Recurso da AE provoca anulação de todos os Encontros Setoriais do PT-SP

Um recurso articulado pelo companheiro Valter Pomar, da Articulação de Esquerda, foi acatado por 4x 2, na Comissão de recursos do DN do PT.

O recurso acatado ANULA TODOS OS ENCONTROS SETORIAIS do PT-SP.

A formalidade burocrática alegada foi a de que não havia quitação prévia de todos os delegados, mas essa quitação já foi feita.

É preciso considerar que havia praticamente um “vácuo” na regulamentação dos Encontros, que só foi formalizada 72h antes da primeira data possível de fazer os Encontros e 10  dias antes da segunda data possível. 

Não houve tempo mínimo para divulgar e executar o regimento nas suas minúcias. Se houve erro, foi da Executiva nacional.

O fundamental foi o esforço feito pelo conjunto da militância do PT-SP. Os encontros foram um sucesso, com 17881 credenciados. !  TUDO FOI FEITO POR ACORDO UNÂNIME NO PT-SP..

16 setoriais elegeram sua nova direção.  

Nada disso sensibilizou a AE e nem os 4 dirigentes nacionais que acataram o recurso. Provavelmente são daqueles setores do Partido que desprezam a militância setorial e fazem de tudo para boicotar os Encontros e esvaziar esse espaço de militância e formulação política.

Nesse momento, a Executiva Estadual do PT-SP acaba de recorrer para a Executiva Nacional, pedindo anulação dessa estapafúrdia decisão. 

São 168 DELEGADOS E DELEGADAS  de SP (considerando as Secretarias Setoriais)  aos Encontros Nacionais que estão tendo seu mandato cassado por iniciativa da AE e insensibilidade desses 4 companheiros.

Um absurdo! Grande indignação agora na militância dos setoriais. Vamos ficar fora do Encontro Nacional? A maior delegação do Brasil?

Esperamos que a Comissão Executiva Nacional tenha um mínimo de respeito pela militância de SP e tenha lucidez e agilidade para reverter esse absurdo.
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Uma resposta

  1. Em relação ao que diz o coordenador do setorial nacional LGBT a respeito da decisão da Câmara de Recursos, que acolheu parcialmente recurso feito pela companheira Iole Iliada e por mim, faço os seguintes comentários:

    1-o recurso foi aprovado por 4×2. E a decisão da Câmara não é diferente daquilo que foi solicitado pelo recurso. Destacar e atacar uma pessoa e uma tendência atende a objetivos outros, que nada têm que ver com a polêmica;

    2-o recurso não pedia anulação dos encontros. A decisão aprovada não anula os encontros. Apenas não reconhece os delegados eleitos nos encontros setoriais de SP, porque foram eleitos irregularmente;

    3-o recurso foi originalmente apresentado à direção estadual do PT-SP, que não o julgou nos prazos devidos. Se o julgamento tivesse ocorrido, talvez tivesse sido explicado de quem foi a suposta unanimidade que decidiu desrespeitar as regras aprovadas pela direção nacional do Partido;
    4-o recurso foi apresentado porque, no ato do credenciamento, não houve exigência de comprovação de quitação. O descumprimento desta regra num determinado estado desequilibra e distorce a composição dos respectivos encontros setoriais nacionais, em prejuízo de quem cumpriu regra. Lembrando que os encontros setoriais nacionais elegerão direções que terão 4 anos de mandato;

    5-comprovar pagamento não é uma formalidade burocrática. Nem se trata de minúcias;

    6-o recurso foi feito no dia 25 de março. Ate o dia 23 de abril, a direção estadual do PT-SP não havia comprovado que os credenciados nos encontros setoriais de SP haviam quitado. Aliás, correspondência da direção estadual dizia em 23 de abril que “aparentemente” a quitação havia sido feita;

    7-a norma descumprida no dia 24 de março, quando do credenciamento dos encontros setoriais de SP, foi aprovada pela CEN do PT no dia 15 de março. É uma norma legítima e havia plenas condições de aplicação. Acusar a executiva nacional é um absurdo. A responsabilidade é de quem quer que tenha decidido desrespeitar as regras aprovadas, que são nacionais;

    8-a Câmara de Recursos aprovou por 4×2 a decisão. Portanto, cabe recurso à direção nacional do Partido;

    9-espero que este e outros episódios semelhantes sirvam para estimular um debate sobre o que está sendo feito dos setoriais partidários. Quem despreza os setoriais é quem despreza as regras que garantem os objetivos para os quais os setoriais foram criados.

    Atenciosamente

    Valter Pomar
    membro do DN do PT e da Câmara de Recursos

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