Bancários consideram positivo corte da Selic, mas cobram sistema financeiro

“Continuamos com um spread muito acima da média internacional”, afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT

Rede Brasil Atual

São Paulo – A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) disse considerar positivo o corte decidido hoje (18) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), mas avalia que há margem para uma redução maior. Além disso, a entidade considera “imprescindível” forçar o sistema financeiro a baixar o spread e suas taxas de juros. “Embora a nova queda da Selic seja um passo positivo, o Brasil continua com uma das maiores taxas de juros do mundo. Em 2011, o Tesouro desembolsou R$ 236,6 bilhões para pagar os juros da dívida pública, o que é o maior programa de transferência de renda do governo, beneficiando os mais ricos”, afirmou o presidente da confederação, Carlos Cordeiro.

Ele considera equivocada a decisão do Copom de elevar a Selic no ano passado (nas cinco primeiras reuniões realizadas no governo Dilma), “cedendo às pressões do mercado financeiro”. Com isso, diz o sindicalista, o comitê “olhou apenas para a inflação e, com isso, sacrificou o crescimento da economia, que foi de apenas 2,7% no ano passado, e a geração de emprego e renda para os trabalhadores”.

Para o dirigente, as reduções anunciadas pelos bancos privadas foram pequenas. “Continuamos com um spread muito acima da média internacional. A queda nos juros não pode ser apenas perfumaria, é preciso que os bancos reduzam de fato o spread. É preciso também aumentar a oferta de crédito, que hoje é de apenas 49% do PIB, enquanto nos países desenvolvidos chega a ser mais que o dobro.” Ele lembrou que a entidade defende a realização de uma conferência nacional para discutir o papel dos bancos na economia.

Chapa 1 vence as eleições no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

 

chapa 1

 

A Chapa 1 – Sindicato Forte, Unidade e Luta presidida por José Augusto Camargo (Guto) venceu as eleições e deverá dirigir o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo no triênio 2012/2015. Ela derrotou a Chapa 2, Renovar Para Mudar, Sindicato é Pra Lutar!, de Bia Barbosa, por 643 (56,26%) contra 500 (43,74%) votos. Foram 1.143 eleitores em todo o Estado.

 

Esta é a nova diretoria eleita:

 

Diretoria Executiva
Presidente: José Augusto Camargo
Secretário Geral: André Luiz Freire
Secretária de Finanças: Cândida Maria Rodrigues Vieira
Secretário do Interior: Edvaldo Antonio de Almeida
Secretária de Sindicalização: Marcia Regina Quintanilha
Secretária de Ação e Formação Sindical: Clélia “Telé” Cardim
Secretário Jurídico e de Assistência: Paulo Leite Moraes Zocchi
Secretária de Cultura e Comunicação: Lilian Mary Parise
Secretária de Relações Sindicais e Sociais: Evany Conceição Francheschi Sessa

Conselho de Diretores

 
Kepler Fidalgo Polamarçuck
Alan Felisberto Rodrigues
Luis Luciano de Azevedo
Wladimir Francisco de Miranda Filho
Alessandro Giannini
Claudio Luis Oliveira Soares
Rose Nogueira
Fabiana Caramez
José Eduardo de Souza

COMISSÃO DE REGISTRO E 
FISCALIZAÇÃO DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL
Douglas Amparo Mansur
Vitor Celso Ribeiro da Silva
José Fernandes da Silva
Suplentes
José Aparecido dos Santos
Luigi Bongiovani

CONSELHO FISCAL 
Sylvio José Miceli Jr.
James Membribes Rubio
Raul Antonio Varassim
Suplentes
Manuel Alves dos Santos
Karina Fernandes Praça

REGIONAIS 

BAURU 

Diretor Regional – Angelo Sottovia
Luis Victorelli
Ieda Cristina Borges
Luiz Augusto Teixeira Ribeiro
Rita Cornélio

CAMPINAS 

Diretor Regional – Agildo Nogueira Jr.
Katia Fonseca
Hugo Arnaldo Gallo Mantellato
Fernanda Freitas
Edna Madolozzo
Marcos Rodrigues Alves
Djalma dos Santos

OESTE 

Diretora Regional – Tânia Brandão
Priscila Guidio Bachiega
Geraldo Fernandes Gomes
Altino Oliveira Correa

PIRACICABA 

Diretor Regional – Martim Vieira Ferreira
Luciana Carnevali
Carlos Castro
Poliana Salla Ribeiro
Ubirajara de Toledo
Vanderlei Zampaulo
Paulo Roberto Botão

RIBEIRÃO PRETO

Diretora Regional – Aureni Menezes
Antonio Claret Gouvea
David Batista Radesca
José Francisco Pimenta
Ronaldo Augusto Manguetas
Fábio Lopes
Marco Rogério Duarte
Maria Odila Theodoro Netto

SANTOS 

Diretor Regional – Carlos Alberto Ratton
Edison Domingos Costa Baraçal
Reinaldo Salgado Filho
Eraldo dos Santos
Glauco Ramos Braga
Emerson Chaves
Dirceu Fernandes Lopez
Ademir Henrique

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Diretor Regional – Harley Pacola
Andréia Fusineli
José Luis Lançoni
Sérgio Sampaio
Cecília Dionisio
Marcelo Dias dos Santos

SOROCABA 

Diretor Regional – José Antonio Rosa
Adriane Mendes
Fernando Carlos Silva Guimarães
Aldo Valério da Silva
Emídio Marques
Marcelo Antunes Cau

VALE DO PARAÍBA 

Diretora Regional – Neusa Maria de Melo
Jorge Silva
Vanessa Gomes de Paula
Fernanda Soares Andrade

Nota da Esquerda Popular Socialista Nacional

A Direção Nacional da Esquerda Popular Socialista vem afirmar seu compromisso com a construção do Grupo Luta Fenaj no movimento sindical de jornalistas.
Compreendemos que este movimento é o espaço daqueles e daquelas que almejam que a nossa Federação saia da apatia e lidere as lutas dos jornalistas, e se transforme em instrumento capaz de responder aos constantes ataques que nossa categoria tem sido vítima.
Queremos que a FENAJ seja parte constitutiva de um forte movimento que garanta e amplie as conquistas de nossa categoria e lidere, junto aos movimentos sociais, a luta por uma comunicação democrática em nossa sociedade.
Acreditamos que para alcançar tais conquistas a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas devem se orientar e atuar no interior da Central Única dos Trabalhadores – CUT.
É importante destacar que, em nosso país a realidade sindical é muito diversa, no caso da disputa em São Paulo a opção da Direção da EPS-SP reflete um entendimento sobre uma conjuntura que não impacta na nossa opção e compromisso nacional pelo fortalecimento do Movimento Luta Fenaj.
Conclamamos os/as jornalistas brasileiros/as a participar desta frente pelo fortalecimento dos direitos da categoria.
Esquerda Popular Socialista.
Elida Miranda – (82)9965-6778
CUT-AL
SINDJORNAL
Intervozes
Luta Fenaj
Esquerda Popular Socialista (DNESP)
MSN: mirandoaelida@hotmail.com
“Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros” (Che Guevara)
Saudações na luta, Elida Rachel Miranda.

1ª Plenária Nacional Sindical da Esquerda Popular Socialista – PT

Aumento zero para servidores: sindicatos e confederação prometem endurecer com o governo federal

A presidenta Dilma em pessoa veio a campo para informar que não haverá reajuste salarial para os trabalhadores públicos federais em 2012. A Condsef-CUT, confederação nacional que congrega o funcionalismo, promete endurecer e garante que em janeiro já planejará ações para aumentar a pressão.

Há acordos que foram fechados e outros em fase adiantada que, assim, ficam sob clara ameaça.

Além disso, ao sinalizar com austeridade máxima para essa parcela da população, enquanto outras continuam ganhando os tubos – notadamente os bancos, que dependem e muito do dinheiro público para ficar cada vez mais ricos – a presidenta aponta na direção da lógica que hoje afeta duramente a Europa, a saber, socializar as perdas em nome daqueles que verdadeiramente criaram a crise. São situações diferentes em grau, mas não na essência.

Por fim, se precisamos de um Estado forte e indutos do crescimento, algo que a própria presidente costuma declarar, devemos tratar o funcionalismo de uma outra forma. Precisamos investir nele. Concordo com a necessidade de melhoria da gestão, mas para isso o torniquete não ajuda.

Ainda nesse ponto, devemos lembrar que a presidenta, com essas declarações, ainda que possivelmente sem querer, acaba por dar um salvo-conduto a governadores e prefeitos que resistem a encarar responsabilidades como o Piso Nacional do Magistério.

Leia o texto preparado pela Condsef em que se detalham as razões para não suspender reajustes do funcionalismo no ano que vem clicando aqui.

Publicado originalmente no blog do Artur Henrique

Alckmin entra com recurso contra lei do piso

No dia 29 de novembro, após a APEOESP obter na justiça de São Paulo liminar determinando a implementação imediata da composição da jornada de trabalho dos professores prevista na lei 11.738/08 (no mínimo 33% dedicados a atividades extraclasses), o Governador Geraldo Alckmin declarou que o Governo Estadual cumpriria a decisão judicial.

Apesar desta declaração, até o momento o Governo do Estado não emitiu nenhuma resolução que concretize a promessa, e ontem, 13 de dezembro, ingressou com recurso para derrubar a liminar e, portanto, não implementar a composição de jornada prevista na lei do piso salarial profissional nacional, uma conquista histórica dos professores brasileiros.

O Governo do Estado de São Paulo, portanto, vive uma contradição. Por um lado, o mandatário máximo do Estado declarou publicamente que cumpriria a lei – que, de resto, nem necessitaria de ação judicial, posto que o Supremo Tribunal Federal confirmou que a lei é constitucional e deve ser aplicada imediatamente em sua integralidade. Por outro, o próprio Estado ingressou com recurso para derrubar a liminar e não cumprir a lei.

Em diversos momentos em que questionamos a Secretaria Estadual da Educação sobre a não implementação da jornada prevista na lei do piso, ouvimos que faltariam professores. Ora, já existe falta de professores, entre outros motivos pela ausência de uma política de valorização da carreira do magistério que atraia e mantenha mais profissionais na rede estadual de ensino. Há hoje, por exemplo, falta de professores de química, de física e de outras disciplinas. É preciso atraí-los com novas políticas.

A implementação da jornada do piso, na verdade, significa um estímulo para que muitos professores ingressem ou retornem à rede. Há professores afastados, adoecidos pela excessiva carga de trabalho com alunos e que poderiam suportar 26 horas de trabalho em sala de aula, mais 14 de atividades extraclasses, sendo 6 em Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo e 8 em atividades em local de livre escolha, como elaboração e correção de provas e trabalhos, preparação de aulas e outras. Muitos outros professores poderiam voltar à rede, tendo em vista as novas condições de suas jornadas de trabalho.

 

Maria Izabel Azevedo Noronha

Presidenta da APEOESP

 

fonte: blog Palavra da Presidenta

O autor dos rebentos disse… O Governo de São Paulo perdeu novamente: o juiz manteve a liminar do Sindicato!

CUT protesta contra aprovação do projeto das OSs pela Alerj

Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou o projeto de lei 767/11, que permite ao governo a transferência da gestão de unidades da Saúde a entidades privadas

Escrito por: CUT-RJ

O dia 13 de setembro de 2011 (terça-feira) ficará marcado como um dia de luto para a saúde do estado do Rio de Janeiro. Isso porque a Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou o projeto de lei 767/11, que permite ao governo a transferência da gestão de unidades da Saúde a entidades privadas conhecidas como organizações sociais. Mais uma vez, a Alerj não atendeu aos anseios da população e aprovou a proposta do governador Sérgio Cabral com 49 votos favoráveis e apenas 12 contrários.

Antes, durante e após a votação no plenário da Alerj, dirigentes e militantes da central protestaram nas escadarias e no entorno da Assembleia Legislativa, junto aos profissionais de saúde e movimentos sociais. Houve tumulto e truculência da PM. Todos os acessos ao plenário foram fechados e quem ainda não havia entrado na Alerj foi impedido de acompanhar a votação. Alguns manifestantes, entre eles dirigentes da CUT-RJ, foram atingidos por gás de pimenta disparado pela polícia.

A central já havia se posicionado publicamente contra a proposta do governo por meio de notas divulgadas em seus veículos de comunicação. A CUT-RJ acredita que o “novo” modelo de gestão pública proposto pelo projeto de lei 767/11 consagra a terceirização, omite a responsabilidade pública em setores universalmente consagrados como públicos, elimina o concurso público e precariza as relações de trabalho. Além de dirigentes e militantes de diversos sindicatos filiados à central, a CUT-RJ esteve representada na manifestação pelos secretários de Saúde, Antonio Barbosa, e de Relações de Trabalho, Marcello Azevedo, pelos dirigentes estaduais Jadir Baptista e Marílio Paixão e pela dirigente nacional Lúcia Reis.

Para Barbosa, que também representa a CUT-RJ no Conselho Estadual de Saúde, quem perderá com este projeto será o usuário da saúde pública, ou seja, a maioria da população que não tem plano de saúde. “As experiências que temos com entidades de direito privado, como organizações sociais e fundações, é de desvios de verbas e desvalorização dos servidores públicos, o que acarreta na precarização dos serviços públicos essenciais”.

A luta continua
Para o secretário de Saúde da CUT-RJ a luta continua. Segundo ele, com a aprovação deste projeto a sociedade civil organizada deve atuar em duas frentes. “É preciso continuar mobilizando a população contra a privatização dos serviços públicos essenciais, até porque, foi apenas com uma grande mobilização que conseguimos que estes serviços passassem a ser públicos, gratuitos e universais. Por outro lado, não podemos deixar de fazer uma fiscalização rígida do funcionamento destas organizações sociais, intensificando o controle social, até para evidenciar a incompatibilidade destas entidades de direito privado com a gestão do serviço público”, concluiu Barbosa.

A Alerj informou por meio de sua página eletrônica que, embora o projeto de lei 767/11 tenha sido aprovado, ainda serão discutidas e votadas 20 emendas destacadas pelos parlamentares.

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