Neste domingo, o Brasil se chama São Paulo


Em São Paulo e em Campinas, o eleitor foi apresentado a dois candidatos do PT que deram rosto a algo que faz sentido nas suas vidas. Assim não fosse, essas candidaturas não se sustentariam. Uma prova da fragilidade das imagens descarnadas é o desastre espetacular chamado Russomano, um pedagógico exemplo de que rosto e espetáculo não constituem nem ameaçam o poder. É porque o que eles representam faz sentido e está presente nas vidas dos eleitores que as suas candidaturas não apenas cresceram, como floresceram e apontam para uma inesperada e bem vinda renovação do PT, e justamente no estado de São Paulo, o reduto da hoje crepuscular oposição.

Katarina Peixoto

Prestem atenção, nem que por misericórdia, nestas afirmações: Lula é o grande derrotado das eleições de 2012; o grande vencedor é Eduardo Campos, ele foi até assunto na The Economist; o PT acabou: o julgamento do mensalão pôs um fim à hegemonia que saqueou o estado brasileiro e mergulhou a sociedade num pesadelo de corrupção; você vai querer me dizer que o PT é inocente? Ora veja, para condenar alguém, numa acusação de quadrilha, não se precisa de prova direta e, vale dizer, boato e fofoca têm a mesma eficácia de prova direta. Quantos anos de cadeia para esses corruptos? 40, 15, muito pouco. Vejam, Dilma não pode ser confundida com Lula: o seu governo é medíocre e a sua possibilidade de acumular votos ou apoio não pode depender de um partido que está praticamente derrotado e será destruído, com o julgamento do mensalão. Agora, Aécio entrou de vez na campanha municipal deste ano; Aécio, não um poste qualquer, uma pessoa que nada tem a ver com o jogo, um neófito, esse Márcio Pochmann, por exemplo.

Nenhuma dessas coisas foi inventada por mim. Todas foram ditas, com mais ou menos literalidade, pelos colunistas políticos que se dedicam, segundo falam, a noticiar e comentar os principais “fatos” políticos. A relação semântica entre o que é dito acima e a realidade político-eleitoral que se encerra amanhã, no Brasil, é de pane total. Uma perspectiva ingênua, crente no sonho de Montesquieu da tripartição dos poderes do estado, poderia argumentar que a independência do judiciário em relação ao andar das coisas no executivo e no legislativo do país explicaria a aparente falta de relação entre esse julgamento e o atual processo eleitoral. Mas se tem uma coisa que ninguém que pretenda respeitar o esclarecimento pode reivindicar, a título de qualquer tentativa de defesa, a estas alturas, é a ingenuidade.

A inocência é o pior dos defeitos que se pode cultivar na luta pelo esclarecimento. Se tem algo de irredutível na experiência de dois mandatos e meio do PT na presidência da república é isso. A Política, como se sabe, habita e contamina o reino que se situa entre a inocência perdida e a delinquência negada. Não é requerido e é mesmo indevido que se espere que monopólios ou veículos de comunicação que emprestam carros a sessões de tortura digam a verdade ou tenham respeito pela realidade. Monopólio e tortura são propriedades da delinquência. Tampouco é requerido e menos ainda devido que se abrace a delinquência em nome de uma amadurecida não-inocência inventada em contraposição a uma igualmente inventada propriedade angelical que teria estado presente em algum momento do passado do PT ou da esquerda. Quer dizer, não é a Rede Globo e a Folha de São Paulo que devem ser exigidos e denunciados como delinquentes, enquanto se louva o obscurantismo inventado para combater uma inocência jamais havida. É com isso em mente que faz sentido dizer que é o governo federal, na terceira gestão de um projeto político, o grande vencedor com a sigla partidária do PT, nestas eleições.

E é em São Paulo e em Campinas que essa tese ganha força. É em duas candidaturas oriundas não do PT como partido político, mas das experiências Lula e Dilma, que se torna irredutível o tamanho da vitória que se avizinha. Demorou, mas o Brasil chegou em São Paulo e, neste domingo, as duas maiores cidades do estado de São Paulo e uma das maiores cidades do mundo se aproximam de uma eleição nacional. Amanhã, o nome do Brasil é São Paulo. E não é justo nem verdadeiro dizer que Lula é o grande vencedor destas duas irredutíveis vitórias políticas, a serem eleitoralmente confirmadas, neste domingo.

Fernando Haddad e Márcio Pochmann podem se tornar prefeitos não porque Lula os escolheu e os pôs lá, como fossem bonecos ou “postes”. Esses dois doutores, oriundos da universidade pública brasileira, são de uma geração política que se tornou dirigente nos governos petistas de Marta (caso de Pochmann) e de Lula.

Haddad se tornou conhecido porque foi um bom ministro da Educação. Pochmann, porque transformou o IPEA e porque, em momento algum, parou de pensar o tamanho dos problemas do país que acompanham ou interpelam os seus avanços. Haddad é o gestor responsável pela mudança na universidade brasileira e na relação desta com a cidadania. Será preciso décadas ainda para que o impacto das cotas, da ampliação dos campi e do número de vagas nas universidades públicas e do PROUNI seja analisado com o tamanho e a força civilizatória devidos. Por ora, o que há são dados preliminares e uma mudança de paisagem e de produtividade no ensino e pesquisa universitária brasileira, que poderiam estar melhor, com servidores e professores mais bem remunerados, mas que, de fato, saiu da treva em que o tucanato os tinha afundado.

Pochmann se tornou conhecido por sua atividade intelectual e como pesquisador, sobretudo a partir da presidência bem sucedida no IPEA. E isso, por si só, torna a sua candidatura extraordinária; é como se a República de Platão fosse, de uma maneira a um só tempo promissora e historicizada, instanciada numa candidatura que abraça o líder popular e a atual presidenta e defende como programa de governo “uma cidade do conhecimento”.

Sim, é preciso uma certa misericórdia para escutar ou ler ou assistir à turma que comunica e desinforma a respeito desses fatos. O que a candidatura de Haddad e a de Pochmann representam não é o PT, apenas, não é a esquerda, enquanto tal; eles representam uma experiência de governo: as suas campanhas são campanhas que se estruturam com programas referidos e reivindicados num governo, numa experiência governamental. Lula e Dilma são cabos eleitorais porque eles, os candidatos, trabalharam junto, num governo, isso mesmo, num governo.

Nada nesse processo é trivial e menos ainda comum. Nunca aconteceu algo assim, dessa dimensão, em tão longevo período de estabilidade democrática, dentro das regras do jogo, portanto.

Em São Paulo e em Campinas, o eleitor foi apresentado a dois candidatos do PT que deram rosto a algo que faz sentido nas suas vidas. Assim não fosse, essas candidaturas não se sustentariam. Uma prova da fragilidade das imagens descarnadas é o desastre espetacular chamado Russomano, um pedagógico exemplo de que rosto e espetáculo não constituem nem ameaçam o poder. É porque o que eles representam faz sentido e está presente nas vidas dos eleitores que as suas candidaturas não apenas cresceram, como floresceram e apontam, hoje, para uma inesperada e bem vinda renovação do PT, e justamente no estado de São Paulo, o reduto da hoje crepuscular oposição.

A última semana das eleições, por Marcos Coimbra

Enviado por luisnassif,

A Última Semana

Marcos Coimbra

Termina no próximo domingo a eleição municipal de 2012. Em 50 cidades, os eleitores voltam às urnas para votar em um dos candidatos a prefeito que disputam o segundo turno.

Entre essas, na maior cidade brasileira e outras 16 capitais estaduais.

Foram as eleições mais conturbadas desde a redemocratização. Por decisão sem fundamento técnico, o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu fazer o julgamento do “mensalão” exatamente no meio do período eleitoral.

O ápice dessa “coincidência” ocorre ao longo desta semana, que os ministros consideram adequada para terminá-lo.

Para não atrapalhar a viagem ao exterior do Relator – certamente de importância fundamental para o País -, vão deliberar a respeito das penas aos condenados nas vésperas da eleição. Em tempo de preparar as manchetes dos últimos dias.

E ainda há quem se preocupe em silenciar os carros de som nessa hora, para que não perturbem os eleitores enquanto refletem sobre sua decisão final!

Parece que o Judiciário não se incomoda que o julgamento interfira na eleição. Como disse o Procurador-Geral da República em inacreditável pronunciamento, acha até “salutar”.

Os principais veículos da indústria de comunicação dedicaram ao julgamento uma cobertura privilegiada. Na televisão, no rádio, na internet, nos jornais e revistas, foi, seguramente, maior que aquela que a eleição recebeu.

Só os muito ingênuos acreditariam que a grande imprensa foi movida por objetivos morais, que estava genuinamente preocupada com as questões éticas suscitadas pelo “mensalão”. Basta conhecê-la minimamente, saber quem são seus proprietários, articulistas e comentaristas, para não ter essa ilusão.

E lembrar seu comportamento no passado, quando fatos tão graves quanto os de agora – ou mais – aconteceram sob seu olhar complacente.

Como mostra nossa história moderna – desde o ciclo Vargas aos dias de hoje, passando pelo golpe militar de 1964 e a ditadura -, a grande imprensa brasileira escolhe lado e não hesita em defendê-lo. Tem amigos e adversários.

A uns agrada, aos outros ataca.

No julgamento do “mensalão”, a discussão ética sempre foi, para ela, secundária. O  que interessava era seu potencial de utilização política.

Seria engraçado imaginar uma situação inversa, na qual os denunciados não fossem “lulopetistas” e sim representantes dos partidos que hoje estão na oposição. Se o STF fizesse como faz agora, não mereceria o coro de elogios que ouve, não seria tratado como bastião da moralidade.

Seus ministros, ao invés de receber tratamento de heróis, estariam sendo achincalhados.

Especialmente os indicados por Lula e Dilma. Pobres deles! Cada voto que emitissem contra um oposicionista seria suspeito (o que ajuda a entender porque, no caso concreto, exatamente esses se sintam no dever de ser punitivos ao máximo).

Nunca foi tão apropriada a teoria de que a eleição municipal é a ante-sala da presidencial. Não para a maioria do eleitorado, que não pensa assim. Mas para a oposição – nos partidos políticos, na mídia, no Judiciário, na sociedade.

Fizeram tudo que podiam para transformar as eleições em uma derrota para Lula e o PT. Imaginaram que os dois sairiam delas menores, derrotados nos principais embates. E que, assim, chegariam à eleição que interessa, a presidencial de 2014, enfraquecidos.

Não foi isso que ocorreu nos confrontos que terminaram no dia 7 de outubro. Pelo contrário. Se as pesquisas de agora forem confirmadas, não é isso que ocorrerá no próximo domingo.

Goste-se ou não do ex-presidente e de seu partido, é um fato. E contra fatos, não há argumentos.

Nota final PSOL Campinas – triste! Ate o candidato a prefeito discordou do muro deles

Nota final do Psol municipal sobre segundo turno em Campinas

Frente às questões já indicadas anteriormente pelo PSOL sobre o segundo turno e dos resultados das conversas entre as direções do PT e do PSOL, o diretório municipal do Partido Socialismo e Liberdade debateu as propostas de voto crítico em Márcio Pochmann e de voto nulo. No final houve empate entre ambas propostas. Diante disso o diretório municipal deliberou pela liberação da militância do partido para que tome decisão entre estas duas propostas.

Diretório Municipal do PSOL Campinas 18 de outubro de 2012

Aos Eleitores do Psol

Eu, Arlei Medeiros, me dirijo aos eleitores do PSOL , primeiro para agradecer os votos de confiança nas eleições 2012. E aproveito para responder sobre o meu posicionamento quanto ao segundo turno.

Na nota oficial do PSOL Campinas, divulgada no dia 10 de outubro decidimos não manifestar apoio algum ao candidato Jonas Donizete por representar um projeto antagônico ao PSOL. Reafirmamos nossas diferenças com o PT, de Marcio Pochmann, mas consideramos que poderíamos dialogar com algumas propostas apresentadas pelo programa de Márcio, entre elas: a não instalação do pedágio urbano, aumentar significativamente o investimento na saúde (com a defesa do SUS 100% público e estatal, a municipalização do Hospital Ouro Verde e implementação da jornada de 30 horas, valorização do serviço público, com abertura de concursos em contraposição às terceirizações e privatizações; defesa da educação pública, com creche em período
integral para todos e cumprimento da Lei 11.738/2008 (referente à jornada dos profissionais da educação) e implantação dos preceitos do PL 597/2007, assim como promover as monitoras em educadoras; respeito ao direito de greve do funcionalismo, com compromisso de não repressão; enfrentar a situação do lixo e fazer auditoria da dívida e a redução dos cargos comissionados e de confiança.

Diante de um retorno da Campanha de Márcio Pochmann que assumiu o compromisso de executar e valorizar os pontos acima como meta de governo, eu Arlei Medeiros, declaro voto crítico ao Marcio Pochmann. Campinas não merece mais sofrer com o desmonte do serviço público, com a privatização e sucateamento.

Ressalto que conforme decisão de diretório nenhum militante do PSOL fará parte do próximo governo e não reivindica nenhum cargo na futura administração. Também reafirmamos que atuaremos na Câmara como oposição de esquerda, mantendo a defesa do programa que apresentamos à população durante as eleições e manteremos uma postura autônoma e independente em relação ao Executivo, a exemplo da atuação de nossa bancada parlamentar no Congresso Nacional e caso os compromissos acima não sejam aplicados estaremos nas ruas junto ao povo de Campinas cerrando fileiras por um cidade Justa e sustentável.

Arlei Medeiros.

Presidente PSOL- Campinas

Pupin – PSDB tem 45%, e Enio Verri – PT, 43%, aponta Ibope em Maringá

Do G1 PR

O Ibope divulgou, nesta sexta-feira (19), a primeira pesquisa de intenção de votos sobre o segundo turno para a disputa pela Prefeitura de Maringá, no norte do Paraná.

A pesquisa foi encomendada pela RPC TV.

Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada:
Pupin (PP) – 45%
Enio Verri (PT) – 43%
Branco/nulo – 6%
Indecisos – 6%

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 18 de outubro. Foram entrevistadas 805 pessoas na cidade de Maringá. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), sob o número 00685/2012.

Veja os número do Ibope, considerando os votos válidos:
Pupin (PP) – 51%
Enio Verri (PT) – 49%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

No primeiro turno, Pupin teve 42,36% dos votos válidos, e Enio Verri ficou com 35,02%.

Marina Silva sela apoio a Marcio Pochmann em Campinas

A ex-senadora Marina Silva, atualmente sem partido, gravou declaração de apoio ao candidato do PT à prefeitura de Campinas, Márcio Pochmann, e visitará a cidade na próxima semana para assinar uma carta de compromis­so.

Pochmann conversou com Marina, que topou gravar depoimento e participar da campanha, após ele se comprometer a tratar das questões ambientais e de sustentabilidade como prioridade. No depoimento que gravou na quarta- feira, em São Paulo, Marina decla­ra ter convicção de que Pochmann é o candidato que mais tem condi­ções de se comprometer com um novo modelo de desenvolvimento, em que as questões ambientais não sejam tratadas de maneira tópica. Terceira colocada nas elei­ções de 2010, com 19,6 milhões de votos, o apoio de Marina é estra­tégico. A aproximação entre ela e Pochmann foi feita pelo ex-deputa­do federal Luciano Zica (PT), um dos coordenadores da campanha em 2010.

Pesquisa mostra empate em Campinas

 

Jonas tem 42,8% das intenções

A nove dias do segundo turno, Jonas Donizette (PSB) e Marcio Pochmann (PT), candidatos a prefeito de Campinas, estão empatados tecnicamente na preferência do eleitorado. Segundo a pesquisa UP (Unidade de Pesquisas)/TodoDia, Jonas recebeu 42,8% das intenções de voto, enquanto Marcio teve 40,3%.

A diferença, de 2,5 pontos percentuais, está dentro da margem de erro, que é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi realizado entre anteontem e ontem e ouviu 804 eleitores,

Entre os eleitores entrevistados, 6,1% afirmaram que irão anular seu voto no dia 28 de outubro e outros 10,8% não sabem em quem vão votar. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número 01875/2012.

No primeiro turno, Jonas foi o primeiro colocado com 245.217 votos (47,6% dos votos válidos), enquanto Marcio conseguiu levar o pleito para o segundo turno ao obter 147.130 votos (28,5%).

Para o analista e diretor do instituto UP, Sidney Kuntz, a eleição em Campinas está totalmente aberta. Os candidatos estão em empate técnico dentro da margem de erro. Ainda não dá para se crava nada a dez dias do segundo turno , afirmou.

Segundo Kuntz, o resultado no dia 28 vai depender da performance dos candidatos nos debates que serão realizados até os últimos dias antes do pleito.

Os debates assumem papel de grande importância pois, diferente do primeiro turno, são dois candidatos cara a cara. Aquele candidato que apresentar as propostas mais convincentes e exequíveis, que demonstrar credibilidade, confiança e não titubear ao ser questionado pelo adversário, deve levar vantagem .

Para o analista, tanto o fato de Jonas estar alinhado ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) quanto ao fato de Marcio ter os apoios do ex-presidente Lula e da presidente Dilma, que devem estar em Campinas amanhã, trazem credibilidade às campanhas.

De acordo com Kuntz, o segundo turno é uma outra eleição. Acontece de tudo. Se espera que quem votou no Jonas continue com ele, mas ao mesmo tempo, aquele que votou no Marcio e achava que ele não tinha chances, começa a acreditar mais .

O especialista afirmou ainda que o mensalão não influencia no voto em uma eleição municipal. O eleitor imagina e está muito mais interessado no que é bom para ele no município .

PROJEÇÃO

A pesquisa UP/TodoDia divulgada na véspera do primeiro turno já sinalizava uma possível disputa em segundo turno entre Jonas e Marcio. No levantamento realizado entre os dias 1º e 3 de outubro, o candidato do PSB apareceu com 41,2% das intenções de voto, enquanto o petista foi indicado por 20,2% dos eleitores ouvidos.

O candidato do PT foi o que apresentou maior evolução ao longo da campanha eleitoral em Campinas. Na primeira pesquisa realizada em agosto, Marcio aparecia em terceiro lugar, com 4,4% das intenções de voto, atrás do prefeito Pedro Serafim (PDT), que registrou 13,6% das intenções.

Haddad abre 17 pontos de vantagem sobre Serra, aponta Datafolha

 

DE SÃO PAULO

A dez dias do segundo turno das eleições municipais, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, abriu 17 pontos de vantagem em relação ao seu adversário, o tucano José Serra.

Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra Haddad com 49% das intenções de voto totais contra 32% de Serra. Brancos e nulos somam 10%. Outros 9% dizem que não sabem em quem votar.

Na conta dos votos válidos (sem brancos e nulos), Haddad tem 60%; Serra, 40%.

O levantamento mostra também que a rejeição ao nome de Serra disparou. Na última pesquisa feita pelo Datafolha antes do primeiro turno, nos dias 5 e 6 deste mês, 42% dos eleitores diziam que não votariam em Serra de jeito nenhum. Agora são 52%.

É a primeira vez que mais da metade do eleitorado rejeita o tucano. Desde 1992, só dois candidatos a prefeito de São Paulo chegaram ao final da disputa com um índice superior a este. Em 2008, Paulo Maluf (PP) era rejeitado por 59%. Em 2000, Fernando Collor (PRTB) alcançou 62%.

A pesquisa de ontem mostra que Haddad vence Serra entre os eleitores que votaram em Celso Russomanno (PRB) e Gabriel Chalita (PMDB) no primeiro turno.

No grupo dos que optaram por Russomanno (21,6% dos votos válidos na primeira etapa), o petista ganha do tucano por 53% a 20%. No grupo dos que foram de Chalita (13,6% dos válidos), vence 50% a 26%. Chalita anunciou apoio a Haddad no segundo turno. Russomanno declarou-se neutro.

Para chegar a esses resultados, o Datafolha ouviu 2.098 eleitores ontem e anteontem. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

KASSAB REPROVADO

O alto índice de desaprovação da gestão do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), ajuda a explicar as dificuldades que estão sendo enfrentadas por Serra.

Hoje, 42% dos eleitores classificaram a administração Kassab como ruim ou péssima. No início de setembro, eram 48%.

Essa queda de seis pontos na reprovação, porém, não representou ganhos de aprovação. Antes, 20% diziam que o trabalho de Kassab era bom ou ótimo. Agora são 19%. O que aumentou foi a avaliação regular (de 29% para 37%).

Convidados a dar uma nota de 0 a 10 a Kassab, os paulistanos deram 4,4, em média, igualando a nota do início de setembro, a pior desde julho de 2007.

Eleito vice em 2004 ainda pelo PFL, Kassab assumiu a prefeitura em 2006 após a renúncia de Serra para disputar o governo do Estado. Em 2008, foi reeleito com apoio do tucano. Agora defende a volta de Serra à prefeitura.

O clima por mudança na cidade fica evidente nas respostas a outra pergunta do Datafolha. O instituto perguntou se os eleitores querem mudança ou manutenção das ações do atual prefeito. Resultado: 88% preferem um novo prefeito com ações diferentes das de Kassab.

Editoria de Arte/Folhapress

 

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