Noroeste Paulista, Urânia realiza marcha, manifestação de combate a violência, exploração, e abuso sexual à Criança e ao Adolescente

Publicado originalmente na folhadonoroeste

 
Aconteceu na última terça-feira (17), às 8h a marcha de manifestação ao combate a violência e ao abuso sexual à Criança e ao Adolescente, que iniciou na Praça Stelio Machado e percorreu toda a Avenida Conselheiro Antonio Prado e Rua 14. A marcha foi organizada pelo Governo Municipal por meio da secretaria da Ação Social em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (CREAS) e o Centro Especializado de Assistência Social (CRAS).
A primeira-dama Claudete Favaleça fez questão de estar presente e ressaltou a importância de ser combater a violência e o abuso sexual contra a criança e ao adolescente. “Queremos sensibilizar e mobilizar toda a nossa sociedade para que juntos possamos enfrentar e tentar solucionar esta cruel realidade”, afirma.
Segundo a secretária da Ação Social, a marcha faz parte da programação da Semana do Enfretamento e Combate a Violência e ao Abuso Sexual à criança e ao adolescente. “Durante toda a semana aconteceram palestras e debates pertinentes ao tema”, disse.
Após a caminhada foi realizado uma atividade na praça Stelio Machado unindo toda a comunidade em prol a semana.

Gilmar Mendes pode ter concedido visto para impunidade de Abdelmassih


O médico de origem libanesa Roger Abdelmassih (foto), 67 anos, condenado em primeira instância a 278 anos de prisão por estupros em série, pode ter aproveitado o habeas corpus concedido com parecer favorável do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e fugido para sempre do Brasil.

Caso ele tenha fugido para o Líbano, conforme suspeita da polícia, o país não tem acordo de extradição com o Brasil e seria muito difícil que a Justiça consiga o retorno para o cumprimento da pena. Mesmo que seja preso pela Interpol, o Líbano pode negar a extradição.

Abdelmassih está foragido há mais de quatro meses. A única pista da polícia até o momento é que ele poderia ter saído do Brasil pela fronteira com o Paraguai, comprado um passaporte falso no Uruguai e seguido para a Ásia.

As investigações acerca dos crimes cometidos pelo médico começaram em 2008, quando ex-pacientes, de vários estados brasileiros, na faixa etária dos 30 aos 45 anos, procuraram o Ministério Público e a Folha de S.Paulo publicou matéria sobre o caso.

Mais de 200 pessoas foram ouvidas no processo. Entre elas, 130 testemunhas de defesa e 35 mulheres que relataram ataques sexuais, após terem sido sedadas por Abdelmassih em sua clínica de fertilização. Ele ficou preso entre agosto e dezembro de 2009, mas conseguiu o direito de responder em liberdade,concedido pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

No fim de 2010, a juíza Kenarik Boujikian Felippe, da 16ª Vara Criminal de São Paulo, determinou a prisão do médico quando a Polícia Federal informou que ele tentava renovar o passaporte.

Na época, o advogado de Abdelmassih, José Luís de Oliveira Lima, negou que ele quisesse fugir e alegou que a renovação do documento é permitida por lei. Lima diz que espera a condenação chegar à segunda instância para apresentar defesa e tentar inocentar o cliente “de todas as acusações”.

Fonte: Brasília Confidencial

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