Prédio dos ministérios das Comunicações e dos Transportes pega fogo

Sabrina Craide – Agência Brasil

Brasília – O Bloco R da Esplanada dos Ministérios, onde funcionam os ministérios das Comunicações e dos Transportes, pegou fogo na tarde de hoje (19). O prédio já foi evacuado e o Corpo de Bombeiros já está no local.

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, estava em uma reunião de trabalho no 6º andar. Ele disse que todos conseguiram descer pelas escadas, sem maiores problemas. “Estava já com bastante fumaça, mas todos desceram sem pânico. Foi um susto.”

Uma funcionária do Ministério das Comunicações passou mal e precisou ser levada de ambulância para um hospital. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, não estava no prédio na hora do incêndio, pois participa de um evento no Rio de Janeiro.

Segundo os brigadistas do prédio, o incêndio pode ter começado na subestação da Companhia Energética de Brasília (CEB), no subsolo do prédio. O Corpo de Bombeiros informou que o prédio já está evacuado e que não há vitimas.

Edição: Nádia Franco

NOVO LOCAL-CONVOCATÓRIA AOS PREFEITOS E PREFEITAS DO PARTIDO DOS TRABALHADORES – 28 de janeiro de 2013

PARTIDO DOS TRABALHADORES

Diretório Nacional

Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais

 

 

 

REUNIÃO DE PREFEITOS E PREFEITAS DO PT COM RUI FALCÃO E MINISTRA IDELI SALVATTI

 

 

Brasília-DF, 18 de janeiro de 2013

Companheiros/as,

Informamos que em função do grande numero de confirmações obtidas na ultima semana de prefeitos/as entre outras autoridades o local da reunião será foi modificado para o auditório do Hotel Saint Peter Brasília-DF, Setor Hoteleiro Sul, Quadra 02 – Bloco D Brasília/DF – CEP 70312-901, Telefones (61) 3217-2700/  (61) 3044-5000.

http://www.stpeter.com.br/index.html


Saudações petistas
,

Rui Falcão

Presidente

Vilson Oliveira

Secretário Nacional de Assuntos Institucionais

PT realiza reunião com prefeitos e prefeitas no dia 28 de janeiro, em Brasília

Secretário Vilson de Oliveira, titular da SNAI, com o presidente do PT, Rui Falcão (Foto: Arquivo PT)

Encontro organizado pela Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais terá presença do presidente nacional Rui Falcão e da ministra Ideli Salvatti.

 

A direção nacional do PT, pela Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais (SNAI), promove no dia 28 de janeiro uma reunião com prefeitos e prefeitas petistas, em Brasília. O presidente nacional do Partido, Rui Falcão, e a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, participam do encontro.

Prefeitos e prefeitas do PT estarão na capital federal para participar de um encontro nacional promovido pelo Governo Federal nos dias 28, 29 e 30 de janeiro. A direção do Partido aproveita o momento para reunir petistas que estão à frente das administrações municipais em todo o País.

De acordo com o secretário Vilson de Oliveira,  titular da SNAI, o objetivo da reunião será discutir o papel e a organização de petistas que estão à fente de administrações municipais e também articular a sua participação no evento promovido pelo governo Dilma.

A reunião ocorrerá às 10 horas do dia 28 de janeiro, na sede do Diretório Nacional do PT, em Brasília (SCS, Quadra 2, Bloco C, 256, Edifício Toufic, Plano Piloto).

Confira aqui, em pdf, a convocatória do PT aos prefeitos e prefeitasdo Partido

Mais informações da SNAI sobre a reunião podem ser obtidas aqui

Confira mais informações sobre o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas

(Geraldo Ferreira – Portal do PT, com informações da SNAI)

 

Promotora acusada no mensalão do DEM é presa tentando fugir (via @luisnassif)

A promotora Deborah Guerner foi presa pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira em Brasília.

Ela é investigada por suspeita de tráfico de influência na operação Caixa de Pandora de 2009, que apura esquema de coleta e distribuição de propina na capital federal

Segundo informou a PF, Deborah e o marido, o empresário Jorge Guerner, foram presos em casa.

A Folha apurou que os dois planejavam fugir para a Itália.

A promotora vai ser levada para a Superintendência da PF em Brasília e o marido deve seguir para penitenciária da Papuda.

Deborah Guerner e o ex-chefe do Ministério Público do DF Leonardo Bandarra são suspeitos de passar informações privilegiadas a integrantes do antigo governo do Distrito Federal e de terem extorquido o ex-governador José Roberto Arruda, investigado por ser o suposto chefe do esquema de corrupção.

No começo do ano passado, Arruda foi preso e perdeu o cargo depois que as denúncias vieram a público.

Em dezembro, ela e Bandarra foram afastados por 120 dias pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). O afastamento terminou na semana passada.

Eles respondem a processo administrativo no conselho. No começo do mês, Luiz Moreira, que é relator do caso no CNMP, pediu a demissão deles.

Na avaliação do relator, eles devem ser demitidos por “violação do sigilo profissional com a solicitação e obtenção de recompensa” e a “exigência de pecúnia”.

O julgamento foi paralisado por um pedido de vista do conselheiro Achiles Siquara e deve ser retomado no dia 17 de maio.

O CNMP não tem poderes para demitir os acusados. O pedido será encaminhado para a Procuradoria-Geral da República, que poderá entrar com ação na Justiça para demiti-los.

Durante a sessão, Deborah Guerner criticou aos gritos a apuração.

“Onde estão os políticos? Cadê a denúncia do mensalão do DEM”, gritou, de forma audível a quem estava do lado de fora da sala em que a sessão ocorria.

Antes de deixar o conselho, Deborah disse que não havia nada contra ela. “Tudo é baseado na palavra de dois bandidos.”

Os advogados dos acusados dizem que os depoimentos não foram contemplados na íntegra pelo relator. Eles também negam ter recebido propina do esquema.

Folha.com – Poder – Promotora acusada no mensalão do DEM é presa tentando fugir – 20/04/2011

Íntegra dos discursos de Barack Obama no Brasil

Íntegra do discurso de Barack Obama no Theatro Municipal /RJ

Na tarde deste domingo (20/03), o presidente norte-americano, Barack Obama, discursou para cerca de 2 mil convidados no Theatro Municipal, Rio de Janeiro.

Alô, Rio de Janeiro. Alô, Cidade Maravilhosa.

Boa tarde todo o povo brasileiro.

Desde o momento em que chegamos, o povo desta cidade tem mostrado a minha família o calor e receptividade de seu espírito. Obrigado. Quero agradecer a todos por estarem aqui, pois sei que há um jogo do Vasco ou do Botafogo. Eu sei que os brasileiros não abrem mão do futebol.

Uma das primeiras impressões que tive do Brasil veio de um filme que vi com minha mãe, “Orfeu Negro”. Minha mãe jamais imaginaria que minha primeira viagem ao Brasil seria como presidente dos EUA. Vocês são mesmo um “país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza”.

Ontem tive um encontro com sua presidente Dilma Rousseff e hoje quero falar com vocês sobre as jornadas dos EUA e do Brasil, que são duas terras com abundantes riquezas naturais. Ambos os países já foram colônias e receberam imigrantes de todo mundo. Os EUA foram a 1ª nação a reconhecer a independência do Brasil. O primeiro líder brasileiro a visitar os EUA foi Dom Pedro II.

No Brasil, vocês lutaram contra a ditadura, lutando para serem ouvidos. Mas esses dias passaram. Hoje, o Brasil é um país onde os cidadãos podem escolher seus líderes e onde um garoto pobre de Pernambuco pode chegar ao posto mais elevado do país. Foi essa mudança que vimos na Cidade de Deus. Quero dar os parabéns ao prefeito e ao governador pelo seu excelente trabalho. Mas não se deve olhar para a favela com pena, mas como uma fonte de artista, presidentes, pessoas com soluções.

Vocês sabem que esta cidade não foi minha primeira escolha para os Jogos Olímpicos. Porém, se os jogos não pudessem ser realizados em Chicago, o Rio seria minha escolha. O Brasil sempre foi o “país do futuro”, mas agora esse futuro está aqui.

Estou aqui para dizer que nós, nos EUA, não apenas observamos seus sucessos, mas torcemos por ele. Juntos, duas das maiores economias do mundo podem trazer crescimentos. Precisamos de um compromisso com a inovação e com a tecnologia.

Por isso, também, queremos ajudá-los a preparar o país para os jogos. Por isso somos países comprometidos com o meio ambiente. Por isso a metade dos carros daqui podem circular com biocombustível. E por isso estamos buscando o mesmo nos EUA, para tornar o mundo mais limpo para nossos filhos.

Sendo o Brasil e os EUA dois países que foram tão enriquecidos pela herança africana, temos que nos comprometer com a ajuda à África. Também estamos ajudando os japoneses hoje. Vocês, aqui no Brasil, receberam a maior imigração japonesa no mundo.

Os EUA e o Brasil são parceiros não apenas por laços de comércio e cultura, mas porque ambos acreditam no poder da democracia, porque nada pode ser tão poderoso para levar milhões de pessoas, que subiram da pobreza, para a classe média, o fizeram pela liberdade.

Vocês são a prova de que a democracia é a maior parceira do progresso humano. A democracia dá a maior esperança de que todos serão tratados com respeito. Nós sabemos, nos EUA, como é importante trabalhar juntos, mesmo quando não nos entendemos. Acreditamos que a democracia pode ser lenta e que ela vai sendo aperfeiçoada com o tempo. Mas também sabemos que todo ser humano quer ser livre, quer ser ouvido, quer viver sem medo ou discriminação. Todos querem moldar seu próprio destino. São direitos universais e devemos apoiá-los em toda parte.

Onde quer que a luz da liberdade seja acesa, o mundo se torna um lugar melhor. Esse é o exemplo do Brasil. Brasil, um país que prova que uma ditadura pode se tornar uma próspera democracia e que mostra que um grito por mudanças vindo das ruas pode mudar o mundo.

No passado, foi aqui fora, na Cinelândia, que políticos e artistas protestaram contra a ditadura. Uma das pessoas que protestaram foi presa e sabe o que é viver sem seus direitos mais básicos. Porém, ela também sabe o que é perseverar. Hoje ela é a sua presidente, Dilma Rousseff.

Sabemos que as pessoas antes de nós também enfrentaram desafios e isso une as nossas nações. Portanto, acreditamos que, com a força de vontade, podemos mudar nossos destinos. Obrigado. E que Deus abençoe nossas nações.

Íntegra do discurso de Obama para empresários em Brasília dia 19

O presidente norte-americano Barack Obama participou da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos neste sábado (19), em Brasília.

“Muito obrigado. Boa tarde. Podem sentar, por favor.

É um prazer estar aqui no Brasil e, em nome da Michelle e em meu nome, eu gostaria de agradecer as pessoas aqui de Brasília pela recepção calorosa que tivemos.

Gostaria de agradecer ao Conselho de Negócios Brasil-Estados Unidos pelo maravilhoso trabalho, à Confederação Nacional das Indústrias e à Câmara de
Comércio do Brasil. Muito obrigado pelo ótimo trabalho em sediar esta conferência.

Eu gostaria também de agradecer os membros do meu gabinete, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, Gary Locke, secretário de Comércio, Ron Kirk, representante comercial dos Estados Unidos, Lisa Jackson, gerente do setor ambiental, Fred Hochberg, presidente do banco de importações e exportações, Michael Froman, vice-secretário de segurança para questões econômicas e comerciais internacionais, e todas as autoridades do governo brasileiro, muito obrigado pela hospitalidade.

Só lamento ter perdido a festa, chegamos algumas semanas depois do Carnaval. Mas talvez seja melhor assim, pois talvez a produtividade da minha equipe fosse prejudicada se ainda estivéssemos no Carnaval.

Gostaria de agradecer aos representantes comerciais, empresariais e governamentais que vieram de todos os cantos do Brasil. Passamos aqui a manhã conversando sobre diversas questões econômicas, falando com a presidente Rousseff e presidentes de empresas brasileiras e americanas e quero falar como vamos trabalhar juntos para criar novas oportunidades e novos empregos nos nossos dois países.

Nos últimos dois séculos, nunca houve um momento tão promissor para o Brasil. Agora, vocês são a sétima maior economia do mundo, registrando um dos crescimentos mais rápidos do mundo. No intervalo de uma década, centenas de milhares de brasileiros saíram da pobreza, metade da população brasileira é considerada agora classe média.

Em vez de esperar ajuda de outros países, vocês estão agora ajudando outros países, ajudando outras nações em desenvolvimento. Vocês produzem grande parte dos alimentos consumidos no mundo, fornecem grande parte dos biocombustíveis do mundo e vão sediar dois dos maiores eventos esportivos do mundo. E, como mencionei na coletiva de imprensa há pouco com a presidente, eu ainda fico magoado quando lembro que os Jogos Olímpicos vêm para cá e não para Chicago, mas tenho certeza de que farão um ótimo trabalho nos jogos.

Portanto, o que o Brasil conquistou é absolutamente surpreendente. Quantas vezes se escuta que o Brasil é o país do futuro? Bom, o futuro chegou e, apesar das incertezas dos últimos dois anos, o Brasil se colocou na dianteira como uma potência econômica e financeira. Vocês não chegaram aqui simplesmente por uma questão de sorte ou acaso. O sucesso ocorreu por conta de um trabalho árduo e da perseverança do povo brasileiro. O espírito empreendedor de muitas das pessoas aqui nesta sala, a visão de líderes como o presidente Cardoso e presidente Lula.

Esses líderes perceberam, e a presidente Rousseff segue a mesma linha, que o caminho mais certo para a prosperidade no Brasil engloba pessoas livres e mercados livres. Em uma região do mundo onde o legado do colonialismo é recente, havia uma preocupação legítima no século passado de que abrir a economia levaria países mais ricos a extrair recursos sem se importar com o desenvolvimento da nação. Acho isso compreensível.

Ao mesmo tempo, várias nações da América Latina como esta viveram décadas de ditaduras em que economias fechadas não foram capazes de oferecer padrões de vida decentes para a maioria da população. Mas, na última década, o Brasil mostrou ao mundo que há um outro caminho e que a participação na economia global pode levar a grandes oportunidades mostrando que o espírito do capitalismo pode fluir bem ao lado da justiça social. O Brasil mostrou que a democracia ainda é o melhor caminho para o progresso econômico.

Quando os governos se responsabilizam por seu povo, o povo tem mais chances de prosperar. Nos Estados Unidos, sempre compartilhamos essas crenças. Assim como vocês, saímos de uma era colonial estabelecendo nossa independência no novo mundo.

Nós também somos uma nação de imigrantes, com diferentes histórias, passados e culturas e que encontram força na adversidade, força na unidade e no nosso orgulho nacional. E, como as duas maiores economias e democracias do ocidente, nós acreditamos que todos os seres humanos merecem a oportunidade de criar seu próprio futuro.

Por todas essas razões, os Estados Unidos apoiam a ascensão do Brasil como uma potência global. É por isso que trabalhamos para que o Brasil tenha papel de mais destaque no G20, por ser o fórum de economia mais importante. É por isso que apoiamos a participação mais expressiva do Brasil em outras instituições como o FMI e o Banco Mundial. Por isso, o Brasil é minha primeira parada na minha primeira viagem à América Latina, pois almejamos uma parceria maior com seu governo e uma amizade mais profunda com o seu povo.

Acreditamos que o fortalecimento dos nossos laços econômicos criará oportunidades para as duas nações. Ao observar o Brasil, os Estados Unidos enxergam maiores oportunidades de vender mais bens e serviços para um mercado de quase 200 milhões de consumidores em rápida expansão. Para nós, isso representa uma estratégia de empregos, pois ao vender mais produtos em outros países, apoiamos os trabalhadores que vão fabricar e vender esses produtos.

Todos os líderes de negócios norte-americanos aqui presentes devem saber que para cada US$ 1 bilhão em exportações americanas, nós temos 5 mil empregos nos Estados Unidos.

Nossas exportações para o Brasil mais do que duplicaram nos últimos anos, crescendo duas vezes mais rápido do que as exportações gerais e mais do que nossas exportações para a China.

Vendemos hoje US$ 50 bilhões em bens e serviços para o Brasil, e essas vendas geram 250 mil empregos nos Estados Unidos. Por exemplo, depois que uma pequena empresa da Carolina do Norte participou de um fórum comercial em São Paulo no ano passado, a empresa saiu de lá com um acordo de fabricação e distribuição de peças automotivas para o Brasil e a contratação de novos funcionários nos Estados Unidos.

A Capstone Turbine, na Califórnia, vendeu US$ 2 milhões em equipamentos de alta tecnologia atendendo a milhões de brasileiros e criando empregos nos EUA. O governo do Brasil comprou helicópteros que irão, sem dúvida, ajudar a criar mais empregos desde a Pensilvânia até o Alabama, nos Estados Unidos.

Essas exportações não significam apenas mais empregos para os Estados Unidos, mas também mais serviços e mais opções para o Brasil. Desde a área de telecomunicações e informática, até equipamentos e tecnologia de energia limpa, as empresas americanas estão contribuindo para o crescimento econômico que está elevando o padrão de vida dos brasileiros em toda parte. Nossas empresas não promovem essa contribuição apenas por exportar para o Brasil, mas também através de bilhões de dólares investidos diretamente em empregos e negócios nos dois países.

Claro que nossa relação econômica não é uma via de mão única. Os EUA são também o segundo maior mercado de exportações brasileiras e apoiam dezenas de milhares de empregos aqui no Brasil. Na última década, as empresas brasileiras investiram bilhões de dólares em diversos setores americanos desde aço até tecnologia da informação, investimentos esses que criaram muitos empregos nos EUA. No final de 2008, as subsidiárias de empresas brasileiras nos EUA empregavam mais de 42 mil funcionários americanos. Portanto, é inquestionável que os EUA e o Brasil se beneficiam dos laços econômicos criados nos últimos anos.

Também não há a menor dúvida de que o fortalecimento desses laços será um sinal de fortalecimento para as duas nações, um sinal positivo para as duas nações, e tenho o prazer de anunciar que a presidente Rousseff e eu concluímos um acordo para um novo diálogo econômico e financeiro. É chegado o momento de os EUA tratarem suas relações econômicas com o Brasil da mesma forma como lidamos com a China e com a Índia e esse diálogo assinado pela presidente Roussef tem esse intuito. Esse diálogo vai nos ajudar a promover uma cooperação econômica, vamos reduzir o número de regulamentações e aumentar a cooperação internacional, não apenas no G20, mas também em outros fóruns.

Nós também concluímos um acordo de cooperação econômica que vai nos ajudar a expandir as relações comerciais e de investimento entre os países. Esse acordo também vai promover diálogos sobre como reduzir barreiras que existem entre as nossas duas nações. Como o Banco Mundial já disse, ainda existem muitos obstáculos na forma de o Brasil fazer negócios e eu sei que o Brasil tem problemas com certas políticas implementadas nos EUA, e sei que nenhum país ganharia mais do que o Brasil através de uma ampliação comercial.

Queremos ajudar vocês a superar qualquer desafio que esteja no caminho dessas resoluções. Em segundo lugar, queremos criar parcerias no Brasil no setor de energia, e é por isso que a presidente Roussef e eu decidimos lançar um diálogo estratégico sobre energia. Segundo algumas estimativas, o petróleo que foi descoberto recentemente no Brasil pode representar duas vezes as reservas americanas. Queremos trabalhar junto com vocês. Queremos ajudar com tecnologias e apoio para desenvolver essas reservas de petróleo de forma segura. Quando vocês estiverem prontos para vender, nós queremos ser um dos seus maiores clientes.

Às vezes lembramos com que facilidade as instabilidades em outros países do mundo podem impactar o preço do petróleo como vimos recentemente. Os EUA não poderiam estar mais satisfeitos com o potencial de uma nova fonte estável de energia.

Embora analisemos a questão do petróleo no curto prazo, não podemos perder de vista o fato de que a única solução a longo prazo para a dependência do mundo em relação aos combustíveis fósseis é a tecnologia de energia limpa e é por isso que os EUA e o Brasil estão aumentando sua cooperação na área de biocombustíveis.

Estamos lançando uma parceria de economia “verde” entre o Brasil e os EUA porque sabemos que a energia limpa é uma das melhores formas de criarmos novos empregos e novos setores nas duas nações. Mais da metade dos veículos do Brasil usam biocombustível, cerca de 80% da energia do Brasil se origina de fontes hidrelétricas, e nos EUA nós demos início a um setor de energia limpa que em breve terá capacidade de produzir 40% das baterias mais avançadas do mundo. Se pudermos compartilhar essas novas tecnologias, alavancando investimentos privados, podemos desenvolver nossas economias e limpar o meio ambiente ao usar e vender produtos de energia limpa em todo o mundo e isso só trará benefícios.

Podemos cooperar também na área educacional. Eu estava falando no almoço com a presidente Rousseff que concordamos que uma economia baseada em conhecimento será absolutamente essencial para o crescimento e a prosperidade. Isso significa uma força de trabalho com formação e capacitada. Quanto mais nossos jovens, nossos alunos, nossos trabalhadores estiverem expostos a novas culturas, novas ideias, mais rapidamente serão capazes de concorrer em escala global. Por isso, tenho prazer em saber que os líderes de negócios brasileiros e americanos têm aumentado o número de intercâmbios porque quando investimos no nosso povo, investimos no nosso futuro.

A última área que podemos trabalhar conjuntamente é a área de infra-estrutura. Em 2014, o Brasil sediará a Copa do Mundo, a única nação que já foi cinco vezes campeã mundial. Apesar de que os EUA estão melhorando, vocês têm que admitir que o nosso futebol está melhorando. Como já mencionei, o Rio irá sediar os Jogos Olímpicos em 2016, mas apesar de terem perdido, os EUA não ficam simplesmente sentados na arquibancada assistindo.

O Brasil vai investir mais de US$ 200 bilhões para se preparar para esses dois grandes eventos e, à medida que vocês buscam negócios para construir novas estradas, estádios, as empresas americanas estão prontas a ajudá-los na parte de engenharia, fabricação e construção. Queremos ver esses jogos vencerem e terem êxito e esta nação ter êxito também. Portanto podemos dar alguns passos também para aumentar os laços entre nossos países, laços que trarão a promessa de mais prosperidade e oportunidades para brasileiros e americanos.

Pensando em todos os acordos e negócios que venhamos a assinar, o potencial verdadeiro da nossa parceira só será realizado ao criarmos uma relação forte entre nossos povos, líderes de negócios, empreendedores, cientistas, engenheiros, professores, estudantes e mais de um milhão de pessoas que viajam entre ambos os países normalmente. Como todos amigos, nem sempre concordamos em tudo e às vezes queremos tomar caminhos diferentes mas, à medida que as duas maiores democracias do novo mundo iniciam a segunda década de um século jovem, não vamos esquecer tudo que compartilhamos.

Nos EUA acreditamos no sonho americano, a ideia de que não importa quem você é, de onde você vem ou de como você começou, você pode superar todos os obstáculos e, assim, realizar seus maiores sonhos. Eu sou testemunha desse sonho. Acredito que esse sonho exista também nesta América. Posso ver isso no espírito empreendedor dos homens e mulheres presentes nesta sala. Posso ver isso nas comemorações do povo ao saber que os Jogos Olímpicos viriam para cá, no Rio. Posso ver isso na história do Brasil.

Brasília é uma cidade jovem, vai fazer 51 anos, mas começou como um sonho há mais de um século. Em 1883, o santo padroeiro do Brasil, Dom Bosco, teve uma visão de que um dia a capital de uma grande nação seria construída entre os paralelos 15 e 20 e que seria o modelo do futuro e asseguraria que a oportunidade seria direito de todo cidadão brasileiro. Hoje, essa cidade e esse país são um modelo para o futuro, mostrando que a democracia é o melhor parceiro para o futuro. Como amigos, vizinhos, nós vivemos as mesmas histórias, mas queremos fazer parte desse futuro, queremos realizar o sonho americano com vocês.

Muito obrigado.”

Íntegra do discurso de Obama no Palácio do Planalto

“Obrigado, senhora Presidente, pelas gentis palavras. Muito obrigado a vocês e ao povo brasileiro pela calorosa recepção e pela famosa hospitalidade brasileira com que vocês receberam Michelle, a mim e nossas filhas. ‘Muito obrigado’.

Em nossa reunião hoje, mencionei que esta é minha primeira visita à América do Sul e o Brasil é minha primeira parada, e não por acaso. A amizade entre os povos americano e brasileiro já soma mais de dois séculos. Nossos empreendedores e empresários inovam juntos, nossos cientistas e pesquisadores estão criando novas vacinas, juntos nossos alunos e professores exploram novos horizontes. Todos os dias trabalhamos para tornar nossas sociedades mais inclusivas e mais justas.

O crescimento extraordinário do Brasil, senhora Presidente, atrai a atenção do mundo todo. Graças ao sacrifício de pessoas como a presidente Dilma Roussef, o Brasil saiu da ditadura para a democracia, é uma das economias que mais crescem no mundo, tirando milhões da pobreza e levando-os à classe média. Hoje os EUA e o Brasil são as duas maiores democracias do hemisfério e as duas maiores economias. O Brasil, líder regional que promove uma cooperação maior entre todas as Américas e o Brasil é, cada vez mais, um líder mundial, passando de receptor de ajuda externa para doador, reivindicando um mundo sem armas nucleares e estando sempre adiante dos esforços globais para lutar contra a mudança climática. Como presidente, eu sempre promovo o compromisso baseado em respeito mútuo e interesses mútuos e uma parte fundamental desse compromisso é promover uma cooperação maior com centros de influência do século XXI, incluindo o Brasil. Em suma, os EUA não apenas reconhecem o crescimento do Brasil, mas apóiam esse crescimento com entusiasmo. Por isso criamos o G20, o principal fórum de cooperação econômica mundial, para ter certeza de que países como o Brasil terão mais voz ativa. Por isso aumentamos a cota de votação do Brasil e o seu papel nas instituições financeiras internacionais. Por isso que eu vim ao Brasil hoje.

A presidente Roussef e eu acreditamos que esta visita seja uma oportunidade histórica para colocar os EUA e o Brasil na rota de uma cooperação ainda maior nas décadas vindouras. Hoje estamos começando a aproveitar esta oportunidade. Senhora Presidente, gostaria de agradecê-la pelo seu compromisso pessoal em fortalecer as alianças entre as nossas duas nações. Estamos ampliando o comércio e os investimentos, criando empregos nos nossos dois países. O Brasil é um dos nossos principais parceiros comercias, mas ainda há muito que podemos fazer.

Mais tarde hoje, a presidente e eu vamos nos reunir com líderes de negócios dos nossos dois países, vamos ouvir e decidir quais serão as etapas concretas que vão expandir nossas relações econômicas. Vamos anunciar uma série de novos acordos, inclusive um diálogo financeiro e econômico que venha promover relações comerciais, expandir a colaboração na área de ciência e tecnologia e à medida que o Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas e, ainda me magoa tocar neste assunto, estamos assegurando que as empresas americanas terão um papel entre os projetos de infraestrutura necessários para essas competições. Estamos criando um novo diálogo estratégico sobre energia para garantir que as cúpulas dos nossos governos estão trabalhando conjuntamente para aproveitar novas oportunidades, em particular, como as novas descobertas de petróleo no Brasil, como disse a presidente Roussef, o Brasil quer ser um grande fornecedor de novas fontes estáveis de energia e eu falei para ela que os EUA também querem ser um grande cliente dessas fontes, o que traria benefícios para ambos os países.

Ao mesmo tempo, estamos expandindo nossa parceria em energia limpa, fundamental para nossa segurança em energia em longo prazo. Como líder na área de energia renovável, como biodiesel, e como parte da parceria de energia e clima entre as Américas que proponho, o Brasil está compartilhando seu conhecimento na região e no mundo. Esse novo diálogo de economia verde que estamos criando hoje aumenta ainda mais nossa cooperação construindo prédios “verdes” e desenvolvimento sustentável. Na área de segurança, nossos exércitos trabalham com proximidade ainda maior para lidar com crises humanitárias, como fizemos no Haiti. Nossas polícias trabalham em conjunto contra os narcotraficantes que ameaçam a todos nós, o Brasil se aliou ao esforço internacional para evitar o contrabando de armas nucleares por seus portos. Agradeço à presidente Roussef pela liderança do Brasil em criar um centro regional de promoção de excelência na área de segurança nuclear. Como membro do conselho de direitos humanos, o Brasil se juntou a nós na condenação aos abusos aos direitos humanos realizados pela Líbia. Gostaria de rapidamente mencionar a situação na Líbia porque conversei sobre isso com a presidente. Ontem a comunidade internacional exigiu um cessar fogo imediato na Líbia, inclusive um fim a todos os ataques contra civis, e hoje a secretária Clinton se reuniu com uma coalizão internacional com nossos parceiros árabes e europeus em Paris para discutir como aplicar a resolução do conselho de segurança criada pela ONU em 1973. Houve um consenso coeso e a conclusão foi clara: o povo da Líbia deve ser protegido e se não for colocado um fim imediato à violência contra civis, nossa coalizão está preparada para entrar em ação, e agirá com urgência. Conversei com a presidente Roussef sobre os passos que estão sendo tomados nesse sentido.

Finalmente, estou especialmente satisfeito pelo Brasil e os EUA estarem juntos em criar uma governança democrática para além de nossos hemisférios. O Brasil está ajudando a liderar a iniciativa global que anunciei nas Nações Unidas de promover governos abertos e novas tecnologias que capacitem os cidadãos no mundo todo. Hoje estamos lançando novos esforços para ajudar outros países a combater a corrupção e o trabalho infantil. Estamos expandindo nossos esforços para aumentar a segurança alimentar nesse movimento de desenvolvimento da agricultura na África. Acredito que este seja apenas o começo do que os dois países podem fazer juntos em todo o mundo. Por isso, os EUA continuarão se esforçando para ter certeza de que as novas realidades do século XXI serão refletidas nas instituições internacionais, como disse a senhora Presidente, incluindo as Nações Unidas onde o Brasil aspira a um assento permanente no conselho de segurança. Como falei à presidente Roussef, os EUA continuarão a trabalhar tanto com o Brasil quanto com outras nações nas reformas que vão tornar o conselho de segurança mais eficaz, eficiente e representativo para poder levar adiante nossas visões compartilhadas de um mundo mais seguro e pacífico.

Mais uma vez, com os resultados de hoje, criamos uma base para uma cooperação maior entre EUA e Brasil nas décadas vindouras. Gostaria de agradecer a presidente Roussef por sua liderança, por tornar este progresso possível. Não conheço a senhora Presidente há muito tempo, mas noto a paixão extraordinária no sentido de oferecer a oportunidade a todo povo brasileiro para que todos possam progredir e essa é uma paixão que compartilho com a senhora Presidente e aqui representando os cidadãos americanos também. Portanto, tenho certeza de que, dado esse espírito que compartilhamos, essa amizade que existe não apenas no âmbito governamental mas entre os nossos povos, que vamos continuar a progredir no futuro e aguardo ansiosamente minha passagem pelo Rio amanhã, onde terei a oportunidade de me dirigir diretamente ao povo brasileiro sobre o que nossos países podem fazer conjuntamente como parceiros globais no século XXI.

Muito obrigado.”

Fonte: http://blogdamarcellamota.blogspot.com

PONTOS DE CULTURA FAZENDO HISTÓRIA

PONTOS DE CULTURA FAZENDO HISTÓRIA
Na última terça-feira, dia 22 de fevereiro, como já foi postado anteriormente por mim, representantes dos Pontos de Cultura estiveram em Brasília/DF com o objetivo de dialogar com a Ministra da Cultura Ana de Hollanda sobre o programa Cultura Viva, os Pontos de Cultura entre outros assuntos.
Após retornarem de Brasília, li na lista de email’s dos Pontos de Cultura um texto enviado por Marcos Pardim do FASAM de Itu e achei interessante postar aqui, pois mostra muito bem o que é o processo de contrução do movimento que fazemos parte.
Agradeço à você, Pardim, por autorizar a publicação das suas sábias palavras neste nosso Blog.
Abraço!
Clayton Campos
(Segue abaixo as palavras de Marcos Pardim)
Em 23 de fevereiro de 2011 16:10, marcos pardim <> escreveu:
“Salve, salve…
Depois de 17 hs de viagem de ônibus, com paradas para descidas em alguns pontos específicos e demarcados ao longo da estrada para facilitar o trânsito de vários de nós, a delegação dos Pontos de Cultura do estado São Paulo desembarcou em Itu às 13hs. Fomos em 40 pessoas e lá encontramos mais alguns representantes de Góias (salve, salve Daraína, aquele abraço!!!) e de Brasília (salve, salve, Chico Simões, aquele abraço!!!), perfazendo um total de 50 pessoas. Cansado estou, afinal foram duas noites mal dormidas seguidas, porém de alegria e amizade explicítas e impagáveis. Elaboramos, alguns de nós, um esboço do relatório final. Assim que estiver pronto, Chris Lafayette está encarregada de finalizá-lo, ele estará será compartilhado nas redes.
De antemão, sem entrar no mérito pessoal de minha avaliação, já que sentirei completamente contemplado com o relatório que está sendo produzido, julgo que a ação de ontem, que culminou com a ministra Ana de Hollanda nos recebendo, dedicando 1h15 de atenção, ouvindo relatos e questionamentos nada suaves ou melosos, culminando com uma reunião de mais 2 horas no período da tarde com uma equipe de 4 representantes do MinC – Vitor Ortiz, Marta Porto, Marco Acco e César Piva -, tem um caráter simbólico que, se bem compreendido por todos nós, pode marcar a possibilidade de estarmos fazendo história. Pela primeira vez, o movimento dos Pontos de Cultura fez um movimento para efetivamente se tornar Movimento Cultural e Social. Fomos por que quisemos ir. Cuidamos, autonomamente, de toda a logística e produção de nossa ida. Arcamos com todas as despesas. Desde o princípio (está gravado na Teia Regional de Ribeirão Preto) deixamos claro que estávamos indo para sermos atendidos pela Ministra – coisa que efetivamente ocorreu.
Entendo que somente seremos respeitados enquanto Movimento quando assumirmos essa condição e realizarmos ações que sinalizem clara e inequivocamente para a sociedade, para o Estado e para nós mesmos, essa nossa nova condição e>>>>>>>>>LEIA MAIS
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