Caixa reduz em até 21% juro de imóvel

 

Foi a terceira rodada de corte nas taxas de financiamentos, mas medida beneficia apenas quem contratar empréstimo a partir de 4 de maio

EDUARDO CUCOLO / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

 

A Caixa Econômica Federal anunciou ontem a terceira rodada de redução dos juros em menos de um mês, dessa vez para a contratação de financiamentos habitacionais. A mudança beneficiará, porém, apenas as pessoas que fizerem empréstimos a partir de 4 de maio. Financiamentos assinados antes dessa data não serão contemplados. Quem já fechou negócio, mesmo que há pouco tempo, também não poderá renegociar a taxa.

A queda dos juros para os imóveis vai depender do grau de relacionamento que as pessoas pretendem ter com o banco. Se o interessado em comprar um imóvel de até R$ 500 mil, por exemplo, não quiser abrir uma conta, o juro do financiamento ficará 10% mais barato. Mas, se a pessoa aceitar abrir uma conta e ainda passar a receber o salário na instituição, o empréstimo ficará 21% mais barato.

A redução na taxa segue a direção iniciada este mês pelo também estatal Banco do Brasil, seguindo uma orientação do governo, e que já atingiu segmentos como cheque especial e financiamento para automóveis. Os bancos privados também já anunciaram quedas em várias taxas, mas, para analistas, teriam menos fôlego para fazer o mesmo com o crédito habitacional, onde a margem é menor.

Mudança. Para imóveis dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), de até R$ 500 mil, as taxas efetivas cobradas pela Caixa hoje são de 10% ao ano para o público geral e 8,9% para clientes com “relacionamento”. Essas taxas caem agora para 9% e 8,4% ao ano, respectivamente. Haverá ainda taxa de 7,9% ao ano para clientes que passem a receber seu salário pelo banco.

Para imóveis acima de R$ 500 mil, os juros hoje são de 11% ao ano para o público geral e 10,5% para cliente com relacionamento. Essas taxas caem para 10% e 9,2%, respectivamente. Quem recebe salário no banco paga 9%.

Segundo cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac), num empréstimo de R$ 500 mil com taxas de 11% ao ano, o consumidor pagaria, durante dez anos, 120 parcelas mensais de R$ 6.729,96. Se a taxa cair para 10%, o ganho total seria de R$ 27 mil – a parcela mensal cairia para R$ 6.497,28, uma economia de R$ 232 ao mês.

FGTS. A Caixa também vai reduzir a taxa máxima para financiamento de imóveis de até R$ 170 mil, que são bancados com recursos do FGTS. O juro cai de um teto de 8,47% para 7,9% ao ano, para clientes que recebem salários no banco. Se o cliente for cotista do FGTS, a taxa será de 7,4% ao ano. A queda dos juros começa a valer no mesmo dia em que a Caixa dá início ao 8.º feirão de imóveis, que vai até 10 de junho. Serão oferecidos mais de 430 mil imóveis em 13 cidades.

Embora a redução dos juros seja uma determinação do governo, a Caixa também diz que se trata de estratégia empresarial e que o aumento de volume de empréstimos vai compensar a redução dos juros.

Segundo o vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, o banco deve rever a previsão de contratação de crédito habitacional neste ano de R$ 90 bilhões para até R$ 100 bilhões. No ano passado, foram R$ 80 bilhões. Neste início de ano, já houve um aumento de 43% nessas operações.

Urbano Duarte diz ainda que a taxa de inadimplência é de apenas 1,7% nos financiamentos habitacionais e de 5% nos outros empréstimos, bem abaixo dos 7,4% da média do mercado.

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