Ibope aponta indefinição sobre segundo turno em São Paulo

Por Jair Stangler, do estadão.com.br

As vésperas das eleições, pesquisa Ibope/Estado/TV Globo mostra indefinição sobre segundo turno em São Paulo. O candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, lidera com 51% dos votos válidos. Como a margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, ele pode estar com 49% ou 53%. Aloizio Mercadante (PT) aparece em segundo, com 33%. Celso Russomanno (PP) tem 8%, Paulo Skaf (PSB), 6%, Fábio Feldmann (PV), 2%. Anai Caproni (PCO), Igor Grabois (PCB), Mancha (PSTU) e Paulo Búfalo (PSOL) não pontuaram.

As cadeiras para o Senado devem ser ocupadas por Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB). Ambos aparecem com 27% dos votos válidos. Aloysio Nunes (PSDB) registra 19%, Romeu Tuma, 12%, e Ricardo Young (PV), 5%. Ciro Moura (PTC) e Moacyr Franco têm 3% cada. Ana Luiza (PSTU), Dirceu Travesso (PSTU) Marcelo Henrique (PSOL) e Serpa (PSB) têm 1% cada. Ernesto Pichler (PCB), Mazzeo (PCB), Afonso Teixeira (PCO) e Dr. Redó (PP) não pontuaram.

A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de setembro e 02 de outubro de 2010. Foram entrevistados 2.002 eleitores em 95 municípios do Estado de São Paulo. O levantamento está registrado no TRE-SP sob o número 89835/2010 e no TSE sob número 33245/2010.

Passageiros andam ‘como sardinha em lata’ em trens de SP

Rede Brasil Atual acompanhou os usuários da Linha 12 – Safira, em horário de pico. Grávidas, crianças e idosos sofrem em trens superlotados
Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Passageiros andam 'como sardinha em lata' em trens de SP Trens trafegam superlotados (Foto: Suzana Vier/Rede Brasil Atual)

São Paulo – Sexta-feira, 6h54 da manhã, mais um trem chega à estação São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. Os bancos da plataforma estão cheios. Dentro dos vagões, a situação não é diferente. Pelas janelas da composição antiga, abertas até a metade, dá para ver os rostos nada animadores de quem está lá dentro. O motorista Vagner Palazolo nem se levanta. Apesar do horário, ele decide aguardar mais um pouco na esperança de um trem mais vazio – é o primeiro de três baldeações que precisa para chegar ao trabalho, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista.

A situação da Linha 12-Safira é característica de passageiros que precisam pegar uma das sete linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na Grande São Paulo. Apenas uma das linhas – a 10-Turquesa (Luz-Rio Grande da Serra) – apresenta menos do que seis pessoas transportadas por metro quadrado em horários de pico. As demais têm até 8,4 passageiros por metro quadrado.

A piora do serviço foi registrada nos últimos 12 meses, segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, em função da expansão das linhas. “Toda vez que a malha é ampliada ou o serviço apresenta melhoras, a demanda aumenta, atraindo novos usuários”, justifica a secretaria. Foram 232 mil pessoas a mais por dia nos trens municipais. O aumento na lotação indica que a capacidade de atendimento foi menor do que a demanda pelo serviço.

Aperto

Na plataforma, quem não tem mais tempo, arma sua estratégia para chegar à estação Brás, região central de São Paulo, onde há integração com o Metrô. “É hora de mirar um porta e torcer para conseguir entrar”, ensina Palazolo. “A gente mira uma porta e aposta nela”, aponta, com o dedo indicador voltado às pessoas que correm para acompanhar a composição que chega.

O trem para. Algumas portas abrem, outras não, mas todas estão lotadas. “O trem vem, mas como e que a gente embarca? Esse é o trem pequeno. Ele abre a porta, mas não tem como entrar e, se você entra, não tem como se mexer”, descreve o motorista. A briga certa, ou com a própria porta, ou com outros usuários. Alguns tentam dificultar a entrada de mais gente, por causa da lotação. “As pessoas estão estressadas, chega aqui e vê essa lotação. Dá briga mesmo”, admite. A composição parte. 

Em dez minutos, uma nova máquina se aproxima. Com a experiência de quem faz o mesmo itinerário há quase dez anos, o motorista decide continuar aguardando mais um trem, mas o horário já está ficando apertado. Mais uma composição chega. Palazolo decidi ir e some, em meio à correria por uma porta vazia. Lá vai o motorista com uma bolsa pequena de mão, onde carrega o uniforme da empresa, que ele torce para não amassar no transporte coletivo.

Homens e mulheres quase se jogam para dentro do trem, caibam ou não no vagão. É como se apostassem na “revogação” da lei da física de que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo. Na última hora, um passageiro tenta embarcar. Um dos pés fica dentro e outro, fora, sobre uma base metálica que serve para reduzir o vão entre o trem e a plataforma. Ele puxa, força, mas não consegue. O tempo passa, e vem o aviso de fechamento das portas. Um segurança ajuda o homem a caber no trem e força a porta a fechar.

Em outro lado, uma mulher não teve a mesma sorte. “É comum ver bolsas ficarem para fora”, comenta a usuária Shirlei Bianca. Desta vez foi o corpo inteiro que ficou fora do vagão. Dois guardas correm, um segura as portas, para mantê-las abertas e outro empurra a mulher para dentro. Só depois que todas as portas estão fechadas, o trem segue, mais cheio do que chegou.

Como ‘sardinha em lata’

Uma jovem de cabelos longos que aguarda nota as pessoas em pé e respira fundo. Atendente de call-center, Adriana de Oliveira está grávida. Quando um novo trem chega à estação, a trabalhadora levanta e escolhe uma porta, mas logo desiste. Decide ir para o início da plataforma, na tentativa de encontrar algum espaço onde possa viajar com mais segurança. “É preciso respirar fundo para entrar nesse trem”, exclama.

Adriana diz que ainda será pior com o andamento da gravidez. “Aí, realmente não sei o que fazer, vou ter de enfrentar, tenho de trabalhar”, indaga. “A gente parece sardinha em lata nesses trens”, compara. Sua nova tentativa tem sucesso e apesar de embarcar em pé, tem algum espaço para se movimentar no vagão.

Sem tirar o pé do chão

Enquanto espera o trem, Cleidiane Silva Reis conta que estava dentro do Metrô que teve problemas na terça-feira (21), e mesmo diante da comoção que o problema causou em toda a cidade, o chefe não compreendeu seu atraso. “Nem todo mundo entende. Meu chefe acha que eu devia ter feito mais, me esforçado mais, para não me atrasar”, descreve.

Ela prevê entrar no próximo trem que chegar à estação São Miguel, porque afinal não pode chegar atrasada. “Lá dentro, a gente tem de aguentar aquele ar quente. Se você entrar com a mão abaixada, depois não consegue levantar, porque não dá para se mexer. É aquela história: se você tirar o pé do chão, não volta mais”, brinca.

Na estação Brás, onde ocorre a interligação com o Metrô, ela explica que é preciso ter mais uma dose de calma, porque vai enfrentar mais espera e dificuldades para embarcar. “São dez ou onze trens para eu entrar. Só indo lá dentro mesmo para ver”, indica a trabalhadora.

Por volta de 7h30, a lotação vai caindo e uma ou duas pessoas conseguem entrar por cada porta, embora os vagões permaneçam lotados. Além de permanecer em pé é preciso ter força nos braços para se segurar no trem.

De terno e viajando no limite entre vagões, Antonio Carlos de Oliveira viaja em pé e dorme, apesar do balanço dos vagões. “Eu aproveito o trem para descansar”, admite. Segundo ele, é preciso aproveitar as duas horas que passa no trem, em seu trajeto de Itaquera até a Mooca, onde trabalha. “É todo dia assim, não muda, então eu prefiro me desligar um pouco para enfrentar o dia”, afirma.

Mãe e filha

A assistente administrativo Rosivania da Silva viaja sentada com a filha Larissa, de 8 anos, deitada no ombro. Nem todo dia é assim. Conseguir um lugar nos trens que ligam a região metropolitana a São Paulo, em geral, depende muitas vezes de estratégias que demandam mais tempo ainda no transporte coletivo.

Rosivania, por exemplo, mora no município de Itaquaquecetuba e apesar de contar com uma estação de trem na cidade, onde ela poderia embarcar diretamente para a capital paulista, ela prefere embarcar no sentido contrário para, no ponto final, fazer a baldeação e seguir na direção necessária. “A gente pega o trem em Calmon Viana para voltar sentada, senão fica até perigoso para minha filha”, explica.

Na semana, Larissa já tinha sofrido dois acidentes, um empurrão e uma cotovelada de outros passageiros. “A lotação é tanta que chega a machucar a menina”, condena a mãe. No final da tarde, no retorno para casa, quando a menina não consegue lugar para sentar, “vai dormindo sentada no chão do trem”, revela Rosivania. Larissa acompanha a mãe para o trabalho desde os dois anos de idade. “Antes não tinha com quem deixar e agora ela estuda em São Paulo”, explica. 

Segundo a assistente administrativo, é comum o trem quebrar durante o percurso, o que obriga os usuários a saírem do transporte e caminharem na linha. “A condução é cara e quebra muito”. “O governo colocou trem novo, mas tirou os antigos, aí não adianta”, analisa a trabalhadora que passa cerca de três horas diárias dentro dos trens da CPTM.

Mais uma viagem terminada, Larissa desperta no Brás. Por sorte, conseguiram viajar sentadas. Rosivania passou a viagem ouvindo música e acariciando o rosto da filha em seu ombro. A estudante adormeceu e acordou várias vezes no vai e vem da máquina nos trilhos. Ainda não chegaram ao destino final. Para evitar a lotação na transferência para o Metrô no Brás, as duas embarcam em um novo trem para a Luz, onde ela trabalha e a filha estuda.

No último trem da manhã, não há lugares disponíveis. Larissa improvisa. Corre para um lugar vazio, mesmo longe da mãe e senta no chão, sorrindo para a mãe perceber onde está. “É triste ver a filha da gente dormindo no trem, mas ela até está acostumada, não reclama. A vida da gente é mesmo difícil”, reflete Rosivânia. Larissa já abaixou a cabeça e tenta mais uma soneca antes de chegar na Luz e o dia de trabalho e estudo começar para as duas. Quando chegam, torcem para que o resto do dia seja bom.

Vox Populi: Mercadante sobe e SP pode ter 2º turno

AE – Agência Estado

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, cresceu 11 pontos porcentuais e abriu a possibilidade de que a disputa ao Palácio dos Bandeirantes possa ser levada ao segundo turno. Pesquisa Vox Populi divulgada hoje, encomendada pelo portal iG e pela TV Bandeirantes, mostra o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, com 40% das intenções de voto, enquanto o petista registrou 28%.

Na pesquisa anterior, veiculada em 16 de agosto, o candidato do PSDB tinha 49% e Mercadante, 17%. A diferença, portanto, caiu de 32 para 12 pontos porcentuais. Pela sondagem divulgada hoje, Celso Russomanno, do PP, tem 9%, seguido por Paulo Skaf (PSB), com 3%. Fabio Feldmann, do PV, teve 2%. Os votos desses candidatos, somados aos de Mercadante, chegam a 42% das intenções de voto, superando a marca de 40% de Alckmin.

Os demais candidatos ao governo de São Paulo não pontuaram. O total de votos brancos e nulos ficou em 7%, e o dos que não sabem ou não responderam em quem vão votar, 13%. A TV Bandeirantes não divulgou o resultado de um eventual segundo turno.

A mostra foi realizada com 1.500 eleitores entre os dias 18 e 21 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo número 31.704/10.



Animado por pesquisa, Mercadante cola em Lula por 2º turno em SP

 

Por: Jéssica Santos de Souza, Rede Brasil Atual

Animado por pesquisa, Mercadante cola em Lula por 2º turno em SP (Lula e Mercadante em comício em Campinas, no sábado. Para o presidente, eleger petista em SP é “questão de honra” (Foto: Cesar Ogata)

São Paulo – O candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante (PT), aposta na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para levar a eleição no estado para o 2º turno. Lula e a candidata a presidência Dilma Rousseff têm participado de mais comícios no estado. Uma pesquisa divulgada no sábado (18) pelo jornal Diário de S.Paulo reforçou as esperanças dos aliados do senador.

No programa eleitoral de Mercadante, desta segunda-feira (20) a tarde, foram vinculadas imagens do comício realizado no sábado (18) em Campinas.  Mercadante estava acompanhado de Dilma e Lula que pediram votos ao candidato.

“É uma questão de honra a gente eleger esse companheiro governador de São Paulo. Não é possível que o Estado mais rico da federação, que o Estado que deveria ser exemplo de politização desse País, possa ter um retrocesso votando em alguém que não tem a alma do povo brasileiro (…) Esse companheiro pode fazer muito mais”, disse Lula.

2º turno

No sábado, foi divulgada uma pesquisa Ipespe/Diário de S.Paulo que indica um cenário mais favorável a Mercadante. Alckmin aparece com 46% das intenções de voto e Mercadante 26%, os demais candidatos juntos têm 13%.

A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que o candidato do PSDB tem entre 42,8 e 49,2% e a soma dos demais candidatos fica entre 35,8 e 42,2%. Em um cenário a diferença entre Alckmin e os adversários seria menor que um ponto percentual, em outro cenário Alckmin se elegeria com uma diferença de 13,4%.

Para uma eleição ser vencida em primeiro turno, os votos em um candidato tem que superar todos os votos efetivamente dados para os adversários. Votos brancos e nulos são desconsiderados da conta de “votos válidos”.

A avaliação da campanha é de que o candidato do PT ainda devará crescer até o nível das votações tradicionais do seu partido no estado. O PT tem tido em torno de 30% dos votos nas eleições passadas. Em 2002 José Genoíno teve 32% e Mercadante alcançou 31,7% em 2006.

Em pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira (20), Alckmin aparece com 48% dos votos e venceria no 1º turno se as eleições fossem hoje. O segundo colocado, Mercadante,  registrou 24%

Pesquisa Diário/Ipespe: #Mercadante rumo à #ViradaPaulista

Levantamento DIÁRIO/Ipespe divulgada neste sábado (18/09) mostra que a eleição para o governo de São Paulo está a sete pontos do segundo turno. A pesquisa mostra Geraldo Alckmin, do PSDB, com 46% das intenções de voto, contra 26% de Aloizio Mercadante. Os demais candidatos juntos têm 13%. Somando todo o bloco, são 39% das intenções de voto.

A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que o candidato do PSDB tem entre 42,8 e 49,2% e a soma dos demais candidatos fica entre 35,8 e 42,2%, ou seja, no limite da margem de erro.

Na sondagem anterior, o tucano tinha 48% e agora desceu dois pontos. Já Mercadante oscilou dois pontos para cima, passando de 24% para os atuais 26%.

O instituto Ipespe é dirigido por Antonio Lavareda, especialista em pesquisa e marketing político. Ele trabalhou durante boa parte de sua carreira com o PSDB.

DATAFOLHA SÃO PAULO. Na pesquisa espontânea Alckmin (26%) cai 2 pontos e Mercadante (15%) e diferença é de 11%

Com 49%, Geraldo Alckmin (PSDB) mantém vantagem em SP na pesquisa estimulada. Mercadante (PT) não mantém ascensão

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) conseguiu manter a vantagem para seus principais adversários na disputa pelo governo de São Paulo e, com 49% das intenções de voto, segue como favorito para vencer a eleição já no primeiro turno, aponta pesquisa Datafolha realizada entre os dias 8 e 9 de setembro. Seu oponente mais próximo, Aloizio Mercadante (PT), não conseguiu sustentar a ascensão verificada nos dois últimos levantamentos do Datafolha e aparece com 23% da preferência do eleitor paulista, oscilação negativa de um ponto em relação à pesquisa feita entre os dias 2 e 3 deste mês. Desde o início do horário eleitoral gratuito, em 17 de agosto, o petista havia crescido oitos pontos, segundo pesquisas Datafolha concluídas em 24 de agosto e 3 de setembro, e, com isso, diminuído de 38 pontos para 26 pontos a vantagem de Alckmin.

Com a distância de 26 pontos apontada pelo atual levantamento, o tucano seria eleito já no primeiro turno. Isso porque alcançaria 57% dos votos válidos para o governo de São Paulo enquanto seus adversários, somados, teriam 44%. No cálculo de votos válidos, a taxa de votos brancos, nulos e indecisos é distribuída proporcionalmente segundo o percentual de intenção de voto de cada candidato. É essa a contagem feita pela Justiça Eleitoral para declarar o vencedor da eleição.

Foram ouvidos 2111 eleitores, com 16 anos ou mais de idade, em 60 municípios do Estado de São Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos

Na terceira colocação na disputa em São Paulo, Celso Russomanno (PP) aparece com 9% das intenções de voto, oscilação de dois pontos sobre os 7% obtido na pesquisa anterior. Com 3%, Skaf (PSB) também se mantém estável. Mancha (PSTU), Paulo Búfalo (PSOL) e Fábio Feldman (PV) foram apontados, cada um deles, por 1% dos eleitores. Anaí Caproni (PCO) e Igor Grabois (PCB) foram citados, mas não atingiram 1%. A taxa de votos em branco ou nulos é de 5%. Declararam não saber em quem votar 8%.

Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os cartões com os nomes dos candidatos aos entrevistados, o nome de Alckmin é mencionado por 26% dos eleitores, oscilação para baixo de dois pontos em relação à pesquisa Datafolha anterior. Mercadante se manteve com 15% das intenções espontâneas.

Na comparação com o levantamento anterior, oscilou para cima a distância entre Alckmin e Mercadante entre os eleitores da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, que era de 23 pontos e agora está em 25 pontos. Nas cidades do interior, a vantagem do tucano que era 30 pontos diminuiu para 27 pontos.

O eleitorado jovem continua sendo o segmento mais disposto a votar no ex-governador. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, ele tem 57% das intenções de voto. Mercadante tem seu pior desempenho (15%) nessa fatia do eleitorado. O petista viu seu eleitorado mais forte mudar da faixa etária de 35 a 44 anos – onde tem 23%, ante 29% na pesquisa anterior – para a que abrange eleitores entre 45 a 59 anos – nessa faixa, alcança 29%, ante 26% na semana passada. Alckmin se sai pior (44%) nessa faixa de idade.

Na segmentação do eleitorado de acordo com a escolaridade, Alckmin perdeu votos entre aqueles com nível superior (tinha 57% e agora aparece com 51%). Parte dessas intenções de voto migrou para Russomano (que foi de 4% para 7%) e parte para a fatia dos que não têm candidato ou estão indecisos (a soma dessas manifestações passou de 7% para 10%).

Russomano também ganhou espaço entre os mais pobres. Na pesquisa passada, o candidato do PP era o preferido para governar São Paulo por 6% dos eleitores com renda familiar mensal de até dois salários mínimos. Agora, tem 10%. Alckmin, por outro lado, caiu de 49% para 46% nesse segmento, seu pior desempenho quando considerada a renda obtida pelos eleitores. Mercadante tem votação abaixo de sua média geral entre os mais ricos, com renda familiar mensal superior a dez salários mínimos. Obtém 18% dos votos desses eleitores, índice que oscilou dois pontos para baixo desde o levantamento anterior.

Mancha segue como o candidato mais rejeitado pelos paulistas: 30% dos eleitores não votariam de jeito nenhum no candidato do PSTU. Mercadante tem o segundo índice de rejeição mais alto (24%). A seguir, em ordem decrescente, aparecem Paulo Búfalo (21%), Skaf (20%), Alckmin (19%), Russomano e Igor Grabois (18%, cada), Anaí Caproni (16%) e Fábio Feldman (14%). Não rejeitam nenhum deles 11% dos eleitores, enquanto 3% rejeitam todos. A capital paulista é onde o candidato do PT é mais rejeitado (27%). Essa rejeição ao petista também fica acima da média entre os mais escolarizados (34%) e entre os mais ricos – nesse segmento, subiu de 31% para 39%. Já Alckmin viu sua rejeição aumentar de 16% para 19% entre os eleitores do interior do Estado e tem rejeição acima de sua média entre aqueles com nível superior (22%).

Em eventual segundo turno na disputa pelo governo paulista entre Alckmin e Mercadante, o tucano é escolhido por 59% dos eleitores, enquanto 32% optam pelo petista. Votos em branco ou nulos, nesse caso, somam 5%, enquanto 4% disseram estar indecisos.

Netinho (PC do B) lidera disputa pelo senado ao lado de Marta Suplicy (PT)
Tuma (PTB) também se beneficia de saída de Quércia e sobe seis pontos

O cantor e vereador Netinho (PC do B) lidera pela primeira vez a disputa por uma das duas vagas de São Paulo para o Senado. Com 36% das intenções de voto, ele está tecnicamente empatado com sua colega de coligação, Marta Suplicy (PT), que aparece com 35%, segundo pesquisa Datafolha realizada entre 8 e 9 de setembro, após a retirada da candidatura de Quércia (PMDB) por problemas de saúde. No levantamento anterior, feito entre 2 e 3 de setembro, o peemedebista ainda estava na disputa e, com 26% das indicações de voto, aparecia em situação de empate técnico com o candidato do PC do B, que tinha 28%. Marta aparecia com 33% da preferência dos eleitores na pesquisa anterior.

O atual levantamento mostra que os votos de Quércia foram distribuídos entre quase todos os principais candidatos na disputa. Um dos mais beneficiados foi o senador Romeu Tuma (PTB), que no levantamento anterior era apontado para o Senado por 15% dos eleitores. Agora, tem 21%. Tuma também enfrenta problemas de saúde e está internado desde a semana passada, mas, segundo seu partido, não irá desistir da candidatura.

Herdeiro do tempo de TV e rádio do candidato do PMDB no horário eleitoral gratuito, Aloysio Nunes (PSDB) teve alta de quatro pontos e está com 16% das intenções de votos para o Senado. Ciro (PTC) aparece com 12%, oscilação para cima de um ponto. Está empatado tecnicamente com Moacyr Franco (PSL), que tem 9%, três pontos a mais do que na pesquisa anterior. A seguir vêm Ana Luiza (PSTU), com 4%, Ricardo Young (PV), com 3%), Serpa (PSB), Marcelo Henrique (PSOL) e Dirceu Travesso (PSTU), cada um deles com 2%, e Afonso Teixeira (PCO) e Mazzeo (PCB), com 1%, cada. Os candidatos Doutor Redó (PP) e Ernesto Pichler (PCB) não alcançaram 1% das intenções de voto.

Indicaram voto em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos para uma das vagas 11% dos eleitores. Outros 7% afirmaram que irão votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos para as duas vagas de senador. A taxa de indecisos para uma das vagas é de 25%, enquanto 14% têm dúvidas sobre quem votar para as duas vagas.

Ex-prefeita de São Paulo, Marta tem 44% das citações na capital paulista, onde lidera a disputa. No interior, a petista fica atrás de Netinho, que tem 37%, ante os 32% obtidos por ela. Na capital, o cantor tem 33%. Netinho tem seu melhor desempenho entre eleitores com idade entre 25 e 34 anos, faixa na qual atinge 42% das intenções de voto. Marta também tem mais votos (39%) nesse segmento do que nos demais. Entre os mais velhos, com mais de 60 anos, Netinho tem 35% de preferência para um dos votos de senador, a maior entre todos os candidatos. Nesse segmento, a candidata do PT tem 27% das intenções de voto.

Com 41% dos votos entre os eleitores com renda familiar mensal de até dois salários mínimos, Netinho lidera nesse segmento, assim como entre os eleitores que estudaram até o ensino fundamental (43%). Sua companheira de coligação consegue melhor desempenho entre os eleitores com renda familiar mensal entre 5 e 10 salários mínimos (41%). Entre os mais ricos, Marta obtém 33%, mesmo índice de Aloizio Nunes. Já entre os eleitores com ensino superior, a candidata do PT fica à frente, 35%, seguida pelo tucano, que alcança 30% nesse segmento.

Os eleitores paulistas da candidata do PT à presidência, Dilma (PT), dão preferência para Marta (57%) e Netinho (50%) para o Senado. Já os que indicam voto em José Serra (PSDB) têm preferência mais diluída: 30% optam por Aloysio Nunes, 29%, por Netinho, 26%, por Tuma, e 19%, por Marta. Na pesquisa anterior, quem liderava entre os eleitores de Serra era Quércia, com 38% das intenções de voto.

Apesar de estarem em uma coligação de oposição, Netinho e Marta também lideram entre aqueles que irão votar em Geraldo Alckmin para o governo de São Paulo – ele alcança 31% nesse grupo, e a petista, 28%. Já o senador Romeu Tuma tem 26% dos votos dos alckmistas, enquanto o tucano Aloysio Nunes fica com 24%. No levantamento anterior, também era Quércia, com 36%, quem estava na frente entre os que votam em Alckmin para governador.

São Paulo 10 de setembro de 2010

Pesquisa Datafolha: Vantagem de Dilma supera 31 milhões de votos

do Brasília Confidencial

DILMA3    A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, alcançou vantagem de 23 pontos percentuais sobre o candidato das oposições ao Governo Lula, José Serra (PSDB), de acordo com a mais recente pesquisa realizada pelo instituto Datafolha para a Rede Globo e o jornal Folha de São Paulo. Entrevistados 11.660 eleitores em 414 municípios, na quarta e na quinta-feira, Dilma obteve 50% das intenções de voto – mesmo índice da pesquisa anterior – enquanto Serra oscilou de 28% para 27%. Marina Silva oscilou de 10% para 11%. 

    Convertidos os índices em números, Dilma teria 67,9 milhões; Serra ficaria em 36,6 milhões e Marina teria aproximadamente 15 milhões. Os 23 pontos de vantagem de Dilma sobre Serra equivalem a mais de 31,2 milhões.

    Calculados os votos válidos, segundo o Datafolha, Dilma teria 56% e conquistaria a Presidência da República já no primeiro turno. Para a hipótese de 2º turno, a simulação do Datafolha apontou 56% para a candidata do PT e 35% para o presidenciável do PSDB.

DISPUTAS ESTADUAIS

    Ontem, tanto o Datafolha quanto o Ibope divulgaram resultados de novas pesquisas sobre as eleições para governador.

 

PARANÁ

    A vantagem de Beto Richa (PSDB) sobre Osmar Dias (PDT), segundo o Datafolha, caiu de 13 para 6 pontos. Richa caiu de 47% no fim de agosto para 44%, nesta semana, enquanto Dias subiu de 34% para 38%. Perdeu força a hipótese de eleição do tucano no primeiro turno.

PERNAMBUCO

    Também de acordo com o Datafolha, o governador Eduardo Campos (PSB) tem 63% das intenções de voto. Jarbas Vasconcelos (PMDB) obteve 21%.

DISTRITO FEDERAL

    O candidato do PT, Agnelo Queiroz, abriu vantagem de 11 pontos sobre o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), ameaçado pela Lei da Ficha Limpa. O Datafolha apontou 44% para Agnelo e 33% para Roriz.

RIO GRANDE DO SUL

    O ex-ministro Tarso Genro, candidato do PT, obteve 42% das intenções de voto. Ele tem vantagem de 16 pontos sobre José Fogaça (PMDB) e de 29 pontos sobre a governadora Yeda Crusius (PSDB), de acordo com o Datafolha.

BAHIA

    Pesquisa do Ibope reafirma a liderança do governador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), com 49% das intenções de voto. O ex-governador Paulo Souto (DEM) aparece com 15% e o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) com 12%.

SÃO PAULO

    A diferença entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT) caiu de 31 para 24 pontos percentuais, segundo o Ibope. Alckmin caiu de 51% para 46% das intenções de voto. Mercadante oscilou de 20% para 22%. 

 

RIO DE JANEIRO

    Pesquisa Ibope mostra que Sergio Cabral (PMDB) tem 57%. Fernando Gabeira (PV) tem 14%.

SANTA CATARINA

    Raimundo Colombo (DEM) assumiu a dianteira com 34% das intenções de voto, de acordo com o Ibope. Angela Amin (PP) aparece com 27%, e Ideli Salvatti, do PT, com 15%.

GOIÁS

    Marconi Perillo (PSDB) aparece com 42% na pesquisa Ibope. Íris Rezende (PMDB) tem 33%

PIAUÍ

    Wilson Martins (PSB) lidera a disputa com 34%, contra 27% de Sílvio Mendes (PSDB) e 23% de João Vicente (PTB).

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