PT e PSB avançam em reduto da oposição

PAULO DE TARSO LYRA

Correio Braziliense

Petistas apoiam socialistas na briga pela prefeitura de Mossoró (RN), a única com mais de 150 mil eleitores sob comando do DEM. Aproximação facilita acordo em São Paulo

A comissão formada por PT e PSB para desenrolar os nós das eleições municipais — e aproximar os socialistas da pré-candidatura do petista Fernando Haddad em São Paulo — já tem a primeira cidade definida como consenso: Mossoró (RN). O município potiguar é o único com mais de 150 mil eleitores governado pelo DEM, partido que vive uma crise nacional após o escândalo envolvendo o senador Demóstenes Torres (GO).

Mais: o município é reduto do presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN). “É claro que vamos fazer de tudo para apoiar o PSB lá. Será o meu esforço pessoal e tenho certeza de que do ex-presidente Lula também”, afirmou o secretário nacional de Organização do PT, Paulo Frateschi.

A cidade potiguar foi citada na reunião que o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, teve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia 24. O PT fez, recentemente, uma convenção municipal em Mossoró e lançou o nome do ex-reitor da Universidade Federal Rural do semiárido Josivan Barbosa. O PSB apresentou a deputada estadual Larissa Rossado. Do lado demista, a pré-candidata é Ruth Ciarlini, irmã da governadora do estado, Rosalba Ciarlini, também filiada ao DEM.

Frateschi é o representante do PT na comissão formada para discutir as alianças entre os dois partidos. O interlocutor pelo PSB é o vice-presidente da legenda, Roberto Amaral. Os dois vão se encontrar pela primeira vez para discutir a disputa municipal deste ano hoje, no Rio de Janeiro.

Os movimentos de Eduardo Campos, que ora sinaliza aproximação com o PT, ora flerta com o PSDB, são vistos com ressalvas pela direção petista. “O Eduardo é mais esperto que a média dos integrantes do PT”, disse um dirigente partidário incomodado com a postura do governante.

Mesmo assim, o secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi, acredita que, ao término das negociações, o PSB apoiará Fernando Haddad em São Paulo. “Tentaremos antecipar a resposta deles para maio. É claro que eles vão tentar ao máximo valorizar essa parceria, mas devemos fechar coligação com eles e o PR”, espera o petista.

Capitais
Para o PSB, além de Mossoró, são consideradas prioritárias cinco capitais: João Pessoa (PB), Macapá (AP), Curitiba (PR), Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO). “As capitais, claro, estão na nossa lista principal, além de cidades-polo, como Campinas (SP)”, disse ao Correio o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral.

O caso de Campinas é mais complicado, na visão dos petistas. Os socialistas lançaram o deputado federal Jonas Donizette (SP) e têm uma aliança assegurada com o PSDB. “Não vão abrir mão dessa parceria para coligar-se com o Márcio Pochmann (atual presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Ipea)”, acreditam os articuladores do PT

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