-ameniza-efeito-de-falhas-diz-haddad

Caso Enem: todo apoio ao ministro Haddad (Dep. Paulo Teixeira PT – SP)

Escrito em 16 de novembro de 2010, às 11:49

Diante da recente notícia de que o presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, o desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, considerou o recurso do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e sustou a liminar que invalida o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, cabe aqui reiterar nosso apoio incondicional ao Ministro Fernando Haddad, à sua postura diante dos acontecimentos e à validação do Exame.

Não há motivos para que nossa confiança no Enem seja, em alguma medida, abalada. Afinal, entre os mais de 4,5 milhões de alunos que se inscreveram para fazer a prova (sendo que 3,3 milhões efetivamente a fizeram), menos de 1.000 tiveram problemas em suas avaliações. Isso significa que o Inep, responsável pelo Exame, e o Ministério da Educação, do qual o Inep é autarquia, obtiveram uma margem de mais de 99% de acerto. E, assim como grandes concursos e vestibulares que são realizados todos os anos no país, o Enem é passível de ter questões anuladas por conta de problema ou outro.

Além disso, conforme já se explicou, é possível aplicar uma nova prova aos poucos alunos prejudicados sem que haja perda de isonomia – isto é, nossa tecnologia educacional permite, com toda precisão, fazermos um exame com o mesmo grau de dificuldade do primeiro, pouco importando se as provas são realizadas em dias distintos ou não. Muitos exames, como o TOEFL, que avalia proficiência em língua inglesa, são realizados em países diferentes e em dias diferentes e, nem por isso, são desqualificados. Outro exemplo é o SAT (Standart Admissions Test), que, utilizado por universidades norte-americanas para selecionar seus futuros alunos, é realizado sete vezes por ano.

É evidente que as falhas precisam ser, com urgência, corrigidas, de modo que aprendamos com os erros a fim de evitar cometê-los no futuro. No entanto, o Exame Nacional do Ensino Médio vem recebendo saltos de qualidade consideráveis sob a gestão do Ministro Haddad. Trata-se, conforme observou o neurocientista Miguel Nicolelis – professor da Universidade de Duke – em entrevista ao Viomundo, de uma das melhores maneiras que existem no mundo de se avaliar o conhecimento, pois nela os alunos são examinados de modo uniforme, independentemente das diferentes metodologias de ensino a que foram submetidos.

Não é à toa que, ao todo, 500 mil alunos a mais se inscreveram no Exame desta vez, e que mais universidades passam a adotá-lo a cada ano. Por tudo isso, é nossa obrigação defender o Enem, refazer o processo com os alunos prejudicados e, por fim, validar sua aplicação neste ano de 2010. Quando tenta desqualificar a prova e menosprezar o trabalho do Ministro Haddad, a oposição, derrotada nas urnas, tenta criar um clima inexistente de terceiro turno. Não podemos permiti-lo.

O PIG e o Serra odeiam o ENEM por causa dos pobres.

Também do Conversa Afiada, do PHA:

 

O Estadão de hoje dedica a capa e duas páginas – A15 e A16 a desmoralizar o ENEM.

Uma desmoralização arrasadora.

É porque 0,04% dos alunos VOLUNTARIAMENTE inscritos na prova talvez venham a refazê-la, por causa de uma troca do cabeçalho de alguns cartões de resposta.

0,04% !

Que horror!

Foram 4,6 milhões estudantes inscritos e talvez 2 mil tenham a possibilidade de refazer a prova.

Ontem, o UOL e a Folhaonline bradaram o dia inteiro contra a “inépcia” do ENEM.

A Folha (**), se entende.

Ano passado, as provas vazaram da gráfica da Folha, que foi devidamente afastada da concorrência deste ano.

O Estadão se acha na obrigação, todo ano, de desmoralizar o ENEM.

Como fez no ano passado, com a divulgação do vazamento.

Por que o Estadão, a Folha (**) e o Serra são contra o ENEM ?

Ano passado, com o vazamento na gráfica da Folha, o Serra, célere, tirou as universidades de São Paulo do ENEM – para acentuar o “fracasso” do Governo Lula.

Qual é o problema deles com o ENEM ?

O Governo Fernando Henrique instituiu o ENEM para copiar o SAT americano: o vestibular único em todo o país, para facilitar o acesso às universidades federais e o deslocamento de estudantes pelo país afora.

O que tem a vantagem de baratear dramaticamente o sistema.

Antes – como em São Paulo, hoje – cada “coronel” faz o seu vestibular e estimula a iniciativa privada – com os serviços do vestibular e os cursinhos o Di Gênio.

De Fernando Henrique para cá, o ENEM cresceu 30 vezes !

30 vezes, amigo navegante.

Saiu de 157 mil inscritos em 98 para 4,6 milhões de hoje.

É sempre assim.

O Bolsa Família da D. Ruth atendia quatro famílias.

O do Lula, que virou “Bolsa Esmola”, segundo Mônica Serra, a grande estadista chileno-paulista, atende 40 milhões.

O que é o ENEM ?

É o passaporte do pobre à universidade pública.

É por isso que a Folha, o Estado e o Serra odeiam o ENNEM.

Porque esse negócio de pobre estudar é um problema.

Fica com mania de grandeza, de autonomia.

Pensa que pode mandar no seu destino.

E não acredita mais na fita adesiva do “perito” Molina.

Isso é um perigo.

Pobre é para ficar na senzala.

50 universidades públicas federais aderiram ao ENEM.

Isso significa que 47 mil vagas em universidades federais dependem do resultado do ENEM.

Em 2004, um milhão de estudantes se inscreveu no ENEM.

Aí, o Lula e o Ministro Haddad resolveram estabelecer o ENEM como critério para entrar no ProUni (para a elite branca – e separatista, no caso de São Paulo – não dizer que o ProUni é a “faculdade de pobre burro”).

Sabe o que aconteceu, amigo navegante ?

O ENEM passou de um ano para o outro de um milhão para 2,9 milhões de inscritos.

Quanto pobre !

Para o ano que vem, o ministro Haddad estabeleceu que o ENEM também será critério para receber financiamento do FIES.

Vai ser outro horror !

Mais pobre inscrito no ENEM para pagar a faculdade com financiamento público.

Um horror !

Tudo público.

ENEM, faculdade, financiamento …

“Público” quer dizer “de todos”.

Amigo navegante, sabe qual foi o contingente nacional que mais cresceu entre os inscritos no ENEM ?

Agora é que a elite branca – e separatista, no caso de São Paulo – vai se estrebuchar.

Foi o Nordeste !

Que horror !

Já imaginou, amigo navegante ?

Nordestino pobre com diploma de engenheiro ?

Nordestina pobre com diploma de médica ?

Vai faltar pedreiro.

Empregada doméstica.

Aí é que a elite branca – e separatista, no caso de São Paulo – vai se estrebuchar mesmo.

     
Alexandre Criscione
(14) 9164-1313 / 3206-2289
 
Juventude do PT-SP
JPT Macro Bauru
União Estadual dos Estudantes-SP
Instituto Acesso Popular de Educação, Cultura e Política
Grupo Contra a VIolência e a Violação dos Direitos Humanos

Justiça suspende prova do Enem em todo o país

Redação Carta Capital
8 de novembro de 2010 às 16:54h

Mais uma vez, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vira dor de cabeça para o Ministério da Educação e para os milhões de estudantes que se submetem à prova. Em 2009, a aplicação do exame teve de ser adiada porque as questões vazaram da gráfica Plural pouco antes do teste. Neste ano, o problema apareceu apenas durante a prova. Com erros de impressão e bagunça na ordem do caderno de respostas, o Enem foi suspenso pela Justiça nesta segunda-feira 8. Os estudantes fizeram as provas ontem e no sábado.

A liminar que suspende o exame foi concedida por uma juíza da 7ª Vara Federal do Ceará. O pedido de liminar partiu do Ministério Público Federal. Joaquim José Soares Neto, presidente do Inep – órgão do MEC que organiza o Enem – havia declarado, mais cedo, que, apesar dos erros comprovados na impressão da prova, não cogitava a anulação.

A gráfica responsável por imprimir o Enem em 2010, a RR Donnelley, enviou uma carta ao Ministério da Educação assumindo a responsabilidade pelos problemas de impressão. “Durante a aplicação do primeiro dia do exame, identificamos, fazendo a leitura dos quatro itens de caderno de provas que contêm as mesmas questões em quatro ordens distintas de diagramação, que em um dos lotes de produção tivemos um problema de processo, resultando na impressão de 33 mil cadernos de provas amarelas com um defeito de ordenação”, declarou a direção da gráfica

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