Vox Populi: Mercadante sobe e SP pode ter 2º turno

AE – Agência Estado

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, cresceu 11 pontos porcentuais e abriu a possibilidade de que a disputa ao Palácio dos Bandeirantes possa ser levada ao segundo turno. Pesquisa Vox Populi divulgada hoje, encomendada pelo portal iG e pela TV Bandeirantes, mostra o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, com 40% das intenções de voto, enquanto o petista registrou 28%.

Na pesquisa anterior, veiculada em 16 de agosto, o candidato do PSDB tinha 49% e Mercadante, 17%. A diferença, portanto, caiu de 32 para 12 pontos porcentuais. Pela sondagem divulgada hoje, Celso Russomanno, do PP, tem 9%, seguido por Paulo Skaf (PSB), com 3%. Fabio Feldmann, do PV, teve 2%. Os votos desses candidatos, somados aos de Mercadante, chegam a 42% das intenções de voto, superando a marca de 40% de Alckmin.

Os demais candidatos ao governo de São Paulo não pontuaram. O total de votos brancos e nulos ficou em 7%, e o dos que não sabem ou não responderam em quem vão votar, 13%. A TV Bandeirantes não divulgou o resultado de um eventual segundo turno.

A mostra foi realizada com 1.500 eleitores entre os dias 18 e 21 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo número 31.704/10.



A FALSIDADE CONTINUADA CONTRA O PT – Por José Eduardo Dutra

O Partido dos Trabalhadores se constituiu na luta pela redemocratização do país, tendo como primado a vigência do Estado de Direito. Foi o exercício contínuo da democracia, com liberdade de expressão, de crítica e de imprensa, que conduziu o PT à Presidência da República, em eleições que expressaram a vontade soberana da maioria da população.

Foi a Democracia que nos trouxe até aqui e dela não vamos nos afastar jamais. Ao longo de sua existência, o PT esteve à frente de todas as iniciativas destinadas a aperfeiçoar e consolidar as práticas democráticas entre nós – desde a luta pelo restabelecimento do direito de greve e da liberdade de organização sindical e política, passando pela campanha das Diretas, a convocação da Assembléia Constituinte, até o aperfeiçoamento da legislação eleitoral.

O governo do presidente Lula vem atuando de forma republicana na reconstituição de instituições públicas essenciais que haviam sido esvaziadas, de maneira irresponsável, em governos passados. Por meio de concursos públicos e de investimentos submetidos à fiscalização do Congresso e do Ministério Público, o governo do PT está reconstituindo a capacidade do Estado para atender às demandas do país por saúde, educação, infra-estrutura, segurança, desenvolvimento científico e tecnológico e proteção ambiental, dentre outras.

Compreendemos que outros partidos e setores da sociedade tenham visão distinta sobre a melhor maneira de colocar o Estado a serviço do desenvolvimento econômico e social do país. Mas não podemos aceitar que o legítimo debate político desborde para a agressão, a injúria e a calúnia, como faz o editorial do Estado de S. Paulo de 27 de agosto.

Não é verdade que o PT ou a campanha da nossa candidata, Dilma Rousseff, tenham buscado ou recebido, por meios ilegais, informações sobre políticos e homens de negócios ligados ao candidato da oposição – nem mesmo por interpostas pessoas, como diz o editorial.

Se a Folha de S. Paulo, em quem se socorre o editorial para repetir a afirmação infamante, teve acesso a dados sigilosos de quem quer que seja, cabe a ela apontar sua origem, antes de acusar o PT e a campanha. Repetir sistematicamente que tenham “circulado na campanha” ou conformem um dossiê que ninguém viu; repetir sem amparo em fontes, provas, sequer indícios, é mau jornalismo. É antiético. É uma continuada falsidade.
O PT não fez, não fará nem autoriza que em seu nome se faça qualquer ação fora da lei. Diante da notícia de vazamento de dados fiscais do vice-presidente do PSDB, fomos nós, do PT, que solicitamos a abertura de inquérito na Polícia Federal para esclarecer o fato. Buscamos a verdade.

Tomamos essa iniciativa porque consideramos incompatível com o Estado de Direito democrático a violação de direitos protegidos pela Constituição, não importando a motivação nem a preferência partidária de quem perpetra esse crime.

Agimos assim, à luz do dia e da lei, para que não se repitam episódios como a violação das dívidas com o Banco do Brasil de nove deputados do antigo PPB, que à época (1996) eram constrangidos a apoiar a emenda da reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Agimos assim para que não se repita a manipulação da Polícia Federal em benefício de intrigas palacianas, como ocorreu em 1995, quando um embaixador da confiança do ex-presidente teve seu telefone grampeado e suas conversas expostas.

Agimos assim em defesa das instituições em que acreditamos e dos cidadãos que representamos. Para que crimes como esses não fiquem impunes, como não deverá ficar impune a violação do sigilo fiscal dos diretores da Petrobras, devassado em junho do ano passado.

Certas vozes que hoje apontam, sem qualquer fundamento, uma suposta manipulação de setores do Estado no caso da Delegacia da Receita de Mauá, foram as primeiras a fazer exploração política do crime cometido contra os diretores da Petrobras. É uma seletividade que desqualifica a indignação.

Oferecemos esse artigo para publicação em respeito aos leitores, em defesa da verdade e em consonância com o equilíbrio editorial que notabilizou o Estado de S. Paulo ao longo de sua história. A seção de editoriais do jornal – que em outros tempos foi exemplo de independência e coragem política – recusou-se a fazê-lo, interditando o debate de argumentos no mesmo espaço em que fomos caluniados. Como diriam os editorialistas que sabiam polemizar sem recorrer ao sofisma e à desfaçatez: Sic transit gloria mundi.

***

“O crime continuado do PT”

O editorial do Estadão de 27/8 (A3) é uma agressão à verdade e uma ofensa ao PT, aos seus dirigentes e à nossa candidata Dilma Rousseff. Ao contrário do que ali se afirma, sem nenhuma base de realidade, nem o PT nem a nossa coligação jamais buscaram, tentaram buscar ou receberam, por meios ilegais, informações sobre políticos e homens de negócios ligados ao candidato da oposição – nem mesmo por interpostas pessoas. Repetir sistematicamente que tais dados tenham “circulado na campanha” ou conformem um dossiê que ninguém viu; repetir sem amparo em fontes, provas, sequer indícios, é mau jornalismo. É uma falsidade continuada contra o PT. O PT não fez, não fará nem autoriza que em seu nome se faça qualquer ação fora da lei. Fomos nós, do PT, que solicitamos inquérito da Polícia Federal para esclarecer os fatos. Da mesma forma que exigimos o esclarecimento da violação dos dados fiscais dos diretores da Petrobrás, objeto de exploração política por parte da oposição em junho do ano passado. A indignação, quando seletiva, é desqualificada. O PT constituiu-se na luta pela redemocratização do País, pela vigência plena do Estado de Direito. São valores incompatíveis com a violação de salvaguardas constitucionais dos cidadãos, não importando o motivo ou o partido de quem o faça. A nós interessa a verdade

José Eduardo Dutra
Presidente Nacional do PT

Datafolha. BA Jaques Waner amplia vantagem (47%), PE Eduardo Campos 67% #ondavermelha.

Região Nordeste

No Estado da Bahia, o petista Jaques Wagner, amplia vantagem com mais dois pontos e chega aos 47%. Paulo Souto, do DEM, segue estável com 23% da preferência do eleitor e Geddel Vieira Lima, do PMDB sobe um ponto e está com 11%.

Os concorrentes Bassuma (PV), Sandro Santa Bárbara (PCB) e Professor Carlos (PSTU) foram citados por 1% dos entrevistados. Marcos Mendes, do PSOL, não pontuou. Votos em branco, nulo ou nenhum chegam a 5%. Eleitores indecisos somam 12%.

Em Pernambuco, se a eleição fosse hoje Eduardo Campos (PSB) venceria com 67% da preferência dos eleitores. Já seu adversário, Jarbas Vasconcelos (PMDB), caiu três pontos e está com 19% das intenções de voto.

Os candidatos Edilson Silva (PSOL), Jair Pedro (PSTU), Sérgio Xavier (PV), Roberto Numeriano (PCB) e Fernando Rodovalho (PRTB) não foram citados pelos entrevistados. Votos em branco, nulo ou nenhum são 3%, indecisos são 9%.

As pesquisa foram registradas no Tribunal Regional Eleitoral dos seguintes Estados sob os números 31952/2010 (TRE-BA), 41119/2010 (TRE-PE).

A margem de erro das pesquisas estaduais é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Fonte: estadão.com.br

Datafolha – Distrito Federal: Roriz (41%) lidera, Agnelo sobe (35%) indicando segundo turno.

Distrito Federal

A disputa pelo governo do Distrito Federal segue acirrada. O candidato do PT, Agnelo Queiroz, chegou aos 35% das intenções de voto e encostou no candidado do PSC, Joaquim Roriz, que está com 41%. Com esse resultado, poderá ter segundo turno.
Toninho do PSOL tem 3% e Frank (PCB) acumula 1%. Rodrigo Dantas (PSTU), Ricardo Machado (PCO) e Eduardo Brandão (PV) não alcançaram 1% e Newton Lins (PSL) não foi citado. Indecisos somam 12%; votos brancos ou nulo são 8%. Foram feitas 691 entrevistas.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob nº 27406/2010 (TRE-DF).

A margem de erro é de quatro pontos porcentuais, para mais ou para menos no DF .

Fonte: estadão.com.br

Jornalismo calhorda. A Mídia Mente – Valter Pomar

Por Valter Pomar

Só falando assim, para definir o título da matéria publicada dia 30/7 por O Estado de S. Paulo (No dia da estreia da petista na TV, PT estimula debate sobre Farc). Reproduzo a íntegra da matéria ao final.
 
É Serra quem estimula o debate sobre as Farc. Mas o título da matéria inverte os fatos.
 
Qual o objetivo desta inversão? A matéria deixa claro o objetivo, quando diz que o PT vai jogar a candidata Dilma Rousseff em mais uma polêmica envolvendo a suposta ligação do partido com as Farc.
 
Ou seja: para o Estadão, o PT não é a vítima de uma calúnia, mas sim o responsável pela polêmica.
 
A verdade é outra: o PT vai participar do XVI Encontro do Foro de São Paulo, como sempre fizemos, desde 1990. A polêmica, quem está criando é a oposição.
 
E a oposição é como o lobo da fábula: não importa o que o cordeiro diga, o lobo sempre vai inventar um pretexto. Se formos, é porque fomos, se não formos, é porque temos algo a esconder….
 
A matéria repete mentiras publicadas noutras matérias, de vários meios; a esse respeito, sugiro ler o que disse na entrevista publicada no www.pt.org.br acerca do XVI Encontro do Foro de São Paulo.
 
 
 Leia a seguiur a matéria publicada no O Estado de São Paulo:
 
 
No dia da estreia da petista na TV, PT estimula e sobre Farc
Partido vai participar do 16.º Foro de São Paulo, instância da esquerda da América Latina, que ainda discutirá controle da mídia
30 de julho de 2010 | 0h 00
 
João Domingos / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

 

No dia da estreia do programa eleitoral dos candidatos à Presidência – 17 de agosto -, o PT vai jogar a candidata Dilma Rousseff em mais uma polêmica envolvendo a suposta ligação do partido com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Não bastasse isso, os petistas vão entrar também em outro debate que Dilma afirma abominar: o controle social dos meios de comunicação.

Nesse dia, 16 petistas, entre eles o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), um dos principais coordenadores da campanha de Dilma, estarão em Buenos Aires para participar da abertura do 16.º Foro de São Paulo – a instância cuja meta é a socialização da América Latina e do Caribe.

O documento preparatório do encontro de Buenos Aires, ainda em sua versão em espanhol, afirma que é preciso fazer o controle social da mídia. E diz que o resultado do pleito presidencial no Brasil influenciará todo o processo eleitoral na América do Sul e no Caribe, notadamente na Argentina no ano que vem. Por isso, prega a eleição de um candidato de esquerda.

Os principais idealizadores do Foro, criado em 1990, foram o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio, que disputa a Presidência pelo PSOL. Lula decidiu convocar partidos de esquerda da América Latina e do Caribe depois de receber a visita, em sua casa, em São Bernardo, do então presidente de Cuba, Fidel Castro.

Representantes das Farc estiveram nesse Foro, realizado em São Paulo, fazendo com que a guerrilha aparecesse como uma das fundadoras da instância esquerdista, assim como o Exército de Libertação Nacional, ambos da guerrilha colombiana.

Pesquisas. O tucano José Serra decidiu explorar essa suposta ligação do partido de Dilma Rousseff com as Farc. Tem insistido no tema, amparado por pesquisas qualitativas que apontariam para possíveis prejuízos eleitorais à petista caso consiga deixar no eleitor certa desconfiança quanto à ligação com a guerrilha terrorista. O assunto foi trazido à campanha pelo vice de Serra, Índio da Costa (DEM).

O secretário executivo do Foro, Valter Pomar, da ala mais à esquerda do PT, afirmou que as Farc nunca participaram dessa instância das esquerdas da América Latina e do Caribe. “Os partidos de esquerda latino-americanos estão implementando estratégias que combinam luta eleitoral e luta social. A maioria desses partidos apoia, na Colômbia, o Pólo Democrático Alternativo, que já disputou duas eleições presidenciais”, argumentou. As Farc, na visão dele, preferem conduzir a guerrilha.

O ex-vereador Edson Albertão (PSOL), de Guarulhos, um dos poucos que assumem abertamente ter contatos com as Farc, lamentou que o PT tenha decidido rejeitar a participação de grupos como as Farc no Foro de São Paulo. “Eu não concordo com isso. É uma inflexão à direita, discriminatória e odiosa a um grupo que definiu sua forma de luta não porque quis, mas porque foi obrigado a isso”, disse.

Estadão” inova com o empate que vale 3 pontos #PIG

publicada segunda-feira, 02/08/2010 às 13:49 e atualizada segunda-feira, 02/08/2010 às 15:05 

Dilma dispara em Minas, e o “Estadão” inova com o empate que vale 3 pontos 

Duas notícias interessantes ganharam destaque no blog do Nassif. São fruto do trabalho colaborativo dos leitores de Nassif. Como lá no blog dele as notícias giram muito rápido, e algumas acabam por ficar “escondidas”, reproduzo aqui as notas: 

Dilma dispara em Minas (na última pesquisa do IBOPE, Dilma chega a 44% contra 32% de Serra, isso na terra de Aécio); a nota é de Gunter Zibell; 

– “Estadão”, o empate é nosso (jornal paulista diz que PSDB lidera disputa estadual em 5 Estados, e põe nessa conta AP e RR onde o candidato tucano está numericamente atrás ou empatado com adversário); a nota é de Luiz Eduardo Brandão. 

O glorioso Caixa D’Água iria adorar essa história de empate que vale três pontos 

Essa última mostra o nível a que vão descendo os jornais da velha mídia. Depois de dar-se ao trabalho de desmentir uma brincadeira do “Cloaca News”, sobre o Ministério do Acarajé, o “Estadão” agora inventa o “empate vitorioso”. Ah, se o glorioso Caixa D’Água* estivese vivo: o Americano de Campos ia computar 3 pontos nos empates… 

Confiram o texto no blog do Nassif: 

Por Luiz Eduardo Brandão 

O Estadão deu outra de Datafolha. Para encher a bola dos tucanos, traz uma matéria de mais de meia página, com mapa e tudo, sobre as eleições para governador, com o título: PSDB lidera 5 disputas para governador. A matéria se baseia na recente pesquisa Ibope/rede Globo/Estadão, que não abrange todos os Estados. 

Aí, o leitor que vai além do título entra na matéria e descobre que, na realidade, o PSDB só lidera em 2 estados: SP e Rondônia, onde o tucano Expedito Jr está na frente do candidato do PMDB (26% a 21%). Em Roraima está na frente empatado empatado: 41 x 41%. Nos outros dois, está empatado atrás, inaugurando uma nova modalidade de colocação olímpica: o segundo que é primeiro. No  Amapá, o candidato tucano está na frente com 24% contra 25% do candidato petebista. Em Roraima o tucano lidera ainda mais atrás: tem 40% contra 43% do peemedebista. 

Se o Estadão tivesse um caderno de humorismo, a matéria estaria impecável lá. 

  

http://digital.estadao.com.br/download/pdf/2010/08/02/A6.pdf 

*Pra quem não se lembra, ou nunca ouviu falar, o Caixa D’Água (Eduardo Viana) era dirigente de futebol no Rio; foi presidente da Federação Estadual, e torcia desbragadamente pelo Americamo de Campos. Não era muito ortodoxo em seus métodos, bom parceiro de Eurico Miranda, gostava de um tapetão, de ganhar nos bastidores. O Caixa D’Água ia adorar essa idéia do “Estadão”: empate, pra nós, vale três pontos.

E segue o jogo!

PIG – Partido da Imprensa Golpista!

Partido da Imprensa Golpista

 

 

 

Por Luiz Carlos Azenha

Em minhas longas viagens rumo à periferia de São Paulo, dentro de um carro de reportagem, em geral sirvo-me dos jornais lidos pelas equipes de gravação. Normalmente há sempre um cópia do Agora ou dos jornaizinhos distribuídos de graça nos sinaleiros (é assim que se diz em Bauru).

Hoje, porém, comprei o Estadão, jornal que sempre foi muito respeitado em casa, pela consistência ideológica: foi, é e sempre será um jornal reacionário. Ao ler o editorial “A Noruega tropical de Lula”, no entanto, fui pego de surpresa. Muito bem escrito, com bons argumentos e até mesmo algumas pitadas de ironia e sarcasmo, características que o jornal chupou da imprensa britânica e que seriam muito benvindas em página tão austera, que leva o solene título de “Notas e Informações”.

Lá pelas tantas, no entanto, o jornal chama o presidente da República de quadrúpede (escolha você o que se encaixa melhor, se mula, jumento, cavalo, besta, jegue, burro ou muar): “Mas a megalomania se livra dos arreios quando, para justificar o seu intento de fazer pelos latino-americanos, caribenhos e africanos o que se vangloria de ter feito pelos brasileiros, Lula não deixa por menos: “Não podemos ser uma ilha de prosperidade cercada por um mar de pobreza e injustiça social”.”

Acho que o texto diz mais sobre o Estadão do que sobre Lula.

Do ódio de classe da elite brasileira em relação ao presidente da República já temos exemplos muito mais descarados. Quem se der ao trabalho de ler os jornais diariamente terá farto material para estudar este fenômeno explícito de preconceito. A elite que se expressa através dos jornais, que os alimenta e através deles se retroalimenta, sempre acreditou ter o monopólio do idealismo (são os únicos que pensam no Brasil sem considerar primeiro seus próprios interesses políticos ou econômicos), do discurso (até que surgisse a internet, um paredão inabalável se erguia diante dos leitores) e da educação (eram, de fato, os únicos que tinham acesso à educação superior).

Era possível entender, portanto, que decidissem escrever um script para encaixar o sindicalista que se tornou presidente: tosco, intelectualmente limitado, grosseiro, à imagem e semelhança do penetra que não sabe se comportar na festa.

A alguém assim, recomendava a etiqueta do andar de cima, se dedicava o desprezo das piadas sussuradas, quando muito. Quando um jornal gasta tempo e miolos na elaborada tarefa de taxar de quadrúpede um penetra meramente desprezível, é indício de que ele fez muito mais do que arrombar a festa.

 http://pagina13.org.br/?p=2935

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